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domingo, 29 de janeiro de 2012

Pesquisadores identificam processo cerebral ligado aos valores fundamentais

Pesquisadores identificam processo cerebral ligado aos valores fundamentais para as pessoas, a respeito dos quais elas não aceitam mudar de ideia com facilidade. O estudo pode orientar políticas que buscam ordenar a vida em sociedade

“No questionário, você afirmou que não acreditava em Deus. Escolha um valor, entre US$ 1 e US$ 100, para dizer que acredita. Se não quiser mudar de opinião, passe para a próxima.” O cenário era uma sala onde só estavam o voluntário e um computador. Ninguém, além dos pesquisadores, ficaria sabendo da escolha. Ao fim da sessão, o participante poderia sair com até US$ 3,1 mil no bolso, só para voltar atrás em suas sentenças, diante de uma máquina. Nem todos se venderam.

O que está por trás da moral, do sistema de valores sagrados para os indivíduos, que não ousam renegá-los nem durante uma brincadeirinha de laboratório? Foi o que queriam saber pesquisadores da Universidade de Emory, nos Estados Unidos. Eles descobriram que a integridade é tão importante que chega a ter uma área do cérebro na qual se manifesta. Não é só uma questão subjetiva, mas fisiológica. O resultado do estudo foi publicado na edição mais recente da revista especializada Philosophical Transactions of the Royal Society.

A equipe do neuroeconomista Gregory Berns, principal autor da pesquisa, recrutou 43 participantes de ambos os sexos e idade média de 29,2 anos. A maioria, 33,8%, possui diploma de bacharel, seguida por aqueles que cursaram alguns anos de faculdade (24,6%). O experimento foi dividido em quatro partes, sendo as três primeiras monitoradas por ressonância magnética funcional, exame de imagem que permite observar a atividade do cérebro diante de alguma situação.

Na primeira fase, os participantes eram apresentados a 124 sentenças positivas e negativas que tratam de valores, sem que eles precisassem fazer nada. “Simplesmente, aparecia na tela frases como ‘Você toma Coca-Cola’, ‘Você gosta de cachorros’ ou ‘Você não quer matar uma pessoa inocente’”, descreve Berns. Depois, os voluntários tinham de escolher entre duas opções, como “Você acredita em Deus” ou “Você não acredita em Deus”. Em seguida, a tentação. “Há alguma quantia em dólar que o faça mudar de ideia para o resto da vida?”, questionava a máquina. Bastava escolher sim ou não e apontar um valor entre US$ 1 e US$ 100. Em até seis meses depois, os mesmos voluntários responderam a questionários que também perguntavam sobre sistemas de valores. Eles tinham de dizer sim ou não, e o objetivo foi comparar as respostas às oferecidas no primeiro teste.

A principal parte da pesquisa, porém, foi a terceira, na qual o cérebro dos participantes era monitorado enquanto eles repetiam as atividades realizadas na primeira fase. Os pesquisadores puderam, então, avaliar as respostas cerebrais, enquanto checavam quais os valores realmente importantes para cada voluntário. “Se a pessoa concordava em mudar de ideia em uma frase que dizia ‘Você gosta de tomar chá’, consideramos que o ato de tomar ou não tomar chá não era uma coisa muito importante para ela. Quando, porém, deixava de ganhar dinheiro porque se recusava, por exemplo, a negar que era favorável ao casamento gay, pudemos perceber que, para ela, esse é um valor moral, que não se vende”, explica Berns.

As imagens cerebrais confirmaram que, para alguns indivíduos, certos valores são sagrados. Os cientistas verificaram que, quando avaliavam a possibilidade de renegar uma determinada sentença importante para eles, os voluntários ativavam o córtex pré-frontal ventrolateral, um sistema de neurônios associado aos conceitos de certo e errado. Mesmo sabendo que poderiam ganhar dinheiro caso fingissem concordar ou discordar com algum valor sagrado, o sistema de recompensas do cérebro nem sequer se alterava.

Outra reação observada é que região da amígdala, associada às emoções, entrava em ação apenas quando os voluntários se deparavam com a oferta de dinheiro para mudar de opinião em relação a um valor muito importante para eles. “A resposta em seus cérebros é a mesma que temos quando nos sentimos ofendidos, repugnados, quando vemos que algum valor moral que nos é sagrado é corrompido”, comenta Berns. O mesmo não acontecia diante da tentação de ganhar dinheiro para trocar de ideia quando o assunto parecia irrelevante, como gostar ou não de chá.

Normas
“Entender como os valores sagrados são representados e processados na mente humana tem muitas implicações para os construtores de políticas públicas”, defende Jeremy Ginges, pesquisador do Departamento de Psicologia da Nova Escola para Pesquisa Social, de Nova York, que contribuiu com o estudo. “Quando dizemos valores sagrados, estamos nos referindo tanto a crenças religiosas quanto a normas morais e construção de identidades. Esses valores motivam muitas decisões importantes ao longo da vida, tanto da perspectiva individual quanto da social”, afirma.

De exemplo, Ginges cita vender comida normal como se fosse alimento kosher, o único permitido para os judeus; investir em fundos de responsabilidade social; ou decidir com quem se casar. “Basicamente, tudo em nossa vida está relacionado a nossos valores”, acrescenta. “Desacordos a respeito de valores sagrados também podem contribuir para muitos conflitos políticos e militares, além de estarem por trás de atos políticos violentos.”

No artigo, os autores afirmam que a maior parte das políticas públicas é baseada em incentivos, como ganhar desconto nos impostos ao exigir nota fiscal, ou dissuasões, ou ainda pagar multa se ultrapassar o sinal vermelho. “Nossas descobertas indicam que não é razoável pensar que uma política baseada em análises de custos e benefícios poderá influenciar o comportamento pessoal quando se trata de valores sagrados”, afirmam. Eles se referem, por exemplo, a uma hipotética lei que recompensasse financeiramente cidadãos que jogassem pedras em cachorros vira-latas, para evitar que eles sujassem as ruas. “Os valores pessoais sagrados são processados no cérebro de uma forma completamente diferente da relacionada ao sistema de incentivo”, destacam.

Outra dica dos pesquisadores a formuladores de políticas públicas é que grupos organizados costumam respeitar mais os valores, pois têm regras e normas sociais que ajudam a mantê-los. Dessa forma, podem ser um foco importante para negociações. “Os participantes da pesquisa que eram afiliados a organizações, como igrejas, times, grupos musicais e clubes, mostraram uma atividade cerebral mais forte nas regiões correlatas aos valores sagrados”, disseram os pesquisadores.

 
Palavra de especialista
O papel das emoções

“São as emoções que levam as pessoas a fazerem a coisa certa ou errada. Medo, culpa e amor desempenham um papel central no pensamento e no comportamento, incluindo o comportamento moral. Quando pedimos para um indivíduo imaginar como se comportaria diante de uma situação na qual teria de passar por cima de seus valores, ele não dá conta da intensidade de emoções que sentiria, caso essa situação ocorresse de verdade. Fizemos um estudo, publicado no Psychological Science, que mostrava isso. Estudantes diziam que mentiriam por dinheiro, se isso fosse necessário. Mas, quando oferecíamos dinheiro para que mentissem, notamos, por meio de eletrodos que mediram a força de suas contrações e batimentos cardíacos e o nível de suor em suas mãos, que eles responderam fortemente do ponto de vista emocional ao dilema moral apresentado”

Fonte Correio Braziliense

Estudo descobre proteína que intensifica sintomas de Parkinson

Estudo de instituto norte-americano descobre o papel de uma determinada proteína na intensificação dos sintomas da doença. O achado faz com que cientistas sonhem com uma droga que bloqueie a substância e ajude a combater o mal

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa, cujas principais características foram descritas pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson. O problema de saúde, que acomete aproximadamente 10 milhões de pessoas — entre elas o ex-lutador de boxe Muhammad Ali e o ator Michael J. Fox — no mundo, tem como sintomas tremores, rigidez muscular e redução da quantidade de movimentos feitos pela pessoa, que se tornam mais lentos. Pesquisadores do Instituto Gladstone, organização norte-americana sem fins lucrativos de estudos biomédicos, identificaram uma proteína que intensifica os sintomas da doença. Essa descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o mal, destinados a bloquear a proteína. Isso representa uma nova esperança para quem tem a vida afetada duramente pelos distúrbios motores decorrentes da enfermidade.

A pesquisa, publicada esta semana na edição on-line da revista científica Neuron, apresenta a proteína RGS4, que ajuda a regular a atividade dos neurônios no estriado, parte do cérebro ligada aos movimentos. Em pessoas com o mal de Parkinson, entretanto, a proteína agiria fazendo o contrário, contribuindo para problemas de controle motor. Uma das autoras do estudo, a especialista em neurociência Talia Lerner, que integrou a equipe do instituto enquanto terminava os estudos na Universidade da Califórnia em São Francisco (UFSC), detalhou ao Correio como foi desenvolvido o trabalho. “Dissecamos os mecanismos moleculares pelos quais as sinapses — ligações entre os neurônios — no estriado mudam sua força de acordo com o estímulo que recebem. Observamos particularmente a reação chamada depressão de longo prazo (LTD), em que as conexões reduzem a intensidade”, explicou. “Mas o aspecto mais importante desse trabalho foi identificar que a RGS4 é a ligação-chave entre o neurotransmissor dopamina e a reação LTD no estriado.” Nas pessoas com a doença, os neurônios com dopamina morrem e, consequentemente, há menos quantidade do neurotransmissor no estriado.

Quando notaram que uma das ações da dopamina no cérebro é reduzir a atividade da proteína para que as conexões neurais ocorram mais vagarosamente, os pesquisadores pensaram que, se pudessem diminuir a RGS4 com outro mecanismo, fariam o estriado funcionar normalmente — mesmo sem a presença do neurotransmissor. “Para testarmos essa hipótese, usamos dois grupos de ratos, um com a proteína normal e outro geneticamente modificado para não ter a RGS4. Tratamos ambos os grupos com um composto químico que mata os neurônios com dopamina”, descreve Talia.

Os resultados mostraram que os ratos sem a proteína, mesmo após a morte dos neurônios, se saíram melhor em atividades que requeriam habilidades motoras do que os que estavam com a RGS4 intacta. “Os ratos geneticamente modificados conseguiram se movimentar mais livremente em uma área aberta e se saíram muito melhor em um teste de coordenação motora no qual tinham que andar em uma passarela de equilíbrio”, recorda a neurocientista.

Tratamento
Atualmente, a base do tratamento do mal de Parkinson é o uso de substâncias que estimulam a dopamina no cérebro, como explica o neurologista Hudson Mourão Mesquita, especialista em reabilitação de pacientes com problemas neurológicos. “Para evitar complicações inerentes à falta de mobilidade, essas pessoas também fazem atividades físicas e fisioterapia. Outra opção é a cirurgia funcional”, cita. “Infelizmente, todas essas medidas são paliativas e a doença continua a evoluir.”

O neurologista João Carlos Papaterra Limongi, especialista em distúrbios do movimento e membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), conta que a levodopa é a droga mais eficaz no alívio dos sintomas da doença, mas que, por ser muito forte, alguns médicos preferem evitá-la no início do tratamento. “Nos primeiros cinco anos, quando ainda existem células cerebrais capazes de funcionar como ‘depósitos’ e armazenar a dopamina produzida pela levodopa, cada dose pode ser eficaz durante mais de seis horas, de modo que duas a três doses por dia sejam o suficiente para controlar as características da patologia. Após esse período, muitos pacientes começam a experimentar complicações da terapia”, destaca o médico.

A expectativa de Talia e de sua equipe é de que a pesquisa leve ao desenvolvimento de novos tratamentos. “Nossos resultados indicam que drogas que inibam a RGS4 podem ser muito úteis”, afirma. Além disso, como o estudo aborda a função do estriado como um todo, os cientistas estimam que ele possa ter impacto na compreensão de outras enfermidades relacionadas, como a doença de Huntington e a distonia.

Para Mesquita, saber o papel crucial dessa proteína abre uma nova linha de ataque à doença. “Desse modo, poderão surgir novos medicamentos que, sozinhos ou associados aos existentes, poderão melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir os efeitos colaterais do uso crônico dos remédios tradicionais”, estima. Ele pondera, no entanto, que esse próximo passo ainda não é a cura do problema. “O Parkinson e o Alzheimer são as doenças neurológicas degenerativas mais frequentes na sociedade ocidental e, com o envelhecimento da população, serão cada dia mais comuns. Por isso, qualquer avanço no tratamento terá um impacto muito grande na saúde pública internacional”, garante.

Distúrbios neurológicos
A doença de Huntington é um distúrbio neurológico hereditário em que a pessoa tem problemas mentais e motores. É caracterizada por movimentos involuntários e irregulares do paciente, pelo emagrecimento intenso, pelo envelhecimento precoce e pela perda cognitiva. Cerca de metade dos que sofrem com o problema têm rigidez muscular, movimentos mais lentos, dificuldades para articular palavras e engolir alimentos. Já a distonia tem como características os espasmos musculares, que causam movimentos e posturas anormais. Eles podem afetar uma parte específica do corpo, como as mãos e o pescoço, ou mesmo todo o corpo. Nos casos mais graves, o paciente precisa de ajuda para executar a maioria das atividades do dia a dia.

Fonte Correio Braziliense

Excesso de suor pode ser tratada com cirurgia pouco invasiva

Apesar de ser indispensável para controlar a temperatura do corpo, especialmente durante a prática de exercícios físicos, o suor é motivo de transtorno para muitas pessoas.

Além do incômodo, a hiperidrose traz constrangimentos, provoca isolamento, baixa autoestima e outros problemas relacionados ao convívio social. Felizmente, as opções de tratamento se ampliaram. Entre os procedimentos mais realizados atualmente estão a aplicação de botox diretamente na região afetada e a simpatectomia torácica videotoracoscópica — técnica cirúrgica que, embora antiga, vem sendo aprimorada a cada dia para garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.

Segundo o cirurgião torácico Nilson Figueiredo Amaral, a cirurgia pode ser realizada em até uma hora e é indicada para hiperidrose localizada sobretudo nas mãos, nas axilas, na cabeça e na face. Por ser pouco invasiva e com resultados imediatos, o paciente pode voltar para casa no mesmo dia.

Menos agressão ao organismo e menos complicações decorrentes são alguns dos benefícios da técnica. A principal vantagem, entretanto, é que a simpatectomia, atualmente, consiste no tratamento mais eficaz contra a hiperidrose, especialmente palmar e axilar. Por ser uma técnica que evoluiu ao longo dos anos, a ocorrência do maior efeito colateral reclamado pelos pacientes que se submetiam a procedimentos similares, a sudorese compensatória, também diminuiu bastante. “Antes, o paciente era operado para resolver um problema de sudorese excessiva nas axilas, por exemplo, e podia apresentar como sequela a sudorese nas costas ou em outras partes do corpo em quase 60% dos casos”, conta o médico.

De acordo com Amaral, o que possibilita o melhor resultado é que a remoção do gânglio nervoso pode ser realizada em menor escala e de forma mais dirigida. “Do ano 2000 para cá, a videocirurgia evoluiu muito, assim como os conhecimentos sobre o problema, reduzindo sensivelmente seus efeitos colaterais”, assegura.

Botox
Para hiperidrose palmar ou axilar, a dermatologista Ana Cláudia Brito Soares, da Sociedade Brasileira de Dermatologia — Regional Minas Gerais, assegura que outra boa opção de tratamento é a aplicação de toxina botulínica (botox). Na hiperidrose axilar, a toxina botulínica é aplicada com intervalos de cerca de 1,5cm a 2cm entre cada aplicação, na área onde a sudorese é mais intensa. O efeito máximo ocorre em cerca de duas semanas e o tratamento apresenta boa eficácia, com interrupção da sudorese na área tratada.

O mesmo procedimento pode ser feito para outras regiões, como palmas, plantas do pé e virilha. Geralmente, utiliza-se anestesia tópica (em creme) ou local (bloqueio anestésico). A duração do efeito pode chegar a oito meses, dependendo das características individuais do paciente.

Para manter um bom resultado, é necessário reaplicar a toxina.Outros tratamentos para hiperidrose incluem medicação de uso local, que visam diminuir a secreção sudorípara ou por meio da utilização de aparelhos para iontoforese (que inibem o funcionamento das glândulas sudoríparas por meio de uma descarga de corrente elétrica de baixa intensidade).

Medicações orais, segundo Nilson Amaral, não apresentam bons resultados, porque podem interferir no funcionamento de outros órgãos e seu uso exige cuidados específicos.

Muitas vezes, o apoio psicológico ao paciente faz-se extremamente necessário, já que a hiperidrose, especialmente a palmar, causa constrangimentos para seus portadores, prejudicando o convívio social. Ana Cláudia afirma que o fator emocional também tem peso no surgimento da hiperidrose, interferindo nos impulsos que vêm do cérebro.

Fonte Correio Braziliense

Coçar os olhos pode causar problemas sérios como o descolamento da retina

O simples ato instintivo de levar os dedos aos olhos quando alguma coisa os irrita é um péssimo hábito e pode causar problemas.

Coçá-los, então, nem se fala. Primeiro, porque, assim como em qualquer parte do corpo, quanto mais se esfrega, maior será a vontade de coçar. Depois, como a estrutura do órgão é muito delicada, a pressão exercida pelos dedos pode lesionar áreas importantes, que, no futuro, facilitam o desenvolvimento até de sérias doenças.

De acordo com o oftalmologista do Visão Institutos Oftalmológicos Associados Luiz Fernando Rabelo, há três fatores que podem causar coceira nos olhos: ambientais, patológicos e medicamentosos. No primeiro caso, o problema aparece quando a temperatura está extrema — quanto mais quente e seco, maior será a quantidade de poeira circulando na atmosfera. O mesmo ocorre com a umidade, que aumenta a proliferação de mofo. As causas patolológicas têm relação com as reações das pessoas diante das mudanças climáticas, que podem desencadear rinites, bronquites e sinusites, entre outras alergias. Os problemas originados por medicamentos são provocados por eventuais efeitos colaterais. “Embora todas sejam conjuntivites alérgicas, o diagnóstico deve ser realizado em consulta e vai levar em conta o histórico do paciente”, explica o médico.

Instalada a alergia, sintomas como lacrimejamento excessivo, vermelhidão, irritação, sensação de areia, inchaço das pálpebras, ardência e queimação mostram que há algo de errado com os olhos. O médico afirma que, por mais que pareça inevitável, jamais se deve levar os dedos aos olhos. O melhor a fazer é lavar com água limpa e procurar um especialista. “Coçar é pior, porque a mão é suja e leva bactérias para os olhos, desenvolvendo a conjuntivite bacteriana ou mesmo podendo machucá-los”, ressalta.

Poeira, mofo e umidade demais são determinantes para que o desconforto da estudante Raquel Teixeira, 21 anos, comece. Por sofrer de rinite alérgica, qualquer um desses fatores contribui para que a jovem espirre, pisque em excesso, fique com o nariz congestionado e os olhos cocem sem parar. “É irritante. Fico incomodada nessas fases”, diz. O problema de Raquel a impede de usar algumas maquiagens e, em tempos de crise, ela acorda com os olhos inchados. “Eu coço à noite sem ver e, de manhã, estou com eles inchados e vermelhos”, conta.

Para evitar o problema, Raquel mantém a casa e, principalmente, o quarto sempre livres de poeira, utilizando produtos antimofo e trocando as roupas de cama com frequência. “Também lavo os olhos com soro fisiológico e faço compressa com água gelada. Alivia bastante”, descreve. A estudante sempre utiliza um colírio lubrificante.

Complicação
O oftalmologista Hilton Medeiros conta que a alergia e a coceira facilitam o desenvolvimento do ceratocone, doença caracterizada por um afinamento progressivo da córnea. Originalmente de formato côncavo, quando doente a córnea fica cada vez mais fina, mole e vai tomando a forma de um cone. “Isso compromete a visão, e o tratamento, às vezes, pode ser complicado”, salienta.

O ceratocone é classificado em estágios moderado ou severo e se manifesta por miopia e astigmatismo nos olhos. Por isso, é comum que muitas pessoas tenham o mal sem saber. Quando a doença evolui, contudo, o paciente pode até perder a visão, que só irá ser recobrada com a utilização de lentes de contato, cirurgias e óculos. “Por isso, a insistência para não coçar os olhos. Há muito tempo, os especialistas já relacionam o surgimento do ceratocone a pacientes alérgicos, pois esses têm histórico de coçar os olhos demais”, justifica.

Segundo o médico, a pressão que o dedo faz nos olhos muda a estrutura da córnea e da fibra ocular, deixando-a mais elástica, e, com isso, aumenta a pressão. E mesmo se expondo a esse risco, a pessoa que insiste em coçar os olhos vai apenas fazê-lo ainda mais. O oftalmologista explica que o ato estoura os mastócitos, células responsáveis pelas reações alérgicas que conduzem os leucócitos até a área afetada, para criar uma vasodilatação. Essa ruptura libera vitaminas que aumentam ainda mais a coceira. “É dessa forma que os olhos ficam vermelhos e irritados. O ideal mesmo é não coçar”, salienta.

A securitária Akemi Kikuchi, 31 anos, sabe bem o mal que esse ato aparentemente bobo pode causar. Certo dia, os olhos começaram a arder e a coçar e, em pouco tempo, estavam inchados e vermelhos. “Não sabia o que fazer. Como uso lente, achei que não tinha limpado direito”, relata. Akemi foi ao médico e descobriu que estava com conjuntivite bacteriana, mas não sabe direito o que causou. “Pode ter sido coçando, ou realmente a lente estava infectada”, especula.

Conforme o especialista Luiz Fernando Rabelo, os casos com coceira extrema podem ocasionar lesões mais sérias, desde úlcera em escudo — tecido que nasce nos olhos e é tratado com remoção e corticoides — até machucados na retina. “Em casos mais graves ainda, pode levar, no futuro, ao descolamento da retina”, destaca.

Alívio
Quando a coceira se instalar, vale utilizar compressas geladas, lavar com soro fisiológico ou colírios lubrificantes ou colírios antialérgicos. São vários no mercado. Eles são anti-histamínicos, que aliviam a coceira e estabilizam a membrana dos mastócitos. Só o médico, vale lembrar, pode prescrevê-los.

Fonte Correio Braziliense

EUA: Maioria das pessoas com distúrbio mentais não recebe tratamento

Um em cada cinco norte-americanos reportou algum tipo de problema

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos aponta que menos da metade das pessoas com distúrbios mentais (como ataques de ansiedade, ou transtorno obssesivo-compusilvo) receberam tratamento profissional no país em 2010.

Cerca de 20% dos norte-americanos, ou uma a cada cinco pessoas, diz ter algum distúrbio mental. A definição do termo, tecnicamente, seria "um distúrbio mental, comportamental ou emocional diagnosticável". Desses que disseram ter algum problema, apenas 39,2% foram tratados.

Já entre os que tem sérios problemas mentais (5% do total), 61% receberam tratamento. A principal razão para os números insatisfatórios, segundo a publicação norte-americana USA Today, é a falta de orçamento.

Peter Delany, que dirige o centro de estatísticas de um órgão voltado para a saúde mental, afirmou que o tratamento para casos como esses é eficaz, e que as pessoas deveriam procurar ajuda.

- As pessoas ficam com medo por não poderem fazer nada sobre isso e não procuram ajuda. Mas se olharmos pelo lado de que distúrbios mentais são como doenças físicas, como diabetes e problemas no coração, veremos que o tratamento funciona. As pessoas vão ficar melhores.

Um detalhe importante é que, dessa parcela que diz ter distúrbios mentais, 20% são dependentes ou abusam de algum remédio. Simultaneamente, o uso de antidepressivos aumentou em 400% desde 1988.

Fonte R7

Jovem dá à luz sêxtuplos no Afeganistão

Os três meninos e três meninas foram gerados sem inseminação artificial

Uma jovem afegã de 25 anos deu à luz seis crianças de uma vez sem fazer inseminação artificial. Sara Gul teve três meninos e três meninas naturalmente, já que a técnica de fertilização não existe no país.
Todos os bebês nasceram com peso menor do que o normal, mas saudáveis.
De uma só vez ela atingiu a meta de filhos das mulheres afegãs: seis crianças. A renda do casal não é suficiente para cuidar dos bebês, mas ela e o marido se dizem felizes com os filhos.
Assista:

Fonte R7

Humor: Não quero mais assaltar posto de saúde!

Medo de agulha afugenta jovens da vacinação, segundo pesquisa

Pavor atinge 78% dos jovens entre 11 e 24 anos

As mãos suam, a pressão cai e as pernas amolecem. Uma agulha de poucos centímetros é capaz de fazer o agente de organização escolar Victor Raphael de Paula Oliveira, de 22 anos, desmaiar. Pode parecer bobagem, mas o medo da picada foi apontado por 78% dos jovens de 11 a 24 anos como um dos motivos que afugentam as pessoas da vacinação. O dado é de uma pesquisa do Instituto Datafolha, que ouviu 854 jovens e 409 pais de jovens.

 
A última dose da vacina contra hepatite B, por exemplo, Oliveira deixou de tomar por puro medo.

- Desde criança, sempre dei trabalho para os meus pais. Tem uma lembrança que me marcou muito, de quando fui tomar uma vacina aos 15 anos. Precisei ir com o meu pai. Tive muito medo e o mal-estar foi tanto, que depois da vacina vomitei dentro da enfermaria.

O pavor se repete em exames de sangue e até em tratamentos dentários: ele chegou a passar por uma cirurgia dentária sem tomar anestesia só para se livrar da picadinha.

- O coração acelera, sinto frio, começo a tremer, meu corpo fica todo sensível, a pressão vai caindo aos pouquinhos, até que desaba totalmente. Uma vez, precisei fazer exame de sangue, mas desmaiei na sala de coleta e precisei ser levado para uma sala mais arejada.

Fonte R7

Menina é internada por só comer nuggets há 15 anos

http://i2.r7.com/nuggets-hg.jpgCom anemia e falta de nutrientes, garota chegou a parar de respirar

Uma garota britânica de 17 anos entrou em colapso por manter uma dieta, no mínimo radical. Stacey Irvine diz ter uma alimentação baseada em nuggets de frango desde os dois anos e disse nunca ter comido uma fruta na vida.


Depois de ser diagnosticada com anemia e ter as veias da lingua inchadas, ela foi levada às pressas para o hospital depois que parou de respirar. As informações são do site Diet Review.com

Atualmente, ela recebe injeções de nutrientes e está tomando vitaminas até poder voltar para casa.

Mesmo depois de os médicos pediram para Stacey mudar a dieta, a garota mostrou resistência e disse que vai continuar se alimentando de “sua comida predileta”.

- Eu provei nuggets de frango pela primeira vez quando minha mãe me levou para o McDonalds quando eu tinha dois anos. Eu gostei tanto que eles eram tudo que eu comia. E minha mãe desistiu de me dar qualquer outra coisa.

Mas Stacey tem consciência de que seu ato não é saudável.

- Estou começando a perceber isso é muito ruim para mim.

Uma porção com quatro McNuggets contém 190 calorias, 100 das quais provenientes de gordura trans. Além desse péssimo exemplo, o biotipo de Stacey - magra e aparentemente saudável – pelo menos ajuda a disseminar a consciência de que não precisa ser obeso para estar sem saúde.

Fonte R7

Controle do hormônio do estresse evita doenças

Consumo de chocolate amargo e chá preto servem para desestressar

O alto nível do cortisol, o hormônio que é liberado durante situações de estresse estaria relacionado com problemas no coração.

A descoberta é de um estudo realizado na Holanda. Segundo os pesquisadores, as pessoas que têm histórico de doenças no coração são as mais suscetíveis ao estresse. No caso, essas pessoas têm elevado em cinco vezes o seu risco de morte.

A produção do hormônio também é afetada pelo estresse. Momentos de pressão podem comprometer a produção da insulina e, com isso, desenvolver a diabetes tipo 2.

O estudo aconselha o consumo de chocolate amargo, frutas com vitamina C e chá preto como armas contra o estresse.

A prática de atividades aeróbicas também ajudam a eliminá-lo e melhorar a administração dos problemas do dia a dia.

Fonte R7

Pilates, você forte sem exageros

O método Pilates tem o foco principal na consciência corporal, isso quer dizer que, os exercícios são realizados para a qualidade dos movimentos, o número de repetições e o grau de dificuldade não são importantes aqui.

O planejamento começa com exercícios básicos que vão se tornando cada vez mais difíceis de acordo com a progressão de cada aluno, sendo assim, cada um evolui no seu ritmo, sem forçar ou extrapolar os limites do corpo.

O método Pilates proporciona ao aluno músculos mais tonificados e alongados, força em todas áreas do corpo, já que trabalha de forma harmônica, sem priorizar nenhum músculo, estabiliza o centro do corpo que é a área abdominal, responsável por manter o corpo equilibrado e centrado, previne lesões e alivia as tensões que ganhamos com a distração do dia a dia, pois com a consciência corporal o aluno passa a aplicar os movimentos do Pilates em seu cotidiano, coordenação motora, pois cada exercícios é feito com consciência e controle, sem deixar de lado a fluidez.

Equipamentos
O Pilates pode ser praticado com equipamentos, projetados pelo próprio criador do método e aprimorados durante décadas, ou no solo, chamado Mat, onde usa-se o próprio peso do corpo do aluno para trabalhar sem forçar músculos e articulações.

Os equipamentos são dotados de molas, a fim de criar desafios de força sem impacto nas articulações. As molas são separadas por peso e utilizadas de acordo com o grau de evolução de cada aluno.

Ficando forte
O método Pilates proporciona o ganho de massa muscular de maneira harmônica e sem exageros, isso quer dizer que, o foco não é o crescimento exagerado dos músculos, o aluno não terá seus músculos aumentados como acontece com outras atividades como a musculação. Portanto, trata-se de um método para aqueles que desejam manter o condicionamento físico, aumentar a força e adquirir consciência corporal, sem objetivar no crescimento dos músculos externos, como bíceps, tríceps e outros.

Fonte http://htpilates.wordpress.com/category/pilates/

Exercícios com travesseiro ajudam a prevenir lesões

Bastam apenas de 5 a 15 minutos de alongamento antes de dormir

Exercícios fortes como a corrida ou o spinning podem deixar dor e inchaço nas pernas. Mas exercícios fáceis e simples, que podem ser feitos em casa, com a ajuda de travesseiros, aliviam esses problemas.

Bastam apenas de 5 a 15 minutos de alongamento antes de dormir.

Veja quais são os exercícios que podem ser feitos para não só aliviar as dores musculares, como também para prepararem o corpo para uma ótima noite de sono:

Agachamento
Sentada em cima do travesseiro, fique agachado e mantenha os pés afastados a uma distância maior que a largura dos quadris. As mãos devem ficar na altura do peito.

Abraçado ao travesseiro
Ajoelhe o corpo e mantenha os joelhos separados. Abrace o travesseiro contra o corpo.

Tronco torcido
Deite de lado e encoste a cabeça abraçado ao travesseiro que deve estar na vertical. Repita o mesmo movimento para o outro lado depois de contar até 30 vezes.

Pernas na parede
Deite com o tronco em cima do travesseiro, levante as pernas e as encoste na parede.

Costas
Separe três travesseiros, deite com as costas neles em sentido vertical e relaxe.

Fonte R7

"Hospital dos famosos" vai atender pacientes do SUS em SP

Sírio-Libanês vai assumir a gestão de outras unidades públicas na capital

Pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) vão passar a usar o serviço do hospital que costuma atender a diversos "famosos" em São Paulo, como atores e políticos - recentemente passaram por lá, por exemplo, o ex-presidente Lula, Dilma Rousseff e atores como Reynaldo Gianecchini, além de ministros, governadores e senadores.

Duas unidades públicas de saúde serão gerenciadas pelo Hospital Sírio-Libanês: o Hospital Geral do Grajaú e o AME Interlagos, ambos na zona sul de São Paulo.

Sendo assim, os cerca de dois milhões que vivem na região entre os bairros de Capela do Socorro e Parelheiros usarão as unidades, que passarão a ter o "selo de qualidade" do hospital que atende celebridades.

O acordo, com duração de cinco anos, foi firmado com a Secretaria de Estado da Saúde da capital paulista nesta sexta-feira (27).

Para administrar as unidades, o hospital vai receber mais de R$ 600 milhões. Para este ano, o orçamento do Grajaú cresceu 16,7% - de R$ 89 milhões para R$ 103,8 milhões. Já o AME teve reajuste um pouco menor, de 11,5%, indo de R$ 10,4 milhões a R$ 11,6 milhões.

A expectativa é ampliar o número de cirurgias no AME e melhorar os fluxos do pronto-socorro e estrutura física no Grajaú.

Fonte R7

Governo suspende contratos de locação em hospitais federais no Rio

Ministério garante que atendimento de emergência e de urgência não serão prejudicados

O Ministério da Saúde suspendeu o pagamento de diversos contratos no Rio de Janeiro referentes a obras, locação de equipamentos e serviços continuados, como pessoal administrativo, limpeza, mão de obra e vigilância. Auditoria do Ministério e da Controladoria-Geral da União mostram indícios de irregularidades e ineficiência de gestão. As informações são da Agência Brasil.

Quatro contratos de locação de equipamentos nos seis hospitais federais no Estado - do Andaraí, de Bonsucesso, Cardoso Fontes, de Ipanema, da Lagoa e dos Servidores do Estado - foram suspensos. O ministro Alexandre Padilha garantiu que atendimento de emergência e de urgência não serão prejudicados.

Os equipamentos alugados eram usados em procedimentos de vídeo, como endoscopia, cirurgia digestiva e broncoscopia. Os hospitais do Andaraí, da Lagoa, de Cardoso Fontes e de Ipanema continuarão a fazer os procedimentos normalmente, porque contam com equipamento próprio. Os hospitais dos Servidores e de Bonsucesso terão de passar por contratação em regime de urgência para garantir o funcionamento dos serviços.

"O cancelamento poderá significar mudança em alguns serviços eletivos (aqueles autorizados previamente e agendados). Mas, em nenhum momento, procedimentos de urgência e emergência serão afetados", destacou Alexandre Padilha em entrevista coletiva organizada para anunciar as medidas. "Não podemos interromper o atendimento de procedimentos importantes", completou. O processo de licitação emergencial deverá ser feito em fevereiro.

Mais 37 contratos de obras tiveram o pagamento suspenso. Um grupo de trabalho foi criado para apurar, de fato, se há irregularidades. "As auditorias ainda não foram concluídas, mas mostram indícios de irregularidades relacionadas à má-fé e desvio de recursos ou de ineficiência no processo de gestão", explicou Padilha.

Quanto aos serviços continuados, 18 foram suspensos. A meta do Ministério é analisar agora a melhor forma de aumentar a concorrência mais efetiva entre as empresas para reduzir os preços e evitar desperdícios.

"Decidimos que a melhor decisão agora é a rescisão dos contratos ou a nulidade deles. Faremos contratação de emergência, com preços adequados, em um esforço de garantir a assistência enquanto se conclui o processo licitatório", ressaltou o ministro.

Alexandre Padilha garantiu que as medidas de punição dos responsáveis - sejam eles públicos ou privados - serão tomadas ao final do processo de auditoria.

- Vamos continuar todo o processo de apuração, inclusive com a possibilidade de punição penal dos envolvidos em alguma irregularidade.

Fonte R7

Campanha de sexo seguro no Carnaval do Ministério da Saúde terá cartazes com travestis pela primeira vez em 2012

safe sex ads 1556 1247039946 22 Campanha de sexo seguro no Carnaval do Ministério da Saúde terá cartazes com travestis pela primeira vez em 2012A campanha de sexo seguro no Carnaval do Ministério da Saúde terá, pela primeira vez, cartazes com travestis na edição de 2012.

Em um deles, um rapaz e um travesti aparecem juntos na histórica Ouro Preto (MG), cidade que tem uma das mais animadas festas de Momo do País.

Abaixo da foto, a frase:

- Isso rola muito, mas a camisinha não pode faltar.

Os cartazes irão para as ruas no próximo dia 3 de fevereiro, no embalo do Dia Nacional da Visibilidade dos Travestis, comemorado três dias antes.
safe sex aids small 24166 sem o s Campanha de sexo seguro no Carnaval do Ministério da Saúde terá cartazes com travestis pela primeira vez em 2012
Por considerar o público restrito e delimitado, o Ministério da Saúde não levará os travestis à parte da campanha em tevês, rádios, jornais e revistas.

Fonte R7

Bactéria que come carne humana quase mata tenista britânica


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Grosby Group
Kate White mostra as marcas da infecção que ainda estão em sua pele.
Ela se considera uma mulher "de sorte" por estar viva
Nível de infecção é tão alto que costuma matar três em cada quatro que a contraem

A tenista Kate White, de 32 anos, contraiu uma bactéria que assusta até mesmo os médicos. Seu principal sintoma é deixar a pele com aspecto necrosado, como se ela estivesse sendo devorada aos poucos.

Antes de entrar em coma e quase morrer diante do nível da infecção, Kate chegou a pensar que as pequenas feridas com pus que surgiam no seu cotovelo esquerdo eram uma reação a uma picada de inseto.

Mas por não se curarem com rapidez, Kate foi ao hospital onde lhe deram uma tipoia de apoio e receitaram remédio para dor. O que não funcionou.

Dias depois, com uma dor alucinante, ela voltou ao hospital onde entrou em coma.

Foi então que os médicos descobriram que Kate tinha fascite necrosante, uma infecção bacteriana que destrói a pele e os tecidos moles abaixo dela, incluindo a gordura e o tecido que cobre os músculos.

A condição é muitas vezes referida como "uma bactéria comedora de carne", porque ela se espalha através dos tecidos moles, liberando toxinas que destroem os tecidos. Mas pouco se sabe os fatores de risco para a infecção.

Os cirurgiões passaram quatro dias cortando a carne infectada em volta do braço de Kate na tentativa de impedir que a infecção se espalhasse. Mas antes da operação, a família de Kate teve que assinar uma declaração permitindo que os médicos amputassem seu braço a fim de salvar sua vida. Segundo os médicos esse tipo de infecção que mata, em média, três entre quatro pessoas que a contraem, e ela já havia se infestado no braço de Kate.

Cerca de uma semana depois, Kate saiu do coma.

- Os médicos me disseram que nunca tinham visto alguém tão doente como eu, que tinha sobrevivido. Eu tenho sorte de estar viva.

Fonte R7

EUA encontram pesticida ilegal em suco de laranja do Brasil e Canadá

Órgão de controle encontrou fungicida carbendazim, de uso legal no Brasil

As autoridades americanas bloquearam nesta sexta-feira (27) nove amostras de suco de laranja originários de Brasil e Canadá, depois que seu conteúdo deu positivo para um fungicida ilegal no país.

 
A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, da sigla em inglês) disse que foi detectado no suco de laranja o carbendazim, um pesticida que não está autorizado para os cultivos de laranjas nos Estados Unidos, mas que é autorizado no Brasil e em outros países.

A FDA está realizando testes nos envios de suco de laranja de todos os países e de todos os produtores que embarcam o produto para os Estados Unidos depois de ter registrado vestígios de contaminação no início do mês.

A agência reguladora afirmou que o pesticida foi detectado em uma proporção de 10 partes por bilhão (ppb) em 11 amostras, duas das quais decidiram anular a venda aos Estados Unidos.

As outras nove amostras foram detidas na fronteira. Um total de 80 envios foram analisados.

Cinco carregamentos são originários do Brasil e seis do Canadá.

No início de janeiro, a FDA informou que encontrou vestígios de carbendazim que pareciam proceder de pesticidas aplicados em laranjais.

O químico estava presente em "baixos níveis" em alguns derivados de suco de laranja importados do Brasil, afirmaram as autoridades americanas.

No entanto, a Agência de Proteção Ambiental realizou uma análise preliminar de riscos e concluiu que o consumo de suco com carbendazim em baixos níveis "não é seguro".

Fonte R7

França liberta dono de fábrica de implantes PIP, sob fiança

Jean-Claude Mas foi liberado após pagar fiança de R$ 229 mil

Jean-Claude Mas, o francês que provocou um problema de saúde em vários países ao vender implantes mamários que não atendiam às normas médicas, foi libertado sob custódia nesta sexta-feira (27) e responderá à acusação de provocar danos físicos, disse o advogado dele.

Segundo o advogado, ele não será indiciado por homicídio, como se previa, mas terá de enfrentar agora acusações criminais que impõem penas mais elevadas do que no caso de fraude, o qual deve começar a ser julgado por volta de outubro.

Jean-Claude Mas foi libertado sob pagamento de fiança de 100 mil euros (US$ 131,6 mil ou R$ 229 mil) e está impedido de deixar o país e se reunir com os executivos de sua ex-empresa, a Poly Implant Prothèse (PIP), que faliu.

Fonte R7

Hanseníase: Doença séria, tratamento fácil e gratuito

 

Saúde seleciona projetos para reinserção social de dependentes químicos

Brasília - As comunidades terapêuticas sem fins lucrativos que exerceram atividades na área de saúde nos últimos três anos e prestam serviços em regime de residência estão sendo chamadas a apresentar projetos voltados para a recuperação de dependentes químios.

Os projetos deverão contribuir para ampliar a oferta de atividades culturais e esportivas durante o período de internação de pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo é aumentar as possibilidades de reinserção social dessas pessoas e prevenir o ciclo de internação e reinternação.

Em um edital e duas portarias publicadas nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União, o ministério se propõe a financiar projetos para melhorar o atendimento nesses estabelecimentos.

De acordo com o ministério, as comunidades terapêuticas que atenderem aos requisitos deverão se transformar em estabelecimentos de saúde. E, por isso, deverão se adequar aos padrões recomendados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cumprindo regras e compondo uma equipe mínima de profissionais capacitados a atender adequadamente a esse público.

Fonte Agência Brasil

Força Nacional do SUS vai reforçar atendimento em aldeias indígenas em Purus e Eurinepé

Brasília - A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) vai reforçar o atendimento em aldeias indígenas na região de Santa Rosa do Purus, no Acre, e em Eurinepé, no Amazonas, onde crianças menores de dois anos de idade morreram vítimas de doença diarreica aguda.

A Força Nacional do SUS é acionada em situação de emergência. Nesta missão, o grupo será formado por 23 profissionais.

De outubro do ano passado a 24 de janeiro, foram registrados 263 casos de diarreia aguda em sete aldeias na região de Purus, sendo 70 nas primeiras semanas do ano. De dezembro a janeiro, foram nove mortes, todas de crianças menores de dois anos. No momento, três crianças estão internadas em Rio Branco e uma delas em estado grave, segundo o Ministério da Saúde.

No mesmo período, cinco crianças indígenas morreram em Eurinepé. A suspeita é que as mortes foram provocadas por rotavírus, mas o governo federal não confirma a informação. Os sintomas são febre alta, vômito e diarreia.

O acesso às aldeias será por meio de avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os médicos e enfermeiros levam na bagagem tendas com capacidade para até 20 leitos e medicamentos, como antibióticos e antiinflamatórios, suficientes para atender a 500 pessoas.

Na região de Santa Rosa do Purus, vivem cerca de 8 mil índios. Na semana passada, o ministério já havia deslocado 15 profissionais para a área.

Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), as mortes mostram o descaso das autoridades com os indígenas no Acre. “O grave é que ninguém faz nada e fica um jogo de empurra-empurra entre as instituições que deveriam estar cuidando da saúde dos povos indígenas”, disse a entidade.

Fonte portaldaamazonia.com.br