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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Antidepressivo na gravidez é possível ameaça para o desenvolvimento saudável do filho

Segundo estudo, medicamento pode gerar pessoas mais vulneráveis a depressão e ansiedade


Os impactos da ingestão de antidepressivos durante a gravidez não são consenso na área médica, com pesquisas científicas indicando resultados opostos. Estudo divulgado por uma equipe da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, na publicação especializada British Medical Journal indica que a ingestão do medicamento prejudica a saúde mental dos filhos a longo prazo, os tornando mais vulneráveis a males como depressão, ansiedade e transtorno do deficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

A equipe liderada por Xiaoqin Liu chegou à conclusão após a análise de dados de 905.383 crianças nascidas entre 1998 e 2012. Dessas, 32.400 desenvolveram um transtorno psiquiátrico, sendo que algumas nasceram de mães que estavam tomando antidepressivos durante a gravidez e outras não haviam sido expostas à medicação. “Mas quando olhamos para as crianças nascidas de mulheres que seguiram ou interromperam o tratamento com antidepressivo durante a gestação, podemos ver um risco aumentado de desenvolver um distúrbio psiquiátrico”, diz Xiaoqin Liu.

As crianças foram divididas em quatro grupos. No primeiro, ficaram aquelas não expostas a antidepressivos no útero. No segundo, as cujas mães estava tomando o remédio até descobrirem a gravidez e interromperam o tratamento. O grupo 3 foi composto pelos filhos das mães que estavam ingerindo antidepressivos antes e durante a gestação. E o quarto, por meninos e meninas cuja mãe iniciou o tratamento com o remédio já grávida.

A análise dos dados mostrou um número crescente de crianças com transtornos psiquiátricos no grupo em que as mães estavam usando antidepressivos durante a gravidez. Aproximadamente duas vezes mais crianças foram diagnosticadas com o problema no grupo 4 (14,5%), quando comparadas com as do grupo 1 (8%). Nos grupos 2 e 3, 11,5% e 13,6% dos participantes foram diagnosticados com transtorno psiquiátrico aos 16 anos de idade, respectivamente.

Prudência
Trine Munk-Olsen, integrante do estudo, ressalta que a equipe considerou o papel da herança genética ao analisar os dados. “Nossa pesquisa mostra que a medicação parece aumentar o risco, mas essa herdabilidade também faz parte”, diz. “Escolhemos realizar o estudo com o pressuposto de que os transtornos psiquiátricos são altamente hereditários. Por essa razão, queríamos mostrar que é muito estreito se você apenas olha o autismo, o que muitos estudos anteriores fizeram. Se a herdabilidade faz parte, outros distúrbios psiquiátricos, como depressão, ansiedade e sintomas semelhantes ao TDAH, também aparecerão nos dados “, completa.

A equipe ressalta ainda que os resultados do estudo não devem ser levados à risca. A intenção é ajudar médicos e pacientes na definição de como conduzir o tratamento ao longo da gestação, considerando que há casos em que a ingestão do antidepressivo pode ser interrompida e há outros que não. “Nesse caso, as mulheres não devem se sentir culpadas. Mesmo que haja um risco aumentado de que a criança desenvolva um transtorno psiquiátrico mais tarde na vida, nossa pesquisa mostra que não podemos culpar apenas a medicação. A herdabilidade também desempenha um papel”, diz Trine Munk- Olsen. Segundo os autores, a estimativa é de que entre 2% e 8% das grávidas tomem o remédio.

Brasil tem alta de 16% na doação de órgãos, mas quase metade das famílias ainda recusa transplante

Dados são referentes a comparação entre o primeiro semestre de 2017 e o do ano passado. Neste ano, houve queda nos transplantes de pulmão e pâncreas


O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (27), Dia Nacional da Doação de Órgãos, que o Brasil registrou recorde de doadores de órgãos, com 1.662 doadores no primeiro semestre — aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, segundo a pasta, a recusa das famílias em autorizar os transplantes ainda é alta (43%).

O órgão lançou a campanha “Família, quem você ama pode salvar vidas” para sensibilizar os parentes de pessoas com morte cerebral a doarem os órgãos. Atualmente, 26.507 pessoas aguardam por um rim; 11.413, por córnea; 1.904, por fígado; 389, por coração; 203, por pulmão; e 64, por pâncreas. O ministério estima gastar R$ 966 milhões neste ano com transplante de órgãos. De todos os procedimentos realizados no país, 93% foram feitos pelo SUS. Parte deles só foi possibilitado pelas parcerias com a FAB e empresas de transporte aéreo (667 órgãos).

Números
Os transplantes de fígado, rim, córnea e medula óssea registraram recorde neste ano. Pulmão e pâncreas, porém, tiveram queda, de 21,8% e 40%, respectivamente. Para melhorar os números de transplante de pâncreas, o governo federal anunciou que vai investir R$ 7 milhões ao ano.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, declarou que a parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) possibilitou aumento de 6.000% nas cirurgias. Durante a apresentação da campanha, um certificado foi entregue à atleta Liége Gautério. Ela passou por transplante de pulmão e ganhou três medalhas em atletismo nas Olimpíadas dos Transplantados.

“Depois de amanhã faço meu sexto aniversário de transplante. Há seis anos eu recebi essa chance de viver em função de uma família que disse ‘sim’ para mim, para a minha família e para a minha equipe transplantadora”, disse Liége.

O Globo

FDA aprova primeiro tratamento dos EUA para a doença de Chagas

O benznidazol foi aprovado pelo U.S. Food and Drug Administration (FDA) para tratar a infecção parasita tropical causadora da doença de Chagas, em crianças de dois a 12 anos


O benznidazol (BNZ) é o fármaco de primeira escolha para o tratamento da doença de Chagas. No Brasil, este fármaco está disponível na forma de comprimidos de liberação imediata de 100 mg (adulto) e 12,5 mg (pediátrico) e é administrado duas ou três vezes ao dia, durante 60 dias.

Nos testes clínicos, de 55% a 60% dos pacientes pediátricos de seis a 12 anos tratados com benznidazol apresentaram teste de anticorpos negativo para Chagas, informou a FDA.

Os efeitos colaterais mais comuns da medicação incluíram dor de estômago, erupção cutânea, perda de peso, dor de cabeça, náuseas e vômitos.

Riscos mais graves podem incluir reações graves da pele, efeitos do sistema nervoso e depressão da medula óssea.

Segundo um comunicado, “o FDA está empenhado em disponibilizar opções terapêuticas seguras e eficazes para o tratamento de doenças tropicais”.

Terra