Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Náusea na gestação? Conheça métodos para evitar esse incômodo e curtir a gravidez

A doença da manhã e a hiperemese são os tipos mais comuns de enjôo nesse período

Náuseas e vômitos ocorrem geralmente entre 5 e 18 semanas de gravidez. De 50% a 90% das mulheres têm algum grau de enjôo, com ou sem vômitos. A gravidade desses sintomas pode variar de mulher para mulher.

"A doença da manhã" é o termo frequentemente usado para descrever a náusea leve comum durante a gestação, enquanto hiperemese gravídica é o termo usado para descrever uma condição mais grave. Ela pode causar vômitos várias vezes ao longo do dia, perda de peso, e normalmente requer tratamento no hospital.

Enjôo matinal X hiperemese
Náuseas e vômitos frequentemente começam entre cinco e seis semanas de gestação. Os sintomas são piores ao redor das nove semanas, e costumam ocorrer até décima oitava semana de gravidez no máximo.

Entretanto, os sintomas continuam até o terceiro trimestre em aproximadamente 20% das mulheres e até o parto em 5% das mulheres. Embora a náusea leve relacionada com a gravidez seja frequentemente chamada de doença da manhã, a gestante pode se sentir doente a qualquer hora do dia e muitas mulheres (80%) se sentem mal durante todo o dia.

Curiosamente, as mulheres com náuseas leves e vômitos durante a gravidez sofrem menos abortos do que as mulheres sem esses sintomas.

Hiperemese gravídica
Hiperemese gravídica é o termo usado para descrever náuseas e vômitos mais graves durante a gravidez. Mulheres com hiperemese frequentemente vomitam todos os dias e podem perder mais de 5% do seu peso corporal pré-gravidez. Na maioria dos casos, as mulheres com hiperemese gravídica terão que realizar exames de sangue e urina que podem evidenciar desidratação.

Causa de náuseas durante a gravidez
A causa das náuseas não é clara. Diversas teorias têm sido propostas, embora nenhuma tenha sido definitivamente comprovada. Aumento dos níveis hormonais, desaceleração do movimento do estômago, e os fatores psicológicos estão entre as teorias mais comuns. Algumas mulheres são mais propensas a ter náuseas e vômitos na gravidez, incluindo as mulheres que:
-Desenvolveram estes sintomas em uma gravidez anterior;
-Tem náusea e vômitos enquanto tomam estrogênio (por exemplo, em pílulas anticoncepcionais) ou tem enxaquecas menstruais.

Quando procurar ajuda
Muitas mulheres, especialmente aquelas com náuseas e/ou vômitos leves a moderados, não precisa de atendimento de urgência além das consultas de rotina do pré-natal para o tratamento de náuseas e vômitos. Procure ajuda se você tiver um ou mais dos seguintes sintomas:
- Sinais de desidratação como urina de cor escura, ou tonturas;
-Vômito várias vezes ao longo do dia, especialmente se você perceber sangue no vômito;
-Dor abdominal ou pélvica e cólicas;
-Se você é incapaz de manter qualquer comida ou bebida no estômago por mais de 12 horas;
-Perda de peso.

Um ou mais testes podem ser recomendadas para investigar as causas e determinar a severidade da náusea, incluindo exames de sangue, urina e uma ultra-sonografia.

Tratamento das náuseas durante a gravidez
O tratamento das náuseas e vômitos visa ajudar a futura mamãe a se sentir melhor e a comer e beber o suficiente para que não perca peso e, portanto, não prejudique o desenvolvimento do feto.

tratamento pode não eliminar totalmente as náuseas e vômitos. Você, possivelmente, precisará experimentar vários tipos de tratamento ao longo de semanas antes de encontrar o que funciona melhor para você. Felizmente, os sintomas geralmente desaparecem em meados da gravidez, mesmo se você não usar qualquer tipo de tratamento. Em alguns casos é indicada a internação para hidratação com soro.

Mudanças na dieta
Tente comer antes ou assim que você sentir fome para evitar que o estômago fique vazio, o que pode agravar a náusea. Comer lanches com frequência e fazer pequenas refeições, ricas em proteínas ou carboidratos e pobres em gordura, e ingerir bebidas geladas, em pequenas quantidades, entre as refeições, também ajuda.

Evite os gatilhos
O mais importantes nesses casos é evitar odores, sabores, e outras sensações que desencadeiam náuseas. Eliminar alimentos picantes e evitar se deitar imediatamente depois de comer ajuda algumas mulheres. Outros exemplos de gatilhos incluem:
-Quartos fechados;
-Odores (perfume, por exemplo, produtos químicos, café, alimentos com odores fortes, como frituras, fumo);
-Calor e umidade;
-Ruído;
-Movimentação visual intensa (por exemplo, luzes piscando);
-Cansaço;

Lembre-se de contar para a sua médica obstetra o que está sentindo para, juntas, encontrarem o melhor tratamento.

Fonte Minha Vida

Baixa autoestima e falta de amor próprio provocam ansiedade

Insegurança e pensamentos negativos também podem agravar o problema

A ansiedade é um mal que acompanha gerações há anos. A sensação de desconforto não chega a ser classificada como uma doença, mas sim como um sintoma preocupante que pode culminar em uma série de inconvenientes relacionados à saude e à vida pessoal. O mal estar é provacado, basicamente, pela insegurança em relação a situações que só vão acontecer no futuro. "Pessoas ansiosas vivem em alerta e sofrem por algo que pode ou não acontecer", define o psicólogo Thiago Sampaio.

Intimamente ligada ao medo - e confundida com ele -, a ansiedade é acionada pelo corpo, especificamente por uma área do cérebro que percebe algum tipo de ameaça ou perigo e, a partir daí, o mecanismo de defesa passa a funcionar. "A principal diferença entre medo e ansiedade é que o primeiro surge em situações de risco imediato, já a segunda não altera a racionalidade e está voltada para o que não aconteceu", explica o profissional.

O sentimento dispara um estado de alerta sensível, quase um radar daquilo que pode ou não afetar a vida. É por isso que uma pessoa ansiosa vive em sobressalto, esperando que algo aconteça. O sentimento é altamente influenciado pela maneira que pensamos. E é neste detalhe que mora o perigo de o transtorno ganhar uma dimensão poderosa para detonar a sua autoestima. "Os sentimentos negativos são como um ímã para a ansiedade e consequentemente para o sofrimento", diz Sampaio.

Identifique a raiz do problema
Os pensamentos negativos e catastróficos podem ser desencadeados por traumas e por insegurança, ambos relacionados também à baixa autoestima. "As pessoas não são ansiosas porque querem. É automático pensar em problemas quando já se passou por situações de medo", pondera o psicólogo. A preocupação exagerada com um futuro que ainda não aconteceu é uma clara demonstração de insegurança.

O excesso de pensamentos ruins inevitavelmente gera um ciclo vicioso que tende a esmagar a autoestima do indivíduo. "A ansiedade é um combustível que alimenta a baixa autoestima. Nem sempre ela é negativa, claro, mas uma pessoa que sofre por antecipação está claramente se sentindo em desvantagem diante de uma situação", exemplifica o profissional.

A falta de segurança pode prejudicar ainda a vida pessoal e profissional. Uma pessoa insegura diante de um chefe certamente não será valorizada no trabalho, com isso as frustrações aparecem e ela passa a acreditar que não é boa o suficiente para desempenhar algumas funções. O mesmo, diz o psicólogo, pode acontecer em um relacionamento, quando um dos parceiros trai e o outro descobre. Em casos assim, o trauma pode ser grande e reduzir a autoestima e o amor próprio a níveis baixíssimos.

Como combater o mal
O excesso de informação dos dias atuais levam a humanidade a comparar tudo e todos. "Se somos expostos a corpos esculturais, a vidas glamurosas, rapidamente comparamos com o que somos e o que temos. Em 99% das situações, os indivíduos sentem que estão abaixo, o que causa um sentimento natural de inferioridade", contextualiza.

De acordo com Sampaio, brecar as comparações é quase impossível, pois somos guiados por um impulso quase incontrolável. No entanto, ele recomenda que ponderar e reconhecer suas qualidades e talvez até a desigualdade da comparação é uma alternativa para não esmigalhar o amor próprio e manter a autoestima.

Outra dica do profissional é tentar manter a racionalidade e afastar os pensamentos catastróficos. "Acreditar em si é tão fundamental quanto manter um raciocínio lógico diante de qualquer situação da vida", diz. Em casos extremos de ansiedade, que podem se revelar em crises de falta de ar, taquicardia e outros inconvenientes, é necessário procurar ajuda médica ou fazer um tratamento terapeutico com psicólogos.

Ser confiante e racional diante das situações rotineiras garante também o bem-estar e, com isso, menos complexos e inseguranças. "Elevar a autoestima é básico para minimizar o comportamento ansioso", finaliza.

Fonte Minha Vida

Pessoas ansiosas comem rápido e prejudicam digestão

Mau hábito favorece o excesso de peso e o mau hálito

Nossa digestão começa pela mastigação, devemos aprender a mastigar bem os alimentos, na macrobiótica, que é uma filosofia da alimentação natural onde pregam a longevidade, dizem que devemos mastigar umas 30 vezes antes de engolir, até transformar o alimento numa pasta....envolver o bolo alimentar com a saliva que irá ajudar a futura ação das enzimas que ajudam na digestão.

Quando comemos com calma damos tempo para o organismo absorver os nutrientes. Mas se observarmos nossa mastigação veremos que não chegamos nem perto disso, e os ansiosos, pior ainda.

Tive um cliente uma vez que disse que mastigava três vezes e já engolia a comida. Outros comem muito, compulsivamente sem sequer saborear o gosto do alimento.

Quem come rápido, ao fim da refeição, sente-se empanturrado, aquela sensação de estufamento. Nosso estômago leva cerca de 20 minutos após estar saciado para nos dar o aviso de que "não quer mais comer", por isso quem come muito rápido, não presta atenção nos alimentos que ingere, come mais e tem uma tendência maior de engordar.

Todo hábito compulsivo é rápido. Comer rápido sem respirar, engolindo quase tudo inteiro, o organismo não tem como assimilar adequadamente o que se ingere e a consequência disso é o acúmulo de gordura.

Outro hábito nocivo dos ansiosos é que muitas vezes mastigam chicletes durante horas, essa mastigação estimula a produção das enzimas digestivas, mas como não há alimentos para digerir, esse excesso de ácido pode começar a corroer a mucosa do estômago criando uma úlcera.

Aprenda a degustar
Comer com calma e mastigando bem os alimentos, percebendo os sabores, isso é saudável. É na superfície da língua que existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os cinco sabores: doce, azedo, picante, salgado e amargo. Depois de engolir acaba o prazer.

A pessoa que come por compulsão não dá tempo de sentir saciedade, justamente porque mal mastiga já engole, come um pacote inteiro de bolacha num segundo e depois se sente culpada por ter cometido esse ato de autodestruição.

Com o fumante também acontece isso, ele fuma sempre com pressa ou com a atenção em outros afazeres e assim não sente o gosto do cigarro e acaba fumando muito mais.

É comum pessoas ansiosas relatarem que fumam três maços de cigarros por dia. Essa semana uma cliente me disse que não fumava durante o dia todo, mas quando chegava em casa fumava um maço inteirinho.

Ansiedade de novo, compulsão e intoxicação do corpo. Como uma pessoa quer viver bem se não percebe o quanto está se agredindo.

Entenda a digestão
Esse bolo alimentar passa pela faringe, e se desloca por um tubo alongado chamado esôfago.

O alimento é empurrado pelo esôfago por meio dos movimentos peristálticos, que nada mais são que contrações musculares. Quem come rápido e é ansioso tem uma tendência a ter esofagite que é uma inflamação da mucosa do esôfago causada, na maioria das vezes, por refluxo de ácidos.

A mucosa do esôfago não está preparada para receber esse conteúdo extremamente ácido como o suco gástrico. O excesso de ácido no seu estômago pode estar voltando pelo esôfago, o chamado refluxo, e quando isso acontece, e normalmente é à noite, é comum pessoas acordarem com muita azia e sentido esse ácido voltando na boca.

O absurdo é que tem pessoas que ao invés de cuidar do problema, usam almofadas anti-refluxo, rs. Tem muita gente que passa uma vida inteira assim, remediando os problemas, e quando chega ao final da vida quer ter saúde, se espanta quando aparece uma doença grave. Eu sempre falo ou você cuida da saúde ou depois corre atrás da doença.

Veja o que piora o refluxo
Fumar e tomar café contribui de forma importante para a irritação no estômago e devem ser evitados. Cuidado com frutas e sucos ácidos, tais como de tomate, laranja, abacaxi.

Tem gente que come o abacaxi e logo depois aparecem aftas na boca. Isso é um alerta do excesso de acidez estomacal. Laringite, gengivite e problemas dentários ocorrem, em alguns casos, devido à ação direta do ácido do refluxo, principalmente o mau hálito.

E não adianta escovar os dentes, nem usar enxaguantes bucais se o seu estômago está completamente ácido, esse hálito está relacionado a essa digestão.

Do estômago para o intestino
No final do esôfago encontra-se o estômago, onde começa a transformação das proteínas e gorduras.

Tudo o que está no seu estômago é misturado com as enzimas, que processam o alimento, não temos dentes no estômago, por isso quem não mastigou direito vai ter que produzir mais ácidos para conseguir digerir.

Esta mistura passa do estômago para os intestinos, onde os nutrientes são absolvidos pela corrente sanguínea. Os nutrientes que são as vitaminas, os minerais e as proteínas são transportados pelo seu corpo para as células onde serão utilizados ou armazenados. As substâncias dos alimentos que não são absorvidos serão eliminadas pelo intestino.

Fonte Minha Vida

Medo ou fobia? Saiba reconhecer e tratar esses problemas

O medo em excesso pode se transformar em fobia, que pode prejudicar a saúde

Medo de falar em público, de insetos, de altura, de injeção... São diversas as causas desse sentimento que é instintivo a todo ser humano. De acordo com o psicólogo e professor Jair Kappann, da Unesp, o medo está ligado à ansiedade que é a antecipação mental do perigo a ser enfrentado.

O que ocorre fisiologicamente é que, frente ao perigo, todo o organismo se prepara para enfrentá-lo: o cérebro libera mais substâncias, o coração manda mais sangue, a mente fica em estado de alerta, os músculos ficam enrijecidos e a força física aumenta substancialmente.

Apesar de servir para a sobrevivência da espécie, o medo em excesso paralisa a pessoa e pode se transformar em uma doença na sociedade atual: a fobia. A seguir, saiba como diferenciá-los e quais são os tratamentos.

Afinal, o que é fobia?
Segundo a psicóloga Neuza Corassa, membro da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental, o medo funciona como um sinalizador, ajudando a pessoa a se preparar para alguma situação, como, por exemplo, dar uma palestra. Entretanto, o medo além da medida é considerado fobia, que imobiliza as pessoas, fazendo elas se esquivarem do problema.

"Os medos considerados patológicos, que são excessivos e desproporcionais ao perigo enfrentados, foram nomeados com uma palavra grega, ou latina, acrescida do sufixo fobia", ressalta o psicólogo Jair. Temos, como exemplo, agorafobia (medo de grandes espaços, multidões e do escuro), acrofobia (medo de lugares altos), claustrofobia (medos de lugares fechados) e muitas outras.

Funciona assim: a pessoa canaliza toda a angústia, a ansiedade e o medo para um objeto ou determinada situação, que não causa o mesmo medo em quem não tem o problema. "Para a Psicanálise, esses medos têm uma origem comum e, na maioria dos casos, as causas estão em situações vividas na infância", explica Jair.

O medo de altura, por exemplo, está relacionado à insegurança do bebê em dar os primeiros passos, enquanto a fobia de sair à rua, ao medo da criança de perder-se dos pais. Nessas situações extremas, qualquer adulto pode ter atitudes infantis, como fazer xixi nas calças, gritar e chorar.

De acordo com a psicóloga Neuza Corassa, fundadora do CPEM - Centro de Psicologia Especializado em Medos, em Curitiba, a fobia pode surgir de três maneiras:

1- Por ouvir histórias ruins que fazem a pessoa ficar traumatizada com a situação.
2 - Por associação. Exemplo: A pessoa está ansiosa em um dia horrível, entra em um elevador e o associa ao momento ruim.
3 - Por ter passado pela experiência traumática com o objeto/situação de sua fobia.

Como surge a fobia social?
Todos nós temos certa ansiedade natural frente às outras pessoas e situações sociais desconhecidas, como falar em público, pedir aumento de salário, paquerar, entre outras. Essa sensação pode ser uma característica normal da personalidade da pessoa, considerada mais tímida que as demais. "Em alguns casos, esse medo é exagerado e é descrito como fobia social, uma sensação difusa de angústia e apreensão acompanhada de várias sensações físicas de palpitações, sudorese, tremor, aperto no estômago e a nítida sensação de que vai morrer", adverte o psicólogo Jair.

O ataque de pânico, um medo tão intenso que paralisa o indivíduo, ocorre de forma espontânea, involuntária e recorrente, sempre frente aos mesmos objetos ou situações que se tornam ameaçadores. Com medo de ter os ataques, o sujeito acaba se trancando em casa e tem dificuldade em ter uma vida normal, por ter medo de entrar em pânico.

Jair ainda explica que, sem um tratamento adequado, a pessoa vai enfrentar uma série de limitações na sua vida social, mesmo tentando conviver com a situação, que prejudicará a sua qualidade de vida e as relações com os outros.

Tratamento de fobia
Os especialistas recomendam tratamento psicológico que pode ser acompanhado do uso de medicamentos receitados por psiquiatras para amenizar os sintomas e evitar as crises.

De acordo com o psicólogo Jair, existem vários tipos de psicoterapia que podem ser utilizadas nesse caso. A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) é a mais breve, pode durar só algumas sessões e eliminar totalmente os sintomas. Já as psicoterapias mais profundas e de longa duração vão buscar as causas desses temores e, além de eliminar os sintomas, irão proporcionar um crescimento pessoal mais amplo e duradouro para o paciente, evitando o aparecimento de outros transtornos psicológicos ligados à mesma causa.

Se a pessoa já tem um medo acentuado, a família deve prestar atenção e ajudar a pessoa a enfrentar o problema com auxílio de um profissional. Segundo a psicóloga Neuza, a maior dificuldade para tratar a fobia é a pressa do paciente em melhorar.

No tratamento que Neuza utiliza em sua clínica, ela recomenda o exercício físico três semanas antes de se "expor" ao medo, para o relaxamento muscular e para produzir as endorfinas que neutralizam a noradrenalina em excesso que surge nas situações de fobia. Em seguida, ela ressalta a importância da respiração do diafragma porque, sem oxigenação no cérebro, a pessoa fica mais ansiosa.

De acordo com essa técnica, entre a quinta e a oitava sessão no consultório, os resultados começam a aparecer. "A exposição é feita aos poucos. No caso de fobia de elevador, por exemplo, a pessoa é levada até ele para observá-lo. Em um segundo momento, ela vai usá-lo até o primeiro andar e volta de escada, depois, usa até o segundo e volta de escada e por aí vai. No entanto, nada é forçado e nunca a pessoa é exposta a uma situação muito complicada", explica Neuza.

Medo comum: deve ser tratado?
Se os medos que você sente estão te causando desconforto, problemas na vida pessoal ou profissional, é preciso buscar ajuda especializada. "Nas mulheres, é comum amenizar esses sentimentos com o uso de medicamentos, já o homem costuma procurar alívio em bebidas alcoólicas ou drogas, que podem apenas mascarar o problema, tornando-o ainda mais crônico com o passar do tempo", diz o professor da Unesp, Jair Kappann.

Também é preciso lembrar que toda pessoa, mesmo que não tenha um problema grave, pode ter benefícios em uma psicoterapia ou análise. "Além de melhorar a saúde - já que 80% das doenças estão ligadas a causas emocionais - ela mudará o seu modo de pensar e as suas atitudes e proporcionará um desenvolvimento psicológico maior, favorecendo o crescimento pessoal e aumentando as chances de ter uma vida mais feliz", conclui o especialista.

Fonte Minha Vida

Rotina estressante pode desencadear mau hálito

Estresse aumenta produção de substâncias que provocam o cheiro desagradável

O estresse é um vilão potente. Ele interfere diretamente no seu humor. O pior é que geralmente os seus males não se restringem a gangorra psicológica. O mal do século, como também é chamado, quase sempre deixa a porta de entrada aberta a reações que vão interferir não só no bem-estar, mas também na saúde. Infelizmente, o seu campo de ação é grande no organismo. Causador de diversos incômodos, o estresse pode ser um fator decisivo quando o assunto é mau hálito.

Ansiedade, preocupações, excesso de trabalho, frustrações diárias e tensão provocam a diminuição do volume de saliva (hiposalivação), pois a atividade das nossas glândulas salivares depende do equilíbrio do Sistema Nervoso Central (SNC). O estresse provoca desequilíbrio no SNC, diminuindo a produção de saliva e favorecendo a formação de uma placa bacteriana - uma espécie de camada esbranquiçada na língua, também conhecida como saburra.

De acordo com o dentista Dirceu Coelho, esta camada é formada por restos de alimentos, células que se desprenderam da mucosa bucal e bactérias que se nutrem de proteínas. Segundo o profissional, durante este processo há uma forte liberação de enxofre, o que acaba provocando o mau hálito. Já a halitose ligada às emoções é resultado de uma perturbação da homeostase orgânica, propriedade autorreguladora do organismo e que permite manter o estado de equilíbrio do corpo. Essa perturbação favorece a produção do hormônio ACTH que estimula as glândulas supra-renais, responsáveis por fabricar substâncias que fragilizam os tecidos bucais e aumentam a acidez da saliva.

Um outro fator relacionado ao estresse que pode provocar o mau cheiro na boca é a má alimentação. Indivíduos estressados normalmente não seguem uma boa rotina alimentar. Ficar por muito tempo sem comer ocasiona uma queda do açúcar no sangue. Assim, o organismo começa a queimar gorduras. O resultado da queima reflete no hálito, com odor desagradável. Pode ocorrer também em pessoas estressadas o antiperistaltismo esofágico: parte da saliva que é engolida tende a voltar para a parte de trás da língua e ali permanecer grudada, facilitando a aderência de células mortas e restos alimentares, o que geralmente provoca mau cheiro.

Provocada por diversos fatores bucais e não bucais, fisiológicos ou patológicos, a halitose varia com o período do dia e a idade da pessoa. Dentre os fatores bucais (cáries e doenças periodontais), a causa mais comum é a higiene oral inadequada. Já as causas extrabucais, as comuns são as doenças do fígado, tabagismo deficiência de vitamina A e D, perturbações do sistema gastrointestinal, diabetes, intestino preso e estresse. O mau hálito é um sintoma das alterações no organismo que pela questão da saúde e bem-estar social deve ser tratado.

Como tratar o mau hálito em casa
Algumas soluções caseiras têm o poder de amenizar e diminuir o odor desagradável da boca. Os chás, feitos com plantas ou ervas, são aliados de baixo custo no combate ao mau hálito. Confira duas receitas que podem afastar o inconveniente de sua rotina.

- Beba uma xícara de chá verde ou preto, sem adicionar açúcar, por dia. A infusão é rica em polifenóis que impedem a proliferação de agentes que causam o mau hálito.
- Faça uma infusão com uma colher de gengibre, uma de raiz de zedoária e uma de canela (em casca) em meio litro de água. Ferva por 5 minutos e deixe descansar. Depois, faça bochechos. Três vezes ao dia é o suficiente.

Fonte Minha Vida

Veneno de aranha mais potente que morfina, indica pesquisa realizada em MG

Pesquisa desenvolvida em MG indica que toxina da espécie armadeira é melhor que o derivado do ópio, mesmo em doses cinco vezes menores, para minimizar a dor. A substância também demonstra manter-se eficaz durante mais tempo

Uma descoberta importante para minimizar a dor de pacientes com câncer e Aids, por exemplo. Uma forma de equilibrar um coração com arritmia. Uma chance de proteger e recuperar as células atingidas por isquemias cerebral e na retina. Tudo isso são possibilidades surgidas do uso de toxinas das aranhas-armadeiras, animais peçonhentos que não fazem teia e se encontram facilmente em bananeiras e buracos na terra e debaixo de folhas secas ou entulhos de obra. Em estágio avançado, pesquisas feitas em Minas Gerais sobre o tema já foram patenteadas, receberam apoio de instituições renomadas do país e, em aproximadamente cinco ou seis anos, os testes passarão a ser feitos em humanos.

O trabalho para desvendar o veneno da Phoneutria nigriventer começou nos laboratórios da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Aranhas de campo e algumas criadas em cativeiro são induzidas a liberar o veneno, usado especificamente para imobilizar suas presas ou para sua defesa em situações de risco. A cada dois meses, os técnicos anestesiam o aracnídeo com gelo seco e dão choques nas quelíceras das aranhas — articulações localizadas do lado da boca, onde ficam as garras, que servem para apanhar as presas e injetar o veneno —, conseguindo assim extrair 10 microlitros do composto.

Depois disso, a farmacêutica com doutorado em bioquímica Marta do Nascimento Cordeiro, que coordena o estudo, separa cada uma das substâncias até torná-las puras. O processo passa pelo congelamento do veneno para remoção da parte líquida (liofilização), desidratação semelhante àquela usada para preservar alimentos perecíveis. Assim, a parte sólida é examinada pelas máquinas, que fazem a leitura e o registro dos pelo menos 80 componentes do veneno. Para identificar a pureza, retira-se também o sal dessas substâncias.

A pesquisa começou em 1963, mas, à época, não era possível purificar as moléculas na quantidade necessária. Com equipamentos mais modernos, os estudos avançaram. “Nosso objetivo era saber qual componente evidenciava cada sintoma em casos de picada”, explica a pesquisadora. A lista dos efeitos da picada observados em animais e humanos é longa: dor pungente e imediata, que irradia; cãibras dolorosas; tremores musculares; convulsões; paralisia; sudorese; priapismo; perturbações cardíacas; e distúrbio visual.

“Essa é uma aranha errante, que precisa caçar porque não faz teia. Como todo animal peçonhento, a aranha só ataca para se alimentar ou ao se sentir ameaçada, para sua própria defesa. Houve um caso recente de um adulto picado em Campinas, em 2008. Ele foi atingido na nuca, uma área sensível, mas sobreviveu. Crianças e idosos são mais frágeis e, nesses casos, o risco é maior”, explica Marta.

Resultados
A primeira fase é essencial para as análises biológicas feitas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa, colaboradores da pesquisa. Os testes em casos de dor mostraram que uma das toxinas da aranha é mais efetiva que a morfina — e em doses cinco vezes menores. Segundo o coordenador da pesquisa de toxicologia, Marcus Vinícius Gomez, os efeitos do veneno da aranha duram 24 horas, enquanto o efeito da morfina desaparece em apenas quatro. Outra vantagem é que as toxinas não desenvolvem tolerância, como a droga.

Os estudos sobre a Phoneutria nigriventer foram feitos paralelamente a um trabalho desenvolvido nos Estados Unidos e na Europa com o caramujo-marinho, e chegaram a conclusões muito parecidas. Desde 2006, as toxinas do caramujo já são usadas em medicamentos contra dor, cujo produto comercial chama-se Prialt, que chegou ao mercado quatro anos depois dos testes em humanos. De acordo com Gomez, as toxinas da aranha são ainda mais potentes que as do caramujo-marinho e, principalmente, apresentam menos efeitos adversos.

“Percebemos que elas pertenciam à mesma estrutura química (proteínas) e a toxina da aranha repetia os efeitos do caramujo. Então, resolvemos testá-la para dor também, e descobrimos que ela ainda é mais potente, mais capaz de reverter a dor, com menos efeitos adversos. Outro detalhe é que as toxinas não causam alergia e, por isso, podem ser testadas em humanos. Não tínhamos ilusões para aplicações terapêuticas, só queríamos saber como elas agiam nos canais de cálcio (canais iônicos encontrados em células excitáveis)”, conta o professor.

Três toxinas da aranha estão em estudo. Uma delas atua contra dores do câncer e de complicações da Aids, cirúrgicas e químicas; contrações abdominais; e contra o sofrimento relacionado à remoção do nervo ciático. As outras duas têm efeitos contra as isquemias cerebral e na retina e contra a arritmia. A dificuldade, segundo o pesquisador, é a obtenção e produção de grandes quantidades do veneno. Por isso, as moléculas estão sendo recombinadas (clonadas). Uma empresa em Campinas já trabalha na formação dessas mesmas cadeias em laboratório. Para o especialista, em quatro ou cinco anos já será possível pedir licença para usar as toxinas contra a dor nos testes em humanos.

Coração
As experiências em ratos e camundongos mostraram que a toxina age recuperando o equilíbrio na batida do coração. Avaliado in vitro, o coração fica isolado numa solução nutridora e sua artéria é amarrada com um pequeno fio. Quando ela é solta, o coração trabalha em desequilíbrio, mas a ingestão da toxina aumenta a liberação de acetilcolina, substância que atua como neurotransmissora e falta quando há arritmia. Até o fim do ano, os testes serão feitos em animais vivos. Nos casos de isquemia, as toxinas protegem as células, o que foi comprovado em testes in vitro e já nos animais vivos.

“Essa é a que tem mais potencialidade, por causa disso. Conseguimos comprovar que a toxina era capaz de proteger a região mais afetada no choque isquêmico até duas horas depois. Levamos para a retina e, nesse caso, o tempo é de 90 minutos. Só que ela consegue recuperar as células que já estavam morrendo. Simulamos uma isquemia cerebral com o hipocampo in vitro, sem oxigênio e glicose e, depois, nos ratos. Precisávamos clonar essas substâncias em grande quantidade, mantendo sua eficiência, e isso já está sendo feito”, diz. Ele comemora: “Já publicamos esse trabalho em revistas especializadas internacionais e os cientistas, em suas análises, chamam de ‘uso fascinante de toxinas com provável aplicação clínica’”. As pesquisas sobre as toxinas que atuam contra a dor estão patenteadas nos Estados Unidos, no Canadá, no Brasil e na Europa. Já as usadas para o controle das isquemias e taquicardia estão patenteadas no Brasil.

Papoula-do-oriente
A morfina é uma substância com grande poder analgésico. Ela é originária da planta Papaver somniferum, conhecida popularmente como papoula-do-oriente. Ao se fazerem cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio (a palavra ópio, em grego, quer dizer suco). Quando seco, esse suco passa a se chamar pó de ópio. Nele, existem várias substâncias com grande atividade. A mais conhecida é a morfina, palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu, o deus dos sonhos.

Fonte: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Cebrid/Unifesp)

Tipo mais agressivo de HIV pode explicar recorde de mortes por Aids no RS

Subtipo da doença resiste mais aos antirretrovirais e deteriora sistema imune

Nos últimos cinco anos, a região Sul do Brasil teve o maior número de casos e de mortes por Aids de todo o país. Entre as dez cidades com o maior número de casos por 100 mil habitantes em 2010, todas são da região, na maioria no Rio Grande do Sul.

A região é a que tem o maior coeficiente de mortos pela doença, nove por 100 mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 6,3 por 100 mil/hab. Os dados são do Boletim Epidemiológico Aids e DST 2011, divulgado em novembro pelo Ministério da Saúde.

As causas desses fenômenos são variadas, mas um subtipo da doença, o vírus C (uma das variações do vírus HIV-1), encontrado somente na região Sul, pode influenciar esses números. Existem ao menos dez subtipos de HIV dentre os dois vírus existentes, o HIV-1 e HIV-2.

Segundo Ricardo Charão, coordenador da seção de DST/Aids, o subtipo do HIV encontrado majoritariamente no Rio Grande do Sul, seguido de Santa Catarina e Paraná, é bem mais agressivo do que o subtipo B – o mais comum no país.

- Ele deteriora o sistema imunológico rapidamente e é mais resistente à medicação antirretroviral. Por isso é uma das causas pelas quais temos uma mortalidade alta no Rio Grande do Sul, que é o dobro da nacional.

Vírus e tuberculose matam
Porto Alegre lidera o “top 10” de incidência da doença, com 99,8 casos por 100 mil habitantes em 2010. Outras cidades de sua região metropolitana também contam com valores altos: Alvorada (81,8), Sapucaia do Sul (66,4) e Canoas (57,4). Além dessas, está a fronteiriça Uruguaiana (67). Balneário Camboriú (77,7), Criciúma (61,9), Biguaçu (60,1), Pinhais (58,1) e Florianópolis (57,9) completam a lista, dominada pelos Estados sulistas.

Entretanto, não há consenso de como o vírus chegou à região, nem do porquê de sua falta de capacidade de ultrapassar as barreiras regionais. De acordo com Charão, acredita-se que o vírus proveniente da África tenha entrado no país pelo porto de Rio Grande, incubado em algum marinheiro ou passageiro infectado.

Uma das possíveis causas para o vírus permanecer na região seria pelo que a ciência conhece como “efeito fundador”. Isto é, quando um subtipo de um vírus se instala e se dissemina em uma região, tende a ocupar o espaço que poderia ser de outro subtipo do mesmo vírus, explica o infectologista Celso Granato, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

- Quando esse pessoal começou a entrar em contato com o vírus B, esse vírus não conseguiu mais se estabelecer porque já estava com o espaço ecológico ocupado por outro tipo de vírus. Então o C não consegue se sobrepor ao B e o B não consegue se sobrepor ao C, onde ele chegou primeiro.

Charão aponta outros fatores para a disseminação.
- Outra causa da mortalidade de Aids no Rio Grande do Sul é a correlação entre tuberculose e HIV, principalmente em Porto Alegre que tem uma incidência alta da doença, e onde a tuberculose se apresenta com a maior causa de morte entre as pessoas com HIV.

Para diminuir as mortes, ações conjuntas da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e do Ministério da Saúde estão oferecendo tratamento da tuberculose em centros de atendimento de portadores de HIV, como forma de facilitar a adesão aos medicamentos corretos.

Droga na veia também é vilã
Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, um dos motivos para a epidemia de Aids no Rio Grande do Sul ser maior que em outros Estados é a quantidade de municípios localizados em faixa litorânea e em região de fronteira, locais considerados porta de entrada de drogas e zonas de prostituição.

- A região sul tem duas fronteiras: a fronteira interna, que talvez explique parcialmente, e uma parte de litoral, que está com alta incidência e onde tem essa história de acesso à droga, que é uma possibilidade.

Hipótese que se confirma em números. De acordo com Charão, 5% dos casos de Aids no Rio Grande do Sul têm relação com o uso de drogas na veia.

- No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina temos um alto índice de uso de droga injetável, principalmente cocaína, através do compartilhamento de seringas.

O argumento foi lembrado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia do lançamento do boletim.

- O que pode explicar um pouco a situação do Rio Grande do Sul é que há dez anos atrás a presença da transmissão por uso de drogas endovenosas era maior no Rio Grande do Sul do que em outras regiões do país, e isso pode contribuir para a explicação. as o que temos que fazer agora é reforçar as campanhas e o diagnóstico precoce no Rio Grande do Sul e nos outros Estados do Sul do país.

De acordo com o último Levantamento Domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil, do Obid (Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas), datado de 2005, enquanto a cocaína é a quinta droga mais consumida pelos brasileiros, no Sul é a quarta. E, enquanto a heroína, droga também de uso endovenoso, é a 15ª droga mais usada no país, de um ranking de 16, no Sul é a 14ª.

Problema para todos: falta de diagnóstico
Mas é ainda a falta de diagnóstico precoce a maior pedra no sapato no combate da doença, de acordo com o coordenador de DST do Rio Grande do Sul. Segundo ele, há uma dificuldade real de acesso ao diagnóstico no Estado, onde “as pessoas chegam tarde para fazer o teste e já doentes de Aids, ou o fazem, mas não vão buscar”.

Dado confirmado pelo ministro, que afirmou que as campanhas de conscientização nos pequenos municípios podem ser decisivas no combate à Aids.

- O crescimento [dos casos de Aids] dos menores municípios foi muito maior do que em outras regiões do país. Por isso as campanhas com mídias que chegam aos pequenos municípios e o reforço da capacitação dos profissionais que atuam neles pode ser decisivo para que a gente reduza a transmissão. Para isso estamos usando o teste rápido que pode ser feito no centro de saúde na área rural.

Fonte R7

Vacina contra malária passa em primeiro teste com animais

Cientistas britânicos desenvolveram uma vacina experimental que poderá vir a neutralizar todas as cepas da mais letal variedade do parasita da malária.

Os resultados dos testes preliminares em ratos e coelhos mostram que a vacina induz a uma reação imunológica contra o parasita "Plasmodium falciparum", que causa quase todas as 655 mil mortes anuais por malária no mundo.

O trabalho foi publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications, e os pesquisadores pretendem iniciar testes em humanos dentro de dois a três anos. Para que a vacina seja totalmente aprovada, as pesquisas ainda podem durar pelo menos uma década.

"As vacinas contra a malária são notoriamente difíceis de desenvolver", disse Adrian Hill, da Universidade de Oxford, que trabalha no projeto.

Essa vacina incorpora descobertas publicadas no mês passado pela mesma equipe, apontando o receptor de uma proteína específica, a RH5, como sendo crucial para que o parasita da malária penetre nas células vermelhas do sangue, onde ele se espalha e se multiplica.

A vacina segue a proposta, anunciada pelos pesquisadores em novembro, de tentar bloquear esse processo. A equipe disse que não foi encontrada nenhuma cepa do ""P. falciparum" que conseguisse furar a barreira.

Em outubro, o laboratório britânico GlaxoSmithKline publicou dados de um grande estudo feito na África, mostrando que sua vacina experimental RTS,S reduzia pela metade o risco de crianças contraírem malária, que é transmitida por insetos. Outras equipes mundo afora trabalham com abordagens diferentes na tentativa de desenvolver a primeira vacina contra a doença.

Os especialistas dizem que o mundo conseguiria eliminar a malária nas próximas décadas se tiver as ferramentas adequadas, mas alertam que a vacina precisará ser mais eficaz que a RTS,S.

"Ao contrário da RTS,S, que busca impedir que o parasita chegue ao fígado, essa vacina RH5 está tentando matar o parasita no sangue", explicou por telefone Simon Draper, do Instituto Jenner, de Oxford, também envolvido na pesquisa. "Então, pode ser possível que a vacina RH5 venha a complementar a RTS,S."

"No fim das contas, não sabemos até testarmos a nossa vacina em humanos se ela será mais eficaz que a RTS,S. Mas esses dados sobre a RH5 estão entre os mais animadores no terreno atualmente."

Fonte R7

Hong Kong eleva alerta de gripe aviária

A região autônoma chinesa de Hong Kong elevou hoje o alerta de gripe aviária para "sério" e anunciou que vai abater 17 mil frangos.

O chefe de saúde da cidade, York Chow, anunciou as medidas depois da identificação do vírus H5N1 em um frango morto, pertencente a um mercado atacadista, e em duas aves selvagens. Autoridades proibiram todas as importações de aves, com efeito imediato, enquanto pesquisam a origem da ave morta, se foi importada ou se pertencia a produtores locais.

A rede de televisão pública RTHK relatou que cerca de 20 estudantes de uma escola feminina, com idades de seis e sete anos, desenvolveram sintomas semelhantes ao da gripe, inclusive febre, tosse e dor de garganta. Mas nenhuma delas foi levada ao hospital.

Hong Kong foi a sede do primeiro grande surto de gripe aviária entre humanos, em 1991, quando seis pessoas foram mortas por uma variedade mutante do vírus, que geralmente se limita às aves. Milhões de animais foram abatidos na ocasião. As informações são da Dow Jones.

Fonte R7

Rio contabiliza mais de 75 mil casos de dengue em 2011

Desde o mês de agosto, nenhuma morte é registrada na capital fluminense

A cidade do Rio de Janeiro contabiliza, até o dia 20 de dezembro de 2001, 75.371 casos notificados de dengue. Apenas no mês de dezembro, 175 novos casos foram registrados, de acordo com os dados divulgados neta terça-feira (20) pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.

Em 2011, foram confirmados 51 óbitos por dengue em residentes da cidade do Rio. Desde o dia 1º de agosto não é registrado nenhum óbito.

O trabalho de combate e prevenção da Prefeitura do Rio em 2011 já resultou em cerca de 4,7 milhões de visitas de inspeção, 1,8 milhão de criadouros de Aedes aegypti eliminados e 2,3 milhões de depósitos tratados.

Para o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), a situação da cidade é mais grave do que a anunciada pelo Ministério da Saúde no começo do mês de dezembro. Segundo o governo federal, o Rio está em alerta de epidemia.

- Acho que o Rio deve ser classificado como cidade de alto risco de epidemia, e a população deve estar informada sobre isso.

Na primeira semana de dezembro foram notificados 173 casos de dengue no município.

- Os números de dezembro estão baixos em comparação com a média anual, mas é o esperado para essa época do ano. Os meses de pico são março, abril e maio. Se cuidarmos agora, não haverá epidemia.

Bioinseticida contra a dengue
O Brasil contará com um importante aliado para combater a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e fabricado por uma indústria farmacêutica promete ser divisor de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. As informações são da Agência Brasil.

O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos.

Criado a partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus, ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução em caixas d'água, ou em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.

No caso da dengue domiciliar, é recomendável a utilização do comprimido hidrossolúvel. O produto tem duas ações concomitantes: paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada nela?, explicou Elizabeth, engenheira bioquímica e bióloga.

Fonte R7

Unidades Básicas de Saúde terão testes rápidos para gravidez

Unidades Básicas de Saúde passarão a oferecer testes rápidos para gravidez.

A ideia é apressar o ingresso das gestantes no pré-natal e garantir àquelas que não estão grávidas o acesso a técnicas de planejamento familiar. A iniciativa começa pelos Estados de Alagoas, Bahia, Minas, Pará, Rio, Sergipe e São Paulo. Para esta primeira etapa, o Ministério da Saúde destinou R$ 312 mil, que serão usados na compra de 500 mil testes.

A estimativa é de que, até 2014, 5 milhões de testes sejam financiados pelo governo federal. A distribuição integra a estratégia Rede Cegonha, um plano para garantir planejamento familiar, assistência humanizada na gravidez, no parto e depois do nascimento do bebê. O teste rápido fica pronto cinco minutos depois da coleta do material.

Fonte R7

Síndrome de Reiter

O que é?
A síndrome de Reiter (SR) é a artrite mais comum no homem jovem e é também freqüente em mulheres.

Como se desenvolve?
O modo clássico de apresentação da síndrome ocorre cerca de duas semanas após uma infecção genitourinária ou intestinal. Como não se consegue cultura positiva do material articular, não se poderia chamar de artrite infecciosa e criou-se o nome de artrite reativa para estas situações em que há artrite ao mesmo tempo ou logo a seguir a infecção recente em um local que não seja articulação.

Em nosso meio, valendo para o hemisfério sul, a porta de entrada genital é muito mais freqüente.

Surge subitamente artrite com preferência de localização em membros inferiores e com distribuição assimétrica entre os pares de articulações assim como acometimento de algumas inserções tendinosas, sendo comum no tendão de Aquiles. Inflamação dos dedos dos pés é bastante característico, assumindo o aspecto de dedos em salsicha.
 
O que se sente?
Pode haver dor na coluna e em ligamentos ou articulações da bacia. Com menor freqüência, mas ajudando a estabelecer o diagnóstico, pode haver artrite entre esterno e costelas e nas articulações das clavículas com os ombros. Em geral não há febre e o estado geral é bom, mas há pacientes bastante comprometidos na fase inicial da doença.

Conjuntivite pode preceder ou acompanhar a crise articular. Outra inflamação ocular é uveíte. Ocorre em alguns pacientes com SR, podendo ser manifestação isolada tardia, sugerindo persistência de infecção. Quando a uveíte não é controlada adequadamente pode levar a distúrbio irreversível de visão.

Podem ocorrer lesões cutâneas semelhantes a psoríase nas regiões plantares e manchas eritematosas no céu da boca.

Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico. É necessário reunir os dados clínicos característicos com a presença de infecção recente. Deve-se procurar infecção: além de exames laboratoriais que pesquisam a presença da chlamydia trachomatis(CT) é importante que os pacientes sejam avaliados por urologista ou ginecologista.

Avaliação genital: na mulher, exame ginecológico confirmatório e acompanhamento são obrigatórios. No homem, na presença de secreção uretral facilmente percebida podemos dispensar o urologista. Entretanto, havendo suspeita de cronicidade nas primeiras consultas ou mais tarde, avaliação da próstata é indispensável, pois enquanto houver infecção o tratamento deve prosseguir.

O problema surge quando não se tem dados concretos para infecção recente.

Podemos estar frente a:  
infecção recente sem sintomas;
infecção antiga e a Síndrome de Reiter foi desencadeada agora;
síndrome de Reiter crônica não diagnosticada.

Como se faz o tratamento?
 
Antibióticos
A infecção intestinal recente, na quase totalidade das vezes, já não estará mais provocando sintomas ou estes serão leves. Mesmo assim, é prudente usar-se antibióticos pois precisamos garantir a eliminação do agente que provocou a artrite. Já a evolução da infecção genital é variável.
A bactéria envolvida é a chlamydia trachomatis(CT). Homens com discreta secreção uretral e/ou manchas na glande ou prepúcio ou suspeita clínica de prostatite confirmada por exame urológico, e mulheres com evidência clínica de cistite, cervicite (colo do útero) ou salpingite (trompas) têm o diagnóstico de SR estabelecido com facilidade desde que o médico relacione as manifestações reumáticas com a infecção.
O tratamento com antibiótico é iniciado imediatamente e o prognóstico é favorável, mesmo que a SR permaneça por pelo menos dois meses, como é habitual. É necessário receitar três meses de antibiótico nos casos bons. A eliminação da chlamydia trachomatis(CT) do aparelho genital deve ser completa.

Porém, uretrite no homem ou cervicite na mulher relacionadas com chlamydia trachomatis (CT) têm manifestações clínicas tardias em relação à data do contato sexual e os sintomas podem ser muito leves e não serem percebidos. Se presentes, o paciente pode não relacionar os fatos e omitir a história, não recebendo tratamento. Cabe ao médico orientar o interrogatório neste sentido. A evolução da infecção por chlamydia trachomatis (CT) pode ser bastante arrastada e sem sintomas havendo o risco do tratamento ser suspenso antes do tempo, colaborando para cronificação na forma de prostatite ou salpingite. Estes fatos levam, muitas vezes, à persistência da SR, tornando-se um problema de difícil solução em alguns pacientes os quais permanecem com dor e em tratamento por vários meses.
Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides (AINES)
Se a dor não é intensa, analgésicos comuns como acetominofeno podem ser úteis. Os AINES mais utilizados em SR são indometacina e fenilbutazona. O uso é limitado devido aos efeitos colaterais, mas se o paciente se beneficia e tolera o medicamento este pode ser mantido.
Outras opções
É bastante freqüente crises com dor intensa e evolução prolongada. Nestas ocasiões o reumatologista deve utilizar medicamentos de exceção tais como corticóide por via oral ou intramuscular e infiltrações e, eventualmente, drogas imunomoduladoras e imuno-supressoras.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Qual a finalidade do tratamento?
Esta doença tem cura?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?
Existem problemas com obesidade e dieta?
Qual a importância de exercícios e repouso?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?

Fonte ABC da Saúde

Coceira nos olhos pode ser alergia a esmalte

Esmaltes contém tolueno e formaldeído

Embora pareça pouco provável, coceira nos olhos pode ser sinal de alergia ao esmalte.

Algumas substâncias como o tolueno e formaldeído podem provocar vermelhidão, coceiras e até mesmo outros tipos de lesões.

A região das pálpebras costuma ser a mais afetada e pode chegar a descamar.

De acordo com a especialista em dermatologia Annia Cordeiro Lourenço, como é comum o hábito de coçar os olhos, a substância pode causar vermelhidão, coceira e descamação das pálpebras.

Quem tem alergia não deve usar o esmalte comum, optando pelos hipoalergênicos disponíveis no mercado. Se os sintomas insistirem, consultar um médico para evitar problemas mais grave.

Fonte Band

Verão pode agravar a fotofobia

Saiba como cuidar dos seus olhos para evitar desconforto

Você sabia que os nossos olhos sofrem mais no verão? Os dias mais iluminados e claros agravam a fotofobia, aversão à luz que atrapalha o dia-a-dia de 3 em cada 10 brasileiros.

A dificuldade de adaptação à claridade merece atenção porque pode estar relacionada a doenças nos olhos ou em outras partes do corpo, alerta o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. O desconforto pode ser crônico ou agudo e ambos tendem a aumentar no calor.

Como as principais alterações oculares que causam fotofobia crônica, o especialista destaca o olho seco e o astigmatismo. Por isso, explica, embora atinja todas as faixas etárias, o desconforto é mais comum entre mulheres e idosos.

Só para se ter uma idéia, pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) revela que o olho seco atinge 6,6% das mulheres contra 2,2% dos homens. “Isso acontece porque a mulher usa mais lente de contato que o homem, esta exposta a alterações na produção de hormônios sexuais, ao consumo da pílula anticoncepcional e uso incorreto de cosméticos que alteram a lágrima”, afirma o médico. Nos dias quentes, destaca, a maior evaporação da camada aquosa da lágrima contribui com o agravamento do olho seco e da fotofobia. "O desconforto é tamanho que alguns pacientes chegam a desmarcar compromissos", comenta.

Dieta melhora desconforto
Quando a fotofobia está relacionada ao olho seco o tratamento pode ser feito com lágrima artificial (colírio) para diminuir o sintoma imediatamente ou oclusão cirúrgica do ponto lacrimal nos casos mais severos. Para alterar a qualidade e quantidade da lágrima, o médico diz que a única alternativa é uma dieta com pouco carboidrato, gordura e carne de vaca, porém rica em vitaminas A e E, além de suplementos com Omega 3 encontrados nas sementes linhaça, nozes e algumas verduras. O tratamento dietético tem resultado mais lento, porém é duradouro, ressalta.

Refração X Sensibilidade à luz
O astigmatismo aumenta conforme envelhecemos. É o que mostra um levantamento feito por Queiroz Neto nos prontuários de 1,1 mil pacientes com idade entre 60 e 75 anos. Enquanto na população jovem a prevalência é de 10% a 15%, neste grupo atingiu 38%, ou 418 pacientes. O especialista explica que em quem tem astigmatismo a córnea, membrana redonda e transparente que fica na frente do olho, passa a ter um formato oval. "Esta alteração na córnea aumenta a sensibilidade à luz. Isso porque, as imagens passam a ser projetadas na frente, atrás ou até em mais de um ponto na retina fazendo com que os portadores enxerguem tudo desfocado", explica. Para amenizar a fotofobia entre jovens a solução é usar óculos de grau, lente de contato tórica ou fazer cirurgia refrativa. Para quem já passou dos 60 anos e tem catarata, a única solução é a cirurgia de catarata com implante de lente intraocular tórica. O médico ressalta que o implante da lente intraocular tórica aumenta a chance de não ser necessário usar óculos para enxergar à distância. Tanto que um estudo multicêntrico mostra que após a cirurgia 94% dos pacientes passaram a enxergar o suficiente para dirigir sem óculos.

Outras doenças relacionadas
A fotofobia pode também estar relacionada a doenças inflamatórias. Entre elas, o médico destaca a conjuntivite, inflamação da conjuntiva que tende a se espalhar no verão, a irite – inflamação da íris, ou mesmo a ceratite – inflamação da córnea causada por trauma ou microorganismos. "Das doenças sistêmicas que provocam fotofobia, a enxaqueca e o reumatismo são as mais freqüentes. Outras que podem ocorrer nos meses mais quentes são a dengue e a meningite. O tratamento adequado de cada uma dessas alterações elimina o problema ocular", afirma

Alerta para crianças
Queiroz Neto chama a atenção dos pais para crianças que nascem com olhos excessivamente grandes, lacrimejam muito e evitam abrir os olhos no sol. Pode sinalizar glaucoma congênito, malformação que dificulta a drenagem do humor aquoso, líquido que nutre o globo ocular e que causa fotofobia em bebês. O único tratamento neste caso é a cirurgia. O especialista diz que o tratamento precoce evita a cegueira permanente em 90% dos casos. Por isso, se trata de uma emergência médica.

Óculos escuros é uma solução?
Parte das pessoas que têm fotofobia não tem doenças associadas. Apenas são mais sensíveis à luz, como é o caso de quem tem pele e olhos claros. Neste caso, Queiroz Neto diz que usar óculos escuros é a única forma de combater o desconforto. Mas não vale qualquer tipo de óculos, ressalta. As lentes precisam ter filtro UV (ultravioleta). O especialista explica que quem usa óculos escuros sem filtro tem 60% mais chance de contrair catarata. Isso porque, explica, as lentes escuras fazem com que as pupilas dilatem, permitindo que uma quantidade maior de radiação penetre nos olhos. O ultravioleta tem efeito cumulativo sobre o cristalino que vai se tornando opaco até a cegueira. É a catarata, maior causa de cegueira tratável no mundo. O único remédio é a cirurgia. A exposição dos olhos á radiação UV também causa degeneração da mácula, parte central da retina que é irrecuperável e, portanto, leva à perda da visão permanente. Considerando que 80% de nossa interação com o meio ambiente depende da visão, todo cuidado é pouco, conclui o médico.

Fonte Band

Mulheres não protegem os olhos do sol

Segundo especialista, a falta de proteção solar pode causar alterações imediatas e em logo prazo nos olhos / ShutterstockSegundo pesquisa, a maioria delas usam apenas os óculos de grau, o que não protege os olhos do sol

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE com 284 mulheres, revelou que a maioria delas usam apenas os óculos de grau, o que não protege os olhos do sol.

Das entrevistadas só 8% usam óculos escuros com grau quando vão à praia, embora 97% acreditem que a radiação UV (ultravioleta) prejudica a visão. A pesquisa também mostra que apesar da maioria não usar lentes com proteção UV, 95% das entrevistadas acreditam que a radiação provoca o envelhecimento da pele ao redor dos olhos.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, porta–voz da pesquisa, a falta de proteção solar pode causar alterações imediatas e em logo prazo nos olhos.

O médico diz que uma alteração imediata decorrente da exposição ao sol sem proteção é a queimadura da pele periocular. Não por acaso, comenta, para 2012 a estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer) aponta a pele como a parte mais atingida pelo câncer no Brasil. “Esta previsão evidencia o uso inadequado do filtro solar pelo brasileiro”, afirma.

E o que é pior - entre mulheres a situação é ainda mais grave. No ano que vem o INCA prevê que o número de casos de câncer de pele entre mulheres seja 14% maior do que nos homens, totalizando 71,5 mil casos contra 62,68 mil entre eles.

“Apesar da metástase da pálpebra para os olhos ser incomum, nos casos de câncer não melanoma que é o tipo mais prevalente, a doença pode causar lesões palpebrais e desencadear cicatrizes na córnea que conduzem à queda visual”, comenta.

Para Queiroz Neto a melhor forma de proteger os olhos e a pele da região é usar óculos que tenham lentes com filtro UV. Isso porque, um estudo do especialista mostra que o contato dos filtros cosméticos com a mucosa ocular provoca a conjuntivite tóxica e a alérgica. “Os óculos com filtro eliminam este risco e o uso incorreto do protetor solar”, afirma.

Risco da falta de sintoma
Outra alteração imediata, ressalta, é a fotoceratite, inflamação da córnea por queimadura de primeiro grau. Em geral ocorre após 6 horas ininterruptas de exposição dos olhos ao sol sem proteção.

O médico alerta que embora os sintomas – olhos vermelhos e ressecados – desapareçam depois de 48 horas longe do sol, não significa que o problema tenha sido resolvido. Isso porque, a fotoceratite provoca o desprendimento de células do epitélio, camada externa da córnea que vai perdendo a transparência.

Para a população parece um mal menor, mas é uma importante questão da saúde pública, afirma.

Efeitos cumulativos da radiação
Queiroz Neto diz que de acordo com estudos internacionais a falta de proteção UV aumenta em até 60% a chance de contrair catarata. A doença torna o cristalino opaco e responde por 47% dos casos de perda da visão no Brasil.

Fonte Band