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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Vacina de febre amarela deve ser tomada pelo menos 10 dias antes de visitar regiões de risco

A vacina é a principal forma de prevenção
contra a febre amarela e é oferecida pelo
 SUS em todo o país.
Quem for para regiões com risco de contaminação pela Febre Amarela deve estar atento ao prazo de imunização contra a doença. Isso porque a pessoa que toma a vacina só fica protegida depois de 10 dias que recebeu a dose
 
Como a doença é transmitida através da picada dos mosquitos encontrados em áreas com matas próximas a rios, lagos e cachoeiras, os cuidados devem ser tomados com antecedência. É o que explica o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

"Alguém que vai para uma região, onde existe a transmissão da febre amarela, seja a trabalho, seja em turismo ecológico, e nunca tomou a vacina, deve tomar a vacina pelo menos dez dias antes. A vacina atualmente é oferecida no Brasil inteiro e é uma vacina muito eficaz e a recomendação é para que nas cidades dessas regiões, as crianças sejam vacinadas, devendo receber uma dose a partir dos nove meses de idade e um reforço a partir dos quatro anos de idade. No caso da pessoa já ter tomado uma dose da vacina e essa dose ter sito tomada há mais de dez anos, ela deve tomar um reforço e esse reforço é capaz de produzir a proteção imediatamente."
 
O universitário, Victor Rodrigues, estuda engenharia ambiental e pratica esportes radicais em regiões próximas a rios, lagos e cachoeiras . Por isso, ele conta que está atento aos riscos de ser contaminado pelo mosquito transmissor da febre amarela. "Quase todo final de semana eu vou para cachoeira, fazer trilha, e é importante ter a carteira de vacinação em dia. Tanto para a febre amarela, quanto para as demais vacinas, como a antitetânica, caso você machuque e pode pegar tétano. Teve um evento na Serra dos Pireneus, lá em Pirenópolis. A organização do evento exigiu a vacina da febre amarela e levar o comprovante de dez dias anteriores, para comprovar que você já estava imune. Então, é bastante importante ter a vacinação todas em dia. Quando tem campanha, principalmente a vacina da gripe, aí eu já vou e faço uma revisão de todas as vacinas."

O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, alerta para os sintomas da doença.

"Os sintomas iniciais de febre amarela são parecidos com outras doenças infecciosas, em geral com febre, mal estar, vômitos, diarreia. A doença, em seguida, pode afetar o fígado e os rins, fazendo quem que a pessoa fique com a pele amarelada, podem surgir hemorragias, tanto na forma de manchas vermelhas e roxas na pele e este conjunto de problemas nos diversos órgãos pode levar à morte. Então, a grande preocupação é com as pessoas que entram em região de mata."
 
A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e é oferecida pelo SUS em todo o país.
 
Fonte: Diane Lourenço/ Agência Saúde

Você sabe como cuidar do seu fígado?

Fígado saudável
O fígado é o órgão central das transformações metabólicas, participando da maioria das funções do corpo, entre elas o armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas, conversão de amônia em ureia, armazenamento de ferro e vitaminas, processamento de drogas e hormônios, etc.

Além de todas essas funções, o fígado também participa da regulação do volume sanguíneo, possui importante ação antitóxica contra substâncias nocivas ao organismo como o álcool, a cafeína, gorduras e outras.
 
As principais doenças que acometem o órgão são as hepatites, doenças causadas pelo alcoolismo como a cirrose, doenças hepáticas tóxicas, insuficiência hepática, fibroses, entre outras. A doença do fígado, esteatose hepática na fase inicial, é o acúmulo de gordura nas células do órgão e pode ser causada por abuso de álcool, hepatites virais, diabetes, obesidade, colesterol ou triglicérides elevados e uso prolongado de certos medicamentos.
 
A esteatose hepática não alcoólica, que vem aumentando em todo o mundo, ocorre com o depósito de gordura no fígado e está relacionada ao aumento da frequência de obesidade e diabetes mellitus, que são duas causas que, isoladamente ou em conjunto, respondem por grande número de casos da doença. Atualmente, mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos. O sobrepeso e obesidade podem colocar uma pressão enorme sobre o fígado, por isso uma dieta saudável e exercício físico regular são importantes para manter o peso corporal saudável, o mais próximo do peso ideal.
 
Alimentação
O Guia Alimentar para a População Brasileira é o documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação saudável para a população. Embora o foco do material seja a promoção da saúde e prevenção de enfermidades, suas recomendações podem ser úteis a todos que padecem de doenças específicas. Mas nesse caso, é imprescindível que nutricionistas adaptem as recomendações às condições específicas de cada pessoa.
 
O fígado atua como um processador de nutrientes, e algum dano no órgão pode comprometer a sua estrutura levando a um quadro clínico de doença hepática. Estas compreendem a cirrose, hepatite e insuficiência hepática, sendo a cirrose a forma mais grave da doença.
 
Essas doenças estão associadas a distúrbios metabólicos, como obesidade, dislipidemias, hipertensão, diabetes, entre outras, que estão relacionadas ao consumo excessivo de açúcares simples e gorduras saturadas. O excesso de açúcar e de gordura no sangue contribuem, portanto, para o acúmulo de gorduras no fígado.
 
Assim, os alimentos podem ser bons ou ruins, dependendo da qualidade e quantidade ingerida. Uma alimentação saudável é um dos principais determinantes do estado nutricional adequado que pode prevenir as doenças hepáticas. Uma alimentação rica em alimentos gordurosos e açucarados, como os alimentos ultraprocessados, podem contribuir para a instalação ou agravamento das doenças relacionadas ao fígado.
 
Medidas para tratamento das doenças hepáticas incluem controle da ingestão do álcool, redução do peso, controle da ingestão de gorduras e açúcares. Os alimentos benéficos para o tratamento são: chá verde ou preto, alecrim, alho, frutas cítricas e vermelhas, peixes, cereais integrais como aveia e linhaça, castanhas e leguminosas como feijão, lentilha e grão de bico. Alguns vegetais também contribuem no tratamento, por exemplo, o agrião, brócolis, couve-chinesa, couve-flor, mostarda, nabo, rabanete e repolho.
 
Fígado com esteatose (gordura no fígado)
Outras recomendações
Os anti-inflamatórios não-esteroides do tipo de Nimesulida, Naproxeno e Diclofenaco estão associados com o risco de hepatotoxicidade. Na maioria das vezes, a hepatotoxicidade se manifesta por alterações das enzimas hepáticas, fato observado em 1 a 3% dos pacientes que usam essas medicações. Em alguns casos, existe a hepatotoxicidade mais grave com quadro de icterícia ou gatilho de autoimunidade (Hepatite Autoimune-simile).
 
Tome sempre cuidado ao usar aerossóis, inseticidas e outros produtos químicos tóxicos. Certifique-se sempre que a área é bem ventilada. Muitos produtos de limpeza contêm toxinas que podem prejudicar o fígado.
 
Evite o contato com o sangue de outras pessoas e outros fluidos corporais, para evitar a transmissão de hepatite C, cuja transmissão é causada por um vírus transmitido principalmente pelo sangue contaminado. As orientações nesse caso são no intuito de se evitar a possibilidade de contato com sangue contaminado. Para isso, a orientação é não se compartilhar instrumentos perfuro cortantes tais como aparelhos de barbear, alicates de unha, seringas, etc.
 
Evite o consumo excessivo de álcool. A droga hepatotóxica direta é responsável pela instalação da doença hepática alcoólica de graus variados, podendo ser leve (esteatose) até a forma crônica irreversível (cirrose).
 
A ingestão crônica de cerca de 20g de álcool/dia em mulheres e 40 g de álcool/dia em homens pode levar a hepatite alcoólica e suas complicações podendo culminar com cirrose hepática.
 


Fonte: Blog da Saúde/ Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição/ Coordenação-Geral de Média e Alta Complexidade

Conheça os riscos de uma cesariana desnecessária

Na hora do nascimento do filho, muitas mulheres abrem mão do parto natural e escolhem a cirurgia cesariana por ser rápida e indolor
 
Mas essa opção aumenta o risco não só de uma infecção, mas de várias complicações pós-parto, conforme enumera a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela."Infecção, o risco de hemorragia aumentado, o risco do ato anestésico que pode dar aí morte pela anestesia ou morbidade pela anestesia e os riscos em longo prazo de aderência, de acretismo placentário que é a placenta grudar no útero e também placenta prévia e de endometriose que são riscos inerentes à cesárea, principalmente, cesáreas de repetição, risco aumentado para o próximo parto e problemas com a fertilidade."
 
A coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, afirma também que o parto cesariana traz riscos para a relação da mãe com o bebê: "Porque uma cesariana dificulta o vínculo inicial mãe e bebê, dificulta a descida do leite, o contato pele a pele e a amamentação. Então, ela tem mais risco de ter problemas na amamentação e no vínculo mãe e bebê, riscos maiores de ingurgitamento mamário."

A cirurgia cesariana foi a escolha da contadora, Silvia Cimas, mas ela conta que não pretende ter outro filho por esse método."Eu não quero mais por experiência também de colegas que tiveram filhos no mesmo período que eu, elas tiveram uma recuperação muito mais rápida, ficaram já bem pra fazer a amamentação, enquanto eu demorei mais. Aquele medo que eu tinha inicialmente foi todo caído por terra, pra mim, é o seguinte, o parto normal é a melhor opção pra mulher. Quero experimentar, acho que vai ser mais sadio e para meu filho ou filha."
 
Ainda de acordo com a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, em algumas situações, a cesariana é única via de parto permitida para salvar a vida da mãe ou do bebê. Mas, em circunstâncias normais, o parto natural sempre será a melhor opção para a mulher e o recém-nascido.
 

Ampliação de medicamento clone reduzirá fila de registro na Anvisa

A partir de agora, a indústria farmacêutica que quiser registrar medicamento clone terá a garantia de manutenção do preço já praticado no mercado
 
O processo de registro para esse tipo de produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é mais simplificado e sua ampliação permitirá a redução de cerca de 25% na fila de pós-registro. A análise desses documentos representa 60% da demanda para registros no país. A medida beneficiará o setor, que terá o processo de registro acelerado, e o consumidor, que terá mais opções de marcas e preços disponíveis.
 
“Essa resolução é muito importante porque já estamos adotando uma maneira mais simplificada para registrar medicamentos clones e faltava uma definição sobre o preço. A análise simplificada para os medicamentos clones representa um ganho de tempo em todas as etapas de registro, com uma redução expressiva da fila”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O diretor-presidente da Anvisa, Jaime Oliveira, explica que é fundamental sinalizar ao setor a manutenção do preço para dar segurança ao pedido de registro do produto na categoria clone.
 
A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) sobre a precificação de medicamentos clone será publicada no Diário Oficial da União. A ação voltada ao setor farmacêutico foi anunciada pelo Ministério da Saúde e Anvisa.
 
Essa medida vem complementar a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 31/2014 da Anvisa, que passou a autorizar que medicamentos novos ou não, que têm comprovadamente a mesma matriz (princípios ativos, concentração, via de administração, posologia e indicação terapêutica) de uma droga já registrada e comercializada, possam ser enquadrados como ‘medicamento clone’.
 
O maior impacto da medida será no pós-registro, fase em que a indústria já possui medicamentos e preços registrados na Anvisa e quer reclassificá-los, passando-os de medicamento não clone para clone. Atualmente, cerca de 60% da demanda da Gerencia Geral de Medicamentos da Anvisa está no pós-registro. Um terço dos pedidos (629) aguarda para serem registrados como ‘clone’.
 
Mercado
A Resolução da CMED prevê três situações que garante a precificação dos medicamentos, caso o fabricante opte por trabalhar com os clones. No primeiro caso, o medicamento não clone já é comercializado. Nessa situação, haverá uma troca do número de registro do medicamento para adequação à RDC 31/2014 e será mantido o preço anteriormente aprovado para o laboratório.
 
No segundo caso, o medicamento entra no mercado como um fármaco novo ou nova apresentação e, por isso, segue normalmente as regras gerais de preços estabelecidos pelos critérios da Resolução CMED N°2/2004. A terceira situação trata do produto criado a partir da transferência de tecnologia entre laboratórios públicos e privados, por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e outras formas de transferência de tecnologia – em que o medicamento clone terá o mesmo preço praticado pela matriz.
 
PDP
As Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) fornecem produtos de acordo com a necessidade e prioridade da rede pública de saúde e seguem as demandas apresentadas anualmente pelo Ministério da Saúde. As iniciativas firmadas entre laboratórios públicos e privados têm por objetivo fortalecer o setor produtivo nacional e garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde, contribuindo para a sua sustentabilidade e para a redução do déficit externo do setor da saúde.
 
Atualmente, estão em desenvolvimento 98 parcerias entre 19 laboratórios públicos e 55 privados. Esses acordos preveem o desenvolvimento de 91 itens, (sendo 61 medicamentos, 6 vacinas, 19 produtos para saúde e 5 equipamentos). Do total de PDPs em vigência, 30 já possuem registro na Anvisa e 18 deles estão no mercado e são comprados de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, entre eles oncológicos, antirretrovirais e vacinas. A estimativa é de que o total de parcerias promova economia de R$ 4,1 bilhões por ano em compras públicas.
 

Into recomenda prevenção diária da LER

No Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e aos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, lembrado neste sábado, 28 de fevereiro, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) chama a atenção para os cuidados no dia a dia para evitar danos aos tendões e aos músculos causados pela sobrecarga e pelo estresse no trabalho
 
O operador de telemarketing, o bancário, a secretária e o auxiliar de escritório são algumas das profissões que mais apresentam o problema. As lesões mais comuns são as tendinites de punho e ombro e a epicondilite de cotovelo, que estão diretamente relacionadas ao uso de computadores. Há ainda casos de pessoas que apresentam bursite na região dos quadris. No lazer, as inflamações costumam ocorrer pela prática esportiva, como o tênis.
 
O ortopedista e médico do trabalho, Eduardo Branco, explica que na maioria dos casos a pessoa tem uma postura inadequada e não faz a pausa necessária para descansar e se recuperar da lesão ainda no início. “O profissional deve descansar, pelo menos, por dez minutos a cada 50 de atividade laborativa. Com o repouso adequado, o músculo e o tendão descansam e a pessoa se sente melhor, evitando o agravamento do problema”.
 
De acordo com o médico, o profissional também deve ficar atento se a cadeira, a mesa e o monitor do computador estão na altura adequadas. Devem fazer uso de banco ou escada para subir em locais mais altos para acessar prateleiras, evitando o esforço postural, além de controlar o lado emocional devido à pressão e ao estresse do trabalho que contribuem também para o surgimento das LER e DORTs.
 
A lesão começa com dor gradativa e desconforto, podendo afetar ainda na alteração de humor e no resultado da produção do trabalho. A cirurgia nesses casos é um tratamento de exceção. O médico recomenda identificar o fator agressor e fazer a correção postural e a readaptação ao posto de trabalho, evitando a monotonia da repetição.
 
“O repouso é muito importante, assim como alongar o membro e fazer movimentos mais lentos para ativar a circulação. No momento de crise, a compressa de gelo ajuda. Em todo caso, é importante procurar o médico para que ele avalie o paciente e indique analgésicos e anti-inflamatórios eficazes”, orientou.
 

DF: Estoque de comidas nos hospitais deve suprir apenas uma semana

Governo garante que pagamentos deste ano estão em dia, mas não tem como pagar o atrasado. Sanoli diz que estoque está acabando
 
Se a Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação Ltda. paralisar os serviços na terça-feira, ou em qualquer momento da próxima semana, como previsto, os acompanhantes, servidores e pacientes dos hospitais públicos do Distrito Federal ficarão sem refeições. O secretário adjunto de Saúde do DF, Rubens Iglesias, afirmou em coletiva de imprensa, ontem, não ter um plano alternativo para fornecer as refeições da rede pública. “Contamos com o fornecimento deles, não temos como suprir a ausência da Sanoli.” Ele afirmou, porém, confiar no bom senso da empresa. “Seria de extrema irresponsabilidade, pois a Sanoli tem compromissos sociais com os pacientes.”

O secretário adjunto argumenta que todos os pagamento de 2015 estão em dia. “As dívidas do ano passado serão pagas pelo governo, dentro do fluxo financeiro.” Em janeiro, a pasta fez um repasse de quase R$ 10 milhões, referentes ao serviços daquele mês. Iglesias disse que aguarda só a apresentação das notas fiscais de fevereiro para efetuar o pagamento.

A Sanoli, que na quinta-feira passou a servir sopa aos servidores e acompanhantes, reconhece que o governo arcou com a última fatura, de janeiro, e que não faltará com o próximo pagamento, referente a fevereiro. No entanto, segundo o diretor-superintendente, Marco Aurélio Crescente, o problema é o rombo deixado pelo governo anterior, calculado em R$ 21,5 milhões. “O contrato é contínuo, no valor de R$ 10 milhões. Na última semana, eles pagaram R$ 2,4 milhões, mas isso vai suprir apenas uma semana.”

Ainda segundo Marco Aurélio, a Sanoli vai recalcular a dívida, os pagamentos e checar a possibilidade de expansão de crédito com os fornecedores para evitar a falta de comida. “De qualquer forma, isso é paliativo. Estamos com dificuldade de crédito no mercado bancário e sem credibilidade com os fornecedores.” Caso a empresa não consiga a expansão de crédito, corre risco de parar em quatro dias, ou até menos, em decorrência dos estoques esvaziados.
 
Correio Braziliense

Vitamina D e ômega 3 ajudam no sentimento de bem-estar

Vitamina D e ômega 3 ajudam no sentimento de bem-estar Aleksandra P./stock.xch
Foto: Aleksandra P. / stock.xch
Substâncias regulam a produção de serotonina — hormônio que influencia no humor, em tomadas de decisão e no comportamento social
 
Pesquisadores do centro de pesquisa de Oakland, na Califórnia, identificaram um importante papel da vitamina D e do ômega 3 para o sentimento de bem-estar. Segundo eles, as substâncias regulam a produção de serotonina — hormônio que influencia no humor, em tomadas de decisão e no comportamento social.
 
Alguns distúrbios clínicos, autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), bipolaridade, esquizofrenia e depressão ocorrem por causa de baixos níveis de serotonina no cérebro.
 
— Nós ligamos a produção e de serotonina à vitamina D e ao ômega-3. Isso sugere que esses micronutrientes são importantes para melhorar o funcionamento do cérebro e afetar a maneira como nos comportamos — afirma Rhonda Patrick, uma das responsáveis pelo estudo.
 
Outro estudo também concluiu que níveis adequados de vitamina D são essenciais na manutenção da saúde óssea. Baixos níveis da vitamina podem causar osteomalácia em adultos e raquitismo nas crianças. As duas doenças estão relacionadas ao enfraquecimento dos ossos.
 
Já o ômega 3 está presente, principalmente em peixes como sardinha, enchova, cavala e salmão. Duas porções por semana reduzem o risco de câncer.
 
Zero Hora

Cientista prevê transplante de cabeça em dois anos

Pesquisa científica para transplante de cabeça enfrenta dificuldades técnicas e éticas
Pesquisa científica para transplante de cabeça enfrenta
dificuldades técnicas e éticas
Procedimento, cuja viabilidade técnica é questionada, traz à tona debate sobre ética médica
 
O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.
 
É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.
 
A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral.
 
Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.
 
Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.
 
"Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão", disse Canavero à NewScience.
 
Técnica
O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.
 
Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.
 
Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.
 
Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes.
 
Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.
 
Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.
 
Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.
 
O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.
 
Chances
A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.
 
Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.
 
BBC Brasil / iG

Ministério da Saúde anuncia novo cálculo para reajuste de preço dos medicamentos

A expectativa é que o reajusto médio fique abaixo da inflação e que mais medicamentos tenham o menor aumento de preço
 
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram nesta sexta-feira (27) mudanças no cálculo feito para reajustar os preços dos medicamentos em todo o país. A definição dos novos critérios serve para adequar o índice à realidade do mercado.
 
A expectativa do ministério é que o percentual médio de reajuste fique abaixo da inflação; que o índice seja menor em relação ao que seria calculado com a regra anterior e que mais medicamentos tenham o menor reajuste de preço. Além disso, cada um dos três fatores que compõem a fórmula de reajuste terá uma data fixa para ser divulgado.
 
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Jarbas Barbosa, os três fatores passam a ser definidos conforme a concorrência dos grupos de mercado, classificados como não concentrados, moderadamente concentrados e altamente concentrados.
 
"Com isso, buscamos dar maior previsibilidade, racionalidade, transparência e segurança", explicou Jarbas. "O mercado será considerado como um todo, não apenas o varejista [serão incluídas as vendas hospitalares e as compras públicas]. Você passa a acompanhar melhor as tendências de mercado", completou.
 
Um dos principais impactos da mudança é a redução do rol de medicamentos sujeitos ao maior reajuste de preço. Do total, 21,57% dos medicamentos regulados terão o maior reajuste, enquanto a maioria  (51,73%) vai sofrer o menor índice de reajuste.
 
As novas regras, de acordo com o secretário, incluíram sugestões da consulta pública realizada em 2014 com a participação de entidades que representam mais de 150 indústrias farmacêuticas. A resolução será publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (2).
 
"As medidas que estão sendo tomadas vão resultar, sem dúvida nenhuma, em um desembolso menor na compra de medicamentos", destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Segundo ele, a expectativa é que o impacto para os consumidores, o governo e os prestadores de serviço que compram medicamentos seja uma redução superior a R$ 100 milhões.
 
O percentual de reajuste será divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) no dia 31 de março, após a publicação oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como prevê a regra.

Agência Brasil

Mulheres jovens demoram para procurar ajuda médica em casos de ataque cardíaco

Novo estudo aponta que mulheres de 30 a 55 anos têm dificuldade para reconhecer os primeiros sintomas e acham que são novas demais para sofrer um ataque cardíaco
 
Mulheres com menos de 55 anos são mais propensas a ignorar os primeiros sintomas de um ataque cardíaco iminente, como dor e tontura, e demoram para procurar atendimento médico de emergência. É o que aponta um novo estudo da Universidade de Yale.
 
Essa demora contribui para altas taxas de mortalidade entre mulheres desta faixa etária quando comparadas às de homens da mesma idade. Estatísticas mostram que, abaixo dos 50 anos, ataques cardíacos são duas vezes mais letais para mulheres do que para homens.
 
Muito jovem
A pesquisa, publicada no final deste mês no periódico especializado “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes”, contou com entrevistas com mulheres de 30 a 55 anos que foram hospitalizadas por sofrer um infarto agudo do miocárdio – popularmente conhecido como ataque cardíaco. Os pesquisadores analisaram o que acontecia com as mulheres durante o período, desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a decisão de procurar ajuda médica.
 
O estudo aponta que além de questões externas – como na família ou trabalho –, outro fator que faz as mulheres adiarem a procura por um médico é o fato de elas analisarem de forma imprecisa seus riscos pessoais de ter doenças cardíacas justamente porque não tinham idade avançada na ocasião.
 
Na maioria das vezes, as mulheres entrevistadas também não realizavam exames de rotina e preventivos. E, quando procuraram ajuda médica, nem todas receberam um diagnóstico rápido e completo.
 
Sintomas
“Mulheres mais novas com múltiplos fatores de risco e um forte histórico familiar de doenças cardíacas não deveriam assumir que elas são jovens demais para ter um ataque cardíaco”, disse Judith Lichtman, uma das pesquisadoras pelo estudo.
 
A pesquisadora acredita que é importante estimular as mulheres para que elas reconheçam os sintomas e procurem ajuda médica rapidamente.
 
Leslie Curry, pesquisadora sênior do Yale Global Health Leadership Institute e também pesquisadora do projeto, acredita que além de educar as mulheres também é necessário mudar a maneira que profissionais de saúde respondem aos sintomas e estimular o tratamento preventivo para problemas cardíacos.
 
iG

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pouca saliva pode ser sinal de inflamações ou tumores

Reprodução
Saliva é responsável por auxiliar o processo digestivo e proteger a boca
 
A saliva protege a cavidade oral, cuida da umidade da boca, facilita a fala, auxilia o paladar, a mastigação, a digestão e ainda ajuda a evitar o mau hálito. As glândulas salivares guardam funções de extrema importância na manutenção da saúde, mas podem ser foco de uma série de problemas que muita gente desconhece, desde que tudo pareça bem.
 
Um exemplo, a boca seca — geralmente um sintoma de que alguma coisa vai mal ou uma sequela de algum tipo de tratamento ou medicamento — pode ser mais incômodo do que se pode imaginar. Tanto que existem medicamentos usados para amenizar o desconforto da saliva escassa. São três pares principais de glândulas e outras centenas de pequenas versões espalhadas pela boca que, juntas, produzem até 1,2 litro de saliva por dia — até que alguma coisa vá mal.

Segundo Gustavo Maluf, dentista especializado em periodontia e pós-graduado em oncologia oral, os problemas que afetam as glândulas produtoras de saliva se dividem entre os inflamatórios — a caxumba é o mais conhecido deles — e os tumores. “Mas eles são raros, representam apenas 3% dos tumores de cabeça e pescoço”, tranquiliza. Nesse último caso, o diagnóstico costuma ser simples.
 
“Geralmente, eles não dão dor, mas são fáceis de serem detectados. O principal sinal é o aumento de volume na região. Mas, como o nódulo não dói, as pessoas não procuram tratamento”, alerta Maluf. Ainda de acordo com o especialista, quando diagnosticados no início, as chances de cura completa são altas. “Mas, quanto maior o tumor, pior o prognóstico”, reforça.
 
O diagnóstico pode ser feito por um médico, mas, como os pacientes costumam ter maior contato com os seus dentistas, também cabe a eles detectarem o problema e fazerem uma biópsia para saber se o caroço é maligno ou benigno.

Saúde Plena

Teste de pele detecta Parkinson e Alzheimer

Biópsia realizada na epiderme detecta elevados níveis de proteínas anormais, comuns às duas enfermidades
 
Cientistas da Academia Americana de Neurologia apresentaram, no encontro da agremiação, um teste de pele que pode ajudar no diagnóstico de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Uma biópsia realizada na epiderme detecta elevados níveis de proteínas anormais, comuns às duas enfermidades.

“Até agora, a confirmação patológica não era possível sem a biópsia do cérebro. Então, essas doenças geralmente ficam sem reconhecimento mesmo depois de terem progredido”, afirmou Ildefonso Rodriguez-Leyva, autor do estudo e pesquisador da Universidade de San Luis Potosi, no México. Ele diz que partiu da hipótese de que, como a pele tem a mesma origem que o tecido cerebral na fase embrionária, ambos os órgãos exibiriam os marcadores das doenças neurológicas. “Esse novo teste oferece um biomarcador que poderá ajudar os médicos a identificar e diagnosticar as doenças precocemente.”

Para o estudo, foram feitas biópsias da pele de 20 pessoas com Alzheimer, de 16 com Parkinson e de 17 com demência causada por outras condições. Os cientistas compararam as amostras com as de 12 indivíduos saudáveis e da mesma faixa etária. Eles testaram o material para ver se tipos específicos de proteínas alteradas seriam encontradas — em caso positivo, indicariam o Alzheimer e o Parkinson.

Quando comparados às pessoas saudáveis e àquelas com demência causadas por outras condições, os pacientes com os dois males neurodegenerativos exibiram níveis sete vezes mais elevados da proteína tau, um indicativo de ambas enfermidades. Os doentes de Parkinson também tinham taxas oito vezes maiores da proteína alfa-sinucleína que os voluntários saudáveis.

“São necessárias mais pesquisas para confirmar esses resultados, mas as descobertas são empolgantes porque podemos começar a usar biópsias de pele de pacientes vivos para estudar e aprender mais sobre essas doenças. Isso também significa que os tecidos estarão disponíveis para os cientistas muito mais rapidamente e em maior número”, disse Rodriguez-Leyva. Segundo ele, o procedimento poderá ser útil para estudar outras doenças neurodegenerativas.

Correio Braziliense

Santa Casa aprova intervenção do poder público em sua administração

O hospital passa por uma crise financeira desde o ano passado,
quando parte dos funcionários não recebeu o 13º salário
Reunião da mesa administrativa realizada na quarta-feira  (25) votou a favor de sugestões do MP  
 
Os membros da mesa administrativa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo votaram a favor das sugestões do Ministério Público Estadual que preveem a criação de uma comissão de representantes do poder público para o acompanhamento da gestão do hospital. A aprovação da medida ocorreu em reunião realizada nesta quarta-feira (25) pela manhã.
 
Segundo informou a assessoria de imprensa da Santa Casa ao R7, a comissão a ser criada será composta por representantes da Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Estadual da Saúde e Ministério da Saúde. O grupo terá a função de acompanhar e fazer consultorias à gestão administrativa do hospital.
 
Na terça-feira (24), durante reunião da Comissão de Saúde da Alesp (Assembléia Legislativa de São Paulo), David Uip, secretário estadual de Saúde, disse que a dívida da Santa Casa chegou a R$ 828 milhões em 2014. 
 
Uip falou que apresentação de documentos que afirmam que o prédio do hospital vale R$ 72 milhões, faz com que o governo estude a liberação de novo repasse. 
 
Gestão aberta 
Há duas semanas, o MP encaminhou à Santa Casa um documento no qual recomendava uma gestão mais aberta e a criação de uma comissão externa para o controle da administração.
 
A proposta foi apresentada primeiro em reunião fechada na qual estavam médicos do movimento Santa Casa Viva. Eles teriam procurado o auxílio do Ministério Público para a superação da crise financeira pela qual passa o hospital desde o ano passado, quando parte dos funcionários não recebeu o 13º salário.
 
Segundo um membro do movimento, que prefere não se identificar, a comissão externa sugerida pelo MP funcionaria em conjunto com os membros internos da chamada irmandade da Santa Casa e teria o controle do hospital, incialmente, por 180 dias prorrogáveis.
 
Além disso, o documento do MP previa a criação de um portal de transparência que teria como público alvo as pessoas interessadas a fazer doações à Santa Casa.
 
— Os membros do Santa Casa Viva se reuniram com Ministério Público antes do Carnaval. O pessoal tem chamado essas sugestões do MP de uma ‘intervenção branca’, já que eles deixaram a critério da Santa Casa aderir ou não às recomendações.
 
Segundo ele, a expectativa dos médicos é que a mesa administrativa faça adesão aos termos do documento do MP.
 
— Se eles não aceitassem a proposta teriam de explicar o porquê e falar o que eles vão fazer para com que continuemos a receber. Afinal, continuamos sem receber o décimo terceiro e quem teve férias desde novembro não recebeu essas férias.
 
Segundo o funcionário, 8% dos trabalhadores do hospital que ganham salários maiores, a partir de R$ 6.800, ainda estão sem receber.
 
R7

Ministério da Saúde recruta jovens para fiscalizar ações de controle do HIV no país

Gay,s travestis, transexuais e pessoas que usam drogas são
 a prioridade para o grupo que o Ministério quer formar
A epidemia cresceu nos últimos dez anos entre jovens de 15 a 24 anos
 
O Ministério da Saúde está selecionando 50 jovens com idade entre 18 e 26 anos para acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de saúde voltadas para o combate ao HIV e à aids. De acordo com a pasta, serão priorizados jovens de populações consideradas chave, como pessoas que vivem com HIV, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas.
 
A ideia é formar uma turma para participar do Curso de Formação de Novas Lideranças das Populações-Chave Visando o Controle Social do Sistema Único de Saúde no âmbito do HIV/aids, que será realizado em Brasília de 7 a 11 de maio deste ano.
 
Pessoas interessadas em participar da iniciativa podem fazer a inscrição no curso por meio de formulário eletrônico até o dia 8 de março. O curso terá carga-horária de 36 horas e será realizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
 
O Ministério informa que a razão para a escolha das populações-chave para a capacitação deve-se ao fato de que esses segmentos da população possuem comportamentos específicos que os colocam em maior risco de infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.
 
Dados divulgados pela pasta indicam que, desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. A epidemia no país é considerada pelo governo como estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes. O número representa cerca de 39 mil novos casos de aids ao ano. A faixa etária em que a epidemia mais cresceu nos últimos dez anos abrangeu jovens de 15 a 24 anos de idade.
 
R7

Menstruação irregular e aparecimento de pelos e acnes podem ser sinais de ovário policístico


Irregularidade menstrual e infertilidade são sintomas da
síndrome do ovário policístico
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 20% a 30% das mulheres apresentam a disfunção
 
Irregularidade na menstruação, aparecimento de pelos e acnes e aumento de gordura abdominal podem ser sinais de síndrome dos ovários policísticos. De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 20% a 30% das mulheres apresentam a disfunção no País.
 
De acordo com a ginecologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Sônia Tamanaha, as portadoras costumam apresentar também infertilidade, maior produção de hormônios androgênicos, e maior risco de desenvolver obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns cânceres.
 
A síndrome do ovário policístico é um distúrbio endócrino caracterizado por alterações hormonais e funcionais dos ovários que, via de regra, apresenta múltiplos e pequenos cistos.
 
— A detecção dessa síndrome é feita por meio de um conjunto de critérios clínicos, laboratoriais e ultrassonográficos, que podem revelar os múltiplos cistos ovarianos.
 
Apesar do desenvolvimento do distúrbio ocorrer durante toda a vida, o período em que a síndrome mais acomete as mulheres é a idade reprodutiva. Geralmente, as primeiras manifestações começam ainda na adolescência — após dois anos da primeira menstruação — com persistência de atrasos ou ausência dos ciclos menstruais, estendendo-se até o início do período da transição para a menopausa. Cerca de 6 a 10% da população feminina entre 18 e 45 anos apresentam a disfunção.
 
— Por outro lado, é importante destacar que são mulheres jovens que têm a possibilidade de adotar mudanças no seu estilo de vida, receber intervenções terapêuticas efetivas e minimizar as possíveis repercussões negativas — se diagnóstico e tratamento forem realizados precocemente.
 
Segundo a professora, o tratamento é direcionado às necessidades particulares de cada mulher, dependendo do desejo ou não de engravidar e na prevenção de futuras complicações em virtude da frequente associação com outras doenças.
 
— Nesse sentido, a orientação nutricional e estímulo à atividade física são as primeiras recomendações - especialmente para aquelas com excesso de peso. Além disso, podem ser necessárias orientações cosméticas, incluindo depilação a laser, medicações para normalizar a função menstrual, controlar o hiperandrogenismo, associação de tratamentos clínicos e da infertilidade.
 
R7

Pesquisa contesta mito de que fumar ajuda a manter o peso

Cerda de 20% das fumantes no Reino Unido – cerca de 900 mil mulheres – atualmente usam o cigarro como uma forma de manter o peso
 
Sabe aquela sua amiga que não para de fumar mais por medo de engordar do que por força de vontade? Pois é, um estudo americano, feito com mulheres e publicado pelo site do jornal britânico Daily Mail, contesta essa crendice. 
 
Muitas pessoas acham que o cigarro pode ajudar a manter o peso, acreditando que a nicotina diminui o apetite. Mas de acordo com a pesquisa, é justamente o contrário que faz sentido: largar o cigarro é que poderia fazer as pessoas a emagrecerem.
 
Os pesquisadores concluíram que o hábito de fumar pode aumentar a vontade por doce e alimentos gordurosos. A explicação é que, em algumas pessoas, o cigarro entorpece o gosto do doce e do açúcar, fazendo com que o consumo destes itens seja maior.
 
Foram feitos testes com diferentes grupos de mulheres, de 21 a 41 anos, que provaram pudins de baunilha com quantidades diferentes de gordura. Em seguida, elas foram convidadas a classificá-los por sua quantidade de açúcar.
 
Os grupos eram compostos de mulheres obesas e fumantes; obesas e não fumantes; fumantes com peso normal e não-fumantes com peso normal. “Comparadas com os outros três grupos, as fumantes que eram obesas percebiam menos a cremosidade e a doçura”, observou Yanina Pepino, professora assistente da Escola de Medicina da Universidade de Whashington.
 
Ela pontua que, a partir desta menor percepção, este grupo de mulheres precisava comer mais. “Uma vez que o tabagismo e a obesidade são fatores de risco cardiovascular e de doenças metabólicas, comer mais gordura e açúcar pode ser prejudicial à saúde”, completou.
 
Cerda de 20% das fumantes no Reino Unido – cerca de 900 mil mulheres – atualmente usam o cigarro como uma forma de manter o peso. Muitas afirmam ter medo de engordar ao parar de fumar, e é essa é uma das principais barreiras para abandonar o hábito.
 
Estudos anteriores já mostraram que fumantes consomem mais carne, gorduras saturadas e álcool do que não-fumantes, além de consumirem menos vitamina C.
 
A especialista afirma ainda que as mulheres são muito mais propensas do que os homens a manterem o vício como forma de controlar o peso. “Mas não existem evidências de que isso ajuda a manter um peso saudável a longo prazo”, reforça.
 
O professor Robert West, da Universidade de Londres, acrescenta que geralmente os fumantes têm desejos de açúcar e gordura várias vezes ao dia, porque a nicotina sai do corpo muito rapidamente.
 
“Durante estes períodos, você terá os níveis de serotonina do cérebro empobrecidos, o que está associado a um aumento no desejo para lanches e alimentos açucarados”, explica.
 
Terra

Malária-Fone e atenção aos sintomas são orientações da Fiocruz para monitorar a doença

Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, podendo ser
 acionado 24h por dia para casos específicos de emergência
 médica (paciente febril com suspeita da doença).
Contato: (21) 99988-0113.
Instituto Oswaldo Cruz publicou em seu site esclarecimento sobre casos diagnosticados na Região Serrana do Rio
 
Rio - A Fiocruz divulgou em seu site um esclarecimento sobre os casos de malária na Região Serrana do Rio, conforme noticiou O GLOBO. Catorze casos foram confirmados por especialistas da Fiocruz, que atua como referência em malária para a região extra-Amazônica, a maioria moradores da Zona Sul do Rio, em férias nos municípios de Petrópolis, Friburgo, Lumiar, Sana e Guapimirim.
 
O imunologista Cláudio Tadeu Ribeiro, chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador do CPD-Mal da Fiocruz, explica que o diagnóstico rápido e correto é importante para aliviar os sintomas do paciente e também para impedir que o número de infectados aumente. O Malária-Fone é uma linha exclusiva para fornecimento de informações sobre a doença, inclusive sobre os locais para diagnóstico e tratamento. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, podendo ser acionado 24h por dia para casos específicos de emergência médica (paciente febril com suspeita da doença). Contato: (21) 99988-0113.
 
Pacientes com suspeita de malária fora da região endêmica devem ser encaminhados para um centro especializado no diagnóstico e tratamento, mesmo que não haja confirmação da doença nos primeiros exames diretos ou no teste rápido. O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) tem equipe especializada no diagnóstico e tratamento da malária e é referência do Ministério da Saúde para os casos na Extra-Amazônia (Av. Brasil, 4365 – Manguinhos – Rio de Janeiro).
 
“Na região amazônica, cerca de 60% dos casos são identificados nas primeiras 48 horas de infecção.
 
Muito diferente do que ocorre na região Extra-Amazônica, onde, na maioria das vezes, o médico não considera a malária como uma das possibilidades diagnósticas e menos de 20% dos casos são tratados nesse período inicial da doença. Nessa região, em geral, e neste momento em particular, é preciso informar os profissionais de saúde, turistas e a população dessas localidades”, reforça o pesquisador no site da Fiocruz.
 
Médicos devem ficar atentos à presença de síndrome febril e à história de deslocamento às localidades onde os casos foram registrados, segundo especialistas da Fiocruz. Na forma clássica da doença, o principal sintoma é a febre, que pode ser constante nos primeiros dias, para depois ocorrer de forma intermitente, a cada dois ou três dias. Os pacientes também podem apresentar calafrios, suor e dor de cabeça, embora a ausência desses sintomas não exclua a possibilidade de malária. A malária da Mata Atlântica costuma ter poucos sintomas e raramente é motivo de internação hospitalar.
 
O Globo

Avanços no registro de radiofármacos no Brasil

SBMN esclarece medida que irá revolucionar o cenário da especialidade no País

A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), participou no dia 5 de fevereiro da reunião da Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GGPBS) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Realizado na sede da instituição, em Brasília (DF), o encontro contou ainda com a presença dos principais produtores de radiofármacos do País, tanto da esfera privada quanto pública. Estiveram presentes cerca de 30 pessoas.

Conduzida por Marcelo Moreira, da GGPBS, a pauta central foi o estabelecimento de critérios e o esclarecimento quanto ao processo de regulamentação do registro de radiofármacos no Brasil, conforme previsto na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº. 70, de 22 de dezembro de 2014. Segundo Moreira, a RDC 70/2014 foi elaborada após criteriosa avaliação e com o objetivo de normatizar os produtos já comercializados e utilizados no País antes de 23 de dezembro de 2014, equiparados como radiofármacos consagrados quanto aos requisitos para Registro no Brasil. Ao todo se estima que mais de 50 radiofármacos venham a ter o seu registro sanitário publicado.

Com isso, a Anvisa passou a aceitar como um dos critérios para registro a utilização de estudos clínicos publicados na literatura para validar a utilização e a eficácia clínica dos radiofármacos, sendo dispensadas para as substâncias com amplo histórico de uso clínico, as pesquisas de efetividade e não-inferioridade, de acordo com o preconizado pela RDC 70/2014. É fundamental, entretanto, que estejam em conformidade com as Boas Práticas de Fabricação (BPF) e possuam certificado de comprovação ou estejam em vias de obtenção desta certificação.

Em nome da SBMN, o presidente declarou durante a reunião que a entidade está à disposição para apoiar no processo. Vale ressaltar que todos os radiofármacos que já estavam em comercialização no Brasil na data de publicação da RDC 70/2014 terão que ter o seu registro peticionado em até 180 dias da publicação da referida RDC. Aqueles que não o fizerem não poderão mais ser comercializados. 

Guia da Farmácia

Cade aprova negócio bilionário entre Novartis e Glaxo, mas impõe restrição

O aval foi concedido após acordo para venda de ativos da GSK

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou com restrições a parceria bilionária entre as farmacêuticas Novartis, de origem suíça, e a britânica GlaxoSmithKline (GSK). No Brasil, transação realizada em nível mundial, traria problemas concorrenciais principalmente no mercado de terapia de substituição de nicotina, segundo avaliação do conselheiro do Cade, Márcio de Oliveira Júnior.

Por isso, órgão antitruste impôs Acordo em Controle de Concentrações (ACC) como condição para aprovar os termos da transação. O termo prevê que a GSK se desfaça de ativos relacionados ao mercado de antitabagismo.

Oliveira destacou que o desinvestimento não envolve plantas ou fábricas, mas apenas estoques, direitos, licenças, autorizações e contratos do mercado em questão. A britânica ficaria responsável pela continuidade do negócio no Brasil, de forma que a concorrência seja mantida.

A decisão do Cade pela aprovação do negócio mediante a assinatura do ACC foi unânime. "Acho que o acordo vai resolver as preocupações decorrentes dessa operação", disse o presidente do órgão, Vinicius de Carvalho.

Após a obtenção da aprovação, a GSK comunicou ainda nesta quarta-feira (25/03) que espera concluir a troca de ativos com a Novartis na semana que vem.

DCI

Mais de 80% dos usuários preferem manter prescrição médica

Valor do medicamento prescrito não interfere na escolha do consumidor
 
De acordo com estudo recente da Drogaria Nova Esperança, um dos principais varejistas de e-commerce do setor, mais de 80% dos usuários afirmaram preferir manter a prescrição médica mesmo com a variação de preço dos medicamentos genéricos.

Os produtos são divididos em duas categorias: referência, genéricos e similares. Segundo levantamento da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o  valor de um mesmo medicamento genérico pode variar em até 421,16%.

Os genéricos garantem ao consumidor uma economia de 35%, dependendo do estabelecimento. E os similares saem até 50% mais em conta na hora da compra. Entretanto, o preço mais acessível não tem incentivado o consumidor a trocar um medicamento prescrito por um mais barato.

Segundo o diretor da Drogaria Nova Esperança, Marcos Dávida, o cliente prefere comprar o que está prescrito na receita médica. “O consumidor está mais preocupado em comprar o que o médico receitou, independente do valor a ser desembolsado”, ressalta.

Guia da Farmácia

Pagamento por Performance: Desafio de responsabilizar o médico pelos resultados

A avaliação de desempenho dos profissionais de saúde é um caminho que não tem mais volta nas instituições de saúde. Os hospitais são demandados pelas acreditadoras para avaliar o desempenho de seu corpo clínico
 
As operadoras, conhecedoras de seus desafios, perceberam a necessidade de rever o modelo de remuneração e, com isso, vincular parte do pagamento de seus prestadores à qualidade da assistência centrada no paciente. Ficou claro que isso, além de ser uma tendência mundial, é uma necessidade.
 
A partir daí, o desafio está no que medir.
 
Quando o assunto é pagar por performance, nos EUA a maior preocupação dos médicos está no fato que eles serão responsabilizados por métricas, cujo desfecho eles não podem controlar, sem receber qualquer crédito para aspectos do cuidado que demonstram impacto em longo prazo na melhoria dos resultados, tais como a coordenação do cuidado e a educação do paciente e da família (2014 Survey of U.S. Physicians, Deloitte).
 
Preocupação extremamente procedente. Responsabilizar somente o médico pelo resultado do tratamento é, no mínimo, injusto. Sabemos que várias são as influências sobre um tratamento prescrito. Este fato tem sido a causa do porque muitos estudos sobre os resultados de programas de pagamento por performance não foram tão adequados como o esperado. O erro residia nas métricas utilizadas. Não é o P4P que não funciona, mas sim, a metodologia aplicada para medir adequadamente o desempenho de um profissional ou serviço de saúde.
 
Atualmente estamos com mais de 30 programas de avaliação de desempenho de profissionais e serviços de saúde em acompanhamento. O modelo preconizado trabalha com a composição de indicadores considerando os aspectos mais relevantes da qualidade, tais como: estrutura (e.g. formação profissional), eficiência (i.e. processos e custo), efetividade (desfecho preferencialmente intermediários) e a experiência do paciente com a atenção recebida. Assim o foco passa ser do todo, mas sempre tomando o cuidado para medir, ou dar mais relevância, aquilo que o profissional tem governança.
 
No entanto, como qualidade é um conceito multidimensional, ela também é “multi-estruturada”, isto é, para melhorar a qualidade ou gerar valor ao paciente, todas as estruturas e profissionais envolvidos na atenção devem estar alinhados e adequadamente responsabilizados. Esta afirmação suporta a teoria de que se os médicos estão focados ativamente nos objetivos fundamentais da assistência baseada em valor (prover qualidade a um custo aceitável), então os processos do cuidado e sistemas precisam estar alinhados com as equipes de saúde, estruturas organizacionais e informações para apoiar a análise e o processo de mudança tanto do ponto de vista clínico como financeiro.
 
Saúde Web

O que os melhores hospitais têm em comum?

O pólo de saúde no Brasil gira em torno de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, e nos Estados Unidos?
 
Pesquisa do Healthgrades responde a pergunta ao trazer uma lista de hospitais norte-americanos considerados top. O ponto em comum entre eles é que todos têm uma mistura de visão, colaboração e tomam decisões baseadas em evidências. Apenas vale o lembrete de que o Saúde Business Forum deste ano será norteado pelo tema “Partner to Win”, ou seja, Parcerias para a Vitória, abordando fortemente o conceito de colaboração.
 
A lista do Healthgrades anual traz os 50 mais tops, e estes representam 1% dos hospitais norte-americanos considerados excelentes no atendimento clínico e na consistência de suas condições e procedimentos por pelo menos seis anos consecutivos. Os 100 mais tops fazem parte de 2% dos prestadores do País caracterizados como excelentes pelos últimos três anos.
 
O Estado da Califórnia lidera o ranking, com 22 na lista dos 100 melhores hospitais e 8 na lista dos 50, seguido pelo estado de Nova York, com nove e 5 respectivamente.
 
O estudo estima que se todos os hospitais, entre 2011 e 2013, desempenhassem de maneira similar aos 100 mais tops, aproximadamente 173 mil vidas poderiam ter sido salvas.
 
Os pacientes dessas instituições de excelência têm risco de morte menor em 26.4% quando comparado a 19 condições classificadas. De acordo com o Healthgrades, o resultado foi melhor do que o percentual de 24.53% do ano passado.
 
Em geral, os hospitais de alto escalão superam os outros em seis condições: insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória, sepse, derrame e ataque cardíaco.
 
O relatório também encontrou três características em comum entre os listados no ranking: cultura e prática que vão além das medidas fundamentais exigidas pelos centros Medicare e Medicaid; práticas e decisões baseados na análise de dados; alto nível de colaboração e ampla cooperação entre os departamentos e unidades. A liderança é fator essencial para a manutenção desse alto desempenho.
 
Saúde Web

Hospitais privados participarão de projeto de incentivo ao parto normal

Um projeto-piloto de incentivo ao parto normal vai ser implantado em 20 hospitais privados de todo o país
 
Os hospitais e as operadoras de planos de saúde interessados têm até o dia 11 de março para aderir ao projeto e até o dia 24 será divulgada a lista dos selecionados. O objetivo é incentivar a redução de cesáreas desnecessárias, que atualmente chegam a 84% dos partos, segundo o Ministério da Saúde.
 
O tema foi discutido na quarta-feira  (25) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com mais de 130 representantes de hospitais e operadoras de planos de saúde. O trabalho é uma parceria entre a ANS, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement.
 
O projeto vai utilizar três modelos de atendimento: o parto feito por uma equipe de plantonistas, por enfermeiras obstetras e por uma equipe de médicos que se reveza na atenção pré-natal. Cada hospital escolhe o modelo que mais se adequar à sua realidade e também pode propor outras estratégias.
 
De acordo com a presidenta interina da ANS, Martha Oliveira, a questão vem sendo estudada desde 2005, mas sempre focando em apenas uma parte da cadeia do procedimento, como o aumento da remuneração para partos normais, o que não resolve o problema. Ela explica que, pela primeira vez, serão trabalhados todos os elementos que o parto envolve.
 
“A proposta é dar informação qualificada à mulher sobre o que significa o parto normal e a cesárea; é a gente poder treinar e qualificar; reorganizar a prestação do serviço médico de saúde; poder aprimorar e trabalhar cada vez mais com equipe multiprofissional, com médico e enfermeira; é a gente reorganizar a prestação de serviços dos hospitais, porque hoje esses hospitais se prepararam e se organizaram para oferecer o serviço de cesariana”, detalhou Martha.
 
A coordenadora da maternidade do Albert Einstein, Rita Sanchez, explica que o projeto vai discutir o treinamento dos profissionais e o financiamento do modelo, já que é necessária uma readequação da estrutura dos hospitais mais acostumados a fazer cesarianas, que exigem duas ou três horas de centro cirúrgico, com hora marcada, [menos] do que um trabalho de parto normal, que pode demandar de 12 a 15 horas de atenção médica.
 
“A gente vai ter que [contratar] mais enfermagem para cuidar das pacientes, um plantonista para ficar lá enquanto o médico escolhido não vem. O segundo braço é o treinamento das equipes, porque se nós estamos fazendo 84% de cesarianas no setor privado, o pessoal está mais treinado para fazer esse tipo de parto do que o normal. Então, a gente vai treinar novamente todo mundo e definir as diretrizes a serem utilizadas para se conseguir o parto normal”, disse Rita.
 
Na rede pública, o índice de cesáreas está em torno de 40%. O ministério lembra que a cesariana sem indicação médica aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.
 
A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que até 15% dos partos sejam cesárias. Rita diz, no entanto, que esse indicador é antigo, e a comunidade médica tem apontado que 30% de cesáreas com indicação correta seriam o mais adequado. Esse é o percentual alcançado por países como os Estados Unidos. A médica ressalta que é preciso mudança de cultura, tanto dos médicos quanto das pacientes, para reduzir o número desse tipo de parto no país.
 
“O médico não pode deixar a paciente com medo. Se ele tiver mais segurança de fazer parto normal, vai conduzir para o parto normal. Ele tem que esclarecer à paciente que ela não terá muita dor, porque tem analgesia. Existe também uma coisa de comodidade, tanto da paciente quanto do médico. A gente tem muitas executivas que querem saber a data certinha porque tem projetos, têm uma série de coisas. Então, isso foi aumentando ao longo de décadas, até começar essa movimentação por parto normal de novo”, acrescentou.
 
O número de partos normais no Brasil ainda é baixo, mas cresceu cerca de 20% de 2011 para 2012, considerando partos por planos e seguros de saúde. Essa expansão reflete diretamente o apoio das operadoras associadas às políticas de incentivo ao parto normal. Existe, inclusive, um Guia da Gestante, lançado no ano passado, que traz 46 perguntas e respostas sobre contratação do plano de saúde, coberturas, gestação, tipos de parto e nascimento do bebê.
 
Agência Brasil

Conheça o afrodisíaco da moda nos Andes

Cientistas afirmam que a raiz beneficia a memória e a fertilidade, além de diminuir a ansiedade
Promperu: Cientistas afirmam que a raiz beneficia a memória
 e a fertilidade, além de diminuir a ansiedade
A maca peruana saiu das montanhas peruanas para se tornar o novo "superalimento" do momento
 
Impulsionada pela moda dos chamados "superalimentos", a maca peruana, também conhecida como "ginseng andino", tem se tornado um dos principais produtos de exportação do país.
 
As propagandas mais exaltadas a anunciam como uma "resposta natural ao Viagra", apesar de nenhum benefício em termos de potência sexual ter sido confirmado pela ciência.
 
O que sim, se sabe, é que a maca tem propriedades energizantes e benefícios comprovados que incluem o favorecimento da memória e da aprendizagem.
 
A raiz é cultivada na região andina, principalmente no Peru, mais de 4 mil metros acima do nível do mar. Segundo registros históricos, ela é consumida pelos nativos desde o século 17, mas de acordo com pesquisadores é conhecida desde o ano 8.000 a.C.
 
Hoje em dia, é comum encontrá-la em pó ou em cápsulas, em lojas de produtos naturais ou na internet, onde é vendida a preços entre US$ 25 e US$ 35 (o pacote de 500 gramas).
 
Só entre 2013 e 2014 as exportações de maca peruana saltaram 109% – no ano passado, as vendas renderam US$ 28,7 milhões aos cofres do país.
 
O pó de maca é o formato cuja exportação teve maior crescimento em 2014 – 111% em relação ao ano anterior. Estados Unidos, Hong Kong, China e Japão são os maiores compradores do "superalimento".
 
O crescimento levou as autoridades peruanas a criar a Promaca, uma entidade com o objetivo de profissionalizar os produtores, aumentar a oferta internacional e incentivar o processo de industrialização da raiz.
 
"Como setor, assumimos o compromisso de apoiar o desenvolvimento e a promoção internacional da maca, nosso principal produto", disse, no início de fevereiro, a ministra do Comércio Exterior peruana, Magali Silva Velarde-Álvarez, após assinar um convênio de cooperação institucional em prol da maca.
 
Energizante e ansiolítico
"Estudamos a maca há 15 anos e, em 2001, descobrimos que ela melhorava a fertilidade, tanto feminina como masculina", diz o biólogo e endocrinologista da Universidade Peruana Cayetano Heredia, Gustavo F. Gonzales Rengifo, especialista nas propriedades da planta.
 
"E em 2005 percebemos que a cada uma das diferentes variedades e cores da raiz, correspondiam diferentes propriedades."
 
Segundo Rengifo, a maca negra favorece a memória e a aprendizagem, aumenta a quantidade de espermatozóides e sua mobilidade, tem propriedades energizantes e, em geral, diminui os estados de ansiedade. Já a maca vermelha pode ajudar a reverter a osteoporose.
 
O especialista esclarece, no entanto, que os experimentos com a maca foram realizados em animais, "apesar de que outros, feitos em humanos em diversas partes do mundo, deram resultados semelhantes".
 
Em 2010, um estudo com mil habitantes da região dos Andes Centrais do Peru – onde se produz a planta – comparou a saúde dos que consumiam a maca com a dos que não a consumiam.
 
A pontuação alcançada nos testes pelos consumidores habituais com mais de 75 anos foi tão surpreendente que parecia que eles não tinham envelhecido, diz Rengifo.
 
A raiz é exportada principalmente para Estados Unidos, Hong Kong, China e Japão
Promperu: A raiz é exportada principalmente
para EUA, Hong Kong, China e Japão
Diferente do Viagra
Com base nestes estudos, e segundo sua própria experiência, diversos naturistas e médicos tratam seus pacientes com maca. Alguns a receitam contra a insônia, a fadiga ou a ansiedade. Ou ainda como complementar das terapias hormonais durante a menopausa ou para aumentar a libido.
 
"Descobrimos que (a planta) melhora o desejo sexual, mas não encontramos nenhum benefício para a disfunção erétil, como muitas vezes se diz", afirma Rengifo. O "Viagra andino", portanto, não passa de propaganda.
 
Estudos feitos desde 2005 pela FDA, agência reguladora de substâncias e medicamentos dos Estados Unidos, também afirmam que a raiz não é tóxica nem para animais, nem para humanos.
 
Os habitantes dos Andes centrais, de acordo com Rengifo, são prova viva. "Eles consomem até 40 ou 50 gramas da raiz por dia, 30 vezes mais do que qualquer um que tome cápsulas de extrato de maca ou consuma a raiz em pó."
 
As contraindicações geralmente assinaladas por médicos peruanos – eles dizem que mulheres grávidas, crianças ou hipertensivos não podem consumir a raiz, por exemplo – também não foram confirmadas cientificamente, de acordo com o especialista.
 
"Muitas das coisas tidas como certas sobre maca não foram comprovadas pelas pesquisas. Até o ano 2000 se dizia que hipertensos não poderiam consumi-la, mas descobrimos que, na verdade, ela diminui a pressão arterial", afirma Rengifo.
 
Os pesquisadores acreditam que as virtudes da planta se devem às condições em que ela cresce. "A maca nasce a quatro mil metros, onde nada cresce, e é cultivada há pelo menos 2.600 anos. Ela desenvolveu substâncias químicas que a permitiram sobreviver todo esse tempo."
 
iG

Casos de dengue quase dobram no início deste ano em São Paulo

Cidade de São Paulo registrou 2.708 casos de dengue nas seis primeiras semanas do ano; zona norte foi a mais afetada
 
A cidade de São Paulo registrou 2.708 casos de dengue nas seis primeiras semanas do ano, número quase duas vezes superior ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 1.440  casos. Em casos autóctones (quando a doença é contraída no município), a cidade registrou 563 casos, valor quase duas vezes e meia maior do que o registrado no ano passado (214 casos). 
 
Ainda não houve confirmação de óbitos, mas a morte de uma mulher no dia 28 de janeiro está sendo investigada. O balanço foi apresentado na tarde desta quinta-feira (26), na sede da prefeitura paulistana, pelo secretário-adjunto de Saúde, Paulo Puccini.
 
 “Como era esperado, a ocorrência de dengue está mais intensa do que no ano passado”, disse o secretário, em entrevista coletiva. “As piores semanas ainda estão por vir. No ano passado, o pico foi na décima sexta semana. E esta é uma tradição no município de São Paulo. Mas este ano pode haver uma antecipação”.
 
A razão disso, segundo Puccini, é dupla: uma climática, pelo calor muito intenso, que favorece e intensifica a reprodução do mosquito; a outra, é a falta de água, pois há o armazenamento inadequado, sem tampar adequadamente o recipiente “, disse o secretário.
 
A maior incidência da doença ocorre na zona norte da capital, principalmente na região do Jaraguá (com 92 casos registrados), seguindo-se Brasilândia (82 casos) e Limão (40 casos). O fato de a doença ter sido maior na zona norte, pode ter sido provocado, segundo o secretário, pela falta de água. “Há uma coincidência [o fato de esta ser uma das regiões que mais tem sofrido com falta de água no município]. Por isso essa é uma hipótese, de que isso [a falta de água] possa ter contribuído de forma significativa”, disse ele, acrescentando que o fato está sendo estudado pela prefeitura.
 
“Temos um estudo de campo, que devemos apresentar nos próximos dias, identificando e mapeando os lugares em que está ocorrendo a maior reprodução do mosquito. Em geral, são intradomiciliares, dentro das casas, com presença de reservatórios de água com larvas”, segundo o secretário.
 
Para combater a dengue, disse Puccini, a prefeitura tem feito ações de nebulização e prevenção. No entanto, ressaltou, é preciso que a população contribua, já que a maioria dos criadouros do mosquito estão dentro de casa. “Armazenar água é um direito da população diante de um sofrimento que é a falta de água. Mas, seja qual for o recipiente em que for fazer isso, proteja-o, telando [colocando tela] ou tampando-o adequadamente”.
 
Caso sejam identificadas larvas dentro destes recipientes, disse o secretário-adjunto, é importante tirar toda a água e também lavá-lo pois  “às vezes os ovos ficam colados nas paredes dos recipientes”. A prefeitura também pode ser notificada por meio do telefone 156.
 
A estimativa da secretaria é de que, até o final deste ano, o município registre 90 mil casos de dengue, número bastante superior ao registrado no ano passado, com 28.995 casos. “É muita dengue. É uma taxa de incidência elevada, mas não será, certamente, das maiores do país e nem do estado de São Paulo”, acrescentou o secretário.
 
Quanto ao vírus chikungunya, Puccini informou que nenhum caso autóctone da doença foi registrado em São Paulo, mas apenas quatro importados, de países da América Latina. “Preocupa muito a possibilidade de ocorrência de chikungunya. É o mesmo mosquito que está circulando e falta ele picar uma pessoa com chikungunya para se habilitar a transmitir a doença. Esta é uma doença mais dolorida para a pessoa e que pode se prolongar por seis meses ou mais. A gravidade é muito semelhante à da dengue, mas ela tem essa particularidade, que é uma dor prolongada, com grande sofrimento para o doente”.
 
Agência Brasil