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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Sociedade Brasileira de Pediatria divulga cuidados que devem ser tomados na vacinação de crianças e adolescentes contra a febre amarela

Os pais, cuidadores e pediatras devem estar preparados para a vacinação de crianças e adolescentes em áreas de risco para a febre amarela

É preciso estar atento aos riscos de efeitos adversos, aos critérios para receber o insumo e aos cuidados a serem observados no recebimento de doses fracionada.Esses e outros alertas constam de documento preparado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por meio de seus Departamentos Científicos de Infectologia e de Imunizações.

O texto ressalta, por exemplo, que o uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela pode ser feito em crianças a partir de dois anos de idade, desde que não apresentem condições clínicas especiais. Naquelas com idades inferiores a essa, a SBP defende que seja aplicada a dose padrão. O mesmo vale para o caso de crianças que forem fazer uma viagem internacional, cujo destino seja um país que exija o Certificado Internacional de Vacinação para ingresso.

Estudos
O cuidado recomendado pelos pediatras decorre do fato de que não há estudos do uso dessa dosagem para crianças menores de dois anos, gestantes e pessoas imunocomprometidas, que, portanto, deverão receber a dose padrão. “É importante reconhecer que ainda existem lacunas importantes em relação ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela, como por exemplo, duração da proteção oferecida; imunogenicidade em populações específicas – crianças menores de dois anos, gestantes e indivíduos que vivem com HIV; incidência de eventos adversos; e experiência com aplicação subcutânea de doses fracionadas com outras vacinas além da vacina 17DD de Biomanguinhos”, cita o documento.

A campanha de vacinação com utilização da dose fracionada será realizada entre o fim de janeiro e o início de março em determinados municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, conforme pactuação com as equipes responsáveis pelas vigilâncias epidemiológicas locais e avaliação de risco realizada conjuntamente com o Ministério da Saúde. Para aumentar ainda mais a segurança de pacientes e familiares, a Sociedade Brasileira de Pediatra destaca alguns pontos que devem ser observados na hora de receber a dose no posto de saúde.

Interferência
Um dos itens que merecem atenção é o recebimento de diferentes vacinas ao mesmo tempo ou um no curto período. De acordo com os pediatras, para evitar interferência na proteção conferida pelas vacinas, a vacina para febre amarela não deve ser administrada simultaneamente com a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela) em crianças menores de dois anos de idade.

“Para crianças que não receberam a vacina para febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral, a orientação é que recebam a dose da vacina febre amarela e agendem a vacina tríplice viral ou tetra viral para pelo menos 30 dias depois. As demais vacinas do calendário podem ser administradas no mesmo dia que a vacina febre amarela”, explica o presidente do Departamento Científico de Imunizações, dr Renato Kfouri.

Medicações
Dentre outros grupos que não devem ser imunizados contra a febre amarela estão os das crianças com menos de seis meses de idade; e o das pessoas que fazem uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe e outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB ou UMAB). A regra também se aplica para os transplantados de órgãos sólidos e indivíduos com doença oncológica em quimioterapia e ou radioterapia.

No caso de mulheres moradoras de área com transmissão ativa da febre amarela e que estiverem amamentando criança menor de seis meses de idade, pode ser administrada uma dose fracionada. No entanto, o aleitamento materno deve ser suspenso por dez dias após a vacinação. Não se recomenda a vacinação de mulheres nessas condições, residentes em áreas sem transmissão ativa da febre amarela.

Reações
A SBP lembra ainda que crianças e adolescentes, bem como adultos, com história de reação alérgica grave ao ovo e a gelatina, podem receber a vacina após avaliação médica e em ambiente com condições de atendimento de urgência/emergência. Mulheres em idade fértil vacinadas devem evitar a gravidez até 30 dias após a vacinação. Em textos com uma síntese sobre o tema, distribuídos aos pediatras (material disponível no site da entidade), é possível ver todas as recomendações dos especialistas sobre o tema.

No documento, a SBP informa ainda que a vacina febre amarela é, de maneira geral, bem tolerada. Segundo os especialistas, a partir do terceiro ou quarto dia da vacinação, observa-se em aproximadamente 2% a 5% dos vacinados sinais como febre, dor de cabeça, dores musculares, entre outros sintomas.

“Eventos adversos graves (reações anafiláticas, doença viscerotrópica e doença neurológica) foram raramente associados à vacina. No Brasil, entre 2007 e 2012, foram relatados aproximadamente um evento adverso grave em cada 250 mil doses administradas. Nos Estados Unidos, entre 2000 e 2006, o sistema de vigilância de eventos adversos após vacinas (VAERS) identificou uma taxa de 4,7 eventos adversos graves para cada 100 mil doses de vacina distribuídas”, traz a síntese.

Terra/SBP

Gaeco volta a fazer buscas em Bauru em operação que apura desvio de remédios

Em outras cidades, grupo do Ministério Público prendeu mais nove suspeitos de integrar organização criminosa sediada no interior de SP e que atuava desde 2014 em vários estados

Comércio irregular de medicamentos de alto custo é combatido em operação (Foto: Evandro Cini/TV TEM/Arquivo)
Comércio irregular de medicamentos de alto custo é combatido em operação (Foto: Evandro Cini/TV TEM/Arquivo)

Uma operação de combate a desvio de medicamentos de alto custo deflagrada em Bauru (SP) em 2015, e coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, realizou na manhã desta quarta-feira (31) mais nove prisões e cumpriu mandados de buscas.

Em Bauru, e também em Osasco, a operação cumpriu apenas mandados de busca, enquanto as prisões e sequestro de bens foram feitas nas cidades de Araraquara, Guarulhos, São Paulo (SP), Brasília (DF), Colatina (ES) e Goiânia (GO).

Uma operação de combate a desvio de medicamentos de alto custo deflagrada em Bauru (SP) em 2015, e coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, realizou na manhã desta quarta-feira (31) mais nove prisões e cumpriu mandados de buscas.

Em Bauru, e também em Osasco, a operação cumpriu apenas mandados de busca, enquanto as prisões e sequestro de bens foram feitas nas cidades de Araraquara, Guarulhos, São Paulo (SP), Brasília (DF), Colatina (ES) e Goiânia (GO).

A investigação aponta que o grupo conseguiu R$ 16,5 milhões ao revender medicamentos para hospitais e clínicas entre setembro de 2014 e maio de 2016. As novas buscas da operação, conhecida como Medlecy, são um desdobramento das investigações iniciadas em abril de 2015, em Bauru, que apurou a atuação de grupo criminoso.

De acordo com o MP, os criminosos conseguiam medicamentos de alto custo de origem ilícita, como furto, roubo e desvio de órgão público, para, em seguida, por meio de empresas de fachada, promover a venda desses medicamentos a clínicas e hospitais. Segundo os procuradores, essas vendas eram realizadas por meio de escritório sediado em Bauru, onde também atuavam os líderes da organização.

Crime contra a saúde pública
Na primeira fase da investigação, que durou cerca de um ano, foram denunciadas 15 pessoas pelos crimes de organização criminosa, crime contra a saúde pública e receptação dolosa qualificada. Os denunciados eram moradores de Bauru, Piratininga, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Goiânia. Na ocasião, 12 pessoas foram presas, sendo que oito delas permanecem detidas até agora.

Agora, nesta segunda fase da operação, que tem a parceria com a Corregedoria Geral da Administração do governo paulista por conta do envolvimento de funcionário público, o Gaeco apresentou nova denúncia ao Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Bauru contra esses 11 novos membros do grupo, dos quais nove acabaram presos nesta quarta.

G1