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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Técnica japonesa deixa os dentes pretos, mas combate a cárie

O ohaguro combina uma série de ingredientes que aplicados nos dentes escureciam o sorriso de mulheres em busca de prestígio e beleza
 
Tingir os dentes de preto já foi indício de luxo e beleza no Japão. Na técnica chamada de ohaguro, uma combinação de tinta, óxido de ferro, saquê, chá e até vinagre era aplicada nos dentes das mulheres a cada dois dias, para garantir que não seria facilmente diluída pela saliva. “Essa mistura modificava em definitivo a cor natural dos dentes que escurecia de acordo com o tempo de exposição ao produto”, explica Celso Sanseverino, dentista especializado em Estética Dental.
 
O grande responsável pela coloração era o pó de óxido de ferro. “A substância tem o maior poder de manchar os dentes por causa das suas características químicas e concentração alta de pigmento preto”, diz o especialista. A acidez do vinagre também contribui, o ácido presente no ingrediente deixa o esmalte poroso e mais propenso à penetração dos corantes das outras substâncias.
 
Mas uma vez popularizada, os japoneses perceberam que além de pretos, os sorrisos modificados com a ogahuro tinham um índice menor de cáries. Isso porque a camada formada pela mistura inibia a fixação direta das bactérias sobre os dentes, como explica Celso. “Seria algo semelhante aos selantes dentais usados atualmente”, diz. Assim, a técnica também passou a ser vista como uma maneira eficiente de prevenir problemas dentários.
 
O poder do dente preto
A cor preta em algumas ilhas do pacífico, especialmente no Japão, é sinal de luxo, beleza e nobreza. Os dentes escuros também serviram para representar as mulheres casadas, cerca de 35 milhões de mulheres foram adeptas da prática ao longo de quase dois séculos. Com o passar do tempo até os homens aderiram à técnica. Mas, hoje, o ohaguro é uma prática obsoleta.
 
Terra

Excesso de sal pode retardar puberdade e afetar fertilidade

Pesquisadores dos EUA notaram que a falta de sal na alimentação também pode causar os mesmos problemas
 
Já se sabe que o sal em excesso é o vilão em uma alimentação, podendo causar sérios problemas de saúde. Agora, uma pesquisa americana mostrou que o ingrediente também é capaz de retardar a puberdade e afetar a fertilidade das gerações seguintes. As informações são do Daily Mail.
 
O estudo mostrou que pessoas que consomem de três a quatro vezes a mais que a quantidade recomendada de sal por dia sofrem com o atraso da puberdade. Isso pode levar à fertilidade reduzida e níveis mais altos de estresse.
 
Para chegar às conclusões, a equipe estudou como diferentes quantidades de sal afetavam a puberdade de ratos, e percebeu que os que ingeriam grandes quantidades do alimento demoravam para entrar na puberdade.
 
Por outro lado, ratos que seguiram uma dieta sem sal também tiveram a puberdade atrasada. A autora da pesquisa, Dori Pitynski, concluiu que a ingestão de sal é necessária para o início da puberdade, mas seu excesso pode prejudicar a saúde reprodutiva.
 
"Nossos trabalhos mostraram que grandes quantidades de sal e de gordura têm efeitos contrários na saúde reprodutiva. Uma dieta com muita gordura acelera o início da puberdade, enquanto a combinação com muito sal mostra um atraso para entrar nessa fase", declarou a autora.
 
Dados recentes da Organização Mundial da Saúde mostram que a população está consumindo mais sal do que o necessário. Um grande número de pessoas estão ingerindo mais do que os 5g (uma colher de chá) recomendados por dia para adultos.
 
Terra

Infecção urinária não tratada gera complicações graves

Bactéria pode viajar pelo canal urinário e chegar a outras partes do corpo
 
Por Dr.Paulo Mazili Urologista - CRM 107740/SP
 
A urina é formada nos rins onde ocorre a filtração do sangue. A partir dali, ela é conduzida por pequenos canais que a transportam até a bexiga, onde é armazenada. A urina é estéril, ou seja, não há bactérias, fungos ou qualquer outro micro-organismo.
 
A infecção urinária ocorre quando alguma bactéria entra em contato com a urina e começa a crescer lá. Isso não é muito simples, pois o sistema urinário tem vários mecanismos de defesa, e a infecção somente ocorre quando a bactéria supera estas defesas. As bactérias que causam infecção com maior frequência são as que vivem no intestino e acabam entrando na bexiga através da uretra.
 
Algumas condições podem predispor a infecção, como pedra nos rins, pouca ingesta de água, períodos longos sem ir ao banheiro. Além disso, mulheres e idosos também apresentam maior índice de infecção.
 
A infecção na maioria das vezes causa sintomas como dor ao urinar, aumento da frequência de idas ao banheiro e dor abdominal. Menos frequentemente pode causar febre. E algumas pessoas ela pode não causar nenhum tipo de sintoma ou então causar sintomas inespecíficos como diminuição do apetite, cansaço ou mal estar.
 
Na suspeita de infecção urinária, deve-se procurar atendimento médico. Para confirmar o quadro de infecção, a equipe médico pode pedir exames como sedimento urinário e urocultura com antibiograma, sendo este último o exame que vai identificar qual bactéria causa a infecção e qual o melhor antibiótico para combatê-la. Apesar deste exame demorar de três a cinco dias para ficar pronto, ele é essencial principalmente para infecções de repetição ou resistentes ao tratamento inicial. 
 
Como o agente que causa infecções urinárias é uma bactéria, o tratamento é sempre feito com uso de antibióticos por via oral, por períodos que podem variar de três a sete dias nos casos menos graves, podendo muitas vezes necessitar de antibióticos endovenosos por períodos que se estendem até 21 dias. A ingesta de bastante líquido ajuda no tratamento, agilizando o efeito dos antibióticos. Os sintomas da infecção começam a melhorar em 12 a 24h após o início do tratamento e geralmente após 48h não há mais sintomas. Atualmente algumas bactérias podem ser resistentes aos antibióticos mais comuns, e os sintomas podem persistir após o tratamento, nestes casos o paciente deve retornar ao médico para troca de antibiótico.
 
Nas pessoas que tem poucos ou nenhum sintoma, ou então nos casos em que não procuram atendimento médico e usam medicamentos que mascaram os sintomas, a infecção pode progredir e sair da bexiga, subindo pelos canais que levam a urina do rim até a bexiga, no caminho inverso, fazendo com que as bactérias cheguem até os rins.
 
Quando a infecção atinge os rins, chamado de pielonefrite, o quadro é mais grave e os sintomas mudam, podendo aparecer febre alta, dor na região lombar, vômitos e mal estar. Como o rim recebe um fluxo de sangue, é muito grande a possibilidade das bactérias entrarem na corrente sanguínea e causarem um infecção generalizada, ainda mais grave, chamada de sepse.
 
Além de poder se espalhar pelo organismo, a infecção quando atinge o rim pode também causar abcessos (bolhas de pus) nos rins e também diminuir a sua função. O tratamento da pielonefrite necessita do uso de antibióticos endovenosos, e muitas vezes internação. Quando há abcessos nos rins pode haver necessidade de punções ou mesmo cirurgias para remover esse pus. Se o rim for acometido por abcessos muito grandes ou numerosos há necessidade de retirar todo o rim para o controle da infecção.                            
 
Desta maneira, qualquer sintoma de infecção deve levar o paciente a procurar um médico para o correto diagnóstico e tratamento com medicamentos adequados. O tratamento da infecção é simples e rápido, porém se não tratada pode evoluir para infecção nos rins (pielonefrite) que é muito mais grave, podendo levar a infecção generalizada, abcessos renais, perda da função dos rins e quando causadas por bactérias mais resistentes e em pacientes com imunidade reduzida (diabéticos, idosos, etc.) pode até mesmo levar a morte.                            
 
Referências:
British Journal of Urology
http://www.sbu.org.br/?diretrizes-sbu
 
Minha Vida

Consumidor ganha indenização de R$ 120 mil após defeito em 3 próteses penianas

Empresas envolvidas no caso não conseguiram provar que a falha não era das próteses penianas
Empresas envolvidas no caso não conseguiram provar que
a falha não era das próteses penianas
Uma das fornecedoras envolvidas na ação alegou ao STJ que a falha no produto resultou em "mero aborrecimento"

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão da Justiça do Rio Grande do Sul que condenou duas empresas a pagarem uma indenização de R$ 120 mil ao consumidor que teve problemas com a prótese peniana defeituosa.
 
As empresas H. Strattner e Companhia Ltda., Syncrofilm Distribuidora Ltda. e EBM Equipamentos Biomédicos Ltda., de acordo com os ministros da Terceira Turma do STJ, terão de responder solidariamente pelos danos morais e materiais.
 
Segundo a ação, o consumidor comprou uma prótese peniana inflável. Além de não funcionar adequadamente, disse, causou-lhe uma causou grave infecção, o que levou a substituição do produto. A segunda prótese também deu problema. Com isso, o consumidor passou pelo implante de uma terceira, desta vez semirrígida – de acordo com seu depoimento, o novo modelo causava constrangimento e abalo em sua autoestima.
 
Erro não foi médico ou pelo mau uso
As próteses com problema foram, segundo o site do STJ, fabricadas pela Americans Medical System e importadas pela H. Strattner e Syncrofilm, que tinha a EBM como sua representante. Segundo decisão de primeira instância, as empresas não demonstraram que as falhas foram decorrentes de erro médico ou de mau uso pelo consumidor. Para o juízo de primeira instância, que além dos danos morais condenou as três empresas a pagar indenização de quase R$ 16 mil por danos materiais, elas não demonstraram que as falhas tenham resultado de imperícia médica ou de mau uso pelo consumidor.
 
O laudo pericial, ainda segundo a sentença, “deixa evidente” que os problemas apontados pelo consumidor tinham relação com o produto. A Syncrofilm e a EBM recorreram ao STJ e alegaram não ter relação com a ação. A EBM disse que apenas vendia o produto. Já a Syncrofilm afirmou só atuava com importadora. O STJ não aceitou os argumentos. Para o relator Moura Ribeiro, o caso tem a ver com vício do produto, pois a prótese não correspondeu à legítima expectativa do consumidor quanto à sua utilização, e isso configura a hipótese de responsabilidade solidária.
 
"Mero aborrecimento"
A Syncrofilm, segundo o STJ, argumentou que não caberia indenização de danos morais porque os problemas enfrentados pelo consumidor seriam apenas “mero aborrecimento”. De acordo com Moura Ribeiro, “refoge dos parâmetros da razoabilidade, além de demonstrar insensibilidade, pouco caso e desrespeito com o sofrimento enfrentado pelo autor, beirando a má-fé processual e o descaso com a dignidade humana”.
 
iG

Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Doação de Leite Materno

A ministra interina da Saúde, Ana Paula Soter, lança nesta quarta-feira (20), em Brasília (DF), a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno 2015
 
O tema este ano é "Seja doadora de leite materno e faça a diferença na vida de muitas crianças".
 
O evento conta com a presença da atriz e apresentadora Maria Paula, que recebeu, em 2012, o título de Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, devido ao seu envolvimento e dedicação à causa.
 
Lançamento da Campanha Nacional de Doação de Leite Materno

Data: 20 de maio (quarta-feira)

Horário: 10h

Local: Auditório Emílio Ribas, Bloco “G”, Esplanada dos Ministérios
 
Blog da Saúde

Rio de Janeiro recebe evento sobre semana do fígado

Hoje (20), às 12h30, a Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI) e o Sérgio Franco Medicina Diagnóstica realiza um simpósio satélite durante a XXIV Semana de Fígado do Rio de Janeiro, que vai até 22 de maio, no Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro
 
A expectativa do evento é reunir cerca de 400 pessoas, entre elas grandes nomes da hepatologia nacional e internacional para atualização dos temas de interesse da área e discussão dos desafios futuros.
 
O simpósio, coordenado pela diretora médica do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, Mônica Freire, e pelo médico radiologista da CDPI Leonardo Kayat, contará com a palestra Avaliação da Fibrose Hepática por ElastroRM, ministrada por Leonardo, e com a abordagem Marcadores Não Invasivos de Fibrose: Uso de Fibrometer na Hepatite C, da médica Maria Chiara Chindamo, membro titular da Sociedade Brasileira de Hepatologia e do Grupo de Fígado do Rio de Janeiro.
 
Para Leonardo Kayat, promover o simpósio é uma excelente oportunidade para a atualização sobre o diagnóstico de doenças do fígado. “É uma chance excepcional para trocarmos experiência sobre pesquisas referentes a doenças do fígado e a modernização para o diagnóstico desse tipo de patologia. O encontro reunirá renomados especialistas, que poderão compartilhar conhecimento científico em função do avanço da medicina diagnóstica, tanto em análises clínicas como em imagem diagnóstica”, afirma o radiologista.
 
O evento contará com uma extensa programação científica que inclui debates interativos, simpósios satélites, conferências e estudos de casos clínicos. A semana do fígado é destinada a médicos, residentes, pós-graduandos e outros profissionais da área de saúde, além de estudantes de graduação das áreas médicas. Os interessados em participar deverão se inscrever pelo site www.semanadefigadorj2015.com.br.
 
Serviço
XXIV Semana de Fígado do Rio de Janeiro – Simpósio Satélite Sérgio Franco e CDPI
 
Palestras: Avaliação da Fibrose Hepática por ElastroRM, por Leonardo Kayat, e Marcadores Não Invasivos de Fibrose: Uso de Fibrometer na Hepatite C, por Maria Chiara Chindamo.
 
Data: 20 de maio de 2015.
 
Horário: das 12h30 às 14h.
 
Local: Windsor Atlântica Hotel (Avenida Atlântica, 1.020, Leme, Rio de Janeiro). Inscrições pelo site www.semanadefigadorj2015.com.br

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

Israelense de 65 anos dá à luz ao 1° filho com fertilização in vitro

Reprodução/BBC
Mulher foi a mais velha a dar à luz no país
Segundo jornal, mulher é a mais velha que deu à luz no país
 
Uma israelense de 65 anos e membro da comunidade ultra-ortodoxa deu à luz nesta semana a seu primeiro filho mediante fertilização in vitro, informaram meios de comunicação locais.
 
O bebê, que nasceu após cesárea na segunda-feira passada no hospital Meir da cidade de Kfar Saba, ao norte de Tel Aviv, pesa 2,6 quilos e está em perfeito estado, segundo o jornal Israel Hayom, que assegura que essa é a mulher mais velha que deu à luz no país.
 
Vizinha da cidade de maioria ultra-ortodoxa judaica de Bnei Brak, a mulher, Jaya Shachar, está casada há 46 anos com seu marido Shmuel, e apesar das incontáveis tentativas de ficar grávida e de sua avançada idade, nunca perdeu a esperança de se tornar mãe.
 
O bebê foi concebido graças a um tratamento de fertilização in vitro com esperma doado ou comprado, dado que o hospital recusou esclarecer, precisa por sua vez o The Jerusalem Post.
 
Em Israel é ilegal realizar tratamentos in vitro em mulheres acima de 54 anos de idade. "Os pais estão tão emocionados, que ainda estão digerindo. Estão felizes como crianças", relatou ao meio a equipe médica que atendeu o casal no centro hospitalar.
 
Contudo, a gravidez desta mulher provocou o debate no âmbito médico, pois os especialistas advertem sobre riscos e complicações em gestantes acima dos 50.
 
"Claro que não é recomendável uma gravidez nesta idade, mas meu trabalho é de ajudar a mulher para que retorne para casa com um bebê saudável", explicou Tal Biron, o ginecologista que atendeu a mais nova mãe.
 
Biron disse que a gestante se apresentou em seu departamento, especializado em partos de risco, quando estava com 12 semanas de gravidez e que permaneceu internada por um longo tempo no centro hospitalar.

EFE / R7

Infectologista defende vacinação de meninos contra o HPV

Segundo especialista, vacinação contra HPV também deve
 ser feita em meninos
Vacinar meninos também protege as meninas, diz especialista
 
O aumento das doenças causadas pelo HPV (papiloma vírus humano) em homens aponta para a necessidade da vacinação também dos meninos, defendeu nesta terça feira (19) o infectologista Edson Moreira. Esta semana, na capital paulista, o médico participará de um simpósio sobre o tema no 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis e VI Congresso Brasileiro de Aids.
 
As conclusões apresentadas por Moreira são baseadas em estudo com 3,6 mil homens de todos os continentes, que avaliou o desempenho da vacina contra HPV. Metade dos participantes da pesquisa não recebeu o medicamento, apenas um placebo simulando a imunização. Segundo ele, a partir daí foi possível observar o comportamento da infecção nos homens.
 
De acordo com o médico, aproximadamente 60% da população masculina adulta está contaminada pelo vírus. Porém, o HPV tende a desenvolver doenças graves com mais frequência em mulheres.
 
Entre o sexo feminino, Moreira estima que quase 10% das adultas apresentam o vírus.
 
— Isso sugere também que os homens funcionam como um reservatório, uma fonte de transmissão para as mulheres.
 
Apesar de o HPV ser conhecido como grande causador do câncer de colo do útero, o especialista alertou que doenças com prevalência em homens têm aumentado.
 
— Existem cânceres crescendo de frequência, entre eles o do canal anal e o de oro-faringe [boca e garganta]. Nas últimas três décadas, eles quase dobraram de frequência.
 
Para Edson Moreira, o HPV é responsável por 5% - 600 mil – dos 13 milhões de novos casos de câncer que surgem por ano em todo o mundo.
 
Moreira lembrou ainda que as mulheres costumam fazer exames periódicos para detectar doenças como o câncer do colo do útero, o que não ocorre com os homens.
 
— Os cânceres a que nos referimos em homens não têm nenhum tipo de triagem. A única alternativa de proteção é a vacinação.
 
Segundo o médico, a vacina contra HPV masculina está aprovada no Brasil desde 2011. A versão para mulheres foi liberada em 2006 e já faz parte do calendário das campanhas de vacinação.
 
— Estudos de custo efetividade mostram que também vale a pena vacinar meninos, não só pela proteção às doenças do sexo masculino. Quando vacinamos meninos, a gente protege também as meninas.
 
R7

Cientistas descobrem componente para a formação correta dos olhos

Cientistas descobrem componente para a formação correta dos olhosUma equipe de cientistas espanhóis identificou um regulador importante para a formação correta dos olhos, uma descoberta considerada “relevante” pelos autores do estudo para entender as bases moleculares de defeitos oculares congênitos, como o coloboma
 
Uma equipe de cientistas espanhóis identificou um regulador importante para a formação correta dos olhos, uma descoberta considerada “relevante” pelos autores do estudo para entender as bases moleculares de defeitos oculares congênitos, como o coloboma.
 
Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista “Nature Communications”.
 
As diferentes partes do corpo são formadas durante o desenvolvimento embrionário a partir de uma única célula, o zigoto. Trata-se de um processo cotidiano em que cada um dos órgãos e tecidos são construído no lugar e no momento adequados, com forma e dimensões precisas, comunicou a Universidade Pablo de Olavide, de Sevilha, em uma nota de imprensa.
 
O segredo desta auto-organização está na capacidade do genoma de acumular e interpretar informação. Os órgãos se formam seguindo instruções genéticas detalhadas que desenvolvem sequencialmente como os comandos de um programa informático.
 
No caso da formação do olho, seu estado primitivo se subdivide desde muito cedo em três compartimentos, a retina neural, o epitélio pigmentado e o talo óptico.
 
A formação de cada um desses três tecidos fica a cargo de programas genéticos independentes que determinarão suas propriedades básicas, como a forma das células, coesão, aderência e os tipos celulares especializados aos quais darão lugar.
 
Uma peça fundamental para a formação do olho é o gene Vsx2, que atua como interruptor de luz genético mestre para a ativação de todo o programa da retina neural.
 
Sabe-se que a mutação deste gene em humanos causa defeitos oculares congênitos, como a microftalmia, uma má formação ocular que faz com que os olhos sejam anormalmente pequenos; e o coloboma, uma falha no fechamento da fissura óptica que é causa frequente da cegueira infantil, conforme explicou à Agência Efe Juan Ramón Martínez-Morales, diretor da pesquisa.
 
A fissura óptica, segundo o cientista, é a fenda por onde o nervo óptico – que transporta a informação visual – sai do globo ocular em direção ao sistema nervoso.
 
Este trabalho identifica a Vsx2 como uma interseção essencial para o aceso do gene ojoplano, que opera diretamente sobre as propriedades adesivas das células da retina em desenvolvimento.
 
Essas propriedades adesivas, segundo Martínez-Morales, são essenciais para manter a integridade do tecido da retina. E é que as células têm que estar firmemente aderidas a uma espécie de malha que serve de “andaime”, chamada matriz extracelular.
 
O novo artigo, que agora liga este gene com o Vsx2, é importante para compreender a relação existente entre identidade e forma, tanto durante o desenvolvimento normal dos tecidos como no contexto das anomalias oculares congênitas.

EFE Saúde

Trinta dos 96 distritos de São Paulo não têm leito hospitalar, diz pesquisa

Leitos hospitalares (Foto: Arte/G1)Jardim Paulista tem 881 vezes o número de leitos da Vila Medeiros. No total, São Paulo tem 2,99 leitos para cada mil pessoas
 
Trinta dos 96 distritos da capital paulista não possuem nenhum leito hospitalar, como Perus, na Zona Norte da cidade, segundo mapa da Desigualdade de São Paulo elaborado pela Rede Nossa São Paulo e divulgado nesta terça-feira (19). A pesquisa também mostra a desigualdade entre os municípios em temas como habitação, vagas em creches, mortalidade infantil, equipamentos esportivos e número de centros culturais.
 
O número é maior do que o de 2009, quando havia 28 distritos sem leito hospitalar, e menor do que em 2012, quando 31 distritos não tinham nenhum leito. Em relação a 2013, São Paulo ganhou 10.344 leitos.
 
"Quanto mais você demora para dar atendimento, piora a saúde, pode chegar a morte, inclusive. A pessoa tem que se deslocar em São Paulo, onde a mobilidade já é muito problemática, para ter acesso ao hospital e, quando chega, certamente, já chega em piores condições do que se tivesse um hospital perto de casa", disse Oded Grajew, coordenador da Rede Nossa São Paulo.
 
O distrito com mais leitos hospitalares é o Jardim Paulista, na Zona Sul, com 35,53 para cada 1.000 habitantes, o que representa 881 vezes mais do que o distrito com a menor quantidade de leitos, a Vila Medeiros, na Zona Norte, que tem 0,040 para cada mil pessoas.
 
A Organização Mundial de Saúde diz que o recomendado é que existam de 2,5 a 3 leitos para cada 1.000 habitantes.
 
O levantamento leva em conta leitos hospitalares públicos e privados de 2014: 34.269 leitos para 11.453.996 habitantes, o que representa 2,99 leitos para cada mil pessoas. A meta do Ministério da Saúde é de 2,5 a 3 leitos para cada mil habitantes.
 
A Secretaria de Saúde do Município de São Paulo disse que já reativou 230 leitos e vai reabrir parcialmente em junho e totalmente em novembro o antigo Hospital Santa Marina. A Secretaria disse ainda que vai construir três novos hospitais e vai abrir seis hospitais dia da rede Hora Certa.
 
Mortalidade infantil
A região da República foi a que mais registrou mortes de crianças menores de um ano – média de 22,2 óbitos a cada 1 mil nascidas vivas.
 
Os dados mais atualizados são de 2013 e constam no Mapa da Desigualdade do movimento Nossa São Paulo. Moema foi o distrito com menor índice – 1,09 mortes a cada 1 mil nascimentos.
 
Nos registros de gravidez na adolescência, Marsilac teve índice de 26,61 de mães residentes no distrito com 19 anos ou menos com filhos nascidos vivos. Já Moema foi a região com a menor taxa (0,585) em 2014.
 
O G1 procurou a Prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública após a divulgação da pesquisa e aguarda um posicionamento.

G1

Curso de formação em Acreditação

Para quem quer saber mais sobre Acreditação na área de saúde, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) está promovendo, nos dias 15, 16 e 17 de junho, o Curso de Introdução a Acreditação Internacional, com base na metodologia da Joint Commission International (JCI), uma das mais respeitadas organizações de qualidade e segurança em saúde, do mundo
Para participar é preciso ter formação de nível superior nas áreas da saúde, administração e engenharia (nesses casos relacionados com gestão ou prática em serviços de saúde), além de, no mínimo, 5 anos de formado e experiência mínima comprovada de 3 anos em atividades de saúde.
O curso acontece na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13, 4o andar, Centro, Rio de Janeiro. Mais informações e inscrições no site do CBA (www.cbacred.org.br) ou pelo telefone (21)3299-8202 ou ainda pelo email eventos@cbacred.org.br.
 
Donato de Almeida – SB Comunicação
Assessor de Imprensa
Tel. (21) 3798-4357