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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

De cada 10 mortes de bebês filhos de mães jovens, 6 poderiam ser evitadas

Em 2009, 20% das 42,6 mil crianças com menos de 1 ano que morreram tinham mães de 10 a 19 anos; para governo, questão moral prejudica atendimento, pois há médicos que não aceitam que meninas possam ter relações sexuais e não indicam contraceptivo

Todos os dias, nove crianças filhas de mães adolescentes morrem antes de completar 1 ano de idade, e 60% dessas mortes são evitáveis. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado ontem pela ONG Visão Mundial, no Recife. De acordo com o estudo, os bebês filhos de adolescentes (de 10 a 19 anos) representam 20% do total de 42.684 mortes infantis em todo o País.

Famílias empobrecidas. Metade das mães adolescentes do País está no Norte e Nordeste - Jonne Roriz/AE-3/4/2009
Jonne Roriz/AE-3/4/2009
Famílias empobrecidas. Metade das mães adolescentes do País está no Norte e Nordeste

 
"São crianças que morrem desnecessariamente, como expressão das desigualdades sociais", afirma a assistente social Neilza Costa, coordenadora técnica do estudo. As principais causas das mortes são prematuridade e baixo peso na nascer, consequências da falta de pré-natal ou de um acompanhamento ineficaz.

 
Neilza destaca que o foco da questão é o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento da criança e do jovem. "Há uma dupla violação. Trata-se de uma morte infantil que não deveria acontecer e da violação aos direitos da adolescente, que não têm política pública focada na sua particularidade - que é a de uma mulher em desenvolvimento."

Para elaborar o levantamento Estudo sobre as Políticas Públicas de Proteção à Saúde Infantil e Materna no Brasil: Um Olhar Especial para os Filhos de Mães Adolescentes, os pesquisadores se debruçaram sobre dados do SUS e de outras fontes, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Foi possível observar, por exemplo, que, embora a gravidez na adolescência venha diminuindo nos últimos anos - 20% entre 2003 e 2009 -, esse fenômeno se concentrou na faixa etária de 15 a 19 anos. "A gravidez continua crescendo entre as adolescentes de 10 a 14 anos, como também está aumentando a quase 1% ao ano o número de óbitos de bebês filhos dessas jovens."

O estudo cita um dado de 2007, quando meninas de até 14 anos foram mães de 28 mil crianças. "Desses, cerca de 625 morrem antes de completar 1 ano. Não é um número descartável."

 
O levantamento mostra ainda que nem todos esses bebês representam a primeira gestação - para 233 meninas, aquela era a segunda gravidez.

 
O estudo traça também o perfil da grávida adolescente - são de famílias empobrecidas, mais da metade delas é negra ou parda e 49% estão no Norte e Nordeste. O Sudeste possui o menor registro de mães adolescentes (16,56%), seguido pelos Estados da Região Sul (19,85). A média no Brasil é de 19,92%.

 
O estudo faz parte dos esforços da campanha Saúde para as Crianças Primeiro, da ONG. "É preciso que o Ministério da Saúde tenha programas específicos para captar mais cedo essa menina, para que ela faça o pré-natal e tenha um pré-natal diferenciado, multidisciplinar", diz Neilza.

Programas específicos. Ana Luiza Lemos Serra, coordenadora substituta de atenção à saúde do adolescente do Ministério da Saúde, afirma que a pasta tem iniciativas voltadas para esse público, como o Programa de Saúde na Escola e distribuição de 5 milhões de cadernetas de saúde do adolescente, com instruções para o autocuidado. Mas a grande dificuldade tem sido sensibilizar o profissional de saúde.

 
"Enfrentamos uma barreira que é a questão ética e moral. Alguns profissionais não concebem que uma adolescente de 11 anos possa ter relações sexuais e impedem o acesso ao contraceptivo, à informação. A gente lida com uma questão de valores. Estamos atuando para sensibilizar esse profissional para que tenha um olhar diferenciado."


Fonte Estadão

Gêmeas siamesas são separadas

Após cirurgia de 6 horas, irmãs chinesas se recuperam em Xangai

Após uma cirurgia que durou seis horas, gêmeas chinesas que nasceram ligadas pelo abdômen e pelo peito foram separadas num hospital em Xangai.

Na operação, An An e Min Min tiveram o pericárdio e o fígado partidos em dois.
Além disso, a equipe médica teve que remodelar a caixa toráxica e os peitos das meninas usando placas de alumínio e titânio.

Depois de separadas, as gêmeas siamesas foram abrigadas em berços especiais.
As meninas nasceram no fim de abril pesando 4.890 kg.

De acordo com a TV Dragão de Xangai, todo ano, entre 800 mil e 1,2 mil crianças chinesas nascem com algum tipo de deformidade física.

Fonte Estadão

AVC: mais de 100 pessoas são internadas por dia em SP

Durante todo o ano de 2010, 38,9 mil pessoas foram internadas devido a acidentes vasculares cerebrais no SUS do Estado

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos do Estado de São Paulo com acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE).

Em 2010, houve 38,9 mil internações por AVC no Sistema Único de Saúde (SUS) paulista, número acima das 36,1 mil registradas no ano anterior.

De acordo com a Secretaria, pacientes com mais de 70 anos são os mais acometidos pela doença no estado, com 15,9 mil internações em 2010. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a de 50 a 59 anos, com 7,3 mil registros. Já as pessoas entre 30 e 49 anos responderam por 5,5 mil internações em 2010.

Segundo Reinaldo Teixeira Ribeiro, neurologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) "Dr. Luiz Roberto Barradas Barata", em Heliópolis, zona sul da capital paulista, as principais causas para a ocorrência de derrames são hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.

Além disso, o especialista ressalta que os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo.

"O estilo de vida urbano atual favorece com que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente", disse Ribeiro.

Para o neurologista, um estilo de vida mais saudável com a redução do estresse, prática regular de atividades físicas e alimentação balanceada podem evitar que fatores de risco como a pressão alta e o diabetes apareçam.

O médico afirma ser importante também que a população saiba reconhecer os sinais da doença para que haja socorro imediato, favorecendo o tratamento.

"Deve-se suspeitar que a pessoa esteja sofrendo um acidente vascular cerebral ou encefálico quando, de repente, ela fique com a boa torta para um lado; com um braço e/ou um perna dormentes, pesados, difíceis de levantar, e dificuldade para falar", disse Ribeiro.

Fonte Estadão

Governo desiste de novo imposto e vai tentar recurso para a saúde no pré-sal

Diante da iminente aprovação da emenda 29 no Congresso contra a vontade do Planalto, Fazenda inicia projeto para custear setor com dinheiro oriundo dos royalties do petróleo

Informado de que no momento não tem condições de aprovar no Congresso um novo imposto para a saúde, o governo estuda como alternativa para o financiamento do setor o uso de royalties do petróleo a ser extraído do pré-sal. A ideia é que uma determinada quantia do dinheiro dos royalties entre no fundo do pré-sal e depois seja devolvido aos governos dos Estados para o financiamento à saúde.

O valor da parte dos royalties que será destinado à saúde dependerá de cálculos a serem feitos pela União e Estados e da negociação a ser conduzida com os governadores. A previsão é de que serão necessários R$ 30 bilhões anuais a mais com a regulamentação dos recursos para a saúde por parte da União, Estados e municípios, que deverá ser votada pela Câmara no dia 28. Como o projeto já passou pelo Senado e sofreu modificações, deverá voltar à Casa de origem. Mas o governo tem consciência de que não terá mais condição de impedir a votação do projeto, conhecido por Emenda 29.

O jeito, então, é correr atrás de fontes de custeio. E a alternativa do momento é o uso de parte dos royalties. O ministro Guido Mantega (Fazenda) está ouvindo as propostas dos governadores para o financiamento da saúde. "É possível, sim, construir uma saída com os royalties do pré-sal para a saúde", informou ao Estado a assessoria do Ministério da Fazenda. "Estamos discutindo e construindo o consenso", completou a assessoria.

O governo havia cogitado algumas outras alternativas para encontrar o dinheiro para a saúde: aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os cigarros; cobrança de uma parte dos lucros da jogatina em caso de aprovação do projeto que regulamenta os bingos, imposto sobre grandes fortunas e aumento no imposto do seguro dos carros (DPVAT). Mas desistiu de todas, por considerá-las de difícil execução.

Derrota. No Palácio do Planalto existe a certeza de que o Congresso está preparando um troco para o governo, tendo várias razões para isso. Em primeiro lugar, o atraso do governo na liberação do dinheiro das emendas parlamentares; em segundo, o descontentamento de partidos, como o PR, que perdeu o Ministério dos Transportes e os órgãos agregados a ele e ainda levou e ficou carimbado sob a suspeita de estar envolvido em desvios de dinheiro; em terceiro, as pequenas rebeliões dentro do PMDB, lideradas na Câmara pelos deputados Eduardo Cunha (RJ) e Danilo Forte (CE), e, no Senado, por Jarbas Vasconcelos (PE).

Como existem vários projetos que estão em exame pelo Congresso, e cada um reserva uma armadilha maior para o governo, a presidente Dilma Rousseff decidiu aceitar uma "derrota" na votação da Emenda 29, considerada a menos perigosa para os cofres públicos e para o rigor fiscal. Outros, como o que dá aumento generalizado às polícias do País (PEC 300) ou o que reajusta os salários do Judiciário são tidos como inaceitáveis num momento de crise mundial crescente, com possibilidades de atingir o Brasil. A aprovação da Emenda 29 daria ainda aos parlamentares argumentos para que eles possam dizer em suas bases eleitorais que aumentaram os recursos para a saúde. Isso dá votos.

Fonte Estadão