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terça-feira, 2 de maio de 2017

Transtornos mentais são terceira maior causa de afastamento do trabalho no Brasil

Pesquisa revelou que altos níveis de estresse acometeram mais de 17 mil pessoas, afastadas com auxílio-doença no país, em quatro anos

Nos últimos quatro anos, transtornos mentais e comportamentais, como altos níveis de estresse, foram a terceira maior causa de afastamento dos trabalhadores brasileiros. Mais de 17 mil casos de concessão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez foram registrados entre 2012 e 2016 com este motivo, segundo o Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade, divulgado parcialmente na última quarta-feira (26) pelo governo federal.

Os dados fazem parte de uma pesquisa produzida pela pasta em parceria com a secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que trata dos benefícios concedidos por incapacidade temporária e definitiva.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o estresse pode causar alterações "agudas e crônicas" no comportamento dos empregados, principalmente "se o corpo não consegue descansar e se recuperar" das atividades trabalhistas.

As informações estão sendo detalhadas nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho, que não revelou quais são a primeira e a segunda causas de afastamento no trabalho tendo como base o boletim. O Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho foi lembrado na últimasexta-feira (28).

INSS
Já outro estudo divulgado esta semana, com base nos auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), revela que a dor nas costas é a doença que mais afastou os funcionários de empresas em 2016, em especial no setor público. Fraturas de perna e tornozelo, punho e mão estão entre a segunda e terceira maior causa de afastamento.

Ocasionadas por atividades repetitivas, as dores acabam afastando mais funcionários de empresas públicas do que de privadas, seguido por trabalhadores de atividades relacionadas ao comércio varejista, como supermercados, e do setor hospitalar. Dos 2,5 milhões de afastamento do emprego registrados pelo INSS no ano passado, 116 mil tiveram a dor nas costas como motivação, e 108 mil, fraturas na perna ou no tornozelo.

Método Canguru contribui para desenvolvimento de bebês prematuros

Foto canguru1Buscar qualidade na atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e à família, promovendo, a partir de uma abordagem humanizada e segura, o contato pele a pele entre a mãe/pai e o bebê é o objetivo do Método Canguru

É usado, especialmente, quando o bebê prematuro e/ou de baixo peso necessita ser internado após o nascimento. Essa separação dos pais, necessária, não deve, entretanto, impedir proximidade e continuidade dos cuidados familiares.

O Método Canguru é uma tecnologia que promove a qualificação do cuidado do recém-nascido internado em Unidade Neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS). O toque da família acolhe o bebê em meio a procedimentos na rotina, muitas vezes, intensa e delicada, de uma Unidade Neonatal e é fundamental, ao lado do suporte clínico, para sua sobrevivência. Traz um toque de amor e humanidade em um projeto de cuidado singular envolvendo pais, irmãos, avós e redes de apoio familiar e social.

É nesse contexto que de forma gradual e progressiva, o contato pele a pele favorece vínculo afetivo, estabilidade térmica, estímulo à amamentação e o desenvolvimento do bebê. A estudante Ramívia Rodrigues da Silva há dois meses está com o pequeno Josué no Hospital Regional da Ceilândia e lá foi onde conheceu o método que já mostra resultados na saúde do pequeno: “Eu não tinha ouvido falar, mas como ele nasceu prematuro extremo aprendi a colocar o método canguru em prática aqui no HRC e fez muita diferença para o Josué”, explica Ramívia. Aos poucos o bebê ganha peso e demonstra melhora no quadro de saúde.

O contato pele a pele, que é a base do Método Canguru, começa com o toque evoluindo até a posição canguru. A chamada “posição canguru” tem este nome por acomodar o bebê de modo semelhante ao mamífero australiano, que coloca o filhote na bolsa abdominal. Ele é iniciado de forma precoce e crescente, por livre escolha da família, pelo tempo que mãe/pai e bebê entenderem ser prazeroso e suficiente.

É uma tecnologia de saúde que vem mudando a assistência neonatal no Brasil, pois amplia os cuidados prestados ao bebê para além das necessidades biológicas. O método canguru foi incorporado no SUS em março de 2000, e a norma de orientação para a implantação foi publicada por meio da Portaria 1683 SAS/MS de 12 de julho de 2000.

Métodos Alternativos
Circula na internet informações sobre o uso de polvos de crochê nas Unidades Neonatais como alternativa importante para salvar a vida de prematuros já que os tentáculos do polvo poderiam proporcionar ao bebê a sensação de ainda estarem conectados ao cordão umbilical da mãe.

O Ministério da Saúde não orienta o uso de polvo de crochê como instrumento terapêutico para a recuperação de bebês prematuros internados. O polvo, desde que respeitadas as normas de controle de infecção hospitalar, pode ser utilizado como brinquedo. Os tentáculos de crochê não oferecem os estímulos e sensações proporcionados pelo cordão umbilical na vida intra-uterina, como tem sido divulgado. É o contato pele a pele com a mãe que proporciona ao bebê sons, cheiro e movimento familiares e favorecem a recuperação e desenvolvimento da criança.

Conheça ainda outros benefícios do Método Canguru:
• Menor tempo de internação do bebê
• Adequado controle da temperatura
• Menos paradas respiratórias durante o sono
• Diminuição do choro e do estresse
• Aumento do aleitamento materno
• Aumento do vínculo pai-mãe-bebê-família
• Estimulação sensorial positiva
• Diminuição de infecção hospitalar
• Controle e alívio da dor

Para mais informações sobre o Método Canguru acesse a página aqui.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Novo equipamento para monitoramento da coagulação é aprovado pela Anvisa

Chega ao Brasil o CoaguChek Pro II, sistema point of care (exames ao lado do paciente) para aprimorar o monitoramento do estado de coagulação dos pacientes em tratamento com antagonistas de vitamina K

O dispositivo, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), auxiliará médicos a realizarem exames de coagulação fundamentais no ambiente hospitalar, como emergências, salas cirúrgicas e unidades de terapias intensivas.

Além da utilização para o monitoramento de pacientes crônicos em uso de anticoagulação oral, o equipamento tem grande utilidade também para o paciente agudo em ambiente hospitalar, já que possibilita identificar a causa de um sangramento e fornece informações importantes e de forma rápida para a tomada de decisão médica na reversão desses casos. Tudo por meio de um pequeno volume de amostra de sangue capilar, venoso ou arterial.

Outro benefício é sua conectividade por comunicação wifi, que permite transmitir os resultados automaticamente em tempo real para os sistemas de informação laboratorial e hospitalar (LIS/HIS), garantindo que a informação fique integrada e acessível no hospital.

O dispositivo é portátil pequeno, leve e conveniente, o que facilita o manejo dos pacientes trazendo conforto, rapidez e precisão na tomada de decisão médica nos hospitais.

Cada lote das tiras de teste tem um chip calibrador, que segue os padrões de referência da Organização Mundial da Saúde e garante a segurança e precisão dos resultados.

Ao lado de soluções de tecnologia da informação integradas, é possível implementar o novo sistema com facilidade beneficiando o dia a dia da instituição, reduzindo o tempo de espera dos pacientes e melhorando todo o fluxo de atendimento nos hospitais.

Roche/Blog da Saúde