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domingo, 6 de julho de 2014

Dicas para evitar picos de açúcar no sangue durante a Copa e a festa julina

http://vidaorganizada.com/wp-content/uploads/2013/06/140613-festajunina.jpg
Foto: Reprodução
Não ficar muito tempo sem comer e incluir fibras, proteínas e gorduras boas na dieta ajuda 

Por Dr. Roberto Navarro

Com tanta fartura e deliciosas opções durante a Copa do Mundo e as festas junina e julina é quase impossível resistir à tanta variedade. Com isso acabamos por exagerar no prato e nos petiscos, fazendo com que as taxas de açúcar no sangue fiquem perigosamente altas. 

Para controlar e prevenir o aumento da glicose no sangue, alimentar-se bem é essencial e o modo de comer, faz toda a diferença. 

Quando nos alimentamos, no processo de digestão, o corpo transforma o alimento em glicose, e depois a lança na corrente sanguínea, para servir como combustível e se, ao nos descontrolarmos e abusarmos de alimentos com excesso de açúcar, carboidratos refinados e gordura, acabamos por produzir combustível em demasia, fazendo com que ocorra um acúmulo de açúcar na corrente sanguínea. 

Para estabilizar a glicose em níveis normais, o pâncreas trabalha dobrado e com o tempo, por mais que se esforce, seu trabalho já não é suficiente, desencadeando assim um quadro denominado resistência à insulina e, por fim, a diabetes. 

Saúde e equilíbrio
Com algumas dicas, selecionadas especialmente para a ocasião, você evitará os picos de açúcar no sangue, sem ter que passar pelos altos e baixos da glicose no sangue e ainda manter o peso estável, sem passar fome e sem ter que se privar do prazer e da companhia dos amigos: 
  • Não chegue para a festa ou para ver o jogo de estômago vazio, ficar muito tempo sem se alimentar vai fazer com que você deixe de lado o poder da escolha, comendo o que vier pela frente. O correto é checar as opções disponíveis e escolher as mais saudáveis.
  • Prefira alimentos ricos em fibras, entre eles pães integrais, que ajudam a controlar as taxas de açúcar e aumentam a sensação de saciedade.
  • Ao ingerir um alimento com alto teor de carboidrato, açúcar ou gordura, tente ingerir conjuntamente uma boa fonte de proteína, como amendoim, pinhão ou carne magra. A dica é mesclar carboidrato, proteína, fibras e boa gordura evitando os picos de glicemia.
  • Fique atento não só na qualidade nutricional dos alimentos, prove um pouco de tudo mas não exagere na quantidade e evite os alimentos muito doces ou gordurosos.
  • Opte sempre que possível pelas versões diets ou lights, mas também não exagere.
  • É comum nessas festividades o consumo de bebidas alcoólicas , que em doses pequenas, tem efeito antioxidante ,mas é sempre bom lembrar que o consumo de álcool em excesso é bastante prejudicial, portanto não exagere na dose e não beba de estômago vazio.
  • Montar um prato, com boas escolhas e diversidade evitará que você coma mais sem perceber, servir- se diretamente das travessas da mesa vai fazer você comer mais, assim, logo que for possível, monte seu prato e coma devagar, saboreando com calma os alimentos.
  • Procure se alimentar normalmente, não pense em deixar para extrapolar na hora da festa. Coma com moderação.
Minha Vida

Câncer de pâncreas: quatro em 10 casos poderiam ser evitados com mudanças de estilo de vida

http://veja.abril.com.br/assets/images/2012/3/69257/pancreas-20120302-size-620.jpg Tabagismo e excesso de peso são fatores relacionados com incidência do tumor, diz estudo 

Um estudo desenvolvido pela Cancer Research UK mostrou que quase 40% dos casos de câncer de pâncreas - uma das formas mais mortais de câncer - poderiam ser evitados com bons hábitos de vida, tais como não fumar e manter o peso ideal. Os resultados foram publicados no British Journal of Cancer.

Por ser difícil de diagnosticar precocemente e sem comportamento agressivo, o câncer de pâncreas tem altas taxas de mortalidade. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes pelo problema.

Enquanto mais pesquisas são necessárias para encontrar melhores formas de diagnosticar e tratar a doença, há evidências sugerindo que alguns tipos de câncer de pâncreas estão ligados ao excesso de peso e tabagismo - e quase quatro em cada 10 poderiam ser evitados por mudanças nesses hábitos.

A equipe analisou os casos de câncer de pâncreas que ocorreram no Reino Unido em 2010 e relacionaram com 14 fatores de risco ambiental para o tumor:

- Álcool

- Amamentação

- Exposição a hormônios exógenos

- Ingestão de fibras

- Ingestão de frutas e legumes

- Infecções

- Ambiente de trabalho

- Excesso de peso e obesidade

- Atividade física

- Exposição à radiação

- Ingestão de carne vermelha e processada

- Ingestão de sal

- Exposição à luz solar

- Tabagismo

O tabagismo foi, de longe, o fator mais importante de risco para câncer no estudo, responsável por 28,7% de todos os casos de câncer de pâncreas, tendo relação com 31% dos casos em mulheres e 26,2% da incidência em homens. Já o excesso de peso e obesidade estavam relacionados com 12,2% de todos os casos de câncer de pâncreas no Reino Unido, sendo que 11,5% dos tumores desse tipo estavam ligados com excesso de peso em mulheres e 12,8% dos casos com homens.

Os autores afirmam que o aparecimento do câncer depende de um conjunto complexo de fatores. Para alguns, o estilo de vida pode ter um papel importante e deve ser levado em conta em pacientes com histórico familiar e outros riscos para o câncer. Eles explicam que ter consciência sobre o que ajuda na prevenção de um câncer tão agressivo é um passo para redução de mortes pela doença.

Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer
 
Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença. Conheça quais os hábitos recomendados e por que eles são tão necessários para quem quer evitar um câncer.

1. Não fume
Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga. 

2. Não abuse de bebidas alcoólicas
"O álcool aumenta a chance de desenvolvimento de alguns tumores, como intestino, esôfago e fígado. Mas o que mais se nota é que ele potencializa os efeitos do tabaco", justifica o oncologista Gilberto de Castro Jr., do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Ele explica que, por potencializar os efeitos do cigarro, o risco de um tumor localizado nos órgãos afetados pelo fumo é muito maior.

Além disso, estudos científicos têm relacionado o abuso do álcool com outros tipos de câncer. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, a quantia de 18 gramas (aproximadamente duas doses) de álcool por dia eram suficientes para aumentar significantemente o risco de desenvolver câncer de mama. Com o consumo de 50 gramas diárias, o risco aumenta em 50%. Outro estudo, este realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, especializado em pesquisas sobre câncer nos Estados Unidos, descobriu que as mesmas 50 gramas por dia, em homens, dobram as chances de desenvolver câncer de próstata.

3. Mantenha hábitos de sexo seguro. Use camisinha
Hoje, sabe-se que o papiloma vírus humano (HPV) - doença sexualmente transmissível - é o principal responsável por alguns tipos de câncer como o câncer do colo do útero, vulva, pênis e orofaringe (garganta). Por isso, a importância de praticar sexo seguro e sempre com o uso da camisinha - até mesmo para o sexo oral.

4. Proteja-se contra a hepatite
O sexo seguro também evita os vírus da hepatite B (para a qual há vacina) e da hepatite C, ambos com potencial para levar ao câncer de fígado. O uso da camisinha, além de reduzir as chances de cânceres no sistema reprodutor e orofaringe, também pode proteger seu fígado. Isso porque, explica Gilberto de Castro Jr., a hepatite B também é sexualmente transmissível. "Esse tipo de hepatite pode levar à cirrose e evoluir para um câncer do fígado", conta. No caso da hepatite C, o contágio costuma acontecer por contato sanguíneo, mas ela é igualmente um fator de risco a esse tipo de câncer.

5. Evite o consumo excessivo de açúcares, de gorduras, de carne vermelha, de porco e das processadas. Invista em uma dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutas
O açúcar, explica o nutrólogo Roberto Navarro, não tem relação direta com os diversos tipos de câncer. No entanto, quando é consumido em excesso, faz o organismo liberar muita insulina para metaboliza-lo. "A insulina muito alta aumenta a produção de uma substância chamada citocina pró-inflamatória. Aqui, está a relação com o câncer. Quanto maior a quantidade dessa substância, maiores as chances de câncer."

Já a carne vermelha, embora traga uma série de benefícios à saúde, não deve ser consumida com abusos. Segundo o nutrólogo, ainda não se sabe certamente quais elementos das carnes vermelhas (de boi e de porco) são cancerígenas. Porém supõe-se que se trata de uma substância chamada ácido aracdônico, presente na gordura dessas carnes. Ela seria responsável por estimular a produção das citocinas pró-inflamatórias.

Em relação às frutas, legumes e verduras, elas são ricas em fibras, o que, segundo o oncologista Gilberto de Castro Jr., protege o intestino contra o câncer.

6. Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e conservantes
Os alimentos processados - o que incluem enlatados e embutidos como mortadela, presunto, salame, mortadela, bacon e salsicha -, são ricos em uma substância chamada nitrosamina, que é cancerígena. Por isso, lembra o nutrólogo Roberto Navarro, é importante que esse tipo de alimento seja evitado ao máximo, assim como fast foods que, em geral, são ricos em processados.

Essa correlação já foi estudada pelo National Cancer Institute, nos Estados Unidos, que descobriu que os conservantes contidos nos embutidos, em especial o nitrato e o nitrito, são uma das causas do câncer de bexiga. Isso porque eles passam direto pela urina e podem interferir no tecido da bexiga, ajudando a desenvolver o câncer neste órgão.

7. Cuidado com o sol. Use filtro solar diariamente e evite a exposição entre 10h e 16h
Os raios UVA e UVB, emanados pelo sol, são os responsáveis pelas alterações celulares que levam ao câncer de pele. Por isso proteger-se do sol é algo tão importante na luta contra o câncer. Além do protetor solar - que, alerta Gilberto de Castro Jr., deve ter o mínimo de fator 20 -, é preferível tomar sol apenas antes das 10h e depois das 16h e não abrir mão de barreiras físicas, como chapéus, guarda-sol, bonés e óculos escuros.

8. Pratique atividades físicas todos os dias. A recomendação é de que o exercício tenha duração mínima de 30 minutos
A prática de atividades físicas promove um bem geral ao organismo e também protege contra o câncer. Roberto Navarro conta que isso se deve graças à capacidade, em especial de exercícios aeróbicos, de diminuir a circulação das citocinas pró-inflamatórias em nosso organismo.

Alguns estudos preveem esse benefício. Um deles, publicado no Journal of the National Cancer Institute, diz que adolescentes que praticam exercícios físicos estão mais distantes do câncer de mama. Neste caso, isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer.

9. Mantenha-se atento à sua saúde Procure assistência especializada caso note qualquer anormalidade em seu corpo
Sabemos que o nosso corpo dá sinais quando algo não está certo. Isso também vale para casos de câncer. É importante que se preste atenção no corpo, pois só assim é possível notar a presença de algum caroço estranho, uma íngua, mancha na pele ou outro sinal. O oncologista do ICESP aconselha que, ao sinal de algo fora do usual, um médico seja procurado.

10. Faça um check-up anual
É importante realizar todos os exames de diagnóstico precoce indicados pelo seu médico.

Existe uma série de exames que são fundamentais na hora de detectar os diversos tipos de cânceres. Entre eles, Gilberto de Castro Jr. lembra da mamografia, que deve ser feita a partir dos 50 anos para detectar o câncer de mama ou a coleta do PSA - exame de sangue que pode detectar câncer de próstata. 

Minha Vida

Homeopatia: não existe idade certa para começar com esse tipo de tratamento

Homeopatia: não existe idade certa para começarApesar de pessoas que começam a se tratar com um homeopata desde cedo terem melhores resultados, qualquer um pode se beneficiar com esse tipo de medicina 

Por Dra. Isiz Pezzuol 

No consultório recebo pacientes de todas as idades, de zero a 90 anos. Em grande numero de vezes ouço o seguinte comentário: "Doutora, a homeopatia é minha última esperança, já tentei de tudo!". 

Fico pensando nessa afirmação, na dificuldade que os pacientes têm em encontrar um caminho para restabelecimento de sua saúde. O adulto nos traz uma doença crônica (diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, depressão) e esta é mesmo difícil de controlar e por vezes tem tanto tempo de evolução com diferentes tratamentos que se complica pegar a "ponta desse novelo". 

Comparamos a doença de nosso paciente a uma cebola, colocando uma camada sobre a outra, encobrindo cada vez mais seu núcleo sadio, e quanto mais doença mais camadas. Quando começamos a tratar homeopaticamente, retiramos, isto é, tratamos cada camada que o paciente nos mostre até chegarmos o mais profundo, saudável, possível. Então, dá para compreender que vamos tratando até onde o corpo permite. 

Em qualquer idade pode ser iniciado o tratamento homeopático, não há impedimentos e de forma geral há benefícios para o paciente. A adesão ao tratamento para quem sempre usou medicamentos alopáticos é de forma geral muito tranquila: fácil de tomar, baixo custo e o médico homeopata ouve muito, e é gratificante encontrar um profissional que nos ouça. 

Pacientes vem até nós com tratamentos realizados anteriormente e existe sempre um lugar para a medicina bem feita, mas diferem da homeopatia pelo próprio princípio. O medicamento homeopático "carrega" com ele uma informação, a da doença. Chega então ao corpo e com a repetição do uso ele "ensina" o corpo a funcionar certinho. Partindo então dessa explicação, percebemos que quanto mais cedo iniciarmos o acompanhamento homeopático mais provável será o não adoecimento. 

E como é uma consulta homeopática em crianças, por exemplo, bebês? A criança não comunica doenças de forma objetiva, a mãe e os familiares, são os "tradutores". 

Além do motivo que o trouxe a uma consulta, condições de gestação e de parto, rotina, hábito alimentar, informações trazidas geralmente pela mãe, o pediatra experiente consegue em consulta captar as sutilezas em relação a condições de reatividade, calor, transpiração, sono, momentos de agravação, influências climáticas, choro. Valorizamos em uma consulta homeopática conflitos psíquicos que possam gerar situações de estresse, por exemplo, susto, sensação de abandono, ciúmes, entrada na escolinha, nascimento de irmãos. 

Quando falamos em homeopatia vem a nossa mente crianças, ou pessoas que fazem o tratamento desde pequenas. O tratamento homeopático pode ser iniciado a qualquer momento de vida e em qualquer idade. Desde o uso para tratar uma doença física (rinite, bronquite. sinusites), ou uma doença psíquica (depressão, tensão pré-menstrual). Mas vocês repararam? A bronquite não é somente física, pois pode ser desencadeada por uma emoção. A mesma coisa em relação a TPM, que é psíquica, mas também física. E é quase sempre assim com nossos pacientes em uso de medicamento homeopático: tratamos as questões físicas e também as psíquicas. 

Minha Vida

Dez sinais de que a sua pele está sofrendo os efeitos do estresse

http://meusegredodebeleza.files.wordpress.com/2013/09/pele-cansada.jpgAs suas emoções favorecem o surgimento de acne, alergias e infecções 

Quando o estresse faz parte da rotina, a pele é uma das mais afetadas.

A tensão provoca alterações hormonais diversas no corpo e libera algumas substâncias na corrente sanguínea. Com isso, há uma queda na imunidade e o corpo fica mais vulnerável a infecções e outros problemas. 

"No rosto, por exemplo, é visível o surgimento de descamações, áreas avermelhadas e ressecadas, olheiras e pele sem brilho", conta o dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini, em São Paulo. Peles oleosas também ficam com os poros mais dilatados e a derme mais grossa. 

Conheça outros problemas da pele estressada e veja dicas para amenizá-los, além - é claro - de combater o estresse.  

Acne
Cravos e espinhas são muito mais comuns na adolescência, mas podem surgir na fase adulta por alguns fatores, incluindo o excesso de tensão. "O estresse aumenta a produção das glândulas sebáceas e deixa a pele mais oleosa, favorecendo o surgimento da acne", explica o dermatologista Anderson.

A primeira recomendação dos dermatologistas é não cutucar esses cravinhos. "Os micro-organismos presentes nas unhas podem causar um processo inflamatório na acne, piorando o estado da pele e aumentando as chances de virar uma cicatriz", afirma o dermatologista Fernando de Freitas, de São Paulo. Em vez disso, lave o rosto duas vezes por dia com sabonete neutro, use apenas produtos indicados por seu médico para a sua pele e evite abusar de doces, frituras e gorduras, que aumentam a oleosidade da pele.

Alergias
Segundo o dermatologista Anderson, o estresse age nas células do tecido conjuntivo associadas às reações alérgicas, chamadas mastócitos. "Com isso, aumenta a coceira e o prurido", diz o médico. Para evitar que a alergia de pele piore, adote as dicas da dermatologista Pietra Martini, da Clínica Priméra, em Campinas (SP):

- Aplique uma camada espessa de hidratante com filtro solar na área afetada para evitar manchas;

- Lave a pele apenas com água fria enquanto houver alergia;

- Evite coçar, para não aumentar a lesão;

- Caso a irritação persista, consulte um dermatologista.

Dermatite Seborreica
Essa doença provoca lesões avermelhadas e que descamam a pele - sobretudo o couro cabeludo - e é causada por um fundo chamado pityrosporum ovale, que se alimenta do sebo produzido pelas glândulas da pele. Segundo a dermatologista Thais Pepe, médica especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite seborreica é facilmente tratada. "Os tratamentos costumam envolver o uso de xampus que combatem oleosidade, caspa ou fungos; loções para o controle da inflamação e das caspas e até mesmo medicações de uso oral que venham a controlar a oleosidade", conta a médica. Além disso, ela lembra a importância de expor a pele ao sol (com filtro solar e fora do período entre as 10h e 16h), pois os raios solares ajudam a amenizar o problema. 

Furúnculo
Essa infecção é muito comum em regiões com dobras ou pelos, como virilha e bumbum. "O furúnculo se transforma em um nódulo endurecido, vermelho e bem dolorido e, se não for tratado, pode virar uma ferida com pus", conta Anderson Bertolini. Além do tratamento antibiótico, o furúnculo precisa ser drenado. "Mas é um médico que vai determinar a hora certa e fazer esse procedimento com higiene e técnica adequadas", reforça Thais Pepe. 

Herpes
Esse problema é causado por um vírus do próprio organismo e desencadeado por fatores como estresse, sol e baixa imunidade. Feridas em formato de bolhas aparecem no corpo - principalmente nos lábios e nos genitais. "É preciso iniciar uma medicação oral para evitar o aumento de herpes, além de aplicar creme tópico para diminuir a transmissão", conta a dermatologista Thais.

Micose
A micose é uma infecção é causada por fungos que se proliferam em ambientes úmidos, fechados e quentes. "Ela é um dos sinais de que o sistema imunológico está deficiente", conta o dermatologista Anderson. Para conter esse problema, Thais Pepe dá a seguinte orientação: seque o local após o banho todos os dias e use antifúngicos orais e tópicos (pomadas) indicados por um dermatologista. 

Rosácea
Caracterizada por uma vermelhidão no rosto, a rosácea também pode apresentar nódulos, pus, inchaços e vasinhos. "Tensão, ansiedade, estresse são fatores desencadeantes e o quadro pode piorar com o consumo excessivo de álcool e exposição solar", alerta Anderson Bertolini. Além disso, a pele com rosácea é muito mais sensível a produtos cosméticos, sendo importante evitar substâncias que possuem ácidos e álcool. Dependendo do grau de rosácea, é necessário realizar tratamento medicamentoso. 

Psoríase
Ela é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa e caracterizada por lesões avermelhadas e que descamam. "A psoríase costuma aparecer no couro cabeludo, nos cotovelos e nos joelhos", conta Anderson Bertolini. Além de controlar o estresse - que é um agravante do quadro -, é importante tomar sol e hidratar a pele. "Use de preferência hidratantes sem ureia na formulação e sem perfume", orienta a dermatologista Thais Pepe. 

Envelhecimento precoce
Perda da vitalidade, diminuição da elasticidade, linhas de expressão e manchas são os principais sinais do envelhecimento da pele, de acordo com o dermatologista Anderson. Para evitar que esse problema seja precoce, vale a pena controlar as emoções, uma vez que o estresse pode acelerar a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células. Exposição solar exagerada, falta de hidratação adequada e tabagismo são outros fatores que podem antecipar o aparecimento de rugas.

Olheiras
As bolsas e manchas escuras embaixo dos olhos são decorrentes, principalmente, de noites mal dormidas. "Um bom corretivo ajuda a disfarçar, mas, se as olheiras forem permanentes, a solução é procurar um dermatologista para tratar da forma correta", conta o maquiador Marcelo Marques, de São Paulo. Ele lembra que a pele do resto é muito sensível - ainda mais nessa região - e pode ser manchada com facilidade. "Por isso, devemos tomar muito cuidado com receitas caseiras para não piorar a situação", alerta.

Segundo a dermatologista Cristina Graneiro, diretora médica da clínica La Liq, os cremes mais indicados para amenizar as olheiras são à base de ácido tioglicólico ou vitamina K. A vitamina C também ajuda, tanto como antioxidante, quanto como clareador. "É fundamental também usar filtro solar, pois o acúmulo de melanina pode piorar a aparência da olheira", conta a profissional.

Minha Vida

Vitamina A é essencial para a visão e o crescimento

http://img.webphunu.net/Upload/images/ngoc/Tuan%203-2014/vitamin-cho-dan-van-phong6.jpgNutriente também é importante para a pele, previne infecções e tem ação antioxidante 

A vitamina A pertence ao grupo de vitaminas lipossolúveis e pode ser encontrada em duas fontes. Nos alimentos de origem animal está na forma de retinóides e naqueles de origem vegetal o nutriente está na forma de grupos de carotenoides, que inclui o betacaroteno. Essas substâncias serão convertidas em vitamina A. 

Ela age de diferentes maneiras no organismo. Este nutriente contribui para a boa visão, pois protege a córnea e também para a correta proliferação e diferenciação celular. Esta vitamina também contribui para o correto desenvolvimento do feto, por esta última razão ela é especialmente necessária para as gestantes. A vitamina A ainda é importante para os processos de formação da pele.   

Benefícios comprovados da vitamina A
 
Boa para os olhos: A vitamina A é importante para a visão porque protege a córnea, parte do olho que transmite e concentra a luz que entra no olho. A baixa ingestão deste nutriente pode fazer com que a pessoa tenha dificuldade em enxergar em locais com a luz fraca e causar alterações oculares, em casos extremos pode levar à cegueira total.

Importante para a pele: A vitamina A é necessária para manter a integridade e função das células da pele e das mucosas. Além disso, o nutriente age na reparação do epitélio da pele. Alguns estudos tentaram comprovar se a vitamina A ajuda a prevenir ou tratar o câncer de pele, porém nada ainda foi comprovado. 

Contribui para o crescimento: A vitamina A contribui para o crescimento de diferentes maneiras. Ela é essencial para a proliferação e divisão celular e também regula a expressão do gene para a formação do hormônio de crescimento, o GH. 

Evita infecções: É importante destacar que as células da pele e das mucosas, que revestem as vias respiratórias, do aparelho digestivo e do trato urinário, atuam como uma barreira e são a primeira linha de defesa do corpo contra infecções. Desta forma, a vitamina A é importante porque mantém as funções e a integridade dessas células. 

Além disso, o nutriente age no desenvolvimento e diferenciação de células brancas do sangue, tais como os linfócitos, os quais desempenham papel principal no sistema imunológico. A ação antioxidante desta vitamina irá contribuir para que ela tenha um efeito protetor.

De acordo com um estudo realizado pela American Society for Microbiology a suplementação de crianças pré-escolares com vitamina A aumenta a imunidade e assim diminui o risco de morte por doenças como diarreia, malária e HIV. 

Ação antioxidante: A vitamina A tem um efeito antioxidante. Assim ela evita a ação dos radicais livres que teriam efeito nocivo para as células e são tidos como causadores de arteriosclerose, catarata, tumores, doenças de pele, entre outros.

Batata doce é rica em vitamina A
Benefícios polêmicos da vitamina A: 
 
Previne o câncer: Por ter ação antioxidante e contribuir para a correta proliferação e diferenciação celular algumas pesquisas sugerem que a vitamina A é capaz de mudar células cancerígenas e prevenir que células normais se tornem cancerígenas. 

Contudo, ainda não se conseguiu provar que a vitamina A de fato ajuda a prevenir o câncer. Inclusive, algumas pesquisas provaram o contrário. Uma pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine feita com mais de 18 mil pessoas fumantes, ex-fumantes e pessoas expostas ao amianto concluiu que a combinação entre suplementos de betacaroteno e vitamina A pode aumentar o risco de câncer no pulmão e doenças cardiovasculares.

Boa para as gestantes: É importante que a grávida receba as quantidades corretas de vitamina A, pois ela é essencial para o crescimento embrionário. A substância contribui para o desenvolvimento dos ombros, formação do coração, olhos e ouvidos. Ela também regula a expressão do gene para a formação do hormônio do crescimento, o GH. 

Contudo, a suplementação de vitamina A não é orientada. Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition observou que os suplementos do nutriente podem levar a efeitos teratogênicos, capaz de produzir danos ao embrião ou feto durante a gravidez. 

Deficiência de vitamina A
A deficiência de vitamina A é identificada por meio de um exame de dosagem de retinol sérico ou retinol no leite materno, no caso de lactantes. A nutricionista e o médico nutrólogo também podem descobrir esta informação por meio de inquéritos dietéticos, quantitativos e qualitativos, em que o indivíduo conta sua alimentação diária e o profissional calcula a quantidade ingerida do nutriente. 

A deficiência do nutriente pode causar uma série de problemas de saúde. A cegueira noturna (dificuldade de enxergar em locais com a luz fraca) que pode até evoluir para uma cegueira total é uma das complicações. 

Outros problemas são: aumentar a gravidade de infecções comuns como diarreia e infecções respiratórias, endurecimento das membranas mucosas dos tratos respiratório, gastrointestinal e urinário, redução do olfato e do paladar, ressecamento da esclera (parte branca dos olhos) e da córnea, inflamação da pele (dermatite) e estresse. 

No caso das crianças, a deficiência do nutriente prejudica o crescimento e o desenvolvimento, pode causar cegueira irreversível e aumentar o risco de mortalidade infantil.

Laticínios e ovos são ricos em vitamina A
Interações
O excesso de fibras pode interferir na absorção de vitamina A e carotenoides. O álcool em grandes quantidades também pode interferir negativamente na absorção de vitamina A. 

Combinações da vitamina A
 
Vitamina A + gorduras e proteínas: Ao consumir alimentos de origem vegetal ricos em betacaroteno, a conversão dele em vitamina A ocorre na parede do intestino delgado sendo influenciada pela ingestão de gorduras e proteínas da dieta. 

Vitamina A + zinco: A vitamina A que é absorvida no intestino será estocada no fígado, mas para que possa ser transportada nos vasos sanguíneos o zinco é necessário. 

Fontes de vitamina A
A vitamina A pode ser encontrada tanto em alimentos de origem animal quanto vegetal. Nos vegetais ela normalmente está presente em alimentos de cor alaranjada que são ricos em carotenoides, que será convertido em vitamina A.

Esses alimentos são: manga, mamão, caju, goiaba vermelha, cenoura, milho (amarelo), batata doce (amarela), abóbora (madura), moranga, couve, mostarda, espinafre, brócolis, caruru, folhas de beterraba e cenoura, chicória, alface e agrião. Há dois óleos que são muito ricos em pró-vitamina A: o dendê e o buriti. Estima-se que os carotenos provenientes de vegetais contribuam com cerca de 68% da vitamina A da dieta. 

A vitamina A na forma de retinol é encontrada em alimentos de origem animal como vísceras, especialmente o fígado, gemas de ovos e leite integral e seus derivados, manteiga e queijo. Confira os alimentos que mais possuem vitamina A.  

AlimentoMedida caseira Vitamina A, RAE Vitamina A, UI
Óleo de fígado de bacalhau 1 colher de chá 1.350 mcg 4.500 UI
Cereais matinais fortificados 1 xícara de chá 150-230 mcg 500-767 UI
Ovo 1 unidade91 mcg 303 UI
Manteiga1 colher de sopa 97 mcg 323 UI
Leite integral 1 copo (200ml) 68 mcg 227 UI
Batata doce, cozida 1/2 xícara 961 mcg 3.203 UI
Abóbora cozida1/2 xícara 953 mcg 3.177 UI
Cenoura (crua) 1/2 xícara, picado 538 mcg 1.793 UI
Manga 1 fruta 79 mcg263 UI
Espinafre, cozido 1/2 xícara472 mcg 1.572 UI
Couve, cozida 1/2 xícara443 mcg 1.475 UI

Fonte: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

Quantidade recomendada de vitamina A

Idade Homens: mcg/dia (UI/dia) Mulheres: mcg/dia (UI/dia)
Recém-nascidos 0-6 meses 400 (1333 UI) 400 (1333 UI)
Bebês 7-12 meses 500 (1667 UI) 500 (1667 UI)
Crianças 1-3 anos 300 (1000 UI) 300 (1000 UI)
Crianças 4-8 anos 400 (1333 UI)400 (1333 UI)
Crianças 9-13 anos 600 (2000 UI) 600 (2000 UI)
Adolescentes 14-18 anos 900 (3000 UI) 700 (2333 UI)
Adultos maior de 19 anos 900 (3000 UI) 700 (2333 UI)
Grávidas menor de 18 anos -750 (2500 UI)
Grávidas maior de 19 anos -770 (2567 UI)
Lactantes menor de 18 anos -1200 (4000 UI)
Lactantes maior de 19 anos-1300 (4333 UI)

Fonte: Food and Nutrition Board (FNB) - Institute of Medicine, 2001

Brócolis é rico em vitamina A
Uso do suplemento de vitamina A
O suplemento de vitamina A é orientado em quadros clínicos de hipovitaminose, condição detectada por meio de um exame de sangue. Em casos de pacientes com relatos de alimentação inadequada, com déficit de ingestão de nutrientes, a suplementação também pode ser recomendada. É o médico ou nutricionista que irá definir a necessidade do suplemento ou não. 

É importante destacar que não é preciso ingerir suplementos quando a alimentação é balanceada. Lactantes podem conversar com o médico sobre o consumo do suplemento de vitamina A, pois elas necessitam de maiores quantidades deste nutriente. 

Crianças com idades entre seis e onze meses também podem precisar do suplemento, por isso é interessante que seus pais falem com o pediatra sobre o assunto. 

Uma pesquisa publicada no Journal of the National Cancer Institute feita com 29 mil fumantes concluiu que o excesso de vitamina A por meio de suplementação pode aumentar o risco de câncer de pulmão. Portanto, os fumantes devem tomar cuidado ao ingerir os suplementos do nutriente e conversar com o médico ou nutricionista sobre o assunto. 

Riscos do consumo em excesso de vitamina A
O excesso de vitamina A ocorre por meio da suplementação e pode ser tóxico. Grandes quantidades do nutriente podem causar problemas como náuseas, vômitos, dor de cabeça, irritação cutânea, dores articulares, densidade mineral óssea diminuída, podendo causar osteoporose e até coma em casos extremos e raros. 

O excesso desta vitamina também pode causar falta de apetite, edema, cansaço, irritabilidade, sangramentos, aumentos do baço e fígado, alterações de provas de função hepática e redução dos níveis de colesterol HDL. Em alguns casos, o excesso de vitamina A pode ser fatal. 

Quantidade máxima que pode ser ingerida de Vitamina A pré formada (Retinol)
Faixa etária UL em mcg/dia (UI/dia)
Bebês 0-12 meses 600 (2000 UI)
Crianças 1-3 anos 600 (2000 UI)
Crianças 4-8 anos 900 (3000 UI)
Crianças 9-13 anos 1700 (5667 UI)
Adolescentes 14-18 anos 2800 (9333 UI)
Adultos maiores de 19 anos 3000 (10000 UI)

Fonte: Food and Nutrition Board (FNB) - Institute of Medicine, 2001 

Fontes consultadas:
- Nutricionista Karina Valentim da PB Consultoria em Nutrição
- Nutrólogo André Veinert do Hospital Villa-Lobos
- Nutricionista Rita de Cássia Leite Novais da empresa Consultoria Alimentar 

Minha Vida

Pediatras alertam para o falso diagnóstico de tosse alérgica

Pediatras alertam para o falso diagnóstico de tosse alérgica Ilya Andriyanov/Deposit Photos
Foto: Ilya Andriyanov / Deposit Photos
Especialistas afirmam que termo não existe e que o uso de antialérgicos e anti-histamínicos é contraindicado 

Uma criança começa a tossir e alguém diz que deve ser tosse alérgica. Essa cena é recorrente, porém esse termo é usado de forma incorreta, o que é motivo de preocupação para Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Não existe a chamada "tosse alérgica". De acordo com o pneumologista pediátrico, Paulo José Cauduro Marostica, muitos pais oferecem antialérgicos e anti-histamínicos para crianças asmáticas pensando estar tratando a tosse, erroneamente.

— Crianças alérgicas frequentemente apresentam asma e a doença pode se manifestar apenas com tosse. Com isso, as pessoas fizeram a associação de que o antialérgico trataria o problema, o que está muito errado. Esse uso não tem comprovação científica.

Ocorre exatamente o contrário, o remédio não faz efeito e ainda deixa a criança sonolenta, com aumento de apetite e de peso— explica.

Segundo o pediatra Wilson Rocha Filho, é comum que as crianças tenham até dez viroses por ano.

— A chamada tosse alérgica não tem respaldo da literatura. Existe o medicamento específico para asma, que deve ser dado para as crianças asmáticas. Estamos numa época do ano que é normal que o pequeno tenha uma ou duas viroses num mesmo mês.

Crianças até cinco anos apresentam, em média, cinco viroses por ano— esclarece.

O pediatra lembra que a tosse é um mecanismo de defesa do corpo. Porém, alguns sintomas devem ser observados para que o tratamento mais adequado seja seguido. Quando a tosse dura mais de 15 dias, ou se a criança apresentar quadro de febre por mais de sete dias e catarro por 15, deve ser investigado por um médico pediatra. É sinal de que algo está fora do normal.

Zero Hora

Surto de Ebola está fora de controle em regiões da África, alerta MSF

Surto de Ebola já matou quase 500 pessoas em três países da África Ocidental
Médicos Sem Fronteiras alertam sobre o risco de epidemia em áreas africanas; ao menos 500 já foram atendidos com doença 

Com o aumento exponencial no número de casos de Ebola na África Ocidental, a organização médica internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para o risco de uma epidemia regional.

"O surto está fora de controle', afirmou à BBC Brasil Mariano Lugli, diretor de operações do MSF na Suíça.

A equipe de Lugli lidera a assistência humanitária na região desde fevereiro. Com cerca de 300 profissionais em campo, a organização já atendeu cerca de 500 pacientes e está no limite de sua capacidade operacional.

Em quatro meses, o surto de Ebola que surgiu em Guiné já se espalhou para dois países vizinhos, Libéria e Serra Leoa.

"Há um movimento constante e intenso de pessoas cruzando fronteiras nesta região e os casos estão se espalhando rapidamente para mais províncias e países", explicou Lugli.

A doença já se alastrou para mais de 60 localidades diferentes na África Ocidental e ainda não atingiu seu pico.

"Em geral, isso deveria ter acontecido entre dois e cinco meses, mas é impossível prever especialmente porque agora há uma variante do vírus que causa febre hemorrágica e é muito perigosa", afirmou Lugli.

Até agora, 759 pessoas foram infectadas pelo vírus e 468 morreram. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), este é o maior surto de Ebola já registrado na história.

O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas e o contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções, de uma pessoa infectada. Não há vacina ou cura para a doença.

Plano de ação
No início desta semana, a OMS realizou uma reunião de emergência sobre o surto. Ministros de 11 países africanos se reuniram em Acra, Gana, para discutir como controlar o surto de Ebola.

No encontro, as autoridades concordaram em ampliar a coordenação e monitoramento da doença, com foco nas regiões fronteiriças. Para isso, a OMS anunciou a criação de um centro regional de apoio técnico em Guiné.

No entanto, a organização ainda não prescreve nenhum tipo de restrição a viagens para a África Ocidental ou entre países da região. Segundo a OMS, o risco de disseminação da doença é considerado alto nos países fronteiriços, moderado no restante do continente africano e baixo no restante do mundo.

"Agora a comunidade internacional reconheceu o problema e todo mundo entende a necessidade de coordenação, mas é preciso ver como isso se traduzirá em ação", afirmou Lugli.

Apoio local e internacional
Mobilizar líderes comunitários, religiosos e políticos para ampliar o conhecimento sobre a doença também foi outro destaque do plano da OMS.

"A coisa mais importante agora é sensibilizar a população e os agentes de saúde locais, além da maior coordenação entre as autoridades regionais para controle e supervisão de casos em aeroportos e portos", disse Lugli.

Há quatro meses, ele esteve em Guékédou, na fronteira de Guiné com a Libéria, quando foram registrados os primeiros casos.

"As pessoas estavam com muito medo e os médicos locais não conheciam a doença", explicou.

Na região, é comum o uso de medicina popular e curandeiros. Médicos têm pouca experiência em lidar com isolamento –a única alternativa de tratamento para o Ebola.

"Os pacientes que sobrevivem são aqueles que naturalmente desenvolvem anticorpos contra o vírus, mas para isso é preciso tempo e isolamento", explicou Lugli.

Estima-se que cada pessoa contaminada mantenha contato com ao menos outros 20 indivíduos, que também devem ser isolados e monitorados para controle do Ebola. Outro agravante comum é o descuido no manuseio de corpos de vítimas da doença.

Atualmente, o MSF é a única organização internacional humanitária atendendo vítimas do Ebola na África Ocidental.

"Estamos no nosso limite. É urgente que mais atores internacionais competentes também apoiem na resposta ao surto", afirmou Lugli.

BBC Brasil / iG

Mitos e verdades sobre a artrite reumatoide, doença que afeta os mais jovens

Doença pode ser diagnosticada aos 18 anos, sendo mais comum por volta dos 40 anos
Ao contrário da artrose, a artrite reumatoide é uma doença autoimune que não tem cura, apenas controle dos sintomas

Com bastante frequência, ouve-se que artrite reumatoide é "doença de velho". É comum também acreditar que ela se agrava com exercícios físicos, bem como que quem sofre do mal não pode comer carne de porco. Nada disso é verdade. Essas afirmações fazem parte apenas de uma junção de mitos acerca da doença autoimune que, na verdade, afeta as pessoas ainda quando jovens, mais precisamente a partir dos 18 anos.

A reumatologista responsável pelo ambulatório de artrite reumatoide do Hospital das Clínicas, Ieda Laurindo, explica que a doença - que na América Latina atinge seis mulheres para cada homem -, causa inflamação nas juntas, como joelhos e pulsos, e provoca dor e inchaço. A designação autoimune acontece quando o sistema de defesa do corpo “estranha” o próprio corpo e começa a atacá-lo como se alguma parte dele fosse um invasor, provocando inflamações que resultam em perda de qualidade de vida, por causa dos sintomas.

A pergunta de um milhão de dólares é: o que causa essa confusão no sistema imunológico a ponto de ele se autoatacar? A médica explica que a medicina ainda não tem essa resposta. “Sabe-se muita coisa do que acontece no sistema imunológico e na articulação, mas o que causou o desarranjo ainda não se sabe”, explica. A medicina suspeita que as causas sejam multifatoriais, como alterações genéticas e ambientais.

A médica explica que há uma tendência genética para a doença, mas nada que se diga que se a mãe tiver, a filha também vai ter. “Ela tem uma chance maior de ter artrite reumatoide, mas não se desaconselha uma mãe a ter um filho por causa disso”, explica a reumatologista.

O tratamento já é conhecido da medicina e pode melhorar a vida dos pacientes portadores da doença. Por se tratar de uma doença imunológica, a médica explica que tenta-se restaurar o sistema imunológico, para que ele volte ao estado original de equilíbrio. O tratamento deve ser feito para o resto da vida, sempre com acompanhamento médico.

Conheça alguns mitos e verdades sobre a artrite reumatoide:

A artrite reumatoide é uma doença exclusiva de idosos?
Mito
- Não. A doença de idosos chama-se artrose e ninguém escapará ileso na terceira idade. “De maneira grosseira, pode-se pensar na artrose como resultado do desgaste e uso das articulações ao longo da vida”, explica Ieda. Já a artrite pode acometer pessoas a partir dos 18 anos, sendo mais comum por volta dos 40 anos.

Exercícios provocam artrite reumatoide? 
Mito – Os exercícios provocam artrose, por conta do desgaste, mas não a artrite. A médica recomenda, no entanto, que o paciente evite exercícios físicos em momentos de crise. “Quando estiver sem crise, o exercício é inclusive muito benéfico”, explica. A atividade física ajuda no condicionamento, mas antes de praticar é ideal consultar o médico para que ele indique os exercícios mais adequados e que não sobrecarreguem as articulações inflamadas. Exercícios de menor impacto, como os feito na água, são mais indicados.

Tabaco influencia no aparecimento da doença? 
Verdade – Por não ser de razão única, como ter predisposição genética e ambiental, o cigarro pode ajudar a desencadear a artrite e também piorá-la. Se alguém na família já tem artrite reumatoide, é prudente os familiares pararem de fumar para não correrem o risco de “acordar” a doença.

A gravidez ajuda a melhorar a artrite reumatoide?
Verdade – Sim, há uma melhora durante a gestação. É ideal que a gravidez seja planejada e a intenção de engravidar seja compartilhada com o médico, já que muitas medicações devem ser suspensas para não provocar riscos ao bebê.

Quem tem artrite reumatoide não pode comer carne de porco?
Mito – A alimentação é livre, embora recomenda-se uma dieta saudável. “Alguns estudos relacionaram o ômega 3 com a melhora dos sintomas, mas a quantidade a ser ingerida seria tão absurda que é inviável”, diz a médica. 

Obesos sofrem mais com artrite reumatoide?
 Verdade – Manter o peso ideal é importante para não sobrecarregar as articulações, que podem estar inflamadas.

Terapias alternativas curam artrite reumatoide?
Mito – Terapias alternativas podem ajudar, mas não substituem as medicações tradicionais receitadas pelo médico, que podem incluir anti-inflamatórios, corticoides, analgésicos e outros medicamentos que vão equilibrar o sistema imunológico, resultando na ausência de sintomas desagradáveis para o paciente.

iG 

Exames: Ácido Úrico

http://www.dicasdesaude.info/blog/wp-content/gallery/os-exames-de-sangue/os-exames-de-sangue-4.jpgO que é 

Exame de sangue (ou de urina) para avaliar os níveis de ácido úrico no organismo.

Para que serve 
Serve para detectar níveis elevados de ácido úrico e assim diagnosticar doenças como gota, artrite e cálculos renais. 

Como é feito 
É coletado sangue de uma veia do braço do paciente ou então uma amostra da urina (neste caso a coleta consiste em urinar uma pequena quantidade de urina dentro de um pote apropriado, fornecido pelo laboratório).

Preparo 
Não é necessário preparo prévio ao exame.

Valores de referência Exame de sangue

- Homens: 2,5 a 7,0 mg/dL = 149 a 416 mmol/L

- Mulheres: 1,5 a 6,0 mg/dL = 89 a 357 mmol/L

Exame de urina
- 250 a 750 mg/24 horas = 1,5 a 4,5 mmol/24 horas

iG

Dieta para reduzir o ácido úrico

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Thinkstock/Getty Images - Artrite que provoca inchaço e dores nas articulações
Alimentação é a principal armas contra os altos níveis de ácido úrico no sangue, condição que pode levar à gota 

Dor articular intensa com calor e vermelhidão, principalmente no dedão do pé, é uma das principais manifestações da gota, doença que provoca inflamação nas articulações pela deposição de cristais de ácido úrico nelas. Mas você sabia que é possível controlar e até prevenir essa doença por meio da alimentação?

Produto final do metabolismo das purinas – elas são o resultado da quebra de aminoácidos presentes nas proteínas do organismo e nos alimentos – o ácido úrico circula no sangue, está presente nas articulações e é eliminado predominantemente pelos rins.

Quando há um aumento na ingestão, na produção ou na diminuição da excreção do ácido úrico que circula no sangue, ocorre a hiperuricemia – o nível limite de ácido úrico que dá início à deposição dos cristais nos tecidos é de 6,8 mg/dl.

A principal consequência da hiperuricemia é a gota, mas nem todas as pessoas desenvolvem a doença, apesar de terem o ácido úrico aumentado. O clínico e cardiologista Antônio Carlos Till, do Vita Check-Up Center, do Rio de Janeiro, explica que algumas condições que favorecem o aparecimento da doença são a idade, a presença de hipertensão arterial, a obesidade, o colesterol aumentado e o consumo de álcool.

Conheça os sintomas da gota, doença causada pelo excesso de ácido úrico:

- Dores

- Pedra nos rins pode ser um sintoma da gota

- Artrite que provoca inchaço e dores nas articulaçõe

- Dores nas articulações das mãos

- Dores nas articulações dos pés

- Presença de cristais de ácido úrico nas articulações

- Às vezes até a febre pode se apresentar

- Presença alta de ácido úrico no sangue

- Ataque de artrite em somente uma articulação. As mais afetadas são as dos joelhos, tornozelos e dedão do pé

- Dores nas articulações do joelho

“Além das articulações, outro órgão acometido pelo aumento do ácido úrico é o rim, que sofrerá com a formação de cálculos (a famosa pedra no rim) e com uma possível disfunção renal”, complementa Till.

“Trabalhos recentes têm mostrado também que o aumento do ácido úrico no sangue pode aumentar a resistência à insulina, determinando um maior risco de desenvolvimento de diabetes.”

As causas para a hiperuricemia podem ser de origem genética ou vir do consumo aumentado de proteínas na dieta. Alimentos como carne vermelha, peixes e crustáceos em geral, além de cerveja e bebidas ricas em frutose, contribuem para elevar os níveis de ácido úrico. Já o vinho parece ter um menor efeito nesta elevação.

Como a hiperuricemia, isoladamente, não produz sinais ou sintomas, manter uma dieta balanceada permanentemente é fundamental na prevenção do aparecimento da gota.

“Nossa dieta colabora com cerca de um terço da produção do ácido úrico, sendo o restante advindo de forma endógena hepática, ou seja, o fígado é o responsável pelos dois terços restantes”, explica a nutricionista Eliane Nardon.

“Uma dieta muito rica em proteína, sobretudo as de origem animal, pode levar à hiperuricemia e à gota. Bebidas gaseificadas, inclusive água, e jejuns prolongados (mais que três horas sem se alimentar) também devem ser evitados”, orienta ela.

Em linhas gerais, o que se recomenda é uma alimentação equilibrada, com restrição de bebidas alcoólicas e sem proteínas em excesso. Alguns alimentos são especialmente ricos em purinas , como alguns peixes e frutos do mar, miúdos, algumas aves e determinados tipos de carne, que devem ser evitados por quem apresentar elevação nos níveis de ácido úrico no sangue.

Alimentos com teor de purinas moderado, como leguminosas, carnes, peixes e algumas verduras, só não devem ser ingeridos na fase aguda de crise de gota. Já os com baixo teor de purinas são permitidos . O consumo de mais de dois litros de água por dia é extremamente recomendado, pois contribui para uma maior excreção do ácido úrico.

“Alimentos que parecem estar relacionados a uma redução dos níveis de ácido úrico são café, vitamina C e produtos lácteos com conteúdo baixo em gordura”, acrescenta Till.

iG