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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Estudo afirma que crianças querem mais atenção dos médicos

As crianças se sentem pouco escutadas pelos médicos e querem participar e entender melhor as decisões que afetam sua saúde, aponta um estudo europeu apresentado nesta quinta-feira em Lisboa.

A 9ª Conferência de Ministros da Saúde do Conselho da Europa analisa nesta quinta e sexta-feira o documento como parte de um debate sobre políticas sanitárias para a infância, uma iniciativa lançada em 2009 pela Espanha quando esteve na presidência deste Comitê de Ministros.

A pesquisa revela que 80% das crianças gostariam de saber mais sobre os tratamentos que recebem e 67% consideram que os médicos deveriam esclarecer suas dúvidas.

O trabalho, baseado em entrevistas com 2.257 crianças de 22 países europeus, conclui que “as crianças raramente são consultadas ou questionadas sobre assuntos importantes” sobre sua saúde.

Durante as duas sessões de trabalho da Conferência, as autoridades sanitárias europeias pretendem adotar princípios básicos que definam como os sistemas de saúde e seus profissionais podem envolver o paciente nos processos médicos.

Para isso, políticos, especialistas e profissionais de saúde abordam em Lisboa, além das questões sobre a infância em geral, casos particulares como a situação de crianças em risco de exclusão social, os menores de etnia cigana e as vítimas de abusos sexuais.

José Díaz Huertas, presidente da Sociedade de Pediatras Sociais espanhola, revela a Agência Efe que a necessidade de ouvir as crianças se estende aos demais pacientes.

Carmen Moya, diretora-geral da Agência de Qualidade do Sistema Nacional de Saúde, declara que a Espanha é “uma referência” na Europa no atendimento médico à infância.

“Reconhecemos os direitos dos pacientes menores de 16 anos e estamos avançados na Europa neste assunto”, garante.

A vice-secretária-geral do Conselho da Europa, Maud de Boer-Buquicchio, lembra que o objetivo do debate é garantir às crianças “o direito ao acesso a saúde de alta qualidade”. “Este direito deve ser protegido apesar da crise econômica. Fazer cortes em áreas como os serviços de saúde é um enfoque limitado e não um investimento de futuro”, defende.

Outros assuntos debatidos na conferência de Lisboa são a igualdade e acessibilidade à assistência médica das crianças, a participação delas no sistema de saúde e boas práticas para uma melhor saúde dos menores.

Fonte EFE

Possibilidade de fisioterapeutas prescreverem medicamentos é discutida nos EUA

De acordo com a proposta, fisioterapeutas poderiam prescrever medicamentos para doenças respiratórias e neurológicas

Está em discussão nos Estados Unidos a possibilidade de que fisioterapeutas sejam habilitados a prescrever medicamentos sem a necessidade de autorização médica por escrito. Até o próximo dia 8 de dezembro acontece no país uma consulta pública que irá definir as próximas etapas da discussão. Uma revisão completa do governo seguirá a consulta e se o suporte suficiente for disponibilizado a mudança exigirá alterações na Lei de Medicamentos de 1968 e o Abuso de Drogas Regulamentos de 2001.

Se tal regulamentação for aprovada a classe irá desfrutar dos mesmos direitos de outros profissionais não-médicos da área da saúde, como enfermeiros e farmacêuticos.

A proposta foi bem recebida pela Chartered Society of Physiotherapy (CSP). A entidade afirma que, se aprovada, a regulamentação irá proporcionar um atendimento mais conveniente ao paciente, permitindo que as pessoas recebem o tratamento que precisam, em um só lugar e sem precisar repetir visitas a diferentes profissionais de saúde.

O CSP também defende que a medida contribuirá para o aperfeiçoamento no atendimento aos pacientes, oferecendo acesso mais rápido e mais direto ao tratamento de que necessitam, sem demoras desnecessárias.

De acordo com a proposta, fisioterapeutas seriam capazes de prescrever uma série de medicamentos para condições como doenças respiratórias como a asma, doenças neurológicas, tais como os efeitos de acidente vascular cerebral.

Ainda segundo a proposta, a prescrição de medicamentos dependeria de uma qualificação. Os fisioterapeutas teriam que concluir um curso que só será aberto a profissionais especializados ou com experiência suficiente.

“A consulta pública sobre prescrições feitas por fisioterapeutas é uma notícia muito boa, pois representa um grande passo em direção ao objetivo de melhorar o atendimento ao paciente”, opina a presidente da Sociedade de Revisores Oficiais de Fisioterapia, Ann Green. Segundo ela, outra vantagem da proposta é que os novos direitos irão aliviar a sobrecarga de responabilidade a que os médicos são submetidos. “Embora a alteração proposta signifique maiores responsabilidades e formação complementar aos fisioterapeutas, eles serão ‘prescritores complementares”. Isto os permitirá prescrever se tiverem um plano de gestão assinado por um médico. Os novos direitos significam a remoção de uma complexidade desnecessária para os pacientes”, conclui Ann.

Fonte ISaúde

Reino Unido proíbe a exposição de maços de cigarro nas lojas

O Reino Unido redobra seus esforços para reduzir o consumo do tabaco a partir deste sábado proibindo a exposição dos maços de cigarro nas lojas bem como a venda em máquinas automáticas semelhantes às de refrigerante, como é comum no país. Espera-se que a nova medida diminua a taxa de fumantes dos atuais 21,2% da população para 18,5% até 2015.

O governo britânico já havia anunciado em março que iria traçar estratégias de controle ao tabagismo, principalmente para evitar o vício em adolescentes e em grávidas. Na Inglaterra, desde julho de 2007, está proibido fumar em locais públicos fechados e no trabalho, uma lei que foi implantada na Irlanda em março de 2004, na Escócia em março de 2006 e em Gales em abril de 2007.

Para dissuadir o cidadão de fumar, os cigarros e outros produtos relacionados deverão ser recolhidos a partir de sábado das prateleiras das grandes lojas permanecendo apenas atrás dos balcões e, a partir de 2013, também dos quiosques das lojas pequenas.

Serão proibidas também as máquinas automáticas de venda de cigarros, por permitirem o acesso de menores de idade ao fumo. Segundo uma pesquisa divulgada pela BBC, 10% dos fumantes com idades entre 11 e 15 anos compram seus cigarros nas máquinas, frente a 1% dos demais fumantes.

Enquanto na Inglaterra os pubs, clubes, discotecas e restaurantes adeptos a esse tipos de venda serão multados em 2.875 euros, o País de Gales adiou a proibição até fevereiro de 2012. Contudo, o Governo galês confirmou seu compromisso com a nova lei, alegando dificuldades logísticas para justificar o atraso na implementação.

Nesta guerra ao consumo tabagista, serão vetadas ainda as exibições de anúncios e imagens desse produto nas máquinas vendedoras de varejo em geral. Tudo para tentar dissuadir o fumante, que gasta atualmente em torno de 8 euros por maço de 20 cigarros, preço que varia de acordo com a região e com o local de venda.

Apesar do elevado custo em comparação aos outros países (na Espanha, por exemplo, o mesmo maço custa 3,5 euros), que se explica pelos impostos, o Reino Unido conta com 10 milhões de fumantes, conforme os dados mais recentes da organização londrina World Cancer Research Fund.

Os impostos sobre o tabaco subiram em março de 2% acima do Índice de Preços do Varejo (RPI), até 7%. Uma polêmica consulta está nos planos do Governo questionando a possibilidade da obrigatoriedade dos fabricantes de empacotar os cigarros em maços sem rótulo.

Caso essa pratica seja adotada, o Reino Unido será o primeiro país a ter essa lei. A ideia de proibir a exposição de maços de cigarros ao público partiu do Governo anterior trabalhista. O projeto foi revisado pelo atual governo, sendo muito bem recebido pelo setor de saúde.

Para a diretora de comunicação da British Heart Foundation, Betty McBride, “as políticas efetivas que protegem as pessoas desse perigoso hábito podem, e já o fazem, salvar vidas” disse para a revista especializada The Lancet.

“Os fumantes têm quase o dobro de probabilidades de sofrer um ataque ao coração do que aqueles que nunca tocaram em um cigarro”, lembrou Betty. Curiosamente, uma recente pesquisa do YouGov revela que 47% dos britânicos fumantes apoiam a nova norma, contra 38% que se opõe.

Fonte EFE

Alucinógeno presente no cogumelo pode causar alteração duradoura de personalidade

Uma única dose do alucinógeno psilocibina, o princípio ativo dos chamados “cogumelos mágicos”, pode provocar uma mudança de personalidade permanente. A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Os pesquisadores descobriram que os usuários ficaram com o que as pessoas chamam de “mente mais aberta” após o uso da substância. A característica envolve aspectos como imaginação, senso estético, sentimentos e ideias abstratas. A mudança foi detectada em 60% dos 51 indivíduos que participaram do estudo.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Psychopharmacology.

Os participantes do estudo passaram por duas a cinco experiências com a substância, separadas por um intervalo de ao menos três semanas. Em cada sessão, os voluntários se deitavam em um sofá e usavam fones de ouvido e máscara nos olhos, a fim de evitar distrações.

A personalidade dos voluntários foi analisada por meio de questionários aplicados um ou dois meses após acada sessão e cerca de 14 meses após a última experiência. Griffiths acredita que a mudança na personalidade dos usuários deve ser permanente, já que foi observada após tanto tempo.

Griffiths ressalta que alguns dos voluntários declararam ter experimentado forte sensação de medo ou ansiedade em parte das sessões (o efeito alucinógeno chega a durar oito horas). Mas nenhum deles teve sintomas graves. De qualquer forma, ele avisa que esse efeito negativo pode ser mais intenso quando o alucinógeno é usado sem supervisão.

Outra questão apontada pelo pesquisador é que a mudança de personalidade foi verificada especialmente nos voluntários que relataram experiências místicas, ou seja, uma sensação de conexão com o todo, durante o uso da substância. Praticamente todos os participantes se consideravam espiritualmente ativos, mais da metade tinham diplomas de pós-graduação e todos podiam ser considerados psicologicamente saudáveis.

Griffiths acredita que a psilocibina pode ter utilidade terapêutica. Ele atualmente estuda a possibilidade de usar o alucinógeno para ajudar pacientes com câncer a lidar com a ansiedade e a depressão após o diagnóstico e fumantes a largar o vício.

Fonte UOL

Alimentos com zinco ajudam corpo a combater infecções

Mineral também é importante para os hormônios sexuais

Incluir o zinco na alimentação é fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico (que combate infecções no nosso corpo). O mineral é importante para o crescimento e também na produção dos hormônios sexuais, aumentando a libido.

Segundo estudos recentes, o zinco tem o mesmo grau de importância que o ferro e o cobre, uma vez que mais de 300 enzimas do nosso organismo dependem dele. Pessoas que ficam constantemente resfriadas podem estar com baixa quantidade de zinco no sangue.

O ideal, segundo os pesquisadores, é ter de 70 e 110 microgramas por decilitro. Uma pessoa com carência do mineral tem no sangue entre 60 e 80 microgramas de zinco. A ingestão diária recomendada é de 12 mg para mulheres e 15 mg para homens. Já as grávidas e lactantes precisam de uma quantidade maior, de 19 mg por dia.

A carência é sentida no corpo por meio de manchas brancas nas unhas, perda de apetite e alterações de olfato. A falta do mineral também compromete o crescimento, o desenvolvimento sexual, a cicatrização e a imunidade.

O zinco é encontrado na carne vermelha, cereais integrais, castanha do Pará, castanha do caju, nozes, amêndoas, feijão, grão de bico, ervilha e frutos do mar.

Fonte Agência Estado

Ministério da Saúde descobriu 500 médicos "fantasmas"

O Ministério da Saúde descobriu 500 médicos que já morreram e ainda estão nas bases de dados. De acordo com o jornal Público, alguns ainda têm receitas a ser emitidas em seu nome.

O caso foi descoberto porque a troika pediu ao Ministério da Saúde que cada médico passe a declarar a lista com todas as prescrições que tenha feito. Ao começar esta listagem, foram encontrados médicos que já tinham morrido e cujas vinhetas ainda estavam a ser utilizadas.

A Inspecção-geral das Finanças garante que quase metade dos gastos do Estado com a comparticipação de medicamentos pode ser irregular, num total de quase 1,2 milhões de euros.

No entanto, a Administração Central do Sistema de Saúde desvaloriza este episódio e diz que o índice de fraude detectado é inferior a 1%. A Polícia Judiciária já está a investigar estes casos.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

Entenda o Colesterol alto

Saiba mais sobre a doença

Colesterol
Ele caiu na boca do povo como uma gordura, mas quimicamente é um álcool. A confusão tem razão de ser: ele só consegue circular pelo corpo grudado em moléculas chamadas lipoproteínas, que podem ser de dois tipos LDL o famoso mau colesterol -- ou HDL, também chamado de bom, pois retira o excesso de LDL do sangue.

Como o colesterol provoca doenças?
Quando há muito colesterol no sangue, ele se acumula nas paredes das artérias, levando à aterosclerose. As artérias ficam mais estreitas e o fluxo sanguíneo para o coração é bloqueado ou reduzido.

O sangue carrega oxigênio para o coração e, se uma quantidade suficiente não consegue chegar lá, você pode ter dores no peito. Se o suprimento de sangue para uma parte do coração for totalmente bloqueado, a conseqüência é um ataque do coração.

Existem duas formas mais comuns de colesterol: LDL, ou mau colesterol, e HDL, ou bom colesterol. Enquanto o LDL tem baixos níveis protéicos, o HDL tem elevadas quantidades de proteínas. LDL é a principal causa de placas de coagulação nas artérias. Já o HDL trabalha para retirar o colesterol do sangue.

Triglicérides são outro tipo de gordura no sistema sanguíneo. Pesquisas recentes têm apontado que altos níveis de triglicérides também estão relacionados a doenças do coração.

Quais são os sintomas do colesterol alto?O colesterol alto por si só não leva a nenhum sintoma. Por isso muitas pessoas nem sabem que estão com o colesterol elevado. Portanto, é preciso descobrir qual o nível do seu colesterol. Se estiver alto, baixa-lo reduzirá o risco de desenvolver uma doença do coração.


Como analisar os resultados dos exames? Todo mundo acima de 20 anos deve medir o colesterol pelo menos a cada cinco anos.


Taxas ideais Os valores considerados ideais no sangue dependem dos fatores de risco:

Adultos saudáveis:
Colesterol total até 200 mg/dl
LDL menor que 160
HDL acima de 40 (mulheres devem ter essa taxa acima de 50)

Quem tem mais de dois fatores de risco (fumo, hipertensão, histórico familiar, obesidade):
LDL abaixo de 130
HDL acima de 45 (mulheres acima de 50)

Pessoas com doenças coronarianas ou diabetes:
LDL menor que 100
HDL maior que 45 (mulheres acima de 50) O que afeta os níveis de colesterol?
Muitos fatores aumentam o nível de colesterol:
Dieta: gordura saturada, trans e colesterol na comida aumentam os níveis de colesterol. Reduzir a quantidade de gordura saturada ou trans da dieta ajuda a diminuir o nível de colesterol.

Peso: além de ser um fator de risco para o coração, estar acima do peso também pode aumentar seu colesterol. Perder peso ajuda a reduzir o LDL, os níveis totais de colesterol, triglicérides e ainda eleva a quantidade de HDL.

Exercícios: a prática regular de exercícios reduz o LDL e aumenta o HDL. Tente se exercitar 30 minutos todos os dias.

Idade e sexo: conforme você envelhece, os níveis de colesterol sobem. Antes da menopausa, as mulheres tendem a ter níveis mais baixos de colesterol do que homens da mesma idade. Depois da menopausa, o colesterol da mulher sobe.

Hereditariedade: pode ser um problema familiar. Estado médico: Algumas doenças podem levar à elevação do colesterol. É o caso do hipotireodismo, doenças do fígado e do rim.

Medicamentos: alguns remédios, como esteróides e progesterona, podem elevar o mau colesterol e diminuir o bom.

Como tratar o colesterol alto?O principal objetivo ao reduzir o colesterol é baixar o nível de LDL e elevar o HDL. Para diminuir o colesterol, tenha uma dieta saudável, se exercite regularmente e mantenha um peso ideal. Algumas pessoas podem também precisar de medicação. Os médicos determinam o seu nível ideal de LDL a partir da sua propensão a ter doenças do coração.

Os maiores riscos são: idade (homens com 45 anos ou mais, mulheres com 55 anos ou mais), fumo, hipertensão, um HDL inferior a 40 mg/dl, histórico familiar de doenças do coração prematuras (homem parente de primeiro grau com menos de 55 anos e mulher parente de primeiro grau com menos de 65 anos)

Se você tiver de 0 a 1 fator de propensão, seu risco é de baixo a moderado. Geralmente, o estilo de vida é eficiente para manter o nível ideal de colesterol
Se você tiver 2 ou mais fatores, seu risco é moderado, dependendo do risco que você tem. Às vezes, seu médico irá pedir mudanças no seu estilo de vida, mas a maioria das pessoas acaba precisando também tomar remédios para baixar o colesterol ou elevar o nível de HDL
Se você já teve problema do coração, diabetes ou múltiplos fatores, você corre um alto risco. A maioria das pessoas desse grupo irá exigir uma combinação de remédios para baixar o colesterol, além de mudanças no estilo de vida.

Para reduzir o risco de ter uma doença do coração e mantê-lo baixo, é muito importante:

Controlar qualquer fator de risco que você tenha, como pressão alta e fumo
Seguir uma dieta com pouca gordura saturada e colesterol
Manter um peso ideal Praticar atividades físicas regularmente
Seguir a medicação prescrita por seu médico

Quais drogas são usadas para tratar o colesterol alto?
Remédios que baixam o colesterol:

Estatinas
Niacinas

Resinas ácidas da bile
Fibrates


Remédios para reduzir o colesterol são mais eficientes quando combinados com uma dieta de baixo colesterol e exercícios físicos.

EstatinasElas bloqueiam a produção de colesterol no fígado. Assim, baixam o LDL, o mau colesterol, e o triglicérides. Ainda têm um leve efeito na elevação do HDL, o bom colesterol. Essas drogas estão na linha de frente para o tratamento da maioria das pessoas com colesterol alto. Efeitos colaterais podem ser problemas intestinais, danos ao fígado, e em poucas pessoas, amolecimento ou enfraquecimento dos músculos.

Niacina É um complexo de vitamina B. É encontrado na alimentação, mas também está disponível à venda em altas doses. Ela baixa o colesterol LDL e eleva o HDL. Os principais efeitos colaterais são: ruborização, coceira e dor de cabeça. A aspirina pode reduzir muitos desses sintomas. Contudo, fale com seu médico antes. A niacina encontrada nos suplementos alimentares não deve ser usada para baixar o colesterol. Seu médico pode lhe indicar qual é o tipo mais adequado para seu caso.

Ácidos biliaresAgem no intestino, onde se unem à bile e evitam que ela seja reabsorvida pelo sistema circulatório. A bile é feita em larga escala de colesterol. Assim, essas drogas reduzem o suprimento de colesterol do corpo. Os principais efeitos colaterais são: constipação, gases e mal-estar no estômago.

Fibrates Baixam o nível de triglicérides e podem aumentar o HDL e baixar o LDL. O mecanismo de ação não é claro, mas acredita-se que os fibrates potencializam a quebra de partículas de triglicérides e diminuem a secreção de algumas proteínas. Além disso, induzem a síntese de HDL.

Quais são os efeitos colaterais dos remédios? São eles:

Dores musculares*
Função anormal do fígado
Reações alérgicas
Azia
Tontura
Dores abdominais
Constipação
Redução do desejo sexual

* Se você tiver dores musculares, consute urgentemente um médicohame seu médico.

Quais são as comidas e outras drogas que devo evitar enquanto estiver tomando remédios para baixar o colesterol?
Pergunte ao seu médico sobre a interação com outros remédios, incluindo ervas e vitaminas e o impacto deles na sua medicação para colesterol.

Fonte Minha Vida

Dieta contra o colesterol é variada e muito saborosa

Esqueça as receitas sem gosto e a monotonia na hora de comer

Mas nem que você siga à risca os horários e as doses dos remédios, sem controlar a alimentação, as taxas de colesterol jamais entram nos eixos. Mas o contrário até pode acontecer: há quem aprenda a montar pratos saudáveis e, desta forma, passe longe da farmácia. E se você acha que será preciso colar bilhetes e cartazes pela casa, separando o que pode ir para a mesa da lista vetada, relaxe os ombros. "A primeira medida é aumentar a quantidade de vegetais nas refeições e reduzir os alimentos de origem animal, onde o colesterol está presente", afirma a endocrinologista Léa Diamant, do Hospital Albert Einstein.

E antes que os espertinhos pensem em encher bandeja com porções de batata frita, a médica lembra que há outros tipos de gordura, como a poliinsaturada, que podem comprometer os níveis de colesterol sanguíneo. "Em pequenas doses, a gordura dos óleos vegetais é benéfica para a saúde, reduzindo a quantidade de triglicérides do sangue. Mas, em excesso, ela derruba os níveis de HDL (o colesterol bom), favorecendo a formação de placas nas artérias".

As escolhas certas, no entanto, são muito mais gostosas e fáceis do que você imagina. As nutricionistas Ana Carolina Elias de Almeida e Solange de Oliveira Saavedra, ambas do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) - 3ª Região, dão as dicas para quem deseja encampar uma batalha contra o colesterol alto e sair vencedor (sem, é claro, abrir mão de comer bem).

Queijos
Os queijos são produtos de origem animal e, por isso, trazem colesterol para o organismo. Os especialistas mais radicais limitam o consumo em uma fatia fina de queijo amarelo por dia, mesmo em pessoas saudáveis. Mas a ricota e o cottage, com menos teor de gordura, são integrantes de livre acesso nos pratos saudáveis. E não se engane com a mussarela de búfala, que é clarinha, mas contém doses altas de gordura se for comparada ao queijo branco. Na dúvida, olhe o rótulo antes de fazer sua escolha.

Linhaça
Badalada de uns tempos para cá, a semente de linhaça existe em dois tipos: a marrom e a dourada. A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está mais adaptada ao solo do nosso país e ao clima quente e úmido. A linhaça dourada cresce em climas mais frios, sendo geralmente importada do Canadá. Por estudos que vem sendo feitos, parece não existir diferenças significativas na quantidade de nutrientes entre um tipo e outro.

Proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ácidos graxos poliinsaturados (principalmente Ômega 3, importante para a prevenção de doenças cardiovasculares) fazem desta semente uma delícia bastante indicada para a sua dieta.

Moída ou triturada, a semente têm suas características potencializadas, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e não sofre digestão no trato gastrointestinal. Iogurtes, sucos, vitaminas, saladas e sopas ficam muito mais gostosas com a crocancia dos farelos de linhaça.

Óleos vegetais
Os óleos de soja, girassol, canola, milho, algodão e arroz não possuem colesterol, já que são produtos de origem vegetal. O mesmo vale para o azeite de oliva que, junto aos óleos, forma um time de alimentos ricos em gorduras insaturadas (mono e poliinsaturadas), sendo livres de colesterol e de gordura trans.

Os óleos vegetais são melhores para a cocção (aquecimento dos alimentos), pois toleram altas temperaturas e não queimam, ou seja, não saturam com facilidade. Quando isso acontece, formam-se radicais livres que aceleram o envelhecimento e as doenças degenerativas. Além disso, a gordura saturada prejudica o coração.

Já o azeite de oliva, por não tolerar altas temperaturas, deve ser utilizado em temperatura ambiente, acrescido na salada ou no final da cocção de um alimento ou prato. Ele reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL).

Oleaginosas
Nozes, castanhas, avelãs, amendoim e pistache, além de ser uma delícia, têm alto valor nutricional e concentram altas doses de gorduras insaturadas, que auxiliam no combate ao mau colesterol (LDL) e às doenças coronarianas. Só é preciso tomar cuidado com a quantidade de calorias destes petiscos: duas ou três unidades da sua favorita são suficientes. E, caso você tenha hipertensão, evite as versões salgadas.

Proteína vegetal, fibras, substâncias antioxidantes (como a vitamina E) e minerais (como o zinco e o selênio) fazem parte do pacote saúde das oleaginosas.

Legumes
Os legumes são alimentos de origem vegetal, portanto, não fornecem colesterol quando ingeridos na alimentação cotidiana. Devem compor o almoço e o jantar, fornecendo vitaminas, minerais e fibras (muito importantes para ajudar a manter baixo o nível de colesterol).

Os alimentos de origem vegetal (verduras, legumes, frutas, leguminosas e grãos) ainda são ricos em fitosteróis, uma espécie de primo vegetal do colesterol (até a estrutura química deles é parecida). Os fitosteróis diminuem os níveis de mau colesterol no sangue e, por isso, protegem o seu coração.

Ovos
Ele perdeu a pecha de vilão e pode ser consumido mesmo e você tem problemas com o controle do colesterol. O segredo está na moderação (principalmente da gema, que contém a gordura). A não ser que o médico recomende o contrário, substitua a carne vermelha ou frango por ovos duas vezes por semana, comendo uma unidade por vez.

Chocolate amargo
O leite e a manteiga de cacau acrescentam doses de gordura saturada na guloseima que provoca arrepios de desejo, principalmente nas mulheres. Mas o chocolate amargo pode fazer parte da sua dieta, porque é rico em flavonóides (substâncias que diminuem o LDL). Diariamente, inclua 30g do doce como sobremesa. Só não vale compensar: a porção de hoje não fica acumulada para amanhã, ou seu organismo não dá conta de aproveitar os benefícios.

Margarina
Como ela tem origem vegetal, não fornece colesterol para o seu organismo e deve ser privilegiada na dieta. Mas não perca a dose: em excesso, ela aumenta o LDL e diminui o colesterol bom. Procure produtos pobres em gordura saturada, ricos em gordura insaturada e sem gorduras do tipo trans. Mas use com moderação, pois as margarinas contêm muitas calorias.

Este colesterol pode
"Sem colesterol, não é possível viver, já que ele é um dos componentes básicos do sistema nervoso, das membranas celulares e ainda participa na formação de alguns hormônios, da vitamina D e da bile (produzida pelo fígado). Portanto, não devemos considerar o colesterol logo de cara como um vilão", diz a nutricionista Solange de Oliveira Saavedra. Veja abaixo a relação que ela faz, com alimentos de origem animal de passe livre:

1. Peixes (magros)

2. Peito de frango sem pele

3. Carnes magras grelhadas ou assadas

4. Queijos brancos

Só se o desejo for grande demais
A não ser que você esteja passando mal de tanta vontade, evite comer:
Queijos amarelos, fígado, carnes gordas, frituras, maionese, embutidos (linguiça, salsicha, salame, presunto e mortadela), sorvetes à base de leite e gordura trans, leite de coco, azeite de dendê e manteiga de cacau.

Fonte Minha Vida

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por Adriane Zimerer
 
Fonte Minha Vida

Humor: Anestesista

Exames pré-nupciais devem ser realizados antes do casamento

Mesmo aqueles que têm vida sexual ativa devem consultar o médico

Hoje em dia a maioria dos casais já tem vida sexual ativa antes do casamento, mas nem por isso os exames antes do matrimonio saíram de moda, porque o casamento é um projeto de vida e com ele vem o sonho de filhos e de uma longa vida juntos. Então é importante saber se você e seu companheiro estão bem de saúde para que isso não se torne um problema no futuro.

A avaliação inclui não apenas exames de sangue, urina e imagem, mas também orientações para esclarecer dúvidas que os noivos possam ter. Assim, fica mais seguro começar essa nova etapa da vida de maneira saudável e tranquila.

Mas é importante salientar que toda essa avaliação deve ser individualizada e muitas vezes os exames irão variar de pessoa para pessoa, de casal para casal, de acordo com o histórico pessoal e familiar de cada um. É exatamente por isso que o mais importante é passar em consulta médica.

Exames para o casal
Tanto o homem como a mulher deve colher exames de sangue para avaliar doenças infecciosas sexualmente transmissíveis, como hepatite B e C, sífilis, AIDS, e outras doenças como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus que podem ser prejudiciais se contraídas durante a gestação para o bebê.

Além disso, é preciso fazer o exame de tipagem sanguínea, dosagem do açúcar no sangue para detecção de diabetes, hemograma completo para ver uma possível anemia, colesterol e dosagens hormonais para avaliar a função ovariana e a ovulação em alguns casos podem ser indicadas.

Os casais que não pretendem engravidar imediatamente devem discutir o uso do preservativo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Essa questão lida com aspectos relacionados à confiança e respeito mútuo do casal e deverá ser discutido por cada casal. Mas é função da médica ginecologista sugerir o uso e alertar sobre os riscos das DST.

O chamado aconselhamento genético, que é um acompanhamento pelo geneticista com uma equipe multidisciplinar é importantíssimo para casais principalmente se a mulher tem mais de 35 anos e/ ou se na família há história de familiares que nasceram com síndrome de Down, defeitos de tubo neural entre outras. Se o casamento é entre primos, se existem familiares com deficiências intelectuais, defeitos congênitos, entre outras situações, o aconselhamento genético pode ser indicado.

Mulheres
A avaliação pré-nupcial inclui uma consulta com sua ginecologista e, quem sabe, futura obstetra. Ela fará uma avaliação através da história clínica da noiva, buscando prováveis fatores de risco para uma gestação como hipertensão arterial, diabetes, problemas de tireoide. Além disso, uma ginecologista pode encontrar outros problemas de saúde e, se achar necessário, encaminhar para outro especialista.

Também nesse momento, aproveitamos para discutir quando e se o casal pretende engravidar. Esse aspecto é importante para fornecer orientação sobre métodos anticoncepcionais ou orientações pré-natais, como o uso de ácido fólico para prevenir má formação do tubo neural do bebê e o esclarecimento sobre os fatores de risco na gravidez (tabagismo e histórico de trombose).

No caso, principalmente de mulheres virgens, é importante tirar dúvidas sobre a relação sexual em si, para que ela possa aproveitar o máximo possível a noite de núpcias.

Além disso, orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis devem ser dadas. Explicação sobre que cada uma delas pode causar, como é feita a prevenção e quais os sintomas podem ser um sinal de alerta são importantes para quem ainda não teve relações sexuais.

A prevenção do câncer de colo do útero através do exame de Papanicolau deverá ser realizada nas pacientes que não são virgens, além de uma ultrassonografia transvaginal. Para as virgens pode ser realizada a ultrassonografia pélvica por via abdominal. Esse exame é capaz de avaliar o útero e os ovários, mostrando informações sobre possíveis cistos nos ovários ou miomas que podem atrapalhar uma futura gravidez. As pacientes virgens devem, depois de iniciada a vida sexual, retornar ao ginecologista para realizar o exame Papanicolau.

Os testes de fertilidade podem ser realizados em mulheres com mais de 35 anos, porque com a idade a fertilidade da mulher diminui. Deve também ser realizado naquelas que já sabem que tem doenças que podem causar infertilidade como a endometriose por exemplo.

Homens
No caso do homem, os exames de sangue são os mesmos da mulher, acrescidos de um espermograma. Esse exame é muito importante, já que é por meio dele que é possível saber se o homem é fértil ou não.

Essa avaliação é fundamental para cuidar precocemente de problemas que possam atrapalhar o relacionamento do casal e as chances de se obter gravidez de uma maneira tranquila, saudável e planejada.

Em resumo, quando se está planejamento o casamento, deve fazer parte da programação uma visita à médica. E eu também costumo orientar minhas pacientes, futuras esposas, que também procurem um dentista para uma avaliação pré-nupcial.

Fonte Minha Vida

Alzheimer leva cuidador de paciente e deixar emprego

Pesquisa mostra que até 30% dos familiares de quem tem a doença param de trabalhar

Muitos familiares de pacientes com Alzheimer dividem suas vidas em antes e depois do diagnóstico. Além de assistir à pessoa querida perder aos poucos sua identidade, é preciso aprender a conviver com os sintomas e assumir, progressivamente, as funções antes desempenhadas pelo doente. A sobrecarga, não raro, afeta a saúde e as relações profissionais e afetivas dos cuidadores.

Pesquisa realizada pelo instituto TNS Research International, a pedido da farmacêutica Novartis, mostrou que 78% dos cuidadores familiares tiveram de reduzir a carga de trabalho, sendo que 30% precisaram parar de trabalhar. Em média, os 300 cuidadores não profissionais entrevistados disseram dedicar mais de 8 horas diárias ao doente.

O psicólogo Denny Malouf, de 34 anos, tinha acabado de se formar quando descobriu que a mãe tinha Alzheimer, em 2003.

- Meus irmãos moravam fora e meu pai ficou doente em seguida. Adiei planos profissionais e de casamento para cuidar dela.

Malouf assumiu a organização da casa, o controle das finanças e dos cuidados médicos. Hoje, embora conte com a ajuda da família e de uma cuidadora, ainda reserva dois dias da semana só para resolver os assuntos da mãe.

Estudos mostram uma relação direta entre o tempo dedicado ao portador de demência e a incidência de um transtorno batizado de estresse do cuidador. A única forma de preservar a saúde, portanto, é criar uma rede de apoio que permita a divisão de tarefas.

Em países como Inglaterra, Canadá e Alemanha, esse suporte já é bem estruturado, conta a professora de gerontologia Ursula Karsch, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Há, por exemplo, lavanderias e cozinhas comunitárias para aliviar as tarefas domésticas. Existe também uma espécie de hospital-dia, com transporte custeado pelo governo, onde o paciente pode passar algumas horas fazendo atividades, enquanto o cuidador aproveita o tempo livre.

- No Brasil ainda não se leva a sério esse problema, que tende a se tornar cada vez maior por causa do envelhecimento da população.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte R7

Decisão: Para STJ, chefe de equipe não responde solidariamente por erro de anestesista

Responsabilização de chefe só acontecerá quando causador de dano for subordinado a ele

A 2ª Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o chefe de equipe médica não responde solidariamente por erro médico cometido pelo anestesista que participou do procedimento cirúrgico. Entretanto, os ministros consideraram que a clínica médica, de propriedade do cirurgião-chefe, responde de forma objetiva e solidária pelos danos decorrentes do defeito no serviço prestado.

Segundo a decisão, tomada por maioria de votos, somente caberá a responsabilização solidária do chefe da equipe médica quando o causador do dano atuar na condição de subordinado, sob seu comando.

Um casal entrou com ação de reparação de danos materiais e compensação de danos morais contra o médico Roberto Debs Bicudo e a Clínica de Cirurgia Plástica Debs Ltda., informando que a esposa se submeteu a uma cirurgia estética na clínica, que conduziu o procedimento. Durante a cirurgia, a paciente sofreu parada cardiorespiratória que deu causa a graves danos cerebrais.

O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por maioria, manteve a sentença. "A responsabilidade civil do médico, na qualidade de profissional liberal, será apurada mediante verificação de culpa. Não se configurando defeito no serviço prestado pela clínica, não surge para esta o dever de indenizar. A ausência do nexo de causalidade afasta a responsabilização solidária", decidiu o TJ.

No STJ, a defesa do casal sustentou haver a responsabilidade solidária do chefe da equipe cirúrgica e da clínica pelo dano causado pelo anestesista. A 4ª Turma do Tribunal, por maioria, acolheu o entendimento. "Restou incontroverso que o anestesista, escolhido pelo chefe da equipe, agiu com culpa, gerando danos irreversíveis à autora, motivo pelo qual não há como afastar a responsabilidade solidária do cirurgião chefe, a quem estava o anestesista diretamente subordinado", afirmou a decisão.

Os réus recorreram pedindo o não reconhecimento da existência de solidariedade entre o anestesista e o cirurgião chefe da equipe e entre o anestesista e a clínica, com a qual não mantinha vínculo trabalhista.

Em seu voto apresentado na 2ª Seção, a relatora, ministra Nancy Andrighi, reconheceu que a clínica e o chefe da equipe podem vir a responder, solidariamente, pelo erro médico cometido pelo anestesista que participou da cirurgia.

Segundo a ministra, uma vez caracterizado o trabalho de equipe, deve ser reconhecida a subordinação dos profissionais de saúde que participam do procedimento cirúrgico em si, em relação ao qual a anestesia é indispensável, configurando-se verdadeira cadeia de fornecimento do serviço, nos termos do artigo 34, c/c artigo 14, ambos do Código de Defesa do Consumidor.

"Esta Corte Superior, analisando hipótese de prestação de assistência médica por meio de profissionais indicados, reconheceu a existência de uma cadeia de fornecimento entre o plano de saúde e o médico credenciado, afastando qualquer exceção ao sistema de solidariedade", disse a ministra em seu voto.

Os ministros Massami Uyeda, Luis Felipe Salomão e Paulo de Tarso Sanseverino votaram com a relatora. Entretanto, os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti, Antônio Carlos Ferreira, Villas Boas Cueva e Marco Buzzi divergiram parcialmente da relatora.

O ministro Raul Araújo, relator para acórdão, entendeu que deve prevalecer a tese de que, se o dano decorre exclusivamente de ato praticado por profissional que, embora participante da equipe médica, atua autonomamente em relação aos demais membros, sua responsabilidade deve ser apurada de forma individualizada, excluindo-se aí a responsabilidade do cirurgião-chefe.

"Em razão da moderna ciência médica, a operação cirúrgica não pode ser concebida apenas em seu aspecto unitário, mormente porque há múltiplas especialidades na medicina. Nesse contexto, considero que somente caberá a responsabilização solidária do chefe da equipe médica quando o causador do dano atuar na condição de subordinado, sob seu comando. Se este, por outro lado, atuar como profissional autônomo, no âmbito de sua especialidade médica, deverá ser responsabilizado individualmente pelo evento que deu causa", afirmou o ministro Raul Araújo.

Fonte R7

Da caminhada à corrida: saiba como potencializar o exercício e evoluir no seu treino diário

Para evoluir com segurança, vale lembrar que é preciso estar com os exames médicos em dia e procurar um profissional de educação física


Para quem quer fugir do sedentarismo, não importando a idade, o melhor é caminhar. Além de ser uma excelente forma de exercitar o corpo todo, basta um bom tênis e disposição. Se você pretende correr, mais um motivo para iniciar com este exercício, respeitando sempre seus limites. O ideal é aumentar a quilometragem e a velocidade gradualmente. Uma caminhada vigorosa oferece mais vantagens se comparada com uma corrida muito lenta. Para evoluir com segurança, vale lembrar que é preciso estar com os exames médicos em dia e procurar um profissional de educação física.

1) Força!
Para manter o ritmo, é preciso estar fazendo força o tempo todo. Nada que faça lembrar o estilo passeio no shopping". Uma caminhada com intensidade moderada a intensa é considerada ideal para quem quer emagrecer, ganhar fôlego e afastar o risco de doenças como diabetes, hipertensão e vários tipos de câncer. Especialistas recomendam manter um ritmo variável entre 6,5 e 7,2 km/h para estimular um maior gasto calórico e fortalecer o sistema cardiorrespiratório. Para se ter uma ideia, em uma hora, uma pessoa de 68 kg pode queimar 300 calorias.

Há duas formas de perceber esse esforço mais intenso: pela conversação e pelo suor. Em um ritmo leve, conversamos normalmente e o suor fica restrito ao rosto e à cabeça. No moderado, precisamos tomar ar para completar uma frase e o suor começa a surgir no tronco. Em ritmo forte, apenas conseguimos soltar uma ou outra palavra, e o suor passa a aparecer também nas pernas.

Outra vantagem de apertar o passo é desenvolver sua noção espacial e coordenação motora, além da agilidade e reflexo. Desviar de buracos, carros, pessoas e outros obstáculos deixa você alerta e com o raciocínio rápido. Pode não parecer, mas a caminhada também exercita seu cérebro.

2) Vá com calma
O estágio da caminhada é fundamental para a adaptação e o fortalecimento muscular, com menor risco de lesões, em função das diferenças biomecânicas da passada e do menor impacto, como explica o educador físico Marcos Paulo Reis. Segundo ele, na caminhada, não há a fase de voo: a passada é mais curta, o pé mantém contato com o solo maior e mais frequente do que na corrida, além de flexionarmos mais o tornozelo. Embora o impacto seja menor, o tempo de contração muscular é maior, além de a musculatura da perna ser mais solicitada, principalmente o tibial anterior, na canela. O tempo de adaptação na planilha dependerá das características e do nível de condicionamento.

3) Evolua sempre
Se você pensa em obter os melhores resultados da caminhada e evoluir até o estágio da corrida naturalmente, tenha em mente que é preciso estabelecer metas: no mínimo, o exercício deve ser feito três vezes por semana, durante uma hora, conforme determinação do American College of Sports Medicine. Segundo o especialista em fisiologia do esporte Alexandre Solano, traçar objetivos é fundamental.

— A caminhada pode ser considerada uma preparação para a corrida. Aos poucos, com uma programação, é possível sair do sedentarismo. A regularidade evolução constante fazem toda a diferença — ressalta Solano.

Da caminhada à corrida em 12 semanas:

1ª semana: caminhe por 30 minutos.

2ª semana: caminhe de 30 a 40 minutos.

3ª semana: caminhe de 40 a 45 minutos.

4ª semana: caminhe de 50 a 60 minutos.

5ª semana: caminhe 10 minutos e trote dois minutos alternadamente até completar 36 minutos.

6ª semana: caminhe 10 minutos e trote quatro minutos alternadamente até completar 42 minutos.

7ª semana: caminhe 10 minutos e trote seis minutos alternadamente até completar 48 minutos.

8ª semana: caminhe 10 minutos e trote oito minutos alternadamente até completar 54 minutos.

9ª semana: caminhe sete minutos e trote cinco minutos alternadamente até completar 36 minutos.

10ª semana: caminhe sete minutos e trote sete minutos alternadamente até completar 42 minutos.

11ª semana: caminhe cinco minutos e trote oito minutos alternadamente até completar 52 minutos.

12ª Semana: caminhe cinco minutos e trote seis minutos alternadamente até completar 60 minutos.

Dica para evoluir
Caminhe 1.600 metros o mais rápido possível e marque o tempo e a frequência cardíaca em 15 segundos, e multiplique o valor por quatro. Repita o teste uma vez por mês. O tempo e a frequência cardíaca deverão ser menores se houver evolução.


Fonte Zero Hora