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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Agência suspende insumos farmacêuticos da empresa Parabolic Drugs Limited

Nesta segunda-feira (8/9) a Anvisa suspendeu a importação de todos os insumos farmacêuticos e medicamentos fabricados com insumos produzidos pela empresa Parabolic Drugs Limited
 
Durante vistoria feita pelo European Directorate for the Quality of Medicines & HealthCare (EDQM) foi constatado que a empresa não cumpre os requisitos de Boas Práticas de Fabricação para insumos farmacêuticos.
 
A medida está na Resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Albendazol 400mg da empresa Cimed é interditado

Um desvio de qualidade gerou a interdição cautelar do lote 1409579 do medicamento Albendazol 400mg comprimido. O remédio é da empresa Cimed Indústria de Medicamentos Ltda e tem validade até agosto de 2016
 
O comprimido apresentou resultados insatisfatórios no ensaio de dissolução, conforme consta no Laudo de Análise Fiscal, emitido pela Fundação Ezequiel Dias de Minas Gerais (Funed/MG).
 
A interdição cautelar é uma medida preventiva e provisória que vigorará pelo prazo de 90 dias. Enquanto a Anvisa ainda aguarda o resultado de análise definitivo é recomendado que os usuários do medicamento suspendam o uso do lote citado.
 
Confira a Resolução no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Aprovado novo medicamento biológico para tratar hemofilia A

Foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (08/09) o registro do Xyntha® (alfamoroctocogue)
 
A administração do medicamento aumenta os níveis sanguíneos de atividade de fator VIII e pode corrigir temporariamente o defeito de coagulação em pacientes portadores de hemofilia A (deficiência congênita adquirida antes do nascimento de fator VIII ou hemofilia clássica).
 
O Xyntha® é indicado para controle e prevenção de hemorragia (perda excessiva de sangue) em pacientes com hemofilia A e na prevenção cirúrgica (tratamento pré-operatório) em pacientes com a doença.
 
O medicamento é um fator VIII de coagulação recombinante, que tem características comparáveis as do fator VIII produzido pelo próprio organismo.
 
O produto foi registrado como produto biológico novo, de acordo com a RDC nº 55, de 16 de dezembro de 2010.
 
ANVISA

Atualizada lista das denominações comuns brasileiras

Foto: Reprodução
Foi publicada no Diário Oficial (27/08) a Resolução-RDC nº 38, que inclui 27 novas nomenclaturas na Lista de Denominações Comuns Brasileiras (DCB) contidas na Resolução-RDC nº 64, de 2012
 
Além disso, também houve a atualização do número de identificação internacional (CAS) de duas substâncias. A Mirtazapina e a Cefalaxina monohidratada.
 
A DCB é a nomenclatura genérica a ser utilizada no país para insumos farmacêuticos, soros hiperimunes, vacinas, radiofármacos, plantas medicinais e substâncias homeopáticas e biológicas. A denominação é empregada nos processos de registro, rotulagens, bulas, licitação, importação, exportação, comercialização, propaganda, publicidade, informação, prescrição, dispensação e em materiais de divulgação didático, técnico e científico.
 
A lista completa das Denominações Comuns Brasileiras tem 11.300 nomenclaturas. Está disponível no hotsite da Farmacopeia Brasileira por meio do link http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeiabrasileira/dcb.htm.
 
ANVISA

Posições para dormir: veja os erros na cama que detonam sua saúde

Thinkstock
Especialistas explicam os benefícios e malefícios de cada maneira de descansar
 
Quantas vezes você já ouviu: "estou cansado, dormi muito mal!" Expressões como “parece que um trator passou por cima de mim” são frequentes no nosso dia a dia.
 
Pesquisa divulgada recentemente na revista de Neurociência apontou que dormir de lado pode até diminuir as chances de Alzheimer. O R7 entrevistou especialistas e desvenda mitos e verdades sobre as posições do sono.
 
Veja a seguir!

Dormir de lado pode evitar Alzheimer?
Se você costuma deitar de lado, você provavelmente tem um sono melhor do que as outras pessoas. Essa é considerada a melhor posição para dormir, de acordo com Giuliano Martins, diretor regional da (ABRColuna) Associação Brasileira de reabilitação de Coluna.

— É a melhor opção, porque você consegue manter a coluna ereta, mas tem algumas curvaturas, que são as lordoses, e se dormir de barriga para baixo ou para cima, você pode forçar essas curvaturas. Além disso, é uma posição que permite que tanto a cabeça quanto os pés fiquem da altura do coração, o que facilita muito a circulação, fazendo com que o corpo funcione normalmente durante o período em que você está dormindo.

Luciane Impelliziere Luna de Mello, pneumologista e especialista em sono Instituto do Sono, explica que, naturalmente, as pessoas se protegem mais quando a gente dorme de lado.

— Algumas pessoas têm posições melhores pra dormir por conta da própria lombar. De barriga para cima, você evidencia os desvios da coluna, por isso, dormir de lado é melhor para retificar a coluna.
 
Dormir sem travesseiro faz mal?
Para Martins, dormir sem travesseiro é um grande erro, porque força a região cervical e lesiona os músculos do pescoço.

— Sabe se que o ideal é manter a posição do pescoço sem ficar pendente, o mais reta possível. Por isso, dormir sem travesseiro não é indicado. Porque acaba tencionando os músculos da cervical, pode até estirar a musculatura.
 
Qual a altura ideal do travesseiro?
É interessante que o travesseiro preencha o espaço entre a cabeça e o colchão, afirma Luciane.

— As pessoas tem que tomar cuidado, porque muitas vezes colocam um travesseiro que afunda. É preciso preencher o espaço para manter a coluna cervical reta e não prejudicar o pescoço.

Martins ressalta que é prejudicial tanto o travesseiro mais alto quanto o mais baixo.

— Se pender para cima ou para baixo, vai lesionar o pescoço de qualquer jeito. É importante manter o mesmo nível do ombro.
 
Travesseiro entre os joelhos ajuda?
Um travesseiro fino entre as pernas ajuda a alinhar as curvaturas da coluna, explica Martins.

— A largura do quadril é maior do que as pernas juntas, por isso é interessante colocar o travesseiro entre as pernas para alinhar com o quadril. Porque o joelho acaba caindo, e pode gerar uma dor lombar, porque desalinha.

O especialista ressalta que o desalinhamento da coluna por causa dos joelhos pode levar anos para ter uma consequência.

— Pra ter dor nas costas, dormir não é o único perigo. Postura, trabalhar sentado muito tempo, não praticar atividade, etc. O ato de dormir contribui muito para saúde, mas a pessoa precisa ficar atenta à postura durante o dia.
 
Mas de qual lado é melhor dormir?
Estudos ao redor do mundo mostraram que existem diferentes benefícios entre dormir do lado direito e do lado esquerdo. Um deles, por exemplo, afirmou que dormir sobre o lado direito pode dar azia, enquanto dormir do lado esquerdo pode colocar pressão sobre os órgãos internos como o fígado, pulmões e estômago, inclusive minimizando o refluxo. Além disso, também se discutiu que dormir sobre o lado esquerdo pode ajudar a digestão, por causa da posição em que o estômago fica. Martins afirma que os estudos não são muito profundos e que é preciso mais pesquisa para se afirmar se um lado é melhor do que o outro para dormir.

— Não muda nada de um lado para outro, a menos que a pessoa tenha alguma lesão. O lado esquerdo é o lado onde fica o coração, e acaba pressionando um pouco mais, mas não há estudo que mostram que dormir do lado esquerdo pressione os órgãos. Já ouvi falar que dormir do lado esquerdo facilita a circulação. Se a mulher está grávida, dormir de lado é melhor.

O diretor da associação afirma que dormir do lado esquerdo pode ajudar na digestão, por causa da posição do estômago.

— Mas não adianta comer mal e comer muito, porque dormir de lado não vai mudar nada. Facilita a digestão, mas o importante é se alimentar bem, com uma dieta balanceada. Pode ajudar cerca de 2%, mas a alimentação é muito mais importante do que o jeito de dormir.
 
Dormir de barriga para cima faz roncar?
De acordo com Luciane, algumas alterações respiratórias acontecem mais na posição de barriga para cima, principalmente pelo efeito da própria gravidade.

— É uma posição complicada, que piora a parte respiratória, que fecha mais e dificulta a respiração, há um estreitamento maior da via aérea, e isso causa o ronco.

Martins também diz que a posição facilita problemas respiratórios como a apneia, mas dormir de barriga para cima pode aliviar a tensão nas articulações.

— É uma maneira de aliviar as articulações, como no ombro, por exemplo, mas pode prejudicar a coluna. É muito difícil a pessoa manter a mesma posição a noite toda. Dormir de barriga para cima facilita o fechamento da glote, até mesmo pela língua, e causa o ronco.
 
Travesseiro embaixo dos joelhos relaxa as pernas?
Apesar de não ser a melhor posição para a coluna, o travesseiro embaixo dos joelhos, melhora o retorno venoso, e pode ajudar com as varizes.
 
Dormir de bruços é bom?
Além de prejudicar a coluna, quando dormimos de bruços precisamos torcer o pescoço para poder respirar, explica a especialista do Instituto do Sono.

— É a pior opção, porque força todas as curvaturas da coluna, ainda mais porque a pessoa vira o pescoço de lado, quase que torcido, e pode gerar uma lesão na cervical. É uma noite desconfortável, porque o travesseiro obstrui a respiração, e o sono pode não ser reparador. Precisamos de um sono profundo, e com a má postura, a pessoa acaba não descansando.

Martins acrescenta que o problema é que respira pior, porque diminui a ventilação do corpo.

— Além disso, em bebês, por causar morte súbita, por causa do refluxo.
 
Refluxos
Para agir contra os refluxos, médicos recomendam dormir de barriga para cima, elevando o máximo possível a região da cabeça com outros travesseiros, afirma Luciane.

— A pessoa precisa ficar mais ereta para melhorar o refluxo, com um travesseiro mais fino e elevar o colchão. Se colocar somente um travesseiro mais alto, pode não ajudar o refluxo e prejudicar a coluna. Para melhorar o refluxo precisa levantar o tórax. O ideal é que quem sofre com refluxo vá colocando travesseiros desde as costas até a cabeça, para elevar o tronco como um todo.
 
Posição fetal
Dormir todo enrolado como uma bola, com os joelhos dobrados e seu queixo inclinado para baixo pode até ser confortável, mas pode causar problemas em suas costas e pescoço, por forçá-los. O encurvamento extremo da posição fetal pode restringir também a respiração profunda, explica o diretor da ABRColuna.

— Dormir de lado já é mais confortável e alguns estudos dizem que temos essa memória no organismo, desde quando éramos bebês. É uma posição que causa um conforto, já que ficamos quase nove meses na barriga da mãe. Em relação à coluna, é a posição recomendada, por ser de lado. Martins ressalta que, se a pessoa for dormir assim, é melhor dobrar somente os joelhos, e não flexionar as costas, para não ficar muito encurvado.
 
R7 

Artrite: problemas na gengiva podem agravar a doença

Bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea pela gengiva inflamada e se alojar nas articulações
Bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea pela
gengiva inflamada e se alojar nas articulações
Pesquisa comprovou que bactérias da boca podem piorar sintomas de dor em quem sofre de artrite
 
Artrite e saúde bucal podem estar muito mais relacionadas do que se imagina. Segundo o periódico Journal of Clinical Rheumatology, uma pesquisa demonstrou que haviam bactérias da gengiva nos exames da artrite reumatoide e da osteoartrite de alguns pacientes. Agora, como essas bactérias podem estar envolvidas no início ou agravamento dessas doenças?
 
O especialista em periodontia, Caio Roman, doutorando da USP, explica que, quando encontrada em número elevado na cavidade bucal, a bactéria Porphyromonas gingivalis pode ir para a corrente sanguínea, usando como porta de entrada micro úlceras que se formam na gengiva inflamada.
 
Depois, elas se alojam nas articulações, causando destruição tecidual e aumentando a dor dos pacientes com artrite reumatoide. “Temos observado em nossas pesquisas que, com uma má higiene bucal, os sintomas da artrite como dor e desconforto tornam-se mais evidentes, e após o tratamento periodontal há uma diminuição desse quadro doloroso”, diz.
 
Mas, ter uma higiene bucal adequada não ajuda a prevenir a artrite e a osteoartrite, apenas pode diminuir os sintomas dessas doenças. “O tratamento periodontal levará a uma redução no número de bactérias, e, em número reduzido, dificilmente chegarão a órgãos distantes, como as articulações. Isso fará com que pacientes com artrite reumatoide tenham uma menor possibilidade de que bactérias presentes na cavidade bucal interfiram nos sintomas da doença”.
 
Alerta Roman enfatiza que sangramentos na gengiva ao escovar ou ao passar o fio dental já é um alerta para que uma consulta com um dentista especialista em periodontia seja marcada o quanto antes. Em casos avançados de artrite reumatoide a movimentação das mãos e dos dedos fica comprometida, até mesmo passar o fio dental torna-se algo impossível, nestes casos um acompanhamento bimestral deve ser realizado.
 
“O tratamento deve ser individualizado levando em conta o tempo que o paciente tem a artrite reumatoide, capacidade motora de higienizar adequadamente e condição periodontal. A prevenção é a melhor forma de evitar que problemas bucais possam interferir na saúde geral”, diz o periodontista.
 
Terra

Pesquisadores desenvolvem tecnologia de reparo do coração que simula fixador adesivo de tecidos

A técnica, segundo eles, poderá ajudar no tratamento de infartos
 
Recuperar um coração que sofreu infarto é um trabalho difícil, já que a complicação, caracterizada pela diminuição ou pela interrupção súbita do transporte sanguíneo, compromete o funcionamento do músculo cardíaco, responsável por bombear o sangue pelo corpo. Para resolver esse problema, pesquisadores do Canadá desenvolveram um material biodegradável que simula o tecido do órgão vital. A nova tecnologia, detalhada na revista Science Advances, poderá auxiliar no tratamento da principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
 
Os autores do trabalho buscaram desenvolver uma solução que imitasse o tecido cardíaco sem a necessidade de uma cola, alternativa até então não atingida. “Em engenharias voltadas para a criação desse tecido, há uma limitação de design, com grande parte de projetos desenvolvidos com uma camada única. Com isso em mente, a nossa tecnologia de velcro, inspirada nesse tipo de tecido, pode permitir o empilhamento das estruturas sem o uso de um adesivo”, justificou ao Correio Boyang Zhang, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Toronto.
 
O material é chamado de Pomac e funciona como uma plataforma para as células. Em cima dele, são colocadas estruturas que compõem o tecido cardíaco, como cardiomiócitos, fibroblastos e células endoteliais. Elas se desenvolvem e ficam unidas, formando um grande tecido colado pelo polímero. A forma de junção das estruturas é o grande diferencial do trabalho, reforça Zhang. “A vantagem principal dessa tecnologia está na facilidade de uso. Tecidos multicamadas podem ser construídos por encaixe à pressão, utilizando camadas individuais que podem ser rapidamente formadas enquanto se mantém a integridade deles. Essa técnica é algo que acreditamos ser única no campo.”

Nos testes iniciais, os cientistas também observaram que o novo material é capaz de se contrair em resposta à simulação de um campo elétrico, o que indica que ele pode ser estimulado utilizando uma corrente eléctrica, fazendo, assim, com que o polímero flexível reproduza os movimentos do tecido cardíaco. “Assim que você os une, ao aplicar a estimulação do campo elétrico, vemos que eles se movem em sincronia”, explicou, em comunicado, Milica Radisic, líder do projeto e professora da Universidade de Toronto. Como é biodegradável, o polímero, com o tempo, se desintegraria sem causar problemas ao organismo em que foi implantado.

Sistema complexo
Mauro Paes Leme, cirurgião cardíaco e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conta que a reprodução de tecidos cardíacos tem sido o objetivo de muitos pesquisadores desde a descoberta das células-tronco. “Quando esse advento surgiu, muitos trabalhos tentaram utilizá-las de uma forma que pudessem ser injetadas diretamente no coração, com a esperança de estimular o músculo cardíaco para ele se recuperar”, conta. A dificuldade nesse processo, porém, está no fato de a área infartada sofrer uma necrose. “Em vez de virarem cardíacas, as células-tronco se transformaram em fibroblastos, que surgem para a cicatrização do coração”, explica o especialista.

Leme destaca que o tecido cardíaco é muito complexo e precisa da interação de diversas células para funcionar corretamente. “Para recriá-lo, precisamos de cardiomiócitos, fibroblastos e células endoteliais, que o formam, interagindo. O que os pesquisadores canadenses fizeram foi isso. Juntaram, como se fosse um biscoito recheado, cada tipo dessas estruturas por meio de um sistema biodegradável com o objetivo de imitar o coração da forma mais idêntica ao original. Isso parece ser a melhor estratégia”, avalia.

O cirurgião cardíaco destaca que, caso o projeto canadense possa ser aplicado em humanos — os testes se limitaram a camundongos —, seria de grande ajuda para o tratamento de uma complicação que tem crescido bastante no mundo. A aplicação clínica, porém, estima Leme, demanda pelo menos mais uns 15 anos de estudo. “Seria de grande valia, já que as doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo. Em 2000, foram feitas cerca de 600 mil cirurgias (onde) de ponte de safena, e muitos especialistas já especulam que a insuficiência cardíaca deve ser, na próxima década, uma das doenças mais importantes do planeta. Um sistema ajudaria a salvar milhares de vidas”, acredita.

O próximo passo dos autores da instituição canadense é analisar como o material funciona em outros animais. Apesar de dar foco ao problema cardíaco, uma vantagem futura do sistema de camadas é que ele pode ser aplicado em outros tipos de órgãos, como o pulmão e o fígado. “Usamos três tipos e células nesse trabalho: cardiomiócitos, fibroblastos e células endoteliais, mas, conceitualmente, não há realmente nenhuma limitação”, garante Radisic.

Em evolução

Há dois anos, o mesmo grupo de cientistas desenvolveu uma plataforma, chamada Biowire, formada por apenas uma única fibra do músculo cardíaco. O trabalho atual é consequência da expansão dessa tecnologia, com foco na facilidade de montagem dos tecidos em multicamadas. “Essas descobertas trabalham juntas com o objetivo de reconstruir o músculo do coração depois que ele é afetado, no pós-infarto. Nossa tecnologia funciona especificamente para o tratamento do infarto do miocárdio”, explica Boyang Zhang.
 
Correio Braziliense

PET-CT no Sus: Exame que rastreia câncer de pulmão, colorretal e linfoma só está disponível em oito estados do Brasil

Foto: Wikipedia
SUS disponibiliza 19 equipamentos, mas a distribuição é desigual. Minas Gerais é um dos estados contemplados
 
Exame importante para rastreamento e acompanhamento de pacientes com câncer, o PET-CT só está disponível atualmente em oito estados brasileiros, conforme os dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Datasus. A tecnologia começou a ser oferecida na rede pública no ano passado para quatro tipos de tumor - pulmão, colorretal, linfoma hodgkin e não-hodgkin - e com a promessa do Ministério da Saúde de que o equipamento estaria disponível em 21 Estados.

O número de aparelhos do tipo existentes hoje no SUS até chega perto desse número, mas a distribuição desigual pelo país faz com que o exame esteja disponível para poucos. São 19 equipamentos distribuídos entre Bahia, Minas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, onde estão localizadas oito máquinas. Nenhum Estado de Norte e Centro-Oeste tem a tecnologia.

Presidente da Oncoguia, organização não-governamental de apoio a pacientes com câncer, Luciana Holtz explica que os próprios gestores de saúde de localidades sem o exame não sabem lidar com o paciente que precisa passar pelo procedimento. "Já teve secretaria de saúde ligando para a gente para saber o que fazer. Não adianta dizer que está disponível na rede pública e não garantir o acesso universal e igualitário", afirma.

Moradora de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a dona de casa Rosemeire Alves Campos de Oliveira, de 48 anos, foi informada pelo próprio médico que, embora ela tenha a necessidade de um PET, o SUS local não poderia oferecê-lo. Diagnosticada com câncer de pulmão em março deste ano, a paciente recebeu o encaminhamento para pagar o exame em uma clínica particular. "O médico me disse que, se me desse um encaminhamento do SUS, eu entraria na Justiça, obrigando o hospital a pagar, e ele ficaria 'queimado' lá. Foi quando minha família e uns conhecidos fizeram uma vaquinha", conta ela.

Com a participação de parentes, amigos e vizinhos, Rosemeire conseguiu juntar os R$ 4 mil necessários para fazer o exame na rede particular, mas, daqui a dois meses, terá de passar por um novo exame do tipo e não sabe o que fazer. "Eu não tenho cara para pedir dinheiro para mais ninguém. E eu e meu marido ganhamos R$ 2 mil. Não dá para pagar", afirma. Segundo a dona de casa, o exame será imprescindível para saber se a quimioterapia está funcionando.

Agressividade
"O PET é importante porque consegue não só ver o tamanho do tumor, mas a sua atividade metabólica, ou seja, sua agressividade, além de fazer um rastreamento no corpo inteiro para ver possíveis metástases", explica Eduardo Nóbrega Pereira Lima, diretor do serviço de medicina nuclear e PET do A.C. Camargo Cancer Center, primeiro hospital a oferecer o procedimento no Brasil, em 2001. Hoje, a unidade faz 350 exames do tipo por mês, dos quais 10% são pacientes do SUS, atendidos por meio de convênio com a rede pública.

O Ministério da Saúde informou que o SUS oferece outras tecnologias de imagem utilizadas para diagnóstico do câncer e para definição de sua localização e extensão (estadiamento), entre eles radiografia, mamografia, cintilografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. A pasta não informou como um paciente com indicação de PET deve proceder se o aparelho não estiver disponível em seu Estado.

Sobre o caso de Rosemeire, a Secretaria Estadual da Saúde de Mato Grosso do Sul informou que Campo Grande está habilitada pelo ministério para a realização de PET-CT por meio de um convênio entre a secretaria municipal e uma instituição particular, mas disse que o caso de Rosemeire está sendo acompanhado pelo município. A Secretaria da Saúde de Campo Grande não respondeu aos questionamentos da reportagem.
 
Agência Estado

SUS tem 37 mil equipamentos fora de uso no Brasil

Foto: Tássia Lima
Mesmo com as enormes filas de espera por exames e tratamentos, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem hoje cerca de 37 mil equipamentos fora de uso em todo o país, mostra levantamento inédito feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Datasus
 
São aparelhos para os mais diversos fins, desde equipamentos para diagnóstico por imagem, como ultrassom e tomógrafo, até máquinas que asseguram a sobrevivência dos pacientes, como cadeiras de hemodiálise e incubadoras para recém-nascidos.
 
O número de aparelhos inutilizados inclui máquinas quebradas, em manutenção, obsoletas ou novas, mas que ainda estão à espera de instalação. A existência de equipamentos sem uso na rede pública contrasta com o tempo de espera que os pacientes enfrentam ao tentar agendar alguns tipos de exame.
 
Em Porto Alegre, uma empregada doméstica de 62 anos espera há quatro meses a confirmação da data de uma ecografia mamária, exame preventivo do câncer de mama. "Entreguei o encaminhamento em maio e, até agora, não foi marcado. Antes, o posto mesmo dava a requisição na hora e a gente só precisava ir até a clínica fazer, mas agora temos de esperar que avisem por telefone do agendamento", diz a paciente, que não quis ser identificada.
 
Se a demora já é comum por causa da lista de espera, a situação se agravou há cerca de 20 dias, quando um dos aparelhos de ecografia da capital gaúcha apresentou problemas. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, "os reparos já foram acionados e o problema deve ser solucionado em até duas semanas".
 
O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado com o maior porcentual de aparelhos fora de uso em relação ao total de máquinas existentes nas unidades de saúde gaúchas. São 3.551 equipamentos inutilizados, 7,2% do total. Em primeiro e segundo lugar na lista dos Estados com mais máquinas sem utilização aparecem Rondônia e Distrito Federal.
 
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Júnior, a oferta ainda insuficiente de exames de diagnóstico do tumor de mama faz com que muitos casos de câncer sejam descobertos já em estágio avançado. "Temos máquinas velhas, que precisam de manutenção ou de substituição, mas temos também o problema da subutilização dos aparelhos. Os hospitais costumam fazer menos exames do que sua capacidade, por causa da falta de profissionais", diz. Em todo o país, estão fora de uso 179 ecógrafos e 115 mamógrafos.
 
Particular
Em situações de maior urgência, a demora para conseguir um exame na rede pública leva pacientes a pagar pelo procedimento na rede particular. Foi a alternativa encontrada pelo casal de aposentados Dalva Ferreira Lima, de 74 anos, e Manoel Rodrigo de Lima, de 73, diante da longa espera por um eletroencefalograma para o filho Samuel Barbosa de Souza Lima, de 18 anos, que sofre de dor de cabeça crônica e faz tratamento com um neurologista.
 
"Ficamos mais de um ano esperando pelo exame, que nunca foi realizado. Como ele estava ficando com o pescoço torto, por causa das dores de cabeça, a gente tirou dinheiro de outras contas e pagou a consulta e o exame particular", contou Dalva. A família, moradora de Buritama, no interior de São Paulo, teve de desembolsar R$ 450.
 
Segundo a aposentada, a justificativa dada pela unidade de saúde para a demora no agendamento do exame era de que os equipamentos estavam quebrados e a fila de espera era muito grande. Segundo os dados do Datasus, são 153 aparelhos de eletroencefalograma fora de uso em todo o Brasil.
 
Investimentos
Questionado sobre o número de equipamentos fora de uso na rede pública, o Ministério da Saúde informou que os aparelhos inutilizados representam 4,7% do total e, embora a manutenção regular dos equipamentos seja de responsabilidade dos gestores de cada hospital, o governo federal investe na melhoria da infraestrutura tecnológica de atendimento.
 
De acordo com o ministério, só na estrutura de serviços oncológicos foram repassados, no ano passado, R$ 38,3 milhões para a compra de equipamentos. No mesmo período, o governo federal investiu R$ 1,8 bilhão em aparelhos de atenção básica e especializada, valor 51% maior que o aplicado em 2013.
 
A pasta afirma ainda que, além dos repasses, "realiza compra direta, centralizada, de equipamentos, visando a melhor distribuição e o reforço de determinados serviços no país". Entre as ações recentes, a pasta destaca a aquisição de 80 aparelhos de radioterapia. (Colaboraram Chico Siqueira e Naira Hofmeister, especiais para AE. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
 
UOL

Processo Seletivo INCA 2016 está com inscrições abertas

ensino2016Estão abertas, até o dia 21 de setembro, as inscrições para o processo seletivo INCA 2016 para Programas de Residência Médica, Residência Multiprofissional em Oncologia, Residência em Física Médica e cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio (especialização em Enfermagem Oncológica, especialização em Radioterapia e formação em Citopatologia)

São ofertadas 150 vagas.
 
As inscrições podem ser feitas pela internet .
 
Será cobrada taxa de inscrição no valor de R$ 50 para os cursos de Nível Médio e R$ 200 para os Programas de Residência.

Para mais informações, confira os editais dos cursos.
 

Fibrose Cística: tratamento correto controla a doença e melhora a qualidade de vida

O Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística foi lembrado neste sábado, 5. Especialistas alertam para a necessidade de se realizar o correto diagnóstico da doença, que não tem cura, mas que pode ser controlada com tratamento multidisciplinar
 
O diagnóstico precoce, realizado com o Teste do Pezinho, ajuda a conter os sintomas e a melhorar a qualidade de vida do paciente.
 
O Teste do Pezinho deve ser feito entre o 3º e 5º dia após o nascimento da criança. O exame é simples, realizado com a coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do recém-nascido – daí o nome. A Portaria nº 822 de 2001, do Ministério da Saúde, instituiu, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que obriga hospitais públicos e particulares a realizarem o exame.
 
A Fibrose Cística é uma doença genética que não tem cura. Ela se manifesta, principalmente, no aparelho respiratório e no pâncreas. O tratamento é realizado com uma equipe composta por profissionais de saúde de várias especialidades, como médicos (geralmente pneumologista e gastroenterologista), enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas.
 
Desde de 2008, o Hospital Universitário Professor Edgar Santos (Complexo HUPES), em Salvador (BA), conta com o Ambulatório Multidisciplinar de Fibrose Cística. Segundo a coordenadora do ambulatório, a professora Edna Lúcia Souza, é importante conscientizar os profissionais de saúde sobre a doença para que eles saibam dar os devidos encaminhamentos no caso de suspeita de Fibrose Cística. “Caso o resultado do Teste do Pezinho dê alguma alteração, é preciso repetir o exame até o 30º dia de nascimento da criança”, explicou a professora.
 
Embora o PNTN esteja instituído desde 2001, alguns estados demoraram a implementar a realização dos exames. Na Bahia, por exemplo, só em 2013 foi iniciada a triagem neonatal para Fibrose Cística. Com isso, segundo o pneumologista Antonio Carlos Moreira Lemos, do Complexo Hupes, “a Fibrose Císitica tem sido diagnosticada na idade adulta, apesar dos pacientes desenvolverem os sintomas desde a infância”. Por isso, há uma preocupação maior em identificar pacientes com este quadro que nasceram antes daquele ano.
 
No caso de crianças que não fizeram o Teste do Pezinho, as alternativas para o diagnóstico da Fibrose Cística são o Teste do Suor e o Teste Genético. As manifestações clínicas são variáveis, por isso a correta identificação da doença é fundamental para iniciar o tratamento. “É importante conscientizar a sociedade sobre a Fibrose Cística e investir no tratamento para reduzir os casos de internação”, disse a professora Edna Lúcia.
 

Fonte: Com informações do Complexo Hupes

Fotos: rs.gov.br

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