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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Saiba o que pode prejudicar seu fígado


Ciclosporina é essencial para pacientes que fizeram transplante de fígado ou de outros órgãos e tecidos
Ciclosporina é essencial para pacientes que fizeram transplante
 de fígado ou de outros órgãos e tecidos
“O fígado sofre muito com crendices populares”, diz médico; chás como o verde, espinheira santa, cáscara-sagrada, além de álcool, obesidade e automedicação lesionam o órgão
 
Silencioso, o fígado trabalha arduamente para garantir a boa saúde do corpo. No entanto, quando é agredido por qualquer que seja o agente, como vírus, álcool ou alimentação ruim, começa a se desgastar.
 
No início, sofre quietinho. Quando resolve botar a boca no trombone, a situação já fugiu do controle. Vem daí a importância de entender o que faz mal para o fígado para aprender a cuidar desse órgão vital.
 
Aquele chazinho recomendado pela vizinha? Pode ser um veneno que leva até mesmo a um transplante. Automedicação? O risco é alto. Beber demais para esquecer os problemas? Saiba que o fígado guardará mágoas.
 
É essencial entender que sem o fígado não se vive, já que é um dos órgãos mais complexos do organismo. Segundo o hepatologista Raymundo Paraná, da Sociedade Brasileira de Hepatologia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFB), o fígado tem uma função imunológica,: ele retira as impurezas de todo o sangue que vem do intestino, permitindo que ele vá limpo para o coração.
 
Além disso, tem células que barram a passagem de bactérias que eventualmente venham por meio do sangue. “Elas são capturadas e destruídas”, explica o médico.
 
Mas não para por aí: o fígado também excreta a bile, que carrega substâncias importantes para a digestão de vitaminas lipossolúveis. Não obstante, é um órgão endocrinológico, pois produz substâncias do tipo hormônios. “Essas substâncias também controlam algumas funções, como a renal.
 
Além disso, produz fatores de crescimento celular. O fígado é uma grande usina do organismo, produz uma série de proteínas fundamentais, incluindo a albumina, que circula no corpo e mantém os líquidos dentro dos vasos”, detalha Paraná.
 
Diante de um órgão tão nobre, muitos não se dão conta que atitudes corriqueiras podem lesioná-lo. O médico hepatologista explica que quando o fígado é agredido de forma severa, seja por uma substância tóxica ou por vírus e bactérias, acontece a hepatite aguda. “Nesse caso, há sofrimento agudo do órgão. A pessoa pode ficar com olhos amarelos, fadiga, cansaço, náuseas e ter vômitos”, diz. É o único caso em que o fígado manifesta sua insatisfação em um curto período de tempo entre a agressão e a lesão.
 
Ao contrário do que muitos pensam, boca amarga, azia, má digestão e manchas na pele não são sinais de problemas no fígado. “Quem reage à má ingestão de alimentos são o esôfago, estômago e duodeno”, explica a hepatologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Cátia Rejania de Melo.
 
Crendices populares
A obesidade também é uma vilã para o bem-estar do órgão. “Uma forma de proteger o fígado é não engordar. As causas principais da gordura no fígado (esteatose hepática não alcoólica) são a obesidade e o colesterol alto. É apenas um sinal de que o órgão está sob estresse metabólico. A cada 100 obesos ou pessoas com sobrepeso, 80 terão esteatose”, diz Paraná.
 
No dia a dia, além da obesidade, o consumo de álcool, os vírus da hepatite B e C, chás, remédios fitoterápicos, alopáticos, suplementos alimentares inadequados e as populares e ilegais “bombas” que muitos tomam para crescimento muscular podem arruinar esse órgão.
 
“Normalmente, a agressão é bem tolerada e não apresenta sintomas específicos, mas o órgão continua sendo agredido e vai respondendo com cicatrizes dentro dele, as fibroses. No intervalo de duas a quatro décadas, elas aparecem e formam a cirrose hepática”, alerta o médico. A hepatologista Cátia Rejania de Melo complementa: o tratamento para quando o fígado falha é o transplante.
 
“O fígado sofre muito muito também com crendices populares”, diz Paraná. O médico se refere principalmente aos chás que, popularmente são recomendados para curar mil males, mas que na verdade machucam o órgão.
 
“Essa história de que há medicamentos que protegem o fígado, sejam alopáticos ou naturais, não é verdade. Não existe nada comprovado do ponto de vista científico”, enfatiza o hepatologista.
 
“No chá de boldo, por exemplo, só há possibilidade de malefício. O chá verde, em excesso, é tóxico e pode causar hepatite grave. A erva-cavalinha também agride o fígado. A cáscara-sagrada e uma série de outros que passam a ideia de protetores podem causar muito mal”, alerta Paraná.
 
Além disso, ele coloca na lista negra a espinheira-santa, mãe-boa, sacada, aloe vera, fedegoso e picão preto. O médico explica que não há níveis seguros de consumo para que possam ser recomendados.
 
No caso do popular chá verde, a lesão costuma acontecer quando ingerido em grande quantidade por dois a três meses. “Precisa de um tempo para acumular e depende do uso por mais de 30 dias”, diz ele. A catequina presente no chá verde é nociva ao fígado. “Em uma ou duas xícaras, a quantidade de catequina é pequena, mas em quantidades maiores causa mal ao fígado. O chá verde não é antioxidante coisa nenhuma. É só um chá”, alerta o médico.
 
O único alimento que, segundo o médico, comprovadamente faz bem ao fígado é o café. “É recomendado para quem tem doença no fígado e não tem contraindicações para o consumo, como a arritmia cardíaca. O consumo diário de café bloqueia uma proteína que produz as cicatrizes no fígado. Não é tratamento, mas um coadjuvante importante”, detalha.
 
Vitaminas
Paraná se preocupa com a suplementação vitamínica sem precedentes. Segundo ele, o excesso de vitaminas pode causar grandes males ao órgão.
 
“Há tratamentos absurdos com superdosagem de vitaminas. Nenhum organismo precisa de vitamina se a alimentação é saudável”, diz o hepatologista. “Suplementação também não é antioxidante, isso não é uma verdade científica. O que se sustenta cientificamente é que a alta dose pode causar danos ao organismo, inclusive ao fígado”.
 
O médico exemplifica que a vitamina C em excesso aumenta a absorção de ferro e pode causar um dano hepático em longo prazo. A vitamina A estimula a formação de cicatrizes no fígado, conhecida por fibrose ;"Suplemento vitamínico só deve ser tomado quando há carência de vitaminas comprovada por exames”, conclui.
 
iG

Custo da saúde impede que 55% dos brasileiros tratem as próprias doenças

A saúde está enfrentando um novo desafio no Brasil
 
Com o envelhecimento da população e o crescimento da obesidade, doenças crônicas e complexas estão se tornando mais frequentes. Muitas delas requerem tratamentos contínuos e, por vezes, com terapias modernas. O custo disso é inviável para mais da metade da população.
 
Hoje, os gastos com saúde aparecem em terceiro lugar no ranking de gastos da família, segundo dados do IBGE. Mesmo com o suporte crescente do Ministério da Saúde, que aumentou de 10,2% para 13,8% do orçamento os gastos com medicamentos entre 2005 e 2014, ainda falta acesso para muitos tratamentos.
 
De um lado, o paciente brasileiro não tem recursos financeiros para custear o próprio tratamento. De outro, o SUS nem sempre pode oferecer os tratamentos mais modernos. O resultado tem sido o aumento das ações judiciais contra o Ministério da Saúde para obrigar o governo a custear tratamentos.
 
Nos últimos três anos, o valor pago na chamada “judicialização da saúde” saltou de R$ 367 milhões em 2012 para R$ 844 milhões em 2014; um aumento de 129%. O acumulado desse período é de R$ 1,76 bilhão.
 
Novo perfil de doenças
Esse cenário complexo da saúde brasileira, em que o acesso a terapias já está bastante comprometido, tende a piorar nos próximos anos. Isso porque a população brasileira está envelhecendo e isso reflete diretamente no perfil de doenças do país.
 
Os idosos já representam 7,4% dos 201 milhões de brasileiros e, com a expectativa de vida de 71 anos para homens e 78 para mulheres, esse percentual continuará aumentando nos próximos anos.
 
A idade é um dos principais fatores de risco para muitas doenças, ligadas ao desgaste natural do organismo. O câncer é uma delas e deve registrar cerca de 600 mil novos casos neste ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Também avançam as doenças cardiovasculares, o mal de Parkinson e a doença de Alzheimer, entre outros males.
 
O combate a esse problema crescente requer duas frentes de ações. A primeira focada no desenvolvimento de novas terapias. “Estamos caminhando rapidamente para a individualização dos tratamentos”, observa Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). A segunda é ligada ao acesso a essas inovações, desafio que tem gerado grandes preocupações no país.
 
“A saúde é como um prédio, em que no térreo estavam as doenças transmissíveis que o SUS conseguiu resolver muitíssimo bem, mas faltam soluções no segundo, terceiro, quarto e quinto andares de inovação, de um edifício que não para de subir com as doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e com as doenças complexas, como o câncer”, afirma Britto.
 
Saúde Business

Rio: Estabelecimento que proibir amamentação será multado em R$ 2 mil

Lei sancionada ontem pelo prefeito garante o direito dos bebês de serem amamentados em qualquer lugar da cidade
 
Rio - Vanessa Ferreira, de 33 anos, não vai mais se sentir constrangida enquanto estiver amamentando sua filha em local público. Uma lei sancionada ontem pelo prefeito Eduardo Paes garante o direito dos bebês de serem amamentados em qualquer lugar da cidade, seja ele público ou privado. Os estabelecimentos que descumprirem a legislação podem receber multa de até R$ 2 mil.
 
“As pessoas ficam olhando muito e tem lugares que dá para sentir que não somos bem-vindas”, contou a bancária Vanessa, que já passou por constrangimento em um consultório médico. “Um rapaz ficou me encarando e chegou a apontar um celular para mim enquanto eu amamentava”, completou.
 
O documento, de autoria dos vereadores Dr. João Ricardo (SD) e Marcelo Arar (PT), dá direito à amamentação em todos os logradouros públicos, como praças, shopping centers ou qualquer outro estabelecimento comercial. Em casos onde o local ofereça algum tipo de insegurança, insalubridade e risco ao bebê ou a mãe, a proibição deve estar expressa em cartaz e visível ao público.
 
No entanto, o estabelecimento que for flagrado com a proibição, e esta for considerada falsa, a empresa pode receber multa de até R$ 10 mil. Nos órgãos municipais, haverá avisos informando que é permitido amamentar, para incentivar o cumprimento da lei.

Em março, uma lei parecida foi aprovada em São Paulo após uma mãe ser impedida de amamentar em um estabelecimento. No estado vizinho, quem proibir a amamentação recebe multa de R$ 500. Para o presidente da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, Edson Liberal, a lei vai reforçar ainda mais a importância do aleitamento materno. “A amamentação é extremamente necessária para o crescimento do bebê e fundamental na interação com a mãe”, apontou Liberal.
 
O Dia

Brasil e Holanda trocam experiências sobre ações de saúde para populações-chave

A cidade de Amsterdam, também conhecida com a capital mundial das bicicletas, é referência em programas de redução de danos à saúde para pessoas que usam drogas, ações de prevenção, testagem e tratamento em IST e HIV voltadas para profissionais do sexo, e novas estratégias para a promoção da saúde sexual entre homens que fazem sexo com homens
 
De 3 a 6 de julho, representantes do movimento social brasileiro estiveram em Amsterdam para conhecer casos de sucesso e novas experiências nessas áreas.
 
Participaram da delegação brasileira as associações ABORDA (Associação Brasileira de Redução de Danos), ArtGay (Associação Brasileira de Gays), ALGBT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e a APROS-PB (Associação das Prostitutas da Paraíba), além do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
 
O grupo viajou a convite do governo holandês, representado por Marcel de Kort, Assessor Sênior da Divisão de Saúde e Aids do Ministério das Relações Exteriores da Holanda, e gestores, técnicos e pesquisadores do Serviço Municipal de Saúde de Amsterdam (GGD).
 
A agenda inclui apresentações temáticas seguidas de debate e visita aos diferentes setores e programas.
 
O chefe da Clínica de IST, Arjan Hogewoning, apresentou a política de prevenção para profissionais do sexo no Red Light District, bairro da cidade conhecido pela prática legal do comércio do sexo. "Não toleramos violência, nem desrespeito às e aos profissionais do sexo. Prezamos a dignidade e a saúde de todos".
 
O pesquisador de novas mídias em saúde, Udi Davidovich, apresentou o caso da abordagem de jovens na internet para promover o uso do preservativo. O projeto vem sendo realizado há três anos, baseado em entrevistas em profundidade, sistematização de padrões de resposta e níveis de informação, além do desenvolvimento de plataformas interativas. "Uma das interações online", explicou ele, "orienta sobre como lidar com as desculpas para não usar camisinha. O ‘não uso porque te amo’ é uma das desculpas mais frequentes".
 
Maria Prins demonstrou como se articula a política de redução de danos e prevenção e tratamento das IST em pessoas que usam drogas, situando como vem sendo compreendida a política de drogas ao longo de décadas. A relação entre política de drogas e saúde mental, por sua vez, foi o tema do encontro com o psiquiatra Wilco Tuinebreijer.
 
Entre as experiências mostradas, destaca-se o tratamento assistido de metadona, que inclui o atendimento em unidade móvel, e o acompanhamento de usuários de heroína, por meio de um esquema de dosagens da própria heroína sob medida e um detalhado acompanhamento individual.
 
Agenda
Na segunda-feira (06/07), aconteceu a apresentação da organização holandesa Aids Fonds sobre o panorama de HIV e aids nos Países Baixos. Na pauta estava ainda a atuação da polícia junto às populações-chave. Também foram discutidos aspectos diversos sobre a cooperação internacional em saúde entre os dois países.
 
Estão previstas uma reunião entre organizações de serviços comunitários e de redução de danos com os representantes do Brasil e três visitas de campo: ao Centro para Profissionais do Sexo, às salas destinadas ao consumo assistido de drogas e ao projeto realizado pela Secretaria de Saúde no Red Light District. A avaliação da missão será realizada com Lambert Grijns, Embaixador Especial para Direitos Sexuais e Reprodutivos e Aids da Holanda.

A expectativa é de que o Brasil receba em breve uma delegação holandesa com o mesmo propósito técnico.
 

Anvisa proíbe fabricação e venda de suplemento vitamínico

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada ontem (7) no Diário Oficial da União proíbe a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes do produto Suplemento Vitamínico e Mineral, marca Vitaminerals Plus, que contenham glicinato de molibdênio, cromo glicinato nicotinato e selênio glicinato

De acordo com o texto, as três substâncias não têm segurança comprovada perante a Anvisa para alimentos e ingredientes para consumo humano.

A Agência Brasil não conseguiu contato com a Avert Laboratórios Ltda., fabricante do produto, nem com a Biolab Sanus Farmacêutica Ltda., distribuidora dos lotes do suplemento.

Agência Brasil

Governo quer que fraudes com próteses virem crime investigado pela Polícia Federal

Foto/Reprodução G1
Proposta será enviada ao Congresso para ser votada em regime de urgência
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou nesta terça-feira (7) a decisão do governo de propor ao Congresso Nacional medida que torna crime a fraude no fornecimento, compra e prescrição de órteses e próteses no País, os chamados Dispositivos Médicos Implantáveis.
 
O governo também vai propor a criação, dentro da Polícia Federal, de uma divisão especializada na investigação deste tipo de fraude por meio de uma unidade de inteligência com foco em crimes contra a saúde.
 
O objetivo final é que os fraudadores deste segmento sejam responsabilizados com base no artigo 171 do Código Penal.
 
Caso a medida seja aprovada no Parlamento, passa a ser crime o lucro ou vantagem ilícita na comercialização dos dispositivos de implante e os responsáveis podem ser processados por estelionato.
 
O ministro afirmou que não é possível saber ainda o valor desviado ou fraudado pelas más práticas do setor nem quanto as fraudes custam para o governo. Segundo Chioro, porém, a prática da cobrança de comissões pelos especialistas e as taxas cobradas indevidamente pelos hospitais estão praticamente generalizadas no Brasil.
 
Ele também citou a realização de implantes sem necessidade nos pacientes e o pagamento pelos dispositivos sem que eles sejam colocados nos pacientes.
 
Próteses são dispositivos permanentes ou temporários que substituem um membro, um órgão ou tecido, como as próteses de membros (as mais comuns são aquelas colocadas entre o fêmur e a bacia, bastante usada em pessoas idosas), as dentárias e as mamárias. Já as órteses são dispositivos usados para auxiliar as funções de um membro para evitar sua deformidade, como os marcapassos e stents.
 
Dentre os problemas no setor está a pequena validade das próteses que têm ciclo de vida tecnológico de 24 meses em média, o que as torna obsoletas em pouco tempo. Além disso, afirmou Chioro, há falta de padronização nas informações sobre os produtos nem protocolos de uso (em que caso eles devem ser usados) que estimula o oportunismo.
 
— No caso destes dispositivos eles são indicados por especialistas que excluem do usuário o direito de escolha. Na maior parte das vezes eles são usado em situação de emergência e a pessoa não tem condição de avaliar se a prótese nacional ou a importada é a melhor. Ele fica na mão dos especialistas. Tudo isso faz com que fornecedores, médicos, cirurgiões e importadores se tornem oportunistas e ganhem ilicitamente.
 
No Brasil existem mais de 3.500 empresas entre fabricantes, importadores e distribuidores. A maioria delas é de pequeno e médio porte. As multinacionais, porém, concentram o mercado. São lançados no país por ano aproximadamente 14 mil itens por ano. Nos Estados Unidos são 8 mil lançamentos anuais. Segundo o Ministério da Saúde, o mercado nacional de produtos médicos movimentou R$ 19,7 bilhões no ano passado. Destes, R$ 4 bi estão relacionados aos implantes. O setor deve crescer 15% ao ano até 2020.
 
Arthur Chioro também criticou a discrepância de preços entre regiões do país no caso da compra de marcapassos, stents coronarianos e stents metálicos. Há diferenças de preços de até R$ 50 mil entre preços mínimos e máximos. Também há diferenças nos preços praticados no Brasil e no exterior. Enquanto em Portugal um marcapasso custa 3.800 dólares, no Brasil ele custa até 20 mil dólares, segundo levantamento feito em 2012.
 
São quatro padrões de irregularidades: 1) colocação de pessoal da distribuidora dentro dos centros cirúrgicos; 2) comissão em dinheiro para o especialista apesar da proibição disso pelos conselhos médicos; 3) hospitais realizam a compra e a venda com margem de lucro entre 10% e 30%; 4) cobrança da "taxa de rolha" por parte de alguns hospitais (quando o hospital cobra se nos equipamentos usados nas salas de cirurgia ele não teve participação na venda).
 
Preços muito diferentes
O ministro da Saúde denunciou o aumento irregular dos preços de próteses. Ele usou como exemplo uma prótese de joelho. O custo do produto, de R$ 2 mil, chega a custar R$ 18 mil no mercado em seu preço final.
 
— Isso se dá depois da comissão do médico, tributos, comissão do vendedor, margem do distribuidor e a margem do hospital. O valor final do produto é 8,7 vezes maior que o custo inicial.
 
Além de tornar crime as fraudes no segmento das próteses, o Ministério da Saúde quer coibir as infrações éticas de médicos e dentistas nas indicações e uso das próteses. Segundo Chioro, uma das ações será recomendar aos conselhos médicos que padronizem as normas, a fiscalização e a penalização dos profissionais oportunistas.

R7

Baixo nível de testosterona pode levar homem à depressão, diz estudo

Problemas hormonais estão ligados à depressão, de acordo com pesquisa
 
Homens com baixo nível de testosterona são mais suscetíveis à depressão, de acordo com estudo publicado na revista Sexual Medicine. Segundo informações do site DailyMail, problemas hormonais estão ligados à doenças mentais como a depressão. O levantamento mostrou que 56% dos homens com baixo nível do hormônio tinham depressão.
 
Nos homens, os níveis de testosterona vão ao ápice aos 20 anos e começam a diminuir com o passar do tempo. A pesquisa envolveu 200 homens, de idade entre 20 e 77 anos, que possuíam baixo nível de testosterona no organismo.
 
Além de problemas psicológicos, a diminuição dos níveis de testosterona pode causar perda de apetite sexual, disfunção erétil, aumentar o suor do corpo e a irritabilidade.
 
Pode também causar mudanças de humor, perde de massa muscular, insônia e redistribuição da gordura do corpo, o que pode levar à “barriga de cerveja” nos homens.
 
R7

Regras que agilizam importação do canabidiol começam a valer

As regras e procedimentos específicos para importação de produtos à base de canabidiol (CBD) começaram a valer nesta terça-feira (7/7)
 
A norma descrita na RDC 17/2015 foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência no dia 22 de abril e publicada no Diário Oficial da União do dia 8 de maio. O regulamento complementa as ações já tomadas pela Agência para que os pacientes tenham acesso ao produto.
 
Segundo a RDC, cada paciente deverá ser cadastrado junto à Anvisa, por meio da apresentação de documentos semelhantes aos exigidos atualmente. O cadastro deverá ser renovado anualmente, apenas com a apresentação de uma nova prescrição e laudo médico indicando a evolução do paciente, caso não haja alteração dos dados informados anteriormente.
 
A norma traz em anexo cinco produtos à base de Canabidiol que atendem aos requisitos definidos pela Resolução e que já são adquiridos por pacientes no Brasil. Esses cinco produtos englobam cerca de 95% das importações realizadas até o momento.
 
A resolução aprovada também permite que associações de pacientes façam a intermediação das importações, o que possibilitará aos pacientes reduzir os custos envolvidos no processo de aquisição e transporte. Além disso, a quantidade total de canabidiol prevista na prescrição poderá ser importada em etapas de acordo com a conveniência dos responsáveis pela importação.
 
Essas medidas fazem parte de um conjunto de iniciativas adotadas nos últimos 12 meses para permitir que pacientes brasileiros tenham acesso a produtos à base de CBD, mesmo não havendo registro desses produtos como medicamento no Brasil e nos países de origem.
 
 
 
ANVISA

Oito perguntas frequentes na área de medicina preventiva são abordadas em e-book da HBSIS

Imagem/Divulgação: Novo e-book gratuito aponta principais
 dúvidas sobre programas de medicina preventiva
Material gratuito pode ser acessado através do blog.hbprever.com.br e traz questões que vão desde o planejamento de um programa até a mensuração e avaliação de resultados

Muito além de companhias ligadas ao setor de saúde, ações de medicina preventiva podem fazer parte da realidade de qualquer empresa. Desde a distribuição de frutas entre os colaboradores até o acompanhamento de índices de risco através de médico e ambulatório próprio, estas iniciativas englobam uma área relativamente nova no país: a medicina preventiva. E é com o intuito de responder as principais perguntas que envolvem a aplicação destas ações que a HBSIS desenvolveu um novo e-book gratuito.

Atuando com soluções de gestão para o segmento desde 2008, a empresa disponibiliza conteúdos voltados para profissionais ligados ao setor através do blog.hbprever.com.br. É neste endereço eletrônico que o material, intitulado “8 Perguntas Frequentes sobre Programas de Medicina Preventiva”, pode ser baixado.

Gilberto Moura, gestor da vertical Saúde da HBSIS, explica que a ideia é propagar as novas ações ligadas à área e incentivar as boas práticas das empresas, oferecendo suporte para a criação de atividades de medicina preventiva. “Este tipo de ação é ainda muito recente no país e as dúvidas dos gestores e profissionais são frequentes. A mensuração dos resultados, por exemplo, levanta uma série de dúvidas, bem como a classificação do perfil epidemiológico”, diz.

Questões relacionadas à previsão do orçamento, contratação de equipe e criação de ações por empresas sem ligação direta com o setor de saúde também são abordadas. “Os programas de medicina preventiva no ambiente corporativo trazem diversos benefícios, tanto para a empresa quanto para o funcionário. No caso do empregador, prevenir doenças significa menos atestados médicos, menos faltas ao trabalho por motivos de saúde e, consequentemente, maior produtividade. Para o colaborador, o resultado é a melhoria da qualidade de vida, além da prevenção de doenças ocupacionais’, conclui Gilberto.

Sobre a HBSIS
Para a HBSIS, a tecnologia é uma ferramenta transformadora capaz de facilitar e agilizar a vida das empresas e das pessoas. Desde 1990 no mercado, a empresa blumenauense com filial na capital paulista, consolida-se no mercado desenvolvendo soluções em sistemas de venda, logística e outsourcing de TI. Atuando em todo o Brasil, seus 280 profissionais trabalham próximos do cliente em um processo colaborativo, sempre focados na resolução de problemas e na busca de resultados que irão acelerar negócios.

Sabrina Hoffmann | Melz Assessoria de Imprensa
Jornalista (0004959/SC)
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