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domingo, 28 de abril de 2013

Quando devo extrair o dente do siso?

O dente do siso na maioria das vezes atrapalha a arcada dentária, por isso os dentistas recomendam extrair o dente ainda na adolescência
 
Popularmente conhecido como dente do juízo, o dente do siso é em sequência o terceiro molar e está localizado nas extremidades da nossa arcada dentária, diz-se dente do juízo, pois o siso nasce por volta dos 16 anos, idade em que os jovens estão deixando a adolescência e entrada para a vida adulta.
 
Embora muita gente só procure o dentista depois do nascimento do siso, os dentistas normalmente recomendam extrair o dente do siso, pois pela falta de espaço e higienização inadequada, muitas vezes manter o dente do siso pode ser sinal encrenca.
 
Dente do siso função
Normalmente os dentes do siso são os últimos dentes de cada lado do maxilar a nascer, por ser um molar teria a função de ajudar a triturar os alimentos, porém os dentes do siso hoje já não são tão importantes como antigamente, em que a espécie humana necessitava de muita força nos dentes para rasgar e triturar os alimentos que eram consumidos in-natura, atualmente os alimentos já vem processados e optamos sempre por alimentos mais macios, por tudo isso o siso perdeu sua utilidade e mantê-lo em muitos casos pode comprometer a saúde bucal, por isso a extrair o siso é uma orientação cada vez mais recomendada pelos dentistas.
 
Dente do siso quando tirar
Por ter um tamanho incompatível em relação aos outros dentes, muitas vezes o dente do siso atrapalha a arcada dentária e por falta de espaço podem nascer mal posicionados ou com algum desvio, por isso extrair é sempre a melhor opção. Como se localizam numa região de difícil acesso, a higienização nem sempre é bem feita, tornando-se propício para o surgimento de bactérias, além de muitas vezes não nascerem por completo ficando encoberto pela gengiva, o que pode causar infecções gravíssimas. Com tudo isso e até mesmo por prevenção a complicações futuras se recomenda extrair o dente do siso entre os 15 aos 18 anos, antes dele irromper por completo, pois nessa faixa etária a raiz ainda não está completamente formada e o osso é mais maleável, quanto mais tarde se extrair o dente do siso, mais doloroso será o processo de recuperação.
 
O ideal é consultar o dentista regularmente para que se possa fazer um monitoramento do dente do siso, avaliando o melhor momento para se extrair o dente. Dependendo da posição do siso é possível extrair até dois dentes por vez, sempre do mesmo lado para que o paciente possa se alimentar relativamente bem.
 
Extração dente do siso cuidados
A recuperação após extrair o dente do siso em adolescentes é muito mais rápida do que uma pessoa adulta, o procedimento é relativamente fácil e quase não há registros de complicação desde que se tomem os devidos cuidados após a extração. A recuperação em alguns casos pode ser mais dolorosa, pois extrair o siso provoca um leve inchaço, devido à força exercida no local, durante o pós-operatório recomenda-se tomar sorvete que ajuda a diminuir o inchaço e também sangramentos ou fazer compressas de gelo, a alimentação é feita com alimentos pastosos e nas primeiras 24 horas não se deve fazer ingestão de nada quente, pode ser prescrito pelo dentista anti-inflamatório ou antibiótico e recomenda-se repouso, os pontos normalmente são removidos em 07 dias.
 
Antes de extrair o dente do siso é importante um acompanhamento para se certificar que sua extração não afetará a mastigação, por isso visite regularmente o dentista para um acompanhamento mais preciso.
 
Fonte mundomulheres.com

Sintomas iniciais da gravidez

Mulher com enjoo
Algumas mulheres podem não sentir nada, mas outras podem
 ter os enjoos até o último mês de gravidez
Se você está com dúvidas se está grávida ou não, veja aqui quais são os principais sintomas iniciais de uma gravidez
 
A gravidez é um momento único na vida da mulher e pode ser percebida de várias maneiras, pois muitas conseguem saber se estão grávidas já no primeiro mês, e outras já não. É muito importante identificar a gravidez já no início, pois poderá começar o pré-natal que é de extrema importância para a saúde do bebê e da futura mamãe. Os sintomas iniciais da gravidez podem variar muito de mulher para mulher, mas muitas podem ter os sintomas bem parecidos.
 
Para tirar qualquer dúvida veja no artigo quais são os principais sintomas iniciais de uma gravidez.
 
Ausência da menstruação
Este é um dos sintomas fisiológicos iniciais que é percebido pela mulher, porque se você tem os seus ciclos menstruais regulares e está atrasado, vale a pena fazer o teste de gravidez. Quem está grávida não tem menstruação, o que pode acontecer é haver um sangramento em menor fluxo e duração do que a menstruação. E lembre-se que nem sempre menstruação atrasada é sinal de gravidez e sim algum problema com seu organismo.
 
Sensibilidade e inchaço das mamas
Essa sensibilidade e inchaço das mamas acontecem na segunda e terceira semana de gravidez, mas cuidado porque a TPM, pílulas anticoncepcionais e algum desequilíbrio hormonal também pode causar esse inchaço. Quando estamos grávidas nossas mamas podem aumentar de tamanho por causa da preparação do leite, ficam mais sensíveis e doloridas ao toque e sutiã, e a sensação das mamas estarem latejando.
 
Enjoos e náuseas
Estes enjoos e náuseas também são típicos sintomas iniciais de uma gravidez, e geralmente aparece na segunda semana de gestação e pode ficar até a oitava semana de gestação. Algumas mulheres podem não sentir nada, mas outras podem ter os enjoos até o último mês de gravidez. Toda mulher que apresenta esses sintomas têm menos chances de perda do bebê. Geralmente a mulher sente enjoos e náuseas devido aos cheiros de frituras, perfumes, fumaça, comida entre outros.
 
Mudanças de humor
As mudanças de humor são comuns em quase todas as mulheres grávidas, pois a gravidez faz com que seu organismo mude completamente. As mulheres grávidas podem ficas mais sensíveis e chorar com mais facilidade e ficam mais irritadas, mas ao mesmo tempo podem ficar alegres e as pessoas mais felizes do mundo. Pois é difícil para uma futura mamãe se adaptar a uma nova realidade e com as mudanças em seu corpo e em sua vida.
 
Excesso de sono
Um dos sintomas mais comuns é excesso de sono, também conhecido por Hiperinsônia, caracteriza-se por uma sonolência tão grande que a sensação é que as horas habituais de sono não são suficientes, uma reação natural do corpo, preparando-se para as mudanças que ocorrerão, podendo ocorrer o inverso à noite surgindo às insônias, e isso ocorre devido à ansiedade, seja pela alegria ou pelo medo frente a suspeita da gravidez uma vez que o atraso menstrual começa a ser notado.
 
Esses são só alguns dos sintomas iniciais de uma gravidez, mas em caso de dúvida o recomendado é que faça um exame de sangue para confirmar a gravidez.
 
Fonte mundomulheres.com

Exercício físico pode causar orgasmos nas mulheres

Exercícios físicos, como levantamento de peso, caminhada e abdominal podem causar orgasmos, já que induzem reações prazerosas, é o que revela um estudo realizado na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos
 
Este orgasmo é conhecido como “coregasmo”, pois está diretamente associado aos músculos abdominais centrais.
 
Participaram da pesquisa cerca de 350 mulheres, com idade entre 18 e 63. Em cerca de 51% das participantes os exercícios causaram orgasmos. Cerca de 26,5% enquanto faziam levantamento de peso, 20% enquanto praticavam yoga, 15% enquanto faziam ciclismo e cerca de 9,6% enquanto faziam caminhada.
 
Segundo Debby Herbenick, do Centro de Fomento da Saúde Sexual da Universidade e co-autora da pesquisa, os dados mostram que o orgasmo não é exclusivamente um evento sexual, porém ainda não se sabe exatamente porque os exercícios físicos podem causar esta reação.

Mitos e verdades sobre os suplementos de academia

Veja o que é mito e verdade acerca de alguns dos principais suplementos alimentares que prometem otimizar os resultados nas academias
 
A busca por componentes extra-alimentares está cada vez mais usual entre os frequentadores das aulas de aeróbica e musculação. Mas, especialista alerta sobre os exageros, produtos não liberados e impróprios para alguns atletas.
 
A preocupação em manter um corpo bonito está impulsionando o mercado de academias, principalmente no período pré-verão, quando as pessoas ficam motivadas para usar roupas mais curtas e confortáveis. De acordo com o Serviço Brasileiro de apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Brasil já é o segundo maior mercado de fitness, atrás, apenas, dos Estados Unidos. Na retaguarda desse crescimento está o mercado de suplementos.
 
Muitos alunos procuram o auxílio desses produtos para acelerar a conquista dos resultados, tanto para emagrecer, quanto para ganhar músculos definidos. O Auxiliar Administrativo, Denilson Teixeira, por exemplo, embora somente há cinco meses na academia, já faz uso de suplementos para otimizar os resultados. "Com a indicação dos professores, utilizo suplementos para proporcionar mais força durante o treino e recuperar a musculatura após os exercícios, como queratina e proteína", diz.
 
Muitos desses produtos, de fato, ajudam a obter uma performance esportiva melhor, além de diminuir o cansaço e fadiga muscular. No entanto, há  diversas marcas não liberadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – que são vendidas livremente em lojas especializadas, até mesmo dentro da própria academia. "Esses produtos podem conter substâncias proibidas que oferecem riscos à saúde", alerta a Farmacêutica Especialista em Nutracêuticos e Nutricosméticos, Karina Ruiz, que acaba de lançar o livro "Nutracêuticos na Prática – Terapias Baseadas em Evidências".
 
Ela também observa que, mesmo os suplementos liberados, deve haver alguns critérios antes de tomá-los, pois há alguns mitos quanto a real funcionalidade de alguns, além das contraindicações que, muitas vezes, não são disseminadas. "Por esta razão, a orientação do profissional é sempre muito importante.
 
O uso de termogênicos, por exemplo, para perder peso, é contraindicado em pacientes com doenças cardiovasculares como hipertensão, uma vez que inúmeros compostos utilizados em formulações termogênicas podem aumentar a pressão. Nesse caso, é possível recorrer a suplementos ricos em cromo, magnésio, alguns fitoterápicos, com citrus, chá mate, irvingia, dentre outros", indica Karina. Ela ainda recorda que um suplemento jamais pode substituir uma refeição balanceada.
 
Creatina pode fazer mal
Verdade – Considerado um dos suplementos mais utilizados para oferecer força ao atleta, a creatina pode, dependendo da dose, causar problemas nos rins e no fígado, principalmente em pessoas que já apresentam anormalidades nesses órgãos.
 
Ao longo do tempo, os suplementos podem deixar de fazer efeito
Mito – Na verdade, o treino deve ser regularmente alterado para causar estímulo aos músculos. Muitas vezes, o suplemento também requer ajuste de dose. Por isso, a necessidade de um profissional especializado.
 
Há contraindicação para o uso do BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada)
Verdade – O principal papel dos BCAA's é a recuperação de lesões musculares, formadas durante um treino intenso de musculação. Porém, ele pode alterar o nível de serotonina, substância que, na sua falta, pode alterar o humor, sono e uma série de outros problemas emocionais. Portanto, pacientes que fazem tratamento para depressão podem ter contraindicação de uso desse suplemento.
 
Whey protein é eficaz
Verdade – É um mix de aminoácidos que pode contribuir para o aumento da massa magra e, consequentemente, da força. Ele é considerado um dos meios de crescimento muscular mais saudável, pois geralmente é derivado da proteína do soro do leite, que é extraída durante o processo de transformação do leite em queijo. No entanto, além do suplemento, o treino supervisionado é fundamental.
 
Eu tenho uma dieta extremamente balanceada, então não preciso de suplementos 
Mito – Dependendo do treino, ou seja, atletas de elite ou atletas recreacionais com treino "puxado" precisam do suplemento, uma vez que dificilmente essas pessoas adquirem tudo o que necessitam através dos alimentos. 
 
Chá verde queima gordura
Verdade – No chá verde, há substâncias que aceleram a lipólise, quebra da gordura, que se encontra acumulada no tecido adiposo. No entanto, é preciso cautela, especialmente em pacientes com pressão alta, pois, dependendo da dose, o chá verde pode estar associado ao aumento da pressão.
 
Os suplementos otimizam a força dos músculos, mesmo sem treino
Mito – Para desenvolver a musculatura, é necessário o estímulo, que vem do treino. O suplemento será o substrato necessário para a hipertrofia da célula. Por isso, sem treino, não há lugar para o suplemento.
 
Nosso corpo produz o ômega-3 que necessitamos
Mito – O ômega-3 é um nutriente essencial, ou seja, só adquirido através da dieta. O organismo não produz ômega-3, por isso, é necessário ingerir fontes deste nutriente (peixes, frutos do mar, algumas sementes). 
 
Fonte Revista Exame

Gengivite

Sua gengiva está vermelha, inchada ou sensível? Saiba que esses sintomas são alguns dos indícios de que você pode estar com gengivite e já está mais do que na hora de visitar o dentista.
 
Para quem desconhece o problema, a inflamação na gengiva, responsável pela gengivite é causada por uma placa bacteriana que se forma nos dentes e na gengiva que quando não é removida da maneira correta pode se transformar em se toxinas que irritam a mucosa da gengiva.

O problema bucal merece atenção imediata, uma vez que a gengivite pode evoluir para uma periodontite e consequentemente causar danos permanentes aos dentes.
 
Um dos principais fatores apontados para o aparecimento da gengivite é a má escovação dental, sendo que a sua causa está diretamente ligada a placa bacteriana, película viscosa, bastante aderente que quando presas aos dentes produz toxinas que causam a gengivite.
 
Para quem não conhece muito bem os sinais mais comuns da gengivite são: gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que podem sangrar durante a escovação, sendo que nos casos de gengivite severa, o sangramento é espontâneo, podendo acontecer episódios de manchas no travesseiro ao acordar.

De acordo com o cirurgião dentista Paulo Lago, "após a inflamação aguda da gengiva, ocorrem em muitos casos a retração da gengiva, deixando-as com uma aparência alongada. Também pode ocasionar a formação de bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa", explica o especialista.
 
Se você acha que a sua gengiva está precisando de uma atenção especial, o dentista explica que o estágio inicial da doença que afeta a gengiva  ocorre quando o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos, pois os danos ainda podem ser revertidos.
 
Ainda de acordo com o médico, ele explica que a prevenção vem com o hábito da escovação diária (3 vezes ao dia), passando sempre fio dental, usando enxaguante bucal e creme dental.
 
Entretanto, caso a sua gengiva já estiver inflamada, lembre-se que se não tratada, a gengivite pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes, mandíbula e maxilar, sendo que os prejuízos não ficam somente restritos às gengivas, os ossos que revestem a raiz dental, também são afetados, uma vez que há um quadro de reabsorção óssea e mobilidade dos dentes. Lago afirma que para alguns problemas o tratamento é possível com uma limpeza profissional pelo dentista removendo a placa e tártaro.
 
Fonte Cyberdiet

Primeiros Socorros: Entorse no Tornozelo

Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Pode acontecer durante uma caminhada normal, basta ter um buraco na calçada, a pessoa pisa torto, força o tornozelo e… pronto! A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.
 
Em uma enquete feita pelo site do Bem Estar, os buracos foram eleitos como os principais culpados pelas torções, com 23% dos votos, seguidos pelo salto alto (18%) e pelos esportes (17%).
 
O preparador físico José Rubens D’Elia e o ortopedista Caio Nery explicam o que são as torções e o que elas causam. Abaixo, você vê que a torção pode ocorrer em todas as articulações do corpo e entende por que o tornozelo é quem fica mais exposto ao risco.
 
Em outras palavras, a torção é um movimento anormal dos ossos que provoca lesão do ligamento. É menos grave que a luxação, que outro tipo de machucado da articulação. Na luxação, o ligamento se rompe e a articulação sai totalmente do lugar. É preciso um profissional para reposicionar a articulação, muitas vezes com a anestesia.
 
As torções podem vir a provocar também fraturas, que são lesões do tecido ósseo. Quando ocorre uma fratura, o osso literalmente é quebrado. Isto acontece por que uma força muito grande age sobre ele – o que pode acontecer em uma torção.
 
O que fazer
 
A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.
 
O ideal é colocar compressas de gelo, de dez minutos cada, a cada dez minutos. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. Para a pele, aliás, também é bom envolver o gelo em algum tecido. Compressas quentes são péssimas, pois pioram o inchaço.
 
Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.
 
O especialista vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de
 radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.
 
A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.
 
É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.
 
Exercícios
 
Alguns exercícios podem deixar o pé mais "inteligente" e prevenido contra as torções. Os pés precisam de estímulo. Uma pessoa sedentária, que não tem o costume de andar em terrenos acidentados, terá mais chances de torcer o pé do que alguém que está acostumado a pisar na areia ou praticar esporte.
 
Os exercícios de alongamento são importantes porque garantem a elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos, de forma que sua resposta se torna mais sincronizada e segura. Quando ocorre torção, as estruturas alongadas e saudáveis estão mais capacitadas para se adaptar às condições extremas. Por isso, tem maiores chances de evitar lesões do que as estruturas "fora de forma".
 
Abaixo, listamos alguns dos exercícios recomendados pelos especialistas:
 
- Bate o pé: sentado, o movimento é de levantar e abaixar a ponta do pé como se estivesse batendo a parte da frente do pé. Este exercício trabalha principalmente o músculo tibial anterior, que fica na canela e é um dos responsáveis pela formação do arco plantar e pelo movimento de elevação da parte anterior do pé.
 
- Fortalecimento de eversores: sentado ao lado da parede com uma bola, o pé fará um movimento como se estivesse “dando tchau". O objetivo é empurrar a bola contra a parede com a parte lateral do pé. Este exercício fortalece os músculos eversores do tornozelo, gerando maior estabilidade e tentando evitar a torção.
 
- Andar na linha: caminhar em cima de uma linha com um pé na frente do outro. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio.
 
- Andar com a ponta do pé para cima: caminhar com a ponta do pé para cima em linha reta. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio associado à contração isométrica do músculo tibial anterior.
 
- Andar no colchão: caminhar em um colchão espesso, pode ser o de uma cama. O objetivo deste exercício é caminhar em um solo instável para gerar mais estabilidade para o tornozelo e melhorar o equilíbrio.
 
Fonte G1

Estratégias para vencer o sono e a indisposição matinais

Se acordar cedo é uma batalha entre o travesseiro e o despertador no seu quarto, saiba que o que determina se o despertar é algo simples ou um esforço homérico somos nós mesmos.

Segunda-feira de manhã. O despertador toca às 7 horas. O que você faz? Opção 1: desliga, se espreguiça, levanta e começa mais um dia. Opção 2: rola pela cama, faz um esforço, e se ainda assim não consegue despertar, apela para a opção "soneca" do relógio. Opção 3: fica tão sonado que mal escuta que precisa acordar. Se você se identificou com a segunda ou a terceira opção, sabe que tem um problema e tanto, pois não importa que dia da semana é, você precisa mais do que o relógio para acordar na hora certa.

Basicamente, nosso corpo sabe que precisamos nos organizar a cada dia, por isso temos o chamado ciclo cicardiano, termo que vem do latim circa diem e significa "cerca de 24 horas". Isso quer dizer que é o organismo que estabelece suas funções em torno desse tempo, determinando assim horários em que hormônios serão liberados, quando sentiremos fome e a chegada e partida do nosso sono, entre muitas outras funções. Trata-se do tal do relógio biológico.

O nosso ritmo central é programado pela hipófise, e ela regula vários outros "reloginhos" no nosso corpo. "É como se ele fosse um maestro, e os outros órgãos, músculos e células fossem uma orquestra de vários instrumentos" compara Silvio Fernandes Junior, fisioterapeuta e supervisor do Centro Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (Cemsa-SP). Quando a música está desafinada, ou melhor, os relógios estão dessincronizados, a saúde então não vai bem.

Acertando as horas
A ciência que estuda como essa sinfonia funciona é a cronobiologia, e entre seus conceitos, ela estabelece que alguns de nós podem começar o dia mais cedo ou mais tarde. São os chamados cronotipos: "O matutino é aquele que dorme cedo e acorda cedo e tem alta produção durante o período da manhã. Já o vespertino, quando chega ao final da tarde e a noite, principalmente, acaba despertando e sendo mais produtivo", diferencia Luciano Ribeiro Pinto, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP). Isso significa que o relógio biológico desses extremos ou é mais adiantado ou mais atrasado. A maioria das pessoas, porém, se encaixa em algum lugar intermediário entre esse dois polos. Além disso, existe a questão de quantas horas de sono cada pessoa precisa para estar mais disposta: são os dormidores longos e curtos, que dormem mais ou menos.

Questão de adaptação
O ideal seria que cada um pudesse adaptar seu dia aos momentos em que será mais produtivo. "Na sociedade de hoje, os matutinos e dormidores curtos se dão melhor", acredita Fernandes Junior. Mas é possível, sim, tentar adaptar-se e ajudar o corpo a render um pouco mais de manhã. "Um vespertino nunca se tornará um matutino, um não se sente bem completamente no horário do outro. Mas existem subterfúgios para suportar a própria rotina", diz Leonardo Ierardi, neurofisiologista do Hospital Albert Einstein (SP). Listamos alguns deles para ajudar você e, claro, o seu despertador. Confira:

1. Procure ter HORÁRIOS CONSTANTES
A hora de dormir e acordar é um dos fatores que regulam nosso ciclo cicardiano. Assim, se você mantiver os mesmos horários todos os dias, o organismo tende a se habituar. Muitos tentam acordar mais cedo, mas continuam dormindo mais tarde, ou então ficam um pouco mais na cama nos fins de semana. Isso confunde o corpo, que retoma o hábito a que está predisposto. O que se aconselha é manter uma regularidade, que não precisa ser rígida. "Recomendar horários que não podem ser quebrados equivale a não indicar viagens sob a alegação de que não estaríamos aptos a superar diferenças de fusos", explica Luiz Menna-Barreto, do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da Universidade de São Paulo (USP).

2. Programe seu dia com UMA HORA A MENOS
E faça isso durante a noite, assim você ganha uma hora para desacelerar. Programar muitas atividades para antes de dormir pode gerar estresse e liberar hormônios, como cortisol, que atrapalham o sono. Isso vale mais ainda para quem leva trabalho para casa. E não importa seu cronotipo, dormir mal atrapalha o rendimento de qualquer um, e não só de manhã. Na hora de dormir, o ideal é estimular a melatonina, hormônio importante para o fim da vigília. Para Ierardi, uma das formas do vespertino acordar mais cedo é criar uma situação propícia ao sono à noite, e você pode aproveitar uma hora livre para isso. "Reduza suas atividades à noite, criando um relaxamento nesse horário", ensina. Diminuir estímulos sonoros e visuais ajuda, com músicas lentas ou a televisão em volume mais baixo.

3. PROTEÍNAS DE MANHÃ podem ajudar
Algumas pesquisas tentam relacionar a alimentação à disposição, e a proteína tem um papel importante nisso. Um estudo feito na Universidade de Lancaster (Reino Unido) no início de 2012, por exemplo, mostrou que pessoas que ingeriam bebidas proteicas tinham uma melhor memória por algum tempo depois do consumo. Já em Zurique, na Suíça, cientistas perceberam que este nutriente resultava em mais atenção. "Esses compostos demandam maior gasto energético para sua absorção e metabolismo pelo fígado e induzem a aceleração do organismo", destaca o endocrinologista Luciano Giacaglia, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Além disso, o médico lembra que as proteínas reduzem a entrada do triptofano no cérebro, hormônio ligado ao sono, além de estimular a noroadrenalina, nos tornando mais despertos e ativos .

4. EXERCÍCIOS LOGO CEDO aumentam o pique
Manter-se ativo durante a manhã ajuda, e muito, a manter o corpo e a mente acordados. "Existe o conceito de ativação comportamental, onde como você age influi no seu corpo. Se você acordar com muito sono, pule da cama, tome um banho logo cedo, abra a janela, ative esse comportamento. O mais difícil é começar o dia, mas se você se dispõe logo, então se anima", acredita Ierardi. Uma das formas de fazer isso é com atividades físicas, que ainda liberam uma série de hormônios, como os adrenérgicos, que aumentam a temperatura corporal, outro sincronizador do relógio biológico, de acordo com Giacaglia. Além disso, o metabolismo se acelera, trazendo mais disposição. Muitos vespertinos não conseguem fazer exercícios mais puxados logo cedo, mas mesmo a atividade moderada, como uma caminhada, já surte esse efeito no corpo.

5. Jogue com a LUZ
Como já foi dito, um dos principais marcadores do ciclo cicardiano é a luz. Então, uma dica para ajudar a despertar é propiciar um ambiente bem iluminado para essa hora. Abrir a janela do quarto logo ao se levantar é uma ótima pedida. Mas ao longo da manhã, é preciso continuar com esse estímulo. "O vespertino deve evitar ambientes escuros: a luz do sol nos mantém mais alertas", frisa Ribeiro Pinto. Iluminações artificiais também ajudam, deixando o ambiente da cozinha bem claro durante o café da manhã, por exemplo. Já durante a noite, a lógica se inverte: antes de dormir, tente permanecer em locais mais escuros ou à meia-luz, pois isso ajuda a induzir o sono, principalmente ao estimular o corpo a produzir a melatonina.
 
Fonte Revista Viva Saúde

Pedalar é excelente atividade para emagrecer

pedalarAndar de bicicleta é um exercício aeróbico potente, que leva à perda média de 700 calorias por hora, quantidade maior que a atingida com caminhada, natação e dança. Por isso, é uma boa opção de atividade física para quem quer emagrecer. Até porque, ao mesmo tempo em que elimina quilos, tonifica os músculos das pernas e do abdômen.
 
Além disso, pode ser praticada na rua ou na academia. As diferenças entre as modalidades outdoor e indoor começam pelo gasto de energia, 50% maior ao ar livre, segundo uma pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Na rua, há mais obstáculos, como trânsito, poluição, buracos, lombadas, subidas e descidas, que podem causar quedas, escoriações, fraturas e luxações. "Mas essas dificuldades é que motivam muita gente. Além disso, o vento no rosto e o contato com a natureza dão uma sensação muito gostosa de liberdade", diz o personal trainer Eduardo Colmanetti.  
 
Se for pedalar ao ar livre, o melhor é andar de bike em grupo, o que está se tornando cada vez mais comum. "Com outras pessoas, a atividade torna-se mais segura e prazerosa", afirma o especialista. Fazer amigos e trocar informações sobre percursos, cuidados mecânicos e alimentação são outras vantagens. Para encontrar um bom time, procure a associação de ciclistas da sua cidade.

Colmanetti ressalta que, quando alguém decide se aventurar sozinho de bicicleta pelas ruas, deve ser o mais auto-suficiente possível. "Caso aconteça algum acidente, a pessoa precisa saber resolver problemas simples, como um pneu furado", alerta. Cuidado com o trânsito e o uso de equipamentos de segurança também são essenciais.  
 
Mas para garantir que a prática seja segura e bem sucedida é preciso ter um equipamento adequado. O ideal para andar em lugares montanhosos ou terrenos mistos (terra e asfalto) é uma mountain bike. Aliás, dependendo do estado das ruas do seu bairro, elas continuam sendo uma boa opção na cidade. Para asfalto, o modelo mais recomendado é o speed. Essas bicicletas são leves e rápidas, mas não são muito confortáveis e exigem bastante do corpo. Por isso, costumam ser mais usadas por atletas.

Já a modalidade indoor é mais simples e acessível. Com riscos controlados, quem tem receio de cair pode se concentrar melhor no trabalho corporal. Como na ergométrica a carga é controlada de acordo com os objetivos de cada um, aqueles que não possuem um preparo físico muito bom também saem ganhando porque podem pegar mais leve ou mais pesado conforme seu cansaço.

Além disso, na maioria das academias de ginástica, há a opção da bicicleta horizontal para quem não se sente confortável em uma com selim. O equipamento possui um banco com encosto e permite que a pessoa fique sentada da mesma forma que em uma cadeira.  
 
Independente de ser indoor ou outdoor, andar de bicicleta faz bem para a saúde, além de para a boa forma. Entre os benefícios físicos e mentais estão melhora da circulação e do funcionamento do intestino, controle do colesterol, redução dos riscos trazidos pelo diabetes, aumento da qualidade do sono, alívio da depressão e diminuição do estresse e da ansiedade. Nos dois casos, ressalta Colmanetti, é importante fazer um check-up antes de começar a atividade e, quando já estiver praticando, fazer breves alongamentos antes e depois, mantendo cada postura por 30 segundos.

E, para descobrir qual modalidade mais combina com você ou com o momento que está vivendo, o personal trainer recomenda testar cada uma. "Todas as atividades físicas são benéficas ao nosso corpo. O que precisamos é experimentá-las para encontrar a que mais gostamos", aconselha.
 
Fonte Minha Vida

O risco do excesso de vitamina C: cálculo renal

Cálculos renais podem ser formados pelo excesso de
ingestão de Vitamina C
A falta de vitamina C pode levar a uma doença conhecida como escorbuto, bem como a alterações do sistema imunológico, favorecendo quadros de infecções respiratórias em qualquer faixa etária.
 
Entretanto, o contrário não é válido, ou seja, o excesso de oferta de vitamina C não protege contra essas infecções e nem contra câncer e doenças cardíacas, como sugeriu Linus Pauling, ganhador de prêmio Nobel de Química (1954) e da Paz (1962 – luta contra armas atômicas). 
 
Sua proposta era de 3.000 mg/dia para esse efeito, muito além dos 1.000 mg (1 gr) proposto em um estudo realizado na Divisão de Epidemiologia Nacional do Instituto Karolinska, na Suécia e publicado no JAMA – Journal of American Medical Association (04/02/2013), que demonstrou que ingestões diárias de vitamina C acima de 1.000 mg podem causar cálculos renais em homens entre 45 e 79 anos (quase 46.000 casos estudados).
 
Desde 1996, Linus Pauling tomava diariamente uma dose de 18 gramas (18.000 mg) de vitamina C ao dia. Em 1991, descobriu que tinha câncer e faleceu aos 93 anos. Enquanto ele acreditava que a vitamina C havia retardado o aparecimento dessa doença em seu organismo, na época, todos achavam que essas altas doses foram as responsáveis pelo seu adoecimento.
 
“Nosso organismo utiliza as suas necessidades da vitamina C e o resto é eliminado pela urina de forma que, por suas características, o excesso de vitamina C no organismo aumenta muito os riscos de formação de cálculo renal, conforme comprovado por trabalhos (como esse relatado acima, realizado na Suécia). Vale lembrar que a concentração dos comprimidos efervescentes de vitamina C vão de 500 mg a 1.000 mg. É esperado que uma dose desses comprimidos não vá levar a um quadro de complicações, mas há que se lembrar que cada indivíduo tem sua maior ou menor sensibilidade ao estímulo”, explica o pediatra Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).
 
Assim sendo, muito cuidado no uso de qualquer medicamento sem orientação médica, mesmo uma aparentemente “inocente vitamina C”.
 
Necessidades de ingestão diária de vitamina C
 
DRI – Ingestão diária recomendada (mg/d)
 
Crianças e adolescentes
0 a 6m – 40
6m a 12m – 50
1 a 3a – 15
4 a 8a – 25
9 a 13a – 45
14 a 18a – 65 (F) / 75 (M)
 
Masculino
- Acima de 19 anos – 90
 
Feminino
- Acima de 19 anos – 75
 
Gravidez
≤ 18ª – 80
- Acima de 19 anos – 85
 
Lactação
≤ 18ª – 115
- Acima de 19 anos – 120
 
Fumantes
35 mg a mais do que os não fumantes da mesma faixa etária.
 
Fonte Corposaun

Ouvir música melhora desempenho durante realização de exercícios físicos


Um estudo desenvolvido pelo neurocientista inglês Dr. Jack Lewis, apontou que ouvir música durante a prática de exercícios pode realmente melhorar o desempenho físico.
 
Como resultado, foram criadas listas de reprodução de músicas estimulantes para exercícios físicos. A comprovação pode ajudar muita gente, uma vez que entrar em forma é uma das resoluções mais populares do ano novo, ainda que apenas 12% atingirão o seu objetivo de fato.
 
De acordo com o neurocientista, os frequentadores de academias têm mais chances de melhorar seu desempenho e condicionamento físico adicionando músicas de batidas específicas às suas listas durante os exercícios físicos. Para chegar a essa conclusão, Dr. Jack selecionou músicas que proporcionariam o máximo desempenho durante a malhação – fato conhecido na área científica como benefício “ergogênico” – e os resultados foram surpreendentes.

Um dos pontos importantes do levantamento revelou, por exemplo, que a música “agitada” aparentemente beneficia mais as mulheres do que os homens em certas atividades, como durante aulas de aeróbica. Outra descoberta importante mostra que, embora muitos presumam que músicas com tempo acelerado sejam melhores para o treinamento físico, outros fatores também devem ser levados em consideração na preparação do cérebro para o exercício e para manter o foco durante uma sessão de treino mais exigente.
 
Com base na pesquisa, o Dr. Jack Lewis criou uma lista de músicas inspiradas na neurociência. A lista contém 11 faixas e foi cuidadosamente estruturada para gerar um determinado número de bpm (batidas por minuto) durante uma sessão de treinamento. Alguns dos artistas selecionados foram Michael Jackson, Beethoven, Tinie Tempah e Johnny Cash.
 
Sobre a  neurociência:
Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Tradicionalmente, a neurociência tem sido vista como um ramo da biologia. Entretanto, atualmente ela é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos como a química, ciência da computação, engenharia, linguística, matemática, medicina  disciplinas afins, filosofia, física e psicologia.
 
O termo neurobiologia é usualmente usado alternadamente com o termo neurociência, embora o primeiro se refira especificamente a biologia do sistema nervoso, enquanto o último se refere à inteira ciência do sistema nervoso.
 
Fonte Corposaun

Anvisa pretende estabelecer normas para recall de alimentos

Anvisa pretende estabelecer normas para recall de alimentos  Gilmar de Souza/Agencia RBS
Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS
No caso Ades, a empresa não sabia onde estavam
as unidades contaminadas
Medida visa que fabricantes adotem um sistema de rastreamento dos produtos
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu colocar em consulta pública normas sobre recolhimento de produtos alimentícios. A proposta da agência é que os fabricantes sejam obrigados a comunicar no prazo de 24 horas a Anvisa sobre problemas na fabricação de alimentos que podem causar danos à saúde, e prevê como deverá ser feita a divulgação de um comunicado à população.

De acordo com a Anvisa, casos como o da bebida da marca Ades chegaram ao conhecimento da agência reguladora através de imprensa. Atualmente, não existe regra que obrigue as empresas a comunicar às autoridades de Vigilância Sanitária esse tipo de ocorrência.

— A regulamentação traz a responsabilização do setor produtivo e desonera o sistema nacional, que ao invés de ir atrás da informação traz para o produtor a obrigação de informar — diz Denise Rezende, gerente-geral de alimentos da Anvisa.

Segundo ela, com a medida, o mercado vai ter que adotar um sistema de rastreamento dos produtos. Denise lembrou que, no caso Ades, a empresa não sabia onde estavam as unidades contaminadas. A Anvisa negou que a decisão de abrir a consulta pública foi tomada agora por causa do caso Ades, e informou que o tema vinha sendo tratado desde 2007.

No mês passado, a Unilever anunciou o recall de 96 unidades da bebida Ades de 1,5 litro, sabor maçã, por falhas no processo de envasamento da bebida. O produto foi contaminado com soda cáustica. A Anvisa suspendeu a fabricação, a distribuição, a venda e o consumo, em todo o território nacional, de lotes de todos os sabores da bebida fabricada em Pouso Alegre (MG), onde ocorreu o problema.

Em 2011, caso semelhante ocorreu com o achocolatado Toddynho. A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul registrou pelo menos 39 casos de intoxicação por causa da bebida, como irritação e queimaduras na boca de crianças. Na época, a Anvisa pediu a inspeção da fábrica do produto e a empresa fabricante fez o recall de 80 unidades.
 
Fonte Agência Brasil

Ginecologista comenta os principais erros e acertos da higiene íntima feminina

Ginecologista comenta os principais erros e acertos da higiene íntima feminina Guto Kuerten/Agencia RBS
Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS
A mulher deve evitar usar calças muito justas, ainda
mais quando passa boa parte do dia sentada
Falta de conhecimento leva mulheres a cometerem equívocos que geram problemas ginecológicos
 
A higiene íntima merece atenção especial, inclusive para que não sejam cometidos excessos na limpeza. É o que afirma a ginecologista Tatiana Pfiffer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Segundo ela, o uso de duchas vaginais e de sabonetes bactericidas altera a barreira de proteção da região.
 
— Esse tipo de sabonete pode eliminar o crescimento dos Bacilos de Döderlein, que são responsáveis pela manutenção do pH ácido, saudável, da vagina. O meio ácido é uma das formas de proteção contra micro-organismos causadores de doenças — explica Tatiana.
 
O crescimento dos Bacilos e a defesa também ficam comprometidos quando a higiene é feita com duchas que lavam o canal, já que isso altera o pH, conforme a médica.
 
— Para diminuir a suscetibilidade a infecções, a mulher pode utilizar sabonetes íntimos que contenham ácido lático em sua fórmula e ingerir probióticos com lactobacilos — recomenda.
 
De acordo com a ginecologista, são vários os fatores que tornam a região da vagina propensa a infecções, irritações e alergias: é uma área com secreção, abafada, perto do canal anal e da uretra, e ainda por cima tem uma pele sensível e mais fina (mucosa), suscetível a uma série de fatores internos e externos.
 
Pode ou não pode?
A médica comenta os erros e acertos da higiene íntima feminina e orienta cuidados que as mulheres devem ter com alguns itens disponíveis no mercado.
 
Sabonete íntimo
Na hora do banho, a orientação é para que seja dada uma atenção especial à vulva (parte externa), já que existem várias "preguinhas" na pele dessa região que podem acumular o esmegma, um resíduo branco formado pela combinação de células epiteliais, óleo e gordura genital. Como os sabonetes comuns são alcalinos, se usados em excesso nessa região podem levar a irritações.
 
— Vale lembrar que na vagina o meio é ácido, não na vulva, sendo assim não é um problema tão grande utilizar sabonetes comuns na área externa. O uso de sabonetes neutros ou de sabonetes íntimos pode auxiliar principalmente em casos de irritação ou corrimentos de repetição — diz Tatiana.
 
Buchas e cotonetes
A médica recomenda evitar o uso de buchas, cotonetes ou outros materiais que podem machucar a pele da região vaginal.
 
Papel higiênico
Deve ser usado no sentido da vagina em direção ao ânus para que não haja a contaminação com as bactérias provenientes do intestino. Se não houver papel higiênico adequado, pode-se recorrer aos lencinhos umedecidos. A duchinha pode ser utilizada, mas é preciso evitar água muito quente, que pode tirar a proteção natural da vagina.
 
Absorventes
Durante a menstruação, a atenção à higiene deve ser redobrada, já que a presença de sangue altera o pH vaginal. Além disso, o sangue por si só é um "meio de cultura". Os absorventes internos ou externos devem ser trocados de acordo com a necessidade, porém o intervalo entre as trocas não deve exceder quatro horas durante o dia.
 
Lencinhos umedecidos
Podem ser uma alternativa quando a mulher se encontra em ambientes públicos ou o papel higiênico à disposição é muito áspero, podendo irritar a pele. O uso contínuo não é recomendado porque pode provocar irritações ou reações de hipersensibilidade.
 
Protetores diários
Não são recomendados porque deixam a região mais abafada. Além disso, o perfume dos protetores pode causar irritações ou alergias.
 
Perfumes
De maneira geral, devem ser evitados, isso inclui os perfumes íntimos, assim como papel higiênico ou absorventes perfumados. Nada de talco também: além de poder causar irritação, secura e ardência, o produto está relacionado ao desenvolvimento de tumores malignos de ovários e tubas uterinas.
 
Calcinha
Deve ser confortável e deixar a pele respirar. Pode ser de algodão, porém existem tecidos sintéticos atualmente no mercado que não impedem a transpiração e são mais fáceis de higienizar.
 
Lavar a calcinha no chuveiro deixando-a pendurada no box — ambiente úmido, demorando mais para secar — pode levar à proliferação de micro-organismos patogênicos. Deve-se também evitar o uso de amaciantes e água sanitária, que podem provocar alergias ou irritações vulvares. Em alguns casos, o uso de sabão em pó pode desencadear essas reações, sendo melhor o uso de sabão líquido ou neutro, como sabão de coco.
 
— Dormir sem calcinha é recomendado para deixar a vagina "respirar". Pelo mesmo motivo, é bom evitar calças muito justas, ainda mais quando a mulher passa boa parte do dia sentada — alerta a médica.
 
Hidratante
Não é necessário, mas se a paciente acredita não estar tendo uma lubrificação adequada durante a relação sexual, pode utilizar lubrificantes à base de água.
 
Fonte Zero Hora

Exagero no consumo de sal é o principal vilão no surgimento da pressão alta

Atenção especial deve ser dada para os pacientes com fatores
 de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças
cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas
O excesso vem, em grande parte, dos alimentos processados, que contêm sal na forma de sódio. Doença é mais comum nas pessoas com mais de 60 anos

De acordo com o Ministério da Saúde, em nosso país existem 43 milhões de hipertensos. Na população acima de 60 anos eles são 60%. Com o passar dos anos e com a idade chegando, a pressão arterial sobe devido ao acúmulo de cálcio nos vasos sanguíneos, que vão ficando mais rijos. Isto acaba aumentando a pressão do sangue, o que prejudica não só os rins mas também o cérebro e o coração. O geriatra Clóvis Cechinel explica que geralmente a pressão começa a subir devagar e a dificuldade de observar os sintomas se dá porque o organismo acaba acostumando com essa elevação.

Além disso, o hipertireoidismo, a doença de Paget, a anemia, a deficiência de tiamina, o uso de anti-inflamatórios e anticoncepcionais também podem ser responsáveis pela elevação da pressão. As principais causas seriam a dieta rica em sal, sedentarismo, obesidade, além da própria genética individual. O geriatra afirma que a pressão alta pode ser chamada de 'inimiga oculta' pois pode não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce, e mesmo assim pode causar derrame cerebral, infarto, insuficiência renal e cardíaca, além de comprometimento dos vasos sanguíneos.

— Atenção especial deve ser dada para os pacientes com fatores de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas — alerta o especialista.

Algumas situações como dores e alterações emocionais (crises de ansiedade e pânico, por exemplo) elevam transitoriamente a pressão arterial e não devem ser consideradas para diagnóstico da doença. Também existem pessoas cuja pressão arterial sobe pelo fato de estarem em ambiente médico, também conhecida como hipertensão do jaleco branco. Muitas vezes está relacionada ao perfil de ansiedade do paciente e independe de sua vontade.

Cechinel lembra que a dificuldade maior se encontra no tratamento desses pacientes, dado ao fato de os idosos apresentarem um comportamento aos anti-hipertensivos diferente do adulto jovem. Isso ocorre por vários motivos, como a maior sensibilidade de certos sistemas e órgãos à ação de determinadas drogas e a interação com outros medicamentos que o paciente frequentemente vem usando. Assim, a terapêutica anti-hipertensiva deve ser iniciada prudentemente, com uma única droga, sendo a dose inicial habitualmente a metade da dose empregada no adulto jovem. O aumento da posologia deve ser lento e gradual, controlando-se rigorosamente seus efeitos e manifestações colaterais.

Dietas muito restritivas não são recomendadas, segundo o médico. Por isso, para o geriatra o ideal é orientação sobre como se pode evitar o aumento de pressão antes que o caso se torne grave. Evitar ingerir sal e gorduras é o principal. O consumo de certas variedades de alimentos, incluindo cereais, leite, verduras e frutas também é recomendado.

— Nutricionalmente o uso de temperos naturais com alho, limão, ervas, cebola, ao invés de similares industrializados que contêm muito sódio também é adequado — afirma.

De acordo com o médico, mudar o estilo de vida do paciente tem sido o segredo no tratamento dessa doença sem cura. Os programas de exercício físico regular, além de diminuir a pressão arterial, podem reduzir consideravelmente o risco de doença arterial coronária, acidentes vasculares cerebrais e mortalidade geral. Tudo isso aliado a uma alimentação adequada, ao não hábito de tabagismo, ao pouco consumo de álcool e um dia a dia menos estressante pode manter o paciente idoso hipertenso muito saudável. — Apesar do conceito difundido de que é muito difícil mudar hábitos de vida muito antigos, quando a abordagem é feita com bom senso, criando alternativas saudáveis, sem radicalismos, com esclarecimentos dos objetivos e resultados esperados, é possível obter boa aderência, assim como os resultados esperados — esclarece Chechinel.

Orientações sobre consumo de sal
Uma pesquisa internacional detectou que 75% da população mundial consome quatro gramas de sal por dia, o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os pesquisadores consideraram 247 análises de ingestão de sódio por adultos para estimar o consumo estratificado por idade, gênero, região e nação entre 1990 e 2010 como parte do 2010 Global Burden of Diseases Study, pesquisa feita por 488 cientistas de 303 instituições em 50 países entre 1990 e 2010. O consumo excessivo de sal contribui para o aumento do risco de desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), tais como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e doenças renais. Segundo o endocrinologista Mauro Scharf, uma das maiores causadoras de hipertensão é a ingestão excessiva de sal.

— O excesso provém, em grande parte, dos alimentos processados, já que eles contêm sal na forma do seu princípio ativo, o sódio — diz.

O médico explica que a hipertensão arterial acontece quando os níveis da pressão estão acima de valores de referência para a população geral. Apesar do valor normal de pressão arterial ser de 120x80 mmHg, considera-se alteração de pressão apenas quando os valores forem superiores a 140x90 mmHg. No caso das crianças, os valores variam de idade para idade e são sempre mais baixos do que a referência nos adultos.

— Há muitas crianças hipertensas e a hipertensão arterial não é uma exclusividade dos adultos — ressalta o médico.

Qualquer indivíduo pode apresentar esporadicamente níveis de pressão arterial altos sem que seja considerado hipertenso. Somente a manutenção dos níveis permanentemente altos em múltiplas medições, em diferentes horários, em várias posições e condições (repouso, sentado ou deitado) caracteriza a hipertensão arterial. A medida da pressão arterial deve ser realizada apenas com aparelhos confiáveis.

O especialista dá dicas sobre como diminuir a quantidade de consumo do sal. São elas: retirar o saleiro da mesa, controlar o uso do sal no cozimento, preferir sempre alimentos frescos, substituir o sal por temperos e ervas frescas ou secas (como alho, cebola, salsa e pimenta vermelha fresca, por exemplo), evitar os temperos prontos, temperar a salada de outras formas (com azeite de oliva, limão, vinagre, vinagre balsâmico e ervas). Também fazem parte das dicas evitar sopas prontas e embutidos, conservas salgadas, salgadinhos, frios salgados e queijos gordos.

— Não esqueça também de sempre ler os rótulos dos alimentos e escolher as versões com pouco sódio — enfatiza Scharf.

O médico também sugere que se consuma adoçantes como estévia, sucralose, frutose e aspartame, já que os mais comuns têm sódio. Para as comidas enlatadas, como milho e palmito em conserva, a dica é remover o excesso de sal deixando-as de molho em água fresca por uma hora.

Hipertensão arterial atinge mais de um quinto da população adulta brasileira
A hipertensão arterial é fruto de uma combinação de fatores ambientais e genéticos. No Brasil, a doença tem alto índice de morbimortalidade, atingindo, de acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, 22,7% da população adulta. É importante ressaltar que, além de apresentar indícios silenciosos, a pressão alta, como é popularmente conhecida, pode ser evitada com boa alimentação e exercícios físicos, além de ser possível identificar a predisposição a desenvolvê-la por meio de teste genético.

— A hipertensão arterial é assintomática e pode causar doenças bastante graves como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), também denominado derrame cerebral, insuficiência renal, entre outras. E uma das formas de prevenção que a genética moderna permite, por meio de um teste simples, é fazer o exame de Propensão a Doenças Cardiovasculares. O diagnóstico precoce propicia ao médico informações relevantes para a precaução e o tratamento de patologias cardiovasculares — explica o médico Armando Fonseca.

Aliar as ferramentas genéticas à prevenção precoce é a melhor arma de conduta para evitar a patologia, que atinge todas as idades e classes sociais. Fazer consultas médicas regulares e exames permitem estimar o risco de incidência deste grupo de doenças (infarto do miocárdio, a arteriosclerose, a angina, a arritmia, o aneurisma, a trombose, a flebite e a insuficiência cardíaca) por meio do conhecimento do histórico familiar e controle de diversos fatores tais como, peso, prática de atividade física, tabagismo, níveis de glicose, colesterol e triglicerídeos, dentre outros. Mas para a boa saúde do coração, é fundamental também manter bons hábitos como evitar o excesso de sal, não fumar, alimentar-se bem e fazer exercícios de forma regular.

Atividades físicas são recomendadas para tratamento de hipertensos
De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a elevação da pressão arterial acontece quando os vasos em que o sangue circula são contraídos. No dia Mundial de Combate à Hipertensão fica um alerta para a doença que atinge um em cada três adultos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é silenciosa, e na maioria dos casos não apresenta sintomas, entretanto a OMS afirma que ela é a responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais.

Alguns fatores contribuem para o desenvolvimento da doença, entre eles: genética, sobrepeso, excesso de sal, consumo de álcool e de alimentos industrializados, maus hábitos alimentares e sedentarismo. Adotar medidas preventivas é a melhor alternativa, principalmente na relação custo e benefício. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas garante melhores e prolongados resultados para a saúde, além de serem mais baratos que outras intervenções necessárias para o controle da pressão alta.

As mudanças nos hábitos alimentares promovem redução das doenças cardiovasculares, e devem ser implementadas para todos os indivíduos, até mesmo para aqueles que fazem uso de remédios para controlar a pressão. A nutricionista Graziela Alessandra Klein de Souza alerta para que se evite o consumo de alimentos ricos em sódio, como:

Carnes processadas: presunto, apresuntado, mortadela, bacon, salsicha, linguiça, salame, charque.

Peixes processados e salgados: sardinha, atum, aliche, salmão, bacalhau.

Queijos: provolone, parmesão, gorgonzola, cheddar, roquefort.

Salgadinhos tipo chips.

Margarina ou manteiga com sal.

Adoçantes que possuem sódio em sua composição.

Temperos prontos, caldo de carne, de galinha, de legumes, molho de soja, molho inglês, entre outros.

Por outro lado, há diversos alimentos que devem ser incluídos na alimentação, ricos em potássio, como: água de coco, feijão, frutas secas, laranja, uva, brócolis, couve-flor, banana etc. A inclusão de temperos naturais livres de sódio como: limão, alho, cebola, salsa, cebolinha, especiarias (cominho, pimenta, açafrão, orégano, manjericão etc) também são importantes.

Para quem sofre de hipertensão, é fundamental a consulta com o cardiologista, que poderá orientar as melhores soluções para o tratamento da doença. O médico pode recomendar a prática de atividades físicas associada a uma intervenção não-medicamentosa, que está diretamente relacionada a uma redução da pressão arterial de repouso em hipertensos. Também é indicado que o hipertenso seja acompanhado por um personal trainer, que pode estabelecer um treino adequado de acordo com suas necessidades. O personal Carlos Eduardo Gonçalves recomenda os exercícios físicos com peso.

— As atividades são leves e vigorosas, realizadas pelo menos três vezes por semana em sessões de 30 a 60 minutos de duração, com intervalo de 40 segundos a dois minutos entre as séries — indica.

Outro exercício indicado é a hidroginástica, entretanto não é o mais efetivo para o combate da hipertensão.

— O melhor exercício é o treinamento com peso, a musculação — ressalta o personal trainer.

É importante destacar que no caso de pacientes que usam medicamentos, a pressão arterial deve ser checada constantemente durante a prática de atividades físicas. Se houver alguma alteração, o exercício deve ser interrompido até que a pressão se restabeleça, controle que deve ser realizado por um profissional de educação física especializado em hipertensos.
 
Fonte Diário Catarinense

Bebês nascidos de cesariana têm mais chances de serem obesos quando adultos

Bebês nascidos de cesariana têm mais chances de serem obesos quando adultos friday/Deposit Photos
Cesariana se mostrou associada a todas as cinco medidas
de adiposidade aumentada utilizadas na pesquisa
Parto cesariano provoca mudanças na microbiota intestinal
 
Estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP comprova que o parto cesariano é um fator de risco para a obesidade em adultos jovens, se comparado com os nascidos de parto normal. Segundo a pesquisadora Denise Nascimento Mesquita, uma das explicações para essa conclusão é que as mudanças na microbiota intestinal induzidas pela cesariana é que aumentam esse risco.
 
– Fatores ambientais, genéticos, fisiológicos e comportamentais sempre foram considerados riscos para a obesidade em adultos jovens. O que conseguimos identificar pela primeira vez é que a cesariana também pode contribuir para a obesidade abdominal e subcutânea na idade adulta, e não somente para a obesidade total medida pelo índice de massa corporal, como já fora demonstrado em outro estudo com essas mesmas pessoas.
 
Além do tipo de parto, a pesquisa avaliou se outros fatores, como as condições da mãe, da gestação e do recém-nascido influenciaram na obesidade abdominal e subcutânea na vida adulta dessas crianças. Avaliou, ainda, se os hábitos de vida e fatores socioeconômicos do adulto jovem eram fatores de risco para esse tipo de obesidade.
 
Como indicadores de obesidade abdominal, utilizam a circunferência da cintura (CC), a razão cintura-altura (RCA) e a razão cintura-quadril (RCQ); e como indicadores de obesidade subcutânea a prega cutânea tricipital (PCT) e a prega cutânea subescapular (PCS).
 
A pesquisadora explica que utilizou esses indicadores porque o objetivo era investigar a associação da adiposidade (tecido de gordura) com o parto cesáreo, uma vez que a associação com o Índice de Massa Corporal (IMC) já era descrita pela literatura. A análise da relação do parto com esses indicadores (de obesidade abdominal e subcutânea) foi realizada por meio de regressão de Poisson, modelo estatístico que estima o risco de um fator estar associado ao risco estudado.
 
Cesariana e gordura corporal
O estudo foi realizado com 2.063 jovens entre 23 e 25 anos, nascidos entre 1978 e 1979 (veja a seguir). Eles foram divididos em dois grupos. Num, foram avaliadas as variáveis do nascimento (sexo, peso do recém-nascido, tabagismo materno durante a gestação, escolaridade materna no momento do parto, idade gestacional e paridade). Já no segundo, além das variáveis do nascimento, também foram levadas em conta as variáveis do agora adulto (escolaridade, renda familiar atual, tabagismo, prática de atividade física, consumo de calorias na dieta, porcentagem de gordura na dieta, idade e cor da pele).
 
Os resultados mostraram que 32% das pessoas avaliadas nasceram de cesariana. Embora outros fatores avaliados no estudo, tanto na época do nascimento como na idade adulta, tenham se mostrado associados com a adiposidade aumentada, como por exemplo, sexo feminino (associado à PCT e PCS aumentados), peso ao nascer igual ou maior que 4 quilos (associado somente a CC aumentada); paridade materna igual ou maior que 5 partos (associado a RCQ aumentada) e maior idade do adulto jovem (associada a CC aumentada), o parto cesariano se mostrou associado a todas as cinco medidas de adiposidade aumentada.
 
A pesquisa confirma que o aumento de gordura corporal é multifatorial. Porém acrescenta mais um fator para esse aumento, a cesariana.
 
– Até o momento, este é o primeiro trabalho que associa o parto cesariano com outros indicadores de obesidade no adulto jovem, que não o índice de massa corporal – afirma Denise.
 
A pesquisadora alerta para o fato de que ambos, cesariana e obesidade, têm aumentado mundialmente, sendo alvos de investigações a respeito de suas causas e consequências. Assim, como a cesariana contribui para a ocorrência da obesidade, também a obesidade em mulheres gestantes contribui para a realização do parto por meio da operação cesariana. — Ambos são considerados problemas de saúde pública, necessitando de atenção para estratégias voltadas para diminuição destes e de ações que visam controlar o aumento desenfreado tanto de um como do outro.
 
A pesquisa Parto cesáreo e outros fatores de risco para adiposidade aumentada no adulto jovem foi defendida em janeiro de 2013, no programa de pós-graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, sob orientação do professor Marco Antonio Barbieri, do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP.
 
Entre 1978 e 1979, equipe coordenada pelo professor Marco Antonio Barbieri, do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP, foi responsável pelo primeiro estudo epidemiológico mais abrangente feito no País. Cadastraram 6.750 crianças nascidas vivas em Ribeirão Preto, acompanhando seus desenvolvimentos, possibilitando comparações e informações em diferentes etapas de suas vidas até a maioridade. Em 1994, realizaram novo estudo. Desta vez, com uma amostra de 2.846 pessoas, também nascidas em Ribeirão Preto. Em 2010, reiniciaram a pesquisa, acompanhando não uma amostra, mas todos os nascidos em Ribeirão Preto (cujas mães moram na cidade).

Fonte Zero Hora