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quarta-feira, 30 de março de 2011

Brasil firma acordo de colaboração sanitária com a China

Objetivo é melhorar a fiscalização das substâncias importadas que são usadas na produção de remédiosLígia Formenti / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo


O Brasil e a China firmaram um acordo de colaboração na área sanitária. Um dos objetivos do trato, estabelecido na semana passada, é melhorar a fiscalização da qualidade das substâncias importadas daquele país e usadas na fabricação de remédios pelo Brasil. O que é muita coisa: 80% dos insumos importados usados em remédios no País vêm da China.

A China, além de ser o maior fornecedor, é também o país campeão de reclamações. Das notificações recebidas pela Anvisa sobre insumos de medicamentos reprovados pelos fabricantes, 22% são relativas a produtos chineses. Em seguida estão produtos indianos, com 17%, e vindos dos EUA, com 6%.

Dos insumos chineses reprovados, 87% se referem a substâncias ativas dos remédios e 13%, a outros produtos usados na composição dos medicamentos.

Parceria. O acordo prevê quatro linhas de colaboração, das quais algumas são de aplicação imediata e outras, a médio prazo. Entre as que estão em vigor está o intercâmbio de informações sobre empresas chinesas fornecedoras de produtos para o Brasil. "Hoje, a liberação de produtos depende apenas da análise de documentos. Com o acordo, podemos ir além, checando informações com autoridades sanitárias chinesas. Isso evitará, por exemplo, problemas como o notado durante a visita da missão brasileira à China", afirmou Dirceu Barbano, diretor da Anvisa.

De acordo com ele, nessa viagem foi constatado que algumas das empresas chinesas fornecedoras de insumos para a indústria farmacêutica não são conhecidas pelas autoridades sanitárias do país.

O trato também permite que equipes da Anvisa, ao visitarem fábricas na China para a certificação de produtos, sejam acompanhadas de colegas da agência chinesa. O acordo também prevê o intercâmbio de informações sobre legislações. "Certamente essa colaboração vai fortalecer o sistema de vigilância dos dois países", avaliou Barbano.

Visita. A visita foi feita com representantes do setor produtivo brasileiro. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, Odnir Finotti, acompanhou a missão. Ele conta que, atualmente, empresas enviam suas próprias equipes para analisar as empresas interessadas em exportar matéria-prima para o Brasil.

"Problemas com produtos importados que não estão em acordo com padrões exigidos já foram mais comuns, mas ainda existem", disse. Os desvios de padrão de qualidade levam empresas a ter de recusar a mercadoria e aguardar o envio de nova remessa, algo que muitas vezes afeta o cronograma de produção.

"As grandes empresas enviam equipes para fazer análise. Mas não há essa certeza com relação a produtos adquiridos por distribuidores e enviados para, por exemplo, farmácias de manipulação", alerta.

O acordo, embora comemorado pela indústria de genéricos, está longe de trazer perspectivas de abertura de mercado para exportação. "Essa seria uma meta a médio e longo prazo. Atualmente, poucas empresas teriam condições de ingressar naquele mercado, por problemas, sobretudo, ligados à escala de produção."

Presença chinesa

48%
das empresas estrangeiras produtoras de medicamento cadastradas no País são chinesas

81%
do volume de paracetamol usado no País vem da China

Obeso leve com diabete deve fazer bariátrica

Federação internacional defende cirurgia de redução do estômago para quem tem IMC entre 30 e 35 e não responde ao tratamento convencional

Karina Toledo - O Estado de S.Paulo
A Federação Internacional de Diabete (IDF, na sigla em inglês) divulgou documento recomendando a inclusão da cirurgia bariátrica entre as alternativas de tratamento de pacientes com diabete tipo 2 e obesidade leve, ou seja, Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 35. Hoje, a intervenção cirúrgica só é realizada em diabéticos com IMC 35 ou mais.

No Brasil, continua valendo uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), segundo a qual a cirurgia bariátrica só pode ser feita em obesos com IMC acima de 40 - ou de 35, se houver complicações como diabete, hipertensão ou doença cardiovascular. A entidade afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai analisar o posicionamento da IDF e pode rever a regra brasileira.

O anúncio da IDF foi feito anteontem, durante o 2.º Congresso de Intervenção para Terapia do Diabete Tipo 2, nos Estados Unidos. O documento, assinado por 20 especialistas no tema, recomenda também a inclusão da cirurgia no protocolo primário do tratamento de pacientes com IMC acima de 35. Isso significa que a intervenção cirúrgica passaria a ser uma das primeiras opções dos médicos nesses casos.

Segundo Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM), a tendência mundial é que o IMC deixe de ser o fator mais importante para indicação da operação e passe a ser a avaliação clínica do paciente e a gravidade de comorbidades como hipertensão e apneia do sono. "Novos estudos têm mostrado que a mortalidade não aumenta à medida que aumenta o IMC. Essa não deve ser a única ferramenta para determinar o tratamento."

Segundo dados da SBCBM, cerca de 10% dos pacientes diabéticos morrem, todos os anos, de doenças cardiovasculares. Esse índice cai para 0,3% entre aqueles que passam pela operação. Cohen afirma, no entanto, que a cirurgia não é para todos. Apenas entre 5% e 10% dos diabéticos, diz, possuem uma resistência à insulina maior que a média e não respondem ao tratamento convencional. A cirurgia seria indicada nesses casos e para pacientes obesos que não conseguem emagrecer sem cirurgia.

Indicação. O presidente da Sociedade Brasileira de Diabete, Saulo Cavalcanti, não é contrário à operação, mas diz que é preciso cuidado para que o procedimento seja bem indicado. "Muita gente pensa que cirurgia é a solução mágica, que vai emagrecer e continuar comendo. Mas ela pode ter complicações."

Os especialistas da IDF reforçam que a cirurgia deve ser realizada segundo os protocolos internacionais, ou seja, dentro de um tratamento multidisciplinar, com reeducação alimentar e acompanhamento pós-operatório. E afirmam que novas técnicas cirúrgicas só podem ser exploradas na forma de pesquisa.

Cientistas identificam gene relacionado com a tentativa de suicídio

Agora os pesquisadores esperam determinar os mecanismos biológicos do problema

Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, identificaram uma pequena região no cromossomo 2 que está associada a um maior risco de tentativa de suicídio, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (29) pela revista científica Molecular Psychiatry.

Essa pequena região contém quatro genes, incluindo o gene ACP1, que os pesquisadores encontraram em níveis superiores aos normais no cérebro de pessoas que tinham tentado se suicidar.

Os pesquisadores dizem que os resultados poderiam levar a melhores esforços de prevenção do suicídio, proporcionando novas direções para a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos. É o que defende a médica Virgínia Willour, diretora do estudo e professora de psiquiatria e ciências da escola de medicina da Universidade Johns Hopkins.

- Durante muito tempo, achamos que os genes tinham um papel importante na decisão de tentar cometer suicídio e, de fato, possuem.

Para chegar a essas conclusões, Virgínia e seus colegas estudaram amostras de DNA de quase 2,7 mil adultos com transtorno bipolar, 1.201 deles com antecedentes de tentativas de suicídio e 1.497 sem esse histórico.

Durante a pesquisa, descobriram que os pacientes que tinham copiada uma vez em seu DNA uma variação genética na região do cromossomo 2, onde se encontra o ACP1, foram 1,4 vezes mais propensos ao suicídio.

A influência do número de cópias de alguns genes em doenças neuropsiquiátricas é conhecida e, no caso dos que tinham duas cópias dessa variação, o risco aumentou em até três vezes.

Segundo dados proporcionados pelos autores, calcula-se que 4,6% da população americana tentou se suicidar alguma vez. Esse problema é a causa de 1,4% de mortes no país.

Entre as pessoas com transtorno bipolar, 47% pensam em se matar e 25% realmente tentam o suicídio.

- O que é promissor são as implicações desse trabalho para aprender mais sobre a biologia do suicídio e os remédios utilizados para tratar os pacientes que poderiam estar em risco.

Os próximos passos serão tentar determinar os mecanismos biológicos exatos pelos quais esses fatores de risco genéticos aumentam o risco de comportamento suicida.

- Nem todas as pessoas com transtorno bipolar podem tomar lítio - um sal natural que normaliza a atividade das células nervosas e costuma ser administrado como estabilizador do estado de ânimo - devido a seus efeitos secundários. Se pudéssemos dar outra opção, isso seria fantástico.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Procedimento rápido e sem dor para diagnóstico de hepatite chega ao Brasil

Doença atinge ao menos cinco milhões de brasileiros, segundo Ministério da Saúde

Cinco milhões de brasileiros são portadores da hepatite B ou C, segundo o Ministério da Saúde. O diagnóstico da doença, geralmente complexo por não apresentar sintomas, nem dor, contribui para que a maioria das vítimas ignore a doença ou não leve o tratamento a sério.

Outro agravante, é que antigamente era necessário fazer uma biópsia do fígado – retirada de parte de um tecido – para se ter um diagnóstico. A técnica bastante invasiva também contribuía para a negligência à doença. A boa notícia é que um novo procedimento, rápido e sem dor, chega ao Brasil para acabar com estes obstáculos.

Entenda seu funcionamento no vídeo clicando aqui:
http://noticias.r7.com/saude/noticias/procedimento-rapido-e-sem-dor-chega-ao-brasil-para-diagnostico-de-hepatite-20110329.html

Brasileiros testam aparelho que mede glicose sem furar o dedo

Equipamento inédito está sendo desenvolvido na PUC de Minas Gerais

                                                                                         Lucas Prates/Jornal Hoje em Dia

Pesquisadores da PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) estão desenvolvendo um aparelho que mede o nível de açúcar no sangue sem a necessidade de o paciente furar o dedo. A técnica promete ajudar as pessoas que precisam conferir o nível de glicemia por até três vezes ao dia. Atualmente, essa medição é feita com a incômoda picadinha no dedo.

O aparelho está sendo desenvolvido por professores e alunos do curso de Engenharia Eletrônica da universidade. De acordo com o professor Flávio Maurício de Souza, o equipamento é capaz de medir sinais do organismo que identificam o nível de glicemia no sangue.

- Muitas vezes, o paciente já está hospitalizado e com a saúde debilitada. O grande mérito desse aparelho é evitar a coleta de amostras de sangue nesse paciente.

O aparelho calcula o nível de açúcar no sangue, segundo o professor, a partir da observação da quantidade de calor, do fornecimento de oxigênio local e da concentração de glicose.

- Os dados dos pacientes são coletados por meio de sensores e processados para se obter o nível de glicose continuamente do paciente.

Para a leitura dos dados, os pesquisadores desenvolveram um software em que os gráficos representativos dos resultados podem ser facilmente visualizados na tela de um computador ou de um monitor.

- O modelo que nós desenvolvemos em parceria com os alunos vai garantir mais conforto e praticidade, tanto em relação à medição dos dados quanto à leitura desses dados. O ganho é para pacientes, mas também para os médicos.

Flávio Souza explica que o medidor está em fase de testes e depende de vários fatores para ser comercializado.

- O modelo feito para a pesquisa mostrou-se eficiente para a medição de glicose, mas para a comercialização é preciso que haja mais investimentos, de modo que ele possa ser transformado em um aparelho com reais condições de ser utilizado em todos os hospitais e em casa.

Diabetes é a epidemia do século

A diabetes é uma das doenças que mais crescem no mundo. Ela já é considerada a epidemia do século e afeta cerca de 284 milhões de pessoas. Especialistas são unânimes ao afirmar que um bom nível de glicose no sangue é essencial para a saúde. E o acompanhamento contínuo dessa taxa pelos diabéticos - cujo organismo não é capaz de produzir o hormônio insulina, responsável pela regulação da glicose - é obrigatório.

Para o presidente da Associação Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert, os níveis elevados de glicose no sangue podem levar a uma longa lista de problemas graves de saúde.

- Os principais são glaucoma, lesões nervosas e doenças do coração, só para citar alguns.

Segundo o médico, quando o aparelho já estiver em fase de comercialização, será muito útil.

- Quem é diabético deve testar os seus níveis de glicose várias vezes ao dia, geralmente utilizando um dispositivo de punção para furar a ponta do dedo e tirar sangue. Esse equipamento representará um maior conforto e melhoria na qualidade de vida dos pacientes que convivem com o diabetes, já que essa é uma das doenças que mais têm crescido nos últimos anos no país e no mundo.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o número de diabéticos poderá chegar a 360 milhões em 2030.

- Os dados divulgados para as sociedades médicas de todo o mundo mostram que o Brasil já ocupa o quinto lugar na lista mundial de nações com o maior número de portadores da doença.

Segundo Golbert, o número de brasileiros que precisará fazer o controle da glicose deve crescer 67% em 20 anos. De acordo com o endocrinologista, além do potencial impacto sobre a cirurgia e manutenção diária da diabetes, o monitoramento contínuo da glicose pode ajudar os médicos a entenderem melhor a insulina e como ela funciona no organismo.

- Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo usam insulina. Entender melhor como ela é metabolizada é uma passo importantíssimo para médicos e pacientes.

Fibrose cística deverá ser detectada pelo teste do pezinho em SP

Por determinação da Justiça Federal em São Paulo, o governo deverá incluir a fibrose cística como uma das doenças a serem detectadas pelo teste do pezinho, hoje oferecido gratuitamente a todos os recém-nascidos no Estado.

O poder público terá de custear também o atendimento médico, fornecer medicamentos e insumos gratuitamente, e pagar todas as despesas do tratamento das pessoas portadoras de fibrose cística em suas diferentes fases, no Estado de São Paulo. Segundo a sentença, do juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Cível, será aplicada multa de R$ 1.000 por dia, caso as medidas não sejam implementadas.

Pela decisão, a medida terá de ser adotada de forma definitiva e imediata. A informação é da Procuradoria da República em São Paulo.

A decisão foi tomada a partir de ação movida pelo Ministério Público Federal e baseada em portaria do Ministério da Saúde, de 2001, que estabelece que os exames feitos a partir do teste do pezinho deveriam passar a incluir as doenças falciformes e a fibrose cística.

As doenças falciformes já são detectadas nos exames neonatais, mas o teste para a detecção precoce da fibrose cística é feito apenas em quatro Estados: Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo, e na rede particular.

O teste do pezinho detecta, na fase 1, a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito; na fase 2, a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias; e, na fase 3 (feita apenas em quatro Estados), a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, as doenças falciformes, outras hemoglobinopatias e a fibrose cística.

A fibrose cística, também conhecida como mucoviscidose, é uma doença genética causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas. Nos pacientes afetados, as glândulas exócrinas produzem uma secreção muito mais espessa do que nas crianças normais.

Médicos usam luz, som e cheiro para tratar Mal de Alzheimer

Em Barcelona, na Espanha, médicos desenvolveram um tratamento pioneiro do Alzheimer, ao qual chamaram "tratamento multi-sensorial", que se aplica em doentes que já estão em uma fase avançada da doença.

O tratamento consiste em estimular os sentidos da doente com luzes, cores, cheiros ou sons, para conseguir que durante uns instantes associe o que sente no presente à suas lembranças do passado.

O tratamento não freia o avanço do mal, mas consegue que durante o tempo que dura a sessão, alguns comportamentos típicos do Alzheimer desapareçam. Também permite aos doentes e a suas famílias viver momentos muito emotivos.

clique e assista ao vídeo:

Estudo sobre Chagas sugere mudança radical em tratamento

Embora pertençam a uma espécie naturalmente imune ao mal de Chagas, as galinhas criadas pela equipe de Antonio Teixeira, da UnB (Universidade de Brasília), sofrem com os mesmos problemas cardíacos de quem tem a doença. O culpado: pequenos fragmentos de DNA.

Ocorre que as aves foram inoculadas com o parasita de Chagas quando ainda eram embriões no ovo. Seu organismo eliminou os micróbios da doença, mas não antes que fragmentos do DNA dele fossem enxertados no genoma das galinhas.

Numa série de trabalhos polêmicos, um dos quais "retratado" (considerado inválido) pela revista científica de maior impacto do mundo, Teixeira e seus colegas têm mostrado que essa inserção de material genético não só ocorre como é crucial para os sintomas da doença.

"A gente sempre ficava com essa pulga atrás da orelha: será que esse DNA não era uma contaminação, vinda de parasitas que a gente não conseguia detectar no organismo do hospedeiro?", disse Teixeira à Folha.

Agora, porém, usando uma nova técnica de rastreamento de DNA, os cientistas conseguiram demonstrar onde os pedaços de material genético do parasita, o Trypanosoma cruzi, acabam se alojando no genoma.


SEM FÔLEGO

Usar embriões de galinha é crucial justamente pela imunidade da espécie à doença. Assim que desenvolve o sistema de defesa de seu organismo, o pintinho consegue eliminar o T. cruzi. Com isso, a possibilidade de contaminação com o próprio parasita fica descartada.

Muitas das aves com o DNA de T. cruzi chegam à fase adulta, mas acabam morrendo com coração aumentado além do tamanho normal, sofrendo de arritmia e dificuldade respiratória. São basicamente os mesmos fatores que podem matar os portadores humanos de Chagas.

Aparentemente, os sintomas derivam do fato de que o DNA do parasita se enfia no meio de genes cruciais, bagunçando seu funcionamento. Vários desses genes têm a ver com a regulação do sistema de defesa do organismo.

Com isso, propõem os cientistas, o corpo deixa de "enxergar" corretamente seus próprios tecidos e os ataca, causando os danos ao coração, por exemplo.

Se a ideia estiver certa, diz Teixeira, será preciso mudar totalmente o tratamento. Em vez de remédios contra o parasita, valeria a pena pensar num transplante de medula óssea. Isso "reiniciaria" o sistema de defesa do organismo, salvando o coração.

O novo trabalho está na revista científica "PLoS Neglected Tropical Diseases".

Mulher recebe transplante completo de mão nos Estados Unidos Women receive full hand transplant in the United States

O Hospital da Universidade de Emory, em Atlanta, nos EUA, anunciou nesta terça-feira um transplante completo de mão. A estudante Linda Lu, 21, de Orlando, na Flórida, foi submetida ao procedimento no dia 12 de março. Ela perdeu o membro quando ra criança.

Este é o primeiro transplante do tipo em um hospital de Atlanta. O procedimento envolveu várias equipes de cirurgiões, anestesistas enfermeiros e auxiliares. Duas equipes --uma dedicada à paciente e outra ao doador do braço-- concluíram a cirurgia com sucesso após 19 horas.


O transplante envolveu a conexão de várias estruturas, incluindo ossos, tendões, nervos, vasos e, finalmente, a pele. Após o procedimento, a norte-americana foi colocado em observação por 48 horas e agora está usando um suporte de alta tecnologia, enquanto aprende a dominar as funções da mão nova.

Lu vai começar a reabilitação no Emory e deve passar os próximos três meses em Atlanta. Durante a entrevista coletiva, ela afirmou que entende que o novo membro nunca será uma mão normal, mas espera que ajude em atividades cotidianas.

"Agora eu estou cheia de emoções e não sei descrever como me sinto, se é felicidade, esperança ou gratidão", disse.

"Este é um momento emocionante para a nossa paciente e sua família. Lu já está se referindo ao transplante como 'minha mão'", disse Linda Cendales, professora de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Emory.

"Isso representa um grande sucesso para a universidade e para a medicina", declarou o senador republicano Saxby Chambliss. 'O procedimento que eles demonstraram irá beneficiar muitas pessoas, incluindo membros de nossas forças armadas que sofreram lesões no Iraque, Afeganistão e outros lugares.'

PRIMEIRO TRANSPLANTE DE MÃO

O primeiro transplante de mão do mundo foi realizado em 1964 no Equador, antes do desenvolvimento dos medicamentos imunossupressores. O paciente era um marinheiro que teve que amputar a mão transplantada duas semanas após o procedimento, em razão da rejeição de tecidos.

O transplante seguinte aconteceu na França, em 1998, e durou mais de dois anos, até que o paciente parou de tomar os remédios imunossupressores e pediu para a ter a mão removida.

Nos EUA, o primeiro procedimento foi realizado em 1999, e contava com Linda Cendales na equipe médica. O paciente vive com a mão transplantada até hoje e é o caso mais duradouro deste tipo de cirurgia. Cendales ainda participou do segundo transplante de mão no país, em 2001.


The Hospital of Emory University in Atlanta, USA, announced on Tuesday a full hand transplant. The student Linda Lu, 21, of Orlando, Fla., underwent the procedure on March 12. She lost the race when a child member.
This is the first transplant of its kind in an Atlanta hospital. The procedure involved several teams of surgeons, anesthesiologists, nurses and assistants. Two teams - one dedicated to the patient and the donor's other arm - completed the surgery successfully after 19 hours.
The transplant involved the connection of several structures, including bones, tendons, nerves, vessels, and finally the skin. After the procedure, the U.S. was placed under observation for 48 hours and is now using a high-tech support, while learning to master the functions of the new hand.
Lu will begin rehabilitation at Emory and must spend the next three months in Atlanta. During the news conference, said she believes that the new member will never be a normal hand, but hopes will help in everyday activities.
"Now I'm full of emotions and I can not describe how I feel, whether it is happiness, hope and gratitude," he said.
"This is an exciting time for our patients and their families. Lu is already referring to transplant as 'my hand,'" said Linda Cendali, Professor of Surgery, Faculty of Medicine at Emory University.
"This represents a great success for the university and for medicine," said Republican Sen. Saxby Chambliss. 'The procedure showed that they will benefit many people, including members of our armed forces injured in Iraq, Afghanistan and elsewhere. "
FIRST HAND TRANSPLANTThe first hand transplant in the world was held in 1964 in Ecuador, before the development of immunosuppressive drugs. The patient was a sailor who had to amputate his hand transplanted two weeks after the procedure, because of tissue rejection.
The following transplant took place in France in 1998 and lasted more than two years, until the patient stopped taking immunosuppressive drugs and asked to have the hand removed.
In the U.S., the procedure was first performed in 1999 and featured Linda Cendali medical staff. The patient lives with his transplanted hand today and is the longest case of this type of surgery. Cendali also participated in the second hand transplant in the country in 2001.

Hormônio do estresse é testado para reduzir fobia de altura

O cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, melhora os efeitos da terapia de combate a fobias.

Estudo realizado por pesquisadores de diversos centros científicos, entre eles a Universidade de Basileia, na Suíça, testou a substância em 40 pessoas com acrofobia (medo de altura).

Os voluntários foram submetidos a três sessões de terapia de exposição --uma simulação de ambientes altos criada por realidade virtual.

Uma hora antes das sessões, metade dos pacientes tomou uma dose de cortisol e a outra metade, placebo.

Os participantes responderam a questionários para avaliar o nível de fobia após a última sessão de terapia.

Entre aqueles que tomaram cortisol, houve uma queda de 59% na pontuação de fobia. No outro grupo, a queda foi de 40%.

Os resultados foram publicados ontem no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Para Dominique de Quervain, professor de psicologia na Universidade de Basileia e um dos autores do estudo, os achados indicam que os efeitos da psicoterapia contra a fobia podem ser reforçados pelo uso de remédios.

"O cortisol auxilia a terapia de exposição ao agir no aprendizado e na memória", explicou à Folha. "Ele inibiu a recuperação da memória do medo e armazenou experiências corretivas."

O psiquiatra Antônio Guerra Vieira Filho, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a ação do cortisol pode ser útil para pacientes que não respondem à terapia.

"Quando a pessoa é exposta à situação que ela sabe que é segura [a simulação], o cortisol facilita o aprendizado dessa experiência."


CORREÇÃO E REFORÇO

A terapia de exposição tem como objetivo "corrigir" a fobia, ao colocar a pessoa, aos poucos, em contato com o que ela teme.

"Quando ela se expõe a essas experiências que causam medo desproporcional, fica habituada", diz Mariângela Savoia, psicóloga do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP.

"A memória é importante na formação da fobia. Ela associa um estímulo, como a altura, a um risco. O cortisol faz a pessoa evocar menos esses pensamentos irreais", afirma Vieira Filho.

Segundo ele, não há contrassenso entre o papel do cortisol no estresse e na redução da fobia. "O hormônio opera em vários locais do cérebro. A ação no estresse é só uma de suas propriedades."

TI em saúde: profissionais em falta

por Guilherme Batimarchi para Fornecedores Hospitalares

29/03/2011

Empresas de saúde demandam profissionais especializados na área, que entendam as especificidades do setor para convergir saúde e TI

O acesso à tecnologia na saúde é um dos principais entraves encontrados pelos hospitais para a modernização de suas unidades. Porém, outro problema igualmente preocupante é a falta de profissionais especializados em informática em saúde para trabalhar nas instituições e acompanhar as novas tecnologias voltadas ao setor.

Estes profissionais são responsáveis pela convergência entre as áreas clínica e tecnológica, atuando principalmente com sistemas de informação em saúde, prontuários eletrônicos, telemedicina, sistemas de apoio à decisão médica, processamento de sinais biológicos e imagens médicas, internet em saúde e na padronização da informação - vital para a comunicação entre diferentes sistemas de registro eletrônico em saúde.

A demanda criada pela indústria de soluções em TI e hospitais públicos e privados cresceu de tal forma que, hoje, um profissional recém- formado em informática em saúde recebe até R$ 5 mil de salário inicial. "Há, no Brasil, cerca de 7 mil instituições de saúde e menos de 5% delas estão informatizadas. Por outro lado, temos a indústria de software, soluções e consultoria em TI que também buscam esses profissionais. Falta gente para atender a essa demanda", enfatiza o diretor de ensino da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis), Renato Sabbatini.

De acordo com Sabbatini, estes profissionais ainda são raros e muito disputados no mercado nacional devido ao desconhecimento dessa especialidade. "O crescimento de cursos de graduação e pós-graduação nesta área estão incrementando aos poucos este mercado, porém, a quantidade ainda é muito pequena, cerca de 40 profissionais são formados todos os anos".

Baseado em modelos internacionais de qualificação, a Sbis busca formas de aumentar a quantidade de informatas em saúde no Brasil, sem perder a qualidade no ensino oferecido. "Buscamos parcerias com outros países, principalmente o Canadá, que possui um sistema de formação similar ao nosso, porém mais consolidado. Para tentar atender esta demanda nós desenvolvemos um programa chamado Sbis+20 que pretende qualificar cerca de 20 mil profissionais em informática em saúde até 2020", acrescenta Sabbatini.

Para a consultora de informática no setor, Beatriz Leão, a falta de reconhecimento do informata em saúde como um profissional interdisciplinar prejudica no processo formação, uma vez que faltam políticas públicas de incentivo como bolsas para pesquisa científica para que eles possam colaborar com a implementação de sistemas no setor. Segundo Beatriz, a falta de regulamentação da profissão não é um problema, mas o Brasil poderia aprender com países como Holanda, Suíça, Dinamarca, Canadá e Austrália que identificaram um conjunto de competências para os profissionais da área e capacitá-los para atender as demandas existentes.

Uma ferramenta que está sendo estudada pelo Brasil como meio de incentivar e manter a qualidade dos profissionais de informática em saúde é a implantação de certificações que assegurem a capacidade destes profissionais de atuar. "O que pode ser feito é identificar um conjunto de competências e capacitar os profissionais nestes itens e, eventualmente, certificá-los por meio de entidades como a Sbis mostrando que este profissional foi aprovado em um programa de certificação nestes conteúdos. Esse mesmo modelo existe com grande sucesso na Inglaterra e grande parte da Europa. Eu acredito que o Brasil poderia seguir este mesmo caminho, como foi feito também pelo Canadá que está nos auxiliando a implementar este modelo no País", acrescenta Beatriz.

Mercado
Por ser um profissional raro no mercado, algumas soluções encontradas pelo setor para sanar esta demanda são a capacitação de profissionais de TI nos processos hospitalares e a qualificação de profissionais de saúde em tecnologia da informação. De acordo com a CIO do Hospital Sírio Libanês, Margareth Ortiz, além da dificuldade de encontrar pessoas para o setor, reter estes profissionais tornou-se um grande desafio para os hospitais que disputam o profissional diretamente com outros segmentos do setor. "Existe uma tendência entre os profissionais da área de comparar salários de hospitais para hospitais, e isso é um problema, pois na verdade quem vai roubar o profissional das instituições de saúde são as grandes empresas de TI. Uma solução para isso é estabelecer políticas eficientes de RH, oferecer planos de carreira para eles e ter salários compatíveis com o mercado que não seja o de saúde".

Anvisa aprova regras para medicamentos importados

por Saúde Business Web

29/03/2011

Com a nova resolução, as importadoras podem substituir o controle de qualidade completo por outras medidas de garantia de qualidade

A Resolução RDC nº 10, que estabelece os requisitos mínimos para assegurar a qualidade dos medicamentos importados, foi publicada na última quinta-feira (24). A norma substitui a Portaria SVS nº 185, de 8 de março de 1999.

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Com a nova resolução, as importadoras podem substituir o controle de qualidade completo (testes laboratoriais) por outras medidas de garantia de qualidade, como monitoramento da temperatura e umidade da carga, realização dos testes de teor e produtos de degradação lote a lote, apresentação dos Certificados de Boas Práticas para importador e fabricante, entre outras.

Além disso, é obrigatório que esses medicamentos sejam acompanhados do Certificado de Liberação do Lote emitido pela empresa fabricante.

"A nova regulamentação é resultado de um longo trabalho de discussão, que envolveu as vigilâncias sanitárias locais, as entidades representativas do setor regulado e a sociedade por meio dos processos de Consulta Pública e Audiência Pública, desenvolvidos antes da publicação da norma", afirmou a Anvisa em comunicado.

Anatel homologa primeiro celular com finalidades médicas

por Saúde Business Web

29/03/2011

Objetivo é unir funcionalidades de um aparelho comum para o monitoramento de pacientes à distância. Operadoras já estariam interessadas

A Anatel homologou o primeiro celular desenvolvido com tecnologia nacional para finalidades médicas. Produzido pela CellDesign, o aparelho BP funciona como qualquer outro, mas seu objetivo é unir as funcionalidades de chamadas e mensagens para o monitoramento de pacientes e pessoas idosas à distância.

Estima-se que 75% dos acidentes com idosos aconteçam dentro de casa. A maioria das quedas - que representam 30% dos acidentes - acaba levando à morte pessoas acima de 75 anos.

O BP possui um botão de SOS que, uma vez acionado, dispara torpedos com "pedidos de socorro" para cinco números cadastrados na memória.

Caso nenhuma delas receba a mensagem, o telefone efetua ligações para os números automaticamente até que um deles atenda.

Disputa Jurídica

De acordo com a companhia, o produto é emborrachado, resiste a quedas de até 1,80 m e possui sensores que captam o movimento de queda. Neste caso, torpedos são enviados e poderiam até conter a localização da pessoa. No entanto ainda existe uma discussão jurídica se esse tipo de serviço será autorizado no País.

Um aplicativo pré-instalado permite cadastrar nomes de remédios a serem ministrados, dosagens e horários. O celular avisa tocando um alarme no horário agendado, mesmo se estiver desligado. Além disso, o toque é compatível com aparelhos auditivos (que operam com frequências de até 25 decibéis).


Segundo o engenheiro Armando Kilson Junior, que desenvolveu o BP, as operadoras já estão interessadas, mas o aparelho será vendido pela internet a R$ 685.

Audiência discute Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares

por Saúde Business Web

29/03/2011

MP que cria empresa para apoiar prestação de serviços médico-hospitalares, laboratoriais e de ensino será discutida por Comissão

A Comissão de Seguridade Social e Família realiza nesta terça-feira (29) audiência pública para discutir a Medida Provisória 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), para apoiar a prestação de serviços médico-hospitalares, laboratoriais e de ensino e pesquisa nos hospitais universitários federais.

O debate foi proposto pelos deputados João Ananias (PCdoB-CE) e Amauri Teixeira (PT-BA). Segundo eles, trata-se de uma medida polêmica, que gerou demandas por parte dos trabalhadores da saúde e de alguns gestores dos hospitais universitários.

A oposição é contra a MP. Para o deputado Cesar Colnago (ES), vice-líder do PSDB, a criação de uma empresa pública é incompatível com a atual política de cortes orçamentários e de contenção de despesas do governo Dilma Rousseff para controlar a inflação.

Já o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), defende a MP 520 e afirma que ela teve o caráter emergencial de evitar o caos nos hospitais universitários do País.

"Existem 30 mil funcionários públicos precarizados, em situação irregular, que trabalham nos hospitais universitários do Brasil inteiro. O Tribunal de Contas deu prazo até 31 de dezembro para os hospitais resolverem a situação irregular desses funcionários. E deu um xeque-mate: demissão em janeiro, se o problema não fosse resolvido. E o Ministério do Planejamento resolveu, como saída emergencial para evitar a demissão, criar essa empresa. E, no prazo de dois anos, deverá haver concurso".

Foram convidados para debater o tema:

- um representante do Ministério da Saúde;
- o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aloísio Teixeira;
- o coordenador-geral da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Rolando Rubens Malvásio Júnior;
- o diretor vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, João Rodrigues Filho.
A reunião será realizada às 14h30 no plenário 7.

* Com informações da Agência Câmara

ERP hospitalar vai desaparecer

O sistema de gestão hospitalar (ERP) da forma como conhecemos hoje vai desaparecer ... vai demorar um pouco, mas vai desaparecer.

A afirmação não é nenhuma declaração de um visionário superdotado, especialista em futurologia ou pessoa com conhecimentos cibernéticos diferenciados: é a simples observação do segmento da saúde em relação ao que acontece com todos os demais segmentos do mercado, feita sob a visão de quem necessita da informação e não de quem desenvolve.

Os setores mais evoluídos já foram como os hospitais de hoje: tinham sistemas de gestão específicos, adoravam ‘reis do sistema’ da indústria, do comércio varejista, dos bancos ... e conforme foram se profissionalizando trocaram o sistema de gestão específico, pelo sistema de gestão empresarial genérico.

Todos adotaram um ERP padrão e ‘plugaram’ os sistemas de periferia, ou seja, o que é específico do setor fica restrito à particularidade do sistema especialista.

A lógica é simples: os processos operacionais são diferentes em cada segmento de mercado, mas os processos de gestão empresarial são os mesmos em qualquer tipo de empresa.

Estamos vivendo ainda, por conta da baixa profissionalização da administração do segmento da saúde, uma época em que ao invés do sistema se adaptar ao processo mais adequado ao hospital, o hospital é que se adéqua ao processo escrito pelo fornecedor de sistema, mesmo que ruim !

Até hotéis, tradicionalmente rotulados como menos profissionalizados que hospitais utilizam ERP’s tipo SAP, Oracle, TOTVS, e plugam a periferia (PDV, Reservas, Governança) ao ERP, utilizando o máximo de inovação e recursos que um sistema escrito para gestão empresarial pode oferecer ... que loucura ! ... até hotéis fazem isso e a maioria absoluta dos hospitais não !

Raras empresas do segmento da saúde fazem isso ... e as que fazem já se beneficiam com o diferencial competitivo de trabalhar com uma ferramenta adequada para gestão empresarial – as outras ficam mendigando meia dúzia de ‘relatórios gerenciais’ que o fornecedor teima em afirmar que ‘são os melhores e são os utilizados pela maioria dos hospitais, então pra que inventar ?”.

Os hospitais vão naturalmente seguir o modelo de sistemas de gestão dos outros segmentos:

O ERP controlando rigidamente apenas os processos relacionados aos eventos financeiros – estes não têm discussão: são do ERP e não tem conversa;
O ERP mantendo a guarda centralizada dos cadastros – isso também é fundamental e discutir o óbvio não vale a pena;
Os sistemas periféricos controlando os processos especialistas, integrados fortemente aos cadastros do ERP. Exemplificando para área da saúde, estes sistemas são tanto os que controlam processos críticos como admissão, prescrição, dispensação, etc., quanto os processos de apoio como controle do SND, controle interno do laboratório. Diversos sistemas especialistas, em processos ultra-especialistas, fortemente integrados ao ERP – é importante comentar que serão diversos sistemas especialistas no seu processo e não um bloco de sistemas onde ‘em nome da integração’ os departamentos devem se sacrificar com a falta de amigabilidade de ‘uma ou outra funcionalidade’, que na prática acabam sendo todas (que digam os gestores comerciais dos hospitais – pobres coitados);
Usuários utilizando Office e ferramentas de colaboração para extrair e alimentar dados do ERP através de macros, construindo sua própria interface, com o desenho e apresentação mais adequado à sua área;
O controle efetivo da gestão se apoiando em ferramentas de Business Intelligence (BI) que exploram a base de dados corporativa do ERP, e as bases de dados dos sistemas especialistas. Como exemplo, uma consulta nesta ferramenta cruza os dados estatísticos de atendimento na Recepção, do sistema que controla a admissão, com os dados de custos, controlados pelo ERP.
É evidente que esta transformação só pode ocorrer a medida que os usuários tenham mais intimidade com ferramentas de TI, o que já é fato em outros segmentos, mas ainda não é em hospitais onde, por exemplo, tabela dinâmica é um bicho de 7 cabeças para a maioria dos ‘planilheiros’.

E mais evidente ainda a necessidade dos hospitais contarem com gestores que saibam especificar adequadamente suas necessidades ao invés de esconder a ineficiencia do seu departamento nos controles ruins dos sistemas de mercado - sair da 'área de conforto' e analisar opções.

Os vendedores dos ERP atuais evidentemente discordam da afirmação que seus sistemas servem para 'atender pacientes' e não para 'gerir adequadamente hospitais', mas os gestores hospitalares, os reais interessados, sabem que quando se necessita de um relatório fundamental da gestão a resposta sempre é dada ‘na base do gerúndio’: ‘estamos desenvolvendo’, um grupo ‘estará analisando’, vamos ‘estar disponibilizando’ na próxima versão, 'vamos estar orçando' a customização necessária ... e nada !

Além dos diversos hospitais, prestei recentemente consultorias em uma grande operadora de Telecom e em uma das maiores construtoras do Brasil – e sou testemunha de como a gestão fica simplificada quando o ERP é restrito aos processos de gestão ... e principalmente como é diferente lidar com um fornecedor de sistema especialista ‘neste tipo de coisa’.

Questões fundamentais como analisar o resultado financeiro de uma unidade de negócios, os custos reais dos insumos em determinados processos, o lucro e o prejuízo de um produto ... tudo é tratado de forma simples, sem a necessidade de up-grades ou a aquisição de módulos especiais (ou avançados) de sistema, que na verdade são desenvolvimentos específicos, custam caro, provavelmente serão modificados sem que você queira e, invariavelmente, inadequados a real necessidade da gestão.

Para ‘não dizer que não falei das flores’, se alguém perguntar: porque ele não falou de sistemas desenvolvidos internamente (ou caseiros, como alguns costumam chamar) ?

A resposta é: ‘vamos combinar’ que hospital nem sabe especificar direito o que necessita ao fornecedor de TI, quanto mais desenvolver software ... Deus nos livre !!!

postado por Enio Salu

Médicos defendem uso de novo remédio para aids

por Saúde Business Web

29/03/2011

Para o governo, faltam estudos que comprovem eficácia, segurança e ganhos para o paciente com o maraviroque

Grupo de especialistas escalado pelo governo para definir o tratamento padrão para pacientes de aids no Brasil deverá discutir a inclusão de uma nova droga no coquetel, o maraviroque. A adoção do medicamento, já analisada numa reunião do grupo ano passado, divide médicos em todo o País. As informações são do portal G1.

Defensores da inclusão imediata afirmam que pacientes não têm como esperar. Outros sustentam que a mudança deve ser feita somente quando já estiver registrado no País uma versão nacional de um exame, atualmente feito por apenas um produtor, indispensável para verificar se a droga é ou não indicada para o paciente.

Diante do impasse, um grupo de 124 médicos preparou documento, pedindo pressa na incorporação da nova droga. Durante a discussão, parte dos médicos passou a questionar o ritmo de avaliação de novas drogas usadas no País para pacientes com aids.

De acordo com o diretor do departamento, Dirceu Greco, a inclusão de um remédio à lista de distribuição do governo tem de ser feita de forma cuidadosa, pois exige estudos que comprovem a eficácia do produto, a segurança e o ganho para pacientes.

Tais argumentos foram usados numa carta que o departamento preparou como resposta ao manifesto de médicos, mas que não convenceu parte dos profissionais.

Favorável à incorporação, a infectologista Tânia Vergara considera essencial a possibilidade de escolha dos profissionais.
Infectologistas que consideram importante a análise mais detalhada da incorporação do remédio lembram que ele é usado por um pequeno número de pacientes.

Integração nas clínicas é prioridade da área de TI

por Nicole Lewis | InformationWeek

29/03/2011

Telemedicina e ferramentas colaborativas também estão na lista de projetos dos profissionais de TI, segundo pesquisa da Avaya

Segundo pesquisa conduzida pela Avaya, 95% dos profissionais de TI da área de saúde acreditam que durante os próximos três anos a comunicação e a integração do fluxo de trabalho nos sistemas de informação será uma questão de grande importância, afinal, as organizações se preparam para atender o uso significativo dos sistemas, conforme determina o projeto do governo federal dos Estados Unidos.

Para o estudo, foram entrevistados 130 profissionais de TI da área de saúde em fevereiro de 2011 durante a conferência da HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Societyem Orlando, Flórida.

Os resultados da pesquisa - que foram revelados em 14 de março - mostraram que 74% dos participantes listaram acompanhamento automatizado de aplicações de pacientes, e 64% listaram que ferramentas como avaliação por voz, vídeo e texto colaborativo são importantes tecnologias que irão impactar em seus trabalhos durante os próximos três anos.

De acordo com Bruce Wallace, chefe de prática de saúde da Avaya, a discussão com os clientes da área de saúde da empresa revelam que os médicos querem mais eficiência e colaboração uns com os outros em torno do processo de atenção à medida que procuram melhorar o apoio de decisão para seus pacientes.

"A Saúde é um serviço entregue por uma equipe; e, cada vez mais, essa equipe não consegue se encontrar pessoalmente, seja por causa do tamanho do hospital, a natureza do sistema do hospital ou a necessidade de cuidados que devem ser fornecidos através de longas distâncias", disse Wallace em uma entrevista para o InformationWeek. "A mudança para organizações de cuidado responsável, possibilitado pelo uso significativo dos registros médicos eletrônicos (EMRs), só irá expandir suas necessidades".

Quando questionado sobre quais resultados eles esperam ganhar com o investimento tecnológico, 74% dos pesquisados esperam que a tecnologia melhore a qualidade da saúde e responsabilidades para as necessidades de seus pacientes. Um montante de 67% disse que consideram comunicações móveis como o mais beneficente para eles, porque tem o potencial para melhorar o cuidado dos pacientes, melhorando o tempo de resposta.

A pesquisa também revelou que os questionados acreditam que comunicações por vídeo na indústria de saúde podem ter o impacto mais significativo em áreas importantes como consultas médicas e telemedicina - ambos empataram em primeiro lugar em termos de impacto percebido.

Os participantes também ponderaram sobre os obstáculos à prestação de melhores cuidados ao paciente, com 32% dizendo que os gastos com o pessoal além do limite clínico foi a preocupação mais importante. Outros 25% disseram que a falta ou escassez de comunicação efetiva entre a equipe é seu maior desafio e uma igual porcentagem de questionados citou o estrangulamento em fluxo de pacientes.

"O desafio chave é o tamanho da mudança que os prestadores de cuidado de saúde estão enfrentando e sua capacidade de trabalho por meio das tarefas. A adoção da tecnologia EMR tem sido o foco imediato de muitas organizações de TI", disse Wallace. "Com essas implantações que estão em curso ou completas, os médicos podem agora se concentrar em como essas soluções, juntamente com a comunicação colaborativa e a integração dos recursos pode permitir que um hospital melhore significativamente sua eficiência".

Reabilitação cardíaca do HCor tem dois novos serviços

por Saúde Business Web

29/03/2011

Reabilitação de obesos pré e pós-cirurgia bariátrica e o condicionamento físico supervisionado são as novidades

O programa de Reabilitação Cardíaca, Pulmonar e Metabólica do HCor - que contempla uma ampla abordagem multidisciplinar conta com dois novos serviços: Reabilitação de obesos pré e pós-cirurgia bariátrica e o condicionamento físico supervisionado, direcionado a diversas especialidades.

A essência do serviço de reabilitação não visa apenas buscar o restabelecimento dos pacientes acometidos de eventos cardiovasculares, mas também reduzir as chances de um novo evento e também evitar que o primeiro evento possa acontecer.

Estudos de casos
Segundo a entidade, o acompanhamento dos pacientes possibilita a realização de pesquisas e estudos que são utilizados como parâmetros no desenvolvimento de novas técnicas e modelo de resultados obtidos. Atualmente, o serviço trabalha no estudo do treinamento respiratório em pacientes com importante disfunção cardíaca ou pulmonar, que vem demonstrando a significativa melhora na tolerância ao exercício e do padrão ventilatório dos pacientes com grande limitação da capacidade funcional. "Observamos a redução nítida do número de reinternações hospitalares desse grupo de pacientes com cardiopatia e ou pneumopatia grave", disse, em comunicado, o cardiologista responsável pelo programa de reabilitação cardíaca, pulmonar e metabólica do HCor, Carlos Alberto Hossri.

Outros dois estudos se destacam. Um deles demonstra a redução de arritmias cardíacas mensuradas pela telemetria multicanal de cardiopatas portadores de marcapassos com desfibriladores implantados (CDI), após as primeiras semanas das sessões de exercício no programa de reabilitação. O outro estuda a resposta do metabolismo oxidativo, da tolerância ao exercício e da qualidade de vida, antes e após o treinamento físico, por meio do programa de reabilitação cardiopulmonar, com excelentes resultados preliminares.

Assembleia Legislativa terá CPI dos planos de saúde

por Saúde Business Web

29/03/2011

Medida visa investigar a razão da remuneração irrisória paga aos médicos pelas Operadoras de Planos de Saúde

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo instaurará nos próximos dias uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a razão da remuneração irrisória paga aos médicos pelas Operadoras de Planos de Saúde, atendendo ao Requerimento nº 170, de 2011, de autoria do deputado estadual Fernando Capez.

A iniciativa atende manifestações de entidades médicas e de especialidade, como a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, SOGESP, e a Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo, SAESP.

Recente pesquisa do Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina, registra que 8 em cada dez médicos brasileiros sofrem interferência das operadoras para reduzir pedidos de exames e de internações, para antecipar altas, por exemplo. Há ainda o problema dos honorários, praticamente congelados há cerca de dez anos por alguns planos. Os contratos com os médicos não têm cláusula de reajuste nem periodicidade para recomposições ou índices.

Trâmite

Uma vez instalada a CPI, terá o prazo de até 120 dias para ser concluída. Será composta por nove parlamentares, os quais serão indicados pelos líderes. Para essas indicações, deverá ser respeitada a proporcionalidade de cada Bancada.

RJ anuncia bolsa extra para médicos pediatras

por Saúde Business Web

29/03/2011

Governador Sérgio Cabral disse que o valor da bolsa ainda não está definido, mas que será significativo para incentivar esses médicos

O governador Sérgio Cabral informou que a Secretaria de Saúde e Defesa Civil está terminando de formatar um projeto para conceder uma bolsa extra para os residentes de pediatria.

Para cada 100 médicos formados, menos de 10 são pediatras. Segundo o governador, isso demonstra uma carência gigantesca e a medida seria uma forma de tentar atrair esse profissional.

O anúncio aconteceu durante a inauguração do segundo tomógrafo móvel do Estado, na Cinelândia, onde ficará até o dia 20 de abril.
Sérgio Cabral também disse que o valor da bolsa ainda não está definido, mas que será significativo para incentivar esses médicos. Um decreto aprovando a gratificação deve ser assinado nos próximos 30 dias.

*Com informações do Jornal do Brasil

Secretaria inaugura segundo tomógrafo móvel do RJ

por Agência Brasil

29/03/2011

Aparelho, que custou cerca de R$ 3 milhões aos cofres públicos, é capaz de realizar um exame de corpo inteiro em 30 segundos

A fila era grande na manhã de segunda-feira (28) na praça da Cinelândia, centro do Rio, durante a inauguração do segundo aparelho de tomografia móvel comprado pelo governo do estado. O advogado Márcio Fernandes Ribeiro machucou o ombro esquerdo na semana passada ao ser atropelado na Tijuca, zona norte do Rio. Morador de Jacarepaguá, zona oeste, ele foi um dos primeiros a fazer um exame no novo tomógrafo.

"Passei aqui na sexta-feira, vi o pessoal montando esse aparato, peguei o telefone e consegui marcar. A iniciativa é boa, mas poderia ficar melhor se outros hospitais tivessem esse tipo de equipamento."

No Rio de Janeiro, apenas o Hospital de Saracuruna tem esse tipo de equipamento de tomografia. Na rede particular, o exame custa cerca de R$ 900.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, explicou que o caminhão deve atender a todos os 92 municípios do estado. Ele afirmou que a compra de um segundo equipamento de ressonância magnética está em estudo. O governador anunciou ainda que, em agosto, será inaugurado o Centro de Imagem que está sendo construído em frente à Central do Brasil.

"Acho que nenhuma rede privada do Rio tem um centro de imagem como o nosso. Vamos ter essa cobertura móvel de imagem, os hospitais fixos com serviço de imagem e um grande centro de imagem com especificidades para a mulher, com mamógrafos de última geração."

De acordo com o secretário de Saúde, Sérgio Cortez, o primeiro tomógrafo adquirido pelo estado, que começou a operar em agosto de 2009, já realizou mais de 20 mil exames. "Antes, havia pessoas que precisavam esperar cerca de quatro anos na fila para realizar um simples exame de tomografia."

O caminhão com os equipamentos para tomografia e outro para ressonância ficam na Cinelândia até o dia 20 de abril. Até a última sexta-feira, já haviam sido marcadas 770 consultas. Os pacientes só poderão realizar os exames com a prescrição médica de um hospital público. O agendamento pode ser feito por meio da secretaria municipal que irá encaminhar à secretaria do estado um documento com as demandas para o serviço.

Importado dos Estados Unidos, o tomógrafo, que custou cerca de R$ 3 milhões aos cofres públicos, é capaz de realizar um exame de corpo inteiro em 30 segundos. Em geral, esse tipo de exame leva cerca de meia hora. O tomógrafo móvel tem capacidade para realizar até 70 consultas por dia. Sua manutenção e uso são feitos por uma empresa terceirizada pelo governo do estado.