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quarta-feira, 29 de julho de 2015

HDL é bom, mas não tanto assim

Pesquisa recente do centro médico e acadêmico Cleveland Clinic, nos EUA, descobriu que o chamado “bom colesterol” é positivo, mas também traz malefícios à saúde. Em alguns casos, o HDL pode perder seu fator protetor e desencadear inflamações e até entupimento de artérias. Similar aos efeitos brandos do LDL, o “mau colesterol”
 
De acordo com o médico do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Carlos Scherr, a qualidade do HDL é mais importante que a quantidade. E os resultados são mais satisfatórios quando a pessoa naturalmente tem esse colesterol em bom nível no corpo. As pesquisas em relação ao HDL começaram a ser feitas, inclusive, porque foi observado que quem nasce com o bom colesterol alto tem menos chance de apresentar doença coronariana.
 
“No HDL existem partes diferentes e, provavelmente, estaríamos elevando todas genericamente ou uma porção não eficaz. Seria preciso criar medicamentos que identificassem as boas propriedades e as elevassem, o que ainda não é possível”.

O cardiologista do INC concorda que os estudos com medicamentos para aumentar o colesterol bom não deram resultados satisfatórios até hoje, mas lembra que manter o HDL alto com atividades físicas e outras atividades não medicamentosas oferece proteção contra os problemas cardiovasculares.
 
“Há substâncias que baixam o HDL e são extremamente maléficas para a saúde, como o cigarro e o uso de anabolizantes”, acrescenta Carlos Scherr, reforçando que até o momento o que se entende é que a presença do “bom colesterol” é fundamental para a saúde do coração.
 
Fonte: INC / Blog da Saúde

Ministério da Saúde amplia clínica farmacêutica em Curitiba

Depois de implantar a clínica farmacêutica nas unidades básicas de saúde da rede municipal de Curitiba, o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, está ampliando os serviços de clínica farmacêutica para outros pontos de atenção à saúde no SUS
 
A partir de julho, os usuários do SUS que são assistidos pelos Centros de Especialidades, Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), unidades da Farmácia Popular e das farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Paraná também passarão a contar com um atendimento diferenciado acompanhado por farmacêuticos.
 
Em 2014, o Ministério da Saúde implantou em Curitiba o Projeto de Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica como parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do SUS (Qualifar SUS), do Governo Federal. O projeto permitiu que 30 profissionais farmacêuticos fossem capacitados e deixassem de ser apenas uma peça importante na logística de medicamentos nas unidades de saúde, passando a lidar diretamente com os pacientes e com o cuidado integral da população. Além de frequentar as consultas médicas, os pacientes polimedicados de Curitiba foram convidados a se consultarem também com farmacêuticos.
 
A experiência, que teve investimento de cerca de R$400 mil nos anos de 2013 e 2014, é financiada por meio do projeto Qualisus Rede – cooperação entre o Banco Mundial e o Mistério da Saúde que tem como proposta de intervenção apoiar a organização de redes de atenção à saúde no Brasil.
 
Depois de consolidar a experiência na Atenção Básica, o Ministério da Saúde dá os primeiros passos para a implantação do serviço de cuidado farmacêutico em outros de pontos de atenção do SUS.  Na etapa atual da implantação, estão sendo realizadas oficinas com os farmacêuticos para adequar o modelo de clínica farmacêutica desenvolvido nas unidades básicas de saúde para estes outros estabelecimentos de saúde.
 
 “A partir desse projeto, o farmacêutico passa a assumir um novo papel social dentro do SUS, de forma a aproximar mais do paciente e contribuir na minimização dos problemas relacionados ao uso inadequado de medicamentos, contribuindo para melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, afirma o Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.
 
Toda a experiência da implantação do projeto em Curitiba está relatada em detalhes na série de cadernos temáticos intitulados “Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica”. As publicações orientam a implantação do serviço em qualquer município que trata dos serviços farmacêuticos na atenção básica à saúde. Os cadernos estão disponíveis para download.
 
Sobre o QualifarSUS
A proposta do QualifarSUS é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nos serviços de saúde. Para que a proposta seja eficaz, o programa será executado em quatro eixos – cuidado, educação, estrutura e informação –, incluindo ações que visem o aprimoramento dos processos e práticas de trabalho adotadas pelas gestões locais na assistência farmacêutica.

Fonte: Cibele Tenório /Assessora de Comunicação Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Ministério da Saúde
 
Blog da Saúde

Laqueadura moderna é pouco invasiva, dura 10 minutos e não tem anestesia

A molinha é inserida nas tubas uterinas. Em três meses, forma-se uma fibrose e impede a passagem do óvulo
Reprodução/Pinterest/Jenny Jones
A molinha é inserida nas tubas uterinas. Em três meses, forma-se
 uma fibrose e impede a passagem do óvulo
Procedimento não exige internação e mulher leva três meses para ficar protegida contra gravidez; saiba como funciona
 
Conhecido como Essure, o método minimamente invasivo é uma alternativa à laqueadura convencional, que pode envolver cortes e exige anestesia, além de um tempo mínimo de internação.
 
Na técnica disponível no Brasil há alguns anos, duas finas molas de 4 centímetros de comprimento são inseridas nas tubas uterinas, gerando uma inflamação local que obstrui a passagem impedindo que o espermatozoide encontre o óvulo.
 
Segundo Bárbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, a técnica é definitiva, mas só pode ser confirmada cerca de três meses depois de feito o procedimento. Nesse meio tempo, a mulher que não deseja engravidar deve se valer de outros métodos anticoncepcionais. A laqueadura, explica a médica, é a obstrução do trânsito entre o ovário e o útero, por meio da tuba.
 
“Qualquer coisa que obstrua a tuba é considerada uma laqueadura. Quando nós falamos de laqueadura histeroscópica (Essure), fazemos uma obstrução desse trânsito sem ter nenhum corte e sem anestesia, coisa que antes não era possível”, diz ela. “Essa laqueadura pode ser feita via ambulatorial. Coloca-se a câmera dentro do útero por meio da vagina, assim é possível acessar as tubas uterinas e, por meio de um cateter, coloca-se o dispositivo”, explica.
 
O ginecologista Reynaldo Machado Junior, do Hospital Beneficência Portuguesa, diz que não há risco de a mola se deslocar com o tempo.
 
“A partir do momento que formou essa fibrose, ela fecha e não vai se deslocar mais. Esse é o período do processo que a gente chama de corpo estranho em adaptação”, descreve.
 
Desconforto
Bárbara conta que, na inserção das molas, a mulher pode sentir um desconforto abdominal semelhante a uma cólica, mas analgésicos comuns já barram essa dor.
 
“Alguns calmantes específicos ajudam a deixar a tuba com menos movimentação (menos contração) e a paciente mais calma, o que facilita o procedimento”, conta ela.
 
Em 10 minutos, no entanto, as duas tubas são obstruídas e a laqueadura é completada com sucesso.
 
Depois, só esperar os três meses e reavaliar se a tuba está completamente obstruída, o que é confirmado por meio de uma radiografia convencional.
 
Consentimento
Bárbara conta que qualquer mulher acima de 25 anos e que já tenha dois filhos vivos, pode fazer, por lei, qualquer tipo de laqueadura. Antes disso, ou mesmo se a mulher for mais velha e não tiver dois filhos, a lei não permite o procedimento, salvo quando ela corre risco de morte caso engravide.
 
“Alguns estudos mostram que, abaixo dos 30 anos, a chance de a mulher se arrepender é maior do que acima dessa idade, mesmo que ela já tenha a prole constituída”, conta Bárbara. Segundo ela, isso acontece por causa de troca de parceiros e outros motivos que levam a mulher a desejar mais um filho.
 
“Costumamos sugerir outros meios de anticoncepção e recomendar que a laqueadura seja feita acima dos 30 anos e já com prole constituída”.
 
Ainda assim, a mulher que tiver esse desejo deve preencher um termo de consentimento livre esclarecido no mínimo 60 dias antes do procedimento.
 
“Se a paciente diz hoje que quer fazer a laqueadura, terá que assinar o consentimento agora, mas só será operada depois de dois meses, para que tenha tempo de digerir todas as informações e decidir”, explica a médica.

iG

Congresso Internacional de Acreditação premiará trabalhos científicos sobre segurança do paciente. Prazo para concorrer é até 21 de agosto

A terceira edição do Congresso Internacional de Acreditação está com inscrições abertas de trabalhos científicos para a sessão de pôsteres do evento, que é promovido pela Joint Commission International (JCI) em parceria com o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

Para participar não é necessário ser acreditado pela JCI/CBA, basta que a instituição desenvolva ações sobre o tema “Cuidados centrados no paciente – A Segurança Assistencial na Perspectiva Atual”. O prazo de inscrição vai até 21 de agosto.
 
Os projetos podem contemplar as categorias: processos clínicos/assistenciais; processos administrativos/gerenciais ou processos de educação de pacientes e colaboradores. E devem atender aos critérios de inovação, consistência, impacto e origem.
 
Além da apresentação na sessão de pôsteres na programação oficial do evento, os três melhores trabalhos selecionados pelo Comitê Acadêmico de Ensino do CBA farão parte da publicação científica oficial elaborada pelo CBA e indexada pelo Capes/MEC. Os três primeiros colocados receberão ainda premiação em dinheiro.
 
Os trabalhos a serem inscritos deve ser apresentado em formato lauda (máximo de 3 laudas) e seguir a seguinte formatação de texto: Introdução, Objetivos, Metodologia, Resultado e Conclusão, seguidos das referências bibliográficas, que podem ficar em uma quarta lauda, caso necessário. Os projetos selecionados serão divulgados no dia 10 de setembro no site do CBA. Os selecionados devem confeccionar o pôster para a exposição no III Congresso Internacional de Acreditação, no formato 0,9 x 1,2m. Mais informações e a ficha para inscrição do trabalho estão disponíveis em http://cbacred.org.br/congresso-internacional/iii/posteres.asp.
 
O III Congresso Internacional de Acreditação irá oferecer conferências, debates e painéis com diversos profissionais renomados da área de acreditação do Brasil e do exterior. O evento ocorrerá de 20 a 23 de setembro no Windsor Barra Hotel, que fica na Avenida Lúcio Costa, nº 2630, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
 
Outras informações pelos telefones (21)3299-8241 ou 3299-8202 ou 3299-8242 ou ainda através dos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br.
 
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação, (21)3798-4357
Cristina Miguez, (21)98214-8996

Anvisa registra novo medicamento antineoplásico

A Anvisa publicou nesta segunda-feira (27/7) o registro do medicamento novo Imbruvica® (ibrutinibe), um antineoplásico sob a forma de cápsula gelatinosa dura indicado para o tratamento de pacientes que apresentam Leucemia linfocítica crônica ou Linfoma linfocítico de pequenas células (LLC/LLPC) tratados com no mínimo um tratamento anterior
 
Trata-se de um medicamento novo, ou seja, de uma substância terapêutica que ainda não existia no país.
 
Esse novo produto deve melhorar a rotina dos paciente, pois possui a vantagem de ser de administrado por via oral, uma vez ao dia, diferente de outros tratamentos aprovados ou recomendados que devem ser administrados por via intravenosa.
 
A ingestão oral é a via de administração que propicia uma maior comodidade ao paciente e maior adesão ao tratamento.
 
Tem como vantagem também o fato de ser compatível com tratamento domiciliar, já que não requer a presença de um profissional para fazer a aplicação.
 
ANVISA

Aparelhos ortodônticos devem virar peça de museu, diz estudo

 Foto: auleena / Shutterstock
Com tratamento inovadores é possível tratar os dentes ainda
 em desenvolvimento e evitar aparelhos na adolescência
e vida adulta
Estudo promete corrigir má oclusão antes de a pessoa nascer
 
Um estudo feito pela University of Oregon Dental garantiu que, em um futuro não muito distante, os aparelhos ortodônticos virarão peças de museu. Os pesquisadores mapearam todos os genes responsáveis pela má oclusão (mordida torta) e, em breve, será possível fazer uma correção genética antes mesmo de a pessoa nascer.
 
Para Nelly Sanseverino, dentista especialista em ortodontia e ortopedia facial, realmente é possível que os avanços genéticos tenham chegado a esse nível, mas apenas mapear esses genes não é suficiente para eliminar os aparelhos.
 
“A posição dos dentes e a formação das arcadas não dependem única e exclusivamente da genética. Hábitos orais como chupar chupeta, mamadeira, dedos e até dormir inadequadamente com as mãos apoiadas na mandíbula também são capazes de causar esse problema. Isso sem falar do hábito da respiração oral que pode modificar toda a estrutura orofacial”, diz a especialista.
 
Vida longa aos aparelhos
 Apesar de a especialista afirmar que não há como evitar a má oclusão, o que torna os aparelhos necessários, ela garante que hoje é possível reduzir o tempo de uso com a Ortopedia Facial e Funcional.
 
Essa modalidade, relativamente nova e alternativa, tem como objetivo prevenir e tratar a má oclusão, intervindo desde cedo, quando a pessoa, e a arcada, ainda estão se desenvolvendo. “É possível tratar crianças a partir dos 3 anos de idade que já possuam alguma alteração na dentição de leite, impedindo problemas estruturais capazes de atrapalhar o desenvolvimento e crescimento da face da criança”, diz Nelly.
 
Para atingir seus objetivos, a Ortopedia Funcional utiliza aparelhos removíveis na maxila e mandíbula. “Esse tratamento reduz a necessidade de se usar aparelhos ortodônticos fixos na fase da adolescência e adulta”, diz a especialista.
 
Antes e depois
Quem vê os aparelhos de hoje em dia não imagina como eles eram há alguns anos. Em pouco tempo, muita coisa mudou, e para melhor. Para se ter uma ideia, o primeiro conceito de ortodontia só surgiu em 1957 e era um pouco assustador.
 
“Pessoas com dentes encavalados tinham um problema plástico que deveria ser solucionado através da extração de um ou mais dentes, criando espaço necessário para a correção do problema”, diz Nelly.
 
Quando os aparelhos fixos começaram a surgir, eram formados por bandas metálicas que cobriam quase toda a coroa dentária, e eram responsáveis pela formação de cáries e manchas nos dentes.
 
“Atualmente, os braquetes são da cor dos dentes e são colados sem a necessidade do uso das bandas”, diz a especialista.

E quem não se lembra dos extintos aparelhos extra-orais? Aqueles que eram presos com faixas flexíveis na cabeça, parecendo um capacete. Eles caíram em desuso e foram substituídos por outros mais funcionais ou pelos mini-implantes para ancoragem de dentes. Essa técnica usa um ponto fixo dentro da boca para facilitar a movimentação dos outros dentes.
 
Além de mais práticos e menos traumáticos, os aparelhos de hoje em dia são altamente estéticos.
 
Hoje eles podem ser feitos de policarbonato, porcelana, podem ser pequenos, transparentes e auto-ligados, que é uma opção sem fios e borrachinhas. “Eles propiciam uma redução das visitas ao dentista e do tempo de tratamento”, diz a especialista.
 
E o custo? Quem viveu na época de nossos pais sabe que os tratamentos ortodônticos eram muito caros. “Era muito comum ouvir as pessoas comentando que o preço do tratamento era igual ao do Fusca”, lembra Nelly.
 
Terra

Evitando o infarto em qualquer idade

Logo cedo, eles mal acordam e já estão acessando os smartphones para verificar questões de trabalho
 
Durante o almoço, não se alimentam direito e sempre ocupam a cabeça com os milhares de compromissos de trabalho que têm pelo dia. Ao chegaram em casa, à noite, a palavra descanso é proibida.
 
Em vez disso, viram a madrugada mergulhados em mais trabalho. Estes são os chamados workaholics – termo em inglês para ‘viciados em trabalho’ –, perfil apropriado para sofrer um infarto a qualquer momento.
 
Há também os que já se aposentaram, mas não se exercitam com regularidade e se alimentam mal. Esse grupo mostra que não basta apenas viver de forma relaxada e/ou tomar os remédios no horário certo (para os que sofrem com a pressão), desde que a saúde do corpo também não esteja em dia.

“Manter a mente tranquila e evitar grandes emoções é muito importante, mas também é fundamental manter uma vida plenamente saudável, principalmente na terceira idade”, alerta a cardiologista Cynthia Magalhães, diretora médica do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), que enumera abaixo dicas para evitar o enfarto em qualquer idade.
 
• Não fume e nem seja fumante passivo. O cigarro é um dos grandes inimigos do coração.
 
• Faça exercícios regularmente. Há uma série de benefícios proporcionados pela atividade física: aumento do bom colesterol (HDL), controle da pressão arterial, redução de peso, sensação de bem estar, redução do açúcar no sangue, etc.
 
• Cheque e trate a sua pressão arterial, caso ela esteja elevada. Considere como normal a pressão de 12x8 (doze por oito).
 
• Cheque e trate o seu nível de açúcar no sangue, caso ele esteja elevado. Considere como normal até 99 mg/dl.
 
• Cheque e trate o seu colesterol, caso ele esteja elevado no sangue. Considere como normal para indivíduos saudáveis colesterol total menor que 200mg/dl e LDL (mau colesterol) menor que 100 mg/dl.
 
• Reduza seu estresse e procure dormir bem à noite. Proporcione-se momentos de lazer.
 
• Alimente-se corretamente, com mais qualidade do que quantidade. Não esqueça de que não podemos abusar do sal e, às vezes, ele vem disfarçado em alimentos. Portanto, crie o hábito de ler rótulos no mercado.
 
• Controle seu peso. Cheque-o com frequência.
 
• Consulte um médico regularmente. Não espere ficar doente para marcar uma consulta. A prevenção é o melhor remédio que existe.
 
• Ame a vida e o seu coração. Não desista nunca!
 
Fonte: INC / Blog da Saúde

Mais hospitais ou mais serviços de saúde?

 
É sempre bom dar uma olhada no que está acontecendo fora do Brasil, para antever tendências ou traçar paralelos para o que se deve ou não fazer, investir, replicar em termos de gestão
 
Lendo sobre o possível reaquecimento do mercado de construção hospitalar nos EUA, me veio em mente que esta também é uma indústria com grande potencial no Brasil, já que o País tem menos leitos de hospitais que o mínimo recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
 
Dos quase 7 mil estabelecimentos hospitalares, 88% possuem menos de 150 leitos. E para agravar a situação, nos últimos quatro anos, 13 mil leitos de terapia intensiva do SUS foram desativados, enquanto estimativas apontam que precisaremos de mais de 13 mil leitos a cada três anos.
 
Entretanto, olhando o atual cenário, com o avanço do envelhecimento, cabe uma pergunta: construir mais hospitais resolveria a necessidade do mercado ou o caminho seria aumentar investimentos em serviços de saúde com foco em promoção e prevenção?
 
Um levantamento da publicação Modern Healthcare conta que, depois do mercado norte-americano ter focado intensamente em soluções de TI em Saúde, a indústria de construção demonstra ganhar fôlego novamente. E a maior parte dos investimentos tem sido para serviços ambulatoriais de saúde, ou seja, unidades menos custosas. Além disso, constatou-se que as redes de hospitais estão abrindo serviços de emergências independentes.
 
E, com relação aos pacientes internados, os hospitais buscam ser mais competitivos nas especialidades que trazem maiores margens.
 
As características comuns entre os novos projetos são: maiores espaços para atividades de pesquisa, quartos projetados para serem cada vez mais aconchegantes para os pacientes e incorporação de novas tecnologias, como a possibilidade de realizar videoconferências em cada quarto.
 
Também é cada vez mais comum a construção de unidades integradas, em que o paciente possa realizar suas consultas e procedimentos de diagnósticos em um único local, o que abre também oportunidades para parcerias entre as instituições.
 
Talvez a pergunta mais hospitais ou mais serviços de saúde, que acabam contemplando os hospitalares, não dá para ser respondida objetivamente. Mas vale a reflexão “para onde vamos” diante do aumento da demanda e das novas construções de saúde que começam a surgir.
 
Saúde Business

O FDA adverte contra o risco de infarto e AVC com anti-inflamatórios não esteroidais

A agência reguladora de medicamentos dos EUA, o FDA, pediu aos fabricantes de medicamentos com sede nos Estados Unidos para reforçar a bula de todos os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, o naproxeno e o diclofenaco, por causa do risco de infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral
 
O FDA revisou vários estudos científicos para chegar a estas conclusões. Os AINEs são vendidos sem necessidade de receita médica e já contêm a referência para o risco de ataque cardíaco e AVC na bula, mas ainda não está presente em todas as bulas. A novidade desta pesquisa diz que um indivíduo ao tomar um AINE, mesmo que não tenha histórico de problemas cardiovasculares, tem risco aumentado de sofrer de ataque cardíaco ou derrame. Em outras palavras, todo mundo está em risco ao tomar um medicamento desta classe.
 
AINEs, medicamentos muito prescritos
Os AINEs são remédios contra dor e inflamação e estão dentre os mais prescritos. Estes anti-inflamatórios são indicados em muitas doenças e distúrbios tais como a artrite, desordens menstruais, dores de cabeça, dores nas costas, infecções virais, etc. Ao contrário das drogas anti-inflamatórias esteroidais, como a cortisona, acredita-se que os AINEs têm menos efeitos colaterais e contraindicações, e por isso são amplamente utilizados sem prescrição médica. Exemplos de AINEs são o ibuprofeno, o diclofenaco, o celecoxibe e o naproxeno (pouco utilizado na Europa, mas muito mais comum no continente americano). É importante citar que o paracetamol não pertence à classe dos AINEs.
 
Nova decisão do FDA
O FDA, provavelmente a agência de medicamentos mais influente do mundo (pelo seu orçamento e peso dos EUA na medicina global), tem forçado os fabricantes de AINEs desde 2005, com o escândalo do Vioxx, a expressar na embalagem dos medicamentos um aviso em preto sobre o risco de infarto do miocárdio e AVC. Desde 2005, o FDA revisou uma série de estudos sobre os AINEs, incluindo dados clínicos.

Risco mesmo após algumas semanas de tratamento
Especialistas de Washington concluíram que os AINEs vendidos nos Estados Unidos (exceto a aspirina e genéricos), tanto com ou sem prescrição, devem incluir a seguinte informação na bula:
 
– O risco de infarto do miocárdio ou AVC pode se manifestar já nos primeiros meses de tratamento com um AINE. O risco pode aumentar com a duração do tratamento (observação: segundo os cientistas, mais estudos são necessários para confirmar ou refutar essa hipótese).
 
O risco é maior com o aumento da dose
Os cientistas inicialmente pensaram que o risco de ataque cardíaco e AVC era o mesmo para todos os AINEs. No entanto, e de acordo com novos estudos do FDA, os pesquisadores têm dúvidas. Pode ser que alguns AINEs tenham um risco maior, mas são necessários mais estudos para ver este efeito mais claramente. É por isso que, por enquanto, o FDA recomenda colocar a mesma informação para todos os AINEs (exceto a aspirina).
 
– Os AINEs podem aumentar o risco de ataque cardíaco e AVC em pessoas com ou sem fator de risco. Em outras palavras, cada indivíduo, a tomar esta classe de fármacos, poderá estar em maior risco.
 
Note que a lista não é exaustiva, para simplificar tomamos os pontos mais essenciais. Você pode encontrar o artigo completo nas referências do FDA ao final desse texto.

Questão prática, quando procurar um médico?
Se uma pessoa está tomando um AINE e tem sintomas como dor no peito, dificuldade em respirar e falta de ar, fraqueza em um lado do corpo ou fala arrastada, consulte imediatamente um médico de emergência.
 
Para lembrar
Este estudo mostra que é importante consumir menor quantidade de AINE, com dose e duração também menores. Não hesite em pedir aconselhamento ao seu médico ou farmacêutico e, possivelmente, encontrar alternativas.
 
R7