Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Profissionais de saúde devem ficar atentos aos sintomas da Febre Amarela

profissionalsaude bannerDiante da situação epidemiológica atual de Febre Amarela, é importante que a população e os profissionais de saúde busquem fontes seguras e oficiais sobre o assunto

O profissional que atua em alguma área de risco deve ficar atento para os sinais dos pacientes que procuram o serviço de saúde, já que a Febre Amarela apresenta sinais e sintomas semelhantes a outros agravos que costumamos identificar na rede de atenção. Por isso, a máxima atenção nesse momento de alerta é fundamental para a qualidade do cuidado a possíveis pacientes infectados

Abaixo as principais manifestações clínicas e laboratoriais entre as fases da doença: 

Leve/moderada
Sinais e sintomas: febre, dores de cabeça, mialgia, náuseas, icterícia ausente ou leve.

Alterações Laboratoriais: Plaquetopenia (plaquetas baixas) com elevação moderada de transaminase. Bilirrubinas (substância amarelada encontrada na bile) normais ou discretamente elevadas.

Grave
Sinais e sintomas: Todos os sintomas da fase moderada, icterícia intensa, manifestações hemorrágicas, oligúria (produz pouca urina), diminuição da consciência. Alterações Laboratoriais: Plaquetopenia intensa, aumento da creatina, elevação importante de transaminases.

Maligna
Sinais e sintomas: todos os sintomas clássicos da fase grave intensificados.
Alterações Laboratoriais: Todas da fase Grave. Coagulação intravascular disseminada.

Em relação ao diagnóstico clínico, deve ser considerado caso suspeito I) caso de indivíduo com exposição em área urbana, rural ou silvestre afetada recentemente; II) pessoa com até sete dias de quadro febril agudo acompanhado de dois ou mais dos seguintes sinais: dor de cabeça (principalmente supraorbital), mialgia, lombalgia, mal-estar, calafrios, náuseas, pele e olho amarelados e/ou manifestações hemorrágicas, sendo residente ou procedente de área de risco nos 15 dias anteriores que não tenha comprovante de vacinação de febre amarela ou que tenha recebido a primeira dose há menos de 30 dias.

O diagnóstico específico pode ser feito pela detecção do vírus em amostras clínicas ou de anticorpos. Os exames são realizados em laboratórios de referência em diversos estados brasileiros.

A abordagem dos pacientes com suspeita de Febre Amarela realizada por profissionais de saúde deve incluir:

Abordagem Inicial
 Para identificar sinais de gravidade, questionar especificamente sobre a presença de hemorragias, características da diurese (volume e cor), presença e frequência de vômitos.;
 História pregressa, incluindo histórico vacinal para febre amarela e dados epidemiológicos que possam indicar a necessidade de investigar diagnósticos diferenciais;
 Aferição de pressão arterial (PA), frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura e peso.

Avaliação de Estado Geral
 Exame físico completo com especial atenção para presença de pele e olhos amarelados, grau de hidratação, perfusão periférica, características da pulsação, sinais de hemorragias, avaliação do nível de consciência;
 Realização de exames laboratoriais inespecíficos: hemograma, transaminases (TGO e TGP), bilirrubinas, ureia e creatinina, provas de coagulação, proteína urinária;
 Coleta de amostras para exames específicos e envio para laboratórios de referência;
 Notificação do caso: COMPULSÓRIA E IMEDIATA.

A alta hospitalar do paciente suspeito de FA pode ser efetivada de acordo com a avaliação clínica geral da equipe de saúde, com recomendações de que esteja há três dias sem febre, independente do tempo de doença, com índices decrescentes das transaminases e estabilização das plaquetas. Porém, é de suma importância orientar que o cidadão retorne imediatamente a unidade de saúde caso os sintomas voltem.


Blog da Saúde

Rins e coração: doenças renais podem levar a problemas cardíacos

rinsO alerta é ainda mais importante para pessoas diagnosticadas com diabetes e hipertensão arterial, pois elas têm mais risco de desenvolverem doenças renal e cardíaca

Sabia que os rins e o coração precisam trabalhar juntos e de forma saudável? É que doenças renais podem levar às doenças cardíacas e vice e versa. Por exemplo, é mais provável que as pessoas que sofrem com doença nos rins morram de problemas no coração. Ainda confuso? Especialista em rins, a nefrologista Shirley Damasceno, da secretaria de saúde do Distrito Federal, explica porque cuidar dos rins é também cuidar do coração.

“Os rins têm total ligação com o aparelho cardiovascular. O sangue bombeado pelo coração precisa ser purificado nos rins. E pra o rim funcionar, ele precisa da circulação correta do sangue. Por isso, muitas vezes o paciente renal crônico também tem alterações cardíacas”, detalha a médica.

O alerta é ainda mais importante para pessoas diagnosticadas com diabetes e hipertensão arterial, pois elas têm mais risco de desenvolverem doenças renal e cardíaca. É por isso a importância de ser acompanhado por serviços de saúde.

Como reduzir os riscos de doenças nos rins e no coração
E como tudo que envolve saúde, a alimentação saudável e equilibrada, com baixo teor de sal e açúcar, reduz os riscos de doenças nos rins e no coração.

Outras dicas são beber bastante água, não fumar e fazer atividade física regularmente. Essas ações juntas deixam o coração mais sadio, e consequentemente os rins também.

Diagnóstico e tratamento
A prevenção também passa pela descoberta precoce do problema. Quem tem doença renal, por exemplo, pode nem saber, porque a maioria delas é silenciosa, não apresenta sintomas.

“No SUS, por exemplo, as pessoas devem procurar o clínico geral, numa Unidade Básica de Saúde, onde é possível fazer acompanhamento de forma rotineira. Com a avaliação do clínico, se tiver alguma alteração, ele encaminha para o tratamento especializado com nefrologista ou cardiologista, feito nos hospitais”, explica Shirley Damasceno.

Pacientes com doenças renais ou cardíacos passam a ser acompanhados para tratar o problema e evitar que um órgão afete o funcionamento do outro. “A primeira coisa com relação ao paciente renal é o controle da diabetes e da hipertensão. Nos estágios mais elevados das doenças, o tratamento é com a hemodiálise ou diálise peritoneal”, esclarece a nefrologista.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Pílula usa gases do organismo para detectar doenças intestinais

RMIT University
Pesquisadores inventaram uma pílula inteligente que detecta gases no intestino dos pacientes e poderá ser usada para identificar problemas na região

Pesquisadores australianos desenvolveram uma pílula inteligente que detecta gases liberados no intestino e envia, a cada cinco minutos, informações para um dispositivo externo. Os cientistas acreditam que, no futuro, essa tecnologia poderá ser usada para diagnosticar doenças gastrointestinais.

Os mecanismos do sistema digestivo ainda são pouco conhecidos até por especialistas. Sabe-se que os alimentos são degradados para facilitar a absorção dos nutrientes e eliminação dos resíduos. Entretanto, há milhares de variáveis no trato digestivo de cada pessoa. “Temos uma série de malabsorções de carboidratos, como podemos diferenciá-las? Como elas impactam o intestino? E em quais pontos?”, exemplifica Kourosh Kalantar Zadeh, da Universidade RMIT, na Austrália, à BBC.

O novo dispositivo representa uma abordagem inovadora para responder a essas perguntas, em tempo real, e de forma pouco invasiva. Em um estudo publicado recentemente no periódico científico Nature Electronics, cinco pessoas ingeriram a cápsula. Os pesquisadores receberam informações sobre quanto tempo a pílula demorou para passar pelo sistema gastrointestinal e o aumento na ingestão de fibras, por exemplo.

“O que você está medindo aqui são as flatulências antes de serem expelidas. Trata-se de um sensor de gases, então quanto mais conseguirmos analisar o teor deles, melhor a informação que teremos sobre o intestino do paciente”, diz o professor Kourosh Kalantar Zadeh, da RMIT University, na Austrália.

Características do dispositivo
O dispositivo mede 26 milímetros de comprimento por 9,8 milímetros de largura, o tamanho máximo para uma pílula ser engolida. Dentro, há uma pequeno termômetro, um radio transmissor que envia os dados a um dispositivo externo que cabe no bolso, uma bateria e sensores que detectam oxigênio, hidrogênio e dióxido de carbono. Apesar do nosso corpo liberar outros gases, o rastreamento desses três já diz muito sobre o funcionamento do órgãos.

Oxigênio, hidrogênio e dióxido de carbono
O oxigênio, por exemplo, serve como um dispositivo de localização: ele mostra aonde o corpo esta quebrando aerobicamente (com oxigênio) ou anaerobicamente (sem oxigênio) os conteúdos. Já os níveis de dióxido de carbono dão uma ideia sobre o microbioma da pessoa: as bactérias do intestino liberam CO2 como resultado de seu metabolismo e a quantidade certa desse gás mostra que o microbioma está vivo e prosperando, segundo informações do site Quartz.

O hidrogênio é provavelmente o gás mais importante para se acompanhar do ponto de vista clínico porque ele mostra quando os alimentos estão sendo quebrados durante a fermentação. Sua liberação geralmente acontece quando o processo normal do intestino falha em quebrar o alimento e, geralmente, é um sinal de que o corpo daquele paciente não se dá bem com determinados tipos de comida.

Apesar do estudo ser pequeno, não houve relato de efeitos adversos associados à pilula. Isso significa que, no futuro, o diagnóstico de uma doença complexa ou intolerância pode ser feito a partir da simples ingestão de uma pílula.

Veja