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sábado, 15 de dezembro de 2012

Jovens se tornam os mais afetados por câncer de boca e garganta

Estudos epidemiológicos têm apontado emergência de casos em pessoas jovens que nunca fumaram ou beberam
 
Até pouco tempo atrás, os tumores de boca e de garganta eram tipicamente associados a pacientes com mais de 50 anos e histórico de consumo pesado de álcool e tabaco. Mas, nos últimos anos, estudos epidemiológicos têm apontado uma emergência de casos em pessoas jovens que nunca fumaram ou beberam - a maioria deles associada à infecção pelo papiloma vírus humano (HPV).
 
A mudança no perfil dos afetados por esse tipo de câncer tem grandes implicações nos programas de prevenção, detecção precoce e também no tratamento da doença.
 
O tema foi abordado pelo médico Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologia do Hospital A.C. Camargo, nesta quinta-feira (13/12), durante o evento " Fronteras de la Ciencia - Brasil y España en los 50 años de la FAPESP.
 
" Levantamentos anteriores feitos no Brasil apontavam uma prevalência de infecção pelo HPV menor que 2% nos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Mas um estudo nosso publicado em 2012 mostra que em pacientes jovens com tumores de boca a prevalência é de 32%. Isso é bem alto" , contou Kowalski à Agência FAPESP.
 
Foram comparadas 47 amostras de tumores de pacientes com menos de 40 anos e 67 amostras de pacientes com mais de 50 anos. Entre os mais velhos, o índice de infecção pelo HPV foi de 8%. Os resultados da pesquisa, realizada com apoio da FAPESP, foram publicados no International Journal of Cancer.
 
" Nos dois grupos, o estágio da doença era parecido, a localização do tumor era semelhante e, ainda assim, os pacientes jovens HPV positivos tinham taxa de sobrevida melhores que os demais" , contou Kowalski.
 
Esse achado reforça dados de estudos anteriores que apontam um melhor prognóstico para pacientes HPV positivo. " Parece ser um tumor diferente, com comportamento mais localizado e menos agressivo. Em geral, os pacientes respondem melhor ao tratamento" , disse.

Câncer de orofaringe
Em outra investigação em andamento, estão sendo comparados 23 pacientes com câncer de orofaringe (amígdala) atendidos no Hospital A.C. Camargo com 10 pacientes atendidos no Hospital do Câncer de Barretos, no interior de São Paulo.
 
O objetivo é identificar marcadores de resposta ao tratamento, mas ao fazer a avaliação da presença do HPV os pesquisadores encontraram um dado interessante: enquanto 78% dos pacientes da capital são positivos para a presença do vírus, todos os voluntários de Barretos foram negativos.
 
" Provavelmente essa diferença se deve ao fato de que na capital as pessoas aderiram mais às campanhas antifumo e hoje bebem menos do que antigamente. Já no interior, os hábitos mudaram menos. Além disso, o comportamento sexual na capital também está mais diferente e isso é um dos fatores ao qual se atribui o aumento da ocorrência dos casos de câncer associados ao HPV" , explicou Kowalski.
 
"A discrepância nos índices de infecção pelo vírus, mais uma vez, se refletiu nos resultados terapêuticos alcançados em cada grupo negativo, e a resposta terapêutica é muito pior" , disse.
 
A pesquisa está sendo realizada no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Oncogenômica do Hospital A.C. Camargo, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
Mudança de paradigma
Há 20 anos, o panorama para um jovem com câncer de cabeça e pescoço era muito ruim. " Em geral, eram pessoas que começaram a fumar e beber muito cedo. Tinham más condições nutricionais, um estado físico muito comprometido e tumores muito agressivos" , contou Kowalski.
 
Hoje, por outro lado, um paciente jovem, HPV positivo, sem histórico de consumo pesado de álcool e cigarro, tem grandes chances de sobreviver ao tratamento e de voltar à vida normal.
 
Para Kowalski, essa mudança de paradigma exige a revisão dos programas de prevenção e detecção precoce da doença, muito focados em cuidados com a boca e em pacientes fumantes e etilistas. " Agora temos de nos preocupar com todas as pessoas. Mesmo quem não fuma e não bebe pode estar em risco" , disse.
 
Além disso, segundo o médico, é preciso lutar pela institucionalização de campanhas de vacinação contra o HPV para meninas e também para meninos.
 
" Embora existam mais de 200 variações de HPV, a maioria dos casos de câncer de orofaringe está associada aos tipos 16 e 18, contra os quais a vacina é capaz de proteger. É a melhor forma de prevenir a doença no futuro" , destacou Kowalski.
 
Fonte isaude.net

Brasil produz bisturi ultrassônico que diminui riscos de cirurgias

Por causa das altas frequências, bisturi ultrossônico proporciona cortes precisos
Foto: Divulgação/IFSC/USP
Por causa das altas frequências, bisturi ultrossônico
proporciona cortes precisos
Atualmente, país importa tipo de bisturi de três fábricas estrangeiras; instrumento chega a custar entre 20 e 40 mil dólares
 
A fim de substituir importações, diminuir os riscos nas intervenções cirúrgicas e torná-las menos invasivas, os cientistas do Instituto de Física de São Carlos (USP) desenvolveram uma versão nacional de bisturis ultrassônicos. Atualmente, o Brasil importa esse tipo de bisturi de três fábricas estrangeiras, e o instrumento chega a custar entre 20 e 40 mil dólares.
 
Com a produção em território nacional, o preço pode cair cerca de 30%. O equipamento será produzido no Brasil pela WEM, empresa da cidade de Ribeirão Preto (SP), que atua no ramo hospitalar há mais de 25 anos.
 
De acordo com o professor Vanderlei Bagnato, do Departamento de Ótica do IFSC, a proposta é tornar a medicina mais acessível à população brasileira, e por isso a importância de se fabricar os instrumentos no Brasil. " A tecnologia hoje só é disponibilizada em hospitais de ponta no país e a cirurgia custa caro para o paciente", explica.
 
A tecnologia do ultrassom atua no rompimento das ligações celulares, e não na destruição das mesmas por um instrumento cortante. Isso reduz a agressão ao organismo do paciente e as complicações do processo pós-operatório.
 
O bisturi ultrassônico transforma energia elétrica em movimento, e atinge a frequência de 100.000 Hz. A vibração no equipamento não pode ser vista a olho nu, e o corte na pele pela separação de proteínas é feito pelo calor gerado no atrito.
 
O aparelho é o mais indicado para cirurgias que exigem pequenas incisões, denominadas portais, por onde o médico realiza as intervenções.
 
Fonte isaude.net

Coração artificial prevê risco de arritmia e morte súbita cardíaca em pacientes

Pesquisadores utilizaram o supercomputador da IBM, Blue Gene/ Q, para desenvolver modelo de coração humano.Simulação mostra risco de doença cardíaca ao longo da vida, enquanto exames convencionais indicam apenas risco no momento
 
Cientistas da University of Rochester Medical Center, nos EUA, desenvolveram um modelo de computador da parede do coração capaz de prever o risco de arritmia e morte súbita cardíaca em pacientes.
 
A pesquisa abre caminhos para o uso de modelos cardíacos mais complexos para calcular as consequências de estilo de vida, genética e outras alterações sobre a saúde do coração.
 
Segundo os autores, este é o primeiro relatório a mostrar um modelo cardíaco sendo usado como preditor de risco arrítmico para os pacientes. "O trabalho comprova que a simulação de computador pode ser usada para prever o risco de doenças cardíacas. Com este modelo pode-se determinar a influência de uma única mutação na resposta do coração", afirma a líder da pesquisa Coeli M. Lopes.
 
O modelo de computador, desenvolvido por cientistas da IBM, inclui 192 células cardíacas feitas para funcionar eletricamente como a parede do ventrículo atribuindo propriedades diferentes para as células com base em sua posição, dentro, no meio ou na parte de fora, da parede do coração.
 
Os cientistas usaram células cardíacas caninas como guia, adaptando as células do modelo a agir mais como as humanas, com base em dados extensos sobre as propriedades elétricas do coração humano.
 
A equipe voltou-se para mais de 600 pacientes com síndrome do QT longo tipo 1, doença hereditária que coloca os pacientes em maior risco de arritmias e morte súbita cardíaca, para ajudar a testar o modelo.
 
Os pacientes com a doença têm mutações em um gene específico, KCNQ1, que ajuda as células cardíacas a gerar e transmitir sinais elétricos de forma adequada. O estudo utilizou 34 mutações diferentes do gene, identificadas em amostras de sangue dos pacientes e testes genéticos. Para entender melhor as características de cada mutação, como elas agem e os defeitos que causam, a equipe recriou todas as proteínas mutantes em laboratório e testou-as em várias linhagens celulares.
 
Pesquisadores ligaram o perfil elétrico de cada mutação no modelo para simular o efeito de mutação na parede do coração. O modelo produziu um eletrocardiograma unidimensional, transmural para cada mutação, capaz de prever como a mutação influencia as propriedades elétricas da parede do coração, uma vez que fica contraída e relaxa após cada batida.
 
Quando a equipe comparou estes dados com os dados dos doentes, as análises mostraram que as mutações que o modelo previu prolongam a repolarização, ou seja, o tempo que a parede do coração leva para se recuperar depois de cada batida, colocando os pacientes em maior risco de morte.
 
Para cada 10 milissegundos de atraso na repolarização, o risco de morte súbita cardíaca ou ataque cardíaco do paciente aumentou cerca de um terço.
 
Segundo os pesquisadores, a simulação computacional pode refletir o risco ao longo da vida de problemas de arritmia cardíaca, enquanto o ECG convencional pode mostrar apenas um único ponto no tempo. "Usando esse modelo podemos prever a probabilidade de que um indivíduo experimentará um evento cardíaco fatal com base no tipo de mutação que eles têm e como a mutação atua", afirma Lopes.
 
Fonte isaude.net

A lente do Direito sobre a Medicina

Por Sandra Franco, presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde
 
No mês de agosto de 2012, ocorreram dois importantes eventos em que se discutiu a intersecção do Direito e da Medicina: o 19º Congresso Mundial de Direito Médico (sediado em Maceió) e o III Congresso de Direito Médico organizado pelo Conselho Federal de Medicina.
 
Entre os temas expostos pelos especialistas, chamaram atenção três enfoques que são a base da relação entre as duas áreas de conhecimento: responsabilidade civil do profissional médico e das instituições de saúde, o respeito à autonomia do paciente e a reforma do Código Penal.
 
No que se refere em especial à responsabilidade dos profissionais de saúde, o propósito de se buscar as causas do chamado evento adverso, erro profissional ou erro médico ganhou destaque em detrimento da mera discussão do que pode ser considerado negligência, imprudência ou imperícia. Independente da área de formação e de atuação do expert - médico ou jurista - estiveram presentes apontamentos sobre a necessidade de se redobrar a segurança do paciente dentro das instituições de saúde. Esteve claro o imperativo do dever de informação em consonância com o reconhecimento da autonomia do paciente e, por fim, a urgência de que os operadores do Direito conheçam mais a realidade da saúde pública e privada.
 
Em menor escala, emergiu a preocupação acerca de como se deve tratar o evento adverso. Qual deve ser a conduta de um profissional, seja enfermeiro ou médico, ao perceber a existência de um erro. Reconheceu-se que o medo da punição impede que o erro seja analisado, o que é negativo para todo o sistema de saúde, pois se perpetuam processos internos fadados a falhas, por vezes fatais. E isso ocorre na administração errônea de medicamentos, pacientes mal identificados que sofrem cirurgias em membros errados, equipamentos sem manutenção, entre outros erros. A conclusão, ainda de difícil aplicação prática, estaria em o erro médico como parte integrante de um sistema, criando-se mecanismos de investigação que permitissem o conhecimento da real dimensão do problema.
 
Outra questão discutida residiu na obrigação do sigilo profissional, um dever do médico e direito do paciente. Aliás, de forma apropriada, haja vista o fenômeno das redes sociais e do compartilhamento de informações via telefone celular ou internet, em que parece haver uma anuência da sociedade quanto à divulgação de suas informações pessoais. Todavia, não se pode tratar como disponíveis as informações médicas registradas no prontuário até porque normalmente não representam o momento mais feliz da vida dos pacientes.
 
Está disposto no Código de Ética Médica que o prontuário, com registros realizados pelos médicos, pertence ao paciente, sendo um documento amparado pelo sigilo profissional. Em algumas situações da vida cotidiana, por exemplo, diante do questionamento de determinada conduta médica ou mesmo para a concessão de benefício de um seguro de vida, o conteúdo do prontuário precisa ser revelado a terceiros.
 
É cediço que a autorização do paciente para a apresentação de tal documento ou diante de uma autorização judicial, poderá o profissional ou a instituição que o tem sob a guarda proceder à entrega do conteúdo até então sob sigilo; não obstante, entende o Conselho Federal de Medicina que ao perito judicial, em investigações criminais, devem ser destinadas tais informações e que não se faz necessário juntar o prontuário aos autos de um processo, mas que caberia ao perito colher desse documento as informações necessárias para responder aos quesitos do juiz, promotor de justiça ou partes, se for o caso.
 
Sob enfoque jurídico, uma determinação de cunho ético não poderia suplantar outros princípios legais tal como o dever da Justiça de buscara verdade real dos fatos e a permissão de que requisite documentos que entender necessários para tal fim.Consoante entendimento do Conselho Federal de Medicina, por outro lado, o direito à imagem e o dever de sigilo devem ser observados, inclusive, no que se refere ao falecido, de forma que dispõe no Código de Ética Médica ser vedado ao médico, no artigo 77: Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito .
 
Por fim, expõe-se aqui, de forma sintética, alguns temas que repercutem diretamente no exercício da Medicina, tais como a tipificação da eutanásia e da ortotanásia, a flexibilização dos casos de aborto legal, como exemplo.
 
Sobre a eutanásia, a proposta contempla que continue a ser tipificada como crime contra a vida, no entanto, é possível, em certos casos, a ausência de uma penalidade. Sobre o aborto, o documento descriminaliza a prática em casos comprovados de: anencefalia; doenças graves e incuráveis no feto ou anomalias que inviabilizem a vida independente; e, até a 12ª semana de gestação, com o devido laudo de um médico ou psicólogo atestando que a gestante não tem condições de arcar com a maternidade, por exemplo, em se tratando de uma mãe usuária de drogas. A conciliação entre a inviolabilidade do direito à vida (do feto) e à dignidade da pessoa humana (da mulher).
 
Debates absolutamente saudáveis e importantes em uma sociedade democrática. Citando Nietzsche: Não há realidades eternas nem verdades absolutas e a Medicina sabe disso. Cabe ao Direito acompanhar as mudanças.
 
Fonte isaude.net

Primeiros socorros em casos de desmaio

Grande número de pessoas ficam sem reação e não sabem qual atitude adotar quando se deparam com alguém desmaiando.
 
Isso acontece, pois, na maioria das vezes as mesmas não possuem nenhum preparo para lidar com esse tipo de emergência. No entanto, é essencial, e todos deveriam possuir o mínimo de conhecimento sobre esse e outras situações de perigo que envolva o bem mais precioso que um ser humano possui: a vida. Confira a seguir qual postura adotar quando uma emergência como essa ocorrer!
 
Primeiramente deve-se saber o que é o desmaio. O desmaio é a perda de consciência, a qual pode ser causada pela redução da quantidade de açúcar no sangue, pela permanência em ambientes pouco arejados, fortes emoções, redução da pressão arterial, etc. Geralmente a ocorrência do desmaio é devido à má circulação do cérebro, a qual provoca a perda de consciência com queda, palidez, afrouxamento muscular, pulso reduzido e má respiração.
 
O que fazer
Deite a vítima de costas com a cabeça mais baixa, levante suas pernas, afrouxe suas roupas e aplique compressas frias no rosto e na testa. Procure também verificar a respiração e a pulsação.
 
Caso a vítima apresentar o rosto abusivamente ruborizado, a cabeça deve ser sustentada mais alta que o corpo enquanto persistir este sintoma. Se a situação prolonga-se por mais de dois minutos, proteja a vitima e procure atendimento medico prontamente, pois, esta poderá estar entrando em estado de choque.
 
Procure afastar a vítima de ambientes que ofereçam perigos. Afrouxe sua roupa para melhorar a respiração, retire todos os objetos que possam feri-la e proteja a cabeça com objetos como: travesseiros e almofadas. Após a crise, mantenha a vítima deitada em posição aconchegante até que esta volte a sã consciência. Procure encaminhar a vítima logo após para o pronto socorro.
 
Durante a convulsão não tente segurar a vítima, apenas procure proteger a cabeça e outras parte frágeis. Também é importante não dar tapas no rosto ou jogar água sobre a vitima. Nunca dê medicamentos para a vítima em crise, nem ofereça algo para cheirar ou beber.
 
Estes são os procedimentos mais importante que devem ser adotados, o ideal é levar a vítima imediatamente para o pronto socorro, pois lá terá todos os equipamentos necessários para socorrê-la.
 
Como evitar
Procure sentar a pessoa em um assento com os braços entre as pernas separadas. É importante nunca tentar acordar a vítima através de atitudes como: jogar água fria, sacudir ou tentar colocá-laem pé. Também é essencial não permitir que a vítima ande logo depois de desmaiada.
 
A pessoa que apresentar a perda de consciência, dentes travados, excesso de salivação, contração dos músculos com movimentos bagunçados pode ser sinal de convulsões.
 
Fonte Mundo das Tribos

Infarto: saiba como e por que o coração para de funcionar

Sedentarismo, maus hábitos alimentares e estresse contribuem para o problema
 
Estar acima do peso, levar uma rotina estressante, fumar, não praticar exercícios e ter maus hábitos alimentares são fatores determinates para desencadear o mais popular e perigoso problema de saúde do Brasil: o infarto do miocárdio, ou, como é conhecido popularmente, o ataque cardíaco. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país registra uma média anual de 70 mil mortes por infarto. O alto índice de óbitos não e restrito aos brasileiros. O problema é de escala mundial e atinge até mesmo pessoas que mantém uma rotina saudável.

O que acontece no coração
O ataque cardíaco é, basicamente, a morte do coração. O músculo cardíaco para de receber sangue - que leva oxigênio e nutrientes aos tecidos do órgão - e a falta de irrigação, consequência do entupimento das artérias coronárias, faz com que ele pare de funcionar.
 
O processo que desencadeia o problema é relativamente lento e pode levar anos. "Embora ele seja súbito, o excesso de colesterol, ou seja, a gordura, vai se acumulando ao longo dos anos nas paredes internas das artérias até interromper totalmente o fluxo de sangue", explica o cardiologista Maurício Wajngarten.
 
No passo seguinte o ateroma se quebra para cobrir a ferida, o que faz com que as plaquetas se unam para formar um coágulo de sangue (trombo) até aparecer o responsável pela total obserução da artéria: um coágulo que impede que o sangue passe e, preso, ele deixa de irrigar o miocárdio. A duração deste processo todo leva apenas alguns minutos. No entanto, se ultrapassar 20 minutos, o dano pode ser irreversível. "A gravidade de um infarto depende muito do tamanho da área atingida do coração. Se o bloqueio for em uma das principais artérias, é necessário que o atendimento médico seja urgente. Caso contrário, é morte certa", alerta Wajngarten.

Os sintomas de que um infarto está prestes a acontecer nem sempre são evidentes: além da dor ou pressão no peito, pode haver falta de ar, dores nos braços, pescoço, ombros e costas, enjoos e até mesmo um desmaio. No entanto, algumas pessoas passam pela experiência sem sentir absolutamente nada.

Tratamentos e prevenção
Nem todo infarto é fatal e existem formas de tratamento para quem já passou pela experiência. De acordo com o cardiologista, a medicina oferece medicamentos para revascularizar a área atingida.
 
Há também procedimentos e intervenções cirúrgicas, como a angioplastia, que devolve a irrigação através de um cateter que viaja pelos vasos até o coração. Nesta técnica, uma uma espécie de balão inflado alarga as artérias estreitadas e libera a passagem do sangue. Em muitos casos, uma espécie de mola pequena (stent) é colocada para garantir a passagem do sangue e, consequentemente, a irrigação do músculo.

Já a ponte de safena é usada em casos mais graves, onde várias artérias foram bloqueadas pelas placas de gordura. A taxa de sucesso dessas técnicas chega a 90%. "Evitar um infarto exige cuidados relativamente simples. Se manter longe de fatores de risco, como o tabagismo e o sedentarismo, já é um começo", recomenda o cardiologista. Alimentação balanceada, controle do colesterol e pressão arterial também influenciam. Assim como deve-se procurar alternativas para aliviar o estresse e a tensão.

De acordo com o especialista, o sangue passa a fluir devagar devido ao engrossamento das tais placas de gordura (ateromas) nas artérias. Com isso, o coração passa a ser menos irrigado e sinaliza isto sob a forma de uma intensa dor, chamada angina. "Nas pessoas que já têm uma predisposição genética, ou que apresentam um ou mais fatores de risco, como hipertensão ou diabetes, este processo é muito mais intenso", diz o cardiologista. 
 
Fonte Minha Vida

Desmaio pode ser primeiro sinal de problemas cardíacos

 
Risco de ser admitido em um hospital por infarto ou AVC é 74% maior
 
A perda momentânea da consciência decorrente de um desmaio não costuma ser ignorada, mas, infelizmente, leva a uma bateria de exames geralmente inconclusivos. Entretanto, um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology, no dia 12 de dezembro, descobriu que desmaiar pode ser o primeiro indício de problemas cardíacos. A pesquisa foi conduzida por um especialista da University of Rochester Medical Center, nos Estados Unidos.
 
Para chegar a essa conclusão, foram analisados dados de 37 mil pessoas que faziam parte do sistema de saúde dinamarquês. Os resultados foram, então, comparados com o de outros 185 mil indivíduos que não haviam sofrido desmaios. Nenhum deles apresentava passagem médica anterior por problemas ou registro de receitas para medicamentos de controle de pressão ou diabetes.
 
Os pesquisadores descobriram, então, que pessoas saudáveis que sofriam desmaios tinham um risco 74% maior de serem admitidas em hospitais por conta de um infarto ou AVC. Além disso, elas também eram mais propensas a precisar de um marca-passo ou de um cardioversor-desfribrilador implantável, aparelho que monitora e controla o ritmo cardíaco. Entretanto, os especialistas afirmam que, em muitos casos, o desmaio não tem repercussão tão negativa.
 
Desmaios são decorrentes da queda súbita da pressão arterial que leva à diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro. Algumas causas comuns do problema são estresse emocional, dor, visão de sangue ou permanecer muito tempo de pé, de acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke.
 
Como ajudar quem sofre um desmaio
De acordo com o cardiologista Bruno Valdigem, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, existem muitas causas para os desmaios, mas o mais comum é a síncope, em que a pessoa acorda alguns segundos ou minutos depois. Os mais demorados costumam ter causas neurológicas, como convulsões.
 
Quando uma pessoa desmaia pela primeira vez, ela deve ser encaminhada ao hospital e, de preferência, com alguém que esteve presente durante o ocorrido.
 
Algumas informações fundamentais para o diagnóstico médico são:
  • O tempo de duração do desmaio
  • O estado em que o paciente acordou
  • O que o paciente estava fazendo antes de desmaiar
  • Se o paciente se debateu desacordado
  • Quais medicamentos está tomando.
Além da síncope e de problemas neurológicos, desmaios também podem ter arritmias cardíacas como causa. Isso pode ser um anúncio de problemas mais sérios que devem ser avaliados rapidamente, já que a demora pode levar ao óbito. Neste caso, o desmaio vem acompanhado de dores no peito ou palpitações.
 
Fonte Minha Vida

Morfina: Pacientes de países pobres sofrem por falta de acesso

Mais de cinco milhões de pessoas com câncer morrem de dor intensa
 
A morfina é uma droga barata, de fácil uso e eficiente no controle da dor. Então, por que milhões de pessoas no mundo morrem sentindo dor, sem acesso ao medicamento?
 
Em um ala do hospital Mulago, em Kampala, capital de Uganda, na África, um dos leitos é ocupado por uma paciente idosa chamada Joyce.
 
Em sua agonia, ela torceu os lençóis em torno de si mesma. Seu rosto também está contorcido pela dor. O marido da paciente circula em torno da cama, sem saber o que fazer.
 
Joyce tem câncer, e a doença se alastrou por todo o seu corpo. Poucos dias atrás, ela estava sendo medicada com morfina. Mas os suprimentos do hospital terminaram.
 
Segundo uma enfermeira, a paciente sente dor constantemente. 'Ela descreve a dor como profunda - dentro dos ossos', afirmou.
 
O governo de Uganda produz e distribui sua própria morfina para uso em hospitais, mas por falta de organização, a distribuição da droga é irregular.
 
Sofrimento desnecessário
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de cinco milhões de pessoas com câncer morrem anualmente em condições de dor intensa, sem ter acesso a morfina.
 
'O fato de que o que separa essas pessoas do alívio daquela dor é uma droga que custa US$ 2 por semana é simplesmente inadmissível', disse Meg O'Brien, chefe da ONG The Global Access to Pain Relief Initiative - entidade que luta por um maior acesso à morfina.
 
O'Brien disse que em países ricos, como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, existe morfina suficiente para tratar 100% das pessoas que sentem dor. Em países de baixa renda, no entanto, esse índice cai para 8%.
 
A morfina é produzida a partir de papoula (Papaver somniferum) - cujo 'leite' também é usado para a fabricação da heroína. Ela foi descoberta em 1804 e comercializada como analgésico, pela primeira vez, em 1817. Ela é recomendada pela Organização Mundial de Saúde para combater a dor em casos específicos.
 
Segundo alguns relatos, no entanto, é praticamente impossível de se encontrar morfina em cerca de 150 países de baixa renda (a lista também inclui alguns países de renda média). Vários governos não oferecem a droga, ou limitam seu uso, por temor de que ela seja usada para fabricar heroína.
 
Muitos médicos também relutam em receitar o medicamento, temendo que os pacientes fiquem viciados - algo que, estudos comprovam, raramente ocorre.
 
Na Índia, ter ou não ter acesso à morfina vai depender de onde você é tratado. Em Mumbai, o moderno e bem equipado Tata Memorial Hospital tem quantidades suficientes de morfina para tratar seus pacientes.
 
'Nunca ficamos sem', disse a médica Mary Ann Muckaden, encarregada do controle de dor no hospital.
 
Mas a história é muito diferente em outras partes do país. Muckaden calcula que entre 1 e 2% apenas dos indianos com câncer tem acesso a morfina.
 
Dinesh Kumar Yadav, com 28 anos, viajou 30 horas em um ônibus para ir buscar morfina no Tata Memorial Hospital. A esposa de Dinesh está em casa, na cama, com dor, mas não pode obter morfina no Estado onde os dois vivem, no norte do país.
 
Muckaden diz que parte do problema é uma burocracia asfixiante. 'Muitos médicos no norte não querem enfrentar o rigoroso processo de licenciamento para estocar morfina', afirma.
 
Preconceito
Não são apenas problemas de distribuição que separam pacientes com dor intensa da morfina.
 
O Palliative Care Centre Cipla, em Pune, no Estado indiano de Maharashtra - um hospital que oferece tratamentos paliativos para pacientes com câncer - tem morfina em abundância. Porém, médicos relutam em referir pacientes para o centro, que tem capacidade ociosa de 40 %.
 
'Isto aqui é um céu na Terra', disse Asha Dikshit. A mãe dela sofria de câncer de mama e foi internada no Cipla no estágio terminal de sua doença.
 
Arejado e cercado de fontes e jardins, o lugar deixou uma boa impressão em Asha, apesar de sua mãe ter morrido ali.
 
'Ela estava em agonia, tinha dor nas costas e às vezes sofria alucinações'. Asha conta, no entanto, que a mãe morreu em paz, medicada com morfina.
 
Todos os pacientes do centro têm câncer, e o tratamento é gratuito.
 
Por que haveria, então, tantos leitos vazios no Cipla?
 
A diretora do hospital, Priya Kulkarni, disse que muitos pacientes têm preocupações em relação à morfina.
 
Eles associam a morfina com morte e se retraem quando os médicos sugerem seu uso, ela explicou.
 
E pela mesma razão, os próprios oncologistas também deixam de mandar seus pacientes para o centro.
 
'Dizer algo como, 'Vou enviar você para um especialista em (tratamentos) paliativos' significa dizer, indiretamente, 'não tem mais nada que eu possa fazer por você''.
 
Indícios positivos
Apesar de tantos obstáculos ao uso da morfina nos países em desenvolvimento, Kulkarni e outros dizem que já há algumas melhorias.
 
Em países de baixa renda, o consumo aumentou dez vezes desde 1995, segundo dados do International Narcotics Control Board. E em vários países onde, até pouco tempo, não havia morfina - como Uganda, por exemplo - hoje já existem suprimentos, ainda que limitados.
 
De volta ao hospital em Kampala, onde a paciente Joyce se contorcia de dor por falta de morfina, a especialista em tratamentos paliativos Leslie Henson teve sorte: ela encontrou um último vidro de morfina em uma prateleira, suficiente para tratar dois ou três pacientes.
 
Logo, a droga é administrada na paciente, que sorri. Seu rosto não está mais contorcido e seu marido está aliviado.
 
Outros pacientes no hospital ainda sofrem. Mas nas próximas horas, ao menos, Joyce não sentirá dor.
 
Fonte R7

Brócolis e couve-flor podem prevenir o câncer de mama

Vegetais contêm fitoestrógenos, hormônios que ajudam na saúde feminina
 
Os fitoestrógenos são hormônios vegetais que colaboram para a saúde da mulher.
 
Eles têm o poder de combater a ação dos hormônios femininos (estrógenos) relacionados ao processo de desenvolvimento de tumores.
 
A alta concentração de minerais contidas nesses vegetais também ajuda a combater a osteoporose, doença que atinge os ossos e dimuni a massa óssea, deixando-os ocos e finos.
 
Para potencializar seus benefícios, o ideal é consumi-los cozido no vapor ou sob pressão. Os processos permitem a retenção dos glucosinolatos.
 
Além de atuar na prevenção do câncer de mama, a couve-flor previne gripes e resfriados; ativa a circulação sanguínea e combate inflamações e os radicais livres.
 
O brócolis além de prevenir o tumor de mama, próstata e pulmão, ajuda no trânsito intestinal. Ele possui uma grande concentração de vitamina C, flavonóides, glucosinatos e fitoestrógenos.
 
Fonte R7

Falta de nutrientes podem provocar problemas de saúde

Carência de alguns deles pode deixar a memória fraca, intestino preso e retenção de líquido
 
Sintomas como dores de cabeça, fraqueza e cansaço excessivo podem estar sendo causados por uma alimentação desequilibrada.
 
A falta de nutrientes pode ocasionar uma série de problemas no organismo.
 
A carência de alguns deles pode causar no corpo humano a memória fraca por falta de inositol e acetil. As substâncias para ativá-la são encontradas na gema de ovo e na lecitina de soja.
 
Cabelos e unhas fracas, pois seu corpo pode estar carente de colágeno, presente no ovo, carnes, peixes e gelatina; vontade de comer doce pode ser ocasionada pela falta de cromo que é encontrado nas nozes, cereais integrais, espinafre, cenoura, banana e centeio.
 
A retenção de líquido pode ser ocasionada pela falta de cálcio e água. Já o intestino preso ocorre pela falta de fibras encontrada nas verduras, frutas e cereais integrais. É muito importante também aumentar a ingestão de água.
 
Fonte R7

Homem que foi picado por cobra sofre com falta de atendimento em Francisco Morato (SP)

O rapaz de 29 anos, que foi picado por uma cobra, corre risco de morte.

Ele procurou os hospitais da região de Francisco Morato, na Grande São Paulo, mas a família alega que, sem o atendimento correto, seu estado de saúde piorou.

Acompanhe a reportagem:
 


Fonte R7

Atividade física é importante para quem sofreu ataque cardíaco

Sedentarismo contribui para formação de coágulo na ártéria do coração
 
A prática de exercícios deve ser incorporada na vida do ser humano como escovar os dentes e tomar banho, analisam pesquisadores americanos.
 
Um estudo recente reforça a importância da atividade física principalmente para aqueles que sofreram um ataque cardíaco. O ataque cardíaco ou infarto do miocárdio ou infarto agudo do miocárdio ocorre quando parte do fluxo de sangue para o coração sofre uma interrupção súbita e intensa.
 
Isso produz a morte das células do músculo cardíaco (miocárdio). O responsável pelo ataque é a formação de um coágulo, a partir de uma placa de gordura localizada na artéria do coração.
 
Entra aí o sedentarismo como um fator de risco para a formação dessa placa. A prática de atividade física promove a elevação do colesterol HDL, considerado o bom colesterol, que favorece as artérias.
 
Os exercícios, principalmente os aeróbicos como corrida, natação e bicicleta, reduzem o ganho calórico do indivíduo, evitando o sobrepeso.
 
A resistência das artérias ao fluxo de sangue também diminui e com isso ocorre a redução da pressão arterial. Os médicos recomendam exercícios regulares de 30 a 40 minutos, 5 a 6 vezes por semana.
 
Dentre os esportes sugeridos pelos profissionais estão natação, ginástica aeróbica e caminhada.
 
O paciente que sofreu um ataque cardíaco e que passa a fazer esportes terá uma melhora significativa na sua gordura circulante no sangue.

Fonte R7

Caminhada trabalha os músculos do bumbum

Exercício ajuda a tonificar os músculos e a ter um melhor controle do ritmo
 
A caminhada, atividade física que pode ser praticada em qualquer lugar, não faz bem apenas à saúde do coração.
 
Caminhar também ajuda a deixar pernas e bumbuns em forma. Além de melhor o tônus muscular, ela também melhora a circulação, o funcionamento do intestino, controla o colesterol e ajuda na perda de peso.
 
Para que seu efeito benéfico ocorra o ideal é caminhar de 20 a 60 minutos, de três a seis vezes por semana. Apesar de ter um gasto calórico inferior a corrida e a natação, a caminhada é um bom exercício aeróbico.
 
A atividade queima por hora 250 calorias. Existem diferenças entre caminhar na esteira ergométrica e na rua. Na primeira há a vantagem de ter amortecimento e um melhor controle do ritmo, uma vez que a medição do tempo é constante e não há obstáculos no caminho.
 
Já a vantagem de se exercitar na rua está no fato da paisagem diversificada.
 
Fonte R7

Farmacêuticas são criticadas em evento nos EUA

Levantamento da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDI) e da organização Médicos sem Fronteiras (MSF) mostra que só 3,8% dos remédios lançados entre 2000 e 2011 foram dirigidos para o tratamento de doenças negligenciadas - males que, embora afetem uma grande parcela da população mundial, como malária e tuberculose, despertam pouca atenção da indústria farmacêutica. Juntas, elas representam aproximadamente 10,5% da carga global de doenças.
 
Os pacientes são, em sua maioria, das áreas mais pobres do mundo. O relatório indica, porém, que a situação já foi pior: de 1975 a 1999, 1,1% dos lançamentos era dirigido para tratamento dessas doenças. “
 
Estamos frustrados
Não podemos levar mais dez anos para encontrar soluções para uma série de desafios existentes”, disse Deane Marchbein, presidente nos EUA da MSF. “Hoje, médicos têm de dizer para pacientes com tuberculose resistente que o tratamento é demorado, pode provocar uma série de reações adversas e não há garantia total de cura.
 
No século 21, isso não é maneira de praticar medicina”, acrescentou Marchbein ontem, na abertura do simpósio Vidas em Jogo, promovido pela DNDI, MSD e pelo Programa de Saúde Global da Faculdade de Medicina Monte Sinai.
 
 Deane listou pontos que têm de ser atendidos: tratamentos mais rápidos, com drogas mais simples, de fácil aplicação e manutenção.
 
O tratamento padrão usado para tuberculose, por exemplo, tem 50 anos. Da lista de doenças negligenciadas, várias são encontradas no Brasil: leishmaniose, tuberculose, mal de Chagas e malária.

Fonte R7

Enfermeira é condenada por matar bebê durante circuncisão

Uma enfermeira britânica foi condenada nesta sexta-feira por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) depois de errar um procedimento médico que causou a morte de um bebê de quatro semanas.
 
O incidente ocorreu em abril de 2010 quando Grace Adeleye fez uma circuncisão em um recém-nascido.
 
Porém, alegou a promotoria, a sutura foi mal feita e a criança sangrou até morrer antes de ser levada ao hospital.
 
O procedimento ocorreu em Oldham, no norte da Inglaterra.
 
Adeleye foi acusada de negligência no tribunal de Manchester.
 
A enfermeira, que negou o crime, disse ao júri que havia feito mais de mil circuncisões sem nenhum acidente.
 
Adeleye e os pais do bebê são da Nigéria, onde o procedimento em recém-nascidos é uma tradição em famílias cristãs.
 
Ela havia recebido 100 libras (336 reais) pela operação.
 
Durante o julgamento, a promotoria apresentou provas de que a enfermeira conduziu o procedimento usando apenas um par de tesouras, um fórceps e azeite de oliva, sem anestesia.
 
Adeleye afirmou que não percebeu 'qualquer problema' quando saiu da casa da criança e que os pais do recém-nascido teriam ficado contentes com a operação.
 
Entretanto, a promotoria rebateu as afirmações da enfermeira, alegando que, quando os pais trocaram a fralda do bebê, se surpreenderam ao descobrir uma grande quantidade de sangue.
 
Eles teriam, então, telefonado para Adeleye, que sugeriu apenas 'limpar' o ferimento.
 
No dia seguinte, os pais da criança decidiram chamar uma ambulância e o bebê foi levado a um hospital local, onde foi confirmada sua morte.
 
Fonte R7