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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cremesp alerta médicos sobre surto de conjuntivite

O grande número de casos de conjuntivite levou o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) a divulgar um alerta aos médicos do Estado.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Conselho afirma que, nos três primeiros meses deste ano, surtos já atingiram mais de 42 mil pessoas em mais de 20 cidades. O vírus é considerado altamente contagioso.

Entre as orientações dadas pelo Cremesp estão:
- procurar assistência médica;
- evitar a automedicação;
- não usar colírios contendo antibióticos;
- lavar os olhos somente com água mineral, filtrada ou fervida --de preferência gelada;
- não lavar os olhos com soro fisiológico ou água boricada
- lavar frequentemente as mãos

NOTA

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Cremesp:

"Alerta aos médicos sobre conjuntivite

Diante da gravidade e da rápida propagação de recentes surtos de conjuntivite aguda no Estado de São, que já atingiram mais de 20 cidades e acometeram mais de 42 mil pessoas nos três primeiros meses de 2011, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) vem alertar os médicos, profissionais e serviços de saúde, autoridades sanitárias e população.

Os atuais surtos de conjuntivite são causados principalmente pelo vírus Coxsackie A 24, altamente contagioso, com grande transmissibilidade em locais fechados, escolas, creches, ambientes de trabalho e familiar.

A transmissão se dá por meio do contato direto com a secreção do olho de uma pessoa infectada e de maneira indireta por meio de contato com superfícies, toalhas, instrumentos ou soluções contaminadas.

O oftalmologista e conselheiro do Cremesp, dr. Adamo Lui Netto, orienta os médicos que a maioria dos casos em São Paulo tem apresentado hiperemia, reação folicular na conjuntiva tarsal superior e inferior, hemorragia subconjuntival, além de inflamação palperal leve, moderada ou intensa.

A conjuntivite é uma doença com duração de sete dias na maioria dos casos. A correta assistência médica garante o diagnóstico clínico e o tratamento adequado.

Outras doenças podem surgir durante a evolução clínica da conjuntivite, podendo passar despercebidas em surtos com grande número de casos.

Por isso, segundo dr. Adamo Lui Netto, os médicos devem estar atentos para eventuais complicações da conjuntivite, além da ulceração corneal e da blefarite.

Dicas de saúde para a população
O Cremesp solicita aos médicos que orientem a população com 10 dicas essenciais: 1) procurar sempre assistência médica quando surgir sinais de conjuntivite, 2) evitar a automedicação, 3) não usar colírios contendo antibióticos, pois a conjuntivite predominante nos surtos atuais é de origem viral, 4) lavar os olhos somente com água mineral, filtrada ou fervida, de preferência gelada, 5) não lavar os olhos com soro fisiológico ou água boricada), 6) lavar frequentemente as mãos, 7) usar somente lenços descartáveis ou gaze, 8) não compartilhar toalhas, maquiagem para os olhos, colírios e outras soluções, 9) trocar constantemente de fronhas; 10) evitar locais aglomerados, quando da ocorrência de surtos.

Aos próprios médicos e aos profissionais de saúde, o Cremesp lembra que devem: 1) lavar as mãos antes e depois do atendimento dos pacientes; 2) usar luvas estéreis durante o exame e a coleta de amostras, com descarte adequado, 3) verificar a esterilização sistemática de instrumentos utilizados para o exame oftalmológico e o diagnóstico, 4) contribuir com as autoridades de saúde na identificação e na notificação dos casos.

Por fim, o Cremesp reitera que as medidas de higiene e o tratamento adequado da conjuntivite constituem as principais medidas de prevenção."

EUA apresentam novas medidas para diminuir obesidade

Os Estados Unidos querem diminuir a obesidade, que atinge mais de um terço dos adultos do país, e para isso o NIH (Instituto Nacional de Saúda, na sigla em inglês) apresentou, nesta quinta-feira, um novo plano estratégico de pesquisa da obesidade.

O plano será focado na pesquisa, melhora da saúde pública e divulgação, tanto à comunidade médica como aos cidadãos, da necessidade de uma vida mais saudável.

A obesidade, que afeta 17% das crianças, aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 ou de sofrer doenças do coração, do fígado, pressão arterial e alguns tipos de câncer.

Em 2008, as despesas médicas relacionadas com a obesidade foram de US$ 147 bilhões, segundo o NIH, que para combater a epidemia de obesidade está impulsionando diversas pesquisas científicas centradas neste problema.

O NIH destinará US$ 824 milhões para pesquisas relacionadas com a redução da obesidade e suas consequências, e US$ 147 milhões adicionais por meio da Lei de Recuperação econômica.

"Comer menos e fazer mais exercício é mais fácil de falar do que fazer", reconheceu o grupo de trabalho do NIH destinado a investigar a obesidade, por isso o objetivo é realizar exames clínicos para apresentar soluções práticas.

Os campos de pesquisa propostos pelo NIH incluem os processos que regulam o peso corporal; a compreensão dos fatores que contribuem para a obesidade e suas consequências; e desenvolvimento de testes de novos enfoques para atingir e manter um peso saudável.

Também inclui a avaliação das estratégias para prevenir e tratar a obesidade de uma maneira real e a análise dos diferentes grupos de população; além do uso da tecnologia para avançar na pesquisa da obesidade e melhorar a prestação de assistência médica.

"Muitas causas e fatores contribuem para a obesidade", indicou o diretor do NIH, Francis Collins, que considerou que este projeto é um plano inovador "para examinar a epidemia da obesidade de diversas perspectivas".

"Os pesquisadores poderão trabalhar em conjunto para alcançar os objetivos de prevenir e tratar a obesidade, para ajudar as pessoas a levarem a vida de forma mais saudável e satisfatória", enfatizou.

São Paulo tem mais de 119 mil casos de conjuntivite

Monitoramento passou a ser feito por número de casos, não de surtos

A capital paulista registrou, do início de fevereiro até o dia 25 de março, 119.148 notificações de casos de conjuntivite. Os dados são do CCD (Centro de Controle de Doenças) da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o aumento de notificações de conjuntivite viral fez com que o monitoramento da doença passasse a ser feito, desde 21 de fevereiro, pelo número de casos e não pelo número de surtos, como era anteriormente.

O monitoramento por surto pressupõe a existência de três ou mais casos em uma mesma área. Além disso, a notificação passou a ser compulsória para todos os casos individuais atendidos nos serviços de saúde da cidade.

A Secretaria de Saúde Estadual informou que até o dia 15 de março foram notificados 18,4 mil casos de conjuntivite pelos municípios paulistas.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a diferença entre os números estaduais e da capital se deve à defasagem da data e à maneira como são contabilizados os casos. Os dados estaduais são baseados em surtos, não em casos individuais.

Coquetel de remédios se mostra promissor contra hepatite C

Vírus desapareceu do sangue de pessoas que usaram o medicamento

Um coquetel de três medicamentos, incluindo uma nova droga, o Boceprevir, se revelou mais eficiente que as atuais terapias contra a hepatite C, revela um estudo clínico divulgado nesta quarta-feira (30), de acordo com a pesquisa de Stuart Gordon, um dos encarregados do serviço de hepatologia do hospital Henry Ford de Detroit, nos Estados Unidos.

- Este estudo representa um progresso notável. Potencialmente, será possível curar pessoas com hepatite C que não respondem às terapias já existentes. Em breve vamos dispor de um novo tratamento padrão para pacientes com hepatite C.

Com isso, Gordon assinala que o estudo abre caminho para "uma nova era de desenvolvimento de antivirais para tratar a hepatite C".

Os resultados dos testes clínicos serão publicados na revista especializada New England Journal of Medicine nesta quinta-feira (31).

Durante a pesquisa, os médicos analisaram mais de mil pacientes, em vários países, e compararam a nova terapia à antiga, que emprega apenas duas drogas, o Peginterferon e a Ribavirina (Rebetol).

Um grupo de controle recebeu apenas Peginterferon e Ribavirina durante 44 semanas, enquanto um segundo grupo obteve o mesmo tratamento acrescido do Boceprevir durante 32 semanas.

Um terceiro grupo foi tratado com as três drogas durante 44 semanas.

Os participantes dos dois grupos tratados com Boceprevir mostraram taxas bem mais elevadas de resposta viral firme, com o desaparecimento do vírus do sangue.

A taxa foi de 59% e 66% nos grupos 2 e 3, respectivamente, contra 21% no grupo de controle.

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Governo vai produzir remédio contra rejeição de transplantes de rins

Feito pela Fiocruz, custo será reduzido de R$ 1,87 para R$ 1,67 por unidade

Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vinculada ao Ministério da Saúde, assinou um acordo com a multinacional Roche que permitirá ao Brasil produzir o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins.

Ainda em 2011, a Fundação fornecerá 9 milhões de comprimidos ao SUS (Sistema Único de Saúde). A parceria com a Roche também prevê intercâmbio científico para o desenvolvimento de novos tratamentos e transferência de tecnologia para a produção de medicamentos contra câncer, doenças neurológicas e virais.

O acordo levará a uma redução do preço praticado com o Ministério da Saúde durante o período de transferência de tecnologia. O valor passará de R$ 1,87 para R$ 1,67 e também propiciará o domínio de todas as fases do processo, incluindo a produção do insumo farmacêutico ativo.
Com a incorporação do todo o processo de produção do medicamento, a estimativa é que o gasto anual do governo diminua nos próximos anos. A partir de 2012, a produção da Fiocruz atingirá 20 milhões de unidades por ano.

O presidente mundial da Roche, Severin Schwan, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, participaram da assinatura, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Para o presidente da Fiocruz, o acordo com a multinacional permitirá aumentar a sustentabilidade do SUS e é mais um avanço no fortalecimento da política nacional de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de abrir oportunidade para outras parcerias.

O número de transplantes realizados no país apresenta crescimento sustentado nos últimos anos. Enquanto em 2003 foram realizados 12.722 procedimentos, em 2009 o Brasil contabilizou 20.253 cirurgias desse tipo – um aumento de 59,2%. Só no primeiro semestre de 2010, o número de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão) chegou a 2.367. A quantidade é 16,4% maior que o número de procedimentos realizados no mesmo período de 2009 (2.033 transplantes).

Ansiedade terá diagnóstico preciso

Batimentos cardíacos acelerados, transpiração excessiva e tremedeiras são sintomas de transtorno de ansiedade generalizada e também de vários outros distúrbios, como fobias e síndrome do pânico.

Mas, a partir do próximo ano, os médicos vão ter uma ferramenta mais concreta para ajudar no diagnóstico preciso do problema: as manifestações cerebrais provocadas pelos transtornos ansiosos passarão a ser consideradas nesse processo, segundo a World Psychiatric Association (WPA).

O novo critério, segundo o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas (IPq- HC), avaliará os “circuitos cerebrais que estão funcionando de maneira errada no paciente”. A medida vai guiar também profissionais brasileiros.

Transtornos de ansiedade é um termo usado para designar um grupo formado por várias patologias – entre elas fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e a própria ansiedade generalizada. Cada um dos distúrbios atua de forma diferente no cérebro. “O diagnóstico levará em conta a fisiopatologia das doenças mentais (ligadas ao medo e à ansiedade)”, completa.

O nome do grupo dos transtornos ansiosos também mudará, passando a ser chamado de transtornos no funcionamento do circuito do medo. Para o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, do IPq-HC, “as raízes dos problemas (os sintomas) continuarão iguais”, no entanto, ao especificar o “subtipo” da doença será possível direcionar melhor o tratamento. “Nesse sentido, o diagnóstico preciso é importante”, ressalta.

No grupo dos transtornos ansiosos, a ansiedade generalizada tem a maior incidência na população, atingindo uma em cada quatro pessoas no mundo ao menos uma vez na vida, segundo a WPA. Para o psiquiatra Sérgio Tamai, da Associação Brasileira de Psiquiatria, ainda que o distúrbio seja frequente, é preciso diferenciar a ansiedade normal da patológica.

“Tudo depende da intensidade da reação de ansiedade. É considerada doença quando a ansiedade é desproporcional ao estímulo”, explica Tamai. Ou seja: sentir nervosismo antes de uma entrevista de emprego, por exemplo, é normal e até benéfico.

É preocupante, contudo, se a pessoa passar a fugir desses compromissos por causa da ansiedade. “A ansiedade é necessária, ajuda a nos manter em estado de alerta. Só não pode atrapalhar o desempenho”, esclarece Mello.

“A procura de tratamento para ansiedade deve ocorrer se há impactos na vida do paciente. Quando, por exemplo, ele teme uma reunião por ter de falar em público e cria desculpas para não ir”, concorda Tamai.

Tratamento
O ansioso patológico deve ser tratado com remédios (sobretudo antidepressivos) e sessões de psicoterapia cognitiva comportamental. Mello também aconselha exercícios aeróbicos, como corrida e caminhada. “Eles estimulam a produção de serotonina, ajudando a diminuir a ansiedade e estimulando a ação cardiovascular”, esclarece.

Atividades recreativas, como fazer tricô, também ajudam. Foi assim que a professora Rosemeire Souza Barrero, 39 anos, superou o problema.

Pesquisa tenta provar que pílula do dia seguinte pode ser usado como método contraceptivo comum

Atualmente, a pílula do dia seguinte é recomendado apenas em casos de emergência após sexo sem proteção

O ingrediente ativo na chamada pílula do dia seguinte, em uma dose menor, pode ser seguro e efetivo como método anticoncepcional regular, afirmam pesquisadores.

Nos Estados Unidos a pílula do dia seguinte custa entre US$10 e US$70 e está disponível para compra sem receita para qualquer um que tenha mais de 17 anos. No entanto, seu uso só foi aprovado para emergência após sexo sem proteção e o governo desencoraja a utilização como contraceptivo regular.

O novo estudo, publicado na revista Obstetrícia e Ginecologia é baseado em revisões de estudos anteriores sobre o levonorgestrel, hormônio sintético usado na maioria das pílulas do dia seguinte.

Os pesquisadores descobriram que doses de levonorgestrel é comparável com preservativos e espermicidas em relação às taxas de gravidez indesejada. O estudo, no entanto, não comparou o método a outras formas de controle de natalidade de forma direta.


As mulheres que usam a pílula quando fazem sexo tem 5% de chance de engravidar enquanto que aquelas cujo parceiro usa camisinha tem 16% de chance de ficarem grávidas.

Para a Dr. Deborah Nucatola, que faz parte de uma associação de planejamento familiar e esteve envolvida com o estudo, o uso de levonorgestrel não é uma forma efetiva de contracepção no longo prazo. Nucatola diz que há razões para que a mulher prefira usar o levonorgestrel antes e depois do ato sexual ao invés de tomar o anticoncepcional comum todos os dias, como nos casos em que a mulher não faz sexo frequentemente.

Nos 15 estudo revistos, houve 267 casos de gravidez entre as 8.400 mulheres observadas. Na maioria dos estudos, as mulheres tomaram apenas a metade da dose de levonorgestrel que há na pílula do dia seguinte. O efeito colateral mais comum observado foi sangramento irregular.

Mas a maioria das mulheres não entendem isso como uma razão para descontinuar o uso do hormônio, de acordo com Nucatola. "Quase 70% das mulheres acham o risco aceitável, mesmo que exista chances de ter um sangramento", disse.

Levonorgestrel faz a ovulação parar, assim como algumas pílulas anticoncepcionais comuns. De acordo com o novo estudo, ele é usado por algumas mulheres na África e Ásia como método contraceptivo e não apenas em casos de emergência.

No entanto, os pesquisadores não sabem quantos mulheres fazem isto ou quantas querem fazer. "Quantas mulheres vai querer usar este método se ele for disponível, isso seria muito bom saber", disse a autora do estudo, Dr. Elizabeth Raymond, que é consultora e recebe fundos para pesquisas de empresas farmacêuticas que produzem pílulas anticoncepcionais com levonorgestrel.

Nucatola acredita que as novas descobertas são promissoras, mas que ainda é preciso um estudo de longa duração para se ter certeza dos efeitos do hormônio.

Médicos veem acreditação como novo mercado de atuação

por Saúde Business Web

31/03/2011

Atualmente o médico também precisa ter consciência e cultura em termos de gestão de serviços de saúde

Há dez anos, falar de acreditação internacional em saúde parecia algo inatingível já que apenas duas instituições de saúde do Brasil possuíam acreditação internacional da Joint Commission International (JCI), maior agência acreditadora do mundo: o Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e o Hemorio (RJ). Hoje, o retrato é outro. O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) - representante exclusivo no Brasil da JCI - fechou o ano de 2010 com 24 instituições acreditadas/certificadas, entre hospitais, ambulatórios, instituições de cuidados continuados etc. O número de ingressantes ao Programa de Acreditação Internacional JCI/CBA ampliou-se em 150%. De acordo com o presidente da Confederação Nacional de Saúde, José Carlos Abrahão, os médicos e enfermeiros começaram a enxergar a acreditação como um novo mercado de atuação.

"Atualmente, o médico necessita não só fazer uma especialidade clínica, mas também ter consciência e cultura em termos de gestão de serviços de saúde. E não há gestão de serviços de saúde, independente da especialidade médica que o profissional vá abraçar, sem se falar em acreditação", afirmou em comunicado.

O médico Cláudio da Silva Carneiro atuava na direção de um hospital do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, quando resolveu fazer o curso de formação de avaliadores do CBA, em 1998. "Costumo dizer que o processo de Acreditação foi o passo mais significativo dado pela saúde desde minha formatura há mais de 35 anos", assegura o médico, ressaltando que seus ganhos tiveram acréscimo de cerca de 20% após se especializar no tema.

Para a vice-presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, seção Rio de Janeiro (ABEN-RJ), Angela Cava, a acreditação é um novo campo de trabalho para os profissionais da categoria. Segundo ela, na maioria dos hospitais acreditados ou em processo de acreditação, o enfermeiro tem um papel preponderante como articulador e facilitador da condução de todos os processos de assistência e cuidados no âmbito hospitalar.

Outra experiência bem sucedida foi a da enfermeira Cássia Borges Gomes, que após deixar a gerência de uma instituição hospitalar onde atuou por seis anos, tomou conhecimento do curso de avaliadores em Acreditação Internacional. A aposta levou Cássia a atuar como avaliadora e consultora de educação do CBA. Essa experiência abriu caminho para um novo convite: o de ser Gerente de Processos e Qualidade da instituição de uma operadora de saúde, onde hoje atua.

O diretor do Cremerj, Arnaldo Pineschi, vê vantagens para o médico em trabalhar num hospital acreditado, já que é um ambiente de excelência de qualidade e cuidado. Ele também aponta benefícios para o paciente, que será atendido em um hospital que segue protocolos de segurança e qualidade. "A instituição preza e precisa cumprir essa excelência para ter essa referência mantida. Há vantagens para todos: o médico, os demais colaboradores e os pacientes", disse em comunicado.

Abrahão afirma que o crescimento da demanda pelo processo de acreditação é uma clara demonstração de que cresceu a conscientização tantos dos gestores quanto da sociedade em utilizar um serviço de qualidade diferenciada.

Santa Joana rastreia medicamentos até a beira do leito

por Saúde Business Web

31/03/2011

Ferramenta garante o acompanhamento da medicação desde a compra, junto ao fornecedor, até a administração nos pacientes

A farmácia do Hospital Santa Joana, localizado em Recife, passou a ter controle automatizado sobre as medicações que saem para as enfermarias. De acordo com a instituição, este é mais uma etapa do seu projeto de rastreabilidade de medicamentos. A prescrição eletrônica de medicamentos já implementada em todo o hospital.

Segundo a gerente de Enfermagem, Fátima Sampaio Elas, antes os medicamentos eram rastreados até o posto de enfermagem, mas, a partir deste mês, a rastreabilidade chegou até a beira do leito nas unidades destinadas a pacientes graves e de risco. A ferramenta garante o acompanhamento da medicação desde a compra, junto ao fornecedor, até a administração nos pacientes.

O projeto piloto iniciou na unidade de cuidados especiais, onde a equipe de enfermagem foi inserida gradativamente no treinamento e os testes foram realizados com acompanhamento do suporte de TI. Atualmente 100% da equipe de enfermagem trabalha com o uso do pocket para rastreabilidade nas tarefas diárias.

Quando o produto chega ao hospital, o número do código, lote e data de validade do mesmo são registrados em um sistema interno e podem ser identificados através de um código de barras. "A partir deste sistema integrado de gerenciamento hospitalar, é possível realizar o monitoramento informatizado dos cuidados com o paciente. O compromisso é garantir que o doente tenha acesso a medicamentos de inquestionável procedência, qualidade, eficácia e segurança", disse o diretor de Logística do Hospital Santa Joana, Roberto Coimbra.

Através de palmtops, que utilizam rede wireless para se conectar remotamente ao sistema do hospital e cruzar as informações, o setor de enfermagem identifica, ao realizar a leitura do código de barras, o nome do paciente que deve receber a medicação. Os pacientes, por sua vez, são identificados através de pulseiras também com códigos de barras, utilizadas para confirmar se a medicação é destinada àquele paciente, confrontando as informações e códigos. O objetivo é garantir o remédio certo, na dosagem correta e na hora prescrita.

Astrazeneca investe em software para gerir Smartphones

por Saúde Business Web

31/03/2011

Antes, os equipamentos ficavam inoperantes por até 40 dias. Agora, há um equipamento de backup até que o aplicativo seja consertado

A equipe de força de vendas da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, formada por aproximadamente 670 representantes em todo o país, está equipada com smartphones HTC. E para gerir a solução, com objetivo de evitar problemas técnicos, a companhia contratou um sistema chamado HP Service Manager (SM7), um software para registro, gestão e solução de ocorrências em uma estrutura de TI.

De acordo com a MGI, provedora da solução, com a tecnologia é possível registrar todas as informações referentes aos PDA´s, tais como: característica do hardware e do software, nota fiscal, data da compra, garantia entre outros dados. Além de ficar registrado todas as ocorrências de erros ou falhas, o suporte prestado, a solução aplicada, as informações de envio e recebimento do equipamento, incluindo também a finalização do serviço com o usuário.

Antes da solução, os equipamentos ficavam inoperantes às vezes por até 40 dias e, quando o usuário recebia um equipamento de reposição, frequentemente não era o seu original. Hoje, há um equipamento de backup imediatamente até que o smartphone do representante fique pronto e retorne para ele.

"Antes, se um equipamento quebrasse três vezes no mês, o representante recebia três equipamentos diferentes, menos o dele, e não importava que o dele estivesse novinho. Agora o smartphone do usuário retorna consertado e revisado, existindo um vínculo do usuário com seu equipamento original", disse o consultor da área de Infraestrutura da AstraZeneca do Brasil, Luiz Henrique Silva de Jesus, em comunicado.

Por meio do software, tudo é documentado, desde o início do projeto de mobilidade do cliente até as ocorrências de serviços, permitindo a visualização constante do status de cada equipamento do parque. Para a gerente de Negócios e Serviços da MGI, Adriana Nascimento, o recurso permite que o cliente tenha informações para projetar custos e investimentos no seu parque, e também passa a ter uma visão mais integral dos recursos de mobilidade da empresa.

Sistema de Informação de Beneficiário tem novas normas

por Saúde Business Web

31/03/2011

A partir de 6 de junho de 2011, os dados deverão ser enviados no formato XML (Extensible Markup Language)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou na última segunda-feira (28), no Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 250 e a Instrução Normativa DIDES nº 46. A RN nº 250 estabelece normas para a geração, transmissão e controle de dados cadastrais do Sistema de Informações de Beneficiários da ANS (SIB/ANS). A norma define que, a partir de 6 de junho de 2011, os dados deverão ser enviados no formato XML (Extensible Markup Language). Até essa data, o envio deverá ser feito no formato TXT.

A Instrução Normativa DIDES nº 46 define os procedimentos envolvidos no ciclo de atualização cadastral e orienta as operadoras sobre as exigências envolvidas nesse processo.

Entre as principais alterações estabelecidas por esses dois normativos, destaca-se a inclusão do número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) entre os dados cadastrais obrigatórios, a partir de 6 de junho de 2012. A mesma exigência se aplica ao número da Declaração de Nascido Vivo (DN) para os nascidos a partir de 1º de janeiro de 2010.

Confira os dois normativos:


*Com informações do portal da ANS

Saúde no ar

Retornando de férias, entrei no avião e por casualidade encontrei quatro colegas médicos, cada qual com uma especialidade diferente: ortopedia, urologia, psiquiatria e ginecologia. Enquanto esperava os procedimentos habituais de decolagem, viajei mentalmente e tentei adivinhar qual colega seria o mais indicado para atender uma urgência em pleno vôo caso fosse requisitado pelo comandante.

Imaginei um passageiro de 60 anos de idade, obeso, que repentinamente passa a vomitar, não consegue se comunicar e dá sinais de perda de consciência. Imaginei ainda que existisse uma maleta de primeiros socorros com aparelho de pressão, estetoscópio, máscara de oxigênio e medicamentos contra hipertensão, náuseas e alguns analgésicos, todos com prazo de validade vencido.

É claro que a situação se presta para fazer anedotas de como se comportaria um profissional focado há mais de 20 anos em sua especialidade quando confrontado com o problema específico. Como reagiriam psiquiatras, ortopedistas, pediatras, dermatologistas? Todos tiveram uma formação semelhante, porém depois de tanto tempo, nem todos possuem condições de prestar um atendimento de emergência adequado. Também sou médico e trabalho com anestesiologia, mas propositadamente me liberei da condição de voluntário para ficar isento em minha análise.

Quando o avião atinge altura e velocidade máximas, apesar das aeronaves serem pressurizadas, a pressão atmosférica se equivale a uma pressão na altitude de 2500 metros, ou seja, é como se estivéssemos subindo as cordilheiras. A baixa pressão atmosférica associada à diminuição de oxigênio, causa distensão de todas as cavidades ocas do organismo. Ouvidos dão sinais de entupimento, estômago e intestinos se distendem podendo causar náuseas, doenças pulmonares prévias podem precipitar pneumotórax, suturas recentes podem romper.

Pessoas com doenças cardíacas podem não suportar essa diminuição de oxigênio e apresentar sintomas de isquemia cardíaca como palpitações, dor no peito e falta de ar. A umidade do ar também é reduzida, facilitando o ressecamento da pele e vias aéreas, podendo desencadear crises de asma em pacientes suscetíveis. Não quis aumentar demais a lista de problemas, mas poderia incluir também jet lag, cinetose, síndrome da classe econômica, desidratação...

Apesar de todos estes riscos, um estudo da British Airways demonstrou uma taxa de aproximadamente uma emergência médica para cada 10.000 passageiros. Trinta por cento dessas emergências necessitaram interrupção de vôo e assistência médica em solo. As estatísticas também demonstraram que 50% dos vôos interrompidos foram por problemas cardiológicos e que em 60 a 70 % dos casos existia um médico entre os passageiros.

No intuito de se proteger e garantir o bem estar de seus passageiros, por que as companhias aéreas não exigem um atestado e uma liberação médica para passageiros acima de determinada idade em vôos de longa duração? Além de estimular as pessoas a controlarem melhor sua saúde estariam abrindo um mercado de trabalho para a classe médica.

Semelhante ao consentimento informado, utilizado por médicos e instituições de saúde, por que as companhias aéreas não obrigam os passageiros a assinar um documento reconhecendo, assumindo e aceitando o fato de que estão embarcando em uma aeronave que não possui atendimento médico disponível apesar dos eventuais transtornos de saúde que possam ser desencadeados durante o vôo?

A medicina evoluiu de tal forma que o conhecimento é renovado no máximo a cada cinco anos. Tornou-se competitiva, tecnológica, segmentada, especializada, defensiva. Eu, por exemplo, não inicio um procedimento anestésico sem que existam as condições mínimas de segurança regidas pelo Conselho Federal de Medicina. Imagine como se sente um médico radiologista, especializado em interpretar imagens, quando no meio de suas férias vê-se intimado a atender e se envolver com uma emergência a bordo, não dispondo de treinamento nem condições adequadas.

O fato de possuir a titulação de médico e haver prestado o juramento de Hipócrates automaticamente obrigam-no a se oferecer para o atendimento? Diante de um quadro grave, sem equipamentos e medicações, a viagem pode se transformar em um filme de horror, forçando o médico a tomar medidas heróicas, por vezes sem muito tempo para raciocinar, levado muito mais pela emoção do que pelo bom senso.

Acredito que uma estratégia que atrairia a simpatia dos médicos seria o cadastro e treinamento para emergências durante vôos para aqueles que se dispusessem a ser parceiros da companhia aérea. Viajando a lazer ou profissionalmente, antes de embarcar, os médicos habilitados se identificariam, prontificando-se para auxiliar em casos de emergência. Em contrapartida, ganhariam um bônus, por exemplo, um cartão de fidelidade máxima. Não é a solução ideal, talvez existam impedimentos jurídicos, mas pelo menos profissionais seriam treinados, médicos não precisariam se constranger por não se sentirem capacitados e a companhia aérea mostraria seu interesse efetivo na saúde e bem estar de seus clientes. Pensei até em nomes para a campanha: "Saúde a bordo" ou "Saúde no ar".

Enquanto fazia estas conjecturas adormeci. Não sonhei com carneirinhos pulando cercas, mas com aviões decolando e aterrizando. Quando o quinquagésimo avião levantou vôo, acordei assustado, pois era o décimo milésimo passageiro a embarcar.

Boa viagem.

postado por Ildo Meyer

OPME: Medtronic aposta em lançamentos como estratégia

por Saúde Business Web

31/03/2011

Com mais de 60 anos de mercado, a empresa americana tem uma média de 10 novos produtos por ano

Com mais 60 anos de mercado, a norte-americana Medtronic, inventora do marcapasso, é uma das três concorrentes na categoria Órteses Próteses e Materiais Especiais do Top Hospitalar 2010 - o principal prêmio do setor médico-hospitalar do País, promovido pela IT Mídia. *Johnson & Johnson e Synthes também competem no mesmo segmento. De acordo com o diretor geral da Medtronic no Brasil, Oscar Porto, o diferencial da empresa está na grande quantidade de lançamentos - uma média de 10 novos produtos por ano.

No último ano, a Medtronic investiu mais de US$ 1,7 bilhões na aquisição de quatro empresas: ATS, empresa que desenvolve produtos para o tratamento de doenças estruturais do coração; Invatec, empresa que desenvolve tecnologias médicas inovadoras para tratamentos intervencionistas de doenças cardiovasculares, principalmente vascular periférico; Osteotech, desenvolve produtos para tratamentos de regeneração óssea e terapias biológicas e Ardian, desenvolvimento de terapias com cateteres para tratar a hipertensão e doenças associadas, por meio da ablação renal.

"Hoje, o portfólio da empresa é o mais completo do mercado. Na hora de adquirir equipamentos, os hospitais e planos necessariamente vão passar por nossas soluções", disse Porto.

Em termos de menção de marca considerado na pesquisa do Top Hospitalar, a Medtronic fica um pouco abaixo da J&J e da Synthes, mas em relação ao índice de desempenho praticamente empatada com a Synthes e a frente da J&J. "Perdemos em menção de marca, pois não temos presença no mercado de consumo", afirmou Porto.

No Brasil, a Johnson & Johnson Medical Brasil atua junto a mais de 7 mil hospitais, atingindo uma média de 474 mil leitos e 245 mil médicos. Sua participação no mercado é de aproximadamente 30%.

2011

Seguindo a estratégia de inovação, para 2011, a Medtronic planeja uma série de lançamentos. Entre eles, duas linhas voltadas para fibrilação atrial por criogenia e radiofreqüência.

*Johnson & Johnson e Synthes não concederam entrevista até a publicação da matéria. A J&J apenas mandou material informativo referentea sua área de produtos médicos.

Casa de Saúde São José (RJ) conquista acreditação internacional

Primeira instituição do Estado do Rio de Janeiro a alcançar a acreditação hospitalar, a Casa de Saúde São José agora comemora a conquista do título mais importante da categoria: a acreditação internacional. O certificado representa seu reconhecimento como hospital que garante a melhoria dos serviços prestados ao paciente: atendimento eficaz, seguro e humanizado. O título é sinônimo de práticas corretas e confiança no atendimento realizado.

“Qualidade é um valor permanente nos nossos referenciais, o qual fortalecemos tanto no que se refere ao nosso capital humano como nos processos, relacionamento com a sociedade e, especialmente, com pacientes e médicos”, comemora André Gall, diretor executivo da Casa de Saúde São José.

Criada pelo Canadian Council on Health Services Accreditation (CCHSA), a acreditação internacional avalia a excelência em gestão e, principalmente, a assistência segura. No Brasil, o programa é implantado pelo Instituto Qualisa de Gestão. Os hospitais certificados nesse nível — hoje ainda raríssimos em território nacional —, devem obrigatoriamente cumprir metas como identificação correta do paciente; cirurgia segura; redução do risco de infecções; segurança na administração de medicamentos de alto risco; prevenção de quedas; e comunicação multiprofissional efetiva. A São José se encaixou em todas essas.

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Município de São Paulo registra mais de 119 mil casos de conjuntivite em menos de dois meses

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A cidade de São Paulo registrou 119.148 mil casos de conjuntivite entre 1º de fevereiro e 25 de março, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Uma mutação no vírus é a causa da conjuntivite mais forte que está acometendo a população da capital paulista, além de outras cidades do estado, de acordo com o oftalmologista do Hospital Beneficência Portuguesa, Arnaldo Gesuele.

Como as pessoas não estão preparadas fisicamente para esse tipo do vírus, disse o médico, o organismo sente a resistência cair e fica mais difícil combater a doença. A conjuntivite provoca inflamações agudas, vermelhidão dos olhos, inchaço da córnea e da pálpebra e visão embaçada.

Segundo o oftalmologista, esses sintomas assustam a população. Por causa da facilidade de transmissão da conjuntivite, assinala, muitas devem deixam de trabalhar e estudar. “Por isso é difícil explicar que esse não é um problema grave, embora seja desagradável. As pessoas [com conjuntivite] precisam fazer muita compressa com água gelada para baixar a temperatura dos olhos, o que faz o vírus vai perder a atividade, além de usar colírios lubrificantes. Se no terceiro dia não melhorar, elas devem procurar um oftalmologista para indicar um medicamento mais específico.”

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) divulgou hoje (31) comunicado alertando os médicos sobre o alto número de casos na cidade. No texto, os profissionais são orientados sobre o tipo de conjuntivite detectada na maioria dos atendimentos. Segundo o Cremesp, outras doenças podem surgir durante a evolução da conjuntivite, podendo passar despercebidas em surtos. Por isso, a entidade pede atenção para as complicações da própria conjuntivite, da ulceração da córnea e da blefarite.

O ciclo da conjuntivite demora de sete a dez dias. Mesmo depois de curada, a doença ainda pode deixar as pessoas com os olhos vermelhos por até um mês, o que é considerado normal, de acordo Gesuele. O oftalmologista afirmou que as conjuntivites são sazonais, sendo que 95% dos casos atuais são do tipo viral, que é inflamatória, e 5% do tipo bacteriana, que é infecciosa. “No caso da viral é preciso sair do ambiente de trabalho e de estudo. Ambientes fechados, com ar-condicionado e muitas pessoas juntas contribuem para a transmissão do vírus”.

A agente de saúde Edineide Brito Lourenço, 35 anos, é uma das moradoras de São Paulo que contraiu conjuntivite neste ano. Ela disse que a doença lhe foi transmitida pelo marido. Durante cinco dias, Edineide ficou com irritação nos olhos. O casal tem três filhos e apenas um não teve a doença. “Quem teve primeiro a doença foi a minha filha de 15 anos. Em seguida, foi a minha filha de 11 anos, depois o meu marido e finalmente eu.” Segundo Edineide, no primeiro dia o desconforto foi pior por causa de uma febre alta.

Hospitais universitários federais vão ganhar núcleos especializados para atuação em desastres

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os hospitais universitários federais vão ganhar núcleos especializados para agir em situações de desastres e catástrofes, segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “A ideia é que seja algo capilar, em todo o Brasil, que possa ser acionado em situações pequenas, ou em grandes desastres”, disse após participar, hoje (31), de encontro sobre o tema promovido pela Universidade Federal de São Paulo.

O ministro também afirmou que será criado um cadastro de voluntários para dar suporte ao trabalho de atendimento às vítimas de situações extremas. Segundo Padilha, os núcleos dos hospitais deverão somar forças com os mais de 1.700 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro às vítimas de desastres.

Um grupo de 40 profissionais já foi capacitado nos hospitais universitários do Rio de Janeiro e atuou nos deslizamentos que atingiram a região serrana fluminense no início do ano. “Essa ação evitou uma grande epidemia de leptospirose no Rio de Janeiro”, disse.

Padilha acrescentou que deverá ser estabelecida uma padronização dos procedimentos para essas situações. “Estamos profissionalizando cada vez mais as ações do conjunto do SUS [Sistema Único de Saúde], do ministério e das secretarias estaduais e municipais para reagir a situações de catástrofes e desastres, porque esse é um grande problema de saúde pública hoje”.