Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 8 de março de 2014

Interrupção do ciclo menstrual é alternativa para quem padece de cólicas e outros sintomas

Interrupção do ciclo menstrual é alternativa para quem padece de cólicas e outros sintomas Divulgação/stock.xchng
Foto: Divulgação
Pílulas contínuas, DIU com hormônio, implante subcutâneo e
injeções são métodos utilizados na suspensão do ciclo
Quatro em cada dez mulheres gostariam de suspender a menstruação ]

Cólica, alteração no humor, retenção de líquido, indisposição, dores nas mamas e no corpo são alguns dos sintomas que a menstruação gera todos os meses para algumas mulheres. No entanto, por causa de todos esses desconfortos, muitas tomam a decisão de interrompê-la.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Resulta em 2011 em quatro capitais do país - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife -, apontou que em cada 10 mulheres entrevistadas, quatro gostariam de suspender a menstruação e se livrar dos sintomas.

Ao todo foram entrevistadas 340 pessoas de 18 a 30 anos. Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, a mulher não corre risco de saúde ao interromper o ciclo mestrual.

— Cessar a menstruação pode aliviar todo o desconforto no mês e, além disso, pode auxiliar no tratamento de mulheres com anemia, endometriose, mioma, cólica e tensão pré-menstrual— afirma a médica.

A menstruação ocorre quando o óvulo não é fertilizado, desintegrando-se e realizando a descamação interna do útero (endométrio).

— Sangrar todo mês é um sinal que o organismo da mulher está funcionando adequadamente. Quando não há menstruação, esse fato pode indicar problemas nas glândulas tireóide e supra-renal— explica Erica. 

Interromper ou não? 
A idéia ainda gera muitas dúvidas. Algumas acreditam que pode fazer mal, outras já encaram como uma solução para colocar um fim na TPM (tensão pré-menstrual).

— É difícil afirmar se a suspensão da menstruação vai fazer mal ou não a saúde. Tudo vai depender do método hormonal que ela irá utilizar— informa a ginecologista.

No entanto, qualquer mulher que sente o desejo de cessar a menstruação pode procurar um especialista. Hoje existem diversos métodos que contribuem para o fim do ciclo menstrual.

— A paciente tem a opção das pílulas contínuas, que são as mais usadas e combinam progesterona e estrogênio, o DIU com hormônio, pílulas somente com progesterona, implante subcutâneo e a injeção— diz Erica.

A obstetra lembra que ainda não existe um método que garanta a diminuição do fluxo sanguíneo em 100%. Além disso, a mulher pode sofrer um sangramento de escape.

De qualquer forma, não são todas as técnicas que se aplicam para todas as mulheres. As que apresentam doenças do coração, varizes ou algum grau de obesidade não devem fazer o uso da pílula, uma vez que são propensas a desenvolver trombose ou sofrer AVC (acidente vascular cerebral).

Fim dos problemas 
Há quem acredite que pausar a menstruação possa desencadear alguma doença ou até mesmo a infertilidade. Existem estudos que comprovam que as chances da mulher ter alguma doença são reduzidas quando o sangramento é interrompido. 

— A pílula anticoncepcional utilizada para cessar a menstruação não provoca a infertilidade, o que pode ocorrer é a mulher levar mais tempo a engravidar após a suspensão do hormônio porque os ovários precisam de um período para voltarem a funcionar adequadamente— finaliza a médica.

Zero Hora

Vitamina D previne doenças e contribui para o bom funcionamento do organismo

Vitamina D previne doenças e contribui para o bom funcionamento do organismo Reprodução/Weheartit
Foto: Reprodução / Weheartit
Luz do sol e radiação ultravioleta são responsáveis pela
síntese da vitamina na pele
Fatores de risco para a deficiência do nutriente incluem idade avançada, cor da pele e obesidade

Até há pouco tempo, a vitamina D era conhecida apenas pelo seu papel no metabolismo e na saúde óssea. Essa perspectiva tem mudado a partir do resultado de avançadas pesquisas nos últimos anos, onde tem-se encontrado relação entre a falta desta vitamina no organismo e o aumento de algumas doenças autoimunes, neurológicas, cardiovasculares, metabólicas e alguns tipos de câncer. Estudo da Sociedade Europeia de Endocrinologia deste ano aponta um aumento da taxa de mortalidade em idosos com deficiência de vitamina D.

O estilo de vida atual com baixa exposição ao sol faz com que tenhamos, na deficiência de vitamina D, um problema de saúde pública. Cerca de 60% dos jovens saudáveis possuem insuficiência, segundo estudo da Universidade de São Paulo. Em idosos institucionalizados esta prevalência pode passar de 90%.

A luz do sol e a radiação ultravioleta fazem a síntese da vitamina na pele transportada pelo sangue para todo o organismo. A dieta é também uma fonte alternativa. Como exemplo de alimentos ricos neste nutriente, temos leite, peixes, ovos e óleo de fígado de bacalhau.

Fatores de risco para deficiência de vitamina D incluem a idade avançada, cor da pele, obesidade, baixo colesterol HDL (colesterol-bom), baixo consumo de leite, tempo de permanência em ambientes fechados, meses de inverno, uso excessivo de bloqueadores solares e localização geográfica nos extremos de latitude. 

Segundo o Institute of Medicine (IOM), os níveis adequados diários de vitamina D para crianças, grávidas e adultos até 70 anos é de 15 mcg. Os níveis podem ser medidos através de um simples exame de sangue. Esse controle é indicado para pessoas que apresentam algum sintoma ou fatores de risco.

Na falta de vitamina D, o organismo retira o cálcio do osso para manutenção dos níveis adequados, podendo agravar o risco de doenças como artrite, artrose e osteoporose. Há redução do risco de queda de cerca de 20% em idosos após suplementação com vitamina D. As manifestações clínicas dependem da intensidade e duração da deficiência. A maioria das pessoas é assintomática.

— De qualquer maneira, podemos orientar os indivíduos a usufruírem dos benefícios que o sol pode promover na saúde— afirma o médico do esporte Henrique Pinheiro. 

Segundo ele, a exposição solar feita corretamente pode ser suficiente para manter os níveis de vitamina D adequados. Para indivíduos de pele negra, pode ser necessário três vezes mais tempo de exposição para suprir os níveis ideiais. Entretanto, é importante lembrar que a influência da radiação solar no desenvolvimento do câncer de pele. As pessoas não devem se submeter à exposição solar entre 10 e 16 horas e de forma intencional e desprotegida.

Zero Hora

Justiça proíbe planos de saúde de cobrar taxa de rescisão e exigir fidelidade

A decisão sobre os planos de saúde é do juiz Flávio Oliveira Lucas, da 18ª Vara Federal
De acordo com o Procon-RJ, as cláusulas contratuais praticadas pelas operadoras são abusivas

As operadoras de saúde não podem mais cobrar taxa de rescisão de contrato — geralmente duas mensalidades — e exigir fidelidade contratual mínima de um ano. 

A decisão é do juiz Flávio Oliveira Lucas, da 18ª Vara Federal, que julgou procedente em primeira instância a ação civil pública do Procon-RJ contra a Agência Nacional de Saúde (ANS). A agência ainda pode recorrer. 

De acordo com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Procon-RJ), as cláusulas contratuais praticadas pelas operadoras de planos de saúde são abusivas e contrariam o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a Constituição Brasileira. 

“É uma coisa absurda que alguém seja obrigado a utilizar um plano de saúde que não lhe satisfaz. Então vale mais o comércio do que a vida?”, questiona Cidinha Campos, secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor. 

Em nota, a ANS informa que as regras sobre rescisão de contrato de planos coletivos empresariais ou por adesão são válidas para as operadoras de planos de saúde e para as pessoas jurídicas contratantes. 

"O beneficiário tem todo o direito de sair do plano de saúde a qualquer momento", acrescenta o comunicado. 

A agência destaca também que não foi comunicada a respeito da sentença, mas que irá recorrer "em razão do entendimento equivocado da norma". 

Já a Abramge, associação que representa as operadoras de planos de saúde, afirmou que o modelo de contrato aprovado pela ANS tem o objetivo de garantir um atendimento equilibrado a todos os usuários de planos de saúde.

iG

Estudo da CDPI é aprovado em maior congresso de ressonância magnética do mundo

Trabalho aponta nova técnica para o exame, capaz de identificar câncer de forma menos invasiva 

 A Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) acrescenta mais uma conquista a seu portfólio. O artigo assinado por médicos e físicos da casa, que tem como tema a nova técnica Difusão de Corpo Inteiro, testada para diagnóstico e caracterização de tumores, como os hepáticos e o câncer de mama, doenças reumatológicas e avaliação de resposta ao tratamento de metástases ósseas, foi aprovado no congresso da Sociedade Internacional de Ressonância Magnética em Medicina (ISMRM), que acontecerá em maio, em Milão, na Itália. 

O estudo, feito em parceria com a Siemens, em um acordo de pesquisa clínica, combina imagens de ressonância magnética convencional com a técnica de difusão. Esse exame estuda a difusão das moléculas de água nos tecidos, para avaliar sua mobilidade. Dessa forma, tumores com alta celularidade, que restringem essa mobilidade, podem ser identificados dessa maneira com mais precisão. 

“A nova técnica reduz o tempo habitual do exame quase pela metade, de 22 minutos para apenas 12 minutos, diminuindo o incômodo causado no paciente”, complementa o físico participante do estudo Thomas Doring. A nova técnica, que ainda está sendo implementada no Brasil, apresenta diversos benefícios para os pacientes oncológicos. “A principal vantagem desse método é ser mais inócuo, ou seja, não utiliza radiação ionizante ou meios de contraste, além de permitir uma avaliação integrada do corpo inteiro”, afirma o físico. 

O exame consegue mapear a maior parte do corpo do paciente. Cabeça, pescoço, tórax, abdômen, pelve e coxas são analisados com o objetivo de detectar lesões metastáticas e, com isso, avaliar o grau de disseminação da doença, o que pode ajudar na definição do tratamento mais adequado para cada paciente

Para a interpretação do estudo, os radiologistas utilizam diversos tipos de processamento de imagens, incluindo projeções tridimensionais, realizadas por um software de ressonância magnética. As regiões que apresentam tumores ficam em evidência, o que facilita sua identificação. 

O crescimento da população de idosos é um fator que influencia no aumento da incidência de cânceres e, por isso, o exame de difusão de corpo inteiro poderá ter um papel cada vez mais importante. O método é promissor, pois possibilita que os médicos tenham uma noção visual da doença como um todo, sem nenhum efeito nocivo ou invasivo para o paciente.

O novo método diagnóstico tem desempenhado um papel importante na descoberta de metástases e pode ser utilizado em complemento a exames já estabelecidos, como a cintilografia óssea e o PET-CT. A aplicação dessa técnica de difusão do corpo inteiro está em fase de estudo pela CDPI.