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sábado, 31 de março de 2012

Exercícios e coração: atividades cotidianas durante o horário de trabalho também protegem contra ataques cardíacos

Um conjunto de estudos feito com indivíduos de diversas etnias e níveis sócio econômicos traz novas comprovações de que a atividade física realizada durante o tempo de lazer e mesmo durante o trabalho – como pequenas atividades para realizar tarefas cotidianas – diminui significativamente o risco de mortes por problemas cardíacos.

O mesmo estudo, curiosamente, aponta que ser propietário de um carro – e utilizá-lo para tarefas que poderiam ser feitas a pé – ou ter o hábito de assisitir TV aumenta esse mesmo risco. Os resultados foram apresentados no periódico European Heart Journal e constituem a divulgação de um estudo maior entitulado Interheart, feito com mais de 29 mil pessoas, de 262 centros de pesquisa localizados em 52 países na Ásia, Europa, Oriente Médio, África, Austrália e Américas.

“Até agora poucos estudos focaram nos diferentes aspectos da atividade física tanto nos momentos de lazer quanto no trabalho e os impactos dessas atividades nos riscos de ataques cardíacos”, diz Claes Held, principal autor do estudo.

De acordo com Held os dados relativos à exercícios e risco cardiovascular estão consolidados, mas o estudo atual olha para essas atividades físicas do ponto de vista global, ou seja, não somente em um período do dia, mas na somatória de pequenas atividades, incluindo aquelas realizadas durante o horário de trabalho e que podem variar de subir as escadas à fazer esforços um pouco mais pesados.

Esses benefícios, dizem os autores, independe de outros fatores de risco, como gênero, etnia, alimentação, tabagismo e situação sócio-econômica.

De forma inversa, hábitos que promovam o sedentarismo – o que inclui o hábito de ver muita TV e andar de carro independente da tarefa a realizar –, principalmente se combinados, aumenta os riscos de doenças cardíacas e ataques do coração em até 27%.

Possuir um carro ou uma TV foi tão indicativo do nível de sedentarismo que os pesquisadores indicam até mesmo que ambos podem se tornar “marcadores” do hábito, ou seja, indicativos confiáveis de que possuir esses itens pode ser associado diretamente a um menor nível de atividade.

Um dado curioso foi que atidades físicas intensas durante o trabalho – como aquelas realizadas por indivíduos da construção civil, por exemplo – apesar de proteger a saúde do coração não é o melhor cenário observado.

Uma atividade moderada é associada à diminuição em até 22% nos riscos de um ataque do coração. Quando essa atividade era intensa, os riscos caiam “apenas” 11%. No caso de atividades físicas intensa durante os períodos de lazer esse efeito protetivo diminuia os riscos de um ataque do coração em até 24% contra 13% de atividades físicas moderadas.

Essas diferenças entre os benefícios das atividades físicas intensas durante lazer ou trabalho é uma questão ainda em aberto para os pesquisadores e, afirmam os autores, será necessário mais estudos para determinar o porquê disso.

Fonte O que eu tenho

Novo hormônio encontrado em músculos anima pesquisadores e pode ajudar a combater a obesidade

A descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para combater diabetes, obesidade, entre outras doenças, incluindo câncer.

Pesquisadores do Instituto Dana-Farber de Câncer, nos EUA, conseguiram isolar um hormônio natural a partir de células do músculo que desencadeia alguns dos principais benefícios à saúde dos exercícios físicos.Os resultados foram publicados no periódico Nature.

O hormônio foi apelidado de ” irisin”, depois de Iris, uma deusa grega mensageira. De acordo com o principal autor do estudo, Pontus Bostroöm, a descoberta é um primeiro passo importante para a compreensão dos mecanismos biológicos que traduzem o exercício físico em mudanças benéficas por todo o corpo.

De acordo com a equipe de pesquisa, a proteína – que serve como um mensageiro químico – se configura como uma candidata altamente promissora para o desenvolvimento de novos tratamentos para diabetes, obesidade e talvez outras doenças, como Parkinson e também câncer.

Efeito poderoso
Para este estudo, os pesquisadores usaram modelos animais e culturas para mostrar que irisin tem um efeito direto e poderoso no tecido adiposo branco, depósitos de gordura subcutânea branco que armazenam calorias em excesso e que contribui para a obesidade.

Quando os seres humanos e os ratos fazem exercícios, os níveis de irisin sobem nos músculos e isso muda em um gene que provoca a conversão de gordura branca em gordura marrom, a chamada gordura “boa”. Isso é benéfico porque a gordura marrom queima mais calorias em excesso do que o exercício sozinho.

Algo semelhante aconteceu quando os pesquisadores injetaram quantidades modestas de irisin em ratos sedentários que eram obesos e pré-diabéticos O irisin imitou o efeito do exercício, exceto que seu gasto de energia subiu “sem alterações em movimento ou ingestão de alimentos”.

Os ratos desenvolveram uma melhor tolerância à glicose com apenas 10 dias de tratamento, e também perderam um pouco de peso. Bruce Spiegelman, biólogo celular que participou do estudo, acredita que o efeito poderia ter sido maior se o tratamento tivesse durado mais tempo.

Não houve sinais de toxicidade ou efeitos colaterais, o que foi previsto já que os pesquisadores limitaram o aumento de irisin a níveis tipicamente causados por exercício.

Testes clínicos com irisin podem ter início em dois anos
Em parte porque é uma substância natural e porque as formas humanas e dos ratos da proteína são idênticas, Spiegelman acredita na possibilidade do mover uma droga baseada em irisin rapidamente em testes clínicos, “talvez dentro de dois anos”, prevê.

Os pesquisadores dizem que a descoberta ainda é superficial. Eles continuam a explorar os possíveis benefícios do hormônio em doenças metabólicas como o diabetes, resistência à insulina e obesidade, que constituem uma crescente epidemia em todo o mundo, bem como as doenças neurodegenerativas como o mal de Parkinson.

Spiegelman acrescenta que como a evidência crescente implica obesidade e sedentarismo no desenvolvimento do câncer, é concebível que os medicamentos baseados em irisin possam ter valor na prevenção e tratamento da doença.

Fonte O que eu tenho

Anosmia: quando a pessoa não sente cheiros

O olfato é um dos nossos cinco sentidos. Mas se engana quem acha que ele é um dos menos importantes. Perder a sensação de cheiros e odores é perder parte dos prazeres da vida e ter maior risco de sofrer acidentes domésticos.

“Na natureza é olfato que vai nos alertar sobre diversos perigos. Uma comida estragada ou o cheiro de fumaça, por exemplo, nos alerta sobre algo que pode comprometer nossa saúde ou a vida. Além disso para nós, humanos, o cheiro também têm uma função ligada ao prazer. Sentir os perfumes, é um deles, e mesmo a sensação completa do paladar se dá nas mucosas olfativas mais do que na língua em si”, explica Arthur Guilherme L.B.S.

Augusto, otorrinolaringologista da Santa Casa de São Paulo. A perda de olfato parcial é chamada de hiposmia e quando essa perda é completa o quadro é conhecido como anosmia, a impossilidade de sentir qualquer tipo de odor. “A hiposmia pode ter diversas causas que podem ser agrupadas em três grupos: as causadas por um problema condutivo – o odor não chega às mucosas olfativas –, sensorial – esse cheiro não é identificado –, ou traumática, quando um acidente compromete a área do cérebro que tem processa as informações sobre determinados odores”, indica Augusto.

No caso de um problema condutivo, as alterações anatômicas, como o desvio de septo e os pólipos nasais, são as mais comuns. Com dificuldades de respirar e levar o ar até as mucosas, as moléculas de odor chegam de forma precária e podem não ser identificados. Outro tipo de alteração anatômica é quando um vírus – da gripe ou resfriado – causa algum tipo de obstrução na cavidade nasal.

Esses vírus, em último caso, podem comprometer a própria mucosa, deixando-a menos sensível. O problema aí é sensorial. “O caminho natural da identificação de um odor passa pela captação na mucosa olfativa. Essa informação vai pelos nervos até o bulbo olfatório no cérebro e é identificado pelo córtex olfatório. Qualquer problema nesse caminho compromete o conjunto sensorial”, afirma Augusto.

Acidentes também podem causar a interrupção desse caminho que os odores fazem para chegar no cérebro. “Além disso pode haver tumores, doenças degenerativas – como o Alzheimer e o Parkinson – ou mesmo um Acidente Vascular Cerebral, o AVC, que pode gerar uma lesão no cérebro”, explica o especialista.

Em casos raros há pessoas que nascem sem a habilidade de processar as informações sobre os odores. São causas genéticas ou congênitas e nesses indivíduos a hiposmia pode ser completa, levando à anosmia.

Perda de qualidade de vida
A perda do olfato, parcial ou total, diminuir a qualidade de vida dos indivíduos, afirma Augusto. Isso porque o prazer de se alimentar diminui em muito, e os eventos sociais se tornam menos interessantes. E os indivíduos também começam a ter dúvidas se o próprio odor corporal é agradável aos outros. Isso, aos poucos, vai levando ao evitamento ou isolamento social.

Não por acaso a hiposmia e a anosmia são associadas a um maior risco de desenvolvimento de depressão e outros transtornos do humor. “Essas pessoas, que não conseguem identificar os odores, acabam usando perfume em excesso ou tendo dificuldades de higiene pessoal. O mesmo vale para seus ambientes, o que também contribui para a diminuição dos contatos sociais. Ninguém quer receber visitas sem saber se o ambiente é agradável para os outros”, diz.

Uma forma de contornar o problema é contar com a ajuda dos amigos, parentes ou cônjuges, que vão servir de baliza para a os cheiros e odores. No caso de pessoas que passam muito tempo sozinhas, detectores de fumaça ou de gás também são boas sugestões para garantir a segurança e evitar acidentes ou morte.

Fonte O que eu tenho

Desvio de septo leva à má qualidade da respiração e sono, mas pode ser rapidamente resolvido

O nariz é dividido em duas partes e é formado por um conjunto ósseo e cartilaginoso. Alterações neste conjunto podem ocorrer e a má formação na parte cartilaginosa, o que leva à dificuldades para respirar unilateralmente, forma uma condição chamada de desvio de septo nasal.

“O desvio de septo pode ocorrer por ter uma causa congênita – um dos pais ou outros membros próximos da família já tiveram – ou por traumas na face, não necessariamente causado por algo muito forte, mas o suficiente para causar uma cicatrização ruim e má localizada”, explica Olavo Mion, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Com isso há a obstrução de um dos lados – às vezes ambos – da narina e consequente piora na captação do ar pelo nariz”, completa o especialista que lembra ainda que certos tipos da chamada sinusite de repetição também podem causar o problema. “Quando há a sinusite de repetição e consequente acúmulo de muco pode ocorrer algum tipo de infecção levando a uma alteração na cartilagem também”, diz.

Essa “falha” na narina traz um certo incômodo a quem tem desvio de septo, principalmente durante exercícios físicos – onde a respiração é mais requisitada – e problemas no sono. “Como há uma entrada dificultada do ar esse indivíduo vai ter maior incidência de ronco, que como já se sabe, piora a qualidade do sono. Com isso, o indivíduo pode se sentir mais cansado durante o restante do dia”, explica Mion.

Cirurgia de correção é simples e praticamente indolor
O desvio de septo, algumas vezes, pode acabar se resolvendo naturalmente. Mas isso é mais comum em crianças, que estão em fase de formação. Se o problema persistir após os oito anos de idade, deve-se optar pela cirurgia para correção do problema.

“Recomenda-se fazer a cirurgia a partir dessa idade – oito anos – pois os ossos da face já estão mais consolidados”, explica o otorrinolaringologista. E, caso a ideia de cirurgia assuste algumas pessoas, Mion tranquiliza: “esse tipo de cirurgia é simples e feita ao nivel ambulatorial, sem um pós-operatório muito complexo e praticamente sem dor alguma”, afirma o especialista.

Fonte O que eu tenho

Quando fazer o exame de densiometria óssea?

Estudo indica que diagnóstico da osteoporose tem sido recomendado desnecessariamente. Especialista pede cautela na interpretação dos resultados e bom senso dos profissionais para recomendar a densiometria óssea.

A osteoporose é uma doença que deixa os ossos porosos e frágeis, aumentando o risco de fraturas. Mais comum entre as mulheres, principalmente após a menopausa, também acomete os homens.

Para obter um diagnóstico preciso, é necessário realizar o exame de densiometria óssea, que detecta alterações na densidade dos ossos. “Este exame é recomendado em mulheres após os 50 anos ou após a menopausa, e homens após os 60 anos. Deve ser feito de cada dois a cinco anos ou anualmente, nos casos em que a osteoporose já tenha sido diagnosticada e esteja em tratamento”, explica Gustavo Mantovani, ortopedista do Hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas).

Mas um artigo divulgado no periódico New England Journal of Medicine questiona esta recomendação, principalmente entre as mulheres mais velhas. Segundo os autores, este exame tem sido requisitado de forma excessiva, algumas vezes até desnecessariamente. Ainda recomendam que, em casos onde não tenha sido obtido o diagnóstico, o próximo exame seja realizado em até 15 anos, já que a osteoporose é de lenta progressão.

Para Mantovani, deve-se ter cautela com estes resultados. “Estudos como este são geralmente realizados em países desenvolvidos com objetivos de controle e planejamento de programas de saúde pública e protocolos de tratamento. Portanto, sempre há um enfoque muito grande no impacto econômico dos seus resultados e podem servir de base para leis, controles e obrigações de seguradoras, etc. Assim, pode-se haver um certo viés tendendo a uma posição mais conservadora ou econômica”, explica.

O ortopedista explica que por aqui o quadro de evolução da doença não é tão lento quanto o citado no estudo, mas que, por outro lado, existe também um certo abuso na solicitação dos exames. “A solução, na minha opinião, é – como sempre – usar de bom senso e tentar se basear em todos os aspectos individuais de cada paciente, como os fatores de risco, idade, história de fraturas, menopausa, grau de atividade física, dieta, exames anteriores, para então definir uma periodicidade ideal para cada paciente”.

Por exemplo, alguém que já tem osteoporose diagnosticada em exame prévio, de idade avançada, pouco ativa ou acamada, fraturas recentes, que esteja em tratamento com medicações, deve, segundo Mantovani, realizar o exame anualmente. “Por outro lado, uma pessoa sem diagnóstico de osteoporose, ativa, com dieta rica em cálcio, sem antecedente de fraturas, não precisaria fazer outra densitometria em menos de três a cinco anos”, finaliza

Fonte O que eu tenho

Você já ouviu falar da depressão pós-adoção? Saiba mais

Mães que adotam também podem sofrer de uma condição similar à depressão pós-parto, a chamada depressão pós-adoção. As principais causas, aponta estudo, são o cansaço e expectativas irrealistas.

Ser mãe não é uma tarefa fácil, seja o filho biológico ou não. Mães que adotam passam pelas mesmas frustrações e dificuldades com seus filhos que as mães que passam por uma gravidez. Elas podem, inclusive, desenvolver a depressão pós-aborto.

A pesquisadora Karen J. Foli, da Universidade de Purdue, nos EUA, é autora de um livro sobre o assunto: “The Post-Adoption Blues: Overcoming the Unforeseen Challenges of Adoption.” (Depressão pós-adoção: superando os desafios imprevistos da adoção, na tradução livre). As informações que coletou para escrevê-lo ela colheu de um estudo que realizou com mais de 300 mães que haviam adotado uma criança recentemente.

Publicado no periódico Advances in Nursing Science, o maior indicador de depressão foi a fadiga – cansaço – e a expectativa que as mães fazem do processo de adoção, bem como as expectativas da família e amigos, apoio percebido de amigos, autoestima, satisfação no relacionamento e a dificuldade de criar laços com a criança.

O estudo também mostrou que os sintomas depressivos eram mais propensos nas mães que não tiveram acesso a todo o histórico da criança e, após a adoção, descobriram que o bebê era portador de necessidades especiais. No entanto, a pesquisa destaca que a depressão não foi correlacionada com as mães conscientes de que a criança que estavam adotando tinha necessidades especiais.

Por que acontece?
“Esses pais têm a expectativa de rapidamente estabelece uma conecxão com a criança e eles se vêem como super pais. Mas, e se a criança adotada esta na fase de dentição e não para de chorar ou se você desconhece que ela tem uma necessidade especial? Esta é uma fase difícil para uma mãe que já conhece a criança desde o nascimento, muito mais para alguém que está estabelecendo uma nova relação com a criança”, diz Foli. “Se as mães adotivas não conseguem estabelecer essa ligação com seu filho tão rápido quanto elas esperavam, elas comumente relatam sentir culpa e vergonha.”

Outra questão levantada pela pesquisadora é a falta de suporte aos pais que adotam. “Se sentir cansada é de longe o maior indicativo de depressão em mães que adotam. Nós não esperávamos ver isso, e não tínhamos certeza se a fadiga era um sintoma de depressão ou se a experiência de ser mãe era o que gerava a fadiga. Mas um traço comum na minha pesquisa foi a suposição de que se a mãe passar pela gravidez ou pelas dores do parto, ela não precisa de suporte social – como existem hoje os cursos para gestantes ou casais grávidos, por exemplo – em comparação àquelas que dão à luz”.

Agora a pesquisadora planeja iniciar uma pesquisa com foco na depressão em um estudo de longo prazo, para entender melhor questões relacionadas à ligação materna com a criança e satisfação conjugal.

Fonte O que eu tenho

Anorexia masculina é problema cada vez mais comum

Apesar de mais conhecida pelo público em geral como um problema praticamente exclusivo das mulheres, a anorexia nervosa – transtorno alimentar no qual a pessoa desenvolve um grande medo de engordar – atinge também os homens.

O transtorno, que vem ganhando espaço cada vez maior na mídia e que atinge um número crescente de pessoas, é causado por diversos fatores (componentes genéticos, biológicos, psicológicos, socioculturais e familiares). Nos homens, um dos componentes evidenciados é associado à obesidade na infância.

“Normalmente os homens que desenvolvem esse transtorno tiveram algum problema com ganho de peso excessivo na infância e o medo de voltar a engordar é determinante para o aparecimento dos problemas” diz Raphael Cangelli Filho, psicólogo clínico, membro da equipe do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (Ambulim) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em São Paulo.

Para Cangelli Filho a divulgação do problema e as informações disponíveis sobre como identificá-lo surtiu um efeito também no público masculino, e cada vez mais homens começaram a procurar ajuda. A procura foi tão expressiva que em 2007 o Ambulim montou um programa de atendimento específico para esse perfil de pacientes, o primeiro do tipo no Brasil. Para o especialista, o contato com um modelo de beleza que vem sendo maciçamente estampado na publicidade contribui bastante para levar jovens a desenvolver o problema. “Esses transtornos se desenvolvem especialmente no início da adolescência, uma fase também ligada ao desenvolvimento da sexualidade”, afirma Cangelli. Mas isso não impede que o problema se desenvolva em outras faixas etárias: o Ambulim atende pacientes dos 18 aos 35 anos.

Outra grande diferença evidenciada nos atendimentos do Ambulim é quanto à questão da distorção da imagem corporal, alarmante especialmente entre as mulheres (que chegam a níveis esqueléticos de massa corporal) e muitas vezes associada a um estilo de vida, por parte das pacientes. “Entre os homens essa distorção é menor, mas nos dois casos a resistência em se perceberem doentes é grande”, diz Cangelli. Normalmente os pacientes são encaminhados após muita insistência da família ou por sugestão de profissionais médicos que identificam o problema.

O problema da anorexia masculina é tão recente que até a literatura a respeito do tema é escassa e muitas vezes bastante díspare. “Um dos fatores ligados a esse tipo de transtorno, nos homens, é a relação conflituosa com os pais. Mas nos trabalhos sobre o tema na literatura médica, muitos indicam o homossexualismo como algo latente nesses pacientes. No Ambulim, a partir do acompanhamento desses indivíduos, não identificamos esse fator, ou seja, as informações disponíveis ainda estão propensas a erros diversos de interpretação”, observa Cangelli.

Outro problema que também pode se associar a esse transtorno alimentar, entre os homens, é a vigorexia. Nesse tipo de transtorno a preocupação exagerada com o físico é levada a extremos e pode acobertar comportamentos anoréxicos, como a adoção de alimentação restritiva (através da substituição ou exagero no consumo de carboidratos e proteínas na forma de suplementos alimentares).

Fonte O que eu tenho

Para tirar mais proveito do chocolate

Veja algumas dicas para incluir a guloseima no seu dia-a-dia

1. Quanto mais amargo, melhor

2. Se você não tolera o sabor forte, pode optar por barras com um toque de laranja ou menta

3. Não coma mais do que 30 gramas por dia - o que equivale, mais ou menos, a uma barra pequena

4. Para não cair em tentação, não faça estoques

5. Evite ataques de gula: prefira comer no lanche da manhã ou como sobremesa do almoço

6. Espetinhos de fruta (morango, banana, maçã) cobertos com chocolate amargo são boas alternativas, já que as fibras dos vegetais aumentam a sensação de saciedade

7. O doce também vai bem com café, já que o calor confere maior conforto ao estômago e prolonga a sensação de saciedade

8. Para potencializar o efeito, use o cacau em pó, sem açúcar e de preferência orgânico, por cima da banana assada

Fonte Estadão

Eletroacupuntura pode ajudar a tratar depressão

Técnica associada a medicamentos mostrou-se eficaz no alívio dos sintomas

Aumentar o efeito das agulhas de acupuntura com pequenas correntes elétricas pode ajudar a tratar depressão, mostra um estudo feito em Hong Kong.

Liderados por Zhang Zhang-jin, da Universidade de Hong Kong, os pesquisadores usaram a eletroacupuntura para estimular sete pontos na cabeça de 73 participantes, que sofriam de depressão nos últimos sete anos.

A eletroacupuntura foi aplicada associada à medicação que os pacientes estavam tomando. Metade dos pacientes recebeu eletroacupuntura nove vezes em três semanas, enquanto os demais - que formavam o grupo placebo - apenas tiveram as agulhas inseridas superficialmente na cabeça.

Eles foram avaliados por especialistas para mensurar os níveis de depressão e o grupo que recebeu acupuntura relatou uma melhora.

"A queda nos índices de depressão no grupo que recebeu o tratamento correto foi mais significativa do que no grupo placebo", diz Roger Ng, pesquisador do grupo, que publicou os achados no periódico PLoS (Public Library of Science) ONE.

"Quando os pontos são estimulados, alguns centros no cérebro responsáveis por produzir serotonina são estimulados", disse Ng, consultor do departamento de psiquiatria do Kowloon Hospital em Hong Kong.

Acredita-se que um desequilíbrio nos níveis de serotonina estão associados à depressão. A doença afeta 20% das pessoas em algum momento da vida.

A Organização Mundial da Saúde acredita que, por volta de 2020, a depressão irá rivalizar com as doenças cardiovasculares como o transtorno mais prevalente no mundo.

Fonte Estadão

Estudo constata que 70% dos fumantes têm alterações arteriais

Segundo pesquisadores, doenças como começam a aparecer mais cedo entre os que fumam

Um estudo de prevenção cardiovascular que retirou 280 mil amostras de DNA, sangue, soro e urina de quase 6 mil trabalhadores espanhóis constatou que 70% dos fumantes apresentam alterações nas artérias.

A pesquisa, denominada Estudo da Saúde dos Trabalhadores de Aragón, é realizada há três anos entre o Instituto Aragonés de Ciências da Saúde (IACS) e o Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC), e tem como objetivo conhecer, desde seu início, a evolução das doenças cardiovasculares, explicou nesta sexta-feira, 30, seu coordenador, José Antonio Casasnovas.

O pesquisador disse que o estudo, o maior da Europa e que utiliza técnicas inovadoras, revela que aos 40 anos já começam a ser vistas alterações nas artérias, por isso que a arterioresclerose é "mais precoce" do que se pensava. No entanto, não se sabe se essas alterações são naturais, fisiológicas ou condicionarão uma doença, e isso deve ser analisado agora, acrescentou.

Dos participantes do estudo (trabalhadores da General Motors em Figueruelas, Zaragoza), 30% têm hipertensão, 25% obesidade e 3,5% diabetes, disse Montserrat León, do IACS e coordenadora clínica do projeto. Segundo León, das 500 mulheres estudadas nesse grupo 45% eram fumantes e entre os homens, 37%. A pesquisadora se referiu ao tabagismo como o principal responsável pelas doenças cardiovasculares. De fato, a pesquisa constatou que 70% dos fumantes tinham alterações arteriais, também evidenciadas nos diabéticos, disse Casasnovas.

Os voluntários, com idade média de 49 anos no caso dos homens e 40 no caso das mulheres, concederam entre duas e três mostras de DNA, sangue, soro e urina, foram pesados, tiveram a altura e o perímetro abdominal medidos, e foram avaliados para saber se tomavam medicação, sofriam de tabagismo, diabetes e obesidade, disse Casasnovas.

No entanto, ele se mostrou "surpreso" pelo fato de que nesta fábrica automobilística, graças à "ergonomia" implantada, o trabalho físico mais duro é levantar 4,5 quilos de peso com manipuladores, por isso que o consumo de calorias é a metade do que imaginava.

As doenças cardiovasculares são a causa de morte de quase a metade dos espanhóis, e entre 70 e 75% das causas de internações hospitalares. Daí a importância deste estudo, que será prolongado com o acompanhamento da saúde dos voluntários, ressaltou Martín Laclaustra, subdiretor do Biobanco do CNIC.

Neste centro estão guardadas 140 mil mostras dos trabalhadores que participam do estudo (cada uma com um microchip com todos os dados). Uma quantidade semelhante está a 80 graus abaixo de zero nos congeladores do Biobanco do Hospital Miguel Servet, em Zaragoza, que começou a funcionar em 2011.

Fonte Estadão

Obesidade aumenta riscos de câncer renal

Estudo britânico associa sobrepeso ao desenvolvimento da doença; fumar é outro fator que influencia

Especialistas do Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha dizem que a obesidade está desempenhando um papel significante no aumento de casos de câncer renal no país. A entidade publicou dados mostrando que foram registrados 9 mil casos em 2009, comparado a apenas 2,3 mil em 1975.

A obesidade aumenta o risco de câncer renal - o oitavo mais comum - em 70%, uma taxa alta se comparada ao hábito de fumar, que aumenta em 50%. A entidade afirma que poucas pessoas sabem dos riscos do sobrepeso para o câncer renal, que se diagnosticado ainda nos estágios iniciais, pode ser curado por meio de cirurgia.

Os especialistas dizem que estar acima do peso aumenta os riscos do câncer renal, assim como o de tumor nas mamas, no útero e no intestino, uma vez que determinados hormônios começam a ser produzidos em maiores níveis que os normais.

O número de fumantes na Grã-Bretanha caiu durante os últimos 35 anos, mas o número de pessoas obesas só aumentou desde então. Cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres que habitam no país atualmente têm o índice de massa corporal (IMC) de 25 ou mais, o que os classifica como acima do peso.

"Nos últimos dez anos, ajudamos no desenvolvimento de novos medicamentos que destroem as células cancerígenas do sangue que alimentam o tumor. Essas drogas controlam a doença na maioria dos casos, mas não é uma cura definitiva", disse o professor Tim Eisen, do Instituto de Pesquisa do Câncer. "É melhor prevenir o problema - manter um peso saudável e não fumar é a melhor forma de fazer isso", completa.

Sara Hiom, diretora de informação da entidade, afirma que "poucas pessoas sabem sobre os riscos associados entre o sobrepeso e o câncer renal". "Parar de fumar ainda é a melhor forma de reduzir as chances de desenvolver um tumor nos rins. A importância de se manter um peso saudável não deveria ser minimizada", conclui.

Fonte Estadão

Bilingues tem mais chances de retardar o surgimento do Alzheimer

Segundo nova pesquisa, cérebro de quem fala duas línguas está mais protegido do declínio cognitivo, o que afasta o aparecimento de doenças degenerativas

Pesquisadores canadenses afirmaram nesta quinta-feira que recentes estudos demonstram que o cérebro das pessoas bilingues estão mais protegidos do declínio cognitivo e podem ter retardado o aparecimento de doenças degenerativas.

O estudo, "Bilinguismo: consequências para a mente e o cérebro", publicado na revista médica "Trends in Cognitive Sciences", indica que o envelhecimento das pessoas fluentes em dois idiomas é menos suscetível a doenças como o Alzheimer.

"O bilingüismo tem um efeito leve entre os adultos, mas um impacto maior na velhice, um conceito conhecido como 'reserva cognitiva'", afirmaram os autores do estudo, pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de York (Canadá).

Os cientistas acreditam que o uso de duas línguas estimula regiões do cérebro que são básicas para a atenção geral e o controle cognitivo.

Tendo que administrar duas línguas simultaneamente, o sistema de controle executivo do cérebro, que é o que facilita a concentração, é executado de forma contínua para evitar conflitos entre as línguas.

Outro estudo canadense divulgado em 2010 apontou que o bilingüismo pode ajudar a atrasar em até cinco anos a aparição dos sintomas do Alzheimer.

Fonte Estadão

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Apagão das abelhas" já é considerado problema agrícola emergencial

Países da Europa, em especial a França e o Reino Unido, vivem uma crise agrícola. Culturas tradicionais como as de maçãs, flores, amêndoas e mirtilos enfrentam graves problemas.

A culpa não é das mudanças climáticas, da falta de água ou de terra infértil. O mal é a falta de abelha. O inseto, essencial para o processo de polinização de várias espécies vegetais, está desaparecendo drasticamente.

Já considerado um problema emergencial, o “apagão das abelhas” é tema de dois artigos publicados na edição de hoje da revista Science. Neles, pesquisadores franceses e ingleses acreditam ter encontrado a causa do fenômeno: dois tipos de agrotóxicos que, aparentemente, não causavam dano aos insetos têm provocado o desequilíbrio das colmeias e a morte dos animais.

Sociais, mas nem tanto
Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, cerca de 85% das 20 mil espécies de abelhas conhecidas não vivem em sociedades complexas, com uma rainha e suas operárias na colmeia. Em geral, as fêmeas do pequeno inseto vivem sozinhas no campo. Quando elas nascem, são imediatamente fecundadas. Assim, sua vida é focada exclusivamente em encontrar um lugar para o ninho, construí-lo, botar os ovos, armazenar comida para as futuras crias e defender o local de predadores. Feito isso, dias antes das novas abelhas nascerem, a mãe morre, não havendo, portanto, contato entre as gerações.

As abelhas que vivem em colmeias são mais conhecidas porque fazem parte das espécies domesticadas, especialmente por sua capacidade de produzir de mel. Nesse sistema, existe um alto grau de especialização entre os indivíduos da espécie que se ocupam de diversas tarefas, que vão desde cuidar das crias e produzir própolis e mel a fazer a segurança da colmeia, além de botar ovos, tarefa exclusiva da rainha. Enquanto rainhas vivem até 5 anos, a expectativa de vida das operárias não passa dos 4 meses. Apenas 5% das espécies de abelhas estão nesse grupo.

Há ainda um grupo intermediário, não tão solitário quando a maioria das espécies nem tão social quando as produtoras de mel. Espécies como a Bombus são independentes entre si, mas constroem seus ninhos agregados, numa espécie de "condomínio". Mesmo próximos um do outro, os ninhos têm a sua dona, que responsável de cuidar dos ovos e protegê-los. A estratégia garante mais segurança, já que ataques de predadores podem ser repelidos por várias abelhas, cujos ninhos estão em perigo. Esse conjunto é composto por 10% das espécies de abelhas.

Fonte Correio Braziliense

Adotar hábitos alimentares saudáveis somente após o diagnóstico não basta, alerta oncologista

Adotar hábitos alimentares saudáveis somente após o diagnóstico não basta, alerta oncologista Rainer Berg/Stock.xchng
O brócolis tem fibras insolúveis que dificultam a formação de tumores
Médico destaca que uma boa alimentação tem efeito benéfico se adotada por toda a vida

Manter hábitos alimentares saudáveis tem mostrado benefícios no combate a diversos problemas de saúde, inclusive na prevenção ao câncer. Pesquisadores italianos, por exemplo, acompanharam durante 11 anos 31 mil mulheres com idade entre 36 e 64 anos para avaliar o papel do consumo de vegetais na prevenção do câncer de mama.

O estudo comparou o baixo com o alto consumo desses alimentos em relação à incidência da doença. Após ajustes estatísticos para nível de instrução, levando em conta dados antropométricos, história reprodutiva, terapia de reposição hormonal, atividade física, consumo de álcool e tabagismo, as mulheres que consumiram mais vegetais, de forma geral, apresentaram 30% menos chances de desenvolver câncer de mama.

— Mas não basta adotar um estilo de vida saudável somente quando é feito o diagnóstico — alerta o oncologista Stephen Stefani, do Instituto do Câncer Mãe de Deus.

Segundo o médico, hábitos saudáveis de alimentação trazem beneficio quando adotados por toda uma vida.

— Mudanças radicais sem orientação podem até dificultar o manejo do paciente — comenta.

Confira alguns alimentos que devem entrar já na sua dieta, conforme indicação da nutricionista Kelly Araújo, da Oncomed.

:: Abóbora, moranga, mamão, manga, cenoura, laranja — devem ser consumidos frescos e não como suplementos alimentares. Ricos em betacaroteno, com ação antioxidante, protegem contra o câncer de mama e de pulmão.

:: Melancia, tomate, pimentão — contêm licopeno, substância que atua na prevenção do câncer de próstata e de outros tipos.

:: Brócolis, couve, couve-flor e outros vegetais verde-escuros — possuem fibras insolúveis que dificultam a formação de tumores.

:: Linhaça — possui grande quantidade de fibras e de ômega 3, que contribuem para a prevenção, principalmente, do câncer do intestino.

Os resultados da pesquisa italiana estão no prelo para publicação no periódico científico Breast Cancer Research and Treatment.

Fonte Zero Hora

Anvisa interdita lote de remédio contra diabetes

Dois fabricantes tiveram todos os produtos proibidos, por falta de registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cautelarmente, em todo o país, o lote 06675335 do medicamento Teutoformin (Cloridrato de Metformina) 850mg, comprimidos. O remédio, usado no tratamento de diabetes, apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Aspecto. O produto é fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro S/A.

A interdição cautelar vale pelo período de 90 dias após a data de publicação no Diário Oficial da União, que saiu na quinta-feira, 15 de março. Durante esse tempo, o produto interditado não deve ser consumido nem comercializado.

Fabricantes
Também no Diário Oficial , a Anvisa publicou a suspensão da fabricação, comércio e uso, em todo o país, de todos os produtos sujeitos à vigilância sanitária fabricados pelas empresas E.L Silva Mercearia e V. B. Silva e Souza ME. As empresas não têm Autorização de Funcionamento e seus produtos não têm registro na Anvisa.

A suspensão é definitiva e tem validade imediata. Uso de medicamentos desses fabricantes que já tenham sido adquiridos deve ser interrompido, orienta a agência.

Fonte Zero Hora

Nome do princípio ativo de medicamentos deverá ser destacado em embalagens

Anvisa e Ministério da Saúde lançam novo manual para rotulagem de remédios

O Manual de Identidade Visual de Medicamentos, que pretende padronizar a rotulagem de todos os medicamentos com destinação institucional e dedicados ao Ministério da Saúde, será lançado nesta quinta-feira em coletiva de imprensa na sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília.

Entre as novidades da nova padronização está a valorização do nome do princípio ativo do medicamento na embalagem, de forma a estimular os médicos a utilizarem o nome técnico dos produtos nas receitas. O manual também dá destaque à marca do Sistema Único de Saúde (SUS) e à vedação de venda do produto em todas as embalagens, blisters, ampolas, cartelas, frascos, entre outros.

Fonte Zero Hora

Lote de Dipirona é suspenso pela Anvisa

Quem já comprou o medicamento deve interromper o uso

Está suspensa a distribuição, o comércio e o uso, em todo o país, do lote 0710/10 do medicamento Dipirona Sódica Solução Oral 500mg/ml, fabricado pela empresa Hipolabor Farmacêutica Ltda. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi publicada no Diário oficial da União (DOU).

O medicamento, usado no tratamento de febre e dores no corpo, foi suspenso por apresentar resultados insatisfatórios no ensaio de determinação de teor de Dipirona Sódica. O teor da substância apresentou valor abaixo do declarado pelo fabricante.

A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. Quem já adquiriu o produto deve interromper o uso, alerta a agência.

Fonte Zero Hora

Veja como a alimentação pode aumentar ou diminuir riscos de câncer

 Veja como a alimentação pode aumentar ou diminuir riscos de câncer Maria Komap/Deposit Photos
Nutróloga indica colorir o prato para alcançar a melhor combinação de nutrientes

Estudos demonstram que determinados nutrientes apresentam um papel protetor quanto ao câncer. Por outro lado, o consumo em excesso de alguns alimentos é comumente associado à maior propensão a desenvolver a doença. Para alcançar a melhor combinação, a nutróloga Fernanda Schettino Cerqueira aconselha a colorir o prato.

— Ao selecionar alimentos com diferentes colorações, aumentam as chances de que se reúna um número maior de nutrientes variados — explica a médica, da clínica Oncomed.

Fernanda destaca que a alimentação tem papéis diferentes no aspecto da prevenção e na etapa do tratamento. Para prevenir o aparecimento de células cancerosas, a dica da nutróloga é evitar excessos em embutidos, álcool, churrasco e alimentos conservados no sal. Na fase do tratamento, o suporte nutricional atua em conjunto com o tratamento oncológico para reduzir infecções, complicações operatórias e a necessidade de internação hospitalar.

Dieta preventiva
No Brasil, o consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está abaixo do recomendado em diversas regiões do país, conforme a nutróloga. Ela cita como referência uma pesquisa do Ministério da Saúde, que em 2010 entrevistou 54.367 pessoas e traçou o padrão alimentar no país: muita carne gordurosa, comidas semiprontas, baixa ingestão de fibras, diminuição na ingestão do feijão, maior ingestão de refrigerantes e sucos artificiais.

— É importante mudar não só hábitos alimentares, mas também adotar hábitos saudáveis. Praticar exercícios regularmente e abandonar o cigarro são fundamentais para quem quer investir na própria saúde — alerta Fernanda.

A nutróloga deixa algumas dicas para colorir o prato e melhorar o arranjo de nutrientes na alimentação diária.

O que comer

:: De tudo um pouco, ou seja, comer com moderação

:: Três frutas diferentes ao longo do dia

:: Um vegetal verde-escuro, pelo menos uma vez ao dia

:: Peixe duas vezes por semana

:: Suco natural e água

O que limitar

:: Carne vermelha

:: Sucos açucarados e industrializados

:: Sal

:: Bebidas alcoólicas

Fonte Zero Hora

Custo médico-hospitalar pago por plano sobe 11%

O VCMH/Iess continuou superior à variação da inflação geral de preços medida pelo IPCA, que foi de 6,36% nos mesmos períodos

A variação dos custos médicos e hospitalares (VCMH), calculada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), foi de 11,6% entre dois períodos de 12 meses. O último período encerrou-se em setembro de 2011.

O VCMH/Iess continuou superior à variação da inflação geral de preços medida pelo IPCA, que foi de 6,36% nos mesmos períodos.

O cálculo dos custos médicos e hospitalares inclui todas as despesas assistenciais pagas pelas operadoras de planos e seguros de saúde para uma amostra de beneficiários de planos individuais.

O superintendente do instituto, Luiz Augusto Carneiro, afirma que as causas do aumento ainda não foram mapeadas por completo.

Carneiro diz que houve aumento da frequência da utilização dos procedimentos, terapias e exames, de um lado, e elevação dos preços de cada serviço, de outro.

O Iess tem como associados cinco grandes operadoras do país.

Fonte SaudeWeb

SP: Secretaria de Saúde oferece aperfeiçoamento para profissionais do SUS

Os cursos são gratuitos e direcionados a médicos, gestores dos níveis municipal e estadual, articuladores da Atenção Básica, interlocutores da saúde da mulher, da população negra e idosa, enfermeiros e nutricionistas, entre outros

O Instituto de Saúde (IS) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou o calendário dos Cursos de Aperfeiçoamento e Atualização para os Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (CurSUS) que promoverá em 2012.

O objetivo dos cursos é atualizar os conhecimentos dos profissionais da área da saúde, a partir dos trabalhos desenvolvidos por pesquisadores do próprio instituto.

Os cursos são gratuitos e direcionados a médicos, gestores dos níveis municipal e estadual, articuladores da Atenção Básica, interlocutores da saúde da mulher, da população negra e idosa, enfermeiros e nutricionistas, entre outros.

Para se inscrever, os interessados devem preencher a ficha de inscrição do curso que pretende participar. Junto à ficha, o candidato encontrará as informações referentes aos cursos, como objetivo, público-alvo, coordenadores, datas e horário das aulas, o número de vagas disponíveis e os critérios a serem utilizados pelo IS na escolha dos candidatos caso haja um número maior de inscritos do que de vagas disponíveis.

De acordo com o IS, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela instituição para promover e fortalecer a formação de trabalhadores da saúde, de modo a capacitar, incentivar e orientar indivíduos comprometidos com a consolidação do SUS no Estado de São Paulo.

A relação dos cursos bem como as datas em que serão realizados e o número de vagas podem ser acessados no site do IS.

Fonte SaudeWeb

Anvisa lança manual para rotulagem dos medicamentos

Novo manual traz uma padronização mais moderna, que deverá ser utilizada em todos os medicamentos com destinação institucional e dedicados ao Ministério da Saúde

A Anvisa e o Ministério da Saúde divulgam, nesta quinta-feira (29), o Manual de Identidade Visual de Medicamentos. O novo manual traz uma padronização mais moderna, que deverá ser utilizada em todos os medicamentos com destinação institucional e dedicados ao Ministério da Saúde.

Entre as novidades da nova padronização, está a valorização do nome do princípio ativo do medicamento de forma a estimular os profissionais médicos a utilizar o nome técnico dos produtos. O novo manual também dá destaque à marca do SUS e à vedação de venda do produto em todas as embalagens, blisters, ampolas, cartelas, frascos, entre outros.

Fonte SaudeWeb

Conselhos denunciam agressão aos direitos humanos em hospital de Porto Velho

Diante do quadro que mostra um homem sendo devorado por larvas dentro do Hospital João Paulo II, de Porto Velho (RO), o CFM e o Cremero divulgaram nota pública de repúdio e conclamam a sociedade a combater os desmandos nos setor

Imagens que representam uma agressão aos direitos humanos, foram divulgadas nesta quarta-feira (28), pela imprensa de Rondônia e pela internet. Diante do quadro que apresenta um homem sendo devorado por larvas dentro de um hospital de Porto Velho (RO), os Conselhos Federal de Medicina (CFM) e Regional de Medicina do Estado (Cremero) divulgaram nota pública de repúdio e conclamam a sociedade a combater os desmandos nos setor.

“Este caso exemplifica o desrespeito aos direitos humanos e a Constituição brasileira, que determina que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, sendo a dignidade dos indivíduos fundamental para a vida em sociedade. Os Conselhos conclamam todos os rondonienses, todas as entidades da sociedade civil organizada, os tomadores de decisão, o Ministério Público, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário a unir forças contra a iniquidade”, diz o documento.

Confira a íntegra da nota de esclarecimento dos conselhos.

Nota de repúdio a agressão aos direitos humanos em hospital de Porto Velho

A saúde pública em Rondônia vivencia período de crise por conta de sucessivos equívocos na esfera de sua gestão. Um exemplo concreto dos desmandos veio a tona com a Operação Termópilas, conduzida pelo Ministério Público Estadual, pelo Tribunal de Justiça do Estado e la Polícia Federal. A ação concluída no fim de 2011 culminou com a denúncia de envolvimento e a prisão de gestores públicos, políticos e empresários que desviavam recursos da saúde em benefício próprio.

Apesar disso e de outras várias denúncias feitas pelas entidades médicas, da sociedade civil e da imprensa, o descaso e a indiferença ainda campeiam comprometendo a vida e o bem estar dos cidadãos rondonienses. Infelizmente, o caos ultrapassou todos os limites.

Nesta quarta-feira (28), imagens chocantes veiculadas pela internet mostram o sofrimento e a tortura a qual os pacientes estão sendo submetidos no Estado. As cenas mostram um homem abandonado dentro do Hospital João Paulo II, em Porto Velho. Seu sofrimento é visível e sua agonia choca ainda mais ao percebermos que de sua boca saem larvas (tapurus), que o devoram vivo.

O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), inconformados com o quadro atual e com a indiferença do governador Confúcio Moura – lamentavelmente médico -, tomarão medidas enérgicas para que situações semelhantes não voltem a acontecer.

Este caso exemplifica o desrespeito aos direitos humanos e a Constituição brasileira, que determina que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, sendo a dignidade dos indivíduos fundamental para a vida em sociedade. Os Conselhos conclamam todos os rondonienses, todas as entidades da sociedade civil organizada, os tomadores de decisão, o Ministério Público, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário a unir forças contra a iniquidade.

O silêncio significa cumplicidade com os desmandos. Os médicos não assinarão este pacto.

Fonte SaudeWeb

PF prende prefeito e secretário de Saúde de município do RJ

O prefeito de São Francisco do Itabapoana, Carlos Alberto Silva de Azevedo, e o secretário municipal de Saúde, Cristiano Salles, foram detidos por desvio de verba pública

Cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (29), entre elas o prefeito de São Francisco do Itabapoana, no norte fluminense, Carlos Alberto Silva de Azevedo, e o secretário municipal de Saúde, Cristiano Salles, durante a Operação Renascer, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular um esquema de desvio de verbas públicas destinadas à saúde no município.

Entre os presos também estão um ex-secretário municipal de Saúde e os donos da Clínica Fênix, que a polícia acredita ter sido usada para operar o esquema fraudulento.

De acordo com a PF, as investigações foram realizadas pela Delegacia da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, também no norte do estado, em inquérito policial instaurado para apurar os crimes de quadrilha, peculato (apropriação ou o desvio de valores ou bens por funcionário público) e corrupção passiva e ativa.

Todos os cinco mandados de prisão e os 11 de busca e apreensão – decretados pelo desembargador federal Messod Azulay, da Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal – foram cumpridos.

Mais informações sobre a operação serão apresentadas durante entrevista coletiva marcada para o fim da manhã de hoje na Delegacia de Polícia Federal em Campos dos Goytacazes.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Francisco do Itabapoana informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não iria se manifestar.

Fonte SaudeWeb

AstraZeneca unifica comunicações internas com a plataforma Lync

Projeto piloto inclui 4.300 pessoas de todos os grupos funcionais da empresa. A farmacêutica deixou claro que gosta dos resultados colhidos até agora

A AstraZeneca está unificando as comunicações internas através da plataforma Microsoft Lync, como uma forma de melhorar a comunicação entre os grupos de pesquisa e desenvolvimento e, também, entre a gestão da cadeia de suprimentos.

A diretora de tecnologia da farmacêutica, Angela Yochem, falou sobre os primeiros resultados do que ainda é um projeto piloto durante a conferência UBM’s Enterprise Connect, em Orlando. O piloto inclui 4.300 pessoas de todos os grupos funcionais da empresa. A AstraZeneca não se comprometeu à Lync como um padrão corporativo, mas deixou claro que gosta do que está vendo até agora.

Kirk Koenigsbauer, vice-presidente corporativo da divisão Microsoft Office, palestrou no Connect Enterprise nesta quarta-feira. O Lync também foi notícia esta semana após um anúncio da HP / Polycom sobre a entrega de equipamentos e serviços para empresas que optarem por implantar o equipamento de videoconferência da Polycom em conjunto com o software Lync. Embora a própria Microsoft não faça anúncios de notícias importantes durante o evento, a empresa está trabalhando para solidificar a reputação do Lync como uma entrada forte no mercado de comunicações unificadas.

O Lync é um software da Microsoft para gerenciamento de voz sobre chamadas telefônicas IP, bem como videoconferências, mensagens instantâneas e conferência web. A história da AstraZeneca ajuda a tornar público o caso de que o Lync está sendo levado a sério por grandes corporações.

A AstraZeneca é uma empresa global com operações em mais de 100 países. “Ela costumava deter todos os aspectos da descoberta de medicamentos, fabricação e comercialização, mas nós mudamos para um modelo onde a maior parte desses serviços é terceirizada”, disse Yochen.

Isso significa uma maior colaboração entre as pessoas, incluindo a colaboração com pessoas de empresas parceiras, avalia. Um aspecto interessante do Lync é a sua capacidade de comunicação federativa através do firewall com participantes de videoconferências de outras organizações, disse a executiva.

Alguns dos benefícios iniciais do ensaio são:

- O tempo necessário para treinamento de vendas em um novo medicamento foi reduzido em 75%.

- Uma equipe da cadeia de suprimentos relatou que o tempo necessário para completar transações de rotina com os fornecedores encolheu de dias para minutos.

- Uma pesquisa global e a equipe de desenvolvimento informaram que ficou muito mais fácil criar videoconferências.

Em uma pesquisa com 1.000 participantes, 93% disseram que recomendariam o Lync para os colegas, 78% acreditam que sua produtividade foi reforçada e 75% estam dispostos a desistir de seu telefone fixo se fossem fornecidos com o Lync.

Além disso, embora o foco do piloto seja a melhoria da produtividade, em vez de poupar dinheiro, “estamos muito interessados em algumas das economias que já vimos”, disse Yochem. Um dos participantes do estudo que viaja à China economizou US $ 600 em custos de comunicação por si só, ela disse.

AstraZeneca não é necessariamente uma loja da Microsoft, Yochem disse, por isso está avaliando o Lync por seus próprios méritos.

Além do vídeo e comunicações unificadas, Yochem disse que ela está interessada em modos assíncronos de comunicação, como as empresas de redes sociais, que têm a vantagem de criar um arquivo pesquisável das comunicações que podem ser minadas no futuro como um registro do conhecimento organizacional. Existem vários usos experimentais de tecnologia de colaboração social em uso ao redor da empresa, mas não uma plataforma padrão.

“Parte da minha lista de coisas a fazer este mês está dedicada a definir a natureza exata da capacidade de que precisamos”, disse ela. Isso não significa que selecionaremos um produto apenas esboçando os “resultados de negócios necessários”, a empresa gostaria de uma tecnologia nova de colaboração, disse.

Fonte SaudeWeb

Radiologistas suspendem exames agendados pela Unimed

De acordo com a Sociedade Cearense de Radiologia (Soceara), a operadora está limitando o número de exames realizados, entre eles os exames de imagem de ultrassons e raios

Os médicos radiologistas suspenderam por tempo indeterminado os atendimentos de exames agendados pelo plano de saúde Unimed em hospitais e clínicas credenciados de Fortaleza.

De acordo com a Sociedade Cearense de Radiologia (Soceara), a operadora está limitando o número de exames realizados, entre eles os exames de imagem de ultrassons e raios X. A Unimed Fortaleza informou que o cliente não pode ter limitador na hora da realização de exames e que os contratos com todas as 32 clínicas de radiologia em Fortaleza estão firmados.

Em entrevista ao portal G1, o diretor da Comissão de Defesa Profissional da Soceara, Dower Frota, afirma que quando a clínica passa do número de exames estipulado pela Unimed, o valor do serviço, que é de R$ 450 por exame, cai 20%. Frota diz que o caso é compreendido como uma atitude ilegal porque as operadoras não podem limitar. E ressalta que os exames de imagem são fundamentais na medicina em termos de diagnóstico. O plano faz isso para reduzir custos e acaba prejudicando o paciente.

O diretor da Unimed Fortaleza, Luciano Alencar, diz que essa é a lógica de mercado. E exemplifica ao dizer que se existem 100 exames, há um preço. Se existem 120, 130, o preço diminui. Segundo a publicação, a Unimed, por meio de nota, informou que as clínicas, não poderão limitar o número de exames e que os clientes do plano de saúde continuarão tendo à disposição a rede de atendimento, conforme previsto em contrato.

A Unimed disse que as mudanças vêm sendo implementadas há cerca de seis anos e que as clínicas assinaram contratos aceitando essas mudanças. O plano de saúde informa que não existe, até o momento, nenhuma clínica ou laboratório descredenciado e que os contratos com as clínicas de imagem e de radiologia encontram-se todos em vigência.

Mudança
A mudança nos contratos foi criticada pelos médicos radiologistas, que realizam exames de imagem pela operadora de plano de saúde. Insatisfeitos, eles decidiram suspender os atendimentos eletivos, os que não são de urgência, por tempo indeterminado.

Frota afirma que a partir do momento em que a Unimed coloca um limitante virtual, em que a partir do qual os profissionais vão ganhar até 20% a menos, ela está inibindo de exercer o ato médico

O diretor da Clínica São Carlos, Francisco Monteiro de Castro Júnior, disse que só foram atendidos os casos de urgência.

Decon
Para o Ministério Público, pacientes que tiverem exames recusados devem procurar o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon). Segundo a promotora Ann Cely Sampaio, foi aberto um canal de negociação junto à sociedade dos médicos radiologistas e Unimed para tentar solucionar esse problema. Aquele consumidor que se sentir prejudicado poderá comparecer ao Decon para prestar a reclamação devida, ressalta.

A Unimed informou ainda que já enviou esclarecimentos para que o Decon tome providências, alegando que as clínicas têm um contrato e que não podem se recusar a realizar exames.

Agência Nacional de Saúde
A súmula normativa n° 16 da Agência Nacional de Saúde (ANS) diz que é vedado às operadoras de planos privados de assistência à saúde adotar e/ou utilizar mecanismos de regulação baseados meramente em parâmetros estatísticos de produtividade os quais impliquem inibição à solicitação de exames diagnósticos complementares pelos prestadores de serviços de saúde, sob pena de incorrerem em infração.

Fonte SaudeWeb

Relação Nacional de Medicamentos passa a contar com 810 itens

Entre as novidades, está a inclusão de cinco novos medicamentos, que passam a ser fornecidos gratuitamente nas unidades básicas de saúde

Uma nova Relação Nacional de Medicamentos (Rename) está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (29). Por meio da Portaria 533, o Ministério da Saúde amplia a Rename, a lista oficial de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), que passa a contar com 810 itens. Entre as novidades, está a inclusão de cinco novos medicamentos, que passam a ser fornecidos gratuitamente nas unidades básicas de saúde.

Entre eles, os medicamentos alopáticos Finasterida e a Doxasozina, indicados para o tratamento da hiperplasia prostática benigna (crescimento anormal da próstata). E mais três fitoterápicos: Hortelã (tratamento da síndrome do cólon irritável), Babosa (queimaduras e psoríase) e Salgueiro (dor lombar).

A Relação Nacional de Medicamentos é atualizada a cada dois anos. A última relação atualizada fora publicada em 2010. Outra novidade é que a Rename/2012 ganha outro conceito.

Até o ano passado, só constavam desta relação medicamentos da atenção básica, considerados itens “essenciais” para a população brasileira; isto é, voltados para os agravos mais recorrentes.

Por isso, a Rename/2010 se limitava a 340 itens. Até então, não estavam incluídos os medicamentos que tratam doenças raras e complexas nem vacinas ou insumos. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Gadelha, este ano, a Rename foi elaborada a partir de um conceito mais amplo do que é essencial para a população. Todos os medicamentos de uso ambulatorial foram incluídos – entre eles, insumos e vacinas. Por isso, a lista mais do que dobrou de tamanho, ganhando 470 itens.

Gadelha acrescenta que este é mais um passo da estratégia nacional que vincula acesso, incorporação racional de novos medicamentos para os cidadãos e sinalização para o aumento da produção nacional. Só não constam da Rename/2012 os medicamentos oncológicos, oftalmológicos e aqueles usados em Urgências e Emergências. Esses produtos estão contemplados na Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (Renases).

Atualização
A incorporação, exclusão e alteração de medicamentos e insumos na Rename são realizadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), coordenada pelo Ministério da Saúde e com a participação de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de especialistas da (Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de entidades e associações médicas, comunidades científicas e hospitais de excelência.

A incorporação é feita a partir da análise da eficácia, efetividade e custo-benefício dos medicamentos e deve ser acompanhada de regras precisas quanto à indicação e forma de uso. Isso permite orientar adequadamente a conduta dos profissionais de saúde, além de garantir a segurança dos pacientes. A Conitec tem um prazo de 180 dias, prorrogáveis por mais 90, para a conclusão dos processos de avaliação de novas tecnologias.

Distribuição
Para obter (gratuitamente) os cinco novos e outros produtos incluídos no Sistema Único de Saúde a partir da Rename/2012, o usuário precisa apresentar receita médica às unidades do SUS. Os municípios e estados têm autonomia para disponibilizar esses medicamentos conforme a demanda da população local.

Cada município faz sua própria lista – a Relação Municipal de Medicamentos (Remume). Esses itens são adquiridos com recursos próprios dos estados e dos municípios, complementados por recursos do Ministério da Saúde. A compra dos medicamentos é uma responsabilidade compartilhada entre estados e municípios, bem como a definição dos pontos de oferta dos produtos e os documentos que devem apresentados pelos usuários.

Para a aquisição dos medicamentos, o Ministério da Saúde repassa às secretarias de saúde R$ 5,1 per capita habitante/ano (considerando-se que todos os brasileiros utilizam o SUS). A esse valor é adicionada uma contrapartida financeira pelos estados e municípios – cada um deles repassa R$ 1,86 per capita habitante/ano (totalizando-se, assim, R$ 8,82 per capita habitante/ano).

Fitoterápicos
O Ministério da Saúde passou a financiar fitoterápicos na rede pública de saúde a partir de 2007. Inicialmente, apenas dois produtos constavam da lista do SUS. Atualmente, são 11 medicamentos. Todos eles são fitoterápicos industrializados, ou seja, registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); portanto, com eficácia e segurança comprovadas.

Esses produtos, assim com os medicamentos tradicionais, passam por controle de qualidade e as empresas seguem as mesmas regras de boas práticas de fabricação utilizadas pelas fábricas dos alopáticos. O Ministério da Saúde orienta o uso desses produtos apenas na atenção básica. Os profissionais de saúde interessados em prescrever fitoterápicos devem estar capacitados nesta área. A responsabilidade da prescrição é dos profissionais de saúde.

Fonte SaudeWeb

10 maneiras de prevenir e controlar a hipertensão

Novos dados indicam que a doença atinge 23,3% dos brasileiros

A hipertensão, conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. "Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. Além disso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal", explica o cardiologista Enéas Rocco. Essa doença pode desencadear males que envolvem o sistema circulatório, desde um infarto até um derrame cerebral. Entretanto, há hábitos de vida que implicam em pequenas mudanças que estão totalmente ao alcance e podem blindar seu organismo. Confira 10 dicas para afastar essa doença silenciosa.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Um hábito prático e saudável: para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Reduza (não elimine) o sal: o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. Além disso, hoje existe uma boa substituição: o sal diet pode ser útil na dieta do hipertenso, substituindo parte do cloreto de sódio pelo cloreto de potássio - e nisso, ele é duplamente benéfico, por reduzir o sódio e por adicionar potássio, sendo esse último um elemento muito importante na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial. Além dos cuidados em relação ao consumo de sal, quem já apresenta a hipertensão deve seguir uma dieta balanceada, privilegiando frutas e verduras, carne magra, laticínios desnatados, grãos e cereais.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Perdendo medidas: pesquisadores do Instituto de Nutrição da UFRJ descobriram que um mal, muitas vezes esquecido, tem grande influência na hipertensão: o acúmulo de gordura na cintura. O indicador é sinal de alerta quando as medidas ultrapassam 102cm para os homens e 88cm nas mulheres, pois essa gordura abdominal duplica as chances de hipertensão, infarto e diabetes. Para reduzir os alimentos gordurosos na alimentação vale incluir frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros como filé mignon e músculo.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Beba com moderação: a redução da ingestão de álcool também auxilia o controle da pressão arterial, porém não é necessária a abstinência. Para não passar da conta, a recomendação é a seguinte: a ingestão de bebida alcoólica deve ser limitada a 30g álcool/dia contidas em 600 ml de cerveja (5% de álcool) ou 250 ml de vinho (12% de álcool) ou 60ml de destilados (whisky, vodka, aguardente com 50% de álcool). Este limite deve ser reduzido à metade para homens de baixo peso, mulheres e indivíduos com sobrepeso e/ou triglicérides elevados.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Apague o cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente, além de comprometer toda a sua saúde a longo prazo. "Parar de fumar é fundamental", alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa. Isso ocorre porque a nicotina do cigarro aumenta a pressão arterial - o que não significa que fumar cigarros com baixos teores de nicotina diminua consideravelmente o risco de doenças cardíacas.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Conte até dez: o estresse aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, desencadeando a hipertensão e doenças do coração. Uma das doenças relacionadas à estafa, ou seja, a doença mais conhecida como fadiga, que causa dores musculares e cansaço físico ocasionados principalmente pela combinação entre desgaste excessivo (sem respeitar um tempo de descanso e recuperação) e pela má alimentação. Nestes casos, o tratamento é uma mudança radical na rotina e na alimentação. As dicas dos especialistas são controlar s emoções e procurar incluir atividades relaxantes na sua rotina.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Vitamina D sempre: um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Monitore seu coração: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. No mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem medir a pressão arterial. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios. Quem já possui a doença deve ir medi-la a cada mês e ir ao médico a cada seis meses para verificar a medicação que está tomando.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Benefícios adicionais do sexo: um estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa contou com a colaboração de três mil homens de 45 a 59 anos de idade. De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão subsequente é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos.

Pressão arterial - Foto: Getty Images

Tire as crianças da frente de TV: crianças que passam muito tempo em frente à televisão têm mais chances de apresentar elevação da pressão arterial independentemente do seu nível de gordura corporal ou peso, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. A pesquisa analisou a relação entre a pressão arterial das crianças e sua escolha de passatempos passivos, como assistir à TV, usar o computador e ler. De acordo com os pesquisadores, ver TV é mais nocivo do que jogar vídeo-game, por exemplo, porque a ação de jogar demanda o mínimo de movimentos da criança. Enquanto a TV, além de estimular o comportamento passivo, normalmente vem associada ao consumo de guloseimas, como salgadinhos e biscoitos, cheios de sal e gordura, que também contribuem para o aumento da pressão.

Fonte Minha Vida