Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 23 de agosto de 2014

Testes de ovulação de farmácia funcionam mesmo?

http://www.adolescencia.org.br/upl/ckfinder/images/saiba-mais/corpo-puberdade/ovulacao.jpg Entenda como esses testes conseguem detectar a ovulação da mulher e se vale a pena confiar neles 

Por Dr. Jorge Ueno

Os testes de ovulação adquiridos em farmácia também detectam o nível de fertilidade, porém não conseguem medir com exatidão o quão uma mulher está fértil. Afinal, eles não podem confirmar se a paciente liberou um óvulo, se o mesmo é saudável ou se todas as outras partes essenciais do processo reprodutivo estão funcionando corretamente. Estes testes conseguem apenas identificar um disparo hormonal. 

Para entender sua funcionalidade, é importante ressaltar que a mulher consegue engravidar em alguns dias específicos de seu ciclo, quando ocorre a ovulação, ou seja, um óvulo é liberado dos ovários podendo ser fecundado pelo espermatozoide. 

Essa ovulação é totalmente controlada por hormônios, como o luteinizante (LH) que pode ser detectado na urina, por meio de testes de farmácia, afinal os níveis aumentam em média cerca de 24 a 36 horas antes da ovulação, chamado de "onda LH". 

Ter um ciclo menstrual regular ajuda muito a identificar os períodos mais férteis e programar as relações sexuais com o intuito de engravidar. 

Quem tem um ciclo desregulado pode fazer um cálculo aproximado dos últimos ciclos para identificar a média de dias do ciclo menstrual. Também vale usá-lo em todo o período, ajudando a estimar de forma mais precisa o período da ovulação, a partir das alterações dos níveis hormonais. 

Geralmente os kits reagentes contêm cinco tiras usadas para fazer o teste em cinco dias consecutivos, sendo que não podem ser posteriormente reaproveitadas. Essa urina tem de ser recolhida sempre no mesmo horário, de preferência no início da manhã, antes que se beba muita água para não tornar a urina muito diluída. Também é importante recolher essa urina em um recipiente limpo e seco. 

Os kits têm uma fita reativa que deve ser mergulhada na urina, até a marca indicada, por até três minutos para depois observar o resultado. 

Se formar uma linha colorida na posição "teste", o resultado é positivo, se não desenvolver nenhuma coloração, é negativo. Em caso positivo, a ovulação costuma ocorrer em até 48 horas. É fundamental alertar que estresse e picos emocionais podem alterar a ovulação, podendo alterar o dia em que foi detectada. 

Os testes oferecem um nível de segurança de aproximadamente 98%, mas não podem ser usados como um método anticoncepcional e nem é garantia de que a gravidez vai ocorrer, pois além da falta de ovulação, outros fatores podem determinar a infertilidade. 

É extremamente raro que uma mulher de menstrua regularmente não ovule no meio do ciclo menstrual. Assim, mais importante do que detectar a ovulação é a avaliação e acompanhamento do ginecologista.   

Minha Vida

Cirurgia íntima feminina: ninfoplastia

Cirurgia reduz os pequenos lábios e pode alterar os grandes lábios vaginais  

O que é a cirurgia íntima feminina
A ninfoplastia é uma cirurgia plástica que tem por objetivo diminuir os pequenos lábios vaginais, estruturas que têm como principal função direcionar o jato de urina durante a micção. Além disso, os pequenos lábios também tem a função de proteger a vagina. A cirurgia é feita, principalmente, em casos de incômodo estético ou até mesmo de dor durante a relação sexual. Quando indicado, a cirurgia íntima feminina também pode alterar o tamanho e formato dos grandes lábios. 

Outros nomes para o procedimento
Cirurgia íntima feminina, ninfoplastia, cirurgia de redução dos pequenos lábios da vagina, plástica dos pequenos e/ou grandes lábios.

Indicações da cirurgia íntima feminina 
Na maioria dos casos, a estética e o incômodo psicológico durante a exposição ao parceiro e a relação sexual é a motivação para a cirurgia. Em casos mais raros, a dificuldade em higienizar a região acaba provocando acúmulo de secreções e urina levando a infecções constantes, como a candidíase, o que também leva as mulheres a optar pela cirurgia plástica. Segundo o cirurgião plástico Henrique Arantes, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia também é indicada para casos em que o tamanho exagerado dos pequenos lábios pode causar dor durante a relação sexual. O incômodo acontece pois estas estruturas acabam dobrando-se para dentro da vagina durante a penetração. Henrique Arantes explica que podem surgir até mesmo pequenas lesões devido a esse atrito. 

Como é feita a cirurgia íntima feminina
Normalmente é utilizada a anestesia raqui ou peridural com sedação simples, para que a mulher durma durante o procedimento. Como opção, pode-se ainda usar apenas anestesia local com sedação. Nesses casos é possível deixar o hospital no mesmo dia. O cirurgião retira parte dos pequenos lábios e reconstrói essas estruturas. São dados pontos, normalmente absorvíveis, ou seja, que não precisam ser retirados posteriormente. As cicatrizes costumam ser discretas. O procedimento dura, em média, de 40 minutos à uma hora em meia. Por se tratar de uma cirurgia simples, a paciente pode ir para casa no mesmo dia.

Segundo o Dr. Marcelo Wulkan, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira e Americana de Cirurgia Plastica, quando a cirurgia objetiva melhorar o aspecto dos grandes lábios, pode-se fazer basicamente duas abordagens: para se diminuir utiliza-se pequenas cânulas de lipoaspiração com ou sem cicatriz na parte interna do grande lábio (a cicatriz fica pouco aparente). Quando o envelhecimento, perda de peso ou fatores de hereditariedade "murcham" os grandes lábios, o cirurgião pode melhorar a região com aplicações de gordura da própria paciente (lipoenxertia estruturada). 

Leia também:

Excesso de plásticas inspira mural da diversidade genital


Quanto retirar?
Esta decisão é tomada pelo médico, que irá retirar a quantidade correta para o benefício estético, pensando também na função dos pequenos lábios. "A ideia é tirar o excesso, ou seja, a porção dos pequenos lábios que fica aparente quando a mulher está em posição normal, é a parte dos pequenos lábios que se projeta para fora dos grandes lábios", explica o cirurgião plástico André Collaneri, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Qual profissional pode realizar a cirurgia íntima feminina 
O cirurgião plástico e o ginecologista são os profissionais mais indicados para esse tipo de cirurgia. 

Contraindicações
A cirurgia íntima não possui contraindicações absolutas, no entanto, como em qualquer cirurgia, indivíduos com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca, descontroladas devem evitar procedimentos cirúrgicos.

Pacientes com infecção ativa no local ou corrimento devem fazer tratamento antes de se submeter à cirurgia. Também há uma recomendação especial para fumantes: abstinência por dois ou três meses antes da cirurgia. Por fim, mulheres com hipertensão, diabetes ou asma devem ser avaliadas sobre o risco da cirurgia. 

Pós-operatório da cirurgia íntima feminina
 
Equimoses (manchas arroxeadas)  
Não é comum que a região fique arroxeada, mas pode acontecer caso algum vaso sanguíneo de pequeno calibre for rompido durante a cirurgia.

Relações sexuais  
Podem ser retomadas após 30 ou 45 dias após a cirurgia. "É preciso que os pontos estejam resistentes (não estejam visivelmente frouxos) para resistir ao atrito na região e não se abrirem", explica o cirurgião plástico André Collaneri.

Repouso e volta ao trabalho 
O repouso deve ser mantido pelo período de dois a três dias após a cirurgia. Depois disso, quem trabalha em escritório, sem realizar grandes esforços físicos, pode voltar à rotina. Quem trabalha com esforço físico ou que precisa caminhar muito deve esperar três semanas para retornar ao trabalho.

Exercícios físicos 
É possível retornar gradualmente aos exercícios físicos três semanas após a cirurgia. É indicado evitar exercícios que pressionem a região pressionada, como a bicicleta.

Sensibilidade  
A região pode ter diminuição da sensibilidade após a cirurgia, mas a sensibilidade retorna após a cicatrização (cerca de 30 dias). A sensibilidade durante a relação sexual não será alterada.

Na hora do banho  
A higiene da região íntima é feita normalmente com água morna e sabonete neutro, não é necessário o uso de sabonetes específicos para a genitália da mulher tampouco o uso de substâncias antissépticas.

Uso do banheiro 
"É recomendado que a mulher limpe a região com água e sabonete depois de urinar", explica Fábio Rosito, ginecologista do laboratório SalamãoZoppi Diagnósticos. Alguns médicos usam uma cola cirúrgica para impermeabilizar o local da incisão da cirurgia íntima. "Esse produto impede que secreções entrem em contato e infectem a região", explica o Cirurgião plástico André Collaneri. Nesse caso, a secagem simples com papel higiênico é suficiente. Quando estiver na rua, lembre-se sempre de carregar lenços umedecidos, que ajudam na limpeza.

Menstruação 
O ideal é que a mulher não menstrue logo após a cirurgia, o que pode dificultar as medidas do pós-operatório, como a colocação de compressas frias, por exemplo. Portanto, o período recomendado para realização da cirurgia é logo após o final da última menstruação. Caso a mulher menstrue, a recomendação é que seja usado o absorvente interno, uma vez que o externo pode abafar e aquecer a região.

Vestuário  
A mulher deve usar calcinhas frouxas de algodão e roupas confortáveis que permitam que a região permaneça bem arejada até que a cicatrização esteja completa, o que ocorre cerca de 30 dias após a cirurgia.

Dor e inflamação 
A dor após a cirurgia íntima feminina é leve, mas pode aumentar caso os pequenos lábios inchem demais, causando atrito entre eles e consequentemente aumentando a inflamação, num ciclo.

Para evitar o problema alguns cuidados são: fazer compressas geladas na região, manter repouso de dois a três dias, não realizar exercícios físicos, tomar banhos mornos, não esfregar a região e usar o anti-inflamatórios recomendado pelo médico. É possível sentar-se logo após a cirurgia, uma vez que a área não sofrerá nenhuma pressão anormal nesta posição.

Riscos da cirurgia
O cirurgião plástico André Collaneri explica que a cirurgia é bastante simples, por isso, os riscos remetem mais às intercorrências gerais, como infecções, sangramento e reações à anestesia.

Resultados
Depois de 30 dias a incisão já está cicatrizada, portanto é possível visualizar resultados parciais. Depois de 90 dias o inchaço já está reduzido e é possível ver o resultado final. 

Cheque antes da consulta

- O médico que você irá consultar deve ter registro no Conselho Federal de Medicina (CFM), é possível fazer essa checagem no site da instituição
 
- Converse com alguém que já fez a cirurgia com o mesmo médico e informe-se sobre o procedimento e os resultados 

Fontes
- Revisado por Cirurgião Plástico Marcelo Wulkan (CRM: 108732), membro da Socidedade Brasileira de Cirurgia Plastica, International Confederation for Plastic, Reconstructive and Reconstructive Surgery, International Society of Aesthetic Plastic Surgery e American Society of Plastic Surgeons

- Ginecologista e obstetra Fábio Rosito (CRM:SP/38793), do laboratório SalomãoZoppi.
 
- Cirurgião plástico André Collaneri (CRM: 87886), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
- Cirurgião plástico Henrique Arantes (CRM: 90405), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Minha Vida

Projeto da APAZ quer conscientizar jovens sobre Alzheimer

De acordo com dados do Ministério da Saúde, filho é o provável autor da agressão na maior parte dos atendimentos de violência contra idosos

Rio - Enquanto a expectativa de vida no Brasil tem estado em ascendência, o Ministério da Saúde apontou que, em 2011, dentre os indivíduos com 60 anos ou mais, a violência física foi responsável por 64% das notificações de violência doméstica. Na maior parte dos atendimentos, o filho era o provável autor da agressão. Algumas associações têm se mobilizado, portanto, no sentido de frear esse cenário.

O projeto “Conhecer para Conviver”, da Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes (APAZ), investe na conscientização dos jovens de hoje sobre como lidar com parentes mais velhos que têm a doença.

No Rio, somente de janeiro a maio deste ano, a Delegacia Especial de Atendimento a Pessoas de Terceira Idade (Deapti) registrou 374 atendimentos por violência a idosos no estado, uma média de 74 por mês.

Preocupada com esse número, a associação oferece apoio às famílias com reuniões mensais abertas para qualquer pessoa que cuide de um paciente com doença.

- Hoje em dia o núcleo familiar é composto dentro do mesmo espaço físico na sua maioria por três gerações: os mais idosos, os pais e os netos - afirma Maria Aparecida Guimarães, presidente da associação.

Ela afirma, ainda, que a maioria dos jovens não sabe lidar quando o avô ou a avó começa a sair da rotina.

- Se ele souber que isso pode ser um processo bem no início do Alzheimer, eles podem sinalizar para os pais e os pais levarão ao médico para um diagnóstico - explica.

Nas palestras, profissionais trocam informações com as famílias sobre como envelhecer melhor. Isso é, quais atividades físicas são as melhores, como manter a cognição saudável e que alimentos são mais indicados para o consumo. A associação informa também o tipo de prevenção que os jovens devem ter para investir em um envelhecimento ativo, de modo a atrasar o aparecimento do Alzheimer.

- Tudo isso contribui. Não garante, mas ajuda - explicou.

Guimarães contou, ainda, que dá início às reuniões de modo despretensioso, perguntando aos presentes quem conhece alguém que tenha Alzheimer e quem tem algum parente com Alzheimer. A partir das respostas das famílias, a conversa vai sendo trabalhada.

O Globo

Ministério estuda meios para reduzir fila de transplante de medula óssea

Foto: Reprodução/TVCA
Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) já tem 2,4 milhões
de  doadores cadastrados
Hoje, há cerca de 200 pacientes com doadores compatíveis, mas sem leito. Ministério propõe remanejamento de pacientes e aumento de vagas 

Atualmente, existem no Brasil cerca de 200 pacientes com indicação receber um transplante de medula que já encontraram doadores compatíveis no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), mas que não se submeteram ao procedimento por falta de vagas adequadas nos hospitais.

O Ministério da Saúde anunciou, na últimas semana, que está estudando medidas para diminuir o tempo de espera por um transplante desse tipo. Elas devem ser postas em prática no início do ano que vem, de acordo com Heder Murari Borba, coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). As medidas devem incluir o aumento do número de leitos para esse tipo de transplante, além da criação de um sistema coordenado pelo próprio Ministério para remanejar pacientes entre diferentes regiões do país.

O anúncio foi feito no XVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), que aconteceu no final da semana passada em Belo Horizonte.

O Brasil fez, em 2013, 1.813 transplantes de medula óssea, dos quais 1.144 foram autólogos (o paciente recebe sua própria medula, depois que ela passa por um tratamento) e 669 foram alogênicos (o paciente recebe a medula de um doador). Dos transplantes alogênicos, 220 foram não aparentados (o doador é localizado no Redome e não na família do paciente). Este último é o procedimento mais complexo, para o qual os pacientes têm de esperar mais tempo.

Com a atual estrutura, levaria cerca de um ano apenas para realizar os 200 transplantes dos pacientes que já aguardam na fila. Segundo a médica hematologista Lúcia Silla, presidente da SBTMO, pacientes chegam a esperar mais de 30 meses a partir do diagnóstico para fazer esse tipo de transplante.

Mudanças
O governo estuda fazer com que o oferecimento de leitos para transplante de medula óssea seja coordenado pelo Ministério da Saúde. Desta forma, quando um paciente conseguir um doador compatível e não houver vaga no centro onde ele é tratado, a pasta poderá localizar outro centro em outra parte do país que possa receber o paciente para que ele faça o procedimento no menor tempo possível.

Além disso, o Ministério pretende ampliar o número de leitos nos 29 centros que já oferecem esse transplante de alta complexidade. Borba explica que, por leito, entende-se não só a vaga, mas também toda a estrutura de atendimento e a equipe multidisciplinar necessárias para esse tipo de transplante. A intenção do ministério é aumentar a capacidade para 400 transplantes de medula óssea não aparentados por ano.

Gargalo
Borba explica que, atualmente, o gargalo dos transplantes de medula óssea no Brasil não é mais encontrar um doador compatível (cerca de 80% dos pacientes encontram um doador no Redome), mas conseguir uma vaga para transplante em um dos 29 serviços cadastrados para realizar esse tipo de procedimento.

O Redome é o maior banco público de doadores de medula, com 3,4 milhões de doadores cadastrados. “Isso é resultado de um programa eficiente de captação e doadores. De repente, o governo ficou muito focado na captação de doadores, mas isso não foi acompanhado do crescimento da estrutura física para transplante de medula óssea”, diz Lúcia.

Por esse motivo, o ministério busca limitar o número de doadores no país, e focar as buscas de novos doadores em grupos genéticos específicos que ainda não estejam bem representados no Redome, como índios e negros. Segundo Borba, aumentar o número de doadores no público em geral não significaria necessariamente aumentar as chances de os pacientes encontrarem doadores compatíveis.

"Não adianta ter mais doadores, se o paciente não tiver onde transplantar. Neste momento, temos que focar nossa atenção e nosso recurso na necessidade de leitos, não de doadores", diz Lúcia.

G1

Campanha pede que crianças doem dentes de leite em prol da ciência

Dentes doados são importantes na formação de alunos de odontologia. Eles também são usados para testar materiais em desenvolvimento 

Dentistas estão convocando as crianças a abandonarem o hábito de deixar seus dentes de leite para a “fada do dente”. Em vez disso, sugerem que elas os doem para a ciência. A campanha para estimular a doação de dentes de leite será lançada no 17º Congresso Latino-americano de Odontopediatria, que começou nesta quinta-feira (21) em São Paulo.

Os dentes doados são importantes para a formação dos alunos do curso de odontologia e também são imprescindíveis para pesquisas na área, segundo José Carlos Imparato, professor da Faculdade de Odontologia da USP e coordenador do Banco de Dentes Humanos da instituição.

No ensino, os dentes doados são usados para que os estudantes pratiquem e aprimorem determinadas técnicas antes de aplicá-las nos pacientes. Já na pesquisa, os dentes são usados para testar novos materiais odontológicos desenvolvidos por cientistas. “Você precisa muitas vezes de dentes humanos para servir como substrato, para que simulem as condições da cavidade bucal”, diz Imparato.

O dentista enfatiza que tanto o ensino quanto a pesquisa necessitam de uma quantidade muito grande de dentes. Uma única disciplina da graduação – por exemplo, a de endodontia, sobre tratamentos de canais – exige que cada aluno tenha nove dentes para o treinamento. “Se levarmos em conta que cada turma tem 50 alunos e que no Brasil há mais de 300 cursos de odontologia, temos uma ideia de como a demanda é grande.”

Comércio ilegal
O Banco de Dentes Humanos da USP foi criado em 1992 seguindo a legislação que rege os bancos de órgãos. Segundo Imparato, foi o primeiro banco do tipo no Brasil. Desde então, outras instituições têm criado bancos semelhantes para abastecer seus cursos e pesquisas.

Antes disso, segundo Imparato, era comum que os professores exigissem dos alunos uma determinada quantidade de dentes para cada disciplina e os estudantes acabavam recorrendo ao comércio ilegal. “Os alunos tinham que comprar muitas vezes em cemitérios ou em clínicas e ficavam expostos a situações de comércio ilegal de órgãos. Isso, infelizmente, ainda existe e configura infração penal”, diz Imparato.

Para doar
As crianças que doarem seus dentes de leite durante o Congresso Latino-americano de Odontopediatria  ganharão um brinde da "fada do congresso" pela participação. As doações podem ser feitas nos dias 21 e 22/8, das 11 às 17h, no Hotel Maksoud Plaza (Alameda Campinas, 150, Jardim Paulista, São Paulo).

Doações também podem ser feitas ao longo de todo o ano na Faculdade de Odontologia da USP em dias úteis, das 8 às 17h, na Avenida Professor Lineu Prestes, 2.227, Cidade Universitária, São Paulo, CEP: 05508-900. Os órgãos podem ser entregues pessoalmente ou enviados pelo correio. Qualquer tipo de dente pode ser doado, não só os de leite, mas também dentes adultos que tenham sido extraídos, sejam eles sadios, cariados, amarelados ou restaurados.

G1

OMS: Ebola não será contido em 2014; combate deve demorar de 6 a 9 meses

Número de mortos chegou a 1.350 e ONG de médicos afirma que chegou em seu limite de pessoal e financeiro para atuação 

Médico oferece água a paciente com o vírus do ebola. Foto: Sylvain Cherkaoui/Cosmos/MSF

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (23) que elaborou um plano estratégico para combater o Ebola na África Ocidental para os próximos seis a nove meses, indicando que não prevê conter a epidemia este ano.

"A OMS está trabalhando em um plano de ação para o Ebola, é de fato um documento operacional sobre como combater o Ebola", disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, em um contato com a imprensa em Genebra. "[O plano] estabelece a estratégia para a OMS e parceiros pelos próximos seis a nove meses."

Quando lhe perguntaram se esse cronograma significa que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas prevê que a epidemia – que  afeta a Guiné, Libéria e Serra Leoa – continuará até 2015, ela disse: "Francamente ninguém sabe quando esse surto de Ebola vai terminar."

Sem limites
No início desta semana, o número de mortes pela doença havia chegado em 1.350. Ontem, em entrevista aos jornalistas, a diretora-geral do Médicos sem Fronteiras (MSF) no Brasil, Susana de Deus, afirmou que a organização está perto do limite tanto de pessoal como de recursos para atuar no combate ao surto de ebola na África. “Chegamos a nosso limite. O MSF tem mais de mil pessoas em campo, e não temos como realocar profissionais de outros surtos que continuam a acontecer como pena de sacrificarmos outros pacientes", disse ela, em encontro com jornalistas.

Só de investimento financeiro, completou Susana, a ONG também está prestes ao esgotamento. "Na MSF, de março até dezembro, o orçamento é de 16 milhões de euros só para ebola. Não esgotou, mas no caminho que estamos, vamos esgotar sim”, avisou.

O Canadá anunciou na terça-feira (12) que vai doar à OMS até mil doses de um medicamento experimental contra o ebola para a sua utilização nos países africanos mais afetados pela doença. O número é insuficiente para atender a todos os infectados e o surto não deixa de se espalhar.

Nesta sexta, o governo da Nigéria registou mais dois casos de ebola, elevando para 14 o total de casos confirmados de infecção pelo vírus, que já provocou cinco mortes no país. A Nigéria é o quarto país afetado.

iG

8 perguntas que devem ser feitas antes de escolher o pediatra do seu filho

Escolher um bom pediatra pode ser uma tarefa difícil e não é raro ver pais e mães migrando de um consultório para outro em busca do profissional certo para cuidar do bebê

O importante é fazer uma boa pesquisa e muitas perguntas ao pediatra a respeito de certos temas, que definirão se ele é ou não confiável. E isso deve ser feito ainda antes do filho nascer, a fim de evitar que o bebê esteja sem médico caso fique doente.

A sensibilidade do médico também conta muito, por isso, a relação dos pais com o profissional é muito importante.

Visando o melhor para o seu bebê, reunimos 8 perguntas que devem ser feitas antes de escolher o pediatra perfeito para o seu filho.

Confira: 

1 – Qual a formação acadêmica?
É valido fazer uma boa pesquisa na internet sobre o profissional. Lá, você vai descobrir se ele frequenta congressos, se é pesquisador e, principalmente, se está sofrendo processo por algum erro médico. Só a pesquisa não é suficiente, porque ainda assim não garante que o pediatra seja realmente competente, mas ainda assim é um bom começo.

2 – Confira se ele fornece o telefone celular e residencial para emergências
Todo o cuidado com os pequenos é pouco. Por isso, prefira um médico que forneça esse tipo de informação aos pais.

3 – Saber a opinião do profissional sobre tratamentos homeopáticos
Alguns pais são adeptos da homeopatia e, por isso, é importante encontrar um pediatra que seja a favor desse tipo de tratamento.

4 – Perguntar se o profissional também atende em algum hospital 
Nesses casos, é importante saber se a família pode bancar com os gastos desse hospital e se o convênio do bebê também é aceito na instituição. Caso ele não atenda em nenhum hospital, é importante saber onde ele recomenda levar a criança em caso de emergência.

5 – Em caso de não identificar algum problema na criança, qual será a atitude do médico?
Essa pergunta é importante para saber se ele possui uma boa rede de contatos que possa acionar se precisar de ajuda para investigar algum caso específico.

6 – Saber qual a opinião sobre a alimentação do bebê
É muito bom tem cumplicidade com o pediatra quando o assunto é alimentação. Não tem nada pior do que esconder do profissional que você dá açúcar branco para a criança, por exemplo, quando ele é completamente contra. Conversem muito a respeito do que o pequeno está comendo.

7 – Uso de medicamentos
Converse com o profissional sobre medicamentos que podem ser utilizados sempre que o bebê tiver certo tipo de problema. Alguns vão preferir que você não os medique antes de levá-lo ao pronto-socorro.

8 – Férias 
Antes mesmo de escolher o seu pediatra, você precisa saber quantas vezes no ano ele costuma viajar e tirar férias. Saiba se ele indica colegas em caso de emergência e como procede em caso de ausência,

Universo Jatobá

9 lições para discordar sem brigar no trabalho

Os debates fazem parte da vida corporativo, mas é importante ter esses embates num tom amistoso, para o ambiente não ficar desagradável no futuro

Por Flávio Emílio Cavalcanti

Não nascemos preparados para debater. Por isso, desenvolver a habilidade de manejar a contradição, persuadindo em favor de um ponto de vista, torna-se um valioso diferencial para a carreira.

Infelizmente, muita gente acaba se complicando na hora de discordar de alguém – o chefe, um colega, um cliente ou mesmo alguém de casa. Via de regra, as pessoas tendem a se refugiar em duas posições extremas e desaconselháveis: a passividade e a agressividade.

Passivos
Os passivos fazem tudo para fugir do embate, evitando possíveis desgastes emocionais, exposição ou mesmo o risco de desagradar o outro. Baixa autoconfiança e problemas de autoestima também contribuem para desestimular a propensão a expor posições discordantes. Muitos até ficam desapontados consigo mesmos, pois julgam que foram covardes por não terem se posicionado como deveriam diante de decisões absurdas. 

Agressivos
Já os agressivos veem qualquer situação de debate como uma batalha que precisará ser vencida a qualquer custo. Quando não há argumentos consistentes, o agressivo procura cortar o diálogo e parte para o uso da força por meio da intimidação, do grito como formas de prevalecer e sair vitorioso ao impor aquilo que considera certo. Para eles, não importa muito o resultado do debate. O que vale é mostrar supremacia diante do outro.

Dissimulados
Também não podemos nos esquecer dos dissimulados, que lançam uma “cortina de fumaça” de falsa passividade para esconder a agressividade. Todos lembramos de gente que gosta de dizer que “Ótimo. Está tudo bem! Não há problema…” e nos bastidores manipulam pessoas e situações para sabotar aquilo que acabaram de concordar ou até assinar?

A exemplo das demais habilidades, alcançar a excelência em gerenciar situações de contradição requer vontade, dedicação e, fundamentalmente, treino. Que tal experimentar algumas dicas simples para aprender a discordar sem entrar em crise?

1. Conheça antecipadamente o perfil do seu interlocutor: Mapeie forças, fraquezas e particularidades da outra parte a fim de evitar surpresas e sustos durante o debate.

2. Mobilize aliados para entrar fortalecido no debate: Contar com a concordância de referências externas dará mais consistência a seus posicionamentos.

3. Mantenha as emoções sob controle. Euforia ou irritação irão bloquear a racionalidade na hora de ouvir e argumentar.

4.  Estabeleça uma boa linha de argumentação: Use argumentos lógicos, éticos, racionais e que tenham um objetivo definido. 
Tenha causas, consequências e resultados práticos bem definidos em sua mente. Eles serão elementos decisivos para defender sua posição.

5. Reúna fatos, documentos e evidências a favor dos seus argumentos: Apresentar elementos concretas dará peso e credibilidade à sua retórica.

6. Defenda seu ponto de vista com entusiasmo e segurança: Acima de tudo, é preciso aprender a gostar de argumentar. Lembre-se de que o corpo fala por meio de uma linguagem não verbal que envolve gestos, expressões faciais e posturas. Use-os para reforçar seu discurso.

7. Ouça com atenção os posicionamentos contrários: Isso é uma demonstração de respeito ao seu interlocutor, além de possibilitar o estudo pormenorizado dos argumentos contrários dele, a fim de articular respostas inteligentes.

8. Seja flexível e busque o acordo: Discordar não significa se ancorar radicalmente a uma posição. No decorrer do diálogo, esteja preparado para mostrar-se aberto a fazer concessões em nome da resolução eficaz da divergência sem subverter seus valores, princípios e convicções.

9. Não leve a debate para o lado pessoal, nem desqualifique seu oponente: Discorde de argumentos e pontos de vista, não de pessoas. Conduza o debate na dimensão técnica, concreta e factual. Quando o contraditório extrapola para ofensas, ironias ou acusações, não se chegará a um fim proveitoso para nenhuma das partes envolvidas.

El Hombre

Conheça os 10 vírus mais perigosos do mundo

1. Ebola: mata até 90% dos infectados. É uma febre hemorrágica ainda sem cura, que faz com que os órgãos internos quase se desfaçam.



2. Hantavirus: transmitido por roedores, o grupo de vírus pode causar febre hemorrágica com síndrome renal. 

3. Malária: parasita é transmitido por meio de um mosquito, causando febre altíssima e prostração. 200 milhões de pessoas são infectadas por ano.



4. Raiva: o principal hospedeiro é o morcego, mas pode ser transmitida por cães não vacinados. Atinge o sistema neurológico e pode matar até 100% dos infectados.



5. Gripe aviária: surgiu na Ásia e mais de 50% das pessoas que contraíram o vírus não resistiram e morreram. É transmitido pelos frangos.



6. Dengue: embora pareça comum, os casos mais graves de dengue podem causar hemorragias. Ainda não há vacina contra o vírus transmitido pelo aedes aegypti.



7. Machupo: conhecido como febre hemorrágica boliviana ou tifo negro, é um dos vírus capazes de dizimar grupos humanos.

La Paz - Bolívia

8. Coronavírus: causador da síndrome respiratória aguda grave, é um vírus muito letal



9. O HIV é um dos vírus mais perigosos do mundo. Hoje já é possível ter mais controle, mas não há cura.



10. Marburg: o vírus que leva o nome desta belíssima cidade alemã é letal, parente do ebola e pode matar até 90% dos infectados. Último surto aconteceu em Angola.


iG

Vacinação dupla contra pólio pode acelerar a erradicação global da doença

BBC: Os testes na Índia mostraram que a vacina injetável confere uma maior
imunidade do que múltiplas gotas da vacina oral
Em 1988, havia mais de 350 mil casos de pólio em 125 países; Hoje, ela é comum apenas na Nigéria, Afeganistão e Paquistão 

Uma nova pesquisa aponta que usar dois tipos de vacina contra a pólio pode acelerar a erradicação da doença no mundo. A vacina oral vem sendo a principal arma para acabar com a pólio, mas testes feitos na Índia mostraram que a imunidade à doença aumenta quando também é usada uma vacina injetável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que os resultados, publicados na revista Science, são "históricos".

História de sucesso
O pólio se espalha por meio de fezes contaminadas e pode causar paralisia ou até mesmo ser fatal. A luta contra a doença é uma das mais bem-sucedidas histórias da saúde mundial.

Em 1988, havia mais de 350 mil casos de pólio em 125 países. Hoje, a doença é comum em apenas três países - Nigéria, Afeganistão e Paquistão - e os casos no mundo foram reduzidos em 99%.

Duas gotas da vacina oral, que contém amostras do vírus enfraquecido, são a forma mais usada para combater o pólio, porque é um método barato e cria uma resistência ao vírus no sistema digestivo. Mas sua eficácia pode ser afetada pela interferência de outras infecções.

A saída tem sido fazer uma vacinação múltipla, também com a vacina injetável, que usa uma forma inativa do vírus e cria imunidade na corrente sanguínea.

Maior imunidade
Os testes na Índia mostraram que a vacina injetável confere uma maior imunidade do que múltiplas gotas da vacina oral. No país, crianças chegaram a receber 30 doses da vacina até completarem 5 anos de idade.

No entanto, o maior desafio no combate ao pólio não é a escolha da vacina, mas sim imunizar crianças em áreas de conflito. 

Nesses locais, a falta de segurança e o uso da vacinação como arma política representam sérios obstáculos.

Em 2012, o grupo radical Talebã disse que as vacinações em certas áreas do Paquistão estavam proibidas até que os Estados Unidos parassem de atacar o país.

Mas, nesse contexto, a dupla vacinação pode ser ainda mais importante. "Se o acesso a essas áreas é restrito, é preciso obter o maior benefício possível quando se consegue estar lá", diz o pesquisador Nicholas Grassly, do Imperial College London.

Essa estratégia já vem sendo usada em partes da Nigéria e logo será aplicada no Paquistão. "Esse estudo revolucionou nossa compreensão da vacina injetável e como usá-la na erradicação global da doença para que as crianças sejam protegidas dela da melhor forma possível", afirma Bruce Aylward, diretor-assistente da OMS

BBC Brasil / iG