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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Remédios da Grécia antiga


Comprimidos de 2 mil anos são achados em navio grego

Pela primeira vez, botânicos conseguiram analisar comprimidos confeccionados por médicos da Grécia antiga. O estudo do DNA revela que cada uma das milenares pílulas continha mais de dez diferentes extratos de plantas, de hibisco a aipo, passando até por girassol.

Os remédios usados na antiguidade grega foram encontrados há 20 anos, como parte do carregamento de um navio que afundou na costa da Toscana, na Itália, no ano de 130 a.C, mas só agora estão sendo estudados.

- Pela primeira vez, temos evidências físicas daquilo que já vimos nos escritos dos antigos médicos gregos, como Galeno e Dioscorides - afirmou Alain Touwaide, do Instituto Smithsonian do Museu Nacional de História Natural de Washington, em entrevista a Shanta Barley, da "NewScientist".

A caixa de medicamentos foi achada em 1989 no navio naufragado. Diversos comprimidos estavam completamente secos, segundo Robert Fleisher, do Parque Zoológico Nacional Smithsonian, também em Washington.

Fleischer analisou os fragmentos de DNA em duas das pílulas e comparou as sequências obtidas à base de dados genética do GenBank, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Ele conseguiu identificar cenoura, rabanete, aipo, cebola, carvalho, repolho, alfafa, além de uma erva típica do hemisfério norte chamada milefólio. Fleischer também identificou na amostra extrato de hibisco, provavelmente importado da Ásia ou das terras da atual Etiópia.

- Muitas dessas plantas são conhecidas por terem sido usadas pelos antigos para tratar os doentes - afirmou Fleischer.

Também conhecida como erva-do-carpinteiro ou aquileia, o milefólio é usado para conter a hemorragia. O médico e farmacologista Pedanius Dioscorides, que viveu em Roma no primeiro século da era cristã, descreveu a cenoura como uma panaceia para um grande número de problemas. "Dizem que os répteis não atacam aqueles que a tenham tomado; ela também ajuda na concepção", escreveu ele, por volta do ano 60.

As poções médicas acabaram levantando outras questões para os botânicos. Análises preliminares das antigas pílulas sugerem que elas conteriam girassol, uma planta que só teria chegado à Europa depois da descoberta da América, em 1492.

Se a descoberta for confirmada, os botânicos terão que rever a tradicional história da planta e de sua difusão, afirma Touwaide.

Os remédios descritos por Dioscorides e por outro médico grego, Galeno, costumam ser classificados, nos tempos modernos, como coquetéis ineficazes.

- Cientistas sempre expressaram dúvidas sobre a possível eficácia desses remédios, que, segundo eles, poderia apenas ser atribuída à presença do ópio - afirmou Touwaide, que espera resolver a questão testando a combinação de extratos. - Quem sabe os antigos remédios possam abrir novos caminhos para a pesquisa.

Fonte O Globo

Remédios antigos - Família Vick


O INICIO

Conhecido no mundo todo por seu inconfundível pote azul, por seus característicos aromas de cânfora, mentol e eucalipto e pelo toque aveludado, Vick Vaporub surgiu na área rural dos EUA há mais de 110 anos.

Seu inventor, Lunsford Richardson, era farmacêutico em Greensboro, na Carolina do Norte. Ele criou uma linha de produtos próprios, a "Vicks Family Remedies", composta de óleo de rícino e vermífugo. Homem de visão mercadológica, batizou seus produtos de Vicks, de fácil pronúncia e perfeitamente ajustado aos rótulos.


Além disso, era o sobrenome de um respeitado médico da cidade, o Dr. Joshua Vick, seu cunhado.

Utilizado no tratamento de resfriados e no alívio à congestão nasal, o carro-chefe da linha era o "Vicks Croup and Pneumonia", uma pomada exclusiva, composta de cânfora, óleo de eucalipto e mentol, um exótico ingrediente importado do Japão.

COMO SURGIU VICK VAPORUB

Por volta de 1900, o jovem Smith Richardson, filho de Lunsford, passa a ajudá-lo nas vendas, percorrendo a zona rural da Carolina do Norte e fazendo demonstrações da linha de produtos Vicks para os farmacêuticos.

Um trabalho árduo e muitas vezes perigoso. Numa ocasião, o jovem vendedor foi colocado porta afora, sob a mira de uma espingarda, por um dono de farmácia.

Mas antes mesmo de Smith sair em disparada, o farmacêutico recuou em sua ira e pediu que ele deixasse alguns potes do Croup and Pneumonia Salve. "Quero ver se isso funciona mesmo", disse.

Com esse episódio, Smith Richardson percebe que o Croup and Pneumonia Salve era o grande negócio da empresa e convence o pai a investir exclusivamente na pomada.

Firme em seu propósito, fez com que Lunsford Richardson mudasse o nome da empresa para Vick Chemical Company, trocasse a cor do produto para âmbar claro, a da embalagem para azul cobalto e o nome do Croup and Pneumonia Salve para... Vaporub

DOS ESTADOS UNIDOS PARA O MUNDO

A distribuição nacional do Vaporub teve início no inverno de 1917-1918, na mesma época em que chegava aos Estados Unidos a devastadora epidemia de febre espanhola.


Desesperados em busca de alívio para o mal que os atacava, os doentes encontraram em Vaporub a solução para acalmar a congestão nasal e as dores no corpo. Isso alavancou as vendas de Vaporub de US$ 900 mil para US$ 2,9 milhões em apenas um ano.


Além disso, a publicidade em revistas e em bondes fez com que milhões de potes fossem vendidos, tornando Vicks Vaporub um nome familiar em todo o país.

No inicio da década de 20, Vicks começa a ampliar seu sucesso, conquistando e melhorando a vida de consumidores pelo mundo afora. Em 1933, os produtos Vicks já eram vendidos em mais de 60 países.

PLANO DE EXPANSAO VICK

Em 1931, a Vicks lança seu "Novo Plano para Melhor Controle de Resfriados", com a criação de produtos para ajudar a prevenir resfriados e a aliviar seus sintomas.

Pastilhas para a garganta e xaropes foram especialmente desenvolvidos por químicos da Vicks para aliviar irritações do nariz e da garganta, onde geralmente os resfriados começam a atacar.

A Vicks tentou também, sem sucesso, comercializar um anti-séptico oral, o Vicks Varatone. A partir de 1939, com o Vicks Inhaler, outros produtos foram sendo desenvolvidos: Medi-Trating Cough Syrup, em 1950; Formula 44 and Vitamin C cough drops, em 1958 ; Sinex em 1959, e NyQuil em 1968.

Esses produtos impulsionaram as vendas para mais de US$ 400 milhões, antes mesmo do início dos anos 70.

A UNIÃO DA RICHARDSON-VICK COM A P&G

No início dos anos 30, a Vick Chemical Company começa a adquirir uma série de pequenas companhias químicas. Entre elas a Wm. S. Merrell Company - fabricante de produtos farmacêuticos (prescrição) - em 1938, e a J.T. Padeiro Chemical Company, em 1941.

Sempre em expansão, a Richardson-Merrel Company desenvolve estratégias globais de vendas para consumidores de medicamentos, equipamentos médicos e químicos.

Em 1981, a Merrel foi vendida para a Chemical Dow, e a Richardson - então denominada Vicks Inc., passa a focar sua atenção em medicamentos, produtos de beleza e produtos para o lar.

Em 1985 a Richardson-Vick percebe que produtos respiratórios e para cuidados com a pele e com os cabelos tinham um público potencial de milhões de consumidores e passa a fabricá-los em 19 países. RV1, como era conhecida, encabeça a linha de produtos respiratórios, como também o Pantene, o Vidal Sasson, o Clearasil e o Oil of Olay. Em novembro deste mesmo ano, ocorre a fusão da RV1 com a P&G.

Fonte Familiavick.com.br

Nova droga reduz 62% o índice de infecção do HIV

Além de combater os efeitos do vírus da imunodeficiência humana, os medicamentos antirretrovirais podem ser úteis na prevenção à Aids. Dois estudos divulgados ontem, um deles conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e o outro pela Universidade de Washington, mostraram que uma dose do coquetel truvada por dia diminui o risco de infecção pelo vírus.

As pesquisas foram feitas com homens e mulheres heterossexuais de três países africanos, o continente mais afetado pelo HIV — 65% da população com Aids estão na região da África Subsaariana.

Os dois estudos serão detalhados na próxima semana durante a Conferência Mundial de Aids, que começa neste domingo em Roma. Porém, os dados preliminares já revelaram que o antirretroviral tem grande potencial no combate à epidemia, que afeta 33,3 milhões de pessoas no mundo, sendo 592.914 delas no Brasil. A estratégia é chamada de profilaxia de pré-exposição (PrEP) e consiste em tomar o comprimido um dia antes do ato sexual. O índice de infecção de pessoas que fizeram uso do método foi quase dois terços menor, quando comparado aos grupos de controle, istso é, aos voluntários que não usaram o truvada como prevenção.

O trabalho do Centro de Prevenção de Doenças (CDC) envolveu mais de 1,2 mil heterossexuais não infectados e com vida sexual ativa no país africano Botsuana. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 601 tomavam uma dose diária de truvada, uma combinação dos medicamentos anti-HIV tenofir e entricitabina, e 599 receberam apenas placebo. Todos os voluntários tinham acesso a preservativos e eram informados da importância do uso da camisinha para diminuição do risco de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Depois de 12 meses, entre as pessoas que tomaram as drogas verdadeiras, nove tornaram-se HIV positivas, enquanto que, no outro grupo, o número foi 24.

Experiência positiva
Já no estudo da Universidade de Washington, os cientistas focaram 4.758 casais heterossexuais, sendo que um dos parceiros era infectado pelo vírus da Aids. Os voluntários, do Quênia e de Uganda, foram divididos em três grupos: um deles recebeu apenas tenofir, o segundo tomou o coquetel truvada e um terceiro ficou com placebo. Após três anos, as pessoas que tomaram tenofir tiveram 62% menos infecções do que aquelas que não receberam nenhum medicamento.

Entre os que receberam o coquetel, o índice foi 73% menor. Baseado nesses resultados, o placebo foi excluído do estudo e aqueles que tomaram as pílulas falsas começaram a receber os antirretrovirais. “Esses dados mostraram, definitivamente, a eficácia do tratamento”, disse Jared Baeten, principal autor do estudo, em uma teleconferência nos Estados Unidos.

Um estudo anterior, conduzido com casais de homens em que um dos parceiros era soropositivo, registrou uma redução de 44% de infecção entre aqueles que receberam a mistura de tenofovir e entricitabina. Mas não havia certeza entre os pesquisadores de que a prevenção pudesse funcionar em casais heterossexuais. Em maio passado, um teste clínico realizado em nove países com 1.763 casais, em grande parte heterossexuais, indicou que entre os soropositivos que tomaram antirretrovirais em um estágio precoce da doença, o risco de infectar o parceiro caiu 96%.

Michel Sidibé, diretor executivo da Unaids, o programa de HIV/Aids das Nações Unidas, comemorou o que considerou “um grande avanço científico, que prova o papel essencial que o tratamento antirretroviral deve desempenhar no combate à Aids”. “Esses estudos podem nos ajudar a avançar no combate à epidemia”, disse à imprensa. “Esse é um momento muito animador para todos nós que trabalhamos com a prevenção à Aids”, declarou Michael Thigpen, principal autor do estudo do CDC.

Margaret Chan, que dirige a Organização Mundial de Saúde, ressaltou que as pesquisas “podem ter um impacto enorme para a prevenção da transmissão entre heterossexuais”. “Estamos em um momento importante”, declarou Mitchell Warren, diretor-executivo da organização não governamental aamericana Avac, para quem é necessário agora definir “de que forma utilizar melhor os antirretrovirais como meios de prevenção”.

Fonte Correio Braziliense

Estudo vincula epilepsia à depressão

Uma pesquisa do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) constatou uma elevada taxa de prevalência de transtornos mentais — como depressão e ansiedade — em portadores de epilepsia. Especialistas concordam com o estudo da doutoranda Sabrina Stefanello e ressaltam que a maior relevância da investigação é que ela serve de alerta para médicos e familiares de pacientes portadores da doença para que os transtornos sejam mais bem observados nas consultas.

A partir de um estudo anterior sobre epilepsia, feito na Unicamp com auxílio da Organização Mundial de Saúde (OMS), a equipe de Sabrina organizou um levantamento populacional — “batendo de porta em porta” — para identificar casos de pessoas com a doença. A partir daí, a pesquisadora buscou entrevistar todos os 171 indivíduos, acima dos 13 anos de idade diagnosticados pela equipe. O principal objetivo do estudo foi avaliar se essas pessoas, que não faziam parte necessariamente de uma clínica ou de um ambulatório especializados, apresentavam ou não maior risco para desenvolver transtornos mentais. Verificaram ainda se existiam características identificáveis entre elas que pudessem fornecer pistas sobre aquelas com maiores tendências à depressão e à ansiedade.

Segundo Sabrina, esse foi um dos primeiros estudos feito na região de Campinas que abordou o tema Comportamento Suicida em Pessoas com Epilepsia e Transtornos Mentais. “Já existem estudos semelhantes, porém, a maioria deles realizados com pessoas em tratamento em clínicas especializadas e provavelmente são casos mais graves”, diferencia. As taxas de prevalência de ansiedade e de depressão foram de 39,4% e 24,4%, respectivamente. Ambas foram associadas à baixa escolaridade, ideação suicida e tentativa de suicídio. “Isso significa que de todos os nossos entrevistados com epilepsia, quase 40% deles referiram sintomas ansiosos o suficiente para pontuarem na escala de avaliação usada e quase 25% deles pontuaram para depressão”, explica.

A médica conta que como foi usada uma escala para avaliação e rastreamento dos sinais dos transtornos, não se pode afirmar que esses diagnósticos sejam definitivos. E muito menos substituir a avaliação de um profissional experiente. “Entretanto, ajuda na padronização da pesquisa. Cada estudo pode usar determinado recurso para avaliar aquilo a que se propõe, mas nem sempre o mesmo recurso é utilizado”, justifica.

Nível escolar
Durante o estudo, também foi observado que pessoas com epilepsia e depressão ou ansiedade associadas apresentaram níveis baixos de escolaridade; relatos de pensamentos de suicídio e tentativas de suicídio. “Depressão é um importante fator de risco para suicídio, mas pessoas ansiosas também integram um grupo maior risco de suicídio”, observa.

Sabrina Stefanello lembra que a baixa escolaridade já foi associada à depressão em outros estudos. Uma das hipóteses é que pessoas com dificuldade de aprendizado apresentam mais problemas do ponto de vista da saúde, inclusive maior frequência de quadros como depressão. Isso também pode estar associado à renda mais baixa, o que aumenta o estresse. Segundo a autora do estudo, pessoas com menor grau de instrução e que sobrevivem com um orçamento familiar mais baixo contam com menos recursos para identificar e lidar com problemas como depressão e ansiedade.

A médica destaca os diversos estudos mostrando que os transtornos mentais em pessoas com epilepsia são pouco diagnosticados, por isso a necessidade de se ficar atento e não reduzir a consulta somente à preocupação com o controle das crises epilépticas. “Sabendo-se que esse grupo de pessoas tem um risco realmente maior, deve-se aumentar o grau de suspeita em relação a esses sintomas”, avalia Sabrina.

De acordo com o professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Universidade de Brasília Marco Marcondes de Moura, o resultado da pesquisa é bem coerente com a realidade clínica. “Ela quer chamar atenção para as repercussões emocionais da doença nos pacientes”, observa. Para ele, não há dificuldade no diagnóstico, o que ocorre é que o tratamento, do ponto de vista médico, está mais voltado para o controle das convulsões do que para o emocional do paciente, que seria mais abordado pela psicologia. “As repercussões emocionais nos pacientes são esperadas. A questão é como manejá-las, como tratá-las”, opina.

Decisão clínica
O neurologista Henrique Braga, do Hospital Anchieta, explica que a epilepsia é uma doença neurológica que se manifesta (em forma de crise convulsiva) de modo inesperado. Principalmente nos casos em que o controle das crises é mais difícil, conviver com o medo de ter uma convulsão gera ansiedade, angústia e até depressão em alguns pacientes, de acordo com o médico. “Questões sociais e emocionais que também englobam a vida do paciente são em geral deixadas de lado. Diante disso, quadros de ansiedade e de depressão são subdiagnosticados”, afirma.

Para Braga, o neurologista deve fazer uma boa anamnese e investigar melhor aspectos individuais, familiares e sociais que possam afetar a parte psicológica do paciente portador de epilepsia. “Em caso de suspeita de ansiedade ou de depressão, o próprio neurologista pode iniciar o tratamento dos sintomas ou encaminhar o paciente para atendimento com um psiquiatra e também psicólogo”, salienta.

O especialista lembra que ainda existe um estigma associado à epilepsia e às pessoas com transtornos mentais e que a informação e o conhecimento são as principais armas da ciência contra a ignorância. Ele destaca que, na última década, informações sobre saúde e qualidade de vida têm sido abordadas com frequência maior nos diferentes tipos de mídia e meios de comunicação.

Segundo Braga, isso favorece a desmistificação de crenças, estigmas e preconceitos antigos, é bom para a saúde dos pacientes e o bem-estar social. “A pesquisa é muito importante no sentido de alertar tanto médicos quanto pacientes e familiares a respeito da associação entre ansiedade, depressão e epilepsia. Assim, os neurologistas deveriam incluir como rotina ambulatorial a investigação de ansiedade e depressão em pacientes com epilepsia”.

Fonte Correio Braziliense

Italianos desenvolvem vacina que desarma 300 tipos de meningite

Pesquisadores italianos da Universidade de Florença e da Novartis estão perto de desenvolver uma vacina contra a meningite que protege contra mais de 300 cepas do meningococo B, bactéria que é a principal e mais perigosa causadora da doença.

A meningite --inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal-- pode ser causada por vários agentes, entre vírus e bactérias. Para alguns deles já existe vacina, mas não para o meningococo B.

A imunização de ampla proteção tem sido um desafio para os cientistas devido às muitas variedades da bactéria em circulação.

A pesquisa, publicada na "Science Translational Medicine", testou 54 imunógenos --substâncias externas que desencadeiam uma resposta imune do organismo.

Após testes em camundongos, os oito com melhor desempenho com diferentes cepas foram selecionados.

O mais eficiente, batizado de G1, foi capaz de gerar imunidade contra mais de 300 cepas da bactéria, um resultado considerado muito expressivo pelos cientistas.

Segundo eles, esse imunógeno poderá ser usado para, em breve, criar uma vacina de amplo espectro contra a doença.

A mesma "engenharia" também serviria para desenvolver imunizações para outras doenças, como a Aids.

Fonte Folhaonline

Justiça proíbe reabertura de UTI pediátrica em Guarulhos

Local foi interditado após o registro de 14 mortes em pouco mais de um mês

O Ministério Público de São Paulo obteve nesta terça-feira, 12, uma liminar que proíbe a reabertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Municipal da Criança e Adolescente de Guarulhos, na Grande São Paulo. O local foi interditado no dia 31 de maio pela Secretaria Estadual de Saúde. Foram registradas 14 mortes entre 7 de abril e 26 de maio deste ano na unidade.

Segundo a secretaria, vistoria do Centro de Vigilância Epidemiológica e Centro de Vigilância Sanitária constatou diversas irregularidades, como problemas no controle de infecção, manutenção predial, falta de capacitação dos funcionários em relação a procedimentos de esterilização de equipamentos e climatização inadequada.

A promotora de Justiça Renata Gonçalves de Oliveira, que instaurou inquérito civil para a investigação das mortes de bebês e das precárias condições de funcionamento do Hospital, pediu à Justiça a concessão de medida liminar, visando o respeito à decisão das autoridades sanitárias que procederam à interdição, para que elas possam analisar se as reformas atendem às normas técnicas, de modo que a UTI passe a funcionar em efetivas condições de segurança para seus pacientes.

Independentemente da ação civil pública ajuizada, cujo objetivo é evitar a reabertura da UTI Pediátrica com possíveis prejuízos à saúde e vida de pacientes, o inquérito civil terá prosseguimento para apurar a responsabilidade civil pelas mortes de 14 recém-nascidos naquela ala do hospital, segundo o MP.

Fonte Estadão

Comprimido diário pode reduzir risco de infecção pelo HIV

As drogas anti-Aids desenvolvidas para combater o HIV também podem ser utilizadas para reduzir drasticamente o risco de infecção entre os casais heterossexuais, indicaram na quarta-feira dois estudos feitos na África.

Os resultados somam-se à evidência crescente de que o tipo de medicamentos prescritos desde meados dos anos 1990 para tratar pessoas já doentes também pode ser a chave para reduzir ou mesmo interromper a disseminação da doença sexualmente transmissível.

A pesquisa envolvendo casais do Quênia, Uganda e Botsuana descobriu que ministrar drogas anti-Aids diariamente reduziu as taxas de infecção em ao menos 62 por cento, na comparação com o placebo.

"Novos instrumentos eficazes contra o HIV são urgentemente necessários e esses estudos podem ter um impacto enorme na prevenção da transmissão heterossexual", disse Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), em um comunicado.

Numa indicação da importância das últimas evidências, Chan afirmou que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) trabalharia agora com países para usar os novos achados a fim de implementar melhores estratégias de proteção.

O maior dos dois estudos examinou 4.758 casais no Quênia e em Uganda, nos quais um dos parceiros era HIV positivo e o outro, negativo. Os parceiros negativos que tomaram o tenofovir, ou Viread, da Gilead Sciences Inc's, registraram uma média de 62 por cento infecções a menos.

Para os casais que tomaram o Truvada - outro medicamento da Gilead combinando o tenofovir e o emtricitabine --, o risco de infecção foi cortado em 73 por cento no ensaio clínico, que foi liderado por pesquisadores da Universidade de Washington.

O estudo foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, cujo diretor para HIV e Tuberculose, Stefano Bertozzi, disse que o trabalho marca "um avanço significativo na busca para desenvolver novas medidas de prevenção ao HIV".

O segundo estudo, envolvendo pouco mais de 1.200 homens e mulheres sexualmente ativos em Botsuana, descobriu que tomar um Truvada por dia reduziu o risco de infecção pelo HIV em 62,6 por cento.

Fonte Estadão

Paraná terá que distribuir remédio contra doença pulmonar pelo SUS

Uma sentença da 1ª Vara Federal de Londrina determina que a União e o Estado do Paraná disponibilizem, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento brometo de tiotrópio, comercializado sob o nome Spiriva. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, 13.
Devem receber o medicamento todos os portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que moram nas cidades da jurisdição de Londrina.

Uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) havia feito a solicitação. A decisão foi do juiz federal Oscar Alberto Mezzaroba Tomazoni no último dia 8 de abril.

Segundo a sentença, a União fica responsável por aplicar todas as medidas estabelecidas no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) no tratamento da enfermidade. Todos os medicamentos para o tratamento da doença devem ser especificados e a verba ao SUS deve ser disponibilizada para aquisição e distribuição do medicamento.

DPOC

A DPOC é uma doença que reduz a capacidade de respiração. As características da enfermidades são as mesas da bronquite crônica e enfisema pulmonar. A DPOC é a sexta causa de morte no mundo e a quinta na Europa, segundo a Justiça Federal do Paraná (JF). Cerca de 600 milhões sofrem atualmente de DPOC no mundo inteiro, acrescenta a JF, baseada em informações da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Fonte Estadão

Anvisa facilita transporte de restos mortais humanos

Agência fará controle apenas em casos de emergência ou de risco à saúde da população

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu facilitar o transporte de restos mortais humanos, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 12. A resolução anterior, de 2007, previa que o translado intermunicipal, interestadual e internacional devia sujeitar-se à fiscalização sanitária - agora, esse controle será feito pela Anvisa apenas em casos de emergência ou situações que possam representar risco à saúde da população, a critério da gerência de portos, aeroportos e fronteiras.

De acordo com a Anvisa, no ano passado foram feitas 4.431 liberações de restos mortais no País e 749 liberações de restos mortais para fora do Brasil em postos, aeroportos e passagens de fronteira com postos da agência. O transporte de cinzas não é objeto de controle sanitário por não oferecer risco à saúde pública, informou a agência. A resolução não vale para tecidos e órgãos humanos destinados a transplantes e implantes.

"Ao acompanharmos a implementação dos controles previstos na norma nos últimos anos não foi constatada nenhuma situação de risco sanitário. Além disso, a necessidade de liberação mediante a entrega de vários documentos trazia dificuldades para os familiares, já bastante consternados com a perda de um ente querido", informou ao Estado a agência.

Segundo a resolução, para o translado de restos mortais humanos "deverão ser tomados todos os cuidados necessários a minimizar qualquer risco". Além de serem transportados no compartimento de cargas dos meios de transporte utilizados, os restos mortais deverão ter passado por procedimentos de conservação, como formolização e embalsamento.

Também deverá ser apresentada a ata de conservação, assinada por representante da família do falecido, pelo médico e testemunhas, procedimento já adotado por agências funerárias.

Proibição. O texto reforça ainda a proibição de conservação e translado de restos mortais humanos em que o óbito tenha sido causado por encefalite espongiforme, febre hemorrágica ou outra doença infecto-contagiosa definida pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde.

"A norma prevê a medida de proibir o translado para essas e outras situações semelhantes para proteger a população, devendo o corpo ser cremado ou enterrado no local do óbito, assim preconiza a legislação internacional nesses casos", disse a agência ao Estado. O não cumprimento das regras é considerado violação à legislação sanitária federal, com previsão de penalidades como advertência e multa.

Fonte Estadão

Cientistas desenvolvem desfibrilador com mais eficácia e menos energia


Aparelho evita o uso de grandes descargas elétrica para não provocar danos aos tecidos e dores aos pacientes

Paris - Uma equipe internacional de cientistas desenvolveu um desfibrilador que aumenta as chances de sucesso para restaurar o ritmo cardíaco, não danifica os tecidos e utiliza menos energia, informou nesta quarta-feira o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS).

O novo dispositivo, batizado de Leap (Löw Energy Anti-fibrillation Pacing), foi testado com sucesso em animais com fibrilação atrial, o tipo de arritmia mais frequente no mundo. Suas particularidades serão divulgadas na próxima edição da revista científica Nature.

A equipe utilizou nesses testes um cateter cardíaco clássico para enviar impulsos elétricos 80% menores que os desfibriladores atuais. Diante deles, segundo o CNRS, os animais responderam quase imediatamente e retomaram o ritmo normal.

O Leap evita utilizar grandes descargas elétricas para dificultar danos aos tecidos e dores aos pacientes. Além disso, permite prolongar a vida útil das baterias.

Segundo o CNRS, a próxima etapa será testar a nova técnica em seres humanos, já que cerca de 10 milhões de pessoas na Europa e nos Estados Unidos sofrem fibrilação atrial, o que pode aumentar a probabilidade de desenvolver apoplexia ou parada cardíaca.

Fonte Estadão

Duas em cada três brasileiras se diz estressada, diz pesquisa


Cerca de 67% das brasileiras se consideram estressadas na maior parte do tempo, segundo estudo realizado pela consultoria Nielsen em 21 países emergentes e desenvolvidos.
A empresa entrevistou 6.500 mulheres entre fevereiro e abril deste ano. No Brasil, foram ouvidas 318 mulheres.

O país com a maior proporção de mulheres que se dizem estressadas é a Índia (87%), seguida por México (74%) e Rússia (69%). As brasileiras ocupam a quarta colocação.

Entre os países desenvolvidos, as mais estressadas seriam as espanholas (66%) e as francesas (65%).
No outro extremo da classificação ficaram as suecas e as malaias, ambas com 44% das mulheres afirmando estarem estressadas a maioria do tempo.

Conclusões

A pesquisa da consultoria concluiu que as mulheres desempenham várias funções que contribuem para aumentar seus níveis de estresse, mas as estruturas sociais em torno delas variam muito entre países desenvolvidos e emergentes, variando, portanto os n+iveis de exposição das mulheres ao estresse.
Como resultado, mulheres em países emergentes tendem a sentir maior pressão.

Comentando o resultado da pesquisa, uma reportagem do jornal indiano Economic Times sugere que as empresas e locais de trabalho no país se desenvolveram, mas a sociedade permaneceu estática o que não ajuda à evolução do papel da mulher na sociedade e colabora para o aumento do estresse a ser suportado por elas.

Isso significa que elas sentem a cobrança para ter uma carreira moderna e manter as responsabilidades da vida familiar de acordo com os padrões tradicionais.

A pesquisa concluiu também que, em 17 dos 21 países, as mulheres confiam mais na TV para obter informações sobre produtos e marcas.

Três quartos das mulheres de países emergentes dizem que suas vidas computadores e telefones celulares mudaram suas vidas para melhor. Entre as mulheres de países desenvolvidos esta proporção cai para pouco mais da metade.

 
Fonte Estadão

Perfume ataca a enxaqueca masculina

A enxaqueca em homens tem ligação com o olfato. Quase metade (48%) dos homens analisados em uma pesquisa divulgada pela publicação científica nacional Arquivos de Neuropsiquiatria apontou os cheiros fortes como fator que desencadeia as crises, sendo o perfume o campeão de reclamações. Além disso, 73% dos entrevistados afirmaram que os odores pioram um quadro de enxaqueca já instalado.

Os dados fazem parte de um estudo da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), que analisou as fortes dores de cabeça em uma amostra de 96 homens, todos com idade entre 18 e 82 anos. “Decidimos pesquisar os homens porque há pouca coisa na literatura médica”, afirma Andressa Marmore de Lima, uma das responsáveis pela pesquisa. Isso porque o problema é mais comum nas mulheres: a proporção na fase adulta é de três mulheres com enxaqueca para cada homem.
Mais de um terço dos homens pesquisados disseram que os cheiros tanto provocam quanto agravam o problema.

Essa também é a opinião do produtor de vídeo Sandro Ferri Giusti, de 35 anos. O cheiro dos perfumes, sobretudo os adocicados, além da fumaça de cigarro e da poluição são apontados por ele como alguns dos culpados pelas dores. “Já passei por situações em que tive que deixar um local por conta do cheiro de algumas pessoas, de perfume ou de cigarro”, lembra.

Giusti conta que toma remédios preventivos para tentar controlar o problema. “Tenho enxaqueca desde sempre”, afirma. Na pesquisa da Unimes, foram considerados pacientes com enxaqueca apenas os homens que relataram ter sentido as dores pelo menos quatro vezes no último ano – uma informação colhida por meio de questionários.

A luminosidade também aparece como fator importante para os pacientes de enxaqueca. Na pesquisa da Unimes, esse fator foi apontado por 74% dos homens como fator de piora das crises. No caso dos elementos que desencadeiam o problema, também chamados de ‘gatilhos’, o cheiros só ficam atrás das situações de estresse, citadas por 59% dos homens analisados. Comidas, bebidas alcoólicas, som alto e atividades físicas completam a lista dos vilões da enxaqueca masculina, segundo o estudo.

Mecanismo da dor
A enxaqueca é caracterizada por um tipo específico de dor de cabeça: contínua e pulsátil (veja ao lado). Ela já foi considerada até mesmo uma doença vascular, de acordo com Getúlio Daré Rabello, doutor em neurologia pela Faculdade de Medicina da USP e membro da Academia Brasileira de Neurologia. “Hoje, o modelo que adotamos é o de que a enxaqueca é uma doença do sistema nervoso central.”

Um distúrbio hereditário dos neurotransmissores é a hipótese mais aceita para explicar a doença. “Quando o cérebro recebe o estímulo, o ‘gatilho’, alguns processos químicos são ativados provocando uma inflamação. É um mecanismo de defesa do organismo, que em algumas pessoas ocorre com mais frequência e por estímulos menos importantes, o que pede tratamento”, diz Thaís Rodrigues Villa, neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

Na opinião dos médicos, a prevalência da enxaqueca no público feminino pode ter relação com o sistema endocrinológico. “Provavelmente elas sofram mais por terem flutuações hormonais: resultado dos ciclos menstruais”, afirma Rabello.

Fonte Estadão

Maioria dos safenados tem sobrepeso


Estar acima do peso é um fator de risco mais frequente para casos graves de problemas cardiovasculares do que fumar. É o que indica um levantamento do Hospital Beneficência Portuguesa, que analisou as 3.010 cirurgias de ponte de safena realizadas ali entre julho de 2009 e julho de 2010. O procedimento, tecnicamente chamado de revascularização do miocárdio, só é indicado quando existem lesões importantes nas artérias coronárias ou em múltiplos vasos impedindo o fluxo sanguíneo para o coração.

“O sobrepeso vem geralmente relacionado ao sedentarismo e aos maus hábitos alimentares, que facilitam o surgimento de diabete. Infelizmente, é uma epidemia. Tudo isso aumenta o risco das doenças cardiovasculares”, diz o médico Alexandre Souza, pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa da Beneficência Portuguesa. Dos pacientes que precisaram passar pela ponte de safena na instituição, 76,6% apresentavam sobrepeso e 70,6% tinham histórico de tabagismo.

O fator mais recorrente entre os pacientes operados foi a hipertensão, presente em 82% dos indivíduos. Outros fatores de risco que apareceram foram a diabete (36,6%), o colesterol ruim elevado (45%) e o histórico familiar de doença arterial coronariana (30%). Em quadros cardiovasculares mais leves, o paciente não precisa passar pela ponte de safena, tendo como alternativa a angioplastia, considerada menos invasiva.

Quando uma pessoa tem vários fatores de risco juntos, escapar da estatística dos safenados é difícil. Esse é o caso do mecânico Luiz Roberto Tarasco, um dos pacientes da Beneficência: ele costumava fumar seis maços de cigarro por dia, nunca conseguiu controlar as gorduras ingeridas e ainda passava por muito estresse no trabalho.

Além dos hábitos inadequados, Tarasco tem histórico familiar de doenças cardiovasculares: o avô teve acidente vascular cerebral (AVC) oito vezes e sua mãe e irmãs sofrem de pressão alta. Ele mesmo já havia passado por quatro enfartes e dois derrames no passado. Mas foi só depois de tudo isso que resolveu abandonar o vício. “Foi por causa de um cardiologista muito bravo que me atendeu. Ele me examinou e viu que eu estava com o cigarro no bolso. Disse que não ficaria dando murro em ponta de faca para quem não quisesse se ajudar”, conta. Naquele dia, ele jogou fora o último maço.

Souza diz que o cigarro, embora tenha tido seu consumo diminuído no País, ainda é um vilão do coração. “É um fator de risco importante e muitos pacientes voltam a fumar mesmo após terem enfarte.”

De todos os riscos que acompanharam Tarasco ao longo da vida, ele acredita que o estresse foi o principal. “Trabalhava como caminhoneiro fazendo transportes e tinha oficina mecânica. Tinha que cumprir metas e sabia que não conseguiria”, lembra. Hoje, aposentado, mais de um ano depois da cirurgia, faz fisioterapia e se ocupa de trabalhos sociais para não ficar parado. “Só não consegui tirar as carnes gordurosas do cardápio”, admite.

Fonte Estadão

Propagandas antigas: Adeus pomadas. Chegou Lugolina

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“Ninguém use mais pomada. Lugolina ou loção glyco-boro-iodada. Approvada pela Inspectoria de Hygiene. Novo e unico remédio líquido, eficaz nas moléstias da pele, feridas, úlceras, frieiras, assaduras, suor fétido dos pés e do sovaco, moléstias secretas, queimaduras, manchas da pele, espinhas, etc. Tem as mesmas aplicações das pomadas, unguentos e sabonetes, mas não tem gordura nem cheio e nem suja as roupas. Companhia de Drogas do Estado de S. Paulo – Rua Direita, 3″.

Publicado dia 3 de maio de 1891.

Fonte Estadão

Portugal: Aborto - Privados realizaram 6 mil em 2010


Mais de 75% dos abortos realizados no privado são feitos por mulheres encaminhadas pelos hospitais e centros de saúde, onde muitas vezes não há médicos suficientes para estas intervenções por serem objectores de consciência.

Segundo dados oficiais, das 19 436 interrupções voluntárias da gravidez (IVG) feitas em 2010, 12 949 foram feitas no público e menos de seis mil no privado.

Em Portugal há actualmente apenas duas clínicas autorizadas a realizar abortos, a Clínica dos Arcos, em Lisboa, onde são feitas a esmagadora maioria das intervenções, e o Hospital do SAMS.

Dos seis mil abortos feitos em 2010 nos privados, mais de quatro mil são de mulheres encaminhadas por hospitais ou centros de saúde.

Segundo dados da Ordem dos Médicos, mais de 1 300 médicos em Portugal são actualmente objectores de consciência na questão da interrupção voluntária da gravidez.

Os responsáveis da Clínica dos Arcos dizem que existem protocolos com grande parte dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo as bases de colaboração variáveis: desde todas as interrupções de gravidez à colaboração pontual, como em períodos de férias.

E grande parte dos clientes desta clínica acabam por ser mulheres encaminhadas pelo SNS, numa percentagem que ronda os 75%. Ainda assim, só no ano passado, mais de 1400 mulheres recorreram ao privado por iniciativa própria para fazerem um aborto.

Os responsáveis dos Arcos acreditam que a lei, que entrou em vigor a 15 de Julho de 2007, não veio aumentar o número de abortos realizados, mas sim "dar as condições de dignidade e segurança devidas à mulher no mesmo número de casos que já aconteciam".

Além disso, afirmam que o número de repetições de abortos pela mesma mulher em 2008 e 2009 - em 1,86% dos casos - serve para "desmentir a falsa ideia da utilização da IVG como método anticonceptivo". Numa acção inspectiva realizada no ano passado pela Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS), são apontadas algumas deficiências à Clínica dos Arcos, como falhas no registo da consulta de revisão e no encaminhamento para a consulta de planeamento familiar.

Sobre isto, a Clínica admite uma "elevada taxa de abandono da consulta de revisão" prevista na lei, à semelhança do que também acontece nos hospitais do SNS. Como possível explicação, é dito que nalguns casos as mulheres serão seguidas no seu ginecologista habitual.

A IGAS aponta ainda como falha o pouco investimento no aconselhamento e fornecimento de métodos contraceptivos às mulheres que procuram a Clínica e indica que a IVG através de medicamentos é quase inexistente.

Aliás, a quase totalidade dos abortos feitos nos Arcos são através de cirurgia, com os responsáveis da unidade a explicarem que é difícil optar pela via medicamentosa nos estabelecimentos sem serviço de urgência ou equipa clínica em permanência.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Cientistas portugueses na linha da frente

Cientistas portugueses ajudaram a clarificar a genética da artrite inflamatória, inseridos numa equipa de estudo internacional, anunciou um dos laboratórios associados à iniciativa, citado pela agência Lusa.

O trabalho foi publicado na 'Nature Genetis' e identifica novos genes implicados no desenvolvimento da "espondilite anquilositante", além de confirmar o envolvimento de "outros genes propostos em estudos anteriores".

A publicação permitiu também reconhecer a existência de interacções entre dois grupos de genes, "sendo uma das primeiras descrições sobre interacção genética nesta e noutras doenças comuns", afirma a entidade que divulgou a informação, em comunicado.

Participaram neste trabalho 43 equipas de investigação.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Obesidade - Peritos contra exibição das pessoas como espectáculo e exercício físico como praxe


A Plataforma Contra a Obesidade manifesta-se contra práticas de exercício físico baseadas na intensidade do esforço ou que se assemelhem a praxes e rejeita a exibição das pessoas obesas como espetáculo.

Num texto sobre Boas Práticas de Perda de Peso, para divulgação pública, o Conselho Científico da Plataforma lembra ainda que os objetivos de redução de peso devem ser realistas – nos primeiros seis meses, o objetivo deve ser de 500 gramas a um quilo por semana.

Numa altura em que a SIC exibe o programa “Peso Pesado”, mas sem nunca se referir ou estabelecer qualquer ligação com ele, a Plataforma mostra-se contra a exibição da obesidade como forma de espetáculo.

“A exibição da obesidade severa, tal como no passado se fazia no circo ou nas feiras, faz das pessoas em causa vítimas do espetáculo e acentua o estigma que a sua aptidão física determina e que deve ser combatido”, refere o texto, a que a agência Lusa teve acesso.

Mesmo considerando que o gasto de energia através do exercício é importante para a perda de peso, os especialistas lembram que tem de haver um doseamento individual para garantir “um acesso fácil, suportável e sustentável”.

“São desaconselhadas práticas predominantemente baseadas na intensidade do esforço e na procura de superação, nomeadamente em pessoas com fragilidades musculares e articulares”, adianta o Conselho Científico da Plataforma.

Os peritos vincam também que os “procedimentos de natureza espetacular que mais se assemelham a praxes” podem não ser seguros e comprometer a auto-motivação, limitando o desenvolvimento de prazer associado à prática de atividade física no futuro.

Quanto à terapia alimentar, deve ser pensada a longo prazo e nunca com duração inferior a seis meses, com objetivos realistas para a perda de peso.

A Plataforma afirma ainda que a obesidade grave pode estar associada a dificuldades psicossociais, mostrando-se contra a exposição individual do sofrimento psicológico.

“Essa exposição pode acentuar, mais tarde, e fora de certos ambientes aparentemente mais protetores, ainda que não o sendo na realidade, sentimentos de embaraço e de perda de autoestima e cimentar a ideia de que a pessoa com obesidade é portadora de problemas emocionais e comportamentos descontrolados”, conclui o texto sobre as boas práticas para perder peso.

A doença tem de ser travada, dizem os peritos, mas recordando que o combate é contra a obesidade e não contra a pessoa com obesidade.

Em Portugal há cerca de três milhões de adultos com peso excessivo, incluindo cerca de 400 mil com obesidade. Destes, 36 mil terão obesidade mórbida.

Fonte Destak

Portugal: Centro Hospitalar Gaia/Espinho aplica técnica pioneira no tratamento de tumores ósseos

Uma técnica pioneira no tratamento de tumores ósseos que evita incisões está a ser aplicada pela primeira vez em Portugal no serviço de imagiologia do Centro Hospitalar de Gaia e Espinho.

A técnica em causa – Crioablação Percutânea guiada por imagem – é um tratamento minimamente invasivo que consiste na introdução, através da pele e sem necessidade de incisão, de uma agulha especial guiada por Tomografia Computorizada (TC) que permite o seu posicionamento com grande precisão no seio do tumor.

A agulha gera gelo no interior do tumor, o que leva à destruição das células tumorais, permitindo assim que este possa ser tratado de forma eficaz, com preservação dos tecidos e órgãos adjacentes.

A primeira Crioablação Percutânea Guiada por Imagem foi realizada pela Unidade de Radiologia de Intervenção do Serviço de Imagiologia do Centro Hospitalar Gaia/Espinho, em colaboração com os Serviços de Hemato-Oncologia e Anestesia.

A técnica foi usada numa doente que 24 horas após o tratamento teve alta clínica. A doente, do sexo feminino, com 77 anos, apresentava um tumor na grade costal e necessitava de uma intervenção curativa, de forma a necrosar a lesão.

O procedimento, realizado com anestesia, teve uma duração de cerca de 90 minutos.

Esta nova técnica está indicada, sobretudo, no tratamento de tumores ósseos, dependente, no entanto, da avaliação clínica de cada caso.

Fonte Destak

Variedades de cigarro aumentam consumo

No Brasil, jovens começam a fumar a partir de 13 ou 14 anos; vários tipos de cigarro oferecidos pelo mercado podem ser estímulo
O narguilé apesar de ser menos irritante para a mucosa das vias aéreas, leva a ingestão de 10l de fumaça por hora

A idade de iniciação de fumantes no Brasil está entre 13 e 14 anos, segundo dados da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Os dados podem estar ligados ao estímulo oferecido pelo mercado aos iniciantes, como criação de cigarros flavorizados ou de opções como narguilés, cachimbos, cigarros eletrônicos, de palha e charutos.

Os flavorizados, que são cigarros com sabor, podem ser um forte atrativo para a população mais jovem, mas têm efeitos tão nocivos quanto os tradicionais. “A composição destes cigarros é semelhante à do cigarro comum, com a diferença de ter, entre os cerca de 600 aditivos, alguns com a função de oferecer um sabor diferenciado”, explica o Sérgio Ricardo Santos, membro da subcomissão de Tabagismo da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia).

Segundo o especialista, além da adição do sabor para inibir o gosto amargo do cigarro, existem várias estratégias de estímulo, como as novas embalagens, mais atrativas ao público, e a divulgação em pontos de venda.

Cigarro eletrônico
Outra novidade do mercado é o cigarro eletrônico. Um dispositivo que produz vapor inalável, com ou sem nicotina. Entretanto, é um equivoco pensar que esta alternativa não é prejudicial. “Estudos mostram que os cigarros eletrônicos possuem substâncias cancerígenas em sua composição. Por esta razão, está proibido na maioria dos países do mundo, inclusive no Brasil”, adverte Santos.

Cigarros que trazem a denominação light ou slim – proibidas no Brasil – também oferecem risco aos fumantes. Segundo o médico, estes cigarros têm reduzido teor de algumas substâncias, porém aquelas que causam câncer de pulmão, enfisema pulmonar, e outras doenças tabaco-relacionadas, continuam presentes em sua composição.

“Estes cigarros possuem baixo teor de nicotina, fazendo com que o dependente fume ainda mais para suprir suas necessidades”.

Narguilé


Os cigarros de palha também são prejudiciais. Além da ausência de filtro, não passam por inspeção, pois são produzidos artesanalmente. “Tanto cigarros de palha, como charutos e cachimbos não utilizam o filtro, que é obrigatório em vários países. Este componente não é 100% eficaz, mas confere uma pequena proteção ao fumante”, explica o especialista.

O narguilé, cachimbo de água utilizado para fumar, que virou moda entre jovens e adultos também é listado pelo médico como produto perigoso para a saúde. “Esta forma de consumo veicula fumaça no meio aquoso. Apesar de ser menos irritante para a mucosa das vias aéreas, a quantidade de fumaça inalada em uma hora de narguilé é de 10l, já o consumo de um cigarro não chega a 0,5L” explica o médico.

Além de a fumaça ser potencialmente tóxica, Santos alerta para outros riscos associados ao uso do narguilé. “A maioria das pessoas acaba compartilhando a piteira. Por esta razão, existe o risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas, como herpes, tuberculose e hepatite”.

Ações

O Brasil é considerado um dos países com legislação anti-tabagística rigorosa. Políticas como a restrição ao consumo em ambientes fechados, proibição da venda para menores de idade, tentativa de restringir a adição de substâncias flavorizantes no cigarro e proibição da veiculação de propagandas de cigarro, contribuem para reverter a situação atual. “Algumas destas ações ainda são recentes, devemos aguardar para observar os impactos positivos destas práticas”, explica o médico.

A taxa de sucesso para quem tenta abandonar o tabagismo é de 40% a 70%, variando de acordo com o tipo de medicamento escolhido e a forma de tratamento. Mas o médico adverte que qualquer forma de consumo de tabaco leva às doenças tabaco-relacionadas. “Até o momento, não existe nenhum tipo de tabaco que não prejudica a saúde”.

Fonte Band

Veja os benefícios da lichia

A fruta possui em suas riquezas vitamina C, ferro e potássio

A lichia engana os olhos pelo tamanho e pela casca áspera. No entanto, a frutinha de sabor adocicado é rica em benefícios para o organismo.

A fruta tropical, cultivada principalmente na China, ganha apreciadores por todo o país porque, além de saudável, é pouco calórica.

De acordo com a nutricionista Fabiana Carvalho de Souza, quatro unidades de lichia correspondem a 55 calorias. “Comparando com a melancia, para cada fatia grande encontramos aproximadamente 50 calorias”, afirmou.

A lichia é rica em diversos nutrientes, com destaque para a vitamina C, potássio, cobre, magnésio, manganês, fósforo e ferro. “A vitamina C exerce função antioxidante, vasodilatador e anticoagulante, e o potássio é fundamental para o equilíbrio das células e o funcionamento cardíaco”, disse.

O cálcio e o fósforo estão presentes em quantidade significativa, e, dentre outras funções, atuam na formação óssea e na contração muscular. O magnésio participa em reações metabólicas.

É preciso cuidado, porém, para as pessoas portadoras de doenças renais, pois é necessário um controle para o consumo de frutas cruas. “O ideal seria evitar a lichia para indivíduos que possuem patologias em que o organismo não elimina o excesso de potássio ou outro nutriente e para pessoas que são alérgicas as substâncias presentes na fruta”, disse a nutricionista.

Como a lichia não está presente no cardápio em todas as épocas do ano, varie o consumo com frutas que possuem os mesmos nutrientes. São elas: uva, melão, kiwi, maracujá, laranja e banana.

Fonte Band

Pesquisa: Satisfação sexual vem com o tempo

Cientistas entrevistaram casais do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha, do Japão e da Espanha

O Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, entrevistou mais de 1 mil casais do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha, do Japão e da Espanha e chegou à conclusão que mulheres são mais propensas a relatar satisfação na cama em relacionamentos duradouros.

Os cientistas ouviram pessoas do sexo masculino de 40 a 70 anos e suas parceiras. Todos os casais estavam juntos há uma média de 25 anos.

A pesquisa chegou também a uma série de conclusões, divulgadas posteriormente pela publicação Archives of Sexual Behavior. Confira.

- Homens precisam de mais carinho e ternura que as mulheres para ter um relacionamento feliz;

- Pessoas do sexo masculino em um relacionamento longo são mais propensas a relatar felicidade;

- Para eles, é mais provável haver felicidade na vida a dois se estiverem com a saúde em dia e se acharem importante que a parceira experiente orgasmos;

- Os japoneses se mostraram significativamente mais felizes com seus relacionamentos do que os americanos. Brasileiros e espanhóis apresentaram menos felicidade que os americanos;

- Homens e mulheres são mais propensos a relatar satisfação sexual se contam com beijos, carícias e relações sexuais frequentes;

- Homens com mais parceiras sexuais ao longo da vida obtiveram menor satisfação sexual;

- Em comparação com os homens dos Estados Unidos, os japoneses indicaram ser 2,61 vezes mais satisfeitos sexualmente. No caso das mulheres, as japonesas e brasileiras tinham maior probabilidade de afirmar que estão satisfeitas sexualmente em comparação com as americanas.

Fonte Band