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sábado, 7 de junho de 2014

CFF lança segunda edição de Experiências Exitosas de Farmacêuticos no SUS

Foto: Reprodução
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançou a segunda edição da revista Experiências Exitosas de Farmacêuticos no SUS durante o XXX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)
 
O congresso começou no dia 1º de junho e termina nesta quarta-feira, dia 4, no município de Serra (ES). A publicação reúne 28 relatos de iniciativas bem sucedidas de farmacêuticos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios das cinco regiões do País.
 
“A primeira edição foi lançada no Conasems 2013. Mantivemos esta proposta porque o Congresso é o ambiente onde os secretários municipais de saúde estão presentes em busca de informações sobre o setor. É uma maneira de divulgar aos gestores o que os profissionais têm feito para, por exemplo, gerar economia e aperfeiçoar a assistência farmacêutica dentro do SUS”, explica o vice-presidente do CFF, Valmir de Santi, que também é o coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela publicação.
 
A coletânea traz relatos de áreas bem diversificadas como gestão, serviços clínicos, organização de serviços, atenção básica e farmácia hospitalar. Algumas iniciativas têm foco em sustentabilidade ambiental, tema que amplia ainda mais o alcance da publicação. “Todos os que participaram da avaliação desses trabalhos ficaram muito satisfeitos com o resultado. Os exemplos selecionados estão estimulando outros profissionais, pois mostram iniciativas em que foram superadas grandes dificuldades e, ainda assim, foi possível mudar a realidade”, afirma Lúcia Sales, presidente da Comissão de Saúde Pública do CFF e integrante do Grupo de Trabalho (GT) responsável pela seleção das experiências.
 
De acordo com Lorena Baía, também integrante do GT, 54 trabalhos foram inscritos. Na avaliação, foram considerados, principalmente, os impactos gerados e a relevância das iniciativas para o SUS. “Também priorizamos iniciativas em que os autores possuíam registro efetivo dos resultados, demonstrados por meio de estatísticas, de prontuários e dados financeiros, além de pesquisas realizadas com os pacientes”, explica. Quem inscreveu trabalhos, mas ficou fora desta edição, ainda têm chance de participar de uma próxima edição, caso consiga fazer as adequações recomendadas ao final da avaliação.
 
A revista foi distribuída no estande do CFF, montado dentro do Conasems, e gerou boa repercussão entre os profissionais. É o que obseva outra integrante do grupo que selecionou as experiências, Noêmia Liége Bernardo. “Os colegas estão se sentindo prestigiados com esta iniciativa do CFF. Secretários de saúde têm vindo pessoalmente buscar a publicação para levá-la aos farmacêuticos de seus municípios. Eles buscam exemplos de ações que melhoraram principalmente os serviços clínicos e a gestão nas farmácias do SUS ”.
 
Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, a revista simboliza o empenho da entidade em dar destaque às atividades desenvolvidas pelos profissionais. “Temos várias experiências, em todos os cantos do Brasil, em que o farmacêutico mostrou ser peça chave na promoção da melhoria dos serviços e do atendimento prestado aos pacientes do SUS”, enfatiza.
 
O GT adotou um formulário, que ficou disponível no site do CFF durante todo o mês de abril de 2014, para que farmacêuticos pudessem enviar, de forma padronizada, os relatos de suas experiências como agentes de transformação do SUS. Além de Lúcia Sales, Lorena Baía e Noêmia Liége Bernardo, compõem o GT, os farmacêuticos Wesley Magno Ferreira, Silvana Leite, Sílvio Machado e Wilson Hiroshi. O coordenador da Assessoria Técnica do CFF, José Luís Miranda Maldonado, também auxiliou na avaliação e seleção dos relatos incluídos na publicação.
 
 
Fonte: CFF

Golfinhos adestrados melhoram vida de crianças deficientes em Cuba

 Treinador Adrian Calderon ajuda menino Javier Gonzales a tocar em golfinho Treinador Adrian Calderon ajuda menino Javier Gonzales a tocar em golfinho  (Foto: AFP Photo/Dalberto Roque)
Foto: AFP Photo/Dalberto Roque
Treinador Adrian Calderon ajuda menino Javier Gonzales
 a tocar em golfinho 
Golfinho estimula habilidades de crianças com deficiências variadas. Mais de 400 crianças com necessidades especiais participam de terapia
 
Javier González, um menino de 10 anos que tem os movimentos limitados por causa de uma paralisia cerebral, costuma brincar semanalmente com os golfinhos Xinana e Coral, personagens centrais de um tratamento que melhorou a qualidade de vida do menor.
 
O canto mágico de Xinana e Coral - duas fêmeas com mais de dois metros - recebe as crianças no tanque do Aquário Nacional de Cuba, abrindo uma sessão na qual os pequenos tocam, beijam, jogam bola e alimentam os cetáceos, com a orientação dos treinadores Yenia Expósito e Adrián Calderón.
 
Os mamíferos marinhos respondem, movendo os focinhos em sinal de aprovação e as nadadeiras peitorais como se aplaudissem, ou fazendo piruetas na água, o que provoca gargalhadas nas crianças que recebem o tratamento, inclusive Javier.
 
"Javier tinha muita dificuldade para caminhar quando chegou aqui e agora caminha, faz exercício", explicou à AFP Amelia Vera, da equipe de Educação Ambiental do Aquário, situado às margens do mar em Havana.
 
"Estes tratamentos o ajudaram muitíssimo a melhorar a coordenação motora grossa, a coordenação motora fina, o aprendizado, aa linguagem e as relações humanas", disse Vera.
 
As crianças são portadoras de deficiências distintas, como o autismo e a síndrome de Down, e há quatro anos vão ao Aquário toda quinta-feira para uma sessão gratuita de "golfinhoterapia" ou terapia com golfinhos adestrados, com 40 minutos de duração.
 
Essas rotinas são parte das "Terapias educativas ambientais associadas aos mamíferos marinhos", iniciadas em 1997, explicou a vice-diretora do Aquário, Maria de Los Ángeles Serrano.
 
 Adrian e Javier 'surfam' em golfinhos (Foto:  AFP Photo/Adalberto Roque)
Foto: AFP Photo/Adalberto Roque
Adrian e Javier 'surfam' em golfinhos
'Não é um milagre'
Serrano destaca que no total "400 crianças com necessidades educativas especiais" participaram destas terapias, que são um "complemento" do ensino que recebem nas escolas especiais - há 421 na ilha - e as ajudam a melhorar sua qualidade de vida.
 
"Trabalhamos a socialização, que as crianças se divirtam, que sejam felizes" e também "com exercícios psicomotores, que os ajudam a ganhar muito em força muscular", acrescenta Serrano.
Mas "o primeiro que dizemos aos familiares é que isto não é um milagre (...), nem o Aquário é um centro de restauração neurológica", adverte.
 
Com jogos e exercícios, os especialistas desenvolvem habilidades nas crianças, que conseguem compensar uma deficiência irreversível como a de Javier, que apesar de seus "avanços consideráveis", nunca conseguirá andar ou falar como uma criança sadia, diz sua professora, Dunia Baños.
 
O Aquário, que contra com 2.500 exemplares de 300 espécies marinhas, incluindo oito golfinhos adestrados, põe todo este arsenal à disposição das terapias.
 
"Estas terapias não são apenas com golfinhos, incluem as tartarugas, os peixes, leões marinhos, a água, as pedras, a areia, o ar, o sol. Todo o entorno favorece atividades distintas com as crianças e sua melhora", diz Vera.
 
 Garota Legna Fuentes é 'beijada' por golfinho Xinana  (Foto: AFP Photo/Adalberto Roque)
Foto: AFP Photo/Adalberto Roque
Garota Legna Fuentes é 'beijada' por golfinho Xinana
Surfando com golfinhos
O tratamento começa em uma aula do Aquário, onde Vera fala às crianças sobre os golfinhos, mostra imagens e pede que elas desenhem a silhueta do animal. Em seguida, as convida a brincar com eles no tanque.
 
"Não é que o golfinho cure, simplesmente é um estímulo para que a criança realize determinada atividade", explica Expósito, que é treinadora há 18 anos.
 
As emoções no tanque chegam ao clímax quando Javier é ajudado por um treinador a subir em uma prancha de surfe e desliza na água, puxado por Xinana e Coral.
 
Os dois golfinhos também são astros do show aquático oferecido no Aquário, visitado anualmente por milhares de cubanos e turistas.
 
Cada especialista tem experiências inesquecíveis para contar sobre as crianças portadoras de deficiência. Yolanda Alfonso diz que viveu a mais impressionante enquanto trabalhava com um menino paraplégico de 11 anos.
 
"Um dia, depois de alguns anos de treinamento, o deixamos sozinho na plataforma dos golfinhos e este menino ficou de pé sozinho e caminhou pela primeira vez na vida", lembra, emocionada, Yolanda, a primeira mulher a se tornar treinadora de golfinhos em Cuba e pioneira nos tratamentos no Aquário.
 
G1

Com UTI no quarto, menino de 3 anos luta pela vida à espera de uma cirurgia

Dudu menino Araraquara (Foto: Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa)
Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa
Dudu passou por 10 cirurgias e conta com apoio integral da mãe
Morador de Araraquara (SP), Dudu tem doença que causa má formação. Após sofrer AVC, ele precisa de operação para reconstituir parte do crânio
 
Lutar pela vida é um dom de Eduardo Henrique Rodrigues Sgobe, o Dudu. Aos 3 anos, o menino de Araraquara (SP) só se alimenta por meio de uma sonda. Não fala mais, nem anda e só respira com a ajuda de aparelhos. Por isso, tem uma Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) no quarto de casa. Desde que nasceu, já passou por 10 cirurgias. Segundo a mãe, ele precisa urgentemente da 11ª, desta vez para reparar uma deformação na cabeça. A família aguarda desde dezembro uma resposta do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP). No entanto, a falta de leitos e o fato da operação ser vista como “estética” pelo HC estariam impedindo o agendamento. O hospital nega a versão e argumenta que está tomando os cuidados possíveis para deixar Dudu em condições mais seguras, uma vez que uma intervenção cirúrgica, neste momento, poderia ocasionar “consequências fatais”.
 
A mãe de Dudu, Patrícia Rodrigues dos Santos, 32 anos, diz que a doença só foi descoberta após o parto. A síndrome fez com que a criança nascesse com o esôfago separado em dois pedaços, o ânus imperfurado, os dois rins do mesmo lado (que depois se fundiram e viraram um só), escoliose (encurvamento da coluna), entre outras anomalias.
 
Logo que veio ao mundo, o garoto ficou um mês internado na UTI. “Ele não tinha muita estimativa de vida, mas passou por tudo isso e, até julho do ano passado, estava muito bem. Conseguia comer, falar e andar sozinho”, explicou Patrícia, que é formada em técnica de segurança do trabalho e desistiu da carreira para se dedicar ao filho.
 
Julho de 2013
O mês citado pela mãe foi um divisor de águas. Depois de cirurgias feitas em Araraquara, o menino foi encaminhado ao HC para ser examinado por médicos especialistas, como neurocirurgião e oftalmologista, entre outros. Em julho, os médicos detectaram a necessidade de retirar um pedaço do intestino para repor parte do esôfago, que também apresenta má formação.
 
Dudu menino Araraquara 2 (Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa)
Foto: Deivide Leme/ Tribuna Impressa
As despesas com a UTI são pagas por uma tia do menino
Foi quando teve início uma série de complicações pós-cirúrgicas, como pneumonia, infecção do sangue e paralisação das funções renais. Também houve sangramento intracraniano.

“A médica me chamou porque ele iria ao centro cirúrgico. Tinha tido um AVC. Mas ninguém sabia explicar a razão. Optaram por retirar a calota, o ossinho da cabeça. Serraram em pedacinhos e guardaram do outro lado da cabeça para repor quando o cérebro desinchasse. Só que, se demorar muito, há o risco de rejeição. Então, em vez de repor com osso pode ser necessária uma malha ou prótese importada”, disse a mãe.

Morte encefálica
Ainda de acordo com Patrícia, Dudu quase teve morte encefálica decretada, mas surpreendeu os médicos. "Eles chegaram a fazer alguns testes, mas quando retiraram o tubo, ele respirou sozinho. Depois foi se recuperando aos poucos. Dudu é um guerreiro", exaltou.
 
Em outubro, o garoto foi transferido para o quarto e, em dezembro, recebeu alta. Desde então, a família aguarda o agendamento da cirurgia de reconstituição de parte do crânio.

“Na última consulta, o médico sequer marcou o retorno mensal, o que achei estranho. Estamos na fila de espera para a cirurgia, só que ouço que não há leito. Também já escutei dos médicos que a cirurgia seria apenas ‘estética’, mas não é. Ele deve ser tratado como um caso grave. Não tem controle do tronco nem da cabeça. Sinceramente, não sei nem se enxerga, já que não conseguimos passar por uma oftalmologista”, reclamou.
 
Sem leite e fraldas
O custo com o tratamento é um caso à parte. Uma tia paga o plano de saúde, o que garante a UTI em casa. O pai, Ricardo Francisco Alves Sgobe, é operador de almoxarifado e recebe cerca de R$ 900 mensais. A família está sem pagar o aluguel da casa.

O menino toma vários medicamentos. Alguns deles são conseguidos na rede pública, por meio de ações na Defensoria Pública. O processo instaurado pelo órgão também garantiu que Dudu receba da Prefeitura latas de leite e fraldas, mas a mãe diz que os produtos não estão sendo fornecidos.
 
“O juiz deferiu a decisão, mas a Prefeitura diz que não tem verba para me fornecer. Já não recebo leite há três meses e as fraldas, há um mês”, denunciou Patrícia. Enquanto isso, a família vem sendo ajudada por doações de amigos, parentes e campanhas realizadas na cidade.
 
Em nota, a Prefeitura de Araraquara informou que entregou à família de Dudu, no último dia 26, os medicamentos que são de responsabilidade do município. Ainda avisou que os pacotes de fraldas estão disponíveis para retirada na farmácia do NGA-3 (Núcleo de Gestão Assistencial).
 
Em relação ao fornecimento de leite, classificado como "alimentação especial", a nota citou que a "situação deverá ser regularizada em duas semanas".


"Creio muito em Deus, o Eduardo é um milagre. Ter sobrevivido na minha barriga tanto tempo com todas as más formações, passar por 10 cirurgias grandes, ter sido dada a 'morte encefálica' e depois superar tudo isso. É uma criança com muita vontade de viver. Vê-lo hoje totalmente dependente de aparelhos é muito difícil, mas não desistimos. A luta é grande, mas minha força vem da força dele, e de todo amor que construímos”, contou Patrícia.
 
O pai de Dudu também é entusiasta de um final feliz. “Sei o quanto ele necessita de mim, e por isso busco no Eduardo forças todos os dias, acreditando na sua recuperação. Mesmo quando ele estava internado com a Patrícia por quase cinco meses, eu ia trabalhar, mas com a cabeça sempre neles”, destacou.
 
Sem prazo do hospital
Em nota, o HC explicou que o menor foi submetido a uma cirurgia de emergência para evacuação de extenso hematoma. E que, na ocasião, foi decidido pela descompressão óssea, procedimento chamado de “craniotomia descompressiva”.
 
A recolocação ou reconstrução óssea depende de vários fatores, segundo o hospital. “O tempo de espera pode variar para cada caso dependendo de circunstâncias específicas”, citou a nota, frisando “não existir fila de espera para essa cirurgia na neurocirurgia pediátrica”.
 
Ainda de acordo com o HC, a recolocação óssea, chamada de cranioplastia, tem o objetivo de proteger o encéfalo e corrigir uma possível deformidade estética. E em pacientes graves, os as craniospatias são analisados “caso a caso”.
 
O procedimento pode ser programado “após alguns meses do evento inicial, desde que o paciente ofereça condições seguras para que este procedimento, como, entre outras, ausência de edema cerebral e infecção.
 
“O menor Eduardo Henrique apresenta uma condição neurológica e clínica complexas, sendo que qualquer tipo de intervenção cirúrgica pode levar a consequências fatais neste momento. Por esta razão, a equipe médica vem tomando todos os cuidados possíveis para deixá-lo em condições mais seguras para que, eventualmente, possa ser discutido com os familiares os riscos e benefícios de uma tentativa de reconstrução óssea”, finalizou o documento, sem indicar um prazo para a avaliação do caso.
 
G1

Lei dos 60 dias passa a valer a partir do exame de diagnóstico de câncer

Foto: Reprodução
A regulamentação foi alterada através da Portaria 1.220/14
O Ministério da Saúde publicou esta semana portaria que resolve impasse trazido pela Lei dos 60 Dias (12.732/12), que dá ao paciente de câncer o direito de ser tratado em até 60 dias após o diagnóstico da doença. Com a nova publicação, o que vale é a data do diagnóstico da doença no exame (laudo patológico)
 
Pela regulamentação anterior, o prazo começava a valer apenas a partir da inclusão do diagnóstico no prontuário eletrônico, o que só acontece na primeira consulta depois que o resultado dos exames ficam prontos.
 
Para a mastologista e presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Maira Caleffi,  a lei perdia o efeito com a antiga regulamentação, já que o prazo de 60 dias só começava a contar depois que o paciente conseguisse a consulta com o médico especialista, o que poderia levar meses para acontecer.
 
“A lei já trazia essa nova determinação, mas veio a regulamentação e trouxe uma variável, com isso ficava mais difícil ter a contagem dos 60 dias”, explicou.
 
Segundo Maira, além disso, a regulamentação condicionava a contagem do prazo à inclusão do diagnóstico no Sistema de Informações do Câncer (Siscan), que ainda não funciona em todo o país.
 
Lançado pelo Ministério da Saúde em outubro do ano passado para receber prontuários computadorizados enviados pelas secretarias de saúde, até o dia 22 de maio o sistema só tinha chegado a 1.546 municípios, cerca de 30% do total existente no Brasil.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, nos 1.546 municípios que utilizam o sistema, 1.093 casos de câncer foram registrados nos últimos meses. Desses, 57% tiveram início do tratamento antes de 60 dias.
 
A regulamentação foi alterada através da Portaria 1.220/14, publicada nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União.

Agência Brasil

Exposição a sujeira, germes e pelos pode proteger bebês contra alergia e asma

Foto: Reprodução
Em estudo, recém-nascidos que cresceram em casas com grande quantidade de bactérias tinham menos problemas respiratórios do que aqueles de residências mais limpas
 
Recém-nascidos expostos a pelos de animais de estimação e ratos, fezes de baratas e uma variedade de bactérias domésticas no primeiro ano de vida podem estar mais protegidos contra alergias, chiado no peito e asma aos 3 anos de idade. A revelação é de um estudo publicado nesta sexta-feira no periódico Journal of Allergy and Clinical Immunology.
 
A pesquisa confirma dados anteriores de que crianças que moram em centros urbanos são mais propensas à asma e à alergia do que aquelas de zonas rurais, mas traz uma revelação: os pequenos cercados por alérgenos e bactérias antes do primeiro ano de vida estão mais protegidos contra essas condições do que suscetíveis a elas. Segundo os autores do estudo, a descoberta pode ajudar a criar estratégias para prevenir asma e alergia.
 
“Nosso estudo mostra que o timing de exposição inicial (aos alérgenos) pode ser crucial”, afirma Robert Wood, autor do estudo e chefe da Divisão de Alergia e Imunologia do Johns Hopkins Children’s Center. “Isso nos diz que não apenas muitas das nossas respostas imunológicas são formadas no primeiro ano de vida, mas também que certas bactérias e alérgenos desempenham um papel importante em estimular e treinar o sistema imune.”
 
O estudo foi feito com 467 recém-nascidos americanos, acompanhados por três anos. Os pesquisadores visitaram as casas dos bebês para medir a quantidade e tipos de alérgenos que os rodeavam. Eles analisaram as bactérias contidas na poeira coletada de 104 residências e fizeram testes periódicos de alergia e chiado em todos os nenês.
 
Segundo o estudo, o chiado do peito aos 3 anos mostrou-se três vezes mais comum entre crianças que cresceram sem exposição a pelo de gato e rato e fezes de baratas nos primeiros doze meses de vida, em comparação às que viveram em casas com todos essas sujeiras. O efeito protetor era mais eficiente nos bebês expostos aos três alérgenos do que a dois ou a um deles. Além disso, os pequenos moradores de residências com grande variedade de bactérias eram menos propensos a desenvolver alergias e chiado aos 3 anos.
 
Quando os pesquisadores compararam os efeitos cumulativos das bactérias combinadas com os alérgenos de ratos, baratas e gatos, eles perceberam outra diferença notável:. Aos 3 anos, 41% das crianças sem chiado e alergia tinham crescido em ambientes com as maiores incidências desses agentes. Contrariamente, apenas 8% dos que sofriam dos dois males tinham sido expostas a esses alérgenos no começo da vida.
 
Veja

Para e arranca no trânsito pode virar doença crônica

Para e arranca no trânsito pode virar doença crônica Marcelo Oliveira/Agencia RBS
Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS
O motorista Luís Carlos de Melos só dorme com almofadas
sob as pernar e relaxante muscular
Com o fluxo lento, pedal de carros com câmbio manual passou a ser utilizado mais vezes. Movimento repetido causa dor no joelho e no dorso do pé esquerdos
 
O para e arranca no trânsito congestionado da Capital não causa apenas estresse, mau humor e atrasos. Prejudica também a saúde dos motoristas, principalmente de taxistas que rodam até 12 horas por dia. Ao final da jornada, condutores de carros com câmbio manual se queixam de fortes dores no pé esquerdo - o da embreagem -, e no joelho da mesma perna por esforço repetitivo.
 
Teste de resistência física
É fácil de entender por quê. Além da frota ampliada, há muitos obstáculos no caminho. Com obras e desvios em profusão na Capital, e sinaleiras que mais atrapalham que ajudam, como as da Terceira Perimetral, circular nas horas de pico virou teste de resistência. Um taxista que trabalhe 12 horas por dia, pisará cerca de 3,6 mil vezes no pedal da embreagem. O sistema composto por prensa, disco e rolamento pesa 5k, se for hidráulico, e cerca de 8k, se for a cabo. Ao final de um dia, o motorista estará empurrando um peso muito superior ao do começo da jornada.
 
Dor prejudica descanso e sono
Luís Carlos Maciel de Melos, 51 anos, é um dos que sente dores terríveis. Em vez de alívio, após a última corrida, vem o sofrimento.

- Tem dias que não consigo encostar o pé no chão tamanha é a dor que sinto. Embaixo da ponta dos dedos, fica tudo dolorido. Quando chego em casa, coloco o pé numa bacia com água quente para relaxar - afirmou Luís, que usa sandálias nas horas de folga para dar conforto aos pés.

Colega de ofício, Diego Correa, 28 anos, afirma que também sente dor no joelho e cansaço na perna esquerda. Antes de dormir, o taxista toma duas providências: coloca almofadas sob as pernas e toma um relaxante muscular.

- Só assim consigo dormir - disse.
 
Câimbras incomodam Marcos
Motoristas profissionais como Marcos Trindade, 46 anos, que passam o dia no trânsito, sofrem tanto quanto os taxistas. Marcos trabalha com o transporte de livros para livrarias do Centro da Capital. Passa o dia inteiro no leva e traz. O resultado do esforço físico chega à noite, com juros e correção: dor nas articulações e câimbras na panturrilha (batata da perna) nos momentos mais inusitados. Para aliviar a sensação de desconforto, Marcos toma um relaxante muscular.

- Às vezes, acontece até quando estou fazendo sexo - afirmou o motorista.
 
Sistema com defeito pesa mais
O mecânico da Mecânica Super Mec, Paulo Franco da Costa, 48 anos, explica que um sistema de embreagem com defeito torna-se um problema extra para o motorista. Além de sinalizar que precisa de reparo ou ser substituído por um novo, ele fica mais pesado.

- Dependendo do defeito e desgaste, algumas embreagens podem pesar até 20kg. O motorista começa empurrando um peso e termina empurrando outro maior - garante Paulo.
 
Desgaste causa troca antes do tempo
Diretor administrativo do Sintáxi, Adão Ferreira de Campos, trocou o componente antes do previsto após a reclamação de um colega que trabalha com ele no táxi. Segundo Adão, normalmente, o veículo poderia rodar com aquele sistema por mais 30 mil km.

- Mas estava com desgaste no disco e ficando pesado para ele - revelou.

Embora seja uma queixa de muitos taxistas, o Sintáxi não tem registros de  reclamações nem dados sobre afastamento do trabalho por este motivo.
 
Médico indica formas de prevenção
Ortopedista com especialização em dor osteomuscular do Hospital Cristo Redentor, Paulo Henrique Mulazzani, afirma que os movimentos repetidos não causam uma doença incapacitante. Mas geram desconforto nas pernas, no quadríceps (músculo anterior da coxa), na rótula do joelho e até na coluna servical, cuja força sobre os discos é mais forte quando a pessoa está sentada.

- É comum, nesses casos, a pessoa apresentar tendinite no tendão de aquiles e dor na panturrilha - afirma.

Entre as sugestões indicadas pelo ortopedista para amenizar ou acabar com o problema, uma depende exclusivamente do taxista: começar a fazer atividade física. As outras duas não: comprar um carro com câmbio automático ou torcer por mudanças no trânsito.
 
Cálculo
 
Se o trânsito estiver fluindo
- Em média, numa corrida curta, de menos de 2km percorridos em até dez minutos, um taxista pisa de 40 a 50 vezes, na embreagem.

Curiosidades
Em razão do esforço e dos movimentos repetidos, taxistas têm a musculatura da panturrilha da perna esquerda mais definida que a da direita.
 
Num carro particular, geralmente o sistema de embreagem deve ser trocado a partir dos 100 mil km rodados.
 
Nos veículos de taxistas, a substituição é feita a partir dos 50 mil km.             

Dicas
-
Evite segurar o carro em subidas apenas na embreagem.

- Quando enfrentar uma ladeira e tiver de parar, pise no freio e se for o caso utilize também o freio de mão, mas evite ao máximo de manter o carro parado somente na embreagem.

- Também evite de ficar parado no semáforo com o pé fincado na embreagem e nas trocas de marcha pise até o final entre uma marcha e outra.

- Nunca deixe o pé apoiado no pedal da embreagem quando estiver em movimento.
 
Zero Hora

Descubra as propriedades e vantagens dos chás

Descubra as propriedades e vantagens dos chás  Stock Photos/Divulgação
Foto: Stock Photos / Divulgação
Além de aquecer o organismo, as bebidas proporcionam diversos benefícios terapêuticos
 
Os chás são excelentes opções para aconchegar e esquentar o organismo durante as temperaturas mais baixas e possuem diferentes propriedades terapêuticas.
 
— As vantagens já começam pelo ritual de preparo - por si só um ato bastante relaxante, que distrai e vai te tirando um pouco do estresse do dia. Mas os próprios ingredientes também são capazes de oferecer diversos ganhos para a saúde. Existem algumas plantas, como a camomila e o capim cidreira, por exemplo, que são calmantes naturais e excelentes para uma boa noite de sono — afirma a nutricionista Flávia Morais.
 
Alguns também são aliados no emagrecimento. É o caso, por exemplo, do chá verde, cujo benefício está comprovado cientificamente.
 
— Dois copos por dia são suficientes para que os resultados sejam observados. O ideal é consumir em torno de dez minutos antes dos exercícios físicos. Isso aumentará a velocidade do gasto calórico, induzindo à perda de gordura — ressalta Flávia.
 
Porém, para que todas essas propriedades se mantenham, é necessário que a bebida seja preparada da maneira correta. Existem dois métodos: por infusão, que é o modo tradicional utilizado para folhas e flores. Nesse processo, basta colocar a planta em um recipiente, jogar água fervente e deixar tampado por cerca de 5 minutos. Depois, é só coar e servir.
 
O outro jeito é por decocção, utilizado para as raízes, rizomas, caules, sementes ou cascas da planta, no qual os ingredientes fervem junto com a água por alguns minutos. As proporções para as receitas são de uma a duas colheres de chá para cada xícara de água.
 
Veja abaixo os benefícios de alguns chás:
 
Capim Cidreira: alivia gases e auxilia no bom funcionamento do sistema digestivo. Além disso, também é um calmante.
 
Foto: Reprodução
Chá de Camomila
Camomila: alivia a indigestão e diminui a ansiedade. Combate o cansaço e ajuda a induzir ao sono.
 
Hibisco: diurético, ajuda a diminuir a pressão sanguínea. Rico em antioxidantes, protege contra os radicais livres.
 
Jasmim: ajuda no combate aos sintomas de depressão, auxilia no tratamento de conjuntivites e problemas de pele, além de aliviar o estresse.
 
Alecrim: potente digestivo, tem ação antiespasmódica, anti-inflamatória, antifúngica e desintoxicante.
 
Erva doce: por causa do seu aroma, é muito utilizada para relaxamento. Ajuda a combater cólicas e gases, além de melhorar a digestão.
 
Canela: controla o diabetes, reduzindo a vontade de comer doces e auxiliando na redução da glicemia. Regula o açúcar no sangue e melhora a circulação.
 
Gengibre: anti-inflamatório natural. Favorece o sistema digestivo, combatendo enjoos e náuseas.
 
Camellia sinensis: é a planta que dá origem ao chá verde e ao chá branco. Possui como princípio ativo os polifenóis e as catequinas, que evitam a formação de placas de colesterol no sangue, prevenindo derrames e infartos e alguns tipos de câncer.
 
Zero Hora

Patente de droga para tratar de Aids no Brasil gera briga judicial entre laboratórios

Foto: Reprodução
 O Kaletra é o principal tratamento de segunda escolha
Em disputa que pode ditar rumos do tratamento, empresa brasileira quer fazer remédio criado por gigante americana
 
Uma briga na Justiça entre o laboratório brasileiro Cristália e o gigante farmacêutico mundial AbbVie pode ditar os rumos e o futuro da política de tratamento universal de portadores do HIV, o vírus causador da Aids, no Brasil. Iniciada em 2009, a ação contesta a patente do medicamento Kaletra, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) à americana Abbott em 2000 e que deu ao laboratório o monopólio da sua venda no país.
 
Associação dos antirretrovirais ritonavir e lopinavir, o Kaletra é o principal tratamento de segunda escolha — prescrito quando os remédios da chamada primeira escolha, mais antigos, não surtem efeito devido ao desenvolvimento de resistência pelo vírus — usado no Brasil. Segundo o Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI) da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip), coordenado pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), a estimativa é de que hoje ele seja distribuído pelo Ministério da Saúde a pelo menos 73 mil dos 313 mil soropositivos que eram atendidos pelo programa do governo em dezembro de 2012, a um custo de quase US$ 50 milhões anuais.
 
O problema é que uma proporção cada vez maior dos soropositivos brasileiros está infectada com cepas resistentes do HIV, necessitando de medicamentos não só de segunda como de terceira linhas, ainda mais caros, o que começa a levantar dúvidas quanto à sustentabilidade financeira do programa do governo. Além disso, no fim do ano passado o Ministério da Saúde alterou o protocolo para o fornecimento dos remédios, o que deverá colocar mais 100 mil soropositivos no âmbito do programa este ano.
 
E é aí que a briga entre Cristália e AbbVie ganha uma relevância que vai além do simples embate entre as duas empresas, pois o resultado do processo deverá estabelecer os precedentes e ordenamento jurídico que guiarão o sistema em torno do licenciamento compulsório, popularmente conhecido como “quebra de patente”, de remédios no Brasil previsto na legislação nacional sobre o assunto. Isso porque, nos últimos anos, a simples ameaça de usar o mecanismo já era suficiente para levar os grandes laboratórios a reduzir os preços cobrados do governo. Tanto que os gastos totais com a compra de antirretrovirais pelo Ministério da Saúde recuaram de R$ 1,084 bilhão em 2009 para R$ 770 milhões no ano passado. Mas esta estratégia está perdendo força, já que quase nunca a ameaça é levada a cabo, afirma Marcela Vieira, integrante da Abia e coordenadora do GTPI.
 
Fiocruz é maior produtora nacional
Marcela lembra que desde a entrada em vigor na nova lei de patentes brasileira, em 1996, até hoje, apenas um medicamento antirretroviral teve sua patente de fato “quebrada”, o Efavirenz, em 2007. Então, as negociações entre o governo e o laboratório Merck para redução de seu preço fracassaram. Com o licenciamento compulsório, um genérico do Efavirenz passou a ser importado de um laboratório indiano até começar a ser produzido pela Fiocruz, trazendo uma economia estimada em mais de US$ 100 milhões aos cofres públicos até 2011.
 
— O custo da compra de remédios antirretrovirais pelo governo vinha diminuindo, mas esta curva começa a virar — alerta Marcela. — Teremos mais pessoas em tratamento e a incorporação de novos medicamentos, com cada vez mais pacientes saindo da primeira para a segunda e a terceira linha. Tudo isso vai resultar em uma alta nos custos que coloca em risco a sustentabilidade financeira do programa. E o pior é que não vemos isso como uma preocupação do governo. Não dá para admitir que se fale que não há problema de recursos na área de saúde no Brasil. Não estamos preocupados só com a continuidade do tratamento dos soropositivos, mas com o orçamento da saúde brasileira como um todo.
 
Já Hayde Felipe da Silva, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos), maior fornecedor público de remédios genéricos para o programa de tratamento de soropositivos, no valor de R$ 200 milhões anuais, afirma que o governo deve decidir se vai estimular a indústria nacional a investir na pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para produção local de antirretrovirais ou continuará “refém” dos grandes laboratórios multinacionais e intermediários.
 
— Nosso maior problema atualmente em relação aos remédios de segunda e terceira geração é a obtenção dos princípios ativos — conta. — Isso vai exigir um grande esforço da indústria farmacoquímica, que para isso vai precisar de um cenário de estabilidade jurídica.
 
Visão parecida tem Ogari Pacheco, presidente do Cristália:
 
— Estamos lutando por um princípio. A ideia é estabelecer uma jurisprudência que vá nortear disputas semelhantes no futuro, dando segurança jurídica para todas as empresas que queiram trabalhar e investir na pesquisa e desenvolvimento para produção destas substâncias complexas no Brasil e não ver todo seu esforço interrompido por uma decisão judicial.
 
Em nota, o Abbvie afirmou estar “seguro que sua patente do lopinavir no Brasil foi outorgada de forma válida e em conformidade com lei brasileira”.
 
Entenda o caso
Na ação na Justiça, o Cristália alega a inconstitucionalidade da concessão da patente do Kaletra por meio de um mecanismo conhecido como pipeline, criado pela lei de patentes brasileira aprovada em 1996 (9.279/96) em resposta à assinatura pelo país, na Organização Mundial do Comércio, do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (Trips, na sigla em inglês), e que reconheceu pela primeira vez a patenteabilidade de medicamentos no Brasil.
 
Usando este mecanismo, grandes laboratórios como o Abbott puderam requisitar, a partir de patentes concedidas no exterior, o registro automático de substâncias e associações como o Kaletra que pela lei deveriam já ser de domínio público no Brasil. Como consequência, o Cristália também argumenta que a patente do remédio não passou por uma análise formal e técnica dos requisitos de patenteabilidade pelo INPI nem teve anuência prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), outros requisitos da lei.
 
Em julgamento realizado em fevereiro de 2012, a juíza Daniela Pereira Madeira, da 9ª Vara Federal do Rio, acatou a alegação de inconstitucionalidade das patentes pipeline e emitiu liminar suspendendo o registro do Kaletra no Brasil. Diante disso, o então laboratório Abbott recorreu e o caso foi parar no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ainda no Rio, onde os desembargadores Antonio Ivan Athié, Paulo Espirito Santo e Abel Gomes decidiram não abordar o tema das patentes pipeline, objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Procuradoria Geral da República também desde 2009 e que ainda aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal.
 
Relator do processo, Athié, no entanto, concordou com os outros argumentos do Cristália e pediu a manutenção da decisão de Daniela. Espirito Santo, porém, foi contra, e em voto de desempate Gomes determinou o envio da patente para a Anvisa, condicionando sua volta à validade à anuência da agência. Esta, por sua vez, informou que aguarda julgamento pelos desembargadores de embargos de declaração propostos pelas empresas e pela própria Anvisa antes de avaliar a patente.
 
Em sua nota, o Abbvie afirmou ainda que a decisão dos desembargadores “foi favorável” ao seu ponto de vista, confirmando tanto a constitucionalidade das patentes por pipeline quanto o cumprimento das exigências da lei pelo Kaletra. “Apesar de ter sido solicitado à Anvisa que agora dê o consentimento à patente do AbbVie, esta é uma mera formalidade, já que Kaletra foi aprovado pela Anvisa em 9 de outubro de 2000. A aprovação para comercialização, conferida pela Anvisa, atesta, no Brasil, a eficácia e a segurança de um medicamento”, destaca o laboratório.
 
E como a sentença inicial de Daniela nunca foi executada, o agora AbbVie também mantém até hoje a exclusividade da venda do Kaletra no país, onerando o programa de universalização do tratamento do governo. Segundo levantamento do GTPI, os gastos só com este medicamento poderiam ser 60% menores se o Ministério da Saúde pudesse comprar seu equivalente genérico mais barato no mercado internacional. Já Ogari Pacheco, presidente do Cristália, garante que sua empresa está preparada para fabricá-lo em quantidade suficiente para suprir a demanda nacional, prevista em mais de 92 milhões de doses nas suas diversas formulações, praticando preços até 30% menores que os cobrados pelo agora laboratório AbbVie, de US$ 0,451 a unidade do tipo mais usado, com a vantagem de gerar empregos e impostos ao longo de toda sua cadeia produtiva dentro do país.

O Globo

Antibiótico derrota superbactéria em teste

Foto: Reprodução
Uma única infusão de um novo tipo de antibiótico pode eliminar infecções cutâneas graves, incluindo aquelas por MRSA, o Staphylococcus aureus, resistente a meticilina
 
Em estudo na revista “New England Journal of Medicine”, cientistas relatam que a dose simples foi tão eficaz quanto o regime de administração de outras drogas usadas hoje, com dez dias de tratamento.
 
O fármaco usado na pesquisa, o antibiótico Orbactiv, do laboratório Medicines Company, pode ter importantes resultados quando aplicado na prática, pois muitos pacientes com o problema normalmente falham em comparecer ao hospital para receber as duas doses diárias que necessitam receber no regime padrão.
 
O Orbactiv está em processo de aprovação pelas autoridades sanitárias dos EUA.
 
The   New York Times /  Folha de São Paulo

Marca de lingerie incentiva a masturbação feminina

Divulgação
Para Duloren, a mulher precisa “conhecer seu próprio corpo para levantar a autoestima e aumentar sua feminilidade”
 
A marca de lingerie Duloren conseguiu subverter os clichês de Dia dos Namorados em sua nova campanha. Sua peça publicitária, divulgada inicialmente por Facebook, incentiva a masturbação feminina. Isso porque a marca acredita que a mulher precisa “conhecer seu próprio corpo para levantar a autoestima e aumentar sua feminilidade”.
 
Intitulada de “Eu Me Amo”, a propaganda traz a modelo Juliana Lopes em posição alusiva à masturbação. Denise Areal, diretora de marketing da Duloren, explica: “Muitas mulheres solteiras se desesperam nesta época do ano por não estarem acompanhadas, só que, como diz o ditado, ame a si mesmo para ser amado”.
 
A imagem de divulgação da Duloren com alusão à masturbação causa impacto por se tratar de um tabu. Entretanto, a sexualidade masculina é constantemente abordada na publicidade, chegando até a ferir princípios éticos. Em 2012, por exemplo, a Nova Schin veiculou uma campanha em que as mulheres eram assediadas e tinham peças de roupas arrancadas por um agressor invisível.
 
A campanha começou a circular nas redes sociais no dia 26 de maio. A autoria da ação é da X-Tudo Comunicação, agência responsável por outra ação inovadora. No Dia das Mães deste ano, a modelo Ana Varanda posou grávida para a campanha "Produção Independente” da Duloren. Com a propaganda, a marca quis apoiar as mulheres que optavam por ser mãe solteira.
 
Revista Forum

Uso maconha. Como falar sobre drogas com meu filho?

Thinkstock/Getty Images
A adolescência é o melhor momento para conversar sobre drogas,
mas o tema pode ser mencionado antes
Alertar sobre os efeitos nocivos da droga é fundamental, mas é importante também falar sobre o prazer que ela gera para evitar quebra de confiança entre pai e filho
 
Notícias e conversas sobre maconha estão cada vez mais frequentes no cotidiano não só das famílias brasileiras como em diversas partes do mundo. O Uruguai se tornou o primeiro país a legalizar desde o plantio até o consumo da erva, e estados dos EUA, como Washington e Colorado, deram um passo a diante no consumo legal com fins recreativos. No Brasil, a discussão ainda está devagar e tanto o cultivo quanto a venda são proibidos, apesar de o porte da substância para uso próprio ser descriminalizado.
 
Mas mesmo o assunto ainda sendo tabu no País, o uso da Cannabis sativa (nome científico da maconha)precisa ser discutido entre pais e filhos. E a adolescência é o melhor momento para fazer isso. O impasse acontece, no entanto, quando os pais são usuários da droga. Muitos deles sentem-se culpados e, para não influenciar os filhos, preferem fumar escondido ou não contar que usam maconha.
 
“A adolescência é um período de muitas dúvidas e, de alguma forma, as curiosidades serão satisfeitas. O melhor é o diálogo acontecer em casa, com os pais explicando por que bebem ou fumam, sempre discutindo os valores, os sentidos e as regras que cercam tal consumo”, diz Maurício Fiore, antropólogo e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
 
Orientação
Na casa da socióloga e ativista Ronete Rizzo, 57, a família nunca soube que ela fazia uso da droga, pois evitava fumar na frente deles. Apesar de ser a favor da liberação da maconha no Brasil, não queria ver os filhos envolvidos com qualquer tipo de vício. Mas a conversa sobre drogas aconteceu logo na adolescência dos jovens. “É importante esclarecer o que é o mundo das drogas para não deixar os filhos serem envolvidos por falta de conhecimento. Essa conversa aumentou o nível de cumplicidade e confiança entre nós”, diz.
 
A perspectiva da orientação, no entanto, mudou após o filho de 20 anos e a filha de 21 revelarem que também faziam uso da erva. “Sempre senti falta de um diálogo maior com os meus pais e me orgulho em saber que isso não aconteceu com os meus filhos”, diz. “Orientei-os sobre os perigos de consumir na rua e sempre procuro conseguir a maconha de forma segura. Eles começaram a fumar porque quiseram, sabiam perfeitamente quais seriam os efeitos.”
 
A relação entre pais e filhos deve ser baseada na confiança e na troca diária de afeto, por isso, tamanha importância de se ter o jogo aberto em casa. Segundo Marcos Meier, psicólogo e educador, não é apenas uma única conversa que resolve a questão. O ideal é começar o papo sobre drogas ainda na infância, mesmo sem expor claramente o tema, e continuar falando sobre o assunto até o crescimento do filho.
 
“Alerte sobre os efeitos da droga, os aspectos nocivos e suas consequências. Entretanto, é fundamental contar também que ela gera prazer, o que evitará a quebra de confiança caso o jovem experimente”, afirma.
 
Exemplo
A fase da adolescência requer ainda um cuidado maior entre os pais usuários. “O comportamento deles será a melhor forma de ensinar e dar o exemplo. Não adianta recriminar o filho se a cultura de usar drogas for mantida em casa”, afirma Maria Alice Fontes, psiquiatra e especialista em neuropsicologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). “Vale ressaltar que o cérebro do adolescente está em formação até próximo dos 20 anos, período onde os efeitos das drogas são muito mais nocivos.”
 
A escritora M.P.*, 40, preferiu não esconder da filha que era usuária de maconha e sempre conversou abertamente sobre o tema em casa. “Minha filha pertence a uma geração com vontade de experimentar e conhecer tudo. Sempre falei com ela sobre diversos tipos de assuntos: sexo, drogas e política. Nunca fumei escondido porque quis fortalecer a relação de confiança, sem manter segredo”, afirma. Apesar de não ter tido uma conversa pontual sobre a droga, M.P. revela que a abordagem do assunto aconteceu de forma natural. “Tenho um amigo que escreveu um livro sobre o tema e conversávamos muito em casa, além disso, na escola ela já recebia algumas orientações, apesar de um tanto conservadoras”, diz.
 
A questão ganhou novos ares quando a filha contou também ser usuária. “Não acho que a influenciei. Foi algo tranquilo, ela já tinha conhecimento e via os amigos da escola fumarem. Talvez pelo fato de sempre ter me visto com o cigarro, não tenha tido preconceito”, conta. “Acho importante o interesse sobre a maconha vir dos filhos porque quando acontece o oposto eles ficam com a impressão de que é bronca e não um direcionamento.”
 
Regras claras
A percepção de que o momento mais indicado para falar sobre drogas é quando o adolescente perguntar é defendida também pela psicóloga Maria Alice. “Nesta fase, eles estão mais preparados e a conversa acontece naturalmente”, afirma. “As perguntas devem ser respondidas de maneira direta e objetiva, explicando que a maconha pode causar reações diferentes em cada pessoa. Uns têm vontade de rir, outros sentem tristeza, mas a maioria tem ilusões e alucinações que mostram uma perturbação da mente”, afirma.
 
A especialista ressalta ainda a importância de os pais estabelecerem regras claras com os filhos e proporcionar o aprendizado sobre limites e frustações. “O adolescente sem a proteção da família não sabe lidar com as frustrações, e apresenta grandes chances de desenvolver o uso indevido destas substâncias”, diz. “Isso acontece porque as drogas surgem como ‘solução mágica’, acabando com os sentimentos ruins por alguns instantes, sem a necessidade de esforços maiores.”
 
O estudante e designer gráfico R.C.S.*, 23, é usuário de maconha e, apesar do filho ter apenas um ano, já pensa sobre como falar do assunto. “Pretendo conversar com ele assim que completar 13 anos. Não irei parar de fumar e nem abordarei o tema de modo conservador. Acredito que somente com o auxílio dos pais a criança não se vicia em drogas mais pesadas”, diz.
 
O antropólogo Maurício Fiore auxilia os pais na mesma situação do estudante e aconselha como deve ser essa conversa. O melhor caminho, segundo ele, é afastar tabus e respostas absolutas. “É fundamental estar bem informado e não dar respostas como ‘faça isso ou não faça aquilo porque é certo ou errado’, já que tais atitudes apenas recriminam. Além disso, busque desenvolver a noção de responsabilidade no jovem, indicando que a liberdade dele implica no dever permanente de lidar com as consequências dos atos que pratica”, diz o antropólogo.
 
*Os nomes foram preservados a pedido dos entrevistados
 
Delas

Metade dos homens com mais de 40 anos sofrem de disfunção erétil

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Getty Images
Médicos afirmam que é preciso desmistificar o problema e, principalmente, saber que para todos os casos há tratamento
 
Cláudio (que pediu para alterar o seu nome), hoje com 42 anos, sofre de disfunção erétil desde os 22. Descobriu o problema na noite de núpcias. “Foi frustrante. Porque casamos virgens e passamos a lua de mel nessa tensão. Às vezes eu conseguia, em outras não.”
 
Com o tempo, ele e a mulher se acostumaram com a incerteza sobre como seria a noite. O nascimento do casal de filhos e as novas preocupações fizeram com que o assunto fosse deixado de lado.
 
Nos últimos anos, no entanto, a questão voltou à tona. A dificuldade de ereção piorou e, após a insistência da mulher, Cláudio recorreu ao médico. Começou a tomar remédio. “Melhorou. Mas é difícil assumir que você depende de uma pílula para ser ‘homem de verdade.’”
 
A história de Cláudio parece incomum, mas não é. Quase metade dos homens com mais de 40 anos no Brasil sofrem de disfunção erétil. Os últimos dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), de 2010, mostram que 25 milhões de brasileiros têm algum grau do problema, sendo 11,3 milhões afetados com os níveis moderado e completo de disfunção erétil.
 
A estimativa é de que a disfunção erétil afete 48,8% dos homens no País. Antônio de Moraes Júnior, chefe do departamento de andrologia da SBU, afirma que, apesar de o problema atingir principalmente homens acima de 40 anos, há ocorrências em jovens também. Nesses, é mais comum o grau leve. Após os 40, a incidência maior é a dos graus moderado e completo.
 
“É um problema no mundo inteiro, estima-se que serão 325 milhões de homens com disfunção erétil em 2025. Porém é importante desmistificar o assunto e mostrar que há solução para qualquer um dos casos”, disse.
Levando em conta que a disfunção erétil atinge muitas pessoas, tem tratamento e ainda há muita desinformação sobre o assunto, a SBU criou a campanha De Volta ao Controle, com informações sobre a disfunção erétil e tratamentos.
 
Tem tratamento
Moraes Júnior explica que a doença pode ser causada tanto por causas psicológicas, motivo mais comum entre os jovens, quanto orgânica, relacionada a problemas neurológicos, vasculares e endócrinos, mais comum em pessoas com mais de 40 anos.
 
“A disfunção erétil pode ser um marcador de doenças vasculares. A pessoa precisa verificar se tem diabetes, pressão alta, cardiopatia”, disse. O médico afirma que fatores como tabagismo, obesidade, sedentarismo e alcoolismo também podem influenciar.
 
Por dez anos João, 70 anos, teve problemas de ereção. A disfunção erétil veio como consequência de complicações no tratamento de câncer de próstata, realizado em 2011. “Isso me deixou muito deprimido. Hoje a minha vida está muito melhor”, disse.
 
Reprodução
A cobrança por virilidade faz com que mesmo após o problema ter sido resolvido com o implante de uma prótese peniana, em 2011, ele ainda fique constrangido em falar sobre os problemas do passado. Ele também pediu para o nome ser alterado na reportagem.
 
João desconversa sobre a vergonha que sentia a cada insucesso na cama. Para retomar a vida sexual, passou pelas três linhas de tratamento. Primeiro tentou os medicamentos orais que não surtiram efeito. Depois, as injeções no pênis minutos antes do sexo, que não tiveram resultado. Há três anos ele colocou uma prótese peniana. “Se não disser nada, a pessoa nem sabe que tem uma prótese”, diz.
 
João conseguiu uma liminar da Justiça para que o plano de saúde pagasse a prótese inflável, que custa cerca de R$ 50 mil. A prótese conta com dois dutos, uma bomba e um reservatório. O sistema é ativado a partir de um dispositivo na bolsa escrotal. Ao ser acionado, os dutos são preenchidos por um líquido e ocorre a ereção muito semelhante à natural. Terminada a relação sexual, o dispositivo é acionado e os dutos são esvaziados. O pênis deixa de ficar ereto.
 
Existe também a prótese maleável, bem mais barata (entre R$ 2 mil e R$ 5 mil). Essa é composta por dois dutos metálicos revestidos por silicone implantados no pênis. Na hora do coito, o homem posiciona o pênis para cima, simulando uma ereção, depois é só posicionar para baixo.
 
“Um dos objetivos da campanha é sensibilizar o SUS para a necessidade de oferecer não só a prótese maleável, como também a inflável, que proporciona uma ereção natural com nível de satisfação do paciente de 98%”, diz Moraes Júnior.
 
João afirma que sua vida mudou para melhor. Em um relacionamento há sete anos, ele diz que agora viaja é mais sociável, muito menos retraído e com autoestima . Para ele, a depressão e a falta de ereção são coisas do passado.

iG

Cartilhas sobre prevenção da hepatite C serão distribuídas na Copa

A campanha de conscientização “Hepatite C tem cura. Seja um campeão. Vença esse jogo”, da ONG C Tem Que Saber. C Tem Que Curar, será realizada durante a Copa do Mundo nas antevésperas dos quatro jogos da primeira fase da competição, nas 12 cidades-sede
 
A finalidade é impactar cerca de 3 milhões de turistas brasileiros e 600 mil estrangeiros que vão circular nas 12 capitais com jogos da Copa sobre os riscos que a doença causa na sociedade brasileira e mundial.
 
Serão distribuídas 3,6 milhões de cartilhas informativas, em português e inglês, nos aeroportos, hotéis, táxis e restaurantes, principalmente. A cartilha também vai orientar quem faz parte de grupos de risco, ou é mais vulnerável a doença, como realizar o teste específico, que é disponibilizado gratuitamente nos centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O objetivo da campanha, além de prevenir, é também de alertar as pessoas sobre a doença e evitar novas contaminações.
 
Segundo o presidente da ONG e idealizador da campanha, Chico Martucci, jogadores de futebol da década de 70 contraíram hepatite C durante a  Copa do Mundo, no México, por usarem um energético na veia, cuja seringa era compartilhada por vários atletas.
 
“Há dois anos saiu do mercado uma substância energética chamada glucoenergan, que os jogadores de futebol tomavam na veia, durante as partidas. De forma compartilhada, usavam a mesma seringa, só trocavam as agulhas. Existem muitos jogadores contaminados com hepetite C; jogadores do passado; hoje, isso não existe mais. Existem campeões do mundo, da década de 70, que se contaminaram com a hepatite C. Isso não era culpa de ninguém, porque o vírus não era conhecido, e eles compartilhavam uma substância energética para jogar futebol”, disse Martucci.
 
A hepatite C é causada por um vírus que ataca o fígado de forma lenta, sem sintomas físicos para o portador. O vírus quase sempre destrói o fígado, ocasionando, na maioria das vezes, cirrose e câncer hepático. A evolução do dano é diferente em cada indivíduo, podendo levar até 20 anos para manifestar a doença. A hepatite C é transmitida pelo sangue contaminado, através de transfusões sanguíneas e do compartilhamento de seringas e agulhas de injeção.
 
O uso de materiais descartáveis na medicina diminuíram os riscos, e agora os maiores fatores de contaminação são o compartilhamento de utensílios para o consumo de drogas injetáveis ou aspiradas, que representam dois terços das novas infeções, e acidentes com instrumentos perfurocortantes, como os utilizados em manicures, barbeiros e dentistas. Não há comprovações por fluidos corporais, como saliva, suor, sêmen e leite materno. Já a contaminação sexual, apesar de rara, é possível em casos de ferimentos nos órgãos genitais.
 
“A hepatite C tem cerca de 3 milhões de portadores no Brasil e mata em torno de 12 pessoas por dia, porque é uma doença silenciosa; não apresenta sintomas. As campanhas oficiais são muito raras e, não tendo sintomas, a percepção tardia da doença é a grande responsável por 500 mil óbitos ao ano. É uma doença que ataca o fígado de forma lenta e silenciosa. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença tem 150 milhões de portadores no mundo. Quanto antes for descoberta, maior a chance de cura. É a grande solução para salvar vidas humanas”, explicou Martucci.
 
De acordo com a ONG, em cada grupo de 50 brasileiros um tem Hepatite C e 95% deles não sabem, pela ausência de sintomas. Além disso, a disseminação da hepatite C é cinco vezes maior do que o número de contaminados pela aids, doença que atinge cerca de 630 mil brasileiros e 33,5 milhões de pessoas em todo mundo.
 
Agência Brasil

Código de Ética Farmacêutica, reformulado, entra em vigor

ética1Farmacêuticos de todo o País têm novas normativas éticas a seguir em sua conduta cotidiana de trabalho, em favor do zelo pela saúde
 
Foi publicada na terça-feira, dia 25 de março, no Diário Oficial da União, a Resolução nº 596/2014, que reformula os Códigos de Ética Farmacêutica e de Processo Ético, e estabelece as infrações e regras de aplicação das sanções disciplinares. Aprovada pelo Plenário do Conselho Federal de Farmácia (CFF), em reunião nos dias 20 e 21 de fevereiro, em Brasília, a resolução atualizou o código anterior – que já tinha quase dez anos – e tornou a legislação mais objetiva, favorecendo uma maior padronização nos julgamentos.
 
A nova resolução congrega conteúdos normativos de outras cinco resoluções: nº 160/82, nº 231/91, nº 417/04, nº 418/04 e nº 461/07, que agora estão revogadas. Uma inovação é a adequação das normativas ao momento atual. O código atualizado disciplina, por exemplo, a conduta do farmacêutico nos mais diferentes meios de comunicação, incluindo as redes sociais como Twitter e Facebook. Atitudes que ferem as normas éticas, mesmo no mundo virtual, agora são passíveis de punição.
 
Para tornar a normativa mais justa e objetiva, além de, como foi citado, favorecer uma maior padronização nos julgamentos, as infrações foram vinculadas às penalidades. Para cada conduta foi definida uma pena a ser aplicada. “Assim, minimizamos o risco de dois profissionais que cometem a mesma infração terem punições diferentes, uma mais grave e outra mais leve”, explica o assessor jurídico do Conselho, Gustavo Beraldo Fabrício.
 
As infrações, agora, obedecem a gradação prevista na Lei nº 3820/60, de criação dos Conselhos. Foram classificadas entre leves, moderadas e graves. O andamento processual também se tornará mais célere com a nova legislação, pois os prazos foram padronizados. Um dispositivo legal foi incluído para garantir que os processos tramitem dentro dos prazos previstos. “Toda vez que o relator perder o prazo, o processo será redistribuído”, comenta Gustavo Beraldo Fabrício.
 
Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, a maior vantagem do novo código é que ele foi elaborado de forma democrática e participativa. A proposta de resolução foi colocada em consulta pública por duas vezes e todos os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs) puderam dar sua contribuição. “Importante frisar que buscamos um processo de construção democrático, mas com responsabilidade”, comenta Walter Jorge João. O novo Código de Ética Farmacêutica respeita todos os dispositivos legais vigentes, como a Constituição Federal e a Lei nº 6838/80, que dispõe sobre o prazo prescricional para a punibilidade de profissional liberal, por falta sujeita a processo disciplinar.
 
A aplicação da Resolução nº 596/2014 caberá aos Conselhos Regionais de Farmácia, em primeira instância, e ao CFF, em grau de recurso. Para a elaboração da normativa foi considerada a experiência do Plenário do CFF no julgamento dos processos éticos em grau recursal. O Conselho contou também com a colaboração do promotor Diaulas Costa Ribeiro, do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF), especializado na área de Saúde. “Foi um trabalho árduo, mas compensador. Que a nova normativa seja, de fato, uma ferramenta para a promoção de uma atuação farmacêutica ética, voltada para o bem estar da população. E ainda, que sirva como instrumento protetor aos profissionais cumpridores de seus deveres”, finaliza Walter Jorge João.
 
 
Fonte: CFF

Pesquisa indica que farmacêutico é a quinta profissão mais confiável no país

Foto: Reprodução
Uma pesquisa divulgada neste mês pelo instituto alemão GFK Verein classificou o nível de confiança da população brasileira em uma lista de 32 profissões
 
Os farmacêuticos ficaram em quinto lugar, com um índice de 76% de confiança, atrás dos bombeiros, que aparecem no topo da lista com 92% de confiança, seguido dos professores (82%), paramédicos (81%) e pilotos (80%).
 
Na parte de baixo da lista, segundo a pesquisa realizada no Brasil, ficaram os profissionais de negócio e os empreendedores (42%), à frente de advogados (41%), agentes de seguro (30%), prefeitos (14%) e políticos (6%).
 
No geral, o índice de confiança dos brasileiros nos profissionais é de 56%, o que coloca o país na penúltima posição, à frente apenas da Argentina (55%). As taxas mais altas aparecem na África do Sul (81%), na Índia (78%) e no Canadá (77%).
 
No levantamento global, os farmacêuticos também ocupam a quinta colocação, alcançando o total de 87% de confiança na somatória dos índices apurados nos 25 países em que a pesquisa foi realizada.
 
Os farmacêuticos conseguiram liderar o ranking de confiança apenas da Turquia, país em que o índice de aprovação atingiu 90%.
 
Os bombeiros são os profissionais mais confiáveis no mundo, segundo a pesquisa, pois lideram o ranking em 15 dos 25 países.
 
O estudo teve participação de 28 mil pessoas em 25 países (mil no Brasil).

 Veja abaixo a lista completa do índice de confiança dos brasileiros nos profissionais:
 
Bombeiros – 92%
Professores – 82%
Paramédicos – 81%
Pilotos – 80%
Farmacêuticos – 76%
Enfermeiros – 72%
Arquitetos – 72%
Médicos – 66%
Jornalistas – 66%
Engenheiros e técnicos – 64%
Soldados – 61%
Juízes – 59%
Motoristas de táxi – 57%
Atores – 57%
Condutores de trens ou metrô – 56%
Especialistas em computação e software – 56%
Artesãos – 55%
Fazendeiros – 55%
Publicitários – 53%
Profissionais de pesquisa de opinião e mercado – 53%
Vendedor de varejo – 53%
Pastores e padres – 50%
Atletas profissionais – 49%
Apresentadores de TV – 48%
Funcionários públicos – 48%
Profissionais do setor bancário – 46%
Policiais – 44%
Profissionais de negócios e empreendedores – 44%
Advogados – 41%
Agentes de seguros – 30%
Prefeitos – 14%
Políticos – 6%
 
Fonte: CRF-PR com informações da Assessoria de Comunicação CRF-SP