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quinta-feira, 20 de março de 2014

Tratamentos cosméticos podem abrir portas para bactérias, aponta pesquisa

Tratamentos cosméticos podem abrir portas para bactérias, aponta pesquisa Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação
Apesar dos mais elevados níveis de higiene, a injeção de substâncias pode causar lesões incuráveis
 
Muitas pessoas têm injetado substâncias no rosto para deixar os lábios mais grossos ou para suavizar as rugas. Infelizmente, um grande número de pacientes de tratamentos cosméticos apresentam efeitos colaterais desagradáveis na forma de nódulos subcutâneos que são difíceis de tratar e que - em casos isolados - levam a lesões que simplesmente não irão curar. Pesquisa publicada recentemente pela Universidade de Copenhagen afirma que, apesar dos mais elevados níveis de higiene, estes efeitos colaterais indesejados são causados por infecção bacteriana.
 
— Antes, a maioria dos especialistas acreditava que os efeitos colaterais eram causados por uma reação autoimune ou alérgica ao gel injetado. Pesquisas envolvendo tecidos de pacientes e ratos já mostrou que as lesões desfigurantes ocorrem devido a bactérias injetadas em conexão com o procedimento cosmético. Além disso, nós demonstramos que os próprios enchimentos agem como incubadores de infecção, e tudo o que precisa são somente 10 bactérias para criar uma lesão feia e um filme de material bacteriano - conhecido como biofilme - o que é impossível de tratar com antibióticos — disse Morten Alhede, pós-doutor do Departamento de Saúde Internacional, Imunologia e Microbiologia da Universidade de Copenhague.
 
O biofilme é resistente a antibióticos
O tratamento com agentes de enchimentos é muito comum. De acordo com a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e Estética (ASAPS), o tratamento com produtos à base de ácido hialurônico constitui o segundo procedimento cosmético não-cirúrgico mais popular nos Estados Unidos.
 
— Porque um monte profissionais se recusam a aceitar que os efeitos colaterais de procedimentos de preenchimento são causados por bactérias, alegando que tais problemas são causados por reações alérgicas, o procedimento usual tem sido o de tratar com esteróides. Porém, este é realmente o pior tratamento possível, porque injeções de esteróides agravam a situação e deixam as bactérias livres.
 
Felizmente, muitos dos produtores de enchimentos já se conscientizaram do risco das bactérias e reconhecem que o gel pode atuar como uma incubadora delas — disse Thomas Bjarnsholt, professor adjunto do Departamento de Saúde Internacional, Imunologia e Microbiologia.
Ele continua:
 
— Os especialistas recomendam manter a pele facial livre de maquiagem por um mês antes de sofrer um tratamento que envolva preenchimentos. Uma boa higiene é sempre importante. Mas mesmo quando você obedece a todas as regras e regulamentos, é difícil evitar completamente as bactérias, pois elas estão, muitas vezes, muito abaixo da superfície da pele.
 
Beleza com consequência
Os pesquisadores estimam que uma entre cem pessoas ou uma entre mil - dependendo do tipo de preenchimento - desenvolve uma infecção bacteriana lamentável que, no pior dos casos, pode deixar a pessoa com um rosto desfigurado permanentemente.
 
— A maioria das pessoas são suscetíveis a ter problemas quando submetidas a um tratamento de preenchimento para suavizar sua pele. No entanto, é um pouco como dirigir um carro: não há nada de errado em não usar o cinto de segurança, enquanto você não acertar nada. Se você tiver um acidente, no entanto, é quase impossível andar ileso — afirmou Thomas Bjarnsholt.
 
O biofilme que pode se desenvolver em consequência de um tratamento de enchimento é resistente a antibióticos.
 
— A boa notícia é que as infecções podem ser prevenidas por tratamento antibiótico profilático, ou seja, injeção de antibióticos em conjunto com o próprio enchimento durante o processo de tratamento cosmético. Nossa pesquisa enfatiza o quanto é importante para todos os praticantes seguir este procedimento para evitar as complicações indesejadas — explica Morten Alhede.
 
Zero Hora

Consumir álcool mais que duas vezes por semana aumenta o risco de mortalidade por AVC em homens

Consumir álcool mais que duas vezes por semana aumenta o risco de mortalidade por AVC em homens Ver Descrição/Ver Descrição
Risco de hemorragia cerebral varia linearmente quando o
consumo de álcool cresce
Outros fatores significativos para o derrame incluem pressão alta, insuficiência cardíaca, diabete e tabagismo
 
Estudo da Universidade da Finlândia Oriental mostrou que os homens que ingerem álcool com mais frequência do que duas vezes por semana têm um risco três vezes maior de mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) do que aqueles que não o consomem. O risco é elevado independentemente da quantidade consumida.
 
Um total de 2.609 homens de meia-idade participaram do estudo, e o acompanhamento dos voluntários foi feito ao longo de 20 anos. O excesso de álcool está associado a uma variedade de doenças.
 
Em pessoas que são consumidores moderados, por exemplo, o risco de acidente vascular cerebral é pequeno, já que o risco de hemorragia cerebral varia linearmente quando o consumo de álcool cresce.
 
 Outros fatores de risco significativos para o desenvolvimento do AVC incluem elevação da pressão arterial, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo e níveis elevados de colesterol.
 
Zero Hora

Saiba o que é a hiperidrose e como ficar livre do suor em excesso

Saiba o que é a hiperidrose e como ficar livre do suor em excesso Ver Descrição/Ver Descrição
Hiperidrose primária provoca aumento de suor especialmente
 nas mãos, planta dos pés e axilas
Distúrbio possui diferentes opções de tratamento
 
Em dias nos quais o clima está muito seco e a temperatura muito elevada é normal que algumas regiões do corpo produzam mais suor. Essa transpiração que é realizada pelas glândulas sudoríparas serve para regular a temperatura do organismo em 36,5ºC para que o mesmo continue em perfeito equilíbrio.
 
Outros fatores, como a prática de atividades físicas, o consumo de alimentos apimentados ou quentes demais e até mesmo o uso de roupas de determinados tecidos (o algodão também estimula a produção de suor pelo organismo), contribuem para o processo. Porém, quando o suor é excessivo, o responsável pode ser um distúrbio chamado hiperidrose.
 
De acordo com a dermatologista Dra. Helua Mussa Gazi, a hiperidrose é caracterizada pelo aumento da sudorese. Ela pode ser classificada em dois tipos: primária e secundária. A mais comum é a primária, onde provoca um aumento de suor especialmente nas mãos, planta dos pés e nas axilas.
 
A hiperidrose secundária, entretanto, geralmente acomete o corpo inteiro em situações de estresse ou em decorrência de algumas doenças ou condições como: menopausa, doenças cardíacas, hipertireoidismo, derrame, tuberculose e distúrbios hormonais.
 
— Pessoas com hiperidrose costumam transpirar até mesmo nos dias frios. Na maioria dos casos, o motivo para a produção excessiva de suor produzido pelo organismo não é específico— informa a especialista.
 
A dermatologista explica ainda que embora o distúrbio possa acontecer em qualquer idade, os sintomas começam a surgir na infância e se agravar na puberdade, podendo melhorar com o passar dos anos.
 
— O suor em si não tem odor. Isso porque na transpiração são perdidos 95% de água e 5% de eletrólitos. Trata-se de substâncias como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que reagem com a água e fazem a condutividade elétrica no sangue. Porém, o seu excesso contribui para a proliferação de bactérias que se alimentam dele e estas podem causar o mau cheiro— afirma a médica.
 
Existem tratamentos que amenizam os quadros do distúrbio e podem ser feitos por meio de fórmulas tópicas contendo cloreto de alumínio, aplicação de toxina botulínica ou através de uma cirurgia chamada simpatectomia.
 
— Para o diagnóstico é preciso uma avaliação clinica, pois os sintomas são muito característicos. Feito isso, a primeira opção de tratamento considerada é o uso de antitranspirantes porque atuam bloqueando as glândulas sudoríparas— recomenda Helua.
 
Outra alternativa tem sido a toxina botulínica: o procedimento é bem simples e eficaz e consiste em injeções de botox a fim de bloquear as terminações nervosas que enviam sinais às glândulas sudoríparas, ajudando a interromper a produção de suor e minimizar o cheiro desagradável.
 
— A eficácia das injeções pode durar entre três e oito meses, porém, deve ser reaplicada de acordo com a necessidade de cada paciente— finaliza a dermatologista.

Zero Hora

Anvisa proíbe venda de lote de suplemento proteico com excesso de carboidrato

Segundo laudo, lote de produto da marca 100% Whey Protein tinha 20% a mais de carboidratos do que o declarado no rótulo
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta quarta no Diário Oficial da União proíbe a distribuição e a comercialização, em todo o território nacional, do Lote 156/12 do produto Suplemento Proteico para Atletas, marca 100% Whey Protein, data de fabricação 02/12/2012, data de validade 02/12/2014, fabricado por Vulgo Suplementos Indústria de Alimentos Ltda.
 
De acordo com o texto, a decisão foi tomada levando em consideração laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias que apresentou resultado insatisfatório para ensaio de carboidratos, por ter sido detectada quantidade superior em mais de 20% ao valor declarado no rótulo do produto.
 
Em fevereiro, a Anvisa proibiu a venda de 20 lotes de suplemento de proteína, pois a composição real dos produtos era diferente da informada na rotulagem, o que caracterizou fraude contra o consumidor e prática desleal de comércio. Alguns desses produtos também apresentaram alterações no ensaio de carboidratos.

Agência Brasil

Do tubo de ensaio às farmácias: saiba como um novo medicamento é desenvolvido

Thinkstock/Getty Images
Medicamentos podem levar até 15 anos para serem comercializados,
por conta da longa pesquisa para desenvolvê-los
Da descoberta de molécula promissora até testes em humanos, medicamento pode levar até 15 anos para chegar ao mercado
 
Quem olha a cápsula do remédio para dor de cabeça na prateleira da farmácia nem imagina o tempo que levou e os processos envolvidos até que a descoberta de uma planta se transformasse em medicamento.
 
Para um novo remédio ser desenvolvido, é preciso que haja um princípio ativo que seja promissor, com chances de se tornar algo terapêutico. Mas como é que os farmacêuticos descobrem um princípio ativo novo? A pesquisa é feita por muitos meios, como em populações rurais, na cultura popular – o chazinho da avó é um exemplo – e também em substâncias provenientes de animais, como do veneno das cobras.
 
A aspirina é um exemplo, já que foi descoberta a partir da sabedoria popular, que pregava que o chá das folhas e casca do salgueiro aliviava dores de cabeça. É o medicamento mais antigo de que se tem notícia. E o primeiro passo continua assim, sempre por meio da observação e pesquisa. Quando se acredita que uma planta tem poderes terapêuticos, ela se torna objeto de desejo da indústria farmacêutica, que investigará se ela realmente poderá ser aplicada em humanos. 
 
1º passo: descoberta da molécula – quando se acredita que uma planta ou outra substância tem poderes terapêuticos, dá-se início às pesquisas. André Reis, especialista da Repfarma, explica que nessa fase as pesquisas são feitas no tubo de ensaio, com células vivas, para provar a eficácia. “Mais de 90% das substâncias estudadas nesta fase são eliminadas, por não demonstrar atividade farmacológica ou terapêutica, ou por serem muito tóxicas para serem usadas em humanos”, explica.
 
2º passo: teste em animais – depois que os testes químicos iniciais forem feitos, as reações observadas e a molécula se mostrar promissora, algumas delas vão para testes em animais. “Os testes em animais (mamíferos) são obrigatórios, não se pode testar em humanos nada que não tenha comprovação de segurança estabelecida, é uma questão de bioética”, explica Reis. “E tem que acompanhar os exames de sangue e de urina depois do teste do remédio”, acrescenta.
 
3º passo: teste em pessoas sadias – esse passo é chamado de fase clínica: é realizado em pequenos grupos de pessoas sadias. Vale ressaltar que as pessoas que participam dos testes clínicos no Brasil não podem ser remuneradas, como acontece em alguns países. “O teste é voluntário, a pessoa tem que assinar um termo de consentimento para poder participar”, explica Reis.
 
O intuito dessa fase é avaliar como o medicamento age no organismo, o tempo de ação dele, sua toxicidade e o tempo que ele demora para ser excretado. 
 
4º passo: teste em pessoas doentes – essas etapas são chamadas de fase clínica II e III, com o intuito de saber se o medicamento se ajusta à patologia do paciente. Dividido em duas fases, os testes são feitos a curto e longo prazo. Os voluntários selecionados são acompanhados de perto e o benefício para o paciente deve ser sempre maior do que os possíveis efeitos colaterais do remédio. Se o medicamento trouxer melhora para a pessoa, a farmacêutica se compromete a fornecer o medicamento de graça até que ele possa ser aprovado e comercializado.
 
5º passo: inserção do medicamento no mercado – depois de os testes com os pacientes terem obtido sucesso, o medicamento precisa passar pela aprovação da Anvisa. “Elaboramos um dossiê com os documentos comprovando os testes e esperamos parecer da Anvisa", diz Reis. Além disso, um órgão regulador deve avaliar o preço que a farmacêutica sugeriu para lançar no mercado. “Não é a qualquer preço que se vende um medicamento”.
 
6º passo: teste com o medicamento já na farmácia – mesmo depois de tudo concluído, alguns testes ainda são feitos para confirmar o real potencial terapêutico, além de documentar reações adversas, descobrir novos meios de administração (medicamentos líquidos, injetáveis ou sólidos). Esses testes também podem ser feitos para descobrir outra aplicação para o remédio, não apenas para a patologia em que foi direcionada.

iG

Consumidor encontra corpo estranho parecido com camisinha em chá

Reprodução
Empresário encontra corpo estranho em chá da marca Lipton
Segundo empresário, data de validade não está nítida; produto foi comprado há uma semana no site do Extra
 
O empresário Joaquim* encontrou na última terça-feira (18) um objeto estranho dentro da garrafa de chá gelado da marca Lipton, da fabricante Ambev, em São Paulo. Segundo o consumidor, o material parece com uma camisinha.
 
"É um plástico que não dá para identificar, mas tem o formato de uma camisinha porque tem borda redonda. Não é possível ver a data de validade com nitidez também para verificar se o produto é velho", acrescenta ele.
 
Segundo Joaquim*, a garrafa de chá — que ainda está lacrada — foi comprada há uma semana no site do Extra, porém a bebida só iria ser consumida na última terça-feira (18). 
 
Ao entrar em contato com a Ambev pelo Facebook, o consumidor não obteve resposta.
 
Além de contatar o Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), o consumidor afirma que pensa em entrar com ação contra a fabricante de bebidas.
 
A nota fiscal do produto ainda não foi divulgada pelo empresário.
 
Procurado nesta terça-feira (18), o Extra afirma que possui rigorosos procedimentos para garantir a qualidade dos produtos comercializados. Informa também que analisou os itens os itens em estoque da marca mencionada e não foi encontrada nenhuma irregularidade.
 
"A empresa está a disposição para realizar a troca da mercadoria e irá contribuir com a análise do caso junto ao fornecedor", acrescenta a empresa, do grupo Pão de Açúcar.
 
Já a Ambev afirmou que aguarda que o consumidor entre em contato com o SAC da companhia, para que seja agendada a retirada do produto para análise técnica. Somente após a análise, a empresa poderá "afastar a possibilidade de violação, situação verificada em diversas outras ocasiões".
 
Em nota de esclarecimento, a Ambev afirma que "preza pela qualidade de todos os seus produtos e, por isso, mantém rigorosos processos de controle em todas as suas linhas de produção.
 
Quando ocorre qualquer reclamação, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) tem como procedimento padrão, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, substituir o produto para que o mesmo seja encaminhado para análise técnica".

iG