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domingo, 9 de outubro de 2011

Artigo reacende o debate sobre manipulação genética para fins terapêuticos

A polêmica questão das pesquisas com células-tronco ganhou mais combustível esta semana. Em um artigo publicado na revista Nature, cientistas anunciaram a descoberta de um novo método de manipulação genética, que pode criar células-tronco embrionárias.

Por meio da fusão entre ovócitos (óvulos que ainda não amadureceram) e células comuns, eles afirmaram ser possível voltar ao mesmo estágio das células pluripotentes, capazes de se transformar nos mais variados tecidos. Isso seria uma grande vantagem para amenizar a controvérsia mais recente, porque não se dependeria mais do uso de embriões reais. Por outro lado, ressuscita outro tema de enorme sensibilidade: a clonagem para fins terapêuticos. O problema é que a técnica — semelhante à utilizada para a criação da ovelha Dolly — gera uma estrutura com uma quantidade de cromossomos acima do normal. E os pesquisadores ainda não sabem como ultrapassar esse obstáculo.

Não é a primeira vez que os cientistas tentam gerar células-tronco humanas a partir de ovócitos doados por mulheres. Na teoria, o ovo serviria como uma espécie de orientador, pois reprogramaria o genoma de uma célula adulta para que ela voltasse a ser pluripotente. “Essa foi a grande contribuição da Dolly: ela mostrou que uma célula diferenciada poderia voltar ao estágio embrionário”, lembra a geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano. No caso da ovelha, a experiência gerou um clone, embora esse não seja o objetivo das pesquisas que usam material humano.

“Em modelos animais com doenças como o diabetes e o mal de Parkinson, tal reprogramação celular funcionou bem. Se técnica semelhante puder ser criada para células humanas, isso trará ótimas possibilidades terapêuticas para tratar patologias debilitantes”, aposta Dieter Egli, pesquisador do The New York Stem Cell Foundation Laboratory e um dos autores do estudo. A ideia de Egli e seus colegas era determinar se o ovócito humano teria a capacidade de transformar células adultas em células-tronco, tal qual ocorreu com o ovócito da ovelha. “Isso era uma grande questão, porque muitos grupos que tentaram fazer isso antes falharam”, conta o cientista.

A equipe, então, resolveu mudar um pouco o método (veja infografia). Com material de animais, os pesquisadores inserem a célula adulta no ovócito e, pouco depois, retiram o genoma. Isso é feito porque a célula especializada já tem todos os cromossomos necessários a uma célula normal. Se eles mantivessem o DNA do ovócito, haveria material genético “sobrando”. Como isso não deu certo com células humanas, a alternativa foi manter o genoma do ovócito. “Conseguimos provar que, sim, um ovócito humano é capaz de transformar células especializadas em células-tronco”, comemorou Dieter Egli.

A fusão deu origem ao blastocisto, um conjunto de células que antecede a formação do embrião. No processo natural da gestação, o blastocisco surge em torno de 16 dias após a fecundação. A estrutura é composta por três camadas: a externa, que forma neurônios; a do meio, que origina células musculares; e a interna, que se transforma em órgãos, como os rins. “O maior achado dessa pesquisa foi que eles conseguiram mostrar a necessidade de interação entre o núcleo do ovócito com o da célula adulta para o desenvolvimento do organismo”, comenta a pesquisadora brasileira Mayana Zatz.

O sucesso da experiência, porém, não garante a viabilidade do método. “Ainda há muito trabalho a ser feito no ovócito humano para chegar a uma célula pluripotente que contenha apenas o genoma da célula especializada”, reconhece Dieter Egli. O pesquisador acredita que isso é possível, porque há um momento em que os núcleos das duas estruturas não se misturam. “O objetivo é criar uma tecnologia para remover o genoma do óvulo nos estágios iniciais, porque, quando os núcleos se misturam, eles não podem mais ser separados”, diz Egli.

Entrave ético
E esse não é o único desafio que Egli e seus colegas precisam vencer. O maior problema é conseguir óvulos humanos para esse tipo de pesquisa. No estudo, os cientistas norte-americanos utilizaram 270 ovócitos de 16 mulheres. Ao entregar seu material biológico para um clínica de reprodução assistida, elas tinham a opção de destiná-lo para casais inférteis ou para a realização de estudos com célula-tronco. “A discussão sobre as preocupações éticas levantadas por esse trabalho estavam calmas, e o grupo de pesquisa por trás do mais recente estudo tratou uma das questões éticas mais dúbias — a obtenção de óvulos humanos de doadoras — de forma transparente”, escreveu a Nature em seu editorial.

A ideia dos pesquisadores norte-americanos é que a técnica possa, no futuro, substituir a atual forma de desenvolvimento de células-tronco in vitro. Batizada de IPS (do inglês induced pluripotent stem cells, ou células pluripotentes induzidas), ela utiliza células adultas e vírus, que ativam genes presentes na formação do embrião. O método, contudo, já apresenta falhas. “Foi reportado que células IPS podem causar mutações em genes responsáveis pelo câncer e isso poderia ser transplantado para o paciente”, explica Scott Noggle, outro cientista que participou da pesquisa.

De qualquer forma, pesquisadores e médicos reforçam a necessidade de manter os estudos com as células-tronco. “Nós geramos células pluripotentes a partir do material biológico de cada paciente. Com isso, podemos testar diferentes estratégias para corrigir defeitos genéticos, caso a caso”, aponta Mayana Zatz. Por isso, ressalta a geneticista, é importante continuar utilizando embriões nesse tipo de investigação. “Com os embriões congelados, você observa o caminho natural da evolução e, assim, pode comparar com as células pluripotentes geradas em laboratório”, defende.

Peças da vida
Óvulos e espermatozoides são as únicas células que contêm apenas 23 cromossomos cada. Isso porque, quando elas se unem, formam a primeira célula do embrião, com 46 cromossomos, número que define a espécie humana. No caso da pesquisa norte-americana, a célula tem 69 cromossomos: os 23 do ovócito e os 46 da célula adulta.


Sexto Sentido: Cérebro pode voltar a registrar estímulo captado com a força do pensamento

Pessoas com lesões na medula óssea sonham em recuperar os movimentos e a sensibilidade. Uma técnica revelada nesta quinta-feira (6/10) na revista Nature aponta que esse desejo é possível — e está cada vez mais perto de se realizar.

Um grupo de pesquisadores liderado pelo brasileiro Miguel Nicolelis mostrou que o cérebro pode voltar a registrar estímulos captados em uma realidade virtual. Em um experimento com macacos, os animais incorporaram um avatar de seus braços como parte do corpo real e registraram diferentes texturas, tudo utilizando apenas o pensamento. É o tato artificial, que Nicolelis chamou ontem de “sexto sentido” em seu perfil no Twitter. O próximo passo é testar a tecnologia em humanos.

Nicolelis estuda, há anos, as chamadas interfaces cérebro-máquina, que permitem o controle de artefatos robóticos a partir de pulsos elétricos enviados pelo cérebro. Em um estudo anterior, uma macaca chegou a mover um braço mecânico a mil quilômetros de distância, por meio de comandos que saíram de sua mente. Recentemente, o neurocientista e sua equipe quiseram ampliar a proposta. “Começamos a ver como funciona o diálogo com o cérebro, como os animais tomam decisões baseados em informações elétricas”, contou o pesquisador, em entrevista ao Correio. “Então, chegamos à conclusão de que era possível criar a interface cérebro-máquina-cérebro, que faz o caminho de ida e volta sem a interferência do corpo.”

Para testar isso em primatas, Nicolelis e outros cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça, implantaram chips em duas áreas do cérebro dos animais (veja infografia). As neuropróteses — feitas com microfilamentos mais finos que um fio de cabelo — foram colocadas no córtex motor primário, responsável pela geração do sinal elétrico que cria movimentos nos braços, e no córtex somestésico, região vizinha, que recebe o retorno tátil enviado pelos milhões de sensores espalhados na pele.

Depois que os macacos se recuperaram da cirurgia, começou a chamada fase de aprendizado. “Para treinar primatas, precisamos começar com coisas simples. Nessa etapa, eles usavam um joysitck para mover um braço virtual na tela”, detalha Nicolelis. Nesse jogo, o animal tinha que passar o avatar sobre alguns alvos; cada um disparava uma vibração diferente, que era devolvida para o chip instalado no córtex somestésico. As vibrações correspondiam às texturas dos objetos: uma, mais fina, era definida por um disparo em frequência alta; outra, mais grossa, por uma frequência baixa. Apenas um dos alvos era o correto, aquele que gerava a recompensa para o animal. Assim, o objetivo do macaco era tatear com seu braço virtual até encontrar o tambor certo.

Com o tempo, os cientistas retiraram o joystick de cena. “Como não dá para instruir macacos verbalmente, você precisa mostrar, aos poucos, o que eles devem fazer”, diz Nicolelis. Nesse caso, a ideia era indicar aos primatas que eles poderiam controlar o braço virtual apenas com a atividade cerebral. “O que nos surpreendeu foi a velocidade de aprendizado. Em períodos que variaram de quatro a nove dias, eles passaram a entender o esquema e reagiram como se o braço virtual fosse deles”, conta o neurocientista. “A performance é muito boa, parecida com a que eles têm usando os próprios dedos.”

Na verdade, o avatar dos macacos gerou sensações com mais rapidez do que se eles estivessem utilizando o braço de carne e osso. Isso porque o sinal registrado pelos sensores humanos “viaja” até o cérebro a uma velocidade de cerca de 120 metros por segundo. “Demora entre 50 e 60 milissegundos para que o córtex somestésico receba a informação”, diz Nicolelis. Já no experimento, o sinal da textura dos tambores vai direto para o cérebro, na velocidade da tensão elétrica, igual à velocidade da luz (de quase 300 milhões de metros por segundo).

“A matriz de filamentos da neuroprótese é conectada a um chip, que processa e transmite os sinais elétricos do cérebro via wireless”, ressalta o neurocientista brasileiro. “Temos um microprocessador que permite 600 canais de transmissão, o que aumenta as possibilidades de utilização em pacientes, uma vez que não há nenhum cabo conectado ao sistema.” A ideia de Nicolelis é que a tecnologia esteja funcionando até a Copa do Mundo de 2014. Na abertura do evento, um garoto brasileiro paraplégico daria o pontapé inicial do jogo, auxiliado por um exoesqueleto. Além de se movimentar, o menino também sentiria a bola em seus pés.

Desafio
O projeto, batizado de Walk Again Project, concretizaria todas as expectativas de Nicolelis e de outros milhares de neurocientistas pelo mundo. O trabalho, porém, é o início de uma longa caminhada. “Cada pessoa tem um comportamento cortical diferente; sistemas assim precisam de um estudo individual detalhado”, afirma o pesquisador Henrique Rezende, do Núcleo de Pesquisas em Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Nós tentamos encontrar padrões genéricos, mas isso é difícil. Ainda esbarramos muito na questão econômica”, lamenta. Rezende e seus colegas também estudam tecnologias que devolvam movimentos para pessoas com lesões na medula, mas o foco do grupo mineiro é em técnicas não invasivas (leia Para saber mais).

Para se ter uma ideia da complexidade, o tipo de lesão sofrida pelo paciente influencia a forma de tratar o problema. Há pessoas que perderam a mobilidade muscular, mas o sinal cerebral consegue chegar ao local. Em outros casos, a via de transmissão está interrompida em determinada área. De qualquer forma, estudos sobre o comportamento da mente são essenciais. “A maior contribuição não é a interface cérebro-máquina-cérebro, mas sim o conhecimento sobre a parte do corpo mais misteriosa para a ciência”, aponta Rezende. “Essas investigações podem ajudar no desenvolvimento de tratamentos para doenças como o Alzheimer e o Parkinson, que destroem as células nervosas.”

Macaca robótica
A primeira experiência de Nicolelis com primatas e robôs foi relatada em 2003. O cientista e seus colegas da Universidade de Duke treinaram o animal com um joystick e, mais tarde, fizeram com que sua atividade cerebral movesse um braço mecânico instalado em outra cidade. Cinco anos depois, a macaca repetiu o feito, mas com um robô inteiro que estava no Japão.

Fonte Correio Braziliense

Saiba como correr para perder a barriga

Queima da gordura abdominal exige tática de treino específica

Quem tem pressa em perder peso nem pensa duas vezes na hora de acelerar o passo: a corrida é, realmente, uma das melhores atividades físicas para emagrecer com saúde. O esporte aumenta o metabolismo, fazendo a queima de calorias acontecer mais rapidamente.

Por isso, o consumo maior de energia não se restringe aos minutos de treino, mas ao dia todo. Muitos defendem que a corrida leve é ideal para perder peso, numa prática com mais de 30 minutos. Nem sempre. O que emagrece mesmo é a continuidade da atividade física, com exigência crescente de esforço. O aumento do metabolismo, provocado pela atividade física, faz com que o organismo continue acelerado por mais alguma horas, depois do exercício. Ou seja, não é só durante a atividade física que há queima de gordura.


Com aumento do gasto calórico e uma dieta balanceada, seu corpo reage queimando as reservas de gordura. Por isso, as atividades mais longas ou mais intensas têm gasto energético-calórico maior e agradam mais quem busca resultados em pouco tempo.

A gordura abdominal, entretanto, exige uma tática específica para derreter. Contra ela, o mais eficaz é um programa de corrida ou caminha com variação de intensidade no mesmo treino. Isso, claro, sem exageros que levem a lesões. Os picos de treino obrigam o corpo a queimar energia até das fontes mais difíceis. Daí o consumo da gordura visceral.
Mas se você mantinha uma rotina sedentária, vá com calma. Lembre-se que o exagero de hoje pode significar até uma semana sem treinar. Respeite o seu ritmo e, na dúvida, peça orientação ao seu professor.

Fonte Minha Vida

A obesidade é um problema genético?

A doença pode ser causada por um desequilíbrio no metabolismo





Fonte Minha Vida

Fabricante de achocolatado é autuado após falha

Fabricante de achocolatado é autuado após falha no SulA medida foi tomada depois que ao menos 39 pessoas do RS relataram reações

A empresa PepsiCo, que produz o achocolatado Toddynho, foi autuada pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, após vistoria feita na fábrica da empresa, em Guarulhos. A multa ainda não foi aplicada, pois cabe recurso contra a decisão, mas seu valor pode chegar a R$ 175 mil. A empresa foi autuada por fabricar, embalar, armazenar, expedir, transportar e colocar à venda produtos sem qualidade e segurança, colocando em risco a saúde dos consumidores.

A medida foi tomada depois que ao menos 39 pessoas de 15 municípios do Rio Grande do Sul relataram reações como sensação de queimadura, feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir o produto de 200 ml, do lote com numeração L4 32.

A empresa confirmou que houve uma falha no procedimento de fabricação que acabou envasando detergente no local do achocolatado. Em nota, a empresa explica que a falha ocorreu especificamente no lote produzido no dia 23 de agosto, no intervalo das 5h30 às 6h30, com validade até 19 de fevereiro de 2012.

O produto de limpeza, à base de água e detergente, estava com pH 13,3 - alcalino, similar ao da soda cáustica. Ao detectar o problema, a PepsiCo recolheu, ainda dentro das fábrica, as embalagens que estariam impróprias para o consumo - porém, cerca de 80 delas chegaram ao mercado, restrito ao Rio Grande do Sul. Segundo o Centro Estadual da Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, 23 amostras do produto foram analisadas e foi confirmado um pH impróprio para o consumo humano.

Para contornar o problema, além de recolher as unidades de Toddynho do lote interditado, a PepsiCo colocou um médico à disposição dos consumidores que tiveram contato com o produto e procuraram a empresa por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor. Em nota, a empresa afirma que a maioria das unidades do produto que estavam no mercado já foram recolhidas. Qualquer problema deve ser relatado pelo 0800-703-2222.

Não é a primeira vez que a PepsiCo tem problemas de qualidade na fabricação do Toddynho. Em 2007, a empresa fez o recall da linha Toddynho com T-Nutre, envolvendo os produtos Toddynho Chocolate, Toddynho Fit e os sabores Brigadeiro e Napolitano. Parte dos lotes desses produtos estava com o sabor alterado.

Fonte R7

Médicos retiram tumor de 22 quilos do ovário de uma mulher em Taiwan

Paciente disse que parecia estar grávida de gêmeos

O Hospital Tzu Chi, em Taiwan, anunciou neste sábado a retirada de um tumor de 22 quilos do ovário de uma taiuanesa de 45 anos. Em setembro do ano passado, Lin notou que passou a engordar muito rapidamente, mas atribuiu o fato à idade e não consultou nenhum médico.

Lin disse que, embora parecesse grávida de gêmeos, não suspeitava ter uma doença grave. O tumor era tão grande que começara a pressionar vários órgãos, incluindo os pulmões, e podia ter comprometido a respiração, disse o cirurgião Huang Pei-shen, que participou da operação.

Fonte R7

Propagandas antigas: Mellin's Emulsion


Colds and Flu Medicines, UK, 1890

Acupuntura ajuda a combater insônia

A insônia é um problema que afeta a qualidade de vida de milhões e milhões de brasileiros e a primeira atitude que se deve ter é buscar a causa do problema.

Existem muitos fatores que podem desencadear a insônia, dentre eles: preocupações, excesso de consumo de álcool, fumo ou cafeína, asma, obesidade, síndromes das pernas inquietas, maus hábitos diários entre outros. Também há a insônia crônica, que é mais complexa e geralmente resulta de uma combinação de fatores, incluindo os decorrentes de desordens físicas ou mentais, uma de suas causas mais comum é a depresão.

Outras causas incluem artrite, doença nos rins, problema no coração, asma, apnéia, narcolepsia, síndrome das pernas inquietas, mal de Parkinson e hipertiroidismo. É muito importante procurar um médico assim que perceber algum sintoma do problema para realizar um diagnóstico correto e preciso, o que ajuda no tratamento mais rápido do distúrbio.

A acupuntura é uma técnica milenar chinesa que tem se mostrado um eficiente tratamento na luta contra a insônia, notando-se melhora a partir da primeira sessão. Na opinião da Dra. Aparecida Enomoto, especialista no assunto, “a insônia é o início de várias doenças, pois ela causa irritação, inquietude, cansaço mental, além de vários problemas físicos, emocionais e sociais, causando síndromes e deixando a pessoa cansada, mal humorada e excessivamente preocupada com qualquer assunto”.

Antes de iniciar o tratamento de acupuntura é necessário realizar vários exames para descartar patologias graves, para então realizar a primeira sessão, com duração de duas horas.

Essa primeira sessão é muito importante para conhecer a história do paciente e fazer uma avaliação detalhada sobre os pontos a serem tratados. No restante do tratamento, a Dra. Aparecida indica 12 sessões, sendo que cada uma tem duração média de 40 minutos. A acupunturista ainda lembra que é necessário um controle e acompanhamento para que o problema não volte.

Fonte corposaun.com

Síndrome de Tourette, doença ainda desconhecida

Um portador de síndrome de Tourette, não é uma pessoa rebelde ou mal educada só porque no meio de uma conversa diz um palavrão ou emiti sons involuntários provenientes da garganta.

Suas reações são frutos da desordem neurológica que fazem o doente ter movimentos repentinos, pronunciar sons, às vezes, podendo ser palavrões, de forma incontrolável, além de desenvolver tiques motores. O doente não consegue controlar seus tiques mínimos e jamais terá domínio por prolongados períodos de tempo.

O paciente com síndrome de Tourette apresenta sinais perceptíveis muito cedo, por volta dos seis anos de idade e, em muitos casos, a doença permanece na fase adulta. Dentre as principais características da doença estão a falta de escolha ou domínio sobre o que fala, a repetição de palavras ou xingamentos e caretas repetidas. Segundo os psiquiatras, não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas e o transtorno afeta mais pessoas do sexo masculino.
Segundo a psiquiatra Roseli Shavitt, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o transtorno é desconhecido até no meio médico. É até fácil de diagnosticar, o difícil é achar profissional habilitado para tratá-lo, declara Shavitt.

As pessoas com a síndrome encontram dificuldades de adaptação nas escolas, porque são discriminadas, sofrem bullying ou recebem apelidos indesejáveis. Os impulsos podem piorar ou ficarem mais fortes em situações de nervosismo ou de ansiedade.

A síndrome de Tourette foi descrita pela primeira vez em 1825, pelo médico francês Jean Itard, mas somente no ano de 1885 quando outro médico francês, Gilles de la Tourette, publicou um relato de nove casos, descrevendo-a como a doença dos tiques convulsivos é que foi denominada e passou a ser pesquisada.

O transtorno atinge 1% da população mundial e o tratamento médico existente é a prescrição de remédios, incluindo antipsicóticos para atenuar os tiques e a psicoterapia.

Fonte corposaun.com

Pesquisa testa droga contra doença rara em criança

crianças1 Pesquisa testa droga contra doença rara em criança
Uma droga lançada para tratar micoses, posteriormente utilizada para prevenir a rejeição de órgãos transplantados poderá agora se transformar no primeiro tratamento contra uma doença raríssima: a progéria.

A rapamicina demonstrou ser uma espécie de “lixeiro celular” ao limpar células de vítimas da doença de uma substância nociva e provocadora de envelhecimento, a proteína mutante progerina.

Segundo o autor da pesquisa, Kan Cao, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, o remédio se acumula nas células e detona as funções celulares. Em estudos prévios, a rapamicina exerceu uma limpeza de agregados de proteína e envelhecimento.

A progéria, moléstia devastadora que faz crianças envelhecerem muito rapidamente, como se fossem, de fato, pessoas idosas, é uma doença genética muito rara. Só foi descrita no final do século 19.

De acordo com um dos coordenadores da pesquisa, Dimitri Krainc, da Escola Médica da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, pacientes com progéria parecem normais no nascimento, mas começam a mostrar perda de cabelos, retardo no crescimento, osteoporose e pele enrugada e seca com um ano de idade.

Para o cientista, o estudo em culturas de células é o primeiro passo, mas se espera que funcione em pacientes de progéria. É muito provável que a rapamicina tenha efeitos benéficos em pacientes com progéria. Há esforços no momento para iniciar um teste clínico com ela, explica Krainc.

A nociva progerina também se acumula em pequenas quantidades em células humanas normais com a idade, o que mostra que a pesquisa também poderá ter utilidade para retardar os males do envelhecimento.

Mas, os pesquisadores não recomendam que os maníacos da juventude eterna comecem a tomar rapamicina. É uma droga imunossupressora (inibe as defesas do organismo) e pode afetar órgãos como os pulmões.

A pesquisa com a rapamicina não foi a primeira a desvendar seus efeitos como “fonte da juventude”. Em 2009, um estudo publicado na revista britânica Nature mostrou seu potencial de aumentar a vida de camundongos.

Fonte corposaun.com

Câncer bucal atinge 2,5 vezes mais os homens do que as mulheres

O câncer de boca pode ser ocasionado por diversos fatores, dentre eles o fumo e o álcool. É uma doença agressiva capaz de mutilar o rosto e até levar à morte. No Brasil, esse tipo de ainda atinge é o quinto mais comum entre os homens e o sétimo em números de casos diagnosticados.

No mundo, são 210 mil novos casos que acontecem a cada ano e os homens são os mais atingidos, cerca de 2,5 vezes mais que nas mulheres. Informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que apenas este ano o Brasil deverá registrar mais de 14 mil novos casos de câncer bucal.

Todos esses dados podem aumentar consideravelmente, já que as pessoas não possuem o hábito de visitar o dentista regularmente. “As visitas regulares ao dentista devem se tornar rotina. O diagnóstico de patologias graves pode ser identificado precocemente com a adesão de tal hábito”, reforça a odontóloga e tutora do Portal Educação, Christiane Toriy.

Ela ainda conta que “o fato dos homens estarem mais expostos aos fatores de risco, os cuidados devem ser redobrados como evitar o tabagismo e o uso de protetor solar deve fazer parte do dia a dia”.

Como todas as doenças e problemas de saúde, a melhor maneira de evitar é se prevenindo. Quanto mais cedo for identificado, mais chances o paciente terá, já que evitará o tratamento com radioterapia e quimioterapia, aumentando, assim, as chances de cura.

O câncer bucal é um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais freqüentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares. É mais freqüente em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade. O fumo, combinado com o excesso de bebida alcóolica, é um dos principais fatores de risco.

Fonte corposaun.com

Ausência de saúde bucal pode indicar fatores de riscos para doenças

No último dia 12 de setembro foi comemorado o Dia Mundial da Saúde Bucal, instituído no Congresso Anual 2007 da FDI World Dental Federation, em Dubai, Emirados Árabes, com a participação da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) Nacional.

“A data incentiva ações que contribuam para a conscientização da importância da saúde bucal. Mas é bom lembrar que para uma boca saudável é preciso ter cuidados todos os dias”, frisa o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler.

As questões bucais têm influência direta sobre a saúde do organismo como um todo. É por meio da boca que os alimentos entram no corpo e conforme as escolhas de cada pessoa o que é consumido pode trazer benefícios ou malefícios a saúde. “O abuso na ingestão de açúcar, gordura, sal e maus hábitos como o tabaco e o consumo de álcool podem causar doenças graves, como as cardiovasculares, câncer, obesidade, diabetes e outros males”, explica o especialista, que atua na equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial.

Os profissionais que atuam com a saúde bucal podem detectar os fatores de risco dessas doenças a partir do exame das condições dos dentes, gengiva, língua e outras estruturas que fazem parte da boca. “A bochecha, os lábios, o palato e os ossos faciais também compõe esta parte do organismo. Todos são fundamentais para que funções como a mastigação, deglutição, respiração e fala sejam executadas da forma correta. Se alguma estrutura estiver danificada podem surgir graves consequências para o organismo, como problemas respiratórios e distúrbios do sono”, esclarece.

O ortodontista, que também é especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares, aponta que ao examinar a boca o especialista tem capacidade de identificar sinais que indicam problemas de saúde. “Além dos sintomas das doenças bucas, o profissional pode ter acesso a comportamentos de risco. O fumo e o consumo de álcool podem ser facilmente identificados por meio de manchas dentro da boca e alterações nos dentes e mucosas. Já a presença de cáries pode sinalizar que o paciente ingere açúcar em excesso e possui uma má alimentação”, observa.

 
Fonte corposaun.com

Espinheira-Santa

Resumo
Espinheira-Santa: Planta medicinal conhecida há muito tempo pelos Índios da América do Sul. Tem este nome devido à aparência de suas folhas e por ser considerado um “santo remédio” em linguagem popular. Cientificamente, está comprovada sua eficácia no combate a problemas gastrintestinais como a gastrite, úlcera e gases. Geralmente utilizada na forma de infusão ou cápsulas.

Nomes
Nomes em português: Espinheira-Santa, Salvavidas; coro-milho-do-campo; Espinho de Deus; Maiteno; Sombra-de-Touro; Congorça; Cancerosa.
Nome latim: Maytenus ilicifolia.
Nom inglês: Espinheira-Santa
Nome francês: Espinheira-Santa
Nome espanhol: Cancorosa

Família
Celastraceae

Componentes
Terpenos (maitenina); triterpenos; taninos; flavonóides; mucilagens; antocianinas; açúcares livres; traços de sais minerais.

Partes utilizadas
Folhas

Efeitos da espinheira-santa
- Tonificante estomacal;
- Antiulcerôgenico (Tem potente efeito anti-úlcera gástrica devido à ação dos taninos). Tem poder cicatrizante de lesões ulcerosas do estômago devido à diminuição da acidez estomacal pelo aumento da secreção gástrica;
- Tem ação anti-séptica, devido à expressiva quantidade de taninos , atuando rapidamente na paralisação das fermentações gastrintestinais;
- Analgésica nas gastralgias (dor de estômago): Acalma rapidamente as dores estimulando e corrigindo a função desviada;
- Levemente laxativo, devido à presença de mucilagens;
- Levemente carminativa (auxilia na eliminação de gases);
- Levemente diurético, devido à presença de triterpenos;
- Alguns estudos iniciais demonstram que a Espinheira-Santa tem o poder de inibir alguns tipos de câncer (Fox,1991; Ohsaki et al.,2004);
- Demonstrou certa eficiência no combate a Helicobacter Pylori, bactéria que causa úlcera gástrica, podendo levar a câncer gástrico.(Cogo, et.al.2008).

Indicações espinheira-santa
Acidez do estômago, azia, gastrites causadas ou não pela bactéria Helicobacter Pylori, gastralgias (dores no estômago), úlcera gástrica, enterites (inflamação do intestino), dispepsia (perturbações do trato gastrintestinal), mau hálito (devido a problemas estomacais), fermentações gastrintestinais, flatulência (gases).

Efeitos secundários
Pode-se notar boca-seca e náusea que desaparecem com a descontinuidade do uso.

Contra-indicações
- Gestação e tratamento de infertilidade feminina: É contra-indicado em casos de gravidez ou tratamento da infertilidade feminina por ter um efeito abortivo descrito em pesquisas científicas (Montanari, T.; Bevilacqua, E.; Contraception 2002);

- Lactação: É contra-indicado o uso durante o período de amamentação pois a espinheira-santa leva a uma redução do leite materno (Santos C, et al. Plantas medicinais 1988);

- Pessoas sensíveis ao álcool: A tintura (por conter álcool) não deve ser administrada a pessoas que sejam etilistas (pessoas dependentes de álcool) ou sensíveis ao mesmo;

- Pacientes com câncer estrógeno-dependente;

- Hipersensibilidade a este fitoterápico.

Interações
Não há comprovação de interações medicamentosas.

Toxicidade
Testes de toxicidade aguda e crônica realizados com folhas não provocaram efeitos tóxicosmutagênicos e teratogênicos (má formação fetal) em animais ou em células vegetais.

(Carlini, E. A.; Frochten-Garten, M. L. Em Toxicologia clínica (Fase I) da espinheira-santa (Maytenus ilicifolia); Carlini, E. L. A., ed.; CEME/AFIP: Brasília, 1988.)

Preparações à base de espinheira-santa
- Este medicamento pode ser preparado através de infusão (chá), que consiste em adicionar água fervente sobre as folhas rasuradas (rasgadas em tamanhos pequenos) e abafar por alguns instantes. Normalmente utiliza-se 20g de folhas de Espinheira-Santa para 1 litro de água. Toma-se uma xícara de chá desta preparação antes das principais refeições. Esta forma de uso pode ser alterada pelo médico ou farmacêutico dependendo de cada caso.

Para esta preparação, há a necessidade de se adquirir a Espinheira-Santa seca e é preciso comprar este produto em estabelecimentos com registro na ANVISA e Ministério da Saúde.

Outra forma de uso deste medicamento é o extrato seco que é encontrado na forma de cápsula e recomenda-se ingerir 2 cápsulas de 500mg, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.

Há também a possibilidade de fazer uso deste fitoterápico através de tinturas. Neste caso, preconiza-se ingerir 2,5 ml (de um copo medidor que geralmente acompanha o frasco) diluídos em meio copo de água, duas vezes ao dia, antes das principais refeições ou a critério do médico ou farmacêutico que analisando o caso definirá possíveis alterações.

Para estas duas últimas formas de uso, adquira seu medicamento em Drogarias ou Farmácias de manipulação.

Onde cresce a espinheira-santa ?
A Espinheira-Santa prefere solos ricos em matéria orgânica e é originária da América do Sul.
Hoje é distribuída nos estados do sul do Brasil, nos sub-bosques das florestas de Araucária nas margens dos rios. Ocorre também nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, porém em baixa freqüência. Em regiões do Paraguai, Bolívia e Leste da Argentina, também há a ocorrência desta planta.

Quando colher a espinheira-santa ?
Mas vale dizer que para fins medicinais é mis adequado de um plantio específico e apropriado para isso. Assim sendo a melhor época de plantio é a primavera e o verão e para colheita que é feita apenas uma vez ao ano deve ser realizada somente após dois anos do plantio.

Observações
No conhecimento indígena diz-se também que esta planta combate tumores. Isto esta ainda sendo pesquisado e até a total elucidação desta possível atuação, não é recomendado seu uso para o fim de combate a tumores em geral. A Espinheira-Santa foi muito utilizada pelos povos da América do Sul como abortivo e isto foi comprovado cientificamente devido a um efeito emenagogo (podendo promover contrações uterinas) e portanto mulheres grávidas não devem fazer uso desta planta. - Mulheres que estão amamentando também devem ter o uso da Espinheira-Santa, restrito, pois a planta em questão leva a uma redução do leite materno.

Fonte criasaude.com.br

Adoçante só com recomendação, dizem médicos

Produto usado por quem não precisa de dieta exige cautela, afirmam especialistas

São muitas as pessoas que usam adoçante no lugar do açúcar. Há quem siga recomendação médica para isso e há também quem tenha se acostumado a consumir o produto apesar do gosto diferente. Poucos, no entanto, sabem quais são os tipos de edulcorantes existentes, qual é a ingestão diária recomendada ou se a prática faz mesmo bem à saúde.

São muitas as pessoas que usam adoçante no lugar do açúcar - Roberto Douglas/Divulgação
Roberto Douglas/Divulgação
São muitas as pessoas que usam adoçante no lugar do açúcar

Se depender das orientações da cartilha Adoçantes - Tire suas Dúvidas, recém-lançada pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, Diet & Light (Abiad), o consumo do produto não faz mal algum. Embora tenha o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), especialistas ouvidos pelo JT recomendam cautela ao "acatar" todas as orientações constantes no material.

"Adoçantes são produtos artificiais criados em laboratórios e que, não sendo naturais, podem causar alterações no organismo humano", alerta a nutricionista Daniela Jobst, membro do Instituto de Medicina Funcional dos Estados Unidos e do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Adriana Alvarenga, nutricionista membro da equipe técnica responsável pela elaboração do material, rebate. "O objetivo da cartilha é conscientizar a população e deixar o assunto mais esclarecido."

Na opinião de Daniela, a indicação de adoçante na dieta varia de acordo com a filosofia de trabalho de cada médico. "Alguns se importam mais com a quantidade de caloria e indicam o adoçante independentemente dos prejuízos futuros que ele pode causar. Substâncias químicas causam um processo inflamatório. E inflamar é juntar gordura", salienta.

A observação se baseia em estudos recentes. Um deles, da Escola de Medicina da Universidade do Texas, concluiu que quanto mais se toma refrigerante diet, mais há risco de engordar. Os refrigerantes são os que mais contém aspartame, substância que também está em alguns adoçantes.

"Sou totalmente contra o aspartame", diz o endocrinologista e nutrólogo Mohamad Barakat, citando estudos que associam seu uso a algumas doenças. "O que ocorre com o uso prolongado é uma alteração na papila que manda mensagem para o cérebro. Isso faz com que a pessoa queira consumir cada vez mais coisas doces, gerando obesidade e até síndromes metabólicas."

lista ARTIFICIAIS
link Aspartame: o mais utilizado. Adoça 200 vezes mais que a sacarose. Contra indicado para pessoas que sofrem de fenilcetonúria

link Sacarina: o mais antigo adoçante é comum em alimentos, cosméticos e medicamentos. Adoça 500 vezes mais que a sacarose. Deixa sabor residual na boca

link Ciclamato: utilizado em alimentos, mas proibido em alguns países por provocar efeitos cancerígenos e alérgicos. Adoça 50 vezes mais que a sacarose

link Sucralose: comum em produtos esterilizados, UHT, pasteurizados e assados. É eliminado totalmente do organismo pela urina em até 24 horas. Adoça 600 vezes mais que a sacarose

link Acessulfame-k: o mais resistente ao tempo e a altas temperaturas. Adoça 200 vezes mais que a sacarose e é eliminado totalmente do organismo pela urina

lista NATURAIS
link Frutose: extraído de frutas, cereais e mel. Adoça 173 vezes mais que a sacarose. Exige moderação no uso, pois provoca cáries. Diabéticos devem limitar o consumo Sorbitol: originado de frutas e algas marinhas. Adoça até 50 vezes mais que a sacarose. Uso é restrito a pessoas não diabéticas e que não são obesas

link Manitol: encontrado em vegetais e algas marinhas. Adoça 70 vezes mais que a sacarose. Não recomendado a diabéticos. Produz efeito laxativo se usado em grandes quantidades

link Esteovídeo: extraído da planta Stevia Rebaudiana. Adoça 300 vezes mais que a sacarose. Não contém calorias


Fonte Estadão

Há 27 anos: O primeiro bebê de proveta do país

A paranaense Anna Paulo Caldeira completa 27 anos hoje. Não é um aniversário igual a qualquer outro. Ela foi o primeiro bebê de proveta do Brasil e da América Latina. A técnica foi uma das marcas revolucionárias da medicina no País.





A mãe da menina, que não podia mais ter filhos, topou dar um “passo ousado” na época, pelas mãos do médico paulista Milton Nakamura (falecido em 1997). O primeiro bebê de proveta brasileiro só foi apresentado à imprensa quatro dias depois do nascimento.





25 de julho de 1978 - Nasce na Inglaterra Louise Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo.



A fecundação na proveta feita pelo médico Robert Edwards ocorreu no dia 10 de novembro de 1977, e Louise nasceu em 25 de julho do ano seguinte. A notícia do nascimento da menina se espalhou pelo mundo e culminou numa década de pesquisas sobre a fertilização de óvulos fora do corpo humano.

Fonte Estadão

Jovem de 18 anos entra em coma após usar anabolizantes de cavalos no PR

De acordo com o hospital, o jovem poderá ficar com sequelas cerebrais

Um jovem e 18 anos foi internado em estado gravíssimo no Hospital Universitário de Londrina, Paraná, depois de utilizar grande quantidade de anabolizantes para ganhar massa muscular.

João Paulo Mendes chegou ao pronto-socorro do hospital, na manhã da última quarta-feira, 5. O rapaz, que mora em Bela Vista do Paraíso, teve trombose cerebral e está em coma induzido, respirando com auxílio de aparelhos.

Segundo a unidade, o jovem tomou anabolizantes usados em cavalos e sintéticos. Mendes está na sala de emergência do hospital, aguardando vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com o hospital, o jovem poderá ficar com sequelas cerebrais. A avaliação de danos permanentes no cérebro só poderá ser feita após ele sair do coma. Não há informação sobre o tempo em que Mendes fazia uso dos medicamentos.

Fonte Estadão

Hospital São Paulo vive problemas de estrutura e caos no pronto-socorro

Unidade ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresenta deficiências que podem colocar funcionários e pacientes em risco, como fiação exposta, ralos entupidos e mofo

Duas semanas após o término da greve dos servidores federais que atuam no Hospital São Paulo - ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) -, permanece idêntica a situação caótica no pronto-socorro da unidade. Em visita ao local, a reportagem verificou a existência de graves problemas de infraestrutura, principalmente na cozinha e na lavanderia, que podem comprometer a segurança de funcionários e pacientes.

Há cerca de duas semanas, um incêndio destruiu parte do forro da lavanderia, por onde passam cerca de 3 toneladas de roupa por dia. A máquina que pegou fogo foi retirada, mas a fiação está exposta e o local funciona com iluminação improvisada.


Na cozinha, há ralos entupidos, onde se acumulam água e gordura, panelas em mau estado de conservação e válvulas de gás e de vapor enferrujadas. “As instalações estão cheias de gambiarras e o risco de acidente é real”, disse um funcionário que prefere não ser identificado. “Se a vigilância sanitária fizesse uma verificação aqui, com certeza receberíamos algumas multas.”

Ainda segundo relatos de funcionários, há ratos no forro da cozinha e problemas de ventilação. A cozinha e a lavanderia ficam no subsolo do hospital e, por isso, não têm janelas. O ar que chega ao local passa antes pelos andares superiores e corre o risco de ser contaminado por bactérias e vírus.

A poucos metros da entrada do setor de nutrição, containers de lixo infectante ficam estacionados durante horas, até que sejam levados para o abrigo final.

No vestiário dos funcionários, também no subsolo do hospital, as paredes e o teto estão completamente tomados por mofo e há vasos sanitários quebrados.

O Hospital São Paulo é um dos quatro maiores da capital paulista e atende mais de 6 mil pessoas por dia. Recebe pacientes de todas as regiões da cidade e também vindos do interior e de outros Estados. É o hospital universitário da Unifesp.

Lotação. Nos andares de cima, onde funciona o pronto-socorro, pacientes estão instalados em macas no corredor. Outros esperam a realização de exames por mais de 12 horas em cadeiras desconfortáveis. Acompanhantes aguardam de pé.

A situação não é diferente da verificada há duas semanas, quando cartazes nas paredes anunciavam a greve dos servidores do hospital. Na ocasião, a reportagem conversou com a vendedora Fabiana de Araújo, de 34 anos, que acompanhava a mãe, Alzira Bueno, de 61. “Ela está com fortes dores abdominais. Chegamos às 3 horas, e às 8 horas avisaram que fariam endoscopia. Até agora (por volta das 16 horas), estamos esperando.”

Outra paciente, que pediu para não ser identificada, aguardava em uma maca por um transplantes de córnea. “Passei a noite em uma cadeira, morrendo de frio.”

Trabalhadores. Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo (Sintunifesp) disse conhecer as condições precárias da cozinha e da lavanderia. “Os riscos ficaram aparentemente maiores após o incêndio. Enviamos um ofício ao Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho pedindo providências, mas ainda não recebemos resposta”, conta Ana Paula Rodrigues, assessora jurídica.

Ana Paula afirma que o sindicato já se reuniu com a direção do hospital diversas vezes pedindo melhorias nas condições de trabalho, mas foram tomadas apenas medidas paliativas.

A direção do hospital afirma que o hospital passará por reforma.


Fonte Estadão

Justiça concede liminar para que governo mineiro pague por cirurgia de garoto de 8 anos

Criança ficou tetraplégica após uma meningite bacteriana diagnosticada aos dois anos e sobrevive graças a uma traqueostomia; procedimento vai permitir que ele respire sem o auxílio de aparelhos

BELO HORIZONTE - A Justiça mineira concedeu nesta quinta, 6, liminar determinando que o governo estadual pague pela cirurgia que permitirá ao estudante Pedro Arthur Diniz Silva, de 8 anos, respirar sem o auxílio de aparelhos. O garoto ficou tetraplégico após uma meningite bacteriana diagnosticada aos dois anos e sobrevive até hoje graças a uma traqueostomia.

Caso a cirurgia seja realizada, será a primeira do gênero feita em uma criança na América Latina. Para o jovem respirar normalmente, ele precisa ter instalado no corpo um marcapasso diafragmático. O procedimento para instalação do aparelho, que no Brasil é feito apenas no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, custa R$ 500 mil e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas se recusa a arcar com os gastos porque o procedimento não está previsto no Sistema Único de Saúde (SUS).

O problema é que, apesar de mover pés e mãos e conseguir até estudar, Pedro Arthur fica vulnerável a infecções por causa da respiração por meio de aparelhos. A família do garoto chegou a receber a promessa de que a cirurgia seria feita, mas depois foi informada de que não seria possível. Diante do quadro, o advogado Frederico Damato entrou com mandado de segurança na Justiça em nome de Pedro Arthur para que o procedimento seja realizado.

Nesta quinta, o desembargador Dárcio Lopardi Mendes, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), concedeu a liminar determinando que Pedro Arthur seja submetido ao procedimento em São Paulo, "tudo a expensas do Estado de Minas Gerais". "O direito à saúde deve ser preservado prioritariamente pelos entes públicos, vez que não se trata apenas defornecer medicamentos e atendimento aos pacientes, mas, também, de preservar a integridade física e moral do cidadão", afirmou o magistrado.

Segundo Frederico Damato, a decisão é uma vitória e um "alívio" para a família depois do "sentimento de frustração" com a negativa da cirurgia pelo Estado. O advogado ainda ressaltou que não foram pedido "valores para evitar qualquer possibilidade de impugnação". "Só pedimos a obrigação de promover a cirurgia", observou.

A reportagem tentou falar nesta quinta com o secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge de Souza, mas a informação é de que ele estava em voo e não teria como ser contatado. No início da semana, o secretário afirmou ao Estado que não tinha intenção de recorrer de qualquer decisão da Justiça favorável ao garoto, posição que, segundo sua assessoria, está mantida.

Fonte Estadão

O museu que guarda a história da medicina

Documentos e objetos raros, como a Roda dos Expostos, fazem parte do acervo de 7,5 mil peças da Santa Casa de Misericórdia, aberto ao público na região central

O Museu da Santa Casa de Misericórdia, em Santa Cecília, no centro, ganhou duas salas para abrigar seu acervo de 7,5 mil peças - as mais antigas, datadas do século 18. Os espaços guardarão objetos que ajudam a contar a história da primeira instituição de saúde da capital, onde fica o maior hospital beneficente da América Latina, com 8 mil leitos. Na área da antiga clausura de freiras (até pouco tempo atrás proibida para visitação), as salas agora mostram acervo do ortopedista Waldemar de Carvalho Pinto Filho. São 730 peças, entre elas um dos primeiros aparelhos de raio X do País, da década de 1920, e uma mesa cirúrgica de 1924. A Expedição Metrópole esteve no local, aberto para visitação em setembro, e conferiu também as atrações das outras oito alas do museu.

Museu ganhou duas salas para abrigar acervo de 7,5 mil peças - Thiago Teixeira/AE
Thiago Teixeira/AE
Museu ganhou duas salas para abrigar acervo de 7,5 mil peças

O próprio caminho que conduz o visitante à ala recém-inaugurada já serve como atração: do corredor localizado em um terraço no segundo andar do Hospital Central, antes fechado até para funcionários da instituição, é possível apreciar vista inédita do prédio de estilo gótico e tijolos aparentes, inaugurado em 1884 com projeto do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo. A área será apontada como "o mais novo cartão-postal" da Santa Casa.

"Nesta nova fase, queremos atrair mais visitantes a um museu que nem todos na cidade conhecem. Embora não seja a atividade principal do hospital, temos acervo raríssimo, que conta a evolução da Medicina em São Paulo por meio de objetos utilizados no dia a dia da irmandade, instalada na capital há mais de 400 anos", disse o provedor (presidente) da Irmandade da Santa Casa de São Paulo, Kalil Rocha Abdalla. "Além das novas salas, estamos providenciando uma área para reserva técnica, para que os objetos expostos possam ser mais bem selecionados e para podermos aceitar mais doações." Até o fim do ano, o museu entrará no roteiro oficial do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Acervo. A ala mais procurada do museu - que recebe cerca de 30 visitantes por dia, principalmente estudantes de Medicina e Farmácia - é a dedicada ao acervo médico. São 1.800 peças, incluindo um grampeador metálico para cortes cirúrgicos, macas de palha da década de 1920, balança pediátrica do século 19, máscaras para anestesia geral feitas de metal.

"Mas o que mais intriga o visitante fica em um dos cantos: olha ali aquela máquina", aponta a mordomo (diretora) do museu, June Locke Arruda - ela se refere a objeto de 1,5 metro de altura e 100 quilos, que lembra uma balança de cargas. Mas servia apenas para retirar ciscos dos olhos. "Era usado para tirar pequenos pedaços de metal dos olhos de metalúrgicos e outros trabalhadores das indústrias", completa o vice-mordomo, Décio Cassiani Altimari.

A ala da farmácia antiga - toda decorada com armários de 1883, executados pelo Liceu de Artes e Ofícios - revela métodos já desaparecidos. Um dos exemplos é o teste de gravidez Galli-Manini, realizado com auxílio de um sapo - a urina da mulher era injetada no animal: se o sapo produzisse espermatozoides, a gravidez estaria confirmada. A ala possui cerca de 700 objetos dos primórdios das farmácias na cidade, como vidros de remédios de 1820 com rótulos de letras banhadas a ouro.

Na sala ao lado está uma das atrações mais procuradas: a Roda dos Expostos - móvel que por 125 anos (entre 1825 e 1950) recebeu crianças abandonadas. Enquanto funcionou, 4.696 crianças foram deixadas dentro da roda - que tinha saída para a rua -, para serem recebidas no orfanato da instituição. Os nomes das crianças estão registrados em 18 livros.

Revolução de 32. A pinacoteca do museu é outro destaque: 190 quadros de pintores como Tarsila do Amaral, Benedito Calixto, Oscar Pereira da Silva e Almeida Junior forram paredes de três salas, retratando benfeitores da casa. Documentos e objetos históricos, como capacetes usados por soldados atendidos na Santa Casa durante a Revolução de 1932, também podem ser encontrados. "Queremos continuar com nosso papel didático, atendendo estudantes, mas também diversificar o público. Visitantes não familiarizados às Ciências Médicas ficam extasiados com as histórias que revelam esse acervo", resume June.

O museu fica na Rua Doutor Cesário Mota Júnior, 112, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. A entrada é gratuita. Mais informações no site da Santa Casa.

Fonte Estadão

Autoridades sanitárias tentam decifrar casos fatais de infecção bacteriana no DF

Três pessoas morreram até o momento, duas meninas de 10 e 11 anos e uma mulher de 38; todas procuraram atendimento queixando-se de febre e dores de garganta

Autoridades sanitárias do Distrito Federal tentam decifrar as causas da morte de três pacientes, registradas de agosto até agora em hospitais da rede particular de saúde. Todas as vítimas, duas meninas de 10 e 11 anos e uma mulher de 38, procuraram atendimento queixando-se de febre, dores de garganta e morreram menos de 24 horas depois da internação.

Nenhuma delas apresentava problemas de saúde antes dos primeiros sintomas da infecção. Exames feitos nas vítimas identificaram a presença de uma bactéria comumente encontrada na garganta e na pele de 5 a 15% da população, o Streptococcus pyogenes. Mas autoridades não sabem como foi a contaminação.

"Outros exames precisam ser realizados. A bactéria foi encontrada mas não podemos ainda afirmar que a morte foi provocada por essa infecção", afirmou o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa. O material para análise foi enviado para o Instituto Adolfo Lutz. Não há prazo para que resultado do exame seja entregue. "Mas o caso é considerado prioritário."

Apesar da mobilização, secretário garante não haver razões para se acreditar num surto. "Essa possibilidade está totalmente descartada. São casos isolados, as vítimas não tiveram contato entre si, não foram nem mesmo atendidas nos mesmos hospitais", disse Barbosa. Ele reconhece, no entanto, que os casos fogem do padrão: "A bactéria encontrada nas vítimas pode provocar infecções graves. Isso ocorre. O que destoa é o fato de ela ter atingido pessoas saudáveis, sem nenhum tipo de doença associada."

A primeira vítima foi uma menina de 10 anos, moradora do Lago Sul, em agosto. No mês seguinte, foi registrado o óbito de uma mulher de 38 anos, na cidade satélite Guará. Depois do registro de duas mortes, um alerta foi enviado para unidades de saúde. O terceiro óbito ocorreu terça: uma menina de 11 anos atendida num hospital de Taguatinga, que apresentou primeiros sintomas no sábado. De acordo com a secretaria de saúde, outras duas mortes com características semelhantes foram investigadas. Elas também foram provocadas pela bactéria Streptococcus, mas um deles pneumoniae e outro, viridans. "Como se tratava de bactérias diferentes, descartamos a ligação", disse o secretário.

O Ministério da Saúde acompanha os casos, mas afirma também não haver motivo para preocupação. O diretor de Vigilância em Doenças Transmissíveis do ministério, Cláudio Maierovitch, afirma haver uma possibilidade "ínfima" de a bactéria causadora da doença apresentar uma mutação. "Casos assim chocam, mas infelizmente mortes por infecções ocorrem, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo, sem que tenha ocorrido um erro de tratamento ou uma mudança na bactéria."

Fonte Estadão