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domingo, 31 de maio de 2015

Turma da Pós-Graduação do Hospital Geral de Itapevi


Encerramento do módulo de Logística Hospitalar na Pós-Graduação
 em Administração Hospitalar da São Camilo no Hospital Geral de Itapevi
Maio/2015

sábado, 30 de maio de 2015

Os cânceres de próstata e de mama são mais parecidos do que se imagina

próstata
Ao contrário dos tumores da mama e ovário, em que as
mutações são tipicamente hereditárias, as alterações encontradas
 nos pacientes com câncer de próstata avançado surgem
espontaneamente durante o desenvolvimento da doença
Estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos identificou mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados a tumores de mama e ovário, em um número significativo de pacientes com câncer de próstata
 
Pesquisadores encontraram mutações nos genes associados aos cânceres de mama e de ovário ( BRCA1 e BRCA2) em um número significativo de homens com câncer de próstata avançado. É o que diz um estudo publicado no periódico científico Cell.
 
Ao analisarem o DNA do tecido tumoral de 150 homens com câncer de próstata em estágio avançado, os estudiosos revelaram mutações destes genes em cerca de 15% dos casos. De acordo com os autores do estudo, essa é uma descoberta que pode conduzir a novos tratamentos para os homens com a doença. Estudos anteriores já haviam identificado a relação, mas em número muito inferior.
 
A descoberta sugere que cerca de 20% dos homens que pararam de responder ao tratamento convencional (terapia hormonal) podem ser candidatos para uma nova classe de medicamentos.
 
Os pesquisadores, no entanto, identificaram uma caracteristica especial nos tumores masculinos.
 
Diferentemente do que ocorre com os cânceres de mama e de ovário, quando as mutações dos genes BRCA1 e BRCA2 são tipicamente hereditárias, as mutações encontradas nos pacientes com câncer de próstata avançado surgem espontaneamente durante o desenvolvimento da doença.
 
"O passo foi grande, mas ainda são necessários estudos clínicos mais aprofundados para confirmar se as condutas médicas utlizadas com os homens serão as mesmas que hoje se aplica às mulheres", afirmou Charles Sawyers, presidente do Programa de Oncologia e Patogênese Humana do Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering e um dos líderes do trabalho.
 
Veja

Mulher morre 1 semana após parto depois de placenta ser esquecida em sua barriga

Foto: Reprodução/Rede Record
Caso aconteceu em Cajuru, interior de São Paulo; jovem teve infecção generalizada
 
A jovem Isabela Gonçalves, 22 anos, morreu uma semana após dar à luz sua filha. De acordo com atestado de óbito, restos da placenta foram esquecidos dentro da barriga da dona de casa, o que teria provocado uma infecção generalizada. O caso aconteceu em Cajuru, interior de São Paulo.
 
Em entrevista à Rede Record, a tia de Isabela contou que, depois do parto, a sobrinha passou a sentir fortes dores na barriga, mas recebeu alta médica.
 
De acordo com familiares, a barriga de Isabela inchou tanto que parecia que ela carregava outro bebê.
 
De acordo com familiares, ela voltou ao posto de saúde e ao hospital duas vezes. No dia 22 de maio, ela ficou internada e não resistiu.
 
O marido ficou sabendo da morte da mulher quando levou a filha para visitá-la no hospital;
 
Em entrevista, o marido da vítima desabafou:

— O homem acabou com a minha vida e das minhas filhas. Isso não pode acontecer e não pode largar impune (sic).
 
Com o atestado de óbito, a família disse que irá procurar a Justiça e quer explicações da direção da Santa Casa, onde a criança nasceu.
 
R7 

Chupeta: o que todos os pais deveriam saber antes de oferecer ao seu filho

Para muitos papais e mamães, a chupeta é a salvação para
aquele choro aparentemente sem motivo, estridente ou para acalmar o bebê no
meio da madrugada. No entanto, na opinião dos especialistas ouvidos pelo R7 este apetrecho usado sem limites causa
mais prejuízos do que você imagina. Duvida? Então, resolvemos dar uma forcinha
e reunir as principais verdades (talvez você pudesse achar que fossem mitos)
sobre este objeto. Veja a seguirTexto e entrevistas: Fabiana Grillo, do R7Para muitos papais e mamães, a chupeta é a salvação para aquele choro aparentemente sem motivo, estridente ou para acalmar o bebê no meio da madrugada
 
No entanto, na opinião dos especialistas ouvidos este apetrecho usado sem limites causa mais prejuízos do que você imagina. Duvida? Então, resolvemos dar uma forcinha e reunir as principais verdades (talvez você pudesse achar que fossem mitos) sobre este objeto.
 
Confira:

A chupeta acarreta desmame precoce.

Verdade. Inúmeros estudos mostram que a chupeta está sempre associada com um tempo menor de duração do aleitamento materno e que a mesma acaba por ser um indicador de dificuldades da amamentação, enfatiza o pediatra Luciano Borges Santiago, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
 
— O aleitamento materno influi diretamente na saúde do bebê e da mãe, assim qualquer objeto que atrapalhe a amamentação orientamos evitar.
 
O uso da chupeta não deve ser estimulado em qualquer faixa etária.
Verdade.
Para o odontopediatra Paulo César Rédua, presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontopediatria), o uso de chupeta só é aceitável quando a necessidade de sucção do bebê não é saciada após o aleitamento materno.

— Algumas crianças não conseguem satisfazer o prazer de sugar apenas com a amamentação e para não ficar o tempo todo no peito da mãe usam a chupeta. Em outras situações, o objeto pode entrar em cena para aliviar cólicas, acalmar ou até relaxar o bebê na hora de dormir. Ela só vira vilã quando é usada com frequência.
 
O uso de chupeta pode deformar o rosto da criança.
Verdade. O uso prolongado de chupeta pode interferir no desenvolvimento da arcada dentária e, consequentemente, na formação óssea do rosto da criança. Além disso, o odontopediatra enfatiza que os dentes da frente podem nascer separados, dificultando a pronúncia de algumas sílabas.

Outro prejuízo citado pela fonoaudióloga Irene Marchesan, presidente da SBF (Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia) é que “o ato de sugar o tempo todo pode causar flacidez na musculatura da face e interferir na mastigação”

— A criança passa a preferir alimentos moles e pastosos.
 
A chupeta é tão prejudicial quanto o dedo.
Verdade.
Tanto a sucção do dedo quanto da chupeta está associada a alterações na arcada dentária, especialmente se a criança utilizá-la com alta frequência e intensidade. A diferença é que o dedo está disponível a qualquer momento tornando-se mais difícil a criança abandonar o hábito, reforça Irene.
 
A chupeta é um transmissor de doenças.
Verdade.
Os bicos da chupeta são habitados por uma legião de bactérias e vermes, deixando o bebê mais vulnerável a doenças e infecções. Segundo o pediatra da SBP, o uso do objeto está associado a maior chance de candidíase oral (sapinho) e verminoses, já que é quase impossível manter uma chupeta com higiene adequada.
 
A chupeta deve ser removida até os três anos de idade.
Verdade.
A recomendação é que a idade de três anos seja a época limite para o abandono da chupeta na vida da criança. A dica da fonoaudióloga é removê-la de uma única vez em uma data festiva, como aniversário, Páscoa ou Natal.

— A criança pode até chorar um ou dois dias, mas logo passa. Além disso, quanto mais velha ela for, mais difícil será abandonar o hábito.
 
A chupeta ortodôntica também prejudica a arcada dentária.
Verdade. A consequência negativa para a arcada dentária do uso prolongado da chupeta é o mesmo tanto com a ortodôntica quanto com a convencional, explica Rédua.

— A diferença é que a ortodôntica se assemelha ao bico do seio da mulher, pois é mais achatada para encaixar no céu da boca da criança.
 
Mergulhar a chupeta no mel ou em qualquer líquido adocicado aumenta o risco de cárie.
Verdade.
Para o presidente da ABO, esta atitude é totalmente condenada por dois motivos.

— Além de aumentar o risco de cárie, a chupeta com gostinho adocicado estimula a criança a ficar com o objeto mais tempo na boca, o que não é recomendado.
 
A chupeta altera a função da respiração.
Verdade.
Com o uso da chupeta, a criança passa a ter uma respiração pela boca, diminuindo a produção da saliva, que pode aumentar o risco de cárie. Além disso, o pediatra explica que a respiração oral eleva as chances de irritações da orofaringe, laringe e pulmões, que passam a receber um ar frio, seco e não filtrado adequadamente — funções exercidas pelo nariz.

— Outras consequências da respiração oral são as infecções de ouvido, rinites e dor de garganta.
 
R7         

Vulvoscopia: exame avalia presença de candidíase, HPV e outras doenças

Entenda quando teste é indicado e como ele é realizado
 
O que é?
Vulvoscopia é o exame da vulva, que consiste em avaliar as estruturas, pele e mucosas do órgão genital externo feminino. A vulva fica entre o púbis (região de pelos), a região perianal (próxima ao ânus), as pregas da raiz das coxas e a entrada da uretra e vagina.
 
Essa é uma área de transição da pele externa para a mucosa que reveste a vagina. As principais estruturas são: grandes e pequenos lábios, clitóris, glândulas de Bartholin e parauretrais. Esta região erógena é muito sensível, vascularizada e responsável por uma grande parte da sensibilidade na relação sexual. E, por apresentar todo esse contexto, pode ser também um grande depositário de problemas desta natureza.
 
Indicações
O exame é indicado para complementar a colposcopia (que avalia a vagina e colo do útero), a anuscopia (região anal), mas principalmente, para analisar com mais propriedade a região em casos de queixas das pacientes.
 
O melhor momento para a avaliação é quando o sintoma está presente. Assim como acontece na pele e demais mucosas do corpo, podemos ter inúmeros tipos de alterações e queixas nesta região. Entre elas estão: pruridos, feridas, dor, lesões bolhosas, verrugas, colorações anormais e etc.
 
Contraindicações
Não há contraindicações expressas para o exame de vulvoscopia, que inclusive pode ser feito durante a gravidez.
 
Preparo para o exame
Não há necessidade de qualquer tipo de preparo.
 
Como é feito
O exame da vulva é feito com o colposcópio, instrumento que permite visualizar com aumento da superfície da pele e mucosas. A vulvoscopia não é dolorida e pode ser feita em qualquer época da vida, inclusive na gestação. Pode-se usar alguns reagentes e corantes para contrastar e definir áreas de lesões para possíveis coletas de materiais e biópsias, de forma a fazer o diagnóstico mais preciso.
 
Resultados
Os sintomas avaliados durante a vulvoscopia podem corresponder a diversas enfermidades, como por exemplo:
  • Doenças autoimunes (Líquen, Doença de Behet, psoríase)
  • Infecções bacterianas (candidíase, cancro, furunculose)
  • Infecções virais (herpes, molusco contagioso, HPV)
  • Infestações (carrapato, oxiúros, larvas)
  • Doenças pré-malignas, malignas (câncer)
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DST).
O histórico e exame clínico global da paciente, juntos com a vulvoscopia, permite uma avaliação mais assertiva para a prevenção e tratamento das doenças dessa região.
 
Referências
Fabio Laginha, ginecologista e mastologista, coordenador da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.
 
Minha Vida

10 coisas estranhas que você não sabe sobre preservativos

fatos preservativos 10A história de como a camisinha nasceu é um pouco obscura, de forma que os historiadores são incapazes de determinar quando as pessoas começaram a usá-las. Ainda assim, esse é um dos desenvolvimentos mais importantes na manutenção da saúde pública humana, por isso, confira abaixo alguns fatos interessantes sobre preservativos
 
10. Existem camisinhas veganas
Como qualquer outro estilo de vida, o veganismo tem diferentes extremos. Quem segue à risca uma dieta vegana não pode consumir qualquer produto animal, não apenas carne, mas também leite, ovos, mel, entre outras coisas. Por uma questão de ética, os veganos se abstêm de usar qualquer produto de origem animal, e isso acaba incluindo roupas de couro ou produtos cosméticos testados em animais de laboratório.
 
Embora ainda haja alguns preservativos produzidos a partir de pele de cordeiro, a grande maioria são feitos de látex, uma forma de borracha. Parece, à primeira vista, que os preservativos de látex seriam perfeitamente aceitáveis por um vegano, até mesmo para uma pessoa que seja mais criteriosa, mas a maioria das camisinhas são na verdade produzidas a partir da caseína, uma proteína do leite.
 
Felizmente para os veganos apaixonados, uma empresa alemã chamada Condomi fabrica preservativos que usam pó de cacau em vez de caseína. Esta solução alternativa é bastante utilizada, mas a caseína continua sendo campeã na indústria, em produtos que vão desde camisinhas até tinta e cola.
 
9. A maioria dos preservativos são grandes demais para homens indianos
A pornografia certamente distorce grosseiramente a anatomia masculina média. Na verdade, a maioria dos homens é o que a gente pode chamar de “humildes”. Infelizmente para os homens da Índia, eles tendem a cair na extremidade inferior desse espectro.
 
Em 2006, um estudo sobre o tamanho do pênis feito pelo Conselho Indiano de Pesquisa Médica descobriu que aproximadamente 60% dos indianos pesquisados tinham pênis vários centímetros mais curtos do que o padrão usado para a produção de preservativos.
 
Esta disparidade, obviamente, levou a uma alta taxa de fracasso no uso de camisinha por homens indianos. Isso acabou levando a problemas bem piores, como uma grande taxa de AIDS no país.
E não foi só lá. Em 2015, o Ministério da Saúde Pública da Tailândia fez o anúncio de que as doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens do país aumentaram quase cinco vezes em uma década.
 
De acordo com a declaração da instituição, isso aconteceu devido ao fato de que apenas 43% dos adolescentes usam preservativos, e também porque eles escolhem uns que são muito grandes para seus tamanhos reais.
 
Então por que simplesmente não compram um preservativo menor? Se alguém tem alguma dúvida, é porque eles têm medo de serem ridicularizados.
 
8. Existem ambulâncias de camisinhas
Vamos supor que as coisas fiquem inesperadamente quentes e você e seu par decidam ir para o quarto (ou sei lá). Só que o cavalheiro, que já pensou nesse momento 3 milhões de vezes, esqueceu de reabastecer seu estoque de preservativos. Nos filmes, essa cena poderia até ser bem engraçada, mas na vida real tende a ser um pouco mais mundana e trágica.
 
No entanto, há uma salvação. Em todo o mundo, existe um serviço apelidado de “ambulâncias de preservativos” que entrega esse produto mais rápido do que pizza. Ninguém pode negar que a ideia é boa.
 
O serviço inusitado foi oferecido por um estudante da Universidade de New Jersey, nos Estados Unidos, chamado Kyle McCabe, que corria distribuindo preservativos em quartos de dormitórios em poucos minutos depois de receber uma chamada. Empresário astuto, o McCabe cobrava algo em torno de 9 reais por um único preservativo. O valor poderia chegar a até 30 reais, dependendo de quão selvagem a noite estava.
 
Ele também exigia que seus clientes assinassem um documento renunciando-o de qualquer responsabilidade caso o produto falhasse.

Dificilmente o comércio de Kyle era o único do mundo. Em 2004, uma erupção de clamídia entre jovens suecas fez com que o governo do país requisitasse três veículos de serviços de emergência para apressar preservativos para os apaixonados que se encontravam em uma situação comprometedora. Uma mão na roda, não?
 
fatos preservativos 77. Existem camisinhas comestíveis
Preservativos vêm em formas, texturas e até mesmo sabores diferentes. Um cara inovador de Hong Kong até transformou os preservativos em um prato “exótico” que está chamando de “sexo na praia”.
 
O “Sex on the Beach” (nome original) é um preservativo rosa feito de kappa (uma alga comestível) e konjac (uma raiz muitas vezes usada para fazer gelatina), com uma pitada de shiitake em pó.
 
Para realmente estragar o apetite, a ponta do preservativo contém uma substância “branca pegajosa” feita a partir de uma mistura de mel e presunto de Yunnan.
 
Enquanto chefs de hoje são conhecidos por todos os tipos de atos loucos da gastronomia molecular, ou “gourmet”, esse lanche parece ter deixado todos os limites do mal gosto no chinelo.
 
O verdadeiro objetivo do “Sex on the Beach”, no entanto, é chamar a atenção para a epidemia de HIV/AIDS do país. Os rendimentos gerados em torno da arrecadação de venda do prato vão beneficiar uma instituição de Hong Kong.
 
6. As camisinhas e os católicos
Ao contrário da maioria das religiões do mundo, o catolicismo proibia expressamente há até muito pouco tempo qualquer forma de controle de natalidade, incluindo a pílula, aborto e até mesmo preservativos. E, mesmo depois de o Papa dizer abertamente que a camisinha estava liberada, alguns católicos mais tradicionais ainda repudiam a ideia – acredite se quiser.
 
O debate sobre os preservativos tem sido travado por muitos anos, com os papas mais recentes (Bento XVI e Papa Francisco) mostrando noções progressistas em afirmar que o uso do preservativo pode ser moral quando é feito para prevenir a propagação de doenças, tais como AIDS na África.
 
A Irlanda, um país de maioria católica, proibiu a importação e venda de contraceptivos até 1979, quando se tornaram disponíveis sob prescrição médica. Em 1985, o governo da Irlanda propôs a legalização das vendas de preservativos, um lance que provocou a ira da Igreja, com o arcebispo de Dublin alegando que tal noção seria o início de uma “ladeira escorregadia de degradação moral”.
 
5. Bill Gates é um entusiasta das camisinhas
O magnata Bill Gates é bem conhecido por sua filantropia e comprometimento com várias causas ao redor do mundo, incluindo o combate a doenças, educação e desenvolvimento agrícola. Em 2013, ele anunciou sua intenção de fornecer algo em torno de 300 mil reais a inventores para que criassem preservativos melhorados.
 
O objetivo desse incentivo é criar um preservativo ultrafino que proporcione o máximo de prazer sexual enquanto continue sendo seguro, seguindo a teoria de que muitos homens se recusam a usá-los devido à privação de sensibilidade.
 
Duas bolsas já foram dadas, uma para a Universidade de Manchester, na Inglaterra, pioneira no desenvolvimento de um preservativo feito a partir de uma forma de carbono ultraleve chamado grafeno, e outra para a Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, que está desenvolvendo um preservativo de poliuretano que faz um selo em torno do pênis e é inferior a metade da espessura dos preservativos atualmente disponíveis.
 
Ao contrário do que ele espera de suas muitas outras causas, como a luta contra a malária, Gates admite que a melhoria do preservativo poderia trazer uma fortuna e é susceptível de atrair cada vez mais investidores.
 
fatos preservativos 44. Camisinhas já foram ilegais em alguns países
A Irlanda não foi o único país que teve restrições legais sobre preservativos. Os Estados Unidos, quem diria, também já teve uma relação dúbia com as camisinhas. No século 18, foram utilizados intestinos de animais para sua fabricação, mas em 1839, Charles Goodyear lançou uma maneira de vulcanizar borracha que fez a indústria de preservativos bombar.
 
O mercado sofreu um tremendo golpe em 1873, contudo, quando o governo federal passou a adotar a Lei Comstock, que tornou ilegal o uso de camisinhas e passou a punir a posse de vários outros artigos relacionados ao sexo, incluindo literatura erótica e brinquedos sexuais.
 
O preconceito contra os preservativos (que muitas vezes eram apontados como fomentadores de promiscuidade) resistiu por algumas décadas depois disso.
 
Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, pasme, eram a única potência aliada que não forneciam camisinhas as suas tropas, o que obviamente resultou em milhares de casos de doenças venéreas como gonorreia e sífilis.
 
Ainda hoje, quando os americanos de todas as idades já podem comprar preservativos tanto em lojas quanto pela internet, a posse de preservativos pode ser usada contra as pessoas em um tribunal.
 
Após prender pessoas suspeitas de serem “trabalhadores do sexo”, ter camisinhas é visto como evidência de um crime. Infelizmente, isso levou a muitas prostitutas a negligenciarem o uso de preservativos por medo de uma perseguição policial. Assim, elas passaram a se arriscar muito mais.
 
Um dos lugares mais progressistas do país, a Califórnia foi um dos primeiros estados a proibir a posse de preservativos de ser usada contra uma pessoa no tribunal.
 
3. Você já ouviu falar da camisinha spray?
Como qualquer outra indústria, o negócio dos preservativos está sempre à procura da “próxima grande novidade” que irá movimentar milhões de dólares em todo o mundo. Embora o preservativo seja concebido com uma espécie de “tamanho universal”, há alguns homens que encontram dificuldades para se encaixar neles – tanto por falta ou sobra de espaço.
 
Para solucionar esse problema, o educador sexual alemão Jan Vincenz Krause desenvolveu um preservativo em spray projetado para ser um ajuste perfeito para cada homem. O protótipo da ideia de Krause era uma espécie de tubo em que o pênis é inserido e revestido com uma camada protetora de látex líquido.
 
A ideia, no papel, parece genial, mas se a gente pensar um pouquinho nela, é potencialmente problemática. Já no design do produto alguns problemas ficaram em evidência. O maior de todos é o tempo que o látex leva para secar no pênis: de 2 a 3 minutos.
 
No entanto, Krause também distribui sua própria linha de preservativos de diferentes tamanhos. Ele ainda mantém um site onde os homens podem fazer download de um guia de dimensionamento para medir o pênis e encontrar o ajuste perfeito.
 
2. Sexo é quase um esporte olímpico
fatos preservativos 2Por trás de toda a pompa e dos Jogos Olímpicos, existe um submundo não fiscalizado. Pra ir direto ao ponto: dizem as más línguas que atletas olímpicos fazem (ou faziam) sexo como coelhos. Faz todo o sentido, realmente. Afinal, os esportes de alta performance deixam milhares de jovens no auge da perfeição física em quartos do dormitórios, isolados de sua rotina. Isso, se não me engano, é a receita para o amor (ou, pelo menos, um componente bastante favorável).
 
O que é verdadeiramente surpreendente é o quão ativo eles são. Porque, não sei você, mas eu imaginava que a concentração falava mais alto. Porém, durante os Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, por exemplo, 6.582 atletas masculinos participaram e foram distribuídos cerca de 70 mil preservativos, o que dá mais de 10 por pessoa. E, como se isso não bastasse, no meio dos jogos, a organização teve que correr atrás de mais 20 mil camisinhas – de última hora.
 
Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, o problema já estava solucionado (pelo menos no papel). A organização se preparou para receber os atletas com 150 mil preservativos.
 
1. Preservativos quase foram arma na Guerra Fria
A Guerra Fria foi seguramente um dos capítulos mais estranhos de toda a história humana. Abaixo da superfície, as agências de inteligência como a CIA e a KGB trabalhavam incansavelmente para prejudicar seus inimigos. Enquanto muitas das suas estratégias estavam focadas em assassinatos sinistros, outras foram francamente ridículas, como a ideia de implantar um gato com um microfone espião. Sim, isso aconteceu.
 
E, claro, os preservativos não estavam isentos de suas maquinações.
 
Há uma história, possivelmente uma piada, que conta que o escritório de Coordenação de Política da CIA cogitou a ideia de deixar cair enormes preservativos rotulados “feito nos EUA” sobre a União Soviética como uma forma de subversão psicológica.
 
É possível que exista alguma verdade nesta lenda; esse departamento da CIA era composto em grande parte por homens jovens, conhecidos por suas piadas e esquemas bizarros envolvendo planos para largar materiais sobre a União Soviética através de um balão. Em um ponto, o diretor da CIA ameaçou fechar toda a divisão se mais uma proposta estranha fosse sugerida.
 
E, de fato, será que o efeito de inveja do pênis americano teria criado tensões na Guerra Fria? Parece exagero, não?
 
listverse / Hypescience

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Estudo confirma risco aumentado de trombose em mulheres que tomam pílulas de nova geração

Estudo confirma risco aumentado de trombose em mulheres que tomam pílulas de nova geração Jefferson Botega/Agencia RBS
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS
Pesquisadores reforçam, contudo, que índices são baixos e contraceptivos são seguros
 
As pílulas anticoncepcionais desenvolvidas mais recentemente têm um risco aumentado de acidentes devido à trombose venosa (formação de coágulos) — confirmou um estudo publicado nesta quarta-feira na revista especializada The BMJ Today.
 
Conduzida por pesquisadores britânicos, o novo estudo mostra que as mulheres que tomam contraceptivos orais combinados que contêm drospirenona, desogestrel, gestodeno e ciproterona têm um risco de trombose venosa quadruplicado em relação àquelas que não tomam pílula. O risco é quase duplicado (1,5 a 1,8 vezes superior) em relação às mulheres que tomam contraceptivos orais de estrogênio mais antigos, que contêm levonorgestrel, noretisterona ou norgestimata.
 
Na França, os riscos cardiovasculares das pílulas de nova geração à venda no mercado — também chamadas de pílulas de terceira e quarta geração — foram bastante explorados pela mídia no final de 2012 e início de 2013. A midiatização e um plano de ação das autoridades sanitárias levaram a uma redução de quase 25% das vendas destes comprimidos em favor das pílulas mais antigas, também chamadas de primeira e segunda geração.
 
Os pesquisadores da Universidade de Nottingham trabalharam sobre duas grandes bases de dados médicos e traçaram uma relação entre o uso de contraceptivos orais e as tromboses venosas observadas nas mulheres com idades entre 15 e 49 anos.
 
Foi possível mostrar que o número de tromboses a mais por 10 mil mulheres tratadas por ano foi menor (seis casos relatados) entre aquelas que tomam as pílulas mais velhas em comparação com aquelas (14 casos) que tomam desogestrel e ciproterona (encontrados na pílula Diane, por exemplo).
 
Risco é baixo e contraceptivos são seguros, afirmam pesquisadores
Mas os pesquisadores também observam que o risco absoluto permanece baixo e que os contraceptivos orais são "extremamente seguros", com um risco de trombose multiplicado por três para todas as pílulas combinadas, enquanto uma mulher grávida tem um risco multiplicado por dez.
 
O estudo confirma os resultados de um estudo dinamarquês publicado em 2011, e um estudo abrangente do sistema de saúde francês, que tinha mostrado uma duplicação do risco de embolia pulmonar (a consequência mais grave da formação de um coágulo nas veias) em usuárias das pílulas de nova geração.
 
A pedido da França, a Agência Europeia de Medicamentos (AEM) fez uma reavaliação dos riscos, mas concluiu que os benefícios dos anticoncepcionais de terceira e quarta gerações continuavam superiores aos riscos.

AFP / Zero Hora

Pesquisa mostra relação entre alergia a amendoim e asma

Pesquisa mostra relação entre alergia a amendoim e asma Stock.Xchng/DivulgaçãoNo estudo americano, mais da metade das crianças asmáticas era sensível à oleaginosa, mas desconhecia o problema
 
Pesquisadores americanos descobriram que crianças com asma podem ser sensíveis ao amendoim, embora a maioria das pessoas desconheça essa ligação. O estudo foi apresentado na Conferência Internacional da Sociedade Torácica Americana, que aconteceu entre os dias 15 a 20 de maio, em Denver, nos Estados Unidos. O objetivo foi avaliar a proporção de crianças asmáticas que também manifestaram sensibilidade ao alimento.
 
— Muitos dos sintomas respiratórios de quem tem alergia a amendoim são semelhantes aos sinais de um ataque de asma e vice-versa. Falta de ar, chiado e tosse são exemplos desses sintomas — explica Robert Cohn, autor da pesquisa.
 
Mais de 1,5 mil crianças diagnosticadas com asma foram avaliadas na cidade de Ohio, Estados Unidos, por meio de um exame de sangue. O estudo mostrou que 11% dos participantes apresentaram histórico de alergia a amendoim. 44% das crianças foram submetidas a exames de sangue para saber o quão sensíveis eram ao alimento e, dessas, 22% apresentaram reações adversas.
 
Pesquisadores afirmam que mais da metade (53%) das crianças nem se quer suspeitavam que poderiam ser sensíveis à oleaginosa.
 
— O estudo indica que crianças asmáticas podem se beneficiar de um teste para verificar a sensibilidade ao amendoim, principalmente quando é difícil descobrir esse tipo de reação por meio de outros sintomas — sugere Cohn.
 
O pesquisador acrescenta ainda que mais investigações devem ser feitas para encontrar mais indícios sobre a conexão entre crianças com asma e reações alérgicas ao amendoim.
a e reações alérgicas ao amendoim.
 
Zero Hora

Fundo de Cingapura compra 16% da Rede D´Or por R$ 3,3 bi

O Banco BTG Pactual e a família Moll assinaram a venda de parte das ações, aproximadamente 16%, da Rede D’Or São Luiz para o fundo soberano de Cingapura Government of Singapore Investment Corporation (GIC) por aproximadamente R$ 3,3 bilhões
 
Segundo agências internacionais, o GIC é um dos maiores fundos soberanos do mundo, com investimentos em mais de 40 países e mais de US$ 100 bilhões em ativos.
 
A transação acontece apenas um mês depois do fundo de private equity Carlyle ter adquirido 8% do grupo por R$ 1,75 bilhão, configurando-se como o primeiro grande negócio desde que o governo federal permitiu a entrada de capital estrangeiro no setor hospitalar.
 
Já havia rumores no mercado sobre a movimentação, confirmada nesta quarta-feira (27/05) em broadcast pelo banco BTG Pactual, segundo maior acionista da empresa. Até o momento a Rede D’Or não se pronunciou oficialmente.
 
Agora o BTG e o GIC têm, cada um, cerca de 15% da Rede D’Or, enquanto o americano Carlyle detém 8% e o restante permanece com a família Moll, que fundou o negócio em 1977.
 
As operações evidenciam a ambição do grupo de crescer ainda mais no País, onde já detém 27 hospitais em quatro Estados, com faturamento de R$ 5,5 bilhões (Ebitda).
 
Saúde Web

Alimentação saudável ajuda a regular função da tireóide

Pessoas com problemas hormonais também fazem parte do grupo de risco

Uma alimentação equilibrada não é garantia apenas de pele bonita e corpo em forma. Especialistas alertam que, além das causas genéticas, o descuido na hora de fazer as refeições pode contribuir para o mau funcionamento da glândula, que é responsável pela produção de hormônios e regulação de órgãos vitais, como o coração cérebro, rins e fígado. Segundo dados do Instituto da Tireoide, cerca de 15% da população com mais de 45 anos de idade sofrem com problemas na glândula, que tem formato de borboleta e é localizada na parte da frente do pescoço — logo abaixo do “gogó”.
 
Segundo médicos, as duas disfunções mais frequentes são a produção excessiva de hormônios, o hipertireoidismo, ou em pouca quantidade, o hipotireoidismo. Nos dois tipos, é comum o surgimento de nódulos, que podem ser identificados num autoexame, tocando o pescoço com a mão.
 
A médica nutróloga Dra. Alice Amaral afirma que uma alimentação balanceada é fundamental para o bom funcionamento da tireoide. Segundo ela, os principais aliados da glândula são o feijão, a semente de abóbora e a amêndoa, que ajudam na síntese dos hormônios. “As patologias cresceram muito nos últimos anos, e uma explicação é a forma como as pessoas se alimentam”, diz.
 
Uma boa alimentação é essencial para pessoas que têm casos das doenças na família, já que a causa mais comum é genética. A endocrinologista do Hospital São Vicente de Paulo, Dra. Renata Sacramento, acrescenta que pessoas com problemas hormonais, principalmente decorrente do envelhecimento, também fazem parte do grupo de risco. “Há anticorpos que são passados geneticamente. Alguns podem atacar a tireoide fazendo com que produza muito ou pouco hormônio.
 
O nódulo já nasce maligno ou benigno. O benigno nunca vira maligno“, afirma.
 
Segundo Dra. Renata, quando há disfunção na tireoide, os sintomas logo aparecem. Já a maioria dos casos de câncer são assintomáticos, sendo a mudança na anatomia da glândula a única alteração perceptível.
 
Globo Online / Guia da Pharmacia

Ativistas pedem fim de patente de droga contra a hepatite C

Um grupo de advogados está tentando derrubar a patente do Sovaldi, um remédio amplamente utilizado no tratamento de hepatite C no exterior, inclusive no Brasil
 
O tratamento com o remédio custa centenas de milhares de reais. Ele é fabricado pela empresa americana Gilead Sciences. Os processos estão sendo abertos pelo Initiative for Medicines, AccessKnowledge, entidade de ativismo judicial sediada nos EUA que está atuando em países com o Brasil, a Argentina, a China e a Rússia.
 
O Sovaldi, quando prescrito com outros medicamentos, pode curar a maioria dos casos de hepatite C em doze semanas com poucos efeitos colaterais. Nos EUA, o remédio foi incluído no Medicaid, programa de saúde pública voltado para famílias pobres, ao custo de US$ 84 mil (cerca de R$ 250 mil) por tratamento.
 
Pressionada, a Gilead autorizou 11 fabricantes indianos de remédios genéricos a produzir o princípio ativo do Sovaldi, o sofosbuvir, e a vendê-lo em 91 países em desenvolvimento. Os BRICs não entram nessa lista, porém.
 
A versão indiana é bem mais barata: custa cerca de US$ 1.000 ao redor de R$ 3.000. A Índia é um tradicional produtor de remédios genéricos, e suas leis de propriedade intelectual farmacêutica são notoriamente frouxas.
 
Os ativistas não pretendem derrubar a patente do Solvadi nos Estados Unidos. Segundo eles, o custo de uma disputa judicial naquele país seria muito alto.
 
No Brasil, o remédio não é atualmente fornecido pelo SUS nem pelos planos de saúde. Alguns escritórios de advocacia, porém, têm se especializado em abrir processos judiciais para obrigá-los a importar e fornecer a droga.
 
Elton Fernandes, por exemplo, afirma já ter entrado com mais de 80 pedidos envolvendo o medicamento o remédio está disponível desde 2013. "Esse é um procedimento comum quando estamos tratando de um medicamento tão caro", afirma.
 
Segundo ele, os tribunais de Justiça, em especial o de São Paulo, têm dado respostas muito positivas aos pedidos. "Em 30 dias o paciente está com o medicamento em mãos", diz.
 
Além das batalhas na justiça, a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite tem tentado incluir o Savoldi na lista de medicamentos fornecidos pelo SUS.
 
Em todo o mundo, estima-se que cerca de 150 milhões de pessoas têm hepatite C, doença que gradualmente destrói o fígado.
 
Outro lado
Gregg H. Alton, vice-presidente executivo de assuntos médicos e corporativos da Gilead, afirma que a empresa "está tentando, o mais rápido possível, facilitar aos pacientes o acesso mais amplo ao tratamento da hepatite C".
 
Segundo ele, 50 mil pessoas em países de baixa renda já foram tratadas com o medicamento.
 
"Nós acreditamos que as ações contra nossa propriedade intelectual são uma consequência inevitável de termos implementado um esforço global de ampliação de acesso aos nossos produtos, que são inovadores", afirmou o executivo.
 
Alton disse que a Gilead vai assinar um acordo com o governo brasileiro em breve que vai levar ao aumento no número de pacientes tratados.
 
Em 2014, a empresa farmacêutica californiana gastou US$ 2,8 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de produtos, de acordo com o seu relatório anual.
 
Folha de São Paulo

Pacientes residentes preocupam hospitais no Brasil

No observatório publicado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), o desempenho assistencial foi explicitado em um capítulo com a apresentação da estrutura e produção anual dos hospitais-membros, análises de indicadores operacionais, assistenciais, qualidade e segurança e protocolos institucionais
 
O primeiro índice tratado é a taxa de ocupação, que tem apresentado crescimento ao longo dos anos.
 
Em 2014, o número fechou em 79%, dentro da média considerada adequada, que vai de 75 a 85%.
 
Este dado apresenta alta sazonalidade ao longo do ano e acompanha outro dado, de média de permanência, que tem estado em alta linear desde 2009, fechando em 4,6 dias em 2014.
 
 
Um dos fatores para o aumento da média de permanência é a transição epidemiológica, com a internação de pacientes crônicos e o aumento do número de pacientes residentes, ou seja, que permanecem internados por mais de 90 dias.
 
No caso destes pacientes, somente 38% dos hospitais possuem serviços específicos para eles e 14% utilizam score prognóstico para a gestão dos casos.
 
 
Dentre os fatores que preocupam a Anahp, está a ocorrência de casos em que os pacientes se tornam residentes do hospital, ou seja, permanecem por mais de 90 dias internados. Em muitos casos, o atendimento a este perfil de paciente poderia ser muito melhor realizado em serviços de home care ou de hospitais de retaguarda.
 
Saúde Web

Especialista esclarece dúvidas sobre a maternidade após os 40 anos

Fonte: Matthias G. Ziegler
Matthias G. Ziegler
A gravidez de mulheres acima dos 40 anos não causa mais espanto, muitas mulheres que já passaram desta idade afloram seu instinto maternal e sonham ainda mais com a possibilidade de serem mães
 
A gravidez em qualquer idade tem vantagens e desvantagens, não há como negar que as chances de engravidar após os 40 anos são muito menores, a reserva de óvulos diminui significativamente com a idade, e os óvulos mais velhos são mais propensos a desenvolver problemas, aumentando o risco de aborto e anomalias ao nascimento e a mulher também possui mais chance de ser acometida por pressão alta, diabetes ou outras doenças que agravam ainda o mais o risco da gestação.
 
Apesar disso, também existem benefícios em gestar após os 40. Estudos demonstram que as mães mais velhas são, em geral, mais instruídas, tem carreiras profissionais mais consolidadas e são mais propensas a amamentar. A partir de suas experiências de vida, são mais aptas a tomar decisões familiares mais saudáveis e inteligentes. O mais importante é conhecer os riscos e se preparar antes de engravidar neste período da vida.
 
Abaixo, o gerente do Serviço de Medicina Fetal do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Fernando Maia tira as principais dúvidas sobre o assunto.

É possível engravidar após 40 anos naturalmente (sem o uso de métodos como inseminação)?
Fernando Maia: Sim, é possível, mas devemos observar alguns fatos importantes. Uma mulher com 40 anos tem chance de 50% de engravidar dentro de um ano, aos 43 anos esta chance cai para 1%. Depois de 45 anos fica quase impossível engravidar a partir dos seus próprios óvulos.

Quais os exames realizados para saber se a mulher ainda poderá engravidar?
Fernando: Existem muitos exames disponíveis, mas o Hormônio Antimülleriano (geralmente associado à ultrassonografia transvaginal) é considerado o marcador mais promissor para a avaliação da reserva ovariana. Entretanto, a avaliação do potencial reprodutivo de uma mulher não é muito fidedigno.

Esta gravidez seria considerada de risco?
Fernando: Sim, uma gestante com mais de 40 anos é sempre considerada de alto risco. Essas pacientes são mais propensas às doenças pré-existentes que complicam a gestação como obesidade, hipertensão arterial, doenças da tireóide, diabetes, etc. Possuem ainda maiores riscos inerentes à gestação, como aborto espontâneo, síndrome de Down, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro, macrossomia, anomalias placentárias, gestação múltipla, natimortalidade e crescimento intra-uterino restrito.

Os cuidados que a mulher deve ter ao engravidar neste período são os mesmos que teria quando mais nova?
Fernando: Não, existem especificidades. Aconselhamos a paciente a fazer uma consulta periconcepcional, a programação é essencial. Algumas dicas são importantes para diminuir a probabilidade de complicações, caso exista qualquer condição médica pré-existente, discuta a gravidez com o seu médico para descobrir se a doença está controlada e como a gravidez pode afetar sua condição de saúde, tome ácido fólico três meses antes de engravidar para ajudar a prevenir alguns defeitos congênitos, os do tubo neural em particular, inicie o pré-natal o mais precocemente possível. E por fim, a gestante deve buscar informação sobre o aumento do risco de doenças genéticas, malformações e outras complicações gestacionais. Outro ponto importante é procurar informações sobre os testes que ela poderá fazer durante a gravidez para identificar estas complicações.
 
Fonte: Ascom IFF

Farmanguinhos inicia mais uma distribuição de medicamento contra o câncer

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) inicia mais uma distribuição do mesilato de imatinibe, medicamento usado no tratamento de pacientes com Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Estroma, um tumor gastrointestinal
 
Nesta quarta parcela de 2015, serão distribuídas 556.590 unidades farmacêuticas para todos os estados e Distrito Federal. Cada unidade dessas equivale a um comprimido. A programação para 2015 abrange um total de quase 2,5 milhões de comprimidos.
 
De acordo com a pauta enviada pelo Ministério da Saúde, serão enviados 639.060 comprimidos de 100mg, e 1.815,420 de 400mg ao longo das cinco parcelas previstas para este ano. Nesta quarta distribuição, serão 132.210 comprimidos de 100mg e 424.380 drágeas de 400mg. A última está prevista para setembro.
 
O mesilato de imatinibe é fruto de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) celebrada em 2012 envolvendo, dentre outras empresas, a indústria farmoquímica Cristália, o Instituto Vital Brazil (IVB), o Laboratório Químico Farmacêutico da Aeronáutica (Laqfa) e Farmanguinhos. Nesta formatação, a unidade da Fiocruz e o IVB serão responsáveis pela distribuição. A produção ficará a cargo do Laqfa, que possui uma planta de oncológicos.
 
Fonte: Alexandre Matos / Ascom Farmanguinhos

Cientistas testam vacina para combater hipertensão

Ter a obrigação de tomar um remédio todos os dias e ainda por cima para uma doença que não causa nenhum sintoma aparente é, no mínimo, irritante. E se fosse possível controlar esta doença com uma droga de longa duração e, além do alívio, diminuir o gasto financeiro e aumentar a eficácia do tratamento?
 
Um estudo publicado na revista “Hypertension”, da Associação Americana do Coração, relatou o projeto de uma vacina genética de combate à hipertensão, doença que mata mais de 10 milhões de pessoas por ano no mundo e acomete 25% da população brasileira.
 
— É o sonho de qualquer cardiologista — brinca Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor).
 
O cardiologista lembra que a hipertensão é crônica e pode levar ao enfarto, ao AVC e a outras graves doenças.
 
— Brinco aqui no ambulatório que, se causasse dor no pé, as pessoas não esqueceriam de tomar remédio. Uma vacina de longa duração seria excelente porque evitaria a medicação diária, seu esquecimento, e reduziria o gasto do paciente, que muitas vezes toma mais de um remédio.Bortolotto conta que, no ambulatório da USP, dos cerca de 7 mil pacientes, todos graves, apenas 50% tem a pressão sob controle.
 
Pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, testaram em ratos uma vacina que tem como alvo o hormônio angiotensina II, que aumenta a pressão arterial, contraindo os vasos sanguíneos. A vacina induz à formação de anticorpos que inibem a angiotensina II, princípio semelhante ao dos remédios convencionais. O medicamento é feito com uma tecnologia chamada “DNA recombinante”. Parte da biotecnologia, ela envolve a transferência de um gene de um organismo para outro e a produção, em larga escala, de proteínas específicas.
 
Segundo Hironori Nakagami, coautor do estudo e professor em Osaka, além de reduzir a pressão arterial das cobaias por até seis meses, a vacina também reduziu danos nos tecidos do coração e dos vasos sanguíneos. Afirmou ainda que não houve sinais de danos a outros órgãos, como rim e fígado.
 
— Além do controle da dilatação dos vasos sanguíneos, outros sistemas controlam a pressão arterial, como o dos rins, que regulam o sódio. Não é possível detectar qual sistema está em descompasso causando a hipertensão. Assim, muitos pacientes precisam controlar não só o sistema vascular — pondera Bortolotto.
 
O cardiologia dr. Antonio Carlos Till, diretor-médico do Vita Check-Up Center, explica que esse medicamento não é bem uma vacina. Isso porque as vacinas são constituídas por agentes patógenos, vírus ou bactérias, previamente atenuados ou mortos ou modificados e cuja função é estimular uma resposta imunológica do organismo. No caso da hipertensão, a ideia é estimular a produção da enzima que inibe a angiotensina II, que já é produzido pelo corpo humano.
 
— O termo vacina é usado aqui porque o antígeno (substância que ao entrar em um organismo é capaz de iniciar uma resposta imune) provoca a produção de anticorpos. E pode ser fundamental para evitar a evasão dos tratamentos — opinou Till, que não acredita em “relaxamento” dos pacientes em caso do tratamento a longo prazo. — Quem é hipertenso tem de manter os cuidados sempre.
 
Ele apontou outras duas questões relevantes e que deverão ser objeto de estudo, segundo os japoneses: a dosagem, administrada facilmente quando o paciente toma remédios. E o perigo de se criar uma doença auto imune (em que o corpo ataca não só a angiotensina II).
 
— A ideia é formidável. Esse é o caminho para o tratemento da hipertensão. Não é porque existem remédios que não se deve pensar em alternativas eficazes e mais baratas. Muitos comprometem a renda familiar com os remédios — encerrou Till, que lembra que desde 1950 se estuda uma vacina para a doença.
 
O Globo

Com série de contraindicações, creme alternativo ao Viagra será vendido na França

Um creme para tratar os problemas de ereção será vendido com receita médica a partir de 1º de junho nas farmácias francesas, anunciou nesta quinta-feira (28) o laboratório francês Majorelle
 
O medicamento, uma “alternativa aos comprimidos” (Cialis, Viagra…) para o tratamento dos problemas de ereção, será vendido com o nome comercial de Vitaros, a um preço de 10 euros por dose (quatro por caixa), segundo o representante do laboratório.
 
O creme é conservado na geladeira (entre 2ºC e 8ºC), mas pode permanecer em temperatura ambiente por até três dias se a temperatura for inferior a 25ºC. Deve ser utilizado com um preservativo de látex.
 
Seu princípio ativo, o alprostadil, é uma substância que dilata os vasos sanguíneos do pênis.
 
Uma gota do produto é aplicada no meato urinário, a abertura do pênis. O efeito demora entre 5 e 30 minutos para aparecer e pode durar entre uma e duas horas, segundo os pacientes, afirmam as instruções do medicamento.
 
O Vitaros tem, no entanto, uma série de contraindicações para os adultos. Significa um risco para os homens que sofreram um infarto de miocárdio ou para os que sofrem de hipotensão ortostática (queda da pressão arterial quando uma pessoa fica de pé depois de ter permanecido deitada). Seu uso também não é recomendado às pessoas com risco de trombose venosa.
 
Durante os testes clínicos, ocorreram raros casos de vertigens e síncopes, razão pela qual os pacientes devem evitar dirigir ou realizar atividades perigosas depois de utilizar o creme.
 
Majorelle comprou a licença do produto da companhia americana Apricus Biosciences para França, Mônaco e o norte da África.
 
UOL

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Um guia para organizar a geladeira e conservar os alimentos

Um guia para organizar a geladeira e conservar os alimentos Shutterstock/ShutterstockSaiba o lugar correto de guardar cada item e como evitar a contaminação
 
Os cuidados com a conservação dos alimentos não podem ficar somente por conta do supermercado.
 
O armazenamento correto na geladeira de casa é fundamental para que os produtos apresentem mais durabilidade e menos risco de contaminação.
 
A nutricionista Simone Bach explica que, além de conhecer o local apropriado para cada tipo de alimento, é preciso ter atenção com a temperatura do equipamento, o pote ideal para guardar as sobras de refeição e o que fazer quando a luz acaba.
 
— As medidas são fundamentais para evitar a contaminação, já que os alimentos requerem temperaturas diferentes — afirma Simone.
 
Com a ajuda da nutricionista, elaboramos um guia para você entender como uma geladeira deve ser organizada e como medidas simples podem colaborar com a segurança e a saúde da família.

Confira:




Qual o caminho para uma relação mais atenta entre médico e paciente?

Sem os atropelos da modernidade, desafio é usar o tempo em favor da saúde e do bem-estar
 
Você precisa de um médico e consegue marcar uma consulta para daqui a um, dois meses. Chega o dia e, na hora agendada, está no consultório. Até chega uns 15 minutinhos antes. Faz o pagamento ou entrega a carteira do plano de saúde, acomoda-se na sala de espera, folheando uma revista ou vendo TV. Toma água, vai ao banheiro, anda um pouco pelo corredor. Os ponteiros do relógio não param, o tempo passa e, enfim, é atendido com uma hora de atraso. A consulta dura 10 minutos. O médico é de poucas perguntas, não faz um exame físico, mas você recebe um pedido com vários exames de imagem. Essa cena lhe é familiar?
 
Num primeiro momento, a reação do paciente é de indignação e a sensação é de impotência, incapacidade, descaso... A maioria não entende o lado do médico, que sempre é apontado como culpado, sem chance de defesa. Flávio Chaimowicz, professor-associado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, que concluiu recentemente o pós-doutorado em educação médica no Institute of Medical Education Research, da Erasmus University de Rotterdam (Holanda), alerta que, “se depender do desejo médico, as consultas seriam longas, porque ele sabe da eficiência. No entanto, na medicina como é praticada hoje, o médico é pressionado pelas circunstâncias do dia a dia. E ele se queixa disso”.
 
Desacelerar
É hora de repensar o ritmo da vida. O mundo está numa toada que amplifica tudo. E, se é impossível controlar o tempo, é preciso encontrar uma saída para que ele corra a favor da saúde e do bem-estar. Slow food, slow fashion, slow parenting, slow medicine... A velocidade da vida parece pedir socorro por comportamentos, ações e atitudes mais em câmera lenta, no slow motion.
 
A slow medicine, termo que surgiu em 2011 em Turim, na Itália, tem a missão de desacelerar a medicina atual, que é pressionada a se impor de maneira cada vez mais veloz, diante de consultas cada vez mais rápidas e excessos de exames e remédios. Um dos defensores desse pensamento (ou movimento) é o cardiologista Marco Bobbio, diretor do Hospital Santa Croce e Carle di Cuneo, em Piemonte, na Itália, que adota prática que valoriza a relação médico-paciente e avisa que fazer mais não significa fazer melhor. Ele exalta a evolução da medicina, diz que seria insensatez negar o impacto de seus avanços, mas alerta sobre a complexidade do ser humano.
 
Missão
“O ideal é a medicina individualizada, com maior tempo e proximidade na avaliação do paciente, assim como dos fatores que o cercam. É a medicina que exerço. Por outro lado, questiono alguns paradigmas da slow medicine, principalmente quanto a uma certa limitação ao uso da biotecnologia e dos recursos da moderna prevenção”, alerta Marcus Vinícius Bolívar Malachias, cardiologista, professor do Instituto de Pesquisa e Pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cardiologia para o biênio 2016–2017.

A verdade é que essa relação anda descompassada. Há acertos, erros e injustiças dos dois lados. A missão é buscar o equilíbrio com um modo de vida mais relax em todos os âmbitos. Mudar a forma de comer, o consumo no vestir e a maneira de lidar com a saúde. Não é fácil. Mas é preciso o primeiro passo, vislumbrar um caminho e a saída para que o tempo, o avanço da tecnologia e as pressões da vida moderna corram numa mesma direção, com o propósito essencial de viver melhor, de forma saudável e com total assistência à saúde.

O prazer de cuidar
Uma boa relação médico-paciente reforça a credibilidade e a confiança entre as partes, tornando o tratamento mais eficaz e trazendo bem-estar ao paciente

Nilza Palhares Correa, que festejará seus 80 anos em 26 de agosto, conta que é privilegiada por ter uma “relação estreita e amorosa” com sua médica ginecologista, Nilce Verçosa, que já atende à terceira geração da família. “Sou sua paciente há 20 anos, ela atende minha filha, Silvana, e minhas netas Roberta, Bruna e Luíza, sendo que fez o parto dos meus dois bisnetos, Ricardo e Roberto. A Luíza mora em São Paulo, mas só se consulta com a Nilce. O carinho dela é especial, dá atenção sem igual e é educada. E não tem pressa, mesmo com o consultório lotado. Já teve ocasião de o porteiro do prédio ir até seu andar, preocupado, porque era meia-noite e ela ainda estava atendendo. E mesmo com prioridades para atender, fazer um parto, uma mãe apavorada, ela não se apressa. O importante é que percebo que ela atende a todos como se fosse consulta particular, e isso é raro.”
 
Para Nilza, o valor de ter essa atenção da médica é a segurança. “Há cinco anos, tive um problema. Ela me pediu exames e me fez procurar outra médica. Passei por uma colonoscopia, foi detectado um câncer no início e tudo foi resolvido. Estou ótima, viajando o mundo inteiro e aproveitando a vida. A Nilce me atende por telefone a qualquer hora do dia ou da noite. Tenho todos os seus números. Sempre a indico e todos recebem o mesmo tratamento.” Roberta, a neta, revela que a relação com a ginecologista é como a de mãe e filha, tamanho o carinho. “Ela fez o parto dos meus filhos, Ricardo, de 6 anos, e Rodrigo, de 4. Passei por quatro abortos e ela foi fundamental no processo, foi também uma psicóloga, me deu todo o suporte, ligava de madrugada e ela atendia sempre disposta. Aliás, ligo para a Nilce até quando estou gripada.”

A proposta da slow medicine é resgatar uma abordagem mais cuidadosa na relação médico-paciente. Há profissionais que nunca abrem mão dessa proximidade e de conversas longas, outros passaram a adotá-la, há aqueles que têm dificuldade, são mais frios, e há ainda quem, ainda que pareça estranho, não precisa mesmo mais do que cinco minutos para resolver a vida de um paciente e dar o diagnóstico. Sem precisar de muita conversa. Por isso, não se apresse nos julgamentos.

Plenitude
O oncologista clínico Amândio Soares Fernandes Júnior, da equipe multidisciplinar da Oncomed, membro da atual diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e preceptor da oncologia clínica do Hospital Felício Rocho, diz que, independentemente da doença, o paciente sente temor e medo diante de um diagnóstico e qualquer um fica fragilizado. “Não adianta toda a tecnologia, medicação de última geração, se não tiver sua expectativa atendida por completo, que é o atendimento do ponto de vista humano na sua plenitude. O paciente precisa sentir segurança, ser acolhido e ter a assistência médica.”
 
Para Amândio, o médico precisa saber ouvir na hora da angústia, no anseio diante do resultado de um exame, no momento do desconforto. “Penso que o fato de ser médico é um privilégio, porque podemos ajudar. E, independentemente da especialidade, a missão é resolver as angústias e oferecer o melhor que temos em termos técnicos e humano. Atender o paciente como ser humano.”
 
O oncologista enfatiza que a relação médico-paciente sempre foi valorizada e o médico é idolatrado pela sociedade. No entanto, houve mudanças, infelizmente, algumas prejudiciais. “Há casos em que a relação se transformou somente na mera prestação de serviço, numa relação de consumo. Alguns se esqueceram de toda a nossa história e do juramento de Hipócrates. Não podemos, porque escolhemos lidar e trabalhar com a maior nobreza da vida, o ser humano.”

Para inspirar
A Unicamp desenvolveu uma série de atividades curriculares e extracurriculares para ajudar o estudante a lidar com os desafios da relação médico-paciente. No primeiro ano, são usadas as artes plásticas, a música e a narrativa reflexiva para despertar a necessidade de se apropriar da dimensão afetivas dos pacientes e mostrar como a doença é indissociável da pessoa doente. No segundo, usa-se a teoria do improviso no teatro para mostrar qual a melhor postura do médico diante do diálogo com o paciente. Tradicionalmente, a universidade ensina habilidades de comunicação com uma série de regras de conduta e comportamento. “No último ano, trabalha com uma companhia de atores com experiência em educação médica, criando pacientes simulados. Os estudantes atendem esses pacientes e são observados por outros estudantes e por professores. Depois, se sentam em rodas e discutem o que ocorreu, centrando o debate nas emoções dos estudantes e dos pacientes, e como lidam com isso durante uma consulta real.

Depoimento
 
Marco Antonio de Carvalho Filho - clínico-geral e chefe da disciplina de emergências clínicas da Unicamp

“O estudante de medicina entra na faculdade muito jovem e, geralmente, vem de famílias pequenas, de nível socioeconômico alto, com um histórico de sucesso na vida acadêmica e, portanto, com poucas experiências de perda ou luto. Geralmente, começa o curso movido por uma grande vontade de ajudar. Mas ao longo do curso é exposto a uma série de experiências de perda e morte. E, infelizmente, nós, professores em geral, não somos capazes de criar um ambiente seguro para debater essas questões e mostrar para os nossos alunos como aprendemos a lidar com isso ao longo da nossa própria vida. Os estudantes sozinhos muitas vezes passam a acreditar que o isolamento afetivo é o caminho mais fácil para lidar com isso. Mas não é. Acabam ficando frustrados e não conseguem se aproximar do paciente e entender suas reais necessidades, muitas vezes utilizando o cinismo como válvula de escape. O paciente sofre muito com isso. Assim como somos capazes de amar cada vez melhor nossos parceiros de vida, aprendemos também a amar nossos pacientes e a amar nossa profissão. Para isso, precisamos cuidar da criação de uma identidade profissional médica pautada em valores, tais como compaixão, caridade, coragem, fidelidade, verdade científica e verdade humana. É muito importante que o médico seja sempre capaz de colocar os interesses do paciente acima dos seus interesses pessoais. Essa é a base do nosso contrato social.”

Acolher com respeito e combater a doença

Profissionais procuram ouvir e fazer diagnóstico preciso ao atender o paciente, apontando o caminho mais fácil para se chegar a um final feliz

A arte de curar é mais abrangente do que simplesmente diagnosticar e tratar uma doença. A importância da relação médico-paciente é fundamental para a conquista da saúde física, mental e espiritual. O cardiologista Bernard Lown, professor da Escola de Medicina de Harvard, no livro A arte perdida de curar, Editora Fundação Peirópolis, descreve casos com evidências sobre a importância e o poder terapêutico existentes nas palavras de um médico humanista, que pratica sua profissão com devoção, amor e arte. Um dos mais destacados cardiologistas do século 20, Bernard Lown já declarou que “jamais a medicina avançou tanto no diagnóstico e tratamento das mais variadas doenças e nunca o ser humano foi tão mal-cuidado”. Portanto, a missão dos adeptos da slow medicine é equilibrar os tempos modernos com a vida contemporânea e a medicina atual, tecnológica e avançada.
 
Quem assume esse papel é o cardiologista Marcus Vinícius Bolívar Malachias, mas sem idealizações utópicas, de maneira prática, correta e próxima do paciente. “O mundo é outro e não só para a medicina. O tempo se tornou o bem mais precioso e a otimização foi se modificando. O processo industrial, a mecanização, o computador... É preciso adequação. A população aumentou, a diversidade de médicos também e, acima de tudo, o conhecimento. Hoje, a cada segundo, há centenas de milhares de artigos científicos. A consequência é a especialização e a superespecialização. Não tem como ter conhecimento em todos os aspectos. Hoje, há cirurgias feitas pela mão de um robô, mais delicadas, com corte menor e incisão mínima. Avanços que médicos e pacientes ganharam.”

Mas Marcus lembra que tudo tem um preço, ou seja, mais pessoas com planos de saúde, mais assistência, mais acesso. E chega-se à encruzilhada: “Ganhamos quantidade, mas perdemos qualidade. Equação que sempre vai gerar conflito. Ganha com uma e perde com a outra”. Ele concorda com a urgência da reumanização da medicina, “porque lidamos com o tesouro maior, que é a saúde da pessoa. O fundamental é que cada profissional volte a entender (e aplicar) o valor de conciliar o legado dos antigos médicos, com a facilidade do conhecimento na ponta dos dedos”. Para isso, o cardiologista propõe quatro atitudes: primeiro, o bem-querer ao paciente; segundo, médico da família; terceiro, não tratar só a doença, mas a pessoa; e em quarto, compreender não só o indivíduo, mas onde vive, sua alimentação, ambiente de trabalho, condições climáticas, e isso leva tempo. “O ideal é captar as nuances, mais que o simples diagnóstico.”

Sinalizações
Marcus Vinícius exalta a busca da humanização como ponto principal do desejo de uma nova relação dentro do consultório, ambulatório e hospital. “O médico que consola, comemora vitória, sofre com a derrota da saúde. Essa relação é primorosa, profunda e foi para isso que escolhemos a medicina, para acolher as pessoas e combater as doenças. É a missão de todas as ciências da saúde.” Para o cardiologista, estar atento, ter tempo e decifrar o que não está só nas palavras e nos exames é o papel do médico. Ele precisa ouvir cada paciente e suas sinalizações, porque têm características diferentes e sua individualidade. “Escolher a medicina é querer bem ao próximo.”

O cardiologista compartilha o que imagina de um novo caminho. Para ele, não adianta abandonar, voltar no tempo. É preciso ser aliado dos avanços nesse embate, entender a tecnologia e reiterar a ética médica. O desafio é que o conhecimento científico chegue às pessoas. “Na minha área, falta tratamento e prevenção com conhecimento que sabemos há 40 anos, que está disponível. Resgatar a qualidade de vida, não se preocupar com a doença e tomar remédio, sim, se necessário. A sociedade cobra do médico que ele não pode errar, mas se esquece que a medicina não é uma lista de virtudes. Ela não é exata, mas de probabilidade. Por isso, a importância de estar mais próximo do paciente. Se há proximidade não será preciso, por exemplo, pedir tantos exames. Ele saberá dosar, já que remédios e exames são aliados, não inimigos. Cada vez mais os médicos serão cobrados e é preciso saber equilibrar os dois mundos. Como disse Gandhi, ‘a ciência sem humanismo é cega’.”

Atenção aos sintomas

Na relação médico-paciente, a discussão é válida, o alerta é importante, a percepção é real, mas há distorções. Por isso, antes de mais nada, Flávio Chaimowicz, professor associado do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG e com pós-doutorado em educação médica no Institute of Medical Education Research da Erasmus University de Rotterdam (Holanda), expõe duas questões primordiais: “primeiro, o médico não é o centro da saúde, porque cada vez mais é uma equipe que ajuda a preservar e a recuperar a saúde. Impossível pensar em adultos e idosos sem a participação de um psicólogo ou fisioterapeuta, de um paciente obeso sem um nutricionista. O médico deixou de ser o centro e passa a fazer parte de uma equipe. Segundo, cada vez menos a saúde das pessoas depende da consulta com o médico, porque elas estão mais bem-informadas, tanto pelo “dr. Google” (com seus lados bom e ruim) quanto pela disseminação de informações. Sabem da importância da atividade física, de não fumar e estão mais imunizadas. Elas conseguem cuidar da saúde e o fazem de maneira eficaz. Mudam hábitos ruins”.
 
Ao destacar esse cenário, Flávio Chaimowicz quer chamar a atenção para a existência da consulta abrangente e a focalizada na medicina. “Torceu o joelho, vai no ortopedista para saber a lesão e o tratamento. Cabe consulta focalizada. Na abrangente, o paciente vai a um clínico, que poderá identificar o problema ortopédico, qual a lesão, o tratamento e dizer que não foi uma torção, mas artrose provocada pela obesidade. O que faz a consulta corrida é a superespecialização. Se você vai tratar a catarata, o médico não vai perguntar sobre sua dieta.”
 
Resgate
Por outro lado, lembra o médico, como fica um paciente que chega ao consultório sentindo-se fraco? Um idoso com problema de memória? Uma mulher que sente palpitações? Não dá para fazer uma consulta focalizada nesses casos. “Aqui entra a velha clínica médica, o resgate da atividade médica tradicional, a consulta abrangente e cuidadosa. E por que ela é importante? Quando a queixa não está clara, há muitas causas possíveis. No caso da mulher, pode ser endocrinológica, cardiológica ou psicológica. A mulher com falta de energia abre um leque de hipóteses diagnósticas. Já o idoso pode ser neurológico ou uso inadequado de remédio. Daí a importância da conversa, do ouvir. E por isso, também é importante entender a diferença de raciocínio entre o médico jovem e o mais velho (veja arte ao lado). E tem o outro lado. É tarefa do paciente organizar seus exames, listar seus medicamentos, expor seus sintomas e dar informações do histórico da sua saúde e da família. Ter tudo organizado.”

Estado de Minas

Lúpus: entenda como age a doença que atinge cerca de 65 mil brasileiros

Em maio é comemorado o Dia Internacional de Atenção à Pessoa com Lúpus
 
Assim como a maioria das outras doenças autoimunes, o lúpus eritematoso sistêmico é considerada uma enfermidade “democrática”: atinge homens, mulheres, crianças, idosos, bebês, adolescentes. Muitas vezes, o problema se manifesta por meio de manchas vermelhas na pele. Nem sempre, porém, o lúpus é tão visível: silencioso, pode afetar diversos órgãos.
 
A doença, que costuma aparecer entre 20 e 45 anos, acomete mais mulheres do que homens. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), uma a cada 1,7 mil brasileiras sofre do mal. Não há números absolutos sobre a quantidade de pessoas afetadas pela enfermidade no país, mas a estimativa da SBR é que aproximadamente o problema atinja 65 mil pessoas.
 
David Pedrosa, reumatologista do Hospital Santa Luzia, explica que, em linhas gerais, o lúpus é uma doença causada por uma inflamação sistêmica. “O sistema imunológico causa um distúrbio contra vários tecidos do corpo”, detalha.
 
“É uma ruptura do equilíbrio que causa uma inflamação.” Em outras palavras, o corpo se comporta como se estivesse rejeitando a si mesmo: os anticorpos interpretam elementos e processos naturais do próprio corpo como se fossem agentes externos — ou seja, algo que deve ser combatido.
 
“Isso gera todo o quadro clínico de inflamação articular, na pele e em órgãos como rins e pulmões.”
 
A manifestação da doença em partes diferentes do corpo faz com que o lúpus provoque sintomas muito variados. De cansaço a convulsão (caso a doença atinja o cérebro), o leque de sinais do problema é bastante amplo.
 
“Dificilmente, você vai encontrar um paciente igual ao outro”, comenta David Pedrosa.
 
 
“A manifestação sistêmica vai depender do órgão atingido. Por isso, o diagnóstico é tão difícil, porque cada paciente terá um conjunto de sintomas diferentes.
 
Saúde Plena