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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cardápio antissódio combate a hipertensão e retenção de líquido

Foto: Reprodução
Excesso de sal prejudica o coração e sobrecarrega os rins
Chá e frutas são aliados na hora de excretar o nutriente do organismo
 
Será que o seu prato de comida está salgado demais? Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que sim.
 
O brasileiro consome mais que o triplo do sal do que deveria - são 12g ingeridas contra as 3g recomendadas diariamente pelo Instituto Nacional de Cardiologia. Isso acontece porque além do sal que acrescentamos à comida, ingerimos também diversos produtos industrializados que são ricos nesse ingrediente.
 
O maior problema do consumo desenfreado é que o sal é a principal fonte de sódio, nutriente que em excesso traz um caminhão de males para a sua saúde. Hipertensão, retenção de líquidos, inchaço e cálculo renal fazem parte da lista.

A boa notícia é que é possível reduzir as quantidades de sódio em nosso corpo com mudanças na alimentação - não apenas cortando o sal e o sódio escondido dos alimentos, como também ingerindo nutrientes que favorecem sua excreção, diminuindo sua concentração no organismo.
 
Confira quais são eles: 
 
casal comendo banana - Foto Getty ImagesPotássio: o melhor amigo
Para entender porque o potássio é tão importante para reduzir os níveis de sódio no organismo, primeiro devemos saber que o sódio e o potássio tem uma relação bem próxima exercendo as funções em nosso corpo. "A pressão sanguínea é regulada, em parte, por um balanço entre potássio e sódio dentro das células, sendo o primeiro relaxador das paredes dos vasos sanguíneos, e o segundo responsável pelo aumento da pressão arterial", explica o nutricionista Wellington Pinheiro, de São Paulo. Dessa forma, ingerir alimentos ricos em potássio induz a eliminação do sódio pelos rins, diminuindo sua concentração em nosso corpo. "Diversos estudos têm demonstrado que o aumento da quantidade de potássio na dieta pode reduzir muito o risco de doenças cardiovasculares e têm efeitos positivos sobre a pressão sanguínea", completa o especialista. Banana, batata, peixes, abóbora e damascos secos são exemplos de alimentos ricos em potássio. 
 
jarra de água com limões - Foto Getty ImagesÁgua
Quando a concentração de sódio aumenta demasiadamente, o cérebro envia uma mensagem para aumentar a ingestão de água. "Sensores localizados nos vasos sanguíneos e nos rins identificam que há excesso de sódio e promovem uma reação em cadeia que tenta aumentar o volume de líquido no sangue, sendo necessária a ingestão de água", explica o nutricionista Wellington. Portanto, beber água é essencial para o controle de sódio no organismo, evitando complicações como aumento da pressão arterial, cálculo renal e retenção de líquidos. 
 
mulher bebendo água de coco na praia - Foto Getty ImagesÁgua de coco
Além de atuar na redução dos níveis de colesterol, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares, a água de coco é uma fonte natural de potássio e tem ação diurética, auxiliando duplamente a diminuir os níveis de sódio em nosso organismo. "É importante ressaltar que a água de coco não substitui a água natural e seu consumo diário deve ser de até três copos de 300ml cada", alerta a nutricionista Sandra da Silva Maria, da Clínica Gastro Obeso Center. 
 
chá - Foto: Getty ImagesChás diuréticos
Plantas como alfafa, hibisco, cabelo de milho, cavalinha, dente-de-leão, rosa-mosqueta e folha de abacate rendem chás com alto potencial diurético, além de favorecer o bom funcionamento dos rins, ajudando na eliminação de sódio pela urina. "É importante ressaltar que os chás diuréticos não só ajudam na eliminação de sódio, como também de água, e por isso não devemos esquecer a hidratação", diz o nutricionista Wellington. "A quantidade recomendada seria de quatro xícaras divididas durante o dia."
 
mulher comendo frutas - Foto: Getty ImagesAlimentos que hidratam
A ingestão de água pode se dar não apenas com os líquidos, mas também enriquecendo a dieta com frutas e legumes que possuem altas quantidades de água em sua composição, complementando a hidratação e auxiliando assim na eliminação de sódio pela urina. "Melancia, abacaxi e morango são exemplos de frutas com alto potencial de hidratação", afirma a nutricionista Sandra. Pepino, tomate, cenoura e alface estão no time de verduras e legumes ricos em água. 
 
leite e derivados - Foto: Getty ImagesLeite e iogurtes
O excesso de sal estimula a excreção do cálcio pela urina, favorecendo o aparecimento de pedras nos rins e doenças como osteoporose. Ao ingerir leite e derivados, você não só está aumentando as quantidades de potássio em seu corpo como também está repondo as perdas de cálcio que o sódio proporciona. Um estudo chinês publicado no periódico Nutrition descobriu que a ingestão de leite tem um impacto positivo no combate à hipertensão, justamente por favorecer a excreção de sódio. "Entretanto, é importante ficar de olho na tabela nutricional, principalmente de iogurtes e outros derivados industrializados do leite, pois estes podem levar conservantes e até mesmo sódio", ressalta Wellington Pinheiro. 
 
salmão com legumes - Foto: Getty ImagesÔmega3
"Esse nutriente é precursor da prostaglandina, substância que aumenta a excreção renal do sódio e melhora a vascularização", explica a nutricionista Sandra. Um estudo da Universidade Northwestern (EUA) acompanhou 85.000 mulheres por 10 anos e descobriu que o ômega 3 ajuda a reduzir a pressão arterial. Peixes (salmão, atum e truta), linhaça, nozes, brócolis e feijão são algumas fontes desse nutriente. 
 
Minha Vida

Dieta das crianças e adolescentes para emagrecer é menos restritiva do que a dos adultos

Foto: Reprodução
As mudanças de hábitos alimentares devem ser adotadas por toda a família e não apenas pelo jovem
 
Por Amanda Epifânio Pereira
 
A crescente epidemia de obesidade no mundo atinge de forma bastante grave a infância e adolescência. No Brasil o excesso de peso infantil triplicou nos últimos 20 anos, hoje estima-se que 30% das crianças e adolescentes brasileiros estejam acima do peso. Junto com esses números, acompanhamos em paralelo o aumento de doenças de adultos cada vez mais presente em nossas crianças como o diabetes tipo 2, pressão alta e até mesmo gordura no fígado. 
 
Esses dados alarmantes mudaram completamente a forma de tratar esse grupo e ainda representam um grande desafio para os profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. Até muito pouco tempo atrás, não se propunha perda de peso para crianças ou adolescentes que ainda não tinham entrado no estirão de crescimento. Acreditava-se que a restrição calórica pudesse influenciar negativamente o desenvolvimento adequado desse grupo. 
 
Atualmente, sabemos que o excesso de peso sim pode influenciar negativamente o desenvolvimento adequado das crianças e pode, inclusive, antecipar a puberdade. Todo esse conhecimento trouxe a confiança de recomendar dietas com privação calórica. Mas esse é um processo que exige cautela. A restrição de energia deve ser adequadamente calculada para que as crianças recebam energia suficiente para garantir seu crescimento. Essa é uma fase em que dietas da moda ou sem orientação médica e nutricional podem comprometer a saúde de forma irreversível, influenciando o desempenho cognitivo e estatura final. 
 
O desafio maior esta em conseguir alimentar adequadamente crianças e adolescentes. Essa é uma fase da vida onde os hábitos alimentares ainda não estão completamente formados e, o pior, é muito provável que eles tenham sido alimentados desde pequenos com alimentos altamente calóricos, ricos em açúcar ou sal e com muita gordura. Um paladar construído a partir de sinalizações tão intensas não consegue mudar rapidamente. Esse já é um processo difícil para adultos que tem a compreensão real dos riscos, para crianças que não entendem esse conceito de saúde, e ainda, para adolescentes naturalmente rebeldes, é praticamente impossível recriar novos hábitos. O que torna o processo de emagrecimento muito mais difícil para crianças e adolescentes do que para adultos. 
 
Nessa fase da vida as negociações são mais importantes. Não se proíbe fast food, se negocia quantas vezes na semana é possível consumir tais alimentos. Assim como, não se obriga o consumo de frutas e verduras, mas cria-se um vinculo capaz de fazer com que pelo menos uma vez por semana esses alimentos façam parte da dieta regular. Como essa é uma fase de crescimento estatural, que contribui muito para o alcance do peso ideal, pode-ser ter muito mais concessões alimentares, facilitando o seguimento do tratamento. 
 
Não são tarefas simples, é preciso habilidade para lidar com esse publico e a adesão familiar é fundamental para que, aos poucos, o jovem possa mudar seu comportamento alimentar. Quando há uma criança em tratamento em casa, mesmo que haja outras com peso normal, a regra alimentar deve sempre ser baseada na dieta privativa. Todos, inclusive os pais, devem passar pelas mesmas privações. Isso significa que toda a família esta em tratamento, não apenas a criança. Esse talvez represente o maior desafio dos profissionais de saúde, convencer os familiares que eles também precisam mudar seus hábitos.  
 
No que diz respeito especificamente à nutrição dos jovens, alguns alimentos são essências e precisam entrar na alimentação cotidiana. Um dos mais importantes é o leite, fonte principal de cálcio, fundamental para crescimento. Não há nenhum risco em oferecer leite desnatado, esse preserva os nutrientes importantes e só não contem grande quantidade de gordura. Receitas atrativas como leite batido com frutas, que lembre um milkshake, podem ajudar no processo de reintrodução do leite ao hábito cotidiano. Esse é um alimento cada vez mais escasso na alimentação de crianças e adolescentes, sendo fartamente substituído por sucos de fruta ou soja artificiais, que além de não oferecerem ao organismo em formação nutrientes essenciais, essas bebidas são ricas em açúcar e estão no topo dos alimentos responsáveis pela epidemia de ganho de peso. 
 
Carnes de forma geral, (bovinas, suínas, frango e peixe) também são importantes para o crescimento e desenvolvimento. Mas muitas crianças tem preguiça de mastigá-las e apresentam certa repulsa ao consumo. 
 
A tendência dos pais nesses casos é substituir por carnes processadas como hambúrgueres e nuggets, esses rapidamente aceitos pelos pequenos, normalmente macias e muito saborosas. Infelizmente, também é comum encontrar em cardápios escolares essa substituição. Pelo menos uma vez por semana é servido salsicha ou nuggets. Esses produtos, além de altamente calóricos, não são fontes de nutrientes importantes como ferro e zinco. 
 
Não tem sido raro encontrar crianças acima do peso com anemia, o que influencia seu desempenho escolar e desenvolvimento. No processo de emagrecimento de crianças e adolescentes é preciso descobrir qual mecanismo mais aceito para que as carnes possam ser introduzidas nas refeições desse grupo. Lanches preparados com hambúrguer caseiro pode ser uma alternativa. 
 
As vitaminas e minerais também são importantes e muitos produtos infantis são suplementados com todos eles. Essa não é forma mais adequada de oferecer todos esses nutrientes aos nossos jovens, mas é de grande valia até que os hábitos alimentares mudem. 
 
Cuidar de criança e adolescente é realmente um processo muito desafiador, mas essa é uma briga necessária e os frutos colhidos representam a formação de uma geração saudável capaz de evitar obesidade em seus filhos. 
 
Minha Vida

Menino de 2 anos liga para a ambulância e salva vida da mãe

BBC
Riley foi condecorado por bravura pela polícia
Riley havia sido ensinado pelos pais como fazer ligação em caso de emergência
 
O pequeno Riley foi condecorado por bravura pela polícia do condado de Laicestershire, na Inglaterra.
 
Mesmo tendo só dois anos de idade, ele salvou a vida de sua mãe ao ligar para o serviço de emergência depois que viu ela desmaiar em casa.
 
Dana Henry foi levada ao hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência para conter uma hemorragia em seu ovário.
 
Ela havia ensinado Riley a fazer a ligação, mesmo assim ficou surpresa quando o menino colocou os ensinamentos em prática.
 
— Estou muito orgulhosa dele.
 
BBC Brasil / R7

Médicos espanhóis propõem cobrar de pacientes que "usam mal" a saúde pública

Foto: Reprodução
Sociedade Espanhola de Medicina considerou que a ideia atentaria contra a igualdade no país
 
Os médicos espanhóis estão cogitando cobrar de pacientes que fizerem "mal uso" da saúde pública, universal e gratuita no país, ideia que foi mal recebida por diversos setores.
 
O presidente da OMC (Organização Médica Colegial da Espanha), Juan José Rodríguez Sendin, disse nesta terça-feira (1º) à Agência Efe que demonstrar que esse mal uso seja "consciente" e passe, por exemplo, por não comparecer a consultas marcadas ou não pegar resultados de exames.
 
Sendín ratificou assim uma proposta divulgada nos últimos dias e que gerou uma forte polêmica no país e hoje matizou que sua intenção é suscitar uma reflexão com o objetivo de "gerar a melhor eficiência possível para não ter de tomar medidas mais drásticas".
 
Outro exemplo do que considerou "mal uso consciente e voluntário", é quando um paciente vai à emergência de um hospital quando o caso não é grave, porque corre o risco de bloquear esse sistema de emergência. "Um machucado no joelho, uma picada de mosquito ou uma espinha no nariz são motivos de emergência hospitalar?", questionou o presidente dessa organização de médicos.
 
Por outro lado, a CESM (Confederação Estatal de Sindicatos Médicos) se mostrou contra a penalização e a favor da profilaxia.
 
O presidente do órgão, Albert Tomàs, disse à Agência Efe que não se pode culpar a cidadania e que o problema é a falta de financiamento aguçada pelos cortes em gastos públicos com saúde.
 
Por sua vez, a Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências considerou que a proposta atentaria contra a igualdade no trato aos cidadãos menos favorecidos.
 
Para os usuários, o presidente da Aliança Geral de Pacientes, Alejandro Toledo, também defendeu a profilaxia, porque "há pessoas que não têm uma consciência clara" do custo desses serviços, mas que a resposta não é a penalização, porque "esse país já está suficientemente penalizado". 
 
EFE / R7

Dor afeta quase 80% dos brasileiros, diz estudo

Thinkstock
Pesquisa revela que 81% das pessoas têm dor de cabeça
Segundo pesquisa, dor de cabeça é o incômodo mais frequente relatado pela população 
 
Você acordou e já está sentindo uma dorzinha chata na cabeça, nas costas ou nas pernas? Então, antes de iniciar seu dia pare e pense se o incômodo é esporádico ou frequente. Segundo uma pesquisa encomendada pela Mundipharma e divulgada recentemente, a dor afeta a rotina diária de 76% das 801 pessoas entrevistadas em 11 capitais brasileiras.
 
A dor mais frequente relatada por 81% das pessoas é na cabeça, seguida por dor nas costas (46%) e dor nas pernas e/ou nos pés (43%). Por causa do incômodo, 60% já deixou de participar de alguma atividade social ou de trabalho.
 
Para a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, sentir dor não é normal e afetar a vida social é uma consequência grave.
 
— Atualmente, as pessoas têm uma rotina pesada e estressante, conciliando muitas atividades e isso também influencia para o sintoma da dor fica mais presente. É preciso ficar atento.
 
Em relação à intensidade da dor, a pesquisa revelou que as piores são dores relativas a sentimentos ou psicológicas, seguidas de dor de dente e dor de coluna. Para 70% das pessoas, a dor impacta de forma negativa no humor e na disposição e para 56% o incômodo interfere na disposição para o sexo.
 
A péssima notícia é que 80% dos entrevistados admitiram que não estão fazendo tratamento para a dor. Dos apenas 20% que estão tentando driblar o problema, a maioria (66%) recorreu a medicamentos, 25% fisioterapia e 13% acupuntura.
 
R7

Roupa apertada piora celulite e pode causar azia

Thinkstock
Falta de ar também pode estar relacionada a roupa apertada
Médico especialista lista cinco problemas que decorrem no uso de trajes justos
 
Sabia que usar roupa muito apertada pode trazer problemas de saúde? O traje muito justo aumenta a retenção de líquidos e toxinas e o risco de ter celulites e depósito de gordura em algumas partes do corpo.  Muitas vezes a pessoa sente uma dor na coluna com frequência, tem dificuldade de respirar e algumas mulheres ainda notam um corrimento vaginal. Se não houver uma mudança desse hábito, esses sintomas podem se agravar e desencadear uma série de doença.
 
Segundo o cirurgião vascular Fernando Bacalhau da SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular) e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, a vaidade pode custar caro para a saúde. 
 
— Esse tipo de roupas, especialmente as jeans, não só atrapalham a circulação como também contribui para o surgimento de coágulos sanguíneos que pode até desencadear infartos pulmonares.
 
Além da calça jeans, muitas mulheres ainda usam cinta modeladora muito apertada que pode machucar a pele e impedir a passagem do sangue na região abdominal, podendo gerar problemas de circulação.
 
— Uma boa parte das mulheres acredita que o uso diário da cinta modeladora irá emagrecer, mas elas estão muito enganadas. O principal objetivo da cinta é pós-operatório, pois auxiliam na cicatrização, reforçam a musculatura, diminuindo o inchaço e impedindo sangramentos ou o deslocamento da pele. Se o médico recomendar o uso de cinta modeladora, evite comprar um número menor para não obter um resultado indesejado.
 
Veja a lista de problemas:
 
1- Varizes: A progesterona, hormônio feminino, provoca uma dilatação das veias, o que favorece o surgimento das varizes, segundo o especialista. E com o uso frequente de roupas apertadas a circulação fica prejudicada e contribui para os primeiros vasinhos nas pernas. Além disso, quem tem predisposição genética ou toma algum tipo de contracepção hormonal tem mais chances de desenvolver o problema.
 
2-Respiração: a falta de ar causada de uma hora para outra pode estar associada ao uso de roupas justas.
 
— Não só a calça jeans, mas cintos apertados impedem a passagem do ar pelo corpo, sem contar que o ar só consegue chegar à parte alta do tórax.  Esse processo é chamado de respiração curta, pois deixa o cérebro sem oxigênio, além de provocar consequências como a diminuição de concentração e ansiedade.
 
3- Celulite: as roupas justas, cinta modeladora e cintos apertados podem ser os responsáveis por agravar o quadro da celulite. “A celulite já prejudica a circulação sanguínea e com o uso desses acessórios a passagem do sangue fica ainda mais comprometida, o que pode contribuir para a evolução do grau da celulite. Ou seja, quem tem celulite de grau 1 pode passar a ter o grau 2 ou 3”, esclarece o médico
 
4-Dores nas costas: camisas que impedem o movimento dos braços ou uma combinação de roupas justas, sobrecarrega os músculos e as vértebras, o que exige um maior esforço na hora de realizar um movimento. Por isso, muitas vezes a pessoa reclama de dor na coluna, sensação de peso, ardência e formigamento nos ombros”, explica o cirurgião vascular.

5- Má digestão: Os acessórios que apertam muito o estômago dificultam a digestão.
 
— A pressão dessas roupas pressionam o estômago, causando azia e refluxo.

R7

Oswaldo Cruz e MS lançam livro para racionalizar uso de medicamentos

Volume I
Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas foram formuladas para orientar fluxos e otimizar recursos em instituições do SUS
 
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz e o Ministério da Saúde anunciaram recentemente o lançamento do segundo volume do “Livro de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas – SAS e SCTIE/MS”. Desenvolvido especialistas no uso racional e seguro de medicamentos, o projeto de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas visa qualificar a assistência e a orientação da organização dos fluxos, otimizando o uso de recursos para cada quadro epidemiológico e racionalizando o uso de medicamentos de alto custo.
 
O livro orienta sobre a melhor forma de tratar 25 doenças, como asma, mal de Alzheimer, epilepsia, esquizofrenia, entre outras. Tratam-se de situações clínicas prioritárias para a saúde pública que, por sua prevalência, complexidade ou alto impacto financeiro, impõem ao Ministério da Saúde a necessidade de protocolar e estabelecer diretrizes técnico-científicas e gerenciais.
 
Desde 2008, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz atua em parceria com o Ministério no Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Além do livro, outros 12 projetos de Gestão, Capacitação, Tecnologia e Assistência são realizados para benefício do SUS.
 
SaudeWeb

Anvisa define padrões para serviços de saúde na Copa

Parâmetros permitem que agência atue de forma preventiva e incluem exigências de estrutura de atendimento
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada na terça-feira (31) no Diário Oficial da União regulamenta a prestação de serviço de saúde em eventos de massa de interesse nacional, como a Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016. O texto define parâmetros para que a agência atue de forma preventiva, antes do início dos eventos, avaliando se a estrutura de atendimento oferecida é compatível com as características e quantitativos de público.
 
Entre as medidas está a previsão de que os organizadores garantam a remoção do paciente atendido no local do evento para um serviço de saúde de maior complexidade, quando necessário.
 
A norma também prevê uma lista de documentos que deverão ser apresentados à Anvisa e incluem estimativas de público, previsão de procedimentos executados nos postos de atendimento e mapa do local do evento com identificação dos postos de atendimento.
 
As informações deverão ser enviadas com até 120 dias de antecedência do evento. No caso da Copa do Mundo, o prazo previsto será 45 dias.
 
SaudeWeb

Anvisa suspende lotes de remédio para esquizofrenia

Lotes do Queopine (hemifumarato de quetiapina), fabricado pela Glaxo Smithkline, apresentaram problemas na embalagem
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta terça-feira (1º) no Diário Oficial da União suspende, em todo o território nacional, a distribuição, comercialização e o uso dos lotes C203361R, C203361R1, C203765R1, C203763R, C203361R4 (amostra grátis) e C203361R5 (amostra grátis) do medicamento Queopine (hemifumarato de quetiapina), fabricado pela empresa Glaxo Smithkline Brasil Ltda.
 
De acordo com o texto, a empresa encaminhou à Anvisa comunicação de recolhimento voluntário dos lotes do medicamento após a constatação de não conformidades nas embalagens do produto (troca de bulas não relacionadas ao remédio).
 
A resolução entra em vigor na data de publicação.
 
SaudeWeb

AMEs de SP abrirão para exames preventivos aos sábados

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AMEs de SP abrirão para exames preventivos aos sábados
Homens com 50 anos ou mais passarão por exames urológicos e cardiológicos em 21 unidades do estado
 
Parte dos ambulatórios de especialidades (AMEs) em São Paulo abrirá aos sábados para exames preventivos cardiológicos e urológicos em homens com 50 anos ou mais. O esquema de agendamento seguirá o mês de aniversário do paciente. O anúncio foi feito na segunda-feira (31) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
 
O novo horário será oferecido em 21 dos 53 AMEs do estado, e a expectativa da Secretaria de Saúde é realizar 24 mil check ups dentro do projeto. Segundo Alckmin, doenças do coração e da próstata são responsáveis pelo maior número de mortes de homens no estado.
 
Para o secretário de Saúde do estado, David Uip, aos sábados a maioria das pessoas não trabalha, o que vai aumentar o acesso sem alterar a rotina de atendimentos dos AMEs. O agendamento deve ser feito por meio do telefone 0800 779 0000 e já está disponível.
 
O paciente será atendido em dois sábados: no primeiro passará por avaliação física e exames laboratoriais; no segundo, o retorno com um cardiologista e um urologista para avaliação do resultado dos exames.
 
As unidades envolvidas no programa são: Heliópolis, Carapicuíba, Mauá, Araçatuba, Américo Brasiliense, Santos, Praia Grande, Barretos, Bauru, Promissão, Jundiaí, Franca, Ourinhos, Rio Claro, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, Mogi Guaçu, Votuporanga, São José do Rio Preto, Sorocaba e Caraguatatuba.

SaudeWeb

Uso excessivo de smartphone pode prejudicar os olhos

PA
Testes mostraram que exposição excessiva à luz azul violeta
pode causar danos aos olhos
Pessoas que passam muito tempo "vidradas" em seus smartphones podem estar aumentando os riscos de danos aos olhos, advertem oftalmologistas britânicos
 
O alerta diz respeito também ao uso excessivo de outros dispositivos como computadores, tablets e TVs de tela plana, que pode provocar danos de longo prazo.
 
A advertência deriva de uma pesquisa britânica feita com 2 mil participantes, que indica que pessoas com menos de 25 anos checam seus telefones 32 vezes por dia.
 
"A luz azul violeta que brilha na tela dos smartphones é potencialmente perigosa e tóxica à parte de trás de seus olhos", diz o oftalmologista Andy Hepworth.
 
"Por isso, uma longa exposição pode, potencialmente, causar danos aos olhos."
 
Segundo ele, testes mostraram que exposição à luz azul violeta em excesso pode nos colocar em maior risco de degeneração macular, uma das principais causas de cegueira.
 
Olhos fixos na tela
Oftalmologistas afirmam também que, apesar da "boa" luz azul (azul turquesa) ser necessária para ajudar a regular o relógio biológico, acredita-se também que uma longa exposição à luz azul violeta pode afetar os padrões de sono e o humor.
 
"Embora não tenhamos certeza se há uma ligação direta entre essa exposição e problemas oculares, há fortes evidências de laboratório que podem, potencialmente, provar isso", acrescentou Hepworth.
 
"É a combinação de não piscar o suficiente e colocar o dispositivo a uma distância menor do que você normalmente colocaria outros objetos. Isso força a vista."
 
O levantamento, encomendado por um grupo de oftalmologistas independentes, descobriu que, em média, um adulto passa cerca de 7 horas por dia com os olhos fixos em uma tela, e quase metade deles se sente ansioso quando está longe de seu telefone.
 
Estatísticas também sugerem que 43% das pessoas com menos de 25 anos sentem uma verdadeira irritação, ou ansiedade, quando não podem checar seu telefone quando desejam.
 
Dores de cabeça
Alana Chinery, de 18 anos, nunca está longe de seu smartphone.
 
"Percebi que minha visão está ficando pior após longos períodos olhando para as telas do celular e do computador", disse. "Eu estou tendo mais dores de cabeça."
 
Amanda Saint, que também é oftalmologista, diz que o conselho é simples.
 
"Faça testes de vista regularmente, e faça pausas regulares quando estiver usando seu computador e dispositivos móveis."

iG

Substituir arroz branco pelo preto ou vermelho retarda envelhecimento de células

Marcos Santos / USP Imagens
Grãos integrais mais alongados tendem a apresentar mais
 proteínas, fibra e lipídeos
Grãos vermelhos e pretos têm 15% mais proteínas e 2,5 vezes mais fibras do que o arroz branco, o mais consumido no Brasil
 
Substituir o arroz branco comum pelos tipos coloridos, preto ou vermelho, contribui para um envelhecimento mais lento das células do corpo, prevenindo doenças crônicas. Isto porque os grãos com estas cores apresentam um maior teor de compostos fenólicos, substâncias com atividade antioxidante. Já quando o assunto são as proteínas, o arroz selvagem, aquele de cor escura, grãos finos e longos, é líder, com o maior teor deste nutriente. Dentre os grãos integrais, a quantidade de proteínas está mais relacionada ao formato alongado do grão do que com a sua coloração.
 
Estas afirmações podem ser feitas a partir dos resultados da pesquisa de doutorado da farmacêutica-bioquímica Isabel Louro Massaretto, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Ela também avaliou o efeito do cozimento no arroz e descobriu que o processo provoca perda dos compostos fenólicos. Mesmo assim, o arroz preto e o vermelho ainda permanecem com alto teor destas substâncias.
 
Os grãos vermelhos e pretos têm 15% mais proteínas e 2,5 vezes mais fibras em relação ao arroz branco, que é o mais consumido no Brasil. Tanto o branco, como o preto e o vermelho pertencem à mesma espécie (Oryza sativa L.). A diferença é que o grão de cor clara é o resultado do polimento das estruturas que o recobrem, que podem ser coloridas. Quando elas não são polidas, o alimento é considerado integral. “Os compostos que atribuem cor ao arroz estão no pericarpo, estrutura que recobre o grão e está presente somente nos tipos integrais”, explica Isabel.
 
Dentre os integrais, alguns nutrientes variaram mais de acordo com o formato do grão do que com sua coloração. Segundo pesquisa da farmacêutica, “grãos integrais mais alongados tendem a apresentar mais proteínas, fibra e lipídeos do que os menos alongados”.
 
Curiosamente, o chamado arroz selvagem não é arroz. Ele, na verdade, é a semente de uma gramínea aquática do gênero Zizania e tem a composição química que mais se diferencia dos demais grãos analisados. O arroz selvagem tem o maior teor de proteína, menor quantidade de lipídeos e a menor atividade antioxidante, por apresentar um teor menor de compostos fenólicos.
 
Atividade antioxidante
A atividade antioxidante é a propriedade de componentes de alguns alimentos em retardar o envelhecimento das células, ajudando também a prevenir algumas doenças crônicas. O arroz preto e o arroz vermelho detém este atributo por possuir, em suas composições, compostos fenólicos. Em relação ao integral branco, o arroz preto contém antocianinas, e tem oito vezes mais compostos fenólicos. Já o arroz vermelho, rico em protoantocianidinas, apresenta quantidade seis vezes superior desses compostos. Isabel destaca “esses grãos apresentam perfil diferente de fitoquímicos e, consequentemente, podem exercer funções diferentes no organismo humano.”
 
A farmacêutica pôde avaliar a aplicação de dois métodos para análise de atividade antioxidante. Dentre os testes in vitro fluorimétrico (ORAC) e espectrofotométrico (DPPH), o primeiro se mostrou mais adequado para sua pesquisa. Algumas amostras do estudo foram obtidas em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (EPAGRI), que também colaborou com a quantificação dos ácidos graxos dos alimentos. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi parceira na etapa em que a pesquisadora identificou as antocianinas presentes nas amostras.
 
Isabel concluiu seu doutorado em 2013 na FCF, orientada pela professora Ursula Maria LanferMarquez.
 
iG

Clínica de reabilitação com denúncias de maus tratos é fechada na Grande SP

Foto: Reprodução
Ministério Público acompanha a situação desde 2009 e deve abrir ação penal contra os responsáveis pelo estabelecimento
 
A clínica de reabilitação para dependentes químicos Alvorada, em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, foi fechada nesta segunda-feira (31) após inspeção da Vigilância Sanitária constatar irregularides no local, como alimentos vencidos e sujeira.  O Ministério Público investiga a clínica desde 2009 por suspeita de maus tratos aos pacientes.  
 
Segundo o MP, durante visita de rotina da Vigilância Sanitária, que constatou irregularidades, como comida estragada e muito lixo, os pacientes pediram que um representante da promotoria fosse chamado. Após a chegada da promotora Maria Julia Kury, os pacientes relataram casos de maus tratos. O MP não especificou quais eram os tipos de abusos. 
 
Ainda de acordo com o órgão, há um acompanhamento e um inquérito aberto desde 2009, quando surgiram as primeiras denúncias de maus tratos. Até agora, a ação não tinha sido instaurada porque faltavam elementos, como testemunhas, para protocolar a denúncia. A expectativa é que o MP proponha a ação assim que a Vigilância Sanitária enviar relatório sobre a situação encontrada no local na última segunda-feira. 
 
De acordo com a Vigilância Sanitária, os responsáveis pela clínica tinham 24 horas para retirar os pacientes do local. Não há informações se eles foram transferidos. O iG tentou entrar em contato com os responsáveis pela clínica por telefone na tarde desta terça-feira e não obteve resposta. 

iG

Cardiologia no mundo real: TotalCor apresenta novos desafios da área durante congresso da Socerj

Com o objetivo de formar profissionais da saúde e informá-los sobre as inovações da cardiologia nacional e internacional, a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj) realiza a 31ª edição do seu congresso, entre os dias 9 e 12 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica, no Centro da cidade. Presença tradicional na programação, o Hospital TotalCor RJ fará seu simpósio satélite no dia 10 de abril, às 12h45, com o tema Cardiologia no Mundo Real. Das Evidências à Prática: Debatendo Casos Clínicos. Para participar, basta se inscrever pelo site www.31congresso.socerj.org.br.
 
Segundo Maria Aparecida Gusso, diretora-geral do TotalCor RJ, mostrar os desafios da cardiologia moderna e as aplicações no dia a dia dos profissionais de saúde é a principal meta do evento este ano. “Esse simpósio é um dos exemplos mais sólidos do constante trabalho de modernização e humanização que o hospital preconiza na prática diária da medicina, e nossa participação não deixa qualquer dúvida quanto à intenção de compartilhar experiências sobre o cotidiano da cardiologia”, destaca.
 
Durante o encontro, o hospital carioca promove palestras com os temas Insuficiência Cardíaca Avançada; Síndrome Coronariana Aguda; e Estenose Aórtica Grave, além de debates de casos clínicos com renomados cardiologistas, entre eles os especialistas do TotalCor RJ Rodrigo Hatum,  Otávio Santos, Cyro Fonseca, José Ary Boechat, Júlio Machado Andrea, Leandro Cortes, Ricardo Miguel, Mauro Paes Leme e Mário Ricardo Amar, do Hospital de Clínicas de Niterói.
 
Para Eduardo Nagib, diretor médico do TotalCor RJ e membro da organização do 31º Congresso da Socerj, o evento vai além da apresentação de estudos e opiniões médicas. “O encontro traz benefícios para os serviços assistenciais e, consequentemente, para o atendimento cardiológico da população. Promover a troca de experiências é importante para o avanço da cardiologia no país, e eventos como esse auxiliam a formação dos profissionais de saúde”, aponta o médico.  
 
Confira a programação completa
 
Abertura com a Dra. Maria Aparecida Gusso
Moderador: Eduardo Nagib
 
Palestra Insuficiência Cardíaca Avançada
Apresentador: Dr. Eduardo Barbosa
 
Palestra Síndrome Coronariana Aguda
Apresentador: Dr. Olavo Esteves
 
Palestra Estenose Aórtica Grave
Apresentador: Dr. Hélio Roque Figueira
 
Debates de casos clínicos
Debatedores: Rodrigo Hatum,  Otávio Santos, Cyro Fonseca, José Ary Boechat, Júlio Machado Andrea, Leandro Cortes, Ricardo Miguel Francisco, Mauro Paes Leme e Mário Ricardo Amar
 
Serviço
 
31º Congresso de Cardiologia da Socerj - Simpósio Satélite do TotalCor RJ
 
Cardiologia no Mundo Real. Das Evidências à Prática: Debatendo Casos Clínicos
Data e horário: 10 de abril, às 12h45
Local: Centro de Convenções SulAmérica – sala 2
Endereço: Av. Paulo de Frontin, 1, Cidade Nova, Rio de Janeiro
Inscrições pelo site www.31congresso.socerj.org.br

Veja dicas para prevenir acidentes domésticos com as crianças


Veja dicas para prevenir acidentes domésticos com as crianças Reprodução/Parent's Guide
Foto: Reprodução / Parent's Guide
Protetores de tomada diminuem risco de choques e queimaduras
Utensílios e mobília podem se tornar armadilhas dentro de casa
 
Os perigos dentro de casa podem se tornar uma armadilha para as crianças. Confira as recomendações que o pediatra e neonatologista Marcelo Reibscheid enfatiza para indicar riscos e soluções que garantam a segurança do seu filho.
 
Na sala
Tv's, DVD's, videocassetes - todos os aparelhos preferencialmente têm de estar fixos ao móvel ou à parede. Os televisores do tipo LED, por exemplo, são muitos leves e podem ser facilmente empurrados. A fiação dos eletrônicos também deve estar devidamente presa. Cuidado especial também para controles remotos e pilhas, que devem ser mantidos fora do alcance dos pequenos.
 
Uma dica importante são os protetores de tomada, os quais são simples, possuem preços acessíveis e são encontrados facilmente no comércio. Essa precaução diminui os riscos de queimaduras e choques. Para quem tem cortinas em casa, as horizontais são as mais indicadas. Dessa forma, ela não chegará à altura das crianças. Evite também cortinas com puxadores.
 
Banheiro
Acredite, crianças de até 3 anos podem se afogar em vasos sanitários com apenas 5cm a 7cm de água. Além disso, para elas é tentadora a ideia de escalá-los para alcançar objetos que estão fora de seu alcance. Em relação ao piso, a melhor opção é o azulejo, pois este é de fácil higienização e o risco de escorregamento é pequeno. Os tapetes de plástico com ventosas, que se fixam ao chão, são os mais seguros na hora do banho.
 
Cozinha
Evite ao máximo utilizar as bocas da frente do fogão. Quanto às panelas, deixe o cabo sempre para dentro. O ideal é manter as crianças fora da cozinha, mas caso seu filho esteja presente o mantenha longe do forno. As queimaduras são as maiores causas de acidentes domésticos.
 
Guarde os eletrodomésticos nos armários altos ou com travas. Aparelhos em cima da pia podem ser puxados pelos pequenos, e os fios podem despertar a curiosidade e causar acidentes fatais, como enforcamento. A louça também não pode permanecer acessível por muito tempo. O ideal é escorrê-la enquanto se está higienizando e, ao terminar, guardar todos os artigos no armário.
 
Zero Hora

Cirurgia bariátrica é arma mais eficaz contra diabetes em obesos, diz estudo

Cirurgia bariátrica é arma mais eficaz contra diabetes em obesos, diz estudo Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Pesquisa, que testou três tratamentos, foi a mais ampla e com maior duração já realizada
 
A cirurgia bariátrica, que consiste em restringir a absorção de alimentos, é o método mais eficaz para controlar o diabetes tipo 2 em pessoas obesas ou com sobrepeso — é o que mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira, que acompanhou pacientes durante três anos.
 
Cerca de 80% dos 23 milhões de norte-americanos com diabetes também têm sobrepeso ou são obesos, segundo os autores da pesquisa. O estudo clínico foi o mais amplo e de maior duração já realizado, e foi apresentado nesta segunda-feira durante a conferência anual do Colégio Norte-Americano de Cardiologia (ACC), em Washington.
 
Os 150 participantes, com idades entre 41 e 57 anos no momento do recrutamento, sofriam de diabetes tipo 2 não controlada. O grupo, 66% composto por mulheres, foi dividido aleatoriamente em três sub-categorias.
 
O primeiro foi submetido a um tratamento médico intenso, que combinava exercícios, dieta e medicação. O segundo recebeu tratamento anti-diabetes e foi submetido à cirurgia que reduz o estômago em 2 a 3% de seu volume original mediante a criação de uma derivação no trato digestivo para reduzir a absorção de nutrientes pelo intestino delgado.
 
Por último, o terceiro grupo — além do tratamento com medicamentos — sofreu uma gastrectomia, que consiste numa incisão no estômago para reduzir seu volume.
 
O objetivo do estudo, batizado "Stampede", era comparar a eficácia dos três enfoques para o controle do diabetes mantendo uma taxa de açúcar no sangue superior a 6% em média, durante três meses. Os participantes tinham uma taxa média de glicose de 9,2% antes de começar o estudo.
 
"Diabesidade", uma verdadeira epidemia
Três anos após as intervenções, somente 5% dos integrantes do primeiro grupo — tratado apenas com medicamentos — foram capazes de controlar o diabetes, contra 37,5% dos que se submeteram à cirurgia e 24,5% daqueles que fizeram a diminuição de estômago.
 
— Vemos pessoas que tinham a vida devastada pelo diabetes, e três anos mais tarde este estudo mostrou que a cirurgia bariátrica é o tratamento mais eficaz, com maiores efeitos positivos duradouros para pessoas com obesidade de grau II e III. Mais de 90% dos pacientes submetidos a uma das cirurgias bariátricas conseguiram perder 25% de seu peso e controlar o diabetes sem necessidade de recorrer à insulina ou a múltiplos anti-diabéticos — disse a endocrinologista da Clínica Cleveland (Ohio, norte dos Estados Unidos) e uma das principais autoras da pesquisa, Sangeeta Kashyap.
 
Em comparação, os participantes do primeiro grupo, tratados apenas com uma terapia convencional, reduziram somente 4% de seu peso.
 
O estudo mostra também que a cirurgia permite melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir a necessidade de tomar medicamentos para controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol se comparados aos tratados com a terapia convencional.
 
Assim, os participantes submetidos a um procedimento bariátrico tomavam significativamente menos remédios cardiovasculares e contra o diabetes. O estado mental dos voluntários também apresentou uma notável melhora.
 
Procedimento envolve riscos
Os médicos ressaltam que, apesar dos grandes benefícios, a cirurgia bariátrica não está isenta de riscos, já que pode acarretar em complicações como sangramento, infecção e embolia.
 
Nenhuma complicação importante foi observada entre as 100 pessoas que foram submetidas a uma intervenção durante o estudo, segundo os autores da pesquisa. Após um ano, os problemas mais frequentes foram sangramentos e desidratação.
 
A obesidade, que afeta mais de um terço dos adultos nos Estados Unidos, é o principal fator desencadeador do diabetes tipo 2. As autoridades sanitárias falam de uma verdadeira epidemia, à qual deram o nome de "diabesidade".
 
Segundo a Associação Norte-Americana de Diabetes, caso a tendência atual continue, um em cada três adultos norte-americanos será diabético em 2050. O estudo também foi publicado na versão online da revista New England Journal of Medicine.

AFP / Zero Hora

Oxitocina pode fazer pessoas mentirem mais, aponta estudo

Foto: Reprodução
Além de seu efeito de ligação entre casais e entre mães e
bebês, o hormônio também estimula a abordagem social
Hormônio relacionado à cooperação e ao relacionamento também pode gerar comportamento desonesto
 
A oxitocina, conhecida como "hormônio do amor", faz com que as pessoas se tornem mais mentirosas para beneficiar seus grupos. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores da Ben-Gurion University of the Negev (BGU), de Israel, e da Universidade de Amsterdam.
 
— Nossos resultados sugerem que as pessoas estão dispostas a dobrar regras éticas para ajudar o quem está mais próximo, como os familiares. Isso levanta uma interessante e filosófica pergunta: todas as mentiras são imorais?— questiona o pesquisador Shaul Shalvi.
 
Essa pesquisa investigou as justificativas que as pessoas usam para fazer o mal e, mesmo assim, sentirem-se moralistas. Especificamente, enfoca o que determina o quanto as pessoas mentem e quais configurações aumentam a honestidade das pessoas.
 
— As evidências destacam o papel de ligação e cooperação na formação da desonestidade, fornecendo informações sobre quando e por que a colaboração se transforma em corrupção— esclarece Shalvi.
 
A oxitocina é produzida no hipotálamo e funciona tanto como um hormônio quanto um neurotransmissor. Níveis mais altos de oxitocina se correlacionam com maior empatia, menor ansiedade social, redução na resposta e reação de medo e maior confiança nas trocas interpessoais. A pesquisa mostrou que, além de seu efeito de ligação entre os casais e entre mães e bebês, ela também estimula a própria abordagem social.
 
No experimento, 60 homens receberam uma dose do hormônio ou placebo. Eles foram, então, divididos em equipes e requisitados a prever se jogos de lançamentos de moeda resultariam em cara ou coroa. Eles sabiam que, para cada previsão correta, poderiam mentir e ganhar mais dinheiro para dividir entre os membros do grupo, que estavam envolvidos na mesma tarefa.
 
— A probabilidade de alguém adivinhar corretamente os resultados de nove ou 10 lançamentos de moeda é de cerca de 1%. No entanto, 53% daqueles que receberam oxitocina alegaram ter previsto corretamente, o que é extremamente improvável — afirmou o autor.
 
Apenas 23% dos participantes que receberam o placebo relataram os mesmos resultados, o que reflete uma grande probabilidade de que eles também mentiram, mas numa menor extensão em comparação com os que receberam a oxitocina.
 
Zero Hora

Pesquisa aponta que comer frutas e vegetais reduz risco de morte

Pesquisa aponta que comer frutas e vegetais reduz risco de morte stock.xchng/Divulgação
Foto: stock.xchng / Divulgação
Legumes frescos proporcionam maior efeito protetivo,
em comparação às frutas
Recomendação do estudo é consumir sete porções ou mais por dia
 
Comer sete ou mais porções de frutas e vegetais por dia reduz o risco de morte em até 42% se comparado à ingestão de menos de uma porção diária, relata um novo estudo da University College of London.
 
Pesquisadores usaram dados do Health Survey da Inglaterra para analisar os hábitos alimentares de 65.226 pessoas, entre 2001 e 2013. Foi descoberto que quanto mais frutas e vegetais os participantes comiam, menos propensos a morrer eles estavam em qualquer idade. Ingerir sete ou mais porções reduz os riscos específicos de morte por câncer e doenças cardíacas em 25% e 31%, respectivamente.
 
Em comparação a ingestão de menos do que uma porção de frutas e legumes, o risco de morte por qualquer causa é reduzido em 14% por comer uma a três porções diárias, 29% de três a cinco porções, 36% por cinco a sete porções e 42% para sete ou mais.
 
O estudo, publicado no Journal of Epidemiology & Community Health, descobriu que legumes frescos demonstraram o efeito protetor mais forte, com cada porção diária reduzindo o risco geral de morte em 16%. A salada contribuiu para uma redução de 13% do risco por porção, e cada porção de frutas frescas foi associado com uma redução menor, mas ainda significativa, de 4%.
 
— Sabemos que a ingestão de frutas e legumes é saudável, mas o tamanho do efeito é impressionante. Quanto mais frutas e vegetais você come, menos propenso você estará a morrer em qualquer idade — diz o pesquisador Oyinlola Oyebode.
 
Os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência de benefício significativo a partir do suco de frutas. Frutas em conserva ou congeladas tendem a aumentar o risco de morte em 17% por porção.
 
— A maioria das frutas enlatadas contem níveis elevados de açúcar, e as variedades mais baratas são embaladas em calda e xaropes em vez de suco de fruta. Os impactos negativos do açúcar sobre a saúde podem compensar quaisquer benefícios— explica o autor.

Zero Hora

Conheça os alimentos que potencializam as atividades físicas

Conheça os alimentos que potencializam as atividades físicas Diogo Zanatta/Especial
Foto: Diogo Zanatta / Especial
Reposição de nutrientes é fundamental para ajudar no aumento,
 manutenção e recomposição da massa muscular
Pães integrais, cereais, batata doce, frutas e castanhas são alguns aliados
 
Uma boa dieta faz toda a diferença para turbinar um programa de exercícios físicos e obter melhores resultados e mais rápidos, seja para melhorar o preparo físico ou para recuperar o corpo depois de muita malhação. Comer os alimentos adequados antes e depois de fazer exercício auxilia na perda de gordura e na manutenção da massa muscular.
 
É importante esclarecer que a ideia de que treinar em jejum ajuda a perder peso é um engano e gera grandes prejuízos à saúde, pois os quilos perdidos não são de gordura, mas sim de músculo. A escolha dos alimentos certos é fundamental na manutenção da massa muscular.
 
— Sem a alimentação adequada, o organismo não tem energia para praticar a atividade. Os músculos e os órgãos precisarão de uma fonte de energia e o corpo a retira do músculo. Por isso, antes da atividade física, são indicados lanches leves, mas ricos em carboidratos e em fibras que ajudam a manter a energia durante a prática e acelerar a queima de gordura— esclarece o nutrólogo André Veinert.
 
De acordo com o especialista, o ideal é escolher alimentos com baixo índice glicêmico, como pães integrais, cereais, batata doce ou frutas. Nozes e castanhas também são uma boa opção. Estes alimentos têm digestão mais lenta, portanto, o açúcar será liberado no organismo aos poucos, mantendo a energia constante.
 
Alimentos com alto índice glicêmico como pão branco, bolachas, açúcar refinado, bolos e tortas podem levar a sintomas de hipoglicemia, que é a queda brusca de açúcar, pois eles são rapidamente digeridos e o açúcar entra da mesma forma no sangue.
 
— Os sinais da hipoglicemia são tontura, fadiga, tremores e dores de cabeça durante o exercício. O ideal é consumir alimentos de baixo ou médio índice glicêmico uma hora antes do treino. Também é recomendável evitar a associação de muitos alimentos ricos em fibras, pois eles podem fermentar e causar desconforto abdominal durante o exercício— explica o médico.
 
Depois do treino
A reposição de nutrientes é fundamental para ajudar no aumento, manutenção e recomposição da massa muscular.
 
— O alimento ideal para recuperar a massa perdida durante o exercício é a proteína. Mas ela não deve vir sozinha, a refeição também precisa conter vegetais e carboidratos. Alimentos proteicos como peito de peru, queijo branco, ricota, cottage, iogurte, leite, carnes magras e soja são ótimos para prevenir lesões e melhorar o rendimento no próximo treino. É recomendável que esses alimentos sejam consumidos em até uma hora após a prática— orienta Veinert.
 
Outro ponto importante é o consumo de água antes, durante e depois das atividades.
 
Zero Hora

Se diagnosticado precocemente, câncer colorretal pode ser curável

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Desconforto abdominal com gases ou cólicas e sangramento nas
 fezes estão entre os sinais de alerta para esse tipo de câncer
A realização de exames a cada dez anos pode prevenir 40% das mortes pela doença
 
Pouco divulgado, o câncer colorretal ou do intestino grosso é uma doença facilmente curável quando descoberta no início. No fim do mês de prevenção contra a doença, o Instituto Oncoguia lembra que com exames a cada dez anos é possível prevenir 40% das mortes pela doença.
 
Este tipo de câncer está entre os quatro tipos com maior incidência no Brasil. A previsão é que em 2014 surjam 32,6 mil novos casos da doença, que é mais comum em pessoas com mais de 50 anos. Segundo Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia, o câncer colorretal costuma surgir a partir de pólipos, que se descoberto e tratado cedo, não viram câncer. Na avaliação do especialista, é necessário que o governo invista em campanhas de prevenção, assim como faz com câncer de mama e de próstata.
 
— É um câncer do qual se fala muito pouco — disse.
 
Em 2011, mais de 14 mil pessoas morreram em decorrência da doença. De acordo com o Kaliks, em geral a prevenção do câncer colorretal pode ser feita através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, que a partir dos 50 anos de idade deve ser feita a cada um ou dois anos e que é oferecido pela rede pública de saúde.
 
Para quem tem histórico de pessoas com esse tipo de câncer na família é importante que seja feita a colonoscopia - exame através do qual é colocada uma câmera numa espécie de cano articulado e que é introduzido através do ânus no intestino e que possibilita a retirada de pólipos.
 
— O ideal é que essas pessoas, descendentes diretos de pessoas que tiveram câncer de intestino o ideal é que comecem a fazer a colonoscopia 10 anos mais jovem do que a idade que o parente teve o diagnóstico. Dependendo do caso, esses pacientes devem repetir a colonoscopia a cada um ou dois anos — explicou Kaliks.
 
— O ideal seria que todos fizessem a colonoscopia, que é um exame mais completo, que pode rastrear o pólipo antes da evolução para o câncer, mas na ausência deste exame, a pesquisa de sangue oculto nas fezes já tem um papel importante de reduzir a mortalidade por esse tipo de câncer — explicou Kalik.
 
Geralmente, a rede pública só oferece esse exame para quem já tem sintomas, e portanto, já está praticamente diagnosticado.
 
O Ministério da Saúde alerta que desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação são sinais de alerta para esse tipo de câncer. Também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, náuseas, vômitos e sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar. Porém, de acordo com Kaliks, quando estes sinais aparecem a doença costuma estar em estágio avançado.
 
Uma dieta rica de vegetais e laticínios e pobre em gordura, além de atividade física regular previnem o câncer colorretal. Fatores como idade acima de 50 anos, história familiar de câncer colorretal, história pessoal de câncer de ovário, útero ou mama, baixo consumo de cálcio, além de obesidade e sedentarismo, contribuem para aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Agência Brasil

Risco cardiovascular aumenta em mães que tem muitos bebês

Foto: Reprodução
Mulheres que tinham dado à luz quatro filhos ou mais tiveram
 risco duplicado
 
Mulheres que têm quatro ou mais filhos tendem a mostrar sinais precoces de doenças cardíacas
 
Mulheres que dão à luz quatro ou mais bebês são mais propensas a desenvolver placas no coração ou endurecimento das artérias - os primeiros sinais de doenças cardiovasculares, de acordo com estudo da Universidade do Texas.
 
Muitas questões ainda permanecem sobre como a gravidez afeta os riscos cardiovasculares e, por isso, os pesquisadores decidiram medir as doenças cardíacas em relação à gravidez.
 
— Esta não é uma recomendação para que as mulheres só tenham duas ou três crianças. Nossa descoberta acrescenta às evidências de que mudanças associadas à gravidez podem fornecer uma visão sobre o futuro do risco cardiovascular de uma mulher e merece, por isso, mais atenção— explica a cardiologista Monika Sanghavi.
 
A investigação contou com 1.644 mulheres cuja média de idade, no momento da análise, foi de 45 anos, e pouco mais da metade das mulheres (55%) eram negras. O cálcio das artérias coronárias (CAC ) foi medido através de tomografia computadorizada e da espessura da parede da aorta (AWT) por ressonância magnética para determinar se as mulheres tinham ou não evidência de aterosclerose subclínica no coração e paredes das artérias.
 
Usando mulheres que tiveram dois ou três nascidos vivos como referência, as mulheres que tinham dado à luz quatro filhos ou mais tiveram um risco aproximadamente duas vezes maior de ter CAC ou AWT anormal. Esta associação se manteve mesmo após o ajuste para nível socioeconômico, escolaridade, raça e outros fatores, por aumentar o risco de doença cardiovascular.
 
Zero Hora

Sete dicas para reduzir os riscos de desenvolver terçol

Foto: Reprodução
Olho com Terçol
Inflamação causada pela obstrução de glândula da pálpebra normalmente é curada em até dez dias e não é contagiosa
 
O olho arde, incha, dói e a sensação de que algo não deveria estar ali não passa. Em pouco tempo surge um pequeno ponto amarelado na pálpebra e não há mais dúvida: é um terçol. De nome científico hordéolo, ele é a inflamação causada pela obstrução de uma das glândulas (interna ou externa) da pálpebra próximas dos cílios. Diferentemente da conjuntivite, o terçol não é contagioso e tê-lo em um olho não significa que logo surgirá um novo no outro.
 
Crianças (que levam as mãos aos olhos sem se preocupar em lavá-las antes), adolescentes (por variações hormonais que alteram a produção de gordura) e pessoas com a pele oleosa (a oleosidade pode provocar acúmulo de gordura e bloquear a glândula) são os grupos mais suscetíveis à doença. Mas outros fatores podem levar quaisquer pessoas a sofrer com uma dessas inflamações.
 
De acordo com Erika Silvino Rodrigues, oftalmologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, não existe uma forma de prevenção 100% efetiva contra o terçol, então é bom saber o que fazer e o que não fazer quando ele se aloja em um dos olhos.
 
Sete dicas dos oftalmologistas para reduzir os riscos de desenvolver terçol:
 
- Faça a higiene dos cílios com xampu infantil neutro ou produtos específicos para a região. Eles estão à venda na maioria das farmácias
 
- Limpe os olhos logo ao acordar. Durante o sono, produzimos uma quantidade menor da parte aquosa da lágrima, o que aumenta a oleosidade local
 
- Lave os olhos pelo menos duas vezes ao longo do dia. Para diminuir os riscos de obstrução dos poros e, consequentemente, de ter um terçol
 
- Remova toda a maquiagem dos olhos antes de dormir. Resíduos de delineador, lápis e sombra podem levar à obstrução dos poros, desencadeando um terçol
 
- Evite ao máximo coçar e esfregar os olhos. Se for inevitável, esteja sempre com as mãos limpas, pois sujeiras contidas na pele e nas unhas podem causar infecções
 
- Durma cerca de oito horas por noite. Isso ajuda a manter a lubrificação correta dos olhos
 
- Procure um oftalmologista. Se a frequência for muito grande, o médico poderá receitar antibióticos orais para “quebrar” o ciclo de reincidência
 
“O principal é não fazer automedicação e não tentar ‘espremer’ o terçol”, alerta o oftalmologista Renato Souza Vieira, do Instituto Brasileiro de Oftalmologia (IBOL), que prossegue: “Apenas aplique compressas mornas e procure um oftalmologista, que prescreverá medidas de higiene e, se for o caso, antibióticos na forma de pomada ou colírio”. Erika complementa que maquiagem jamais deve ser passada sobre a inflamação.
 
A cura normalmente leva de sete a dez dias. Em alguns pacientes, os nódulos somem sozinhos, mesmo sem tratamento. Em outros, podem persistir por até duas semanas. “Aí não é descartada a possibilidade do uso de uma medicação como colírio ou pomada de antibiótico com corticoide”, diz Erika.
 
Medidas caseiras, como encostar uma aliança no terçol, são desaconselhadas pelos oftalmologistas. “Já vi casos de pessoas queimarem a pele ao colocar uma aliança quente sobre o terçol”, conta Vieira. “O ideal é não fazer nada disso, apenas a compressa morna”, insiste ele.
 
Casos raros
Erika e Vieira são unânimes em afirmar que é muito raro o terçol afetar a visão. “Quando a lesão é muito grande, pode ‘empurrar’ a córnea, causando uma distorção da visão, mas é transitório e some quando o nódulo diminui”, esclarece o médico do IBOL.
 
Um terçol interno não curado totalmente pode evoluir para um calázio, que se assemelha a um cisto e precisa ser retirado preferencialmente com uma pequena cirurgia. “Ele é mais comum em pacientes com dermatite seborreica, rosácea e outras doenças dermatológicas, mas pode acontecer com qualquer pessoa. Pode-se optar por injetar corticoesteroides diretamente dentro do calázio, mas a cirurgia é um tratamento melhor”, orienta Vieira.
 
iG