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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Emergência ou urgência? Pronto-socorro ou pronto-atendimento?

Quem nunca foi a um hospital e não se perguntou: qual a diferença entre urgência e emergência? Pronto atendimento e pronto socorro? Parecem ser a mesma coisa, mas não são? É frequente nos hospitais e/ou em instituições de saúde ver este tipo de questionamento sendo feito pelos pacientes.
 
Claro que se estão em um hospital, não importa se é emergência ou urgência, todos querem ser tratados e ter seu problema, sua dor ou sintoma resolvido o quanto antes. Mas existem diferenças nos significados dessas palavras e é por isso que às vezes outra pessoa é atendida primeiro que você, mesmo que você tenha chegado antes dela.
 
O ortopedista, Celso Eduardo Ribeiro G. Santos, explica que a função do médico é preservar a vida e a integridade do paciente. “É preciso que as pessoas entendam que a organização e a sistemática para o atendimento poderá salvar vidas e/ou evitar complicações sérias de doenças ou traumas”.
 
Vamos entender?
O que é emergência? É toda situação considerada crítica, algo iminente, com ocorrência de perigo; incidente; imprevisto. Na medicina são todas aquelas circunstâncias que exigem ato cirúrgico ou a intervenção imediata do médico. “Nesta situação não há questionamento, o paciente será atendido imediatamente”, ressalta Celso Santos que ainda dá alguns exemplos de casos de emergência. “São exemplos a parada cardíaca, o infarto agudo do miocárdio, crises convulsivas, traumas crânio-encefálicos, traumas no tórax, na bacia de alta energia e fraturas de ossos longos (fêmur, tíbia, úmero) com grande sangramento”, afirma o médico.
 
O que é urgência? É toda situação que não pode ser adiada, que deve ser resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte. Na medicina, ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e muitas vezes de cirurgia, contudo, possuem um caráter menos imediatista. São exemplos de urgência: fraturas “fechadas” (sem sangramento externo, sem exposição externa do osso), cólicas abdominais, cólicas “renais”, cefaléias fortes (dores de cabeça), diarréias. Esta palavra vem do verbo “urgir” que tem sentido de “não aceita demora”: o tempo urge, não importa o que você faça para tentar pará-lo.
 
Celso Santos ainda esclarece que mesmo após o atendimento médico ou de profissional da saúde, a classificação de urgência ou emergência pode mudar. “Por exemplo, quando há um caso de suspeita de fratura exposta que, antes era de urgência, pode passar a ser emergência caso houver um sangramento que implica risco iminente de morte. Um caso de emergência como uma suspeita de infarto poderá ser de menor gravidade caso não houver alterações eletrocardiográficas que justifiquem o infarto passando assim para urgência”, explica o ortopedista.
 
Essa diferenciação é importante quando se leva em consideração a questão dos ‘Plantões’ e ‘Sobreaviso’. Em hospitais e instituições de saúde que possuem atendimento de emergência tem que trabalhar com uma equipe plantonista (“de corpo presente”). Os locais que não atuam com atendimento de emergência podem trabalhar com equipe de sobreaviso, que não fica no hospital, mas pode ser chamada a qualquer momento.
 
Fonte Corposaun

A prevenção da obesidade é reflexo do comportamento alimentar da família

 A prevenção da obesidade é reflexo do comportamento alimentar da famíliaComo é difícil entrar em um supermercado com as crianças a tiracolo, pois nem entramos direito no estacionamento e eles já estão sonhando e pedindo as guloseimas que tanto apreciam.
 
Aos pais cabem a difícil tarefa de selecionar o que é importante dar ao seu filho, e o que trará a felicidade dos mesmos. Quem nunca passou por essa situação? Esses momentos causam uma grande angústia aos pais que selecionam o que devem ou não colocar dentro do carrinho de compras.
 
Por outro lado vemos que essas guloseimas fazem parte de muitas famílias, que por não se preocuparem ou mesmo por utilizarem os doces e salgadinhos como forma de acalmar os filhos, mesmo por não terem limites, aumenta a crescente estatística da obesidade infantil no Brasil.
 
Fica mais complicado ainda quando os pais já foram desde pequenos acostumados por seus genitores a comerem em abundância, e os salgadinhos, lanches e doces fizeram parte de sua historia de vida.
 
Segundo uma pesquisa que acabou de ser realizada em São Paulo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este revelou que 80% das crianças brasileiras ingerem açúcar acima do nível recomendado pelos nutricionistas. E mais: enquanto isso, 89% consomem gordura além dos padrões considerados saudáveis.
 
“Estes dados só confirmam que a obesidade infantil se tornou uma epidemia devido às mudanças nos hábitos alimentares das crianças e da população em geral. A genética é um fator importante na obesidade das crianças, porém não existe obesidade se não houver um desequilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto energético”, afirma a pediatra Lilian G. Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO.
 
Um aspecto importante a ser citado é que os pais servem de modelos para seus filhos sendo imprescindível que estes se organizem para servirem alimentos que são adequados e saudáveis para suas crianças, além de também se comportarem de forma que estas visualizem que estes pais também se comportam adequadamente em relação à alimentação. Muitos cobram de seus filhos comportamentos que eles mesmos não seguem, tornando a situação confusa na cabeça das crianças.
 
Desta forma podemos pensar tanto em relação à alimentação como também a prática de atividades físicas. Como podemos querer nossos filhos saudáveis se não servimos a eles como exemplo?
 
De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o excesso de peso entre meninos de 5 a 9 anos subiu de 10,9%, em 1974, para 34,8%, em 2009. Entre as meninas da mesma faixa etária, o sobrepeso aumentou de 8,6%, em 1974, para 32% em 2009.
 
Simples atitudes podem mudar essas estatísticas melhorando a saúde de nossos filhos, começando com uma mudança na qualidade dos alimentos apresentados a mesa, como nos lanches. Nada é difícil quando nos propomos a mudanças que podem ser graduais, preservando o sabor e o visual dos pratos preparados.
 
Poder parar e refletir sobre a dinâmica da casa, os hábitos que plantamos pode ser um caminho efetivo, e não faltam sites com receitas e estratégias para o alcance dessas mudanças, e nada melhor do que começar agora, colhendo saúde e felicidade dentro de casa.
 
Fonte Corposaun

Por que as mulheres precisam de óculos de leitura antes que os homens?

De acordo com um novo estudo – Meta-Analysis of Sex Differences in Presbyopia – publicado no IOVS, Investigative Ophthalmology & Visual Science estas não são as razões para este fato. Tal necessidade está relacionada ao comprimento do braço e/ou a distância tomada da leitura preferida.
 
Para chegar a esta conclusão, foi feita uma meta-análise de nove estudos transversais que forneceram dados suficientes para comparar a prevalência e a magnitude da presbiopia entre homens e mulheres.
Segundo os pesquisadores, em média, os braços das mulheres são mais curtos do que os dos homens, e com o passar do tempo, se torna mais difícil ler apenas com o auxílio do comprimento do braço, ou seja, afastando o livro/tablet/celular para mais longe dos olhos. Por isto, as mulheres precisam de uma correção precoce da presbiopia, consequentemente, fazendo uso de óculos de leitura mais cedo. Elas também precisam de óculos de maior potência de leitura ou de bifocais muito antes que homens da mesma idade.
 
“A presbiopia não corrigida é uma importante causa de deficiência visual no mundo. Uma maior compreensão da etiologia da doença e de seus fatores de risco pode levar a mudanças nos métodos de correção deste problema, levando em conta as diferenças sexuais”, explica o oftalmologista Virgílio Centurion.
 
Sobre a presbiopia e sua correção, o oftalmologista Eduardo de Lucca, destaca, a seguir, alguns pontos importantes sobre o tema:
 
• Presbiopia em grego significa “olho envelhecido.” Quando a presbiopia começa a se desenvolver, por volta dos 40 anos (ou um pouco antes), o paciente irá sentir dificuldade para focar. Geralmente, a dificuldade está relacionada à leitura de letras pequenas. “Quando o paciente começa a segurar o seu livro cada vez mais longe, a fim de ler confortavelmente, este é um sinal precoce da presbiopia. Além de esticar o braço para ler, o paciente também vai começar a precisar de mais luz para ler confortavelmente. Essa incapacidade de ver imagens nítidas em todas as distâncias é natural, mas pode ser corrigida”, diz o médico;
 
• O processo da vista cansada atinge 100% da população, se inicia aos 40 anos e finda aos 50. Após esta idade, quando não existe mais o poder de acomodação, pode ser avaliada a possibilidade de correção cirúrgica da visão de perto. “A escolha da técnica dependerá, dentre outros fatores, do estilo de vida, da profissão e dos hábitos do paciente, pois ainda não existe uma técnica única para a resolução deste problema”, explica o médico;
 
• Diferentes tipos de lentes podem corrigir a presbiopia. “Se o paciente nunca havia usado óculos antes, um par de óculos de leitura pode ajudá-lo a ler ou a realizar tarefas que exijam uma boa visão de perto. Se o paciente precisa corrigir outras condições visuais, o oftalmologista pode prescrever óculos bifocais, trifocais ou lentes de óculos multifocais, que têm diferentes ‘zonas’ que permitem ver em distâncias múltiplas. As lentes de contato multifocais e bifocais também estão disponíveis para pessoas com presbiopia”, explica Eduardo de Lucca;
 
• Não existem tratamentos definitivos para a presbiopia, mas a correção da visão feita cirurgicamente pode livrar o paciente da necessidade de usar óculos ou lentes de contato, ou pelo menos, torná-lo menos dependente deles. “Hoje, contamos com lentes intraoculares que podem corrigir a presbiopia e outros vícios de refração, ao mesmo tempo”, conta o oftalmologista.
 
Fonte Corposaun

Dor do crescimento é a terceira queixa de dor mais recorrente em crianças

Os principais sintomas são dores recorrentes nos membros inferiores, com duração, intensidade e periodicidade variáveis, geralmente durante a noite, podendo interferir nas atividades diárias da criança.
 
Uma das dores mais comuns em crianças e adolescentes é a conhecida dor do crescimento, clinicamente chamada de dor musculoesquelética idiopática, por não ter nenhuma causa orgânica como uma inflamação. Essa dor acomete crianças, em especial dos 3 aos 12 anos, e é considerada a terceira causa de dor recorrente em crianças e adolescentes, após a cefaleia e dor abdominal.
 
Por se tratar de uma dor corriqueira, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), estudou a fundo as causas e tratamentos da doença no “Consenso sobre Dores Pouco Valorizadas em Crianças”. O objetivo do consenso é analisar e estudar dores comuns que muitas vezes não recebem atenção.
 
Segundo especialistas, os sinais de alerta são dor localizada nos membros inferiores, como região anterior das coxas, pernas, panturrilhas e atrás do joelho, além da dor ser intensa e persistente principalmente durante a noite. A duração da dor pode variar de minutos até horas, sendo que, em média, 43% dos pacientes tem um episódio de dor por semana.
 
Vale ressaltar que, nesse caso, exames físicos, laboratoriais e radiológicos poderão apresentar resultados normais, porém, alguns sinais e sintomas deverão chamar atenção para diagnósticos diferenciados, como manifestações sistêmicas (febre, perda de peso), dor localizada e unilateral, dor à palpação muscular ou óssea, fraqueza muscular e alteração na maneira de andar.
 
Fonte Corposaun

Preferência por um tipo de vinho pode dizer muito sobre sua personalidade

Savignon Blanc e Chardonnay ou Bourdeaux? A preferência por um ou outro pode dizer algo sobre a personalidade das pessoas.
 
Uma estudo feito em conjunto por pesquisadores australianos e britânicos mostrou que aqueles que preferem um sabor mais suave (ou doces) costumam ser mais impulsivos. Pessoas que preferem as variedades de sabores mais secos são mais extrovertidos.
 
Apesar de ter identificado diferenças sensíveis entre esses dois grupos, outros traços de personalidade não mostraram grande variação na preferência por determinados tipos de vinhos.
 
Mais doces, mais impulsivos
“Há indícios que comprovam que a predileção por gostos mais suaves é evolutivamente primário e nos levaria a associação com a impulsividade”, diz o pesquisador Anthony Saliba, da Charles Sturt University na Austrália, e que publicou o trabalho, junto com colegas, no periódico científico Food Quality and Preference.
 
O grupo de pesquisadores testou a preferência por vinhos de um grupo de pessoas que foi dividido inicialmente entre aqueles que gostavam de vinhos suaves e secos.
 
Paladar infantil?
Cada grupo foi avaliado por testes cognitivos que avaliavam impulsividade, empatia, extroversão, equilíbrio emocional, nível de extravasamento emocional, nível de discordância e neuroticismo (que se refere ao nível crônico de ajustamento e instabilidade emocional). A partir dessa avaliação, verificou-se os dados relativos à impulsividade e extroversão.
 
Quanto à predileção por sabores suaves e impulsividade, os pesquisadores inferem que as evidências desse tipo de preferência varia durante a vida. Ao que parece, ela é bastante forte na infância (idade em que se busca comidas calóricas, especialmente as doces) e diminui na adolescência.
 
Após descobrir essas relações iniciais, os pesquisadores agora se debruçam sobre a questão de encontrar as causas dessas associações.
 
Fonte O que eu tenho

Perda auditiva não atinge somente idosos

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição. Destes, apenas 40% dos afetados reconhecem a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar uma providência.
 
Associa-se normalmente a surdez à perda completa da audição. Mas os problemas de audição podem ter muitos níveis e diversas causas. “A deficiência auditiva é um problema que pode ocorrer em todas as idades e levar a perdas parciais ou totais da audição. Crianças com problemas congênitos, adolescentes e adultos que tiveram acidentes ou condições de saúde que levaram à perda auditiva e idosos que por diversos fatores, incluindo a idade, também tiveram a audição comprometida são apenas alguns exemplos de como essa condição pode vir a se desenvolver”, explica Elisabetta Radini, fonoaudióloga, pesquisadora em Distúrbios da Comunicação da PUC-SP e coordenadora do Departamento de Audição da Oto-Sonic, empresa especializada em próteses auditivas.
 
“No caso de problemas congênitos a rubéola chegou a ser um dos principais fatores para que os bebês recém-nascidos tivessem problemas de formação do conjunto auditivo. Na maior parte do Brasil essa doença foi praticamente controlada, mas em diversas regiões, como no Nordeste, esse problema ainda persiste. Além disso diversos outros fatores – como os genéticos – também contribuem para a deficiência auditiva de nascença”, explica a especialista.
 
Acidentes, ficar exposto ao som alto nos locais de trabalho ou diversão e, cada vez mais comum, problemas causados pelo uso inadequado de fones de ouvido (leia mais AQUI) também podem levar a perdas auditivas em qualquer idade.
 
Níveis de deficiência auditiva
De acordo com a OMS existem dois níveis de impacto quando um indivíduo tem algum tipo de deficiência auditiva. A primeira é a chamada “incapacidade auditiva” e refere-se à qualquer restrição ou falta de habilidade para desempenhar uma atividade dentro de uma faixa considerada normal para o ser humano.
 
Há problemas na percepção de fala em ambientes ruidosos, além de confusão com o que é dito na televisão, rádio, cinema, teatro, igrejas. Essas pessoas também acabam não atendendo à sinais sonoros de alerta (campainha e celular, por exemplo) e ficam menos sensíveis aos sons ambientais.
 
Já no nível chamado de “handicap” (ou nível de desvantagem), relaciona-se aos aspectos que não só aqueles resultantes da deficiência e da incapacidade auditivas. Pessoas com “nível de desvantagem” ficam limitadas ou impedidas de conseguir desempenhar adequadamente suas atividades diárias e comprometem suas relações na família, no trabalho e na sociedade. O impacto sócio-econômico nesse nível de perda auditiva é muito alto.
 
Idosos, perda auditiva e falsos indicativos de senilidade
A perda da sensibilidade auditiva resultante do envelhecimento é conhecida como presbiacusia, caracterizada por uma perda auditiva bilateral para tons de alta frequência, devido a mudanças degenerativas e fisiológicas no sistema auditivo, com o avançar da idade.
 
“Idosos portadores de presbiacusia têm diminuição da sensibilidade auditiva e redução na inteligibilidade da fala, o que vem a comprometer seriamente o seu processo de comunicação verbal. Como consequência, as respostas inadequadas de indivíduos idosos presbiacúsicos geram uma imagem de senilidade (o que não condiz com a realidade). A queixa típica destes indivíduos é a de ouvirem, mas não entenderem o que lhes é dito”, ressalta Elisabetta.
 
A incidência da presbiacúsico é maior nos homens de uma forma geral, embora na população feminina, após os 65 anos, os índices são mais elevados do que na masculina para esta faixa etária. O processo de envelhecimento revela-se pelas mudanças na sensibilidade que começam aos 30 anos de idade.
 
Principais implicações da deficiência auditiva no idoso
Ser um idoso portador de deficiência auditiva adquirida é algo que vai além do fato do indivíduo não ouvir bem, levando a implicações psicossociais sérias para a vida deste indivíduo e para os que convivem com ele diariamente.
  • Redução na percepção da fala em várias situações e ambientes acústicos.
  • Alterações psicológicas: depressão, embaraço, frustração, raiva e medo, causados por incapacidade pessoal de comunicar-se com os outros.
  • Isolamento social: interação com família, amigos e comunidade seriamente afetada.
  • Incapacidade auditiva: igrejas, teatro, cinema, rádio e TV.
  • Problemas de comunicação com médicos e profissionais afins.
  • Ansiedade/frustração/falha/raiva/afastamento da situação de comunicação.
  • Problemas de alerta e defesa: incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha da porta, anúncios de emergências em rádio e TV.
“Indivíduos com algum indício de problemas auditivos devem consultar um especialista. Em muitos dos casos pode não haver reversão do quadro, mas é possível controlar ou diminuir o impacto da perda auditiva e consequentemente o bem estar desses indivíduos”, finaliza Elisabetta.
 
Fonte O que eu tenho

Medicamentos anticâncer revertem perda de memória ligada ao Alzheimer

Drogas que atacam receptor EGFR, presente em alguns cânceres, reverteram demência em moscas de frutas e camundongos doentes
 
Cientistas do Cold Spring Harbor Laboratory, nos EUA, descobriram que medicamentos usados para combater o câncer são capazes de reverter a perda de memória ligada à doença de Alzheimer.
 
A pesquisa mostrou que droga projetada para atacar EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico), presente em abundância em alguns cânceres, reverteu com eficácia a demência em moscas de frutas e camundongos com células do cérebro contendo a proteína do Alzheimer.
 
Os resultados, apresentados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostram ainda que a maior ativação de EGFR nas células cerebrais agrava a perda de memória típica do Alzheimer, embora os detalhes dessa relação não sejam totalmente compreendidos.
 
A equipe, liderada por Yi Zhong, demonstrou que o tratamento de moscas de fruta com dois inibidores anticâncer de EGFR ao longo de uma semana evitou a perda de memória nos animais. Os resultados foram depois confirmados em modelos de ratos da doença de Alzheimer.
 
Segundo Zhong, ele e seus colegas foram surpreendidos pelos resultados tão promissores em um estágio muito inicial de pesquisa.
 
Apesar dos dados obtidos, a equipe sugere que testes adicionais com inibidores do EGFR ainda são necessários.
 
Fonte isaude.net

Cirurgia robótica através da boca é mais eficaz na remoção de tumores da laringe

Pesquisa revela que técnica é mais segura, causa menos risco de complicações e reduz tempo de internação para os pacientes
 
A cirurgia robótica através da boca é uma maneira segura e eficaz para remover tumores de garganta e da laringe, de acordo com um estudo realizado por cirurgiões da Ohio State University, nos EUA.
 
Segundo os pesquisadores, o estudo é o primeiro a mostrar a eficácia e segurança da cirurgia robótica transoral para laringectomia supraglótica.
 
A equipe, liderada por Enver Ozer, examinou os resultados preliminares de 13 pacientes com tumores de cabeça e pescoço localizados na região do pescoço entre a base da língua e um pouco acima das cordas vocais, uma área conhecida como a região supraglótica.
 
O estudo verificou que a utilização da cirurgia robótica para remover esses tumores através da boca levou cerca de 25 minutos, em média, e que a perda de sangue foi mínima. Nenhuma complicação cirúrgica foi encontrada e 11 dos 13 pacientes poderiam recbeer uma dieta oral no prazo de 24 horas.

A prática atual, no entanto, que remove estes tumores através de cirurgia aberta no pescoço, pode demorar cerca de 4 horas, requer 7 a 10 dias, em média, de hospitalização e necessita de um tubo de traqueostomia e um tubo no estômago.
 
"A técnica robótica transoral significa menos tempo sob efeito de anestesia, menos risco de complicações e menor tempo de internação para esses pacientes. Isso também significa que não há incisões cirúrgicas externas para o paciente e uma melhor visualização 3D do tumor para o cirurgião", afirma Ozer.
 
Os casos analisados nesta pesquisa foram parte de um grande estudo prospectivo de 126 pacientes submetidos à cirurgia robótica transoral entre 2008 e 2011.
 
 
Fonte isaude.net

Estudo da Unicamp aponta relação entre obesidade e câncer de cólon

Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas correlaciona inflamação crônica com o desenvolvimento de tumores colorretais
 
Trabalho desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descreve de maneira inédita um importante mecanismo que associa a obesidade ao desenvolvimento do câncer de cólon. A pesquisa correlaciona a inflamação crônica com o desenvolvimento de tumores colorretais. O artigo que descreve a pesquisa foi destaque na edição de setembro da revista Gastroenterology.
 
Segundo o professor da Unicamp José Barreto Campello Carvalheira, orientador no estudo, " a ligação entre a obesidade e os vários tipos de câncer é muito recente. As pessoas obesas estão predispostas a quase todos os tipos da doença e, particularmente em relação ao câncer colorretal, apenas no ano de 2012, foram reportados pelo The American Cancer Society aproximadamente 103 mil novos casos da doença, com 51 mil mortes a ela relacionadas nos EUA. A obesidade aumenta a incidência do câncer colorretal, assim como leva à sua recorrência e à maior mortalidade devido à doença. O pioneirismo do nosso trabalho está em correlacionar a inflamação crônica, que ocorre na obesidade, com o desenvolvimento dos tumores colorretais: este é o principal avanço" , diz.
 
" No trabalho iniciado há cinco anos, elencamos como possíveis mediadores desta relação as elevadas concentrações de insulina, verificadas nos nossos modelos de obesidade, assim como a inflamação crônica imposta pelas alterações do tecido adiposo frente à obesidade dos animais" , afirma o professor.
 
" Foram cinco anos de pesquisas por causa das dificuldades de se chegar aos modelos experimentais para esse tipo de câncer. Depois dessa fase, os resultados foram surpreendentes", explica Marcelo Flores, primeiro autor do artigo e autor da tese de doutorado. Marcelo foi responsável pela elaboração e execução dos experimentos com animais na bancada do Laboratório de Investigação Molecular do Câncer da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM).
 
Ainda de acordo com ele, esses dados são muito importantes porque provam as ligações fisiológicas e moleculares entre a obesidade e o câncer de cólon.

 
Fonte isaude.net

Campanha alerta para os riscos de doenças cardiovasculares em idosos de SP

411757 coracao medico 450x338 ok Hábitos comuns que afetam o CoraçãoInstituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, na zona leste, atenderá cerca de 700 pessoas até a próxima sexta-feira
 
Até a próxima sexta-feira (28), o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia, unidade da Secretaria de Estado da Saúde conhecida como Centro de Referência do Idoso da Zona Leste, promove uma campanha de prevenção de riscos cardiovasculares na terceira idade.
 
Em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia do Estado de São Paulo, o serviço estadual atenderá cerca de 700 idosos participantes das atividades do Centro de Convivência da unidade, em especial os frequentadores do " bailão" promovido todas as sextas-feiras.
 
A ação contará com um grupo interdisciplinar, formado por médicos, profissionais de educação física, enfermeiros, dentistas e nutricionistas, entre outros profissionais.
 
Os idosos serão submetidos a entrevistas, testes e exames laboratoriais, para verificar pressão arterial, níveis de glicose, colesterol e triglicerídeos, além de outros fatores de risco, como o tabagismo.
 
Além disso, os idosos também participarão de ações educativas e receberão recomendações adequadas conforme os riscos encontrados durante a avaliação. Os participantes que apresentarem alto risco de desenvolvimento de doença cardiovascular serão encaminhados para acompanhamento médico especializado.
 
" Essa campanha tem a finalidade de identificar idosos com fatores de risco cardiovasculares, oferecer intervenções preventivas, realizar o encaminhamento terapêutico necessário e promover a conscientização da importância da prevenção das doenças" , afirma Paulo Sérgio Pelegrino, diretor centro de referência.
 
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, acometendo homens e mulheres. Segundo a Organização Mundial de Saúde, até 2015, cerca de 20 milhões de pessoas podem morrer por doenças coronarianas ou por acidente vascular cerebral.
 
" Uma dieta inadequada, o sedentarismo, o tabagismo, níveis de glicose e colesterol elevados, associados ao sobrepeso e à obesidade aumentam significativamente a chance de ocorrência de cardiopatia coronária e acidente cerebrovascular" , finaliza Pelegrino.
 
O CRI Leste fica na Praça Aleixo Monteiro Mafra (antiga praça do Forró), 34 São Miguel Paulista.
 
Fonte isaude.net

Novas ferramentas tecnológicas melhoram diagnóstico de autismo em crianças

Inovações rastreiam contato visual e comportamentos relevantes das crianças e permitem diagnóstico mais precoce da condição
 
Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, desenvolveram novas ferramentas tecnológicas que podem melhorar a avaliação e o tratamento de crianças com autismo.
 
As inovações rastreiam automaticamente os comportamentos relevantes das crianças e permite um diagnóstico mais precoce da condição.
 
Uma das ferramentas, um sistema que utiliza óculos especiais de rastreamento e um software de análise facial para identificar quando uma criança faz contato visual com os óculos, foi criada pela combinação de duas tecnologias existentes para detecção automática do contato visual.
 
O outro é um sistema portátil que usa os acelerômetros para monitorar e classificar problemas de comportamento em crianças com distúrbios comportamentais.
 
Crianças com risco de autismo muitas vezes exibem marcadores distintos de comportamento desde uma idade muito jovem. Um desses marcadores é a relutância em fazer contato visual frequente ou prolongado com outras pessoas.
 
Segundo os pesquisadores, descobrir uma forma automatizada para detectar este e outros marcadores comportamentais seria um passo significativo para diagnosticar o autismo em uma parcela muito maior da população infantil.

Contato visual
O sistema de rastreamento de contato visual se baseia em um par de óculos disponível comercialmente que pode gravar o ponto focal do olhar de seu usuário. Pesquisadores capturaram o vídeo de uma criança por uma câmera colocada sobre os óculos, usado por um adulto que estava interagindo com a criança.
 
O vídeo foi então processado usando um software de reconhecimento facial. Combinando a capacidade dos óculos de rastrear o olhar do usuário com a capacidade do software para detectar a direção do olhar da criança, o resultado é um sistema capaz de verificar a existência de contato visual em um teste de interação com crianças aos 22 meses de idade com 80% de precisão.
 
"O olhar tem sido algo difícil de medir em laboratório e, normalmente, é muito trabalhoso, que envolve horas e horas de análise de frames de vídeos para identificar os momentos de contato com os olhos. O interessante sobre o novo método é que ele pode produzir estas medidas automaticamente e pode ser utilizado no futuro para medir contato visual fora do contexto laboratorial", afirma o pesquisador Jim Rehg.

Problemas de comportamento
O outro sistema consiste em sensores colocados sobre pulsos e tornozelos que usa os acelerômetros para detectar movimento do usuário. Algoritmos desenvolvidos pela equipe analisam os dados dos sensores para detectar automaticamente episódios de problemas de comportamento e classificá-los como agressivos, auto prejudiciais ou perturbadores.
 
Os pesquisadores testaram pela primeira vez os algoritmos colocando os sensores em quatro adultos que, juntos, realizaram cerca de 1.200 comportamentos diferentes, e o sistema detectou "problemas" comportamentais com 95% de precisão e classificou todos os comportamentos com 80% de precisão.
Eles então usaram os sensores em uma criança diagnosticada com autismo, e o sistema detectou episódios de problemas comportamentais da criança com 81% de precisão e os classificou com 70% de precisão.
 
"Nosso objetivo principal com este sistema de detecção via sensores é ser capaz de coletar dados sobre o comportamento da criança além das clínicas, em locais onde a criança passa a maior parte do seu tempo, como em casa ou na escola. Desta forma, os pais, professores e outras pessoas que cuidam da criança podem ser potencialmente alertados para momentos e situações quando ocorrem problemas de comportamento, para que possam resolvê-los imediatamente", afirma a pesquisadora Agata Rozga.
 
Segundo os pesquisadores, as tecnologias têm o objetivo de fornecer um rastreio mais eficaz e precoce da doença a milhões de crianças em todo o país, bem como melhorar o atendimento para pacientes já diagnosticados com autismo.
 
Fonte isaude.net

Estudo traça o mapa de infecções da diarreia em todo o mundo


Bactéria Shigella
Condições sanitárias básicas dos países mudam perfil das bactérias em diferentes processos infecciosos, diz pesquisa
 
Um importante agente causador de doenças infecciosas diarreicas foi mapeado por pesquisadores nos quatro continentes.

A pesquisa sobre a bactéria Shigella acaba de gerar um artigo na prestigiosa revista Nature Genetics.

O estudo, realizado colaborativamente com pesquisadores de vários países, entre eles o Brasil, apontou que as condições sanitárias básicas dos países mudam o perfil das bactérias que promovem os diferentes processos infecciosos.
 
De acordo com o professor Wanderley Dias da Silveira, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, que integrou o grupo de pesquisa, esta é a primeira investigação comparada com tantas amostras ao mesmo tempo. O trabalho envolveu ao todo 132 linhagens da bactéria Shigella, vindas de quatro continentes

, com o objetivo de estabelecer a sua origem, já que desencadeia surtos de diarreia infecciosa não somente em países subdesenvolvidos, mas também em países em desenvolvimento e desenvolvidos.
 
Dados do levantamento mostram que essas bactérias ainda levam a processos infecciosos e com o agravante de que às vezes uma espécie é substituída por outra. " Nos países desenvolvidos, anteriormente a Shigella flexneri, que era a espécie mais prevalente, foi aos poucos substituída pela Shigella sonnei" , afirma.
 
Diversas espécies de Shigella, comenta ele, são conhecidas. A sonnei é uma das mais importantes. Além de ter maior incidência e maior prevalência, dependendo do país no qual é feita a pesquisa, normalmente reflete as condições básicas de higiene e saúde da população.
 
" O nosso texto final demonstrou a resistência aos antibióticos na quase totalidade dos isolados responsáveis por este tipo de infecção e deve lançar luzes sobre os mecanismos de transmissão" , destaca.
 
As amostras foram analisadas em laboratórios do Reino Unido, Austrália e China.
 
A parte que coube ao Laboratório de Wanderley foi o desenho da experimentação, a cessão de amostras isoladas do Brasil (que compõem a coleção do seu laboratório), bem como a discussão da metodologia e colaborações no desenvolvimento do trabalho. O estudo foi realizado colaborativamente com pesquisadores de vários países, entre os quais do Reino Unido e da Austrália.

 
Fonte isaude.net

Africanos cobram renovação na luta contra Aids durante assembleia da ONU

Eles alertaram sobre a necessidade de mais vontade política contra doenças; Dilma Rousseff abriu evento em NY
 
A 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, aberta pela presidente brasileira Dilma Rousseff nesta terça-feira, 25 de setembro, em Nova York, nos EUA, teve como destaque hoje nas sessões paralelas à programação oficial um pedido de líderes africanos para que sejam renovadas as ações no continente contra a aids, tuberculose e malária.
 
Eles alertaram sobre a necessidade de mais vontade política contra estas doenças e concordaram que o primeiro passo dever ser a implementação de um roteiro da União Africana com estratégias de sustentabilidade dos programas de prevenção e tratamento contra o HIV.
 
" O continente africano não tem mostrado apenas que precisa de mais recursos, mas que está investindo também muitos recursos próprios na área da saúde" , disse o diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), Michel Sidibé. " Para que todos africanos tenham acesso aos seus direitos nesta área, é preciso a garantia de investimentos financeiros, de boas leis, avanços científicos e a divisão de responsabilidades" , acrescentou.
 
O presidente do Benin e da União Africana, Boni Yayi, lembrou que 10 anos depois da Declaração de HIV/Aids de Abuja, milhares de pessoas estão sendo salvas na África por conta do acesso ao tratamento antirretroviral.
 
De acordo com o Unaids, cerca de 23.5 milhões de pessoas vivem com HIV e aids na África, apesar da quantidade de novas infecções ter diminuído 22% desde 2001.
 
Até o final do ano passado, a estimativa era de que 8 milhões de pessoas em todo o mundo estavam recebendo o coquetel de medicamentos contra aids, sendo mais de 6 milhões delas na África. No entanto, o número de pessoas que recebem antirretrovirais no continente ainda é de 56% do total que deveria receber.
 
" Estes investimentos devem ser permanentes para esta e futuras gerações" , comentou Boni.
 
Segundo informou as agências de notícias internacionais, a presidenta Dilma criticou durante seu discurso, a política dos países ricos contra a crise financeira internacional e voltou a defender a soberania da Palestina.
 
O encontro da ONU reúne os 193 países-membros da organização e se dá em meio à tensão vivida em vários países do Oriente Médio, com protestos e ataques a embaixadas dos Estados Unidos no mundo árabe.
 
Fonte isaude.net

Taxa de DST em maternidades do Amazonas está entre as mais altas do país

Dado levou pesquisadores a iniciarem rastreamento da Clamídia, um tipo de DST, em jovens de Manaus nesta semana
 
Recente estudo feito por pesquisadores de Vitória (ES) apontou que a ocorrência de mulheres grávidas com clamídia, uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), atendidas em maternidades do Amazonas, está entre as mais altas do país.
 
Este dado, segundo a doutora em Saúde Pública e especialista em DST/Aids, Adele Schwartz Benzaken, é preocupante, fato que a levou a iniciar uma investigação em saúde pública, especificamente em DSTs, para determinar a relação de custo-efetividade do rastreamento da Chlamydia trachomatis (Clamídia) em amostra representativa de jovens de 14 a 25 anos de idade, na cidade de Manaus.
 
O estudo começou a ser implantado na última segunda-feira (24) com uma reunião entre a autora do projeto, médicos e enfermeiros de 16 unidades de atendimento à saúde da zona oeste de Manaus. O objetivo é diagnosticar a doença entre a população que procura serviços médicos, mas sem sintomas de DST e que não estejam em acompanhamento pré-natal.
 
A pesquisa se propõe a implementar atividades de detecção de infecção por clamídia, de forma a simular um programa de rastreamento nesta população de usuários dos serviços da atenção básica de saúde.
 
" O teste da captura híbrida para o diagnóstico de clamídia faz parte do elenco de procedimentos cadastrados no SUS, entretanto não é realizado como programa de rastreamento da população jovem com vida sexual ativa" , destacou Benzaken.
 
A principal contribuição científica do estudo será o conhecimento gerado sobre a prevalência da infecção por clamídia na população assintomática e os custos atuais e possíveis de serem evitados pelo SUS (e pelas famílias), caso o programa seja implementado em toda a rede pública de saúde, ou não economizados, caso o programa não seja efetivado e a prevalência seja muito baixa. " Até a presente data, nenhum estudo explorou os custos diretos e indiretos associados à clamídia, nem a razão custo-efetividade da adoção de um programa de rastreamento para a doença em jovens menores de 25 anos residentes em áreas urbanas" , enfatizou a pesquisadora.
 
" Nós vamos demonstrar que é possível trabalhar de forma descentralizada com o diagnóstico da doença por meio da biologia molecular, de forma que 16 unidades de saúde serão envolvidas na implantação do diagnóstico, envolvendo a captação de pacientes, homens e mulheres na faixa-etária dos 14 aos 25 anos de idade, nas escolas da zona oeste de Manaus" , explicou.
 
Os únicos estudos sobre a doença em Manaus se deram em dois momentos: um em 2004, como parte de um levantamento nacional e outro mais recente, que envolve apenas mulheres grávidas. Mas nenhum envolvendo a população em geral. " Nós vamos ter uma análise econômica do custo-efetividade disso para convencer os gestores sobre a existência da prevalência da clamídia em Manaus. A expectativa é que em seis meses tenhamos examinado cerca de 1,8 mil pacientes previstos na amostra" , revelou.
 
A clamídia
É a DST de maior prevalência no mundo. Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres e ser transmitida da mãe para o feto na passagem pelo canal do parto.
 
A infecção atinge especialmente a uretra e órgãos genitais, mas pode acometer a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares. A clamídia é uma das causas da infertilidade masculina e feminina.
 
Nos homens, a bactéria pode causar inflamações nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite), capazes de promover obstruções que impedem a passagem dos espermatozoides. Nas mulheres, o risco é a bactéria atravessar o colo uterino, atingir as trompas e provocar a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).
 
Esse processo infeccioso pode ser responsável pela obstrução das trompas e impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide, ou então dar origem à gravidez tubária (ectópica), se o ovo fecundado não conseguir alcançar o útero.
 
A mulher infectada pela Chlamydia trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos. Nos casos de transmissão vertical na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite (oftalmia neonatal) e pneumonia.
 
Fonte Minha Vida

Sono auxilia cérebro a priorizar os fatos que serão memorizados

Lembranças emocionalmente mais significativas ganham destaque
 
Uma pesquisa feita por estudiosos da Universidade de Harvard e do Boston College, nos Estados Unidos, mostrou que o sono influencia no armazenamento de fatos, guardando ou excluindo memórias, conforme a significância emocional que elas apresentam.

Na prática, foi notado que um período de sono ajuda o cérebro na hora de guardar lembranças mais emocionais e eliminar aquelas mais neutras. Os resultados foram alcançados depois de testes feitos com 88 estudantes universitários.

Todos os participantes presenciaram cenas que apresentavam objetos neutros, como um carro estacionado em frente a algumas lojas, e cenas que traziam objetos com aparência negativa, como um carro estraçalhado estacionado em uma rua parecida.

Para verificar o impacto do sono na seleção da memória, os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos. O primeiro passou por um teste de memória, durante o dia, mas depois de 12 horas acordados. O segundo grupo passou pelo mesmo teste depois de 12 horas noturnas, que incluíram o período normal de sono. Já os estudantes do terceiro grupo foram submetidos ao teste de memória depois de 30 minutos que presenciaram as cenas.

Os resultados apontam que a maioria dos estudantes do primeiro grupo, que fizeram o teste depois de 12 horas acordados, não se lembrou do aspecto negativo das imagens, assim como se esqueceu dos objetos neutros. Entre os estudantes que fizeram o teste de memória depois de um período de sono, a maioria recordou dos objetos negativos. A precisão dos detalhes desta cena foi a mesma relatada pelos estudantes que passaram pelo teste meia hora depois de terem visto as imagens.

Os estudiosos chegaram à conclusão de que a cena lembrada tinha maior impacto emocional e, por isso, foi priorizada pelo cérebro, durante o sono. Além de armazenar melhor as lembranças mais importantes, os estudantes que dormiram antes dos testes não haviam retido muitos detalhes sobre as cenas neutras. Isso demonstraria que o sono ajuda na seleção das memórias.

A pesquisa indica ainda, que o cérebro consegue desatar os componentes emocionais da memória durante o sono. Esse desligamento permite que o cérebro faça uma operação seletiva e armazene somente as informações que considera mais importantes.

Estresse e ausência de nutrientes prejudicam memória
Quando a memória começa a falhar insistentemente pode ser sinal de que seu cérebro precisa de mais atenção. Segundo a nutricionista funcional Patricia Davidson, da clínica que leva seu nome, no Rio de Janeiro, o estresse é um dos maiores agentes que interferem na memória. Ela explica que isso acontece por causa do cortisol, hormônio liberado em situações estressantes, que interfere na produção de novas células neuronais, afetando a memória.

A nutricionista afirma que a alimentação pode entrar em cena como combatente da perda de memória. O contrário também acontece. Quando uma pessoa apresenta dificuldade de concentração ou de se lembrar dos fatos, é provável que estejam faltando determinados nutrientes importantes para a saúde do cérebro e manutenção da boa memória , ressalta.

Para melhorar a memória e o desempenho cerebral, a nutricionista funcional cita uma série de nutrientes. Entre eles, uma vitamina chamada colina. Patricia explica que o nutriente faz parte do complexo B e auxilia no funcionamento cerebral. Ela pode ser encontrada na lecitina de soja e ser usada em grânulos, adicionados a sucos, sopas, salada ou frutas, com duas colheres de sopa ao dia , ensina. A especialista informa ainda, que a gema de ovo é a maior fonte de colina e deve ser consumida diariamente por quem deseja notar melhorias na memória.

Mais alimentos ricos em complexo B são os grãos minerais. Eles trabalham a favor da função cognitiva e são encontrados em cereais integrais como arroz, centeio, gérmen de trigo, feijão e peixe. O guaraná e o cacau também são bons aliados nesta tarefa. Mas precisam ser usados com moderação, cerca de uma colher de chá por dia , destaca.

Outra gordura essencial para o bom funcionamento do cérebro é o ômega-3. Ele tem papel importante no desenvolvimento do cérebro em crianças e mantém a função cerebral normal em adultos , esclarece. Para encontrar a gordura, Patricia recomenda peixes de água fria, como sardinha e salmão, e linhaça.
Fonte Minha Vida

Conheça alimentos que ajudam a ter uma boa noite de sono

Comidas gordurosas e ricas em cafeína devem ser evitadas
 
Ao longo do dia, nem sempre temos tempo de escolher cautelosamente o que ingerimos. A correria cotidiana às vezes exige que nos alimentemos com o que temos ao alcance, e não com que o nosso corpo precisa. Mas, à medida que o dia chega ao fim, vale a pena investir em cuidados para que o que comemos e bebemos não somente não prejudique a qualidade do sono, como contribua para que tenhamos uma noite de descanso.

Segundo a nutricionista do Hospital de Clínicas da Unicamp Salete Campos, existe nos alimentos uma substância que favorece o trabalho do nosso corpo em restabelecer o equilíbrio durante a noite: o triptofano. "Uma vez no cérebro, ele aumenta a produção da serotonina, substância conhecida como o hormônio do bom humor, que tem poder sedativo e ajuda a induzir e melhorar o sono".
 
Essa substância pode ser encontrada em carnes magras, peixes, leites e iogurtes desnatados, queijos brancos e magros, nozes, banana e leguminosas. A serotonina ainda regula o nosso relógio biológico.

A insulina também tem papel importante no padrão do sono. Hipoglicemia, ou baixa quantidade de açúcar no sangue, costuma ocorrer à noite porque é quando não nos alimentamos. Quando o nível de glicose cai, a adrenalina é liberada como uma fonte secundária. Como o hormônio é estimulante, pode causar distúrbios do sono.

Por isso, é necessária a ingestão de carboidratos. "Eles favorecem o aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na 'limpeza' dos aminoácidos circulantes no sangue", explica Salete.
 
Algumas fontes de carboidratos são pães, cereais, biscoitos, massas, arroz, frutas, legumes, granola e polenta. A nutricionista aproveita para advertir: "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão".

Vitamina B6 e magnésio são outros nutrientes essenciais para que o organismo esteja em paz na hora de ir para a cama. Segundo Salete, os dois também estão envolvidos na produção da serotonina. A vitamina B6 está presente em frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará e semente de gergelim. O magnésio em alimentos como tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia e arroz integral.

Além de saber o que fazer, é bom ter consciência do que é preciso evitar. Se o objetivo é deitar e relaxar, não exagere na quantidade de alimentos e na ingestão de comidas gordurosas. Mas, de nada adianta refeições equilibradas e ricas nos itens acima se antes dormir não houver cautela com as bebidas consumidas.
 
Para não correr o risco de ter uma noite de sono agitado ou com pesadelos, a orientação da especialista é não beber líquidos que são fontes de xantina e cafeína, que estimulam o sistema nervoso central. Entre eles: chocolate, café, chá preto ou mate, guaraná, refrigerantes à base de coca e, claro, bebidas alcoólicas. No caso de serem consumidos, é aconselhável que seja quatro horas antes do sono.

Se, mesmo observando as orientações acima, você acaba passando mais tempo tentando dormir do que dormindo de fato, a nutricionista diz que o chá de camomila é uma boa alternativa. "Uma florzinha de longa data, conhecida de nossas tataravós que sempre foi usada para acalmar crises de nervosismo. Ela tem efeitos relaxantes, ameniza a ansiedade e reduz a depressão".
 
Fonte Minha Vida

Respostas para 17 dúvidas comuns sobre a acne

As causas vão desde a condição genética até as questões hormonais
 
A tão odiada acne não é coisa só de adolescente. Há muitas mulheres e homens que sofrem deste mal também na fase adulta. Para lidar com este problema, é preciso entender as causas e fatores responsáveis pelo aparecimento das temidas espinhas. Até mesmo nossa alimentação pode influenciar no processo. A seguir, confira as respostas para todas as suas dúvidas sobre o tema.

1. Qual a diferença entre a acne na adolescência e na fase adulta?
Do ponto de vista clínico, nenhuma, já que as lesões são muito semelhantes. No entanto, a acne na adolescência é auto-limitada, ou seja, ao redor da terceira década tende a curar, sendo sua causa a condição genética propriamente dita. Já a acne adulta, é uma condição que, geralmente, é associada às questões hormonais, principalmente, alterações hormonais ovarianas, só se resolvendo mediante ao tratamento desta causa. 
 
2. Quais as principais razões para o aparecimento da acne na fase adulta?
A principal são os cistos ovarianos. No entanto, o uso de medicamentos como anticoncepcionais, alguns antiinflamatórios, corticoides e, até mesmo, quimioterápicos, também podem ocasionar o início deste quadro.

3. Como se forma a espinha?

As espinhas (acne) se formam porque há o entupimento do ducto que drena para a superfície da pele o sebo produzido pela glândula sebácea. Esta rolha de ceratina é o chamado cravo, que em seguida inflama, deixando as lesões avermelhadas e pustulosas. A rolha é secundária à irritação do sebo que tem composição diferente (mais irritativa) do que de uma pessoa normal.

4. A herança genética influencia?
Sim, sem dúvida. Filhos de pais com acne têm mais chances de apresentarem acne na vida que os filhos de pais sem acne.
 
5. Quais são os graus de acne?

São 5 graus:
  • grau 1 - comedoniano: quando há o predomínio de cravos)
  • grau 2 - pápulo-pustulosa; quando predomina pontos vermelhos e de pus
  • grau 3 - cística: quando há o predomínio de cistos
  • grau 4 - conglobata: quando há cistos e ductos pustulosos que se intercomunicam
  • grau 5 - fulminante: quando há sintomas gerais, como febre, mal-estar e dores no corpo associados ao grau 5.

6. Quem sofre mais: as mulheres ou os homens e por quê?
Geralmente, as mulheres, devido à causa hormonal ovariana ser a principal causa desencadeante deste tipo de acne.
 
7. Em qual área do corpo é mais comum o surgimento da acne na fase adulta?
O surgimento da acne, geralmente, se limita à face, principalmente, na região mandibular.

8. Quais são as opções para tratamento?

Antes de tudo, tratar a causa: se for decorrente de cistos ovarianos, estes devem ser tratados; se for decorrente do uso de algum medicamento, este deve ser trocado.

9. O que há de novo no tratamento da acne?

Não há nada de novo. A nova tendência é a associação de retinóico sintético (adapaleno) com o agente que diminui a proliferação de bactérias (peróxido de benzoíla).

10. Como é feito o tratamento?

Sempre deve ser prescrito por um dermatologista, de acordo com a gravidade de cada caso.

11. A alimentação pode influenciar?

Cada vez mais, temos encontrado explicações na literatura que apontam para esta associação. Alimentos ricos em glicose e carboidratos, por estimularem a produção de insulina, parecem estar mais associados com esta piora. Neste sentido, o chocolate também participa de tal processo.

12. O excesso de maquiagem pode levar à formação de espinhas?

Sim, principalmente naqueles que já têm tendência à acne, pois fecha mais os poros, diminuindo a excreção do sebo.

13. E o uso indiscriminado de cremes, loções e protetores, ainda mais quando não são adequados ao tipo de pele, também podem favorecer o aparecimento da acne?
Sim.

14. Fumar também pode estar associado ao surgimento da acne?
Isto não está muito bem estabelecido, mas, atualmente, já existem algumas linhas de pesquisa que falam que o fumo, até mesmo a maconha, pode piorar o quadro de acne.

15. Quando é necessário procurar outros especialistas (como endocrinologistas e ginecologistas) para tratar o problema?
Sempre que houver suspeita de que a acne não seja uma condição genética exclusiva no paciente, mas sim, secundária a algum problema corporal, como alterações hormonais.

16. Quais as recomendações (dicas para lavar, proteger e hidratar a pele) para que o tratamento seja mais eficaz (especialmente no caso de uso de cremes e pomadas)?

Este deve ser prescrito pelo dermatologista, no ato de se indicar um tratamento, para que o uso seja compatível com os produtos indicados e, também, com o tipo de pele de cada um.

17. O que a mulher com acne deve evitar?
O que acentua ainda mais o problema ou pode desencadeá-lo?
O uso de anticoncepcionais que não sejam específicos para o público de mulheres portadoras de acne.
 
Fonte Minha Vida

Tire suas dúvidas sobre a doação de órgãos

Órgãos, pele e tecidos podem ser doados, inclusive em vida
 
O Dia Nacional da Doação de Órgãos é lembrado neste dia 27 de setembro com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do transplante de órgãos. Atualmente, o Brasil possui um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo, com 548 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar o procedimento, de acordo com dados do SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), só no primeiro semestre de 2012 foram realizados mais de 22 mil transplantes de órgãos e tecidos no Brasil. Mesmo assim os números poderiam ser maiores.

O médico do Grupo de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Wangles Soler, lembra que para o processo de doação ter início, o doador deve ter tido morte encefálica, o que representa entre 5% e 10% das mortes. Porém, apenas um em cada cinco casos são notificados, reduzindo-se ainda mais as chances de se encontrar um doador.

"Essa é uma luta eterna. O percentual de mortes encefálicas seria suficiente para sanar a lista de espera, mas desse total, apenas 30% são doadores. Além disso, em muitos casos não há notificação da morte cerebral". O assunto ainda envolve questões pessoais, por isso deve ser tratado com bastante atenção.
 
Saiba a resposta para as dúvidas mais comuns sobre a doação de órgãos:
 
mão segurando um coração - Getty ImagePor que é importante doar?
A doação de órgãos pode prolongar a vida ou melhorar a qualidade de vida do transplantado. "A família do paciente que registrou morte encefálica pode optar pela doação e, com isso, saber que está beneficiando outras pessoas. E, se um dia, alguém precisar de uma doação poderá saber que terá o retorno de uma sociedade mais consciente", explica o presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, José Osmar Medina.
 
Casal conversando com médico - Getty ImagesComo posso me tornar um doador de órgãos?
Todos podem se tornar doadores. A restrição fica por conta de pacientes com Aids, com tumores no órgão a ser doado ou infecção generalizada. Segundo o gastroenterologista Wangles Soler, a doação é baseada na vontade do indivíduo e de seus familiares. "Não há necessidade de um documento que comprove a intenção da pessoa, basta que ela deixe isso claro entre seus familiares, ou que estes estejam de acordo com o procedimento". Muitas pessoas deixam de manifestar sua vontade de ser doador, dificultando a tomada de decisão da família. Pessoas de todas as idades podem ser consideradas potenciais doadoras, desde que haja uma boa condição do órgão a ser transplantado.
 
Médicos analisando exames - Getty ImagesSomente coração, fígado e rins podem ser doados?
Não. Dentre os órgão vascularizados pode haver doação de coração, pulmão, fígado, rim, pâncreas e intestino. Entre os tecidos, podem-se doar as córneas, pele, ossos e vasos sanguíneos. Além da medula óssea, que mais se assemelha com a doação de sangue, já que o doador se cadastra em um banco medula e só é chamado para fazer a doação quando houver compatibilidade do paciente.
 
Médico com seringa - Getty ImagesDevo mudar alguns dos meus hábitos para ser um doador?
Não necessariamente. Na ocasião da morte, os médicos especializados irão conferir o histórico médico do doador para determinar os órgãos que poderão ser aproveitados. Muitas vezes, a pessoa era fumante e o estado do pulmão não está nas melhores condições para ser doado, mas outros órgãos estão com ótima capacidade.
 
Médico entrando em centro cirúrgico - Getty ImagesQual o risco de rejeição de um órgão?
Alguns órgãos têm um índice de rejeição maior que outros. O intestino, por exemplo, é um dos órgãos que apresenta o maior volume de rejeição, já o fígado apresenta uma boa aceitação. Mas, a descoberta de imunossupressores mais precisos ainda nos anos 1980 aumentou consideravelmente a sobrevida dos receptores de órgãos. Esses remédios devem ser tomados por toda a vida e oferecem algumas reações adversas. Por isso, é importante haver uma grande compatibilidade entre doador e receptor.
 
 
Médico conversa com paciente - Getty ImagesQuem receberá os órgãos doados?
Há um Sistema de Lista Única baseado em critérios específicos de distribuição para cada tipo de órgão de doadores com morte encefálica. No cadastro, são levados em conta tempo de espera e urgência do procedimento, além da compatibilidade entre o doador e o receptor. Vale lembrar que nem posição social ou poder econômico são fatores levados em conta na lista de espera por um transplante. No caso da doação em vida, o doador tem opção de escolher quem será o receptor. São levados em conta outros fatores, como grau de parentesco entre doador e receptor do órgão.
 
Médicos avaliando exame de pulmão - Getty ImagesO corpo do doador fica deformado após a retirada dos órgãos?
Não. Muitas famílias têm receio de autorizar a doação de órgãos de um ente querido que faleceu, porque não aceitam ideia da deformação do corpo da pessoa com a possível retirada dos órgãos. Segundo o nefrologista José Medina, os órgãos são removidos com técnicas cirúrgicas e, em alguns casos, logo após a retirada dos órgãos é feita uma prótese para que o corpo mantenha-se caracterizado.
 
Médico conversa com pai e filho - Getty ImagesPosso doar alguns órgãos em vida?
Sim. Há dois tipos de doações feitas em vida: são órgãos duplos, como pulmão e rins; ou órgãos que podem ser fragmentados, como o fígado. No entanto, a lei brasileira autoriza a doação em vida ao cônjuge, familiares até o quatro grau, ou pessoas sem grau de parentesco. Neste último caso é preciso haver a autorização judicial a fim de evitar a venda de órgãos. Além disso, há de se levar em conta a compatibilidade e eventuais riscos da doação. O especialista José Medica lembra que, hoje, o risco para o doador em vida é mínimo, mas há sempre que se considerar a grandeza de um transplante e suas decorrências. Por isso, é importante avaliar sempre a relação entre doador e receptor.
 
Fonte Minha Vida

Chineses inventam máquina de coletar esperma

Além dos doadores, homens inférteis também usam para exames médicos
 
Um hospital chinês introduziu uma máquina especial para coletar esperma “automaticamente”.
 
A tela da máquina disponibiliza um filme pornô enquanto faz a coleta por meio de um tubo ajustável com a altura do doador, segundo o tabloide The Sun.
 
Os usuários, que devem sempre usar preservativo, também podem ajustar a frequência, velocidade, força e temperatura da máquina.
 
De acordo com o médico Zhu Guoxin, diretor do departamento de urologia do Hospital Central de Zhengzhou, a máquina foi usada por 6 meses por cerca de 10 homens por dia.
 
Guoxim disse também que homens inférteis usam a máquina para coletar os espermas para fazer exames médicos.
 
— Ainda assim, a melhor forma de doação de esperma é a masturbação.
 
Fonte R7

Carboidratos à noite ajudam a melhorar o sono

Segundo especialistas, o importante é controlar o excesso e evitar massas com molhos calóricos
 
Quem sofre de distúrbios do sono agora tem um aliado para ajudar a combater o mal: comer carboidrato à noite. Segundo as últimas descobertas, alimentos ricos em carboidratos contribuem para a produção de dois tipos de hormônios: serotonina e melatonina.
 
A serotonina diminui a ansiedade e a melatonina induz ao sono. De acordo com médicos especialistas em problemas do sono, cada grama de carboidrato fornece quatro calorias, não importa a hora em que for ingerido.
 
O importante, alertam, é controlar o excesso e evitar massas com molhos calóricos. O ideal é o macarrão ao sugo, feito apenas com molho de tomate sem gordura.
 
Por causa da diminuição do batimento cardíaco à noite, que deixa o metabolismo orgânico mais lento, deve-se comer menos antes de dormir.
 
O mesmo acontece com o ritmo da respiração e o processo digestivo. Se a pessoa exagerar na comida, poderá ter pesadelos e perder o sono.
 
Fonte R7

Mudança alimentar pode reduzir colesterol em 20%

O colesterol é uma gordura importante na constituição das membranas de todas as células do organismo. Ela também é a matéria-prima para a formação de hormônios fabricados nos ovários e testículos.
 
O colesterol é produzido pelas células intestinais e pelo fígado. Porém, uma alimentação rica em gordura e o sedentarismo podem ajudar a elevar seu nível, proporcionando o surgimento de placas de gorduras nas paredes das artérias. No entanto, recentes pesquisas descobriram que comer corretamente pode ser mais eficaz do que o uso da estatina, droga usada para controlar problemas de colesterol.
 
Os especialistas recomendam cortar alimentos gordurosos do cardápio e incluir , vegetais em seu lugar. Essa medida pode diminuir em até 20% os índices de gordura no sangue.
 
A alimentação correta é diminuir o consumo de gordura de origem animal, comer mais fibras e alimentos com fitoesterois (compostos presentes em óleos vegetais e adicionados a margarinas).
 
Alimentos como carnes gordas, toucinho, frios, salsicha, presunto, salame, camarão, lagosta, óleo de dendê, leite integral, manteiga, queijos amarelos, creme de leite, chocolates e muitos outros elevam o colesterol.
 
Para ajudar a baixá-lo, o cardápio deve ser rico em margarinas dietéticas, leites e iogurtes desnatados, queijo tipo minas, ricota e cottage, peixes, frango, verduras, legumes e frutas. A alimentação deve ser rica em assados, grelhados, cozidos e ensopados.
 
A cebola e o alho também são bem vindos, pois estudos comprovam que eles reduzem o colesterol.
 
Fonte R7

Hipersensibilidade a ondas eletromagnéticas: a ciência procura, mas não encontra

São muitas as pesquisas científicas sobre os efeitos das ondas eletromagnéticas produzidas por celulares e sistemas sem fio, mas ninguém conseguiu ainda encontrar uma explicação convincente para a síndrome da intolerância a campos eletromagnéticos.
 
Dor de cabeça, problemas de concentração, tonturas, zumbido nos ouvidos: "uma porcentagem significativa da população se queixa de sintomas que se conectam à exposição aos campos eletromagnéticos", ressalta Gerard Lasfargues, da agência de segurança sanitária francesa, a Anses.
 
"Mas, do ponto de vista científico, não há provas dos mecanismos fisiológicos desta síndrome", afirmou à AFP o médico, que é vice-diretor científico da agência.
 
Um simpósio sobre os campos eletromagnéticos e saúde, organizado pela Anses, demonstra a vitalidade das pesquisas nesta área: estudo da radiação emitida por celular sobre "a memória e a atenção em ratos", efeito do Wifi em roedores jovens, ou sobre a possível ligação entre tumores cerebrais em crianças/adolescentes e o uso de celular (Mobi-Kids, um estudo internacional em andamento).
 
O neurologista da Inserm (de Toulouse) Jean-Pierre Marc-Vergnes explora a hipótese de uma relação entre a síndrome de hipersensibilidade as ondas eletromagnéticas e uma "disfunção do sistema sensorial" dos pacientes.
 
"Eu quero ver se essas pessoas têm o seu sistema sensorial hiperativo, se isto é específico a eles, e compará-los com aqueles que se queixam de hipersensibilidade a odores químicos", explica. Sua pesquisa, financiada pelo Anses, começará em janeiro.
 
"Temos de continuar a estudar para melhor caracterizar tais exposições e ver se alguns parâmetros, ainda não analisados, estariam relacionados aos sintomas denunciados pelos hipersensíveis", explica Gerard Lasfargues.
 
A Anses fez desta questão uma prioridade, com a criação em 2011 de um Comitê de Diálogo Radiofrequência e Saúde, que reúne organizações de pacientes e operadoras de telecomunicações, explica o diretor da agência, Marc Mortureux.
 
Várias metanálises - estudos de aproximação sobre assuntos semelhantes - demonstraram que os eletrosensíveis não são mais capazes do que o resto da população de saber se estão ou não expostos a ondas de antenas, por exemplo.
 
Em contrapartida, as mais recentes metanálises "mostraram laços mais fortes entre o fato de perceber que estamos expostos e a percepção de sintomas de dores de cabeça, tontura e zumbido", associados a eletrosensibilidade, de acordo com Lasfargues.
 
"Não estamos aqui para negar ou não a realidade desta síndrome. Há pessoas que sofrem, com consequências importantes sobre a vida social e profissional (...). O que nos interessa é se as pesquisas são pertinentes e que as preocupações dos doentes sejam levadas em conta nas pesquisas", explica.
 
Isto é ainda mais importante do que "muito de charlatanismo que cresce para cuidar desses pacientes", acrescenta. Além disso, estudos científicos são rotineiramente rejeitados por pacientes que sentem que sua doença não está devidamente estudada.
 
Marc-Vergnes observa: "Por 40 anos, eu vi pessoas se consultando com sintomas bastante comparáveis a esses pacientes (eletrosensíveis) que não tiverm seu caso registrado".
 
Fonte R7