Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Memória no cérebro é gerada em 300 milésimos de segundo, diz estudo

Globo Repórter - Cérebro (Foto: Rede Globo)
Foto: Rede Globo
Segundo estudo, são necessários apenas 300 milésimos de
segundo para que o cérebro humano gere uma lembrança
Esse é o tempo que os neurônios de conceito levam para relacionar imagens. Dados foram levantados por cientistas argentinos
 
Apenas 300 milésimos de segundo são suficientes para o cérebro humano gerar uma lembrança, o tempo que os "neurônios de conceito" levam para relacionar imagens, segundo uma recente descoberta de cientistas argentinos publicada na revista "Current Biology".
 
"Em geral, a formação da memória envolve uma associação de conceitos. Por exemplo, 'lembro de ter me encontrado com um amigo quando fui ao cinema' implica dois conceitos: 'um amigo' e 'fui ao cinema', que se associam para formar uma nova memória que é a de ter encontrado um amigo no cinema", explica Quian Quiroga, diretor do Centro de Neurociência Sistêmica da Universidade de Leicester na Grã-Bretanha, um dos responsáveis pelo estudo.
 
"Já há um tempo demonstramos que há neurônios no cérebro que codificam conceitos. Esses neurônios o cérebro usa para formar memória e têm um tempo de disparo", disse. "Assim que o estímulo sensorial - como ver uma pessoa - chega, 300 milésimos de segundo depois esse neurônio dispara (um impulso) e esse é o tempo durante o qual o neurônio é ativado para a formação da memória", continuou.
 
O fenômeno é diferente de outros processos cognitivos - como, por exemplo, decidir sobre pegar um táxi ou ir de ônibus ou prestar atenção a algo que te emociona - já que envolvem outros neurônios, em outras regiões do cérebro, e outros tempos.
 
Quian Quiroga e sua equipe estudam a resposta do cérebro em pacientes candidatos à cirurgia por epilepsia, aos que avalia-se com eletrodos em várias áreas do cérebro que registram a atividade neuronal.
 
"Um eletrodo é como uma agulha que tem um milímetro de diâmetro, e permite escutar atividade dos neurônios, como se você introduzisse um microfone no cérebro de uma pessoa e pudesse ouvir", explicou Quiroga.
 
Baú de lembranças
A memória está distribuída em várias partes do cérebro, não há um lugar específico que funcione como "baú das lembranças", mas sim uma área específica envolvida em sua construção - o hipocampo. "Se não temos essa área, não podemos gerar novas memórias, há muitas evidências na neurociência, mas principalmente sabemos disso por um paciente que não tinha hipocampo e não conseguia ter novas lembranças", acrescentou o cientista.
 
"É muito parecido com o caso do filme 'Amnésia' (Christopher Nolan, 2000). De fato, foi baseado nesse paciente. É uma pessoa que tudo que acontece com ele não pode guardar na memória, todas as coisas que lhe acontecem caem diretamente no esquecimento", prosseguiu.
 
No hipocampo estão localizados os "neurônios de conceito", especializados nesse tipo de codificações por sua hierarquia nos processos cognitivos.
 
As descobertas não servirão por enquanto para curar doenças como o Alzheimer, porque ainda há um longo caminho para entender totalmente como funcionam os mecanismos da memória.
 
"O cérebro não é apenas o grande desconhecido do corpo humano, mas do universo. Como ele funciona continua sendo um dos enigmas da ciência. Quando se pergunta a um cientista quais são as cinco grandes perguntas de nossa época, uma certamente vai ser o funcionamento do cérebro", concluiu.

G1

Corpo já sente prejuízos após 10 dias sem treino

Corpo sente prejuizos após 10 dias sem treinarO período sem exercícios prejudica o sistema cardiorrespiratório, a força e reduz a massa muscular e a flexibilidade
 
Por Givanildo Matias
 
No assunto de hoje vamos abordar algumas preocupações que todos devem ter após retomar os treinos. Isso pode acontecer após um período de férias, doente, lesionado, viagens, muito trabalho, final do ano e até mesmo o fato de ter saído da academia. Na terminologia do mundo dos esportes e do treinamento físico esse período parado é chamado de "destreinamento". 
 
Melhoramos nossas condições físicas porque nosso corpo é uma máquina muito inteligente e trabalha com uma evolução através de estimulo, inflamação e adaptação. Em um treino convencional na academia, em casa, no parque ou com um personal trainer normalmente trabalhamos, dentre outras capacidades físicas, a força muscular, flexibilidade e aptidão cardiorespiratória.
 
Ao realizar um exercício (estímulo) estamos na verdade provocando essa capacidade física e obrigando ela a sair da sua zona de conforto (homeostase). Ao fazer isso, vamos praticamente causar um prejuízo (inflamação) para essa capacidade e após esse quadro nosso organismo vai se recuperar, mas irá trabalhar para reforçar sua proteção (adaptação) para que em um novo estímulo sofra menos. 
 
Olhando dessa forma tudo é muito lindo. Em qualquer outra situação da vida, o que você conquista é seu, mas com a atividade física é diferente. Ela é ingrata porque assim que você para de realizá-la vai começar a perder os benefícios que a mesma te trouxe e a tendência é ir voltando para o estado inicial. 
 
Quanto mais tempo ficar parado maior será o prejuízo de tudo que conquistou até chegar ao ponto de partida anterior ou até mesmo piorar além dele. Os prejuízos vão depender de alguns fatores como o tempo que já estava treinando, histórico e estilo de vida associado à atividade física, realização de atividades complementares, individualidade fisiológica, frequência e intensidade de treino e qual era a atividade praticada.  
 
No geral alguns estudos relacionados a esse tema apontam reduções significativas nessas capacidades a partir de 10 dias sem treinar para pessoas que iniciaram e realizaram por 90 dias um programa de atividade física orientado com a frequência de três vezes por semana.
 
As pesquisas observaram as seguintes alterações após o período sem atividade física:

- Sistema cardiorrespiratório: redução de até 10% do que foi conquistado após 10 dias parad

- Força muscular: redução de até 15% do que foi conquistado após 10 dias parado

- Redução da massa muscular: de até 66% do que foi conquistado em 10 dias parado

- Flexibilidade: Redução de até 100% do que foi conquistado após 10 dias parado.

Levando tudo isso em consideração fique atento com a sua volta aos treinos e faça pequenos ajustes diminuindo um pouco suas intensidades para evitar riscos. Tenha a certeza que o retorno ao ponto antes da interrupção será muito mais rápido do que quando iniciou, pois já entra em cena a "memória muscular", mas esse é um tema para o próximo artigo. 
 
Minha Vida

Desnutrição matou 419 crianças indígenas desde 2008

Reprodução / BBC
O pequeno Julio César no colo da mãe; menino sofre de desnutrição crônica e só
consegue se alimentar de leite
Número representa 55% das mortes por desnutrição infantil registradas no país no período
 
Perto de completar dois anos de idade, Júlio César já deveria falar, brincar e caminhar sozinho. O bebê, porém, é tão frágil quanto um recém-nascido.
 
Com 5 kg e desnutrição crônica, Júlio César tem perdido cabelo e exibe manchas na pele. O quadro do bebê — um índio xavante — é tão grave que, mesmo monitorado por uma nutricionista desde o início do ano, ele rejeita qualquer alimento exceto o leite materno e não consegue ganhar peso.
 
O pediatra Lásaro Barbosa, que internou Júlio César no hospital de Água Boa, em Mato Grosso, explica que casos como o dele são comuns entre índios da região. Segundo o médico, a partir do quarto ou quinto mês de vida de uma criança é preciso ensiná-la a comer para que aos poucos deixe de depender do leite materno.
 
— Mas se falta comida ou o alimento é de baixa qualidade, e às vezes as duas coisas ocorrem nas aldeias, os bebês não desenvolvem esse aprendizado na hora certa.
 
E quando o leite da mãe já não basta, diz Barbosa, os bebês que não se alimentam por outras fontes podem ficar com sequelas para sempre ou até morrer.
 
Um levantamento da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) obtido pela BBC Brasil com base na Lei de Acesso à Informação expõe a gravidade do fenômeno.
 
Os dados mostram que, desde 2008, 419 crianças indígenas de até nove anos morreram no Brasil por desnutrição.
 
O número representa 55% de todas as mortes por desnutrição infantil registradas no país no período, embora os índios sejam apenas 0,4% da população.
 
As estatísticas nacionais sobre mortes por desnutrição constam do sistema Datasus, o banco de dados do SUS (Sistema Único de Saúde).
 
"Essas mortes são inaceitáveis", diz o professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Douglas Rodrigues, que atua com saúde indígena há 40 anos.
 
Segundo ele, os óbitos poderiam ser evitados com ações básicas de saúde nas aldeias, para que casos de crianças com baixo peso sejam detectados e tratados rapidamente.
 
— É preciso conversar com as mães, entender por que eles não ganham peso e orientá-las sobre a melhor forma de agir.
 
No entanto, por causa da falta de intérpretes, a comunicação entre índios e agentes de saúde é um grande problema em muitas áreas do país, conforme ilustrado pelo caso do próprio Júlio César.
 
Como os pais do bebê falam apenas xavante e não havia intérpretes no hospital, o médico não pôde fazer perguntas para saber por que o menino estava desnutrido nem instruir o casal sobre o tratamento.
 
Segundo a Sesai, órgão subordinado ao Ministério da Saúde encarregado pela saúde dos índios, a região de Júlio César é a área do país com mais mortes por desnutrição entre indígenas. Os dados mostram que, desde 2008, 162 crianças morreram por essa causa no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xavante.
 
O distrito, que abarca cerca de 20 mil índios, é uma das 34 subdivisões da Sesai criadas conforme a distribuição de grupos indígenas pelo país.
 
Os casos se concentram nas mais de cem aldeias no entorno da cidade de Campinápolis, no leste de Mato Grosso. Outrora coberta por florestas, a região hoje é cercada por fazendas de gado e soja.
 
Líderes indígenas e especialistas atribuem a alta incidência de desnutrição à mudança na alimentação dos índios nas últimas décadas. As numerosas mortes, no entanto, são atribuídas a falhas no atendimento de saúde nas comunidades.
 
O acesso às aldeias é feito por precárias estradas de terra. Trajetos de algumas dezenas de quilômetros podem levar horas a serem percorridos.
 
A Sesai dispõe de veículos 4X4 para atender emergências nas aldeias. Índios queixam-se, no entanto, da velocidade dos resgates e dizem que muitas crianças só são atendidas quando sua saúde já está comprometida.
 
"Mando buscar uma viatura na cidade às 7h (da manhã) e o carro só chega aqui às 5, 6 da tarde, quando a criança já está morta", diz à BBC Brasil João Tserept, cacique da aldeia Santa Rosa.
 
Ele diz que quase perdeu um neto por causa da lentidão no resgate.
 
Segundo Tserept, equipes de saúde visitam a comunidade no máximo uma vez por mês e são integradas apenas por enfermeiros. Como as visitas são raras e curtas, diz o cacique, priorizam-se os casos mais graves. Pacientes com doenças crônicas também ficam desassistidos.
 
Sebastiana Wautomoaiudo, de 86 anos, diz ter começado a sentir um grande calor nas pernas há mais de uma década. Nos últimos anos, passou a ter dificuldades para respirar à noite. Ela afirma que jamais viu um médico na vida.
 
Segundo as diretrizes da política nacional de saúde indígena, índios com problemas simples de saúde deveriam ser atendidos dentro das aldeias.
 
Muitas aldeias, porém, não têm postos de saúde nem medicamentos. O cacique João Tserept diz que, nas últimas semanas, só tem recebido o remédio Nistatina, normalmente receitado para o tratamento de infecções vaginais por fungos.
 
— Será que ele cura doença de febre, de pneumonia, doença de ferida, de dor de cabeça? Tudo isso é enganação.
 
Sem atendimento adequado nas aldeias, muitos pacientes iniciam um périplo até finalmente serem tratados. Acompanhados por parentes — já que, quando um índio adoece, é como se toda a família adoecesse —, eles vão primeiro a postos de saúde próximos às comunidades que contam com equipe fixa de enfermeiros.
 
Quando os casos não são resolvidos, são levados para a Casa de Apoio da Saúde Indígena (Casai) de Campinápolis, responsável por alojá-los e encaminhá-los a hospitais públicos. Como o hospital local tem poucos leitos e equipamentos, alguns acabam transferidos para a unidade de Água Boa ou até para Goiânia, a 700 quilômetros dali.
 
Muitos morrem entre uma escala e outra.
 
É comum ainda que, desestimuladas pelo mau atendimento, famílias resolvam voltar à aldeia com o parente doente antes de sua recuperação.
 
A situação da Casai é uma das maiores fontes de reclamações. A BBC Brasil esteve no local, uma casa onde até 80 pessoas dividem poucos cômodos com colchões mofados.
 
Índios disseram que, em vez de se recuperar, alguns pacientes pioram por causa das más condições do alojamento.
 
Gestores locais da Sesai que não quiseram ser identificados disseram que a situação melhorará com a entrega de um novo alojamento, prevista para maio.
 
Eles atribuem os problemas na assistência aos índios à burocracia, como as regras para licitações, e ao despreparo dos profissionais que atendem índios nas aldeias e hospitais locais.
 
Afirmam, contudo, que os serviços deverão melhorar com a chegada de uma médica cubana do Programa Mais Médicos, recém integrada à equipe de saúde da região.
 
Desde o fim de janeiro, a BBC Brasil espera a resposta a um pedido de entrevista com o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, para tratar das informações que embasam esta série de reportagens.
 
Questionamentos à secretaria sobre as mortes de crianças e as ações para combatê-las foram ignorados, apesar de numerosos e-mails e telefonemas.
 
A BBC Brasil ainda tentou tratar dos temas com o novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e com o ex-ministro Alexandre Padilha, responsável pela pasta entre 2011 e o início deste ano. Os pedidos de entrevista foram igualmente recusados.
 
Roça e caça
Mesmo que o atendimento médico aos índios melhore, o padre xavante Aquilino Tsirui'a diz que solução definitiva para os casos de desnutrição exige um resgate dos hábitos alimentares tradicionais dos indígenas.
 
Ele afirma que a transformação na alimentação dos xavantes nas últimas décadas foi estimulada, de um lado, pelo abandono de práticas agrícolas e pela menor oferta de caça nas terras indígenas, hoje cercadas por áreas desmatadas; de outro, pelo crescente ingresso de dinheiro nas comunidades via aposentadorias, salários e benefícios sociais.
 
Os índios passaram a comprar comida nos mercados das cidades vizinhas. A mandioca e o milho deram lugar ao arroz; a carne de caça, a biscoitos e refrigerantes. A dieta hipercalórica e pobre em nutrientes fez explodir, entre os adultos, a obesidade e o diabetes; entre as crianças, a desnutrição.
 
Tsirui'a cobra a Fundação Nacional do Índio (Funai) a estimular o resgate das roças nas aldeias, por meio de campanhas de conscientização e apoio técnico. Ao lado do padre Bartolomeo Giaccaria, ele tem distribuído entre os índios sementes de variedades de mandioca e milho que estavam em vias de desaparecer.
 
O trabalho, diz ele, já começa a surtir efeitos em algumas aldeias.
 
Mudanças semelhantes na alimentação dos índios - com efeitos correspondentes na saúde - têm ocorrido em outras áreas do país. O professor da Unifesp Douglas Rodrigues tem coordenado visitas a aldeias na região do Xingu, entre o Mato Grosso e o Pará, para alertar os índios sobre os riscos dos novos hábitos alimentares.
 
— Eles tinham uma dieta muito boa, mas mudaram e pegaram um pedaço da nossa dieta que é ruim.
 
Dizemos a eles que, se vão mudar, têm que pegar os lados bons também, como consumir mais verduras e legumes.
 
Enquanto não se resolve o problema alimentar, diz Rodrigues, deve-se monitorar as crianças desnutridas para garantir que se recuperem.
 
— Não se pode perdê-las de vista.
 
Duas semanas após a visita da BBC Brasil, no entanto, as equipes de saúde perderam o contato com a família de Júlio César. O médico Lásaro Barbosa diz que, após o menino ganhar 1 kg, lhe deu alta e recomendou que ficasse na Casai até se recuperar plenamente.
 
A Casai informou, porém, que após passar quase dois meses longe da aldeia e sem notar grandes avanços no quadro do bebê, a família resolveu deixar o local.
 
A nutricionista da Casai Adriana Umutina explica a decisão.
 
— Eles cansaram de esperar.

BBC Brasil / R7

Tabu, sexo na terceira idade deve ser discutido entre médicos e pacientes

sexo-na-terceira-idade
Foto: Reprodução
O mundo mudou e a mudança de panorama, especialmente em relação ao acesso à informação, tem munido as pessoas de maior segurança em relação à chamada liberdade de expressão, tornando-as assim seres mais pensantes e livres para se posicionar a respeito de quaisquer assuntos.
 
Apesar da liberdade existente na atualidade para que que as pessoas conversem sobre qualquer assunto abertamente, o sexo na terceira idade ainda chega a ser um tabu na maioria das regiões brasileiras.
 
Isso pode acontecer pelos mais diversos motivos, seja pela forma com que os idosos foram criados ou mesmo por ignorância de algumas pessoas que pensam  que depois de uma certa idade o sexo é extinto da vida humana.
 
De acordo com os geriatras, a sexualidade está ligada a saúde de cada pessoa, quanto melhor estiver a saúde, a vida sexual do individuo também estará. Eles descartam o uso deliberado de drogas orientadas à correção da disfunção erétil, de acordo com os profissionais o uso desse tipo de recurso sem prescrição médica é totalmente desaconselhável, uma vez que trata-se de um medicamento como qualquer outro.
 
O fato de muitos pacientes ficarem envergonhados em falar sobre a saúde sexual, é um dos grandes motivos da automedicação contra os distúrbios sexuais, pelo que, cabe aos médicos discutirem esse tipo de situação diretamente com o paciente de uma forma transparente e descontraída.
 
O que ocorre em relação ao sexo na terceira idade?
A testosterona é o homônimo aliado da libido tanto masculina quanto feminina, e é normal que, com o passar dos anos, ocorra uma queda dos hormônios, pelo que, geralmente se faz necessária a reposição destes após uma avaliação médica, vale ressaltar, porém, que, antes de qualquer coisa, o profissional irá verificar os risco e os benefícios que a reposição hormonal trará. A regra é válida tanto em homens quanto em mulheres.
 
A reposição hormonal visando aumentar a libido nos pacientes normalmente se dá por meio tópico. Vale ressaltar que alguns medicamentos como antidepressivos e de pressão arterial pode afetar a vida sexual de algumas pessoa, por essa razão é necessário conversar com o médico para que ele possa trocar para um medicamento que não tenha produza efeito colateral.
 
Para finalizar, alertamos uma vez mais que esse artigo possui um conteúdo meramente informativo, pelo que, quaisquer cuidados relacionados à saúde, devem ser diretamente detalhados aos profissionais responsáveis.
 
Clickgratis

Falta de ajuda no parto mata quase 1 milhão de bebês por ano, diz estudo

Foto: Reprodução
A presença de um profissional de saúde durante o parto poderia evitar 950 mil mortes de bebês por ano, segundo relatório da fundação Save The Children.
 
O estudo identificou que 2,2 milhões de mortes ocorreram em 2012 durante o nascimento ou no primeiro dia de vida da criança.
 
A presença de um médico, enfermeiro ou parteira preveniria 45% dos óbitos durante o parto e 43% daqueles entre recém-nascidos.
 
O relatório destaca que 40 milhões de mulheres não receberam nenhum tipo de assistência profissional ao dar à luz, das quais 2 milhões estavam completamente sozinhas.
 
A maioria delas são pobres, fazem parte de minorias étnicas, têm poucos anos de estudo ou vivem em áreas rurais.
 
Carência
A Save The Children estima em 7,2 milhões a carência de médicos, enfermeiros e parteiros no mundo.
 
Além de prover os cuidados necessários durante e após o nascimento, esses profissionais são essenciais para os 10% dos recém-nascidos que precisam de ajuda apenas para respirar.
 
Dentre os 75 países analisados no relatório, a Somália é onde esse tipo de atendimento é o mais precário: apenas 9,4% dos partos têm a presença de um profissional de saúde.
 
Depois vêm a Etiópia, com 10%, e a República do Chade, com 16,6%.
 
Os melhores índices estão no Uzbequistão, com 99,6%, no Turcomenistão, com 99,5%, e Botsuana, com 99,1%.
 
Dever de casa
O Brasil está na quarta posição, com 98,9% dos partos assistidos por um profissional. É o melhor índice dentre os seis países da América Latina e do Caribe analisados no estudo.
 
'O Brasil vem fazendo seu dever de casa e implementando políticas, como o programa Saúde da Família, que encaminham para postos de atendimento gestantes pobres e que vivem em áreas de difícil acesso', afirma Denise Cesário, gerente de programas e projetos da fundação Abrinq/Save the Children.
 
'Isso permite fazer o acompanhamento pré-natal e encaminhar os casos complexos, que requerem mais exames e atenção', afirma Cesário. 'Metade das mortes de crianças menores de um ano podem ser evitadas assim.'
 
O estudo mostra que a maiores taxas de mortalidade nesta faixa etária são encontradas justamente onde esse tipo de atendimento é precário, como a África, o leste do Mediterrâneo e o sudeste asiático.
 
Obstáculo
Segundo a Save the Children, as mortes de crianças no parto e no primeiro dia de vida representam o maior obstáculo para a queda nas taxas de mortalidade infantil.
 
Entre 1990 e 2012, o número de mortes de crianças antes de completar cinco anos caiu pela metade no mundo: passou de 12,6 milhões para 6,6 milhões.
 
Desse total, um terço ocorreu entre o parto e antes de completar o primeiro dia de vida.
 
De acordo com a organização, seria necessário dobrar o ritmo do aumento do número de partos atendidos por profissionais para que todos os nascimentos tenham esse tipo de assistência até 2025. Caso contrário, a meta só será atingida em 2043.
 
BBC Brasil / R7

Novo 'coquetel' da aids chega ao SUS em março

O medicamento que associa tenofovir e lamivudina, combinação de duas drogas usadas para tratamento de pacientes com aids, deverá começar a ser distribuído pelo governo no próximo mês. Este é o tempo estimado para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceda o registro de produção para Farmanguinhos, laboratório público que, ao lado da empresa Blanver, vai fabricar o remédio no País.

Combinações de medicamentos para aids são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para melhorar a adesão ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida para pacientes. Terapias para soropositivos são feitas a partir da indicação de várias drogas, prática que no passado ganhou o apelido de “coquetel”. Pacientes podem ingerir até mais de dez comprimidos diferentes por vez. “Daí a importância das associações. Elas trazem menos incômodos, tornam a vida do paciente mais prática”, afirma a infectologista Lígia Raquel Brito.

A chegada do medicamento combinado no SUS é aguardada há tempos. “Sou questionada com frequência pelos pacientes. O anúncio do projeto gerou muita expectativa entre eles”, completa. Atualmente, dos 310 mil soropositivos em tratamento do SUS, 73 mil usam em seu esquema terapêutico tenofovir e lamivudina.

Parceria
Divulgada em 2012, a parceria para desenvolvimento da droga previa, de acordo o presidente da Blanver, Sergio Frangioni, a oferta do produto no segundo semestre do ano passado. Ele conta que a empresa depositou o pedido de registro da droga na Anvisa em outubro de 2012. A autorização foi concedida em dezembro.

“Já há condições para produção, entrega da droga para o Ministério da Saúde. Mas não recebemos por enquanto nenhuma sinalização”, conta Frangioni. Para que isso seja feito, é preciso que Farmanguinhos também seja liberada pela Anvisa para a execução do projeto. “Entendemos a expectativa. Mas o desejo empresarial não pode se sobrepor à segurança e à certeza de eficácia do medicamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

O laboratório Blanver foi responsável por desenvolver a combinação. No acordo de transferência de tecnologia, a empresa fica encarregada de, progressivamente, repassar a técnica de produção para Farmanguinhos. Em troca, a Blanver tem a garantia que, ao longo de cinco anos, será o único a vender ao governo. A associação dos medicamentos foi anunciada como uma promessa de economia. A estimativa era de que o preço fosse 20% inferior ao que é pago pelo governo na aquisição de tenofovir e lamivudina, separadamente.
 
Estadão

Doença rara, similar à poliomielite, afeta crianças na Califórnia

AP Photo/Bikas Das
A poliomielite foi erradicada em grande parte do mundo
Cinco casos de paralisia súbita em crianças foram descritos no último domingo (23)
 
Uma doença infecciosa rara e incurável, semelhante à poliomielite, afeta um pequeno grupo de crianças na Califórnia, oeste dos Estados Unidos, anunciaram pesquisadores da Universidade de Stanford.
 
Cinco casos de paralisia súbita em crianças foram descritos no domingo (23) por estes especialistas durante um congresso da  AAN (Academia Americana de Neurologia) na Filadélfia.
 
— Embora o vírus da poliomielite tenha sido praticamente erradicado no mundo, outros vírus também podem danificar a medula espinhal, provocando uma síndrome similar à pólio, disse o neurologista de Stanford, Keith Van Haren, autor principal deste estudo.
 
Segundo o especialista, na última década, novas formas identificadas de enterovírus foram relacionadas com o aparecimento de surtos de poliomielite em crianças na Ásia e na Austrália.
 
— Estes cinco novos casos deixam em evidência a possibilidade de uma síndrome parecida com a poliomielite infecciosa emergente na Califórnia
 
A poliomielite foi erradicada em grande parte do mundo graças à introdução de uma vacina na década de 1950, mas a doença continua provocando estragos em alguns países como Paquistão, Nigéria e Afeganistão.
 
Na Califórnia, as cinco crianças afetadas pela nova síndrome tinham sido vacinadas contra a poliomielite e os exames para detectar a doença deram negativo. Todas apresentaram os mesmos sintomas: perda súbita de movimento em um dos membros seguida de paralisia dois dias depois.
 
Três crianças sofriam de uma doença respiratória antes do aparecimento destes sintomas.
 
Duas delas eram portadoras do enterovírus 68, um vírus raro associado ao aparecimento da doença, enquanto as outras três não eram portadoras e os médicos continuam investigando as causas de sua paralisia.
 
"Queremos reforçar que esta síndrome é muito, muito rara", insistiu Van Haren, embora os cientistas acreditem que possam aparecer outros casos.
 
Os especialistas pediram que as pessoas entre em contato com os médicos ao menor sinal de paralisia infantil.
 
AFP / R7

Conheça os cinco vilões das dores na coluna nas mulheres

Foto: Reprodução
Alongamentos e exercícios físicos podem amenizar os desconfortos
 
Muitas mulheres sofrem diariamente com dores nas costas. Salto alto, bolsa e má postura são fatores que podem desencadear uma série de desconfortos, mas que podem ser facilmente resolvidos com a mudança de alguns hábitos. Segundo o ortopedista do Hospital São Luiz, Lucas Leite, alongamentos e exercícios físicos são essenciais para evitar dores nas costas.
 
Confira quais são os cinco principais vilões da coluna das mulheres:
 
1- Salto alto
Saltos acima de 3 cm, quando usados frequentemente, podem causar dores na coluna. A recomendação do especialista é que mulheres que usam salto alto todos os dias pratiquem alguma atividade física regularmente e façam alongamentos diários. Seguindo essas dicas, o uso do salto não causará tantos problemas.

2 - Dirigir ou trabalhar sentada por muito tempo
Mulheres que usam o carro como instrumento de trabalho ou ficam muito tempo sentadas também costumam sofrer com problemas na coluna. Ficar na mesma posição por muito tempo sem se alongar é o principal motivo das dores. O especialista aconselha que alongamentos sejam feitos a cada 45 ou 50 minutos para ajudar na circulação e diminuir as dores.
 
3 - Atividades domésticas
Apesar de todas as conquistas femininas dos últimos anos, as mulheres ainda dedicam muito mais tempo às atividades domésticas que os homens. Atividades como lavar a louça e roupas, passar aspirador na casa, varrer e passar pano exigem que a pessoa fique inclinada. Essa posição, quando mantida por muito tempo, pode causar dores na coluna. Realizar intervalos nas atividades e fazer alongamentos podem amenizar os desconfortos
 
4 - Postura
Em certas ocasiões, a postura incorreta pode ser um fator de complicação. Sentada ou em pé, a postura correta, com as costas retas, evita as dores.
 
5 - Bolsas
Algumas mulheres carregam mais do que deviam em suas bolsas. Bolsas pesadas costumam agravar as dores nas costas porque ficam muito tempo no mesmo ombro, sem distribuir o peso. As bolsas de bebês também precisam conter somente o que a mãe vai usar. O mais aconselhável é usar uma mochila, com alças acolchoadas e que se adapte bem às costas, distribuindo o peso entre os ombros, e que tenha uma cinta abdominal para ajudar na sustentação. O ortopedista indica que se coloque os objetos mais pesados mais próximos às costas, e as leves mais distantes.
 
Lucas Leite também ressalta que a prática regular de exercícios físicos e alongamentos são ótimas opções para evitar as dores na coluna. A ginástica laboral no escritório também é recomendável, principalmente para mulheres que não têm tempo de se exercitar durante a semana.
 
Zero Hora

Conheça nove dicas para prevenir problemas de coluna

Conheça nove dicas para prevenir problemas de coluna RBS TV/Divulgação
Foto: RBS TV / Divulgação
Manter os músculos das costas fortes é uma das formas de
 prevenir os problemas
Alimentação, exercícios físicos e boa postura corporal são alguns dos cuidados
 
Como a coluna é um sistema complexo de ossos, nervos, músculos, discos e outros tecidos, mantê-la saudável é possível, mas requer alguns cuidados. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Norte-Americana de Coluna - "9 for Spine" sugere formas de prevenir os problemas na coluna.
 
Confira:
 
1) Exercite-se regularmente para melhorar a saúde e reduzir as chances de dor nas costas
Para se manter saudável, sua coluna precisa de um regime regular de alongamento, fortalecimento e exercícios de condicionamento aeróbico como natação, yoga, musculação e caminhadas. De acordo com o neurocirurgião especialista em coluna Eduardo Iunes, sem exercício, os músculos podem ficar fracos e sem condicionamento, o que pode levar a dores nas costas e a lesões.
 
2) Não fume
Muitos especialistas em coluna relatam que os fumantes são mais propensos a sofrerem com dor nas costas do que os que não fumam. Acredita-se que o fumo restringe o fluxo de sangue para os discos que amortecem as vértebras, reduz a absorção de cálcio e impede o crescimento de novos ossos, segundo Iunes.
 
3) Mantenha um peso corporal saudável
O peso extra, particularmente quando concentrado na região abdominal, muda o centro de gravidade do corpo, deslocando-o para frente e realizando uma tensão desnecessária sobre os músculos das costas e dos tecidos circundantes. Por outro lado, a magreza extrema, que pode ser acompanhada por baixa massa óssea, também coloca o paciente em risco de desenvolver osteoporose. A indicação do especialista é contar com acompanhamento médico para determinar e manter o peso ideal durante a vida.
 
4) Mantenha os músculos das costas fortes
Músculos fracos e sem condicionamento no abdômen e nas costas não oferecem um apoio apropriado à coluna, podendo levar ao aparecimento de dor e ao risco de lesões. É preciso buscar o fortalecimento da musculatura desta região do corpo, praticando exercícios, com orientação médica, que visem alongar e fortalecer as costas e os músculos abdominais, como yoga ou pilates.
 
5) Observe as orientações de mecânica corporal quando você se levantar e se abaixar
Se você deve levantar ou mover algo pesado, faça isto com segurança. Encontre um parceiro para compartilhar a carga. Em vez de puxar ou levantar um objeto pesado, empurre-o.
 
6) Verifique e altere a sua postura frequentemente ao usar seu laptop, smartphone ou tablet
O uso de tablets, smartphones e laptops por um período prolongado diariamente pode causar dor no pescoço e tensão nas costas. Segundo Iunes, se você deseja limitar a sua dor nas costas, limite também o uso da parafernália eletrônica. Para quem precisa usar seus gadgets, mantenha uma postura neutra na coluna e observe se a tela está na altura dos olhos, sempre que possível. Assim que você completar 30 minutos de uso, levante-se, espreguice-se e faça uma pausa no uso dos eletrônicos, quebrando assim a atividade mecânica do corpo.
 
7) Reduza o estresse
Há uma forte ligação entre estresse e a dor na coluna. A resposta do organismo ao estresse pode ser dada pela tensão muscular nas costas, que pode causar espasmos dolorosos. No manejo da dor crônica nas costas, é fundamental reduzir o estresse tanto quanto possível, mesmo que isso signifique desligar o smartphone após o trabalho, ir a um terapeuta, aprender técnicas de relaxamento ou praticar exercícios físicos mais regularmente. Gerenciar bem o estresse pode ajudar a prevenir que a dor nas costas ocorra, alerta o médico.
 
8) Mantenha os ossos fortes e saudáveis, tomando cálcio, vitamina D e praticando exercícios
Como a coluna tem 33 dos 206 ossos do nosso corpo, a saúde geral está ligada à saúde óssea. Para reduzir a chance de sofrer com osteoporose, verifique com seu médico se você precisa tomar suplementos de cálcio e/ou vitamina D e faça exercícios com regularidade.
 
9) Moderação! Se você não pratica exercícios físicos com frequência, nada de exagerar nas práticas esportivas no fim de semana
Se você trabalha duro de segunda a sexta, não faça exercícios intensos ou todas as tarefas domésticas no fim de semana. De acordo com o especialista, a melhor aposta para se manter saudável e livre de dor na coluna é manter o mesmo ritmo, durante toda a semana, em suas tarefas e nos exercícios físicos. Um regime regular de alongamento, musculação e exercícios aeróbicos de condicionamento são melhores para a coluna do que uma única explosão de exercício intenso no sábado.
 
Zero Hora

Fisioterapeuta indica como evitar dores nas costas entre as crianças

Fisioterapeuta indica como evitar dores nas costas entre as crianças Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS
Mochilas pesadas são o principal fatore que causa desconforto na região lombar entre os pequenos
 
Os incômodos na região lombar não acometem exclusivamente os adultos. Torna-se cada vez mais frequente a presença de crianças nos consultórios médicos por causa de dores nas costas. Segundo o fisioterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna, Helder Montenegro, o problema é recorrente nos pequenos por causa de maus hábitos posturais e também devido à sobrecarga de peso nas mochilas escolares.
 
— O motivo mais comum de dor na região lombar em crianças é proveniente da tensão que, normalmente, pode ocorrer durante atividades que requerem força física, como durante um jogo ou brincadeira. Entretanto, a maioria dos casos é oriunda do carregamento inadequado da mochila nas costas com peso em excesso — explica o especialista.
 
Ele descreve que o recomendado é que o peso do material escolar não ultrapasse 10% do peso da criança. Sendo assim, um menino ou menina que pese 30kg, por exemplo, não pode carregar uma bolsa com mais de 3kg de itens escolares.
 
— Normalmente, a criança projeta o tronco para frente, com isso os músculos das costas passam a trabalhar em excesso para suportar o peso da bolsa e, dessa forma, essa sobrecarga provoca uma fadiga dos músculos lombares acarretando em dores na região — afirma o fisioterapeuta.
 
Veja as instruções do fisioterapeuta para prevenir dores nas costas das crianças:
 
— Fique atento à posição em que a criança costuma ficar sentada durante a realização das tarefas escolares ou na frente da televisão. A coluna deve estar sempre reta e apoiada no encosto
 
— Para carregar o material escolar, opte por mochilas de rodinhas, pois o excesso de peso nos ombros pode prejudicar o desenvolvimento da criança
 
— No caso de mochilas que sejam carregadas nos ombros, escolha as que sejam acolchoado, com fácil ajuste e com tamanho igual as costas da criança. Lembrando que as alças precisam estar ajustadas de modo que a parte inferior não fique a menos de quatro centímetros abaixo da cintura
 
— Evite que a criança carregue a bolsa em apenas um dos ombros
 
— Incentive-a a praticar atividades físicas, pois elas fortalecem a região lombar
 
Essas orientações são importantes também para o restante do dia, principalmente para aqueles que gostam de ficar no computador o dia inteiro.
 
— Além dessas dicas, é imprescindível ficar atento à postura na sala de aula, orientando as crianças e jovens para que sentem sempre com a coluna ereta, mantendo a lordose lombar (curvatura da parte baixa da coluna) com a cabeça erguida e os ombros para trás. O mais importante é que os quadris (bumbum) fiquem bem próximos do encosto da cadeira e os pés devem ficar apoiados no chão — conclui Montenegro.
 
Zero Hora

Saúde aparece em 5° lugar na lista de ‘gastos nobres’

Compare no gráfico a relação dos investimentos da Saúde com outros ministérios em 2013 (crédito: Divulgação)
Divulgação
Compare no gráfico a relação dos investimentos da Saúde com
outros ministérios em 2013
Setor representa 8% do total de investimentos públicos e pesquisa mostra que quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos em 2013
 
Dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal em 2013, 8% foi proveniente do Ministério da Saúde, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”.
 
“O SUS precisa de mais recursos e por isso entregamos ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor.

Por outro lado, é preciso que o Poder Executivo priorize e aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis”, criticou o presidente do CFM, Roberto d’Ávila.
 
Confira a série histórica de investimentos federais na Saúde (crédito: Divulgação)
Divulgação
Confira a série histórica de investimentos federais na Saúde
“Não bastasse o setor ter sido preterido em relação a outros, quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos no ano passado”, acrescentou.
 
Para a entidade, o resultado evidencia que obras em rodovias, estádios, mobilidade urbana, entre outros investimentos, estão à frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o CFM mostra que, do total de R$ 9,4 bilhões disponíveis para investimentos em unidades de saúde em 2013, o governo desembolsou R$ 3,9 bilhões, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores rolados para os exercícios seguintes).

Os valores foram inferiores aos investimentos dos Transportes (R$ 11 bilhões), Defesa (R$ 8,8 bilhões), Educação (R$ 7,6 bilhões) e Integração Nacional (R$ 4,4 bilhões). Para 2014, R$ 9,9 bilhões estão previstos para investimentos na Saúde.
 
Os dados apurados pelo CFM mostram ainda que, nos últimos 13 anos (2001 a 2013), foram autorizados R$ 80,5 bilhões específicos para este fim. No entanto, apenas R$ 33 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos.

Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados.
 
SaudeWeb

Para 40%, Saúde é maior problema do Brasil

Foto: Reprodução
41% dos brasileiros consideram a situação de hospitais e postos de saúde crítica
 
O sistema de saúde é atualmente o maior problema do Brasil, mostra um estudo feito pelo Instituto Vox Populi a pedido da revista CartaCapital. Foram ouvidas 2.201 pessoas em 161 municípios de todas as regiões do país, com margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, entre 13 e 15 de fevereiro.
 
Quarenta e um porcento dos respondentes consideram crítica a situação de hospitais e postos de saúde. A região Sul se mostrou a mais preocupada com o setor da saúde, com 46% dos respondentes apontando o problema. Mulheres (44%), grupos com menor escolaridade (44%) e rendimento de até dois salários mínimos (42%) partilham a opinião.
 
Também são motivos de preocupação a segurança pública (24%), corrupção (10%) e educação (9%). O desemprego atingiu um dos menos níveis de preocupação já registrados (6%). Injustiça social (2%), baixos salários (2%), economia (2%) e habitação (1%) também foram citados.
 
* com informações do site da revista Carta Capital
 
SaudeWeb

As 12 desculpas mais bizarras de quem chegou atrasado ao trabalho

Thinkstock/Getty Images
Um em cada três chefes já demitiu o funcionário por atrasos
Pesquisa revela as histórias mais difíceis de engolir para a falta de pontualidade no emprego contadas por gestores
 
Um novo estudo feito pelo site CareerBuilder mostrou algumas das desculpas mais bizarras que empregadores já ouviram de seus funcionários que perderam a hora para chegar ao trabalho. As histórias vão de zebras fugitivas a programas de TV imperdíveis.
 
A pesquisa revelou que cerca de um quarto (23%) dos empregados admitem chegar atrasados pelo menos uma vez por mês, enquanto 15% admitem fazer isso semanalmente.
 
Um em cada três gestores (35%) contaram já ter demitido um funcionário por atrasos, e 48% afirmam esperar que seus subordinados sejam mais pontuais todos os dias. Outros 34% dizem permitir que os empregados se atrasem de vez em quando, desde que isso não se torne um hábito.
 
Já 18% dos entrevistados afirmaram não se importar se os funcionários chegam depois do horário, contanto que façam o trabalho direito. De acordo com a vice-presidente de RH do CareerBuilder, Rosemary Haefner, muitos gestores compreendem que problemas ocasionais geram estes atrasos. “O problema é quando isso se torna rotineiro”, diz.
 
Empregados que costumam se atrasar deveriam checar regularmente a previsão do tempo no trajeto até o trabalho, receber alertas sobre o funcionamento do transporte público que utilizam ou preparar-se na noite anterior para não precisar correr de manhã, recomenda a executiva.
 
Como nos anos anteriores da pesquisa, problemas de trânsito são os motivos mais comuns para os atrasos (39%), seguidos de falta de sono (19%), panes no transporte público (8%), mau tempo (7%) e necessidade de deixar os filhos na escola ou creche (6%).
 
O levantamento foi feito com 3 mil trabalhadores de empresas privadas e 2.201 gestores e profissionais de RH, entre os dias 6 de novembro e 2 de dezembro de 2013.
 
Alguns patrões não engolem as histórias que os funcionários contam. Eles compartilharam algumas das desculpas mais difíceis de acreditar que receberam dos subordinados que chegaram atrasados.
 
Confira abaixo:
 
1. Uma zebra escapou do zoológico e bloqueou o tráfego de uma importante avenida (o fato foi confirmado posteriormente).
 
2. O empregado acordou no jardim de uma casa a duas quadras de seu próprio lar
 
3. O gato do subordinado ficou preso no vaso sanitário
 
4. O leite do cereal acabou no café da manhã e o empregado teve que comprar mais antes de se aprontar para o trabalho
 
5. O funcionário caiu no sono dentro do carro enquanto se dirigia ao trabalho
 
6. O subordinado aplicou cola do tipo Super Bonder nos olhos em vez de colírio para lentes de contato, e teve que correr para o hospital
 
7. Pensando que o dia de Halloween fosse feriado, o empregado não aparecer para trabalhar
 
8. Um buraco no telhado fez com que a chuva caísse sobre o despertador e ele não funcionou de manhã
 
9. Estava passando um programa de TV muito bom e o funcionário não conseguiu parar de ver até o fim
 
10. O empregado se esqueceu que a empresa mudou de endereço
 
11. Uma escova de cabelo ficou presa na cabeça da funcionária
 
12. O subordinado não foi pontual no trabalho porque ficou assustado com um pesadelo
 
iG

Fumantes são mais infelizes, afirmam estudos

Getty Images
Pesquisadores derrubam o mito de que cigarro reduz o estresse
Pesquisa brasileira diz que cigarro causa depressão, artigo britânico afirma que ex-fumante tem melhora na saúde mental
 
O cigarro não traz felicidade. Mesmo que fumantes do mundo inteiro afirmem que o cigarro relaxa, acalma e até faz pensar melhor, cientistas estão cada vez com mais provas que derrubam o mito do cigarro antiestresse. De acordo com dois estudos publicados recentemente, o fumo piora o humor, provoca ansiedade e está ligado a casos de depressão.

Pesquisadores brasileiros afirmam que o cigarro é um forte agente depressor do humor. No estudo - realizado no hospital São Lucas em Porto Alegre com 1021 pessoas entre fumantes, não-fumantes e ex-fumantes -, verificou-se que o grupo de fumantes tem maior grau de depressão. Em uma escala que mede os pontos de grau de depressão, o grupo de fumantes, em média, atinge 50% mais pontos do que quem nunca fumou ou largou o cigarro.
 
De acordo com o coordenador do estudo, o pneumologista José Miguel Chatkin, há solução para os fumantes. Após a turbulência inicial dos primeiros dias de abstinência do cigarro, o ex-fumante se torna mais feliz do que aquele que permanece fumando. Chatkin afirma também que o fumo esporádico do cigarro até melhora o humor, mas no longo prazo pode levar à depressão.
 
Pesquisadores britânicos pegaram ainda mais pesado nos argumentos antitabaco. Em um artigo publicado neste mês no British Medical Journal, estudiosos afirmam que largar o cigarro melhora a saúde mental, e de forma rápida (em menos de seis semanas).
 
Tornar-se ex-fumante está associado com a redução da depressão, da ansiedade e do estresse; e com a melhora do humor e da qualidade de vida. De acordo com os pesquisadores, o efeito de abandonar o cigarro é igual ao visto no uso de antidepressivos no tratamento de ansiedade.
 
Para chegar a esta conclusão, eles analisaram 26 estudos que compararam a saúde mental de pessoas antes e depois de terem largado o vício. “Espero que esses estudos mudem a perspectiva das pessoas a respeito do cigarro. Muitos fumantes citam o período estressante que estão passando como desculpa para não largar o cigarro, mas vemos que é justamente o contrário. Parar de fumar ajuda na redução da ansiedade e melhora a saúde mental”, afirma Gemma Taylor da Universidade de Birmingham e autora principal do estudo.
 
Gemma afirma que o mito do cigarro relaxante pode ser explicado pelo fato de os fumantes experimentarem irritabilidade, ansiedade e depressão quando não fumam por um tempo. Estes sentimentos são aliviados quando ele fuma. “Crian-se, desta forma, uma impressão de que fumar tem benefícios psicológicos, quando na verdade foi o tabagismo que fez com que estes distúrbios se sobressaíssem”, disse.
 
iG