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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Quando procurar uma UPA, UBS, Hospital e SAMU?

Uma dúvida muito comum entre a população é qual lugar procurar em caso de uma doença, emergência ou até mesmo um mal estar
quando procurar geral

O Sistema Único de Saúde (SUS) é complexo e formado por uma série de unidades que se complementam e buscam atender as pessoas de acordo com o demanda e de maneira eficiente. Para acabar com essas dúvidas, o Blog da Saúde e a TV Saúde prepararam um material explicando em quais casos você deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Hospital ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O primeiro contato da população com o SUS deve ser através de uma UBS. Considerada a porta de entrada do cidadão, elas devem ser acionadas em caso de consultas mediante marcação (consulta agendada) ou pacientes que já chegam com algum sintoma não grave (consultas sem agendamento), vacinação, realização de testes rápidos, entrega de medicamentos, troca de curativos, injeções, além do atendimento médico, odontológico e de enfermagem, característicos da atenção primária.

Todas as UBS também contam com pediatria, ginecologia obstetrícia e clínica médica. Algumas oferecem outros serviços como nutrição, acompanhamento psicológico e atendimento domiciliar, além de outros atendimentos mais simples.

Este tipo de unidade não oferece pronto-socorro, que são para tratamentos de emergências, portanto, em caso de um problema grave ou complexo, o paciente é encaminhado para uma UPA ou Hospital mais próximo. Além disso, o horário de funcionamento geralmente coincide com horário comercial.


Quando o paciente é examinado em uma UBS e se constata a necessidade de um atendimento emergencial ou com maior complexidade, a UPA é quem recebe o indivíduo. Elas funcionam 24h, sete dias da semana.

Exames como raios-X e eletrocardiograma, por exemplo, podem ser realizados na Unidade, mas os únicos especialistas disponíveis são clínica médica e pediatria. Se você possui um quadro crônico, por exemplo, e se dirige a uma UPA, é provável que você seja direcionado para uma UBS da sua região.

Por mais que as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) atendam emergências, os pacientes não ficam internados no local. Eles são estabilizados e encaminhados para um Hospital, ou ficam em observação por até 24h e recebem alta.


Em situações de emergência que necessitam de internação, cirurgias ou exames mais elaborados, é o Hospital que vai ser capaz de realizar o atendimento. Apenas casos mais complexos e que precisam ser acompanhados devem seguir para os Hospitais.

Basicamente, o atendimento é feito de duas maneiras: através da urgência e emergência do pronto-socorro e do quadro médico que trabalha para investigar e tratar as doenças. Atenção: apenas nos Hospitais vocês consegue realizar cirurgias, acompanhamento cirúrgico, maternidade e exames de imagem.


Já o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é uma Unidade de Saúde, mas pode ser acionado como um atendimento pré-hospitalar para casos de emergência, como um infarto, derrame ou AVC. Quando o serviço é acionado, os socorristas fazem três tipos de atendimento: por telefone, no local da ocorrência, ou dentro da ambulância durante o deslocamento para UPA ou Hospital.


Você pode acionar o SAMU pelo telefone 192.

Aline Czezacki e Erika Braz, para o Blog da Saúde

Prometazina não está sujeita a controle especial

Substância nunca foi sujeita a controle especial da Portaria SVS/MS 344/98 e não será incluída nas listas desta Portaria

Em atenção à notícia publicada no site da Anvisa no último dia 7 de outubro, informamos que houve um equívoco na divulgação da informação relacionada à substância Prometazina. Diferentemente do que afirmava a notícia intitulada “Lista de substâncias proibidas é atualizada”, não houve e não haverá nenhuma modificação em relação ao controle de medicamentos à base de Prometazina, não estando portanto esta substância sujeita a controle especial da Portaria SVS/MS 344/98.

Durante a reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa no dia 6 de outubro, além de outras alterações, a Diretoria aprovou que haveria uma informação adicionada ao Anexo I da Portaria relacionada à Prometazina. Esta informação reforçava a exclusão expressa dessa substância de qualquer controle especial. A medida se aplica apenas para adequação e esclarecimento, devido à possibilidade de enquadramento químico da substância Prometazina em lista da Portaria SVS/MS 344/98, a fim de dirimir quaisquer dúvidas que possam existir.

As alterações na Portaria SVS/MS 344/98, aprovadas no dia 6 de outubro ainda não estão vigentes, tendo em vista que a Resolução ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Logo que a versão atualizada das listas da Portaria 344/1998 for publicada, uma nova notícia será divulgada.

ANVISA

Homem é internado para retirar bala da coluna e sai do hospital sem um rim

Operador de empilhadeira disse que hospital ainda não se explicou. Caso aconteceu em unidade pública de saúde em Rondonópolis (MT)

Homem foi internado em MT para retirar bala da coluna e saiu do hospital sem um rim. (Foto: Reprodução/TVCA)
Homem foi internado em MT para retirar bala da coluna e saiu do hospital sem um rim. (Foto: Reprodução/TVCA)

O operador de empilhadeira Jefferson Hora dos Santos, de 30 anos, foi internado em um hospital de Mato Grosso para retirar uma bala alojada perto da coluna, mas saiu da unidade sem um dos rins. O caso aconteceu em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. O tiro foi disparado contra a vítima depois de uma discussão de trânsito ocorrida no dia 11 de setembro numa rua da cidade.

A assessoria do Hospital Regional disse, por telefone, que vai apurar o caso para saber o que aconteceu. Informou também que a unidade pretende resolver o problema o mais rápido possível.

Já o diretor do hospital, Luiz Antunes, disse que a prioridade durante o atendimento do paciente era retirar o rim para salvar a vida dele. “No momento em que ele foi atendido, a prioridade era retirar o rim que havia sido atingido pela bala e explodido, para que pudéssemos salvar a vida dele”, explicou.

Jefferson contou como foi baleado. “Um carro passou por nós e ia fechando minha esposa. Ela estava acompanhada da vizinha. Ela buzinou, e o cara da caminhonete ficou bravo e deu ré. Até então, como esposo dela, eu fui para conversar com o rapaz. Mas só que não deu tempo de conversar. Assim que eu me aproximei do veículo e parei do lado do passageiro, ele já sacou uma arma e efetuou dois disparos”, disse.

Aproximadamente uma hora depois de ter sido baleado, Jefferson foi levado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para o Hospital Regional de Rondonópolis. Na unidade, ele passou por cirurgia para que fosse retirada o projétil, mas, em vez disso, ele deixou o hospital sem um dos rins.

O operador só soube que a bala ainda estava no corpo dele há poucos dias, por acaso. Ele foi a um Pronto Atendimento para retirar os pontos da cirurgia e estava reclamando de dores. O atendente disse que a dor teria sido provavelmente causada pela anestesia.

Jefferson voltou para casa e, na semana seguinte, esteve na unidade de saúde novamente para retirar o restante dos pontos. Ele voltou a reclamar de dor e o atendente disse novamente que a sensação deveria ter sido provocada pela anestesia.

"Eu disse que a dor vinha se agravando, que não estava conseguindo caminhar normalmente. Fui parar no PA [Pronto Atendimento] e me pediram raio-x. A partir desse raio-x que a médica viu veio o susto: tiraram um rim meu e ainda estou com a bala próxima da minha coluna", relatou a vítima.

No raio-x é possível ver a bala alojada rente à coluna vertebral. O operador de máquina está afastado do trabalho por 60 dias e passará por perícia médica do INSS no final do mês em Barra do Garças, cidade distante 516 km de Cuiabá, porque a unidade de Rondonópolis não conta no momento com peritos para realizar o atendimento.

“É assustador. E será que teve a necessidade de retirar um rim? Porque a bala não é explosiva, a bala está inteirinha”, disse a mulher de Jefferson, a dona de casa Flávia Lopes da Silva.

Jefferson procurou a polícia, mas ainda não conseguiu registrar boletim de ocorrência sobre o que aconteceu porque o laudo do caso não está pronto. “Fui na delegacia registar o fato. Mas eles precisam do laudo, já que dei entrada no hospital. A minha esposa voltou lá [no hospital], e a atendente disse que procurou o médico, mas que ele não terminou de fazer o laudo. E estou aguardando. Um pai de família ficar nessa situação é difícil”, disse.

G1

Ciência aponta o melhor remédio para o mau hálito deixado pelo alho

Pesquisadoras da Universidade Estadual de Ohio fizeram experiências com chá verde, maçã, alface e hortelã

Bem Estar alho (Foto: Reprodução/TV Globo)
Pesquisadoras estudaram alternativas para eliminar odor do alho (Foto: Reprodução/TV Globo)

Não é uma unanimidade, mas muita gente é fascinada pelo sabor do alho. E não há como negar que o ingrediente é indispensável em muitas culinárias.

Além disso, estudos já comprovaram que o Allium sativum ajuda a reduzir o risco de câncer - especialmente no estômago, esôfago e cólon - assim como diminuir os níveis de colesterol e açúcar no sangue.

Apesar das virtudes, muitos concordam, no entanto, que o alho deixa o hálito com um aroma bastante desagradável.

Diante disso, duas pesquisadoras do Departamento de Ciências e Tecnologias dos Alimentos da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, decidiram investigar a melhor forma de acabar com o problema.

"O alho tem um cheiro imperceptível antes de ser triturado, mas quando cortado ou esmagado libera um odor característico do enxofre", explicaram Rita Mirondo e Sheryl Barringer na apresentação da pesquisa.

O artigo publicado na publicação científica "Journal of Food Science" reforça que o consumo do ingrediente pode deixar o hálito indesejável por quase 24 horas. "Por isso, é importante encontrar formas e mecanismos para acabar com o odor", informa o texto.

Mirondo e Barringer começaram a pesquisa comparando algumas frutas e vegetais na eliminação dos principais compostos voláteis - derivados do enxofre - associados ao hálito do alho. São eles o dialil dissulfeto, o alilo mercaptana, o dissulfeto de metil-alilo e o sulfeto de metil-alilo.

Para combatê-los, as pesquisadoras testaram chá verde, folhas de hortelã (spearmint ou Mentha spicata), maçãs e alfaces, consumidas de diferentes formas.

As folhas de hortelã, por exemplo, foram analisadas cruas e no uso para bebida; as maçãs, cruas, quentes e no suco; e a alface, crua e quente.

No primeiro experimento, os participantes mastigaram, durante 25 segundos, três gramas de alho. Depois ingeriram algum dos "remédios naturais" mencionados anteriormente.

As pesquisadoras então mediram a concentração dos voláteis.


Hortelã (Foto: Alexandre Petzold/Biosphoto/Arquivo AFP)
Foto: Alexandre Petzold/Biosphoto/Arquivo AFP
O poder da hortelã

A conclusão do experimento é que, para eliminar o mau hálito provocado pelo alho, nada é melhor que... mastigar hortelã.

A pesquisa mostrou que a maçã crua, a alface também crua e as folhas de hortelã reduziram significativamente todos os compostos voláteis do mau hálito deixado pelo alho.

"As folhas de hortelã, contudo, tiveram um maior nível de desodorização quando comparadas à maçã e ao alface", explica o estudo.

Mirondo e Barringer revelaram que todos os materiais analisados tiveram algum tipo de efeito positivo, menos o chá verde.

Os sucos de maçã e hortelã, porém, não foram tão eficazes quanto os mesmos produtos consumidos de forma triturada.

Uma possível explicação é que os alimentos crus contêm não apenas as enzimas que eliminam o cheiro, mas também compostos capazes de destruir os elementos voláteis.

G1