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sábado, 28 de junho de 2014

Estudo diz que monitor cardíaco implantado pode vigiar regularidade do pulso

Getty Images
Muitos infartos de causas desconhecidas podem ser resultado de uma irregularidade 
no ritmo cardíaco 
Nos Estados Unidos, mais de meio milhão de pessoas sofrem a cada ano um infarto isquêmico

Um monitor cardíaco implantado em pacientes que sofreram um infarto cerebral de causa desconhecida melhora a detecção da fibrilação atrial, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (26) a revista The New England Journal of Medicine.

O estudo foi coordenado por Tomasso Sanna, da Universidade do Sagrado Coração em Roma (Itália), e indica que muitos dos infartos cuja causa não é conhecida podem ser resultado de uma irregularidade no ritmo cardíaco. Nos Estados Unidos, mais de meio milhão de pessoas sofrem a cada ano um infarto isquêmico, a forma mais comum de infarto que obstrui o fluxo de sangue para o cérebro, e pelo menos um de cada quatro desses casos não tem causa aparente.

Segundo o artigo, "as normas atuais recomendam uma vigilância com eletrocardiograma pelo menos durante 24 horas após um infarto isquêmico para descartar a fibrilação atrial".

A fibrilação atrial é um transtorno do ritmo cardíaco quando uma das câmaras do coração desenvolve múltiplos circuitos de reentrada que os tornam caóticos, causando arritmia na contração do músculo do coração. Mas não se estabeleceram a duração e o tipo de vigilância mais efetivos, e a causa do infarto isquêmico continua sendo incerta, apesar de uma avaliação completa para diagnóstico, em 20% a 40% dos casos.

Após um infarto, os médicos geralmente receitam um remédio que torne o sangue mais fluido - como uma dose baixa de aspirina diária - mas isso apenas não evita outros infartos se o paciente sofrer uma fibrilação. Em geral, esses pacientes requerem anticoagulantes mais fortes.

A equipe de Sanna realizou um estudo aleatório de 441 pacientes para avaliar se a vigilância de longo prazo com um monitor cardíaco implantável era mais eficaz que o acompanhamento convencional para a detecção da fibrilação. Os pacientes maiores de 40 anos que não mostravam sinais de fibrilação atrial durante pelo menos 24 horas de vigilância com o eletrocardiograma foram submetidos a uma observação aleatória dentro de 90 dias depois do infarto.

O artigo diz que "a meta principal era determinar o tempo até a primeira detecção de fibrilação atrial, com uma duração de pelo menos 30 segundos, dentro de seis meses".

Outro propósito secundário era determinar o tempo da primeira detecção de fibrilação atrial dentro dos 12 meses. Dentro dos seis meses os pesquisadores detectaram a fibrilação atrial em 8,9% dos pacientes no grupo de 19 pacientes em quem foi implantado o monitor cardíaco, comparado com 1,4% entre os três pacientes no grupo de controle.

Dentro dos 12 meses foi detectada a fibrilação atrial em 12,4% dos 29 pacientes com o monitor cardíaco, comparado com apenas 2% nos quatro pacientes do grupo de controle.

Efe / R7

Está grávida e quer festejar a Copa? Veja os cuidados que deve tomar

Thinkstock
Segundo especialista, ficar sentada por muito tempo pode causar dores na coluna
Alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas devem ser evitados

Com a Copa do Mundo acontecendo, torcedores de todo o País invadem barzinhos, praças e restaurantes para assistir aos jogos e apoiar a seleção. Mas, nesse período de celebrações, a torcedora grávida deve tomar alguns cuidados para garantir sua própria segurança e de seu bebê.

De acordo com o obstetra Luiz Fernando Leite, em casos de aglomeração, é importante a mulher ficar mais distante possível do tumulto para afastar qualquer tipo de trauma.

― Qualquer trauma, batida ou queda deve ser observada por 24 horas para ver se não ocorre perda de líquido e/ou de sangue.

Segundo o especialista, as futuras mamãe também devem ficar atentas às comidas que estão ingerindo durante os jogos. De acordo com ele, é inevitável que alguns petiscos e lanches “menos saudáveis” sejam consumidos, mas esse tipo de comida deve ser evitado ao máximo.

―  A recomendação é que as gestantes façam três grandes refeições por dia e mais três lanches entre essas refeições; esses lanches podem ser compostos por frutas, iogurtes, biscoitos sem recheio, barrinhas de cereais e frutas secas. O excesso de alimentos gordurosos pode predispor ao ganho de peso excessivo, por isso estes alimentos devem ser evitados.
Além de prejudicar o peso da mãe e do bebê, ingerir alimentos gordurosos favorecem o aparecimento de doenças como a diabetes gestacional e a hipertensão. Por isso, de acordo com Leite, é fundamental evitar refrigerantes e bebidas alcoólicas, já que têm altas quantidades de açúcar.

― Não existe quantidade segura recomendada de bebida alcoólica para as grávidas, pois qualquer quantidade pode ser prejudicial ao bebê, atravessando a barreira placentária. Os estudos não são conclusivos sobre a quantidade segura de ingestão de álcool, portanto, o consumo de bebida alcoólica é proibido durante a gestação.

Para as mamães aproveitarem os os jogos sem preocupação, Leite preparou algumas dicas que auxiliarão no bem estar delas e dos bebês:

― Prepare-se com antecedência

― Assim que chegar no estádio, procure saber onde é o banheiro, pois, com certeza, você vai precisar muito dele

― Escolha roupas leves e confortáveis

― Não fique muito tempo em pé ou muito tempo sentada para evitar o inchaço

― Leve alimentos saudáveis para não ficar com fome e evite a tentação de comer salgadinhos ou outros alimentos gordurosos

― Cuidado com as comemorações, então, nada de pulos muito exagerados na hora dos gols para não se machucar

R7

Abuso de álcool pode favorecer infecções de garganta e boca

http://images.minhavida.com.br/imgHandler.ashx?mid=29749Forçar a voz, beber e fumar são hábitos que, juntos, afetam saúde desses órgãos 

Por Dra. Samanta Dall' Agnese 

Em quantidades moderadas, o álcool tem poucas repercussões, mas em excesso e por vários dias na semana pode causar muitos prejuízos.

Quando combinado com o cigarro, é o principal fator de risco para câncer de boca e de garganta (faringe). Na garganta, o álcool causa uma irritação local e ressecamento, favorecendo infecções.

Dessa forma, períodos em que o consumo excessivo e prolongado de álcool é comum, como carnaval, festas de fim ano ou mesmo a Copa do Mundo, os cuidados com as infecções de garganta e boca devem ser redobrados.

As infecções, virais e bacterianas, ocorrem por transmissão de uma pessoa a outra por secreção nasal, como nos espirros, e secreção durante a tosse. Depois do contágio, a doença começa a se manifestar após algumas horas a dias. A infecção será mais grave se a pessoa tiver uma queda na imunidade, o que pode acontecer com má alimentação e excesso de bebidas.

Combinação perigosa
O abuso da voz leva a um esforço das cordas vocais, que ficam inflamadas e inchadas, o que deixa a voz rouca. O consumo de álcool piora essa inflamação, além de favorecer infecções e situações como o refluxo gastroesofágico. O refluxo é o retorno do conteúdo do estômago, o suco gástrico, ao esôfago, podendo chegar até a laringe (nível das cordas vocais).

O álcool favorece muito o refluxo por relaxar a musculatura do esfíncter do esôfago, que deveria permanecer fechado a maior parte do tempo. Em geral, são pessoas predispostas ao refluxo que, quando ingerem álcool, tem uma piora acentuada dos sintomas. Estes sintomas podem ser dores de garganta, rouquidão e pigarro.

Dessa forma, moderação é a regra. As comemorações podem incluir bebida alcoólica, mas sempre lembrando que o excesso pode causar prejuízos importantes.

Minha Vida

Governo amplia lista de remédios com isenção de tributos

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Incentivo contempla 170 substâncias relacionadas a remédios de tarja vermelha e preta

O governo federal publicou nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União decreto que amplia a lista de substâncias usadas na fabricação de medicamentos que poderão ser beneficiadas com o regime especial de utilização do crédito presumido de PIS/Pasep e Cofins.

O incentivo fiscal contempla cerca de 170 substâncias relacionadas a remédios de tarja vermelha ou preta. Oito delas são utilizadas em medicamentos para nutrição parenteral e hemodiálise, por exemplo. 

Também há itens usados no combate de diabetes, como cloridrato de metformina, e no combate de infecções, como amoxacilina.

Segundo as regras do regime especial, cabe à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos o monitoramento das empresas contempladas com o benefício para "assegurar a efetiva repercussão da redução da carga tributária nos preços e a manutenção dos preços dos medicamentos por períodos de, no mínimo, doze meses".

R7

Consumir suplementos de fibras sem cuidar da dieta não ajuda a emagrecer

http://www.bolsademulher.com/files/2014/02/livina-650x350.jpgFibras consumidas devem vir em sua maioria de frutas e alimentos integrais e não de bebidas e comidas suplementadas

As fibras alimentares parecem um daqueles remedinhos que curam todos os males do mundo, um santo remédio! Fibra para melhorar o intestino, fibra para baixar o açúcar no sangue, fibra para baixar o colesterol, fibra para ajudar a perder peso... Mas será que as fibras são tão poderosas assim? 

Muito se pesquisa o quanto a mudança de padrão alimentar tem influenciado o avanço de doenças crônicas como obesidade e diabetes no mundo. Conclusões importantes sobre o tema abrem caminho para mudar a curva de crescimento dessas doenças, uma delas revela que ao longo das últimas décadas não houve mudança significativa no consumo de gordura, ou seja, a sociedade moderna consome a mesma quantidade de gorduras que seus antepassados. Se o consumo de gordura é igual, o que poderia justificar o ganho de peso? Ai é que esta a surpresa, o aumento de produtos refinados pode ser a causa do excesso de peso da população.  

É claro que sendo a obesidade uma doença multifatorial, não podemos explicá-la apenas por alterações no padrão alimentar. Mudanças no estilo de vida, principalmente o sedentarismo ajudam a explicar a epidemia. Um único fator na alimentação também é muito pouco. O consumo de gordura pode ser o mesmo, mas como o corpo humano não é mais capaz de queimar essa energia e os estoques inevitavelmente aumentam. Também a qualidade de gordura passou a ter mais importância. Açúcar é outro nutriente que figura entre os vilões da saúde. Seu consumo aumentou muito, alavancado principalmente por bebidas como sucos prontos e refrigerantes. 

Outros fatores poderiam ser apontados, mas o alimento industrializado requer uma atenção especial. O processo de refinamento dos alimentos tem um objetivo claro de melhorar a palatabilidade de seus produtos. Para alcançar tal feito retirou-se a parte nutritiva do grão, justamente a fibra alimentar. Sem essa fração fibrosa, a digestão dos alimentos passou a ser realizada muito rapidamente, deixando de causar saciedade e de estimular a produção de enzimas que estimulam hormônios capazes de controlar a glicemia. Esse processamento atinge principalmente cereais como trigo, milho e arroz. O trigo é um dos nutrientes mais utilizados na dieta moderna, sendo ingrediente básico para pães, biscoitos, massas, bolos, além de ser utilizado como espessante em produtos como sopa e iogurte. 

Então sem a fibra comemos mais? Sim, é isso mesmo! Logo é verdadeira a afirmação que o consumo de fibras ajuda no controle de peso. Aliás, quase todas as alegações associadas às fibras são verdadeiras. São excelentes na busca do controle glicêmico ideal e realmente ajudam na redução do colesterol, além de contribuir para bom funcionamento intestinal.  

A melhor forma de consumir fibra é inseri-la na alimentação do cotidiano. A quantidade diária ideal de fibras é de 30 gramas. Para atingir essa recomendação seria preciso que todas as refeições fossem compostas por cereais integrais (pão integral ou arroz integral), somadas às frutas, com 4 a 5 porções por dia, com verduras, legumes e grãos no almoço e jantar. Alimentos suplementados com fibra ou mesmo bebidas ricas em fibra podem somar à dieta, mas nunca substituir.   

É importante lembrar, que para um produto processado ser considerado integral, ou rico em fibra, ele deve conter em sua composição, no mínimo, 50% de cereal integral, farinha de trigo integral no caso de pães ou biscoitos. Outra questão que merece ressalva é a quantidade de açúcar e gordura que alguns alimentos com alegação "integral" apresentam. Nesse caso, a fibra é apenas um enfeite que irá melhorar a imagem do produto e não o valor nutricional. 

Assim, os benefícios não podem ser atribuídos somente à presença de fibras na dieta, a qualidade do alimento é essencial. Ao avaliar com atenção as recomendações, nota-se que não há espaço para alimentos super processados ou refinados. As frutas devem ser consumidas como refeições intermediárias, substituindo as famosas bolachinhas preparadas com farinha branca, e as refeições compostas por alimentos, por exemplo, salada com folhas e legumes, arroz integral e feijão. Uma proteína magra soma-se à refeição e o prato fica completo.  

Usar suplemento de fibra e não cuidar da escolha dos alimentos pode ser útil para bom funcionamento intestinal, mas não terá efeito sobre peso e doenças metabólicas. As fibras são excelentes, mas não há milagres, escolhas alimentares adequadas, preparadas em nossos lares, somados à atividade física é que, sim poderão influenciar nossa qualidade de vida e longevidade. 

Minha Vida

Repost: Animais peçonhentos: reconheça os sintomas da picada e aprenda o tratamento

http://www.tribunadoagreste.com.br/dados/bancoDeMidia//4/6/8/c/d/c/2/4/%7B468cdc2454841df137c34675916172ce%7D_pe_onhentos_20110224130343938085o.jpg
Foto: Reprodução
Ocorrem no Brasil mais de 80 mil acidentes envolvendo escorpiões, serpentes e aranhas

Por Dr. Ralcyon Teixeira

Animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno e são capazes de inocular o veneno por meio de estruturas próprias (dente, ferrão, aguilhão, cerdas) para fins de caça ou defesa própria. Cobras, aranhas, escorpiões, lacraias, taturanas, vespas, formigas, abelhas e marimbondos são exemplos dessa categoria. Estima-se que ocorram anualmente no Brasil cerca de 26.000 casos de acidentes com serpentes, 21.000 com aranhas e 39.000 com escorpiões, havendo mortes relacionadas a esse tipo de acidente ou sequelas físicas graves.

Todo território nacional apresenta animais peçonhentos, o que varia entre as regiões é o tipo e o grupo de animal encontrado, mas lembrando que áreas de mata fechada ou caatinga são mais propensas a ter serpentes, enquanto que áreas de terrenos baldios com presença de entulhos são mais propícios a ter a presença de escorpião ou aranhas. Apesar de parecerem assustadoras para algumas pessoas, esses animais tem uma importante função dentro do ecossistema em que vivem. Dessa forma temos que evitar o acidente com esses animais e não os matar de forma indiscriminada.

Os principais sinais e sintomas iniciais pós-acidente são a dor (podendo ou não ter a marca da picada), vermelhidão, inchaço, hematoma (pele fica de cor roxa) e formação de bolhas no local. Esses achados podem evoluir para formas mais graves e a dor pode passar a ser muito forte. Depois dessa primeira fase, dependendo do local do corpo afetado e do animal em questão, sintomas mais graves podem aparecer, como hemorragias importantes, perda da força muscular e queda da pressão arterial.
As principais condutas frente a uma suspeita de acidente com animal peçonhento é acalmar a vítima, não deixar que ela se movimente muito, elevar o membro atingido, lavar o ferimento com água e sabão, chamar socorro médico ou levar a pessoa acidentada ao hospital mais próximo ou a um centro especializado em atendimento de acidentes com animais peçonhentos (como é o Instituto Butantã aqui na cidade de São Paulo). Ofereça muita água para a vítima do acidente.

Não pise na bola
Os principais erros envolvidos no tratamento de picadas de animais peçonhentos são intervenções inadequadas como torniquete (amarrar o local), sugar o ferimento com a boca, cortar o local afetado e uso de substâncias  contaminadas no local da picada (como por exemplo: pó de café, teia de aranha, urina, terra). Se possível e não houver perigo, leve o animal envolvido no acidente em transporte adequado para que seja feito seu reconhecimento em local especializado. Isso facilita o diagnóstico e tratamento da vítima.

O tratamento consiste em caracterizar o tipo de acidente e o animal envolvido, realizar medicações para dor, hidratação e administrar precocemente o antiveneno. Quanto mais cedo for administrado o antiveneno, melhor o prognóstico do paciente, por isso que a procura de um serviço de saúde deve ser a mais rápida possível. 

Prevenção
A melhor forma de evitar acidentes é adotar medidas de prevenção. Por isso, se recomenda manter a casa e a área ao redor limpas, uma vez que o lixo e entulhos podem servir de abrigo para muitos destes animais. Também é importante ficar atento à limpeza de armários, já que ambientes escuros e úmidos servem de esconderijos para aranhas e escorpiões. Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meias-canas e rodapé, além de utilizar telas e vedantes em portas, janelas e ralos, são outras formas de evitar a presença dos animais peçonhentos. Moradores de área rural e trabalhadores da agricultura e turistas não podem deixar de usar luvas e botas de cano alto e calça ao entrar em regiões de matas ou plantações.

Minha Vida

Cuidados com o consumo de açúcar na alimentação infantil

O açúcar na alimentação infantil Saiba qual é a quantidade desta substância que as crianças e bebês podem ingerir e como evitar o excesso 

O açúcar em excesso é um perigo, e não é só para os dentes. O consumo exagerado de açúcar na infância pode favorecer o ganho de peso excessivo. Também existem fortes evidências de que muito açúcar na dieta aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, gota, fígado gorduroso e alguns tipos de câncer. Outra preocupação é o aumento da hiperatividade com redução na capacidade de concentração e irritabilidade. O alto consumo de doces, balas e refrigerantes pode aumentar a concentração de insulina e adrenalina no sangue, que em excesso provocam ansiedade, excitação e dificuldade de concentração nas crianças. 

Segundo as recomendações da cartilha Dez passos para a alimentação saudável - guia alimentar para crianças menores de dois anos do Ministério da Saúde, crianças desta faixa etária não devem consumir açúcar refinado e alimentos preparados com o mesmo. É neste período que os hábitos alimentares estão sendo formados e, na maioria dos casos, acompanharão seu filho para o resto da vida. 

A Organização Mundial de Saúde lançará em breve uma recomendação de ingestão de açúcares para crianças a fim de evitar o ganho de gordura corporal e as cáries dentárias. Tudo indica que a recomendação será de não ultrapassar 10% da energia total de açúcar. Isso significa que uma criança de 2 anos de idade com 13 kg deve consumir 1300 calorias por dia sendo 16g de açúcares. Caso ela ingira 200ml de achocolatado, que contem 29g de açúcares, irá ultrapassar a recomendação! 

Dentro deste valor encontram-se não apenas a sacarose, mas também açúcares naturalmente presentes em frutas, mel e sucos, como a frutose e a glicose. Também inclui aqueles açúcares adicionados aos produtos industrializados e preparações caseiras. Você acha que seu filho costura ultrapassar as recomendações? 

O açúcar naturalmente presente nos alimentos, como frutas, raízes, cereais e verduras faz parte de uma alimentação saudável. Pois, fornecem energia e ao mesmo tempo nutrem a criança com proteínas, gorduras saudáveis, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Para as atividades do dia a dia, correr, jogar bola e estudar, as crianças necessitam de muita energia!

A atenção dos pais devem estar nos produtos industrializados, pois a maior parte do açúcar consumido hoje está "escondido" nos alimentos processados. Por exemplo: 1 copo de 200ml de suco de laranja de caixinha contém 9 gramas de açúcares, 1 lata de 350ml de refrigerante tipo cola contém 37 gramas e 200ml de achocolatado tem 29g de açúcares.  

A indústria utiliza diversos tipos de açúcar, especialmente sacarose, xarope de glicose e xarope de milho, que são desnecessários para a saúde e prejudicam o metabolismo dos carboidratos e também das gorduras, elevando rapidamente a glicose no sangue e favorecendo o acúmulo de gordura corporal e sanguínea. 

Como fazer para encontrar o equilíbrio no dia a dia? A seguir, algumas dicas para reduzir o consumo de açúcar da alimentação de seu filho: 

1- Nos primeiros meses de introdução dos alimentos (6 aos 12 meses de vida) não dê alimentos açucarados (banana amassada com açúcar ou mel ou geleia, por exemplo) ao bebê. Nesse período a criança está descobrindo os sabores e os alimentos devem ser ofertados com seu sabor original, sem acréscimo de açúcar ou sal. 

2- Não dê refrigerantes ao seu filho. São ricos em açúcar, sal, aditivos químicos e cafeína (com exceção de alguns) contribuindo para o aparecimento de dislipidemias, hipertensão e diabetes. Se seu filho adora refrigerante, limite o consumo para eventos como festas de aniversário dos amiguinhos e nos demais dias ofereça suco natural caseiro. 

3- A ingestão habitual de balas, doces, biscoitos açucarados, geleias, sucos industrializados, refrigerantes e achocolatados, mantém moléculas de açúcares na boca que favorecem a proliferação de bactérias, a formação de cáries e a inflamação das gengivas. Caso seu filho coma doce, escove imediatamente os dentes para evitar a formação de cáries dentárias. 

4- Evite sucos de frutas industrializados, são concentrados em açúcar mesmo quando não foram adoçados. Prepare sucos e refrescos em casa com fruta in natura e água filtrada. 

5- Ofereça água como principal fonte de hidratação, para que seu filho crie o hábito de consumir líquidos sem sabor e reduza o consumo de sucos e refrigerantes. 

6- Ofereça frutas frescas como sobremesa e evite doces que contenham chocolate e cremes. Caso ele não aceite bem a fruta in natura, tente aquecê-la para torná-la ainda mais doce e palatável.  

7- Lembre-se de que o mel é um açúcar semelhante à sacarose e deve ser usado com moderação. 

Minha Vida

Como usar o videogame a serviço do seu corpo

Com sensores de movimento e jogos de dança, os videogames mais recentes também servem para sua iniciação no mundo dos exercícios

Eles não substituem um exercício pesado nem são as chaves para uma vida saudável, mas conseguem queimar energia da mesma forma que exercícios leves e podem ser considerados o primeiro passo para espantar o sedentarismo.

Em comparação com os jogos controlados por joystick, esta nova modalidade de diversão faz com que seu corpo se movimente bastante, servindo como complemento à sua dose diária de movimentos. Pular, girar e movimentar os braços vai exigir coordenação e, após um limite de meia hora, você vai conseguir sentir a respiração um pouco mais acelerada.

Mas a relação de compromisso com o jogo também pode ser trazida para o mundo real na busca por um corpo mais saudável. A dança é uma atividade perfeita para quem quer perder peso, manter os ossos fortes, melhorar a postura e o equilíbrio. E dá para fazer isso jogando!

Outra grande vantagem é que enquanto a criança, o adolescente ou até mesmo o adulto se divertem com a música e tem contato com outras pessoas, elas passam a se sentir muito melhor com seu corpo, abrindo espaço para o desenvolvimento da criatividade e da melhoria da autoestima.

Crianças e jovens precisam de pelo menos uma hora diária de atividade moderada. No caso dos pequenos, a dança pode substituir esportes coletivos tradicionais por permitirem movimentos mais livres. No caso de crianças com sobrepeso, pode potencialmente ajudar a perder peso e a melhorar seus hábitos alimentares. Até mesmo os mais tímidos podem se sair muito bem. O contato com outras crianças da mesma idade ajuda a reduzir a ansiedade diante de novas pessoas e lugares, além de diminuir o medo de se apresentar em público.

G1

Cientistas conseguem retardar avanço da ELA com células-tronco

Arte esclerose (ELA) (Foto: g1) Células iPS foram usadas para conter a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Experimento japonês aumentou em 8% o tempo de vida de camundongos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Kioto (oeste do Japão) conseguiu desacelerar em ratos o avanço da esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, graças ao uso de células humanas reprogramadas em células-tronco pluripotentes induzidas (iPS).

Os pesquisadores japoneses, dirigidos por Haruhisa Inoue, conseguiram ampliar em 8% a duração da vida dos ratos acometidos pela ELA através do transplante de células progenitoras neurais ricas em proteínas gliais. 

Esta substância, derivada das células humanas pluripotentes induzidas, permite garantir a nutrição e a manutenção dos neurônios.

A ELA, também chamada de doença de Charcot, produz uma morte progressiva dos neurônios motores, encarregados de dirigir os músculos, o que provoca uma atrofia muscular e a invalidez de maneira mais ou menos progressiva.

Degeneração atenuada
O prognóstico, imprevisível, desta doença varia de pessoa para pessoa. 

Algumas morrem rapidamente pela paralisia dos músculos respiratórios, embora outras possam permanecer no mesmo estado por anos.

Assim, o transplante das iPS permite atenuar a degeneração dos neurônios motores, responsáveis pela degradação do estado físico do paciente, que sofre uma paralisia muscular progressiva.

"Nossos trabalhos mostram a potencial eficácia da terapia celular regenerativa para a ELA através do uso de células iPS", embora ainda se esteja longe de encontrar um eventual remédio para esta doença degenerativa, declararam os pesquisadores.

Os trabalhos sobre as células iPS, iniciados pelo japonês prêmio Nobel de Medicina Shinya Yamanaka, são uma prioridade no Japão, onde o governo concede um financiamento importante para sua pesquisa.

A revista americana Stem Cell Reports publicou na quinta-feira (26) os resultados das pesquisas da equipe de Inoue em seu site.  Acesse.

G1

EUA aprovam venda de exoesqueleto que ajuda paraplégicos a caminhar

A ex-amazona sorri ao chegar à linha de chegada (Foto: Carl Court/AFP)
Foto: Carl Court/AFP
Controle remoto sem fio no pulso do usuário ativa veste robótica. Para usar exoesqueleto, paciente precisa de muletas e de um cuidador

A agência americana que regulamenta fármacos e alimentos (FDA) aprovou nesta quinta-feira (26) a comercialização do ReWalk, o primeiro exoesqueleto robotizado que abre a possibilidade para que pessoas com paralisia por lesões na medula espinhal possam caminhar com a ajuda de um acompanhante, de acordo com informações da "EFE".

"Este produto revolucionário terá um impacto imediato para mudar a vida das pessoas que sofreram lesões na medula espinhal", disse o diretor principal da empresa ReWalk Robotics, Larry Jasinski.

"Pela primeira vez, as pessoas com paraplegia poderão levar para casa a tecnologia do exoesqueleto, usá-la diariamente e maximizar os benefícios fisiológicos e psicológicos que observamos nos testes clínicos", acrescentou.

O ReWalk é um aparelho motorizado que fica preso ao corpo pelas pernas e pela parte de baixo do tronco. Ele ajuda a pessoa a sentar, levantar e caminhar com o auxílio de um acompanhante, que não precisa ser necessariamente um médico.

De acordo com o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), no país, há 200 mil pessoas que vivem com alguma lesão da medula espinhal e muitas delas sofrem paraplegia total ou parcial.

O ReWalk consiste em uma estrutura metálica que se ajusta com argolas às pernas, sustenta o tronco e, com motores, movimenta as articulações do quadril, joelhos e tornozelos.

O aparelho vem acompanhado de um sensor de inclinação e uma mochila que leva o computador com o qual se opera o aparelho e a fonte de energia. O custo é de cerca de US$ 85 mil por unidade.

As muletas proporcionam ao usuário estabilidade adicional para executar os movimentos, e um controle remoto sem fio, colocado no pulso como um relógio, permite a ativação do ReWalk.

Projeto Andar de Novo
O ReWalk não utiliza o princípio de interface cérebro-máquina, que é a base do exoesqueleto do projeto "Andar de novo", liderado pelo cientista Miguel Nicolelis e apresentado na cerimônia de abertura da Copa do Mundo. O ReWalk funciona por meio de um controle-remoto ativado pelo paciente, além de um sistema computadorizado de sensores de movimentos.

Já o projeto de exoesqueleto de Nicolelis prevê que a "força do pensamento" controle os movimentos da veste robótica. Uma touca especial vai captar as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia. Quando o paciente se imaginar caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro serão coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas do robô.

O computador vai decodificar essa mensagem e enviar a ordem aos membros artificiais, que passarão a executar os movimentos imaginados pelo paciente. Ao mesmo tempo, sensores dispostos nos pés do voluntário vão enviar sinais para a roupa especial. A pessoa, então, vai sentir uma vibração nos braços toda vez que o robô tocar o chão. É como se o tato dos pés fosse transferido para os braços, naquilo que Nicolelis chama de "pele artificial".

G1

OMS teme disseminação internacional de ebola

África Ocidental vive maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica (Foto: AFP)
Foto: AFP
África Ocidental vive maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica  

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse considerar necessário que sejam tomadas "medidas drásticas" para conter o surto de ebola na África Ocidental. 

Cerca de 400 pessoas morreram desde o início do surto, que começou na República da Guiné e se espalhou para as vizinhas Serra Leoa e Libéria. É o maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica.

A OMS teme a possibilidade de "propagação internacional".

A organização enviou 150 especialistas para a região para ajudar a prevenir a propagação do vírus, mas admite que "houve aumento significativo" no número de casos e mortes.

O surto começou há quatro meses e continua a se espalhar. Até agora houve mais de 600 casos e cerca de 60% das pessoas infectadas com o vírus morreram.

A maioria das mortes ocorreu no sul de Guekedou, na região da República da Guiné.

O diretor regional da OMS para a África, Luis Sambo, disse: "Este não é mais um surto específico de cada país, mas a crise de uma sub-regional e é preciso uma ação firme."

"A OMS está seriamente preocupada com a propagação transfronteiriça em curso para os países vizinhos, bem como o potencial de disseminação internacional", disse.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que o surto de ebola está fora de controle. A entidade teme que a epidemia se alastre mais ainda caso não haja uma forte resposta internacional.

O ebola
O ebola é uma febre hemorrágica grave causada pelo vírus ebola e não tem vacina ou cura.

A doença é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. Os sintomas incluem febre alta, sangramento e danos no sistema nervoso central.

A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a 21 dias.

BBC Brasil / G1

Fotos de expressões faciais podem revelar problemas genéticos, diz estudo

Diagnóstico fica pronto em algumas horas; acredita-se que entre 30% e 40% das doenças genéticas raras envolvem algum tipo de mudança no rosto e crânio do paciente  

Pesquisadores da Grã-Bretanha criaram um programa de computador que reconhece expressões e traços faciais e também detecta problemas genéticos a partir das estruturas do rosto do paciente.

O diagnóstico pode ser feito em apenas algumas horas com a ajuda de uma simples foto de família.

Christoffer Nellaker/Universidade de Oxford
Programa constrói descrição da estrutura da face identificando extremidades dos olhos, nariz, boca

O programa, desenvolvido por pesquisadores das Universidades de Edimburgo, na Escócia, e Oxford, analisa fotos comuns do rosto dos pacientes usando tecnologia de reconhecimento facial semelhante à usada pelo Facebook, por exemplo.

Doenças raras: 
Além de reconhecer rostos em fotos comuns, o programa também analisa variações de luz, qualidade da imagem, o cenário de fundo, postura, expressão facial e identidade.

A partir daí, o programa constrói uma descrição da estrutura da face identificando as extremidades dos olhos, nariz, boca e outros traços e compara estes dados com que aprendeu a partir de outras fotografias já colocadas em seu sistema.

O algoritmo desenvolvido pelos pesquisadores junta automaticamente as fotos de pacientes que tenham a mesma doença ou síndrome.

O programa aprende à medida que vai acumulando mais dados: suas sugestões para cada foto ficam melhores se ele já analisou muitas fotos de outras pessoas com um tipo específico de síndrome ou doença.

Doenças ou síndromes genéticas são consideradas raras, mas, em uma análise coletiva, segundo a Universidade de Oxford, elas afetam uma em cada 17 pessoas do mundo.

Destas pessoas, um terço pode ter sintomas que reduzem muito a qualidade de vida. No entanto, a maioria das pessoas não consegue receber um diagnóstico genético.

"Um diagnóstico de uma doença genética rara pode ser um passo muito importante", disse o líder da pesquisa, Christoffer Nellaker, da Unidade de Genética Funcional da Universidade de Oxford.

"Pode dar aos pais alguma certeza e ajuda com o aconselhamento a respeito dos riscos para outros filhos e sobre a possibilidade de uma doença ou síndrome ser herdada pelos outros."

"Um diagnóstico também pode melhorar as estimativas de como a doença pode avançar, ou mostrar quais sintomas são causados pela síndrome ou doença genética e quais são causados por outros problemas clínicos que podem ser tratados", acrescentou.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista especializada eLife.

Diagnóstico com smartphones
O diagnóstico de um transtorno de desenvolvimento geralmente requer que os geneticistas tirem suas conclusões a partir de traços do rosto, exames e também de seus próprios conhecimentos.

Acredita-se que entre 30% e 40% das doenças genéticas raras envolvem algum tipo de mudança no rosto e crânio do paciente, possivelmente devido ao fato de muitos genes estarem envolvidos no desenvolvimento do rosto e crânio enquanto o bebê se desenvolve no útero da mãe.

Os pesquisadores britânicos "ensinaram" o programa de computador a fazer algumas destas avaliações de forma objetiva.
Os pesquisadores acreditam que, no futuro, os diagnósticos destas doenças poderão ser feitos até com um simples smartphone.

"No futuro, um médico em qualquer lugar do mundo poderá fazer uma foto de um paciente com um smartphone e fazer uma análise pelo computador para encontrar rapidamente uma doença genética ou síndrome que a pessoa pode ter", disse Nellaker.

"Esta abordagem objetiva vai ajudar a limitar os possíveis diagnósticos, facilitar as comparações e permitir que os médicos tenham mais certeza em suas conclusões", acrescentou.

BBC Brasil / iG

No Brasil, 'home care' é confundido com serviço de cuidador; entenda a diferença

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Dar banho e comida no paciente não é função de técnicos de enfermagem, mas da família ou cuidadores contratados por ela

Só no Brasil, quase um milhão de pessoas recebem atenção domiciliar por ano. Apesar de o termo "home care" ter se popularizado nos últimos tempos, a prática é muito antiga, anterior à medicina convencional, quando os hospitais eram escassos e o paciente era tratado em casa. Hoje, esse tipo de atenção voltou à tona e é indicado a pacientes que não precisam ser mantidos em ambiente hospitalar. 

“Há patologias agudas, casos de acidentes e pós-operatórios, por exemplo, em que os pacientes devem ser mantidos nos hospitais. Mas, saindo dessa fase aguda e se o paciente tem estabilidade clinica e uma casa onde possa ficar sem riscos, a equipe médica pode indicar a atenção domiciliar", explica Ari Bolonhezi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Atenção Domiciliar à Saúde (SINESAD).

Com a demanda, hoje já existem cerca de 230 mil profissionais - entre enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos - que atuam no setor. E um dos problemas a serem enfrentados é a confusão entre esse atendimento e o papel de cuidador, como aquele que proporciona higiene ao paciente, banho, alimentação e companhia. 

Como a linha é tênue, é comum um profissional da saúde receber pedidos – ou até ordens – da família para que, por exemplo, dê banho e sirva comida ao paciente. “A atenção domiciliar não deve ser um serviço de pajem”, alerta Bolonhezi.

A diferença é simples: a atenção domiciliar tem a função de administrar medicações que uma pessoa sem formação não poderia fazer (injeções, por exemplo), além de manter o paciente em vida e recuperando-se cada dia mais. Já o papel dos cuidadores é visar pelo bem-estar do paciente, como higiene pessoal – não é papel dos enfermeiros do atendimento domiciliar dar banho em casa em um paciente acamado. A alimentação também é tarefa do cuidador, que deve seguir as ordens da nutricionista. A essa profissional cabe preparar o diário alimentar, mas não cozinhar para o paciente, tampouco dar a comida à beira do leito.

Para ilustrar, o médico usa o exemplo de uma paciente que não tem controle de suas necessidades fisiológicas e nem se alimenta sozinho. "Ele precisa de atendimento de enfermagem 24 horas por dia? Muitos dizem que sim, mas a situação dele é similar à de uma criança de seis meses de idade, em que a mãe é perfeitamente capaz de cuidar dela”, detalha Bolonhezi.

Para o médico, o suporte social proporcionado pelo cuidador é importante, mas a responsabilidade não cabe ao Ministério da Saúde ou às operadoras de saúde. 

Tipos de atenção domiciliar
A atenção domiciliar é dividida em duas partes e destinada a dois tipos de pacientes: atendimento ambulatorial em casa e internação domiciliar.

A internação domiciliar presta serviço a quem precisava estar dentro de um hospital, por depender de alta tecnologia e também alguns serviços repetitivos de alguma área da saúde, mas que já está estável. Assim, leva-se o paciente para casa e monta-se uma estrutura personalizada. "Alguns precisam de equipamentos de sobrevida, por exemplo. A fisioterapia, nutrição e psicologia também dão qualidade de vida ao paciente em casa”, detalha Bolonhezi.

Já no ambulatório domiciliar o paciente recebe visita de enfermeiros na mesma frequência que recebia no hospital. Se ele precisava do atendimento de enfermagem, fisioterapia e outros cuidados médicos duas vezes ao dia, por exemplo, ele será feito dessa mesma forma no próprio lar. Se os procedimentos que o paciente precisa passar são repetitivos, um enfermeiro estará à disposição 24 horas por dia dentro da casa.

iG

Pesquisa sobre leucemia pode resultar em novo tratamento de câncer de mama

http://saudedamulherufal.files.wordpress.com/2012/05/prevenc3a7c3a3o-do-cc3a2ncer-de-mama-veja-algumas-dicas.jpgFalha no gene RUNX1, responsável pela leucemia, pode também estar por trás de outras formas de câncer, como o de mama 

Uma equipe de especialistas escoceses afirma que uma falha no gene RUNX1, responsável pela leucemia, pode também estar por trás de outras formas de câncer, como o de mama.

Testes realizados com 483 pacientes com uma forma agressiva de câncer de mama mostraram que as que tinham um defeito no gene RUNX1 tinham quatro vezes mais chances de morrer. Os resultados da pesquisa foram publicados na publicação científica PLoS One.

Uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho, Karen Blyth disse que a descoberta abre a possibilidade de usar o gene defeituoso como novo alvo para os tratamentos.

"Primeiramente, precisamos provar que esse gene é o causador do câncer e, se este for o caso, então o que pode acontecer se conseguirmos inibi-lo?"

"Há alguns medicamentos sendo desenvolvidos nos Estados Unidos para atacar o gene RUNX1 em casos de leucemia. Se funcionarem, podemos também testá-los contra o câncer de mama", acrescentou Blyth.

Exame de sangue
O gene, no entanto, tem uma função importante para o funcionamento do organismo. Ele pode ser vital para a produção de sangue, mas, dependendo das circunstâncias, pode também desencadear ou suprimir a formação de tumores.

Isto signifca que o uso de medicamentos contra o gene pode causar efeitos colaterais.

E em uma outra pesquisa conduzida também por britânicos, especialistas da University College London desenvolveram um simples exame de sangue que pode identificar as chances de uma mulher ter câncer de mama mesmo que não tenha predisposição genética.

Mulheres que carregam uma mutação no gene BRCA1 têm mais chance de desenvolver o tumor. O novo exame foi capaz de apontar mudanças nas células sanguíneas que indicam risco de câncer em mulheres que não apresentavam a mutação genética.

Com isso, foi possível prever as chances de elas desenvolveram o câncer muitos anos antes de os sintomas se manifestarem.

Matthew Lam, pesquisador sênior da instituição Breakthrough Breast Cancer disse que os resultados são animadores e podem levar a mais descobertas sobre formas de previnir o câncer.

BBC Brasil / iG