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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Oportunidade: Bolsa de estudos na área de cuidados paliativos

Em continuidade às iniciativas educacionais de apoio e capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP/HSL) está oferecendo duas bolsas de estudos com descontos de 80% para os cursos de Pós-graduação em Cuidados Paliativos.

A primeira é voltada para médicos que querem fazer a modalidade de Especialização. A segunda para a área de Aperfeiçoamento que poderá ser preenchida por profissionais de outras categorias, como enfermeiro, psicólogo ou assistente social.

O requisito indispensável é que os candidatos já trabalhem em uma instituição que atenda majoritariamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Cuidado Paliativo é uma das áreas que mais crescem atualmente no setor da saúde. Seu principal atrativo é que os profissionais aprendem que o foco não é a doença a ser curada ou controlada, mas o paciente como um todo. Tanto o curso de Aperfeiçoamento como o de Especialização dá ênfase ao aprofundamento do conhecimento teórico-científico e ao desenvolvimento de competências e habilidades práticas, integrando o cuidado paliativo ao da busca pela cura ou pelo controle das doenças.

"Trata-se de uma forma de contribuir ainda mais no que se refere à disseminação do conhecimento para uma área de necessita de profissionais com uma visão estratégica, integrada, multidimensional e humana, como a abordagem e formas de tratar e cuidar dos sintomas de sofrimento físico, psíquico, social e espiritual; atendimento à família, estratégias de comunicação e intermediação de conflitos e habilidade para trabalhar em equipe", explica o Prof. Dr. Daniel Neves Forte, que atua na coordenação dos cursos

Serviço
Evento: Pós-graduação
Inscrições: Até 27/01/2016
Local: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Endereço: Rua Professor Daher Cutait, 69 – São Paulo-SP
Informações: https://iep.hospitalsiriolibanes.org.br/web/iep/home

Blog da Saúde

Fiocruz prevê 16 mil casos de microcefalia em 2016

Até meados do ano passado, a doença era considerada rara no Brasil e no mundo. O número de casos no país explodiu a partir de agosto, meses depois de uma epidemia de zika no Nordeste

O número de casos de microcefalia no Brasil aumentou 10% em uma semana e alcançou a marca de 3.893 notificações. Os registros ocorreram em 764 municípios, em 20 Estados e no Distrito Federal. Embora o ritmo de crescimento tenha apresentado leve queda, o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, afirma ser cedo para fazer qualquer previsão. O vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, alerta que os números ainda deverão crescer. "Chegaremos a 16 mil casos neste ano", estima.

Para Stebeli, a epidemia de zika é um dos mais graves problemas de saúde pública já enfrentados pelo Brasil. "A evolução epidemiológica de problemas relacionados à infecção é muito mais rápida do que em outras doenças, como HIV e tuberculose", diz. "Estamos assistindo à chegada de uma geração de bebês que necessitam de cuidados intensos para sua melhor qualidade de vida", afirma. "Será necessária assistência para essas crianças, fora o impacto para a família", explica.

A microcefalia era, até meados do ano passado, uma doença considerada rara no Brasil e no mundo. O número de casos no País explodiu a partir de agosto, meses depois de uma epidemia de zika no Nordeste. Exames feitos em bebês e fetos com a má-formação reforçaram a tese de pesquisadores de que o aumento de casos é causado pela transmissão vertical - da mãe para o bebê, na gestação.

A amostra mais recente ocorreu em Minas, com um bebê que nasceu com microcefalia. Análises feitas da medula espinal identificaram a presença do zika vírus. O boletim divulgado ontem relatou ainda 49 mortes por má-formação congênita. Desse total, em cinco se confirmou relação com zika.

"O cenário é muito dinâmico. Ele ainda vai mudar bastante", avalia Maierovitch. Ele lembra que o vírus, transmitido pelo mesmo vetor da dengue, já está presente em vários países. "A tendência é de que ocorram novos casos no Hemisfério Norte e em países onde há infestação do mosquito."

Sudeste e carnaval
Uma das preocupações das autoridades sanitárias brasileiras é a Região Sudeste, onde o vírus começou a circular há pouco tempo e, por isso, a grande maioria da população é suscetível. "O Nordeste já enfrentou uma epidemia no verão passado. Não temos os números, mas há uma estimativa de que parte da população esteja imunizada. O mesmo não acontece no Sudeste", diz Maierovitch. Para ele, é preciso continuar o trabalho de redução na infestação do mosquito. "Para não deixarmos a curva de casos subir."

O diretor reconhece que o carnaval representa mais um fator de risco para o número de casos aumentar. Não por causa da circulação de pessoas, pois o vírus já está presente em quase todos os Estados do País, mas pela tendência, nesse período, de as pessoas adotarem atitudes de maior risco. "O contato interpessoal é maior e as pessoas ficam mais expostas ao mosquito, porque saem para as ruas. Daí a necessidade de insistir para medidas de proteção como uso de repelentes."

Maierovitch também não escondeu preocupação com a situação de São Paulo que, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, já apresenta um grande número de cidades com epidemia de dengue. "É um indicador da vulnerabilidade dos municípios para zika", observa.

Teste 3 em 1
O Ministério da Saúde anunciou no sábado a compra de um produto que está em fase de testes e cuja produção ainda não está certa. No fim de semana, o ministro Marcelo Castro participou de uma cerimônia em que prometia a compra de 500 mil testes "três em um", para diagnóstico simultâneo de dengue, chikungunya e zika.

Na ocasião, foi afirmado que os kits começariam a ser entregues em fevereiro. "Ele é promissor, mas é um projeto a médio prazo, para alguns meses", diz o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

O teste tem como ponto de partida um kit desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz. "O produto vai existir, mas algumas etapas ainda são necessárias", completa. A Fiocruz ainda não apresentou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de registro do novo método de diagnóstico, por exemplo.

O vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, afirma que documentos estão sendo reunidos e que essa etapa vai ser cumprida, mas não é essencial para que o novo kit passe a ser usado. "Atualmente, os laboratórios de referência fazem testes chamados 'in house', uma espécie de teste caseiro que também não passa por certificação da Anvisa", observa.

Foto: Reprodução

Agência Estado

Fobia de dentista atinge 10% da população e pode ser superada com psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental desobriga o uso de sedação durante o atendimento de pacientes com odontofobia. O benefício foi constatado após cinco sessões de apoio psicológico em 79% dos participantes de uma pesquisa britânica

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ajudar muitas pessoas com fobia a superar o medo de visitar o dentista, permitindo que recebam o tratamento odontológico adequado sem necessidade de sedação. Esse tipo de ansiedade é comum e torna-se um problema sério quando impacta fortemente o bem-estar do indivíduo. Pessoas fóbicas evitam cuidar dos dentes com o especialista e, por isso, acabam com uma saúde bucal mais pobre, o que traz impactos importantes para a saúde em geral. Estimativas recentes da Pesquisa de Saúde Odontológica em Adultos conduzida no Reino Unido sugerem que uma em cada 10 pessoas tenha fobia de ir ao dentista.

A psicoterapia dura, tipicamente, entre seis e 10 semanas, e tem ajudado os pacientes a superar uma série de problemas psicológicos, mais notavelmente depressão e distúrbios associados à ansiedade. Tanto as intervenções comportamentais quanto as cognitivas obtêm sucesso na redução da fobia de ir ao dentista, aumentando as visitas ao consultório odontológico, de acordo com alguns estudos.

Agora, uma pesquisa publicada no British Dental Journal investigou as características de 130 pacientes — 99 mulheres e 31 homens — que frequentaram o serviço psicológico do Instituto de Saúde Bucal do King’s College London. Essas pessoas foram investigadas quanto aos níveis de ansiedade associada ao tratamento dos dentes, ansiedade geral, depressão, pensamentos suicidas, uso de álcool e outras medidas de saúde relacionadas à qualidade de vida.

Três quartos delas pontuaram 19 ou mais na Escala de Ansiedade Dental Modificada (MDAS), um índice que mede o medo de dentista. Esse escore indica a fobia, disseram os pesquisadores. Medo da anestesia e da broca foram os mais citados. Quase todos os pacientes, 94%, reportaram problemas com dentes, boca ou gengiva no dia a dia, impactando na qualidade de vida.

Outras complicações
Uma boa proporção dos pacientes que participaram do estudo tinham outras condições psicológicas: 37% apresentavam níveis altos de ansiedade geral e 12%, níveis significativos de depressão. Pensamentos suicidas foram reportados por 12% e 3% afirmaram que, recentemente, haviam considerado a possibilidade de atentar contra a própria vida. Os indivíduos que citaram suicídio foram imediatamente alocados em programas de prevenção da faculdade.

Os participantes do estudo passaram por um programa de 10 semanas de TCC. Na metade do tratamento, já houve ganhos significativos, disseram os pesquisadores. Após cinco sessões, 79% conseguiram ir ao dentista sem precisar de sedação. Tim Newton, do Instituto Dental do King’s College London e principal autor do estudo, explica que as pessoas com fobia de ir ao dentista geralmente precisam ser sedadas para ficarem relaxadas, de forma que o profissional possa fazer o tratamento odontológico.

“Contudo, essa é uma solução temporária, que não as ajuda a superar o medo a longo prazo. O principal objetivo do nosso serviço de TCC é permitir que as pessoas recebam o tratamento bucal sem necessidade de serem sedadas. Fazemos isso trabalhando individualmente com elas. Nós definimos os objetivos de acordo com as prioridades de cada uma”, detalha.

O especialista, contudo, alerta que os psicólogos precisam fazer uma avaliação rigorosa dos pacientes com fobia de ir ao dentista. Isso porque alguns deles também passam por outras dificuldades, precisando de um tratamento mais específico ou de longo prazo. É o caso, por exemplo, daqueles que relataram pensamentos e/ou intenções suicidas. “Outra questão importante que precisamos salientar é que, embora a TCC tenha reduzido a necessidade de sedação em pessoas com fobia, é possível que elas precisem ser sedadas eventualmente, quando, por exemplo, tiverem de fazer um atendimento emergencial ou um procedimento muito invasivo”, destaca Newton.

Foto: Reprodução

Saúde Plena

Gigantes farmacêuticos pedem em Davos luta contra superbactérias

Eficácia dos antibióticos está diminuindo, fato que preocupa a comunidade científica

Mais de 802 grandes grupos farmacêuticos e médicos pediram nesta quinta-feira (21/01) em Davos que se coordenem os esforços para lutar contra a resistência a antibióticos das superbactérias, um tema de crescente preocupação no mundo, e pediram a mobilização de fundos públicos.

A declaração, emitida durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, foi assinada pelas grandes empresas do setor como a francesa Sanofi, as suíças Novartis e Roche ou as norte-americanas Pfizer e Merck.

A eficácia dos antibióticos está diminuindo, o que preocupa cada vez mais a comunidade científica.

Os pesquisadores chineses anunciaram por exemplo que haviam descoberto um gene que torna ineficazes alguns antibióticos administrados de maneira urgente, quando todos os outros tratamentos fracassam, o que faz temer que hajam infecções que podem se tornar mortais. 

"Nossos resultados são extremamente preocupantes", alertou Liu Jianhua, professor da universidade agrícola de Cantão.

Os grupos farmacêuticos signatários da petição também pedem aos governos que apoiem financeiramente o desenvolvimento de novos antibióticos.

Os autores da carta, que incluem igualmente os gigantes britânicos AstraZeneca e GlaxoSmithKline ou a empresa francesa de diagnósticos Biomérieux, garantiram também que apoiam o plano de ação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para preservar a eficácia dos antibióticos.

A crescente resistência das bactérias aos antibióticos é uma prioridade para os sistemas sanitários, destacaram os signatários da declaração.

Os antibióticos, um grande avanço médico que tem mais de um século, são absolutamente necessários para curar infecções mortais e também para procedimentos como transplantes, as quimioterapias ou o tratamento do HIV.

As infecções que surgem por causa da resistência a esses medicamentos poderiam provocar cerca de 10 milhões de mortes que poderiam ser evitáveis de hoje a 2050 e custar até 100 bilhões de dólares caso o problema não seja resolvido.

Ocitocina: Hormônio do amor pode tratar a depressão pós-parto

Níveis elevados de ocitocina são associados ao fortalecimento de atitudes ligadas ao entrosamento entre pais e filhos, como a vontade de acariciar o bebê

Com incidência estimada entre 20% e 40%, a depressão pós-parto pode ser combatida com a ocitocina, o hormônio ligado à sensação de prazer, bem-estar físico e emocional.

É o que propõem pesquisadores da Austrália na revista Harvard Review of Psychiatry, após fazerem uma revisão científica de 13 pesquisas. Segundo eles, níveis elevados de ocitocina são associados ao fortalecimento de atitudes ligadas ao entrosamento entre pais e filhos, como a vontade de acariciar o bebê.

“Acreditamos que a ocitocina tem potencial para melhorar comportamentos de mães com depressão pós-parto, mas é necessário mais investigação para estabelecer a sua segurança devido ao impacto incerto desse hormônio sobre o humor materno”, destacou, em comunicado, Beth Mah, pesquisadora do Hunter Medical Research Institute e integrante do estudo.

Entre os estudos revistos, dois mostraram que grávidas com níveis baixos de ocitocina têm chances mais elevadas de desenvolverem sintomas depressivos após o nascimento dos bebês. Outro, porém, utilizou o hormônio do bem-estar para tratar mulheres com depressão pós-parto e não atingiu o resultado esperado. Em alguns, houve até o desencadeamento do transtorno psiquiátrico. Os resultados divergentes, dizem os pesquisadores, indicam a necessidade de análises futuras.

Crianças cuidadas por mães que sofrem de depressão pós-parto sofrem risco aumento de complicações, como distúrbios psiquiátricos e problemas de desenvolvimento.

“Em comparação com as não depressivas, as mães com o problema interagem com os bebês com menos sensibilidade, relatam se sentir menos competentes e com menos frequência escolhem estratégias recomendadas de parentalidade “, diz Mah.

Segundo a pesquisadora, o efeito benéfico do uso do hormônio é o mais esperado. Há, inclusive, a possibilidade de o hormônio ser usado no tratamento de outros problemas psiquiátricos que possam ser desencadeados pela depressão pós-parto.

“Talvez, o desafio mais importante seja determinar se a ocitocina poderia ser usada como tratamento coadjuvante para melhorar as relações entre a mãe e o bebê que são afetadas pela depressão pós-parto, e também outras condições psiquiátricas”, completa Mah.

Foto: Reprodução

Correio Braziliense

Pesquisas recentes mostram os benefícios do café para a saúde

Pesquisas recentes mostram os benefícios do café para a saúde Valentyn Volkov/Shutterstock
Bebida, antes malvista pela medicina, pode favorecer o cérebro, o sistema digestivo e até o coração

Desde a descoberta milenar desse grão acessível e com poder estimulante, o café se tornou um produto básico na mesa dos brasileiros e uma das bebidas mais consumidas no mundo. Coado em casa, quentinho ou gelado nas cafeterias gourmet, para alguns, o café virou uma necessidade para começar o dia com disposição e, para outros, um motivo para se reunir. Com toda essa popularidade, uma dúvida permanece na mente de muita gente: o café faz bem à saúde?

Especialmente devido à composição com cafeína, a bebida nem sempre foi associada a um estilo de vida saudável. A maior parte dessa reputação foi construída com base em pesquisas publicadas nos anos 1970 e 1980, que associaram o consumo de café a riscos maiores de doenças cardíacas e câncer — mas sem que outros hábitos dos participantes, como dieta, uso de álcool ou tabagismo, fossem considerados. Atualmente, quanto mais a ciência investiga as propriedades e os efeitos do café, mais longe a bebida fica dessa imagem negativa.

O produto é rico em antioxidantes, ajuda a evitar o diabetes e, de acordo com recentes descobertas realizadas por pesquisadores brasileiros, não seria contraindicado sequer para quem sofre de doenças cardíacas. Além disso, é um aliado da performance durante o treino para quem pratica atividades físicas.

— As pesquisas científicas com a cafeína começaram há mais de 20 anos tentando provar que o café é um vilão. Os dados epidemiológicos e as pesquisas de longa duração mostram que, na verdade, não se tem comprovações de que faria mal à saúde. Pelo contrário, há muitos benefícios — explica Marcelo Cossenza, pesquisador associado da Unidade de Pesquisa Café e Cérebro do Instituto D'Or, do Rio de Janeiro.

Um vilão para o coração?
Na década de 1990, pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, iniciaram um acompanhamento com cerca de 400 mil homens e mulheres entre 50 e 71 anos. No artigo publicado no The New England Journal of Medicine, em 2012, com os resultados de mais de 13 anos de pesquisa, os cientistas mostraram que o risco de mortalidade entre os bebedores de café era até 10% menor do que o dos participantes que não consumiam a bebida.

"Uma considerável atenção foi dada à possibilidade de que o café pode aumentar o risco de doenças cardíacas", dizia um dos trechos iniciais do artigo. Mas o comprovado pela pesquisa foi justamente o contrário: quem bebeu café ao longo dos anos tinha menores riscos de morrer por doenças cardíacas, respiratórias, diabetes e infecções.

Em 2015, foi publicado no periódico científico Circulation um estudo liderado por um pesquisador do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com base em dados coletados de 200 mil pessoas. Os participantes que bebiam até cinco xícaras grandes de café por dia apresentaram menos risco de morrer de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Os resultados foram semelhantes para os adeptos da bebida descafeinada, o que sugere que não seria apenas a cafeína a detentora dos benefícios, mas também outros agentes químicos presentes no grão da planta.

Estudos feitos no Brasil também questionam o status de vilão do grão em relação a doenças cardíacas. Uma equipe da unidade Café e Coração do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) conduziu uma pesquisa com pacientes que estavam sob acompanhamento ambulatorial após sofrerem infartos ou serem diagnosticados com problemas de angina. Para os testes, os participantes consumiram de três a quatro xícaras de café ao longo de quatro semanas, e, em períodos distintos da pesquisa, utilizaram grãos com torras diferentes para preparar a bebida.

Depois de semanas ingerindo cerca de 400ml de café por dia, eles foram submetidos a exames que apontaram que não houve aumento na pressão arterial e nem arritmia cardíaca. Ainda na pesquisa, verificou-se que a torra mais escura seria a mais benéfica.

— Dizer que um paciente não pode tomar café não é verdade. Os médicos sempre proíbem café para tudo. O problema surge para quem nunca toma e ingere uma dose. Nesse caso, a pessoa pode ter, sim, taquicardia e a pressão vir a aumentar naquele momento, mas se a ingestão da bebida se tornar um hábito, isso desaparece — completa o cardiologista Luiz Antonio Machado César, diretor do Centro de Pesquisa Café e Coração.

FIQUE ATENTO:

NA GESTAÇÃO
Gestantes devem evitar a bebida, assim como outras substâncias estimulantes.

ANTES DE DORMIR
O café leva de seis a nove horas para sair do organismo. Considere o seu horário de dormir antes de tomar a última xícara do dia. Como uma substância com alto poder estimulante, pode prejudicar o sono.

AO ACORDAR
"Só acordo com café." Se você se identifica com essa afirmação, fique atento. Quando altas doses de cafeína são necessárias para seguir o dia com energia, pode haver algo de errado. A rotina de beber mais de duas xícaras por dia pode causar sintomas de abstinência quando se interrompe o consumo.

VÁ COM CALMA
Ainda que as pesquisas apontem benefícios trazidos pelo café, se você tem problemas cardíacos ou pressão alta, converse com seu médico sobre o consumo da bebida.

Fonte: nutricionista Julia Melnick

Os efeitos no cérebro
No Rio de Janeiro, a unidade Café e Cérebro do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino investiga desde 2012 a neurociência por trás do café. As pesquisas buscam entender melhor os efeitos dos componentes voláteis — as substâncias presentes no aroma — e os solúveis — que estão na bebida. A equipe de pesquisadores ainda tem muitas perguntas, mas já apresenta algumas respostas. Até mesmo o aspecto social da bebida é objeto de estudo. Basta uma olhada nas cafeterias de uma cidade para comprovar empiricamente: o café é um bom motivo para juntar as pessoas.

— As pessoas se reúnem para fazer isso, é uma experiência social. Com a simples percepção do aroma, já surge vontade de se encontrar. Então, queremos saber se existe uma base científica. Culturalmente, é um fenômeno real, mas o que acontece no cérebro? Pelos nossos resultados, vimos que a experiência olfativa do café dispara as regiões do cérebro relacionadas com o prazer, igual a sexo ou algumas drogas — explica o pesquisador da unidade Marcelo Cossenza.

No cérebro, os ácidos clorogênicos e a cafeína, presentes no café, ajudam no desenvolvimento e no processo de desinflamação. Essas propriedades são benéficas nos casos de doenças degenerativas como Parkinson ou Alzheimer, quando há um processo inflamatório no órgão.

Um recente estudo americano apontou que os ácidos clorogênicos são mais antioxidantes que a própria vitamina C. De acordo com Cossenza, eles ajudam a desativar a microglia, uma célula de defesa do cérebro que, quando ativa por muito tempo, leva a processos degenerativos.

— Em todas as doenças degenerativas existe uma ativação excessiva da microglia, e os clorogênicos são capazes de diminuir essa ação que contribui para o aumento de lesões — explica Cossenza.

Além disso, o simples cheirinho de café faz bem. A bebida é campeã no número de compostos voláteis — moléculas que estão presentes no cheiro da bebida. Destas, 30 substâncias estão relacionadas ao estímulo de áreas do nosso sistema de recompensa, ou seja, as regiões de prazer do cérebro. Essa seria uma descoberta importante para o desenvolvimento de novos medicamentos para tratamento de enfermidades psíquicas, como explica Silvia Siag Oigman, doutora em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora da unidade Café e Cérebro.

— Uma vez que você ativa o sistema de recompensa e entende quais são as áreas relacionadas à emoção e ao prazer, podemos trabalhar com essas moléculas na área de medicina emocional para a produção de novos remédios.

Bom para o aparelho digestivo
Para a saúde do aparelho digestivo, as notícias também são positivas. O gastroenterologista do Hospital Moinhos de Ventos Claudio Rolim Teixeira ressalta os benefícios da bebida para o fígado. O café funciona como um aditivo, melhorando o desempenho do metabolismo hepático, ou seja, no funcionamento do órgão na sintetização de proteínas e eliminação de toxinas. As propriedades bioquímicas presentes no café também se mostraram como um antídoto para o desenvolvimento de condições como a fibrose hepática, estágio inicial da cirrose, quando o fígado vai perdendo sua capacidade.

Uma revisão de todos os estudos conduzidos sobre a relação entre o consumo de café e as doenças hepáticas foi feita por pesquisadores de universidades chinesas e publicada em novembro de 2015. Foram analisadas 16 pesquisas que envolviam 3.034 consumidores da bebida e mais de 132 mil pessoas que não bebiam café.

A pesquisa concluiu que havia uma redução significativa de 50% do risco de câncer no fígado entre quem consumia quantidades mais altas de café em comparação a quem consumia pouco ou nada. É claro, os próprios pesquisadores afirmam que o câncer é uma doença multifatorial, mas que a cafeína, o cafestol, o kahweol e os ácidos clorogênicos, substâncias presentes no café, poderiam ter um papel fundamental para proteger o fígado.

Rolim, porém, diz que ainda é controversa a relação inversa entre café e câncer de fígado:

— Minha posição é de que ainda faltam estudos bem delineados que possam embasar essa conclusão.

Não causa gastrite, mas pode piorar os sintomas
O café pode não ser a causa de gastrite, úlceras ou refluxo, mas pode piorar os sintomas que causam incômodo. A cafeína na bebida estimula ainda mais a secreção ácida, contribuindo para o problema. Quem já sofre com disfunções no estômago, segundo Rolim, deve moderar o uso, mas, de vez em quando, uma xícara não seria contraindicada.

A recomendação é consultar um médico ao sentir os primeiros sintomas e evitar cigarro e outras bebidas cafeinadas.

Pesquisadores divididos
Os resultados a favor do café encontrados recentemente não tornam a bebida uma unanimidade. Entre a comunidade científica, a questão ainda divide os pesquisadores. Prova disso é o comunicado da Associação Americana do Coração, que não escolhe lados nesse conflito de anos de pesquisa. Em um texto publicado no site oficial, a entidade cita os efeitos metabólicos da cafeína, entre eles, o estímulo ao sistema nervoso central e o impacto nos rins, já que o consumo aumenta a produção de urina, podendo causar desidratação.

O órgão americano pondera que há estudos que se contradizem sobre a ligação entre cafeína, consumo de café e doenças cardíacas coronarianas, mas afirma que uma a duas xícaras por dia não traria riscos à saúde. O texto também faz menção aos sintomas de abstinência, como fadiga, dor de cabeça e até mesmo depressão, que podem surgir entre 12 e 24 horas depois da última dose de cafeína ingerida. O mal-estar causado pela falta da substância poderia levar entre 24 e 48 horas para desaparecer, alerta a associação.

Quantas xícaras?
Moderação deve ser a palavra chave ao beber café, como explica a médica nutróloga Jaqueline Coelho. A recomendação é de que o consumo diário não ultrapasse 400ml, que devem ser ingeridos ao longo do dia e nunca de uma vez só. Os efeitos da cafeína variam de acordo com as características do organismo de cada um. Por isso, é importante avaliar a dose diária que não causa desconforto, agitação excessiva ou taquicardia.

— O café não vicia, mas como acelera o metabolismo, a pessoa pode sentir uma necessidade de que o organismo funcione de modo mais rápido quando não ingere a cafeína. Mas a bebida pode, sim, fazer parte de uma dieta balanceada e saudável — diz a médica.

Zero Hora

Hospital das Forças Armadas - HFA

Foi informado que o Hospital das Forças Armadas (HFA) oferta um processo seletivo.

O objetivo é o provimento de duas vagas para Médicos especialistas em Ortopedia e Traumatologia, no Programa Avançado na área de Cirurgia do Joelho do Hospital das Forças Armadas para o ano de 2016.

As inscrições podem ser feitas de forma gratuita até o dia 30 de janeiro de 2016, pelo site do HFA (www.hfa.mil.br), ou presencialmente, na Seção de Clínica de Traumato-Ortopedia do HFA, localizada na Estrada Contorno do Bosque s/nº - Cruzeiro Novo-DF.

Como método de avaliação dos candidatos haverá aplicação de uma prova objetiva no dia 14 de fevereiro de 2016 e a entrevista e análise de currículo em 12 de março de 2016.

Mais informações: (hfa.ortopedia@gmail.com) ou pelo telefone 61-3966-2352.

Os candidatos precisam ficar atentos a todos os requisitos específicos conforme consta no edital.

Qualquer descuido ou falta de informação pode levar a anulação do candidato para as vagas.

Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba - PR

Lançado um processo seletivo para a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (FEAES), no Paraná.

A oportunidade é para o provimento de vagas disponibilizadas no quadro de empregados FEAES e suas Unidades: Hospital do Idoso Zilda Arns (HIZA), Centro Médico Comunitário Bairro Novo (CMCBN), além de outras.

Os interessados podem fazer a sua inscrição até o dia 10 de fevereiro de 2016, observado horário oficial de Brasília – DF, pelo site www.fundacaofafipa.org.br/concurso.

A taxa de inscrição é de R$ 60,00.

São ofertadas seis vagas, sendo cinco para ampla concorrência e uma para pessoas com deficiência. As oportunidades são para Médico Anestesiologista.

Os aprovados recebem remuneração inicial de R$ 4.251,00 a R$ 12.753,00 e a jornada de trabalho é de 60 a 180 horas mensais.

Como método de avaliação dos candidatos haverá prova objetiva no dia 28 de fevereiro de 2016, em horário e local a serem informados com antecedência pela internet e no Cartão de Informação do Candidato, a partir de 22 de fevereiro de 2016.

O gabarito preliminar e o caderno de questões da prova objetiva serão divulgados um dia após a aplicação da prova objetiva. O certame tem validade de dois anos podendo ser prorrogado.

Os candidatos precisam ficar atentos a todos os requisitos específicos conforme consta no edital.

Qualquer descuido ou falta de informação pode levar a anulação do candidato para as vagas. Bons estudos e boa sorte!

Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná - PR

Foi anunciado um concurso público para o Consórcio Intermunicipal de Urgência e Emergência do Noroeste do Paraná (CIUENP) SAMU 192 Noroeste do Paraná.

São ofertadas 30 vagas para profissionais de todos os níveis de escolaridade e formação de cadastro de reserva.

As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro de 2016, pelo site http://www.ruffoconcursos.com.br. Após é necessário pagar taxa no valor de R$ 40,00 a R$ 150,00.

As oportunidades são as seguintes: Advogado, Auxiliar administrativo, Auxiliar de Almoxarifado de Frota, Técnico Auxiliar de Regulação Médica, Contador, Enfermeiro Intervencionista, Farmacêutico, Médico (Intervencionista e Regulador), Operador de Rádio, Técnico de Informática, Zelador, Técnico em Enfermagem Socorrista, Condutor de Ambulância Socorrista. Já os locais de atuação serão nos seguintes municípios: Umuarama, Altônia, Cafezal do Sul, Douradina, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Campo Mourão, Goioerê, Barbosa Ferraz, Campina da Lagoa, Iretama, Terra Boa, Ubiratã, Cianorte, Rondon, Paranavaí, Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte e Terra Rica.

Os aprovados recebem remuneração variável de R$ 848,68 a R$ 6.968,24, e a jornada de trabalho é de 20 a 40 horas semanais.

Como método de avaliação dos candidatos haverá prova objetiva no dia 13 de março de 2016, na cidade de Umuarama. Também será aplicada prova prática e avaliação de títulos para alguns cargos.

O certame tem validade de dois anos podendo ser prorrogado.

Os candidatos precisam ficar atentos a todos os requisitos específicos conforme consta no edital.

Qualquer descuido ou falta de informação pode levar a anulação do candidato para as vagas.

Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região das Missões - RS

Encontra-se aberta uma oportunidade por meio de concurso público para o CISMISSÕES – Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região das Missões, no Rio Grande do Sul.

O objetivo é a oferta para uma vaga para o cargo de Contador (curso superior completo Bacharel em Ciências Contábeis – com registro no órgão de classe competente).

As inscrições podem ser feitas entre os dias 14 de dezembro de 2015 a 28 de janeiro de 2016, pelo site www.santoangelo.uri.br/extensao. O boleto referente à inscrição deverá ser pago até o seu vencimento, na data de 29 de janeiro de 2016, no caso de pagamento em correspondentes bancários.

O aprovado recebe remuneração de R$ 2.181,90, em carga horária de 20 horas por semana. Como método de avaliação dos candidatos haverá a realização de uma prova no dia 21 de fevereiro de 2016, com início às 8h30 e duração máxima de 3 horas, tendo como local a URI – Campus Santo Ângelo.

O gabarito será divulgado na data prevista de 22 de fevereiro de 2016, no site www.santoangelo.uri.br/extensao, a partir das 16h. O certame tem validade de dois anos podendo ser prorrogado.

Os candidatos precisam ficar atentos a todos os requisitos específicos conforme consta no edital. Qualquer descuido ou falta de informação pode levar a anulação do candidato para as vagas.

Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Região Ampliada do Noroeste

Um novo concurso foi aberto pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Região Ampliada do Noroeste (CISREUNO). O objetivo do edital n.º 001/2015 é selecionar 344 profissionais em vários cargos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), na região ampliada do noroeste de Minas Gerais.

Há vagas para farmacêutico, médico, condutor socorrista, técnico administrativo, auxiliar de farmácia, psicólogo, técnico em enfermagem e enfermeiro. Do total de vagas, 21 são reservadas a pessoas com deficiência. A organização ficará por conta da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ).

As inscrições devem ser feitas no site www.ufsj.edu.br/fauf/processoseletivocisreuno.php, a partir das 8h do dia 28 de dezembro, até dia 26 de janeiro de 2016, às 20h.

As provas objetivas estão previstas para dia 28 de fevereiro de 2016, das 9h às 12h ou das 15h às 18h. O local será informado no comprovante definitivo da inscrição do candidato.

Todas as informações podem ser encontradas em http://www.ufsj.edu.br/fauf/processoseletivocisreuno.php.

O extrato do edital se encontra na edição de 4 de dezembro de 2015 da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais - Caderno 2 – Publicações de Terceiros e Editais de Comarcas, na página 1.

Prefeitura de Brunópolis - SC promove processo seletivo

Por meio do edital nº 001/2016 de processo seletivo regido pela Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina – AMPLASC, a Prefeitura catarinense de Brunópolis anunciou a contratação de sete servidores mais cadastro reserva em caráter temporário e emergencial, para o quadro de pessoal no âmbito da Administração Municipal.

As chances são para os cargos de Farmacêutico, Psicólogo, Instrutor Profissional e Professor (Informática, Educação Física, Inglês e Séries Iniciais/Educação Infantil. A remuneração pode chegar a R$ 3.131,17.

As inscrições deverão ser efetuadas até 10 de fevereiro de 2016, exclusivamente pela internet, no site www.amplasc.org.br.

A taxa de inscrição será de:
Ensino Superior Completo: R$ 100,00;
Ensino Médio: R$ 50,00.

O processo seletivo será constituído de prova teórica e de títulos. A prova teórica será aplicada na data provável de 20 de fevereiro de 2016, e terá duração total de três horas, com início às 14h e término às 17h, na Escola Municipal Padre Bruno Paris, situada à rua Jacira Becker, s/n, Distrito Industrial, Brunópolis-SC.

O gabarito provisório das provas será divulgado no site www.amplasc.org.br, a partir das 19 horas do dia da realização da prova.

Os títulos deverão ser apresentados e protocolados junto à Prefeitura de Brunópolis, até o último dia de inscrições.

A validade do processo seletivo será de um ano, a contar da data da homologação, podendo ser prorrogado por igual período a critério da Administração Municipal de Brunópolis.

Prefeitura de Altinópolis - SP abre processo seletivo

A Prefeitura de Altinópolis, em São Paulo, torna público o edital nº 001/2016 de processo seletivo, destinado a selecionar candidatos de ensino médio e superior, para a contratação de sete novos servidores.

As oportunidades são para Agente Comunitário de Saúde e Psicólogo.

Os vencimentos ofertados vão de R$ 1.014,00 a R$ 2.151,54, em carga horária de 40 horas por semana.

Os interessados devem realizar suas inscrições até 26 de janeiro de 2016, na Secretaria Municipal de Saúde, que fica na Rua Coronel Joaquim Alberto, 465, Centro, Altinópolis/SP, das 9h às 16h.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 40,00 (ensino médio) e R$ 50,00 (ensino superior).

A prova objetiva está prevista para ser aplicada no dia 14 de fevereiro de 2016, às 9h, na Escola Municipal de Ensino Fundamental " Coronel Joaquim da Cunha", que fica na Rua Carlos Gomes, 170, Centro.

O processo seletivo será válido por um ano, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da Administração.

Concurso Prefeitura de Ouricuri - PE

Do dia 25 de janeiro a 25 de fevereiro de 2016, estarão abertas as inscrições referentes ao concurso público nº. 001/2016 da Prefeitura de Ouricuri, em Pernambuco. O concurso a ser realizado pela IDHTEC – Instituto de Desenvolvimento Humano e Tecnológico, oferece 467 vagas para cargos de todos os níveis de escolaridade, com salários de até R$ 6.000,00.

Cargos
Auditor Fiscal, Biomédico, Dentista/Cirurgião, Enfermeiro (a), Engenheiro Civil, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico Cardiologista, Médico Citologista, Médico Dermatologista, Médico Endocrinologista, Médico Ginecologista/Colposcopista, Médico Neurologista, Médico Ortopedista/Traumatologista, Médico Otorrinolaringologista, Médico Pediatra, Médico PSF, Médico Radiologista/Ultrasonografista, Médico Urologista, Nutricionista, Professor Educação Infantil, Professor Fundamental II (Ciências, Educação Física, História, Língua Portuguesa e Matemática), Professor I Brailista, Psicólogo, Professor Fundamental I, Agente de Transito, Agente de Vigilância Sanitária, Agente de Endemias, Agente Arrecadador, Auxiliar de Laboratório, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Saúde Bucal, Auxiliar de Farmácia, Digitador, Eletricista, Fiscal de Obras/Posturas, Fiscal de Tributos, Intérprete de LIBRAS, Instrutor de LIBRAS, Motorista CNH “AD” ou “AE”, Operador de Máquinas Pesadas, Técnico Agrícola, Técnico Ambiental, Técnico em Edificação, Técnico em Informática, Técnico em Radiologia, Técnico em Enfermagem, Topografo, Agente Comunitário de Saúde, Ajudante de Pedreiro, Auxiliar de Serviços Gerais, Coveiro, Magarefe, Merendeira, Operador de Máquina Perfuratriz, Pedreiro e Vigia.

Os interessados deverão se inscrever das 8 horas até às 23h59, através do site www.idhtec.org.br, dentro do prazo já citado acima.

O valor da taxa de inscrição será de:
Nível fundamental: R$ 68,00;
Nível médio: R$ 78,00;
Nível superior: R$ 128,00.

O concurso consistirá de prova objetiva e títulos. A prova escrita será aplicada na data provável de 10 de abril de 2016, no horário das 9h às 12h e das 14h às 17h. Os locais de realização da prova objetiva serão divulgados a partir do dia 4 de abril de 2016.

Os cadernos de provas também estarão disponíveis no site www.idhtec.org.br, juntamente com a divulgação do gabarito oficial preliminar, a partir do dia 11 de abril de 2016.

Os candidatos poderão apresentar os documentos para a prova de títulos dentro do prazo estabelecido entre 18 e 20 de maio de 2016.

Os títulos deverão ser entregues no posto de inscrição ou ainda enviados pelos Correios, através de Sedex, ou por Carta Registrada ou ainda por carta com A.R., para o Escritório da Organizadora, localizado na, Av. Getúlio Vargas, 169, 1º andar, sala 103, São José, Carpina, PE. CEP 55.815-105, Só serão analisados os documentos enviados dentro do prazo estabelecido neste edital e recebidos pela Banca Examinadora até 24 de maio de 2016 (documentos enviados pelos correios).

O concurso público terá validade de dois anos, podendo ser renovado por mais dois anos.

UnitedHealth negocia compra do Hospital Santa Helena

O grupo UnitedHealth está em negociação para adquirir o Hospital Santa Helena, de acordo com pessoas a par do assunto, uma transação que poderá ser anunciada no próximo mês por uma quantia de $700 milhões de reais, segundo o portal Bloomberg Business

O Santa Helena Saúde, que atualmente está trabalhando com o banco Itaú, oferece planos de saúde e gerencia o Hospital Santa Helena, assim como hospitais maternidade e outros centros especializados na região do ABC, em São Paulo. Nenhuma decisão final sobre o acordo foi feita até o momento, podendo ainda ser cancelada, afirmaram fontes.

Mesmo com a economia brasileira em recessão, o setor de saúde privada tem sido um dos setores mais ativos na realização de acordos, principalmente depois da lei que permitiu a entrada de capital estrangeiro na saúde.

Segundo o site Bloomberg Business, os representantes do Itaú, Santa Helena e também do UnitedHealth se recusaram a comentar sobre o acordo.

Ano passado, a UnitedHealth adquiriu o Hospital Samaritano por $1,3 bilhões. A empresa vem expandindo suas operações pelo Brasil através da Amil Participações SA, que foi comprada por U$4,9 bilhões pela empresa em 2012. Ainda segundo fontes envolvidas no assunto, a UnitedHealth pretende integrar o Santa Helena através da Amil.

Presidente da UnitedHealth, David Wichmann, durante sua fala no dia do investidor da UnitedHealth, em Dezembro, afirmou que a empresa está cada vez mais focada em promover serviços de saúde no Brasil, ao invés de simplesmente vender seguros.

*Com informações da Bloomberg Business em 13/01/16.

Saúde Business

‘Farmacêuticos da Alegria’ orientam, de forma divertida, crianças e idosos

‘Farmacêuticos da Alegria’ orientam, de forma divertida, crianças e idosos  (Foto: Arquivo Pessoal)Projeto surgiu no curso de Farmácia da UFS em 2009. Profissionais divertem e levam informações de forma descontraída

O Dia do Farmacêutico foi comemorado na última quarta-feira (20/01) e para homenagear os profissionais que atuam na área, o G1 apresentou o projeto ‘Farmacêuticos da Alegria’, que foi iniciado em 2009 com o objetivo de levar informações sobre o uso de medicamentos e prevenção a doenças a crianças e posteriormente a idosos também.

“O projeto surgiu com a proposta de aprender a lidar com a pediatria para levar informação de forma descontraída para as crianças. Eles são muito inteligentes e aprendem rápido. Conseguimos atingir o nosso foco utilizando gibi, caderno de atividades, fantoches, jogos e gincanas, além de realizar campanhas educativas e de arrecadação”, explica Genival Araújo dos Santos Júnior, coordenador do projeto.

A pesquisa proposta pela disciplina Estágio Supervisionado incentivava o contato dos alunos em regiões onde não existia o profissional farmacêutico como nas pediatrias hospitalares.

“O projeto foi criado com a estratégia de atuação direta dos acadêmicos com crianças hospitalizadas, por meio de atividades lúdicas e da arte do palhaço para humanizar o cuidado e educar o público-alvo em temas de saúde, em especial sobre o Uso Racional de Medicamentos (URM)”, disse Genival.

A partir de 2010, o projeto seguiu sem o vínculo com as atividades acadêmicas e ganhou diversas ações nos hospitais e asilos.

“Os Farmacêuticos da Alegria são compostos por estudantes de graduação de Farmácia e por farmacêuticos, que agem sem fins lucrativos e que não estão vinculados a nenhum órgão público ou qualquer instituição privada. Trata-se de um grupo de pessoas com objetivos comuns. Hoje o grupo conta com participantes de outros cursos da área de saúde, como enfermagem, odontologia e medicina”, detalha.

As ações são programadas em reuniões periódicas de todos os membros. “Nosso principal desafio é tentar visitar os locais que necessitam de um cuidado mais humanizado e ao mesmo tempo promover educação em saúde combinando informações científicas do processo saúde-doença-uso de medicamentos com atividades lúdicas”.

O projeto está aberto para receber novos colaboradores voluntários. “Acadêmicos de Farmácia e profissionais podem se filiar e participar do projeto através das campanhas de arrecadação e ações. Ainda não somos uma Organização Não Governamental (ONG), mas é uma meta do grupo para contribuir com a sustentabilidade do projeto com filiais em outros estados”, finaliza.

Foto: Arquivo Pessoal

G1

Cocaína provoca ‘autocanibalismo’ cerebral

Estudo mostra como droga faz com que neurônios consumam a si mesmos e abre caminho para tratamentos


Altas doses de cocaína compatíveis com o uso recreacional da droga fazem as células do cérebro consumirem a si mesmas, em um tipo de “autocanibalismo”. A conclusão é de um experimento realizado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, relatado na edição desta semana do periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Segundo os pesquisadores, a cocaína desregula um mecanismo natural de “limpeza” celular dos neurônios conhecido como autofagia, fazendo com que digiram estruturas fundamentais para sua sobrevivência e acabem morrendo.

– Uma célula é como uma casa que está constantemente gerando lixo – explica Prasun Guha, líder da pesquisa. – A autofagia seria então como o zelador que joga o lixo fora, o que normalmente é uma coisa boa. Mas a cocaína faz o zelador jogar fora coisas realmente muito importantes, como as mitocôndrias, que geram a energia para a célula.

A descoberta de como a cocaína provoca a morte de neurônios, no entanto, abre caminho para o uso de um possível antídoto a esta ação tóxica. Batizado CGP3466B, o composto experimental se mostrou capaz de interromper a rota bioquímica pela qual a droga bagunça o sistema de limpeza das células do cérebro de camundongos.

Para isso, no entanto, é preciso primeiro entender como funcionam os mecanismos naturais de morte celular e os processos de comunicação entre os neurônios. No primeiro caso está a chamada apoptose, morte programada essencial para o bom desenvolvimento do organismo, como a que leva à separação dos dedos dos pés e das mãos ainda na fase embrionária, e cujo descontrole está por trás de algumas variedades de câncer e outras doenças.

Recentemente, no entanto, os cientistas descobriram três outros destes mecanismos que fazem as células cometer “suicídio” como resposta a diversos tipos de agressão externa, controlados por três proteínas diferentes: a própria autofagia, a piroptose e a necroptose. Ao medirem os níveis das proteínas que controlam cada um destes processos, os pesquisadores da Johns Hopkins puderam determinar que a cocaína provoca a morte neuronal apenas pela via da autofagia.

Já na comunicação entre neurônios, descoberta de 1990 mostrou que eles podem fazer isso com o gás óxido nítrico, por meio da interação com uma enzima chamada GAPDH. E é justamente ao impedir esta interação que o CGP3466B evita que os neurônios consumam a si mesmos. Além disso, os experimentos mostraram que o composto pode resgatar as células cerebrais do caminho de destruição induzido pela cocaína, inclusive os neurônios de fetos de camundongos cujas mães receberam a droga durante a gravidez.

– Como a cocaína age exclusivamente na modulação da autofagia e não em outras formas de morte celular programada, há uma chance maior de desenvolvermos novas terapias direcionadas a suprimir esta toxicidade – destaca Maged M. Harraz, pesquisadora da Johns Hopkins e coautora do estudo no PNAS.

Segundo Snyder, ele e sua equipe esperam que seu estudo leve ao desenvolvimento de medicamentos para proteger adultos e crianças dos devastadores efeitos da cocaína no cérebro. Mas, apesar de o CGP3466B já estar na fase 2 de ensaios clínicos (mal sucedidos) para tratamento do mal de Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), e então já se sabe que seu uso é seguro em humanos, muitos anos de estudos ainda serão necessários para saber se o composto de fato pode prevenir danos cerebrais provocados pela droga. Eles também esperam criar e testar derivados do CGP3466B para compreender melhor como a cocaína induz a autofagia dos neurônios e se a droga leva à morte de células em outros órgãos do corpo.

Foto: Reprodução

O Globo

As doenças raras que deixaram de ser um mistério graças a projeto que desvenda genomas

Ela tem lesões nos olhos e nos rins além de problemas de fala, mas os médicos não conseguiam explicar qual seria a causa de todos estes problemas

Mas graças ao Projeto 100 mil Genomas, do governo britânico, foi possível identificar a misteriosa doença que afetava Georgia – era causada por uma anomalia específica em um gene.

Os pais de Georgia, Amanda e Matt Walburn-Green, afirmam que o dia em que finalmente receberam um diagnóstico foi o mais importante de suas vidas.

Os dois contaram à BBC que, quando a criança nasceu, tiveram apenas 20 minutos para “abraçá-la sem preocupações” antes que seu mundo “se transformasse de totalmente feliz para totalmente terrível”.

Inicialmente os médicos pensaram que Georgia tinha água no cérebro, por causa do tamanho de sua cabeça. Os médicos liberaram a criança provisoriamente, mas sabiam que algo não estava certo e não conseguiam identificar o que era. Este foi o começo de mais de quatro anos de incertezas para a família.

“Foi muito difícil. Aceitei que ela estava doente. Você vai ao hospital e, ainda que possa ser horrível, sabe o que está passando e enfrenta. Nós não sabíamos se ela ia andar ou falar ou se teria uma expectativa de vida normal”, disse Amanda.

“Foi uma montanha-russa não saber o que vai acontecer depois, pois você está nesta jornada ao desconhecido e lentamente vai encontrando os problemas.”

Outro filho
Os pais de Georgia afirmam que ela é uma criança feliz de quatro anos de idade, sociável, que ama os animais e que tem o dom de “conquistar as pessoas”. Mas ela não cresceu tão rápido como as outras crianças, tinha nódulos nos olhos que afetavam sua visão e seus rins não funcionam de forma adequada.

“E não sabemos se ela será capaz de falar. Ela nos entende e tenta desesperadamente (se comunicar), mas não consegue fazer os sons que quer”, acrescentou a mãe de Georgia. Os médicos suspeitavam que os problemas de Georgia eram causados por erros em seu DNA. Por isso, Amanda e Matt Walburn-Green não queriam arriscar e ter outro filho que poderia nascer com o mesmo problema.

Projeto
O Projeto 100 mil Genomas – criado pelo governo da Grã-Bretanha – visa entender a genética do câncer e de doenças raras como a que afeta Georgia.

Os cientistas do Hospital Infantil Great Ormond Street realizaram o trabalho colossal de identificar a diferença entre todos os três bilhões de pares de bases do DNA de cada membro da família Walburn-Green – Georgia, Amanda e Matt -, para descobrir o que havia de errado.

Pouco antes do Natal os médicos disseram à família que tinham identificado uma anomalia em um gene chamado de KDM5b. Apesar de esta descoberta não mudar o tratamento de Georgia, ela oferece esperanças da criação de uma terapia no futuro.

E também significa uma outra boa notícia para a família Walburn-Green: a mutação de Georgia apareceu de forma espontânea, não foi herdada dos pais e, por isso, eles poderão ter outro filho.

Novos tratamentos
Outras crianças estão se beneficiando do Projeto 100 mil Genomas, como é o caso de Jessica. Como Georgia, Jessica foi submetida a vários exames, mas ninguém descobria qual era o problema da menina – que, entre outras sintomas, sofria de ataques epiléticos.

Ao analisar o DNA de Jessica e de seus pais, os médicos descobriram um erro, que causava a Síndrome de Deficiência de GLUT1.

A menina não consegue transportar açúcar para as células cerebrais, o que as deixa sem energia.

Uma dieta rica em gorduras deve dar ao cérebro de Jessica uma fonte alternativa de energia diminuindo a necessidade dos medicamentos para epilepsia.

“É realmente emocionante ver os resultados aparecendo e a diferença que podem fazer para estas famílias”, disse a professora Lyn Chitty, que lidera o projeto no Hospital Great Ormond Street.

“Isto aumenta a confiança no projeto e mostra que a aplicação do sequenciamento de genoma pode cumprir com a promessa de mudar a forma de diagnosticar e tratar de pacientes no futuro”, acrescentou.

E o projeto não se restringe apenas a crianças. Em fevereiro de 2015, foram diagnosticados os primeiros adultos também.

BBC Brasil

Pesquisadores vão desenvolver soro contra vírus Zika

Parceria firmada entre o Instituto Vital Brazil, laboratório do governo do Rio, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê desenvolver um soro contra o vírus Zika

Instituto Vital Brazil
Roberto Soares/Instituto Vital Brazil - Instituto Vital Brasil e UFERJ vão desenvolver soro contra vírus Zika

A previsão é que o soro fique pronto em até três anos para o tratamento de pessoas infectadas pelo vírus.

O diretor científico do Vital Brazil, Cláudio Maurício de Souza, disse que a expectativa é que o soro funcione da mesma forma que o soro antirábico. “A ideia é que, uma vez sendo administrado em um paciente com o vírus Zika, ele [o soro] vai reconhecer as partículas virais, vai se ligar na capa protetora dessas partículas promovendo a sua inativação”.

“A gente acredita que esse soro vai ser uma ferramenta terapêutica bastante útil, que vai ajudar bastante na proteção da gravidez das mulheres no Brasil”, disse o diretor.

De acordo com o presidente do instituto, Antônio Werneck, uma vez aplicado o soro em grávidas, tão logo seja confirmado o diagnóstico da doença, poderá evitar que o vírus entre em contato com o feto e evitar a microcefalia, uma malformação que afeta o tamanho adequado da cabeça do recém-nascido. O Ministério da Saúde confirmou 230 casos de microcefalia no país causados pelo vírus Zika.

O vírus Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em até sete dias.

A doença se assemelha com a dengue por ter sinais semelhantes, como febre, manchas pelo corpo com coceira, dor de cabeça e nas articulações, enjoo e dores musculares. Em alguns casos, o paciente pode apresentar olhos vermelhos.

Antes de chegar para uso humano, o soro será testado em animais.

Agência Brasil

Cidades com surto de dengue em 2015 recebem só R$ 5 mil para combater mosquito

Governo federal distribui R$ 143,7 milhões para eliminar Aedes aegypti, mas municípios pequenos recebem cotas irrisórias mesmo com incidência da doença alarmante no ano passado

Nove em cada cinquenta moradores da pequena cidade de Onda Verde tiveram suspeita de dengue ao longo do ano passado. O alto índice fez com que o município, localizado ao norte do Estado de São Paulo, se tornasse a cidade com maior incidência da doença em todo o Brasil em 2015.

Para evitar que a epidemia se repita em 2016, a prefeitura local contará com o aporte de recursos do governo federal. O Ministério da Saúde determina que a verba deverá ser "destinada à execução de ações de vigilância em saúde compreendendo a vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis, incluindo o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti".

As recomendações, no entanto, vão além do que é possível fazer com o valor que foi destinado ao município: R$ 5 mil para combater ao longo deste ano o mosquito transmissor dos vírus da dengue, do zika, e da chikungunya.

Em SP, 326 cidades contarão somente com R$ 5 mil do governo federal para combater Aedes

Outra cidade paulista que teve surto de dengue no ano passado e vai precisar "se virar" neste ano somente com R$ 5 mil do Ministério da Saúde é Estrela d'Oeste, que teve incidência de 17.222 casos suspeitos para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que há epidemia quando um local registra ao menos 300 casos a cada 100 mil moradores.

"Cinco mil reais é gozação com a gente. É claro que ajuda, mas esse valor não vai resolver o problema de jeito nenhum. Esse valor eu gasto em dois meses só com o salário de dois agentes de vigilância", protesta o secretário de Saúde de Onda Verde, Marcos Lemos Jacinto de Melo.

O valor que as prefeitura de Onda Verde e Estrela d'Oeste vão receber é uma parcela dos R$ 143,7 milhões que o Ministério da Saúde reservou para repassar aos Estados e municípios combaterem a dengue.

De acordo com a pasta, a distribuição desses recursos foi definida com base em "critérios populacionais, epidemiológicos e adesão a programas, além de estarem, em boa parte, condicionados à existência e prestação de serviços no território municipal".

Na prática, o peso dos dados epidemiológicos na divisão dos recursos só é perceptível quando analisadas as cotas que cada Estado vai receber. Com 2.500 casos de dengue para cada grupo de 100 mil habitantes, Goiás teve a maior incidência da doença entre os Estados brasileiros em 2015. Mesmo com uma população bem menor que a do Rio Grande do Sul, por exemplo (6,6 milhões contra 11,2 milhões), os goianos receberão do Ministério da Saúde praticamente a mesma quantia que os gaúchos: R$ 5,2 milhões.

Já em relação à verba que cada cidade vai receber para combater o mosquito Aedes, não houve a mesma atenção por parte do governo federal – assim como mostram os casos de Onda Verde e Estrela d'Oeste.

O valor de R$ 5 mil foi adotado como piso do Ministério da Saúde neste ano. Em todo o Estado de São Paulo, 326 cidades contarão apenas com essa quantia para tentar conter o avanço do mosquito em 2016. Somados, todos os municípios paulistas receberão R$ 19,1 milhões do governo, dos quais R$ 4,98 milhões ficarão com a capital paulista.

Os R$ 143,7 milhões do Ministério da Saúde não representam o total de recursos destinados ao combate à dengue no País em 2016, mas sim o montante reservado para ações que visam eliminar o mosquito Aedes aegypti nos Estados e cidades.


No total, o governo vai investir R$ 1,27 bilhão para tentar evitar que a epidemia vista em 2015 se repita neste ano. Foram mais de 1,6 milhão de casos suspeitos de dengue em todo o Brasil no ano passado, recorde registrado mesmo com investimento de R$ 1,25 bilhão do Ministério da Saúde.

Em Onda Verde, a prefeitura tenta mobilizar grupos da sociedade civil para encarar a luta contra o mosquito Aedes e não repetir o recorde negativo de 2015. "Estou tremendo de medo. Convocamos pastores, padres e gestores de escolas para reuniões porque essa é uma luta inglória. Estamos fazendo o possível para evitar que aconteça de novo", afirma o secretário Jacinto de Melo.

iG