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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Número de mortes por sarampo é inferior a 100 mil pela primeira vez

Desde os anos 2000, mortes devido à doença caíram 84%, de acordo com relatório da ONU


O número de mortes anuais em todo o mundo pelo sarampo ficou pela primeira vez abaixo da marca dos 100 mil em 2016, embora a vacinação siga estagnada, anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (26). Segundo o relatório anual sobre esta doença feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 90 mil pessoas morreram pelo sarampo em 2016.

“É a primeira vez que o número anual de mortes provocadas pelo sarampo fica abaixo de 100.000”, assinalou a OMS em comunicado conjunto com outras agências de saúde, entre elas a aliança de vacinas Gavi, o Centro americano para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Assim, desde o ano 2000, as mortes por sarampo caíram 84%, recorda o comunicado.

A distribuição de 5,5 bilhões de doses de vacinas desde o início do século foi fundamental para reduzir essa quantidade, mas a OMS considera que as campanhas de vacinação devem se intensificar ainda mais. “O mundo está longe de ter alcançado os objetivos regionais de eliminação do sarampo”, advertiu.

“A aplicação da primeira dose de vacinas necessárias está estagnada em cerca de 85% desde 2009, distante dos 95% necessários para deter a infecção. E a cobertura da segunda dose, apesar de uma recente alta, era apenas de 64% em 2016”, lamentaram os autores do estudo. Nigéria, Índia e Paquistão são os países com maior quantidade de crianças não vacinadas.

G1

Fundador de farmacêutica é acusado de pagar propina para médicos receitarem opioides nos EUA

Foto: U.S. Attorney's Office for the Southern District of Alabama/via REUTERS
Caso foi divulgado nesta quinta-feira em meio à declaração de emergência de saúde pública por Donald Trump devido ao abuso no uso dessas drogas

Os promotores dos Estados Unidos acusaram John Kapoor, fundador da empresa Insys Therapeutics, uma das maiores farmacêuticas do país, de pagar propina para que medicamentos opioides fossem prescritos por médicos. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (26), mesmo dia em que o presidente Donald Trump declarou a crise dos opioides como uma emergência de saúde pública.

A alegação dos promotores à Justiça é que o ex-CEO e outros executivos pagavam para que os médicos receitassem um remédio chamado Subsys, feito com a substância fentanil, potente analgésico com ação rápida e usado apenas para pacientes com câncer e dor intensa. A maior parte das pessoas que receberam as prescrições investigadas não tinham a doença.

“No meio de uma epidemia nacional de opioides que atingiu proporções de crise, o senhor Kapoor e sua empresa são acusados de subornar médicos para preescrever um opioide potente e cometer fraudes em companhias de seguros para fins lucrativos”, disse o promotor William Weinred, em Boston. “A prisão e as acusações de hoje refletem os nossos esforços para atacar a crise dos opioides de todos os ângulos”, completou.

Kapoor foi preso na cidade de Phoenix, no estado do Arizona, e deve comparecer ao tribunal ainda nesta quinta. Ele é representado pelo advogado Brian T. Kelly, ex-procurador federal conhecido pelo caso do gângster James “Whitey” Bugler. A Associated Press entrou em contato com o escritório de Kelly, que informou que o advogado estava fora da cidade e não estava disponível para comentar o caso.

Outros ex-funcionários da Insys e especialistas da área da saúde, incluindo médicos, se declararam culpados pelos crimes ocorridos também no Alabama e em Connecticut. Um médico de Rhode Island se declarou culpado nesta quarta-feira (25) por aceitar propinas para prescrever um spray de fentanil.

O que diz a empresa
Um porta-voz da empresa, com sede no Arizona, disse que a farmacêutica está sob nova administração. “Nós tomamos as medidas necessárias e apropriadas para evitar que os erros do passado voltem a acontecer no futuro e que comprometam a condução dos negócios de acordo com altos padrões éticos e com os interesses dos nossos pacientes”, disse o comunicado oficial. “Nós também continuamos trabalhando com as autoridades para resolver problemas relacionados às más ações dos antigos funcionários”.

Marketing
A Insys também é processada por suas práticas de marketing. A companhia atua na área política dos Estados Unidos e doou US$ 500 mil para uma campanha do Arizona derrubar uma votação para legalização da maconha. As ações da empresa tiveram uma grande queda nos últimos meses devido às denúncias – mais de 10% no início das negociações, apenas nesta quinta-feira.

G1