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sábado, 6 de junho de 2015

Governo do DF prepara plano para enfrentar bactérias multirresistentes

“É uma endemia preocupante, porque vem aumentando progressivamente", disse subsecretário de Atenção à Saude
 
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que lançará, na próxima semana, um plano de enfrentamento à resistência bacteriana para diminuir as contaminações por bacilos multirresistentes, chamados “superbactérias”, nas unidades de saúde. O anúncio foi feito após gestores da secretaria se reunirem com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na tarde de ontem (5).
 
Em entrevista coletiva, após a reunião, gestores da secretaria não quiseram informar o número de pacientes infectados por bactérias multirresistentes. Apenas reafirmaram que não há surto. “É uma endemia preocupante, porque vem aumentando progressivamente. Nossa política, no Distrito Federal (DF), estava um pouco tímida. A partir dessa reunião com a Anvisa e das modificaçãoes na nossa estrutura de prevenção, a gente vai ter medida mais firmes”, disse o subsecretário de Atenção à Saude, José Tadeu Palmieri.
 
O plano da secretaria terá duas frentes de ação. A primeira será focada no uso racional de antibióticos e na garantia de estoque para os medicamentos. A segunda, tentará diminuir a transmissão no reforço aos protocolos de atenção aos pacientes, na aquisição de produtos de limpeza mais eficiente, bem como na capacitação dos trabalhadores em saúde e formaçaõ de multiplicadores.
 
Segundo a diretora de Infectologia do DF, Maria de Lourdes Lopes, o plano foi elaborado com base nas ações antissurto aplicadas no Rio Grande do Sul, em 2013, e no Rio de Janeiro, em 2014. “Estamos montando uma frente, uma força tarefa, que vai ser anunciada como política a ser instalada no DF, com capilarização em todos os hospitais”, afirmou a médica.
 
Os casos de contaminação por superbactérias ganharam repercusão depois que três pacientes infectadas morreram, domingo (31) e segunda-feira (1º). Porém, a Secretaria de Saúde informou que ainda não é possível relacionar as mortes com a presença das bactérias, uma vez que as pacientes apresentavam outras enfermidades graves.
 
Na última quarta-feira (3), a secretaria anunciou que 16 pacientes foram isolados no Hospital Regional de Santa Maria, a 30 quilômetros de Brasília, após exames detectarem a bactéria multirresistente Acinetobacter baumannii. O último boletim médico da secretaria informa que seis pacientes continuam isolados em mais três unidades de saúde do DF.
 
As superbactérias são organismos resistentes à maioria dos antibióticos disponíveis no mercado. O corpo humano tem várias bactérias, mas com a ingestão de antibióticos, algumas se tornam resistentes, emergem de onde estão e se multiplicam, provocando infecção. Dessa forma, o uso indiscriminado de antibióticos é uma das causas do surgimento das superbactérias.
 
Agência Brasil

Governo paulista reforça Disque-Denúncia para combate à violência no futebol

Completou no último dia 5 uma semana de funcionamento do novo serviço do governo paulista de combate a agressões entre torcedores rivais de futebol e outros crimes como furtos de caixas eletrônicos com uso de explosivos e incêndios a ônibus. Trata-se de uma reformulação no atendimento do Disque-Denúncia 181, criado no ano de 2000
 
Por meio desse serviço, implantado em parceria com o Instituto São Paulo Contra a Violência e a Secretaria da Segurança Pública, um grupo de atendentes recebeu treinamento específico para lidar com essas questões e indagar, de forma apropriada, o cidadão que liga para fazer alguma denúncia.
 
Em nota, o secretário de Segurança Pública do estado, Alexandre de Moraes, assinalou que esse novo tipo de atendimento “vai canalizar as informações, ampliando muito a eficácia das investigações, já que os fatos serão passados mais rapidamente ao Ministério Público, polícias e demais órgãos envolvidos”.
 
A medida surgiu após uma reunião entre a secretaria de Segurança, o Tribunal de Justiça (TJ), o Ministério Público (MP) e a Federação Paulista de Futebol (FPF), no último dia 18 de maio, que definiu ações contra a criminalidade nessa área. Além do Disque-Denúncia, outras medidas para coibir a violência foram adotadas.
 
Na sexta-feira (26) da semana passada, por exemplo, começou a funcionar o Anexo de Defesa do Torcedor, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Nessa unidade, foi criada uma vara para atender ocorrências ligadas à violência em estádios ou envolvendo o futebol. O juizado conta com apoio de uma estrutura policial que inclui delegacia móvel nos dias dos eventos esportivos de grande porte.
 
No último domingo (31) a delegacia móvel funcionou durante o jogo entre Corinthians e Palmeiras, na Arena Corinthians, em Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo. No local foi estacionado um ônibus com delegacia móvel do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade). Ao longo do clássico, nove pessoas foram detidas, das quais cinco eram cambistas e um torcedor. Lá mesmo, os detidos foram julgados e condenados a cumprir três meses de trabalho no Instituto Médico Legal (IML) e no Corpo de Bombeiros.
 
Entre as atribuições do tribunal está a fiscalização do cumprimento das penas alternativas aos torcedores que estão impedidos de irem aos estádios. Algumas pessoas identificadas participando de brigas de torcidas têm de se apresentar à delegacia duas horas antes dos jogos e permanecer ali até duas horas depois da partida. Agora, essas pessoas terão de prestar serviços comunitários por seis horas, também durante os jogos, em locais estabelecidos pela Justiça.
 
A Secretaria de Segurança Pública ainda não divulgou um balanço dos atendimentos feitos pelo Disque-Denúncia, após a adoção da nova estratégia. O serviço foi criado em 2000 e já recebeu cerca de 1,7 milhão de ligações sobre tráfico de drogas, homicídios, latrocínios, sequestros, roubos e furtos em geral. O serviço funciona 24 horas, todos os dias.
 
Agência Brasil

UBS é primeira referência em saúde do brasileiro, diz pesquisa do IBGE

Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) visitou 81.767 casas de todo o país. Segundo estudo, quase um terço da população tem algum plano de saúde
 
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a primeira referência para quase metade da população brasileira: 47,9% das pessoas costumam recorrer a esse serviço quando têm algum problema de saúde, ante 21,4% que escolhem ir a emergências de hospitais públicos, pronto-atendimentos públicos e ambulatórios. A UBS é definida pelo Ministério da Saúde como o local prioritário de atenção básica à saúde na estrutura do SUS.
 
Uma parcela de 20,6% procura consultório particular ou clínica privada e outros 4,9% buscam estabelecimentos de pronto-atendimento privados. O restante da população se divide entre farmácias, centros de especialidades e outras unidades do SUS.
 
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante a divulgação dos resultados, nesta terça-feira (2), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que a “imagem negativa” do atendimento no SUS não é verdadeira. “Quem usa o SUS avalia de maneira positiva. Quem não usa fica com a percepção que não tem qualidade e nega atendimento.” Embora o panorama não avalie a qualidade do atendimento, ele afirmou que “todas pesquisas dos usuários mostram alto grau de satisfação”.
 
Trata-se da primeira edição da pesquisa e também o primeiro levantamento de saúde em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados. Pesquisas nacionais feitas anteriormente dependiam exclusivamente do relato do entrevistado sobre seus problemas de saúde.
 
G1

'Viagra feminino' recebe sinal verde de especialistas

Foto: Allen G. Breed/AP
Flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina
Agência reguladora dos EUA já havia rejeitado o medicamento 2 vezes. Recomendação acontece após meses de pressão do fabricante
 
Um painel de especialistas recomendou aos reguladores americanos a aprovação do flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina, desde que medidas adicionais sejam tomadas para garantir a segurança da medicação.
 
A FDA (em inglês), agência que regula o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos, já havia rejeitado esse medicamento duas vezes, alegando que sua eficácia foi muito modesta em comparação ao placebo. Embora a agência não seja obrigada a seguir os conselhos do painel, costuma fazê-lo com frequência.
 
Agora, a comissão de especialistas votou, por 18 a 6, a favor da entrada do "viagra feminino", do laboratório americano Sprout Pharmaceuticals, no mercado.
 
Entre as preocupações dos que votaram contra, estão as interações negativas com o álcool, os riscos de desmaio, sonolência, pressão baixa, enjoos e a ausência de dados sobre os efeitos do uso do medicamento em longo prazo.
 
A maioria afirmou, porém, que a aprovação do flibanserin dará pela primeira vez uma alternativa às mulheres com baixo interesse sexual. Eles ressaltam que, além de se especificar as contraindicações na bula, é necessário orientar os médicos e continuar os estudos, mesmo após a comercialização.
 
A recomendação favorável ao flibanserin acontece após meses de pressão do fabricante desse tratamento, destinado a mulheres que não chegaram à menopausa, mas apresentam baixo desejo sexual.
 
O caso provocou polêmica, e grupos feministas lançaram abaixo-assinados pela aprovação do medicamento. Em um deles, o grupo Even The Score acusou a FDA de sexismo por ter rejeitado o flibanserin duas vezes, enquanto o Viagra já era vendido desde 1998 para tratar a disfunção sexual masculina.
 
A agência negou categoricamente essa acusação.
 
Em 2010, a FDA rejeitou uma primeira solicitação. Logo depois, o flibanserin foi vendido por seu desenvolvedor inicial, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim, para o Sprout Pharmaceuticals.
 
Após levar em consideração várias deficiências apontadas pela FDA, o Sprout apresentou uma nova fórmula em 2013, novamente rejeitada. Na época, a agência americana alegou que a reduzida diferença de eficácia do flibanserin com o placebo não justificava os riscos implícitos no consumo do medicamento.
 
Nessa terceira tentativa, o Sprout Pharmaceuticals apresentou novos dados, incluindo um estudo que mostra que esse remédio não afeta a capacidade das mulheres para dirigir um automóvel, por exemplo.
 
Grande risco de decepçãoSegundo documentos disponíveis na página da FDA na Internet sobre um teste clínico, as mulheres que tomaram flibanserin relataram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês, contra 3,7 no grupo que consumiu o placebo. Antes do início do estudo, essa média era de 2,7.
 
Segundo vários estudos médicos, pelo menos 40% das mulheres apresentariam diferentes graus de hipoatividade sexual.
 
As propriedades afrodisíacas da molécula de flibanserin foram descobertas acidentalmente ao ser testada como antidepressivo. O mesmo aconteceu com o Viagra (masculino), que estava destinado a ser um medicamento para combater a hipertensão.
 
A psicóloga Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York e membro do Comitê de Consultas da FDA em 2010, explicou, naquele momento, que uma pílula desse tipo corria o risco de decepcionar um grande número de mulheres.
 
Para ela, a complexidade emocional da sexualidade feminina e os problemas derivados dessa condição não têm, com frequência, causas médicas.
 
Vários grandes laboratórios então interessados em desenvolver o "viagra feminino" abandonaram suas pesquisas, como o americano Pfizer, que desistiu dos testes clínicos em 2004.
 
Nesse ano, um comitê de consulta da FDA recomendou a rejeição de um adesivo de pele com testosterona para mulheres, da Procter and Gamble. Em 2011, um gel de testosterona para mulheres de BioSante também fracassou nos testes.

G1