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sábado, 10 de setembro de 2011

Entenda como o HPV age dentro do organismo

HPV causa 90% dos casos de câncer de colo de útero

O vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) é a doença sexualmente mais comum que existe. Atinge tanto homens quanto mulheres, e pode causar verrugas ou feridas genitais.

Nas mulheres, porém, o vírus gera uma preocupação a mais. Em 90% dos casos de câncer do colo de útero, o HPV é o responsável. Para prevenir essa doença, o segundo tipo de tumor mais comum entre mulheres, é preciso fazer o exame papanicolau com a frequência recomendada (veja no quadro abaixo).
No Bem Estar, o ginecologista José Bento e o oncologista Glauco Baiocchi Neto explicaram a melhor maneira de se proteger desse vírus e a importância de fazer o diagnóstico rapidamente.








Existem dois tipos de vacina contra o HPV, mas nenhum deles protege contra todas as variações. Por isso, o exame preventivo também deve ser feito mesmo em mulheres vacinadas.

As três doses necessárias ainda não estão disponíveis na rede pública de saúde. Nas clínicas particulares, custam em média R$ 1.000, e a aplicação é recomendada principalmente em meninas e adolescentes. Antes do início da vida sexual, a eficácia é de quase 100%.
Apesar de o vírus ser mais perigoso para as mulheres, a imunização de homens também é importante. Afinal, além do risco de ter verrugas genitais, eles podem transmitir o vírus, o que pode não ocorrer se estiverem vacinados.

A transmissão do HPV acontece por contato direto com a pele infectada. Os tipos genitais são passados na relação sexual. Também há estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica em outras regiões do corpo é bastante raro.


Compartilhar toalhas ou roupas íntimas também pode transmitir o vírus. O micro-organismo é capaz de sobreviver até uma semana em peças de roupa, por exemplo. Contudo, se essa peça for lavada com água e sabão, ele desaparece. No caso de copos, não há nenhuma evidência científica de que o compartilhamento transmita o HPV.

Tratamento
O tratamento do HPV pode ser feito através de diversos métodos, cada um com suas limitações e com variados graus de eficácia e aceitabilidade por parte do paciente. Estes métodos podem ser divididos em químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos.



Químicos: mais utilizados são ácido tricloroacético a 80% - 90%, podofilina;
Quimioterápicos: 5 fluorouracil, interleucina 2;
Imunoterápicos: Interferon alfa e beta, imiquimod e retinóides.
Cirúrgicos: temos a curetagem, excisão com tesoura, excisão com bisturi e os mais atuais que são excisão com alça de cirurgia de alta freqüência (CAF) e o LASER.
A associação entre métodos, como por exemplo LASER e interferon, tem se mostrado um tratamento com bons resultados.
Seu médico deverá orientá-lo sobre o melhor tratamento para seu caso, entretanto o uso de preservativos é mandatário e apoio psicológico pode ser necessário para orientar o diálogo com parceiros e a compreensão correta do problema.
Como não existe tratamento definitivo para os vírus em geral, o combate a esse tipo de microorganismo depende muito do sistema imunológico de cada um. Em relação ao HPV são inúmeras as modalidades de tratamento, cada qual com suas características de ação e efeitos colaterais. Sendo assim fica claro que nenhuma delas pode ser considerada como terapêutica única e ideal.
Felizmente a maioria dos pacientes que entram em contato com o HPV tem a capacidade de eliminá-lo espontaneamente, desse modo apenas uma porcentagem das pessoas infectadas irão ser submetidas aos tratamentos propostos. Alguns pacientes irão permanecer com o vírus na forma latente, e outros imunologicamente mais comprometidos irão permanecer com a infecção clínica recorrente.

Cabe aos médicos avaliar quem irá se beneficiar com algum tipo de tratamento. O tratamento vai depender de alguns fatores:

a. Da confirmação da presença do vírus;

b. Se ele é ou não oncogênico;

c. Da quantidade de vírus no material examinado;

d. Local das lesões;

e. Se as lesões são localizadas ou disseminadas;

f. Tamanho das lesões;

g. Tipo de infecção (clínica, subclínica ou latente).

PORQUE TRATAR?
Essa é uma questão muito importante e merece algumas considerações:

1. Ao eliminar as lesões HPV induzidas com algum tipo de cauterização, estamos estimulando o sistema imunológico na eliminação do vírus.




2. A eliminação das lesões pode prevenir a sua transmissão.


3. A infecção pelo HPV é uma DST e como tal deve ser diagnosticada e tratada, além de aproveitarmos a oportunidade para pesquisar outras DST, avaliar e tratar os parceiros contaminados.

Fonte Bem Estar

Saúde faz campanha em SP para estimular prevenção ao HPV

A Secretaria Municipal de Saúde faz campanha nesta semana, em São Paulo, para estimular a prevenção ao HPV (papilomavírus humano).

O vírus sexualmente transmissível está relacionado ao câncer de colo de útero, vulva, vagina, ânus, da cavidade bucal e laringe, entre outros.

Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de colo do útero é o segundo tipo da doença mais frequente entre as mulheres, com aproximadamente 500 mil casos novos por ano no mundo, sendo responsável pela morte de cerca de 230 mil pessoas do sexo feminino anualmente.

Os homens também são infectados pelo HPV. Em pacientes com câncer de pênis, um estudo do Inca feito em parceria com o Instituto de Virologia da Fiocruz constatou que 75% dos diagnósticos desse tipo de tumor estão associados à presença do vírus.

Segundo o médico ginecologista Celso Galhardo Monteiro, coordenador do Programa Municipal de DST/Aids, entre os principais sintomas de contaminação pelo vírus estão o aparecimento de verrugas na pele e na mucosa das áreas infectadas, com grande incidência nas regiões genitais.

Monteiro destacou que as ações em postos de atendimento especializados em DST/aids e em toda a rede municipal durante esta semana visam principalmente a estimular o auto-exame. "Ao verificar a presença dessas verrugas, a pessoa deve procurar imediatamente um médico, que o encaminhará para fazer exames, como o papanicolau."

O médico ressalta que, quanto antes o vírus for detectado, mais chances existem de evitar o câncer. "O período entre o momento de contaminação pelo vírus e o aparecimento de tumores é em média dez anos e o tratamento antecipado evita a evolução da doença."

Monteiro informou que o HPV tem mais de cem variações, porém, quatro delas, os tipos 16, 18, 31 e 45, são responsáveis por 80% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das verrugas genitais.

"Já existe uma vacina para essas variações, porém, ainda não faz parte do calendário de vacinação determinado pelo Ministério da Saúde. Em nossa campanha, vamos vacinar meninas portadoras do vírus HIV, na faixa etária entre 9 e 13 anos, e que já são acompanhadas em nossa rede de atendimento. Nessas pessoas, os sintomas do HPV são mais resistentes e agressivos, por isso priorizamos esses pacientes", explicou.

De acordo com ele, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, que queiram se vacinar devem procurar atendimento na rede particular.

Segundo a Secretaria de Saúde, como os casos de HPV não são de notificação compulsória, ou seja, o médico não é obrigado a informar os diagnósticos, não existem estatísticas seguras sobre a prevalência do vírus.

Fonte Folhaonline

Bisfosfonatos: Droga para osteoporose só funciona por cinco anos

Mulheres que tomam bisfosfonatos para tratar osteoporose podem interromper o tratamento após cinco anos, segundo um relatório do FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) divulgado na quarta-feira.

Os remédios evitam a perda óssea e são os mais usados contra a doença.

Segundo o relatório, estudos mostram que as drogas só têm benefícios comprovados na prevenção de fraturas de osteoporose durante os primeiros três anos.

Depois do quinto ano de uso do remédio, não há mais melhoria na densidade óssea, afirma a agência americana.

Para Rosa Maria Rodrigues Pereira, reumatologista do Hospital das Clínicas, "se a pessoa tem osteoporose leve e não teve fratura, pode mesmo interromper o uso". Mas, segundo a médica, pessoas mais idosas, fumantes ou que sofrem de quedas frequentes podem se beneficiar do tratamento após os cinco anos.

EFEITOS COLATERAIS
Os bisfosfonatos são suspeitos de causar fraturas atípicas no fêmur e câncer de esôfago. Mas segundo o relatório da FDA, os estudos a respeito disso ainda têm resultados conflitantes.

"Os casos de fratura são muito raros. Estima-se que ocorra uma a cada 10 mil pacientes", explica a endocrinologista Marise Castro, chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas da Unifesp.

Ela ainda afirma que o principal efeito colateral é o gastrointestinal. "O paciente tem de tomar o comprimido e permanecer em pé ou sentado, senão ele pode sofrer danos no esôfago."

As drogas sob revisão nos EUA incluem o Fosamax, da Merck, o Bonviva, da Roche, e versões genéricas.

Fonte Folhaonline

Concurso CISNORJE MG Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Nordeste/Jequitinhonha - 2011

Resumo do Concurso
  • Instituição
    Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Nordeste/Jequitinhonha
  • Banca Examinadora
    MSM Consultoria
  • Situação
    Concursos com Inscrições Abertas
  • Total de Vagas
    374 vagas imediatas
  • Remuneração
    de R$ 920,00 a R$ 4.250,00
  • Taxa de Inscrição
    de R$ 46,00 a R$ 150,00
  • Datas de Inscrição
    de 15/08/2011 a 14/09/2011
  • Data da Prova
    16/10/2011
  • Região
    Sudeste
  • Escolaridade
    Fundamental, Médio, Superior
  • Área
    Saúde
  • Edital
Detalhes do Concurso: Publicado edital para concurso público do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Nordeste/Jequitinhonha (CISNORJE). São 374 vagas de nível fundamental, médio, técnico e superior para diversos cargos na área da saúde. Os aprovados serão lotados em municípios do Estado de Minas Gerais. Inscrições de 15 de agosto a 14 de setembro. Provas objetivas previstas para 16 de outubro. A empresa MSM Consultoria e Projetos é a responsável pela seleção.

Concurso SMS GO Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia - 2011

Resumo do Concurso
  • Instituição
    Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS - GO)
  • Banca Examinadora
     
  • Situação
    Concursos Previstos
  • Total de Vagas
    1000 vagas imediatas
  • Remuneração
    Indisponível
  • Taxa de Inscrição
    Indisponível
  • Datas de Inscrição
    Indisponível
  • Data da Prova
    Indisponível
  • Região
    Centro-Oeste
  • Escolaridade
    Médio, Superior
  • Área
  • Outras
     
  • Detalhes do Concurso: A Secretaria Municipal de Saúde do Estado de Goiânia deve lançar concurso público até o mês de setembro. Há previsão de 1.000 oportunidades. Os cantidatos aprovados serão distribuidos em 54 Unidades de Terapia (UTIs), em hospitais particulares, e 14 novas unidades básicas que estão sendo contratadas para reforçar o serviço público de saúde da capital goiana.

Concurso SMS RJ Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro - Auxiliar e Médico - 2011

Resumo do Concurso
  • Instituição
    Secretaria Municipal de Saúde do Município do Rio de Janeiro
  • Banca Examinadora
    Coordenadoria Geral de Gestão de Talentos
  • Situação
    Concursos com Inscrições Abertas
  • Total de Vagas
    2580 vagas imediatas
  • Remuneração
    de R$ 1.272,66 a R$ 1.915,83
  • Taxa de Inscrição
    de R$ 40,00 a R$ 60,00
  • Datas de Inscrição
    de 06/09/2011 a 19/09/2011
  • Data da Prova
    Indisponível
  • Região
    Sudeste
  • Escolaridade
    Fundamental, Superior
  • Área
    Saúde
  • Edital

Concurso Prefeitura Municipal de Belo Horizonte MG - Cirurgião Dentista, Médico e Técnicos - 2011

Instituição
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
  • Banca Examinadora
    FUMARC

  • Situação
    Concursos Abertos

  • Total de Vagas
    1518 vagas imediatas

  • Remuneração
    de R$ 766,05 a R$ 5.696,90

  • Taxa de Inscrição
    de R$ 45,00 a R$ 90,00

  • Datas de Inscrição
    de 17/10/2011 a 17/11/2011

  • Data da Prova
    18/12/2011

  • Região
    Sudeste

  • Escolaridade
    Médio, Superior

  • Área
    Saúde

  • Edital
  • Concurso ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar - 2011

    Resumo do Concurso
    • Instituição
      Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
    • Banca Examinadora
    • Situação
      Concursos Previstos
    • Total de Vagas
      120 vagas imediatas
    • Remuneração
      Indisponível
    • Taxa de Inscrição
      Indisponível
    • Datas de Inscrição
      Indisponível
    • Data da Prova
      Indisponível
    • Região
      Nacional
    • Escolaridade
      Médio
    • Área
      Fiscal, Administrativa
    • Edital

    Exercícios contra a depressão

    Médicos e terapeutas deveriam indicar atividade física com mais freqüência a seus pacientes, dizem pesquisadores

    A prática de exercícios pode ser um remédio mágico para muitas pessoas com depressão e distúrbios de ansiedade.

    Pesquisadores americanos analisaram os resultados de um grande número de estudos publicados e concluíram que a atividade física deveria ser mais frequentemente prescrita por médicos e terapeutas.

    “Os exercícios geram grandes benefícios para a saúde mental”, diz Jasper Smits, diretor do Programa de Pesquisa e Tratamento da Ansiedade na Universidade Southern Methodist, de Dallas. “Quanto mais terapeutas aprenderem isso, melhor será a condição de seus pacientes.”

    Smits e Michael Otto, professor de psicologia da Universidade de Boston, basearam suas descobertas na análise de dúzias de estudos populacionais, clínicos e meta-analíticos sobre a relação entre os exercícios e a saúde mental, e sobre a redução da sensação de ansiedade por meio da prática de exercícios. A análise dos pesquisadores demonstrou a eficácia dos programas de exercício na redução da depressão e da ansiedade.

    “Os tratamentos tradicionais como terapia cognitivo-comportamental e a farmacoterapia não atingem a todos que precisam delas”, diz Smits, que também é professor de psicologia.

    “Exercitar-se pode ser uma opção para pessoas que não podem fazer os tratamentos tradicionais por causa do alto custo ou pela falta de acesso ou mesmo por quem teme ser estereotipado por esses tipos de terapia”, afirma. “Os exercícios também podem complementar os tratamentos tradicionais, ajudando os pacientes a se tornarem mais focados e comprometidos.”

    Os pesquisadores apresentaram suas conclusões no início do mês passado, em Baltimore, durante a conferência anual da Associação Americana de Transtornos de Ansiedade. O workshop foi baseado no guia terapêutico criado pela dupla chamado “exercícios para transtornos de humor e ansiedade”, que é acompanhado por um livro de atividade para os pacientes (Oxford University Press, September 2009).

    “Indivíduos que se exercitaram apresentaram menos sintomas de ansiedade e depressão, além de níveis menores de estresse e raiva”, afirma Smits. “A prática de exercícios parece atuar em sistemas neurotransmissores específicos do cérebro, assim como os antidepressivos, e isso tem ajudado os pacientes que sofrem de depressão a restabelecer comportamentos positivos. Para pacientes que sofrem de ansiedade, os exercícios reduzem seus medos do medo e de sensações corporais relacionadas ao medo, como coração acelerado e respiração ofegante.”

    Depois que os pacientes tenham passado por uma avaliação física, explica Smits, eles devem seguir a dose recomendada pelas autoridades de saúde pública, que é de 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física intensa. Em uma realidade em que 40% dos americanos são sedentários, ele diz, psicólogos e terapeutas podem servir como instrutores de ginásticas e motivadores.

    “Em vez de enfatizar os benefícios a longo prazo de um programa de exercícios – o que pode ser difícil de justificar – nós pedimos aos profissionais que foquem seus pacientes nos resultado imediatos”, diz Smits. “Com apenas 25 minutos de exercício, o humor melhora, o estresse é reduzido – isso o deixará mais motivado para se exercitar mais no dia seguinte. Mau-humor não é mais um obstáculo para os exercícios, é uma razão para se exercitar.”

    Fonte IG

    Conhece a síndrome da abstinência do exercício?

    Com reações semelhantes às da síndrome da abstinência de drogas, ela pode levar a alteração de humor, desânimo e até depressão

    Ter baixa de energia, sentir-se triste ou deprimido, ficar irritado ou mal humorado, ignorar as ordens médicas. Mais do que contrariedade, teimosia ou inconsequência por parte do esportista, estes comportamentos podem ser sintomas da síndrome da abstinência dos exercícios.

    As sensações desagradáveis relacionadas à privação de alguns dias de treino parecem ser similares à síndrome de abstinência causada pelas drogas. “Elas possivelmente estão relacionadas à produção e dependência dos opióides endógenos (encefalinas e endorfinas)”, diz Altair Argentino Pereira Júnior, mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e docente do Centro Universitário de Brusque (Unifebe).

    O coordenador de manutenção Augusto de Barros Guimarães, 39 anos, de Belo Horizonte, sempre teve problemas para dormir, a ponto de receber prescrição médica de remédios para pegar no sono.

    Até que, em 2008, a corrida entrou em sua vida. “Foi uma maravilha. Em pouco tempo eu reduzi as doses dos medicamentos e depois zerei a necessidade dos comprimidos”, conta.

    Entusiasmado e por conta própria, passou a correr 10 quilômetros por dia, de domingo a domingo – carga excessiva para um iniciante.

    Até que o corpo apitou, com uma fratura por estresse na tíbia. Resultado: Augusto teve de parar completamente com a atividade física por dois meses. “Não era só o bem-estar físico, tinha o emocional também. Encarar essa parada forçada foi bem difícil. Em 10 dias já estava pedindo para voltar com os remédios para dormir”. A ansiedade também foi às alturas e ele chegou a se sentir deprimido e sem energia para realizar as atividades cotidianas.

    Em seu retorno ao esporte, queria recuperar o tempo perdido. Ele compara: “Todo ano, no período da quaresma, fico 40 dias sem comer carne. Sinto falta, mas em poucos dias me acostumo. Quando volto a comer carne, me contento com porções menores. Com a corrida não foi assim. Retornei buscando ir mais longe e mais rápido”. Este novo abuso o levou a uma segunda lesão, seis meses depois.

    Com diagnóstico de tendinite patelar, teria de ficar mais 30 dias de molho. Mas Augusto não parou. “Peguei mais leve, mas não interrompi a atividade física. Fiquei com medo de voltar ao estágio inicial dos remédios para dormir”, conta o corredor.

    No caso do gerente de serviços de tecnologia Leandro Turbino, de 32 anos, de São Paulo, foi a vida profissional que o afastou do esporte. “Estava praticando atividade física há dois anos, constantemente. Mudei de função no trabalho, minha rotina se alterou e não consegui mais treinar. Uma semana depois já notava alteração de humor e baixa de energia”, conta.

    Uma coisa levou à outra e agora ele luta contra a falta de disposição até para ações diárias, como brincar com as filhas ou aguentar o ritmo intenso no escritório. “Sinto falta do bem-estar que o exercício proporciona”.

    Pesquisas apontam que alguns corredores apresentam sintomas de abstinência, tais como irritabilidade, ansiedade, depressão e sentimentos de culpa quando impedidos de participar de suas rotinas de corridas regulares. Em alguns casos, a coisa pode se agravar pela dependência ao próprio exercício.

    “A prática regular de atividade física pode produzir vários efeitos benéficos à saúde, mas estudos indicam que, quando são realizadas de maneira compulsiva, podem resultar em dependência patológica”, alerta o professor Altair. E uma vez dependentes, esses indivíduos ficam vulneráveis ao quadro da síndrome do excesso de treinamento (SET).

    O círculo vicioso está armado: a dependência pode levar ao aumento de carga e à prática intensiva de exercícios que por sua vez podem levar a lesões e à interrupção da atividade, gerando distúrbios de humor, indisposição, depressão.

    “É preocupante ver algumas pessoas que, obrigadas a parar por algum motivo – lesão, viagem, falta de tempo –, acham que o mundo vai acabar. Cabe a nós, profissionais, ficarmos atentos e chamar a atenção em caso de necessidade” afirma o professor de educação física e personal trainer Leonardo Barbosa, da Reebok Sport Club, de São Paulo.

    Atletas de todos os níveis de performance correm o risco de sofrer da síndrome do excesso de treinamento. Mas são considerados altamente suscetíveis ao desenvolvimento do quadro: indivíduos muito motivados, atletas de alto rendimento, pessoas que retornam precocemente aos treinos (antes de estarem completamente recuperadas de suas lesões), atletas e não atletas auto-treinados e pessoas com orientação técnica não qualificada.

    O que fazer
    “Por mais que a atividade física seja prazerosa, é importante entender que ela é apenas uma parte da vida. Pode até ter um grau de importância alto para você, mas não a ponto de torná-lo dependente”, alerta o psicólogo do esporte José Anibal Azevedo Marques, da Interação Psicologia e Esporte, de São Paulo.

    Em caso de parada por orientação médica, respeite o período proposto para a recuperação. Se o problema for falta de tempo na agenda, tente marcar um determinado dia para a volta. Trace um plano gradual para o retorno e trabalhe sua determinação para cumprir o compromisso com você mesmo. “Nada está perdido. Não vão ser duas ou três semanas de afastamento que irão acabar com sua vida atlética”, reforça Leonardo Barbosa.

    Para compensar o fato de não poder praticar sua atividade preferida momentaneamente, vale buscar alternativas: desde técnicas de relaxamento até outros exercícios que possam ser executados sem agravar possíveis lesões existentes.

    “Se você machucou o joelho, por exemplo, procure trabalhar os membros superiores”, sugere o professor Leonardo.

    A tradutora e intérprete de mandarim e inglês Venuza Ho, de 26 anos, de São Paulo, soube lidar bem com sua parada obrigatória. Acostumada a correr com frequência nos últimos quatro anos, ela ficou impossibilitada de praticar a atividade por dois meses devido a uma pequena lesão após a Maratona do Rio de Janeiro, em julho. “Fiquei triste, mas sabia que era temporário. Aproveitei a oportunidade para focar em outras coisas, como estudar para um novo vestibular. Para não ficar parada completamente, fui pedalar”, diz. Aliviada por não sentir mais dores, ela já retomou os treinos e programa uma nova prova de longa distância – mas somente para o ano que vem.

    Fonte IG

    Quais podem ser as causas de olhos lacrimejantes?

    Os agentes que levam à irritação estão por toda parte

    O que estaria deixando seus olhos inchados, vermelhos e lacrimejantes?

    O Penn State Milton S. Hershey Medical Center informa que tais sintomas desagradáveis podem ser ocasionados pelas seguintes partículas que circulam no ar:

    - Poeira

    - Dander (flocos minúsculos da pele dos animais)

    - Bolor

    - Pólen

    - Substâncias irritantes não-alergênicas, como poluição do ar e fumaça de cigarro

    Fonte IG

    Brasil tem três vezes mais oftalmologistas do que o necessário

    País é celeiro de bons profissionais, mas distribuição pelo território ainda não é proporcional, mostra novo censo

    A oftalmologia é uma das profissões que mais cresce no País. De acordo com o levantamento feito este ano pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), há um médico especializado em visão para cada 10 mil habitantes – o recomendado pela Organização Mundial da Saúde para a América Latina é 1 para cada 35 mil habitantes. Distrito Federal é o estado líder em oftalmologistas, com 1 profissional para cada 4 mil habitantes, e o Amapá tem o menor índice – 1 para cada 55 mil habitantes.

    Nos últimos 10 anos, revela o presidente do CBO, a especialidade registrou um crescimento de 100%. Em 2000, a categoria era composta por 10 mil profissionais. Hoje, são quase 20 mil. “Crescemos mais do que a população brasileira. A distribuição ainda é desigual porque nem todas as regiões têm estrutura para oferecer perspectiva de crescimento”, diz Paulo Augusto, presidente da instituição.

    Justificativas
    O CBO estima que, em média, 800 novos oftalmologistas sejam lançados anualmente no mercado. O número supera uma das carreiras mais procuradas entre os médicos recém-formados, a cirurgia plástica, que coloca 700 cirurgiões no mercado anualmente – segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

    “A escolha é pautada na demanda da sociedade, e também no interesse e nas possibilidades da área. São especialidades que conseguem unir tecnologia, conhecimento e técnica" diz Augusto.

    Para Ítalo Marcon, oftalmologista da Santa Casa de Porto Alegre, a oftalmologia arrebata um número crescente de profissionais porque dá suporte às demais áreas.

    “Prestamos serviço a cardiologistas, geriatras e pediatras, entre outros. Além disso, o oftalmologista é um médico que está presente em todas as etapas de vida das pessoas. Sempre vamos precisar dos serviços dele.”

    “O oftalmologista pode trabalhar nas áreas clínica e cirúrgica. O número de pesquisas e avanços é crescente e sempre há espaço para novos trabalhos. Nossa profissão permite aglutinar conhecimentos, pesquisa, técnicas e inovações tecnológicas, tudo que essa nova geração de médicos deseja" conclui Jacó Lavisnk, presidente do 36º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, encerrado em Porto Alegre.

    Qualificação
    Referência internacional na área, o brasileiro Miguel Burnier, patologista e oftalmologista, professor da Universidade McGill, do Hospital Royal Victoria, de Montreal, no Canadá, defende a qualidade técnica dos estudantes nacionais.

    Em seu centro de pesquisa – Burnier Ocular Pathology Society (Biopsy) – um dos maiores laboratórios de patologia ocular da América do Norte, dedicado a estudar cânceres de olho, dos 160 associados, 50 são profissionais brasileiros, revela.

    “Nos últimos anos, tivemos mais de 43 teses de doutorado de médicos oriundos de todas as partes do Brasil, defendidas no Canadá. É um número fora de proporção, altíssimo e mostra como os nossos estudantes não perdem em absolutamente nada para os demais países representados nos grandes centros”, diz o especialista.

    Segundo Burnier, o interessante desse processo é que o País exporta, mas também retém tais talentos. A maioria, após capacitação e teses defendidas internacionalmente, retorna ao Brasil para clinicar.

    “Temos grandes profissionais lá fora, mas não perdemos esses oftalmologistas qualificados para o mercado internacional. Eles retornam para exercer a profissão aqui.”

    Fonte IG

    Previna-se das infecções respiratórias


    Escovar os dentes diariamente ajuda a manter os pulmões livre de infecções

    Os pulmões são órgãos delicados e sensíveis a fatores ambientais como germes e fumaça de cigarro, alerta a Associação Americana do Pulmão.

    Veja as sugestões da entidade para prevenir infecções respiratórias e deixar os pulmões funcionando adequadamente:

    - Lave suas mãos frequentemente com sabonete e água ou use álcool em gel

    - Tente não ficar no meio de multidões no período de surtos de gripes e resfriados

    - Escove os dentes pelo menos duas vezes por dia e faça um check-up bucal a cada seis meses para evitar que os germes da sua boca causem infecções

    - Tome a vacina antigripal todo ano

    - Se ficar doente, fique em casa e mantenha-se afastado dos familiares

    Fonte IG

    Para que serve e quando procurar o médico do esporte?

    Ele orienta a prática saudável do exercício para iniciantes e atletas, visando qualidade de vida e prevenção de lesões

    O médico do esporte atende tanto atletas de alto nível quanto iniciantes e indivíduos comuns, não atletas, saudáveis ou com alguma doença, de todas as faixas etárias. É uma espécie de clínico geral com um olhar voltado para a prática esportiva e para a qualidade de vida.

    Ele exerce a função de orientador para a atividade física, analisando o histórico do paciente e seu estado atual, por meio de anamnese, exames clínicos e laboratoriais.

    “Buscamos o melhor caminho para prevenção de lesões, tratamento e reabilitação. Também podemos indicar o esporte que seja mais adequado a cada pessoa e que contribua efetivamente para seu bem-estar”, diz o reumatologista e médico do esporte Páblius Staduto Braga, coordenador do Centro de Referência em Medicina do Esporte do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.

    Na consulta, é feita uma avaliação completa, procurando sinais que possam contraindicar determinada atividade. “Às vezes o paciente quer fazer natação, mas tem uma bursite no ombro. Vamos tratar até que ele fique bom e possa nadar sem problema ou até sugerir outra atividade mais apropriada a seu perfil. Procuramos fazer uma prescrição individualizada do exercício”, completa o médico do esporte Jomar Souza, de Salvador, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

    Ele esclarece que o médico do esporte não substitui outros especialistas. “O paciente hipertenso continua seu tratamento com o cardiologista, da mesma forma que o indivíduo que tem hérnia de disco permanece com acompanhamento de seu ortopedista. A função do médico do esporte é orientar sobre as atividades físicas mais apropriadas para cada caso. Não vamos substituir, mas agregar com informações que beneficiam o paciente”.

    Do praticante de musculação ao maratonista, passando por todas as modalidades esportivas individuais ou coletivas, todos são tratados de modo diferenciado pelo médico do esporte. “Mesmo que a pessoa tenha um orientador na hora da realização da atividade física, é importante verificar se a carga de exercício está compatível ao seu físico, se é necessário alguma suplementação, fortalecimento ou correção muscular”, diz Páblius Staduto.

    Formação
    Atualmente existe a possibilidade de o médico sair da faculdade já como médico do esporte, após período de residência na área. Porém, outros especialistas – geralmente cardiologistas e ortopedistas ou ainda endocrinologistas e reumatologistas – podem obter o título por meio de uma pós-graduação.

    O diretor da SBME diz que ainda são poucos os médicos do esporte no Brasil. “Somos de 700 a 800 especialistas. Mas estamos crescendo em número”.

    Nabil Ghorayeb, chefe do departamento de cardiologia do esporte do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo, considera de extrema importância o praticante de atividade física procurar esse profissional diferenciado. “Ao analisar um teste ergométrico, por exemplo, o cardiologista do esporte é capaz de identificar nuances importantes para o praticante de atividade física que talvez outro médico não valorizasse”.

    Fonte IG

    Segunda opinião médica aumenta segurança do paciente e evita erro

    Em hospital paulistano, 15% das revisões de diagnóstico mudam o direcionamento do tratamento e 2% apresentam erros graves

    Aos 46 anos, José de Assis Martins, policial civil em Maceió, Alagoas, começou a sentir fortes dores na perna. O primeiro cirurgião consultado retirou um nódulo na panturrilha de Martins. Sem biópsia ou um análise mais profunda no material retirado, o caso foi encerrado.

    Após o assassinato do irmão, dores e inchaço na parna voltaram a aparecer. O “caroço” também. O diagnóstico de câncer, feito por um clínico geral, apontou um nódulo pouco significativo para a saúde de Martins. Inseguro, o policial resolveu procurar outro especialista.

    “Foi um cirurgião vascular quem retirou o segundo tumor e, dessa vez, mandou para a biópsia. Descobri que era um câncer maligno. Fiz radioterapia, mas a dor não passava e a ferida estava aberta na minha perna", recorda o policial.

    Além conviver com um câncer não tratado durante cinco anos, a segunda operação foi mal feita. Boa parte do tumor continuava no local, e impedia a recuperação. “Não sabia mais o que fazer. Foi então que uma médica da Santa Casa da minha cidade indicou um oncologista no sudeste do País e recomendou que eu buscasse ajuda especializada. Na época, São Paulo era o fim do mundo para mim.”

    Hoje, após o recente diagnóstico certeiro e a cirurgia bem-sucedida, Martins finalmente está livre da doença – sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.

    "Já fiz os exames e meu médico disse que não tenho mais nada. Agora eu confio."

    Loteria?
    Cruzar com profissionais negligentes, ou ser o sujeito principal de imperícias até conseguir o tratamento correto, em algumas regiões do País, não representa uma exceção. Desviar de tais erros no sistema de saúde depende, muitas vezes, de uma segunda opinião médica.

    A proximidade do local de trabalho, moradia ou a localização do consultório em bairros mais nobres, em geral, são os filtros usados pelos usuários de planos de saúde para escolher o médico no livrinho do convênio.

    “É preciso consultar tais guias, mas não dá pra ser refém deles. O recomendado é recorrer às indicações de amigos e parentes. A insegurança existe desde o princípio. Cercar-se de referências ou insistir até achar um profissional que dê tranquilidade é fundamental em qualquer doença”, afirma Antonio Julio Sales Barbosa , ginecologista do Hospital Santa Catarina.

    A regra não requer sexto-sentido. Exige, apenas, que os pacientes sintam segurança ao deixar os consultórios, independente da especialidade consultada. No Hospital A.C Camargo, em São Paulo, 15% das revisões de diagnóstico acabam mudando o tratamento e 2% apresentam erros iniciais gravíssimos – tumores que foram considerados primeiramente benignos eram, na realidade, malignos e vice-versa.

    “Cirurgias cardíacas, tratamentos oncológicos e até estéticos são obviamente mais arriscados. Mas nenhuma área dispensa outras opiniões. Na obstetrícia, a segurança da gestante no médico garante uma gravidez saudável e um parto tranquilo”, ressalta Barbosa.

    Médicos que propõem parto cesariano logo na primeira consulta, ou defensores ativos do parto natural e humanizado devem ser descartados sem receio. “Parto não é doença, mas não se deve confiar em profissionais que queiram convencer ou impor apenas um procedimento. Nenhuma posição radical deve ser aceita como verdade.”

    Não, doutor!
    Escolher um bom médico em meio à doença não é uma tarefa fácil. O mais importante, no entanto, é não se intimidar com a prepotência de alguns profissionais. Barbosa admite que muitos colegas têm dificuldades para lidar com a desconfiança de seus pacientes.

    “A maioria se sente ofendido com a segunda opinião. É comum as pessoas nos procurarem para falar sobre o que leram na internet. Muitos médicos são até agressivos e respondem: se você já foi à internet o que veio fazer aqui?. A prepotência da categoria, entretanto, não é regra.”

    Ademar Lopes, oncologista e chefe do departamento de cirurgia pélvica do Hospital A. C. Camargo, é ainda mais crítico na avaliação. Para o especialista, profissionais que não aceitam outro parecer atestam incompetência.

    "Aproximadamente 20% dos pacientes que eu atendo me procuram para reavaliar um diagnóstico. Ir contra esse direto demonstra, no mínimo, medo de errar e insegurança profissional.”

    O périplo também tem limites. Uma vez comprovada a avaliação inicial, cabe aceitar o tratamento proposto e escolher o profissional que mais ofereceu segurança e confiabilidade. A procura não deve ser pautada apenas na empatia. O fundamental é sentir profissionalismo e competência, não fazer novos amigos, defendem os especialistas ouvidos pelo iG Saúde.

    Passos lentos
    Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Osvandré Lech, a busca por uma segunda opinião médica deve ficar cada vez mais constante com a ampliação do acesso à informação por parte dos pacientes.

    “Com a internet, as pessoas já chegam aos consultórios questionando se as operações são mesmo necessárias, quais são as outras alternativas. É papel do profissional estar atualizado, conversar mais e explicitar as opções terapêuticas”, diz.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, nenhuma seguradora de saúde faz qualquer tipo de cirurgia sem a avaliação de outro médico, registrada no laudo.

    “No Brasil, esta prática ainda está em evolução”, completa o presidente da SBOT.

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    Corrimento exagerado pode indicar risco de infertilidade

    Secreção vaginal alterada está entre os sintomas de doenças sexuais e de inflamações perigosas

    O corrimento é visto por muitas mulheres como um incômodo sem complicações sérias, possível de ser tratado com soluções caseiras. Há quem simplesmente ignore o problema, na esperança do tempo resolver tudo sozinho, o que é um erro grave.

    A secreção vaginal exagerada e de consistência, cor e cheiro alterados, pode estar associada a doenças sexuais e infecções perigosas, com risco até de infertilidade.

    Na maioria dos casos, o corrimento é resultado de um desequilíbrio na flora vaginal. “Ali existem bactérias e fungos em equilíbrio. É algo normal”, esclarece Maria Lúcia Iglesias, ginecologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE).

    Existem vários fatores que podem interferir neste equilíbrio. “Estresse e baixa imunidade são dois deles”, aponta a médica. A baixa imunidade, inclusive, pode ser resultado direto do estresse.

    Quando há queda na imunidade, as bactérias e fungos da vagina podem se proliferar de forma acentuada, aumentando o corrimento.

    “É natural haver secreção na vagina. O problema surge quando ele está acima do normal, a ponto de causar desconforto ou odor forte”, afirma Maria Lúcia.

    Se a secreção tiver cor amarelada, é indício de infecção bacteriana. Uma das bactérias que frequentemente causam o problema é a gardnerella. “Ela provoca um odor acentuado”, relata a médica.

    Candidíase
    Já entre os fungos, o mais comum é a cândida. Ela faz parte do trato vaginal, mas pode proliferar acima do esperado e causar candidíase. “A doença causa uma secreção branca e pastosa, que provoca coceira, irritação e dor”, detalha a médica.

    É relativamente fácil tratar a candidíase. Na primeira vez que ela acontece, o médico pode optar até por um antifúngico oral. Em caso de reincidência, existem cremes para uso intravaginal. A candidíase, no entanto, pode voltar.

    “Essa é uma das principais dificuldades. Como a doença pode ter causas imunológicas, ela pode também se tornar crônica”, afirma.

    Calças de tecido sintético
    O corrimento também pode ser provocado pelo uso de calças de tecido sintético. “Elas reduzem a ventilação”, esclarece Maria Lúcia. Outro fator externo é o uso de absorventes. “A mulher começa a ter secreção, então resolve usar absorvente. Mas ele agrava ou provocar uma reação, que aumenta ainda mais a secreção. É um ciclo vicioso”, diz a ginecologista.

    Sabonetes, íntimos ou não, também podem causar reações. “Neutro é o melhor, tem risco menor de gerar problemas”, recomenda a médica.

    Doenças sexuais
    Nos casos mais graves, a secreção exagerada pode ser resultado de alguma doença sexualmente transmissível (DST). A mais comum se chama tricomoniase, causada por um protozoário.

    “Ela provoca uma secreção meio verde, meio amarelada, com odor muito forte”, descreve a ginecologista. O tratamento da doença é simples, feito com antibiótico oral e deve também ser dado ao parceiro da mulher.

    Contudo, a tricomoniase é perigosa porque pode ser uma porta de entrada para a clamídia, que causa infertilidade. “O protozoário da tricomoniase é parecido com um espermatozóide. Ele tem uma cauda e pode abrir caminho para a clamídia seguir pelo canal do colo do útero”, explica. É como se a clamídia pegasse carona com o protozoário.

    O problema é que a clamídia avança de forma silenciosa, quase sem sintomas, e provoca uma infecção grave no útero. Somente quando a situação já está grave demais, com inflamação acentuada, o corrimento se torna mais forte e pode chamar mais a atenção da mulher.

    “Essa inflamação é chamada de cervicite e pode atingir as trompas, causando uma obstrução tubária”, alerta o ginecologista José Gonçalves Franco Jr., presidente da comissão de reprodução humana da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

    A cervicite pode dificultar a gravidez e, em alguns casos, o problema pode se tornar definitivo. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores serão as chances de curar a doença.

    Exames frequentes
    A melhor forma de prevenir qualquer problema grave é usar presertativo em todas as relações sexuais e, ao primeiro sinal de desconforto, procurar um ginecologista. “O papanicolaou deve ser feito regularmente”, recomenda Maria Lúcia.

    Se houver suspeita de corrimento por desequilíbrio na vagina, os médicos recomendam um exame chamado bacterioscopia. Ele permite visualizar as bactérias em excesso e se há algum tipo que não faz parte da flora normal da vagina.

    Também é preciso investigar o que estaria causando o corrimento, tanto fatores ambientais (roupas e sabonetes, por exemplo) quanto imunológicos. Alguns médicos chegam a combinar o uso de remédios com vitaminas e até recomendam uma visita a nutricionistas, para melhorar os hábitos alimentares.

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    Verão favorece recidiva de candidíase

    Fungos causadores da doença são muito resistentes e proliferam quando há baixa no sistema imunológico

    Ter candidíase uma vez é chato. Ter candidíase por meses seguidos, com recidivas constantes, é de tirar qualquer mulher do sério. A doença figura entre as mais frequentes no Hospital Pérola Byington, referência em atendimento à mulher na capital paulista, e deve se tornar ainda mais constante com a temporada de calor e praia em alta.

    No primeiro semestre, cerca de 60% dos atendimentos foram queixas de sintomas da candidíase e quase 80% dos casos recebem o diagnóstico da doença. As recidivas geralmente acontecem por questões ligadas ao sistema imunológico, mas o verão também pesa bastante na equação.

    O uso prolongado de biquíni molhado é um dos fatores. “O fungo causador da candidíase é favorecido pela umidade”, explica Elisabeth Leão, ginecologista do Hospital Beneficência Portuguesa. As roupas apertadas e roupas íntimas de tecido sintético também são prejudiciais.

    Não é improvável a mulher, em algum momento da vida, ter candidíase porque a doença surge a partir de fungos da flora vaginal. Eles permanecem lá, em equilíbrio com o ambiente, mas podem se proliferar em algumas situações.

    “O uso de antibióticos, por exemplo, é feito contra alguma bactéria danosa ao organismo, mas também atinge bactérias da vagina e desequilibra a região”, conta a médica. Como os fungos da candidíase são muito mais resistentes, eles sobrevivem ao antibiótico e passar a se proliferar descontroladamente.

    O resultado disso são coceiras, corrimento esbranquiçado e feridas pequenas. A mulher pode ainda sentir dor nas relações sexuais e ao urinar. Quando os sintomas têm baixa intensidade, os ginecologistas acreditam que muitas mulheres sequer procurem apoio médico. Assim, é bem provável que as estatísticas da doença, já altas, sejam ainda maiores.

    Quando o incômodo é grande e a mulher procura um médico, o tratamento imediato é feito com medicação oral, geralmente em dose única, e local. Existem pomadas para o interior da vagina, aplicadas diariamente por cerca de 10 dias.

    O processo é desconfortável e pode causar ainda mais ardência no momento da aplicação, mas os sintomas tendem a sumir em poucos dias. O problema é que muitas mulheres voltam a ter os mesmo sintomas pouco tempo depois, em questão de semanas.

    “A causa geralmente está em fatores imunológicos”, aponta a ginecologista. A queda nas defesas naturais do organismo pode acontecer pó inúmeros motivos, o que requer uma investigação médica aprofundada. O estresse, por exemplo, pode ser uma das causas.

    Estresse causa esgotamento emocional, podendo atingir até um quadro de depressão. Mas muito antes disso ele já pode provocar outras alterações metabólicas e danos ao organismo.

    Alimentação e diabetes
    Um dos primeiros passos para compensar quadros de baixa imunológica é com alimentação. Além de verificar se ela está adequada, com quantidade necessária de todos os grupos nutricionais, é preciso dar ênfase aos alimentos ricos em vitamina C, como acerola e laranja.

    Os alimentos ricos em açúcar devem ser evitados ou ter o consumo reduzido, pois eles podem alterar o pH da mucosa vaginal. “Mulheres diabéticas também possuem a mucosa vaginal com excesso de glicose”, alerta Elisabeth. E isso favorece desequilíbrios na região. O mesmo vale para ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

    Quando as recidivas da candidíase são muito frequentes, a mulher pode urinar com menos frequência para evitar a constante ardência na vagina. Isso acaba provocando infecção urinária e reduz ainda mais as defesas naturais do organismo.

    Sexo e sabonete íntimo
    “Embora a candidíase não seja considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), ela pode ser transmitida pelo sexo”, alerta a ginecologista. Por isso, quando a mulher sexualmente ativa recebe o diagnóstico da doença, seu parceiro também deve receber tratamento. Geralmente, um antifúngico de uso oral já resolve.

    Além disso, é importante para a mulher manter a higiene da vagina com produtos que respeitem seu pH, que é diferenciado. Os sabonetes íntimos são uma alternativa mais interessante que os sabonetes normais.

    “Eles não agridem as glândulas sudoríparas”, afirma a médica. Isso previne a evolução da candidíase para quadros de feridas na vagina, que aumentam a sensação de ardência e coceira.

    A escolha adequada do sabonete íntimo pode ser realizada com auxílio de um médico e, além disso, é fundamental que qualquer recidiva da doença seja notificada, para que novas estratégias de tratamento sejam adotadas.

    Como os fungos causadores da candidíase são muito resistentes, eles facilmente podem desencadear infestações, mas também servem de alerta para alterações sutis no organismo e princípio de doenças crônicas.

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    As doenças que você pode pegar transando na praia ou no mar

    Médicos alertam: mulheres estão mais expostas do que homens e a proteção da camisinha jamais deve ser descartada

    Não há quem não se lembre do episódio em que a modelo e apresentadora Daniella Cicarelli foi flagrada trocando carícias no mar com o namorado.

    Parte da fantasia (ou da realidade, como admitiu Lombardi) de muitos casais, o sexo na areia da praia ou dentro do mar não está livre de riscos. Especialistas em saúde feminina e masculina fazem o alerta: sexo nesses ambientes deixa o casal mais propício a doenças sim.

    “Nos homens, são mais comuns as reações alérgicas, já que o órgão sexual masculino é externo. Nas mulheres o mais comum são as infecções", afirma a ginecologista Flavia Fairbanks, de São Paulo.

    A poluição da água é a principal fonte de doenças. O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli Borges explica que o mar é cheio de bactérias e coliformes fecais, que são empurrados pelo pênis para dentro da vagina no momento da penetração. Ele ressalta também que as partículas de areia e o sal presentes na água podem causar irritação.“Nesse meio, a lubrificação fica prejudicada, o atrito é maior e a probabilidade de aparecerem machucados e fissuras também”, afirma.Essa é a principal porta de entrada para infecções oportunistas como a candidíase, completa a ginecologista Denise Coimbra.

    A candidíase é uma infecção causada por fungos. Os principais sintomas são corrimento, dor na relação sexual ou ao urinar, coceira e queimação na vagina e inchaço e vermelhidão na vulva. Outra complicação possível é a cistite, uma infecção do trato urinário causada por bactérias que entram pela uretra. Ardência ao urinar e urgência frequente de ir ao banheiro são os principais sintomas.

    Piscina e cloro
    A mesma preocupação é válida para piscinas. A presença de cloro na água não é suficiente para reduzir os riscos e pode até desequilibrar o PH vaginal, deixando a mulher mais suscetível a doenças. “A possibilidade de infecção permanece, a água vai ser empurrada para dentro da região”, diz Borges. Ele adverte para o que considera ainda mais preocupante: as chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis. “Cloro não mata esperma e nem afasta o risco de DST.”

    Proteção sempre
    No mar ou na piscina, os especialistas reforçam o uso de preservativo. A recomendação é colocar a camisinha antes da penetração, de preferência com o pênis ainda limpo, sem areia, e utilizar um lubrificante à base de silicone, que não é solúvel em água. Mesmo com esses cuidados, os médicos afirmam que a durabilidade do preservativo fica comprometida.

    “É uma relação menos segura. Costumo aconselhar: comece as brincadeiras na água, mas tenha a relação no seco. É mais confiável”, adverte Borges.

    Vale a pena ainda observar alguns cuidados posteriores ao sexo. A ginecologista Flávia Fairbanks recomenda uma higienização simples. “Lavar a região com água e sabão neutro.” Denise Coimbra relembra que a qualquer sinal de irritação ou dor na região, deve-se procurar um médico.

    Fonte IG