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sábado, 21 de janeiro de 2012

Cérebro dos otimistas rejeita pensamentos negativos



Os cientistas observaram que as pessoas otimistas tinham uma atividade maior no lobo frontal

Pesquisadores da University College de Londres descobriram que o cérebro das pessoas sempre positivas dá preferência a tudo que reforça uma bela perspectiva do futuro.Em um experimento, os cientistas pediram a voluntários que apontassem a probabilidade de acontecer 80 diferentes situações negativas em suas vidas, como separação e doença grave, enquanto passavam por uma ressonância magnética.

Os cientistas observaram que as pessoas otimistas tinham uma atividade maior no lobo frontal (responsável por nossa capacidade de planejamento e estimativas) ao processarem notícias positivas. Diante das negativas, tiveram menor atividade nesta parte do cérebro, sugerindo que o órgão estaria escolhendo qual evidência levar em conta.

O estudo dá pistas do que leva algumas pessoas a manter uma previsão cor-de-rosa mesmo quando a realidade reforça o inverso. É como acreditar que seu time vai ganhar no próximo jogo mesmo depois de sucessivos fiascos. “O lado ruim de ser sempre positivo é subestimar riscos”, diz Tali Sharot, uma das autoras do estudo. Isso explicaria por que campanhas como as de combate ao fumo ou à Aids são, por vezes, ineficazes, alerta a neurocientista.

Fonte Revista Galileu

Ginecologista é condenado por abuso sexual em Taubaté, SP


Médico foi condenado pelo abuso de cinco pacientes a 9 anos de prisão.Ele vai permanecer em liberdade enquanto recurso é julgado.

O médico ginecologista Hélcio Andrade, de Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, foi condenado a nove anos de prisão por violação sexual. Em 2010, 24 pacientes denunciaram o médico por abuso sexual. Nove denúncias foram levadas à Justiça, e ele foi condenado pelo abuso sexual de cinco pacientes.

As denúncias contra o médico começaram em março de 2010. Na época, 24 mulheres foram à delegacia reclamar que teriam sofrido abusos durante consultas feitas na Casa da Mãe Taubateana.

Na época, a delegada responsável pelo caso pediu a prisão do médico, que ficou detido por nove dias. Assim que deixou a cadeia, ele negou todas as acusações. "Eu sempre fui íntegro. E eu digo que eu sou inocente, e minha vida prova isso, e se Deus quiser vamos provar isso também".

Nove das acusações foram parar na Justiça. Em cinco delas, o médico foi considerado culpado. A defesa de Hélcio Andrade disse ao Bom Dia São Paulo desta sexta-feira (20) que entrou com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo. Enquanto aguarda uma nova decisão, o médico condenado continua em liberdade. Ele não pode trabalhar, mas só deve ser preso se perder também o processo em segunda instância.

“A gente espera a absolvição do doutor Hélcio e, caso não ocorra a absolvição, a gente espera a nulidade do processo”, afirma o advogado do médico, Leonardo Máximo. As acusações contra Hélcio Andrade também estão sendo investigadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), que ainda não chegou a uma decisão.

Fonte G1

Gestação de quadrigêmeos era farsa, diz advogado de 'supergrávida'

Mulher que dizia estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté (Foto: Rogério Marques/O Vale/AE)Caso aconteceu em Taubaté, no interior de São Paulo. Defensor disse que mulher está 'destroçada' com a situação.

O advogado Enilson de Castro, que representa a mulher que disse estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté, no interior de São Paulo, admitiu durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) que a gestação era falsa. Ele não esclareceu, porém, o que levou Maria Verônica Vieira a mentir sobre a gravidez. "A gente ainda não pode responder essa pergunta", disse. O advogado afirmou apenas que ela tem problemas psicológicos. A professora afirmou a ele que está "destroçada" com a situação.

A história da gravidez de quadrigêmeos surgiu no início do ano e foi noticiada pelo G1. Na ocasião, a mulher disse em entrevistas que as quatro crianças eram meninas e teriam como primeiro nome Maria. Depois da divulgação da "supergravidez", um médico que atendeu a mulher no segundo semestre do ano passado afirmou que, na ocasião, ela não estava grávida. A polícia começou a investigar o caso. Havia rumores também de que o casal tinha apresentado a ultrassonografia de outra grávida.

O advogado assumiu a defesa de Maria Verônica na madrugada desta sexta-feira, por volta das 4h. Enilson de Castro disse acreditar que o marido dela não sabia da farsa e que outros familiares também não. Segundo o advogado, todos "estão muito abalados com o caso". Ele admitiu que a cliente usava "uma barriga de silicone" com enchimentos. O advogado disse que a mulher, inclusive, se prontificou a doar os presentes que ganhou.

O defensor disse que a mulher não desmentiu a gravidez antes por causa da grande repercussão que o caso tomou. A probabilidade de uma gravidez espontânea de quadrigêmeos é de 1 para 512 mil. O advogado que antes cuidava do caso, Marcos Leite, agora é contratado apenas do marido.

Médico
O obstetra Wilson Vieira de Souza disse que Maria Verônica Vieira realizou um exame de ultrassom que não atestou a gravidez. “Ela veio ao meu consultório em junho, dizendo que estava grávida. Eu pedi o exame de ultrassom e ela só me trouxe no dia 30 de agosto. Também pedi exame de gravidez, mas ela não trouxe. Naquele dia, ela não estava grávida”, afirma. De acordo com Vieira, ela voltou ao consultório no dia 21 de outubro, com novos exames. “Falei que não tinha dado gravidez. Aí, quando chegou janeiro, vi as reportagens e achei que a conhecia”, conta.

O delegado seccional de Taubaté, Ivahir Freitas Garcia Filho, disse que vai dar sequência ao inquérito que apura o caso. Ele pretende ouvi-la nos próximos dias. O delegado afirmou na quarta que “a polícia instaurou o inquérito para ver se o comportamento dela tem algum cunho que infrinja a legislação penal brasileira". Um dos objetivos da investigação é atestar se a mulher obteve algum tipo de vantagem econômica com a falsa gravidez.

Fonte G1

EUA: Bebê que nasceu com apenas 270 gramas deixa o hospital

Melinda Star Guido nasceu com 16 semanas de antecipação.Ela é a segunda mais leve a sobreviver no país e a terceira no mundo.

O bebê que teoricamente é o terceiro menor do mundo a sobreviver deixou o hospital de Los Angeles onde ficou internado por cinco meses, informaram os médicos.

Melinda Star Guido, que nasceu em agosto passado com 16 semanas de antecipação e pesando apenas 270 gramas - menos que uma lata de refrigerante -, passou cinco meses internada numa unidade de cuidados intensivos neonatal.

"Estou tão emocionada por finalmente poder levar meu bebê para casa", declarou a mãe, Haydee Ibarra, de 22 anos.

Melinda Star Guido deixa o hospital nesta sexta (Foto: AP)
Melinda deixou o hospital nesta sexta  foto AP
Melinda é o terceiro menor bebê do mundo que consegue sobreviver, segundo dados do Global Birth Register (Registro Global de Nascimentos) citados por funcionários da saúde do condado de Los Angeles.

O dr. Rangasamy Ramanathan, chefe do Centro Médico LA County-USC, afirmou inicialmente que não estava seguro sobre a capacidade de Melinda sobreviver.

"Isso não acontece todos os dias. Em meus 30 anos aqui... esta é a primeira vez que fomos capazes de dar alta a um bebê que pesava menos de 300 gramas", comentou.

Fonte G1

Remédio da Novartis é investigado após a morte de 11 pessoas

Um remédio da Novartis usado para tratar esclerose múltipla está sendo investigado depois da morte de 11 pessoas.

A Agência Europeia de Medicamentos emitiu um comunicado nesta sexta-feira em que alerta sobre a possibilidade de aumento de problemas cardíacos após a ingestão da primeira dose de Gilenya.

Uma das mortes ocorreu exatamente nessas condições depois de o paciente, que estava nos EUA, ter tomado o remédio.

São desconhecidos os demais locais onde aconteceram as outras dez mortes, que foram reportadas com informações de um banco de dados que monitora efeitos colaterais de drogas que circulam na UE (União Europeia).

O agência europeia afirmou que o risco de diminuir os batimentos cardíacos a partir da primeira dose não era conhecida quando a droga foi aprovada.

Nos EUA, a porta-voz da FDA (Food and Drug Administration, agência de controle de alimentos e medicamentos) também analisa o caso, mas não há ainda nenhuma conclusão para divulgar.

A Novartis afirmou em nota que havia advertido os médicos sobre as novas diretrizes de uso do Gilenya --todos os pacientes teriam de ser monitorados por seis horas depois de tomarem a primeira dose.

Com a notificação das mortes, o cuidado foi redobrado com a inclusão de checagens do coração com eletrocardiogramas e outros exames, além da medição da pressão sanguínea. Mas as orientações, de acordo com a farmacêutica, são só para os pacientes que usam o remédio pela primeira vez.

Mais de 30 mil pessoas tomam o Gilenya no mundo.

Em nota, a empresa afirmou que não se pode relacionar os óbitos ao uso da medicação. "Essas notificações devem ser analisadas no contexto da taxa de base desses incidentes na população geral, uma vez que os eventos cardiovasculares são uma importante causa de mortalidade em adultos", descreve a nota.

A assessoria de imprensa da Nuvartis informou ainda à Folha que a empresa continua orientando a classe médica brasileira sobre os cuidados necessários para o início do tratamento com Gilenya, conforme informações em bula, "que orienta sobre possível bradicardia passageira (diminuição de batimentos cardíacos) após a primeira dose".

Fonte Folhaonline

Pesquisa investiga por que as mulheres se submetem à depilação íntima


Se tem uma coisa pela qual o Brasil é conhecido no Exterior (além de futebol e carnaval) é a depilação íntima.

A técnica, inclusive, ganhou o nome lá fora de "brazilian wax". Consiste em retirar boa parte dos pelos púbicos, prática dolorosa em maior ou menor intensidade conforme a sensibilidade de cada mulher.

Quais os motivos que levam a mulher a se submeter a este momento de tortura, então? A revista americana Atlantic, por meio da Universidade de Indiana, realizou um levantamento com estudantes universitárias que utilizam a técnica. O resultado foi que muitas mulheres arrancam todos os pelos da região íntima porque as amigas o fazem e/ou para agradar o parceiro.

As entrevistadas estão todas na casa dos 20 anos. Elas relatam que aderem à depilação após ouvir comentários masculinos de que "mantê-los seria anti-higiênico".

O depoimento de uma estudante de administração, por exemplo, ilustra o caso. Ela conta que um rapaz afirmava não praticar sexo oral caso a moça tivesse pelos na área íntima. Outros universitários, segundo as meninas entrevistadas, também revelam que é mais agradável esteticamente.

As pesquisadoras Debby Herbenick e Vanessa Schick divulgaram que 60% das estudantes entre 18 e 24 anos com frequência se submetem à depilação íntima completa. Na faixa dos 25 a 29 anos os hábitos são similares.

Como diz a comentarista Ashely Fetters, do site TheAtlantic, que divulgou os dados, "Carrie Bradshaw, Hugh Hefner e Barbie contribuíram para a noção de mulher ideal desta geração feminina, que é atlética e depilada".

Fonte Diário Catarinense

Dicas e cuidados com cirurgias plásticas após a gestação


É preciso cuidado extra na hora de marcar procedimentos

Ter o corpo de antes da gestação, e quem sabe melhor, é o sonho da maioria das mulheres. Dependendo de quantos quilos a pessoa engordou durante a gravidez, a recuperação se torna mais lenta e difícil. Mas, felizmente, existem os tratamentos estéticos e a cirurgia plástica para ajudar a mulher na recuperação de sua auto-estima e do contorno corporal.

Durante a gravidez ocorrem alterações hormonais significativas, que levam ao acúmulo de gordura e retenção de líquidos, fatores que interferem no contorno original do corpo. Ou seja, o cirurgião não terá um visual real do corpo dessa mulher para planejar a cirurgia. Por conta dessas alterações hormonais, o ideal é que a mulher realize a lipoaspiração pelo menos seis meses após a gestação porque, passado este período, o corpo está mais equilibrado do ponto de vista hormonal. Mas, é necessária uma avaliação médica criteriosa.

No entanto, se ela ainda estiver com o peso acima do indicado é indicado que a mulher realize um “programa de bem-estar” que inclui acompanhamento nutricional, endocrinológico e assessoria esportiva, afirma o cirurgião plástico Rogério Schutzler Gomes.

A lipoaspiração pode ser a melhor técnica para remodelar o corpo, retirar a gordura localizada e, assim, harmonizar o contorno corporal. Pode ser o procedimento mais indicado em pacientes sem flacidez de pele. Porém, caso a paciente apresente muita flacidez no abdômen, o recomendado é a abdominoplastia.

Durante sua gestação, cuide para não ganhar peso excessivamente, pois interfere com sua saúde, do seu filho e também interfere com sua estética após a gestação. É essencial que o cirurgião plástico análise a condição da pele da paciente para decidir o tipo de cirurgia mais adequado.

Para você que acabou de ter seu filhinho/a e quer fazer uma lipoaspiração para voltar a ter o corpo de antes, veja as dicas e cuidados do cirurgião plástico.

:: Faça durante o período pós-gestacional, um progressivo e saudável retorno ao peso normal

:: Cuide bem da alimentação e assim que liberada pelo seu médico retome as atividades físicas

:: Faça uma boa hidratação da pele de todo corpo

:: Você pode programar sua consulta com seu cirurgião plástico ao redor do quinto mês após a gestação, para avaliar sua condição atual, como está a flacidez e textura dos tecidos, a fim de verificar a possibilidade de fazer uma lipoaspiração, e quando isto será melhor indicado

:: É importante para que haja uma indicação de Lipoaspiração, que a mãe não ganhe muito peso durante a gestação, pois isto leva a mais flacidez, e portanto, mais chance de se indicar retiradas de peles excedentes

:: Geralmente, quem teve vários filhos, terá menos possibilidade de ser indicado a uma lipoaspiração, e mais chance de uma abdominoplastia
Fonte: Cirurgião plástico Rogério Schutzler Gomes

Fonte Diário Catarinense

Pesquisa sobre vírus letal causador da gripe aviária é suspensa

Autores de estudo que resultou em uma versão mais agressiva do H5N1, causador da gripe aviária, anunciam paralisação dos trabalhos por 60 dias. O objetivo é permitir que autoridades entendam melhor a investigação e cheguem a um acordo sobre a forma de divulgá-la

Agentes de saúde chineses recolhem galinhas suspeitas de estarem infectadas com o H5N1: nova versão do vírus é transmissível entre mamíferos (Tyrone Siu/Reuters - 21/12/11)
Agentes de saúde chineses recolhem galinhas suspeitas de estarem infectadas com o H5N1:
nova versão do vírus é transmissível entre mamíferos

Uma pesquisa que resultou em uma versão mais agressiva do H5N1, vírus causador da gripe aviária, foi suspensa ontem por 60 dias. Em comunicado, os autores do trabalho afirmaram que a decisão foi voluntária. Segundo os cientistas, a medida foi tomada para que organizações e governos possam discutir possíveis problemas e, principalmente, “achar as melhores soluções para as oportunidades e os desafios que derivam do trabalho”. Desde que veio a público, o estudo tornou-se alvo de acaloradas discussões, pois teme-se que, com a divulgação da íntegra dos trabalhos nas revistas científicas Nature e Science, interessadas em publicar os resultados, a fórmula de fabricação do patógeno possa ser copiada e usada por bioterroristas.

A mutação do vírus, capaz de ser transmitida entre furões — logo, entre mamíferos, o que inclui o homem —, foi criada em setembro do ano passado. A partir de então, cientistas e governantes discutem as possíveis consequências da descoberta. Encabeçado pelos cientistas Ron Fouchier e Ab Osterhaus, do centro médico holandês Erasmus, o estudo precisa ser publicado para que ganhe respaldo na comunidade científica. O Painel Consultivo sobre Biossegurança dos Estados Unidos (NSABB, na sigla em inglês) solicitou, em 20 de dezembro, que a Nature e a Science publicassem apenas uma versão resumida dos estudos, sem detalhes sobre a metodologia científica usada. As duas publicações ainda refletem sobre como e se as pesquisas serão divulgadas. Na ocasião, os editores da Science afirmaram estar preocupados, pois a não veiculação das pesquisas poderia “censurar informação potencialmente importante para a saúde pública”.
Japoneses com máscaras: Ásia é a região mais afetada pela gripe aviária (Issei Kato /Reuters-29/4/09)
Japoneses com máscaras: Ásia é a região mais afetada pela gripe aviária

Na quinta-feira passada, os pesquisadores chegaram a divulgar uma carta em que defendiam a publicação do trabalho. No comunicado, os cientistas argumentaram que “as recomendações sobre os riscos do vírus HPAI H5N1 causar uma pandemia mundial são baseadas apenas em opiniões, não em fatos”. Ontem, porém, as duas revistas científicas divulgaram um novo comunicado, assinado por 40 especialistas envolvidos, anunciando a suspensão temporária dos estudos.

No texto, os cientistas dizem que a descoberta de que a nova variante do vírus H5N1 é transmissível entre furões é “uma informação crítica que avança nossa compreensão sobre a transmissão da gripe”. Os altos padrões internacionais de biossegurança adotados nos laboratórios, fator que excluiria a possibilidade de reprodução do vírus por qualquer pessoa, foi outro argumento apresentado pelos cientistas.

Novos parâmetros
Os cientistas e as revistas solicitam que seja estabelecido outro mecanismo de divulgação da gripe à sociedade. Agora, o governo americano, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros órgãos envolvidos, tenta encontrar qual seria esse novo método, além de estabelecer parâmetros de supervisão internacional para a investigação. Em declaração à Nature, Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin Madison e um dos autores do comunicado, afirmou que “os cientistas precisam ter suas vozes ouvidas nesse debate”. O pesquisador disse ainda que a equipe científica envolvida espera que, “com uma discussão calma e racional dos fatos, cientistas e especialistas em biossegurança possam ter um melhor entendimento e descobrir maneiras de viabilizar que a pesquisa evolua enquanto se diminui os riscos”.

Além do bioterrorismo, o que preocupa alguns pesquisadores é que o vírus mutante escape do laboratório e chegue às pessoas, o que poderia causar uma pandemia do H5N1 com consequências imprevisíveis. O estudo é classificado como BSL-3, sigla inglesa para “biosafety level”, medida que leva em conta o nível de precauções de biocontenção necessárias para que agentes biológicos considerados perigosos permaneçam isolados em instalações fechadas. Alguns cientistas defendem, contudo, que pesquisas relacionadas ao vírus mutante devem ser feitas apenas em laboratórios BSL-4, a mais alta classificação de biossegurança existente.

Doença surgiu em 1997

A transmissão direta do vírus H5N1 de uma ave para o homem se deu pela primeira vez em 1997, em Hong Kong. Na ocasião, foram contabilizados 18 casos e seis mortes. Em fevereiro de 2003, também em Hong Kong, houve outros dois casos de gripe aviária. Em dezembro do mesmo ano, uma epidemia da doença atingiu o sudeste asiático, com cerca de 100 casos em quatro países da região. Até 2005, estimava-se que 115 pessoas tinham tido a gripe aviária, com a taxa de letalidade de 52%. Segundo o site do Ministério da Saúde, o principal fator de risco é o contato com aves infectadas, mas os ovos também podem ser fonte de transmissão, uma vez que o vírus permanece na casca por três a quatro dias. As medidas de controle se baseiam no abate das aves infectadas, além do descarte adequado das carcaças contaminadas. As granjas devem ficar em quarentena, para que sejam desinfetadas.

Fonte CorreioBraziliense

Brasil lança primeiro formulário para padronizar fórmulas de medicamentos

Belo Horizonte — Farmacêuticos e usuários de medicamentos fitoterápicos no Brasil acabam de ganhar mais segurança para manipular e utilizar esses produtos, com o lançamento no país do primeiro Formulário Brasileiro de Fitoterápicos da Farmacopeia, para que haja uma padronização das fórmulas e produtos feitos à base de plantas, como xaropes, pomadas, tinturas e sabonetes. Os principais contemplados pela nova formulação são os profissionais que trabalham com os componentes — não apenas os farmacêuticos, mas também os médicos de todo o país —, que agora terão um documento oficial para se informar sobre os produtos que foram testados e comprovados cientificamente.

“Somamos todos os serviços de fitoterapia registrados e, a partir daí, fizemos um estudo científico daquilo que temos e preparamos a melhor forma de colocar no formulário. É mais segurança para o farmacêutico manipular e o médico prescrever. Nesse caso, a farmacopeia traz monografias de produtos fitoterápicos e dá as condições de formas de preparação do produto”, explica o farmacêutico José Carlos Tavares Carvalho, que é reitor da Universidade Federal do Amapá e coordenador do Comitê Técnico Temático de Apoio a Políticas de Plantas Medicinais e Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, responsável pela elaboração do documento.

O formulário foi pedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e elaborado pelo comitê, com a colaboração de integrantes de todo o país. De acordo com Carvalho, todos os itens presentes no formulário foram estudados e sua eficácia, comprovada. No documento, são encontrados nome científico, nomenclatura popular, orientações para o preparo, fórmula, advertências, indicações e modo de usar de cada planta. O formulário contém ainda preparações extemporâneas, tinturas, géis, pomadas, bases farmacêuticas, cremes, xarope, sabonete e soluções auxiliares. A produção é feita com plantas nacionais e de origem estrangeira. “A maioria das plantas usadas na produção é brasileira, porém algumas são de origem europeia, mas facilmente encontradas no Brasil e muito utilizadas. Todas as nações têm que regulamentar as formas de análise, produção e dispensa dos medicamentos produzidos por essas plantas”, explica o professor.

O formulário foi lançado no fim do ano passado no Simpósio Farmacêutico da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata mineira. De acordo com Míriam Aparecida de Oliveira Pinto, diretora da faculdade, o evento ocorreu estrategicamente para divulgar o formulário ao meio farmacêutico, por ser o público que mais usa informações sobre os fitoterápicos. “O formulário é um grande avanço em relação ao uso de produtos e medicamentos produzidos à base de plantas medicinais. É importante dar esse embasamento técnico e científico para o uso adequado das plantas”, comenta.

De acordo com Carvalho, qualquer produto pode ter contraindicações se não for preparado na dose adequada. Assim, ele pode não ter a eficácia pretendida e causar alguma reação indesejável ao paciente. “Todo o uso de medicamentos produzidos à base de plantas medicinais precisa de uma padronização, como condições de preparo, recipiente adequado, tudo para obter o efeito desejado no organismo”, explica. Na opinião de Míriam, o uso de medicamentos fitoterápicos deverá crescer com a padronização. “O formulário chega em boa hora e servirá como embasamento científico para o uso da fitoterapia como uma forma alternativa nos tratamentos”, acrescenta a diretora da UFJF.

Para os farmacêuticos que queiram manipular medicamentos e produtos não inclusos no formulário, o primeiro passo é procurar a Anvisa para registrá-los, como explica o professor José Carlos Carvalho. “A farmácia vai poder manipular só o que está no formulário. Se ela quiser manipular algo diferente, terá que partir para o registro na Anvisa. Lá, existem todas as regras.”

Fim das variações regionais
Além dos médicos e farmacêuticos, o consumidor desses produtos ganha muito com a padronização. Ela é importante para o usuário por ser mais uma forma de segurança para os produtos consumidos. Antes, a produção dos fitoterápicos variava de um estado para o outro. Agora, farmacêuticos de todo país terão acesso ao formulário padronizado, que já está disponível no site da Anvisa, órgão que fará as fiscalizações. As farmácias de manipulação têm 90 dias, contados a partir de 11 de novembro, para se adequarem à nova padronização imposta pelo Formulário Brasileiro de Fitoterápicos da Farmacopeia. A resolução foi denominada Resolução Diretoria Colegiada da Anvisa RDC60/2011.

De acordo com o professor Carvalho, o formulário sempre visa o usuário final. “Isso é muito importante para a população brasileira, pois nossa cultura já utiliza os fitoterápicos, e oferece melhores condições de manejo desses preparados, com uma forma padronizada e adequada de uso”, conclui. Para a professora Míriam, é importante que as pessoas se informem e recorram a um especialista qualificado quando vão utilizar qualquer medicamento ou produto fitoterápico. “O médico e o farmacêutico dão embasamento para a preparação de formas farmacêuticas e fazem a orientação do uso”, explica Míriam.

Em Belo Horizonte, muitos farmacêuticos já tomaram conhecimento da padronização, por meio de consultas aos sites da Associação dos Farmacêuticos Magistrais e à própria Anvisa. Fernanda Abritta, 24 anos, farmacêutica da Chamomilla, afirma que, com a padronização, o paciente poderá ter os medicamentos e produtos prontos com mais rapidez. “Ainda não começamos, mas vamos usar o formulário com o nosso Manual de Boas Práticas para a gente produzir com todos os procedimentos e o controle de qualidade que seguimos”, explica. Para Fernanda, a segurança dos usuários é o mais importante. “Agora temos o formulário, sabemos onde consultar para ver se o produto está coerente e para dar uma orientação melhor para todos os nossos clientes”, conclui.

Tintura
A tintura de maracujá é usada para pessoas acima de 12 anos como ansiolítico ou sedativo suave.

Pomada
A pomada de confrei é indicada para cicatrização, equimoses, hematomas e contusões, Mas esse produto pode ser usado, no máximo, por seis semanas consecutivas ao ano.

Gel
O gel de jucá é indicado para cicatrização e comoantisséptico. deve ser aplicado no local afetado três vezes ao dia.

Xarope
Xarope de Guaco é usado contra a tosse, como expectorante.

Creme
O creme de calêndula é indicado como antisséptico e cicatrizante e deve ser retirado do pote com uma espátula.

Sabonete
O sabonete líquido de alecrim-pimenta é utilizado como antisséptico, antimicótico e escabicida.

Fonte Correio Braziliense

Um terço das pessoas que usam repositores de nicotina sofrem recaídas

Largar o vício do tabagismo é uma batalha longa, que exige enorme força de vontade. E, embora a indústria farmacêutica ofereça mecanismos para ajudar nesse trajeto, como adesivos, chicletes e sprays nasais que contêm nicotina, tais ferramentas não são tão eficazes quanto se imaginava.

Uma pesquisa desenvolvida na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que cerca de um terço das pessoas que usam repositores de nicotina sofrem recaídas a longo prazo e voltam a fumar. O índice é o mesmo entre os que buscam enfrentar o tabagismo por conta própria, sem o uso de recursos adicionais.

No estudo, publicado recentemente na edição on-line da revista Tobacco Control, os cientistas acompanharam 787 adultos — entre 18 e 30 anos — que moram no estado de Massachusetts e haviam parado fumar entre 1999 e 2001. Desse grupo, 193 haviam tentado abandonar o cigarro com a ajuda de terapias de reposição de nicotina. Todos os voluntários foram acompanhados nos períodos de 2001 a 2002, 2003 a 2004 e 2005 a 2006 para que se pudesse avaliar a taxa de recaída entre os ex-fumantes.

Segundo a pesquisadora Lois Biener, da Universidade de Massachusetts Boston e uma das autoras do trabalho, os resultados obtidos foram muito curiosos. “As pessoas que usaram repositores não se saíram melhor em se manter longe do cigarro dois anos após largar o vício, se compararmos com indivíduos que não dispuseram desse recurso. Entre os que mascaram chicletes, usaram adesivos e afins por seis semanas ou mais, a taxa de recaída foi semelhante à dos que pararam por conta própria”, compara, em entrevista ao Correio.

Lois destaca que, de acordo com o Centro de Controle de Doenças dos EUA, 54,4% de todos os 46 milhões de fumantes do país quiseram deixar de fumar no ano anterior à Pesquisa e Entrevista de Saúde Nacional, feita em 2010. Desses, só 6% realmente foram bem-sucedidos. Com base nas descobertas, o principal autor da análise, Hillel Alpert, cientista do Centro para Controle Global do Tabaco, em Harvard, conclui: “Os repositores não são mais efetivos em ajudar as pessoas a deixar o cigarro a longo prazo do que o empenho em largar por conta própria”.

Ele explica que o estudo mostra a necessidade de que a FDA, agência norte-americana reguladora de medicamentos e alimentos, aprove apenas remédios que sejam eficazes em ajudar os fumantes a acabar com o vício a longo prazo e a reduzir a nicotina para diminuir a dependência do cigarro. “É importante ressaltar que há outras medidas que notoriamente funcionam no combate ao tabaco, como campanhas, a promoção de políticas contra o fumo e o aumento do preço dos cigarros”, cita.

A técnica da divisão de tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) Vera Colombo defende, entretanto, a validade das terapias de reposição de nicotina para ajudar as pessoas a largarem o cigarro — tanto que o Ministério da Saúde fornece esses materiais a postos que oferecem o tratamento, diz. “É comprovado que o adesivo e a goma fazem com que o indivíduo tenha menos vontade de fumar, pois liberam uma determinada concentração de nicotina no organismo. A pessoa começa usando o repositor que tem maior concentração da substância e, gradativamente, ele passa a utilizar os que têm menos nicotina”, explica.

Ela, contudo, concorda que só remédios não são suficientes para acabar com o tabagismo. “Para ficar livre da dependência, é preciso um acompanhamento cognitivo-comportamental, de modo que o fumante compreenda como resistir ao desejo de voltar ao cigarro.” Vera pontua que, com cada vez mais campanhas de conscientização sobre os malefícios do tabagismo, a população brasileira tem recorrido mais intensamente às mais de mil unidades de saúde que oferecem assistência aos futuros ex-fumantes.

“Não substitui”
Os irmãos Ana Elize, 24 anos, e Luiz Gustavo Ferrari, 21, são prova de que os repositores de nicotina nem sempre são eficientes para largar o cigarro. A dupla tentou parar de fumar mascando chicletes de nicotina durante pouco mais de um mês. “Decidimos fazer isso juntos para um dar força para o outro”, comenta Ana Elize. Segundo a universitária, que fuma há 10 anos, a ação, infelizmente, não surtiu efeito. “Quando passei a fumar duas a três carteiras de cigarro por dia, achei que era o momento de parar. Tentei usar tanto o chiclete quanto o cigarro eletrônico, mas não adiantou. A goma é muito forte, muito ruim, e não substituiu a sensação de relaxamento que tenho quando fumo”, afirma. Ao longo do tempo, a jovem reduziu a quantidade de cigarros para cerca de 18 por dia. “Ainda tenho vontade de parar, mas, realmente, é muito difícil”, destaca.

Para Gustavo, mascar o repositor de nicotina era parecido com mascar um chiclete comum. “A ânsia de fumar era menor, tanto que passei esse tempo todo sem cigarro, mas, mesmo assim, não deu certo”, lamenta. O estudante fuma desde os 17 anos e alerta que, para acabar com o vício, é necessário ter muita força de vontade. “Quero largar o cigarro e vou tentar ainda em 2012. É uma daquelas resoluções que a gente sempre faz no começo do ano”, reconhece o jovem.

Se as chances de recaída entre quem recorre aos repositores e quem tenta deixar o cigarro sem o apoio de outros procedimentos são as mesmas, a dificuldade para ambos é intensa. Que o diga a professora Clélia Rabelo, 51 anos, que fuma desde os 15 e já buscou abrir mão do vício duas vezes. “Pouco antes de completar 40 anos, fiquei dois meses sem fumar. Fiz isso por conta própria, na raça”, recorda. “Na primeira vez que deixei o cigarro, larguei também o café e a cerveja. Foi um impacto forte. Fiquei muito triste, numa espécie de depressão, como se a vida só fizesse sentido por causa do cigarro”, descreve. Para se sentir feliz novamente, Clélia voltou a fumar, ação que considera uma “muleta psicológica”.

Na segunda tentativa, aos 46 anos, a professora passou um ano longe do tabaco, mas, além de ter engordado muito, passou por situações de estresse que a induziam a retomar o hábito. “Além disso, minha família é toda de fumantes, o que me deixava angustiada por ficar em um ambiente com cigarro e não fumar”, pontua. Em 2012, Clélia entrou em um programa antitabagismo, no qual inclusive usa remédios para abandonar de vez o vício. “Sinto muita culpa por fumar, porque, como professora, o que não falta é acesso a informações sobre os malefícios do cigarro. Tenho que fumar escondido no ambiente de trabalho, para não influenciar meus alunos”, admite. Desta vez, ela acredita que será bem-sucedida nessa luta constante.

Vitória pessoal
Apesar disso, há pessoas que, com a ajuda de repositores de nicotina, conseguem deixar o vício, como o ator e servidor público Magno Assis, 45 anos. Após diversas tentativas de acabar com os 20 anos de dependência do cigarro, Assis conseguiu parar de fumar em outubro do ano passado, quando começou a usar na pele adesivos com nicotina e fazer ioga para controlar a ansiedade. “Nos primeiros dias, o repositor funcionou como um substituto do cigarro. Por mais que eu tivesse vontade de fumar, esse recurso me deixava tranquilo, a nicotina que havia nele aliviava muito minha ansiedade”, relata. Um dia, passado de um mês e meio usando todos os dias o adesivo, ele se esqueceu de colocá-lo e só foi sentir falta durante a tarde. Desde então, não o utiliza mais — nem chega perto do tabaco.

Outro caso de vitória é o da auxiliar administrativa Tânia Maria Cavalcante, 51 anos, dos quais 33 com o cigarro na mão. “Parei por causa da pressão da família. Além disso, não estava me sentindo muito bem, ficava cansada facilmente”, assume. Tânia foi a um posto de saúde, onde integrou um grupo de pessoas que não queriam mais fumar. Passou a usar adesivos de nicotina e, na segunda semana de tratamento, já estava longe do cigarro. “Tem que ter muita força de vontade, senão não para. Ainda sinto falta, mas não quero fumar nunca mais”, determina.

 
Palavra de especialista
Liberação de endorfina
“A principal droga responsável pelo vício em cigarro é a nicotina, que entra no corpo humano e se une a receptores no estriado, que liberam endorfina no sangue, substância responsável pela sensação de prazer. Quando a taxa de endorfina diminui, a pessoa precisa de nicotina novamente, o que causa a compulsão. Com adesivos, chicletes e sprays, a pessoa repõe a nicotina no corpo e diminui a compulsão pelo cigarro. Dependendo do nível de adição do paciente, entretanto, mesmo com esses recursos é muito difícil deixar de fumar. O que mais ajuda, realmente, é a pessoa ter a vontade de se livrar do vício.”

Elizabeth Oliveira Rosa e Silva, pneumologista da Clínica do Tórax, no Hospital Santa Lúcia

Fonte Correio Braziliense

Centro da Obesidade da PUCRS recebe certificação internacional

Reconhecimento é concedido a instituições com menos de 0,5% de mortalidade e eficácia superior a 85%


O Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) será a primeira instituição do Rio Grande do Sul a receber a certificação internacional de Centro de Excelência em Tratamento da Obesidade, conferida pela instituição Surgical Review Corporation (SRC).

Para o diretor do centro, Cláudio Corá Mottin, essa certificação coloca a instituição no cenário internacional em cirurgia bariátrica e síndrome metabólica. O SRC concede essa certificação às instituições com menos de 0,5% de mortalidade e eficácia superior a 85%.

Durante o processo, são avaliados médicos, equipes, procedimentos, banco de dados e toda a estrutura que o hospital oferece. Todos os procedimentos operacionais padrões são examinados a partir da verificação sistemática de prontuários e banco de dados dos pacientes bem como a inspeção in loco de todas as suas atividades.

As práticas certificadas, segundo Mottin, permitem um serviço de alta qualidade, segurança e eficácia, com custos menores para os pacientes.

Credenciado pelo Ministério da Saúde, desde 1999, o COM é referência em saúde no Brasil por suas multiespecialidades na área da saúde, tecnologia e qualidade dos serviços oferecidos. A clínica oferece avaliação, tratamento clínico, intervenção cirúrgica, acompanhamento multidisciplinar no pós-cirúrgico, colocação de balão intragástrico e cirurgia do diabetes tipo 2.

Fonte Zero Hora

Alta prescrição de calmantes revela falta de atendimento psiquiátrico, diz presidente da Associação de Psiquiatria

Segundo levantamento divulgado pela Anvisa nesta sexta-feira, remédios usados para tratar distúrbio de ansiedade são os mais vendidos entre os controlados


Para o presidente da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Eugênio Horácio Grevet, a liderança dos calmantes — ansiolíticos Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam — na lista de medicamentos controlados mais vendidos no Brasil entre 2007 e 2010 demonstra duas situações.

Por um lado, a segurança do medicamento, que pode ser receitado por médicos de qualquer especialidade para o tratamento de ansiedade sem diagnóstico psíquico específico. Por outro, a indisponibilidade de atendimento psiquiátrico especializado, especialmente na rede pública de saúde.

— Esses medicamentos são altamente seguros e podem ser prescritos por não especialistas, por isso a alta prescrição — explica Grevet.

Segundo o psiquiatra, problemas psíquicos mais específicos, como depressão, transtorno obsessivo compulsivo, entre outros, exigem um diagnóstico psiquiátrico e medicamentos diferenciados, o que, especialmente na rede pública, às vezes o encaminhamento ao especialista demora para acontecer.

— O grande perigo da prescrição indiscriminada de calmantes é o risco de, com o uso prolongado, causar dependência em pessoas suscetíveis, com histórico familiar de dependência ou que estejam sob alta tensão — esclarece.

Grevet salienta que os calmantes têm uma função fundamental para o tratamento de pânico, por exemplo. São indicados para uso em um curto período ou para início de tratamento.

O Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta sexta-feira aponta que os brasileiros gastaram mais de R$ 290 milhões na compra de calmantes, em três anos. Os dados são obtidos por meio da escrituração eletrônica dos medicamentos sujeitos a controle especial, realizada por mais de 40 mil farmácias e drogarias cadastradas em todo o Brasil.

Fonte Zero Hora

Troca preventiva de silicone PIP e Rofil não é urgente, mas é recomendada

Governo ainda não definiu se a substituição dos implantes que não apresentam rompimento poderá ser feita pelo SUS ou convênios


Mulheres com próteses mamárias das marcas Poly Implant Prothèse (PIP) ou Rofil devem seguir a recomendação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) de que seja feita a troca, independentemente de apresentarem problemas ou não neste momento. Mas o que ainda não está claro, segundo a diretora da Vigilância Sanitária de Santa Catarina, Raquel Bittencourt, é se as pessoas que colocaram essas próteses e que não estão tendo problemas por enquanto terão direito de utilizar o Sistema Único de Saúde ou o convênio médico para trocar as próteses por outras marcas.

— Ainda não há uma determinação oficial do Ministério da Saúde sobre isso. Mas já temos conhecimento de que, em alguns estados, os responsáveis pelos serviços de saúde pública estão optando por trocar as próteses destas duas marcas mesmo antes delas apresentarem problemas — diz Raquel.

Quem tiver problemas de rompimento poderá fazer a cirurgia pelo SUS ou por meiodo seu convênio. Essa determinação foi oficializada durante reunião realizada esta semana entre representantes do governo e das sociedades médicas. A Unimed Santa Catarina informou que, em casos de rompimento, a troca das próteses é autorizadas. Para as outras situações, ainda dependerá das determinações da Agência Nacional de Saúde.

Uma cirurgia custa, em média, de R$ 7 mil a R$ 8 mil, segundo o cirurgião plástico Paulo Mendes. Ele acredita, porém, que as mulheres conseguirão negociar com seus cirurgiões um preço mais em conta. A prótese custa cerca de R$ 1,5 mil. O restante são as custas da equipe médica, internação e anestesista.

Substituição não é emergencial
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que recomendou a troca das próteses mamárias mesmo sem terem se rompido, esclarece que a troca não precisa ser feita de forma emergencial.

— Não é preciso correr para fazer a troca. Mas a paciente também não deve esperar que a prótese se rompa ou apresente algum problema para depois procurar o médico. É sempre melhor prevenir do que remediar — comenta o presidente da SBCP em Santa Catarina, Zulmar Accioli.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Santa Catarina, Zulmar Accioli, destaca que os cirurgiões não têm qualquer relação com os problemas relativos aos implantes:

— Os médicos que utilizaram implantes destas marcas agora proibidas o fizeram acreditando na certificação que o governo brasileiro, através da Anvisa, havia concedido a estes produtos importados.

Em nota oficial, a SBCP acrescenta que os médicos brasileiros e seus pacientes esperam que os demais produtos certificados pela Anvisa tenham controle mais rígido.

Cirurgia é importante para a estabilidade emocional
O cirurgião plástico Carlos Casagrande assegura que o rompimento da prótese mamária de silicone não se configura uma emergência médica nem risco de contaminação. Segundo ele, o próprio corpo cria um encapsulamento em volta da prótese, não deixando o material (que é gelatinoso) se espalhar.

— Em todos os casos, a principal recomendação para as pacientes que possuem próteses destas marcas com problemas é conversar com o seu médico, fazer alguns exames e, com calma, planejar a cirurgia.

Na opinião do especialista, trocar a prótese é importante também para a estabilidade emocional da paciente.

— Uma mulher que sabe que tem em seu corpo um material que pode um dia provocar danos à sua saúde nunca ficará tranquila. Este componente psicológico precisa ser levado em conta — arremata.

O caso
Em março do ano passado, a agência sanitária francesa detectou irregularidades na produção das próteses mamárias das duas marcas. Descobriu-se que os implantes eram preenchidos com silicone industrial, ao invés do gel de silicone coesivo, que garante muito mais segurança em relação aos tecidos mamários. Segundo os especialistas, o emprego do silicone industrial pode causar reações inflamatórias e levar a problemas como a mastite, além de uma maior chance de ruptura deste material. Em vista disso, as autoridades francesas recomendaram que as 30 mil pacientes no país retirassem suas próteses.

No Brasil, cerca de 12 mil mulheres colocaram próteses da PIP ou da Rofil, segundo a Anvisa. Em Santa Catarina, segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Raquel Bittencourt, foram 1,6 mil (da marca PIP).

Fonte Diário Catarinense

Brasileiros gastaram mais de R$ 290 milhões na compra de calmantes entre 2007 e 2010

Remédios para tratar distúrbios de ansiedade são os controlados mais vendidos no Brasil


Um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que calmantes foram os remédios controlados mais vendidos no Brasil entre 2007 e 2010. O investimento dos brasileiros nesses medicamentos, se considerado o preço máximo ao consumidor e a menor faixa de imposto (12%) aplicável, chega a R$ 292,2 milhões.

Os dados integram a segunda edição do Boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Segundo o documento, os ansiolíticos Clonazepam, Bromazepan e Alprazolam foram as substâncias controladas mais consumidas pela população brasileira no período.

Usados no tratamento dos distúrbios da ansiedade, esses medicamentos ocuparam, durante todo o período analisado, as três primeiras posições de venda. Só em 2010, foram vendidas cerca de 10 milhões de caixas do medicamento Clonazepam — o primeiro da lista. O segundo mais comercializado foi o psicotrópico Bromazepan, com 4,4 milhões de unidades vendidas, seguido pelo medicamento Alprazolam, que registrou 4,3 milhões de unidades.

O SNGPC tem a finalidade de subsidiar ações de vigilância sanitária nos diferentes níveis decisórios e contribuir com o uso saudável de medicamentos no país. Os dados apresentados no Boletim são obtidos por meio da escrituração eletrônica dos medicamentos sujeitos a controle especial, realizada por mais de 40 mil farmácias e drogarias cadastradas em todo o Brasil.

Fonte Zero Hora

Fisiologista recomenda cuidados com desidratação e insolação ao praticar atividades físicas ao ar livre

Filtro solar, roupa adequada e hidratação são indispensáveis

Praticar atividades físicas ao ar livre exigem cautela no verão para evitar infecções alimentares, insolações e desgastes físicos De acordo com o fisiologista Diego Leite de Barros, do HCor — Hospital do Coração, em São Paulo, o excesso de calor, a alta sensação térmica e até mesmo a poluição das praias devem ser levados em conta.

— Atividades de cunho aeróbico, como caminhadas, corridas, andar de bicicleta, lazer na água, frescobol, futebol, são as mais recomendadas, mas devem ser praticadas moderadamente e nos horários em que o sol está menos agressivo — orienta Barros.

São dois os principais problemas causados pela exposição a altas temperaturas: desidratação e insolação.

A desidratação compromete as funções vitais do organismo, prejudicando não só o desempenho físico, por causa da fadiga precoce, mas também os processos metabólicos. Com a redução de líquido no corpo, o sangue fica mais espesso, a pressão arterial cai, os rins, fígado e coração passam a ter seu funcionamento prejudicado. Em estágios mais severos, ocorre perda de coordenação, confusão mental e até a morte.

Isso se dá porque o corpo perde não só água, mas também sais minerais, quando exposto ao sol. A quantidade varia muito, principalmente pela intensidade da atividade e pela característica de cada indivíduo suar mais ou menos.

Os principais sintomas da insolação são falta de ar, dor de cabeça, elevação da temperatura corporal, pele quente, incapacidade motora, náuseas e tonturas. Para evitar, é preciso evitar a exposição ao sol entre 10h e 15h, sempre usar protetor solar e bonés, manter-se hidratado e priorizar roupas com tecidos que facilitem a transpiração.

— O verão é a época preferida das pessoas na hora de praticar atividades físicas. Aproveitar os aspectos positivos e tomar cuidado com os negativos é a postura mais responsável para a saúde — comenta Barros.

Dicas valiosas
:: Consumir líquidos abundantemente;
:: Usar protetor solar no corpo e no rosto, reaplicando a cada duas horas;
:: Usar boné, óculos e viseiras para a proteção dos olhos e da cabeça;
:: Vestir roupas leves;
:: Ingerir alimentos leves, como frutas, água de côco, lanches naturais;
:: Praticar as atividades por 45 minutos, em média, quatro vezes por semana, antes das 10h e após as 17h;
:: Realizar as atividades de forma moderada e respeitar os limites do organismo.

Fonte Zero Hora

Sexo oral sem proteção faz aumentar incidência de câncer de boca entre homens com 30 a 45 anos

Doença estaria associada ao vírus HPV


Pesquisas indicam que o índice de casos de câncer de boca entre homens com 30 a 45 anos está aumentando. Antes, a doença acometia homens acima de 50 anos, especialmente fumantes ou alcoólatras. A causa apontada por especialistas para essa mudança de perfil é a prática de sexo oral sem proteção.

De acordo com o oncologista Henrique de Lins e Horta, o câncer de boca, associado ao vírus HPV, diferente dos casos relacionados ao fumo e ao álcool, afeta mais comumente as amídalas e a base de língua.

— Na maioria dos casos, a sobrevida e a resposta ao tratamento dos pacientes com esse tipo de câncer é melhor do que nos casos associados ao cigarro e à bebida — observa.

Os sintomas são os mesmos: úlceras (feridas) orais que não cicatrizam, lesões vegetantes, dor e sangramento na boca, dificuldade para engolir e nódulos na região do pescoço.

— Normalmente, a infecção do HPV é assintomática. No entanto, mesmo a pessoa não apresentando sintomas, ela pode transmitir o HPV. É importante frisar também que não são todos os subtipos de HPV e não são todas as infecções pelo HPV que irão evoluir para um câncer — destaca o médico.

Horta afirma ainda que estudos de caso-controle têm sugerido que os tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV estão associados a um número elevado de parceiros sexuais — tanto no sexo oral quanto vaginal. Também é demonstrado que pacientes acometidos com esse tipo de câncer têm grande risco de desenvolverem cânceres na região anogenital — colo de útero, vulva, vagina, pênis e ânus.

— Portanto, uma das formas de se prevenir é praticar sexo seguro. Um detalhe importante: o uso de preservativos diminui, porém não protege completamente a transmissão do HPV. Outras formas de contágio já foram descritas na literatura, incluindo o beijo — alerta.

O tratamento do câncer de boca geralmente é multidisciplinar, podendo se valer de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Já existem vacinas contra alguns subtipos do HPV.

Fonte Zero Hora

Osteoporose pode ser evitada com musculação e alimentação adequada desde cedo

Problema atinge mais da metade das mulheres com mais de 50 anos

Os ossos ficam fracos e podem quebrar muito facilmente. A osteoporose ocorre, com maior frequência, em indivíduos com mais de 50 anos, mas a prevenção deve começar bem antes, na adolescência. Conforme a médica Archana Roy, especialista em medicina interna, 85% da massa óssea dos adultos é adquirida aos 18 anos pelas mulheres, e aos 20 anos pelos homens.

— As mulheres podem perder até 20% da densidade mineral óssea em um período de cinco a sete anos, depois da menopausa. A perda óssea é mais lenta nos homens e, normalmente, ocorre mais tarde do que em mulheres — explica Archana.

A doença acomete mais da metade das mulheres com mais de 50 anos e um em cada quatro homens. Entretanto, homens são mais propensos a morrer depois de uma fratura de quadril do que as mulheres.

O teste da densidade óssea ajuda no diagnóstico. Ele avalia a densidade dos ossos na espinha dorsal e no quadril, estimando futuros riscos de fratura em um período de 10 anos.

Exercícios e alimentação
A nutrição adequada, acompanhada de exercícios de força apropriados, é a chave para ganhar a luta contra a osteoporose.

— Os exercícios ajudam a melhorar a densidade óssea, fortalecer os músculos e reduzir os riscos de queda — comenta a médica.

O cálcio é importante para a mineralização dos ossos e pode ser obtido em alimentos como o leite, queijo ou iogurte. Suplementos de cálcio e vitamina D também estão disponíveis no mercado.

Cinco dicas de prevenção
:: Ingira uma quantidade adequada de cálcio e vitamina D diariamente
:: Faça exercícios diariamente
:: Inclua exercícios de musculação em seu treino diário
:: Evite fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso, fatores que aumentam a perda óssea e elevam os riscos de osteoporose
:: Pergunte a seu médico sobre exames para diagnosticar a osteoporose

Fonte Zero Hora

Conheça os benefícios de dez variedades de frutas

  • Banana - Foto: Getty Images
  • Melancia - Foto: Getty Images
  • Pera - Getty Images
  • Laranja - Foto: Getty Images
  • Limão - Foto: Getty Images
  • Goiaba - Foto: Getty Images
  • Morango - Foto: Getty Images

Elas são ricas em vitaminas e garantem proteção extra ao organismo

Aproveite seu próximo passeio na feira para encher o seu carrinho de frutas. Além de saborosas, elas contêm fibras e fitoquímicos que são capazes de reduzir os riscos de diversos tipos de câncer, além de constituírem importantes aliadas na luta contra o envelhecimento, diz nutricionista Daniela Jobst.

Porém, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o hábito de comer frutas ainda é pequeno no Brasil. Os dados indicam que apenas 18,9 % da população consomem cinco porções diárias - o equivalente aos 400 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Se você pretende adotar uma alimentação rica em frutas, conheça as propriedades de dez variedades e saiba quais são os benefícios dessa dieta.

Banana: A fruta mais brasileira de todas não pode faltar no cardápio. Ótima fonte de potássio, ajuda a regular a pressão arterial. Também são ricas em vitaminas do complexo B e C. Além disso, a fruta é ideal para ingerir entre as refeições, quando bate aquela vontade de atacar um doce, já que conta com triptofano, um elemento que aumenta os níveis de serotonina, o hormônio do bem-estar.

Melancia: Rica em betacaroteno, a melancia é uma das frutas que mais contém água e também vitaminas do complexo A e B. Promove uma verdadeira limpeza no sistema digestivo, tanto no intestino, como no estômago.

Pera: Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Medicina Social do Rio de Janeiro e publicado no Journal of Nutrition, comer três peras por dia ajuda a eliminar os quilos extras. A fruta é rica em vitamina A, C, vitaminas do complexo B, fibras e água.

Laranja: Já conhecida por seu alto teor de vitamina C, também são ricas em muitos outros compostos anticancerígenos. Pesquisadores descobriram que as laranjas contêm mais de 170 tipos de fitoquímicos. O consumo regular de laranjas (1 fruta ao dia ou 1 copo de suco) está significativamente associado à menor incidência de câncer de pulmão e estômago.

Limão: Uma pesquisa divulgada no Journal Pharm Biomed Analysis apontou que o limão facilita o metabolismo das gorduras e diminui a síntese de colesterol e de triglicérides. Além disso, é rico em vitamina C, que ajuda na absorção de ferro, é altamente antioxidante e contém limonóides, substâncias potentes no combate ao aparecimento de tumores.

Goiaba: Assim como o tomate, a fruta é rica em licopeno, substância que neutraliza a ação de radicais livres e estimula o sistema imunológico. Estudos apontam o licopeno como redutor de risco de câncer, principalmente de próstata.

Morango: Como todas as frutas vermelhas, contém catequinas, um fitonutriente rico em antioxidantes. Frutas vermelhas também são ótimas fontes de polifenóis, substâncias também encontradas nos vinhos e que, segundo estudos científicos, exerce proteção contra doenças vasculares, especialmente às relacionadas ao coração.

Uva: Pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP constatou que o bagaço de uva (casca e semente) reduz o risco de doenças cardiovasculares por ação do resveratrol. A nutricionista Solange Saavedra explica que as uvas contêm quercetina, substância que combate coágulos e inflamações. Também contém flavanóides, que são antioxidantes e combatem o mau colesterol.

Abacaxi: A bromelina encontrada no abacaxi é capaz de quebrar proteínas em pequenos pedaços, auxiliando na digestão de carnes e outras proteínas.

Mamão: A papaína encontrada no mamão é altamente digestiva. Além disso, esta fruta tem excelente poder laxante.

Fonte Minha Vida

Conheça os cânceres que afetam o aparelho reprodutor feminino

Exames preventivos são decisivos para a cura desses tumores

Desde sua primeira menstruação, é recomendável que a mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente. Essa é uma atitude preventiva essencial para que ela cuide da sua saúde íntima e evite que alguma doença seja descoberta apenas em estágios bastante avançados.

Um dos problemas que mais preocupa médicos e pacientes é, sem sombra de dúvida, o câncer, enfermidade que pode atingir os diversos órgãos do aparelho reprodutor feminino. Por isso, a mulher que se preocupa com a sua saúde, também aprende a se conhecer muito bem para identificar os primeiros sintomas de quando alguma coisa está errada.

De acordo com a especialista em oncologia ginecológica e coordenadora do Programa de Prevenção do Câncer Ginecológico do Hospital Amaral Carvalho de Jaú (SP), Lenira Maria Queiroz Mauad, é preciso primeiramente entender que o aparelho reprodutor feminino é formado por um órgão externo (vulva) e outros internos (vagina, útero, trompas de falópio e ovários). "Todos esses órgãos são passíveis de desenvolver câncer e cada prognóstico irá levar a um tratamento específico", afirma.

Mauad explica também que a mama não é considerada órgão do sistema reprodutor, embora esteja intimamente relacionada a ele. "Nos países desenvolvidos, o câncer mais comum é o do endométrio, seguido pelo câncer do ovário e depois, colo do útero, vagina e trompas. Já no Brasil, há diferentes dados de acordo com a região, mas, ao que tudo indica, o mais frequente é o câncer do colo do útero, seguido pelo do endométrio e ovário", esclarece.

Apesar da maior incidência de câncer na mulher ser mesmo o de mama, dados do Instituto Nacional do Câncer indicam que, no ano de 2008, 4.812 mulheres brasileiras foram vítimas do câncer de colo de útero. Naquele ano, o câncer de mama contabilizou 11.860 mortes. "O que torna um câncer mais perigoso é seu comportamento, como ele se espalha para os outros órgãos. O câncer de mama tende a ser de pior comportamento se considerarmos casos iniciais, porque pode se espalhar pelo sangue e voltar mesmo depois de vários anos de tratamento", diz a médica.

Causas e sintomas
A ginecologista esclarece que todos os tipos de câncer apresentam sintomas quando em fases já avançadas. Portanto é imprescindível que as mulheres se submetam a exames periódicos de prevenção e detecção precoce. Alguns dos sintomas mais comuns em cada tipo de câncer do aparelho reprodutor feminino são:

Câncer do colo do útero: Segundo a especialista, esse tipo muitas vezes está relacionado à infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílulas, higiene inadequada, mudança frequente de parceiros e outras infecções concomitantes, aumentam o risco do aparecimento e progressão das lesões pré-tumorais.

Em relação aos sintomas, o câncer de colo de útero geralmente provoca corrimento vaginal (às vezes sanguinolento), sangramento nas relações sexuais e dor pélvica em casos mais avançados. "As lesões iniciais e pré-tumorais, não causam sintomas e podem ser detectadas pelo exame ginecológico e pelo teste de Papanicolau", alerta.

Câncer de endométrio (corpo do útero): De acordo com a especialista, o câncer de endométrio geralmente está relacionado a desequilíbrios hormonais, obesidade na perimenopausa e menopausa, diabetes e pressão alta. "Esse tipo de câncer também pode ser induzido pelo uso inadequado de terapia hormonal para tratamento de sintomas da menopausa", explica.

Câncer de vulva: Na mulher jovem, o câncer de vulva, muitas das vezes, aparece relacionado à infecção pelo HPV. Nas mulheres mais velhas, pode evoluir a partir da coçadura crônica causada por alterações da pele da vulva. Esse tipo de câncer apresenta como principais sintomas, além das coceiras crônicas, o aparecimento de úlceras, feridas ou gânglios na região inguinal.

Câncer do ovário: Para Mauad, no caso do câncer de ovário, o fator hereditário é bastante determinante, apesar da doença também se manifestar frequentemente em mulheres que não engravidaram, são inférteis e fizeram múltiplos tratamentos para indução de ovulação. "Embora estes não sejam os fatores causais, aumentam o risco", afirma.

É possível prevenir?
A especialista explica que os cuidados com alimentação, prática de exercícios físicos regulares e sexo com proteção, aliados à atitude de evitar vícios, como o cigarro e o álcool, são medidas gerais que ajudam muito a prevenir todos os tipos de câncer.

"Mas o grande aliado das mulheres no combate a esses tumores é o seu ginecologista. A realização de exames periódicos e orientação adequada sobre os cuidados a serem tomados nas diferentes fases da vida, é decisiva na luta contra o câncer feminino", finaliza Mauad.

Fonte Minha Vida

Quem ama respeita a vida.

Avanços da vacina contra herpes não excluem uso de camisinha

Estudo mostra evidências de mulheres que se beneficiaram com a novidade

A prevenção é sempre o melhor caminho para cuidar da saúde em todos os aspectos, seja quando o assunto é uma reeducação alimentar para evitar aumento de colesterol, seja quando falamos do uso de preservativos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. O preservativo não será descartado, mas já temos a vacina contra alguns tipos de HPV e parece estar dando certo um estudo para vacina contra o herpes, causador de outra famosa DST.

Uma vacina experimental protegeu algumas mulheres contra a infecção de um dos dois tipos de vírus herpes que causam herpes genital, segundo as conclusões publicadas na revista New England Journal of Medicine.

A vacina foi parcialmente eficaz na prevenção do vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1), mas não protege as mulheres contra o vírus herpes simplex tipo 2 (HSV-2).

"É um grande passo no caminho para a criação de uma vacina eficaz, que protege contra a doença causada pela infecção genital do herpes. Ela nos aponta no sentido de trabalhar para fazer uma vacina que funciona em ambos os vírus herpes simplex", disse Robert Belshe, MD, diretor da Saint Louis University Center for Vaccine Development e principal autor do estudo.

Sobre a doença e os vírus
O HSV-1 e HSV-2 são membros da família herpesvírus. Tipicamente, HSV-2 provoca lesões e bolhas na região genital. O HSV-1 geralmente provoca feridas na boca e lábios, embora cada vez mais seja encontrado causando a doença genital também.

No momento, não há cura ou vacina aprovada para prevenir a infecção por herpes genital, que afeta cerca de 25% das mulheres nos Estados Unidos e é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns. Uma vez dentro do corpo, o HSV permanece lá permanentemente. O vírus pode causar doença neurológica grave e até morte em crianças nascidas de mulheres que são infectadas com o HSV e o vírus é um fator de risco para a transmissão sexual do HIV.

O estudo para investigação de uma possível vacina contra herpes genital foi financiado pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde, juntamente com a GlaxoSmithKline (GSK), e conduzida em 50 locais nos Estados Unidos e Canadá.

O estudo envolveu 8.323 mulheres entre as idades 18 e 30 que não tiveram HSV-1 ou HSV-2 no início do estudo. Elas foram distribuídas aleatoriamente para receber três doses da vacina contra o vírus que foi desenvolvida pela GSK ou uma vacina contra hepatite A, que foi o controle.

As participantes foram acompanhadas por 20 meses e avaliadas cuidadosamente para a ocorrência da doença herpes genital. Além disso, todas as participantes do estudo passaram por testes de sangue para determinar se havia infecção assintomática com HSV-1 ou HSV-2 durante o estudo. Pesquisadores descobriram que duas ou três doses da vacina experimental oferecem proteção significativa contra a doença herpes genital causado por HSV-1. No entanto, a vacina não protege as mulheres contra doenças genitais causadas pelo HSV-2.

Infecção pelo HSV-1 tornou-se uma causa cada vez mais comum de doença genital, provavelmente porque mais casais têm feito sexo oral. HSV-1 e HSV-2 são espalhados pelo contato direto - boca a boca. boca com genitais e genitais para os genitais - mesmo quando a pessoa infectada não apresenta sintomas, de acordo com um dos pesquisadores.

Pesquisadores estão realizando análises laboratoriais de sangue obtido de participantes do estudo que eles continuam a estudar para tentar descobrir porque a vacina protegeu as mulheres de doenças genitais causadas pelo HSV-1 e não pelo HSV-2.

Uma hipótese, ainda de acordo com o pesquisador, é que o HSV-1 seja mais facilmente morto por anticorpos do que o HSV-2. Isto significa que os anticorpos da vacina podem funcionar melhor contra o HSV-1 e resultar em proteção contra HSV-1, mas não HSV-2.

Ainda são necessários mais estudos até que a vacina possa ser comercializada, mas parece que estão no caminho certo.

Fonte Minha Vida