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domingo, 23 de março de 2014

Planos de saúde já precisam informar qualidade dos serviços

Divulgação / GDF
Os convênios terão que tornar públicos os atributos de médicos,
laboratórios, hospitais e outros serviços
As operadoras que não publicarem as informações levarão multa de R$ 35 mil
 
Começou a valer nesta sexta-feira (21), a regra da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que obriga as operadoras de planos de saúde a informar índices de qualidade dos seus prestadores de serviço.
 
Conforme antecipado pelo Estado em fevereiro, a partir de agora, os convênios terão que tornar públicos os atributos de médicos, laboratórios, hospitais e outros serviços. As informações deverão estar disponíveis tanto no site da operadora quanto no livro que traz a rede referenciada.

Entre os critérios que serão avaliados estão, no caso dos hospitais, taxa de infecção hospitalar, taxa de mortalidade cirúrgica, acessibilidade à pessoa com deficiência, tempo de espera na urgência e emergência e satisfação do cliente.
 
No caso dos médicos, a operadora deverá informar se eles têm residência médica ou algum tipo de especialização, se atendem às normas da Vigilância Sanitária, entre outros.

As operadoras que não publicarem as informações passadas pelo prestador de serviço levarão multa de R$ 35 mil. As empresas serão responsáveis por verificar a veracidade da informação passada pelo prestador.
 
Segundo a ANS, a medida tem como objetivos “ampliar o poder de avaliação e de escolha por parte dos beneficiários, destacar os atributos que diferenciam os prestadores e ainda estimular a adesão destes profissionais e estabelecimentos de saúde a programas que melhorem seus desempenhos e os qualifiquem”.

R7

Surto de ebola mata mais de 50 na Guiné

Foto: Reprodução
Vírus Ebola
O vírus ebola foi identificado como causa para um surto de febre hemorrágica que matou quase 60 pessoas na Guiné, na costa oeste da África.
 
Dezenas de casos da doença foram registrados desde que o surto começou, no início do mês passado.
 
Não há vacina contra o vírus ebola, que é altamente contagioso. A doença é transmitida por contato direto com pessoas contaminadas e mata entre 25% e 90% dos infectados.
 
Também não há cura, mas os pacientes podem ter seus sintomas tratados com antibióticos e analgésicos.
 
'Sobrecarregados'
'Recebemos os resultados do laboratório em Lyon (na França) ontem, confirmando que o vírus ebola era a fonte do surto de febre hemorrágica que já matou 59 pessoas', disse Sakoba Keita, chefe do departamento de prevenção de doenças do Ministério da Saúde de Guiné.
 
Ele disse ainda que, no total, 80 casos foram confirmados.
 
'Estamos lutando contra essa epidemia com todos os recursos que temos, mas a situação é muito difícil, estamos sobrecarregados.'
 
A ONG Médicos Sem Fronteiras prometeu reforçar sua equipe no país e enviar cerca de 30 toneladas de remédios e equipamento de isolamento.
 
Os sintomas da doença incluem hemorragias, diarreia e vômitos, além de erupções cutâneas, insuficiência renal e hepática.
 
Os surtos de ebola tiveram início em vilarejos remotos do centro e do oeste da África, em regiões próximas a florestas tropicais, segundo a Organização Mundial da Saúde. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1946 na República Democrática do Congo - na época, Zaire.
 
Um dos piores surtos da doença ocorreu em Uganda, em 2000, quando quase 500 pessoas foram contaminadas e mais da metade morreu.

BBC Brasil / R7

Evitar o uso de desodorante antitranspirante previne o câncer de mama? Saiba a resposta

Reprodução Thinkstock
Desodorante antitranspirante não causa câncer de mama
Mastologista do Hospital Santa Isabel desvenda este e outros mitos em palestra gratuita
 
Apesar de comum, o câncer de mama é uma das doenças mais temidas nos tempos atuais e ainda gera muitas dúvidas no público feminino. Pensando nisso, o Hospital Santa Isabel, em São Paulo, promove palestra gratuita sobre o tema nesta segunda-feira (24), às 9h, no auditório da unidade Jaguaribe.
 
Na ocasião, a mastologista Maria Marta Martins terá a oportunidade de desmistificar informações que circulam no universo popular com a intenção de prevenir a doença, como não usar sutiã apertado ou não utilizar desodorante antitranspirante.
 
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), publicados em dezembro de 2013, entre 2008 e 2012 os casos de câncer da mama tiveram um aumento de 14% e foi a maior responsável pelo aumento do número de mortes de todos os tipos de câncer nos quatro anos pesquisados, levando a óbito mais de 522 mil mulheres, um aumento de 8,2 milhões de óbitos anuais em relação ao último período pesquisado.
 
Segundo a médica, é muito importante o diagnóstico precoce, já que em estágios avançados a doença pode levar a paciente a morte.
 
— O câncer da mama é o mais comum após o câncer da pele, e é o que mais mata mulher ainda nos dias atuais. O câncer da mama avançado pode enviar metástases para outros órgãos do corpo causando muito sofrimento, prejuízo econômico, e o pior, a morte.
De acordo com estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2014 o Brasil terá mais de 576 mil novos diagnósticos de câncer, sendo 57 mil da mama, ou seja, cerca de 20% do número total.
 
Segundo o Ministério da Saúde, o câncer é atualmente a segunda maior causa de morte natural no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares.
 
Serviço
Palestra sobre o câncer da mama
Data: 24 de março
Horário: 9h
Endereço: Rua Jaguaribe, 144 – Auditório
 
R7

Saiba como ajustar a postura durante a malhação

Saiba como ajustar a postura durante a malhação reprodução/reprodução
Foto: Reprodução
Exercitar o abdômen ajuda a corrigir erros posturais e contribui
para o fortalecimento da coluna
Movimentos indequados de flexão e torção da coluna geram dores e lesões de médio ou longo prazo
 
A prática de atividades físicas é fundamental não apenas para o controle do peso corporal. Elas ajudam a prevenir o aparecimento de diversas doenças, melhorar a circulação sanguínea, aumentar o metabolismo, melhorar a memória e, claro, dão mais disposição diariamente.
 
Visando obter esses benefícios e, obviamente, adquirir um corpo sarado, muitos não deixam de frequentar regularmente a academia. Mas na hora da musculação é importante ter cuidado com a região das costas para evitar problemas como hérnias e alterações nas curvaturas normais da coluna.
 
De acordo com o fisioterapeuta Helder Montenegro, especialista em coluna vertebral, para prevenir lesões nas costas em decorrência da prática de musculação é preciso ter atenção redobrada com a postura.
 
— Inicialmente, os hábitos posturais errados durante os exercícios podem levar a dores nas costas que se irradiam para outras regiões do corpo como ombros, braços e pernas. No entanto, em longo prazo, acarreta em um desgaste das cartilagens e, desta forma, causa lesões por esforço repetitivo — informa Montenegro.
 
Além disso, os movimentos inadequados de flexão e de torção da coluna geram, em médio ou longo prazo, desvios posturais, lombalgias e cervicalgias.
 
— Esses problemas, entretanto, podem evoluir para abaulamentos discais (que é resultado da degeneração dos discos intervertebrais da coluna), espondilolisteses (é quando ocorre o deslizamento de uma vértebra sobre a outra) e hérnias de disco — afirma o fisioterapeuta.
 
Mas, de acordo com Montenegro, não é só a musculação que pode agravar em dores nas costas. Correr de forma inadequada também pode resultar em incômodos na região.
 
— Como a lombar atua como transmissor de força para os membros inferiores (pés e pernas) e o tronco, realizando movimentos essenciais de flexão, extensão e rotação, pode ocorrer lesões pequenas na musculatura que não está devidamente alongada — informa ele.
 
Evidentemente, é possível prevenir lesões e dores nas costas com algumas mudanças na postura durante a prática dos exercícios físicos.
 
Sendo assim, veja as dicas que o fisioterapeuta selecionou:
 
- No exercício afundo, que trabalha a musculatura das coxas e do bumbum, evite inclinar o tronco à frente, deixando o joelho ultrapassar a linha da ponta do pé e não faça força com a perna que está à frente. O ideal é contrair o abdômen, alinhar a coluna e flexionar o joelho direito até formar um ângulo de 90 graus em relação à coxa, sem deixá-lo ultrapassar a linha da ponta do pé e depois repetir do outro lado.
 
- Na realização das abdominais, mantenha os joelhos flexionados do início ao fim da atividade e jamais force o pescoço.
 
- No exercício tesoura, evite deixar as pernas muito próximas ao chão, estender demais o joelho e deixar a coluna curvada. A recomendação é deixar as costas bem apoiadas no chão com as mãos ao lado do corpo e elevar as pernas com o joelho levemente flexionado.
 
- Em exercícios nos quais seja necessário deitar no banco, coloque os pés sobre o mesmo, pois ajuda a manter o equilíbrio e ajuda a manter a coluna completamente apoiada.
 
- Outra dica importante é sempre exercitar o core, grupo de músculos que compõem a região do abdômen, costas e quadris, pois ajuda a corrigir erros posturais, além de contribuir para o fortalecimento da coluna, prevenindo o aparecimento de lesões.
 
Zero Hora

Adultos influenciam na forma como as crianças se alimentam, sugere estudo

Adultos influenciam na forma como as crianças se alimentam, sugere estudo Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS
Hábitos alimentares e comportamentos da família são de
extrema importância
Nas refeições, porções devem ser adequadas às necessidades dos pequenos
 
Ajudar as crianças a se alimentar adequadamente pode ser um desafio. Algumas comem, sem maiores problemas, o que lhes é oferecido, enquanto outras acabam não ingerindo quase nada. Um novo estudo realizado na University of Colorado School of Medicine mostra que os pais influenciam, muito mais do que eles imaginam, na forma como seus filhos se alimentam.
 
Na pesquisa, cientistas observaram, todos os dias, as refeições nas casas de 145 pais e seus filhos em idade pré-escolar na cidade de Houston, EUA. Eles investigaram as relações entre o quanto os pais se serviam na hora das refeições, a quantidade de alimentos que serviam para os seus filhos e quanto as crianças comiam na hora do jantar. Os resultados revelaram que os pais ofereciam às crianças porções muito semelhantes as que eles próprios ingeriam. Para algumas crianças, isso resultou no consumo de porções indicadas a um adulto.
 
— A boa notícia é que os pais influenciam seus filhos muito mais do que eles imaginam. O desafio continua a ser como incentivar as crianças a desenvolver uma dieta saudável e comer quantidades que as ajudem a crescer de forma adequada. Claramente, hábitos e comportamentos da família são incrivelmente importantes nesse contexto— disse a professora de pediatria e pesquisadora Susan Johnson.
 
Susan sugere prestar atenção às porções oferecidas às crianças para garantir que os pais sirvam quantidades adequadas à escala infantil de alimentos saudáveis. Fazer com que os filhos comam de acordo com as suas noções de fome e saciedade, ao invés de os pais decidirem o quanto é suficiente, também é um passo importante para a promoção da alimentação saudável e do crescimento.
 
Zero Hora

Gordura encontrada nas células expande em decorrência do desuso, diz estudo

Gordura encontrada nas células expande em decorrência do desuso, diz estudo Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação
Ao adquirir gordura, células lipídicas alteram não apenas sua forma
e composição, mas também o que está ao seu redor
Ao contrário dos tecidos musculares, depósitos de gordura nas células aumentam com a redução da utilização
 
Mais de 35% dos adultos norte-americanos e 17% das crianças americanas são consideradas obesas, de acordo com o último levantamento realizado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Associada com diabetes, doenças cardíaca, derrame e até mesmo alguns tipos de câncer, a obesidade representa um enorme fardo sobre o sistema de saúde e a economia do país.
 
Para compreender como a obesidade se desenvolve, um grupo de cientistas da Universidade de Tel Aviv fez uso de tecnologia de ponta para analisar a acumulação de gordura no corpo a nível celular. De acordo com as suas conclusões, a nutrição não é o único fator determinante da doença. A mecânica de "expansão celular" parece desempenhar um papel primordial na produção de gordura.
 
Com um melhor entendimento desse processo, a equipe agora está criando uma plataforma para desenvolver novas terapias e tecnologias para prevenir ou mesmo reverter o ganho de gordura.
 
— Queríamos descobrir por que uma vida sedentária resulta em obesidade, além de comer hambúrgueres em excesso. Vimos que as células adiposas expostas à pressão ininterrupta - como o que acontece com as nádegas quando você está sentado - experimentaram um crescimento acelerado das gotículas lipídicas, que são moléculas que carregam gorduras— explica o professor Amit Gefen.
 
Ao contrário dos tecidos musculares e ósseo, que se tornam mecanicamente mais fracos em decorrência do desuso, os depósitos de gordura nas células expandem ao experimentar uma carga sustentada em até 50%.
 
A equipe descobriu que, uma vez que acumuladas gotículas lipídicas, a estrutura de uma célula e sua mecânica mudam dramaticamente. Usando aparelhos de microscopia, eles foram capazes de observar a composição do material da célula lipídica a transformando, tornando-a mais rígida ao se expandir. Esta rigidez altera o ambiente das células que estão ao redor, deformando-as fisicamente e levando-as a mudar sua própria forma e composição.
 
— Quando elas ganham massa e alteram a sua composição, acabam forçando a expansão e a deformação das células vizinhas. Isso prova que você não é apenas o que você come. Você também é o que você sente - e o que você está sentindo é a pressão do aumento de peso e de carga sustentada nos tecidos das nádegas— esclarece Gefen.
 
—Se entendermos a etiologia do ganho de peso, de como as células nos tecidos de gordura sintetizam componentes nutricionais sob um determinado ambiente de carregamento mecânico, então poderemos pensar em diferentes soluções práticas para a obesidade. Se você pode aprender a controlar o ambiente mecânico das células, então você pode determinar como modular as células de gordura para produzir menos gordura— acrescenta o professor.
 
Zero Hora

Estatinas podem ajudar a conter evolução de tipos de esclerose

Estatinas podem ajudar a conter evolução de tipos de esclerose stock.xchng/Divulgação
Foto: Divulgação
Esclerose múltipla é doença neurológica invalidante, que atinge
o sistema nervoso central
Atrofia cerebral em pacientes medicados não passou de 0,3%
 
As estatinas, medicamentos utilizados para reduzir a taxa de colesterol no sangue, podem desacelerar a evolução de certas formas de esclerose, de acordo com estudo publicado na revista médica britânica "The Lancet".
 
A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica, em geral invalidante, que atinge o sistema nervoso central (cérebro e medula espinal). Na maioria dos casos, ela se inicia na forma de impulsos seguidos de remissões, mas em quase metade dos pacientes essa fase "remitente" se transforma, após 10 a 15 anos de evolução, em uma fase crônica secundária chamada "forma secundária progressiva de esclerose múltipla". Nesse momento, nenhum tratamento consegue ser eficaz para lutar contra as formas progressivas da patologia.
 
Para avaliar as estatinas, os pesquisadores britânicos recrutaram 140 pacientes vítimas dessa forma de doença, entre 18 e 65 anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos de forma aleatória: um deles recebeu 80 mg de sinvastatina por dia; e o outro, um placebo durante dois anos. Na ausência de tratamento, o cérebro se atrofia a uma média de 0,6% por ano, enquanto que nos pacientes tratados com estatina essa atrofia não passou de 0,3% - ou seja, uma redução de 43% (após ajustes de fatores como idade ou sexo).
 
Médicos e pacientes também relataram uma queda "fraca, mas significativa" do nível de efeitos colaterais observados. De acordo com diferentes trabalhos, os efeitos colaterais podem estar ligados à progressão da atrofia cerebral.
 
O pesquisador Jeremy Chataway, da University College London Hospitals, que coordenou o teste clínico de fase 2, alertou para qualquer interpretação exagerada dos resultados, insistindo na necessidade de continuar as pesquisas com novos e mais amplos testes. Vários testes já estão em curso para tratar a forma progressiva, contando ao mesmo tempo com medicamentos já existentes e com moléculas inovadoras.

AFP / Zero Hora

Entenda como o ciclo menstrual muda ao longo da vida

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Alterações no ciclo menstrual devem sempre
ser acompanhadas pelo ginecologista
Da menarca à menopausa, entenda o momento das alterações hormonais e osproblemas que podem se manifestar

Daquele dia inesquecível em que a menina "ficou mocinha" até o dia de abandonar o absorvente, são pouco mais de três décadas de ciclo menstrual. Mas ele não é igual. Conforme os anos passam, tanto a periodicidade quanto o volume do fluxo podem mudar. São alterações comuns ao longo do período reprodutivo.
 
Menarca: A partir da menarca – a primeira menstruação – é normal que as meninas tenham até dois anos para poder afirmar que seu ciclo é periódico. “O que pode acontecer nessa fase são os ciclos anovulatórios, em que a menina não ovula. A menstruação pode acontecer a cada 40 ou 50 dias, por conta da imaturidade do eixo cérebro-ovário, isto é, quando o organismo não consegue entender o comando que o cérebro envia ao ovário, pedindo para que ele ovule”, ensina Graciela Morgado, ginecologista e membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
 
Dois anos após a primeira menstruação é comum que o ciclo fique regular, causando menos receios às garotas. “A irregularidade nessa fase em que a personalidade da menina está se formando pode ser um empecilho, pois ela não sabe se vai ou não sangrar demais, podendo perder compromissos ou se sujar na escola”, exemplifica a ginecologista Bárbara Murayama da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho.
 
Auge reprodutivo: Passado os dois anos iniciais, o ciclo menstrual passa a ser de 25 até 32 dias, regularmente. “A mesma mulher pode ter alterações nesse ciclo ao longo da vida, como ter tido o ciclo sempre de 30 dias e depois passar a ter de 26. O importante é ter a regularidade”, explica Graciela.
 
No período da ovulação, é normal que haja uma secreção transparente, algo que a mulher não precisa se preocupar, tranquiliza Graciela. Já se houver alterações do aumento do fluxo, a mulher precisa ir ao médico, pois podem sinalizar endometriose, miomas, pólipos e alterações hormonais. A diminuição abrupta do fluxo pode ser um sinal de estresse. Se o contrário acontecer, como o ciclo espaçado (de 40 a 50 dias), é bom investigar se não é um sintoma de ovários policísticos. “O fluxo normal deve ser até 80 ml por ciclo, o que equivaleria a três absorventes cheios por dia”, detalha Graciela.
 
A ginecologista do Hospital 9 de Julho explica que a gravidez - que é um bloqueio natural das menstruações por nove meses e durante o tempo de aleitamento - por muitas vezes pode funcionar até como prevenção e parte do tratamento para doenças como a endometriose. “Mulheres que têm essas doenças passam a ter menos cólicas menstruais e fluxo menor após a gravidez, mas isso não é uma regra”, explica.
 
Perimenopausa: A fertilidade, que teve seu auge por volta dos 25 anos, começa a se declinar partir dos 35. Dois anos antes da menopausa - que no Brasil acontece, em média aos 47,5 anos - reaparecem muitos dos sintomas que aconteceram nos anos iniciais (menarca). Agora, é a perimenopausa, fase em que o ciclo tende a ficar mais espaçado, com periodicidade de até 6 meses.
Menopausa: A média da idade da brasileira ao entrar na menopausa é de 47,5 anos, mas é considerado normal quando acontece entre 40 aos 52 anos. Os sintomas clássicos são fogachos (calores noturnos), ressecamento vaginal, queda de cabelo, perda da massa muscular e da elasticidade da pele, explica Alessandra Bedin, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
iG

O seu chefe é um psicopata?

Agressivos, manipuladores, dissimulados e cruéis, os psicopatas estão mais presentes em nossas vidas do que imaginamos; aprenda a identificar algumas características
 
Algum chefe já lhe deu tanto medo que você achou que ele fosse um psicopata? Pois este foi o caso de Fernanda*, 23 anos, quando trabalhou em uma agência de publicidade de São Caetano do Sul, em São Paulo.
 
O jeito agressivo, manipulador e sem traços de remorso do diretor da empresa era conhecido por todos os seus empregados. “O comportamento dele não era normal. Toda semana algum funcionário estava chorando devido às atitudes dele, desde a faxineira até o irmão, que era sócio”, diz ela, que trabalhou no setor de Atendimento da agência.
 
O pavor de lidar com o temperamento do sujeito era tanto, que quando ele entrava no prédio em que a companhia funcionava, o segurança do local ligava para o ramal de cada departamento alertando para que todos parassem de conversar e voltassem aos seus lugares caso estivessem fora de suas mesas.
 
Do contrário, o chefe gritava e chegava até a arremessar objetos. O estilo lembra o de Miranda Priestly, protagonista do filme "O Diabo Veste Prada", interpretada por Meryl Streep.
 
Fernanda conta que, um dia, quando o diretor voltou para sua sala e viu que sua secretária não estava no lugar em que deveria e também não havia retirado as xicaras de café de sua mesa, teve um surto.
 
“Ele ficou sentado esperando ela voltar e nós só escutamos os gritos. Ele a chamou de porca, falou que a sala estava uma bagunça, que quando ele estivesse lá não era pra ela tirar a bunda da cadeira, porque quando precisasse ela deveria estar lá, fora muitas outras coisas”, lembra ela, que resistiu a este ambiente desagradável por um ano e dois meses.
 
No entanto, mesmo com toda sua instabilidade, o executivo era bem sucedido e conseguia realizar bons negócios. “Era um homem aparentemente normal que, quando queria, sabia usar as palavras certas. O interesse dele era manter perto quem dava lucro pra ele”, diz a ex-funcionária.

Veja algumas das características de um psicopata:
 
- Os psicopatas são agressivos não apenas para conseguir bons resultados, mas porque gostam de saber que são temidos

- Os psicopatas passam por cima de qualquer obstáculo para chegar ao resultado que deseja

- Cruéis, eles não sentem remorso por suas atitudes

- Pessoas com este desvio de comportamento são ótimos mentirosos

- Sem nenhum tipo de empatia, eles não se importam com os sentimentos alheios

- Para atingirem os seus objetivos individuais, manipulam as pessoas que estão ao seu redor

- Os psicopatas são dissimulados e conseguem disfarçar suas reais intenções

- Quando desafiados ou contrariados, os psicopatas podem ser explosivos

Mesmo com características comuns às de um psicopata – desvio psicológico que não é considerado uma doença neurológica, mas sim psiquiátrica –, não é possível afirmar que o ex-chefe de Fernanda tenha essa condição sem o diagnóstico de um especialista. No entanto, convivemos com mais psicopatas do que imaginamos. De acordo com estudos do psicólogo e professor canadense da Universidade de Columbia, Robert Hare, cerca de 1% da população mundial tem perfil psicopata.

Isto não significa que esse percentual é composto por criminosos e assassinos em série. Na verdade, existem diferentes graus de psicopatia, que variam desde o mais brando e difícil de ser detectado, até o mais alto e perigoso – como os famosos assassinos em série dos filmes de suspense.

Porém, a incidência destes indivíduos em cargos de liderança, como presidentes de empresa, é ainda maior, chegando a um entre cada dez CEOs, segundo estudos do psicólogo inglês e professor da Universidade de Oxford, Kevin Dutton, autor do livro “The Wisdom of the Psychopaths” (A Sabedoria dos Psicopatas). E quem sofre com isso? Os funcionários, que têm de conviver com uma pessoa instável, maniqueísta e extremamente individualista.

O poder atrai os psicopatas
O motivo de indivíduos com características psicopáticas se atraírem por cargos de liderança é simples: o poder sobre as pessoas. “O poder dá a eles condições de atingir os objetivos individuais. E esses objetivos eles atingem sem nenhum escrúpulo. Quanto mais o indivíduo for frio, calculista e desconsiderar o outro, mais agressiva vai ser a competição dele”, explica a professora e doutora da da Santa Casa de São Paulo, Carla Tieppo.
 
Mas como estas pessoas conseguem subir de cargo se são tão maldosas? A resposta está no alto poder de convencimento dos psicopatas. Dissimulados e charmosos, eles sabem o que falar e para quem falar, com o intuito de chegar ao objetivo que deseja, sempre disfarçando as suas reais intenções.
 
“São pessoas que parecem fazer amizades, mas na verdade elas têm alianças circunstanciais. Elas podem se aproximar de mim ou de você porque estão visando conseguir alguma coisa. Depois disso, elas descartam. E isso vai se repetindo”, observa a psicóloga do trabalho, Luci Balthazar, da ProMover.

Por esta razão, fica difícil identificar se o colega que senta ao seu lado é um psicopata ou não. Em cargos de liderança, fazer esta assimilação fica ainda mais complicado, pois a própria concepção do mercado de trabalho de como um chefe deve ser uma pessoa dura e competitiva facilita a entrada de profissionais com características psicopáticas. Desta maneira, os subordinados já não esperam que seu líder seja carinhoso e demonstre afetividade.

“Como ele já está em um cargo de chefia, acredita-se que ele tem competência para estar naquela posição. As atitudes agressivas podem ser consideradas como características dele na liderança, que fazem parte do perfil como líder, quando, na verdade, ele não está fazendo aquilo simplesmente para obter resultado, mas também porque ele tem um certo prazer em ver as pessoas tremerem aos pés dele”, afirma Carla.

Como lidar com um chefe psicopata?
Ao contrário do que está no imaginário das pessoas, o psicopata nem sempre vai chegar ao ponto de cometer um assassinato ou planejar um sequestro para conseguir o que quer. Em casos em que o grau do desvio de comportamento é mais brando, o indivíduo nem sempre chega a cometer crimes.
 
 
Porém, é preciso ficar alerta. Ainda que o seu chefe não vá planejar o seu assassinato, não há garantias de que ele não possa ser injusto e cometer abusos. “Não existe um perigo físico, mas do ponto de vista moral, do ponto de vista de perder o emprego e do assédio, não há a menor dúvida que possa acontecer”, avalia Tieppo.

Para quem tem de lidar com essas pessoas no seu escritório e, por diversos motivos, não pode deixar o emprego, evitar entrar em confronto direto e contrariar ordens é uma maneira de não entrar no foco do psicopata.

“Dentro dos limites da ética e dos seus valores, tente não ameaçá-lo. O ideal é que você possa contar e se fortalecer com pessoas de outros setores, [mostrando] que você está fazendo o seu trabalho e dando resultados, para que a opinião delas sobre você pese também”, aconselha Luci.

É preciso levar em conta que não é porque você considera que o seu chefe se encaixa no perfil de um psicopata que você tem razão. O diagnóstico só é preciso quando feito por um psiquiatra, por meio de testes, questionários e análises de histórico do comportamento do sujeito. Portanto, nada de sair acusando seus colegas ou superiores sem certeza. Há pessoas com altos graus de frieza e indiferença, mas que não seriam diagnosticadas como psicopatas se avaliadas por especialistas.

Características psicopáticas são valorizadas nos recrutamentos
Justamente por alguns setores instigarem a competição e a obtenção de bons resultados de uma maneira mais assertiva, como o mercado financeiro e o jurídico, é que os psicopatas encontram espaço no ambiente de trabalho e chegam a ocupar os altos postos de liderança. “Na instituição financeira há uma busca pelo lucro e uma pressão por resultados um pouco maior. Isso não significa necessariamente que todas as pessoas deste setor sejam assim [psicopatas]. Há pessoas que sentem prazer em obter resultados expressivos, que sentem orgulho do seu trabalho. Isso é saudável”, observa a psicóloga do trabalho, Luci Balthazar, da ProMover.

O psicólogo Kevin Dutton cita esta característica dos ambientes de trabalho em seu livro “The Wisdom of the Psychopaths”, observando que profissionais são incentivados a serem mais determinados e racionais em suas atitudes e decisões para sobreviverem aos mercados mais agressivos.

No entanto, o estilo de liderança do psicopata traz resultado por meio do abuso moral e instiga uma competição não muito saudável entre os subordinados. “O psicopata como líder não agrega, ele pressiona. Para a empresa, isso não é bom. Por mais que ela procure essas características, ela precisa saber separar o joio do trigo”, recomenda Tieppo.

Para que isso aconteça, a professora da Faculdade Santa Casa aponta que os processos de recrutamento precisam ser revisados e os valores das empresas têm de ser mudados, com a finalidade de buscar a produtividade de seus funcionários a partir da criação de um ambiente com equilíbrio emocional. Segundo Carla, os recrutadores precisam cada vez mais de uma formação no estudo de perfis psicológicos, o que muitas vezes eles não têm. Além disso, Carla sugere que o entrevistador tenha uma base mínima em clínica psicológica, para ter algum conhecimento sobre manifestação de doenças.
 
O psicopata tem um poder de persuasão tão grande que, muitas vezes, consegue mostrar para o entrevistador que é o melhor profissional do mundo" (Marcelo Olivieri, gerente da Talenses).
 
Porém, Marcelo Olivieri, gerente executivo de vendas da Talenses, consultoria em RH, lembra que a duração dos processos seletivos não é o suficiente para que seja possível traçar o perfil psicológico completo do candidato. A própria habilidade do psicopata de esconder as suas verdadeiras intenções torna mais difícil a avaliação. “Ele pode estar mentindo para você. O psicopata tem um poder de persuasão tão grande que, muitas vezes, consegue mostrar para o entrevistador que é o melhor profissional do mundo", observa Olivieri.
 
Para o gerente, algumas saídas para evitar a contratação de alguém com esta condição são a busca de informações e referências com as empresas para as quais o candidato já trabalhou antes. “Com tudo isso você consegue ter indícios de alguma coisa, mas afirmar com 100% de certeza é muito difícil”, comenta Olivieri.

iG