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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Vacina de febre amarela deve ser tomada pelo menos 10 dias antes de visitar regiões de risco

A vacina é a principal forma de prevenção
contra a febre amarela e é oferecida pelo
 SUS em todo o país.
Quem for para regiões com risco de contaminação pela Febre Amarela deve estar atento ao prazo de imunização contra a doença. Isso porque a pessoa que toma a vacina só fica protegida depois de 10 dias que recebeu a dose
 
Como a doença é transmitida através da picada dos mosquitos encontrados em áreas com matas próximas a rios, lagos e cachoeiras, os cuidados devem ser tomados com antecedência. É o que explica o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

"Alguém que vai para uma região, onde existe a transmissão da febre amarela, seja a trabalho, seja em turismo ecológico, e nunca tomou a vacina, deve tomar a vacina pelo menos dez dias antes. A vacina atualmente é oferecida no Brasil inteiro e é uma vacina muito eficaz e a recomendação é para que nas cidades dessas regiões, as crianças sejam vacinadas, devendo receber uma dose a partir dos nove meses de idade e um reforço a partir dos quatro anos de idade. No caso da pessoa já ter tomado uma dose da vacina e essa dose ter sito tomada há mais de dez anos, ela deve tomar um reforço e esse reforço é capaz de produzir a proteção imediatamente."
 
O universitário, Victor Rodrigues, estuda engenharia ambiental e pratica esportes radicais em regiões próximas a rios, lagos e cachoeiras . Por isso, ele conta que está atento aos riscos de ser contaminado pelo mosquito transmissor da febre amarela. "Quase todo final de semana eu vou para cachoeira, fazer trilha, e é importante ter a carteira de vacinação em dia. Tanto para a febre amarela, quanto para as demais vacinas, como a antitetânica, caso você machuque e pode pegar tétano. Teve um evento na Serra dos Pireneus, lá em Pirenópolis. A organização do evento exigiu a vacina da febre amarela e levar o comprovante de dez dias anteriores, para comprovar que você já estava imune. Então, é bastante importante ter a vacinação todas em dia. Quando tem campanha, principalmente a vacina da gripe, aí eu já vou e faço uma revisão de todas as vacinas."

O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, alerta para os sintomas da doença.

"Os sintomas iniciais de febre amarela são parecidos com outras doenças infecciosas, em geral com febre, mal estar, vômitos, diarreia. A doença, em seguida, pode afetar o fígado e os rins, fazendo quem que a pessoa fique com a pele amarelada, podem surgir hemorragias, tanto na forma de manchas vermelhas e roxas na pele e este conjunto de problemas nos diversos órgãos pode levar à morte. Então, a grande preocupação é com as pessoas que entram em região de mata."
 
A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e é oferecida pelo SUS em todo o país.
 
Fonte: Diane Lourenço/ Agência Saúde

Você sabe como cuidar do seu fígado?

Fígado saudável
O fígado é o órgão central das transformações metabólicas, participando da maioria das funções do corpo, entre elas o armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas, conversão de amônia em ureia, armazenamento de ferro e vitaminas, processamento de drogas e hormônios, etc.

Além de todas essas funções, o fígado também participa da regulação do volume sanguíneo, possui importante ação antitóxica contra substâncias nocivas ao organismo como o álcool, a cafeína, gorduras e outras.
 
As principais doenças que acometem o órgão são as hepatites, doenças causadas pelo alcoolismo como a cirrose, doenças hepáticas tóxicas, insuficiência hepática, fibroses, entre outras. A doença do fígado, esteatose hepática na fase inicial, é o acúmulo de gordura nas células do órgão e pode ser causada por abuso de álcool, hepatites virais, diabetes, obesidade, colesterol ou triglicérides elevados e uso prolongado de certos medicamentos.
 
A esteatose hepática não alcoólica, que vem aumentando em todo o mundo, ocorre com o depósito de gordura no fígado e está relacionada ao aumento da frequência de obesidade e diabetes mellitus, que são duas causas que, isoladamente ou em conjunto, respondem por grande número de casos da doença. Atualmente, mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos. O sobrepeso e obesidade podem colocar uma pressão enorme sobre o fígado, por isso uma dieta saudável e exercício físico regular são importantes para manter o peso corporal saudável, o mais próximo do peso ideal.
 
Alimentação
O Guia Alimentar para a População Brasileira é o documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação saudável para a população. Embora o foco do material seja a promoção da saúde e prevenção de enfermidades, suas recomendações podem ser úteis a todos que padecem de doenças específicas. Mas nesse caso, é imprescindível que nutricionistas adaptem as recomendações às condições específicas de cada pessoa.
 
O fígado atua como um processador de nutrientes, e algum dano no órgão pode comprometer a sua estrutura levando a um quadro clínico de doença hepática. Estas compreendem a cirrose, hepatite e insuficiência hepática, sendo a cirrose a forma mais grave da doença.
 
Essas doenças estão associadas a distúrbios metabólicos, como obesidade, dislipidemias, hipertensão, diabetes, entre outras, que estão relacionadas ao consumo excessivo de açúcares simples e gorduras saturadas. O excesso de açúcar e de gordura no sangue contribuem, portanto, para o acúmulo de gorduras no fígado.
 
Assim, os alimentos podem ser bons ou ruins, dependendo da qualidade e quantidade ingerida. Uma alimentação saudável é um dos principais determinantes do estado nutricional adequado que pode prevenir as doenças hepáticas. Uma alimentação rica em alimentos gordurosos e açucarados, como os alimentos ultraprocessados, podem contribuir para a instalação ou agravamento das doenças relacionadas ao fígado.
 
Medidas para tratamento das doenças hepáticas incluem controle da ingestão do álcool, redução do peso, controle da ingestão de gorduras e açúcares. Os alimentos benéficos para o tratamento são: chá verde ou preto, alecrim, alho, frutas cítricas e vermelhas, peixes, cereais integrais como aveia e linhaça, castanhas e leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico. Alguns vegetais também contribuem no tratamento, por exemplo, o agrião, brócolis, couve-chinesa, couve-flor, mostarda, nabo, rabanete e repolho.
 
Fígado com esteatose (gordura no fígado)
Outras recomendações
Os anti-inflamatórios não-esteroides do tipo de Nimesulida, Naproxeno e Diclofenaco estão associados com o risco de hepatotoxicidade. Na maioria das vezes, a hepatotoxicidade se manifesta por alterações das enzimas hepáticas, fato observado em 1 a 3% dos pacientes que usam essas medicações. Em alguns casos, existe a hepatotoxicidade mais grave com quadro de icterícia ou gatilho de autoimunidade (Hepatite Autoimune-simile).
 
Tome sempre cuidado ao usar aerossóis, inseticidas e outros produtos químicos tóxicos. Certifique-se sempre que a área é bem ventilada. Muitos produtos de limpeza contêm toxinas que podem prejudicar o fígado.
 
Evite o contato com o sangue de outras pessoas e outros fluidos corporais, para evitar a transmissão de hepatite C, cuja transmissão é causada por um vírus transmitido principalmente pelo sangue contaminado. As orientações nesse caso são no intuito de se evitar a possibilidade de contato com sangue contaminado. Para isso, a orientação é não se compartilhar instrumentos perfuro cortantes tais como aparelhos de barbear, alicates de unha, seringas, etc.
 
Evite o consumo excessivo de álcool. A droga hepatotóxica direta é responsável pela instalação da doença hepática alcoólica de graus variados, podendo ser leve (esteatose) até a forma crônica irreversível (cirrose).
 
A ingestão crônica de cerca de 20g de álcool/dia em mulheres e 40 g de álcool/dia em homens pode levar a hepatite alcoólica e suas complicações podendo culminar com cirrose hepática.
 


Fonte: Blog da Saúde/ Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição/ Coordenação-Geral de Média e Alta Complexidade

Conheça os riscos de uma cesariana desnecessária

Na hora do nascimento do filho, muitas mulheres abrem mão do parto natural e escolhem a cirurgia cesariana por ser rápida e indolor
 
Mas essa opção aumenta o risco não só de uma infecção, mas de várias complicações pós-parto, conforme enumera a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela."Infecção, o risco de hemorragia aumentado, o risco do ato anestésico que pode dar aí morte pela anestesia ou morbidade pela anestesia e os riscos em longo prazo de aderência, de acretismo placentário que é a placenta grudar no útero e também placenta prévia e de endometriose que são riscos inerentes à cesárea, principalmente, cesáreas de repetição, risco aumentado para o próximo parto e problemas com a fertilidade."
 
A coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, afirma também que o parto cesariana traz riscos para a relação da mãe com o bebê: "Porque uma cesariana dificulta o vínculo inicial mãe e bebê, dificulta a descida do leite, o contato pele a pele e a amamentação. Então, ela tem mais risco de ter problemas na amamentação e no vínculo mãe e bebê, riscos maiores de ingurgitamento mamário."

A cirurgia cesariana foi a escolha da contadora, Silvia Cimas, mas ela conta que não pretende ter outro filho por esse método."Eu não quero mais por experiência também de colegas que tiveram filhos no mesmo período que eu, elas tiveram uma recuperação muito mais rápida, ficaram já bem pra fazer a amamentação, enquanto eu demorei mais. Aquele medo que eu tinha inicialmente foi todo caído por terra, pra mim, é o seguinte, o parto normal é a melhor opção pra mulher. Quero experimentar, acho que vai ser mais sadio e para meu filho ou filha."
 
Ainda de acordo com a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, em algumas situações, a cesariana é única via de parto permitida para salvar a vida da mãe ou do bebê. Mas, em circunstâncias normais, o parto natural sempre será a melhor opção para a mulher e o recém-nascido.
 

Ampliação de medicamento clone reduzirá fila de registro na Anvisa

A partir de agora, a indústria farmacêutica que quiser registrar medicamento clone terá a garantia de manutenção do preço já praticado no mercado
 
O processo de registro para esse tipo de produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é mais simplificado e sua ampliação permitirá a redução de cerca de 25% na fila de pós-registro. A análise desses documentos representa 60% da demanda para registros no país. A medida beneficiará o setor, que terá o processo de registro acelerado, e o consumidor, que terá mais opções de marcas e preços disponíveis.
 
“Essa resolução é muito importante porque já estamos adotando uma maneira mais simplificada para registrar medicamentos clones e faltava uma definição sobre o preço. A análise simplificada para os medicamentos clones representa um ganho de tempo em todas as etapas de registro, com uma redução expressiva da fila”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, explica que é fundamental sinalizar ao setor a manutenção do preço para dar segurança ao pedido de registro do produto na categoria clone.
 
A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) sobre a precificação de medicamentos clone será publicada no Diário Oficial da União. A ação voltada ao setor farmacêutico foi anunciada pelo Ministério da Saúde e Anvisa.
 
Essa medida vem complementar a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 31/2014 da Anvisa, que passou a autorizar que medicamentos novos ou não, que têm comprovadamente a mesma matriz (princípios ativos, concentração, via de administração, posologia e indicação terapêutica) de uma droga já registrada e comercializada, possam ser enquadrados como ‘medicamento clone’.
 
O maior impacto da medida será no pós-registro, fase em que a indústria já possui medicamentos e preços registrados na Anvisa e quer reclassificá-los, passando-os de medicamento não clone para clone. Atualmente, cerca de 60% da demanda da Gerencia Geral de Medicamentos da Anvisa está no pós-registro. Um terço dos pedidos (629) aguarda para serem registrados como ‘clone’.
 
Mercado
A Resolução da CMED prevê três situações que garante a precificação dos medicamentos, caso o fabricante opte por trabalhar com os clones. No primeiro caso, o medicamento não clone já é comercializado. Nessa situação, haverá uma troca do número de registro do medicamento para adequação à RDC 31/2014 e será mantido o preço anteriormente aprovado para o laboratório.
 
No segundo caso, o medicamento entra no mercado como um fármaco novo ou nova apresentação e, por isso, segue normalmente as regras gerais de preços estabelecidos pelos critérios da Resolução CMED N°2/2004. A terceira situação trata do produto criado a partir da transferência de tecnologia entre laboratórios públicos e privados, por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e outras formas de transferência de tecnologia – em que o medicamento clone terá o mesmo preço praticado pela matriz.
 
PDP
As Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) fornecem produtos de acordo com a necessidade e prioridade da rede pública de saúde e seguem as demandas apresentadas anualmente pelo Ministério da Saúde. As iniciativas firmadas entre laboratórios públicos e privados têm por objetivo fortalecer o setor produtivo nacional e garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde, contribuindo para a sua sustentabilidade e para a redução do déficit externo do setor da saúde.
 
Atualmente, estão em desenvolvimento 98 parcerias entre 19 laboratórios públicos e 55 privados. Esses acordos preveem o desenvolvimento de 91 itens, (sendo 61 medicamentos, 6 vacinas, 19 produtos para saúde e 5 equipamentos). Do total de PDPs em vigência, 30 já possuem registro na Anvisa e 18 deles estão no mercado e são comprados de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, entre eles oncológicos, antirretrovirais e vacinas. A estimativa é de que o total de parcerias promova economia de R$ 4,1 bilhões por ano em compras públicas.
 

Into recomenda prevenção diária da LER

No Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e aos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, lembrado neste sábado, 28 de fevereiro, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) chama a atenção para os cuidados no dia a dia para evitar danos aos tendões e aos músculos causados pela sobrecarga e pelo estresse no trabalho
 
O operador de telemarketing, o bancário, a secretária e o auxiliar de escritório são algumas das profissões que mais apresentam o problema. As lesões mais comuns são as tendinites de punho e ombro e a epicondilite de cotovelo, que estão diretamente relacionadas ao uso de computadores. Há ainda casos de pessoas que apresentam bursite na região dos quadris. No lazer, as inflamações costumam ocorrer pela prática esportiva, como o tênis.
 
O ortopedista e médico do trabalho, Eduardo Branco, explica que na maioria dos casos a pessoa tem uma postura inadequada e não faz a pausa necessária para descansar e se recuperar da lesão ainda no início. “O profissional deve descansar, pelo menos, por dez minutos a cada 50 de atividade laborativa. Com o repouso adequado, o músculo e o tendão descansam e a pessoa se sente melhor, evitando o agravamento do problema”.
 
De acordo com o médico, o profissional também deve ficar atento se a cadeira, a mesa e o monitor do computador estão na altura adequadas. Devem fazer uso de banco ou escada para subir em locais mais altos para acessar prateleiras, evitando o esforço postural, além de controlar o lado emocional devido à pressão e ao estresse do trabalho que contribuem também para o surgimento das LER e DORTs.
 
A lesão começa com dor gradativa e desconforto, podendo afetar ainda na alteração de humor e no resultado da produção do trabalho. A cirurgia nesses casos é um tratamento de exceção. O médico recomenda identificar o fator agressor e fazer a correção postural e a readaptação ao posto de trabalho, evitando a monotonia da repetição.
 
“O repouso é muito importante, assim como alongar o membro e fazer movimentos mais lentos para ativar a circulação. No momento de crise, a compressa de gelo ajuda. Em todo caso, é importante procurar o médico para que ele avalie o paciente e indique analgésicos e anti-inflamatórios eficazes”, orientou.
 

DF: Estoque de comidas nos hospitais deve suprir apenas uma semana

Governo garante que pagamentos deste ano estão em dia, mas não tem como pagar o atrasado. Sanoli diz que estoque está acabando
 
Se a Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação Ltda. paralisar os serviços na terça-feira, ou em qualquer momento da próxima semana, como previsto, os acompanhantes, servidores e pacientes dos hospitais públicos do Distrito Federal ficarão sem refeições. O secretário adjunto de Saúde do DF, Rubens Iglesias, afirmou em coletiva de imprensa, ontem, não ter um plano alternativo para fornecer as refeições da rede pública. “Contamos com o fornecimento deles, não temos como suprir a ausência da Sanoli.” Ele afirmou, porém, confiar no bom senso da empresa. “Seria de extrema irresponsabilidade, pois a Sanoli tem compromissos sociais com os pacientes.”

O secretário adjunto argumenta que todos os pagamento de 2015 estão em dia. “As dívidas do ano passado serão pagas pelo governo, dentro do fluxo financeiro.” Em janeiro, a pasta fez um repasse de quase R$ 10 milhões, referentes ao serviços daquele mês. Iglesias disse que aguarda só a apresentação das notas fiscais de fevereiro para efetuar o pagamento.

A Sanoli, que na quinta-feira passou a servir sopa aos servidores e acompanhantes, reconhece que o governo arcou com a última fatura, de janeiro, e que não faltará com o próximo pagamento, referente a fevereiro. No entanto, segundo o diretor-superintendente, Marco Aurélio Crescente, o problema é o rombo deixado pelo governo anterior, calculado em R$ 21,5 milhões. “O contrato é contínuo, no valor de R$ 10 milhões. Na última semana, eles pagaram R$ 2,4 milhões, mas isso vai suprir apenas uma semana.”

Ainda segundo Marco Aurélio, a Sanoli vai recalcular a dívida, os pagamentos e checar a possibilidade de expansão de crédito com os fornecedores para evitar a falta de comida. “De qualquer forma, isso é paliativo. Estamos com dificuldade de crédito no mercado bancário e sem credibilidade com os fornecedores.” Caso a empresa não consiga a expansão de crédito, corre risco de parar em quatro dias, ou até menos, em decorrência dos estoques esvaziados.
 
Correio Braziliense

Vitamina D e ômega 3 ajudam no sentimento de bem-estar

Vitamina D e ômega 3 ajudam no sentimento de bem-estar Aleksandra P./stock.xch
Foto: Aleksandra P. / stock.xch
Substâncias regulam a produção de serotonina — hormônio que influencia no humor, em tomadas de decisão e no comportamento social
 
Pesquisadores do centro de pesquisa de Oakland, na Califórnia, identificaram um importante papel da vitamina D e do ômega 3 para o sentimento de bem-estar. Segundo eles, as substâncias regulam a produção de serotonina — hormônio que influencia no humor, em tomadas de decisão e no comportamento social.
 
Alguns distúrbios clínicos, autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), bipolaridade, esquizofrenia e depressão ocorrem por causa de baixos níveis de serotonina no cérebro.
 
— Nós ligamos a produção e de serotonina à vitamina D e ao ômega-3. Isso sugere que esses micronutrientes são importantes para melhorar o funcionamento do cérebro e afetar a maneira como nos comportamos — afirma Rhonda Patrick, uma das responsáveis pelo estudo.
 
Outro estudo também concluiu que níveis adequados de vitamina D são essenciais na manutenção da saúde óssea. Baixos níveis da vitamina podem causar osteomalácia em adultos e raquitismo nas crianças. As duas doenças estão relacionadas ao enfraquecimento dos ossos.
 
Já o ômega 3 está presente, principalmente em peixes como sardinha, enchova, cavala e salmão. Duas porções por semana reduzem o risco de câncer.
 
Zero Hora

Cientista prevê transplante de cabeça em dois anos

Pesquisa científica para transplante de cabeça enfrenta dificuldades técnicas e éticas
Pesquisa científica para transplante de cabeça enfrenta
dificuldades técnicas e éticas
Procedimento, cuja viabilidade técnica é questionada, traz à tona debate sobre ética médica
 
O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.
 
É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.
 
A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral.
 
Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.
 
Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.
 
"Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão", disse Canavero à NewScience.
 
Técnica
O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.
 
Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.
 
Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.
 
Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes.
 
Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.
 
Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.
 
Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.
 
O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.
 
Chances
A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.
 
Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.
 
BBC Brasil / iG

Ministério da Saúde anuncia novo cálculo para reajuste de preço dos medicamentos

A expectativa é que o reajusto médio fique abaixo da inflação e que mais medicamentos tenham o menor aumento de preço
 
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram nesta sexta-feira (27) mudanças no cálculo feito para reajustar os preços dos medicamentos em todo o país. A definição dos novos critérios serve para adequar o índice à realidade do mercado.
 
A expectativa do ministério é que o percentual médio de reajuste fique abaixo da inflação; que o índice seja menor em relação ao que seria calculado com a regra anterior e que mais medicamentos tenham o menor reajuste de preço. Além disso, cada um dos três fatores que compõem a fórmula de reajuste terá uma data fixa para ser divulgado.
 
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Jarbas Barbosa, os três fatores passam a ser definidos conforme a concorrência dos grupos de mercado, classificados como não concentrados, moderadamente concentrados e altamente concentrados.
 
"Com isso, buscamos dar maior previsibilidade, racionalidade, transparência e segurança", explicou Jarbas. "O mercado será considerado como um todo, não apenas o varejista [serão incluídas as vendas hospitalares e as compras públicas]. Você passa a acompanhar melhor as tendências de mercado", completou.
 
Um dos principais impactos da mudança é a redução do rol de medicamentos sujeitos ao maior reajuste de preço. Do total, 21,57% dos medicamentos regulados terão o maior reajuste, enquanto a maioria  (51,73%) vai sofrer o menor índice de reajuste.
 
As novas regras, de acordo com o secretário, incluíram sugestões da consulta pública realizada em 2014 com a participação de entidades que representam mais de 150 indústrias farmacêuticas. A resolução será publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (2).
 
"As medidas que estão sendo tomadas vão resultar, sem dúvida nenhuma, em um desembolso menor na compra de medicamentos", destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Segundo ele, a expectativa é que o impacto para os consumidores, o governo e os prestadores de serviço que compram medicamentos seja uma redução superior a R$ 100 milhões.
 
O percentual de reajuste será divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) no dia 31 de março, após a publicação oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como prevê a regra.

Agência Brasil

Mulheres jovens demoram para procurar ajuda médica em casos de ataque cardíaco

Novo estudo aponta que mulheres de 30 a 55 anos têm dificuldade para reconhecer os primeiros sintomas e acham que são novas demais para sofrer um ataque cardíaco
 
Mulheres com menos de 55 anos são mais propensas a ignorar os primeiros sintomas de um ataque cardíaco iminente, como dor e tontura, e demoram para procurar atendimento médico de emergência. É o que aponta um novo estudo da Universidade de Yale.
 
Essa demora contribui para altas taxas de mortalidade entre mulheres desta faixa etária quando comparadas às de homens da mesma idade. Estatísticas mostram que, abaixo dos 50 anos, ataques cardíacos são duas vezes mais letais para mulheres do que para homens.
 
Muito jovem
A pesquisa, publicada no final deste mês no periódico especializado “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes”, contou com entrevistas com mulheres de 30 a 55 anos que foram hospitalizadas por sofrer um infarto agudo do miocárdio – popularmente conhecido como ataque cardíaco. Os pesquisadores analisaram o que acontecia com as mulheres durante o período, desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a decisão de procurar ajuda médica.
 
O estudo aponta que além de questões externas – como na família ou trabalho –, outro fator que faz as mulheres adiarem a procura por um médico é o fato de elas analisarem de forma imprecisa seus riscos pessoais de ter doenças cardíacas justamente porque não tinham idade avançada na ocasião.
 
Na maioria das vezes, as mulheres entrevistadas também não realizavam exames de rotina e preventivos. E, quando procuraram ajuda médica, nem todas receberam um diagnóstico rápido e completo.
 
Sintomas
“Mulheres mais novas com múltiplos fatores de risco e um forte histórico familiar de doenças cardíacas não deveriam assumir que elas são jovens demais para ter um ataque cardíaco”, disse Judith Lichtman, uma das pesquisadoras pelo estudo.
 
A pesquisadora acredita que é importante estimular as mulheres para que elas reconheçam os sintomas e procurem ajuda médica rapidamente.
 
Leslie Curry, pesquisadora sênior do Yale Global Health Leadership Institute e também pesquisadora do projeto, acredita que além de educar as mulheres também é necessário mudar a maneira que profissionais de saúde respondem aos sintomas e estimular o tratamento preventivo para problemas cardíacos.
 
iG