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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nova substância química estimula sensação de saciedade e ajuda no emagrecimento

Agência O Globo
Produto seria adicionado a alimentos leves
Composto seria adicionado a alimentos
 
Rio - O quanto você come até sentir que está “satisfeito”? Enquanto uns ingerem alimentos moderadamente, outros precisam devorar pratos até experimentar a sensação de saciedade. Mas agora todos poderão atingir o mesmo grau com uma nova substância química produzida por pesquisadores britânicos, que ajudará no emagrecimento.

O composto controla os níveis de propionato, hormônio que provoca o sentimento de saciedade e é liberado quando fibras são quebradas no intestino. O estudo da equipe Imperial College London e da Universidade de Glasgow, publicado na revista "Gut", defendeu que a substância química seja consumida regularmente para ter o efeito desejado.
 
A parte mais complicada da pesquisa foi encontrar uma maneira de levar o proprionato para o cólon, onde ocorre sua liberação e o consequente controle do apetite. Adicionar a substância por conta própria nos alimentos não funcionaria porque o produto seria absorvido pelo intestino muito cedo, mas os cientistas encontraram uma forma de vinculá-lo a um carboidrato natural encontrado em plantas, chamado inulina. Uma vez ligado a ele, o propionato pode fazer com segurança o seu caminho através do sistema digestivo antes de ser libertado da inulina por bactérias no cólon.
 
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Nos testes iniciais, 20 voluntários receberam doses de inulina e do novo ingrediente, conhecido como IPE. Depois, todos foram liberados a comer o quanto quisessem em um buffet. Aqueles que tinham ingerido IPE comeram cerca de 14% menos comida.
 
Na segunda parte do estudo, 49 voluntários acima do peso receberam IPE ou inulina na forma de pó e adicionaram 10g (cerca de uma colher) para suas refeições diárias. Após 24 semanas, seis dos 24 voluntários que receberam inulina tinham ganhado mais de 3% do seu peso corporal, enquanto apenas um dos 25 que receberam IPE conseguiram tal feito.

O Globo

Superbactérias provocarão cerca de 10 milhões de mortes anuais até 2050

Alerta foi feito pelo economista Jim O'Neill, que advertiu também sobre recuo de até 3,5% na economia global
 
Rio - Infecções ocasionadas por bactérias resistentes a drogas vão matar 10 milhões de pessoas anualmente até 2050 em todo o mundo, segundo alerta de uma equipe de especialistas contratada pelo governo do Reino Unido para estudar o assunto. Liderado pelo economista Jim O'Neill, autor do acrônimo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o grupo pediu mais esforços para evitar esse cenário catastrófico.
 
Em entrevista à BBC, O'Neill afirmou que os custos decorrentes das mortes girariam em torno de US$ 100 trilhões. A redução da população e o impacto sobre os problemas de saúde reduziriam a produção econômica mundial, entre 2% e 3,5%. A análise foi baseada em cenários modelados por pesquisadores da Rand Europe e auditores da KPMG.
 
De acordo com o estudo, grande parte das fatalidades seria causada pela maior resistência das bactérias Escherichia Coli (E. Coli), malária e tuberculose. Na Europa e nos Estados Unidos, a resistência antimicrobiana provoca pelo menos 50 mil mortes a cada ano. E se não forem controladas, as mortes subiriam mais de 10 vezes até 2050.
 
Para evitar o cenário, O'Neill recomendaram maior pesquisa para produção de drogas que evitem a resistência das bactérias e maior coordenação internacional para a distribuição desses medicamentos.
 
O Globo

Advertência em maço faz 52% de fumantes pensar em parar

Lei nacional que obriga os fabricantes de cigarros a veicularem nos maços imagens dos malefícios do tabaco faz com que usuários reflitam sobre o assunto, diz IBGE
 
A Pesquisa Nacional de Saúde 2013 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que as propagandas exigidas por lei, via Ministério da Saúde, nos maços de cigarro produzidos no Brasil, se não surte o efeito de fazer com que as pessoas parem de fumar, ao menos têm feito o brasileiro refletir sobre o assunto. De acordo com o levantamento, 52,1% dos fumantes do País pensam em parar com o tabagismo ao ver as fotos no verso.
 
Com fotos agressivas no sentido de mostrar que, além de conter mais de quatro mil substâncias tóxicas, o tabaco pode causar abortos, diversos tipos de câncer, causar impotência, dentre outros malefícios, as advertências com imagens fortes são obrigatórias desde fevereiro de 2002 em todo o território nacional. E são percebidas, ainda de acordo com o IBGE, por 86,2% dos fumantes.
 
O Brasil foi o segundo país no mundo a adotar tal procedimento, após a campanha ter obtido êxito no Canadá. “Isso tem feito as pessoas ao menos pararem para pensar no tema”, explicou a coordenadora da pesquisa do IBGE Maria Lúcia Vieira. Atualmente, mais de 20 países ao redor do mundo fazem tal tipo de advertência nos maços.
 
Em 2008, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obrigou ainda que mensagens como “este produto intoxica a mãe e o bebê causando parto prematuro e morte” tornou a advertência ainda mais impactante. Em 2012, um levantamento feito pela The International Tobacco Control (ITC), em 21 países, revelou que 39% dos fumantes disseram não ter acendido um cigarro no momento em que se depararam com as imagens nos maços.
 
De acordo com o mesmo levantamento do IBGE, o Brasil possui hoje 21,9 milhões de fumantes – o que representa 15% da população, um decréscimo de 3% em relação ao mesmo índice de 2008 (18%).
 
Um destes fumantes é o especialista em relacionamento digital Marcel Barreto, 32, que desde o os 17 tem por hábito o trago do tabaco. Ele confessa que quando abre o maço e vê tais fotos “sempre penso no assunto, porque aquelas são as imagens das pessoas, ou parte delas, que fumam como eu”.
 
“Acho que são propagandas relevantes, pois mostram a realidade e devem continuar sendo veiculadas”, completou ainda. Já para Davi Monteiro, advogado, 28, e fumante desde os 17, “sinceramente, não penso em parar por causa dessas fotos”.

Em sua opinião, “acho que essas propagandas são boas apenas para a prevenção, ou seja, para os novos que pensam em começar a fumar. Mesmo assim, os novos são meio inconsequentes e não é uma imagem que vai mudá-los de ideia. Acho que essa foto atinge em cheio mesmo os pais que alertam os filhos para o cigarro”.
 
A pesquisa do IBGE ainda investigou se as propagandas na mídia do Ministério da Saúde são observadas pelos brasileiros no rádio ou na TV, ou mesmo nas bancas de jornal ao comprar um maço de cigarro. Tal advertência foi percebida por 28,7% das pessoas e atingiu, proporcionalmente, mais os homens (32,4%) que as mulheres (25,4%). 
 
Terra

Ajude a manter o estoque de sangue durante as férias e feriados prolongados

Com a chegada de feriados prolongados e as férias escolares, os doadores regulares dos bancos de sangue viajam e mudam a rotina, o que acaba diminuindo os estoques nos hemocentros de todo o País
 
O problema é que justo nesse mesmo período aumentam os acidentes e os casos de urgência na rede hospitalar, elevando a demanda por sangue e hemoderivados, além do tratamento de rotina de pessoas com doenças crônicas, como falciforme e talassemia, e doenças oncológicas variadas que já necessitam de transfusão frequentemente.
 
A Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH) aconselha que, para evitar esta redução, o ideal é doar antes de ir aproveitar o feriado. Mas, se não for possível, o ideal é que os doadores procurem um banco de sangue onde estiverem passando férias. Confira o endereço dos hemocentros.

Para não deixar os estoques desabastecidos, o Ministério da Saúde mobiliza a população para manutenção das doações por meio de ações como a realização de campanhas publicitárias e ações estratégicas para o aumento e a qualificação do estoque. No último ano foi revista a faixa etária para doação, passando a idade mínima de 18 para 16 anos (com autorização do responsável) e máxima de 67 para 69 anos. Essa medida permitiu a abertura de mais 8,7 milhões novos voluntários.

Há cerca de 10 anos uma amiga do servidor da Coordenadoria-Geral de Serviços Gerais (CGSG/Coapo) Lindomar de Barros Paz, 54 anos, precisou de doação de sangue. A partir de então, sempre que alguém precisava, Lindomar doava. Até que tomou gosto e tornou-se doador voluntário três vezes por ano. Ele lembra que, como sangue não se compra e não se fabrica ele necessariamente tem que ser doado. “A melhor coisa que existe para um ser humano é ajudar ao próximo. Doar não altera em nada o cotidiano do doador, não podemos ser egoístas. Já falei para alguns amigos irem doar. É muito bom fazer o bem seja para quem for”, observa.

Seguindo o exemplo do pai, há pouco mais de três anos a trabalhadora Jamille Araújo Leão, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) se tornou doadora de sangue voluntária. “Na minha infância eu via meu pai ir doar sangue, hábito que ele mantem até hoje, com 55 anos de idade. Algumas provas de concurso oferecem isenção de taxa para doadores regulares de sangue, também é essa motivação”, lembra a trabalhadora de 30 anos. Ela conta que usa as redes sociais para estimular os amigos a doarem e sempre ajuda em divulgações de quem precisa de sangue. “Doo com muito prazer porque estou ajudando quem precisa”, acrescenta.

O intervalo entre as doações visa garantir a manutenção da saúde do doador. Caso o intervalo mínimo entre as doações não seja respeitado é possível que o doador apresente diminuição dos componentes sanguíneos doados e sintomas relacionados à anemia.
 
Com a obrigatoriedade da realização do Teste de Ácido Nucléico (NAT), desde 2013, o Ministério garantiu a redução da chamada janela imunológica para a detecção de HIV e Hepatite tipo C, e consequentemente uma maior segurança nas transfusões. Desenvolvido pelo laboratório público Bio-Manguinhos, o teste encontra-se 100% implantado, o que garante que todo o sangue coletado na rede pública de saúde seja submetido ao teste, que consiste na pesquisa de ácido nucléico (DNA) de agentes infecciosos presentes no sangue. Mas é bom lembrar que responder com sinceridade e responsabilidade o questionário do hemocentro antes de doar sangue é uma forma de proteger a saúde de quem vai receber a doação.
 
O volume de sangue total a ser coletado deve ser, no máximo, de 8 mL/kg de peso para as mulheres e de 9 mL/kg de peso para os homens. Depois que a bolsa de sangue é coletada, o sangue é dividido nos componentes que são necessários. Uma bolsa de sangue pode ser dividida em até quatro componentes, que podem ir para quatro pessoas diferentes. Uma parte do sangue coletado é usada para a testagem e o sangue fica armazenado até sua liberação. 
 
Cuidados após a doação - Antes da doação, o candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto. É importante, depois da doação, continuar se hidratando, tomar o refresco ou o lanche que o local de coleta oferece.
 
Após a doação é recomendável que o doador:
 
- mantenha a compressão no local da punção em caso de sangramento ou hematomas;
 
- permaneça, no mínimo, 15 minutos no serviço de hemoterapia antes de ser liberado;
 
- aguarde, pelo menos, 60 minutos antes de consumir cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou quaisquer outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco;
 
- aguarde aproximadamente 12 horas antes de realizar qualquer esforço físico, especialmente com o membro relacionado à doação;
 
- faça o veículo parar imediatamente no caso de, após deixarem o serviço de hemoterapia, ocorrer mal estar ao serem transportados por motocicletas ou conduzirem veículos automotores;
 
- comunique ao serviço de hemoterapia caso apresente qualquer sinal ou sintoma de processo infeccioso, como febre ou diarreia, até sete dias após a doação.

Blog da Saúde

SAMU: Trotes com pedidos falsos de atendimento prejudicam quem realmente precisa de socorro médico

O trote ao SAMU, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, é uma brincadeira de mau gosto que prejudica a atuação das equipes que atendem nas ambulâncias do serviço público de saúde em todo o Brasil. Quem passa trote ao SAMU coloca em risco a vida de quem realmente precisa de socorro médico
 
A técnica em enfermagem do SAMU do Distrito Federal, Carleide Moizinho, lamenta o fato de algumas pessoas ainda passarem trote para o SAMU. "A última vez nós fomos chamados para atender um incêndio na escadaria do metrô, na rodoviária do Plano Piloto, e aí foram disparadas várias viaturas básicas, inclusive, também, viatura avançada.
 
Nós ficamos procurando por muito tempo as vítimas e chegando lá a gente descobriu que era trote. A gente lamenta muito porque a gente entende que tem um serviço que faz a diferença para a vida das pessoas e estando o serviço ocupado com uma demanda para um trote pessoas que precisam ficam sem atendimento, infelizmente. Parada cardíaca, por exemplo, quanto menor o tempo-resposta, melhor a sobrevida, ou melhor, a possibilidade de o paciente sair daquele quadro".
 
A coordenadora-geral substituta da Força Nacional do SUS, Júlia Pacheco, reforça que o trote com pedido falso de ambulância pode atrasar um atendimento real, causando sequelas e até a morte em casos de maior urgência.
 
"O trote é, sim, um problema para o SAMU 192 porque ele pode prejudicar o atendimento caso uma ambulância, por exemplo, seja designada para uma chamada falsa ao invés de ser designada para atender uma pessoa que realmente precise. Então, os trotes podem atrapalhar a triagem que é feita nas centrais de regulação, prejudicando ou atrasando o serviço e o acesso ao serviço dos cidadãos que realmente têm necessidade. O tempo-resposta do SAMU, quanto mais rápido, menos sequelas e mais alta a probabilidade de manutenção da vida".
 
O SAMU existe desde 2003. Com a iniciativa, o governo federal já reduziu o número de mortes, o tempo de internação em hospitais e as sequelas causadas pela falta de socorro rápido. Atualmente, as ambulâncias do SAMU estão disponíveis para 150 milhões de brasileiros. São quase 3 mil municípios com acesso ao serviço, cobrindo 75% do território nacional.
 
O SAMU tem 2.970 ambulâncias, 216 motos, 8 embarcações e 7 helicópteros, todos equipados para salvar vidas durante o caminho até o hospital. Em caso de emergência médica, basta ligar 192 para chamar uma ambulância do SAMU.
 
Fonte: Fábio Ruas/ Agência Saúde

Projeto piloto qualifarsus qualifica farmacêuticos para atendimento humanizado

Pacientes do SUS, Sistema Único de Saúde, são orientados sobre o uso correto de medicamentos em Curitiba
 
A ação faz parte do projeto piloto, QualifarSUS, do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. O projeto propõe que os profissionais de saúde ofereçam um atendimento humanizado para melhorar o bem-estar do paciente, o uso correto dos medicamentos e evitar futuras internações.
 
Durante a execução do projeto, mais de mil pacientes tiveram consultas agendadas com farmacêuticos especializados. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, ressalta que a qualificação do atendimento farmacêutico vai refletir na mudança da cultura brasileira da automedicação.
 
"Isso vai contribuir para mudar a cultura brasileira, para que veja o medicamento não apenas como uma mercadoria, mas sim como um bem de saúde. Ir ao médico, falar com o farmacêutico, ou seja, o uso tem que ser extremamente racional. Ele tem que ser qualificado.
 
Os dados que a gente tem é que o uso de medicamentos ainda está muito distante do uso racional na sociedade brasileira e a gente está investindo pesadamente para que a população use os medicamentos de forma adequada, como um bem, e não apenas como um produto de consumo."
 
A farmacêutica, Elza Miúra, 49 anos, participou do projeto piloto QualifarSUS, em Curitiba.
 
Segundo a profissional a orientação especializada ajuda o paciente a não piorar o estado de saúde.
 
Blog da Saúde

Você sabe o que é Tracoma?

Foto Reprodução: Tracoma
A doença inflamatória dos olhos, causada pela bactéria Chlamydia Trachomatis, é conhecida como Tracoma
 
Ocorre principalmente em crianças, possui fácil tratamento, mas necessita de tratamento, pois forma em muitos casos a doença pode não apresentar sintomas lesões que provocam o atrito da pálpebra com a córnea, que prejudicam a visão.
 
Em muitos casos a doença pode não apresentar sintomas, mas é importante ficar atento aos olhos se estiverem vermelhos e irritados, lacrimejantes e com secreção, coçando, com sensação de arei e intolerância à luz.
 
Sua transmissão ocorre por meio da secreção dos olhos com tracoma de uma pessoa para outra, principalmente em ambientes coletivos, como escolas e creches. Objetos contaminados, roupas de cama, lenços e toalhas também podem transmitir a bactéria.
 
Para evitar o contágio, a dica é incentivar e dar exemplo para crianças lavarem as mãos e o rosto várias vezes ao dia, não coçarem os olhos, não usarem toalhas ou lenços de outras pessoas e até mesmo evitarem dormir na mesma cama com várias pessoas.
 
 
Os fatores de risco claramente associados à ocorrência do tracoma são as baixas condições socioeconômicas e ambientais. Saneamento básico, acesso à água potável e destinação adequada do lixo são medidas importantes para evitar doença!

Blog da Saúde

Hospital carioca implanta musicoterapia em sala de parto

Hospital carioca implanta musicoterapia em sala de partoIdeia do Hospital Estadual da Mãe é promover relaxamento e bem estar das mães. Projeto deve ser expandido para todas as maternidades cariocas
 
O Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita (RJ), vai utilizar músicas na sala de pré-parto e parto (PPP) e na Unidade Intermediária (UI) Neonatal. O repertório vai de música clássica, passando por MPB, baladas internacionais e até rock, todas em versão mais lenta para acalmar e tranquilizar as mães. Segundo o diretor da unidade, Sérgio Teixeira, estudos internacionais comprovaram que a musicoterapia causa bem estar tanto para a mãe quanto para o bebê.

“A musicoterapia tem duas finalidades: na sala de PPP torna o ambiente mais aprazível para a mãe”, explica Teixeira. “Com músicas mais tranquilas, aquele momento que antecede o parto, quando a mãe sente contrações, fica mais relaxante para ela. Na UI, funciona como técnica para redução de ruídos. O som tem efeito tranquilizador, diferente dos bipes das máquinas.”

O coordenador de Maternidades da Secretaria de Estado de Saúde, Jorge Calás, afirma que a intenção é expandir a musicoterapia para todas as maternidades da rede estadual. A apoiadora de humanização para a frente de trabalho nas maternidades da rede, Maria Teresa Massari, revela que duas maternidades estão próximas de iniciar o projeto: o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, e a maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria, no Rio de Janeiro.
 
Saúde Web

Fiocruz Bahia lança plataforma de tecnologias para SUS

Fiocruz Bahia lança plataforma de tecnologias para SUSProjeto pretende desenvolver soluções tecnológicas com emprego de tablets para agentes comunitários de saúde, considerados o elo entre moradores e equipes de Saúde da Família

A Fiocruz Bahia vai lançar nesta sexta-feira (12) sua Plataforma de Tecnologias para o SUS, no Parque Tecnológico da Bahia. Conectada à Rede Metropolitana Salvador (ReMeSSA), a nova plataforma, que é fruto de um convênio firmado com a Secretaria de Ciência e Tecnologia da Bahia (Secti), será iniciada com o projeto m-ACS, que pretende desenvolver soluções tecnológicas, com emprego de tablets, conectados à rede móvel de dados ou ao ponto de acesso wi-fi, com aplicativos (apps) específicos, desenvolvidos de acordo com as necessidades de atuação dos agentes comunitários de saúde, considerados o elo entre os moradores e as equipes de Saúde da Família.
 
Atualmente, no Brasil, existem mais de 257 mil agentes, que participam de cerca de 35 mil equipes de Saúde da Família, com cobertura de 62 milhões de pessoas. Neste sentido, o projeto objetiva ainda estudar e propor novos usos dos dispositivos móveis e aplicar técnicas mais avançadas para análise dos dados da Saúde da Família, além de monitorar e entender o comportamento da saúde das comunidades, orientando o direcionamento de intervenções e ações em saúde pública. Com o projeto, são esperados impactos para o agente, para o gestor, para o cidadão e para o sistema em geral.

Estima-se que o desenvolvimento destes dispositivos possa ajudar na identificação e atuação de forma precoce em relação à história natural de doenças, permitindo ainda agilidade do fluxo e do tratamento da informação, tanto na transmissão, quanto na recepção, o que deve permitir direcionar melhor as ações das equipes da Saúde da Família. Os gestores, por sua vez, ganham ferramentas para monitoramento epidemiológico e a sociedade poderá ter à sua disposição a produção de novos conhecimentos, gerados a partir do cruzamento de informações importantes, devido ao volume de dados gerados.

De acordo com o diretor da Fiocruz Bahia, Manoel Barral Netto, os aplicativos e sistemas desenvolvidos serão disponibilizados para uso gratuito pelo SUS e um estudo piloto da solução será realizado na Região Metropolitana de Salvador. Após avaliação dos resultados, espera-se ampliar o piloto para outros municípios, com a realização de um estudo multicêntrico.
 
Saúde Web

Gestão de utilidades hospitalares pode ser mais econômica

Gestão de utilidades hospitalares pode ser mais econômica
“Tão importante quanto manter equipe médica bem equipada, é necessário estar atento às instalações e recursos necessários à operação”, escreve Maurício Almendro, da Vivante
 
A manutenção da vida humana é a principal prioridade das instituições de saúde. Na complexa operação de um hospital,  muito mais do que os procedimentos médicos e hospitalares, toda a infraestrutura - e seu correto funcionamento - podem influenciar nessa busca. Sendo assim, tão importante quanto manter a equipe médica em constante atualização e bem equipada, é necessário atentar às instalações e recursos necessários à operação, entre eles, o abastecimento constante de utilidades.

As utilidades compreendem todos os insumos que garantem a disponibilidade do leito hospitalar ou o funcionamento de um equipamento médico, variando desde energia elétrica a água e gases medicinais (como ar comprimido, oxigênio, óxido nitroso, entre outros). A correta gestão destes recursos, chamada gestão de utilidades, responsabiliza-se pelo controle dos recursos existentes, cuidando de sua disponibilidade e evitando desperdícios.
 
O processo contempla uma série de ações preparatórias e de conscientização, além de investimentos em infraestrutura e negociações com fornecedores, que visam a gestão da contratação e do uso, com foco na otimização do recurso disponível, na redução do impacto ambiental e na eficiência de gastos. Bons exemplos são a substituições de lâmpadas comuns por LED, a renegociação de contratos de fornecimento de energia e a implantação de gestão de recursos hídricos.

Com relação ao ponto de vista ambiental, a gestão de utilidades pode significar uma economia importante no uso de recursos caros ou escassos, como no caso atual da água. Ações de sustentabilidade e o correto planejamento do consumo trazem economia e reduzem o impacto ambiental.

Sob o aspecto financeiro, o consumo de utilidades representa uma importante parcela nos custos de unidades hospitalares, uma vez que funcionam 24 horas e com grande quantidade de equipamentos. Os setores que mais necessitam das utilidades são os de produção, como nutrição, esterilização ou lavanderia. Assim, a boa gestão de utilidades impacta diretamente no resultado financeiro dos hospitais, liberando recursos para serem destinados a compra de equipamentos e melhorias internas.

Uma gestão eficiente, e podemos até dizer sustentável, deve ser realizada por uma equipe especializada, que envolva engenheiros e administradores, ou um parceiro terceirizado com know-how técnico e atualização. É importante que haja fôlego para investimentos no sistema e conhecimento técnico para que os objetivos possam ser atingidos com um plano inicial que contemple pelo menos cinco anos.

Definidas as responsabilidades e objetivos da equipe, o primeiro passo é realizar o dimensionamento do projeto, com um mapeamento do perfil de consumo de cada um dos recursos pela unidade. Em um segundo momento, é importante rever ou renegociar todos os contratos de fornecimento de utilidades e as tarifas praticadas, a fim de gerar economia ao processo.

Ações de conscientização junto aos usuários podem trazer reduções significativas, que possam contribuir com investimentos em melhorias da infraestrutura do sistema de utilidades como retrofits.

Um crescimento planejado deve ser levado em consideração. E faz parte deste crescimento retroalimentar o projeto, avaliando os resultados alcançados com as ações de melhoria e programando os ajustes necessários para o alcance dos objetivos.

Apesar de serem grandes consumidores de utilidades, as instituições de saúde, em geral, ainda não têm a cultura de direcionar uma equipe especializada ou terceirizar esta área. No entanto, tendo em vista as possibilidades de redução nos custos com estes recursos, que pode variar entre 5% a 35%, a necessidade de um olhar mais atento a este trabalho torna-se cada vez importante. Afinal, é possível ter uma instituição com uma operação otimizada e viável, ao mesmo tempo em que usuários e pacientes têm todo o conforto e segurança na utilização das instalações.

*Maurício Almendro é gerente comercial da Vivante

Saúde Web

Salvar arquivos em um computador pode melhorar a memória das pessoas

Pesquisa indica que a memória é ativada quando salvamos um documento no computador
 
O simples ato de salvar algum arquivo no computador, por exemplo pode melhorar nossa memória para guardar novas informações no cérebro. Uma pesquisa produzida pela Universidade da Califórnia sugere que esse procedimento corriqueiro de salvar dados de forma digital faz com nosso cérebro libere espaço para guardar novas informações.
 
– Os resultados mostram que as pessoas estão melhorando significativamente com esse ato. A ideia é muito simples: salvar no computador é uma forma de garantir que essas informações poderão ser acessadas digitamente a qualquer momento. Assim, o cérebro reserva espaço para guardar outras lembranças – explicou o autor do estudo, Benjamin Storm.
 
Junto com o aluno Sean Stone, Storm analisou a interação entre memória e tecnologia e perceberam que não guardar na memória, mas digitalmente, uma informação desempenha um papel essencial no apoio ao funcionamento da memória e cognição.
 
Os entrevistados foram divididos em dois grupos: o primeiro estudou o arquivo chamado de A e, então, fechou o documento. O segundo grupo foi orientado a ler e salvar o arquivo. Além de lembrar mais sobre o conteúdo do documento do que o grupo A, o B tinha mais confiança sobre o processo de gravação.
 
– A tecnologia se desenvolve, os computadores e smartphones estão se tornando opções fáceis para guardar informações, e isso tem consequências importantes no funcionamento da nossa memória. A tecnologia é hoje uma extensão da memória e as pessoas a utilizam para proteger a si mesmos. O grupo B se mostrou mais capaz de ter novas ideias e resolver problemas difíceis  – afirmou Storm.

Zero Hora

Conheça cinco exercícios que fortalecem o cérebro

Com a hidroginástica o cérebro recebe dois recados:
 movimente-se e aproveite
Algumas atividades físicas podem fazer com que o cérebro trabalhe melhor e atue na prevenção de doenças
 
Quando mexemos o corpo, seguimos uma coreografia, dançamos em pares ou seguimos os passos na hidroginástica mais do que movimentar braços e pernas estamos fazendo o cérebro se movimentar também. Exercícios que fazem com que o coração bata mais rápido, bombeiam mais sangue para todo o corpo e fazem com que mais oxigênio chegue ao cérebro.
 
– O oxigênio é o alimento do nosso corpo e um cérebro mais oxigenado funciona melhor – explica a educadora física Suzana Hübner Wolff, que coordena o grupo Pró-Maior, que atende pessoas com mais de 60 anos.
 
Alzheimer, demência e perda de memória não tem cura e ainda não podem ser evitados, mas os exercícios que fortalecem o cérebro previnem e retardam a chegada de doenças que afetam o poder cognitivo. Exercícios que movimentam os membros superiores e inferiores com tarefas que exigem memorização, equilíbrio e coordenação fazem o cérebro trabalhar mais e cada vez melhor.
 
– Pilates e alongamento também são benéficos para o corpo, mas não atuam de forma tão intensa na ativação do cérebro. São ótimos exercícios também, mas quem quer fazer o cérebro se movimentar precisa incluir outras tarefas na rotina – explica Wolff.
 
Dedicar uma hora por dia, no mínimo, três vezes na semana ao exercício de baixa a média intensidade faz com que o cérebro do idoso, que teoricamente entraria em processo de declínio em função da idade, se rejuvenesça.
 
– Se a atividade for desafiadora, prometer ensinar algo novo e for executada na lógica da aventura, a tendência é tornar os atletas viciados no prazer que ela promove.
 
Conheça os cinco exercícios que vão fazer seu cérebro entrar em forma:
 
1. Ginástica com coreografia
Quando os movimentos não são automatizados, mas precisam seguir uma ideia que precisa ser memorizada, o cérebro é rapidamente ativado para “decorar” os passos e não errar.
 
2. Dança de salão
O par precisa estar sincronizado para a dança ser boa. A dança de salão atua diretamente no cérebro porque o ritmo e os passos precisam ser memorizados, novos movimentos devem ser planejados e inseridos durante a dança e tudo isso deve ser coordenado com quem está junto de mãos dadas e braços na cintura.
 
– A dança de salão é um dos exercícios que mais coloca o cérebro para trabalhar. Mas a melhor parte é que dá uma enorme sensação de prazer, e isso faz com que os idosos não tenham vontade de parar.
 
3. Ginástica com ritmos
É uma mistura de aeróbica com dança adaptada para a terceira idade. O exercício pode misturar movimentos do balé com elementos como corda, bola, arco, fitas. Tudo isso ao ritmo de axé, salsa, dance e até hip hop.
 
4. Exercícios em grupo
– Quando uma atividade precisa do apoio de um colega para ser executada, além de exercitar o companheirismo e promover a amizade, demanda coordenação, sincronização e equilíbrio. Assim, num grupo um depende do outro para executar a tarefa, mas também para ter segurança para não cair ou não errar um movimento – comenta a professora.
 
5. Hidroginástica
Além de ser um exercício que relaxa, a hidroginástica mistura ritmos, aeróbico, coordenação, equilíbrio e coreografia. O cérebro recebe dois recados: movimente-se e aproveite.
 
– Só não pode ser feito por quem tem medo de água. Aí a mensagem prazerosa será substituída pela ansiedade e isso não é nada bom para o cérebro.

Zero Hora

Quase 40% dos brasileiros apresentaram pelo menos uma doença crônica em 2013

Agência Brasil/Reprodução: Estudo estimou que Brasil tem
31,3 milhões de hipertensos (21,4% do total) e 27 milhões
 com problemas na coluna (18,5%)
Juntas, essas doenças respondem por mais de 70% das mortes no País; metade dos entrevistados não pratica atividade física
 
A primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada nesta quarta (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), identificou que 39,3% dos brasileiros adultos, com 18 anos ou mais, foram diagnosticados com pelo menos uma das 11 doenças crônicas não transmissíveis citadas no levantamento (câncer, depressão, colesterol alto, diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, acidente vascular cerebral - AVC, asma, insuficiência renal, problemas de coluna e problemas osteomoleculares). Juntas, essas doenças respondem por mais de 70% das mortes no país, observou o instituto.
 
Os pesquisadores visitaram 80 mil casas em 1,6 mil municípios de todas as regiões, durante o segundo semestre do ano passado e expandiram os resultados obtidos para o universo de 146,3 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade, em 2013. A PNS estimou que o Brasil tem 31,3 milhões de hipertensos (21,4% do total), 27 milhões com problemas na coluna (18,5%) e 2,2 milhões de pessoas que já sofreram um Acidente Vascular Cerebral. Parte da população (12,5%) foi diagnosticada com colesterol alto, enquanto 6,2% têm diabetes e 4,2% apresentam alguma doença cardiovascular.
 
A Região Sudeste liderou os diagnósticos de hipertensão, com 23,3%. Entre as mulheres adultas, a prevalência da doença foi maior (24,2%) que entre os homens (18,3%). Em todo o Brasil, 69,7% dos hipertensos disseram receber assistência médica nos 12 meses anteriores à pesquisa. As unidades básicas de Saúde foram responsáveis por 45,9% dos atendimentos aos hipertensos.
 
No que se refere ao colesterol elevado, a proporção maior foi encontrada também nas mulheres adultas (15,1%). Entre os homens, o percentual foi 9,7%, sendo que, para ambos os sexos, a principal recomendação médica para baixar a taxa de colesterol foi ter uma alimentação saudável (93,7% dos casos).
 
Em termos de depressão, a doença foi confirmada por um profissional de saúde mental em 11,2 milhões de adultos, o que correspondeu a 7,6% de pessoas com 18 anos ou mais. A pesquisa destaca, entretanto, que desse total somente 46,6% tiveram assistência médica nos 12 meses anteriores à pesquisa. No que se refere ao câncer, o diagnóstico foi positivo para 1,8% da população adulta (2,7 milhões de pessoas). Entre os homens, a incidência maior é o de próstata (36,9%) e, entre as mulheres, o de mama (39,1%) e o de colo de útero (11,8%). Nos dois sexos, o tipo de câncer mais comum é o de pele (16,2%).
 
A única região que apresentou proporção de casos de problema crônico de coluna superior à média nacional foi a Sul, com 23,3%. A maior prevalência no Brasil, em 2013, para esse tipo de doença foi encontrada também entre as mulheres (21,1%), enquanto nos homens o índice foi 15,5%.
 
Vícios
A PNS identificou que 24% da população adulta costumavam ingerir bebida alcoólica pelo menos uma vez por semana, sendo que esse hábito é mais frequente entre os homens (36,3%) do que entre as mulheres (13%).
 
Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, destacou que “quando se associa a bebida à direção, verifica-se que a proporção de homens (27,4%) supera a de mulheres (11,9%)”. Entre os brasileiros acima de 18 anos que dirigem veículos no trânsito, 24,3% admitiram ter dirigido automóvel ou motocicleta após ingerir bebida alcoólica.
 
Do total de adultos pesquisados no Brasil, 12,7% eram fumantes diários e 17,5%, ex-fumantes, em 2013. Entre os fumantes diários, os homens foram a maior parcela: 16,2%, contra 9,7% de mulheres. O cigarro industrializado foi o produto do tabaco mais consumido por 14,5% dos fumantes. 
 
A PNS mostrou ainda que 46% dos adultos consultados não costumavam praticar atividades físicas em nível satisfatório tanto no lazer quanto no trabalho, em casa ou no deslocamento para o trabalho. No lazer, considerado mais importante pelos técnicos do IBGE, 27,1% dos homens acima de 18 anos praticavam o nível recomendado de atividades físicas em 2013. Entre as mulheres, o índice foi 18,4%.
 
Entre os adultos, 28,9% admitiram assistir à televisão por um período acima de três horas por dia. Conjugado ao fato de não praticarem atividades físicas suficientes no tempo livre, principalmente, isso  amplia a possibilidade de se tornarem obesas e, em consequência, sujeitas a outras doenças, alerta a pesquisa.
 
Alimentação
Em 2013, 37,3% da população relataram seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) no que se refere ao consumo de frutas e hortaliças, que envolve a ingestão diária de, pelo menos, 400 gramas desses alimentos. São destaques as regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde o consumo de frutas e hortaliças atingiu 43,9% e 42,8%, respectivamente. Maria Lúcia chamou a atenção, em contrapartida, para o fato de 37,2% dos brasileiros adultos terem admitido consumir carne vermelha ou frango com excesso de gordura, principalmente na Região Centro-Oeste (45,7%). O consumo desses alimentos foi maior entre os homens (47,2%) do que entre as mulheres (28,3%).
 
Maria Lúcia avaliou que, embora as mulheres fumem menos e bebam menos do que os homens, elas ficam mais doentes, de forma geral. A diferença, segundo esclareceu a gerente da PNS, é que a pesquisa abordou as doenças crônicas e não o fato de  as pessoas terem ou não a doença.
 
“A gente sabe que as mulheres frequentam mais os consultórios médicos, elas procuram mais que os homens, por isso têm mais diagnóstico. Além disso, elas atingem idades mais avançadas e essas doenças crônicas ocorrem em maior proporção conforme a idade aumenta. Essas seriam as justificativas para as mulheres terem uma prevalência maior dessas doenças.”

Agência Brasil

Técnica inovadora dá esperança para pacientes com leucemia

Estudos: que existe uma oportunidade de melhorar tratamento
 de adolescentes e jovens ao se seguir o protocolo pediátrico
Estudos sugerem que a combinação de novos agentes na quimioterapia podem ser eficazes no tratamento de pacientes jovens recém-diagnosticados ou idosos com leucemia aguda
 
Novas terapias e combinações de formas de tratamento dão esperança a diferentes grupos de pacientes com leucemia. De acordo com pesquisadores, não existe um modo único de tratar o câncer no glóbulos brancos do sangue, o tratamento vai estar muito ligado ao tipo de leucemia e ao tipo de paciente.
 
Nos últimos anos, o que se viu não foi só a melhora global do tratamento contra a doença, mais também a inovação em terapias para subgrupos de pacientes tradicionalmente mais vulneráveis como idosos, pacientes com mutações genéticas mais agressivas e também um avanço no tratamento para adolescentes e jovens adultos. Os resultados são muito positivos.
 
Estudos apresentados na reunião da Sociedade Americana de Hematologia, em San Francisco (EUA), sugerem que a combinação de novos agentes na quimioterapia podem ser eficazes no tratamento de pacientes jovens recém-diagnosticados ou idosos com leucemia aguda.
 
Outras pesquisas apontam que adolescentes e adultos jovens podem responder melhor ao tratamento com um regime de quimioterapia comum a crianças, em vez de com regimes adultos padrão.
 
Para David Steensma, moderador da mesa de debates e pesquisador do Instituto de Câncer Dana-Faber, em Boston (EUA), o estudo realizado por Eytan M. Stein, oncologista do Memorial Sloan Kettering Cancer Center é muito inovador.
 
Aproximadamente 15% dos pacientes de leucemia mielóide aguda têm uma forma mutante do gene IDH2. O gene normalmente faz com que uma proteína desempenhe um papel fundamental no metabolismo celular. No entanto, quando o gene está mutado, um processo faz com que os glóbulos brancos se acumulem, ocasionando a leucemia aguda.
 
O grupo de Stein conseguiu desenvolver uma droga que bloqueia este processo fazendo com que os glóbulos brancos se desenvolvam normalmente. O estudo foi feito com 45 pacientes com este tipo de doença. "Os resultados preliminares neste tipo de paciente difícil de tratar demonstram que ao inibir o gene mutante podemos transformar células de leucemia em células saudáveis e erradicar a doença sem o uso da quimioterapia. Ao direcionarmos o tratamento para gene específico da doença, conseguimos aumentar a eficácia, aumentando a expectativa de vida do paciente e minimizando a toxicidade do tratamento”, afirma Stein.
 
Quando menos é mais
Um estudo realizado com 296 pacientes entre 16 e 39 anos com Leucemia linfóide aguda – doença caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos na medula óssea – mostrou o tratamento pediátrico também é indicado para adolescentes e jovens adultos. Após dois anos de acompanhamento, 78% dos pacientes sobreviveram e 66% não tiveram recidiva.
 
Normalmente, apenas 39% dos pacientes nestas faixas etárias (16-39) sobrevivem (e sem recidiva), seguindo o tratamento tradicional.
 
"Os resultados mostram que existe uma oportunidade de melhorarmos o tratamento de adolescentes e jovens adultos ao se seguir o protocolo de tratamento pediátrico. O próximo passo é focar a pesquisa em novas avaliações sobre a combinação de tratamento para reduzir a doença residual nesses pacientes”, afirma a autora do estudo Wendy Stock, da Universidade de Chicago.
 
“O que vemos hoje é que as coisas estão melhorando [para o tratamento da leucemia]. Não de forma uniforme e para todo o tipo de paciente. Mas muitos ainda são tratados com quimioterapia sem obter sucesso. É sem dúvidas muito interessante ver que existe cada vez mais novos tratamentos posssíveis”, afirma David Steensma, moderador da mesa de debates e pesquisador do Instituto de Câncer Dana-Faber, em Boston (EUA).
 
Steensma acredita que o desafio de médicos e pesquisadores será em entender cada vez mais distinguir como os vários subtipos da leucemia pode afetar determinados pacientes para que novas abordagens sejam criadas.
 
iG

Toxoplasmose não é perigosa apenas para grávidas; veja consequências da doença

Boa higiene dos gatos é peça chave para evitar contaminação
 pelo toxoplasma gondii. Comer alimentos mal passados, crus
ou mal lavados também apresenta risco de infecção
Doença pode causar inflamação no coração e até mesmo diminuição da visão; evitar contágio é o mais importante
 
Com as grávidas, a preocupação é antiga e bem sabida, já que a toxoplasmose durante a gestação está ligada a um alto grau de aumento de deformidades em bebês. Mas as gestantes não são as únicas a terem consequências: qualquer pessoa que esteja com as defesas do corpo comprometidas pode sofrer consequências da doença.
 
A perda de visão, inflamação no coração e problemas neurológicos são sinais dessa doença transmitida pelo toxoplasma gondii, um protozoário que costuma se hospedar em gatos (e demais felinos) que, ao defecarem, liberam o microrganismo no solo, podendo contaminar pessoas que têm contato com as fezes e, acidentalmente, levam a mão à boca.
 
Além disso, o protozoário pode estar em alimentos contaminados, principalmente a carne mal passada ou crua, carne de porco ou vegetais contaminados com os cistos do toxoplasma gondii.
 
O primeiro sinal da infecção pelo toxoplasma gondii é o clássico a qualquer outra infecção: febre e, às vezes, ínguas. Em situações mais sérias – felizmente raras – pode acontecer lesões nas retinas. Se não diagnosticada e tratada no tempo certo, pode levar à cegueira.
 
O oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae, explica que a frequência de casos de complicações visuais no hospital não é grande. "Temos de 2 a 3 casos por mês, em média", diz ele. No entanto, ele explica que, mesmo se a toxoplasmose não provocar nenhum sintoma na pessoa, se ela tiver a sensação de embaçamento visual, baixa visão súbita e intensa, deve procurar um médico imediatamente para diagnóstico e tratamento.
 
Além disso, o paciente pode começar a ver as "moscas volantes", que são pontinhos pretos na visão, que "voam" para cima e para baixo. Não costuma doer, só acontece baixa de visão.
 
Toxoplasma gondii
O tratamento deve começar imediatamente, com anti-inflamatórios e antibióticos. "Somente um exame de sangue vai confirmar se é toxoplasmose, mas a lesão na retina é muito característica, então com o exame de fundo de olho já se consegue chegar ao diagnóstico", comenta Assae. O tempo do tratamento varia para cada pessoa, mas dura, em média, 40 dias.
 
Já o que pode acontecer no coração é a miocardite, uma inflamação no músculo cardíaco. "Todas as viroses e infecções podem agredir diretamente o coração", explica o cardiologista Fernando Alves, do Hospital Beneficência Portuguesa.
 
Alves explica que, quando isso acontece, o coração se torna inflamado e doente, podendo sofrer arritmias fatais. "Uma pessoa que contrai miocardite tem grandes chances de ter complicações, que é a arritmia e dilatação do coração". Ele lembra que, quando há algum quadro infeccioso ou gripal, é perigoso praticar exercícios físicos, pois os exercícios podem aumentar a chance de complicações. O ideal é fazer repouso.
 
O paciente com miocardite normalmente procura o médico queixando-se de palpitações no coração e falta de ar. "O protozoário vai diretamente para o coração e o infecta. Infectando, acontece como qualquer outro órgão, mas como é um órgão vital, podem acontecer os problemas", diz o médico. Depois disso, o tratamento é feito com medicamentos específicos.
 
Já no cérebro, o toxoplasma gondii é responsável por febres, convulsões, desorientação, rebaixamento do nível de consciência e até coma, explica Luiggi Miguez, infectologista do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro. "Geralmente vêm associados a outros sinais e sintomas", diz ele.
 
O HIV é uma doença a se considerar, quando se trata da neurotoxoplasmose. "Ela normalmente acontece em quem já tem outra comorbidade, principalmente o HIV avançado. Em uma pessoa saudável, não causa problemas, mas em quem tem a imunidade baixa, como o HIV, pode desenvolver o problema", explica Luiggi.
 
Nas grávidas o cuidado deve ser maior
Para as grávidas que nunca tiveram contato com o protozoário, o cuidado deve ser intenso. Os especialistas recomendam que elas se mantenham afastadas de gatos durante os meses da gestação. Já para as grávidas que já tiveram toxoplasmose um dia, a chance de contrair novamente é muito rara.
 
"É feito um exame sorológico, como parte do pré-natal, para identificar quem já teve contato ou não com o toxoplasma gondii", explica Miguez. "Quem nunca teve contato é orientada a evitar situações de risco, como não comer carnes cruas, alimentos crus, ter contato com gatos", explica.
 
iG

Exposição a produtos químicos pode reduzir QI

Teste foi feito em mulheres grávidas
 
Mulheres grávidas que foram expostas a altos níveis de produtos químicos domésticos comuns encontrados em plásticos, cosméticos e purificadores de ar deram à luz crianças que tiveram a inteligência afetada anos depois, revelou um estudo americano publicado nesta quarta-feira.
 
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Crianças cujas mães tiveram detectados traços elevados das substâncias di-n-butil ftalato (DnBP) e diisobutil ftalato (DiBP) apresentaram uma média de QI aproximadamente seis pontos abaixo daquelas cujas mães tiveram níveis mais baixos de exposição aos compostos químicos.
 
Com base nos resultados, as pesquisas recomendam que as grávidas limitem a exposição a produtos aromatizados, incluindo aromatizadores de ambiente e lenços amaciantes, evitar aquecer alimentos no micro-ondas dentro de recipientes plásticos e manter distância de plásticos recicláveis classificados com os números 3, 6 ou 7 para reduzir os riscos para os filhos.
 
"Mulheres grávidas nos Estados Unidos estão expostas ao ftalatos - um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico - quase diariamente, muitas em níveis similares àqueles que nós achamos estar associados a reduções substanciais no QI das crianças", alertou o principal autor do estudo, Pam Factor-Litvak, doutor e professor associado de Epidemiologia na Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia, em Nova York.
 
"Embora exista alguma regulamentação para proibir os ftalatos em brinquedos de crianças pequenas, não há nenhuma legislação sobre a exposição durante a gravidez, que é, provavelmente, o período mais sensível do desenvolvimento cerebral", acrescentou.
 
O estudo, publicado no periódico PLOS ONE, é o primeiro a estabelecer uma relação entre exposição pré-natal aos ftalatos e o QI de crianças em idade escolar.
 
A pesquisa se baseou em 328 mulheres de renda baixa da cidade de Nova York e seus filhos.
 
Foi medida a exposição das mulheres a quatro ftalatos - DnBP, DiBP, di(2-etilhexil)ftalato e o dietilftalato - no terceiro trimestre da gravidez, através de amostras de urina.
 
Seus filhos fizeram testes de QI quando completaram 7 anos de idade.
 
"Filhos de mães expostas durante a gravidez à concentração de 25%, a mais elevada de DnBP e DiBP, tinham QIs 6,6 e 7,6 pontos mais baixos, respectivamente, do que os filhos de mães expostas a níveis inferiores a 25% de concentração, após o controlados fatores como QI e educação da mãe e a qualidade do ambiente doméstico, conhecidos por influenciar os níveis de QI das crianças", acrescentou o estudo.
 
Outras duas pesquisas sobre ftalatos também demonstraram uma relação com a diminuição do QI.
 
O nível de exposição encontrado nas mulheres esteve bem dentro dos limites do que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDCs) observaram em uma amostra nacional.
 
"O tamanho dessas diferenças de QI é preocupante", disse o principal autor do estudo, Robin Whyatt, professor de ciências de saúde ambiental e vice-diretor do Centro de Saúde Ambiental Infantil da Escola Mailman.
 
"Um declínio de seis ou sete pontos no QI pode ter consequências significativas no desempenho acadêmico e no potencial ocupacional", destacou.
 
O DnBP e o DiBP foram encontrados em lenços amaciantes (utilizados em secadoras de roupa), fibras de vinil, batom, spray de cabelo, esmalte e alguns sabonetes. Os produtos nos Estados Unidos raramente exibem na embalagem a presença de ftalatos.

Leiaja.com

Como descartar o diagnóstico de chikungunya?

A diferença está no vírus que é transmitido
Infectologista explica as diferenças entre as doenças transmitidas pelo mesmo vetor e com sintomas parecidos
 
Com sintomas semelhantes e o mesmo transmissor que o vírus da dengue, a febre chikungunya já afetou 1.106 brasileiros. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde registram 115 casos confirmados por critério laboratorial e 991 por critério clínico-epidemiológico. De acordo com Alberto Chebabo, infectologista do laboratório Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, ambas as doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Por isso, é mais importante ainda entender as particularidades dessa doença.
 
A diferença está no vírus que é transmitido, o que leva a alguns sintomas diferenciados. “O quadro clínico inicial, com febre e dores de cabeça, é idêntico. O que distingue uma da outra é basicamente o tipo de dor no corpo. Na dengue, o paciente tem mais dores musculares e na chikungunya, dores articulares, que, inclusive, podem se prolongar por semanas nos casos mais complicados”, revela o médico.
 
São essas diferenças tênues que levam o médico a exigir, além do exame clínico, exames laboratoriais para um diagnóstico correto. “O resultado da detecção por PCR indica a presença do vírus CHIKV, que diagnostica o paciente como portador do vírus causador da febre chikungunya. Já a sorologia IgG e IgM, caso reagente, confirma a presença de anticorpos contra o vírus chikungunya, ou CHIKV, o que indica que o paciente foi ou está infectado pelo vírus”, explica o infectologista.
 
O infectologista indica que os exames laboratoriais sejam realizados a critério do médico. Ambos os exames são feitos por meio de uma coleta de sangue sem necessidade de nenhum preparo prévio ou jejum. Recomenda-se, entretanto, que, como na dengue, se espere, pelo menos, até o quinto dia do início dos sintomas para realizar a sorologia, já que ela depende da presença de anticorpos contra o vírus. Já no caso do PCR (exame feito por biologia molecular), a recomendação é que seja coletado nos primeiros dias após o início dos sintomas, pois a positividade desse exame cai depois da primeira semana de doença.
 
Previna-se
As semelhanças entre as duas doenças vão além dos sintomas e do mosquito transmissor. As principais formas de prevenir a chikungunya são as mesmas do combate à dengue, segundo o Dr. Alberto Chebabo. “Já que o vetor é o mesmo, temos que reforçar os cuidados de sempre para combater o mosquito. Evite o acúmulo de água parada. Para isso, encha os pratinhos de plantas com areia, mantenha lixeiras, vasos sanitários e caixas-d’água fechados, recolha os entulhos do quintal e mantenha as piscinas cobertas”, conclui.
 
Por fim, o médico ressalta que, ao sinal dos sintomas, o paciente deve procurar um médico. “É muito importante que o paciente faça uma consulta com um especialista se aparecer algum dos sintomas. Dessa forma, será encaminhado aos exames e o diagnóstico será feito. Quanto antes a doença for descoberta, menores as complicações e maiores são as chances de o tratamento ser bem-sucedido”, afirma o especialista.
 
Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa

Unimed condenada por negar atendimento e provocar morte

A empresa deverá pagar à família do paciente R$ 100 mil por danos morais e quase R$ 22 mil por danos materiais
 
A empresa Unimed Guararapes foi condenada a pagar R$ 121.950,87 de indenização à família de paciente que faleceu depois de ter atendimento médico negado. Do valor total, R$ 21.950,87 é referente a danos materiais e R$ 100 mil a danos morais. A indenização será atualizada com juros e correção monetária. A Unimed ainda pode recorrer da decisão.
 
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Nos autos do processo consta que a filha do paciente afirma ter buscado atendimento médico para o pai diversas vezes, mas sempre recebia negativa do plano. A autora decidiu, então, pedir ajuda aos familiares para arrecadar fundos para pagar os procedimentos médicos e exames necessários.
 
De acordo com a filha, mesmo com o esforço o paciente faleceu. Devido a isso, a autora pediu o pagamento  de indenização pelos valores gastos pela família para a manutenção da saúde do paciente.
 
A Unimed Guararapes não apresentou defesa dentro do prazo legal.
 
A juíza Margarida Amélia Bento Barros, da 11ª Vara Cível da Capital, considerou a ausência de cobertura médica injustificável. Segundo a magistrada, “a recusa da empresa ré em arcar com os ônus decorrentes do procedimento requerido pelos médicos e em negar as próprias consultas médicas foi injusta, na medida em que não restou comprovado qualquer tipo de incidência de exclusão prevista contratualmente”.
 
A Unimed Guararapes ainda foi condenada ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, fixados em 20% sobre o valor da condenação. 
 
Com informações da assessoria
 
Leiaja.com

Como lidar com o treinamento naqueles dias

tpmConfira dicas para não sofrer durante esse período tão complicado para qualquer mulher atleta
 
Todo mês, a maioria das mulheres sofre com os mesmos sintomas: inchaço, fome excessiva, mudanças de humor e forte dor nos ovários. Esses são sinais da tensão pré-menstrual, a popular TPM que aterroriza as moças e todos que estão em sua volta quando chega.

O ciclo menstrual dura 28 dias e tem quatro fases que podem variar de uma mulher para outra.
 
Devido à influencia do aumento dos níveis de progesterona, na fase pré-menstrual o desempenho na atividade física cai. A concentração diminui e o cansaço muscular aumenta. Caso esteja na TPM e se sinta com menos energia, reduza sua carga de treino de 10 a 15%, beba muito líquido e coma alimentos ricos em carboidratos.
 
Já no período pós-menstrual, o rendimento é melhor do que na fase pré-menstrual, onde ocorre o aumento na produção de alguns hormônios, como a catecolamina, adrenocorticotrófico (ACTH) e cortisol, que estão diretamente relacionados com a percepção de dificuldade durante o exercício.
 
Portanto, mulheres com o fluxo menstrual normal e pouca dor, em geral, podem praticar atividade física normalmente durante a menstruação. Mas, aquelas que apresentarem maior sangramento e dores fortes na cabeça e estômago devem esperar, pelo menos, dois dias para voltar aos exercícios.
 
Amenorreia em atletas
Esse é um termo usado para descrever a falta de período menstrual, e está fortemente ligado ao excesso de exercício, ao baixo consumo de calorias, ou ambos ao mesmo tempo. Para ter períodos regulares, as mulheres devem ingerir certa quantidade de calorias e manter 16% de gordura corporal.
 
Menos do que isso, os ovários deixam de produzir estrogênio e a menstruação não acontece. Há muitos fatores que provocam a amenorreia, mas, em atletas, é um sinal de que o corpo está sob forte estresse e com baixas reservas de energia. Segundo especialistas, o corpo de uma mulher deixa de ovular e menstruar para ter energia disponível para manter seus processos fisiológicos básicos.
 
Problemas de saúde
As atletas com amenorreia tem uma densidade óssea mais baixa do que as mulheres que menstruam normalmente. Essa perda de tecido ósseo pode provocar fraturas por estresse ou osteoporose ao longo dos anos. Lembre-se que a saúde está em primeiro lugar.
 
Portanto, caso deixe de menstruar, procure seu ginecologista para saber o que está acontecendo. Também é recomendável diminuir a carga de treinamento e aumentar a ingestão de calorias e o consumo de cálcio.
 
Ativo.com

Caminhada alivia sintomas da menopausa, diz estudo

Segundo pesquisa, praticar exercícios moderados, como a caminhada, cinco vezes por semana, protege a mulher contra os sintomas da menopausa
 
Pratica caminhada regularmente? Sim? Então os sintomas da menopausa não serão um problema tão grave para você. Pelo menos é o que dizem pesquisadores da Universidade Temple, na Filadélfia (Estados Unidos). Segundo o estudo, publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, quem costuma caminhar sofrerá menos com depressão e ansiedade, um dos principais sinais da menopausa.
 
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores norte-americanos acompanharam 380 mulheres, com média de idade de 42 anos. No início da pesquisa eles registraram dados sobre atividade física e sintomas de stress, depressão, ansiedade e ondas de calor das voluntárias.
 
No fim do trabalho, os resultados mostraram que fazer, pelo menos, uma hora de exercícios moderados, como a caminhada, cinco vezes por semana, pode amenizar de modo significativo os sintomas psíquicos e, principalmente, a percepção do stress das mulheres.
 
Apesar das boa notícias, o estudo mostrou que a frequência e a intensidade das ondas de calor, outro sintoma característico da menopausa, não sofreram influência da atividade física.
 
Ativo.com