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sábado, 5 de janeiro de 2013

Mais de 40 anos? Largue as desculpas e comece já uma atividade física

Idade é ideal para praticar esportes em busca de saúde
 
Você já deve ter escutado a frase "antes tarde do que nunca". O famoso dito popular se aplica a diversas situações, inclusive à vida saudável. Se você tem mais de 40 anos e pensa que é tarde para começar a se exercitar, ou, talvez, que seu corpo já está fraco para suportar a carga de exercícios, é hora de repensar o assunto.

O fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp, esclarece que a saúde só tem a agradecer quando se começa a praticar um exercício físico, mesmo se você nunca praticou nada. Ele explica que, nessa fase da vida, é comum que exista perda de massa muscular e óssea, tanto para homens quanto para mulheres.

Para homens, elas acontecem por causa da redução dos níveis hormonais, em especial da testosterona e, para mulheres, isso é bem comum no climatério e na menopausa - fase onde os níveis de hormônios femininos são reduzidos no organismo da mulher, o que ocasiona uma série de mudanças, como perdas ósseas. Além dessas reduções, depois dos 40, a condição cardiorrespiratória costuma piorar.

Raul Santo acrescenta que, nessa fase, são comuns doenças oportunistas e crônico-degenerativas, como hipertensão, diabetes, mau colesterol (LDL) elevado e até mesmo osteoporose - que, ressalta ele, também é consequência de hábitos trazidos pela vida toda, desde a infância. O exercício físico contribuirá com a melhora desses e outros quadros.
 
Desempenho nos exercícios
Claro que essas perdas prejudicam o desempenho atlético, mas essa não deve ser uma preocupação. "Não há problema se houver perda de desempenho, porque o objetivo é o completo bem-estar físico, mental e social", diz o fisiologista.

Optar por uma vida ativa - com a orientação correta de um profissional - traz melhoria e fortalecimento de toda a aparelhagem cardiorrespiratória (o que inclui coração e pulmões), fortalecimento muscular, melhoria da coordenação motora, melhor flexibilidade e melhor controle de composição corporal, colesterol, glicemia e pressão arterial.

Robson de Bem, médico fisiatra da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), também lembra que a prática de exercícios físicos tem o poder de prevenir câncer e processos artrósicos. Além disso, há progressos em todos os fatores adjacentes, o que significa que estresse, depressão e ansiedade passarão bem longe, já que haverá melhora do humor e da interação social.

Exames necessários
Para começar a praticar uma atividade, é sempre importante procurar um profissional. "O indivíduo tem que ter uma condição de aptidão para realizar o exercício, então deve procurar um médico a princípio, independente do exercício", aconselha Raul Santo.
 
Esse médico realizará uma avaliação clínica, que declarará se você é apto ou não para o exercício escolhido. O clínico geral realizará testes, como glicemia, hemograma, níveis de colesterol etc. Caso seja detectada alguma doença, o clínico poderá encaminhá-lo a um médico especializado.

Depois dessa avaliação, é preciso fazer o chamado teste ergoespirométrico. Ele consiste em um exame realizado em laboratório - em esteira ou bicicleta ergométrica -, onde a carga do exercício será gradativamente aumentada. Aqui, serão observadas as reações fisiológicas de acordo com a intensidade da atividade, como frequência cardíaca, pressão arterial e consumo de oxigênio, até chegar no consumo máximo de oxigênio que esse indivíduo suportou. Santo explica que esse é o principal parâmetro na hora de definir qual o limite do treino da pessoa.

Aeróbico ou anaeróbico?
Depois de testar a sua aptidão, está na hora de se mexer. O aconselhado é uma combinação de exercícios aeróbicos e anaeróbicos, que deverão proporcionar prazer. Embora você tenha preferência por uma atividade específica, diz o fisiologista, não é aconselhável que se restrinja apenas a ela. Por exemplo: se a caminhada lhe agrada, você deve tê-la como modalidade principal, mas também agregar outras, alternando entre esportes aquáticos, coletivos, exercícios com peso etc.

A base dos exercícios, nessa fase da vida, deve ser aeróbica, já que pode ser que o corpo não aguente uma carga mais pesada. Mas como diferenciar uma atividade aeróbica de uma anaeróbica? Ao contrário do pregado pelo senso comum, uma caminhada, por exemplo, não é necessariamente aeróbica, assim como um exercício com pesos não tem obrigação de ser anaeróbico.

"O que determina não é a modalidade, mas a intensidade aplicada em relação à frequência cardíaca", esclarece o fisiologista Raul. Assim, uma caminhada leve é um exercício aeróbico - e utiliza o metabolismo aeróbio, ou seja, demanda oxigênio para obter energia -, já uma corrida intensa pode ser considerada anaeróbica - utilizando o metabolismo anaeróbio, processo que não pede oxigênio para a obtenção de energia para a realização do exercício. O ideal, então, é que não se busque apenas uma modalidade, e sim várias, para que sejam trabalhadas várias valências físicas.
 
A caminhada é uma das mais democráticas, mas ainda assim exige um teste de aptidão física. No caso da corrida, as articulações e a coluna devem estar em dia. Já a natação é um treino mais introspectivo, que não exige grandes interações sociais. Para coletivos, vale prestar atenção em futebol ou vôlei, mas sempre tomando cuidado com as articulações e os possíveis impactos do esporte. O fisiatra Robson de Bem também acrescenta nessa lista Pilates, hidroginástica e ioga como boas atividades.

Cuidado com as lesões
Para evitar lesões, é de suma importância respeitar limites do corpo, usar roupas e acessórios corretos, alimentar-se corretamente, não exagerar na carga do exercício e nunca se esquecer de aquecimento e alongamento. Quando esses cuidados não são tomados, é comum que ocorram lesões de articulações e coluna vertebral - e isso se refletirá na qualidade de vida. Por isso, as recomendações do médico e do profissional de educação física devem ser respeitadas.

Pensando nos inúmeros benefícios da atividade física, ainda mais depois dos 40 anos, fica difícil arranjar desculpas. Que tal começar a sua hoje?
 
Fonte Minha Vida

Disfunção da prolactina pode causar infertilidade nas mulheres

Concentração de "hormônio do leite" no sangue é mais comum na menopausa
 
Prolactina é o hormônio do leite humano, que, quando está presente no sangue em alta dosagem, pode trazer várias consequências à saúde da mulher, como o bloqueio da menstruação (amenorreia), causando infertilidade. Esse problema é chamado de hiperprolactinemia, que está por trás de cerca de 20% dos casos de amenorreia (excluindo-se a gravidez).

Esse hormônio é produzido pela glândula hipófise, que está localizada no interior da caixa craniana, numa depressão óssea chamada sela túrcica. Conhecida também como hormônio do leite, a prolactina é importante para o desenvolvimento das mamas e, por consequência, para o aleitamento. Fora do período gestacional, a importância da prolactina se relaciona ao controle dos outros hormônios femininos. Assim, o hormônio está envolvido na regulação da menstruação e da ovulação.

O sintoma físico mais visível desse problema é a saída involuntária de leite das mamas. E é comum a ginecologista pedir um exame de prolactina no sangue quando há alguma alteração na menstruação. Mas é bom deixar claro que a hiperprolactinemia pode ocorrer mesmo que não haja alteração do ciclo menstrual, como veremos a seguir.

Quando a concentração de prolactina no sangue interfere no funcionamento dos ovários em uma mulher que se encontra na fase pré-menopausa, a secreção de estradiol - o principal tipo de estrógeno - diminui. Os sintomas incluem períodos menstruais irregulares ou ausentes, infertilidade, sintomas da menopausa (ondas de calor e secura vaginal) e, após vários anos, a osteoporose. 
 
Taxas no sangue apontam grau da anomalia
O valor normal de prolactina é de até 20 ng/mL (nanogramas por mililitro) no sangue. Quando esse valor é ultrapassado, configura-se o quadro de hiperprolactinemia. Casos nos quais as taxas são superiores a 100 ng/mL sugerem tumor benigno secretor de prolactina, o chamado adenoma.

A depender da dosagem hormonal, pode ser necessário o uso de medicamentos para o tratamento. Nos casos em que há sugestão de existência de tumor, é necessária uma investigação por ressonância magnética. Se for detectado o tumor, o tratamento de primeira escolha é clínico, por meio de medicamentos também - o tratamento cirúrgico só será indicado em casos de falha no tratamento clínico.
 
Tratamento está ligado à causa
Porém, tão importante quanto diagnosticar o problema é descobrir por que ele existe - isso porque o tratamento vai depender da causa. Ela pode estar relacionada ao uso de alguns remédios, como a risperidona (que é um antipsicótico), ou mesmo de medicamentos de uso mais comum, como a cimetidina (antiácido), a metoclopramida (antienjoo) e a metildopa (anti-hipertensivo).

De uma forma geral, são medicações que podem ter como efeito colateral o aumento da prolactina e, se a causa estiver ligada ao uso de alguma(s) delas, é preciso interromper o consumo. Além de se administrar medicamentos para tratar prolactinomas, com o uso de substâncias que combatem os efeitos dos medicamentos problemáticos, como a bromocriptina e a cabergolina.

Mas há ainda outras causas possíveis, como o excesso de estímulo às mamas - no ato sexual, por exemplo -, e é preciso evitar esse hábito quando ele causar aumento da prolactina. Muitas vezes, o aumento de prolactina no sangue se deve ao estresse, e aí o que precisa ser mudada é a condição de vida, com a paciente buscando mais qualidade. Ou seja, descoberta a causa, é sempre necessário haver uma mudança.
 
Médica deve monitorar paciente após tratamento
Se a prolactina no sangue é diminuída a níveis normais, os efeitos do problema são invertidos. Nas mulheres em idade fértil, retorna a função ovariana, bem como os períodos menstruais e a fertilidade, com o aumento dos níveis de estrogênio.

No tratamento de casos mais graves, se o nível de prolactina permanece normal e o adenoma não é visto em uma nova ressonância magnética, por dois anos ou mais, um período experimental sem medicação pode ser considerado. Por outro lado, a médica não deve deixar de monitorar o nível de prolactina no sangue e, eventualmente, o tamanho da hipófise.

Caso haja aumento nos níveis de prolactina, a medicação deve ser retomada. E deve-se considerar a possiblidade de cirurgia para retirada do adenoma, se o tratamento medicamentoso não surtir efeito ou se a paciente não tolerar os efeitos colaterais dele. A cirurgia é feita através de uma incisão no nariz e do seio esfenoidal, por onde o especialista pode visualizar e retirar o adenoma.

A mulher que desejar engravidar poderá fazê-lo - mesmo que seja portadora de um adenoma controlado -, com pouco risco para si mesma ou seu filho. Mas, durante o pré-natal, devem ser observados sintomas como dores de cabeça fortes e alterações da visão, que podem ser um sinal do crescimento do tumor.

O consultório da ginecologista é o melhor local para obter informações sobre questões relacionadas ao problema médico da paciente. Além do que, não há duas pessoas exatamente iguais, e as recomendações podem variar de uma para outra.
 
Fonte Minha Vida

Corte vira doença devoradora e faz homem perder o braço

Michael contraiu fasceíte necrotizante, doença caracterizada por extensa necrose na pele
 
O mecânico Michael Money, de 46 anos, sofreu um pequeno corte na mão durante o trabalho. No entanto, esse ferimento desenvolveu uma doença devoradora de carne que fez o homem perder o braço.
 
Money, que mora em Washington, nos Estados Unidos, se esqueceu de lavar a área do corte e isso levou ao surgimento de uma fasceíte necrotizante – doença bacteriana caracterizada por uma extensa necrose da pele - que rapidamente se espalhou pelo braço.
 
O mecânico pediu aos médicos para que não amputasse o braço, mas a equipe não teve escolha e precisou realizar o procedimento, segundo o site Daily Mail.
 
Agora, Money está passando por uma adaptação em sua vida para poder voltar a sua rotina. Ele quer juntar dinheiro para comprar um braço biônico e, assim, ter um futuro melhor.
 
Fonte R7

Médicos fazem primeiro transplante de mão no Reino Unido

Paciente consegue fazer movimentos leves
 
Um homem de 51 anos foi a primeira pessoa a receber um transplante de mão no Reino Unido, após uma operação realizada por médicos do hospital de Leeds (norte da Inglaterra), informam nesta sexta-feira (4) veículos britânicos.
 
Mark Cahill, que trabalhava em um pub de West Yorkshire, teve a mão direita paralisada pelos efeitos da gota, doença causada por uma acumulação de cristais de ácido úrico nas articulações.
 
A intervenção cirúrgica, realizada no dia 27 de dezembro no hospital Leeds Geral Infirmary, durou oito horas e foi muito delicada, já que os cirurgiões precisaram conectar nervos do braço de Cahill a sua nova mão.
 
Os médicos informaram que ainda é cedo para saber quanto movimento o órgão terá, mas Cahill consegue movimentar levemente os dedos, embora ainda não tenha tato.
 
— Neste momento me sinto bem, sem muita dor.
 
O professor Simon Kay, cirurgião plástico do hospital de Leeds, disse hoje que esse foi um "grande desafio" para a equipe médica e admitiu que ainda é cedo para saber o sucesso da intervenção, embora "tudo indique que deu certo e o paciente faça progressos".
 
A equipe de especialistas esteve em contato com médicos franceses de Lyon, que fizeram o primeiro transplante de mão em 1998.
 
Fonte R7

Exposição à luz durante as horas de sono afetam o humor

Exposição crônica à luz noturna, em casa ou no ambiente profissional, aumenta o nível de cortisol no organismo
 
Você costuma assistir televisão até bem tarde da noite ou usar as redes sociais? Caso sim fique atento. Recente estudo alertou que a exposição à luz durante as horas de sono afetam o humor, o comportamento e aumenta o estresse.
 
O estudo foi realizado por pesquisadores americanos que usaram roedores para o experimento.
 
Os ratos que foram submetidos à exposição à luz durante a noite tiveram sintomas de depressão, levando os animais a se desinteressar por objetos novos colocados em suas gaiolas e a se movimentar menos.
 
As cobaias também apresentaram níveis maiores de cortisol, o hormônio do estresse. As células fotossensíveis nos olhos dos animais, influenciando a parte do cérebro que regula o humor, a memória e o aprendizado.
 
Isso porque a exposição crônica à luz noturna, em casa ou no ambiente profissional, aumenta o nível de cortisol no organismo, provocando risco de depressão ou baixa nas funções cognitivas.
 
Fonte R7

Índice de doenças do coração continua a subir no Brasil

É importante que hábitos de vida saudáveis sejam
realizados desde a infância
Previsão é que, até 2030, as mortes cheguem a 23 milhões
 
As doenças cardiovasculares são responsáveis por 17,3 milhões de mortes anualmente, das quais 8,6 milhões são de mulheres.
 
De acordo com a Federação Mundial do Coração, os números continuam a subir e a previsão é que, até 2030, as mortes cheguem a 23 milhões, segundo informações da Agência Brasil.
 
Estimativas mostram que, no Brasil, cerca de 320 mil pessoas morrem anualmente devido às doenças do coração. Para a Associação Médica Brasileira, a prevenção é o melhor tratamento.
 
A entidade recomenda manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e parar de fumar.
 
A dieta balanceada e exercícios físicos são capazes de prevenir quatro dos dez principais fatores de risco: a hipertensão, o diabetes, a dislipidemia (colesterol alto) e a obesidade.
 
É importante que esses hábitos de vida sejam realizados desde a infância, porque as crianças também são vulneráveis as enfermidades cardíacas.
 
Fonte R7

Alterações hormonais e anatômicas na gestação contribuem para ocorrência de dores

Dor lombopélvica durante a gestação pode levar a inúmeras
alterações na vida das mulheres, como limitação nas atividades
 da vida diária
Principais motivos para sua ocorrência devem-se às adaptações da coluna vertebral provocadas
 
Muitas das alterações hormonais e anatômicas que o corpo feminino sofre durante a gravidez contribuem para a ocorrência de disfunções musculoesqueléticas, sendo a dor lombopélvica a de maior preocupação, de acordo com estudo da Universidade Federal de São Carlos.
 
Os autores da pesquisa explicam que aproximadamente metade de todas as gestantes apresenta esta dor.
 
Os principais motivos para sua ocorrência na gestação devem-se às adaptações da coluna vertebral provocadas, principalmente, pela ação do hormônio relaxina e ao aumento considerável do peso do abdômen.
 
De acordo com os estudiosos, a dor lombopélvica durante a gestação pode levar a inúmeras alterações na vida das mulheres, como limitação nas atividades da vida diária, qualidade de sono, disposição física, lazer e capacidade de trabalho.
 
Fonte R7