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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Busca pela barriga negativa e exercícios em jejum colocam a saúde em risco

Barriga negativa - foto: Getty ImagesSaiba quais excessos ao praticar exercícios físicos podem trazer problemas
 
Manter um corpo com a porcentagem de gordura adequada e com músculos fortes é uma atitude saudável. Fazer exercícios regularmente e manter uma alimentação adequada é o caminho certo para essas conquistas. Mas na ansiedade de conseguir resultados rápidos, muita gente acaba lançando mão de excessos. Eles até chegam lá, mas acabam levando o organismo ao limite e prejudicando a saúde. Outros se deixam influenciar pelos modelos impostos de beleza e acabam ultrapassando as possibilidades do próprio corpo.

O educador físico Cacá Ferreira, da academia Cia Athletica, explica que é preciso entender que o corpo se adapta progressivamente ao novo hábito de praticar atividades físicas. "Com a prática regular de exercícios, o corpo progressivamente se ajustará ao esforço, permitindo modificações a médio e longo prazo na duração, intensidade ou frequência. Caso o corpo seja submetido a um estímulo cada vez maior sem conseguir se adaptar é possível que ele entre em estado de esgotamento".

Treinos com promessas milagrosas, consumo de substâncias que otimizam os resultados sem orientação médica e até mesmo o exagero na prática de exercícios físicos estão na lista de quem não obedece o ritmo do próprio organismo e pega atalhos em busca de entrar em forma. A seguir, especialistas comentam sete grandes erros.
 
Veja por que eles são tão ruins para saúde:
 
Barriga negativa
A barriga negativa  é anatomicamente definida pela formação de uma concavidade na região abdominal, ou seja, a barriga fica afundada, formando uma curva, em relação às costelas e ao ossos da bacia, que ficam proeminentes da parte de baixo do abdômen.

"A barriga negativa é a associação de diversos fatores: depende de uma baixa massa de gordura corporal, músculos pouco desenvolvidos e anatomia das costelas e do quadril", explica Cacá Ferreira. "Assim, algumas pessoas até podem ter a barriga negativa sem maiores prejuízos à saúde, mas nem todas as pessoas que perdem muita gordura terão a barriga negativa".

Para conseguir esse formato, é ultrapassado o limite entre dieta e desnutrição, muitas mulheres optam por uma alimentação extremamente hipocalórica e acabam excedendo as quantidades de exercício recomendadas. Esse processo leva o organismo ao esgotamento e pode até causar doenças e problemas de saúde, como distúrbios alimentares, alterações da ovulação e do ciclo menstrual, alterações cardiovasculares, fraqueza do sistema imunológico, entre outros.                    
 
Fazer exercícios em jejum
É fato que algumas pesquisas recentes estão apontando para uma maior perda de gordura em quem faz exercícios em jejum. Uma delas, feita na Universidade de Northumbria, em Newcastle, no Reino Unido, fez um levantamento com 112 homens que se exercitavam antes do café da manhã e encontrou este resultado.

No entanto, até o momento, nenhum desses estudos concluiu que a atitude é positiva para qualquer pessoa. Além disso, há diversos riscos relacionados à prática de exercícios sem uma alimentação adequada. O educador físico Raul Santo, pós-doutorando pela Universidade São Judas Tadeu e fisiologista do exercício da Unifesp, explica que jejuar antes do treino pode resultar em mal estar, taquicardia, desmaios, vertigem e queda do rendimento em curto prazo, além de depressão e estresse em médio e longo prazo.

"Quando se está em jejum, os níveis de glicose estão baixos ou baixíssimos, dessa forma o corpo usará a gordura como fonte de energia em exercícios leves e moderados", explica o fisiologista. "No entanto, há a necessidade da presença de glicose para que a gordura seja queimada, logo, o exercício em jejum tem uso de gordura muito limitado - de acordo com os níveis de glicose - e será necessário retirar a energia das proteínas".

O uso da glicose como coadjuvante pode levar a sintomas de hipoglicemia, como cansaço, fraqueza e mal estar. E o uso de proteína como fonte de energia a médio e longo prazo trará um emagrecimento nada saudável: haverá diminuição da massa magra e o metabolismo será desacelerado. "A perda de peso acontecerá pela eliminação de líquidos: para equilibrar os níveis de nitrogênio liberados pela quebra das proteínas, o corpo terá que dilui-los em água e excretar ambos pela urina", explica Raul Santo.
 
Overtraining ou esgotamento físico
O educador físico Cacá Ferreira explica que o corpo passa por três etapas na adaptação ao exercício físico:

Fase 1: O corpo se ajusta ao esforço no momento do exercício: a frequência cardíaca e respiratória sofrem elevação, a pressão arterial aumenta e o corpo produz mais suor, principalmente em quem está começando a praticar exercícios.

Fase 2: Se a atividade física é realizada de forma regular, o corpo entra em fase de equilíbrio, isto é, o organismo está mais adaptado a realizar os exercícios causando menores modificações de pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória.  Esta é a hora em que podem ser aumentadas duração, intensidade ou frequência dos exercícios.

Fase 3: Caso o corpo seja submetido a um estímulo cada vez maior, sem necessariamente conseguir se adaptar, pode acontecer o overtraining, isto é, o esgotamento do corpo em função do exercício.

"Segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, as pessoas devem realizar diariamente um treino de moderado a intenso, entretanto o que é moderado e intenso depende do nível de condicionamento físico de cada um", explica Cacá Ferreira. O educador físico explica que, para evitar overtraining deve se respeitar o tempo de recuperação entre uma sessão de exercícios e outra. E este tempo depende da duração, intensidade e frequência dos exercícios realizados. Os principais riscos do overtraining são os danos físicos, como lesões, e também os psíquicos, como irritabilidade, depressão, entre outros.
 
Uso de substâncias termogênicas sem recomendação médica
As substâncias termogênicas são encontradas em alimentos, bebidas e, mais recentemente, em cápsulas. Esta última opção virou febre entre os praticantes de atividade física pois elas trazem ainda mais intenso o efeito termogênico: aceleram o metabolismo aumentando ainda mais o gasto calórico - que já acontecerá - durante o exercício físico. Normalmente essas cápsulas são tomadas cerca de 30 minutos antes da atividade física.

As cápsulas termogênicas têm diferentes princípios ativos, elas podem ser compostas por chá verde, guaraná, cafeína, entre outras substâncias. O nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), explica que o uso de substâncias como o chá verde e a cafeína não faz mal à saúde, mas em excesso e sem recomendação, elas podem estimular o coração a bater mais rápido, o que pode levar ao aumento da pressão arterial e aparecimento de arritmias.

Segundo o educador físico Cacá Ferreira, o mau uso dos termôgenicos pode causar alterações no sistema cardiovascular e, consequentemente, aumentar a pressão arterial, que em conjunto com o exercício de intensidade elevada pode ser um grande risco para pessoas com histórico na família de problemas cardíacos, níveis elevados de gordura no sangue ou qualquer doença cardíaca. Por isso, é sempre necessário consultar um médico ou um nutricionista antes de tomá-los.

Bebidas energéticas também podem acelerar o metabolismo, deixando o indivíduo mais alerta e disposto para a realização de exercícios físicos ou outras atividades, entretanto, isto pode levar ao aumento do ritmo cardíaco, da pressão arterial e ao aparecimento de arritmias.
 
Treinos milagrosos
Todas as modalidades de exercício devem levar em consideração o nível de condicionamento físico de cada pessoa. O treino inicial para alguém pouco condicionado deve ser elaborado para que a intensidade e a duração sejam leves e aumentem progressivamente.

"Quando uma pessoa com um condicionamento baixo é submetida a um exercício com duração elevada e com intensidade máxima, o organismo direciona o fluxo sanguíneo para os músculos ativos", explica Cacá Ferreira. "Com isso, o fluxo sanguíneo para os outros órgãos do corpo é diminuído, podendo aparecer náuseas, dores de cabeça e até vômito". A longo prazo, as consequências podem ser ainda mais graves, como o overtrainning, ansiedade e depressão.

Por isso, não confie em atividades físicas que prometem resultados em tempo recorde. Em média, o corpo precisa de pelo menos dois meses para começar a trazer benefícios visíveis no corpo, como músculos e curvas mais marcadas, que ainda assim serão discretos. Outra dica para notar se você está apostando em exercícios muito fortes para você é perceber o esforço. Sentir-se esgotado após todo exercício é um sinal de que você está colocando seu corpo no limite.
 
Estimular o suor excessivo
Ao fazer um exercício é fundamental que haja exposição do corpo à atmosfera para que aconteça a sudorese e seja feita a regulação da temperatura corporal. "Usar muitas roupas ou plásticos envolta do corpo não irá ajudar a queimar mais gordura, e poderá dificultar a manutenção de uma boa temperatura e causar desidratação em função da perda acentuada de líquidos", explica o fisiologista Raul Santo. A quantidade de suor dependente da carga de trabalho: do tempo e da intensidade. Portanto, é verdadeiro que a maior quantidade de suor representa mais tempo, mais intensidade e mais calorias gastas. Mas forçar a produção de suor não significa gordura a menos, apenas água, que será reposta assim que a hidratação for realizada corretamente.
 
Abusar de suplementos de proteína
O consumo de shakes e barrinhas ricos em proteína não auxilia no emagrecimento ou no ganho de massa muscular. "Eles são indicados somente para atletas de alto rendimento que são submetidos a sessões de treinos extenuantes, quando somente a dieta não atende as necessidades nutricionais", explica Nikolas Chaves. Por exemplo, triatletas precisam de músculos muito resistentes para conseguir cumprir todas as horas de exercício intenso a que se submetem e apenas uma alimentação balanceada não seria o suficiente para o desenvolvimento muscular necessário para enfrentar esse tipo de exercício com frequência. Trata-se de uma situação em que o corpo está trabalhando além de suas capacidades normais. Para aqueles que não são atletas, alimentar-se de maneira equilibrada e várias vezes ao longo do dia, com a orientação de um nutricionista, é uma boa estratégia para conseguir emagrecer e ganhar massa muscular.
 
Mudar a carga ou a intensidade de maneira brusca por conta própria
Qualquer mudança que você faça na musculação, seja alterar o peso ou mudar o número de repetições, deve ser conversada com o professor de educação física. "Quem faz exercícios com peso e, de um dia para o outro, aumenta muito a carga ou eleva bruscamente as repetições, pode causar uma lesão, a curto, médio ou longo prazo", explica Cacá Ferreira. Outra sugestão é fazer essas alterações de maneira muito sutil, aumentando meio quilo ou duas repetições por semana, por exemplo.
 
Minha Vida

Todas as bebidas hidratam e são aliadas no verão, diz especialista

Beber água ajuda a quebra de gordura corporal
Se a pessoa não se hidratar, a tarefa fica mais trabalhosa, alerta especialista
 
Assim como o oxigênio, a água desempenha papel vital no organismo, e não se deve esperar para sentir sede para beber e manter o organismo hidratado, alerta o professor-titular de Nutrição da USP (Universidade de São Paulo) Antonio Herbert Lancha Junior.
 
— Hidratação é muito mais do que simplesmente tomar um copo d'água. A reposição deve ser permanente.
 
O especialista ressaltou a importância de todas as bebidas para a hidratação do organismo, especialmente no verão e inclusive as que contêm açúcar e/ou carboidrato.
 
— Quando consumimos um suco ou um refrigerante, por exemplo, também estamos hidratando o corpo. A glicose presente nessas bebidas vai ser incorporada ao tecido muscular e ajudará a potencializar a hidratação.
 
Segundo o especialista, em lactentes e crianças, a água como percentagem do peso corporal é ainda mais elevada do que no restante da população.
 
— Nesses casos, é necessário atenção redobrada com a ingestão de líquidos.
 
No caso dos lactentes, conforme orientação da OMS, a bebida é exclusivamente o leite. Para quem quer emagrecer, a ingestão de líquido é muito importante, porque a quebra da gordura no organismo é feita por um processo chamado hidrólise (lise=quebra; hidro=água), que depende diretamente da água.
 
— As pessoas querem emagrecer, perder aquela gordurinha para o verão, mas não dão importância à hidratação. Ao não consumir líquido, o indivíduo limita a quebra de gordura corporal.
 
De acordo com Lancha Junior, a hidratação do organismo não significa que haverá quebra de "mais gordura do que sua capacidade", mas o limite de competência.
 
— Por não se hidratar, a quebra ocorre abaixo do seu potencial.
 
No caso da desidratação, há influência no raciocínio, por isso a ingestão de líquido é essencial para quem desempenha atividades intelectuais em sua rotina, e não só para aqueles cujas atividades exigem esforço físico.
 
— Se a pessoa não se hidratar ao longo do dia, aquela tarefa que era realizada com facilidade de manhã fica mais trabalhosa, ou seja, se cansa mais para fazer a mesma coisa.

EFE/R7

Febre na internet: dieta de comer algodão pode levar à morte

Reprodução/NewsBreaker/Youtube
Jovens se arriscam comendo algodão e postam vídeos na internet
Jovens aparecem em vídeos ensinando a prática que faz muito mal à saúde
 
Uma dieta louca virou febre em adolescentes: comer bolas de algodão para tentar emagrecer. Segundo os vídeos e salas de bate-papo da internet, que ensinam a prática, jovens embebedam o algodão em suco de laranja e limonada, por exemplo, e engolem antes das refeições. O objetivo é limitar a ingestão de alimentos, já que supostamente o material reduz a fome e a vontade de comer.
 
O médico-chefe do Centro de Recuperação Comer em Denver, nos Estados Unidos, disse à reportagem da ABC News que comer bolas de algodão sintético é semelhante a comer pano ou até mesmo botões ou moedas.
 
— Além do risco de asfixia e da desnutrição. A prática pode levar a uma obstrução do trato intestinal.
 
Segundo o médico, com o tempo, o algodão pode acumular e criar vários bloqueios ou uma obstrução completa e "pode ser fatal".
 
De acordo com o codiretor dos transtornos alimentares clínicos e programa de pesquisa no Massachusetts General Hospital , em Boston , Karmyn Eddy, comer bolas de algodão pode levar a pessoa a desenvolver um transtorno alimentar.
 
—Nada de bom pode vir disso. Absolutamente nada.
 
Os especialistas ouvidos pela ABC News explicam que a maioria do algodão encontrado nos mercados raramente é puro. Na maioria dos casos ele é feito com poliéster e contém muitos elementos químicos.
 
R7

Hospital de Campinas investiga contágio por tuberculose

Mais um hospital de Campinas (SP) investiga a contaminação por tuberculose em recém-nascidos. O Hospital Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Campinas), começou uma triagem para identificar a presença do bacilo de Koch em 62 bebês nascidos entre 23 de fevereiro e 14 de abril, que passaram pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
 
De acordo com nota do hospital, a mãe de um dos bebês que frequentou a UTI nesse período foi diagnosticada com tuberculose em outubro.

Desde o dia 23, os bebês e os pais são chamados para consultas e exames no hospital. Os telefones (19) 3343-8497 e (19) 3343-8317 podem ser usados para tirar dúvidas.
Em 2012, o Hospital Madre Theodora, na cidade, iniciou investigação de um surto de tuberculose entre bebês nascidos entre janeiro e junho daquele ano, que passaram por uma das alas da maternidade, onde uma funcionária estava contaminada. Pelo menos 110 crianças tinham sido contaminadas, depois da análise de mais de mil.

O caso só foi descoberto depois que três recém-nascidos atendidos na rede pública de saúde nascidos no Madre Theodora apresentaram a doença. Transmitida pelo bacilo de Koch, ela é conhecida por afetar, principalmente, os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos. Bebês não são transmissores da bactéria.

R7

Pesquisador inglês adverte sobre risco de dengue durante a Copa

AP
Especialista alerta sobre risco de dengue na Copa de 2014
De acordo com o especialista, risco será maior em Fortaleza, Natal e Salvador
 
Simon Hay, renomado especialista em doenças infecciosas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, recomendou nesta quarta-feira (27) ao Brasil que tome medidas energéticas para neutralizar o risco de dengue durante a Copa do Mundo em 2014.
 
O risco vinculado ao vírus transmitido por um mosquito será maior em três cidades-sede da competição no nordeste: Fortaleza, Natal e Salvador.
 
Em outras cidades, a temporada de dengue poderia culminar antes do Mundial, previsto entre os dias 12 de junho e 13 de julho.
 
— Infelizmente, durante este período, o risco segue sendo alto no nordeste. As autoridades brasileiras deveriam implementar medidas energéticas para controlar os focos em abril e maio, especialmente nos estados do norte do país, para reduzir a quantidade de mosquitos transmissores da dengue.
 
Induzido por um vírus transmitido na picada do mosquito, a dengue provoca inicialmente sintomas parecidos com os da gripe. Em alguns casos, podem acontecer complicações que resultam numa dengue hemorrágica, podendo ser mortal. Não existe vacina.
 
Hay alertou também do risco teórico para os brasileiros da possibilidade de visitantes de fora do país trazerem tipos do vírus contra os quais a população local pode ter baixa imunidade.
 
Em 20 de novembro, o Brasil registrou 573 casos de morte por dengue no ano, contra 292 em 2012 e 472 em 2011.
 
A maior incidência de casos mortais se deu em Minas Gerais, seguido por São Paulo (72), Goias (58), Ceará (54) e Rio de Janeiro (48).
 
A OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou para o fato da dengue estar se expandido, impulsionada pelo aumento do turismo e da globalização do comércio, e 40% da população mundial está atualmente ameaçada.
 
Entre 50 e 100 milhões de infecções com dengue ocorrem no mundo a cada ano, de acordo com dados da OMS. Em 1970, a doença era endêmica em apenas nove países.
 
AFP/R7

Masturbação demais causa impotência sexual: Verdade ou Mito?

mitos-e-verdades-sobre-masturbacaoUma dúvida bastante comum à maioria dos homens, principalmente no período de transição da adolescência para a fase adulta, está relacionada à masturbação, e pudera, ao longo dos anos muitos mitos foram difundidos com o objetivo de criminalizar o prazer sexual como um todo.
 
Ao falar sobre essa vertente da sexualidade, a principal dúvida que surge é se a masturbação excessiva pode de fato causar impotência sexual, e de acordo com o que foi dito por Jairo Bouer em uma das colunas de saúde do portal Uol,  a masturbação não provoca de maneira direta esse tipo de problema, na sequência você confere maiores informações sobre o assunto.
 
É muito comum que os meninos comecem a tocar-se e descobrir o próprio corpo antes da chamada fase sexual, entretanto, é também comum ouvir nesse período inúmeros absurdos sobre a prática da masturbação, o que acaba gerando traumas na mentalidade do jovem adolescente.

Conheça agora alguns mitos e verdades sobre a masturbação.
 
Masturbação causa espinhas no rosto? - Mito
Essa é uma das lendas mais antigas para causar medo nos jovens.  Com a masturbação o corpo libera endorfina que causa a sensação de bem-estar no organismo, algo que pode inclusive contribuir para uma pele mais saudável.
 
Fazer uso de acessórios durante a masturbação pode ser prejudicial? – Verdade
É aconselhável que, ao masturbar-se, seja utilizado somente as mãos e dedos tendo cuidado para não causar ferimentos com as unhas.
 
Masturbação aumenta o tamanho do pênis? – Mito
A masturbação não influencia no tamanho do pênis, o que determina o tamanho do pênis é o fator genético.
 
Masturbação em excesso faz mal? – Verdade
Tudo em excesso faz mal, de modo que, se a masturbação interfere no convívio social, levando o individuo a praticar o tempo inteiro ao ponto de não conseguir parar de pensar sobre, uma consulta médica deverá ser procedida.
 
Masturbação é pecado? – Mito
Esse é um dos maiores mitos que a igreja católica pregou, já que a doutrina da mesma aceita a pratica sexual apenas para reprodução humana, é considerado pecado até mesmo o uso de contraceptivos.
 
A masturbação estimula a próstata? - Verdade
A masturbação estimula o bom funcionamento da prostata, sendo indicado até para homens mais velhos com idade acima de 50 anos
 
Clickgratis

OMS afirma que 75% dos pacientes com aids na América Latina têm tratamento

AP
Na América Latina e Caribe, 75% das pessoas que
 têm aids recebem tratamento
Em 2012, sete países, entre eles o Brasil, alcançaram o acesso universal aos antirretrovirais
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou nesta quarta-feira (27) um relatório afirmando que 75% das pessoas que têm aids e precisam de tratamento antirretroviral na América Latina e no Caribe o recebem. O relatório conjunto da OMS com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), apresentado em Buenos Aires, detalha que, em dezembro de 2012, três a cada quatro pessoas, aproximadamente 725 mil cidadãos, que precisam de tratamento antirretroviral (TAR) o recebem, 7% a mais em relação a 2010 e 2% a mais se comparado a 2011.
 
Segundo Marcelo Vila, coordenador sub-regional de HIV da OMS, "a América Latina e o Caribe são as regiões com mais cobertura de TAR no mundo".
 
O estudo mostra que em 2012 sete países — Brasil, Argentina, Barbados, Chile, Cuba, Guiana e México — alcançaram o acesso universal ao TAR. Isso significa que superaram 80% de pacientes cobertos. Outros 11 países estão perto de alcançar esta meta, com uma cobertura próxima ou maior a 70%: Bahamas, Belize, Costa Rica, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Venezuela.
 
A pesquisa indica que dos R$ 2 bilhões (US$ 1,950 bilhões) que os países da região destinaram entre 2007 e 2011 à luta contra a aids, 70% foram para o TAR, uma das intervenções de mais alto impacto no combate ao HIV, e 18% se destinaram à prevenção da doença.
 
O relatório também assinala que todos os países da região oferecem serviços gratuitos contra a doença e que avançaram na redução da dependência do financiamento internacional para os tratamentos. As fontes de financiamento nacionais cobriram 94% da despesa total.
 
Em contrapartida, os fundos internacionais representaram 6% do total e se destinaram, principalmente, a chegar a populações de alto risco e à prevenção. Segundo o estudo, 62% dos países financiam o TAR sem apoio externo, enquanto dez países -Antígua e Barbuda, Bolívia, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, São Cristóvão e Névis, Nicarágua e São Vicente e Granadinas — ainda precisam de ajuda externa para cobrir entre 75% e 100% dos procedimentos.

EFE/R7

Na cidade natal de Shakespeare, poesia vira terapia para Alzheimer

Reuters
Poesia pode ajudar a combater a perda de memória
Para combater a doença, instituições especializadas e hospitais estão recorrendo à poesia
 
Uma adolescente começa a ler um poema de Rudyard Kipling, rompendo o silêncio em uma sala cheia de idosos: "se puder manter a calma/quando todos à tua volta já a perderam", quando um deles, doente de Alzheimer, completa com um murmúrio: "você será um homem, meu filho!".
 
Para combater a perda de memória que afeta 800 mil pessoas no Reino Unido, instituições especializadas e hospitais estão recorrendo à poesia.
 
A melodia e o ritmo de versos conhecidos consegue bater na porta da memória, servem de "detonador que ativa" a palavra e as lembranças, explicou Jill Fraser. A associação "Kissing it Better", que ela dirige, organiza leituras em asilos para idosos.
 
Quando os pacientes "escutam uma palavra que conseguem lembrar de um poema, eles ganham o dia", contou Elaine Gibbs, diretora do lar para idosos Hylands, que abriga 19 velhinhos em Stratford upon Avon, terra natal de William Shakespeare, região central da Inglaterra.
 
Com os cabelos grisalhos presos e vestido florido, Miriam Cowley ouve com atenção uma jovem que lê o poema À Margarida, de William Wordsworth, um clássico nas escolas britânicas. 
 
Esta antiga professora, que sofre com a perda de memória recente disse que "sabia o poema, mas tinha esquecido. Aprendi quando era menina".
 
— Terei belos sonhos, sonhos tranquilizadores, de margaridas e árvores.
 
Quando se chega a este centro, "todo mundo está sentado em seu canto e, de repente, você começa a ler um poema em voz alta e vê como o olhar deles se ilumina", explicou Hannah Ciotkowski, uma voluntária de 15 anos.
 
Segundo Anita Wright, de 81 anos, ex-atriz da respeitada companhia Royal Shakespeare (RSC), que também lê neste lar e integra o projeto "Kissing it Better", que conta com voluntários de 6 a 81 anos, "é maravilhoso quando se juntam a você para terminar um verso".
 
O ritmo da poesia "cola no nosso eu mais profundo", assegurou Lyn Darnley, que chefia o departamento de voz e texto da RSC.
 
— A poesia pode afetar, recuperar lembranças, não só emoções, mas também da profundidade da linguagem.
 
Anita Wright lembrou de uma experiência emocionante. Ela estava lendo um poema sobre um homem que se despedia da amada, quando uma idosa começou a chorar e lembrou da morte do namorado.
 
— Não tinha dito uma só palavra desde que entrou na instituição e este poema abriu as comportas porque remeteu a um episódio de sua vida.
 
Dave Bell, enfermeiro da organização Dementia UK, que luta contra o Alzheimer, disse que "a poesia não cura a senilidade".
 
— Mas tem o poder de, como a música, devolver confiança aos pacientes: eles descobrem que lembram de algo. [Além disso], permite criar um laço entre gerações.
 
Hannah, de 15 anos, garantiu que "quando for velha, vou querer que as pessoas venham me ver para ler poemas e cantar músicas para mim".
 
AFP/R7

Protesto defende uso da maconha contra doença

Munidos de cartazes com frases como “A guerra às drogas matou o Amarildo”, dezenas de manifestantes participaram nesta quarta-feira, 27, à tarde de protesto no centro do Rio para marcar o Dia Nacional pela Legalização da Maconha e Combate ao Câncer. Acompanhado por policiais militares, o protesto foi pacífico e descontraído.

“Ei, polícia, maconha é uma delícia!” e “Arroz, feijão, maconha e educação!”, cantavam os manifestantes. O grupo partiu do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Largo de São Francisco, onde houve debate com a participação do músico Marcelo Yuka e do médico João Menezes. A passeata foi encerrada na Cinelândia, na região central do Rio.

Saúde
O vereador Renato Cinco (PSOL-RJ) disse que um dos objetivos da manifestação era divulgar o uso medicinal da maconha. “Desde 2006, a lei brasileira prevê que o cultivo e o consumo da maconha pode ser autorizado pelo governo federal, desde que exclusivamente para fins medicinais ou científicos. No entanto, a burocracia e a falta de vontade política até hoje impedem que esse tipo de autorização especial seja concedida”, escreveram os organizadores do protesto em página no Facebook. A maconha já é regulamentada para fins terapêuticos em países como Uruguai, Israel, Canadá, República Checa e Estados Unidos.
 
Agência Estado

Novembro Azul: câncer de pênis pode provocar amputação, alerta médico

Urologista explica que higiene adequada é essencial para prevenir a doença
 
No mês de conscientização do câncer de próstata e de outras doenças, Novembro Azul, o urologista Lucas Nogueira, membro do departamento de uroconlogia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) faz um alerta para o câncer de pênis. Segundo o médico, quando a doença é diagnosticada em estágio muito avançado, a principal opção de tratamento é a amputação do pênis.
 
— Durante o exame médico avalia-se o estágio em que a doença se encontra. Se a lesão for superficial, retira-se somente a área lesionada. Em casos mais graves, quando há infiltração (o tumor entra no pênis), é necessário fazer a amputação peniana parcial ou total. Nesta situação, o paciente não pode colocar prótese peniana, pois toda a área fica ressecada.
 
De acordo com o especialista, é raro o paciente ter que submeter a uma remoção total do pênis.
 
— Em quase 90% dos casos conseguimos preservar o membro, removendo apenas de 1 cm a 1,5 cm. É a forma mais eficaz de evitar que a doença volte.
 
Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pênis tem maior incidência em homens acima dos 50 anos, embora também possa atingir os jovens. No Brasil, a doença é mais comum nas regiões Norte e Nordeste. Em 2010, 363 homens morreram em decorrência desse tipo de câncer.
 
Para o urologista, o câncer de pênis está relacionado à falta de informação, higiene íntima inadequada, infecção pelo vírus do HPV (papilomavírus humano) e àqueles que não se submeteram a cirurgia de fimose.
 
— Os primeiros sinais da doença são lesões, verrugas, manchas, inflamação, coceira e tumoração do pênis [formação de íngua]. Os homens que não passaram pela cirurgia de fimose (retirada do excesso de pele da “cabeça” do pênis), não conseguem expor a glande e lavá-la direito. Por causa disso, a doença pode surgir e se agravar.
 
Tratamento
Quando o câncer de pênis é diagnosticado precocemente, o paciente pode ser submetido ao tratamento a laser, sessões de radioterapia e cirurgia para a remoção da lesão superficial.
 
— O tempo de duração desses tratamentos varia com estágio em que a doença se encontra. No entanto, vale ressaltar que ainda há chances de o câncer voltar.
 
Prevenção
De acordo com o médico, o câncer de pênis mata, mas, as chances de cura são de 90% quando detectado em fase inicial.
 
— É preciso que o homem deixe de lado o medo e a vergonha na hora de procurar por ajuda médica. Além disso, é necessário conscientizar a população sobre a doença e os tratamentos.
 
A melhor forma de prevenir o câncer de pênis é fazer uma higiene adequada da região íntima com água e sabão.
 
— É preciso lavar o pênis diariamente. A higiene também essencial após a relação sexual, pois ajuda a remover as bactérias. Além disso, recomendamos o uso de preservativos e a cirurgia de fimose.

R7

Unifesp recruta voluntários com síndrome das pernas inquietas

Universidade busca por pacientes para diversas outras pesquisas
 
O Setor de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp está pesquisando o efeito dos exercícios físicos em pacientes com SPI (Síndrome das Pernas Inquietas) como forma de tratamento não farmacológico para redução dos sintomas.
 
Podem participar da pesquisa homens e mulheres com idade entre 45 e 65 anos com suspeita de SPI e que não pratiquem exercícios físicos regularmente.
 
Serão excluídos da seleção os portadores de fraturas, limitações articulares como bursite, tendinite, luxação, artrite, artrose e outros problemas de ossos, tendões e músculos. Os pacientes serão divididos em dois grupos com diferentes tipos de exercícios para verificar seus efeitos. Após o diagnóstico clínico, os pacientes serão incluídos no estudo.
 
Os interessados podem entrar em contato com Marcelo Casemiro pelo e-mail casemiro.marcelo@gmail.com ou procurar o Ambulatório de Neuro-Sono da Disciplina de Neurologia da Unifesp, na rua Napoleão de Barros, 771, Balcão 5, somente às quartas-feiras a partir das 13h.
 
Além dessa pesquisa, a universidade recruta voluntários para:
 
— Consequências do trabalho em turno para a Saúde
O CEPE/Unifesp (Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício) realiza pesquisa para avaliar as consequências do trabalho em turno para a saúde de trabalhadores do turno diurno e noturno.
 
Podem participar homens e mulheres, com idade entre 18 e 60 anos, que trabalhem em turnos diurno, noturno, fixo ou rotativo. Os interessados não devem ser fumantes e nem possuir doenças crônicas hepáticas, renais, cognitivas, câncer ou doenças autoimunes.
 
Os benefícios para os voluntários incluem: exame de polissonografia (sono) e de sangue, avaliação da composição corporal e hábitos alimentares, vacina hepatite A e ressarcimento dos gastos nos dias de participação na pesquisa.
 
Para informações e inscrições, ligue: (11) 5572-0177 ou envie um e-mail para Francieli - francieli.ruiz@cepebr.org e Ioná - iona@cepebr.org.
 
— Gasto Energético de obesos com síndrome de apneia obstrutiva do sono
O Departamento de Psicobiologia da Unifesp está recrutando voluntários para participarem de um estudo que tem como objetivo avaliar os efeitos de dois tipos de dietas no gasto energético de homens obesos e que possuem Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono.
 
Podem participar do projeto de pesquisa homens, com idade entre 25 e 45 anos, obesos que não fumam, não utilizam drogas e não tenham problemas renais, de coração e de tiroide. Os voluntários também não podem trabalhar à noite e nem em turnos, além de não terem outros distúrbios de sono – como insônia, por exemplo.
 
Durante a pesquisa serão realizadas consultas nutricionais, exames de sono, sangue e gasto energético. Ao final do estudo, esses exames serão passados aos voluntários.
 
Os interessados devem entrar em contato com Mariana Del Re pelos telefones: (11) 9-8331-1547 ou 5572-0177 (para recados) e ainda pelo e-mail: mariana@cepebr.org
 
— Efeitos da Lidocaína venosa no alívio de dores de fibriomialgia
O Setor de Dor da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da EPM/Unifesp está recrutando voluntários para uma pesquisa que visa avaliar o efeito da lidocaina venosa na dor e nas concentrações plasmáticas em pacientes com Fibromialgia.
 
Serão recrutados voluntários de ambos os sexos com idade entre 18 e 60 anos que tenham dor generalizada ou diagnóstico de Fibromialgia. Os selecionados passarão por avaliação médica inicial, exames laboratoriais e serão acompanhados durante um período de oito semanas durante as quais receberão medicamentos via oral. Uma vez por semana durante quatro semanas consecutivas receberão medicação por via endovenosa (lidocaína ou solução salina), realizando coleta de sangue na 1ª, 2ª, 5ª e 8ª semanas. Os voluntários serão avaliados clinicamente em todas as consultas e responderão a questionários relacionados com a fibromialgia e qualidade de vida.
 
Não poderão participar do estudo os portadores de diabetes, doenças na tireoide, fígado, neurológicas, psiquiátricas, reumatológicas, neuromusculares, e outras síndromes dolorosas crônicas, arritmias, infarto do miocárdio, bloqueio de ramo ou átrio ventricular, insuficiência cardíaca, glaucoma de ângulo agudo, miastenia gravis e gravidas.
 
Também não serão aceitos os pacientes com hipersensibilidade aos medicamentos utilizados no estudo (lidocaina, amitriptilina, tramadol e paracetamol) além dos que usam cisaprida ou inibidores da monoaminoxidase. Os indivíduos que fazem uso de medicamentos de ação central, como antidepressivos, anticonvulsivantes, opióides e neurolépticos, serão aceitos somente se interromperam o tratamento pelo menos um mês antes do inicio do estudo.
 
Os interessados podem entrar em contato com Ana Laura Giraldes pelo telefone (11) 97320 3801 ou e-mail fibromialgia.unifesp@gmail.com. Estão disponíveis 20 vagas.
 
Os atendimentos acontecem no Ambulatório de dor do Hospital São Paulo da Unifesp, situado à Rua Botucatu, nº 593.
 
R7

Mitos e verdades sobre a ingestão de água

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É importante beber água mesmo sem ter sede, alertam os especialistas
Tire suas dúvidas sobre esse líquido essencial para o bem-estar e a saúde do corpo
 
Uma pessoa seria capaz de suportar até 200 dias sem comer. Sem água, porém, a resistência é bem menor: após cerca de 36 horas o organismo começa a entrar em colapso.

Água é essencial para a saúde e o bem-estar. Mas existem dúvidas em relação às propriedades desse líquido do qual o organismo não pode prescindir. Confira alguns mitos e verdades sobre a ingestão de água.
 
Tomar água gelada queima calorias
VERDADE . A temperatura da água gelada é em torno de 4º C; a do corpo humano é cerca de 36º C. Então, quando você ingere o líquido gelado o corpo trabalha para aquecê-lo.
 
“Esse processo, chamado termogênese, gera aumento de consumo de energia, ajudando assim a promover a queima calórica”, explica a nutricionista Natália Dourado, consultora da Santo Dom Massas sem Glúten, de São Paulo. Mas daí a imaginar que água gelada é a solução para a perda de peso é exagero. Até porque a queima calórica é pequena: meio litro de água gelada consome 17 calorias.
 
“É pouco representativo em uma dieta de 1500 a 2000 calorias”, completa o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 
Tomar água em jejum emagrece
MITO
. “A hidratação em jejum é importante para restabelecer os níveis séricos do organismo e a eliminação de toxinas produzidas em resposta ao período sem alimentação”, diz a nutricionista Natália Dourado. Devido a isso e ao fato de que beber água provoca uma distensão gástrica, o que pode acontecer é a sensação de diminuição da fome. Com menos fome, menos comida seria ingerida. Neste caso colaboraria com a perda de peso.
      
Água com gás engorda igual refrigerante
MITO
. “Embora os dois líquidos contenham gás carbônico em sua composição, a diferença está no açúcar incluso nos refrigerantes”, explica Natália Dourado. O que engorda, portanto, não é o gás e sim as calorias do açúcar da bebida. O endocrinologista João César alerta ainda para o fato de o refrigerante conter grande quantidade de sal, o que também prejudica a saúde e a boa forma.
 
Beber água durante a refeição atrapalha digestão
MITO
. “Não existe embasamento científico para justificar essa afirmação”, diz o médico da Unifesp. Mas é claro que não se pode exagerar na ingestão. Um litro de água faria a pessoa se sentir mal e poderia prejudicar o processo digestivo.
                          
Beber água faz bem para a pele
VERDADE
. A ingestão de água é importante para a eliminação das toxinas produzidas pelo organismo, que são expelidas pela urina ou suor. “Uma pele bem hidratada elimina estas toxinas com maior facilidade e fica com aparência mais saudável”, explica a nutricionista Natália.
 
É preciso beber em média 2 litros de água por dia
VERDADE . No entanto, pode ocorrer uma pequena variação de indivíduo para indivíduo. “A média diária de ingestão de água por um adulto fica entre 1,5 a 3 litros – ou em torno de 30 a 40ml/kg de peso corporal. Vale lembrar que temos a água natural das frutas, verduras e legumes, que são de extrema importância também”, explica Natália.
        
Devo beber água mesmo sem ter sede
VERDADE
. Principalmente no inverno a percepção de sede diminui – o que não quer dizer que não se deva beber água. É importante manter o hábito de tomar vários copos ao longo do dia. Quando temos sede é porque nosso organismo já está sentindo a falta do líquido.
 
Delas

Cirurgia de redução de estômago é a mais recusada pelos planos de saúde

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Raíssa venceu processo na Justiça, mas teve de tirar do bolso
 os honorários do cirurgião
Entre janeiro de 2011 e maio de 2012, 1.436 cirurgias foram negadas em todo o País, que viu as operações saltarem de 17 mil para 72 mil em nove anos
 
A dentista Raíssa Duque, hoje com 30 anos, sofria com a obesidade desde os 15. Cansada do ganho imediato de peso após cada dieta, ela recebeu com certo alívio a sugestão de sua ginecologista de abandoar esses tratamentos e partir para uma cirurgia de redução de estômago (bariátrica). Ela não sabia que precisaria esperar mais de um ano, apelar para a Justiça, para as redes sociais e para um programa de TV até que seu pedido fosse parcialmente aceito. “Tive de pagar do bolso os honorários do médico.”
 
Com base na lei de acesso à informação, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) colheu dados de 2011 e dos cinco primeiros meses de 2012 com a Agência Nacional de Saúde (ANS) e revelou que Raíssa não é exceção. Essas cirurgias são as mais recusadas pelas operadoras de planos de saúde, embora sejam obrigatórias desde a edição da Resolução 1.942/2010 pelo Conselho Federal de Medicina.
 
Em 2011, 850 cirurgias bariátricas foram rejeitadas por convênios, enquanto 568 operações tiveram o mesmo destino entre janeiro e maio do ano passado, um crescimento proporcional de 60%. Aparecem em seguida as seguintes intervenções cirúrgicas: facectomia com lente intraocular (substituição de uma estrutura atrás da íris, comum em quem tem catarata), hérnia de disco e artroscopia cirúrgica, para recuperar danos no interior de articulações.
 
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátria e Metabólica (SBCBM), Almino Ramos, 3,6% da população, ou 7,2 milhões de pessoas, sofrem com a obesidade no Brasil. “A falta de atividade física responde por 40% das causas, outros 40% por excesso de calorias na alimentação e 20% por herança genética.”
 
Advogado especializado em direitos do consumidor, Marcelo Gallego garante que 80% de seus clientes o procuram após a recusa do plano de saúde em conceder a operação bariátrica, que custa entre R$ 20 e R$ 30 mil. “Chegam aqui meninas inférteis, com trombose, diabéticas. A mudança hormonal pode deixar algumas mulheres com pelos; tudo consequência da obesidade mórbida. As operadoras precisam perceber que ao realizar uma cirurgia bariátrica elas economizam em outros tratamentos e cirurgias.”
 
Esse é o caso do professor Herald Rodrigues (31), que ao atingir 115 quilos solicitou a operação à Amil, que só liberou depois que o conveniado recorreu à ANS. “Quando cheguei para operar, eu estava hipertenso, pré-diabético, tinha gordura no fígado, artrite, bursite, má circulação sanguínea e rompimento de vasos nas pernas.”
 
Operado em março deste ano, ele já perdeu 50 quilos. “Atingi minha meta e normalizei minha saúde. Agora preciso ganhar massa magra e fortalecer os músculos.”
 
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Herald Rodrigues precisou recorrer à ANS para que seu convênio
 realizasse a cirurgia
Raíssa também espera vencer o processo e ser ressarcida dos R$ 5 mil que precisou desembolsar para que um médico particular realizasse a operação que o especialista da Unimed Paulistana teria se recusado a fazer. “O convênio pagou a internação depois do processo, mas o médico não quis operar porque trabalha por cooperativa e sua remuneração seria muito baixa. Tive de contratar um médico particular.”
 
Hoje 20 quilos mais magra, ela terá a missão de perder outros 40 até setembro do ano que vem, quando a cirurgia completa um ano. “A partir de então, o corpo estabiliza. Para ajudar, estou fazendo dança, drenagem linfática, massagem modeladora e musculação.”
 
Aumento de cirurgias
Apesar do alto número de recusas, as cirurgias bariátricas realizadas entre 2003 e 2012 saltaram de 16 mil para 72 mil, avanço de 350%, segundo dados da SBCBM.
 
A resolução da ANS garante a operação ao paciente com Índice de Massa Corporal (IMC) igual a 40, ou IMC a partir de 35 desde que associado a alguma doença decorrente do sobrepeso, como hipertenção. O paciente também não pode consumir drogas e álcool cinco anos antes da cirurgia e ter idade entre 18 e 65 anos.
 
O advogado afirma que os planos são genéricos ao justificar a negativa das operações. O mais comum é alegar descumprimento da resolução da ANS. “Outra muito comum é apontar pré-existência da doença”, diz. “As ocorrências são tantas que a Justiça Federal editou a Súmula 105, que orienta os juízes a recusar esse argumento se o plano não fez perícia no paciente antes dele assinar o contrato.”
 
A justificativa de que o professor Leando Eiolante (41), na época com 114 quilos, já era obeso antes de receber a carteirinha do convênio foi feita pela SulAmérica. “Eu não fiz nenhuma perícia. Só assinei o contrato que o vendedor do plano me entregou”, recorda-se. “Quando eu cheguei para operar, estava com diabetes, colesterol, apneia, dores na coluna, além do cansaço e da baixa autoestima.”
 
Operado em abril deste ano depois de recorrer à Justiça, Eiolante já perdeu 45 quilos. “Os exames não acusam nenhuma doença: nem diabetes, colesterol ou dor na coluna. Não fico mais cansado, nem ronco. Eu nasci de novo.” Mesmo assim, a SulAmérica recorreu do processo e, se vencer, cobrará de Eiolante os R$ 20 mil gastos na cirurgia.
 
Outro lado
A “SulAmérica informa que tem por norma não comentar decisões judiciais, especialmente aquelas que não são definitivas e sobre as quais ainda cabe recurso”. Já a Unimed Paulista afirma que Raíssa, “cometeu uma fraude” na contratação do plano “ao declarar que pesava 70 kg e que não tinha doença pré-existente.” “O Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao analisar o recurso da Unimed Paulistana, decidiu pela suspensão da decisão que determinava a cobertura da cirurgia.”
 
A Amil não respondeu ao iG até a publicação desta reportagem.
 
iG

Anuidades dos conselhos de enfermagem são aprovadas

Valores variam de acordo com a categoria: enfermeiro, até R$ 260; técnico em enfermagem, até R$ 130; e auxiliar de enfermagem, até R$ 100
 
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou na quarta-feira (20) o Projeto de Lei 2120/11, que estipula as anuidades devidas aos conselhos de enfermagem e multas por violação da ética na enfermagem.
 
Conforme afirma o relator, deputado Manoel Junior (PMDB-PB), a proposta não tem nenhum impacto sobre o Orçamento Público Federal. “O texto apenas disciplina a movimentação de recursos de autarquias especiais, que não transitam no Orçamento da União”, ressalta.
 
Pelo texto, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), as anuidades devem variar de acordo com a categoria e corresponderão aos seguintes valores: enfermeiro, até R$ 260; técnico em enfermagem, até R$ 130; e auxiliar de enfermagem, até R$ 100.
 
Pessoa jurídica
Em caso de pessoa jurídica, a anuidade devida aos conselhos de enfermagem terá como base a maior contribuição da pessoa física e deve variar conforme o capital social. Preveem-se os seguintes valores:
  • capital de até R$ 50 mil, R$ 260;
  • entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, R$ 520 (duas vezes R$ 260);
  • entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, R$ 780 (três vezes);
  • entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, R$ 1.040 (quatro vezes);
  • entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, R$ 1.300 (cinco vezes);
  • acima de R$ 2 milhões, R$ 1.560 (seis vezes).
Multa
Ainda conforme a proposta, o valor da multa por violação da ética será igual ao da anuidade de pessoa física da respectiva categoria. Os conselhos ainda poderão cobrar até R$ 50 para a expedição de carteira profissional.
 
O projeto prevê ainda que as anuidades devem ser pagas até 1º de março de cada ano. As contribuições devem ser reajustadas anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Tramitação
Já aprovado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, Administração e Serviço Público, o projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
SaudeWeb

Estudo usa hologramas 3D em cardiologia intervencionista

Inovação desenvolvida pela Royal Philips e pela RealView Imaging permite que médico interaja com projeção holográfica do coração
 
A Royal Philips e RealView Imaging anunciaram em outubro a conclusão de um estudo clínico que buscou demonstrar a viabilidade das imagens holográficas em 3D durante cirurgias, além de uma tecnologia de interação para orientar os procedimentos de doenças cardíacas estruturais minimamente invasivos. O estudo piloto envolveu oito pacientes e foi realizado em colaboração com o Schneider Children’s Medical Center em Israel. A tecnologia de visualização foi usada para exibir imagens holográficas em 3D interativas, em tempo real, obtidas pelos sistemas de raios X intervencionistas e ultrassom cardíaco da Philips.
 
Além de visualizar o coração do paciente em uma tela bidimensional, os médicos da equipe intervencionista foram capazes de ver imagens holográficas em 3D dinâmicas detalhadas do coração “flutuando em espaço livre” durante um procedimento de doença cardíaca estrutural minimamente invasivo, sem o uso de dispositivos oculares especiais. Os médicos também foram capazes de manipular as estruturas do coração projetadas em 3D tocando os volumes holográficos na frente deles. O estudo demonstrou o potencial da tecnologia para melhorar o contexto e a orientação de reparos estruturais do coração.
 
Imagens em 3D ao vivo para orientar procedimentos minimamente invasivos representam uma nova forma de visualizar dados clínicos em tempo real. Os resultados do estudo foram considerados “promissores” por Philips e RealView Imaging, que prometem continuar explorando a combinação de imagens em 3D ao vivo e holografia médica, tanto em cardiologia intervencionista como em outras áreas clínicas.
 
Veja abaixo um vídeo (áudio em inglês) sobre a nova tecnologia, produzido pela RealView Imaging:


 
SaudeWeb                           

Falta de verba é maior causa do caos na Saúde, diz relatório

Grupo de trabalho da Comissão de Direitos Humanos da Câmara verificou condições do atendimento de urgência e emergência em oito estados
 
Emergências de hospitais públicos lotadas, pacientes sendo atendidos em camas improvisadas no chão, banheiros sujos. Esse quadro, que não é novo, foi constatado pelo grupo de trabalho da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que realizou diligências nos serviços de emergência de hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em oito estados nas cinco regiões do País.
 
O relatório do grupo de trabalho foi apresentado na terça-feira (26) pelo deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), durante o seminário “Caos no Atendimento de Urgência/Emergência no Brasil”. De acordo com o texto, a falta de verbas para o setor de saúde, o chamado subfinanciamento, é um dos principais motivos dos problemas dos serviços de atendimento de urgência e emergência.
 
Segundo Arnaldo Jordy, em média, apenas 10% do dinheiro que é aprovado para a área de saúde no Orçamento da União é efetivamente gasto. “A situação é caótica. Nós não podemos aceitar que a sexta economia do planeta tenha uma situação tão trágica e criminosa como nós assistimos no Brasil: as pessoas morrendo”, disse.
 
O deputado ressaltou que as principais vítimas são a “base da pirâmide socioeconômica: os pobres, as pessoas que dependem do Estado e do SUS”. “Infelizmente, muitas vezes, [essas pessoas] têm que apelar à reza ou à sorte, porque os profissionais às vezes têm que escolher entre um ou outro paciente para poder atender, deixando os demais à própria sorte”, afirmou.
 
Medidas preventivas
A diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, também participou do seminário. Ela afirmou que o governo reconhece que tem destinado pouco dinheiro para o setor. “É reconhecido pelo ministro da Saúde que vivemos uma situação de subfinanciamento, se compararmos os recursos dos quais dispomos com outros países em mesmo nível de desenvolvimento que o Brasil”, declarou.
 
De acordo com Maria do Carmo, para diminuir os problemas das emergências dos hospitais do SUS, o governo tem adotado medidas preventivas, como o programa Farmácia Popular. Segundo ela, o acesso a medicamentos reduz em 20% a ida dos pacientes aos serviços de urgência e emergência.
 
A representante do Ministério da Saúde também destacou ser necessário melhorar o acesso da população às unidades de atenção básica à saúde e de levar profissionais para trabalhar nessa área específica.
 
Para o procurador da República Peterson Pereira, falta investimento justamente em ações que evitem que as pessoas fiquem doentes, incluindo saneamento básico, água tratada e redução do sódio na comida. “A questão do SUS tem que ser enfrentada na linha de prevenção. Você tem que promover a saúde, e não direcionar todos os esforços do País no atendimento à doença, porque você trata aquele doente que veio ao sistema, cura ele, mas, em seguida, vêm mais 10, vêm mais 20, porque você não ataca as causas”, afirmou.
 
Sugestões
No relatório do grupo de trabalho, Arnaldo Jordy também apontou a necessidade de inversão do modelo de saúde, com maiores investimentos na prevenção de doenças. Segundo o parlamentar, isso também depende do aumento de investimentos em saúde, com a efetiva liberação do dinheiro do Orçamento. Outro ponto destacado é a necessidade de melhorar a gestão dos serviços de saúde, com profissionais capacitados a conduzir o setor.
 
Jordy informou que ainda está recebendo sugestões para o relatório. Ele deverá concluir o texto em 20 dias e pretende enviá-lo à presidente Dilma Rousseff, aos presidentes da Câmara e do Senado e ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com o parlamentar, algumas medidas sugeridas no relatório vão precisar de intervenção judicial.
 
O grupo de trabalho visitou os hospitais Arthur Ribeiro de Saboya, em São Paulo; Souza Aguiar, no Rio de Janeiro; Roberto Santos, na Bahia; João Paulo 2º, em Rondônia; Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti, no Pará; Hospital de Base, no Distrito Federal; Nossa Senhora da Conceição (Porto Alegre), no Rio Grande do Sul; e o Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, no Mato Grosso. As visitas ocorreram de 19 de setembro de 2011 a 14 de dezembro de 2012.
 
SaudeWeb

Compras causam maior impacto na sustentabilidade dos hospitais

Ian Iannuzzi, head global da Johnson & Johnson, elenca primeiros passos para um hospital tornar-se sustentável
 
O diretor-sênior global de sustentabilidade da Johnson & Johnson, Ian Iannuzzi, falou ao Saúde Web sobre as práticas sustentáveis da companhia e de outras empresas do setor.
 
O executivo possui 30 anos de experiência na área e dois livros publicados sobre sustentabilidade em corporações. O mais recente deles, Greener Products: The Making and Marketing of Sustainable Brands, aborda os benefícios dos recursos sustentáveis – da embalagem à eficiência no consumo de energia, passando pela reciclagem e pelo descarte de produtos – por meio da experiência de companhias como GE (Ecomagination™), Philips, Apple Inc., Seventh Generation, Procter & Gamble, BASF e outras.
 
Perfil da J&J
-Mais de 275 empresas operando-128.000 funcionários ao redor do mundo-Vende produtos em mais de 175 países-Três Segmentos: Farmacêutico, Dispositivos e Diagnósticos Médicos e de Consumo-Vendas de 67,2 bilhões de dólares em 2012
 
Saúde Web: as empresas com foco no cuidado têm uma lógica paradoxal, porque apesar de seu objetivo ser o tratamento, prevenção e a cura das doenças, ao mesmo tempo, também são responsáveis por sérios danos sociais e ambientais – por estarem lidando com grande quantidade de lixo tóxico, químico, alta energia, consumo de água, etc. Qual a sua opinião a respeito desses desafios? No geral acredita que eles devem mudar a visão e comportamento nos negócios?
Iannuzzi: as empresas de saúde tais como indústrias e até mesmo hospitais têm uma maior preocupação acerca do impacto de sua sustentabilidade. Já vimos empresas tanto globais quando locais liderando discussões e trazendo iniciativas inovadoras para mudar esse cenário e avançar nos programas de sustentabilidade. Claro que essa é uma discussão de modelo de negócios e há um enorme impacto financeiro para convencer as empresas a implementarem programas que reduzam o impacto gerado.
 
Saúde Web: a sustentabilidade no segmento de saúde brasileiro está crescendo e esse conceito envolve diferentes práticas. Quais são os primeiros passos que uma empresa de cuidados deve seguir para introduzir a sustentabilidade em seu negócio, considerando as especificidades desse setor.
Iannuzzi: um hospital pode iniciar sua jornada de sustentabilidade ao se inscrever em uma free resource, como a Health Care Without Harm. Trata-se de uma coligação internacional de hospitais e sistemas de saúde, profissionais médicos, comunidades, constituintes afetados pela saúde (health-affected constituencies), união de laboratórios, organizações ambientais e grupos religiosos.
 
A entidade fornece inúmeros recursos e databases para ajudar com a implementação de práticas de sustentabilidade. Em cada faceta do hospital pode ser implementada a prática de sustentabilidade, desde a redução de agentes químicos com produtos até a comida que é servida na lanchonete.
 
Há inúmeras áreas nas quais o hospital pode começar a aumentar seus esforços de sustentabilidade e ter um impacto positivo frente aos funcionários, comunidade e pacientes: compras mais inteligentes, liderança engajada, comida mais saudável, energia mais enxuta, menos resíduos e agentes químicos mais seguros.
 
As compras representam a maior influência em impacto que um hospital pode ter em sua sustentabilidade. O desejo de ter mais produtos sustentáveis não apenas afeta o hospital, mas também leva os fabricantes a inovarem e produzirem mais produtos sustentáveis.
 
-compras de scorecards

-adquirir produtos que tiveram os materiais que causam preocupação removidos

 - comprar de fornecedores transparentes
 
Os hospitais têm a oportunidade de melhorar a saúde de seus pacientes e funcionários ao oferecer opções de alimentos mais saudáveis:
 
-Eliminar bebidas com adição de açúcar

 - Comprar frutas e vegetais frescos

-Aumentar as opções de escolha saudável em máquinas de vendas no local

- Aumentar as informações de como escolher de forma saudável os alimentos
 
Energia mais enxuta
-Oportunidades para receber prêmios do Energy & Environmental Design (LEED)

-Redução de quantidade geral de energia consumida

- Aumento da quantidade de uso de energia renovável

 -Sistemas mais eficientes de aquecimento e resfriamento

- Utilização de dispositivos médicos com eficiência energética
 
Menos resíduos

 Redução de resíduos hospitalares representa uma oportunidade substancial não apenas para o impacto ambiental, mas também na redução de custos:
 
- Ensinar os funcionários sobre o que deve e o que não deve ser colocado nas sacolas vermelhas (85% dos resíduos hospitalares não são resíduos hospitalares)

-Realizar parceria com serviços de gestão de resíduos para implementar práticas de reciclagem mais eficientes

- Substituir água de garrafa por filtros

Agentes químicos mais seguros

 
É importante desenvolver um plano para reduzir e eliminar a presença de agentes químicos:
 
-Eliminar a halogenação retardante de chamas de mobiliário médico

 -Minimizar a exposição a substâncias químicas como o DEHP

-Eliminar o mercúrio dos hospitais

-Comprar produtos isentos de materiais tóxicos ou suspeitos em sua composição
 
Saúde Web: você poderia explicar como a Kaiser Permanente e outras empresas (GE Ecomagination™) lidam com a sustentabilidade em seus negócios e os resultados já obtidos?
Iannuzzi: em 2010 a Kaiser Permanente revelou o primeiro scorecard de sustentabilidade para fornecedores.
 
O Sustainability Scorecard é um processo que leva em consideração os impactos ambientais de produção, obtenção, uso e disposição de produtos médicos como parte integrante da decisão de compra, tal como o desempenho, efetividade e custo do produto.
Kaiser Permanente Roseville (Calif.) Medical Center:

• Usa uma usina de cogeração e iluminação exterior para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa em 30% até 2010

• Kaiser Permanente Roseville Medical Center também estabeleceu metas para redução de consumo de água em mais de 15 milhões de galões por ano, reprocessando toneladas de equipamentos de salas de operações e aumentando seus gastos em alimentação sustentável em 18% de seu orçamento até 2015.
 
Saúde Web: qual a importância da Johnson & Johnson Medical para a companhia e poderia dar exemplos de soluções sustentáveis?
Iannuzzi: recentemente materiais que causam preocupação estão sendo excluídos de muitos produtos da J&J Medical. O PVC foi retirado do Enseal® G2. Além disso, processos químicos ecologicamente corretos estão sendo usados para reduzir o impacto ambiental do Zytiga®.
 
A empresa da Johnson & Johnson Sterilmed® produz dispositivos médicos que podem ajudam hospitais a realizarem compras mais inteligentes.
 
O equipamento de esterilização ASP® revolucionou a maneira com a qual fazemos esterilização e o tempo necessário para isso. Esse equipamento conseguiu reprodutibilidade em processos de esterilização e fez isso em tempos que variam de 28 a 72 minutos, dependendo do tipo de esterilização de equipamento escolhido.
 
O equipamento usa baixa temperatura do gás plasma de peróxido de hidrogênio, que não utiliza componentes químicos poluentes ou resultam em subprodutos tóxicos, o que também ajuda a preservar o meio-ambiente.
 
A vertical Johnson & Johnson Family of Companies realizou sérios compromissos para deixar a energia mais enxuta e reduzir sua emissão de carbono.
 
- Maior frota corporativa de Veículos Híbridos dos Estados Unidos

-45.5 MW de capacidade de energia renovável/ clean*

-Redução de emissão de CO2 até 145.887 toneladas por ano

-16 edifícios com certificado LEED
 
Redução de Resíduos
Por meio do processo EARTHWARDS® , a J&J também reduziu o impacto de resíduos de seus produtos, onde 27% de seus produtos tiveram uma melhora significativa na produção de resíduos.
 
-9.2% de redução de resíduos desde 2010

- 2% de redução de uso de água desde 2010
 
Em 2012, 41% dos fornecedores da J&J tinham, pelo menos, duas metas de sustentabilidade publicamente relatadas.
 
-J&J compra produtos que não contêm ou usam em sua produção produtos químicos listados na Johnson & Johnson Watch List ou da conhecida lista de agentes cancerígenos suspeitos.

-São escolhidos produtos que são energicamente suficientes

-Foco em materiais reciclados com ênfase em conteúdo reciclável pós-consumo.
 
Saúde Web: a Johnson &  Johnson Medical trabalha de alguma forma para ajudar seus clientes a se tornarem sustentáveis?
Iannuzzi: como uma grande fornecedora hospitalar, a Johnson & Johnson está comprometida com as melhorias de sustentabilidade por meio do processo EARTHWARDS® e realizando parcerias com hospitais para aumentar a sustentabilidade.
 
EARTHWARDS® é um processo de quatro etapas para o desenvolvimento e marketing de produtos mais sustentáveis: Assess compliance and risks (Avaliação de conformidade e riscos); Life Cycling Screening (Blindagem de ciclo de vida); Identify significant sustainability improvements (identificação de melhorias significativas de sustentabilidade); Submit for review (submissão para avaliação).
 
SaudeWeb