Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Genérico Albendazol 400mg da Prati Donaduzzi tem lote interditado

A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote L14H6F1 do comprimido genérico Albendazol 400mg. O medicamento da empresa Prati Donaduzzi & Cia Ltda tem validade até setembro de 2016
 
O Laudo de Análise Fiscal n° 5826.01/2014, emitido pela Fundação Ezequiel Dias de Minas Gerais (Funed/MG) apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de dissolução do remédio.
 
Enquanto a Agência aguarda o resultado de análise definitivo é recomendado aos usuários deste medicamento que suspendam o uso do lote citado. A interdição cautelar é uma medida preventiva e provisória e vigorará pelo prazo de noventa dias.
 
A medida tomada pela Anvisa está na Resolução 2.478/2015 publicada nesta quinta-feira (3/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Como é o diagnóstico do Linfoma de Hodgkin?

COMO O LINFOMA DE HODGKIN É DIAGNOSTICADO-Como é feito o diagnóstico do Linfoma de Hodgkin?

Se você tem sinais ou sintomas sugestivos do Linfoma de Hodgkin, exames são feitos para descobrir, e, em caso afirmativo, determinar o tipo exato de linfoma.
 
Histórico médico e exame físico
O médico perguntará sobre o seu histórico médico completo, incluindo informações sobre os sintomas, possíveis fatores de risco, histórico familiar e outras condições médicas.
 
Em seguida, o exame físico será realizado, com atenção especial para os gânglios linfáticos e outras áreas do corpo que possam ser afetadas, incluindo o baço e fígado. Como as infecções são a causa mais comum de linfonodos aumentados, especialmente em crianças, o médico irá procurar por uma infecção na parte do corpo perto de qualquer inchaço dos gânglios linfáticos.
 
Se houver suspeita que a causa desses sintomas é o linfoma, irá recomendar uma biópsia da área.
 
Biópsias: Se o linfonodo continuar crescendo, um pequeno pedaço é removido e analisado com testes de laboratório. Isso é necessário para a confirmação do diagnóstico. A biópsia ajuda a dizer qual o tipo de linfoma.
 
Existem diferentes tipos de biópsias.
 
A opção é escolhida com base na situação:
 
Biópsia excisional ou incisional: é o tipo preferido e mais comum de biópsia para um gânglio linfático aumentado. Se remove o linfonodo inteiro é biópsia excisional. Se uma pequena parte de um tumor maior ou nódulo é removido é incisional.
 
Aspirado de medula óssea e biópsia: eles não são utilizados para diagnosticar o Linfoma de Hodgkin, mas podem ser feitos após o diagnóstico para verificar se o Linfoma de Hodgkin está localizado na medula óssea.
 
Exames laboratoriais: As amostras são analisadas por um patologista para visualizar o tamanho e formato das células (verificar se são Reed-Sternberg).
 
Imunohistoquímica: uma parte da amostra de biópsia é tratada com anticorpos especiais que vão se ligar apenas a certas moléculas na superfície de células. Este teste pode mostrar certas proteínas, tais como CD15 e CD30, na superfície das células de Reed-Sternberg. Estes são tipicamente encontrados no Linfoma de Hodgkin.

Combateaocancer.com

Anvisa muda postura e só autoriza canabidiol para epilepsia

Reprodução
Até agosto, a agência autorizou 894 dos 1.036 pedidos de importação
 
Rio - Em um novo capítulo da longa novela sobre a importação de remédios à base de canabidiol (CBD), substância encontrada na maconha, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu negar todos os pedidos de autorização para a compra desses medicamentos vindos de pacientes que não sofrem de epilepsia, mas de outras doenças crônicas. O órgão, ligado ao Ministério da Saúde, adotou essa medida se baseando em uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
Trata-se de uma mudança brusca. Até agosto de 2015, a Anvisa autorizou 894 dos 1.036 pedidos de autorização para importar canabidiol. Muitas das autorizações foram para pacientes que, com problemas como dores crônicas e mal de Parkinson, obtiveram receitas médicas para usar o medicamento, que não é fabricado no Brasil. Mas, no mês passado, as coisas mudaram. De 14 a 31 de agosto, dos 49 pedidos, 34 foram negados (quase 70%), sendo que 23 das solicitações indeferidas eram para dores crônicas e sete para Parkinson.
 
— Voltamos à estaca zero — critica Raimundo Trindade, de 60 anos, há 15 anos diagnosticado com mal de Parkinson, e que teve seu pedido de importação negado. — É meu médico, e não a Anvisa, que sabe o que é melhor para mim. Até porque a agência já liberou a importação. Tenho direito a qualidade de vida. Minha tremedeira me impede de andar direito. Eu me arrasto.
ADVERTISEMENT

Apesar de, diferentemente da maconha, o canabidiol não alterar os sentidos de uma pessoa, remédios feitos à base da substância foram centro de uma longa controvérsia no Brasil. Durante muito tempo, famílias com crianças que sofrem de epilepsia lutaram na Justiça para importar os medicamentos, proibidos no país, alegando que o canabidiol reduz a frequência das convulsões. Até que, em janeiro deste ano, a Anvisa decidiu tirar o CBD do rol de substâncias proibidas. Já em abril, o órgão divulgou regras para importar o remédio de forma simples.

De início, a Anvisa condicionou a autorização para importação dos medicamentos à prescrição médica, sem restringir as doenças que poderiam ser tratadas com canabidiol. Mas, em agosto, passou a negar pedidos que não são para o tratamento das epilepsias, problema apresentado por pacientes com diferentes doenças. A mudança se deu com base na resolução de número 2.113, do CFM, publicada em 16 de dezembro de 2014.
 
"É preciso ter evidência da eficácia"
O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, explica que a agência passou a receber pedidos diversos e que, por conta disso, decidiu se basear na determinação da entidade que fiscaliza e normatiza a prática médica no Brasil.
 
— O canabidiol não é um medicamento, não tem registro. Decidimos nos basear no CFM, que aprova seu uso apenas para epilepsias. É preciso ter evidências da efetividade para outros tratamentos, porque não podemos sair aprovando água de lata para o câncer. Para epilepsia, há evidências de eficácia, o que não ocorre para Parkinson e dores neuropáticas ou crônicas — afirma Jarbas. — Não podemos autorizar experimento em humanos. Se em algum momento autorizamos, foi um equívoco.
 
No texto da resolução, o conselho médico aprova o uso compassivo (tratamento ainda não totalmente avaliado, destinado a doentes que não têm outras opções) do canabidiol apenas para epilepsias da criança e do adolescente, refratárias aos tratamentos convencionais. Além disso, restringe a prescrição às especialidades de neurologia e suas áreas de atuação, à neurocirurgia e à psiquiatria.
 
O médico Ricardo Ferreira, especialista em cirurgia de coluna e manejo de dores crônicas, receita o canabidiol para pacientes refratários aos tratamentos convencionais. Ele estranha o posicionamento do CFM e da Anvisa.
 
— A Anvisa trata o canabidiol como medicamento restrito. Então, é medicamento. Nós, médicos, podemos receitá-lo offlabel, ou seja, para indicação terapêutica diferente da aprovada. Esta é a nossa diferença em relação ao farmacêutico. Ele, sim, só indica pela bula. Médicos exercem a medicina tentando fazer o melhor pelo paciente, se atualizando sobre tratamentos e remédios. Na Holanda, Canadá, Israel e outros países, o canabidiol é amplamente usado com resultados positivos. Eu me sinto obrigado a prescrever o que de melhor existe para meus pacientes.
 
Busca de autorização na justiça
A holandesa Petronella Beith, de 77 anos, que mora no Brasil desde 1963 e sofre com dores lombares, também foi impedida de importar medicamentos a base de CBD.
 
— Usei um remédio com canabidiol durante uma viagem à Inglaterra. Comprei pela internet, legalmente, sem nenhuma burocracia. Senti um alívio enorme e esperava poder importar aqui no Brasil, mas tive o pedido negado — lamenta ela.
 
Em meio à batalha pela aprovação da substância obtida da Cannabis sativa, a planta da maconha, o documentário “Ilegal”, lançado ano passado, contou a história de famílias que lutavam na Justiça para conseguir importar o remédio, fabricado principalmente nos EUA. Entre as crianças com epilepsia que precisavam do remédio, estava a menina Anny Fisher, portadora de uma síndrome rara. Hoje, o pai de Anny, Norberto Fischer, tem autorização para a compra, mas critica a restrição da Anvisa.
 
— É um retrocesso. Muitas pessoas, como o Raimundo e a Petronella, querem importar a medicação de forma legal, mas a Anvisa os empurra à compra clandestina — lamenta ele.
 
O advogado Emílio Figueiredo, que atua em vários casos relacionados à maconha e ao canabidiol, afirma que não há base jurídica para a negação. De acordo com ele, se o CFM edita uma resolução restritiva, e a Anvisa não autoriza que os médicos se responsabilizem pelo tratamento de seus pacientes, só resta o caminho do Judiciário.
 
— Esses pacientes têm direito a medicamentos menos fortes e com efeitos colaterais menores. Não cabe à Anvisa este juízo de valor, escolher para qual doença vai liberar. Mesmo que esteja usando o CFM como respaldo. Já estamos organizando os pacientes com negativa e compilando as melhores pesquisas sobre o tema de uso para dor neuropática e Parkinson para buscar a autorização na Justiça. Infelizmente, essas pessoas engrossarão os casos de judicialização na Saúde.
 
De acordo com o presidente da Anvisa, se o CFM atualizar sua resolução, incluindo o tratamento para outras doenças, a agência acompanhará o órgão. Mas o psiquiatra Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, terceiro vice-presidente do CFM e um dos relatores da resolução, demonstra que isso não está perto de acontecer. Ele enfatiza que o médico só pode prescrever o canabidiol de acordo com a resolução.
 
— Os médicos que estão indicando canabidiol para outras doenças estão infringindo a resolução e o código de ética. Estão errando, mesmo na tentativa de ajudar. Só autorizaremos para outras doenças com bases sólidas — explica Cavalcanti. — Não é tirar a liberdade do médico. Vamos fazer novos esclarecimentos à classe médica para evitar confusão.

O Globo

Um em cada sete estudantes de medicina já pensou em se suicidar, revela pesquisa

Reprodução Pixabay
Foram entrevistados mil estudantes
Estudo desenvolvido no Reino Unido mostra ainda que 30% dos futuros médicos já tiveram algum problema de saúde mental
 
Rio -  Uma pesquisa feita pela revista “Student BMJ” revelou um dado preocupante: um em cada sete estudantes de medicina considerou cometer suicídio durante o curso. Em paralelo a isso, 30% dos estudantes vivenciaram algum problema de saúde mental.
 
Os resultados foram baseados nas respostas de mais de mil médicos e refletem, segundo a pesquisa, as pressões relacionadas ao estudo e o impacto emocional de escolher uma carreira médica. A quantidade de profissionais que responderam a pesquisa corresponde a cerca de 2% da população de estudantes de medicina do Reino Unido.
 
“Apenas seis em cada dez candidatos conseguem uma vaga na escocla de medicina, e estudantes muitas vezes têm um calendário implacável de exames além de ter que controlar a tensão emocional de ver pacientes doentes e com tudo isso manter altos padrões profissionais”, escrever o editor da “Studente BMJ”, Matthew Billingley.

O estudo identificou ainda que um em cada quatro estudantes relatavam ter participado de bebedeiras a cada semana e um em cada dez afirmaram ter utilizado drogas ao menos uma vez. Mais de 8% usaram medicamentos para impulsionar a capacidade cognitiva e facilitar os estudos antes das provas.

“As escolas de medicina precisam levar a saúde mental de seus alunos a sério. É crucial que estudantes que têm procupações sobre sua saúde tornem isso público de forma que as universidades possam fornecer o apoio necessário”, afirmou Iain Cameron, presidente do Conselho de Escolas Médicas (MSC) do Reino Unido.
 
O Globo

Anvisa aprova genérico inédito para o tratamento de hipertensão

A Anvisa publicou na última segunda-feira (31/8) o registro de um genérico cuja substância ainda não tinha concorrente no mercado
 
Isso significa que os pacientes e médicos terão uma nova opção de tratamento para hipertensão a um custo mais acessível, uma vez que os genéricos chegam ao mercado com um preço 35% menor que o preço de tabela dos medicamentos de referência.
 
Trata-se do besilato de levanlodipino comprimido simples, um anti-hipertensivo da classe dos bloqueadores dos canais de cálcio, indicado nos casos de hipertensão essencial.
 
Somente em 2015, a Anvisa já aprovou 26 registro de medicamento genérico inédito.
 
A concessão do registro significa que esse medicamento é equivalente terapêutico de seu referência e que possui qualidade, eficácia e segurança comprovadas.
 
ANVISA

Google e Sanofi fazem parceria por tratamento da diabetes

O Google e a farmacêutica francesa Sanofi disseram que farão uma parceria para desenvolver ferramentas para melhorar o gerenciamento e o tratamento da diabetes
 
A Sanofi trabalhará com a equipe de ciências da vida do Google para coletar, analisar e compreender informações que causem impacto na diabetes, que deve afetar 592 milhões de pessoas até 2035, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.
 
A linha de produtos para diabetes da Sanofi arrecadou 1,9 bilhão de euros em vendas, contribuindo em cerca de 20 por cento para a receita total da empresa no segundo trimestre. O faturamento desta unidade estratégica tem sido atingido por contínua pressão de preços nos Estados Unidos.
 
A unidade de ciências da vida do Google já está colaborando com a farmacêutica suíça Novartis para o desenvolvimento de lentes de contato que ajudem diabéticos a acompanhar níveis de glicose no sangue ou restaurar a habilidade de foco do olho.
 
Além disso, a área de ciências da vida do Google fez aliança com a DexCom para desenvolver um aparelho do tamanho de um curativo para ser usado sobre a pele para monitoramento de glicose. A companhia também está trabalhando com a Biogen para estudar a progressão da esclerose múltipla.
 
A divisão de ciências da vida do Google é parte dos laboratórios Google X, que está testando carros que não precisam de motoristas.
 
Exame

Whey protein pode causar diabetes

Estudos mostram que os aminoácidos presentes nos suplementos whey protein e BCAA agem no metabolismo resultando no acúmulo de insulina no sangue — o que pode causar a doença
 
Estudos mostram que a ingestão de suplementos como whey protein (suplemento à base de proteína) e BCAA (suplemento de aminoácidos de cadeia ramificada) pode provocar mudanças no metabolismo da glicose e resistência à insulina, o que pode levar ao desenvolvimento de diabetes no futuro.
 
A suplementação alimentar se popularizou com a moda fitness, provocando um aumento no consumo de whey protein e BCAA por atletas e frequentadores de academia. Os suplementos são conhecidos por estimular a síntese proteica e favorecer a retenção de proteínas no corpo, levando ao aumento de massa muscular. As substâncias também podem aumentar a perda calórica e promover a saciedade.
 
O problema é que a leucina, o aminoácido responsável por todos os benefícios citados acima, também prejudica a regulação da glicose no organismo, aumentando a resistência à insulina.
 
Segundo um estudo realizado pelo pesquisador Christopher B. Newgard, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, a leucina estimula a proteína mTOR, que regula a resistência à insulina e induz o ganho de massa muscular. Quando estimulada de maneira prolongada e consumida em altas doses, porém, a substância pode favorecer a resistência à insulina. Isso diminui a captação de glicose pelas células e a insulina se acumula no sangue, causando a hiperinsulinemia.
 
“Uma dieta rica em gordura combinada à ingestão de leucina e BCAA são fatores que aumentam essa resistência do organismo à insulina. Por isso, o mais indicado é uma dieta balanceada. A resistência à insulina afeta o pâncreas, podendo levar o organismo a desenvolver um quadro de diabetes”, explica Maria Fernanda Barca, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP).
 
De acordo com a endocrinologista, os principais sintomas da resistência à insulina são: cansaço, sensação de moleza, tonturas e sudorese, principalmente após jejuns prolongados ou após grande ingestão de carboidratos. Algumas pessoas também podem mostrar escurecimento da pele na região do pescoço, axila e virilha. Se não tratada, a resistência à insulina pode levar ao pré-diabetes e, ainda mais grave, ao diabetes que exigirá um tratamento para o resto da vida.
 
Jacqueline Anvers, nutricionista, explica que os suplementos podem ser consumidos desde que os adeptos da atividade física regular façam acompanhamento médico. “A maioria das pessoas que frequenta a academia não faz uma quantidade de exercícios que justifique a suplementação alimentar e acaba ingerindo uma dose muito alta dessas substâncias. Consultar um profissional para recomendar a dosagem correta é essencial para evitar problemas futuros”, explica.
 
Veja

Veneno de vespa brasileira tem poder de exterminar o câncer, diz estudo

Toxina de vespa brasileira é esperança para nova classe de medicamentos anticâncer
Mario Palma/UNESP (Universidade Estadual Paulista)
Toxina de vespa brasileira é esperança para nova classe de
medicamentos anticâncer
Toxina de vespa ataca células cancerosas mantendo as células saudáveis intactas; pesquisadores estão estudando mais sobre o veneno para que ele possa ter uso clínico contra a doença
 
A vespa Polybia paulista se protege contra predadores produzindo um veneno conhecido por conter um ingrediente poderoso contra o câncer. Um estudo publicado nesta terça-feira (01) no Biophysical Journal revela exatamente como a toxina do veneno, conhecida como MP1 (Polybia-MP1), seletivamente mata as células cancerosas sem danificar as células saudáveis. O MP1 interage com lipídios que são anormalmente distribuídos na superfície das células de câncer, criando buracos que permitem que moléculas cruciais vazem.
 
“Terapias contra o câncer que atacam a composição lipídica da membrana da célula farão parte de uma nova classe de drogas anticâncer”, diz, em comunicado, o autor do estudo Paul Beales, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.
 
“Esse estudo poderá ser útil para desenvolver novas combinações de terapia, em que múltiplas drogas são usadas simultaneamente para tratar o câncer atacando diferentes partes das células cancerosas ao mesmo tempo”, completa.
 
Uso clínico
A toxina age contra agentes microbianos maléficos por ruptura da membrana celular bacteriana. O antimicrobiano se mostra promissor para proteger humanos contra o câncer, e ele pode inibir o crescimento da próstata e câncer de bexiga, bem como células de leucemia resistente a múltiplas drogas. Até agora, no entanto, não estava claro como a toxina da vespa destruiria seletivamente as células cancerosas sem danificar as normais.
 
Beales e o brasileiro João Ruggiero Neto, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), que é um dos autores do estudo, suspeitam que ela pode ter algo a ver com as propriedades únicas das membranas celulares. Nas membranas de células saudáveis, os fosfolipídios são encontrados na membrana interior da célula. Em células cancerosas, no entanto, esses compostos ficam incorporados na célula e se localizam na membrana externa da célula.
 
"Formados em apenas alguns segundos, esses grandes poros são grandes o suficiente para permitir que as moléculas críticas, tais como o RNA e proteínas, possam escapar facilmente das células”, diz Neto, em comunicado. Segundo ele, a melhoria da permeabilidade das membranas foi surpreendente.
 
Em estudos posteriores, os pesquisadores planejam alterar a sequência de aminoácidos da toxina da vespa para examinar como sua estrutura pode se transformar em usos clínicos. “Entender o mecanismo de ação desse peptídeo vai ajudar outros estudos a avaliar ainda mais o potencial dele, podendo assim, ser utilizado na medicina”, diz Beales.
 
Por ser uma toxina seletiva, que ataca as células cancerosas e não as células normais, esse peptídeo tem potencial de ser seguro, mas outros estudos serão necessários para provar isso.
 
iG

Medicamento Evoterin é suspenso após empresa comunicar recolhimento voluntário

Após comunicado de recolhimento voluntário feito pela empresa Evolabis Produtos Farmacêuticos Ltda., a Anvisa determinou a suspensão de alguns lotes do medicamento Evoterin (cloridrato de irinotecano tri-hidratado) nas apresentações de 40 mg (20 mg/ml sol inj ct fa vd amb x 2 ml) e 100mg (20 mg/ml sol inj ct fa vd amb x 5 ml)

A empresa informou que recebeu reclamações envolvendo a presença de precipitados nos frascos de 40 mg e de 100 mg do medicamento.

A determinação vale para os lotes descritos na tabela abaixo, distribuídos a partir de dezembro de 2013, até junho de 2015 fabricados por Fármaco Uruguayo S.A.


PRODUTO
LOTE
VALIDADE
EVOTERIN 100 MG
25054
NOV-15
25055
NOV-15
25057
FEB -16
25058
FEB -16
25059
APR -16
25060
APR -16
25061
MAY -16
25062
MAY -16
25063
MAY -16
25064
MAY -16
25065
MAY -16
25066
MAY -16
25067
JUN -16
25068
JUN -16
EVOTERIN 40 MG
26028
DEC - 15
26029
FEB -16
26030
MAY -16
26032
JUL - 16
 
Além de suspender a distribuição, comercialização e uso dos lotes citados a Anvisa decidiu também que a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida tomada pela Anvisa está na Resolução 2.476/2015 publicada nesta quarta-feira (2/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Unimed Paulistana está falida e tem 30 dias para repassar clientes, decreta ANS


Planos de saúde
Elza Fiuza/Agência Brasil
Clientes devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou nesta quarta-feira (2) que a Unimed Paulistana repasse sua carteira de clientes para outras empresas de planos de saúde. A alienação compulsória foi estabelecidade após a agência entender que a empresa está quebrada e sem capacidade de operação.
 
A resolução operacional nº 1.891 foi publicada nesta quarta-feira (2) no Diário Oficial da União e ainda suspende a comercialização de planos ou produtos da operadora.
 
"Como a operadora não conseguiu sanear os problemas, a ANS determinou que a Unimed Paulistana deve negociar a transferência da totalidade de sua carteira de beneficiários no prazo de 30 dias corridos após o recebimento da intimação. A interessada deverá possuir situação econômico-financeira adequada e manter as condições dos contratos sem prejuízos aos consumidores", afirma a ANS em comunicado em seu site.

De acordo com dados de julho, a Unimed Paulistana possui aproximadamente 744 mil beneficiários, em sua maior parte residente no município de São Paulo, e dos quais 78% estão em planos coletivos (empresariais e por adesão).
 
Caso não realize a alienação nesse prazo, a ANS fará uma oferta pública para que operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.
 
Segundo a ANS, a situação da operadora vem se agravando desde 2009, quando foram instaurados quatro regimes especiais de direção fiscal (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades econômico-financeiras graves) e dois regimes de direção técnica (acompanhamento presencial feito por agente nomeado pela ANS em decorrência de anormalidades assistenciais e administrativas graves).
 
Como ficam os clientes durante esse período de alienação?
É importante ressaltar que a operadora continua tendo obrigação de manter a assistência aos seus beneficiários até que a transferência para outra operadora seja finalizada. Os beneficiários devem manter o pagamento de seus boletos para garantir o direito à migração para uma nova operadora.
 
Em caso de dúvidas ou denúncias, os beneficiários podem entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da agência ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades.
 
Em nota, a Unimed Paulistana informou que o atendimento aos clientes atuais continuará normalizado e que as demais copperativas Unimed trabalham para dar apoio a esses serviços.
 
iG