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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Crianças com diabetes podem contar com novo medicamento

insulina crinacaSUS oferta insulina análoga para crianças, o que melhorará a qualidade de vida delas

Com apenas quatro anos, Maria Luiza Almeida apresentou os primeiros sintomas que indicariam a doença crônica que mais atinge crianças, o diabetes tipo I. Um xixi na varanda de casa com aspecto melado foi um sinal da doença. “Eu pisei no chão e parecia garapa de açúcar, um suco bem doce quando derrama no chão e fica melado. Além disso, tinha muitas formigas em volta”, relembra a mãe de Maria, Samara Carla, diretora da Farmácia Básica do Município de São Domingos no sertão da Paraíba. Trabalhadora da área de saúde, a técnica percebeu que alguma coisa não estava correta. “Fui com ela ao posto da Saúde da Família e logo ele pediu um teste de glicemia”, comenta.

Após o resultado do exame, com a taxa de glicemia igual a 400 mg/dL, valor acima do nível considerado normal, que é de no máximo 99mg/dL, Maria Luiza ficou internada até que todas as taxas fossem estabilizadas. Ao ser encaminhada para internação, o outro sintoma que chamou muito atenção da Samara foi à sonolência. “Quando ela foi encaminhada para fazer o exame e para internação, ela só queria saber de dormir e dormir, isso também me assustou”, disse a técnica. Hoje, com nove anos, Maria entende sua situação e sabe exatamente os medicamentos que deve tomar e que a sua alimentação deve ser restrita e regrada. “Ela é uma boa menina, não sofre por não comer doce nas festinhas e sabe os horários de tomar a medicação”, relata a mãe.

O que é diabetes
O diabetes é uma doença do metabolismo causada pela falta de insulina, que para de ser produzida pelo pâncreas. Isso interfere na queima do açúcar e na sua transformação em outras substâncias, como proteínas, músculos e gorduras. A doença crônica possui vários tipos. O diabetes tipo I, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum ser diagnosticado em crianças. Este tipo acontece quando a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem de destruição autoimune. O pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico, fazendo com que nossos anticorpos ataquem as células que produzem esse hormônio.

Segundo o diretor de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Renato Alves Teixeira, ficar atento aos sinais é fundamental para que o paciente tenha atendimento necessário e não chegue ao nível crítico. “Os pais devem ficar atentos quando as crianças derem sinais de emagrecimento sem motivos aparentes, apresentem excesso de suor, crises de desmaios, tonturas e uma frequência urinária maior do que o normal. Esses são os sintomas de um diabetes de fase avançada e sem controle”, ressalta. Outro alerta é para pais que são diabéticos fazerem exames nos filhos para avaliar se há uma hereditariedade.

Medicação
“Sensível à progressão da diabetes no país, e aos danos causados por essa doença, principalmente em crianças, tomamos essa atitude inovadora de colocar uma insulina que é o melhor tratamento disponível”, destaca o diretor Renato Alves.

Confirmado o quadro de diabetes tipo I, Maria é acompanhada por uma endocrinologista pediátrica e consegue os medicamentos pelo SUS. “Eu pego sempre as insulinas da minha filha no posto de saúde. Isso me ajuda muito”, relata Samara. Com o novo investimento do Ministério da Saúde, a partir de agora Maria Luiza e outras crianças com diabetes tipo I terão à disposição no SUS um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes.

Outra notícia boa é que para todos que já usam seringa para aplicação dos medicamentos poderão utilizar as canetas. “Vamos mandar de forma progressiva, aos poucos os municípios receberão o produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente”, destacou Renato Alves.

Diabetes no Brasil
Atualmente, o diabetes atinge 8,9% da população adulta do Brasil, de acordo com o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel) 2016. Desde 2006, o índice cresceu 61,8%, tendo maior prevalência nas mulheres. O avanço das doenças crônicas no país preocupa, já que são consideradas um sério problema de saúde pública, sendo responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o diabetes são a causa de 72,6% dos óbitos.

O Ministério da Saúde dispõe de linha de cuidado para Diabetes mellitos, com o objetivo de controlar a glicemia e desenvolver o autocuidado nos pacientes. Parte da estratégia inclui a prescrição de insulinas em esquema intensivo. Para tratamento do DM1, estão à disposição no SUS, entre outros medicamentos, as insulinas humanas NPH - para a manutenção da glicemia - e a insulina humana regular (de ação rápida), a ser administrada cerca de 30 minutos antes das refeições.

Esses produtos estão disponíveis nas unidades de saúde ou por meio do Aqui Tem Farmácia Popular, que está presente em mais de 4 mil municípios. Por meio deste programa, em 2016, mais de 6,2 milhões de pacientes buscaram medicamentos gratuitos para diabetes. Esse número é mais que o dobro do total beneficiado em 2011 (2,6 milhões).

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Nunca mais tomes comprimidos fora da validade!

Issue 16E se as embalagens expirassem tal e qual como os produtos, para nos ajudar a saber se estes ainda estão próprios para consumo ou não? Este é o conceito da Self Expiring, uma embalagem inteligente para medicamentos fora da validade

As consequências de consumirmos um iogurte fora de prazo não são graves, mas o mesmo não se pode dizer de um medicamento. A toma de medicamentos fora de prazo é nocivo, e mesmo sabendo isso é fácil incorrermos nessa falha, a embalagem pode danificar-se, a indicação da data de validade pode deixar de ser legível, ou mesmo porque a embalagem exterior pode ser colocada no lixo e não é possível saber o prazo.

Foi com o intuito de solucionar este problema que a designer Kanupriya Goel e o biólogo Gautam Goel se juntaram e desenvolveram um produto que pode salvar vidas, o Self Expiring. Esta é uma embalagem inteligente para medicamentos, que expira, tal e qual como o medicamento no seu interior. Na prática, quando o produto atinge o prazo de validade a embalagem apresenta uma mensagem gráfica de “impróprio para consumo” recorrendo a sinais de perigo mundialmente reconhecidos.

Segundo os criadores da Self Expiring, esta é uma solução que apresenta todos os requisitos para a prevenção da venda ilegal de medicamentos fora de prazo e fatalidades recorrentes do seu consumo.

A Self Expiring é apenas mais um exemplo, tal como os rótulos que desaparecem quando a comida fica estragada, de inovações com recurso a materiais inteligentes e que tornam as nossas vidas mais seguras.

Noctula Channel

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Anvisa atualiza a Portaria SVS/MS nº 344 de 1998

Foi publicada a Resolução – RDC N° 186, de 24 de outubro de 2017, que dispõe sobre a atualização do Anexo I (Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial) da Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998

Inclusão
1.1. Adendo 9 na Lista “A1”
9) A importação e a exportação de padrões analíticos à base das substâncias BUTORFANOL, MORINAMIDA e TAPENTADOL, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais, éteres, ésteres e isômeros, assim como dos sais de éteres, de ésteres e de isômeros, das substâncias citadas, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado. 1.2.

Adendo 8 na Lista “A2”
8) A importação e a exportação de padrões analíticos à base das substâncias NALBUFINA e TRAMADOL, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais, éteres, ésteres e isômeros, assim como dos sais de éteres, de ésteres e de isômeros, das substâncias citadas, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado.

1.3. Adendo 4 na Lista “A3”
4) A importação e a exportação de padrões analíticos à base das substâncias ATOMOXETINA, CLOBENZOREX, CLORFENTERMINA, LISDEXANFETAMINA, MODAFINILA e TANFETAMINA, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais, éteres, ésteres e isômeros, assim como dos sais de éteres, de ésteres e de isômeros, das substâncias citadas, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado.

1.4. Adendo 11 na Lista “B1”
11) A importação e a exportação de padrões analíticos à base das substâncias APROBARBITAL, BARBEXACLONA, CLORAZEPAM, PERAMPANEL, PROLINTANO, PROPILEXEDRINA, TIAMILAL, TIOPENTAL, TRIEXIFENIDIL, ZALEPLONA e ZOPICLONA, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais, éteres, ésteres e isômeros, assim como dos sais de éteres, de ésteres e de isômeros, das substâncias citadas, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado.

1.5. Adendo 6 na Lista “B2”
6) A importação e a exportação de padrões analíticos à base de SIBUTRAMINA, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais, éteres, ésteres e isômeros, assim como dos sais de éteres, de ésteres e de isômeros, da substância citada, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado

1.6. Adendo 6 na Lista “D1”
6) A importação e a exportação de padrões analíticos à base de DIIDROERGOMETRINA, DIIDROERGOTAMINA e ETAFEDRINA, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais das substâncias citadas, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado.

1.7. Adendo 16 na Lista “F2”
16) A importação e a exportação de padrões analíticos à base das substâncias 2C-C, 2C-D, 2C-E, 2C-F, 2C-I, 2C-T-2, 2C-T-7, 4- AcO-DMT, 4-BROMOMETCATINONA, 4-Cl-ALFA-PVP, 4-CLOROMETCATINONA, 4-FA, 4-FLUOROMETCATINONA, 4-MEAPP, 5-APB, 5-APDB, 5-EAPB, 5-IAI, 5-MAPDB, 5-MeO-AMT, 5-MeO-DIPT, 5-MeO-DMT, 5-MeO-MIPT, 25D-NBOME, 25ENBOME, 25H-NBOME, 25I-NBF, 25I-NBOH, 25N-NBOME, 25PNBOME, 25T2-NBOME, 25T4-NBOME, 25T7-NBOME, 30C-NBOMe, AKB48, ALFA-EAPP, AMT, BETACETO-DMBDB, DIIDROLSD, DIMETILONA, DMAA, DOC, DOI, EAM-2201, ERGINA, JWH-071, JWH-072, JWH-081, JWH-098, JWH-122, JWH-210, JWH-250, JWH-251, JWH-252, JWH-253, MAM-2201, MAM-2201 N-(4-hidroxipentil), MAM-2201 N-(5-cloropentil), mCPP, MDAI, NACETIL-3,4-MDMC, N-ETILCATINONA, N-ETILHEXEDRONA, N-ETILPENTILONA, PENTILONA, SALVINORINA A, TH-PVP, TFMPP e UR-144, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais e isômeros das substâncias citadas, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado.

1.8. Adendo 3 na Lista “F3”
3) A importação e a exportação de padrões analíticos à base da substância FENILPROPANOLAMINA, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais e isômeros da substância citada, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado

1.9. Adendo 4 na Lista “F4”
4) A importação e a exportação de padrões analíticos à base de substâncias constantes desta lista, em que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não exceda 500 mg por unidade, não requer Autorização de Importação e Autorização de Exportação, respectivamente. O disposto neste adendo também se aplica aos padrões analíticos à base dos sais e isômeros das substâncias, a menos que sejam explicitamente excetuados ou constantes de listas de controle mais restrito e desde que a quantidade do ativo sujeito a controle especial não ultrapasse o limite especificado.

Diário Oficial da União

PRF estoura fábrica clandestina de remédios no Paraná

Mais de 7,8 mil medicamentos irregulares foram apreendidos; casal foi preso em flagrante

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 7.821 medicamentos irregulares nesta sexta-feira (27) dentro de um imóvel em Maringá (PR), na região norte do Paraná. No local, funcionava uma fábrica clandestina de remédios. Um casal foi preso em flagrante.

O estabelecimento não tinha autorização dos órgãos de saúde pública, nem alvará municipal. Nenhum dos medicamentos apreendidos tem registro na Anvisa e todos trazem indicações terapêuticas em seus rótulos, o que configura crime.

A ação da PRF teve o apoio de agentes da Vigilância Sanitária de Maringá. Os policiais rodoviários federais chegaram ao imóvel através de uma nota fiscal apreendida anteontem (25), em um ônibus que transportava duas caixas de medicamentos sem registro. Inicialmente, a mulher, de 34 anos de idade, disse que estava sozinha no imóvel. O marido dela, de 39 anos, estava escondido em um cômodo cuja porta estava fechada.

A maior parte dos itens apreendidos estava dentro desse cômodo. Os agentes da PRF e da Vigilância Sanitária encontraram dezenas de milhares de rótulos, impressos e recortados, além de equipamentos artesanais destinados a encapsular e a contar as cápsulas.

No imóvel havia ainda uma grande quantidade de frascos vazios, sacos de insumos variados e produtos em fase de preparação. O casal responderá pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, que prevê pena de dez a 15 anos de prisão para quem, por exemplo, mantém em depósito, vende ou distribui medicamentos sem registro. A PRF encaminhou a ocorrência para a 9ª Subdivisão da Polícia Civil em Maringá.

Bem Paraná

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Como tirar o certificado internacional de vacinação?

vacina interSomente pessoas que vão para países que exigem a vacina contra febre amarela precisam do documento. Saiba se é o seu caso e como obter o certificado

Vai viajar para o exterior? Então, é importante saber que somente alguns países do mundo exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para entrada no território. A lista não muda com frequência, mas, recentemente, Panamá, Nicarágua, Venezuela e Cuba passaram a fazer esta exigência.

Para saber onde e como solicitar o certificado ou consultar a situação do país para onde você está indo, acesse a página de Saúde do Viajante da Anvisa.

Certificado não precisa ser renovado
O Brasil adota a diretriz da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre dose única para a vacina da febre amarela. A orientação foi dada pela OMS em 2014 e, depois de algumas avaliações, foi adotada pelo Ministério da Saúde. Quem já tem o certificado não precisa trocar ou renová-lo.

Quem já foi vacinado, mas não tem o certificado, precisa apenas agendar um horário em um posto de emissão do CIVP e apresentar o cartão nacional de vacinação com os dados da vacina. A vacina contra a febre amarela pode ser tomada em um posto de saúde ou em uma clínica particular.

Quem precisa do certificado internacional de vacina?
Somente pessoas que estão viajando para países que pedem a vacina precisam do certificado emitido pela Anvisa.

Consulte se o seu local de destino é um deste casos na página de Saúde do Viajante da Anvisa.

Quais são os países que exigem o CIVP?
Ao acessar a página de Saúde do Viajante, clique no link “Verifique as orientações para o país de destino”. Nele serão apresentadas recomendações para sua viagem e a indicação da existência ou não de exigências sanitárias. Se houver exigência sanitária, será necessária a apresentação do certificado CIVP.

Como obter o CIVP?
A emissão do CIVP é gratuita e feita nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, localizados em Portos, Aeroportos e Fronteiras. Desde abril de 2011, o certificado também pode ser emitido em Unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) credenciadas, como postos de saúde e hospitais, e nas clínicas particulares credenciadas para essa finalidade.

Vale ressaltar, que os Postos da Anvisa não aplicam a vacina - apenas emitem o certificado. A vacina deve ser tomada nos serviços de saúde públicos e particulares, devidamente habilitados.

Para visualizar a lista dos serviços de vacinação privados credenciados acesse o endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/viajante. Clique sobre o link “Centro de Orientação à Saúde do Viajante” e, após, no link “Consulte a lista completa dos Centros”.

Quais os documentos necessários?
- Cartão de vacina e documentos pessoais.

São aceitos como documentos de identificação pessoal a Carteira de Identidade (RG), o Passaporte e a Carteira de Motorista válida (CNH), entre outros.

A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 (dezoito) anos. Ressalta-se que crianças a partir de 9 (nove) meses já começam o esquema de vacinação.

A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade.

Para agilizar o atendimento, o interessado pode realizar um pré-cadastro no endereço http://www.anvisa.gov.br/viajante ao clicar na opção “cadastrar novo”. Alguns postos da Anvisa também exigem que o usuário realize o agendamento para o atendimento.

Só o viajante pode assinar o CIVP?
Para obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), é imprescindível a presença do interessado (viajante) nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

Como se trata de um documento de validade internacional, a autoridade sanitária deverá garantir que a assinatura constante do CIVP seja idêntica à do Passaporte ou à da Carteira de Identidade (RG).

E quando se tratar de criança / adolescente menor de 18 anos?
a) Necessidade da presença do menor:
Não é necessária a presença da criança ou adolescente menor de 18 (dezoito) anos quando seus pais ou responsáveis solicitarem a emissão do seu CIVP nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

b) Necessidade de assinatura:
- No caso de menores que não assinam o nome, o responsável pelo menor deverá assinar o documento.

- No caso de menores que já assinam o nome, orienta-se que o CIVP seja assinado de forma idêntica aos demais documentos (Passaporte ou Carteira de Identidade) da criança ou do adolescente.

Mas fique atento, o CIVP sem a assinatura torna o documento inválido e a autoridade do país de destino poderá deportar o viajante por esse motivo.

No caso de conexão ou escala em outros países, há necessidade do certificado?
Dúvidas sobre a aplicação das normas de controle sanitário, incluindo a necessidade de apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia em países onde se faz conexão ou escala, devem ser esclarecidas com a representação do próprio país (consulados / embaixadas) ou com a empresa aérea que opera nesses destinos.

O que fazer em caso de perda ou extravio?
Em caso de extravio do cartão de vacinação, o usuário deverá se dirigir à unidade de saúde onde tomou a vacina e solicitar a segunda via do documento.

Também pode procurar um dos Centros de Orientação de Viajantes da Anvisa para emitir gratuitamente uma nova via do certificado.

Quando a vacina é contraindicada?
Para casos em que a vacinação ou a profilaxia é contraindicada, o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) determina que o viajante deverá estar de posse de atestado médico que explique os motivos da contraindicação, escrito em inglês ou francês, não sendo determinado um modelo específico para esse documento. O RSI também determina que o país de destino tem autonomia para aceitar a contraindicação ou adotar uma dessas medidas adicionais para entrada do viajante.

A Anvisa divulga um modelo de atestado de isenção sugerido para esse fim, a ser emitido por um profissional médico.

O Centro de Orientação ao Viajante poderá chancelar atestado médico de contraindicação que esteja escrito em português, emitindo o Certificado de Isenção, destacando que esse documento não é previsto no RSI e tem a mesma validade que o atestado médico escrito em inglês ou francês. Para esses casos, faz-se necessário que, na avaliação do profissional médico, esteja explícito o porquê da contraindicação à vacina. As possibilidades de contraindicações para a imunização contra a Febre Amarela são: gravidez; alergia a componentes da vacina e pessoas imunodeprimidas. Como recomendação geral de qualquer imunização, consideram-se, ainda, a ocorrência de hipersensibilidade; histórico de reação anafilática após ingestão de ovo e presença de neoplasia maligna.

Demais motivos de contraindicação para vacina contra a febre amarela (Exemplo: idade superior a 60 anos, aleitamento materno, uso de outros medicamentos que não sejam imunossupressores), não são chancelados pela Agência. Nesses casos, o médico que avaliar a contraindicação é quem deverá atesta-la em inglês ou francês. O profissional poderá utilizar o modelo disponibilizado no site da Anvisa.

Fonte: Anvisa

Ministério lança controle online de estoques de remédios

Estados e municípios têm 90 dias para implantar o controle,
que deverá substituir planilhas manuais, ainda usadas por
cerca de 80% do sistema
Estados e municípios têm 90 dias para implantar a gestão

Ministério da Saúde lançou nesta um sistema para controlar a compra, a distribuição, o uso e os estoques de medicamentos no SUS (Sistema Único de Saúde). A base de dados começa a funcionar nesta quarta-feira (25). Estados e municípios têm 90 dias para implantar o controle, que deverá substituir planilhas manuais, ainda usadas por cerca de 80% do sistema. Aqueles que não cumprirem o prazo terão suspensos os repasses de recursos de assistência farmacêutica até a regularização do envio das informações.

“Estamos fazendo o óbvio”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Um programa piloto desenvolvido em Tocantins, Alagoas, Rio Grande do Norte e Distrito Federal indica que o sistema auxilia na redução de desperdícios. Em um trimestre, afirma a pasta, foi possível economizar R$ 20 milhões.

O sistema deve ser implantado para toda a assistência farmacêutica. A ideia é de que haja controle de todos os medicamentos, não apenas aqueles financiados pelo Ministério da Saúde. Informações sobre estoques de remédios adquiridos por Estados e municípios também deverão estar disponíveis.

Até agora, o Ministério da Saúde recebia 20% dos dados por meio do Sistema Hórus, usado para o controle de medicamentos de alto custo. Em todo o País, 15 Estados encaminhavam as informações. Os demais, têm sistemas próprios, mas que não eram compatíveis com o Hórus do Ministério da Saúde. O Web Service, lançado agora, permite que os dados sejam integrados. A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde.

“Transformar bases em informação é que é a arte”, disse Barros. O sistema permite que os dados sejam enviados e, com a nova ferramenta, sejam lidos e processados pela pasta. De acordo com o ministro, a meta é informatizar o sistema. “Estamos fazendo o que devia estar sendo feito desde sempre.” O ministro afirma que, durante a aplicação do sistema, enfrentou obstáculos políticos e técnicos.

R7

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dezembro Vermelho é aprovado pelo Senado

world-aids-day2Ao longo do mês, serão realizadas ações de prevenção, assistência, proteção e promoção das pessoas vivendo com HIV/Aids

A proposta para instituição do Dezembro Vermelho foi aprovada pelo Senado, via Projeto de Lei da Câmara (PLC) 60/2017, na quarta-feira (18). Assim, além do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro, ações de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com o vírus da Aids serão realizadas ao longo do último mês do ano. O projeto segue para sanção presidencial.

De autoria da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o Projeto prevê, também, a iluminação de prédios públicos com luz vermelha, a realização de palestras e atividades educativas, a veiculação de campanhas na mídia e a promoção de eventos para alertar a população sobre os riscos de se contrair essas doenças, além de atividades relacionadas às demais doenças sexualmente transmissíveis. A instituição da campanha já havia sido aprovada em agosto pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, tendo como relatora a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).

As ações do Dezembro Vermelho serão realizadas em parcerias entre o poder público, sociedade civil e organismos internacionais, de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfretamento da Aids e outras ISTs. ““A instituição do Dezembro Vermelho reforça as ações realizadas durante o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro. Precisamos de campanhas que alertem a população sobre o HIV/Aids e que contribua para as ações contínuas de prevenção, cuidados e tratamento realizadas pelo Ministério da Saúde, em conjunto com a sociedade civil”, afirmou a diretoria do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais Conheça também a página do DIAHV no Facebook: https://www.facebook.com/ISTAidsHV

Aplicativo chega para revolucionar o atendimento farmacêutico

Focado na prevenção e no cuidado com a saúde das pessoas, novo aplicativo oferece a comodidade de receber o farmacêutico em casa para um consulta particular

Há pelo menos três anos a prática da consulta farmacêutica foi homologada por força da Lei 13.021 e de duas portarias do Conselho Federal de Farmácia. Desde então, as farmácias estão se adaptando e, aos poucos, destinando um espaço exclusivo para os consultórios farmacêuticos, onde as consultas podem ser realizadas. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, dados preliminares do Censo Demográfico Farmacêutico feito pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, indicam que já existem 1.453 consultórios farmacêuticos em todo o país. Mas não são apenas as farmácias ou redes que estão investindo nas consultas farmacêuticas.

Farmacêutico-bioquímico com doutorado em Farmacologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Dr. Niraldo Paulino tem mais de 20 anos de experiência no ramo. Com todo o conhecimento adquirido, tanto na teoria, quanto na prática, ele teve a ideia, em 2016, de criar uma plataforma de atendimento farmacêutico focada na prevenção e no cuidado com a saúde das pessoas. Assim nasceu o aplicativo e-Santé.

O aplicativo é o único no mercado a oferecer atendimento farmacêutico domiciliar. Ele funciona de forma parecida com os aplicativos de transporte, só que em vez de conectar motoristas e pessoas que precisam se locomover, ele serve como um elo entre o farmacêutico e o paciente. “Desta forma, a pessoa pode contratar uma consulta farmacêutica, agendar com o profissional, recebê-lo em casa e ter toda a atenção e cuidado que necessita, sem precisar ir até a farmácia. Mais comodidade, exclusividade e segurança, além de facilitar o acesso de idosos ou de pessoas com mobilidade reduzida a um atendimento de saúde com qualidade”, explica Niraldo Paulino, diretor da Medical Lex, empresa proprietária do aplicativo.

Segundo o Conselho Federal de Farmácia, em 2015 existiam mais de 195 mil farmacêuticos cadastrados nos conselhos regionais. “Se todos eles aderirem ao atendimento pelo aplicativo, uma grande rede de atenção à saúde será criada no país, o que vai melhorar a qualidade de vida da população como um todo”, afirma Paulino.

Como o app muda a vida do farmacêutico?
Atualmente, o farmacêutico só consegue atender à população durante seu horário de trabalho, na farmácia. Com isso, ele recebe seu salário conforme a quantidade de horas trabalhadas, que pode chegar, no máximo, a oito horas diárias. Atualmente, o piso salarial do profissional farmacêutico de Farmácia/Drogaria no estado de São Paulo, para a carga horária de 44 horas semanais, é de R$2.945,00, de acordo com o site do Conselho Regional de Farmácia.

Levando isso em consideração, o profissional que atuar pelo aplicativo, de forma independente, e estipular um valor médio de R$50,00 pelo serviço de consulta farmacêutica, irá receber R$8.800,00 ao fim do mês, caso trabalhe as mesmas 44 horas semanais, e realize um atendimento por hora. Isso significa um aumento de quase 300% na renda mensal do profissional.

“Para efeito de comparação, caso o farmacêutico realize apenas três atendimentos por dia, de segunda a sexta-feira, cobrando R$50,00 por consulta, ele receberá R$3.000,00 no fim do mês, superando o piso salarial do farmacêutico em São Paulo”, destaca o idealizador do aplicativo.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, os profissionais poderão realizar os seguintes atendimentos nas consultas farmacêuticas:
  • Orientar os pacientes sobre como usar os medicamentos prescritos pelo profissional de saúde consultado;
  • Avaliar os medicamentos que o paciente usa, seja em relação a dosagem, horário de consumo e até possíveis interações;
  • Comunicar-se com outros profissionais de saúde que já atendem o paciente para emitir um parecer farmacêutico e discutir tratamentos de forma integrada;
  • Encaminhar pacientes a outros profissionais de saúde;
  • Conversar com o paciente sobre sintomas e evolução da doença;
  • Solicitar exames laboratoriais para acompanhamento clinico e realizar medidas como as de temperatura e pressão, caso necessário;
  • Registrar as ações em um prontuário do paciente;
  • Prescrever medicamentos que sejam isentos de prescrição médica.
O aplicativo e-Santé já está disponível para download nas lojas de aplicativos para smartphones Android e IOS. A versão dos pacientes é chamada apenas de e-Santé, já a versão dos farmacêuticos é e-Santé Profissional.

Para mais informações, acesse o site do aplicativo: www.e-sante.com.br.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Publicadas as novas DCNs do Curso de Graduação em Farmácia

Mais uma vitória da profissão farmacêutica pode ser comemorada hoje, com a publicação, no Diário Oficial da União, da Resolução Nº 06/2017, de 19 de outubro de 2017, da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE)


Junto com o Parecer CES/CNE nº 248/2017, publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira, a resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia (DCNs) – Leia, na íntegra, o teor do documento AQUI.

O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, destaca o fato de o CNE/CES ter acatado a proposta formulada pela profissão farmacêutica. “O texto foi elaborado em um processo de construção coletiva, democrático e transparente, que resultou de uma série de eventos promovidos pelo CFF, Abef, Enefar e demais entidades farmacêuticas, a partir de 2014”, observa. As novas DCNs contemplam, em seu bojo, quatro mil horas, com cinco anos de integralização e três eixos para a formação: Cuidado em Saúde (50%), Tecnologia e Inovação em Saúde (40%) e Gestão em Saúde (10%). Os estágios serão iniciados, no máximo, até o 3º semestre, e os cursos apenas poderão ser coordenados por farmacêutico.

“As novas DCNs são fruto de uma proposta dos farmacêuticos e estudantes de Farmácia para a profissão farmacêutica e a sociedade. Orgulhamo-nos da contribuição que pudemos dar para uma formação que certamente atenderá às necessidades contemporâneas de saúde da população, nos aspectos que envolvem as competências, habilidades e atitudes desses profissionais”, conclui Walter da Silva Jorge João. Ele parabeniza os farmacêuticos e às entidades farmacêuticas que participaram da elaboração do documento. “Muito obrigado ao CNE e, em especial ao Dr. Luiz Roberto Lisa Curi, a quem homenageamos com a Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional no mês de setembro, por sua grande colaboração nesta empreitada”, agradece.

Fonte: CFF

Curso online e ao vivo ensina como ter qualidade e segurança em cirurgias e procedimentos invasivos

No dia 7 de novembro, de 8h30 às 13h00, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) promove a Live Cirurgia Segura, transmissão, ao vivo, do curso Introdução aos Padrões do Manual de Cirurgia e Procedimentos Invasivos Seguros. A aula será ministrada pelo coordenador de Acreditação do CBA e membro do Comitê Internacional de Padrões da Joint Commission International (JCI), José de Lima Valverde Filho, e permitirá interação em tempo real entre os participantes e o docente

Voltado para profissionais com ensino superior nas áreas da saúde, administração e engenharia (relacionados à gestão ou prática em serviços de saúde), o curso vai abordar os padrões referentes à estrutura, processos e resultados aplicáveis aos procedimentos cirúrgicos e invasivos e atentar para a importância de adesão e conformidade com padrões relacionados às etapas que antecedem, ocorrem imediatamente antes, durante, logo após e sucedem as cirurgias e procedimentos invasivos.

Além disso, vai abordar a lista de verificação para cirurgia segura da Organização Mundial da Saúde (OMS) e falar sobre a Certificação em Segurança e Qualidade em Cirurgia Segura, desenvolvida pelo CBA e o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), que visa assegurar a eficiência e dar mais assertividade aos procedimentos cirúrgicos dos hospitais brasileiros.

Como funciona?
A instituição ou profissional interessado, receberá um login de acesso à plataforma CBA de Cursos Online e poderá assistir as aulas e tirar dúvidas em tempo real. Após a transmissão, terá acesso às videoaulas e apresentações pelo período de 30 dias.

Grupos ou instituições que desejarem, podem contar presença de um educador do CBA para acompanhar e responder questionamentos dos profissionais que estiverem presentes no local ao longo do dia.

Para saber como contratar o educador e para outras informações sobre a Live Cirurgia Segura, acesse http://ead.cbacred.org.br/curso/live-cba-introducao-aos-padroes-do-manual-de-cirurgia-e-procedimentos-invasivos-seguros-cba-e-cbc.

Nathália Vincentis
Jornalismo
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Tel.: (21) 3798-4357

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Inscrições abertas para o curso de atenção à saúde das mulheres

provab 2 0Profissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre a saúde da mulher, já podem se inscrever na segunda oferta do curso Saúde das mulheres na Atenção Básica: protocolo clínico para enfermagem, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS

As inscrições podem ser realizadas até 19 de novembro, neste link. O curso é gratuito, autoinstrucional e tem início imediato.

Fruto da parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB) e Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, o curso tem como objetivo difundir o atendimento integral e humanizado, considerando as questões de gênero e sexualidade que envolvem a diversidade das mulheres. Para isso, traz os diferentes contextos vividos pelas mulheres, abordando os principais agravos que as levam a buscar um serviço de saúde.

Assim, a proposta é reconhecer a importância das ações de acompanhamento para a melhoria dos serviços de saúde disponibilizados para elas, proporcionando ao profissional de saúde reflexão sobre a importância do seu papel, no momento do acolhimento, enquanto cuidador e facilitador da autonomia.

Com carga total de 45h, a oferta é dividida em três módulos que podem ser realizados separadamente e segundo a ordem escolhida pelo aluno, que poderá obter certificação pela oferta educacional completa (45H), se concluir todos os três módulos, ou por cada módulo concluído individualmente (15H).

O primeiro módulo trata da saúde sexual e reprodutiva e da atenção às mulheres em situação de violência; o segundo aborda a atenção às mulheres no pré-natal de baixo risco, puerpério e promoção do aleitamento materno; e o terceiro e último módulo tem como enfoque atenção ginecológica, climatério e prevenção dos cânceres de colo de útero e mama. Todos os módulos são baseados nos protocolos referentes à Atenção Básica.

Apesar do público alvo do curso serem os enfermeiros, demais interessados também podem acessar o curso para conhecer os procedimentos de enfermagem, buscando o melhor fluxo e diálogo no atendimento ofertado na Atenção Básica.

Os alunos inscritos terão como prazo final o dia 28 de março de 2018 para conclusão dos cursos.  Acesse o curso

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos

Fonte: UNASUS

Fiocruz lança aplicativo de prevenção ao tromboembolismo venoso

Em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização da Trombose, celebrado em 13 de outubro, o programa de produção e disseminação de informações e tecnologias de qualidade e segurança do paciente do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Proqualis/Icict/Fiocruz) lança o aplicativo de classificação de risco e prevenção perioperatória do tromboembolismo venoso (TEV)

O aplicativo, chamado Risco e Prevenção de TEV, foi desenvolvido no escopo do projeto de pesquisa “Desenvolvimento e avaliação de uma estratégia para implementação do checklist de cirurgia segura da Organização Mundial da Saúde (OMS)” e pode ser instalado, gratuitamente, em qualquer dispositivo.

A coordenadora geral do Proqualis e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Púbica (Ensp/Fiocruz), Margareth Portela, explica que o aplicativo foi desenvolvido a partir da introdução de um item para averiguação da necessidade de profilaxia para tromboembolismo, um problema que ocorre com frequência e pode ser prevenido. “Incluir esse item gerou a necessidade de discussão sobre a profilaxia do tromboembolismo, muito pouco padronizada, pelo que observamos. Assim, desenvolvemos o aplicativo voltado para a classificação de risco de tromboembolismo e recomendações para a sua prevenção, conforme o risco”, diz Margareth.

De acordo com a médica cirurgiã do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (HSFE) e colaboradora do projeto de pesquisa que desenvolveu o aplicativo, Claudia Regadas, a realização de cirurgia é um importante fator de risco isolado para a ocorrência de TEV, especialmente quando o procedimento tem longa duração, e envolve cirurgia oncológica, bariátrica, ortopédica do quadril ou joelho, ou cirurgia do politraumatizado. “Outros fatores como idade do paciente, uso de anticoncepcional hormonal, insuficiência cardíaca congestiva e muitos outros também devem ser considerados ao avaliar o risco de desenvolvimento de TEV”, explica Claudia.

A médica acrescenta que a indicação de profilaxia de TEV baseia-se na alta frequência de complicações graves e no fato de a maioria dos pacientes ser assintomática ou apresentar sintomas inespecíficos. O risco de embolia pulmonar fatal cai para 0,15% quando é feita profilaxia com heparina por 7 dias. “A profilaxia adequada é o modo mais efetivo de prevenir o TEV, entretanto, existe ainda extrema variabilidade em sua utilização, refletindo um distanciamento entre as recomendações baseadas em evidência científica e a prática clínica, sendo descrito subindicação ou uso por tempo menor que o recomendado”, afirma Claudia.

Doenças cardiovasculares
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte prevenível em todo o mundo. Entre os problemas cardiovasculares que mais matam estão o ataque cardíaco, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o tromboembolismo venoso (TEV). A campanha global é liderada pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH) e reforça a importância da prevenção e tratamento adequado do TEV.

Dia Mundial de Conscientização da Trombose
O Dia Mundial de Conscientização da Trombose tem como objetivos: aumentar a conscientização sobre a doença; reduzir o número de casos não diagnosticados; incrementar medidas para prevenção baseada em evidências; incentivar sistemas de saúde a criar estratégias para garantir as melhores práticas de prevenção; diagnosticar, tratar e incrementar recursos adequados a estas ações e para o apoio à pesquisa relacionada à redução da carga da trombose.

Mais dados sobre o TEV – A literatura aponta que em pacientes cirúrgicos, na ausência de profilaxia, o risco de TEV é de 15% a 40%. Por outro lado, um estudo realizado em 358 hospitais, envolvendo 32 países, com 70 mil pacientes internados, apontou uma taxa de risco de TEV de 50%, com apenas metade dos classificados de risco realizando a profilaxia (fonte: Venous Thromboembolism riskprophylaxis in hospitalised medically ill patients). Para baixar o aplicativo Risco e Prevenção de TEV: https://proqualis.net/listadeverificacao/aplicativo-risco-e-prevenção-de-tev

Fonte: CFF

Decreto que altera doação de órgãos é publicado no Diário Oficial

Com novo texto, todo brasileiro deixa de ser um potencial doador

O decreto que altera a doação de órgãos no País foi publicado nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial da União. O novo texto deixa de considerar todo brasileiro como potencial doador, ao retirar a expressão “doação presumida”, e reforça a vontade da família para a liberação dos órgãos. O decreto 9.175, que altera o Sistema Nacional de Transplantes, foi assinado na quarta-feira (18) pelo presidente Michel Temer.

O documento retira a possibilidade de consentimento presumido para doação, que é o princípio de que todo cidadão é doador de órgão, por definição. Na doação presumida a pessoa que não quisesse doar seus órgãos, necessitava registrar a expressão “não doador de órgãos e tecidos” em documentos como o RG ou carteira de habilitação. Assim, todo brasileiro que não registrasse sua vontade, em vida, era presumidamente um potencial doador, mesmo que a família tivesse de ser obrigatoriamente consultada. Agora, a decisão da família ganha mais força e precisa ser expressa para a autorização do transplante.

O Planalto alega que, na prática, o termo “presumido” já tinha sido alterado pela Lei 10.211/2001, que definiu pelo consentimento familiar. No entanto, como o decreto antigo ainda citava o consentimento presumido, era necessário atualizar com as legislações posteriores. O decreto ainda regulamenta a Lei 9.434, de 1997, conhecida como Lei dos Transplante de Órgãos, e também inclui o companheiro como autorizador da doação. Até então, era necessário ser casado oficialmente com o doador para autorizar o transplante.

“A autorização deverá ser do cônjuge, do companheiro ou de parente consanguíneo, de maior idade e juridicamente capaz, na linha reta ou colateral, até o segundo grau, e firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte”, diz o texto em seu parágrafo 1º do Artigo 20. “Este novo decreto vai fortalecer a legislação que regula todo o processo de doação e transplante no Brasil, de modo a aperfeiçoar o funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes frente a evolução das ações e serviços da rede pública e privada de saúde”, disse o ministro substituto da Saúde, Antônio Nardi.

A lei cria ainda a Central Nacional de Transplantes. Ela vai administrar as informações sobre a redistribuição de órgãos doados a pacientes da lista de espera, caso o paciente anteriormente selecionado não faça o transplante. Além disso, a central vai apoiar o gerenciamento da retirada de órgãos e tecidos e apoiar seu transporte, incluindo a interlocução com a FAB (Força Aérea Brasileira).

Neurologista dispensado
Outra mudança do decreto é a não exigência de um neurologista para diagnosticar a morte encefálica, que, segundo o Ministério da Saúde, era uma demanda do CFM (Conselho Federal de Medicina). No novo texto, o diagnóstico de morte encefálica será confirmado com base nos critérios neurológicos definidos em resolução específica do conselho.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é, em números absolutos, o segundo maior transplantador do mundo. O país tem 27 centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, além de 14 câmaras técnicas nacionais, 506 centros de transplantes, 825 serviços habilitados, 1.265 equipes de transplantes, 63 bancos de tecidos, 13 bancos de sangue de cordão umbilical públicos, 574 comissões Intra-hospitalares de Doação e Transplantes e 72 organizações de Procura de Órgãos.

R7

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Uma a cada dez brasileiras tem endometriose

colica  mulherSensibilidade à flor da pele e vontade grande de comer doce são sentimentos comuns durante o período menstrual. Mas para as 10% das mulheres brasileiras esse momento é um tormento, por causa das fortes dores de cólica que aumentam nesses período por causa da endometriose

A endometriose é uma doença inflamatória que ataca o tecido do útero, os ovários, a bexiga e até o intestino. “O diagnóstico não é fácil e é mais comum em mulheres que estão no período reprodutivo. A doença pode surgir logo após as primeiras menstruações. Além disso, muitas mulheres a confundem com cólicas menstruais”, explica Euzi Bonifacio, enfermeira e técnica da área da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.

Os sintomas da doença podem surgir na adolescência como cólica menstrual forte, dores durante a relação sexual, entre as menstruações, ao defecar e ao urinar, sangramento na urina ou nas fezes e infertilidade.

Após sofrer episódios de dores abdominais intensas e cólicas fortes, Renata Garcia Nerys, da cidade de Araucária, no Paraná, recebeu o diagnóstico de endometriose em 2013. “A endometriose prejudica muito minha rotina de trabalho, pois sinto dores o tempo todo e não dá para ficar nem muito em pé, nem muito sentada. Em casa, na minha rotina diária, não aguento fazer tanto esforço. Durante e depois da relação sexual também sinto muitas dores, uns dias mais e outros menos. Parece que tem dias que tudo dói mais. O meu intestino não funciona mais legal, tenho muita dificuldade nessa parte”, conta Renata.

Diagnóstico
Na maioria dos casos, o diagnóstico clínico-ginecológico é suficiente, permite iniciar o tratamento e manter o acompanhamento da mulher a fim de avaliar a resposta terapêutica. “A escolha do tratamento deve levar em consideração a gravidade dos sintomas, a extensão e localização da doença, o desejo de gravidez, a idade da paciente, efeitos adversos dos medicamentos e complicações cirúrgicas”, ressalta a técnica da área da Saúde da Mulher.

Tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento medicamentoso ou cirúrgico, ou ainda a combinação desses. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação. Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. “Tudo vai depender do diagnóstico e do planejamento familiar da mulher”, explica a técnica. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, e não obtém melhora com o tratamento medicamentoso, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento. Os exames laboratoriais e de imagem podem contribuir. A vídeo-laparoscopia é indicada apenas nos casos que não melhoram com o tratamento instituído.

Alimentação e exercícios influenciam?
“Isso é um mito. Não têm estudos científicos que provem a verdadeira causa da endometriose”, destaca Euzi. Segundo ela, ainda estão sendo estudadas as possíveis causas da endometriose, para saber se são fisiológicas, hormonais, de hereditariedade, entre outras. “O que podemos dizer é que todo mundo deve ter uma alimentação saudável e adequada de preferência evitar alimentos processados”, enfatiza a técnica, conforme orienta o Guia Alimentar da População Brasileira. “Já os exercícios físicos podem ajudar a mulher a ter mais disposição e controlar a dor”, completa

Infertilidade
Hoje, a maior causa de infertilidade é a endometriose. A instalação da doença nos ovários pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma. Este cisto pode atingir grandes proporções e comprometer o futuro reprodutivo da mulher. O diagnóstico e tratamento precoce são importantes para prevenir a infertilidade. “É importante destacar que nem todas as mulheres que têm a doença não podem ter filhos. Ou seja, as mulheres afetadas pela doença fazerem o tratamento correto”, esclarece Euzi.

A endometriose tem cura?
A endometriose é considerada uma doença crônica, portanto, sem cura definitiva. Entretanto, os tratamentos com cirurgia ou medicamentos específicos podem permitir uma melhor qualidade de vida às portadoras da doença. Alguns estudos recentes mostraram que cirurgias que conseguem extrair todas as lesões visíveis podem diminuir ou retardar a recorrência das lesões e dos sintomas de endometriose.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Peptídeo encontrado em vespa brasileira pode combater superbactérias

http://www.fiepr.org.br/boletins-setoriais/7/especial/dbimages/206441_img.png
Foto: Fotolia
Bactérias resistentes são consideradas grande ameaça global segundo OMS

Na vespa Polybia dimorpha, que habita o cerrado brasileiro, pode estar uma arma contra as superbactérias, ameaça global sobre a qual a Organização Mundial de Saúde já lançou alerta. Isso porque no veneno do inseto há um peptídeo que fura a parede celular das bactérias causando dano estrutural grande o suficiente para matar os micróbios.

O peptídeo pode ser sintetizado quimicamente e está sendo pesquisado por cientistas do Instituto Butantan, da UnB, e da Unesp. Batizado de polydim-1, ele pode ser eficaz contra bactérias resistentes a múltiplos antibióticos e parece não ser tão nocivo para mamíferos.

Para testar o potencial do polydim-1, foram usadas amostras de pacientes que tiveram infecções severas e que estavam armazenadas na biblioteca de microbiologia do Centro Universitário de Brasília (Uniceub). “Sem dúvida foi a molécula mais promissora com a qual eu trabalhei até agora. Observamos uma atividade especialmente grande em bactérias que apresentam mecanismos de resistência”, diz Marisa Rangel, do Butantan.

Mesmo com o ótimo desempenho in vitro (e bons indicativos de testes anteriores in vivo), para a molécula virar remédio outros fatores estão em jogo, como o interesse da indústria farmacêutica em custear testes em seres humanos.

O custo para sintetizar uma molécula dessas é muito maior do que aquele dos antibióticos clássicos — milhares de reais. Uma alternativa para baratear a síntese seria tentar simplificar a molécula, tirando alguns dos seus 22 aminoácidos. Outra opção é mudar o processo de fabricação e usar fungos modificados geneticamente na produção.

Com informações do jornal Folha de São Paulo.

Fiep

Doença rara que leva à cirrose e morte ganha tratamento

http://mms.businesswire.com/media/20151208006282/en/499821/5/US_Kanuma_Product_Vial_FINAL.jpgMedicamento para tratar deficiência de lipase ácida lisossômica (LAL) é aprovado pela Anvisa. Doença rara pode levar à morte prematura

Um novo medicamento para tratar a deficiência de lipase ácida lisossômica (LAL) ganhou registro no Brasil. A Anvisa aprovou o medicamento Kanuma (alfassebelipase) com a indicação de tratamento de longo prazo desta deficiência que pode levar à fibrose hepática, cirrose, insuficiência hepática e morte prematura.

A deficiência é hereditária e muito rara. O problema é provocado por uma produção ineficiente de LAL que leva ao acúmulo de gordura em órgãos importantes do organismo.

Indicação da alfassebelipase
O produto Kanuma (alfassebelipase) foi aprovado para a seguinte indicação terapêutica: “terapia de reposição enzimática prolongada em pacientes de todas as idades com deficiência de lipase ácida lisossomal (LAL)”.

Entenda em detalhes
A substância ativa do Kanuma, alfassebelipase, é uma lipase ácida lisossômica (LAL) humana recombinante, produzida na clara de ovo de Gallus gallus transgênico por tecnologia de DNA recombinante (rDNA).

O produto foi desenvolvido como terapia de reposição enzimática (TRE) destinada ao tratamento de longo prazo de indivíduos com deficiência de LAL, um distúrbio monogênico recessivo autossômico muito raro no qual os indivíduos afetados apresentam deficiência de LAL (LAL-D), o que leva ao acúmulo lisossômico de ésteres de colesterol e triglicerídeos em diversos tecidos e tipos de células por todo o corpo em pacientes lactentes, pediátricos e adultos.

A alfassebelipase trata a causa subjacente da LAL-D ao substituir a atividade da enzima lipase ácida lisossomal (LAL) que está ausente ou é deficiente em pacientes com LAL-D.

ANVISA

Esquizofrenia e depressão bipolar têm novo tratamento

http://media.mmm-online.com/images/2011/01/25/latuda_web_142037.jpg?format=jpg&zoom=1&quality=70&anchor=middlecenter&width=320&mode=padMedicamento antipsicótico aprovado pela Anvisa deve ser nova alternativa de tratamento para pacientes com esquizofrenia e depressão associadas ao transtorno bipolar

Um medicamento inédito para a esquizofrenia e depressão associadas ao transtorno bipolar recebeu registro da Anvisa.

O novo produto é o Latuda (cloridrato de lurasidona), um antipsicótico que deve ser comercializado em comprimidos de 20mg, 40mg e 80mg, em embalagens de 7, 14, 30 ou 60 comprimidos.

O novo produto traz algumas melhorias para o paciente como a baixa alteração do perfil metabólico, o que significa menor ganho de peso e alterações limitadas no perfil de gorduras e glicose do organismo.

Como se trata de um antipsicótico, a lurasidona foi enquadrada na categoria de medicamentos controlados e sua venda será feita somente com receita especial em duas vias.

O medicamento já havia sido aprovado na Europa e nos EUA. O registro foi publicado na última segunda-feira (16/10).

ANVISA

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desenvolvimento de antibióticos potentes ainda é lento, alerta OMS

Enquanto isso, o número de mortes pela falta desses medicamentos não para de crescer. Só a tuberculose resistente mata 250 mil pessoas por ano

Embora microscópicas e unicelulares, bactérias são extremamente espertas. Seres vivos mais antigos a habitar o planeta, elas aprenderam, na história evolutiva, a contornar as ameaças à sua existência. Graças a essa propriedade de mutação genética, as espécies patógenas adquiriram resistência aos antibióticos. E se elas foram rápidas na ação - afinal, a penicilina foi descoberta há menos de 90 anos -, a ciência não está acompanhando esse ritmo. Em relatório divulgado em setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a pesquisa de novos medicamentos está atrasada, ao mesmo tempo em que o número de óbitos provocados por doenças transmitidas por bacilos e outros micróbios perigosos continua em alta.

O documento Antibacterial agents in clinical development - An analysis of the antibacterial clinical development pipeline, including Mycobacterium tuberculosis (Agentes antibacterianos em desenvolvimento clínico — Uma análise do desenvolvimento clínico em andamento, incluindo Mycobacterium tuberculosis) aponta que apenas a tuberculose resistente a antibióticos mata 250 mil pessoas por ano. Ao mesmo tempo, de 51 drogas e combinações de medicamentos dessa classe em testes para tratamento de patógenos resistentes prioritários, somente oito são considerados pela OMS como verdadeiramente inovadores, com “potencial de adicionar valor ao arsenal atual”.

“A resistência antimicrobiana é uma emergência de saúde global que vai comprometer seriamente o progresso da medicina moderna”, avaliou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em um comunicado. “Há uma necessidade urgente de mais investimento em pesquisa para infecções resistentes a antibióticos, incluindo tuberculose, ou, de outra forma, seremos forçados a voltar a um tempo em que as pessoas temiam infecções comuns e arriscavam suas vidas durante pequenas cirurgias”, alertou.

O infectologista do Hospital Santa Lúcia Werciley Júnior, chefe da Comissão de Controle de Infecção do Grupo Santa, lembra que as duas últimas grandes novidades em antibióticos de largo espectro e para combate a bactérias gram-negativas ocorreram, respectivamente, em 1994 e 1998. Há dois anos, uma combinação de drogas preexistentes se mostrou eficaz para a temida KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase), popularmente chamada de superbactéria. Esse regime ainda não foi aprovado no Brasil.

Júnior explica que um conjunto de fatores contribui para que as bactérias alterem seus genes de forma a se tornar resistentes aos medicamentos. Os dois principais são o mau uso e o uso abusivo dessa classe de remédios. “Há até pouco tempo, tomava-se antibiótico para tudo: gripe, resfriado, qualquer doença viral”, recorda. “E as pessoas têm essa mania de parar de tratar quando se sentem bem clinicamente. Não pode interromper o tratamento em um primeiro momento, é preciso um uso racional e coerente”, diz.

Mau uso
A coordenadora do Comitê de Resistência Antimicrobiana da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Ana Gales, explica que, mesmo quando há indicação para o antibiótico, é essencial saber com qual bactéria se está lidando. “Quando falamos em uso adequado, estamos falando daquele feito de acordo com o resultado do antibiograma, que é o teste realizado em laboratório para saber se a bactéria é sensível ao antibiótico ou não”, diz. “Com isso estabelecido, a dose correta deve ser prescrita pelo período apropriado de tempo.”

No Brasil, desde 2010, os antibióticos só podem ser comprados com receita médica. Essa é uma medida considerada fundamental pela OMS, para reduzir os riscos de resistência. Contudo, alguns países ainda vendem essas drogas sem necessidade de prescrição. Pesquisa do Escritório Regional da OMS na Europa de 2014 revelou que, em 19 países do continente, era possível comprar alguns antibióticos sem receita; em cinco, a venda pela internet, sem indicação médica, era comum; e em 12, os cidadãos adquiriam facilmente as drogas em clínicas veterinárias e no mercado negro.

O infectologista Werciley Júnior destaca que, além do mau uso e do exagero na utilização dos antibióticos, a aplicação desse tipo de medicamento na pecuária tem grande parcela de culpa no problema das bactérias resistentes. “Quem mais consome antibiótico no mundo são os animais”, lembra. Estudo recente divulgado na revista Lancet Infectious Diseases revelou que na China, por exemplo, a emergência de uma ampla variedade da bactéria E.coli super-resistente a medicamentos está diretamente associada à aplicação de antibióticos na criação suína. “A chave para frear o crescimento das bactérias resistentes é evitar o uso de antibióticos não só em humanos, mas na criação de animais, de desinfetantes e de metais pesados que têm ação antimicrobiana e podem favorecer a resistência bacteriana”, reforça Ana Gales, da SBI.

Prioridades
No relatório divulgado ontem, a OMS listou 12 classes de patógenos prioritários, além do bacilo de Koch, causadores de infecções comuns, como pneumonia e infecção urinária, que estão se tornando extremamente resistentes e, por isso, precisam de novos agentes de combate. Entre eles estão os micro-organismos gram-negativos, incluindo a Acinetobacter e a Enterobacteriaceae.

A OMS alerta que há pouca pesquisa para formulação tanto de antibióticos utilizados em hospitais quanto para os medicamentos orais. “As companhias farmacêuticas e os pesquisadores devem se focar, urgentemente, em novos antibióticos contra certos tipos de infecções extremamente sérias, que podem matar os pacientes em questão de dias, porque não temos linha de defesa contra eles”, alerta Suzanne Hill, diretora do Departamento de Medicamentos Essenciais da OMS.

De acordo com o infectologista Werciley Júnior, a resistência a antibióticos é justamente uma das causas de haver pouca novidade na área. “Para produzir um novo antibiótico, a indústria leva cerca de 10 anos e quatro etapas de pesquisa, a um custo que pode chegar a US$ 8 bilhões. Aí a bactéria rapidamente se torna resistente a ele, e o remédio deixa de ser lucrativo”, explica.

Ministério vai contestar na Justiça decisão que restringe funções de enfermeiros no SUS

Segundo a pasta, a decisão impacta o funcionamento das unidades básicas de saúde e pode levar a uma redução do acesso aos serviços

O Ministério da Saúde vai encaminhar à Advocacia Geral da União subsídios para contestação na Justiça da decisão que restringe as atribuições dos enfermeiros no SUS. Num documento divulgado quarta-feira, 11, a pasta afirma que a decisão limitando as atividades dos profissionais, concedida há duas semanas numa ação movida pelo Conselho Federal de Medicina, impacta o funcionamento das unidades básicas de saúde e pode levar a uma redução do acesso aos serviços.

A declaração foi feita no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) divulgaram uma nota pedindo pressa para que a União recorra da decisão judicial. No comunicado, entidades alertam para os prejuízos que a restrição pode provocar para a saúde da população. Os impactos já começariam a ser sentidos agora, durante a campanha Outubro Rosa, que faz a detecção do câncer de mama.

A decisão da 20ª Vara Federal do Distrito Federal suspende a possibilidade de enfermeiros solicitarem exames no SUS. A atividade há anos é executada na atenção básica por esses profissionais e é apontada como essencial em alguns programas, como o de Doenças Sexualmente Transmissíveis, o de diabetes e de hipertensão.

“Estamos muito preocupados”, resumiu o presidente do Conasems, Mauro Junqueira. A diretora técnica do Centro de Referência e Treinamento de Aids do Estado de São Paulo, Maria Clara Gianna, conta que ao longo desta semana a coordenação recebeu inúmeros telefonemas de cidades do Estado, com dúvidas sobre como proceder a partir de agora.

“É impossível pensar no combate à atual epidemia de sífilis sem a participação direta de enfermeiros, auxiliando sobretudo com os exames, com testes rápidos”, disse Maria Clara. A diretora observou ainda que as atribuições da classe profissional no atendimento de DSTs, existem há anos. “Isso consta de protocolos, fruto de discussões, de treinamentos. Todos ganham com o trabalho feito em equipe. Enfermeiros auxiliando nos exames, no aconselhamento, são essenciais”, completou a diretora.

O Conselho Federal de Enfermagem apresentou semana passada à Justiça um pedido de reconsideração da medida liminar. O presidente do Cofen, Manoel Neri, afirmou que a análise do pedido somente será feita depois de o Conselho Federal de Medicina se manifestar sobre o tema. “Caso o juiz mantenha a decisão, vamos recorrer no Tribunal Regional Federal”, observou.

Conass e Conasems argumentam também que as atribuições atuais dos enfermeiros têm respaldo legal. ” São ações de extrema relevância para o Sistema Único de Saúde e sua paralisação causará graves prejuízos à saúde da população”. A ação que limita a atuação dos enfermeiros foi interposta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sob o argumento de que essas tarefas são atribuições exclusivas do médico. Para o Cofen, com a liminar enfermeiros ficariam impedidos de solicitar exames. A atribuição de renovar receitas médicas está mantida.

Estadão

O fim da picada para o diabetes

O glicosímetro FreeStyle Libre, da Abbott, acaba de ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em crianças e adolescentes na faixa dos quatro aos 17 anos que sofrem de diabetes

O produto está disponível no site https://www.freestylelibre.com.br/index.html pelo valor de R$ 239,90 (leitor) e R$ 239,90 (cada sensor). O site também está com uma promoção do kit inicial, contendo um leitor mais dois sensores por R$ 599,70 (um desconto de R$ 120,00).

“Essa geração viverá com a mensuração da glicose via líquido intersticial, em vez do sangue após o diagnóstico do diabetes”, diz Sandro Rodrigues, Country Manager da Divisão de Cuidados para Diabetes da Abbott no Brasil. Isso significa o fim da picada diária no dedo.

“Além disso, ao fornecer informações tangíveis sobre como a alimentação e o estilo de vida influenciam na gestão da glicose, o FreeStyle Libre está contribuindo para formar adultos cada vez mais conscientes sobre a importância de ampliar os cuidados com a saúde para minimizar os riscos da doença”, completa.

O glicosímetro possui um sensor que é aplicado de forma indolor na parte traseira superior do braço da criança. “Para fazer o monitoramento, o paciente, seus pais ou responsáveis precisam apenas passar o leitor sobre a superfície do sensor e a medida da glicose aparece na tela do aparelho”, explica o gerente. Cada sensor pode permanecer no braço por até 14 dias consecutivos, sem que seja necessário trocá-lo.

CFF publica nota técnica sobre manipulação de antineoplásicos

A manipulação de medicamentos antineoplásicos é ato privativo intransferível e indelegável do farmacêutico. Esse é o parecer emitido pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) por meio de nota técnica sobre o tema (leia aqui)

Objetivando alinhar conceitos e entendimentos acerca deste tema com os Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs), O CFF enfatiza na nota que nenhum outro profissional de saúde, quer seja ele de nível superior ou de nível médio, pode realizar esse ato, nem mesmo sob a supervisão do farmacêutico.

A nota técnica reitera e detalha o que já está previsto na Resolução nº 623, de 29 de abril de 2016 (para baixar, clique aqui). A norma “dá nova redação ao artigo 1º da Resolução/CFF nº 565/12, estabelecendo titulação mínima para a atuação do farmacêutico na oncologia”. O artigo 1º da Resolução/CFF nº 623/16, alterado pela Resolução/CFF nº 640/17, estabeleceu que como sendo atribuição privativa do farmacêutico o preparo dos antineoplásicos e demais medicamentos que possam causar risco ocupacional ao manipulador (teratogenicidade, carcinogenicidade e/ou mutagenicidade) nos estabelecimentos de saúde públicos ou privados.

“Ao publicar a resolução, o CFF considerou a importância e a necessidade, nos estabelecimentos de saúde, de se estabelecer rotinas e procedimentos e de se assegurar condições adequadas de formulação, preparo, armazenagem, conservação, transporte, dispensação e utilização de antineoplásicos”, comenta o coordenador do Grupo de Trabalho sobre Farmácia Hospitalar e conselheiro federal pelo estado do Rio Grande do Sul, Josué Schostack.

“Além disto, buscou garantir o gerenciamento correto dos resíduos oriundos da manipulação desses medicamentos, em prol da segurança do farmacêutico, do paciente, da equipe multidisciplinar e do meio ambiente”, completa o conselheiro.

CFF

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Consumo moderado de sal iodado é importante para saúde

sal2Hoje temos muitas opções de sais para consumo humano no mercado. Diante de tanta variedade, você sabe a importância do consumo moderado iodado? Os benefícios são vários, entre eles o funcionamento normal dos hormônios da tiroide e o desenvolvimento dos bebês durante a gestação

O sal branco foi definido pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) do Ministério da Saúde para aumentar a oferta de iodo à população brasileira. Para que não haja um excesso ou deficiência de iodo para o consumidor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com Ministério da Saúde, faz o monitoramento.

É importante que as mulheres grávidas façam o pré-natal e sejam orientadas por profissional de saúde. “O sal branco é importante na dieta, mas é relevante lembrar que ele deve ser consumido dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para que a pessoa não desenvolva doenças crônicas”, explica o coordenador-adjunto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson. A recomendação da OMS é consumir até cinco gramas de sal, por dia.

A deficiência de iodo pode causar em crianças retardo mental grave e irreversível, surdo-mudez, anomalias congênitas e o bócio (hipertrofia da glândula tireoide). “Usar sal sem ser iodado pode ocasionar distúrbios por deficiência de iodo”, explica o coordenador. Além disso, a má nutrição de iodo está relacionada com altas taxas de natimortos e nascimento de crianças com baixo peso, problemas no período gestacional, aumento do risco de abortos e mortalidade materna.

Benefícios do iodo na gravidez
Durante o primeiro trimestre de gravidez, a mãe é a única fonte dos hormônios da tireoide, que desempenha um papel essencial para as várias etapas do desenvolvimento cerebral do feto. Portanto, a falta de iodo na gestante tem efeitos prejudiciais no desenvolvimento cognitivo do bebê, como o parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto.

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que uma gestante deve ter consumir diariamente cerca de 200µg de iodo para que não haja carência deste micronutriente. Porém, a maneira de ingestão pode ser através de alimentos ou suplementação alimentar. “A suplementação tem que ser orientada por uma nutricionista e deve ser acompanhada durante toda a gravidez e após a gestação”, alerta Eduardo.

Os alimentos com iodo são, principalmente, os alimentos de origem marinha, como peixes, frutos do mar e mariscos.

Confira alguns alimentos ricos em iodo:
• Peixes
• Leite
• Camarão
• Ovo
• Fígado

Consumo excessivo
O consumo médio de sal do brasileiro é mais que o dobro da recomendação da OMS. O uso excessivo de sódio atua como importante fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, síndrome metabólica e câncer gástrico. Portanto, a regra é não exagerar no consumo do sal. Consuma o produto em pequenas quantidades para temperar alimentos in natura e minimamente processados. Vale ressaltar que alimentos processados e ultraprocessados devem ser evitados, pois possuem grandes quantidades de sódio.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde