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domingo, 9 de outubro de 2011

Síndrome de Tourette, doença ainda desconhecida

Um portador de síndrome de Tourette, não é uma pessoa rebelde ou mal educada só porque no meio de uma conversa diz um palavrão ou emiti sons involuntários provenientes da garganta.

Suas reações são frutos da desordem neurológica que fazem o doente ter movimentos repentinos, pronunciar sons, às vezes, podendo ser palavrões, de forma incontrolável, além de desenvolver tiques motores. O doente não consegue controlar seus tiques mínimos e jamais terá domínio por prolongados períodos de tempo.

O paciente com síndrome de Tourette apresenta sinais perceptíveis muito cedo, por volta dos seis anos de idade e, em muitos casos, a doença permanece na fase adulta. Dentre as principais características da doença estão a falta de escolha ou domínio sobre o que fala, a repetição de palavras ou xingamentos e caretas repetidas. Segundo os psiquiatras, não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas e o transtorno afeta mais pessoas do sexo masculino.
Segundo a psiquiatra Roseli Shavitt, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o transtorno é desconhecido até no meio médico. É até fácil de diagnosticar, o difícil é achar profissional habilitado para tratá-lo, declara Shavitt.

As pessoas com a síndrome encontram dificuldades de adaptação nas escolas, porque são discriminadas, sofrem bullying ou recebem apelidos indesejáveis. Os impulsos podem piorar ou ficarem mais fortes em situações de nervosismo ou de ansiedade.

A síndrome de Tourette foi descrita pela primeira vez em 1825, pelo médico francês Jean Itard, mas somente no ano de 1885 quando outro médico francês, Gilles de la Tourette, publicou um relato de nove casos, descrevendo-a como a doença dos tiques convulsivos é que foi denominada e passou a ser pesquisada.

O transtorno atinge 1% da população mundial e o tratamento médico existente é a prescrição de remédios, incluindo antipsicóticos para atenuar os tiques e a psicoterapia.

Fonte corposaun.com

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