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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Registro de acidentes e doenças do trabalho pode mudar cenário da saúde pública

Evidenciar a importância dessas informações pode
contribuir de forma prática para o aprimoramento da
qualidade do serviço de saúde
Números existentes em sistemas de dados epidemiológicos devem ser melhor usados para planejar ações que promovam a saúde
 
Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do polo industrial de Betim, mostra que nos últimos anos os dados foram coletados de forma correta ocasionando uma explosão no índice de acidentes e doenças do trabalho.

Segundo a terapeuta ocupacional Juliane Kate Alvares, autora do estudo que analisou a qualidade das informações de vigilância epidemiológica da saúde do trabalhador, entre 2007 e 2011 houve um aumento abrupto no número de casos de doenças e agravos relacionados à saúde do trabalhador, atingindo mais de 2 mil casos registrados.

Enquanto em 2007 foram registrados 68 agravos, em 2011 esse número chegou a 1.134. Ela avalia que, se por um lado o salto na quantidade de casos registrados é um fator de preocupação, por outro revela melhoria na capacidade de identificação dos agravos e, também, do preenchimento correto das fichas de notificação usadas para o abastecimento de dados do Sinan.
 
"A este conjunto de atividades que permite reunir a informação necessária para conhecer a história das doenças é que se chama Vigilância Epidemiológica. O objetivo é detectar mudanças ou identificar a gravidade de novas doenças. Com essas informações é possível elaborar ações e estratégias em saúde."

A pesquisa da Faculdade de Medicina da UFMG mostra que o preenchimento dos campos obrigatórios dessas das fichas analisadas teve índices elevados, superiores a 87%, enquanto o número de registros duplicados e de informações inconsistentes foi pequeno (0,6% e 7%, respectivamente).
 
Do total do período (2007-2011), segundo o estudo, 45,6% das ocorrências foram de acidentes graves, 26,2% de Lesão por Esforços Repetitivos e Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho (LER/Dort), e 14,6% de acidentes com exposição a material biológico. A lista inclui ainda intoxicações, doenças de pele, perda auditiva provocada por ruído, transtornos mentais, doenças causadas pela inalação de poeiras e câncer, que somam 13,5%.

"Evidenciar a importância dessas informações pode contribuir de forma prática para o aprimoramento da qualidade do serviço de saúde. Mas os serviços de saúde ainda não têm ideia do potencial de sua aplicação, deixando de utilizá-los para o delineamento de ações mais efetivas. Uma das grandes dificuldades de planejamento de ações a serem tomadas para prevenção e resposta a possíveis epidemias é resultado da resistência dos profissionais de saúde em preencher uma ficha de notificação, completa a pesquisadora

Com informações da UFMG
 
Fonte isaude.net

Água de torneira pode conter menos bactérias que a água mineral

Estudo analisou garrafas de meio litro e 1,5 litros em 11 ocasiões durante um ano
Estudo analisou garrafas de meio litro e 1,5 litros em
 11 ocasiões durante um ano
Pesquisa avaliou a qualidade de três marcas de água mineral e detectou níveis preocupantes de contaminação antes do vencimento
 
Estudo revela que água de torneira pode conter menos bactérias que o índice encontrado em embalagens de água mineral. A pesquisa avaliou a qualidade de três marcas de água mineral e detectou níveis preocupantes de bactérias em galões de 20 litros antes do vencimento do prazo de validade. Em alguns casos, isso ocorreu já nos primeiros dias após o envase.

Os números são resultado do trabalho da pesquisadora Maria Fernanda Falcone Dias, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp em Araraquara. Ela analisou o conteúdo de garrafas de meio litro e de 1,5 litro em 11 ocasiões ao longo de um ano, prazo recomendado para o consumo. Já os garrafões de 20 litros passaram por cinco testes, realizados ao longo dos 60 dias de validade do produto. Ao todo, foram 324 amostras de seis marcas (não relevadas pelos autores). Além da Contagem de micro-organismos Heteretróficos em Placa (CHP), foram analisados os índices de coliformes fecais e totais e de bactérias como a Escherichia coli e a Pseudomonas aeruginosa, que podem causar diarreia e infecções, principalmente em crianças, gestantes e idosos.

Os resultados mostraram que, dos três tipos de garrafa d'água, o de 20 litros foi o que apresentou mais problemas de contaminação. Em dois terços dos 60 garrafões analisados foi encontrada contagem superior a 500 UFC/ml - às vezes chegando a 560 mil unidades formadoras de colônia por mililitro de água (UFC/ml), mais de mil vezes acima do padrão aceitável para a água de abastecimento.

Em dois desses galões foram detectadas ainda a bactéria P. aeruginosa e outras do chamado grupo dos enterococos. A primeira é um ser oportunista que pode agravar o estado de saúde de quem tem o sistema imunológico comprometido. As últimas costumam ser usadas como indicadores de contaminação por esgoto.

A portaria de 2011 do DNPM determinou prazo de validade de três anos para os galões retornáveis de 10 e 20 litros. Segundo os integrantes da pesquisa, a contaminação geralmente decorre de falhas de higienização na indústria. " Não adianta reutilizar (o garrafão) por um prazo limitado se ele não for lavado a cada vez que é usado."

Esse tipo de contaminação pode ocorrer ainda na fonte, mas é mais comum durante ou após o envase. O próprio ambiente, as embalagens e as tampas são potenciais moradas dessas bactérias. Os equipamentos usados no processo, bem como os reservatórios de armazenamento podem também abrigar populações de micro-organismos contaminantes.

Contaminação pelo sol
Outra possível fonte de contaminação (ainda que indireta) é a exposição ao sol. A radiação acelera a quebra de moléculas orgânicas presentes na água (em baixíssimas concentrações), que passam a ter o tamanho ideal para virar comida de bactérias. Com alimento disponível, elas se reproduzem e a população cresce. E então, quando morrem, servem de alimento para outras bactérias.

Esse ciclo de vida e morte é uma hipótese de trabalho. Em várias amostras, os pesquisadores observaram baixa concentração de micro-organismos nos primeiros dias após o envase, que por sua vez aumentou alguns dias depois, para em seguida voltar a ser baixa. " Por enquanto é apenas uma possibilidade, mas outros estudos feitos no exterior chegaram a resultados parecidos" , diz Maria Fernanda.

Ela alerta ainda para outro tipo muito comum de contaminação dos garrafões de água mineral (que ficou fora do escopo do estudo). Ocorre no local de consumo, mas pode ser facilmente evitado. "É preciso fazer a higienização correta não só do galão como do suporte" , diz. Tanto um como o outro devem ser lavados com água sanitária, ou, pelo menos, com água clorada e sabão, a cada troca do recipiente.

Padrões legais
Proveniente de fontes naturais, a água mineral não passa por nenhum tipo de tratamento. Deve ser livre de contaminação na origem e preservar suas características originais, o que inclui a presença de diversos sais e de uma fauna microbiana considerada benéfica à saúde humana. Geralmente em posse da iniciativa privada, as fontes de água mineral devem ter sua qualidade certificada pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM).

Já a água de abastecimento público, além de passar por tratamento químico e físico, tem sua qualidade obrigatoriamente verificada por análises microbiológicas antes de ser distribuída nas cidades. A principal é a CHP. Embora esse teste seja feito também na água antes do envase, a legislação só estabelece um valor máximo aceitável de 500 UFC/ml para o líquido que vai para as torneiras. " Esse é o padrão internacional, que é seguido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas já existe uma tendência mundial de adotar o mesmo limite máximo também para a água de garrafa," completa Maria Fernanda.
 
Fonte isaude.net

Erva promete cura natural da impotência masculina

EFE
Planta, que nasce no sul da Bulgária, tem fama de ser a cura natural da impotência masculina
Planta, que é conhecida como mursalski cha, está em extinção
 
Em uma região remota da cordilheira dos Bálcãs, ao sul da Bulgária, cresce uma planta que há séculos tem fama de ser uma cura natural contra a impotência masculina, o que lhe garantiu o apelido de "viagra búlgaro". Trata-se de uma planta com o nome científico de "sideritis scardica", que no país balcânico é conhecida como Mursalski chai (chá de Mursalitsa).
 
A erva, que está em risco de extinção, contém 22 elementos químicos com efeitos favoráveis para a saúde humana, explica à Agência Efe o urologista Anatoliy Alikovski, que estudou durante anos as virtudes dessa planta.
 
— Estimula o sistema sexual masculino, estimula a libido e ao mesmo tempo melhora a capacidade reprodutiva e por isso é um remédio natural contra a esterilidade.
 
O médico tem sua consulta privada na cidade de Smolyan, cerca de 250 quilômetros a sudeste de Sófia, muito perto das últimas plantações que ficam desta erva. O lugar onde melhor cresce essa planta se encontra no monte Rodopi, em um campo chamado "Mursalitsa", o que deu o nome popular a essa erva e ao famoso chá.
 
A planta silvestre cresce a uma altitude de 1.200 a 2.200 metros acima do nível do mar, entre rochas de caliça ou terrenos calcários, bem protegidos dos raios do sol. A planta verde cresce até alcançar entre 20 e 40 centímetros de altura, em junho e julho ganha flores amarelas e exala um aroma que lembra a mistura de mel com limão.
 
Entre os elementos químicos da Mursalski há substâncias como cobre, ferro, zinco, cobalto, selênio, cálcio, magnésio, potássio e sódio.
 
— Essa combinação faz com que a erva cure não apenas problemas sexuais, mas fortaleça o organismo, aumente as defesas, proteja de secreções e gripe mas também de doenças cardíacas, do fígado e renais, além da próstata.
 
Durante o regime comunista, embora sua colheita estivesse proibida por ser uma planta protegida, todo ano, no início do verão, o comitê central do partido governante mandava colher amostras da erva para a alta elite política.
 
Além disso, tomar o chá fazia parte dos programas de preparação para os cosmonautas soviéticos na década de 1970, afirma Alikovski.
 
No entanto, a proibição foi suspensa após as mudanças democráticas no início da década de 1990, e começou uma exploração que quase fez desaparecer a planta que o médico búlgaro chama de "presente de Deus".
 
— Gente de todas as partes do país e estrangeiros vieram para esta região buscar esta erva tão rara.
 
Em 1996, as autoridades búlgaras impuseram novamente uma proibição de colheita para evitar seu desaparecimento. Para salvar a espécie, especialistas do Instituto de Botânica da Academia Búlgara de Ciências iniciaram pouco depois um projeto para criar uma variedade que possa ser cultivada em outras regiões do país e com uma composição química similar à da planta "original".
 
— Em Trigrad (cidade próxima a Smolyan) conseguiram, e os camponeses locais querem decretar o chá como símbolo oficial de sua cidade para atrair turistas.
 
Um empresário local produz inclusive um chá frio com as ervas que é exportado em garrafas ao Japão, onde sua venda aumentou muito após o desastre nuclear de Fukushima. E ainda dizem que o chá de Mursalski também cura os efeitos da radiação e limita sua expansão pelo corpo, diz o médico búlgaro. 

Fonte R7

Mulher que sofreu graves queimaduras em acidente é primeira a usar o botox no tratamento

Reprodução/DailyMail
Mulher sofreu queimaduras horríveis após acidente em casa
Karen, de 54 anos, sofria de coceiras agudas e substância ajudou na cura
 
Uma mulher que sofreu queimaduras terríveis tornou-se a primeira no mundo a ter seus ferimentos tratados com botox. O fogo atingiu o rosto, pescoço e mãos e precisou de Karen Croule, 54 anos, que fez vários enxertos de pele.
 
O acidente aconteceu depois de uma faísca da chaminé de sua casa atingir sua jaqueta, em Gainsborough, Lincolnshire, na Ingleterra. A informação foi publicada no Daily Mail desta terça-feira (30).
 
De acordo com a publicação, além dos graves machucados na pele, Karen também sofreu com uma coceira constante, algo que é comum para quem teve a pele queimada. Para curar este problema, os especialista decidiram aplicar na paciente injeções de botox, pois segundo os médicos, a substância ajuda a reduzir a transpiração e a ação das glândulas sudoríparas que provocam a coceira.
 
Segundo Karen, o problema não deixava "ela dormir, nem trabalhar".
 
— Fiquei muito deprimida. Eu não tinha esperança de solução.
 
Os especialistas ainda disseram que essa sensação é acontece por causa do crescimento dos nervos e da nova pele que nasce seca, já que o óleo natural produzido pelas glândulas do corpo ficou danificado com a queimadura.
 
Karen relembra que após o acidente, os médicos tiveram que reconstruir seu pescoço.
 
— Eu tomava um monte de morfina e foi tudo horrível, mas a equipe foi fantástica.

Fonte R7

Psicólogos não podem praticar acupuntura, diz STJ

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os profissionais da psicologia não podem utilizar a acupuntura como método ou técnica complementar de tratamento, uma vez que a prática não está prevista na lei que regulamenta a profissão de psicólogo, segundo comunicado desta terça-feira, 30.

O entendimento inédito ratificou o acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que anulou a Resolução 5/02 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), por ampliar o campo de atuação dos profissionais da área, ao possibilitar a utilização da acupuntura nos tratamentos.
 
Fonte Estadão

Estudo aponta que garimpeiros e mulheres são mais vulneráveis à aids

Imagem da internet
Mulheres de baixa escolaridade e homens que trabalham nas regiões de garimpos se mostraram mais vulneráveis à infecção por HIV no Norte do Brasil, segundo estudo realizado pelo médico infectologista e pesquisador da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Paulo Afonso Martins Abati, que analisou os perfis sociodemográficos da população com aids da região para conhecer o perfil local da epidemia.

A identificação foi feita em grupos da sociedade da região de Santarém, no oeste do Pará, que eram portadores do vírus, conforme informações da Agência USP. “
 
A despeito dos serviços de atenção às pessoas que vivem com HIV/aids na região terem melhorado nos últimos dez anos, as pessoas ainda descobrem tardiamente que têm o vírus” diz Abati. “
 
Muitas descobrem quando já estão muito doentes, ainda que, agora, a oferta do teste esteja maior”.
 
Esse diagnóstico tardio implica em maiores dificuldades para tratar a doença. “A região possui o maior índice proporcional de mortalidade por aids do Brasil”, conta.
 
Fonte Estadão

Remédio menos usado é o mais eficiente em crianças com Aids

Pesquisa sugere que preço da droga pode impactar na assistência de crianças mais pobres
 
A droga antirretroviral Efavirenz é mais eficiente no tratamento de crianças infectadas com o vírus HIV do que a medicação mais barata e comumente usada Nevirapina, revela um estudo publicado nesta terça-feira pelo "Journal of the American Medical Association".
 
A pesquisa é considerada a primeira comparação de larga escala com tratamentos de primeira linha para crianças soropositivas e pode ter um impacto na assistência a países mais pobres, onde vive a maioria dessas crianças.
 
A investigação mostra que o tratamento inicial com Efavirenz foi mais eficiente do que com Nevirapina, na supressão do vírus da Aids, em crianças entre 3 e 16 anos.
 
O estudo, realizado com mais de 800 crianças, foi conduzido pelo Children's Hospital of Philadelphia, a Perelman School of Medicine, na Universidade da Pensilvânia, e o Botswana-Baylor Children's Clinical Center of Excellence.
 
Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda ambos os medicamentos em regiões carentes, como a África sub-saariana, que concentra mais de 90% das cerca de 3 milhões de crianças com HIV no mundo.
 
"Porque o Nevirapina custa menos do que o Efavirenz e está mais disponível nas formulações pediátricas, ele é, hoje, a escolha mais frequente", afirmou a principal autora do estudo, Elizabeth Lowenthal, do Children's Hospital of Philadelphia.
 
"Nosso estudo sugere, porém, que o Efavirenz produz melhores resultados", acrescentou.
 
Outro autor da pesquisa, Robert Gross, da Perelman School of Medicine, afirmou que, dadas as evidências, "é muito razoável ajustar as diretrizes do tratamento pediátrico".
 
Vários estudos anteriores mostraram que o Efavirenz é mais eficaz em adultos, o que levou à sua recomendação em detrimento da Nevirapina em diversos países.
 
A Nevirapina é produzida pelo laboratório Boehringer Ingelheim, enquanto o Efavirenz é comercializado nos EUA pelo Bristol-Myers, com o nome Sustiva.
 
Fonte R7

Casos de gripe, rinite e pneumonia aumentam com tempo seco e frio, alerta especialista

Doenças respiratórios são mais frequentes nessa
época do ano
Baixa umidade do ar e ambientes fechados estão entre as causas da contaminação
 
Nessa época do ano, com o tempo mais seco e frio, é comum que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas fiquem mais suscetíveis as doenças respiratórias infecciosas, inflamatórias e alérgicas transmitidas pelo ar. Entre as causas está o fato de as pessoas ficarem cada vez mais próximas e em ambientes fechados, além da baixa umidade do ar típica da estação.
 
De acordo com a pneumologista pediátrica, Beatriz Barbisan, do departamento de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o paciente está predisposto a contrair resfriado, gripe, sinusite, otite (inflamação no ouvido) e, até mesmo, pneumonia viral.
 
— O clima frio pode causar a queda da defesa do organismo, causando essa epidemia de infecções virais e bacterianas. Além dessas, também são desencadeadas a asma e a rinite, doenças de fundo alérgico.
 
Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que 30% da população mundial sofre com algum tipo de alergia respiratória.  O problema pode ser evidenciado por coceiras no nariz e espirros constantes.  Já nos quadros de gripe e resfriado, os sintomas mais comuns são tosse, espirros, coriza, febre e mal-estar.
 
— Os quadros de alergias são desencadeados por ácaros, mofos e substâncias presentes na poeira doméstica, fumaça de cigarro, poluição do ar e cheiros fortes.
 
Enquanto que os agentes causadores da gripe e resfriado são os vírus, as doenças alérgicas podem ocorrer por fatores genéticos, ou seja, a pessoa nasce com essa predisposição à alergia.
 
No primeiro caso, é importante não confundir os sintomas que, apesar de semelhantes, são causadas por vírus diferentes (confira quadro abaixo).
 
Para quadros de gripe, a vacinação é o procedimento mais eficaz de prevenção. Além dessa, a pneumologista recomenda não ficar em lugares fechados, lavar as mãos, consumir mais líquidos e umidificar o ambiente, assim, evita as irritações nasais e a chance de obter uma doença alérgica.
 
Dicas para higienizar o ambiente
 
Para combater as alergias causadas por agentes poluidores e ácaros é importante:
 
— Forrar colchões e travesseiros (principais focos de ácaros) com capas especiais anti-ácaros
 
— Manter a casa e, principalmente o quarto, limpos e arejados. Evitar bichinhos de pelúcia, almofadas, cortinas pesadas, pois acumulam pó e são mais difíceis de serem lavados
 
— Lavar blusas de lã, casacos e jaquetas que estejam no armário há meses, antes de utilizá-los
 
— Para se remover o pó dos móveis, evitar o uso do espanador, uma vez que ele apenas muda o pó de lugar. Preferir um pano úmido
 
— Aplicar produtos específicos para controle dos ácaros em carpetes, tapetes e cortinas
 
Fonte R7

Plástica no braço vira moda, mas médicos alertam para cicatrizes

Imagem da internet
Cirurgias deste tipo cresceram 4.400% em dez anos, de acordo com sociedade americana
 
Mais mulheres estão entrando na faca na esperança de reverter a flacidez na parte superior dos seus braços, mas cirurgiões plásticos alertam que esse procedimento tem um custo: cicatrizes.
 
Estatísticas divulgadas nesta semana pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos mostram que as cirurgias de levantamento de braços em mulheres cresceram mais de 4.400% na última década.
 
Uma pesquisa feita pela Internet em março e abril junto a 1.219 mulheres, a pedido da sociedade, mostrou que as mulheres estão prestando mais atenção a braços bem torneados e citam como exemplo a primeira-dama norte-americana, Michelle Obama, e as atrizes Jennifer Aniston, Jessica Biel e Demi Moore.
 
O presidente da sociedade, Gregory Evans, disse em nota que foram feitas no ano passado nos Estados Unidos 15 mil cirurgias de "lifting" de braços, sendo 98% em mulheres, das quais mais de 75% com mais de 40 anos.
 
Os EUA são o país do mundo que mais realiza cirurgias plásticas estéticas ou cosméticas, seguidos pelo Brasil, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.
 
Evans disse que há dois métodos para combater a flacidez dos braços - a lipoaspiração ou a braquioplastia, em que uma incisão é aberta do cotovelo à axila, e a pele solta é retirada da parte posterior do braço.
 
O cirurgião britânico Keith Allison disse que a cicatriz deixada por esse procedimento acaba dissuadindo muitas pacientes.
 
— Você obtém um melhor contorno, mas fica com uma cicatriz comprida, e muita gente não quer isso. As cicatrizes levam de 18 meses a dois anos para sumir.
 
Fonte R7

Descoberto primeiro gene vinculado à enxaqueca

De acordo com pesquisadores, novidade pode ajudar a entender melhor doença
 
Pesquisadores descobriram o primeiro gene cuja mutação está fortemente associado à forma mais comum de enxaqueca, o que poderia abrir o caminho para uma compreensão melhor desta doença de causas desconhecidas, segundo estudo publicado esta quarta-feira nos Estados Unidos.
 
De acordo com o professor de Neurologia da Universidade da Califórnia em São Francisco (oeste), um dos principais autores, Louis Ptacek, isto "lança uma primeira luz sobre uma doença que ainda não entendemos".
 
— Só um número muito pequeno de pacientes com enxaqueca tem este gene mutante.
 
Mas o gene chamado CKIdelta "certamente não é o único envolvido na enxaqueca", destacou, dizendo-se "certo" de que "vários outros genes desempenham um papel importante".
 
Este é o primeiro passo para compreender a enxaqueca, que afeta de 10% a 20% da população e causa "enormes perdas de produtividade", informou Ptacek à AFP.
 
Os sintomas típicos da doença são forte dor de cabeça e hipersensibilidade ao som, ao tato e à luz.
 
Para este trabalho, cujos resultados são publicados na revista americana Science Translational Medicine, os cientistas fizeram um estudo genético com duas famílias em que a enxaqueca é comum.
 
Eles descobriram que a maioria dos membros doentes de enxaqueca são portadores do gene mutante ou são filhos de pais que tinham este gene.
 
No laboratório, os autores do estudo descobriram que a mutação do gene CKIdelta afetava a produção de uma proteína chamada quinase CK2, que desempena um importante papel em muitas funções vitais no cérebro e no resto do corpo.
 
— Isto nos diz que esta mutação genética tem consequências bioquímicas reais.
 
Fonte R7

Estudo mostra que leite materno reduz resistência microbiana a antibióticos

Reprodução/ Mundo das Tribos
 
Alimento aumenta a sensibilidade de bactérias a vários antibióticos
 
Uma proteína do leite materno ajuda a reduzir significativamente a resistência aos antibióticos desenvolvida por alguns patógenos causadores de pneumonias graves e outras infecções de difícil tratamento, revelou um estudo publicado esta quarta-feira nos Estados Unidos.
 
A descoberta é promissora para enfrentar o problema das "superbactérias" resistentes aos antibióticos nos hospitais, como o 'Staphylococcus aureus' resistente à meticilina (SARM), responsável por um grande número de infecções hospitalares.
 
Experiências em laboratórios e com animais demonstraram que esta proteína, chamada "Alfa-lactoalbumina humana letal a células tumorais", conhecida como HAMLET, aumenta a sensibilidade de bactérias a vários antibióticos, como a penicilina e a eritromicina.
 
Os efeitos foram tão pronunciados que as bactérias resistentes à penicilina, como o estreptococo da pneumonia e a SARM, recuperaram a sensibilidade aos antibióticos aos quais antes resistiam, explicaram os cientistas, entre eles, Anders Hakansson, da Universidade de Buffalo, em Nova York (norte).
 
A pesquisa foi publicada na edição desta quarta-feira da revista PLoS ONE.
 
A proteína HAMLET "tem o potencial de reduzir a concentração de antibiótico necessária para lutar contra as infecções e nos permite usar os antibióticos mais comuns contra os patógenos resistentes", explicou Hakansson.
 
As bactérias parecem ter grandes dificuldades para o desenvolvimento da resistência à HAMLET, morrendo em grande número, inclusive depois de terem sido expostas a esta proteína por muitas gerações, acrescentou.
 
"Diferente dos tratamentos sintéticos, HAMLET é uma substância que se forma naturalmente no leite humano e não tem efeitos colaterais tóxicos observados comumente nos antibióticos mais fortes, necessários para matar patógenos ultra-resistentes", disse o pesquisador.
 
Por outro lado, HAMLET também tem sido objeto de pesquisa sobre seu uso em tumores cancerosos, especialmente os resistentes a outros tratamentos de quimioterapia.
 
Fonte R7

Jogar videogame retardaria e até reverteria 'decadência mental'

Jogar videogame pode prevenir e até retardar a deterioração de funções cerebrais, como a memória, o raciocínio e o processamento visual, segundo um estudo publicado esta quarta-feira.
 
O estudo da Universidade de Iowa, feito com centenas de pessoas com 50 anos ou mais, revelou que as pessoas que jogam videogame são capazes de melhorar uma variedade de habilidades cognitivas e reverter até sete anos a decadência mental relacionada com a idade.
 
"Sabemos que podemos parar esta decadência e verdadeiramente restaurar a velocidade do processamento cognitivo das pessoas", afirmou Fredric Wolinsky, professor de saúde pública da Universidade de Iowa e principal autor do artigo publicado no periódico PLOS One.
 
"Então, se sabemos disso, não deveríamos estar ajudando as pessoas? É bem fácil e o pessoal de mais idade pode aprender a jogar", afirmou.
 
O estudo é o último de uma série de projetos de pesquisa que examina porque as pessoas, à medida que envelhecem, perdem a "função executiva" no cérebro, que é necessária para a memória, a atenção, a percepção e a resolução de problemas.
 
Wolinsky e seus colegas separaram 681 pacientes saudáveis em quatro grupos. Cada um destes grupos foi dividido em segmentos com pessoas de 50 a 64 anos e aqueles acima dos 65 anos.
 
Um grupo recebeu palavras-cruzadas computadorizadas, enquanto os outros três grupos jogaram um videogame chamado "Road Tour", que consiste em identificar um tipo de veículo exibido rapidamente em uma placa veicular.
 
Solicitou-se aos participantes que identificassem novamente o tipo do veículo e o relacionassem com uma placa de trânsito exibida em uma ordenação circular de possibilidades.
 
O jogador precisa acertar pelo menos três em quatro tentativas para passar de nível, o que acelera a identificação do veículo e adiciona mais distrações.
 
"O jogo começa com uma avaliação para determinar sua atual velocidade de processamento. Seja qual for, o treinamento pode ajudá-lo a ficar uns 70% mais rápido", disse Wolinsky.
 
Os grupos que jogaram por pelo menos 10 anos, tanto em casa quanto em um laboratório na universidade, obtiveram pelo menos três anos de melhoramento cognitivo quando testados depois de um ano.
 
Um grupo que passou por um treinamento adicional de mais quatro horas com o jogo se saiu ainda melhor, melhorando suas habilidades cognitivas em quatro anos, segundo o estudo.
 
"Nós não só evitamos o declínio (das habilidades cognitivas), como realmente as aceleramos", afirmou Wolinsky.
 
A chave parece consistir em melhorar a velocidade de processamento do cérebro, que também pode ampliar nosso campo de visão.
 
"À medida que envelhecemos, nosso campo de visão desmorona", explicou Wolinsky. "Ficamos com visão em túnel. É uma função normal do envelhecimento. Ajuda a explicar porque a maior parte dos acidentes acontecem em interseções porque os mais velhos olham para frente e percebem menos as periferias", acrescentou.
 
O estudo se alicerça numa pesquisa iniciada nos anos 1990 sobre os esforços para melhorar a memória, o raciocínio e a velocidade do processamento visual.
 
Os cientistas descobriram que aqueles que jogaram "Road Tour" tiveram uma pontuação muito melhor do que o grupo das palavras cruzadas em funções como concentração, agilidade com mudança de uma tarefa mental para outra e a velocidade em que a nova informação é processada.
 
A melhora variou de 1,5 ano a quase sete anos em melhoria da atividade cognitiva, ressaltou o estudo.
 
"Trata-se do fenômeno 'use ou perca'", explicou Wolinsky. "O declínio cognitivo relacionado com a idade é real, acontece e começa mais cedo e permanece de forma constante. A boa notícia é que nós podemos fazer algo sobre isto", acrescentou.
 
Fonte R7

Antidepressivo revela capacidade fungicida

A descoberta de um medicamento mais eficaz e barato contra a
 cryptococcosis meningea poderá reduzir substancialmente as
 taxas de mortalidade na África subsaariana
Pesquisadores de Uganda financiados pelo Canadá estão realizando testes com um popular antidepressivo que se mostrou promissor no combate a uma enfermidade cerebral provocada por fungo que mata 600 mil pessoas a cada ano na África subsaariana.
 
O Sertraline, também conhecido por Zoloft ou Lustral, foi introduzido pelo grupo farmacêutico Pfizer em 1991 e desde então se transformou no segundo antidepressivo mais receitado nos Estados Unidos.
 
Um trabalho recente em laboratório realizado na Universidade de Utah concluiu que o antidepressivo é também um potente fungicida. Várias mulheres que tomaram o medicamento para aliviar sintomas pré-menstruais relataram o desaparecimento de infecções por fungos.
 
Os pesquisadores do Instituto de Doenças Infecciosas de Uganda, na Universidade de Makerere, esperam provar a eficiência do Sertraline contra a cryptococcosis meningea, uma infecção do tecido que cobre o cérebro e atinge severamente a África subsaariana.
 
"Esperamos ensinar novos truques a um velho remédio", disse o principal autor do estudo, David Meya, em entrevista à AFP a partir de Uganda.
 
"Nossa esperança é que se o remédio funcionar contra a cryptococcosis meningea, possamos reduzir a taxa de mortalidade em 40% a 50%, o que seria um grande salto".
 
Mais de 30% dos pacientes morrem 10 semanas após o início da enfermidade, que tem sido vinculada à Aids.
 
Atualmente, a doença é combatida com dois medicamentos, ambos desenvolvidos nos anos 50 e que são "muito caros e não estão disponíveis facilmente na África subsaariana", afirmou Meya.
 
"A descoberta de um medicamento mais eficaz e barato contra a cryptococcosis meningea poderá reduzir substancialmente as taxas de mortalidade na África subsaariana".
 
A patente do Sertraline já expirou e a fabricação de genéricos é uma possibilidade real e barata.
 
Fonte R7

Evite os nove maiores erros ao tomar remédios orais

mulher colocando remédio em gotas na colher - Foto: Getty ImagesMisturar com álcool ou triturar o comprimido comprometem eficácia da medicação
 
Desde 2009, a Anvisa estabeleceu que todos os remédios devem ser acompanhados da bula do paciente, além da bula técnica já comum nos produtos.
 
Na bula do paciente, deve ser especificada a forma como ele deve ser ingerido e seus riscos específicos de forma clara e objetiva.
 
No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre a melhor maneira de tomar uma medicação e outras crenças tão comuns que sequer são colocadas em dúvida - e muitos desses hábitos podem não só interferir na eficácia do medicamento, como também prejudicar seu organismo.
 
Confira os erros mais comuns na hora de ingerir uma medicação: 
 
leite e remédio - Foto: Getty ImagesTomar o medicamento acompanhado de líquidos com sabor
O líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de todos os tipos de medicamentos é a água. "Isso porque algumas medicações desencadeiam reações químicas quando ingeridas com sucos, leite, refrigerantes, chás ou café, que podem comprometer sua eficácia", explica a clínica geral Fernanda Galvão, da Amil, em Brasília. De acordo com a especialista, um bom exemplo são os antibióticos com tetraciclina na composição - essa substância reage na presença de cálcio, e portanto tem sua eficácia comprometida se ingeridos com leite.

Outra combinação perigosa e muito conhecida é remédio e bebidas alcoólicas. "O álcool pode tanto potencializar quanto neutralizar os efeitos de um medicamento, em alguns casos ativando enzimas que transformam o remédio em substâncias tóxicas para o organismo", alerta a clínica geral Fernanda. Por isso, na dúvida, sempre tome seus medicamento acompanhados de água apenas. 
                    
antiácido - Foto: Getty ImagesMisturar com antiácidos
Os antiácidos também interferem na absorção de medicamentos, para mais ou para menos, dependendo da interação. "Além de deixar o estômago com pH alcalino - muitos remédios precisam da acidez gástrica para serem aproveitados - os antiácidos podem conter alumínio, que se ingerido com medicamentos que contenham citrato de cálcio podem atingir níveis tóxicos no sangue, sendo perigosos principalmente para os rins, que podem ter seu funcionamento afetado e até sofrer graves consequências", explica a hepatologista Marta Deguti, do Centro de Referência em Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.  
                    
mulher com comprimido na língua - Foto: Getty ImagesIngerir o comprimido sem beber água
Assim como não é recomendada a ingestão de medicamentos com outros líquidos que não sejam água, tomá-lo a seco também pode trazer malefícios. "Existe o risco da medicação ficar parcialmente retida no esôfago, podendo haver irritação na mucosa em que o comprimido se prendeu", explica a hepatologista Marta. Além disso, um pouco da dose da medicação é perdida, já que passa a ser absorvida enquanto está retida. "Um exemplo muito sério é o alendronato, usado no tratamento da osteoporose, que pode causar, se retido no esôfago, até mesmo perfuração do órgão", alerta a especialista. Por isso, deve-se sempre ter muito cuidado com as medicações, seguir as orientações do seu médico e tirar dúvidas tanto com ele quanto com o farmacêutico devidamente habilitado.  
                    
cápsula aberta - Foto: Getty ImagesRetirar o conteúdo da cápsula
Muitas pessoas optam por abrir a cápsula do medicamento e ingerir apenas o pó, para tornar o processo de deglutição mais simples. No entanto, essas cápsulas são concebidas com a função de proteger a mucosa da boca e do esôfago do contato com a medicação, para que ela possa agir de forma lenta, garantindo sua eficácia. ?Para alguns remédios, a remoção da cápsula pode ter consequências como dor no tórax, vômitos e esofagite?, diz a hepatologista Marta. 
                    
comprimidos - Foto: Getty ImagesTriturar o comprimido para facilitar a digestão
Com a justificativa de facilitar a deglutição, também é comum as pessoas triturarem o comprido ou cortá-lo ao meio, prática que também pode interferir na absorção pelo organismo. Segundo as especialistas, os únicos comprimidos que podem ser cortados ao meio são aqueles que possuem uma linha no meio, desenhada inclusive para facilitar o corte. "Fora isso, os medicamentos devem ser ingeridos inteiros, da maneira como vieram na cartela", diz a clínica geral Fernanda. Os problemas nesse caso são muito parecidos com o de ingerir o remédio fora da cápsula - o corpo irá absorvê-lo mais rápido do que deveria, levando a uma intoxicação. "O desenho do comprimido foi feito para facilitar a ingestão da quantidade necessária de medicamento e o contato do comprimido com o ácido gástrico deve dissolvê-lo e quebrá-lo em partículas que serão absorvidas", afirma a hepatologista Marta. "Se houver maior dificuldade para ingerir o comprimido, converse com o seu médico para buscar formulações alternativas."
                    
mulher colocando remédio em gotas na colher - Foto: Getty ImagesIngerir o medicamento em gotas a seco
"As medicações em gotas também são melhor absorvidas quando diluídas em água, em vez de pingadas direto na língua ou dadas em colher", explica Fernanda Galvão. Como geralmente são prescrições pediátricas, essas já são fabricadas com sabor e aroma diferentes para facilitar a ingestão pelas crianças. Devemos lembrar que os medicamentos devem ser diluídos preferencialmente em água. "O risco da diluição em outras bebidas é principalmente a perda da eficácia terapêutica", diz Fernanda.  
                    
remédios e relógio - Foto: Getty ImagesTomar a medicação fora do horário
As atividades do organismo variam ao longo do dia de acordo com nosso relógio biológico, e cada medicamento é estudado minuciosamente em relação ao tempo que leva para ser absorvido, o tempo de duração do efeito e modo como é eliminado do corpo de acordo com essas atividades fisiológicas. "Por isso, atrasar ou adiantar o horário do medicamento pode reduzir a eficiência e até mesmo provocar efeitos colaterais", afirma a clínica geral Fernanda. A hepatologista Marta alerta para os antibióticos e antidiabéticos, que podem trazer consequências mais sérias. "Se a pessoa está tomando antibióticos e atrasa um período inteiro, a bactéria pode tornar a se multiplicar e criar resistência ao antibiótico, já no caso de antidiabéticos, os níveis de açúcar do sangue podem subir ou descer demais, o que pode resultar até mesmo em coma", diz.  
                    
prato com comprimidos e comida - Foto: Getty ImagesPreste atenção nas interações com alimentos
Muitos medicamentos devem ser ingeridos em jejum porque eles necessitam do ambiente mais ácido do estômago para que sejam melhor absorvidos. "Já outros são absorvidos com mais eficácia na presença de alimentos, ou são menos agressivos ao estômago quando tomados desta maneira", explica a clínica geral Fernanda. A especialista afirma que existem também substâncias que possuem interação com determinados tipos de alimentos, formando um complexo que o organismo não consegue absorver, diminuindo ou até mesmo neutralizando a ação do medicamento. Por conta disso, o ideal é perguntar ao médico e sempre seguir as instruções da bula. 
 
mulher em consulta médica - Foto: Getty ImagesNão avisar seu médico que toma anticoncepcional
No geral, não existem grandes restrições na mistura de remédios com anticoncepcionais. Mas é preciso estar atenta, pois existem combinações que reduzem a eficácia do anticoncepcional ou da outra medicação. A hepatologista Marta cita alguns exemplos: "Remédios para micose de unha e candidíase, antibióticos, medicações para epilepsia e para tratamento de tuberculose podem reduzir a eficácia do anticoncepcional', diz. Além disso, o contraceptivo pode diminuir a eficácia da aspirina, AAS ou de calmantes, e pode também potencializar os efeitos do Diazepan, da cafeína, dos corticoides e de alguns antidepressivos. 
 
Fonte MInha Vida

Dez sinais de que a sua pele está sofrendo os efeitos do estresse

Envelhecimento precoceAs suas emoções favorecem o surgimento de acne, alergias e infecções
 
Quando o estresse faz parte da rotina, a pele é uma das mais afetadas.
 
A tensão provoca alterações hormonais diversas no corpo e libera algumas substâncias na corrente sanguínea. Com isso, há uma queda na imunidade e o corpo fica mais vulnerável a infecções e outros problemas.
 
"No rosto, por exemplo, é visível o surgimento de descamações, áreas avermelhadas e ressecadas, olheiras e pele sem brilho", conta o dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini, em São Paulo.
 
Peles oleosas também ficam com os poros mais dilatados e a derme mais grossa.
 
Conheça outros problemas da pele estressada e veja dicas para amenizá-los, além - é claro - de combater o estresse:
 
AcneAcne
Cravos e espinhas são muito mais comuns na adolescência, mas podem surgir na fase adulta por alguns fatores, incluindo o excesso de tensão. "O estresse aumenta a produção das glândulas sebáceas e deixa a pele mais oleosa, favorecendo o surgimento da acne", explica o dermatologista Anderson.

A primeira recomendação dos dermatologistas é não cutucar esses cravinhos. "Os micro-organismos presentes nas unhas podem causar um processo inflamatório na acne, piorando o estado da pele e aumentando as chances de virar uma cicatriz", afirma o dermatologista Fernando de Freitas, de São Paulo. Em vez disso, lave o rosto duas vezes por dia com sabonete neutro, use apenas produtos indicados por seu médico para a sua pele e evite abusar de doces, frituras e gorduras, que aumentam a oleosidade da pele.
   
AlergiasAlergias
Segundo o dermatologista Anderson, o estresse age nas células do tecido conjuntivo associadas às reações alérgicas, chamadas mastócitos. "Com isso, aumenta a coceira e o prurido", diz o médico. Para evitar que a alergia de pele piore, adote as dicas da dermatologista Pietra Martini, da Clínica Priméra, em Campinas (SP):

- Aplique uma camada espessa de hidratante com filtro solar na área afetada para evitar manchas;

- Lave a pele apenas com água fria enquanto houver alergia;

- Evite coçar, para não aumentar a lesão;

- Caso a irritação persista, consulte um dermatologista. 
                    
Dermatite SeborreicaDermatite Seborreica
Essa doença provoca lesões avermelhadas e que descamam a pele - sobretudo o couro cabeludo - e é causada por um fundo chamado pityrosporum ovale, que se alimenta do sebo produzido pelas glândulas da pele. Segundo a dermatologista Thais Pepe, médica especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite seborreica é facilmente tratada. "Os tratamentos costumam envolver o uso de xampus que combatem oleosidade, caspa ou fungos; loções para o controle da inflamação e das caspas e até mesmo medicações de uso oral que venham a controlar a oleosidade", conta a médica. Além disso, ela lembra a importância de expor a pele ao sol (com filtro solar e fora do período entre as 10h e 16h), pois os raios solares ajudam a amenizar o problema. 
                    
FurúnculoFurúnculo
Essa infecção é muito comum em regiões com dobras ou pelos, como virilha e bumbum. "O furúnculo se transforma em um nódulo endurecido, vermelho e bem dolorido e, se não for tratado, pode virar uma ferida com pus", conta Anderson Bertolini. Além do tratamento antibiótico, o furúnculo precisa ser drenado. "Mas é um médico que vai determinar a hora certa e fazer esse procedimento com higiene e técnica adequadas", reforça Thais Pepe. 
                    
HerpesHerpes
Esse problema é causado por um vírus do próprio organismo e desencadeado por fatores como estresse, sol e baixa imunidade. Feridas em formato de bolhas aparecem no corpo - principalmente nos lábios e nos genitais. "É preciso iniciar uma medicação oral para evitar o aumento de herpes, além de aplicar creme tópico para diminuir a transmissão", conta a dermatologista Thais. 
                    
MicoseMicose
A micose é uma infecção é causada por fungos que se proliferam em ambientes úmidos, fechados e quentes. "Ela é um dos sinais de que o sistema imunológico está deficiente", conta o dermatologista Anderson. Para conter esse problema, Thais Pepe dá a seguinte orientação: seque o local após o banho todos os dias e use antifúngicos orais e tópicos (pomadas) indicados por um dermatologista. 
                    
Rosácea Rosácea
Caracterizada por uma vermelhidão no rosto, a rosácea também pode apresentar nódulos, pus, inchaços e vasinhos. "Tensão, ansiedade, estresse são fatores desencadeantes e o quadro pode piorar com o consumo excessivo de álcool e exposição solar", alerta Anderson Bertolini. Além disso, a pele com rosácea é muito mais sensível a produtos cosméticos, sendo importante evitar substâncias que possuem ácidos e álcool. Dependendo do grau de rosácea, é necessário realizar tratamento medicamentoso. 
                    
PsoríasePsoríase
Ela é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa e caracterizada por lesões avermelhadas e que descamam. "A psoríase costuma aparecer no couro cabeludo, nos cotovelos e nos joelhos", conta Anderson Bertolini. Além de controlar o estresse - que é um agravante do quadro -, é importante tomar sol e hidratar a pele. "Use de preferência hidratantes sem ureia na formulação e sem perfume", orienta a dermatologista Thais Pepe. 
                    
Envelhecimento precoceEnvelhecimento precoce
Perda da vitalidade, diminuição da elasticidade, linhas de expressão e manchas são os principais sinais do envelhecimento da pele, de acordo com o dermatologista Anderson. Para evitar que esse problema seja precoce, vale a pena controlar as emoções, uma vez que o estresse pode acelerar a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células. Exposição solar exagerada, falta de hidratação adequada e tabagismo são outros fatores que podem antecipar o aparecimento de rugas. 
 
OlheirasOlheiras
As bolsas e manchas escuras embaixo dos olhos são decorrentes, principalmente, de noites mal dormidas. "Um bom corretivo ajuda a disfarçar, mas, se as olheiras forem permanentes, a solução é procurar um dermatologista para tratar da forma correta", conta o maquiador Marcelo Marques, de São Paulo. Ele lembra que a pele do resto é muito sensível - ainda mais nessa região - e pode ser manchada com facilidade. "Por isso, devemos tomar muito cuidado com receitas caseiras para não piorar a situação", alerta.

Segundo a dermatologista Cristina Graneiro, diretora médica da clínica La Liq, os cremes mais indicados para amenizar as olheiras são à base de ácido tioglicólico ou vitamina K. A vitamina C também ajuda, tanto como antioxidante, quanto como clareador. "É fundamental também usar filtro solar, pois o acúmulo de melanina pode piorar a aparência da olheira", conta a profissional.
 
Fonte Minha Vida

Cuidados na preparação dos alimentos evitam azia

Legumes - Foto Getty Images
Vegetais são de fácil digestão
Substituir ingredientes e priorizar receitas caseiras podem evitar a queimação
 
Quem sofre de refluxo gastroesofágico aprende com o desconforto da azia o que evitar comer.
 
Alimentos picantes são o ponto fraco de alguns. Sucos cítricos se tornam os grandes vilões de outros. Assim, o sintoma pode ser desencadeado por diferentes fatores e varia de pessoa para pessoa. Mas não é apenas o cardápio que tem influência sobre o problema.
 
Segundo a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição, em São Paulo, a maneira como esses alimentos são preparados também pode ajudar a evitar crises da doença.
 
"Optar por fazer uma batata assada ao invés de frita, por exemplo, é recomendado para evitar a queimação", afirma.
 
Veja a seguir outras dicas para prevenir a azia:
 
Fritura - Foto Getty ImagesEvite frituras
"Fritar é sempre a pior maneira de preparar um alimento", afirma a nutricionista Daniela Jobst, da clínica NutriJobst, em São Paulo. Segundo ela, frituras são extremamente gordurosas, o que dificulta o processo de digestão e estimula maior produção de ácido gástrico. "Isso faz com que as mucosas do esôfago e do estômago fiquem mais sensíveis, favorecendo a azia", explica. Além disso, o óleo aquecido sofre alterações químicas, transformando uma gordura boa em gordura ruim, mudança essa relacionada ao aumento dos níveis do mau colesterol (LDL). Alimentos grelhados e assados, por sua vez, preservam a maior parte dos nutrientes, pois o forno não os deixa desidratados e não dilui as vitaminas neles presentes.
              
Iogurte - Foto Getty ImagesFaça trocas inteligentes
Cremes usados em sobremesas são extremamente calóricos e gordurosos, então, que tal substitui-los por uma opção mais saudável para evitar a azia? A nutricionista Cátia recomenda a utilização de iogurte com baixo teor de gordura que, além de mais magros, contêm bactérias saudáveis que auxiliam no processo digestivo. "Receitas que levam creme de leite, por sua vez, podem trocar o ingrediente por requeijão ou maionese light", sugere a profissional.
                    
Legumes - Foto Getty ImagesDeixe as receitas mais saudáveis
Pratos que incluem grandes quantidades de carne também podem desencadear o refluxo. "Proteínas e gordura são elementos que exigem maior liberação de ácido gástrico para digestão", explica a nutricionista Cátia. Por isso, substitua parte dela por vegetais, que são de fácil digestão.
                    
Macarrão integral - Foto Getty ImagesPrefira cereais integrais
"Por serem absorvidos mais lentamente, devido sua estrutura complexa, cereais integrais são recomendados para evitar a azia", afirma a nutricionista Daniela. Segundo a profissional, uma maior demora na fermentação ácida dos açúcares diminui o risco do refluxo. Vale lembrar ainda que esses alimentos são ricos em vitaminas e fibras, além de apresentarem baixo teor de gordura. O fato de promover maior saciedade também pode ser útil, já que o indivíduo não sofre o efeito rebote, que pode levar à procura de uma refeição volumosa e rica em gordura.
                    
Vinho - Foto Getty ImagesElimine bebidas alcoólicas
A bebida alcoólica deve ser evitada por quem sofre de refluxo, já que relaxa a válvula que impede que o suco gástrico do estômago volte para o esôfago. Em receitas, entretanto, ele não apresenta qualquer problema se for necessário flambar o ingrediente. "Isso facilita a evaporação do álcool", afirma a nutricionista Cátia. Do contrário, evite a adição da bebida e, claro, não acompanhe sua refeição com álcool.
                    
Molho de tomate - Foto Getty ImagesTroque o molho das massas
Molhos industrializados costumam ser extremamente ácidos, o que pode favorecer a azia. Por isso, prefira preparar molhos caseiros e não incremente a receita com temperos picantes. O molho de tomate, mesmo caseiro, nem sempre é tolerado. "Neste caso, use sua criatividade para criar uma opção com iogurte e ervas como a hortelã e a salsinha", sugere a nutricionista Daniela.
                    
Copo de medida - Foto Getty ImagesUse copos de medida
A ingestão excessiva de comida também pode levar à azia. Assim, o ideal é preparar somente a porção de comida que você irá consumir ou separar a sua refeição no prato e deixar o restante em potinhos para evitar repetir o prato. Panelas e travessas com comida em cima da mesa podem parecer inofensivos, mas de garfada em garfada se tornam vilões de quem tem refluxo. "Com copos de medida, esse controle fica mais fácil", afirma a nutricionista Cátia.
 
Fonte Minha Vida

Saúde mental abre oportunidades para enfermeiros

Falta de especialistas no segmento gera oportunidades com média salarial mais alta. Além disso, a OMS aponta que 25% das pessoas sofrem ou sofrerão transtornos mentais ao longo da vida
 
A área de saúde mental e psiquiatria vem se destacando como um interessante nicho de atuação aos profissionais de enfermagem, de acordo com a professora do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Cintia Vieira Gonçales. “A falta de enfermeiros especializados neste segmento gera oportunidades de trabalho associadas a uma média salarial mais alta para quem se dedica à saúde mental. Há ainda outro fator a ser considerado para a expansão desse foco de empregabilidade: a Organização Mundial de Saúde aponta que em torno de 25% das pessoas sofrem ou sofrerão de transtornos mentais ao longo da vida”, diz.
 
Segundo a especialista, os locais de trabalho para esses profissionais são muitos como hospitais, ambulatórios, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (UBS), entre outros.
 
Até meados dos anos 1980, a maioria dos tratamentos ocorria dentro dos hospitais. No entanto, esse cenário se ampliou em função dos incentivos em prol da saúde mental, o que proporcionou a multiplicação das unidades extra-hospitalares e as chances de colocação no mercado, segundo a Cintia.
 
Os enfermeiros especializados em psiquiatria atuam na relação clínica entre o paciente e sua família, além de promover ações para que o indivíduo tenha um ambiente propício para seu tratamento. “Nos CAPS, ajudamos os pacientes a se inserirem na sociedade, avaliando-os individualmente. Na estratégia terapêutica em economia solidária, temos grupos de culinária e artesanato, por exemplo, em que eles recebem o dinheiro das vendas dos itens que produzem. Hoje, existem mais de 1.500 CAPS espalhados pelo Brasil e faltam profissionais especializados na área”, afirma Cintia.
 
Sobre os hospitais psiquiátricos, a professora diz que o foco desses enfermeiros está na interação direta com os pacientes: “nesses locais, avaliamos diariamente as condições físicas e psíquicas de cada indivíduo e prescrevemos ações específicas para sua reabilitação em conjunto com a equipe terapêutica”.
 
Para formar profissionais especializados nessa área, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo disponibiliza uma especialização em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental. “O curso vem se desenvolvendo há dois anos, com experiência clínica dos alunos em setores especializados para sua formação e ampla visão da área no Brasil e no mundo”, conclui a professora.
 
Fonte Saudeweb

anvisa recomenda: 9 alertas de segurança para exames e procedimentos

Depois da morte de três pacientes no Hospital Vera Cruz após exame de ressonância magnética cerebral com uso de contraste, a Anvisa destaca alguns pontos de forma a minimizar os riscos inerentes a determinados procedimentos
 
A morte de três pacientes, em janeiro deste ano, no Serviço de Ressonância Nuclear Magnética do Hospital Vera Cruz, de Campinas, fez com que a Anvisa ressaltasse ações para minimizar os riscos inerentes a procedimentos como este – embora a Agência ainda não ter recebido o relatório final da Vigilância Sanitária local.
 
1. Os serviços de saúde devem possuir e divulgar entre os seus profissionais, protocolos e rotinas contemplando as diferentes etapas de seus processos de trabalho;
 
2. Os serviços de saúde devem adotar medidas para que os protocolos e rotinas sejam seguidos pela equipe profissional;
 
3. Todos os profissionais do serviço de saúde devem receber capacitação inicial e periodicamente para o desempenho de suas responsabilidades, incluindo os protocolos e rotinas do serviço;
 
4. Nos locais de atendimento devem ficar disponíveis apenas os materiais e produtos utilizados nos processos de trabalho;
 
5. Os materiais e produtos para saúde utilizados no serviço devem estar regularizados perante a vigilância sanitária de acordo com as normatizações vigentes;
 
6. Os materiais e produtos para saúde devem ser utilizados de acordo com a finalidade prevista nos manuais dos fabricantes, especificadas nas orientações da rotulagem;
 
7. Os materiais e produtos para saúde devem estar devidamente identificados de forma clara a fim de evitar troca ou falhas na sua utilização;
 
8. Os pacientes devem ser informados de forma clara quanto aos procedimentos a que serão submetidos, devendo questionar a equipe de saúde sempre que tiver dúvidas em relação aos riscos e cuidados;
 
9. O serviço da saúde deve gerenciar e monitorar os riscos dos seus processos de trabalho, adotando medidas preventivas e corretivas quando necessário.
 
De acordo com a Agência, os itens abordados neste Alerta Sanitário fazem parte de um conjunto de exigências normativas constante na resolução RDC 63/2011.
 
A Anvisa informou ainda que continuará monitorando e avaliando este caso e adotará outras medidas caso necessário.
 
Fonte Saudeweb