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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sal não refinado é bom para a saúde

Mineral em estado bruto tem componentes importantes para o corpo

Conhecido como o vilão causador da pressão alta, retenção de líquido e doenças cardiovasculares e renais, o sal não é tão ruim assim. Quando não refinado, em seu estado bruto, ele é repleto de minerais de importância vital, inclusive para o funcionamento do intestino.

Além disso, ele possui iodo no estado orgânico, melhor assimilável pela glândula tireoide.

A grande diferença entre o sal não refinado e o sal “comum”, ou cloreto de sódio, é que esse último passou por um processamento em altas temperaturas, sofreu alterações em sua estrutura molecular original e a remoção de minerais vitais da sua composição.

Para fugir deste vilão, é preciso evitar o uso de alimentos industrializados (aqueles que já vêm “prontos”, em caixinha, vidrinho ou latinha), que concentram altas doses do produto.

Para temperar os alimentos, aconselha-se o uso de outros condimentos, como salsa e cebolinha, capazes de dar sabor ao alimento sem trazer malefícios para a saúde.

Fonte Agência Estado

Vistoria em hospital com rachaduras adia 22 cirurgias no Rio

Engenheiros da UFRJ estão no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Eles verificam se houve aumento na abertura das juntas de dilatação

Engenheiros da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe/UFRJ) fazem na manhã desta terça-feira (4) uma vistoria no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade, por causa da vistoria, 22 cirurgias foram adiadas. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial, que pode ser lida no final desta reportagem.

Rachaduras
Imagens feitas por um funcionário mostram uma imensa fenda aberta no chão, na parede e no teto do centro cirúrgico da unidade. As fissuras podem ser vistas no 9º (enfermaria), 12º (centro cirúrgico) e 13º andares (residência médica). Quem trabalha no hospital conta que as rachaduras aumentam desde o fim do ano passado, quando parte da unidade foi implodida.

Funcionários do hospital informaram que areia e fragmentos de concreto caíram dessas aberturas durante a madrugada. Os engenheiros verificam se houve um aumento na abertura das fissuras (juntas de dilatação). Segundo eles, a queda desses fragmentos teria sido provocada pelo vento.

“As rachaduras vêm aumentando constantemente e ninguém dá uma resposta com relação a segurança de uma possível queda do prédio. Dentro do centro cirúrgico tem um local que dá para ver o prédio do outro lado do CCS e todo o campus universitário pela fenda, e pelo chão do centro cirúrgico dá para ver a rua”, disse um funcionário.

Ainda de acordo com a assessoria, o surgimento de fissuras e aumento do espaço de dilatação foram considerados normais, por causa do histórico recente da implosão da Ala Sul. As fissuras foram monitoradas durante 108 dias e, segundo engenheiros, não oferecem risco e não alteram a rotina de funcionamento do hospital.

A região é monitorada diariamente e o reforço de dois pilares está sendo executado. O resultado da vistoria deve ser divulgado ainda nesta terça. Segundo a assessoria do hospital, somente após o laudo será informado para quando foram adiadas as 22 cirurgias e se outros procedimentos cirúrgicos também serão remarcados.

Além da Coppe, engenheiros do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) também farão uma vistoria no hospital nesta tarde.

Leia a íntegra da nota do HUCFF:
“O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) é o maior hospital do Rio de Janeiro em volume de consultas, principalmente de ambulatórios especializados em alta complexidade. Por ser um prédio antigo, com histórico recente de implosão de parte nunca utilizada (Ala Sul) em dezembro de 2010, o surgimento de alterações estruturais (fissuras) e aumento do espaço da junta de dilatação foram considerados normais.

Após 108 dias de monitoramento nas fissuras / juntas de dilatação de alguns setores do HUCFF, o parecer técnico, expedido em 10.09.2011, do engenheiro Ernani Diaz, professor da UFRJ e membro da Academia Nacional de Engenharia relata que a mudança climática favorece a dilatação e possíveis recalques que “NÃO oferecem risco e NÃO alteram a rotina de funcionamento do hospital.

O reforço definitivo de dois pilares já está sendo executado e a região está sendo monitorada diariamente.

Uma avaliação feita em 17.06 por engenheiros da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (COPPE/UFRJ) também concluiu que NÃO há risco de desabamento e destaca que a situação apontada pelo laudo anterior, nas juntas vistoriadas, não indica qualquer sintoma de patologia estrutural relevante.

Apesar das informações veiculadas, a região está sendo monitorada diariamente e o hospital tem sua rotina mantida. Ressalta-se que, semanalmente, os funcionários são comunicados sobre o andamento das obras estruturais.

Neste momento, engenheiros da COPPE/UFRJ vistoriam o prédio para verificar se houve progresso da abertura na junta de dilatação, a fim de certificar se este é um fenômeno progressivo ou não. Por causa desta vistoria, 22 cirurgias foram adiadas. As outras rotinas do hospital estão mantidas”.

Fonte G1

Médicos descobrem que bactéria da tuberculose tem novas armas contra seres humanos

A bactéria que causa a tuberculose tem uma única molécula na superfície celular externa que bloqueia uma parte fundamental de defesa do organismo. Agora, novas pesquisas sugerem que este bloqueio representa um novo mecanismo nos esforços de evolução do micróbio para permanecer escondido do sistema imunológico humano.

Os pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio descobriram que a bactéria da tuberculose tem uma molécula em sua superfície externa, que pode interromper a produção de uma importante proteína, em células do sistema imunológico, que ajuda a conter a infecção e manter a doença em estado latente. Essa proteína é chamada de fator de necrose tumoral (TNF, na sigla em inglês). Quando o TNF não é produzido em quantidades suficientes, a bactéria da tuberculose pode crescer sem controle e causar infecção descontrolada dentro e fora dos pulmões.

- Há vários componentes exclusivos sobre a parede celular que ajudam a Mycobacterium tuberculosis a esgueirar-se para o pulmão, de forma relativamente desapercebida – explica o professor Larry Schlesinger, presidente do Departamento de Infecção Microbiana e Imunidade da Ohio State University. – Quanto mais pudermos aprender sobre como estas estruturas da parede celular influenciam a resposta imune do ser humano, mais próximo poderemos chegar ao desenvolvimento de uma estratégia mais eficaz para tratar ou mesmo prevenir uma infecção tuberculose ativa.

A bactéria se assemelha a um galho de árvore polvilhado com açúcar e moléculas menores que se projetam da parede celular externa. Os resultados mostram que esta estrutura pode bloquear a produção de TNF no nível de pequenos segmentos de RNA que regulam – ou fazem um ajuste fino – da função de um gene de proteína-edifício.

Estes segmentos de RNA têm aparecido com freqüência no desenvolvimento de vários tipos de câncer. Schlesinger afirma que sua pesquisa está entre os primeiros estudos que mostram que as bactérias patogênicas podem influenciar a ativação de segmentos de RNA em células do sistema imunológico. É também o primeiro a explorar a forma como segmentos de RNAs regulam a resposta inflamatória macrofágica ao Mycobacterium tuberculosis.

Os macrófagos são os primeiros a responder, em nível celular, à invasão bacteriana. Eles comem a bactéria da tuberculose no ponto de infecção no pulmão e, em seguida, ativam moléculas que fazem partes da bactéria visível à infecção de combate por guerreiros do organismo, provocando uma resposta de células T, que agem em socorro dos macrófagos.

A pesquisa foi publicada esta semana na edição da revista da Academia Nacional das Ciências dos EUA.

Estima-se que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo são infectados com a bactéria da tuberculose. Pessoas infectadas podem abrigar a bactéria sem sintomas por décadas, mas uma em cada dez desenvolverá a doença, caracterizada por tosse crônica e dor torácica. Infecções ativas e latentes são tratadas com uma combinação de antibióticos que os pacientes devem tomar pelo menos seis meses, e tal tratamento está se tornando menos efetivo, com mais de cepas resistentes de bactérias.

Schlesinger e seus colegas conduziram o estudo comparando dois tipos de bactérias – uma cepa virulenta de Mycobacterium tuberculosis e uma estirpe inofensiva chamada Mycobacterium smegmatis, que é frequentemente utilizada como bactéria de controle, na pesquisa TB.

Muitos destes mesmos pesquisadores, liderados por Schlesinger, já haviam isolado superfícies da célula bacteriana, usando potentes análises bioquímicas para caracterizar diferenças estruturais. Em um estudo publicado recentemente no Journal of Biological Chemistry, o grupo mostrou como as estruturas de superfície de bactérias virulentas TB reduziram a resposta de um grupo específico de células T, que normalmente é recrutado para combater a tuberculose.

Neste novo estudo, os cientistas compararam como as estruturas afetadas na produção de TNF influenciam a cultura humana de macrófagos. Eles estabeleceram pela primeira vez que os macrófagos humanos respondem de forma diferente para os dois tipos diferentes de bactérias, após 24 horas de exposição. A bactéria virulenta TB produziu significativamente menos TNF.

Embora o estudo mostre que as células aumentam a produção de TNF através de uma via receptora conhecida, a bactéria da tuberculose virulenta não faz uso dessa via receptora. Isto apoiou a hipótese de que a bactéria patogênica TB descobre outra forma para bloquear a proteína TNF – avaliou Schlesinger, também diretor do Centro Estadual de Ohio para Biologia Microbiana de interface.

Um único segmento de RNA pode afetar a produção de centenas de proteínas. O processo de identificação dos relacionamentos está agora em curso. No entanto, dois segmentos de RNAs foram reconhecidos por serem relevantes para suas conexões com genes e proteínas estabelecidos como responsáveis pela resposta imune à infecção TB: o miR-125. e o miR-155.

Experimentos bioquímicos e genéticos mostraram que macrófagos estimulados com segmentos da bactéria da tuberculose tiveram maior expressão de miR-125 B, e efetivamente inibiram a produção de TNF. Em contraste, o segmento das bactérias inofensivas tinha maior expressão de miR-155, que regula outros compostos de uma forma que estimula a produção de TNF.

Manipulação de pesquisadores experimentais para diminuir a expressão de miR-125.B em macrófagos aumentou a produção de TNF em resposta às bactérias TB.

- Isso realmente diz respeito ao poder da bactéria da tuberculose para se adaptar ao seu hospedeiro humano – disse o pesquisador – Ela teve séculos para desenvolver uma forma sofisticada para lidar com o seu encontro com o humano. Felizmente, a tecnologia genômica é o que nos permite identificar segmentos de RNAs mais rapidamente, o que pode nos permitir recuperar o atraso com a bactéria da tuberculose e descobrir uma maneira ser mais esperto que ela.

Fonte O Globo

Alerta aos 13 mitos do câncer

Um dos maiores especialistas em oncologia, Paulo Hoff, afirma que crenças populares interferem no diagnóstico precoce da doença

O câncer é uma doença em ascensão na população mundial e, no Brasil, já figura como a segunda causa de morte, atrás apenas das doenças cardiovasculares, conforme mostrou um recente estudo do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As neoplasias– como também são chamados os cânceres – podem afetar várias partes do organismo e as causas para o desenvolvimento são múltiplas. A herança familiar, os hábitos de vida e até a vivência de transformações de humor já apareceram como motivos para o surgimento dos tumores malignos.

Neste cenário de múltiplas razões para o desenvolvimento do câncer, surgem os mitos sobre a doença. Um dos especialistas mais conhecidos na área de oncologia, Paulo Hoff – ele é diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – afirma que estas crenças populares atrapalham o diagnóstico precoce da doença e as chances de cura.

“Com o maior acesso à internet pela população, o que poderia ser um facilitador da busca por informações pertinentes, nota-se, também, propaga diversos mitos e inverdades sobre o câncer”, afirma o oncologista e diretor geral do Icesp, Paulo Hoff.

“É preciso estar atento para seguir orientações de médicos ou instituições confiáveis”, observa.

Abaixo, veja 13 mitos selecionados por Hoff sobre o câncer e também 8 verdades sobre a doença.

Mitos
- Uso de desodorantes pode causar câncer de mama

- Somente quem tem histórico familiar está sujeito a desenvolver a doença

- Ingestão de leite prejudica o tratamento do câncer

- O consumo de adoçantes provoca o surgimento da doença

- Falta de higiene nas regiões íntimas não está relacionado ao câncer

- Câncer é uma doença contagiosa

- Pessoas negras não têm câncer de pele

- Segurar a urina dá câncer de bexiga

- Fazer sexo sem preservativos não aumenta risco de desenvolvimento da doença

- Implantes de silicone podem provocar câncer de mama

- Alimentos preparados no microondas podem provocar câncer

- Um câncer pode ser causado por uma pancada

- Todo nódulo ou tumor se transformará em câncer

Verdades
- Falta de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama

- HPV está relacionado ao desenvolvimento de tumores no ânus, e nos órgãos da região da cabeça e do pescoço

- Consumo de álcool e tabaco elevam as chances de desenvolvimento da doença

- Ter filhos mais tarde (após os 30 anos) aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de mama

- Quanto maior a idade, maiores as chances de desenvolvimento de um câncer. Mas isto não significa que jovens não estejam sujeitos à doença

- Homens também podem ter câncer de mama

- Câncer tem cura. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de curá-lo

Fonte IG

Mulheres pensam mais em comida do que em sexo, diz pesquisa

Que manter o corpo em dia é um dos principais objetivos da vida moderna, todos sabem. Mas o que uma pesquisa constatou é que muitas mulheres se esforçam e se dedicam mais a uma dieta do que a manter a vida amorosa saudável. Quinze por cento afirmaram considerar fazer dieta mais importante do que se preocupar sobre como vão as coisas com o companheiro. As informações são do site Female First.

Mais de um terço disse pensar mais no assunto do que no parceiro e mais da metade pensa mais em comida e em suas restrições do que em sexo. O levantamento foi feito pelo Instituto Atkins, do médico Robert Atkins, que criou um dos métodos de emagrecimento mais conhecidos do mundo: a dieta com baixo consumo de carboidratos e a liberação de carnes e gorduras.

A dedicação ao plano de emagrecimento é mais importante até do que a fidelidade ao parceiro: 10% disseram que sentiriam mais culpa em burlar o plano alimentar do que devido à infidelidade conjugal.

A nutricionista chefe do instituto Linda O´Bryne disse ao site que as dietas de emagrecimento são algo nas quais as pessoas pensam o tempo todo em vez de se transformarem em parte do estilo de vida de cada um.

A pesquisa ainda mostra que o principal motivo para começar uma dieta é ficar em forma para o verão. Outra parte revelou ter iniciado um plano de emagrecimento devido a comentários maldosos feitos sobre suas figuras.

Fonte Ponto a Ponto

Tratamento para osteoporose exige comprometimento

Menos de 50% dos pacientes continua tomando o remédio por mais de um ano

"Foi apenas um acesso de tosse..."; "foram apenas alguns espirros mais fortes..."; "ela foi apenas mudar de posição na cama...". E para alguns, o resultado de ações cotidianas como essas resultou em uma fratura grave e incapacitante, que deixou a pessoa de cama por muitos dias.

Com os exemplos mencionados, queremos entrar no universo silencioso da osteoporose, que não faz alarde de seus sintomas. Quem tem a doença pode fraturar um osso simplesmente tossindo, espirrando ou mudando de posição bruscamente.

Muitos pacientes só tomam consciência da gravidade da doença após levar "um susto". É fácil interromper o tratamento da osteoporose no meio do caminho. Por não poderem sentir imediatamente ou ver os seus ossos ficando mais fortes, muitos abandonam o tratamento. No entanto, sem medicação regular, existe um risco aumentado de sofrer fraturas debilitantes.

A adesão ao tratamento é um problema intrínseco da osteoporose e de muitas doenças crônicas. Diversos estudos mostram que menos de 50% dos pacientes ainda tomam a medicação prescrita após um ano de tratamento.

O tratamento
Fazer a gestão apropriada da doença e incentivar os pacientes a continuar o tratamento são desafios para todos os profissionais de saúde que lidam com a osteoporose. Não há um modelo para se fazer isto, pois cada paciente é único em relação a essa questão.

O tratamento da osteoporose é muito abrangente e envolve muitas mudanças de hábitos, como a prática da atividade física, o abandono do álcool e do tabagismo, a exposição solar diária, a suplementação de cálcio e de vitamina D, além de ajustes na rotina para que a medicação não fique em segundo plano.

O paciente com osteoporose precisa ser informado de que a medicina já conta com medicamentos eficazes que protegem os pacientes da perda óssea ocasionada pela doença. Eles podem ser administrados diariamente, semanalmente, trimestralmente, mensalmente ou, ainda, anualmente.

Para os que têm problemas com o ritual de ingestão dos comprimidos que combatem a doença, há a opção do tratamento intravenoso.

Exercícios para prevenção e durante o tratamento
Por acreditarmos que mudanças no estilo de vida são muito benéficas e colaboram efetivamente para a prevenção e o tratamento da osteoporose, estamos promovendo a IV Caminhada de Combate à Osteoporose, no dia 23 de outubro (domingo), na Praça Visconde de Souza Fontes, na Mooca. As inscrições para participar do evento são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (11) 2936 8788 ou pelo site http://www.caminhadaosteoporose.com.br/. Os primeiros quinhentos inscritos caminharão conosco em prol desta grande causa http://www.caminhadaosteoporose.com.br/ .

Fonte Minha Vida

Olhos protegidos: o perigo da automedicação

Umas gotinhas de colírio à noite... Uma pomadinha para aliviar o ardor

Mesmo sabendo que é perigoso comprar remédios com base na indicação de amigos, vizinhos, muitas pessoas ainda recorrem à automedicação regularmente. O perigo desta prática para a visão é grande. Muitas vezes, estes remédios não prescritos pelo oftalmologista causam novas doenças, mascaram os sintomas da real moléstia ou, ainda, não têm efeito nenhum, fazendo com que o incômodo e o mal estar do paciente persistam.

Sem a devida indicação médica, a única coisa que se pode passar nos olhos é água limpa. Os colírios, por exemplo, que são largamente utilizados pela população, têm princípios ativos variados, como corticóides e antibióticos que podem mascarar ou agravar algumas doenças oculares. Se a pessoa tiver outros problemas prévios, como glaucoma, o colírio pode agravá-los.
O aspecto inofensivo dos colírios e a facilidade de administração deste produto somados ao fácil acesso às drogas oftalmológicas nas farmácias são fatores de risco para a população. Há de se combater a automedicação por meio de campanhas que alertem quanto aos perigos para os olhos e, conseqüentemente, para a visão do uso indiscriminado destas substâncias.
O uso de colírios com antibióticos de forma crônica e irregular pode facilitar o aparecimento de mutações de bactérias que se formam resistentes ao medicamento, o que forma o tratamento mais difícil. O hábito de utilizar colírio comum que deixa olho branquinho pode significar o uso de uma droga vaso construtora que pode ter efeito colateral para a pressão arterial, além dos perigos de viciar o paciente e torná-lo dependente do colírio.

Cremes e pomadas também devem ser prescritos pelo oftalmologista. Muitas pessoas, no afã de aliviar uma coceira ou um ardor nos olhos aplicam pomadas anti-alérgicas destinadas à pele nos olhos. Atitude equivocada e perigosa que pode mascarar doenças e provocar uma alergia ocular.

Olhos vermelhos
Aparentemente uma doença comum e de fácil tratamento, pois é prevalente no verão, a conjuntivite deve ser tratada de maneira individualizada. O remédio que a sua tia usou para tratar a conjuntivite dela certamente não servirá para toda a família. Nos casos de conjuntivite causada por agentes patógenos de alta-virulência, se a infecção não for tratada com o antibiótico correto, ela pode se transformar numa úlcera de córnea ou até mesmo numa perfuração do globo ocular com cegueira irreversível.


Patologias da córnea como ceratites, corpos estranhos, e úlceras também são causas freqüentes dos olhos vermelhos que podem levar a lesões graves se não forem tratadas adequadamente. Portanto, não adianta adiar a ida ao oftalmologista.

Para ter certeza sobre o medicamento a ser utilizado, é preciso conhecer primeiro a causa da doença. O glaucoma agudo, por exemplo, requer tratamento de emergência para que danos permanentes do nervo óptico sejam evitados.

A automedicação, neste caso, é muito perigosa. Não devemos fazer concessões nem aos remédios naturais e receitas caseiras. Todos os medicamentos, sem exceção, têm efeitos colaterais e podem provocar riscos à saúde.

O mais seguro é procurar o oftalmologista para tratar do seu incômodo ocular, dos seus olhos vermelhos. Os amigos e os vizinhos devem ser consultados sobre outras questões.

Virgilio Centurion é oftalmologista, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares. 

Fonte Minha Vida

Miopia se agrava com o passar dos anos?

Dificuldade para ver objetos distantes é corrigida com uso de lentes

 
Fonte Minha Vida

Cirurgia para miopia deixa os olhos secos?

Procedimento médico pode causar desconforto e irritação

 
Fonte Minha Vida

Ver televisão de perto ou ler com pouca luz prejudica a visão?

Situações podem causar lacrimejamento e dor de cabeça


Fonte Minha Vida

Bactéria em melões mata 18 pessoas nos EUA

Listeria é muito perigosa para idosos e grávidas

Ao menos 18 pessoas morreram e cem ficaram doentes nos Estados Unidos desde o fim de julho, depois de ingerir melões infectados com a bactéria listeria, na pior intoxicação alimentar no país em mais de uma década.

Os casos foram reportados em 20 Estados, devido a melões procedentes da firma Jensen Farms, com sede no Colorado (oeste do país). O número anterior de casos, anunciado na sexta-feira, era de 15 mortos e 84 doentes.

As autoridades sanitárias advertiram para um possível aumento das vítimas, devido ao longo período em que a bactéria fica encubada, o que faz com que uma pessoa adoeça até dois meses depois de consumir um produto contaminado.

Os pesquisadores ainda tentam averiguar como a fruta se contaminou. Esse é o primeiro surto conhecido de listeria em melões.

A listeriose é especialmente perigosa para os idosos, pessoas com sistema imunológico debilitado e mulheres grávidas, podendo causar aborto espontâneo ou morte do feto.

Embora os únicos melões relacionados com o surto tenham sido os cultivados na Jensen Farms e nenhum deles tenha sido exportado, as autoridades americanas aconselharam os consumidores a descartar um melão se não estiverem certos de sua origem.

O CDC (Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos), diz que a pessoa deve jogar o melão fora imediatamente, mesmo que ela tenha comido parte da fruta e não tenha ficado doente.

– A listeria pode proliferar no melão em temperatura ambiente e na geladeira.

A listeriose pode causar diarreia, febre, dores musculares e outros sintomas similares à gripe. Na maioria dos casos, a bactéria se propaga do intestino até a corrente sanguínea, mas pode se tratada com antibióticos.

Fonte R7

Toddynho: Análise revela achocolatado com pH semelhante ao da soda cáustica

Rio Grande do Sul tem 29 casos de pessoas que tiveram problemas após tomar Toddynho

Os primeiros resultados de um teste feito no Rio Grande do Sul a partir de amostras do achocolatado Toddynho indicam um pH 13,3, índice muito alto para um alimento e próximo do registrado na soda cáustica.
O CEVS (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) informa em nota que até esta terça-feira (4) foram registradas 29 notificações de pessoas apresentando sintomas como sensação de ardência e irritação na mucosa da boca após a ingestão do achocolatado Toddynho, caixa de 200 ml.

Os casos estão espalhados por 12 municípios do Rio Grande do Sul.

O pH é um índice que vai de 0 a 14. Uma substância é neutra quando apresenta o pH 7, ácida para índices menores de sete e alcalinas quando forem maiores que sete, como é o caso da soda cáustica.

As amostras do lote L4 32 06:08, divulgadas na semana passada, com data de validade 19/02/12, foram as que passaram pelo teste no Lacen (Laboratório Central do Estado).

- Como os casos informados estão também se referindo a outros lotes, novas amostras estão sendo recolhidas e encaminhadas para análise.

O CEVS diz que comunicou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), uma vez que o produto tem distribuição nacional, e emitiu um alerta às autoridades sanitárias regionais e municipais de todo o Estado, determinando a interdição cautelar de todos os lotes do produto no comércio distribuidor e varejista.

A orientação à população, segundo o órgão, é que ninguém deve consumir o achocolatado da marca Toddynho, caixa de 200 ml, de qualquer lote, até que resultados da investigação e análises demonstrem quais lotes estão impróprios para o consumo.

Caso tenha ingerido o produto, de qualquer lote, e tenha apresentado sintomas como os até agora relatados (sensação de ardência, irritação e/ou lesões na mucosa da boca), é preciso procurar atendimento médico.

Também é preciso entrar em contato com a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de seu município ou o Disque-Vigilância do CEVS, por meio do fone 150.

O produto precisa ser mantido na embalagem original, fora do alcance de crianças e, se aberto, em refrigeração.

Por meio de um comunicado, a PepsiCo, fabricante do produto, comunicou o recolhimento do lote L4 32 05:30 a L4 32 06:30, validade 19/02/12, do produto Toddynho Original, distribuído no Rio Grande do Sul.

- Devido a uma falha pontual do processo produtivo, cerca de 80 unidades estão impróprias para o consumo. Se você encontrar produtos deste lote, não os consuma e entre em contato com o SAC PEPSICO 0800 703 2222. Os produtos Toddynho não correspondentes ao lote acima identificado encontram-se em perfeitas condições para consumo.

Fonte R7

Mesmo com restrição, consumo de antibióticos cresce 4,8% em um ano

Aumento ocorreu após Anvisa passar a exigir a retenção da receita nas farmácias, numa tentativa de reduzir a automedicação e o risco de resistência bacteriana

O consumo de antibióticos no País cresceu 4,8% em um ano, saindo de 90,3 milhões para 94,7 milhões de unidades. O aumento ocorreu depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passar a exigir a retenção de receita para a venda desses remédios.

Os dados foram levantados pela IMS Health, consultoria especializada no mercado farmacêutico, a pedido do Estado, e leva em consideração a venda para o consumidor final, em farmácias.

A norma proibindo a venda de antibiótico sem receita foi publicada pela Anvisa em outubro do ano passado e passou a valer um mês depois. O objetivo da medida era reduzir a automedicação e o risco de resistência bacteriana.

Para especialistas, o aumento nas vendas é resultado do crescimento natural do mercado farmacêutico e da melhora da economia: o brasileiro tem mais acesso a planos de saúde, vai mais ao médico e, consequentemente, compra mais remédio.

Para o professor Silvio Barberato Filho, do programa de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Sorocaba (Uniso), a medida tem um impacto positivo em reduzir a automedicação, mas ainda não resolve de forma eficaz o problema da resistência bacteriana.

“Temos estudos que demonstram que ainda há excesso de prescrição de antibióticos e prescrições equivocadas. Se a pessoa toma o remédio sem necessidade, mesmo comprando com receita, ela vai contribuir para o aumento da resistência”, diz.

A mesma opinião é compartilhada pelo infectologista Carlos Roberto Veiga Kiffer, pesquisador do Laboratório Especial de Microbiologia Clínica da Unifesp. “A má prescrição existe e é um dos fatores que nós médicos brigamos contra. O consumo precisa cair mais.”

Para Barberato, outras medidas, como a orientação específica ao profissional que prescreve antibióticos, deveriam ser tomadas para evitar a resistência. “O fato de o paciente comprar com receita não quer dizer que a receita não está associada ao mau uso. O controle das vendas é apenas um dos elementos para controlar a resistência bacteriana. Essa norma não consegue coibir a prescrição equivocada”, diz.

Classes específicas. Tese de mestrado defendida ontem na Uniso, orientada pelo professor Barberato, mostrou que nos seis meses depois do início da norma houve queda na venda antibióticos indicados para o tratamento de doenças respiratórias.

A pesquisa levou em consideração uma base de dados de cerca de 2.800 farmácias. Segundo Barberato, houve redução na venda da tetraciclina (39%), azitromicina (33%), amoxicilina (32%) e lincomicina (26%). “Essa queda aconteceu provavelmente porque esses eram os medicamentos mais vendidos sem receita”, afirma.

Segundo Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o mercado farmacêutico cresceu 20% no último ano. A tese da indústria para explicar o aumento nas vendas é a de que nunca houve uma automedicação tão exagerada quanto era imaginado.

“Ninguém toma antibiótico se não precisa. E sempre há um pico de venda nos meses de inverno, por causa dos problemas respiratórios”, diz Mussolini.

Sistema. Apesar de ter publicado a norma há quase um ano, a Anvisa não tem um levantamento oficial sobre o consumo. Pela nova regra, as farmácias deveriam fazer a escrituração eletrônica das receitas retidas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) a partir de abril deste ano, mas o prazo foi suspenso por tempo indeterminado.

Assim, a Anvisa depende dos dados manuais feitos por cada estabelecimento. Segundo a assessoria, o prazo foi suspenso porque o sistema atual não comportaria uma demanda tão grande de informações. A agência também atribui o aumento do consumo ao crescimento do mercado.

Fonte Estadão

Carne ameaça fertilidade masculina

Pela primeira vez, estudo científico relaciona o hábito alimentar com problemas no sêmen

Dietas ricas em carne vermelha (bovina e suína) devem ser evitadas por homens que pensam em ter filhos - principalmente os que precisam recorrer a técnicas artificiais de reprodução. Um estudo brasileiro publicado recentemente na revista científica Fertility and Sterility apontou o consumo excessivo do alimento como o mais novo vilão da infertilidade masculina. Para especialistas ouvidos pelo Jornal da Tarde, a ingestão de 68 gramas a cada 1 mil calorias diárias (o equivalente a um bife por dia) já seria o bastante para caracterizar o perigo. 

Dietas ricas em carne vermelha devem ser evitadas por homens que pensam em ter filhos - Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
Dietas ricas em carne vermelha devem ser evitadas por homens que pensam em ter filhos
 
“O excesso pode influenciar na qualidade do sêmen e prejudicar a motilidade (capacidade de movimentação) e a taxa de implantação (capacidade do esperma gerar um bom embrião)”, diz o especialista em reprodução humana Edson Borges, coordenador da pesquisa conduzida pelo Instituto Sapientiae, vinculado à Faculdade de Medicina de Jundiaí.

Foram entrevistados 250 homens submetidos a fertilização assistida. O hábito de consumo excessivo de carne vermelha foi confirmado por todos - o que levou os pesquisadores a relacioná-lo com a infertilidade.

Segundo Marcello Cocuzza, médico-assistente do Centro de Reprodução Humana da Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas (HC), as alterações no sêmen ocorrem por conta do aumento do estresse oxidativo no organismo - uma espécie de desequilíbrio entre a produção de radicais livres (moléculas liberadas pelas células durante a absorção dos alimentos) e os antioxidantes (moléculas que ‘combatem’ os efeitos negativos dos radicais livres, como alterações celulares, envelhecimento e algumas doenças, entre elas osteoporose e câncer). “A carne vermelha em excesso funciona como gatilho para desencadear o processo de estresse no organismo”, diz Cocuzza.

Nada que preocupe o gerente de churrascaria Odair Romansin, de 32 anos. Gaúcho de Constantina, ele afirma que consome carne vermelha todos os dias - numa dieta que supera os 300 gramas semanais indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “(Como) pelo menos um bife por dia. Se carne vermelha fizesse mal, os gaúchos seriam estéreis”, ironiza o pai de André Luiz, de um ano e sete meses. “Tenho certeza que carne faz bem. Tanto que o meu filho já gosta de comê-la sangrando, bem mal passada.”

Além de provocar estresse oxidativo, o excesso de carne vermelha também pode aumentar a ingestão de substâncias nocivas à saúde. “Ingerimos xenoestrogênios e esteroides anabolizantes, substâncias tóxicas sintéticas utilizadas na ração para engordar o gado confinado. Ambas são capazes de interferir na fertilidade masculina”, diz o pesquisador Borges.

Outros fatores
“Como tudo na vida em excesso, a carne vermelha faz mal. A qualidade do sêmen e, consequentemente, a fertilidade masculina também dependem de uma alimentação balanceada”, diz o urologista Fábio Firmbach Pasqualotto, membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) (leia mais ao lado). “Outro fator que influencia na qualidade do sêmen é a idade. A partir dos 40 anos, o homem tem uma diminuição hormonal natural”, completa Firmbach.

O cigarro, álcool, medicamentos controlados, como antidepressivos, a obesidade, alimentos industrializados, estresse e drogas ilícitas também comprometem a fertilidade. “Não podemos apontar um único vilão. É uma questão multi fatorial que influencia a fertilidade masculina”, afirma Sandro Esteves, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

Regra é evitar excessos, diz médico
Os homens não precisam abrir mão do churrasco ou muito menos virarem vegetarianos para garantir a fertilidade, dizem os especialistas. Alguns cuidados alimentares são suficientes para evitar impactos negativos na qualidade e quantidade do sêmen.

Ricas em proteínas e nutrientes, as carnes bovina e suína são fonte de ferro, magnésio, fósforo, zinco, potássio, selênio e vitaminas. “São alimentos muito importantes. A regra é evitar os excessos”, ensina Fábio Firmbach Pasqualotto, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

E para evitá-los, o nutrólogo Eric Slywitch aconselha a substituição da carne vermelha em algumas refeições. “Não existe nenhum nutriente que só exista na carne”, afirma Slywitch, que é membro da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Segundo ele, a troca deve ser feita com o grupo dos feijões. “50 gramas de feijão equivalem a uma porção de carne (um bife de até 100 gramas).” Além dos feijões, outros grãos indicados para a troca são a lentilha e o grão de bico.

“As pessoas só precisam ficar atentas em substituir a carne vermelha pelos grãos certos. Geralmente costumam trocar erroneamente por ovos e laticínios”, afirma o nutrólogo.

O único impacto em reduzir ou banir o consumo de carne vermelha é psicológico, salienta Slywitch. “Fisiologicamente não há efeitos negativos.”

Para Pasqualotto, o importante é manter uma dieta balanceada. “Uma boa dieta para a fertilidade é composta com legumes e verduras de quatro cores diferentes. As vitaminas C e E são poderosos antioxidantes e melhoram a ‘performance’ do esperma.”


NA BALANÇA 

12,8 quilos por ano
é a média de carne suína consumida pelo brasileiro

42,8 gramas por dia 
é a porção média de carne vermelha (bovina e suína) indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) 36 quilos por ano é quanto cada pessoa consome de carne bovina no País, de acordo com dados do Sindicato da Indústria de Carnes &  Derivados (Sindicarne)

63,2 gramas por dia
é o consumo médio per capita de carne bovina do brasileiro, segundo informações da última Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

2,044 Kcal ao dia
é consumo calórico médio de carne de cada brasileiro, segundo indicam estimativas do IBGE

Fonte Estadão

Dispositivo criado na Argentina visa reduzir complicações em partos

Método foi criado a partir de um truque usado para tirar uma rolha do fundo de uma garrafa, usando a força do ar

O argentino Jorge Odón transformou um jogo que aprendeu com amigos em um dispositivo que visa ajudar a salvar a vida de mulheres durante o parto, principalmente em zonas rurais ou com serviços de saúde precários.


A invenção está sendo impulsionada por Mario Merialdi, coordenador de política reprodutiva da OMS (Organização Mundial da Saúde), por Javier Schvartzman, do Centro de Educação Médica e Investigações Clínicas da Argentina e pelo Fundo Tecnológico Argentino.

Outras utilidades do dispositivo são impedir hemorragias pós-parto e evitar a transmissão do vírus do HIV, na hora do parto, entre mães portadoras e seus filhos.

O projeto ainda está em período de testes, apesar de já ter sido utilizado em humanos.

A essência da invenção é, à primeira vista, bastante simples, mas traz consigo um desafio: como retirar uma rolha do fundo de uma garrafa? A mesma lógica foi aplicada para o momento do parto.

O funcionamento do método é explicado no vídeo do correspondente da BBC Mundo em Buenos Aires, Vladimir Hernández.
 
Fonte Estadão

Aumento nos casos de câncer de garganta é associado ao HPV

O número de pessoas diagnosticadas com o câncer oral relacionado ao HPV em 2004 foi o triplo do diagnosticado em 1988


O número de casos de câncer de garganta e da parte de trás da boca está aumentando, especialmente por causa do crescimento dos casos decorrentes de infecção viral pelo vírus do papiloma humano (HPV), de acordo com um estudo norte-americano.

 
O número de pessoas diagnosticadas com o câncer oral relacionado ao HPV em 2004 foi o triplo do diagnosticado em 1988 - em grande parte por causa das mudanças no comportamento sexual que ajudaram a disseminar o vírus, suspeitam os pesquisadores.


O HPV é uma infecção transmitida sexualmente muito comum que pode causar verrugas genitais e determinados tipos de câncer, incluindo o de colo de útero, de ânus e de pênis.


"Toda a associação entre o câncer de cabeça e pescoço relacionado ao HPV muda completamente nossa ideia de quem está sob risco, de como tratar o câncer, do prognóstico e da prevenção do câncer", disse Maura Gillison, da Ohio State University, que liderou o estudo publicado no Journal of Clinical Oncology.


Gillison e seus colegas examinaram tecidos de câncer oral coletados de 271 pacientes ao longo de um período de 20 anos.


O tipo de câncer que eles examinaram, chamado orofaríngeo, começa na parte de trás da língua, a parte mole do céu da boca, nas amígdalas ou na lateral da garganta.


Nas amostras, eles procuraram por evidência de infecção por HPV e descobriram que os casos relacionados ao HPV tornaram-se mais comuns a cada década, enquanto as amostras que não testavam positivo para o vírus tornaram-se menos comuns.


A partir desses resultados, eles estimam que os casos de câncer oral relacionados ao HPV atingem 26 em cada milhão de pessoas nos Estados Unidos, comparados com oito em cada milhão de pessoas em 1988.


Tina Dalianis, professora no Instituto Karolinska, na Suécia, que não participou do estudo, disse acreditar que o aumento no caso de câncer de boca "deve-se a uma epidemia de HPV".


"Acreditamos que os hábitos sexuais mudaram e que há um aumento na atividade sexual mais cedo na vida, com uma troca de muito mais parceiros sexuais no geral", escreveu ela em um email à Reuters Health.

Fonte Estadão

Fase Pré-escolar: Estudo mostra benefícios de vacinação contra gripe em crianças

A proposta do governo americano de oferecer a vacina contra a gripe a crianças na fase pré-escolar resultou em uma grande redução das visitas aos prontos-socorros por crianças entre 2 e 4 anos, segundo um novo estudo. Os benefícios se estendem também a crianças mais velhas.

O governo começou a recomendar em 2006 a vacinação das crianças desta fase e, em 2008, ela se estendeu a todas as crianças a partir de seis meses.

Porém, o Canadá propôs a vacinação das crianças em fase pré-escolar somente a partir de 2010.

Para avaliar os efeitos deste requisito, pesquisadores do Hospital Infantil de Boston compararam dados de 2000 a 2008 de 114.657 visitas de crianças com menos de 18 anos a prontos-socorros de dois hospitais com sintomas semelhantes aos da gripe. Um dos hospitais ficava em Boston e o outro, em Montreal. O estudo foi publicado na última segunda-feira (26) na revista "Canadian Medical Association Journal".

Os cientistas descobriram que após 2006, as visitas de crianças de 2 a 4 anos às salas de emergências diminuíram 34% no hospital de Boston, em comparação ao de Montreal. Além disso, as idas a prontos-socorros nas idades entre 5 e 18 anos diminuíram 18% em Boston. A política da vacinação das crianças em fase pré-escolar talvez tenha reduzido a probabilidade de transmissão da gripe às crianças mais velhas e aumentado a conscientização dos pais para a vacinação dos mais velhos.

"Vacinar as crianças exerce um efeito direto e estamos observando o impacto dessas recomendações'', afirma John S. Brownstein, autor sênior do estudo e professor adjunto de pediatria do Hospital Infantil de Boston.

Fonte Folhaonline

Hormônio cerebral é testado para tratar pessoa com autismo

A ocitocina, hormônio produzido no cérebro e ligado a funções corporais, como o parto e a produção de leite em mulheres, e a relações sociais, como a ligação entre pais e filhos, pode virar tratamento contra autismo. Pessoas com o transtorno têm dificuldade de reconhecer expressões faciais e de criar laços sociais.

O psiquiatra James Leckman, que veio a São Paulo no mês passado, a convite do Instituto de Psiquiatria da USP, está pesquisando o efeito da ocitocina em autistas.

Arte/Folhapress


O médico, que é professor de psiquiatria infantil em Yale, participa de estudo em que voluntários recebem doses de ocitocina e terão seus cérebros examinados em testes de imagem. A pesquisa ainda está em andamento.

Mas trabalhos anteriores com o hormônio mostram que doses intranasais de ocitocina podem melhorar as habilidades sociais do autista.

Um estudo publicado no ano passado na revista "PNAS" descreve os efeitos da ocitocina em um grupo de pessoas com autismo.

O hormônio melhorou o reconhecimento de expressões faciais e a habilidade de interação dos voluntários com autismo em jogo virtual.

Outro exercício exigia que os participantes olhassem para expressões faciais em um computador e identificassem se o rosto era de homem ou mulher e a direção que os olhos apontavam.

Autistas, antes do tratamento com ocitocina, olhavam pouco para o rosto representado na imagem. Após as doses de ocitocina, conseguiram fixar mais seu olhar.

O resultado sugere que a ocitocina reduza a ansiedade dos autistas na hora de fazer contato visual.

Segundo Leckman, ainda é necessário fazer mais testes para determinar se o tratamento é seguro e eficaz. "É diferente ler expressões faciais em um teste e na vida real. Também não se sabe se o hormônio vai fazer diferença a longo prazo."

Fonte Folhaonline

África: Contraceptivo hormonal injetado dobra o risco infecção pelo HIV

O contraceptivo mais popular entre as mulheres do leste e sul africano, uma injeção de hormônio dada a cada três meses, parece dobrar o risco de infecção pelo vírus da AIDS, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (3) no periódico científico "The Lancet Infectious Diseases."

Quando as injeções são usadas por mulheres soropositivas, seus parceiros têm risco duas vezes maior de serem infectados do que se elas não usarem a contracepção injetada.

O estudo, liderado por Jared Baeten, epidemiologista, e outros pesquisadores da Universidade de Washington, envolveu 3.800 casais em Botsuana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Em todos os casos, o homem ou a mulher já tinha Aids. Os pesquisadores acompanharam os casais por dois anos, controlando seus métodos de contracepção se o parceiro não infectado contraiu o HIV do parceiro.

A pesquisa foi apresentada em uma conferência internacional sobre AIDS há alguns meses, mas agora ganhou força, segundo os cientistas, com a publicação no "The Lancet".

Os cientistas não sabem por que a injeção aumentou a transmissão do HIV. A maior chance de infecção observada em quem usava as injeções não se deveu a um uso menos frequente de camisinha, dizem os pesquisadores.

O estudo levou a Organização Mundial da Saúde a marcar uma reunião, em janeiro do ano que vem, para avaliar se a pesquisa é motivo suficiente para mudar a recomendação de uso das injeções.

"A melhor contracepção, hoje, é a hormonal injetável, porque você não precisa de um médico, é de longa duração", disse Isobel Coleman, diretora do programa de política externa e mulheres no Conselho de Relações Exteriores.

"Se for provado que esses contraceptivos estão promovendo a epidemia de AIDS, temos uma grande crise de saúde em nossas mãos."

"Queremos nos certificar de que comaçaremos a alertar quando houver uma necessidade real para o alerta, mas ao mesmo tempo não queremos chegar a um julgamento precipitado que teria graves conseqüências de longo alcance para a saúde sexual e reprodutiva das mulheres ", disse ela. "Este é um dilema muito difícil."

Fonte Folhaonline

Turquia realiza primeiro transplante de útero de doadora morta

Derya Sert, internada em um hospital perto de Antalya, na Turquia, é a primeira mulher no mundo a receber um transplante de útero de uma doadora morta. A cirurgia pode dar esperanças a milhões de mulheres no mundo que não podem ter filhos.

Os médicos do hospital universitário Akdeniz realizaram o transplante com êxito no dia 9 de agosto. A mulher de 21 anos nasceu sem útero, como ocorre com cerca de 5.000 mulheres no mundo todo.

Associated Press
Derya Sert é a primeira mulher do mundo a receber transplante de útero de uma doadora morta
Derya Sert é a primeira mulher do mundo a receber transplante de útero de uma doadora morta


"Estou feliz, animada, tudo se mistura", contou Sert, casada com um mecânico da região e que está hospitalizada há cerca de seis meses.

"Se Deus quiser, em breve teremos nosso bebê nos braços", declarou.

"Nunca tive medo da operação e jamais temi as dores pelas quais teria que passar. Este útero já é um dos meus próprios órgãos. Faz tempo que esperávamos por isto", desabafou Sert, explicando que sua família a ajudou muito.

Este foi o segundo transplante de útero realizado no mundo, depois de uma primeira tentativa na Arábia Saudita, em 2000. A intervenção foi realizada com uma doadora viva, mas fracassou depois de 99 dias e os médicos tiveram que retirar o órgão transplantado.

"Era um problema ter que lidar com uma doadora viva", explicou o cirurgião Omer Ozkan, que faz parte da equipe de oito médicos e outros sete especialistas que fizeram esta operação.

"Durante essa cirurgia (na Arábia Saudita), a veia era curta demais para a anastomose (união) e o útero não estava bem assistido", acrescentou a ginecologista Munir Erman Akar, da mesma equipe.

Os médicos turcos acreditam ter conseguido resolver este problema. Ao trabalhar com uma doadora já falecida, eles puderam extrair mais tecido ao redor do útero e os vasos sanguíneos foram mais longos. Por outro lado, os remédios imunossupressores administrados para evitar a rejeição passaram por uma revolução nos últimos anos, acrescentaram os médicos.

No entanto, os especialistas demonstram prudência.

"A operação transcorreu bem. Mas poderemos falar de êxito quando ela tiver seu bebê", disse o doutor Ozkan. "Por enquanto, estamos satisfeitos por constatar que o tecido está vivo" e que não houve rejeição.

Para ele, será preciso esperar pelo menos seis meses antes de confiar a paciente aos médicos que implantarão os embriões do casal.

Durante a gravidez, "há vários riscos, como a formação de anomalias congênitas por causa dos imunossupressores, e também riscos de um trabalho de parto antes da gestação chegar a termo ou de um retardo do crescimento intrauterino", afirmou a doutora Akar.

É importante reduzir as doses de medicamentos para garantir a saúde do feto durante toda a gravidez.

Fonte Folhaonline

Porto Alegre: Farmácias da Capital oferecem um lugar para os remédios vencidos

Equipamento conta com uma tecnologia para garantir o registro e o acondicionamento correto dos medicamentos
A rede de farmácias Panvel agora conta com o Ecomed, máquina coletora de medicamentos. O equipamento está disponível em algumas lojas de Porto Alegre e conta com uma tecnologia para garantir o registro e o acondicionamento correto dos medicamentos até seu recolhimento pelas empresas responsáveis.

As estações oferecem três opções de depósito: para pomadas e comprimidos, para líquidos e sprays e para caixas e bulas.

O programa Destino Certo da Panvel já recolheu mais de 4,5 toneladas de produtos com prazo de validade vencido. Cada quilo de medicamentos jogado fora da forma correta deixa de contaminar 450 mil litros de água.

Farmácia popular também tem recolhimento
A Farmácia Popular de Porto Alegre, farmácia-escola da Faculdade de Farmácia da UFRGS, também oferece um Ecomed.

O equipamento foi desenvolvido a partir de um convênio entre a UFRGS e a empresa BHS. A instalação foi uma parceria com a Geyer Ambiental Logística de Resíduos, responsável pelo transporte dos medicamentos em processo de descarte.

Antes de colocar o remédio na máquina, o consumidor registra o tipo de produto que deverá depositar por meio do leitor de código de barras do Ecomed, sistema que permite o rastreamento de remédios controlados evitando que esse tipo de medicação seja desviada e revendida ilegalmente.

Confira as lojas da Panvel em Porto Alegre que contam com o equipamento:

- Rua Voluntários da Pátria, 92, Centro
- Av. Venâncio Aires, 1.102, Santana
- Av. Plínio Brasil Milano, 02, Higienópolis
- Rua Ramiro Barcelos, 1.115, Independência
- Av. Doutor Nilo Peçanha, 2.245 Loja 06, Boa Vista
- Rua dos Andradas, 735 Ed. Aldina, Centro
- Av. Assis Brasil, 6.389 - Lj 02, Cristo Redentor
- Rua Anita Garibaldi, 2.099, Lj 02, Mont Serrat

CADERNO NOSSO MUNDO ZH

Pessoas tendem a ser mais felizes pela manhã e no final de semana, diz pesquisa

Pesquisadores utilizaram o Twitter para analisar humor de pessoas em 84 países

As pessoas tendem a estar mais felizes pela manhã e demonstram mais alegria aos finais de semana. Sociólogos da Universidade Cornell, em Nova York, analisaram o comportamento de pessoas de várias partes do mundo a partir das publicações no microblog Twitter.

Durante dois anos, os pesquisadores usaram um programa de computador que buscava por palavras boas e ruins em 84 países de língua inglesa. O resultado, publicado na revista Science, mostra que ao amanhecer e tarde da noite as atitudes das pessoas ficam mais positivas.

Segundo a pesquisa, alguns fatores aumentam o estresse das pessoas, como ir para o trabalho e encarar o trânsito. Os cientistas afirmam ainda que, aos finais de semana, as publicações no microblog mostram que as pessoas estão mais felizes e publicam as mensagens, em média, duas horas mais tarde do que durante a semana, provavelmente porque acordam mais tarde.

Fonte Zero Hora

Médicos comemoram manutenção da sibutramina, mas divergem quanto a substâncias proibidas

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, decisão foi política e não ouviu a classe médica


A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela manutenção da sibutramina no mercado brasileiro, anunciada na manhã desta terça-feira, é considerada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Glodbert, "um grande ganho para o tratamento da obesidade no país". No entanto, Goldbert diverge quanto à proibição de anfepramona, mazindol e femproporex, também usadas para emagrecimento.

— Essa decisão foi tomada por técnicos, escolhidos politicamente, e vai contra a sociedade médica. Os especialistas precisam ser ouvidos. Não há medicações melhores do que essas para o emagrecimento — alega Golbert.

Segundo o médico, o Brasil já tem cerca de 30 milhões de obesos. A obesidade é considerada uma doença, que exige tratamento crônico.

— Precisamos de armas para combater esse problema — defende.

O diretor-presidente da Anvisa e relator do processo, Dirceu Barbano, propôs o banimento dos inibidores de apetite anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol) em todo o país com base em estudos internacionais que constataram a baixa eficácia desses medicamentos na perda de peso e riscos à segurança do paciente. As farmácias e drogarias terão dois meses para retirá-los das prateleiras.

Quanto à sibutramina, o relator sugeriu que continua liberado o uso do medicamento para o tratamento de obesidade desde que o paciente apresente sobrepeso significativo e não sofra de problemas cardíacos. O paciente e o médico terão de assinar termo de responsabilidade sobre os riscos à saúde. O uso da sibutramina ficará sob monitoramento da vigilância sanitária.

Proposta orginal da agência era banir sibutraminaA proposta original da Anvisa, divulgada em fevereiro deste ano, previa banir os inibidores de apetite, compostos por anfetaminas e sibutramina, do mercado brasileiro. A principal alegação era a de que estudos internacionais mostram que os remédios aumentam os riscos de problemas cardiovasculares e do sistema nervoso central. Vários países, como os Estados Unidos e alguns europeus, já deixaram de usar esses remédios.

Entidades médicas reagiram à proposta. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), por exemplo, a proibição dos medicamentos reduz as possibilidades de tratamento de pacientes obesos. O CFM defende que a Anvisa torne mais rigorosas a prescrição e a venda desse tipo de medicamento, mas que não venha a bani-lo do mercado.

Desde janeiro do ano passado, quando a Agência Europeia de Medicamentos proibiu a venda da sibutramina, a Anvisa anunciou que também analisaria o estudo europeu. A possível proibição destes remédios no Brasil gerou polêmica entre médicos e organizações no país.

Em março de 2010, a agência aumentou o controle sobre a venda da sibutramina e os medicamentos passaram a ser vendidos somente com a receita azul. Neste ano, EUA, Canadá, Austrália e alguns países da América Latina também suspenderam o registro da substância.

>> Em infográfico, veja como a sibutramina age e os seus efeitos no organismo:

Fonte Zero Hora

Presidente da Anvisa afirma que é papel da agência definir regras para uso de emagrecedores

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Dirceu Barbano falou sobre a reação do Conselho Federal de Medicina após decisão dessa terça-feira

Apesar da reação dos médicos após a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por manter a venda de sibutramina e optar pela suspensão das drogas anfetamínicas usadas no tratamento de obesidade, o presidente da agência, Dirceu Barbano, mantém a posição e garante que anfepramona, mazindol e femproporex estarão fora das farmácias dentro de 60 dias.

— Os médicos têm um papel muito relevante na sociedade, mas o órgão que tem o dever de se manifestar acerca das tecnologias que podem ser utilizadas no tratamento é a Anvisa — disse Barbano, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira.

O presidente da agência disse considerar legítima a busca do Conselho Federal de Medicina pela reversão da decisão na justiça, porém afirma que isso pode passar uma mensagem "perigosa" à sociedade:

— É um direito de qualquer cidadão, mas não é salutar nesse momento em que a agência se empenha em passar uma mensagem de segurança ao consumidor, para que ele possa ter clareza sobre o nível de risco desses produtos.

Barbano destacou ainda que, ao final desse processo, a agência concluiu que o sistema de vigilância sanitária permite um controle que pode possibilitar durante mais um período o uso da sibutramina, diante da prescrição médica aos pacientes que precisam ser tratados. Segundo ele, o estudo que levou à proibição da sibutramina nos Estados Unidos e na Europa não abrangem a totalidade dos pacientes que poderiam ser beneficiados e permitem avaliações diferentes.

O prazo de 60 dias para a retirada das anfetaminas das farmácias, de acordo com Barbano, é para que o paciente possa procurar seu médico e discutir alternativas ao tratamento.

Ouça a entrevista:


Fonte Zero Hora