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domingo, 6 de maio de 2012

Tempo é vida, seja um doador

Famílias brasileiras recusam doação de órgãos, afirma Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) divulgou que quase metade das famílias consultadas no ano passado não autorizou a doação de órgãos de parentes. E das 1.915 famílias questionadas por equipes médicas, 929 – ou 48,5% - não autorizaram a doação. Este é o primeiro ano em que a ABTO divulga o dado, com base na informação dos estados.

De acordo com o presidente da associação, José Osmar Medina Pestana, a maioria das negativas ocorre por falta de conhecimento da família sobre a vontade do parente. Ele explica que se a pessoa não fala nada, a família fica na dúvida e não autoriza a doação. Ainda segundo José Medina, há também as famílias que não autorizam a doação por crenças religiosas.

No Brasil, não é preciso deixar a autorização por escrito, apenas informar aos parentes que é doador. As autorizações em documentos de identidade e carteiras de habilitação perderam validade.

Os Estados em que houve mais negativas familiares, proporcionalmente, foram Maranhão (86,8%) e Bahia (64,4%). A menor resistência familiar às doações foi registrada em Mato Grosso (25%). São Paulo não informou o total de famílias entrevistadas no ano passado.

Outros motivos que impedem a doação são a contraindicação médica, casos de parada cardiorrespiratória e morte encefálica não confirmada e falta de infraestrutura.

Os traumas, muitas vezes causados por armas de fogo e acidentes de trânsito, são a segunda principal causa de morte entre doadores, atrás apenas do Acidente Vascular Cerebral ( AVC). Em alguns estados, esse tipo de morte é maioria entre os doadores.

Para José Osmar Medina Pestana, o índice de negativas familiares nesses casos – violentos e emocionalmente mais complicados – não é maior que em outros tipos de morte. Eles exigem, porém, uma abordagem mais sensível da equipe de transplantes.

Na Espanha, líder mundial em transplantes de órgãos, a recusa familiar é de apenas 15%. O país investe num modelo profissional de captação e contato com as famílias de possíveis doadores.
A taxa de doadores chega a 35 por milhão de pessoas. É quase o dobro da União Europeia.

De acordo com a lei espanhola, qualquer paciente com morte cerebral, se não tiver se manifestado contrário, é um doador em potencial. A autorização dos familiares é dispensada.

Fonte Corposaun

Venda de antibióticos cresce no país, mesmo com exigência de receita

A proibição de vender antibiótico sem receita não fez com que as vendas do medicamento diminuísse no país. Ao contrário, em março deste ano voltou ao mesmo patamar de outubro de 2010, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir a retenção da receita. Ao ser lançada, a medida provocou a queda imediata nas vendas.

Entretanto, nos últimos meses o crescimento da saída de antibióticos foi maior que o total do mercado, diz estudo do sindicato de indústrias do ramo. Em outubro de 2010, com o anúncio na nova regra, foram vendidas 8,7 milhões de caixas de antibiótico. Após queda de quase 31% nas vendas, registrada entre o mês do anúncio e fevereiro de 2011, elas voltaram a crescer, chegando a 8,65 milhões de caixas em março de 2012.

A saída de antibióticos desde fevereiro de 2011 cresceu 43,4%, contra 35,5% do mercado total de medicamentos. Estes dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) são referentes somente aos produtos vendidos nas farmácias, excluindo o que é vendido para hospitais e governos.

A obrigatoriedade da retenção de receita foi defendida pelo governo e por médicos como uma forma de reprimir o uso indiscriminado. Mas, os dados surpreendem, diz o presidente da Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri. Para ele, a percepção que se tinha é que esse controle geraria a redução do uso indiscriminado.

Para o epidemiologista Pedro Tauil, da Universidade de Brasília (UnB), os números também são uma surpresa. Ou há fornecimento de antibióticos sem receita ou está havendo aumento das prescrições, declara o médico. E completa: a medida partiu para atacar o abuso que gerou maior possibilidade de resistência [bacteriana aos remédios], já que o uso incorreto dos medicamentos acaba selecionando bactérias mais resistentes.

Os farmacêuticos estimavam que as pessoas trocariam os antibióticos por anti-inflamatórios para fugirem da necessidade de receita, fato que não se confirmou nesse estudo. Após o anúncio da Anvisa, nos dois primeiros meses, houve um aumento da venda de anti-inflamatórios ligeiramente superior ao do mercado, mas não se manteve.

Fonte Corposaun

Drunkorexia: um brinde ao desastre iminente

Transtornos alimentares são mais comuns entre o público adolescente e os jovens adultos. O mesmo vale para o alto consumo de bebidas alcoólicas. Os dois hábitos ruins juntos resultam na chamada “drunkorexia”, um problema que ainda não é reconhecido como um transtorno mental, mas que vem ganhando cada vez mais evidência na mídia e nos estudos científicos.

Recentemente um estudo feito na Universidade do Missouri, EUA, mostrou que em torno de 16% dos indivíduos com transtornos alimentares menos críticos – que restringiam o consumo calórico sem parar de comer completamente ou que eventualmente se forçavam a vomitar o que foi ingerido – afirmavam isso para poder ingerir bebidas alcoólicas.

No estudo, lidarado por Victoria Osborne e apresentado na Sociedade de Pesquisa sobre Alcoolismo, os resultados também apontaram que o número de mulheres com esse tipo de hábito era até três vezes maior que entre os homens.E entre os motivos para esse tipo de comportamento estavam não ganhar peso, conseguir ficarem bêbados mais rápidamente e economizar dinheiro para comprar mais bebidas alcoólicas.

“A ‘drunkorexia’ tem impactos negativos na cognição, no comportamento e na saúde física. E esse tipo de hábito pode ser o início de um processo mais sério dentro dos quadros de transtornos alimentares e adição (vício) em outras drogas”, aponta a pesquisadora. “São dois problemas graves que juntos diminuem a capacidade de concentração, piora os resultados nos estudos e faz com que a pessoa tenha os processos decisórios comprometidos”.

Esses indivíduos, dizem os autores, também têm maior incidência de comportamentos violentos, maiores chances de contrair doenças sexualmente transmitidas, intoxicação por álcool ou outras drogas e piora na saúde no longo prazo. “As mulheres ainda têm um agravante, pois seus organismos assimilam o álcool de forma diferente dos homens, e isso resulta em problemas em diversos orgãos vitais”, diz.

“É importante que os riscos desse comportamento fiquem cada vez mais em evidência e preciso que entendamos quais os mecanismos que levam a isso. A drunkorexia, ou seja, a combinação entre limitar a alimentação – em qualidade e quantidade – e ingerir grandes doses de álcool, não é algo passageiro e precisa ser combatido, pois atinge principalmente uma faixa etária muito jovem. Isso terá reflexo no futuro desses indivíduos e da sociedade”, finaliza

Fonte O que eu tenho

Você sabe o que é “FOMO”, o medo de estar perdendo algo?

O mundo das crianças gira ao redor delas. Não existe nada que não esteja ao alcance dos olhos e quando elas dormem, o mundo dorme junto. Mas aí os indivíduos crescem e descobrem que não é isso que acontece. As horas passam para todo mundo, e enquanto você lê este texto as pessoas ao seu redor fazem outras coisas muito mais significativas para elas. Você fez a escolha certa ou está perdendo seu tempo?

Esse sentimento de questionamento sobre as próprias escolhas, e a ansiedade gerada por saber que outras pessoas estão fazendo coisas diferentes das que você escolheu, sempre existiu. Mas se antes esse “relógio” imaginário não tinha ponteiros, agora as mídias sociais e as tecnologias de comunicação (como celulares, computadores e as mensagens de texto tilintando nos mais variados gadgets) mostram, em tempo real, que horas são. E a ansiedade aumenta.

O nome para esse sentimento é “Fomo”, a sigla em inglês para fear of missing out, ou “medo de estar perdendo algo”. Apesar de não ser considerado um transtorno mental, o sentimento de fomo pode desencadear diversos problemas. Além de aumentar o risco de episódios de ansiedade – e, consequentemente, de depressão –, o Fomo pode levar à sensação de exclusão social, maior susceptibilidade à pressão social e consequente comportamento de risco e mesmo ter relação com o risco de vício em internet.

“O ser humano é um ser sociável. O medo de perder uma oportunidade, de não estar contextualizado com um círculo social, de não ser amado pelos amigos e ser excluído ou de ter feito escolhas erradas é algo natural. Mas a tecnologia aumentou a velocidade com que as informações chegam às pessoas e as mídias sociais expuseram os hábitos e preferências dos indivíduos a todo mundo”, explica Lilian Lerner Castro, psicóloga do Ambulatório de Ansiedade da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria (IPq), do Hospital das Clínicas – FMUSP.

Redes sociais são o principal causador do fomo
Para Lerner, o quadro de Fomo é mais observado em pacientes adolescentes e jovens adultos – idade do início da socialização – e para os quais os smartphones, tablets e computadores portáteis estão sempre presentes na vida cotidiana. Para esse público, estar atento a atualizações das informações, especialmente nas redes sociais, é algo importante.

Além disso, ver possíveis desejos serem realizados pelos outros – uma mudança de casa, cidade ou mesmo de vida, como casar ou ter um filho – também traz alguma angústia e questionamentos, pois a comparação com as próprias escolhas ou momentos de vida é inevitável.

“O que pode acontecer é que nas redes sociais os indivíduos começam a comparar sua vida com a de outras pessoas. É quase uma competição para ver quem fez mais coisas, postou mais fotos, tem mais amigos ou maior aceitação dos comentários”, aponta.

E o sentimento de exclusão também se torna mais aparente. Em pouco tempo se descobre quando uma pessoa foi ou não convidada para um evento social, por exemplo.

Isso porque, nas redes sociais, diversos círculos de amizade convivem em um mesmo grau hierárquico. Adicionam-se ao perfil no Facebook ou Orkut, por exemplo, tanto pessoas que podem ser amigas de longa data quanto aquelas cuja convivência é mais recente ou superficial. E todas têm, praticamente, acesso ao mesmo nível de informação pessoal sobre um determinado indivíduo.

Ser deixado de lado pode fomentar questionamentos internos profundos. Lidar com a rejeição é algo que nem todos conseguem fazer sozinhos. Esses sentimentos negativos também são parte do Fomo.

“A vida social pode acabar se tornando uma equação matemática. Os números se tornam mais importantes do que a qualidade dos sentimentos envolvidos com as escolhas feitas. A parte perceptiva sobre esses eventos é deixada de lado. Ir a um determinado encontro ou lugar acaba virando obrigação. O prazer pessoal pode acabar ficando em segundo plano. E mesmo de mau humor ou cansado, um indivíduo não ir a um determinado evento pode gerar sentimentos de Fomo, ou seja, no final, não há ganho de nenhuma forma”, diz Lerner.

O indivíduo e a coletividade
Por isso, diz a especialista, a melhor forma de lidar com o Fomo é aprender a questionar o que é oferecido como opção na convivência social. “Parar para pensar se as opções postas pelo seu círculo social virtual é o que realmente se quer fazer, se há prazer real em se fazer aquilo, se aquela escolha é algo que você realmente quer ou se é possível ser feliz sem nada do que foi exposto ali nas mídias sociais são as principais questões a se pensar inicialmente”.

Além disso, saber quando é hora de deixar os aparatos tecnológicos de lado e curtir o momento que se está vivendo. “Não conseguir deixar de lado um smartphone ou de olhar as atualizações nas mídias sociais pode ser indicativo de outro problema se desenvolvendo em paralelo, a adição ou vício em internet”, explica Lerner.

“Talvez seja preciso pensar em ter um tempo para si longe de tudo isso. O sentimento de Fomo é algo ligado às mídias sociais, então, talvez procurar ‘mídias individuais’ seja a solução”, brinca Lilian Lerner Castro. “Ter hobbies e atividades que façam sentido e tragam prazer apenas para si próprio, um momento individual que não precise ser compartilhado com mais ninguém, provavelmente é um bom contraponto que suavize o sentimento de Fomo”.

Fonte O que eu tenho

Combata a fadiga: dicas para aumentar sua energia ao longo do dia

Você sente que, ao longo do dia, sua energia está diminuindo? Algumas vezes, isso pode estar relacionado a problemas com o sono. Mas, mesmo quando se está descansado pela manhã, uma alimentação ruim pode contribuir para essa sensação de canseira.

Surpreendentemente algumas pequenas mudanças de hábito podem aumentar seus níveis de energia. Veja algumas dicas para recarregar suas baterias e ter mais energia durante suas longas jornadas diárias:

• Granola no café da manhã
Fibras na refeição matinal podem contribuir para que você fique mais alerta durante o dia. Um estudo da Universidade de Cardiff, na Inglaterra, diz que pessoas que comeram grande quantidade de fibras no café da manhã tiveram uma redução de 10% no nível de fadiga durante o dia, menor incidência de depressão após alguns meses e habilidades cognitivas melhoradas. A teoria diz que as fibras diminuem a velocidade da absorção da comida no estômago, o que mantém os níveis de açúcar no sangue mais estáveis e, consequentemente, libera energia durante todo o dia.

• Tome café, mas faça isso lentamente várias vezes ao dia
Pesquisas dizem que é melhor pegar leve com a cafeína de manhã, mas se você adora um café, a dica é tomar pouco a pouco durante o dia. Pequenas quantidades de café misturados ao leite a cada hora podem fazer que você fique alerta e focado mais tempo do que se você tomar uma super dose de café puro pela manhã. “Quando você toma uma superdose de café pela manhã, o pico de cafeína na corrente sanguínea tem um declínio muito mais rápido do que se você tomar pequenas doses, causando aumentos regulares de alerta”, explica Harris Lieberman, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Medicina Ambiental, nos EUA.

• Divida suas refeições
Seguir uma dieta de três refeições diárias pode diminuir seu vigor durante o dia. “Comer porções menores e constantemente – a cada 3 ou 4 horas – ajuda a manter o nível de açúcar no sangue mais alto e constante, então, você não vai ter quedas abruptas de energia ou mesmo ter altas no açúcar, o que ocorre quando se come muito e de uma vez”, diz Kathy Mcmanus, do Hospital Feminino de Brigham, EUA.

• Tome bastante água
Metade das pessoas que reclamam de fadiga está, na verdade, desidratada, dizem alguns estudos. Estar sempre hidratado é a maneira mais simples de se proteger contra a canseira diária. Um estudo americano mostrou que 92% dos atletas entrevistados sentiam sensações de fadiga após passarem por uma experiência com uma dieta de restrição de ingestão de líquidos. Eles também demonstraram lapsos de memória e falta de concentração.

• Um chá também faz bem
A cafeína e a L-teanina, um aminoácido presente no chá, diminuem a fadiga mental, melhoram a sensação de alerta e o tempo de reação física e aumentam a eficiência da memória. As variações do chá-preto também aliviam o estresse, diz um estudo da Universidade de College London. Na pesquisa, adultos que tomavam chá-preto constantemente quatro vezes ao dia, durante seis semanas, tinham menores níveis de cortisol do que outros que tomavam outros tipos de chá similares.

• Copie a lancheira de seus filhos
Especialmente se tem uma fruta e um sanduíche integral. A banana, por exemplo, é rica em potássio, elemento que ajuda seu corpo a converter o açúcar em energia. Já o pão integral tem fibras e se transforma em uma boa fonte de energia de liberação lenta e constante (como vimos anteriormente).

Fonte O que eu tenho

Excesso de sódio na comida transforma coração em bomba-relógio


Salada - Foto: Getty Images
É possível encontrar o mineral em alguns legumes,
vegetais e frutas. Feijão, soja, batata, tomate e acelga são fontes
de sódio, no entanto,  as quantidades são pequenas
Evitar alguns alimentos ajuda a combater a hipertensão, que afeta 23,3% dos brasileiros

Um acordo do Ministério da Saúde com a indústria alimentícia prevê a redução gradual de sódio em diversas categorias de alimentos no Brasil. A lista inicial contém 16 variedades, que incluem massas instantâneas, pães e bisnaguinhas. Agora, o ministro Alexandre Padilha detalhou as metas de mais sete alimentos, com foco em produtos muito consumidos pelo público infanto-juvenil: batatas fritas e batata palha, pão francês, bolos prontos, misturas para bolos, salgadinhos de milho, maionese e biscoitos (doces ou salgados). O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados e as metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2014 e aprofundadas até 2016.

O objetivo é reduzir 1,6 mil toneladas de sódio nos alimentos preparados nos próximos cinco anos, para ajudar no combate a doenças crônicas no país agravadas pelo alto consumo de sódio, como hipertensão e doenças cardiovasculares. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2010, a hipertensão atingiu 23,3% dos brasileiros, sendo que as mulheres são mais vítimas da doença (25,5%) que os homens (20,7%). A pesquisa, feita junto ao Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP), também mostrou que o diagnóstico se torna mais frequente conforme a idade avança - 50% das pessoas com 55 anos ou mais apresentam quadro de pressão alta. Hoje, no entanto, sabe-se que o controle do consumo de sódio pode evitar que a pressão arterial suba além da conta.

A principal fonte de sódio é o sal de cozinha, mas ele está presente em muitos outros alimentos, sejam eles naturais ou industrializados, pois é um conservante natural. E o principal: não é por que o alimento é salgado que tem muito sódio. Uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia ouviu mais de 1.200 hipertensos e descobriu que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens dos alimentos. E 75% deles nem sequer lêem os rótulos. Isso porque o mineral fica camuflado.

A seguir, confira os novos produtos incluídos na lista do Ministério da Saúde e conheça outros alimentos campeões do sódio oculto:

Sódio escondido
Isoladamente o sódio não tem sabor, mas poucos sabiam disso. Geralmente os médicos costumam recomendar a redução do sal para as pessoas com hipertensão porque ele é a principal fonte de sódio. Para se ter uma ideia do quanto de sal tem em um alimento, é só multiplicar o valor do sódio no rótulo por 2,5. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal, por exemplo. No entanto, o sal não é a única forma de encontrarmos o mineral. Recentemente, a Anvisa chegou a discutir a opção de acrescentar aos rótulos a quantidade de sal, em vez da de sódio, porém, isso não foi levado a diante justamente por ter alguns alimentos que apresentam sódio, mas não sal, como é o caso do leite, por exemplo.

De acordo com dados da OMS, a população brasileira consome duas vezes mais sódio do que o recomendado. Para adultos hipertensos, o consumo diário do mineral deve ser de 4g, o equivalente a uma colher de sobremesa, enquanto para não-hipertensos, bastam 6g. "O sódio precisa estar em equilíbrio com o potássio, caso contrário pode desencadear doenças cardiovasculares. Além disso, como o mineral compete com o cálcio, o uso abusivo de sódio pode levar a menor absorção de cálcio, gerando problemas como osteoporose e raquitismo, entre outros", explica a nutricionista Eliane Cristina de Almeida, da Unifesp.

Por estar presente em muitos alimentos, o mineral acaba se tornando uma ameaça para a saúde organismo, na medida em que não conseguimos fazer um controle maior do quanto estamos consumindo. Se é difícil seguir esse padrão, podemos pelo menos, diminuir consideravelmente o consumo de sódio se aprendermos a olhar rótulos.

Lista do Ministério da Saúde

Pão francês

Teor atual: 648mg/100g
Meta: 586mg/ 100g
Redução: 2,5% ao ano até 2014

Batata palha ou frita
Teor atual: 720mg/100g
Meta: 529mg/ 100g
Redução: 5% ao ano até 2016

Salgadinhos de milho
Teor atual: 1.288mg/100g
Meta: 747mg/ 100g
Redução: 8,5% ao ano até 2016

Bolos prontos
Teor atual: 463mg/100g
Meta: entre 204mg/100g e 332g/100g (varia conforme o tipo de bolo)
Redução: De 7,5% a 8% ao ano até 2014

Misturas para bolo
Teor atual: 568mg/100g
Meta: 334mg/100g (aerados) e 250mg/100g (cremosos)
Redução: De 8% a 8,5% ao ano até 2016

Biscoitos
Teor atual:1.220mg/100g (salgados), 490mg/100g (doces) e 600mg/100g (doces recheados)
Meta: 699mg/100g (salgados), 359mg/100g (doces) e 265mg/100g (doces recheados)
Redução: 7,5% a 19,5% ao ano até 2014

Maionese
Teor atual: 1.567mg/100g
Meta: 1.052mg/100g
Redução: 9,5% ao ano até 2014

Outros alimentos

Até 2012: Início da redução
Massas instantâneas: até 1,9 grama por 100 gramas de alimento (30% do valor atual)
Pães de forma: 645 miligramas por 100 gramas de alimento (redução de 10% ao ano)
Bisnaguinhas: 531 miligramas por 100 gramas de alimento (redução de 10% ao ano)

Até 2014
Pães de forma: até 522 miligramas por 100 g (10% ao ano)
Bisnaguinhas: até 430 miligramas por 100 gramas de alimento (redução de 10% ao ano)

Macarrão instantâneo
"Toda a praticidade do miojo esconde um teor nutritivo baixíssimo", alerta a nutricionista Maria Fernanda Cortez. Só o tempero contém cerca de 50% do valor diário de sódio em uma dieta de duas mil calorias. Atualmente, cada 100 gramas de macarrão instantâneo produzido no Brasil apresenta entre 2.036 e 4.718 miligramas de sódio. No Canadá, a média de sódio é de 926,9 miligramas a cada 100 gramas do produto.

Pão de forma
Os índices dos produtos brasileiros também são expressivamente maiores. Enquanto no Canadá a média varia de 361 a 526 miligramas de sódio a cada 100 gramas do alimento, no Brasil, a mesma quantidade do produto traz entre 437 e 796 miligramas.

Fast-food
Campeão absoluto, além de gorduroso e altamente calórico, os fast-foods podem conter até 80% da ingestão diária de sódio recomendada."Além de aumentar a gordura e o colesterol do organismo, o sódio em excesso presente nesses alimentos podem causar a retenção de líquido, problemas cardiovasculares, aumento nos riscos de hipertensão, de celulite e de inchaço no corpo", diz a nutricionista Eliana Cristina.

Comida congelada
O sódio conserva o alimento, na medida em que diminui a atividade da água, impedindo o crescimento e a proliferação de micro-organismos. Além disso, alimentos congelados costumam ter o mineral em grandes quantidades para realçar o sabor dos alimentos.

Salgadinho e biscoito
A criançada que se cuide, pois os salgadinhos e as bolachas recheadas estão com o teor de sódio cada vez mais alto, por causa dos aromatizantes e do fermento. "É preciso criar o hábito de ler os rótulos. Assim, podemos evitar de comprar aqueles alimentos que tem muita gordura e muito sódio", ensina a especialista da Unifesp.

Refrigerantes
Até mesmo os diet, light ou zero são ricos no mineral, pois reduzem o açúcar, mas a quantidade de sódio continua lá presente, em alguns casos até em doses maiores do que nos refrigerantes convencionais.

Cereal matinal
Os cereais matinais, principalmente infantis, são ricas fontes de sódio. "Uma porção de 30 gramas de cereal, pode conter mais de 200 mg de sódio. E como a quantidade de sódio para crianças de até três anos de idade é de 225 mg do mineral, é preciso olhar os rótulos com muita atenção e até suprimir a marca do cardápio", alerta a especialista.

Embutidos
Salsicha, salame, linguiça, mortadela, tudo muito gostoso e prático, mas ricos em sódio. Além da gordura desses alimentos, o mineral é basicamente necessário para a conservação destes tipos de alimentos. Consumir com moderação é o segredo.

Chocolate
Sobremesas também podem conter alto teor de sódio. O chocolate, em geral, também usa o sódio na conservação. Chocolate branco tem mais sódio do que o amargo e o a versão ao leite, mas todos os três tipos podem trazer danos a saúde se consumidos em excesso.

Carne bovina, leite e derivados
O sódio é bastante abundante em alimentos de origem animal. "A carne bovina, ovos, peixes, leite e derivados já apresentam uma boa quantidade de sódio. Por isso, o tempero e o consumo em excesso deve ser medido", explica Eliana Cristina de Almeida.

Alimentos naturais (feijão, cenoura, tomate, batata, acelga)
Não são só os industrializados e os alimentos de origem animal que contém sódio. É possível encontrar o mineral em alguns legumes, vegetais e frutas. Feijão, soja, batata, tomate e acelga são fontes de sódio, no entanto, a nutricionista diz que as quantidades são pequenas. "O nosso corpo precisa de sódio e esses alimentos já nos fornecem a quantidade que precisamos. Se ficássemos só com eles, nosso organismo já estaria bem abastecido", explica Eliana.

Fonte Minha Vida

Oito alimentos que ajudam a combater a hipertensão

Aveia, cereais integrais e até leite são peças chave nessa luta

Doenças cardiovasculares são responsáveis pelo maior número de mortes no Brasil e em mais da metade dos casos ela é decorrente da pressão alta. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, a pressão arterial elevada atinge 30% da população adulta brasileira e está presente em mais de 50% das pessoas na terceira idade.

Embora não tenha cura, a hipertensão pode ser controlada e evitada com algumas mudanças de hábito. E se você já pensou "não tenho tempo para praticar exercícios ou qualquer coisa semelhante", saiba que apenas incluindo alguns alimentos em sua dieta, a prevenção e o controle já são desenvolvidos naturalmente pelo seu organismo. Confira a seguir oito desses alimentos:

1. Aveia
"A aveia faz parte do grupo dos carboidratos e é uma excelente fonte de fibras, vitaminas e minerais", explica Cátia Medeiros, especialista em nutrição clínica pelo Ganep-SP e membro da clínica Espaço Nutrição. O alimento auxilia no processo de emagrecimento por retardar o esvaziamento gástrico, o que prolonga a sensação de saciedade.

Desse modo, ele auxilia no controle da glicose sanguínea, sendo uma importante ferramenta para hipertensos. Além disso, a aveia contém magnésio que, em união com o cálcio, ajuda no relaxamento da musculatura, diminuindo o inchaço do corpo.                   

2. Amêndoa e noz
Por serem boas fontes de magnésio, amêndoas e nozes atuam como vasodilatadores, ou seja, ampliadores dos vasos sanguíneos, o que auxilia no controle da pressão arterial. Esses alimentos também são ricos em vitamina E, um dos principais antioxidantes naturais existentes, que ajudam a retardar o envelhecimento e diversas complicações cardíacas, como explica a nutricionista Cátia Medeiros.

3. Alimentos ricos em ômega 3
Presente em alimentos como sardinha, salmão, atum, linhaça e azeite, os ácidos graxos ômega 3 devem ser consumidos por pessoas com hipertensão em uma dose acima do valor diário recomendado normalmente, aponta a nutricionista Cátia Medeiros.

Estudos comprovam que a ingestão dessa substância está intimamente relacionada à diminuição da vasoconstrição e ao aumento da vasodilatação. Em outras palavras, o ômega 3 não só dificulta a síntese responsável por contrair os vasos sanguíneos como ainda facilita a síntese que promove a sua abertura.

4. Ervas
O que a salsa, a cebolinha, o coentro, o alecrim, a sálvia, o manjericão, o louro e o tomilho têm em comum? Todos são ótimos temperos naturais e, por isso, podem substituir como nenhum outro alimento o uso do sal. "Reduzindo o sal, também há diminuição da ingestão de sódio, um dos principais vilões dos hipertensos", alerta a nutricionista Cátia Medeiros. O sódio favorece a retenção de líquidos no organismo, aumentando a pressão arterial e elevando o risco de doenças renais e cardiovasculares.

5. Alho
Ótima fonte de vitamina C, o alho tem alto poder antioxidante, atuando na diminuição de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce, pelo câncer e até por doenças cardíacas. Além disso, a combinação de diversos elementos presentes nesse alimento, como o magnésio, auxilia - ainda que de forma singela - na dilatação dos vasos sanguíneos, reduzindo a pressão e facilitando a circulação do sangue.

6. Cereais integrais
Eles reduzem as chances de diabetes, previnem o câncer, ajudam a manter o peso e ainda são grandes combatentes da hipertensão. Motivos não faltam para incluir cereais integrais, como farelo de aveia e gérmen de trigo, na sua dieta. O grande mérito desses alimentos é a concentração de magnésio, que, segundo a nutricionista Cátia Medeiros, estimula a dilatação dos vasos sanguíneos, reduzindo, por tabela, o inchaço típico de pessoas que retêm líquidos.

7. Alimentos ricos em potássio
Se, por um lado, o sódio estimula a retenção de líquidos no organismo, aumentando a circulação sanguínea e, consequentemente, a pressão arterial, o potássio age como um natriurético, estimulando a eliminação do sódio presente no corpo. Assim, alimentos ricos nesse elemento são muito recomendados para hipertensos. "O potássio está presente no inhame, no feijão preto, na abóbora, na cenoura, no espinafre, no maracujá, na laranja, na banana e em diversos outros alimentos", explica Cátia.

8. Leite e derivados
Importantes fontes de cálcio, leite e derivados não podem ficar de fora da dieta de pessoas com hipertensão. O cálcio funciona como hipotensor, ou seja, atua na diminuição da pressão sanguínea, uma vez que estimula a eliminação de sódio. A grande vantagem desses alimentos é o fato de pequenas porções apresentarem grande concentração do mineral. A nutricionista ainda recomenda que sejam consumidas as versões desnatadas e com baixo teor de gordura, como o queijo branco.

Fonte Minha Vida

Todos os truques para abaixar o colesterol

Pequenas mudanças nos hábitos alimentares revertem o aumento das taxas

Ele é como uma faca de dois gumes: é essencial na produção hormonal, mas, em excesso, se transforma em risco à saúde. Certamente você já deve ter sido alertado sobre os perigos de não controlar as taxas de colesterol, esse, muitas vezes, incompreendido.

O cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Daniel Magnoni, explica que, quando os níveis estão acima do indicado, as frações da gordura ficam mais disponíveis na circulação. Entre estas frações, encontra-se o LDL, considerado como colesterol ruim. Ele se deposita na parede interna das artérias e inicia o processo de acúmulo de gorduras, levando ao entupimento das veias.
Os excessos podem ser gerados por duas razões: fatores genéticos ou hábitos alimentares errados. O que acontece é que cerca de 70% do colesterol produzido vem do fígado.


Ambos os casos podem ser revertidos com alguns acertos no menu diário. O especialista explica que, quando as calorias da dieta são ultrapassadas, o organismo passa a armazená-las para um eventual período de falta. Esse armazenamento é feito em forma de colesterol.

Se você detectou que suas taxas de colesterol estão acima do recomendado, ou ainda, se quer evitar o aumento perigoso à saúde do coração, alguns truques precisam ser colocados em ação.

Troque as versões integrais pelas desnatadas
A recomendação está relacionada aos alimentos de origem animal, devido à grande quantidade de gordura saturada que apresentam. Na lista dos campeões neste tipo de gordura estão queijos amarelos, leite integral, carnes gordas e pele de aves como frango.

De acordo com a responsável pela equipe nutricional do MinhaVida, Roberta Stella, a melhor opção para controlar os níveis da gordura é trocar os queijos amarelos pelos brancos, o leite e seus derivados pelas versões desnatadas, e as carnes gordas pelas magras. Hoje em dia, já é possível encontrar nas prateleiras iogurtes com 0% de gordura , lembra.

O que isso tem a ver com as taxas de colesterol? Tais alimentos estão relacionados com o aumento das taxas de colesterol ruim, o LDL. E assim como a gordura saturada, o colesterol também está presente nos alimentos de origem animal. Seria como matar dois coelhos numa cajadada só. Além dos alimentos listados acima, é importante evitar o consumo de manteiga, gema de ovo e banha de porco , ressalta Roberta. Atente também às preparações que contam com tais ingredientes, como bolos e tortas.

Maneire nas carnes
O alerta é redobrado aos bifes de carne vermelha porque eles são os que apresentam uma quantidade maior de colesterol, especialmente cortes que levam mais gordura. Porém, isso não significa que elas devem ser totalmente excluídas do menu.

Controlando a ingestão dos outros alimentos fontes de colesterol, é possível ingerir carne vermelha até três vezes por semana , tranqüiliza a especialista.

O fato de as carnes vermelhas oferecerem mais colesterol, no entanto, não faz com que os outros tipos de carnes possam ser consumidos à vontade. De acordo com Roberta, as carnes brancas e magras também possuem colesterol e, por isso, devem ser dosadas. Os alimentos que contêm colesterol devem ser monitorados de uma forma geral. Leve em conta que o total da gordura obtido em um dia deve ser menor que 300 mg , completa.

Retirar a gordura visível das carnes é mais um conselho da nutricionista do MinhaVida para ficar de olho no colesterol colocado no prato. Isso faz com que a quantidade de colesterol se reduza. Cem gramas de contra-filé grelhado com gordura contêm 144 mg de colesterol. Sem a gordura, a quantidade diminui para 102 mg , exemplifica. Quando optar por carnes brancas como frango, retire a pele. Cem gramas de peito de frango com pele contêm 80 mg de colesterol. Sem a pele, o valor passa a ser 59 mg , compara a nutri.

Controle a ingestão de biscoitos recheados
Você deve ficar de olho não só nas bolachas doces, mas em todos os produtos que levam gordura trans em sua composição. A indústria alimentícia utiliza a gordura hidrogenada na preparação de alguns produtos. A gordura hidrogenada, por sua vez, apresenta gordura trans , diz a nutricionista. O perigo do ingrediente é o mesmo que o da gordura saturada. Ou seja, ela influencia no aumento das taxas de LDL.

Na hora das compras, verifique a porcentagem de valor diário (%VD) no rótulo dos alimentos. Valores de %VD acima de 20 são considerados altos. Opte por aqueles que apresentam números inferiores de gorduras saturadas, trans e colesterol , dá a dica a especialista.

Lance mão dos óleos vegetais
Na luta para abaixar os níveis de colesterol, em vez de apenas restringir o consumo dos vilões, você pode recorrer à ajuda de alguns mocinhos. O óleo de canola e o azeite de oliva são bons exemplos de alimentos que você deve incluir na dieta. Segundo Roberta, as gorduras monoinsaturadas presentes nos dois tipos de óleos vegetais ajudam a reduzir as taxas de LDL, colesterol maléfico.

Já os óleos vegetais ricos em gorduras poliinsaturadas, como o de soja, girassol e milho, aumentam os níveis de HDL, considerado como bom colesterol. A dica da especialista, portanto, é, além de ficar de olho na quantidade de gorduras saturadas e trans, dar preferência aos alimentos com maior quantidade de gorduras mono e poliinsaturadas. Outras opções de alimentos ricos nas gorduras que somam pontos positivos na luta contra as taxas de colesterol são os peixes.

Corte as frituras da sua rotina alimentar
Roberta explica que, apesar do que se pensa, os alimentos fritos não influenciam diretamente no aumento de colesterol, a não ser que tenham sido produzidos com gordura de origem animal, como banha de porco. Porém, quando superaquecidos, os óleos sofrem mudanças nas estruturas das moléculas. Assim, o efeito que eles possuem de aumentar o HDL fica neutralizado , esclarece a especialista do Minha Vida. Mesmo quando preparadas em óleos vegetais, as frituras não são aconselháveis para quem quer controlar os níveis de colesterol sanguíneo.

Além deste fator apontado por Roberta, ela lembra que o superaquecimento e reaproveitamento dos óleos formam substâncias que modificam o cheiro e a textura deles. A acroleína, por exemplo, é uma substância que irrita a mucosa intestinal , cita ela. Prefira sempre os assados e cozidos, mas não esqueça de dar atenção também ao tipo de alimento ingerido , completa.

Pratique exercícios físicos
Os exercícios também entram em ação na luta contra o colesterol elevado. O especialista do HCor esclarece que, ao suar a camisa, você utiliza suas reservas energéticas, ajudando na diminuição de gordura corporal e, conseqüentemente, na baixa do colesterol sanguíneo.

Fonte Minha Vida

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Fonte Minha Vida

Infecção Urinária

Fique atento aos sintomas e aprenda a se prevenir

As infecções do trato urinário (ITU) são frequentes em homens e mulheres, apresentando sintomas diversos, com morbidade variável, podendo até mesmo ser a causa de mortalidade em situações extremas.

A principal causa de ITU são as infecções bacterianas, normalmente bactérias que encontramos em nosso trato digestivo. A bactéria Escherichia coli é a principal responsável pela ITU, causando 85% das infecções não-hospitalares e 50% das infecções hospitalares.

Em casos de exceção, infecções por fungos e vírus também podem atingir o trato urinário. Os sintomas mais comuns de ITU são: ardor ao urinar (disúria), urinar com baixo volume e várias vezes (polaciúria), desejo súbito e intenso de urinar (urgência miccional), dor suprapúbica, alteração da cor e/ou odor da urina, dor lombar, febre e presença de sangue na urina (hematúria).

Em idosos, diabéticos, pesoas imunossuprimidas e crianças, pode-se notar queda de estado geral, apatia e até alteração do nível de consciência.

As infecções do trato urinário (ITU) são resultado da interação entre o hospedeiro e o agente causador. A gravidade da infecção é determinada pela agressividade da bactéria causadora, volume de contaminação e inadequação dos mecanismos de defesa do hospedeiro.

Alguns fatores podem indicar e/ou facilitar a presença de ITU graves, chamadas no meio médico de ITU complicadas (e por consequência, mais graves), tais como: anormalidade funcional ou anatômica do sistema urinário (obstrução, refluxo, bexiga neurogênica, incontinência urinária, etc), gravidez, diabetes, idade avançada, imunossupressão, uso recente de antibióticos, uso de cateteres ou sonda vesical, manipulação cirúrgica do sistema urinário, internação hospitalar e sintomas persistentes por mais ou igual a 7dias.

As infecções do trato urinário (ITU) também podem ser facilitadas por hidratação inadequada, uso de espermicida e queda nos níveis séricos de estrogênio.

Em pacientes hospitalizados e/ou com necessidade de cuidados residenciais, alguns cuidados adicionais devem ser tomados: higiene do paciente e ambiente adequados, hidratação e nutrição adequadas, troca de sondas e cateteres regular, avaliação dos fatores de risco associados (comorbidades, status nutricional, tabagismo, uso de antibióticos e/ou drogas imunossupressoras e infecções em outras partes) e atenção especial a sintomas e sinais de ITU pela família, enfermagem e/ou cuidador.

O diagnóstico deve ser realizado por um médico através de exame de urina (urina tipo I e urocultura) e, se necessário, exames laboratoriais adicionais.

Em casos de infecções complicadas é necessário realizar exames radiológicos (ultrassonografia e/ou tomografia) para melhor avaliar a gravidade e presença de fatores agravantes da ITU. O tratamento é realizado com o uso de antibióticos, que na maioria dos casos pode ser administrado por via oral.

O uso de antibiótico parenteral deve ser realizado em casos de ITU complicadas ou quando antibióticos orais não são eficazes/disponíveis, normalmente com necessidade de internação hospitalar. O tempo de uso do antibiótico deve ser baseado na gravidade, órgão atingido e comorbidades existentes.

Em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos são necessários para desobstrução do trato urinário, drenagem de abscesso ou mesmo, em casos extremos, extirpação do rim.

Fonte Minha Vida

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Fonte Minha Vida

Mais de 3,7 milhões de pessoas tomam a vacina contra a gripe no País

Campanha de vacinação começou ontem; previsão é imunizar 24 milhões de brasileiros

Mais de 3,7 milhões de pessoas tomaram a vacina contra a gripe no País, neste sábado (5), primeiro dia da 14ª Campanha de Vacinação Contra a Gripe. O número é do Vacinômetro, sistema do Ministério da Saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a meta é alcançar mais de 24 milhões de brasileiros este ano durante toda a campanha.

Ainda segundo o Vacinômetro, apenas no Estado de São Paulo, mais de 716 mil pessoas tomaram a vacina. A Secretaria de Saúde do Estado pretende imunizar contra a gripe 5,3 milhões de paulistas.

Já no Estado do Rio de Janeiro, onde a campanha foi lançada, mais de 190 mil pessoas tomaram a vacina. Na cidade do Rio de Janeiro, esse número era de quase 84 mil. A expectativa é de que cerca de 960 mil cariocas sejam imunizados. Isso significa que menos de 10% do público-alvo já tomou a vacina.

As pessoas que devem se vacinar são aquelas com mais de 60 anos de idade, trabalhadores da saúde, crianças entre seis meses e dois anos, gestantes e povos indígenas.

Além desses grupos, a campanha deste ano ganhou mais um público-alvo: a população carcerária. A vacinação deste grupo ocorrerá logo após a ação nos postos de saúde, em estratégias definidas pelas secretarias de Saúde e Justiça estaduais e municipais.

Segundo o Ministério da Saúde, a escolha dos grupos foi definida com base em estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente o vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Segundo o Vacinômetro, 791.867 crianças tomaram a vacina neste sábado, 241.634 trabalhadores de saúde, além de 273.003 gestantes. Os indígenas que tomaram a dose somaram 25.235. Já os idosos foram mais de 2,4 milhões de imunizados.

Apenas neste sábado, “Dia D de Mobilização”, 65 mil postos de saúde e unidades adaptadas funcionaram em todo o País até as 17h.

Fonte R7

Médicos do Hospital de Ipanema lutam contra fechamento da unidade para abertura de centro de transplante

alexandre padilhaMinistro da Saúde diz que há necessidade de ampliar rede no Rio de Janeiro

Médicos e funcionários do Hospital de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, lutam contra o fechamento da unidade. O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de transformar o espaço em um centro de transplantes.

Segundo o urologista Antônio Cláudio, que trabalha no hospital, o ambulatório da unidade realiza cerca de 300 procedimentos de média e alta complexidade por mês, além de operar cerca de 50 pacientes por dia. Ele considera inadmissível a interrupção dos serviços.

— É inadmissível pensar em fechar um hospital que tem 300 procedimentos de média e alta complexidade no ambulatório por mês, onde são realizados até 70 mil procedimentos. O hospital opera cerca de 50 pacientes por dia, de média e alta complexidade. É um hospital atuante, que tem uma história de 60 anos de funcionamento. Hoje, na zona sul do Rio de Janeiro, desativar um hospital como este não é viável.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse neste sábado (5), durante lançamento da 14ª Campanha de Vacinação Contra a Gripe no Rio, que o Estado precisa ampliar sua rede de transplantes. No entanto, ainda não há uma decisão definitiva sobre o fechamento do Hospital de Ipanema.

— Não tem decisão. Tem um estudo, um processo de integração cada vez maior entre os hospitais federais do Rio e as secretarias Estadual e Municipal de Saúde. É fundamental que os seis hospitais federais do Rio estejam cada vez mais abertos a oferecer à população os leitos apropriados e as especialidades mais apropriadas. A cidade e o estado do Rio precisam ampliar os seus serviços de transplante. É fundamental que o Rio chegue ao patamar de São Paulo.

Médicos e funcionários do Hospital de Ipanema vão fazer um protesto na próxima segunda-feira (7) em frente à unidade, na rua Antônio Parreiras, 67, a partir das 10h.

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) manifestou em nota preocupação com a possibilidade da conversão do Hospital de Ipanema em um centro de transplantes. Segundo o Cremerj, " o Hospital de Ipanema é uma referência na rede pública para procedimentos de alta complexidade e minimamente invasivos que não são encontrados em outras unidades, e o seu fechamento representará um gargado para o sistema de saúde. Também causa preocupação que, com a cessão para o estado, o hospital passe a ser gerido por uma organização social, modelo ao qual o Cremerj se opõe.

Fonte R7

Com doença terminal, jovem grava vídeo emocionante

Shaun Wilson-Miller pede a todos que aproveitem a vida ao máximo

O australiano Shaun Wilson-Miller, de 17anos, tem uma doença cardíaca crônica, após dois transplantes de coração, os médicos acreditam que ele não tenha muito tempo de vida. Sabendo disso, o garoto gravou um vídeo que está circulando no YouTube se despedindo da vida.

Entre as frases marcantes do jovem, ele destaca que até hoje teve uma vida maravilhosa. O garoto vai além, e recomenda que todos aproveitem ao máximo a vida.

— Viva a vida ao máximo, porque você nunca sabe o que vai acontecer.

Shaun mora em Melborne, na Austrália, infelizmente seu corpo rejeitou o segundo coração transplantado recentemente. Por isso, os médicos informaram que ele não poderá recorrer a um terceiro transplante estando assim fadado a morte.

O discurso é emocionante e forte. Ele termina dizendo que sentirá muita falta de todos mas que não se arrepende de nada.

— Eu sentirei muita saudade. Amo vocês.

Shaun há algum tempo participa da organização não governamental australiana Heart Kids (Coração Crianças) e é exemplo de esperança para muitas crianças do mundo inteiro.

Veja o vídeo.


Fonte R7

Estudo indica que falta de exposição ao sol pode causar miopia

Grande parte do que vimos no leste da Ásia se deve
a condições ambientais e não genéticas
Acredita-se que raios solares estimulem a dopamina, substância que evita o olho alongado

Trocar atividades ao ar livre por estudos e brincadeiras em ambientes fechados explicaria porque nove entre dez jovens prestes a deixar a escola nas grandes cidades da Ásia são míopes, afirmam os autores de um estudo que será publicado nesta sexta-feira.

Nem fatores genéticos, nem o aumento de atividades como a leitura e a escrita deveriam ser culpados, sugerem os autores da pesquisa, mas apenas a falta de exposição ao sol.

Acredita-se que a exposição aos raios solares estimule a produção de dopamina, substância que evita que o olho cresça alongado, distorcendo o foco de luz que entra no globo ocular. O pesquisador Ian Morgan, da Universidade Nacional Australiana, explicou à AFP a respeito das descobertas, publicadas na revista médica The Lancet.

— Está bem claro que é a luz brilhante que estimula a liberação de dopamina que previne a miopia.

Por ora, o estudante médio de ensino básico de Cingapura, onde nove em dez adultos são míopes, passam apenas 30 minutos ao ar livre todos os dias, enquanto na Austrália, onde a prevalência de miopia entre crianças de origem europeia é de cerca de 10%, os estudantes passam cerca de três horas em ambientes externos.

Na Grã-Bretanha, a proporção foi de 30% a 40% e na África, "virtualmente nenhum", em uma faixa de 2% a 3%, segundo Morgan.

Mais do que os outros grupos, as crianças no leste da Ásia "basicamente vão à escola, onde não vão para um ambiente externo, vão para casa e não saem. Elas estudam e assistem à televisão", explicam os cientistas.

Os estudantes prestes a deixar a escola com mais incidência de miopia no mundo são encontrados em cidades de China, Taiwan, Hong Kong, Japão, Cingapura e Coreia do Sul, onde de 80% a 90% são afetados.

Destes, 10% a 20% sofriam de alta miopia, que pode causar cegueira. Morgan, contrariando uma crença disseminada há 50 anos pelo senso comum, explicou:

— Grande parte do que vimos no leste da Ásia se deve a condições ambientais e não genéticas.

Intercalando as descobertas de estudos de diferentes partes do globo, os cientistas reforçaram que ser um leitor voraz ou um nerd não coloca ninguém em risco imediato.

— Desde que façam atividades ao ar livre, não parece importar o quanto estudam. Há algumas crianças que estudam muito, vão para fora e brincam bastante, e geralmente elas ficam bem. Aquelas que correm o maior risco são as que estudam muito e não vão para fora.

Segundo o cientista, as crianças que passam de duas a três horas em ambientes externos por dia provavelmente estariam "razoavelmente seguras". Isto poderia incluir o tempo gasto durante brincadeiras em parques ou nas caminhadas de ida e volta da escola.

É preciso encontrar meios de fazer com que as crianças passem mais tempo expostas à luz do sol, sem comprometer suas atividades escolares, explicou.

Fonte R7

Anvisa quer agilizar autorização de pesquisas sobre novas drogas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) promete simplificar e tornar mais rápida sua autorização para a realização de pesquisas clínicas visando ao desenvolvimento de medicamentos e produtos para a saúde.

A pesquisa clínica é uma das últimas etapas antes do registro de novos produtos e envolve testes com pacientes.

A ideia é que pesquisas que já tenham sido aprovadas por agências reconhecidas no exterior -como a americana (FDA), a australiana e a japonesa- possam passar por um processo simplificado de análise pela Anvisa.

Essa proposta foi aprovada pela diretoria colegiada da agência anteontem e deve ser publicada hoje na forma de um consulta pública, aberta pelos próximos 30 dias.

Internacional
O impacto direto vai ser maior em pesquisas originadas em um país estrangeiro e com braços em diversos outros, sendo um deles o Brasil, de acordo com Dirceu Barbano, diretor-presidente da Vigilância Sanitária.

"Tínhamos como padrão analisar todo o estudo [desenvolvido fora] novamente. Isso demanda tempo, por vezes fazia com que o Brasil fosse excluído do estudo. Chegamos à conclusão de que uma análise simplificada é possível, avaliando questões de risco sanitário específico no país", afirma ele.

Questões como quais centros serão usados e se eles têm capacidade para desenvolver o estudo serão avaliadas pela Anvisa, mas o desenho do estudo (como o cálculo estatístico para garantir a eficácia da análise), não.

Demora
Segundo Barbano, a espera para a autorização dessas pesquisas já foi de três meses, mas, por conta do aumento de demanda pelos centros de pesquisa nacionais, a demora chega hoje a sete meses. O objetivo é que esse tempo caia para 30 dias.

Com isso, a agência quer ainda ter mais agilidade na aprovação das pesquisas totalmente nacionais, que precisam passar pela análise completa da Anvisa.

Greyce Lousana, presidente-executiva da SBPPC (Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica), diz que a redução nos prazos pode abrir caminho para que pacientes com doenças raras ou graves tenham acesso a drogas experimentais.

Ela conta que, recentemente, uma pesquisa sobre câncer de mama deixou de vir ao país por causa dos prazos demorados ­-da Anvisa e do comitê de ética da instituição- e, assim, deixou de beneficiar cerca de cem pacientes.

Lousana defende, porém, outras mudanças na norma em vigor, como análises totalmente separadas entre medicamentos e outros produtos para a saúde, o que pode encurtar mais os prazos para análise.

Fonte Folhaonline

Campanha promove valorização das parteiras no Brasil; veja

Para comemora o Dia Internacional das Parteiras comemorado neste domingo (5), a ONG Grupo Curumim divulgou uma série de vídeos para promover a valorização do trabalho e conhecimentos das parteiras tradicionais no Brasil -- quilombolas e indígenas.

Um dos objetivos da campanha é ressaltar a contribuição delas na promoção da saúde das mulheres e das crianças, bem como reivindicar o reconhecimento do parto domiciliar assistido por parteiras tradicionais no SUS - Sistema Único de Saúde.

A campanha também pede o reconhecimento dos conhecimentos e atividades das parteiras como patrimônio imaterial brasileiro. O pedido já foi protocolado no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e está em análise.



Fonte Folhaonline

Testes iniciais mostram que técnica reverte danos de alzheimer

Uma técnica usada no tratamento dos sintomas do mal de Parkinson e de outras doenças se mostrou promissora, em testes iniciais, no combate aos problemas de memória do alzheimer.

Usando a estimulação cerebral profunda --inserção de eletrodos, por meio de cirurgia, para enviar estímulos elétricos a regiões específicas do cérebro--, cientistas conseguiram "reverter" os danos do alzheimer em dois pacientes, em um grupo de seis.

O hipocampo, parte do cérebro que tem papel fundamental na transformação de memórias recentes em lembranças de longo prazo, é uma das primeiras áreas afetadas pelo alzheimer. Ele literalmente encolhe, a uma taxa típica de 5% ao ano.

Ao estimular eletricamente regiões ligadas ao hipocampo, o grupo do pesquisador canadense Andres Lozano, do Hospital Ocidental de Toronto, foi além de apenas inverter esse declínio. O hipocampo de dois pacientes até aumentou após o tratamento, um 5% e outro 8%.

A cirurgia é feita com anestesia local. Uma pequena incisão é feita, e a área-alvo do cérebro fica exposta. Finíssimos eletrodos são colocados e depois alimentados por uma bateria, que é implantada sob a pele.

Falhas
Nos três outros voluntários, no entanto, o hipocampo continuou encolhendo normalmente. Em um deles, a diminuição cerebral foi até mais acentuada.

"Achamos que a diferença entre esses resultados tem a ver com o nível de comprometimento cerebral dos pacientes antes do tratamento. Os dois que tiveram os melhores resultados estavam em fase mais inicial", diz Lozano, que participou do Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que acaba hoje, em São Paulo.

O neurocirurgião Ricardo Nitrini, do Hospital das Clínicas, elogiou o ineditismo da pesquisa. "Os resultados são com certeza extraordinários".

Mas, segundo ele, as pessoas com alzheimer não são o melhor alvo para esse tipo de estudo. "Como o objetivo é avaliar os impactos na memória, seria melhor usar outros grupos, com lesões mais específicas e não progressivas nesse sentido."

O grupo canadense agora se prepara para iniciar uma nova e mais completa etapa do estudo, que contará com cerca de 40 pacientes.

Fonte Folhaonline

Transtorno obsessivo-compulsivo em jovens é alvo de estudos no HC

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP está fazendo pesquisas sobre métodos de tratamento do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) para crianças e jovens e sobre a hereditariedade do transtorno.

Um dos estudos vai comparar a eficácia de iniciar o tratamento com remédios e/ou com terapia cognitiva-comportamental. Os participantes receberão acompanhamento por um ano. A pesquisa seleciona voluntários entre crianças e jovens de seis a 17 anos que tenham pensamentos, impulsos ou comportamentos repetitivos.

Um segundo estudo está avaliando a possibilidade de pais com transtornos de ansiedade terem mais risco de gerar filhos que vão desenvolver esse tipo de problema.

Podem participar da pesquisa pais que receberam diagnóstico de TOC, pânico, ansiedade e fobia social, com filhos de três a 17 anos.

Inscrições para os estudos podem ser feitas pelo telefone 0/xx/11/2661-7594.

Fonte Folhaonline

Emagrecedores e Prozac são usados juntos no país

A análise do consumo de redutores de apetite e do antidepressivo fluoxetina (princípio ativo do Prozac) sugere que as duas substâncias vinham sendo usadas de forma combinada, conduta que não é recomendada se o objetivo é só emagrecer.

A associação das drogas é defendida por alguns médicos para pacientes obesos e com depressão ou compulsão por comida. Por outro lado, a combinação dos remédios pode indicar um uso abusivo com foco na redução do peso, explicam especialistas.

Problemas com esse tipo de associação foram objeto de pesquisa realizada pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) há três anos.

Agora, a união entre os moduladores de apetite anfepramona, mazindol e femproporex (banidos pelo governo no ano passado) e da sibutramina (mantida com novas regras) com o antidepressivo fluoxetina foi medida em estudo publicado na edição de fevereiro da "Revista da Associação Médica Brasileira".

A pesquisa, que mediu as vendas dos remédios no país, dá fortes indícios de que o consumo casado vinha sendo prática corrente. No entanto, o trabalho não verificou as receitas em si.

Editoria de arte/Folhapress
Foram analisadas várias situações que poderiam estar relacionadas ao uso dos emagrecedores em 2009, ano de coleta dos dados, como ser do sexo feminino, ter maior renda e escolaridade ou consumir certas substâncias.

"Para nossa surpresa, a variável mais significativa foi a relação entre a fluoxetina e os moduladores de apetite, o que não é recomendado nem pelo Conselho Federal de Medicina nem pela Anvisa", explica Daniel Mota, técnico especializado em regulação e vigilância sanitária da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e autor da pesquisa -feita de forma independente da agência.

O estudo, feito com um modelo econométrico que agrega a venda nacional dos medicamentos e a população adulta brasileira, conclui que cada 1 mg/per capita de aumento no consumo do antidepressivo produz a elevação do consumo de moduladores em 1,66 mg/per capita.

Walmir Coutinho, do departamento de obesidade da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), diz que não recomenda o uso associado dos remédios por faltarem estudos que atestem sua segurança.

Ele explica que o consumo isolado da fluoxetina leva à perda de peso, mas esse efeito acaba sendo revertido depois. Por isso o antidepressivo não é usado como emagrecedor. Para Coutinho, a mistura de vários elementos em fórmulas para emagrecer é a venda de uma "ilusão".

Cláudia Cozer, uma das diretoras da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), afirma que a combinação das drogas pode causar letargia e apatia, mas relativiza os danos quando o uso é por tempo limitado com acompanhamento médico.

Um dos usos benéficos da combinação, diz Cozer, é no controle da ansiedade e da compulsão alimentar.

Para o endocrinologista Alfredo Halpern, o problema está no uso casado em fórmulas para emagrecer. "Vi fórmulas absurdas, que juntam não só anfepramona e femproporex com fluoxetina mas diurético, hormônio de tireoide. É condenável. Por outro lado, o indivíduo pode precisar de uma fluoxetina porque é ansioso ou deprimido, não há por que proibir."

Fonte Folhaonline