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sábado, 18 de maio de 2013

Alto risco de doenças por obesidade atinge 58% dos paulistanos

A circunferência abdominal considera risco aumentado
 quando igual ou maior a 94 centímetros para homens e igual
 ou maior do que 80 centímetros para mulheres
69% das mulheres paulistanas apresentaram risco de doenças pela obesidade. Em 37% dos homens foi constatado o risco
 
A taxa de gordura com risco de desenvolvimento de doenças ligadas à obesidade, a exemplo de diabetes tipo 2 e cardiopatias, atinge 58% dos paulistanos. É o que aponta estudo do Programa Meu Prato Saudável. Enquanto 58% das pessoas que passaram pelo teste de bioimpedância apresentaram risco de doenças causadas pela obesidade, o IMC acusou obesidade em 35%." Isto preocupa, pois muitas pessoas pensam que estão com o IMC dentro dos limites normais, mas têm acúmulo de gordura corporal dentro do abdômen, indicador de risco para diabetes, hipertensão e outras doenças" , afirma a médica Elisabete Almeida, diretora-executiva do Meu Prato Saudável.

A avaliação nutricional por bioimpedância é um teste que dura cerca de 5 minutos, e determina quanto de massa gorda a pessoa tem. Ele mostra quanto é água, quanto é músculo e quanto é gordura. Entre as mulheres paulistanas, 69% apresentaram risco de doenças pela obesidade e 93% tiveram níveis de gordura considerados acima do ideal. Já entre os homens 37% tiveram constatado o risco de doenças e 79% tiveram taxa de gordura acima do ideal.

Para se determinar a faixa de peso ideal, o método mais utilizado atualmente é o Índice de Massa Corporal (IMC). " Porém, ele pode subestimar a gordura corporal por não diferenciá-la da massa muscular" , observa a médica.

No total, cerca de 400 pessoas passaram por testes de bioimpedância, aferição de IMC (Índice de Massa Corpórea) ou medição de circunferência abdominal. De 126 adultos, entre homens, mulheres e adolescentes, que passaram pelo teste de bioimpedância em evento comemorativo do Dia Mundial da Saúde, realizado em 5 de abril no Páteo do Colégio, centro de SP, 88% apresentaram níveis de gordura acima do considerado ideal.

O mutirão ainda mediu a circunferência abdominal. Por esse teste passaram 270 pessoas, das quais 175 mulheres e 95 homens. Entre as mulheres 85% apresentaram risco aumentado ou substancialmente aumentado de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Já entre os homens esse índice foi de 69%.

A circunferência abdominal considera risco aumentado quando igual ou maior a 94 centímetros para homens e igual ou maior do que 80 centímetros para mulheres. Já o risco substancialmente aumentado é constatado quando a circunferência abdominal é igual ou maior que 102 centímetros para homens e igual ou maior que 88 centímetros para mulheres.
 
Fonte isaude.net

Cientistas desenvolvem nova versão de scanner de gordura corporal

Tamanho do equipamento foi reduzido para dois metros quadrados de área
Foto: Naylor Fabiano/Ass, de Com, do ICMC
Tamanho do equipamento foi reduzido para
dois metros quadrados de área 
Após escanear o corpo em 30 segundos, software calcula volume e altura e leva mais 30 segundos para processar o resultado final
 
O AllBodyScan 3D, scanner de gordura corporal ganhou uma nova versão, mais leve e compacta. O equipamento avalia o percentual de gordura corporal com maior precisão do que a tecnologia presente no mercado, e foi lançado durante o Circuito SESC de Corridas, em São Carlos. Na ocasião, o scanner avaliou 162 participantes.

Após escanear o corpo todo em 30 segundos, o software calcula volume e altura e, complementado com dados como idade e sexo do avaliado, leva mais 30 segundos para processar o resultado final. O escaneamento é feito por meio de um sensor de infra-vermelho, o mesmo utilizado nos videogames modernos, que é fixado em uma torre, enquanto o avaliado permanece em pé sobre uma plataforma giratória. O software captura os dados volumétricos e gera um modelo tridimensional da pessoa. Para tanto, é necessário que esta esteja com trajes adequados, como roupas de ginástica, pois o volume das vestimentas pode influenciar na medição. A versão compacta doAllBodyScan 3D suporta até 250 kg, o que possibilita sua utilização em pessoas com obesidade mórbida. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

O professor do ICMC, Mario Alexandre Gazziro, coordenador do projeto, diz que as modificações em relação à primeira versão foram mínimas. " A principal modificação foi a redução do tamanho, consumindo agora apenas dois metros quadrados de área, enquanto o outro modelo ocupava sete metros. Essa diminuição de tamanho foi possível, pois nessa nova abordagem, nós giramos o avaliado sobre o próprio eixo, em 180 graus" , explica o professor. Na versão original, um poste com os sensores é era rotacionado 270 graus ao redor do avaliado por meio de um trilho circular, o que tornava o equipamento grande" , revelou.

Gazziro, que iniciou a pesquisa há mais de dez anos, garante que a precisão do aparelho é idêntica à do original, pois depende apenas do software e dos sensores, que continuam os mesmos. " Continuamos com a meta de 1% de margem de erro na avaliação da gordura, sendo que, como novidade, esse novo scanner também vai avaliar a massa muscular e a massa óssea com percentual de erro de 5%" , conta o pesquisador. Essa precisão chega próxima ao que especialistas chamam de " padrão-ouro" , o mais preciso método de medição de gordura corporal, por pesagem hidrostática em tanque d'água.

Outro cálculo que é feito pela nova versão do equipamento é o de peso corporal, por meio da medição da superfície. A margem de erro é de 200 gramas para uma pessoa de biotipo médio (considerando um homem com 80 quilos). O software também armazena, exibe e permite exportar esses dados para outros sistemas.

O scanner passará a ser comercializado a partir do segundo semestre de 2013. As encomendas poderão ser feitas durante a feira Fitness Brasil, que ocorrerá entre os dia 5 e 7 de setembro, em São Paulo. Segundo Gazziro, o AllBodyScan 3D custará na faixa de 70 mil reais, e seu uso será voltado para academias de ginástica. " Esse preço ainda pode sofrer ajustes por conta das indústrias parceiras que vão realizar a produção e comercialização" , ressalta o professor. " Aos pesquisadores envolvidos professores, alunos, instituições de fomento e universidade cabe um percentual do lucro repassado em forma de royalties definido em convênios" , completou. O desenvolvimento do sistema contou com o apoio de especialistas clínicos e pesquisadores das áreas de computação, biomedicina e engenharia.

Com informações da Agência USP
 
Fonte isaude.net

Anabolizantes e outras drogas: misturas irracionais para 'segurar a onda'

Anabolizantes e outras drogas: misturas irracionais para 'segurar a onda' Raquel Heidrich/
Foto: Raquel Heidrich
Produto da apreensão de comprimidos e ampolas de hormônios
 comercializados ilegalmente em SC
Uso de substâncias proibidas acarreta graves problemas de saúde física e mental
 
Para combater efeitos colaterais de anabolizantes e suplementos, os obcecados pelo corpo perfeito tomam até remédios para câncer feminino. Entre as mulheres, a moda é o chip de hormônios. Nem os efeitos colaterais são capazes de desencorajar os mais obcecados. Ao contrário. Para combater os desagradáveis (e perigosos) efeitos colaterais do uso indiscriminado de anabolizantes e suplementos, os 'marombeiros' adotam atitudes cada vez mais arriscadas, associando outros remédios às 'bombas'. Alguns, que preferem se manter anônimos, revelaram que se automedicam com hormônios femininos e, até, com remédios usados no combate ao câncer de mama.

Muitos consumidores assíduos de estimulantes, como a efedrina, também fazem uso diário de aspirina para afinar o sangue, que fica espesso devido à substância, cujo uso em suplementos é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A popularidade de tais associações é tão grande que a indústria já oferta compostos prontos, como o ECA, um coquetel de efedrina, cafeína e aspirina, vendido ilegalmente no país. Especialistas consideram a prática criminosa, se recomendada por profissionais de saúde, e irracional, se adotada por conta própria.

— É um absurdo total — sentencia Ruy Lyra, presidente da Federação Latino-Americana de Endocrinologia.

Ele ressalta que o uso de anabolizantes com testosterona e GH (um tipo de hormônio do crescimento) já traz riscos, porque sobrecarrega rins e fígado, além de desencadear problemas cardíacos. Com a associação de hormônios femininos, o quadro tende a se agravar. Para Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, a combinação de remédios – chamada na gíria marombeira de terapia pós-ciclo (depois da aplicação das bombas) – é uma prática que beira a insanidade.

— Esse pessoal precisa de aconselhamento médico, psicológico e psiquiátrico.

Gerente de Medicamentos e Correlatos da Divisão de Vigilância Sanitária do Distrito Federal, a farmacêutica Luciana Zanetti faz coro às advertências. Ela ressalta que é comum aparecer, entre os produtos apreendidos pela fiscalização, remédios que são usados de forma associada, como aspirina e hipertensivos.

— Para esses, não há muito o que fazer, porque, geralmente, são medicamentos de uso autorizado. Mas o estrago para quem utiliza pode ser muito grande. O consumo de um item puxa o outro, que demanda outro. No fim, a pessoa está tomando um coquetel — diz.

Até a aparentemente inofensiva aspirina – muito usada de forma contínua por quem tem problemas no coração – pode ser mortal. O ácido acetilsalicílico, que é o princípio ativo de remédio, altera o processo de coagulação.

— Se a pessoa que está usando essa substância sofre um acidente ou precisa fazer uma cirurgia de última hora, pode morrer em consequência de uma hemorragia — exemplifica.

Enquanto falta discernimento entre muitos dos consumidores de produtos associados à atividade física, sobram receitas para combater os efeitos colaterais das substâncias. Basta uma busca na internet para encontrar sites que vendem óleos como protetores hepáticos que, supostamente, minimizam o impacto dos esteroides no fígado. Um deles chega a ser apresentado como 'o único protetor hepático comprovado no uso de anabólicos', segundo texto de apresentação do site anabolizantesonline.

Médicos e especialistas não têm divergências sobre o tema: suplementos devem ser usados com orientação profissional.

— Excesso de aminoácido dá problema renal. Carboidrato provoca picos de glicose, levando o pâncreas a produzir insulina. Chega uma hora que ele pode se cansar e, aí, vem o risco de diabetes. Não são produtos vilões, mas precisam ser bem utilizados — destaca Luciana Zanetti.

A creatina e a proteína, completa Jomar Souza, são metabolizadas pelo fígado e pelos rins.

— Em casos de sobrecarga, pode haver até necessidade de diálise — alerta o especialista.

Caso do cantor de axé Netinho ganhou repercussão nacional
A suspeita de uso de anabolizantes pelo cantor de axé Netinho ganhou repercussão nacional no domingo passado quando o programa Fantástico relatou o drama do cantor na UTI, onde esteve entre a vida e a morte. Netinho já apresenta melhoras, mas a reportagem mostrou também que foram encontradas várias receitas de médicos de fora da Bahia prescrevendo a ele medicamentos para estimular o crescimento muscular, como hormônios anabolizantes.

— Várias substâncias que são utilizadas para a fisicultura. E eventualmente algumas que são utilizadas também supostamente para reverter ou deter o envelhecimento — analisa o médico Jorge Bastos, ouvido pelo programa.

De acordo com o cardiologista especializado em medicina do esporte Artur Haddad Herdy, da clínica Cardiosport, de Florianópolis, há muitos médicos que não são sérios e prescrevem anabolizantes e outros medicamentos controlados, pois há muito dinheiro envolvido nisso.

— Os esteroides são derivados sintéticos do hormônio masculino testosterona e possuem vários usos clínicos, como estimular o crescimento e a restauração de tecidos em idosos e debilitados. Mas o seu uso indiscriminado traz graves problemas de saúde, por causar um grande desequilíbrio hormonal no organismo. Há aumento de força e de massa a curto prazo, mas ocorre o aumento do volume do coração, em muitos casos impotência sexual e até ginecomastia, que é o crescimento de seios em homens — alerta.

O cardiologista classifica em três grupos distintos os consumidores destes 'aditivos' à dieta alimentar que, se bem balanceada, já deveria contemplar tudo o que o organismo precisa em termos de nutrientes. Do mais arriscado para o que apresenta menos risco, temos os esteroides anabolizantes, os estimulantes e os suplementos alimentares.

O estimulante mais famoso é a efedrina, substância proibida tanto no Brasil pela Anvisa, quanto nos Estados Unidos para uso como suplementação. Ela é definida como uma amina simpaticomimética similar aos derivados sintéticos da anfetamina, muito utilizada em medicamentos para emagrecer, pois faz com que o metabolismo acelere. Por causar uma forte dependência, a droga foi proibida para este uso.

Há pouco tempo a efedrina era comumente encontrada na composição de termogênicos (queimadores de gordura), porém, foi substituída por outros componentes, já que seu uso continuado causava complicações como perda de apetite, insônia, alucinações, tremores, alterações de humor, tontura, vertigem, taquicardia, hipertensão e até levar à morte.

— A efedrina atua no sistema nervoso central de forma similar à cocaína, eleva os batimentos cardíacos, a pressão arterial e pode causar arritmia. Podemos encontrar esta substância facilmente nas farmácias na forma de fármacos como o Franol® e o Marax®. A Anvisa liberou a venda para usuários com receita médica, porém sabemos que não é bem assim que funciona — denuncia Herdy.

Na avaliação do médico do esporte, com a proibição da efedrina, houve migração dos usuários para suplementos com grande quantidade de cafeína, também estimulantes. Nesta categoria dos suplementos alimentares estão os produtos que apresentam menor risco de uso, e que são largamente difundidos. Eles são feitos em sua maioria com base em proteínas e aminoácidos. Um desses compostos que causou grande polêmica foi a creatina, que teve sua proibição determinada pela Anvisa em 2005, mas seu uso foi liberado em 2010 por não haverem estudos conclusivos sobre seus efeitos adversos. Composta por três aminoácidos (arginina, glicina e metionina) é produzida naturalmente pelo nosso organismo para fornecer a energia necessária aos músculos.

A creatina é produzida pelo fígado e, em seguida, levada pelo sangue para as células musculares, onde fica armazenada para ser 'queimada' durante a atividade física. É inegável que torna a musculatura mais resistente, por isso ela é tão popular, especialmente entre corredores, ciclistas e nadadores. Os seus adeptos defendem o uso na forma de suplementação, pois para conseguir a dose média diária recomendada (4g) é preciso consumir 1Kg de carne vermelha. Mesmo com a liberação da venda, a Anvisa não recomenda o uso desses suplementos por praticantes de exercícios físicos para recreação, estética e promoção da saúde, apenas para atletas de alto rendimento.

O campo dos suplementos alimentares é muito farto, e os produtos têm nomes bem sugestivos como Mega Men, Mega Mass 4000 e Women's Ultra Mega. Dentre os compostos mais vendidos, o posto de número um vai para o whey protein, que é um concentrado de proteína do soro do leite. Também é muito popular a albumina, hiperproteico que contém todos os aminoácidos essenciais. Os concentrados de cafeína ganham destaque, como o Therma Pro Hardcore, feito com extrato de guaraná sendo um potente termogênico.

Há os produtos chamados de última geração, como o Mega Pack NO3 Nitro Shock. Ele contém arginina e óxido nítrico, e age como um hemodilatador, aumentando a passagem de sangue pelas veias e consequentemente a força. É um tipo de 'potência' similar à causada pelo citrato de sildenafil, o princípio ativo do Viagra®, que amplia a ação vasodilatadora do óxido nítrico no pênis.

 — São muitas coisas novas, muitas vezes não controladas pelo FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador norte-americano). O pessoal está consumindo sem sequer saber se há algum efeito colateral — conclui Artur Herdy.

Colaborou Marco Túlio Brüning | Diário Catarinense
 
CORREIO BRAZILIENSE/DA PRESS

Entenda os mitos e verdades sobre a homeopatia

Entenda os mitos e verdades sobre a homeopatia Stock.Xchng/Divulgação
Principal objetivo do tratamento é promover o equilíbrio
 do organismo
Especialista explica as principais crenças a respeito do tratamento
 
Desde a década de 80, a homeopatia é reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como uma especialidade médica. Mesmo tanto tempo depois, ainda há muitos mitos acerca de seu uso no tratamento de doenças.
 
Segundo a farmacêutica e homeopata Dra. Adriana Márcia Gonçalves (CRF-42361-SP), o principal objetivo do tratamento é o equilíbrio do organismo.
 
— O reequilíbrio do organismo é feito por meio de medicamentos homeopáticos que mantém os aspectos físicos, mentais e emocionais do paciente estabilizados. Além disso, quem se submete ao tratamento homeopático trata a doença de uma forma global e não exclusivamente seus sintomas — explica.
 
A especialista esclarece o que é verdade e o que não é no que é dito sobre a homeopatia:
 
Medicamentos homeopáticos podem ser consumidos por qualquer faixa etária
Verdade. Os remédios homeopáticos podem ser indicados em qualquer idade.
 
— Desde crianças pequenas até idosos podem se beneficiar do tratamento homeopático, mas é importante que o medicamento seja prescrito com orientação médica — alerta a especialista.
 
A homeopatia só é eficiente em doenças crônicas
Mito. A farmacêutica explica que não existe diferença de tratamento de uma doença crônica para aguda.
 
— Ambas as doenças podem ser tratadas pela homeopatia com eficiência — diz.
 
O tratamento pela homeopatia é mais longo do que seria o tratamento com remédios convencionais
Mito. A duração ou a resposta a um tratamento homeopático não é necessariamente mais longo ou mais lento que o alopático. A duração do tratamento homeopático depende do tempo de doença, dos tratamentos realizados anteriormente e da idade do indivíduo.
 
A homeopatia pode ser considerada uma medicina preventiva
Verdade. Com o tratamento homeopático, as crises de certas doenças crônicas, como rinite, asma e gripes recorrentes, se tornam cada vez mais raras, chegando a praticamente cessar em alguns casos.
 
Existem doenças que não respondem à homeopatia
Mito. O que existe são doenças que evoluem rápido e ou podem causar lesões irreversíveis a órgãos, como cirrose e enfisema. Nestes caso, o tratamento tradicional é complementado com o da homeopatia para obter uma melhora na qualidade de vida do paciente. Outro exemplo classico é no tratamento do câncer, no qual a homeopatia como tratamento paralelo serve para amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia.
 
Para a homeopatia, as doenças somente surgem quando há um desequilíbrio emocional
Mito. A homeopatia defende que o desequilíbrio emocional pode provocar doenças, porém, nem sempre o emocional está por trás de uma enfermidade — e, mesmo quando está, não costuma ser o único fator desencadeador.
 
No tratamento homeopático o paciente deve consumir medicamento em forma de bolinhas de hora em hora. Essas bolinhas em quantidade exagerada podem causar reação
Verdade. Independentemente do medicamento, quando utilizado de forma inadequada ou exagerada, pode causar problemas.
 
— No tratamento homeopático existem remédios que são 'antídotos' de outros. Estas reações têm características diferentes das reações dos medicamentos alopáticos, mas existem — ressalta.
 
Os remédios homeopáticos são menos agressivos para o organismo do que os alopáticos
Verdade. Os medicamentos homeopáticos são isentos de efeitos colaterais.
 
— São manipulados a partir de substâncias de todos os reinos animal, vegetal e mineral e, posteriormente, são diluídos e dinamizados para extrair o máximo de efeito terapêutico com o mínimo de substância. Eles não são tóxicos, mas como já foi dito na questão anterior, independentemente do medicamento, caso haja uma ingestão acidental de uma dose alta, o médico deve ser procurado imediatamente — conclui a homeopata.
 
Fonte Zero Hora

Pimenta e prisão de ventre geram hemorroidas? Veja mitos e verdades

O assunto é delicado, mas é preciso enfrentá-lo antes que o problema piore. Estamos falando da hemorroida. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), este problema acomete mais de 50% da população mundial acima dos 50 anos.
 
O índice de prevalência da doença é em torno de 4,4%, na população geral, sendo que indivíduos brancos parecem ser mais afetados do que os negros e a ocorrência cresce na medida em que o nível socioeconômico da população aumenta.
 
Hemorroida é a veia dilatada na região anal que inflama, causando dor e sangramento. Quando isso acontece, é preciso procurar um especialista que indique o melhor tratamento – que pode começar com a aplicação de uma pomada anestésica e acabar necessitando de uma cirurgia.

A região terminal do intestino é composta pelo reto, canal anal e ânus. Trata-se de uma área muito vascularizada por artérias e veias que, à medida que o tempo passa, vai sofrendo pressão – ainda mais porque somos bípedes, quer dizer, andamos em pé.
 
Maus hábitos, como alimentação inadequada e sedentarismo, aliados a características pessoais, podem determinar a dilatação dessas veias, explica o coloproctologista João Gomes Netinho, médico especialista em doenças do aparelho digestivo, cólon, reto e ânus e professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).
 
Prevenção e mitos
"Prisão de ventre, diarreia, gravidez, obesidade e doença no fígado são as causas mais importantes do distúrbio", completa Carlos Augusto Rodrigues Véo, cirurgião do Departamento de Oncologia de Colorretal do Hospital de Câncer de Barretos. Alteração comum na população, a hemorroida requer tratamento, mas raramente traz problemas graves à saúde.
 
Como medidas preventivas evite o papel higiênico e procure lavar a região anal, secando com toalha de algodão; adote uma dieta à base de itens ricos em fibras; beba muito líquido, evitando bebidas alcoólicas; não permaneça muito tempo sentado no vaso sanitário, apenas o necessário para evacuar; e não imprima esforço demasiado para não afetar veias que já podem estar enfraquecidas.
 
O assunto, por provocar constrangimento, levanta muitos mitos como um bem difundido: que o uso de pimenta na alimentação provocaria hemorroidas. Isso é falso, porém, em pessoas que já desenvolveram a doença, o condimento não deve ser consumido por ser irritante em tecidos inflamados, piorando os sintomas.
 
Outro famoso: hemorroida não tratada evolui para um câncer.  Isso não ocorre, mas alguns sintomas, no entanto, são parecidos com os apresentados quando se tem câncer do reto e ânus – como sangramento. "Por isso, é importante ir atrás do diagnóstico correto, especialmente quem tem mais de 50 anos", conta Carlos Augusto Rodrigues Véo, reforçando a recomendação de que todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico.
 
Tratamentos e cirurgias
Em relação aos tratamentos contra o incômodo, um dos menos invasivos, e mais utilizados atualmente, é o da ligadura elástica, conforme explica o coloproctologista João Gomes Netinho. O laser de CO2, outra arma no combate ao problema, atua vaporizando os tecidos e eliminando fissuras e fístulas. "Os pacientes recebem alta em algumas horas e retornam ao trabalho no terceiro dia", diz Véo.
Alguns médicos lançam mão da fotocoagulação infravermelha – aplicação de pulsos de radiação infravermelha para cauterizar a mucosa próxima às veias – nas pequenas hemorroidas internas, que não podem ser tratadas com ligadura elástica por causa da sensibilidade à dor. A escleroterapia é outro recurso possível: consiste na injeção de um líquido apropriado nos mamilos, fazendo a secagem das veias.

Já a ligadura elástica só é recomendada para as hemorroidas internas que sangram ou prolapsam durante as evacuações. "É o procedimento ambulatorial mais aceito na literatura médica mundial para o tratamento de tais casos, além de ser mais efetivo e apresentar menos complicações do que outros métodos ambulatoriais. Os resultados são tão positivos que há redução em 80% das indicações de cirurgia, ou seja, a cada dez pacientes, oito se beneficiarão da ligadura. O índice de satisfação dos pacientes é de 90%, sendo que a chance de cura em uma única aplicação é de 60% a 70%. O método tem esta grande aceitação por evitar a operação em si, não necessitar de anestesia e ser curativo e eficiente", defende o cirurgião.

Vale ressaltar que a ligadura elástica é a que apresenta melhores resultados se comparada com a escleroterapia (injeção, com agulhas especiais, de uma solução química que causa necrose da hemorroida, que seca e é absorvida) ou a coagulação a laser ou por infravermelho (uso da luz ou do calor para destruir a inflamação).
 
"Há uma técnica, ainda pouco utilizada, que parece interessante: a THD, ou desarterialização hemorroidária transanal guiada por Doppler. Com a ajuda de um aparelho de ultrassom, mede-se o fluxo sanguíneo e, depois, o cirurgião costura a veia em um ponto específico, cessando a causa da doença."

De uma maneira geral, a única alternativa para se livrar definitivamente da hemorroida externa é recorrer à remoção cirúrgica do excesso de tecido que causa a hemorragia e o prolapso, a chamada hemorroidectomia. A intervenção não requer anestesia geral e exige um curto período de internação, que normalmente não ultrapassa 24 horas. A dor no pós-operatório é controlada com analgésicos adequados.
 
Quem come muita pimenta pode desenvolver a disfunção.
MITO: a ingestão do condimento não causa hemorroida. Porém, em pessoas que já desenvolveram a doença, ele não deve ser consumido por ser irritante em tecidos inflamados, piorando os sintomas. A orientação para os pacientes, então, é evitar itens cáusticos, que vão agredir as veias na saída das fezes. E, como já foi dito, priorizar uma dieta rica em fibras e abundante em líquidos
 
Ficar muito tempo sentado no vaso sanitário causa hemorroida.
MITO: não é o ato de ficar sentado que causa o problema, e sim o hábito que pessoas constipadas têm de permanecer muito tempo no banheiro fazendo grande esforço para evacuar - e, dessa forma, aumentando a pressão sobre as veias hemorroidárias. "Se o sujeito apresenta um bom funcionamento intestinal, nada acontecerá se passar horas na posição. O problema é imprimir força", diz o coloproctologista João Gomes Netinho
 
Fazer sexo anal pode provocar o distúrbio.
MITO: conforme esclarece João Netinho, coloproctologista e professor da Famerp, não há relatos de que a prática é um fator desencadeante. O cirurgião oncologista Carlos Véo completa dizendo que o ato pode causar microtraumas e fissuras na região, "mas não chega a ser a causa do problema". Os cuidados com o sexo anal devem ser relacionar, sim, à prevenção de transmissão de doenças e ocorrência de lesões no local por falta de relaxamento da musculatura e lubrificação
 
Uma hemorroida mal cuidada pode virar câncer.
MITO: "Hemorroida nunca vira câncer", sustenta o especialista João Gomes Netinho. Alguns sintomas, no entanto, são parecidos com os apresentados quando se tem câncer do reto e ânus - como sangramento. "Por isso, é importante ir atrás do diagnóstico correto, especialmente quem tem mais de 50 anos", completa o cirurgião oncologista Carlos Augusto Rodrigues Véo, reforçando a recomendação de que todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico
 
Não existe cura apenas com medicações.
VERDADE: "Estamos falando de uma alteração anatômica, impossível de reverter com tais recursos", diz o coloproctologista João Netinho. Pomadas, cremes, supositórios e remédios em comprimidos auxiliam no controle de sintomas, porém, a única forma de tratar definitivamente os vasos que estão dilatados é por meio de cirurgia ou de técnicas como laser e ligadura elástica. Como para cada caso há uma indicação específica e precisa, é imprescindível a correta avaliação médica. Outra coisa: a mudança de hábitos é capaz de fazer toda a diferença. Isso significa dieta adequada, ingestão regular de líquidos, exercícios físicos e diminuição do estresse, conforme preconiza o cirurgião Carlos Augusto Véo
 
Usar papel higiênico causa o problema, por isso, é melhor recorrer ao chuveirinho.
MITO: não há correlação de causa entre o papel higiênico e a disfunção. Claro que se a pessoa apresentar as hemorroidas externas muito inflamadas, o emprego do banho de assento para higiene poderá se mostrar mais confortável
 
Se a hemorroida não for tratada, pode desencadear uma trombose.
VERDADE: ao contrário das veias do resto do corpo, as hemorroidárias não têm válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão propicia sua ingurgitação. "A trombose acontece quando há um conglomerado de veias inflamadas com sangue coagulado. A área, então, fica bastante dolorida", explica o médico de cólon, reto e ânus, João Gomes Netinho. "Assim como em qualquer varize, o sangue retido aumenta o risco de trombose e inflamação", explica o médico Carlos Augusto Rodrigues Véo. Dependendo do tamanho da trombose externa, o médico pode optar pelo tratamento com ressecção local. As internas melhoram com anti-inflamatórios, mas quase sempre necessitarão de cirurgia como medida definitiva
 
As pomadas aliviam os sintomas.
VERDADE: elas podem ser empregadas nos casos leves da doença para minimizar o desconforto, bem como no pós-operatório, mas é importante deixar claro que não curam o problema. "Caso a dilatação e inflamação das veias piore, outros tratamentos devem ser implementados", enfatiza Carlos Augusto Rodrigues Véo, do Departamento de Cirurgia Oncológica Colorretal da Fundação Pio XII, Hospital de Câncer de Barretos. "Elas têm papel de anti-inflamatório e analgésico", completa o médico especialista João Gomes Netinho
 
O uso de plantas medicinais, como hamamélis e camomila, é útil no tratamento.
PARCIALMENTE VERDADE: a veia hemorroidária, uma vez dilatada, não volta ao seu estado natural só com medicações tópicas. Entretanto, algumas pomadas têm como substância básica o hamamélis, que oferece poder anti-inflamatório, a camomila, calmante, e a babosa e o confrei, que são cicatrizantes. O banho de assento é uma alternativa para alívio dos sintomas: basta colocar 1,5 litro de água morna numa bacia e adicionar folhas de hamamélis ou cipreste, permanecendo sentado por 20 minutos ou até a água esfriar. Pode-se repetir a operação de três a quatro vezes ao dia 
 
Há dois tipos de homorroida, interna e externa.
VERDADE: a diferença é a localização. As internas ficam entre o reto e o canal anal, e não são visíveis em uma simples inspeção na área; já as externas estão sob a pele do ânus e são facilmente percebíveis. Só as internas têm graduações, de 1 a 4, de acordo com a dimensão do quadro (as de grau 1, por exemplo, são praticamente imperceptíveis, enquanto as de grau 4 se apresentam dilatadas, volumosas e formando uma saliência no ânus, só retornando com ajuda manual). "O sinal mais comum da hemorroida interna é o sangramento nas evacuações. A externa, por sua vez, também provoca sangramento, além de coceira e dor ao sentar, evacuar e andar, em intensidades variadas de acordo com o caso", informa o cirurgião oncologista Carlos Augusto Rodrigues Véo 
 
Quem sofre com prisão de ventre apresenta mais tendência ao problema.
VERDADE: embora não exista, obrigatoriamente, esta relação. "A constipação intestinal é caracterizada pela dificuldade eventual ou constante de evacuar, tornando as fezes ressecadas. É uma alteração normalmente relacionada à má alimentação e a pouca ingestão de água", considera O cirurgião oncológico Carlos Véo, mestre em Ciências pela Unifesp. "Se a pessoa já tem o problema, com o esforço repetitivo durante as evacuações, provavelmente possibilitará o crescimento das veias, fazendo com que as internas se prolapsem e exteriorizem", completa o médico João Gomes Netinho. Por isso, a mudança de hábitos à mesa é fundamental tanto para a prevenção quanto para o sucesso do tratamento
 
Quando há suspeita, o médico deve ser consultado para descartar o perigo de outras doenças.
VERDADE: de preferência, o coloproctologista, que trata de distúrbios do cólon (intestino grosso), reto e ânus. "No local, podem ocorrer disfunções como fissuras anais, fístulas, inflamações e tumores - que, como a hemorroida, provocam sangramento", diz o cirurgião Carlos Augusto Rodrigues Véo. "O sintoma pode aparecer em decorrência de doenças do esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, reto e canal anal. As mais frequentes, e benignas, são as esofagites, gastrites, úlceras, hemangiomas do intestino fino, males inflamatórios e infecciosos do cólon e fissura anal. Já a maligna é o câncer do cólon e reto, cada vez mais comum, cujo atraso no diagnóstico piora as chances de cura. Por isso, é fundamental procurar o médico, completa o coloproctologista João Gomes Netinho. Importante: como este câncer é comum após os 35 anos, quem atinge a faixa etária deve fazer anualmente um check-up do aparelho digestivo, que inclui avaliação de cólon, reto e ânus
 
Hemorroida sempre causa dor na região anal.
MITO: a dor não é obrigatória. Sua ocorrência depende do tipo de hemorroida, sendo mais comum nas externas do que nas internas, e nas que têm saliências grandes. "Elas incomodam quando se encontram exteriorizadas, inflamadas ou quando complicam com trombose", adverte João Gomes Netinho, médico especializado em doenças do aparelho digestivo, cólon, reto e ânus. É importante saber que as hemorroidas internas tendem a ser menos sintomáticas: o único sinal indicativo pode ser a presença de sangue ao redor das fezes na evacuação. As externas, por sua vez, são em geral sintomáticas, associadas a sangramentos e dor ao evacuar e sentar
 
Uma das melhores formas de prevenção é beber muita água.
VERDADE: é obrigatório manter o processo digestivo em movimento. Para isso, vale beber pelo menos oito copos de água ou de qualquer bebida descafeinada por dia. Frutas, vegetais e grãos integrais, importantes fontes de fibras, contêm água e ajudam na hidratação. "Estes alimentos passam pelo trato digestivo sem serem atacados pelas enzimas. Conforme se locomovem, absorvem várias vezes o seu peso em água, produzindo fezes compactas, pesadas e macias, facilitando a evacuação sem necessidade de esforço", diz o oncologista colorretal Carlos Augusto Rodrigues Véo, acrescentando que, em metade dos casos, o consumo de alimentos com essas características é o único tratamento necessário 
 
Quem tem hemorroida não pode fazer musculação.
PARCIALMENTE VERDADE: segundo o médico João Gomes Neto, a restrição vale apenas para indivíduos que apresentam a doença em grau avançado, com inflamação e dor frequentes. O cirurgião Carlos Augusto Rodriques Véo completa dizendo que exercícios intensos que envolvem levantamento de peso podem, sim, agravar a hemorroida, "já que promovem um aumento da pressão nas veias da região"
 
Há vários métodos eficientes para combater a hemorroida.
VERDADE: é possível tratar as internas, no próprio consultório, com o procedimento denominado ligadura elástica: se bem indicado e realizado adequadamente, é indolor. O método é feito com um dispositivo semelhante a um pequeno revólver que dispara um anelzinho de borracha capaz de estrangular a saliência da hemorroida, que necrosa e cai. "Já quem tem hemorroidas externas ou mistas, isto é, com componentes internos e externos, pode optar pela cirurgia convencional, ou pelo PPH - o médico utiliza um grampeador, semelhante ao empregado em cirurgias de redução de estômago, que retira o tecido da parte interna do ânus junto com a hemorroida e grampeia os vasos sanguíneos. Tal procedimento é feito com anestesia raquidiana, peridural ou geral, e a maioria dos pacientes não tem dor no pós-operatório", informa João Gomes Netinho
 
Sangramento na região anal, principalmente ao evacuar, é sintoma comum e piora o quadro.
VERDADE: é o principal sinal relatado pelos pacientes nas hemorroidas internas, mas ocorre também nas externas, promovendo desconforto anal por irritação local. "Quando o sangramento é repetitivo e o paciente não procura assistência, pode evoluir para um quadro de anemia, grave, principalmente em pacientes idosos e com doenças cardíacas ou pulmonares", adverte o cirurgião Carlos Augusto Rodrigues Véo. E tem mais, como os sangramentos são sintomas não só da hemorroida como também de outras enfermidades, sempre devem ser avaliados por um especialista
 
Quase todas as mulheres apresentam o transtorno na gravidez.
VERDADE: a maioria tem hemorroida, mas os sintomas geralmente são discretos e não necessitam de tratamento medicamentoso, apenas orientações de dieta. Os casos intensos requerem remédios, e a cirurgia nesse período deve ser evitada sempre que possível. "Muitas nunca sofreram com o problema, que só aparece na gestação, em razão do aumento de peso e da pressão exercida na região pélvica. É possível também que a dilatação da veia surja durante o segundo estágio do trabalho de parto. Vale ressaltar que a disfunção é mais comum em quem já apresentava prisão de ventre antes de engravidar", diz o cirurgião Carlos Véo. O especialista João Gomes Netinho recomenda procurar um coloproctologista para orientação de cuidados específicos. Atenção: no período de amamentação, a mamãe perde muita água para fabricar o leite. Então, é preciso se hidratar bastante para não ficar com as fezes ressecadas e ter propensão à hemorroida. E mais: a presença da mesma não determina o tipo de parto, que pode ser normal ou cesariana
 
Exercícios e esportes colaboram para combater o distúrbio.
VERDADE: a ginástica favorece o bom funcionamento intestinal e fortalece a musculatura do ânus e do reto. A caminhada e a natação são superindicadas e auxiliam, inclusive, a aliviar os sintomas do problema. "O exercício melhora a circulação sanguínea, que, por sua vez, minimiza a inflamação associada à hemorroida. Também ajuda a manter o peso corporal saudável, reduzindo a pressão sobre as pequenas veias do ânus", explica o cirurgião Carlos Augusto Rodrigues Véo. Ele diz, no entanto, que algumas atividades, como ciclismo e equitação, devem ser evitadas porque exercem pressão sobre a região anal
 
Fonte UOL

Conheça alguns mitos e verdades sobre vitaminas


1. Não há problema em tomar vitaminas sem orientação médica.
MITO: cada organismo é único e o aporte de vitaminas e minerais será sempre individual, sendo imprescindível, portanto, a orientação de um médico ou de um nutricionista. "Vários fatores influenciam e podem interagir com a suplementação, como patologias, consumo de medicamentos e exercícios físicos", diz a nutricionista Joyce Rouvier. "Há casos de hipervitaminose, ou seja, excesso de vitaminas que causam intoxicação no organismo", completa André Veinert, nutrólogo da Clínica Healthme, em São Paulo
 
2. O ideal é atender às necessidades vitamínicas de forma natural, sem recorrer às pílulas.
VERDADE: a absorção de nutrientes é sempre melhor quando vinda dos alimentos e é essencial entender que a suplementação é um complemento, e não um substituto, enfatiza a nutricionista do Zahra Spa & Estética Joyce Rouvier. "A dieta, se equilibrada, oferece todas as vitaminas e minerais em doses adequadas", completa o nutrólogo Celso Cukier. "De fato, o ideal é fazer refeições balanceadas, ricas em verduras, legumes, frutas, cereais, leite, ovo e carne, com grande variedade de itens saudáveis", arremata o nutrólogo André Veinert
 
3. As vitaminas são divididas em hidrossolúveis e lipossolúveis.
VERDADE: as lipossolúveis, que precisam de gordura para serem absorvidas, são a A, D, E e K. Praticamente não há excreção das mesmas: tudo que é ingerido e não aproveitado no momento fica estocado no tecido gorduroso para períodos de escassez. As hidrossolúveis, que se diluem na água e são facilmente excretadas na urina, são a B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12 e C. Não há armazenamento destas no organismo e todo o excesso é eliminado. Conclusão: se, por um lado, as lipossolúveis oferecem a vantagem de serem armazenadas, por outro sua ingestão excessiva leva a quadros de hipervitaminose
 
4. Se a pessoa ingere vitamina demais, pode sofrer com efeitos da dosagem exagerada.
VERDADE: altas doses de vitamina B3, por exemplo, levam a problemas como gases, diarreia, vômito, dores de cabeça, confusão mental e rubor; exagero de B5, diarreia forte; mais de 2 g de B6, neurotoxicidade, com formigamento em mãos e pés, redução da coordenação muscular e dificuldade para caminhar; acima de 3 g de vitamina C, diarreia e distúrbios gastrointestinais, formação de cálculo renal e aumento da excreção de ácido úrico; vitamina A, náusea, vômito, pele seca, unhas frágeis, perda de cabelo, dor óssea, cefaleia, dores musculares, gengivite, fadiga e aumento do risco de infecções; já o excesso da D provoca deposito de cálcio em tecidos moles (rins, artérias, coração, ouvido e pulmões), enxaqueca, fraqueza, náusea, vômito e prisão de ventre   
 
5. Vitaminas não dão energia ou força e tampouco combatem o estresse.
MITO: sem vitaminas e minerais, não é possível um bom funcionamento do organismo, pois elas auxiliam em todas as funções primordiais à vida. "As antioxidantes C e E, principalmente, são essenciais no combate ao estresse", considera a nutricionista Joyce Rouvier. Já o nutrólogo André Veinert observa que elas são importantes para o metabolismo, agindo sobre os nutrientes que ingerimos e influenciando na energia necessária para as atividades diárias 
 
6. Em relação à vitamina B-12, a maior dificuldade não é a ingestão da quantidade necessária, que é baixa, mas a absorção.
VERDADE: a absorção tem relação direta com a saúde gastrointestinal. "O metabolismo da vitamina B12 depende da transformação gástrica da molécula e da sua absorção no íleo terminal (parte inferior do intestino delgado). Certas condições podem dificultar tal mecanismo, como alguns tipos de gastrite, uso exagerado de antiácidos e doenças intestinais", explica o nutrólogo do Hospital do Coração, Celso Cukier. O também nutrólogo André Veinert informa que a principal fonte é a carne vermelha. "Pessoas que ingerem pouca ou nenhuma carne têm mais dificuldade de absorver a vitamina"   
 
7. Ingerir um comprimido de vitamina C diariamente contribui para não contrair gripe.
INCONCLUSIVO: segundo o nutrólogo Celso Cukier, estudo recente demonstra que o único grupo beneficiado com a ingestão da vitamina C para prevenção de gripe seria o de atletas de alto rendimento. Para a nutricionista Joyce Rouvier, a vitamina C participa da formação de imunoglobulinas que atuam na imunidade, porém é necessário o consumo concomitante de outros nutrientes que auxiliam no processo, como a vitamina E. "A dose recomendada da vitamina C é de 90 mg por dia para homens e 75 mg por dia para as mulheres", completa o nutrólogo André Veinert. Importante: a mais famosa das vitaminas não é inofensiva, podendo causar, nos casos de hipervitaminose, desde acidez estomacal até endurecimento das artérias, aumentando o risco de enfartes. Tal constatação veio de um estudo realizado pela Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, no ano 2000, que analisou o organismo de indivíduos que ingeriam altas doses diárias da mesma       
 
8. Quantidades ideais de vitaminas e minerais ajudam a combater o envelhecimento precoce.
VERDADE: a estrutura de todas as células é formada pelos nutrientes consumidos. Assim, se a pessoa se alimenta mal, terá uma estrutura celular de pior qualidade. Vale, então, priorizar uma dieta rica e variada em grãos, cereais integrais, leguminosas, frutas, verduras e legumes, capaz de fornecer grande quantidade de vitaminas e minerais. "Assim, o organismo conseguirá combater os radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento precoce, além de modular o funcionamento das células, reparando seus danos e fornecendo elementos essenciais para que ela se reproduza adequadamente", defende Fernanda de Campos Prudente Silva, nutricionista da Clínica de Oncologia Médica, pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. O ideal, ela insiste, é que a pessoa procure um especialista para que este indique o tipo de suplementação necessária, levando em conta história familiar e de saúde, rotina de atividades e cardápio diário, entre outros fatores. "Só é seguro dessa forma, com cuidado e atenção individuais"
 
9. A vitamina A é ótima para a pele e o cabelo.
VERDADE: ela participa do crescimento dos tecidos, como o cabelo, e tem ação protetora para a cútis. "A vitamina A está envolvida em ciclos de replicação celular. Sua deficiência pode alterar características de pele, cabelos e processos de reparação tecidual, como a cicatrização", informa o nutrólogo Celso Cukier
 
10. Se a pessoa tomar vitamina demais em comprimidos, pode engordar.
MITO: elas não têm calorias e, por isso, não engordam. A dúvida surge porque alguns nutrientes das vitaminas participam de funções que aumentam o apetite, levando o indivíduo a comer mais. As vitaminas do complexo B, por exemplo, incrementam o metabolismo e, consequentemente, podem potencializar a fome. Mas cada caso é um caso e ingerir vitaminas, por si só, não acrescenta gordura ao corpo
 
11. Quem é vegetariano ou vegan precisa da suplementação de vitaminas.
PARCIALMENTE VERDADE: os vegetarianos excluem do menu qualquer produto alimentício que promova o sofrimento animal. Carnes e derivados não são permitidos, mas é possível ingerir leite, ovos e laticínios. Os vegans, por sua vez, não utilizam nada de origem animal, nem mesmo roupas e cosméticos que tenham sido testados em bichos. Por isso, o cardápio destes últimos é bem mais restrito e é possível que necessitem de suplementação, ao contrário dos vegetarianos, que, bem alimentados, podem dispensar tal suporte, de acordo com a nutricionista Joyce Rouvier. De qualquer forma, o nutrólogo Celso Cukier recomenda que ambos os grupos tenham acompanhamento especializado porque podem desenvolver quadros específicos de deficiência vitamínica e mineral. André Veinert recomenda dosar vitamina B12, presente nas carnes. "Vale fazer a medição e reposição, quando necessário"
 
12. Falta de algumas vitaminas pode acarretar sérios problemas de saúde.
VERDADE: afinal, todas as vitaminas são essenciais. A falta da C, por exemplo, leva ao escorbuto, doença responsável pelo enfraquecimento das estruturas de colágeno (tecido de ligação das células). "O escorbuto infantil causa má formação óssea. Sangramento das gengivas, queda de dentes, fraqueza e dores musculares, feridas, anemia, falta de apetite, danos no crescimento e inchaço nas articulações são os primeiros sinais de deficiência dessa vitamina", fala a nutricionista Joyce Rouvier. A supressão de vitamina B12, por sua vez, promove a anemia megaloblástica, caracterizada por glóbulos vermelhos grandes e imaturos que provocam sintomas como fraqueza, cansaço, falta de ar, dormência, perda de apetite e de peso e até disfunção cardíaca. Já a falta de vitamina A predispõe à cegueira noturna ou à diminuição da capacidade de enxergar na penumbra, sendo que a privação séria produz cegueira parcial ou total. "Enfim, todas as vitaminas são importantes e a insuficiência delas desanda os mais diferentes sinais, sintomas ou doenças propriamente ditas" 
 
13. Ingerir as quantidades ideais de vitaminas e sais minerais ajuda na prevenção do câncer.
INCONCLUSIVO: os resultados de pesquisas sobre o uso de suplementos vitamínicos e minerais na prevenção do câncer são controversos. "Estudos observacionais sugerem que uma dieta rica em vitaminas pode prevenir o desenvolvimento do câncer. No entanto, os resultados de ensaios clínicos sobre o uso de vitaminas e risco de câncer têm sido quase sempre inconclusivos. Por exemplo, um mapeamento com 8.000 mulheres não encontrou nenhuma evidência de que a suplementação com vitamina C, E ou beta-caroteno (isoladamente ou em combinação) diminuiu a incidência de mortalidade pela doença", informa Artur Malzyner, médico oncologista do Hospital Albert Einstein e da Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo, com felow em Oncologia Médica no Centro Nacional de Câncer de Tóquio, Japão. Em contrapartida, ele cita outro estudo clínico publicado em 2012, envolvendo cerca de 15 mil pessoas, que constatou que a suplementação com um multivitamínico comparado com placebo resultou em redução de 8% no risco de câncer. "Essas informações aparentemente discrepantes são frequentes na medicina de hoje e em geral tem o seguinte significado: tal procedimento representa baixíssima eficiência ou então é benéfico apenas para poucas pessoas que o utilizaram. As dúvidas científicas seguem distantes de uma conclusão, o que nos permite concluir que, hoje, o emprego das vitaminas na prevenção do câncer continua sendo mais um mito do que um fato demonstrado"        
 
14. Pessoas que praticam muito esporte ou ginástica têm que recorrer à suplementação vitamínica.
PARCIALMENTE VERDADE: a razão para a dúvida é que, em alguns casos, a alimentação pode se mostrar suficiente. De qualquer forma, elas deveriam ter acompanhamento especializado para melhorar seu rendimento sem prejuízos à saúde, destaca o nutrólogo Celso Cukier. "Com o incremento do metabolismo, surge a necessidade de ingerir maior quantidade de nutrientes", completa o colega André Veinert. A nutricionista Joyce Rouvier completa dizendo que a atividade física gera um aumento de radicais livres no organismo, o que pode lesionar as células. "A suplementação auxilia na redução desses radicais e melhora o aporte de energia e recuperação celular" Para atletas e malhadores excessivos, fica o alerta: se praticado muitas horas por dia, o exercício leva a um desgaste físico e mental que, dependendo do quadro, acarreta perda significativa de vitaminas e sais minerais. Então, é provável que seja preciso aderir à reposição vitamínica constante, sempre sob orientação médica    
 
15. Vitaminas podem prevenir doenças cardíacas.
INCONCLUSIVO: "Algumas vitaminas com funções antioxidantes, como a C e a E, auxiliam na proteção cardiovascular, prevenindo doenças relacionadas ao coração. Além disso, agem na diminuição do colesterol e das triglicérides, melhorando o padrão do metabolismo", diz o nutrólogo André Veinert. Mas o assunto é polêmico: uma análise de sete estudos com a vitamina E concluiu que ela não diminuiu o risco de acidente vascular cerebral (AVC) nem de morte por doença cardíaca. Então, vale a recomendação do Ministério da Saúde: procure seu médico antes de tomar qualquer comprimido
 
16. Multivitamínicos costumam ter doses baixas de cada vitamina, por isso não trazem benefícios nem fazem mal.
MITO: de acordo com o nutrólogo da Clínica Healthme, André Veinert, os polivitamínicos costumam oferecer doses recomendadas de ingestão de vitaminas diárias. "Somando a dieta habitual do indivíduo ao que as pílulas oferecem, chega-se a um valor de consumo ideal"   
 
17. Vitamina ajuda a diminuir o colesterol.
VERDADE: algumas, como as do complexo B, estão envolvidas na gênese da doença vascular e síntese de colesterol, diz o nutrólogo Celso Cukier. André Veinert complementa dizendo que, por agirem no metabolismo da gordura e atuarem como antioxidantes, elas ajudam na redução e controle do colesterol e das triglicérides. Entretanto, fica o alerta: o melhor caminho para diminuir o colesterol é reduzir a ingestão de gorduras saturadas encontradas em carnes gordas, embutidos, frituras e leite integral, entre outros alimentos. As fibras, que estão em legumes, verduras e cereais, ajudam a baixar o nível do componente em até 10%
 
18. Não tem problema tomar mais vitamina do que o organismo precisa.
MITO: as lipossolúveis (A, D, E e K) não são eliminadas pelo organismo: seu excesso fica estocado no tecido gorduroso. "Temos que considerar, ainda, que algumas vitaminas, se em quantidades exacerbadas, causam danos ao organismo e prejudicam a absorção de outras", diz a nutricionista Joyce Rouvier. Mais um motivo para que a suplementação seja sempre acompanhada por um especialista
 
19. O melhor horário para tomar vitamina é pela manhã.
PARCIALMENTE VERDADE: algumas devem ser ingeridas durante as refeições e outras, ao contrário, longe das mesmas, segundo o nutrólogo Celso Cukier. Em relação aos polivitamínicos, é uma boa incluí-los no desjejum, pois os nutrientes são melhor absorvidos e metabolizados, segundo o nutrólogo André Veinert. A nutricionista Joyce Rouvier prefere usar como referência o tipo de vitamina: como as lipossolúveis (A, D, E e K) precisam de gordura para serem absorvidas, seria mais prudente ingeri-las junto às refeições, obrigação não presente nas hidrossolúveis (B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12 e C)
 
20. Alguns nutrientes favorecem a absorção de vitaminas.
VERDADE: as gorduras e os óleos, por exemplo, têm grande importância no aproveitamento das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Já as vitaminas B6, B9 e B12 interagem e precisam ser consumidas juntas. Da mesma forma, a C e a E trabalham em conjunto para exercer seu efeito antioxidante. "A D aumenta a absorção de cálcio e fósforo e a C potencializa a assimilação de ferro", informa a nutricionista Joyce Rouvier  
 
21. Alguns alimentos, como o café, prejudicam a absorção de vitaminas.
VERDADE: estudos mostram que itens como refrigerantes de cola, café, chá preto e outros ricos em cafeína atrapalham a absorção de algumas vitaminas. Isso não significa que o consumo de tais alimentos deva ser vetado, apenas é preciso atenção para não exagerar na dose. Os corticoides (hormônios produzidos pelas glândulas suprarrenais), os medicamentos anticonvulsivos e o álcool também afetam a absorção do cálcio, reduzindo a resposta à vitamina D. Já as fibras dificultam a assimilação das vitaminas A, E e D. O tabaco é outra substância que prejudica o aproveitamento de algumas vitaminas, como a E 
 
22. Quase todos necessitam de complementação de vitamina D, pois tomamos pouco sol.
PARCIALMENTE VERDADE: dietas saudáveis oferecem quantidades razoáveis tanto de cálcio quanto de vitamina D. "O sol, no entanto, é fator primordial no metabolismo desta vitamina, de forma que ela auxilie na absorção do cálcio pelo osso. Com isso, pessoas que não tomam sol, mesmo por curtos períodos, podem apresentar menor taxa de cálcio e, consequentemente, maiores chances de apresentar osteopenia e osteoporose, mesmo com alimentação saudável", adverte o nutrólogo da Clínica Healthme, André Veinert. Para Celso Cukier, nutrólogo do Hospital do Coração, "ainda faltam estudos que determinem qual o valor ideal para os brasileiros". De qualquer forma, é bom ficar alerta: além de ser essencial para assimilação de cálcio e fósforo, a vitamina D exerce várias funções no organismo. Atua na regulação de mais de 200 genes e é indispensável para a manutenção da saúde dos ossos, proliferação tecidual, síntese e secreção dos hormônios da tiroide e paratireoide, atividade cerebral, secreção da insulina, competência do sistema imunológico, funcionamento cardiovascular e controle da pressão arterial
 
Fonte noticias.uol.com.br                                       

Gripe A já matou 28 pessoas na capital paulista em 2013

A capital paulista, vai prolongar o período de imunização
por mais duas semanas
O período de vacinação na capital paulista foi prolongado para mais duas semanas. A dose protege contra a doença e também previne a influenza comum
 
A vacinação contra a gripe no Estado de São Paulo terminou nesta sexta-feira, 17. A capital paulista, no entanto, vai prolongar o período de imunização por mais duas semanas.
 
Na cidade, 28 pessoas morreram até hoje, em decorrência da gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína, desde o começo deste ano. O número representa 60,8% dos 46 óbitos registrados em todo o Estado até terça-feira, 14.
 
Além das mortes, a capital apresenta 252 casos confirmados de gripe A de 1º de janeiro até esta sexta-feira. Em todo o ano passado, foram registradas apenas 48 notificações do vírus influenza A (H1N1), com nove óbitos.
 
O balanço estadual revela que 1.667 pessoas já tiveram gripe A em São Paulo em 2013. A Secretaria da Saúde do Estado explica que somente os casos em estágio grave da doença, como a Síndrome Respiratória Aguda, entram para os dados. Em 2009, quando houve surto de gripe A no Brasil, 600 mortes e aproximadamente 12 mil casos graves foram registrados só no Estado paulista.
 
A meta da campanha de vacinação contra a gripe em São Paulo é imunizar 2,5 milhões de pessoas na cidade. Esse número equivale a 80% do público-alvo: idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a dois anos de idade, mulheres grávidas ou que deram à luz nos últimos 45 dias, doentes crônicos, indígenas, profissionais da saúde e presos. Das 28 pessoas que morreram na capital, 19 pertenciam a um desses grupos de risco.
           
Até o último balanço da Secretaria Municipal de Saúde, 1,8 milhões de doses foram aplicadas na capital. A pasta informou que as vacinas ficam disponíveis até o dia 29 maio em todas as Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas da gripe A (H1N1) são os mesmos da gripe comum: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Nos casos graves da doença, a pessoa apresenta febre acima de 38ºC, tosse e dificuldade respiratória.
 
A principal forma de transmissão da influenza A acontece pelo ar (por meio da tosse ou do espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas) e o seu diagnóstico é comprovado por meio de exame laboratorial. Além de medidas de higiene, uma forma de prevenção contra doença é tomar a vacina.
 
Fonte iG

Estudo diz que aposentadoria pode fazer mal à saúde física e mental

BBC
Segundo pesquisa, pessoas ficam mais suscetíveis a
problemas de saúde quando se aposentam
Pesquisa sugere que trabalhar por mais tempo pode contribuir para uma vida mais saudável, afastando problemas físicos e depressão
 
A aposentadoria pode gerar prejuízos para a saúde física e mental, revelou uma nova pesquisa. O estudo, publicado pelo centro de estudos Institute of Economics Affairs (IEA) com sede em Londres, descobriu que a aposentadoria leva a um "drástico declínio da saúde" no médio e longo prazos.
 
Segundo a IEA, a pesquisa sugere que as pessoas devem trabalhar por mais tempo por razões de saúde e também financeiras. O estudo, realizado em parceria com a entidade beneficente Age Endeavour Fellowship, comparou aposentados com pessoas que continuaram a trabalhar mesmo após terem alcançado a idade mínima para a aposentadoria e também levou em conta possíveis fatores Philip Booth, diretor da IEA, disse que os governos deveriam desregular os mercados e permitir que as pessoas trabalhassem por mais tempo.
 
"Trabalhar mais não será apenas uma necessidade econômica, mas também ajudará as pessoas a viverem vidas mais saudáveis", disse ele. Edward Datnow, president da Age Endeavour Fellowship, acrescentou: "Não deveria haver uma idade 'normal' para a aposentadoria no futuro".
 
Na Grã-Bretanha, o governo já planeja elevar a idade mínima para a aposentadoria.
 
"Mais empresários precisam pensar sobre como podem capitalizar em cima da população mais velha e aqueles que querem se aposentador devem refletir duas vezes sobre essa questão".
 
O estudo, focado na relação entre atividade econômica, saúde e política pública de saúde na Grã-Bretanha, sugere que há uma pequena melhora na saúde imediatamente depois da aposentadoria, mas constata um declínio significativo no organismo desses indivíduos no longo prazo.
 
Segundo a pesquisa, a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de desenvolver depressão, enquanto aumenta em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico.
 
O efeito é o mesmo em homens e mulheres. Já as chances de ficar doente parecem aumentar com a duração da aposentadoria.
 
Fonte BBC Brasil/iG

Dicas para aliviar os problemas respiratórios em dias mais secos

Não use o umidificador elétrico por muitas horas seguidas.
O ambiente pode ficar muito úmido e causar mofo e bolor
1. Líquidos: o ideal é ingerir bastante líquido (a não ser em caso de alguma restrição)
 
2. Exercícios ao ar livre: não faça exercícios físicos entre as 10h e 17 horas quando a umidade do ar estiver baixa
 
3. Quarto: deixe um recipiente com água ou um pano molhado no quarto antes de dormir
 
4. Umidificador: não use o umidificador elétrico por muitas horas seguidas. O ambiente pode ficar muito úmido e causar mofo e bolor
 
5. Nariz: lave as narinas com soro fisiológico e/ou faça inalações com o mesmo produto
 
6. Ar: mantenha os ambientes arejados e livres de tabaco e poeira
 
7. Ambientes fechados: evite frequentar lugares fechados em que haja grande concentração de pessoas, como shoppings-centers, supermercados e cinemas
 
Fonte noticias.uol.com.br

Conheça os sinais e as formas de prevenir um derrame

Dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente pode ser um sinal de AVC
1. Evite o consumo excessivo de álcool e busque formas saudáveis de controlar o estresse - a ansiedade e a depressão também são fatores de risco para o AVC
 
2. Fraqueza e/ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo, podem ser sinais de um derrame
 
3. Confusão mental, alteração da fala ou da compreensão também podem ser sintomas de AVC
 
4. Alterações na visão (em um ou ambos os olhos) merecem alerta
 
5. Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar podem sinalizar um derrame
 
6. Dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente pode ser um sinal de AVC (Acidente Vascular Cerebral)
 
7. Ao identificar os possíveis sintomas de um derrame, chame o serviço de emergência (Samu - 192) ou ir imediatamente ao hospital
 
8. Na maioria das vezes, o tratamento do AVC só tem efeito se realizado nas primeiras horas (até 4,5 horas) após o início dos sintomas
 
9. Se você sofre de pressão alta, procure o médico e siga o tratamento corretamente. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para o AVC
 
10. Se você fuma, procure tratamento para abandonar o vício
 
11. Se você sofre de diabetes, siga as orientações do seu médico para controlar a glicose
 
12. Evite o sedentarismo
 
13. Fique de olho na concentração de gordura na região do abdome
 
14. Procure adotar uma alimentação saudável, evitando o consumo de gordura saturada
 
15. Fique atento à saúde do coração. A Fibrilação Atrial (FA), a arritmia cardíaca mais comum, aumenta em cinco vezes as chances de sofrer um derrame
 
16. Evite o consumo excessivo de álcool e busque formas saudáveis de controlar o estresse - a ansiedade e a depressão também são fatores de risco para o AVC

Fonte noticias.uol.com.br

Pacientes de hospital de Porto Alegre sofreram contaminação por superbactérias, confirma Instituto Oswaldo Cruz

Rio de Janeiro- O Laboratório de Pesquisa de Transmissão Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que funciona como Centro Colaborador da Rede de Monitoramento Resistência Microbiana Hospitalar (Rede RM), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou a presença do gene tipo Carbapenemase New Delhi metallobetalactamase (NDM) em quatro pacientes do Hospital Conceição, em Porto Alegre. Ele provoca a criação de bactérias superresistentes a antibióticos.
 
Segundo a pesquisadora do Laboratório Ana Paula Assef, até agora o Brasil não tinha registrado este gene de resistência, que foi encontrado pela primeira vez em 2008, na Índia. Dois anos depois surgiu na Austrália, nos Estados Unidos e no Canadá. No ano seguinte chegou à Guatemala e em 2012, ao Uruguai, Paraguai e à Colômbia.
 
A especialista disse que por determinação da Anvisa os hospitais em todo país devem manter comissões de controle de infecção hospitalar e quando observam sinais de bactérias resistentes enviam amostras para análise do laboratório. “As amostras foram encaminhadas pela unidade do Rio Grande do Sul. Fizemos testes moleculares para detecção de alguns genes de resistência e a gente encontrou o NDM na amostra de lá. São amostras de quatro pacientes do Rio Grande do Sul. Já analisamos amostras de pacientes de outros estados e não encontramos em mais nenhum outro lugar. Essa avaliação nós fazemos rotineiramente”, explicou.
 
Segundo Ana Paula Assef, o NDM é um gene de resistência que pode ser disseminado no ambiente hospitalar. “É a forma como a bactéria se torna resistente ao antibiótico e que acaba se disseminando para outros pacientes ou para o ambiente hospitalar. Pode estar presente em mecanismos móveis e passar de bactéria para bactéria. Por isso é possível encontrar o NDM em diferentes tipos de bactérias”, esclareceu.
 
Na avaliação da especialista, a ocorrência da chamada superbactéria pode levar à morte dependendo do estado clínico do paciente hospitalizado, que, em geral, já está mais debilitado por ter passado por cirurgia ou por estar com alguma doença. “Podem causar morte por que elas são altamente resistentes e não tem muita opção de tratamento para essas infecções”, alertou.
 
Ana Paula Assef informou, ainda, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta para a América Latina no final de 2012 sobre a incidência do NDM na região. Ela disse que especialistas dos países latino-americanos costumam trocar informações sobre o tema. “É preocupante por que pelos relatos no mundo a disseminação é muito rápida. Foi descoberta em 2008 e em 2010 já tinham diversos casos espalhados. O mais importante é reforçar as medidas de controle de infecção hospitalar para que essas bactérias não se disseminem. Ela está associada a ambientes hospitalares. A recomendação é higiene máxima e isolamento do paciente em que for detectada a bactéria superresistente”, disse.
 
Fonte Agência Brasil

Mulher vítima de erro médico durante atendimento em hospital do Rio já está em casa

Rio de Janeiro – A diarista Neide de Moura, de 43 anos de idade, deixou ontem (17) o Hospital de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, zona sul da capital fluminense, para onde foi levada depois de ser medicada com uma injeção de adrenalina em vez de um sedativo ao ser atendida para um exame de endoscopia digestiva no Hospital Municipal Salgado Filho, no bairro do Méier, na zona norte da cidade.
 
A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informou que a diretoria do Salgado Filho abriu sindicância para apurar o erro médico no atendimento da diarista. A família de Neide de Moura registrou o caso na delegacia do Méier.
 
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) há vários dias tem feito denúncias sobre as péssimas condições de atendimento no hospital. Uma equipe do Cremerj esteve na Emergência da unidade e constatou deficiência no número de médicos em diversas especialidades, contrariando a Resolução 100 do conselho em relação às normas mínimas para o atendimento de urgência nos hospitais da rede pública de saúde.
 
O secretário-geral do Cremerj, Pablo Vazquez, disse que o Hospital Salgado Filho tem um déficit de 50% de médicos na Emergência e, por isso, os pacientes não têm um bom atendimento.
 
“Na última vistoria no mês de abril, seis médicos neurocirurgiões estavam atendendo no setor, quando o ideal seriam 14 profissionais. Faltam clínicos gerais, anestesistas e neurocirurgiões”, disse. Segundo Varquez, o conselho encaminhará o relatório da sindicância no hospital para a assessoria Jurídica do Cremerj.
 
Fonte Agência Brasil