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domingo, 5 de maio de 2013

Jornada Nacional UNIMED de Enfermagem

Palestra " Processo de Logística: Um Diferencial na Prática Assistencial"
 Abril/2013

Pesquisadores de Alagoas desenvolvem remédio que cura verrugas do HPV

No local tratado não ficaram manchas nem qualquer indício de lesão
Um remédio fitofarmacêutico desenvolvido por pesquisadores brasileiros a partir da casca de uma árvore é capaz de eliminar totalmente, sem dores nem efeitos colaterais, as verrugas genitais causadas pelo vírus do papiloma humano (HPV), a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo.
 
"A partir de um produto natural que é utilizado como medicamento pelos índios há séculos obtivemos uma pomada que alcançou uma eficácia de 100% nos casos de verrugas genitais e perianais que tratamos", disse à Agência Efe o médico Luiz Caetano, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e um dos coordenadores de medicina.
 
O fitofarmacêutico foi obtido a partir de um extrato da casca do barbatimão-verdadeiro (Stryphnodendron adstringens), uma árvore muito comum no litoral brasileiro e que a medicina popular usa como cicatrizante, bactericida, anti-inflamatório e antisséptico. O extrato também é conhecido por sua capacidade de contrair o tecido do canal vaginal, por isso em algumas regiões é conhecido como a "casca da virgindade", o que fez com que os pesquisadores da UFAL se interessassem por experimentar sua capacidade para contrair os tecidos das verrugas.
 
Um estudo de 12 anos permitiu à equipe de Caetano verificar a eficácia da planta para tratar as verrugas genitais, que são o principal sintoma do vírus e cujo atual tratamento inclui até cauterização. "Alguns dos tratamentos existentes para as verrugas são invasivos; podem afetar áreas divisórias e causam a deformação do tecido, entre outros problemas. Além disso, seu índice de cura é de no máximo 75%, mas com relatos de ressurgimento das lesões", explicou o especialista. De acordo com Caetano, a pomada desenvolvida pela UFAL conseguiu eliminar sem dores nem problemas colaterais as verrugas de todos os 46 pacientes que foram tratados nos testes clínicos.
 
A fórmula secou as verrugas em apenas dois meses até reduzi-las a finas lâminas que podem ser retiradas com facilidade e sob as quais o tecido se cicatriza sem dificuldades. "Entre os pacientes tratados havia homens, crianças, mulheres grávidas, idosos e até portadores do vírus da aids, ou seja, pessoas com imunodeficiência, e todos tinham o diagnóstico da doença", relatou Caetano. "Os pacientes foram submetidos a revisões médicas durante três anos e no final do processo foi verificada a eliminação completa das verrugas sem ressurgimento de lesões. No local tratado não ficaram manchas nem qualquer indício de lesão", acrescentou.
 
Os médicos também estão fazendo testes para tratar alguns tipos de câncer provocados pelo HPV, vírus considerado uma das principais causas do câncer do colo do útero, de pênis e do ânus. Atualmente existe no comércio uma vacina que imuniza com relativo sucesso as mulheres contra o HPV, mas até agora não há nenhum produto que trate o câncer causado pelo vírus. "Nosso trabalho para tratar o câncer do colo do útero com a fórmula é incipiente, mas mostra grandes possibilidades de sucesso. No entanto ainda são necessários muitos testes e estudos antes de anunciar qualquer coisa", afirmou. Segundo Caetano, um dos experimentos conseguiu reduzir o nível de gravidade de câncer no colo do útero de uma paciente do grau 2 até o grau 1.
 
Apesar dos testes também mostrarem que a substância é capaz de reduzir a carga viral do HPV e diminuir o volume de vírus no organismo, os pesquisadores até agora não pensaram em experimentá-la para tratar diretamente o vírus.
 
Caetano acrescentou que os resultados dos estudos foram publicados em cerca de 150 países e que a UFAL já solicitou a patente sobre a fórmula no Brasil, um processo que pode demorar cerca de quatro anos, assim como nos Estados Unidos. "Quanto à comercialização, já estamos em negociações com três laboratórios brasileiros para a possível colocação do produto no mercado interno, o que ainda depende da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)", declarou.
 
Fonte Efe

Por R7

Mais 3 pessoas são infectadas por coronavírus na Arábia Saudita

No total, o coronavírus foi detectado em 27 pessoas,
16 das quais morreram, segundo a OMS
Três novos casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus similar à Sars (síndrome respiratória aguda grave) foram detectados na Arábia Saudita, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira.
 
"Atualmente se encontram em estado crítico", informou a OMS em um comunicado.
 
"O governo realiza uma pesquisa sobre esta epidemia", acrescentou.
 
Segundo as primeiras informações, dois destes três novos casos poderiam ser da mesma família.
 
O novo coronavírus - nCoV no jargão médico - foi detectado pela primeira vez em meados de 2012.
 
No total, o coronavírus foi detectado em 27 pessoas, 16 das quais morreram, segundo a OMS.
 
O ministério saudita da Saúde anunciou esta semana que cinco pessoas contaminadas por este coronavírus morreram na Arábia Saudita.
 
Em 2003, uma epidemia de Sars causou a morte de mais de 800 pessoas na China e ativou um alerta sanitário em escala mundial.
 
No entanto, o novo vírus é diferente do Sars, principalmente porque provoca uma insuficiência renal rápida.

Fonte AFP

Instituto Butantan alerta sobre os riscos da 'vacina-do-sapo'

A secreção que a perereca kambô libera é um veneno com
centenas de componentes
O Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, fez um alerta nesta sexta-feira, 3, por meio de comunicado, sobre os riscos da "vacina-do-sapo", técnica indígena que promete proporcionar força, resistência e até mesmo a cura de diversas doenças como câncer e depressão.

Segundo o professor Carlos Jared, diretor do Laboratório de Biologia Celular do Butantan, não existem estudos que confirmem a eficácia total do veneno da perereca-verde Phyllomedusa bicolor, também conhecida como kambô.

Para o especialista, diz o comunicado, a presença comprovada de opioides, produzidos por glândulas de veneno do animal, pode levar a uma momentânea sensação de bem-estar, que vem se popularizando no Brasil e no mundo. Ele explica que uma série de outros componentes podem ser encontrados na substância, mas que a maioria deles tem função desconhecida pela Ciência.

A secreção que a perereca kambô libera é um veneno com centenas de componentes. "Há várias contraindicações que seriam as substâncias da glândula do veneno do animal, e que podem causar vômitos, diarreia, taquicardia, sudorese e alterações de pressão, entre outros sintomas", afirma Jared.
 
Fonte Agência Estado

Biólogo desenvolve vacina por via nasal contra hepatite B

Na produção da vacina foi empregada a quitosana,
polímero produzido a partir da quitina
Método utiliza a quitosana, polímero produzido a partir da quitina. Substância é encontrada em camaões e caranguejos
 
Pesquisa comprovou a viabilidade do uso do polímero de quitosana na produção de vacinas que dispensam agulhas para sua aplicação.Uma nova forma de imunização(via nasal) foi desenvolvida a partir da vacina contra a hepatite B, disponível no Instituto Butantan.O polímero reveste o antígeno da vacina, garantindo sua absorção pelo organismo ao ser aplicada por via nasal. " A ideia era criar um modelo que pudesse ser adaptado para outras vacinas" , diz o biólogo Jony Takao Yohsida, que realizou a pesquisa, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

Na produção da vacina foi empregada a quitosana, polímero produzido a partir da quitina. " Essa substância é encontrada em artrópodes, como o camarão e o caranguejo" , conta o biólogo. A quitosana envolve o antígeno da vacina, que pode ser uma proteína ou um vírus. " Quando é feita a vacinação, o polímero gruda nas vias nasais, o que permite a absorção do antígeno pelo organismo e o desenvolvimento de anticorpos" .

A quitosana impede que a vacina seja expelida pelo organismo por meio de espirros após a aplicação. " A vacina também não é engolida com a renovação do muco nasal, evitando que seja destruída pelos ácidos do estômago" , afirma Yoshida. " Testes realizados com camundongos mostraram que é possível imunizar por via nasal com o uso da quitosana" .

Segundo Yoshida, a principal vantagem da imunização por via nasal é dispensar o uso de agulhas para realizar a imunização. " Muitas pessoas têm medo de tomar injeção. O novo método aumentaria a adesão e a eficácia da vacinação junto à população" , ressalta. " A eliminação das agulhas também reduziria os riscos de contaminação entre os profissionais de saúde" .

Os experimentos em animais também demonstraram que o polímero pode se unir a qualquer outro tipo de proteína. " Desse modo, podem ser usados antígenos de outras doenças" , diz o biólogo. " A vacina poderá ser aplicada por meio de spray ou nebulização" .

Para que a vacina possa ser usada em seres humanos, serão necessários novos estudos. " A pesquisa comprovou que o método é viável. No entanto, é preciso realizar testes imunológicos e clínicos, primeiro em animais e depois em seres humanos, para verificar se não há efeitos colaterais" , observa o biólogo. " Apesar do baixo custo da matéria-prima do polímero, há necessidade de padronização e controle de qualidade para verificar a viabilidade da produção industrial" .

As novas pesquisas também definirão a dosagem e a quantidade de imunizações necessárias por via nasal. " Nos Estados Unidos foi aprovada uma vacina contra a influenza que utiliza-se do spray nasal como via de imunização e há muitas pesquisas sobre esse tipo de imunização" , diz o biólogo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 120.343 casos de hepatite B por ano entre 1999 e 2011, com uma média de 14.000 novos casos e 500 mortes por ano" .
 
Fonte isaude.net

Paraná registra mais de 31 mil casos de dengue em 9 meses

Segundo dados do relatório, 70% do total de casos foram registrados nos meses de fevereiro e março de 2013
Foto: SES/PR
Segundo dados do relatório, 70% do total de casos foram
registrados nos meses de fevereiro e março de 2013
142 casos evoluíram para a forma grave da doença, 77 em Foz do Iguaçu, que atingiu incidência epidêmica, com 895 confirmações
 
A Secretaria da Saúde apresentou um estudo preliminar sobre o comportamento da dengue no Paraná entre os meses de novembro/2012 e abril/2013, considerados mais críticos em relação à doença. Segundo o documento, apresentado na reunião mensal do comitê gestor intersetorial para o controle da dengue, 70% do total de casos foram registrados nos meses de fevereiro e março de 2013.Desde agosto de 2012 até agora já são 31.916 casos da doença, sendo que 142 evoluíram para a forma grave dengue hemorrágica ou dengue com complicações.

Destes casos graves, 77 são de Foz do Iguaçu, contudo não houve nenhuma morte pela doença no município. Nesta semana, a cidade de Foz também atingiu incidência epidêmica, com a confirmação de 895 casos. Somente em 2013, o Paraná contabiliza 13 mortes por dengue.

Neste ano, 98 municípios atingiram incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes, o que os colocou em situação de epidemia de dengue. Outra diferença no comportamento da doença foi o período quando o número de casos começou a aumentar. Em 2013 isto ocorreu já no início de janeiro, pelo menos três semanas antes ao comparado com os dois anos anteriores.

Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, isso mostra que a mudança das administrações municipais, aliada ao clima propício para o desenvolvimento do mosquito transmissor, contribuiu para que diversos municípios entrassem em situação de epidemia neste ano. " Este foi um ano atípico. Com as eleições, muitos municípios desestruturaram a retaguarda de combate à dengue e, inclusive demitiram as equipes que eram responsáveis pelo trabalho preventivo da doença. Com isso, os novos prefeitos iniciavam suas gestões já em condições pré-epidêmicas" , afirmou o superintendente.

O novo boletim da dengue mostra ainda que mais sete municípios saíram de situação de epidemia, pois tiveram uma queda significativa no número de casos nos últimos meses. Até agora, 22 cidades que conseguiram conter a epidemia.Além de Foz, outros 19 municípios atingiram incidência epidêmica nesta semana. 15 dessas cidades têm menos de 20 mil habitantes e por isso alcançam incidência epidêmica mesmo com poucos casos. Esta é a situação de Santa Inês, na região Norte, que entrou em epidemia com apenas 12 casos confirmados.
 
Fonte isaude.net

Acre distribui leite artificial a recém-nascidos expostos ao HIV

A distribuição de leite já beneficiou cerca de 140 recém-nascidos
Foto: Marcos Santos
A distribuição de leite já beneficiou cerca de 140 recém-nascidos
Tratamento é oferecido pela Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco e no Hospital da Mulher e da Criança em Cruzeiro do Sul
 
Para diminuir o risco de contaminação pelo vírus HIV por meio do leite materno, o governo do Acre realiza a distribuição de leite artificial para proteger as crianças expostas verticalmente ao vírus, durante os primeiros seis meses de vida. Cerca de 140 recém-nascidos já foram beneficiados pela ação.

Segundo Marília Carvalho, enfermeira da Divisão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), esses procedimentos são oferecidos pela Maternidade Bárbara Heliodora, Serviço de Assistência Especializada (SAE) em Rio Branco.Já em Cruzeiro do Sul a unidade disponível é o Hospital da Mulher e da Criança.

" Na hora do parto, a mãe soro positivo recebe medicamento anti-retroviral - terapia para tratamento e tentativa da eliminação do retrovírus pelo organismo - e um inibidor de lactação denominado cabergolina. O recém-nascido, imediatamente, necessita ser tratado pelo pediatra com anti-retroviral e alimentar-se com leite artificial, visto que o leite materno contém o vírus" , explica Marília.

O diagnóstico para a mãe é feito durante exames no pré-natal, através do teste rápido de HIV, que é realizado no primeiro e terceiro trimestre da gravidez. A gestante após receber o diagnóstico de soro positivo, é encaminhada às unidades de referência de alto risco onde será atendida por uma equipe especializada para dar início ao tratamento até a data do parto. Para que ofereça a criança uma garantia de que ela não seja contaminada, é indicado o parto cesáreo.

Após alta hospitalar, mãe e criança são encaminhadas ao SAE para dar continuidade ao tratamento. Além disso, recebem também o leite para nutrição da criança. O acompanhamento dura seis meses e é feito por uma equipe multiprofissional.

" O fato de a mãe ser portadora do vírus HIV não implica necessariamente que o recém-nascido também seja portador. Esse diagnóstico só poderá ser feito após os 18 meses de vida, quando então será identificado se a criança realmente teve contato ou não com o vírus. Se o exame der positivo, continuará sendo atendida pelo SAE" , afirma Carvalho.
 
Fonte isaude.net

Equipe dos EUA identifica mutações genéticas associadas à miopia

A miopia é a doença ocular mais comum em humanos no mundo
Foto: © Novartis AG
A miopia é a doença ocular mais comum em humanos no mundo
Alterações em um gene que regula os níveis de cobre e de oxigênio no tecido ocular estão associadas a forma grave de miopia
 
Equipe de pesquisadores da Duke Medicine, nos EUA, identificou mutações genéticas associadas ao desenvolvimento de miopia.
 
A pesquisa sugere que alterações em um gene que ajuda a regular os níveis de cobre e de oxigênio no tecido ocular estão associadas a uma forma grave de miopia.

A miopia é a doença ocular mais comum em humanos no mundo. Ela ocorre quando a córnea tem muita curvatura, o que impede a luz que entra no olho de focar corretamente.
 
Miopia de alto grau, uma forma mais grave da condição, afeta até 2% dos norte-americanos e é especialmente comum em populações asiáticas. Os indivíduos com miopia de alto grau têm um risco aumentado para outros problemas oculares graves, incluindo descolamento de retina, catarata e glaucoma.
 
Estudos sugerem que a miopia é causada por uma combinação de fatores ambientais, tais como grandes quantidades de leitura, e genéticos. A miopia ocorre em famílias, mas pouco se sabe sobre os fatores genéticos que a causam.
 
"Esta é a primeira vez que uma mutação genética autossômica para miopia de alto grau dominante não sindrômica na raça branca foi descoberta", afirma a autora sênior Terri Young.
 
Young e seus colegas tentaram identificar fatores genéticos estudando famílias com miopia de alto grau. Eles realizaram sequenciamento do genoma em quatro parentes de uma família americana de 11 membros de descendência europeia.
 
Analisando o DNA extraído do sangue e da saliva, os investigadores identificaram mutações no gene SCO2 em comum entre os membros da família com miopia de alto grau, mas ausentes nos membros da família sem a condição.
 
Eles confirmaram quatro mutações no gene SCO2 em um adicional de 140 pessoas com miopia de alto grau.
 
Uma vez que os investigadores identificaram as mutações em amostras de DNA, eles se voltaram para o tecido ocular humano e verificaram que o gene SCO2 foi expresso em áreas do olho ligadas à miopia.
 
Em experimentos realizados com ratos com miopia em um olho, eles descobriram que a expressão do gene SCO2 diminuiu nos olhos míopes, sugerindo que SCO2 pode desempenhar um papel no desenvolvimento da condição ocular.
 
No corpo, o gene SCO2 ajuda a metabolizar o cobre, elemento importante para a regulação dos níveis de oxigênio no tecido ocular. Aumento do estresse provocado pelo excesso de oxigênio pode alterar o desenvolvimento e a função do olho.
 
"Nossos resultados sugerem que a deficiência de cobre pode predispor as pessoas a desenvolver miopia. Embora isto não tenha sido diretamente testado neste estudo, é possível que as nossas dietas, que são deficientes em certo número de vitaminas e minerais, desempenhem um papel na condição, e algo tão simples quanto tomar um suplemento de cobre pode ajudar a impedir o desenvolvimento da miopia", concluem os autores.
 
Fonte isaude.net

Novo sistema transcutâneo recarrega marca-passos à distância

Um dispositivo de pacemaker e um protótipo bobina implantável
Foto: MIT Portugal
Um dispositivo de pacemaker e um protótipo bobina implantável
Abordagem garante vida mais longa para dispositivos médicos implantáveis e evita cirurgia para substituição
 
Pesquisadores do MIT Portugal desenvolveram um sistema transcutâneo capaz de recarregar baterias equivalentes às usadas em dispositivos médicos implantáveis.
 
A abordagem permite uma vida mais longa para o mercado de dispositivos internos implantáveis no corpo humano, tais como marca-passos e desfibriladores cardíacos elétricos.
 
O sistema também atrasa a intervenção cirúrgica habitual usada para substituição dos dispositivos.
 
Em vez de submeter o paciente aos riscos de novas cirurgias, o que normalmente ocorre a cada cinco a sete anos, a bateria pode ser recarregada através da energia transmitida à distância pelo recarregador.
 
A eletricidade atravessa o corpo por via transcutânea, atingindo bobinas no aparelho que captam as ondas eletromagnéticas para gerar a eletricidade necessária para recarregar a bateria do dispositivo.
 
"A bateria não invasiva também permite um consumo personalizado de energia dos implantes cardíacos, portanto, o fluxo de energia pode ser regulado e adaptado de acordo com as necessidades do dispositivo eletrônico e da patologia do paciente", observa o pesquisador responsável pelo projeto António Abreu.
 
O protótipo, patenteado nos EUA e na Europa, foi inicialmente concebido para aplicação em marca-passos, mas atualmente, a técnica foi melhorada para dispositivos, tais como desfibriladores, bombas de insulina ou qualquer outro tipo de prótese implantável.
 
Fonte isaude.net

Técnica cria ouvido capaz de 'escutar' frequências além da capacidade humana

Cientistas utilizaram impressão 3D para fundir o tecido e uma antena capaz de receber sinais de rádio
Foto: Frank Wojciechowski
Cientistas utilizaram impressão 3D para fundir o tecido
e uma antena capaz de receber sinais de rádio
Órgão funcional feito a partir da impressão 3D pode restaurar ou melhorar a audição humana por meio de sinais elétricos
 
Cientistas da Universidade de Princeton, nos EUA, utilizaram ferramentas de impressão para criar um ouvido funcional capaz de "ouvir" frequências de rádio muito além do alcance da capacidade humana normal.
 
O projeto é o primeiro esforço da equipe para criar um órgão totalmente funcional, que não só reproduza a capacidade humana, mas a aumente usando a eletrônica.
 
Os cientistas usaram a impressão 3D de células e nanopartículas seguida de cultura de células para combinar uma antena espiral pequena com a cartilagem, criando o que eles chamam de um ouvido biônico.

"Anteriormente, os pesquisadores sugeriram algumas estratégias para adaptar os eletrônicos a fim de que esta fusão fosse menos estranha do que normalmente acontece entre uma folha 2D de eletrônica e uma superfície de tecido. No entanto, nosso trabalho sugere uma nova abordagem, construir e crescer a biologia junto com a eletrônica de uma forma sinergética e em um formato entrelaçado em 3D", explica o pesquisador Michael McAlpine.
 
Segundo os pesquisadores, o projeto e a implementação de órgãos biônicos e dispositivos que melhoram as capacidades humanas, conhecido como cibernética, tem sido uma área de crescente interesse científico. "Este campo tem o potencial de gerar peças de substituição customizadas para o corpo humano, ou até mesmo criar órgãos que contêm capacidades além do que a biologia humana fornece normalmente", afirmam os autores.
 
A engenharia de tecidos padrão envolve a semeadura de tipos de células, tais como aquelas que formam a cartilagem da orelha, sobre um suporte de um polímero chamado hidrogel. No entanto, esta técnica tem problemas complicados em estruturas biológicas tridimensionais. A reconstrução da orelha continua sendo um dos problemas mais difíceis no campo da cirurgia plástica e reconstrutiva.
 
Para resolver o problema, a equipe voltou-se para uma abordagem de fabricação chamada de impressão 3D. Estas impressoras usam desenho assistido por computador para conceber objetos como matrizes de fatias finas. A impressora deposita camadas de uma variedade de materiais, variando de plástico até células, para construir um produto acabado.
 
A criação de órgãos usando impressoras 3D é um avanço recente, vários grupos têm relatado o uso da tecnologia para essa finalidade nos últimos meses. No entanto, esta é a primeira vez que os investigadores demonstraram que a impressão em 3D é uma estratégia conveniente para entrelaçar o tecido com a eletrônica.
 
A técnica permitiu que os pesquisadores combinassem a antena eletrônica com o tecido dentro da topologia altamente complexa de uma orelha humana. Os pesquisadores usaram uma impressora 3D comum para combinar uma matriz de hidrogel e as células da panturrilha com nanopartículas de prata que formam uma antena. As células da panturrilha mais tarde tornaram-se cartilagem.
 
A orelha finalizada consiste de uma antena em espiral no interior de uma estrutura de cartilagem.
 
Embora McAlpine ressalte que mais testes extensivos precisam ser feitos antes que a tecnologia possa ser usada em um paciente, ele afirma que o ouvido, em princípio, poderia ser usado para restaurar ou melhorar a audição humana. Sinais elétricos produzidos pelo ouvido poderiam ser conectados a terminações nervosas do paciente, semelhante a um aparelho auditivo.
 
O atual sistema recebe ondas de rádio, mas ele disse que a equipe de pesquisa pretende incorporar outros materiais, tais como sensores eletrônicos sensíveis à pressão, para permitir que o ouvido biônico registre sons acústicos.
 
A equipe acredita que pode ser possível integrar sensores eletrônicos em uma variedade de tecidos biológicos, por exemplo, para monitorar o estresse no menisco do joelho de um paciente.
 
Fonte isaude.net

Nova vacina vai proteger meio milhão de recém-nascidos na Somália

Nova vacina denominada Pentavalente vai proteger as crianças contra difteria, tétano, coqueluche e hepatite B
UN Photo/Marie Frechon
Nova vacina denominada Pentavalente vai proteger as crianças
contra difteria, tétano, coqueluche e hepatite B
 
Vacina Pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B além da bactéria que causa meningite e a pneumonia
 
Cerca de 500 mil crianças nascidas anualmente na Somália serão vacinadas contra cinco doenças potencialmente fatais na infância, afirma nota do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
 
Espera-se que cada criança receba três doses da vacina que além do Unicef é disponibilizada pela Organização Mundial de Saúde, OMS, e a Aliança Gavi. Para este ano, serão concedidas 1,3 milhão de doses da vacina para a Somália.
 
A vacina Pentavalente vai proteger as crianças contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B além da bactéria que causa doenças como a meningite e a pneumonia, denominada Haemophilus influenzae.
 
Em nota, o Unicef refere que o conflito na Somália destruiu o sistema de saúde, colocando o país do Corno de África na lista dos que detém os piores indicadores de saúde do mundo.
 
De acordo com a agência, uma em cada cinco crianças somalis morre antes de completar cinco anos. O representante do Unicef na Somália, Sikander Khan, disse que a expectativa é que a nova vacina ajude a quebrar o ciclo de mortes desnecessárias entre as crianças.
 
Com o programa, o Unicef espera que aconteça uma mudança do paradigma existente para as crianças somalis durante os últimos 20 anos ou mais.

Com informações ONU
 
Fonte isaude.net

Especialistas alertam para presença de metais tóxicos em batons

Batom e gloss são de especial preocupação, porque são ingeridos ou absorvidos, pouco a pouco, pelo usuário
Foto: Valua Vitaly
Batom e gloss são de especial preocupação, porque são
ingeridos ou absorvidos, pouco a pouco, pelo usuário
Produtos podem conter chumbo, cádmio, cromo e alumínio, alguns em níveis que podem aumentar risco de problemas de saúde
 
Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califorbia, em Berkeley, nos EUA, detectaram a presença de metais tóxicos em batons e brilhos labiais vendidos em farmácias e lojas de departamento.
 
A pesquisa sugere a presença de chumbo, cádmio, cromo, alumínio e outros cinco metais, alguns dos quais encontrados em níveis que poderiam aumentar o risco de problemas de saúde.
 
"Apenas encontrar esses metais não é a questão, é o nível que importa. Alguns dos metais tóxicos estão ocorrendo em níveis que poderiam ter um efeito prejudicial a longo prazo", ", afirma a investigadora principal S. Katharine Hammond.

Segundo os pesquisadores, batom e gloss são de especial preocupação, porque são ingeridos ou absorvidos, pouco a pouco, pelo usuário.
 
Os pesquisadores desenvolveram definições para utilização média e alta de batons e gloss com base em dados de uso relatados em um estudo anterior. Utilização média foi definida como a ingestão diária de 24 miligramas de maquiagem dos lábios por dia. Aqueles que reaplicam o batom várias vezes podem se encaixar na categoria de alto uso, ingerindo 87 miligramas por dia.
 
Usando as doses diárias aceitáveis deste estudo, a média de utilização de alguns batons e brilhos labiais resultaria em exposição excessiva ao cromo, substância cancerígena relacionada a tumores de estômago. Alta utilização destes produtos de maquiagem pode resultar em potencial exposição excessiva ao alumínio, cádmio e manganês. Com o tempo, a exposição a concentrações elevadas de manganês tem sido associada à toxicidade no sistema nervoso.
 
O chumbo foi detectado em 24 dos 32 produtos analisados, mas a uma concentração que foi geralmente menor do que o nível de ingestão diária aceitável. No entanto, os níveis de chumbo ainda levantaram preocupações para crianças, que às vezes brincam com maquiagem, já que nenhum nível de exposição ao chumbo é considerado seguro para elas.
 
Os autores do estudo dizem que, para a maioria dos adultos, não há nenhuma razão para jogar o batom ou o gloss fora, mas a quantidade de metais encontrada sinaliza a necessidade de mais fiscalização pelos órgãos reguladores de saúde.
 
No momento, não existem normas americanas para conteúdos de metal em cosméticos. Os autores observam que a União Europeia considera o cádmio, cromo e chumbo ingredientes inaceitáveis, em qualquer nível, em produtos cosméticos.
 
Fonte isaude.net

FDA aprova droga para tratamento imediato de adultos com hemorragia grave

Remédio feito a partir do plasma de doadores saudáveis permite reversão urgente da anticoagulação em adultos com sangramento agudo

A Food And Drug Administration dos EUA (FDA) aprovou o uso do medicamento Kcentra que permite a reversão urgente da anticoagulação em adultos com hemorragia grave aguda.
 
O plasma é, atualmente, o único outro produto aprovado para esta utilização nos Estados Unidos.
 
Pacientes recebendo a terapia de anticoagulação crônica com varfarina e outros anticoagulantes VKA para prevenir a coagulação sanguínea, em condições tais como a fibrilação atrial ou presença de uma válvula cardíaca artificial, desenvolvem muitas vezes sangramento agudo. Como o plasma, Kcentra é utilizado em conjunto com a de vitamina K para inverter o efeito anticoagulante e parar a hemorragia.
 
Ao contrário do plasma, Kcentra não necessita de separação por grupo sanguíneo e, por isso, pode ser administrado mais rapidamente do que o plasma congelado.
 
"A aprovação deste novo produto fornece aos médicos uma opção ao decidir como tratar pacientes que necessitam de reversão urgente da anticoagulação. Kcentra é administrado em um volume significativamente menor do que o plasma, proporcionando uma alternativa para aqueles pacientes que não podem tolerar o volume de plasma necessário para reverter a anticoagulação com AVK", afirma Karen Midthun, da FDA.
 
Kcentra está associada com a ocorrência de coágulos sanguíneos, quando utilizado como indicado. Pacientes que recebem o medicamento devem ser monitorados para sinais e sintomas de eventos tromboembólicos.
 
 
Kcentra é feito a partir do plasma reunido de doadores saudáveis. Ele é processado de uma maneira a minimizar o risco de transmissão de doenças virais. A aprovação da FDA foi baseada em um estudo de 216 pacientes que tinham sido tratados com anticoagulantes AVK e que tiveram hemorragia grave aguda. Kcentra demonstrou ser semelhante ao plasma em termos de capacidade de parar a hemorragia aguda importante.
 
Fonte isaude.net

Excesso de bebida no fim de semana pode causar danos duradouros ao fígado

Pesquisadores estudaram os efeitos do consumo excessivo de álcool quando combinado com o consumo crônico de álcool
Pesquisadores estudaram os efeitos do consumo excessivo de álcool
 quando combinado com o consumo crônico de álcool
Pesquisa sugere que consumo excessivo de álcool cria um tipo diferente de dano no fígado que afeta funções-chave do órgão
 
Consumo excessivo de bebida alcoólica no fim de semana pode causar danos duradouros ao fígado, de acordo com pesquisadores da Universidade de Missouri, nos EUA.
 
A pesquisa revelou uma ligação única entre o consumo excessivo de álcool e o risco de desenvolver doença hepática alcoólica e uma variedade de outros problemas de saúde.

"Em nossa pesquisa, descobrimos que o consumo excessivo de álcool tem um efeito profundo sobre o fígado em vários modos de exposição ao álcool. Não podemos mais considerar o consumo crônico de álcool como o único fator no desenvolvimento de doença hepática alcoólica", afirma o autor correspondente Shivendra Shukla.
 
Os pesquisadores estudaram os efeitos do consumo excessivo de álcool quando combinado com o consumo crônico de álcool e também em casos isolados de bebedeira não associados ao consumo crônico de bebida.
 
O Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo (NIAAA) define consumo excessivo de álcool para as mulheres como quatro ou mais doses em duas horas, para os homens, cinco ou mais doses em duas horas.
 
Através do estudo da exposição ao álcool em ratos, os pesquisadores descobriram que a bebedeira amplificou a lesão no fígado quando havia pré-exposição ao consumo crônico de álcool.
 
Como o local principal para o metabolismo do corpo, o fígado afeta muitos sistemas do corpo, incluindo o metabolismo e a distribuição de nutrientes e medicamentos, bem como a produção de vários agentes que são necessários para o funcionamento adequado do coração, rim, vasos sanguíneos e cérebro.
 
Fonte isaude.net

Salve Vidas: Limpe as Mãos. Campanha já tem 9 milhões de adesões em 168 países

Profissionais de saúde de Brasília recebem instruções de como limpar corretamentamente as mãos
Foto: Marcello Casal Jr/ABr
Profissionais de saúde de Brasília recebem instruções de
 como limpar corretamentamente as mãos
No Dia Mundial para a Promoção da Higiene de Mãos, domingo (5), a OMS afirma que lavar as mãos pode salvar milhões de vidas
 
Durante a comemoração do Dia Mundial para a Promoção da Higiene de Mãos, neste domingo (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que milhões de pacientes contraem algum tipo de infecção por falta de higiene em hospitais e clínicas, todos os anos.

Segundo a OMS, a maioria dessas doenças poderia ser evitada simplesmente se médicos, enfermeiros e cuidadores lavassem as mãos antes e depois do atendimento.
 
As infecções ocorrem, geralmente, por germes transferidos pelo contato de enfermeiros e médicos com os doentes. As infecções mais comuns são a urinária e no sangue, nas áreas onde foram realizadas cirurgias e a pneumonia.

De acordo com a agência, 10% de todos os pacientes hospitalizados em países em desenvolvimento acabam contraindo algum tipo de infecção. Nos países industrializados, o índice é um pouco mais baixo. A preocupação é maior entre as pessoas internadas nas unidades de tratamento intensivo, UTI. Nesses casos, as infecções sobem para 30%.

O enviado da OMS para segurança dos pacientes, Liam Donaldson, afirmou que as infecções causadas por trabalhadores da saúde representam um grande fardo no mundo inteiro. Segundo Donaldson, elas também ameaçam a segurança e o cuidado dos pacientes, levando ao sofrimento físico, psicológico e até mesmo, em alguns casos, à morte. "Isto sem falar nas perdas e nos gastos financeiros nos setores de saúde," afirmou.

O programa de cuidados da agência da ONU dá algumas dicas e instruções simples aos trabalhadores do setor de saúde para evitar contaminações de pacientes. Médicos e enfermeiros devem limpar as mãos com álcool ou água e sabão antes de tocarem no paciente e antes de manusearem qualquer tipo de instrumento que entrará em contato com a pessoa. A limpeza das mãos deve ser feita também, segundo a OMS, depois do atendimento, depois do contato com fluídos do corpo e dos arredores onde o doente estava.

Mais de 15 mil instalações de saúde com mais de 9 milhões de funcionários espalhadas por 168 países prometeram participar da campanha: "Salve Vidas: Limpe as Mãos". Segundo os organizadores, a campanha foi lançada em 2009 e, no ano passado, 12 novos países começaram a participar da iniciativa.

 
Fonte isaude.net

OMS encoraja pacientes a incentivar limpeza das mãos nos serviços de saúde

Mais da metade dessas infecções podem ser prevenidas por meio da limpeza correta das mãos por médicos e enfermeiros
Foto: University of Michigan Health System
Mais da metade dessas infecções podem ser prevenidas por meio
da limpeza correta das mãos por médicos e enfermeiros
Mais da metade das infecções hospitalares podem ser prevenidas por meio da higiene correta das mãos por médicos e enfermeiros
 
No Dia da Higiene das Mãos, 5 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está incentivando os pacientes e seus familiares se unir aos profissionais de saúde em seus esforços para praticar a boa higiene das mãos.
 
Todos os anos, milhões de pacientes em todo o mundo são afetados por infecções associadas aos cuidados de saúde. Estas infecções levam ao sofrimento físico e psicológico e por vezes causam a morte dos pacientes, e perdas financeiras para os sistemas de saúde.
 
Mais da metade dessas infecções podem ser prevenidas por meio da limpeza correta das mãos por médicos e enfermeiros em momentos-chave no atendimento ao paciente.
 
Infecções associadas aos cuidados de saúde geralmente ocorrem quando os germes são transferidos pelas mãos dos profissionais de saúde em contato com o paciente. As infecções mais comuns são as do trato urinário e infecções de sítio cirúrgico, pneumonia e infecções da corrente sanguínea. De cada 100 pacientes hospitalizados, pelo menos, sete nos países desenvolvidos e 10 em países em desenvolvimento vão adquirir uma infecção associada aos cuidados de saúde. Entre os pacientes criticamente doentes e vulneráveis em unidades de cuidados intensivos, esse número sobe para cerca de 30 por 100.
 
Praticar a boa higiene das mãos durante os cuidados de saúde usando a esfregação das mãos à base de álcool ou lavagem com água e sabão, se visivelmente sujo, reduz o risco dessas infecções.
 
"Infecções associadas aos cuidados de saúde são um grande fardo em todo o mundo e ameaçam a segurança e o cuidado dos pacientes. Eu peço a comunidade de cuidadores da saúde e pacientes que ajam de forma firme e decisiva para salvar vidas deste mal evitável", afirma Sir Liam Donaldson, enviado da OMS para a Segurança do Paciente.

"Salve vidas: limpe suas mãos"
Mais de 15 700 instalações de saúde com mais de 9 milhões de trabalhadores de saúde em 168 países inscreveram seu compromisso com a boa higiene das mãos como parte da campanha mundial da OMS: "SALVE VIDAS: limpe suas mãos".
 
A campanha está em vigência desde 2009 e 12 novos países aderiram no ano passado.
 
Segundo a OMS, quando se trabalha com os pacientes, a higiene das mãos deve ser realizada em cinco momentos-chave, de preferência usando álcool ou água e sabão para lavar as mãos, se estiverem visivelmente sujas.
 
Os cinco momentos para a higienização das mãos são:
- antes de tocar em um paciente;
 
- antes de procedimentos de limpeza e assepsia;
 
- após o contato com fluidos corporais;
 
- depois de tocar um paciente;
 
- depois de tocar o ambiente do paciente.
 
A organização acredita que gerar a conscientização e a participação do paciente é fundamental para o aumento de oportunidades para a segurança do paciente. Muitas unidades de saúde educam e encorajam os pacientes e suas famílias a participarem da higiene das mãos.
 
"A participação do paciente pode ser uma ferramenta poderosa para alcançar melhorias na área da saúde. Embora a capacidade dos pacientes de estarem envolvidos irá variar em diferentes culturas e situações, os familiares dos pacientes, muitas vezes ajudam com prestação de cuidados e são alguns dos melhores defensores de seus entes queridos, o que os torna bons aliados neste processo", afirma Benedetta Allegranzi, da OMS.
 
Os pacientes e seus familiares podem participar:
 
- pedindo informações sobre todas as iniciativas existentes que envolvem pacientes na unidade de saúde e;
 
- pedindo aos trabalhadores de saúde que estão prestes a tocá-los para limpar suas mãos, e agradecê-los quando o fazem.
 
No Dia da higiene das Mãos, a OMS convida também as unidades de saúde para tomar medidas sobre monitoramento de práticas de higiene das mãos e fornecer feedback aos profissionais de saúde. Estes são elementos essenciais de estratégias bem-sucedidas para reduzir as infecções associadas aos cuidados de saúde.
 
Fonte isaude.net