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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dor de cabeça e até cãibra podem incomodar nos dias de calor intenso

O uso de roupas confortáveis e leves, a ingestão de líquidos
 frequente e banhos frios podem reduzir o sintoma de cansaço
Entenda como o organismo reage a altas temperaturas e evite transtornos

O tempo ensolarado é motivo de animação para muita gente, mas o calor intenso pode ser sinônimo de moleza, dores e mau-humor. Mas antes de ser uma questão de gosto, dias muito quentes podem sim interferir no funcionamento do organismo, causando uma série de sintomas.

"A principal mudança do corpo e que pode ser a precursora de todas as alterações é a desidratação", afirma o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Conheça os sintomas mais comuns nos dias de calor excessivo e veja como evitar essas mudanças:

Dores de cabeça
Segundo o fisioterapeuta Felipe, sentir dor de cabeça no verão ou dias de calor é um sinal de que o corpo está exposto a altas temperaturas de forma exagerada. "A dor acontece porque o organismo fica sobrecarregado na intenção de manter a temperatura do corpo estável", diz. A melhor forma de evitar essa situação é resfriar o corpo, ingerindo bastante líquido (água ou suco de frutas) e tomando um banho de morno para frio. "Se a dor persistir por longos períodos, o ideal é procurar um serviço médico."

Queda na pressão
"O aumento da temperatura leva a uma maior dilatação do sistema circulatório, e essa dilatação diminui a pressão dos vasos sanguíneos", explica Felipe Carmona. Por conta disso, é comum pessoas mais sensíveis ao calor se sentirem cansadas ou indispostas. O especialista afirma que a melhor maneira de evitar isso é aumentar a ingestão de líquidos e alimentar-se corretamente, de preferência com alimentos ricos em água, como fruta e legumes.  

Transpiração em excesso
Atire a primeira pedra quem não sofre com o suor nos dias quentes. "Para que nosso corpo mantenha sua temperatura normal mesmo no calor, ele aumenta a produção de líquidos secretados pelas glândulas sudoríparas", diz o fisioterapeuta especializado em fisiologia Felipe Gambetta Carmona, do Hospital Albert Einstein. Junto do suor, nossa pele também produz mais oleosidade, graças às glândulas sebáceas.

Segundo o especialista, o suor e o sebo por si não trazem nenhum malefício, desde que a pele e roupas estejam sempre higienizadas - para não acumular bactérias causadoras do mau cheiro. A higiene das axilas para afastar os micro-organismos é essencial.

Durante o banho, higienize as axilas e seque bem antes de passar o desodorante. Repasse o produto durante o dia quantas vezes sentir necessidade. Nos dias de muito calor, prefira vestir peças de algodão. Os tecidos sintéticos, como o elastano e a elanca, retêm o suor, abafam a pele e favorecem a transpiração. Durante o dia, privilegie roupas de cores claras e que não apertem as axilas. Outro ponto é manter o corpo hidratado para repor o líquido que é perdido com o suor.

Menos idas ao banheiro
Se você notou que no calor costuma ter menos vontade de fazer xixi, saiba que é normal. Isso acontece porque a produção de urina diminui nas estações mais quentes, pois grande parte dos líquidos é eliminada pelo suor. "O corpo precisa manter a temperatura no calor, e o suor tem essa função, diferente da urina, que apenas elimina as toxinas do corpo", diz o fisiologista do esporte Daniel Portella, da Secretaria de Esportes de São Caetano do Sul. Mesmo assim não deixe de consumir bastante líquido ao logo do dia para evitar uma desidratação.

Cãibras
Outro drama que pode ser mais recorrente no calor é a cãibra. O fisioterapeuta Felipe explica que a relação direta entre calor e o aparecimento de cãibras não é bem determinada, mas uma das explicações é a desidratação. "Como sabemos, no calor aumentamos a produção de suor e perdemos mais líquidos e sais minerais, o que pode aumentar o aparecimento das cãibras", afirma. "Exercícios de alongamento e uma boa hidratação podem evitar o aparecimento das dores."

Cansaço
No esforço para manter a temperatura corporal, o organismo aumenta a frequência cardíaca e a circulação periférica (veias logo abaixo da epiderme), o que leva a um gasto maior de energia, podendo causar a sensação de cansaço principalmente após o esforço físico. "Entretanto, o cansaço pode ser um sintoma de insolação, que está relacionada à exposição prolongada ao sol e pode causar sérios prejuízos ao corpo", alerta Felipe Carmona. O uso de roupas confortáveis e leves, a ingestão de líquidos frequente e banhos frios podem reduzir esse sintoma.
 
Inchaço
O edema ou inchaço pode acontecer em dias muito quentes como uma resposta ao aumento do fluxo sanguíneo, principalmente nas extremidades do corpo - como mãos, pernas e pés - e pela queda da pressão arterial. "Esses fatores aumentam a concentração de líquido nessas áreas do corpo, devido a dificuldade do retorno venoso", diz o fisioterapeuta e fisiologista Felipe.
 
Exercícios metabólicos (de movimentação dos membros superiores e inferiores), e alongamento são uma ótima opção para evitar o inchaço. "Em casos mais extremos, o uso de meias compressivas também são uma opção, mas com a orientação de um médico." 
 
Minha Vida 

Unha encravada inflamada: ir ao médico no início dos sintomas evita cirurgia

A inflamação só ocorre quando a pele do dedo começa a ser machucada pelas unhas, por isso pode ser prevenida
 
Por Dra. Tatiana Gabbi
 
A unha encravada ocorre quando a unha entra em conflito com a pele ao redor e isso geralmente é seguido de uma inflamação do local, gerando vermelhidão e dor. Conforme esse processo avança, pode haver inchaço e formação de pus, com sangramento e dificuldade de calçar os sapatos habituais e até mesmo problemas para andar e praticar exercícios físicos. 
 
Por que isso ocorre?
Há uma série de explicações de por que uma unha encrava, desde problemas constitucionais e genéticos, até traumas agudos. No entanto, a causa mais comum é, sem dúvida, o corte errado das unhas dos pés, com arredondamento dos cantinhos. Isso é uma condição necessária e muitas vezes suficiente para que a unha se torne encravada. Isso significa que, a partir deste momento, a unha, que nasce mais próxima à lateral do dedo, pode começar a machucar a pele dessa região.
 
Esse pequeno trauma leva à inflamação, porque a unha é interpretada pelo organismo como um objeto estranho e o corpo começa a criar ?defesa? contra aquilo que está agredindo a pele. Neste momento, em geral, as pessoas cutucam o local, na tentativa de aliviar a dor. É assim que da inflamação pode surgir uma infecção verdadeira. Outra causa de infecção é a higiene precária do local, que é mal feita devido à dor. 
 
Uma unha inflamada precisa, em geral, de tratamento com antibióticos e com antissépticos. É muito importante procurar um médico dermatologista, se esse for o seu caso. Os podólogos pouco podem ajudar quando já existe uma inflamação com possível infecção no local. É o médico que vai avaliar se o tratamento pode ser feito com medidas conservadoras, ou seja: procedimentos de alívio e tratamento clínico, com medicações orais e locais; ou se será necessária uma intervenção cirúrgica.
 
Muitas vezes tratamos primeiro a inflamação, para depois resolver o encravamento. Uma das formas de tratar a inflamação, conforme já foi explicado anteriormente, é com o uso de antibióticos, mas procedimentos de alívio também podem ser realizados neste momento. Caso isso não se mostre eficaz, podemos tentar o procedimento cirúrgico na unha inflamada.                             
 
Há diversos procedimentos cirúrgicos que podem ser realizados para a correção deste problema. Temos que avaliar uma série de fatores, entre eles se já foi feita uma cirurgia previamente, pois isso talvez mude a conduta cirúrgica. O procedimento mais realizado é a cantotomia com fenolização da matriz ou a cantotomia com matricectomia cirúrgica. Isso significa cortar o canto da unha e destruir a matriz ou ?fábrica da unha? através de um produto químico (o fenol) ou remover cirurgicamente também essa região. No primeiro caso, o paciente não recebe pontos, sendo que eles estão presentes no segundo caso. Quem decide a melhor técnica para cada caso é o especialista, levando em conta vários fatores individuais e técnicos. 
 
Se ao cortar a sua unha, você geralmente sente um pouco de dor, procure um médico dermatologista para orientá-lo antes que você evolua com inflamação. O maior erro das pessoas é postergar essa ida ao médico com medo de ter que fazer uma cirurgia. Nos casos agudos e não recorrentes raramente indica-se a cirurgia e é feito o tratamento conservador. Ao evitar o contato com o médico devido a esse receio é que muitas pessoas acabam evoluindo com complicações que vão ter que ser resolvidas cirurgicamente.
 
Outra recomendação importante é a forma de cortar as unhas corretamente. Elas devem ser cortadas após o banho, quando ainda estão úmidas e de forma quadrada ou reta, sem arredondamento dos cantos. O uso de sapatos pontiagudos, sobretudo quando causam dor nas unhas, é desaconselhado. 
 
Minha Vida

Estudo alerta para aumento de câncer de cólon entre jovens

Foto: Divulgação
Câncer de cólon pode aumentar entre jovens
Casos envolvendo pessoas de até 34 anos podem quase dobrar nos próximos 15 anos
 
Os casos de câncer de cólon em pessoas de até 34 anos podem quase dobrar nos próximos 15 anos, trazendo novas preocupações sobre as formas de combater um dos tipos de câncer mais comuns e mortais, afirmaram cientistas nesta quarta-feira (6).
 
O aumento na incidência entre a população mais jovem, atribuída ao estilo de vida, contraria o declínio de longo prazo nos casos de câncer de cólon em pacientes com mais de 50.
 
O declínio se deveu, amplamente, a exames mais estritos e à realização regular de colonoscopias. O crescimento projetado nos jovens se baseou em alimentação pouco sadia e em outros fatores relacionados com o estilo de vida, destacou a revista Surgery, da Associação Médica Americana.
 
Até 2030, mais de um em cada dez cânceres de cólon e quase um em quatro cânceres de reto serão diagnosticados em pacientes com menos de 50 anos, destacou o estudo, realizado por cientistas da Universidade do Texas.
 
O aumento projetado se baseou em fatores como obesidade, sedentarismo e na adoção da dieta ocidental, que poderia aumentar os riscos "exponencialmente", destacou um dos cientistas.
 
"Estaremos observando o impacto real em potencial do câncer colo-retal entre pessoas jovens se nenhuma mudança for feita na educação pública e nos esforços de prevenção", afirmou o principal pesquisador, George Chang.
 
Quase 137 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de cólon nos Estados Unidos até o final deste ano e mais de 50 mil morrerão da doença, segundo estatísticas publicadas no artigo.
 
O câncer de cólon é o terceiro tipo mais comum de câncer entre homens e mulheres e é a terceira principal causa de morte por câncer. O estudo se baseou em um registro que incluiu mais de 393 mil pacientes com cânceres de cólon confirmados entre 1975 e 2010.
 
Terra

Pesquisa: maioria dos cocainômanos tem problema cardíaco, mas não sintomas

Ao todo, 71% das pessoas que consomem cocaína possuem algum tipo de afetação leve no coração, embora não apresentem sintomas, uma anomalia que caso se agrave pode provocar infarto ou morte súbita e que poderia ser revertida deixando de consumir a droga
 
Essas conclusões fazem parte de um estudo apresentado nesta quinta-feira em Valência, que conseguiu quantificar a magnitude do efeito que o consumo de cocaína produz no sistema cardiovascular e detectá-lo em pacientes assintomáticos por meio de técnicas de imagem. A pesquisa foi feita em 94 pessoas, sendo 81 homens, com a participação do Eresa Grupo Médico, três hospitais valencianos e um de Londres.
 
O resultado foi publicado na revista científica "Journal of Cardiovascular Magnetic Resonance", e é a primeira pesquisa destas características que analisa de forma global todas as cavidades do coração e a aorta em pacientes assintomáticos.
 
A cardiologista Alicia Maceira, coordenadora da Unidade de Imagem Cardíaca do Eresa, afirmou à Agencia EFE que os dados preliminares são "promissores", já que, ao deixar de consumir cocaína na fase inicial da doença, "é possível reverte o dano miocárdico e normalizar a função do coração".
 
Após utilizar uma técnica de imagem de cardio-ressonância magnética, se estudou o tamanho e a função do coração das pessoas que participaram da pesquisa e se pôde detectar danos leves localizados no miocárdio de 71% delas.
 
Uma segunda fase do estudo tentará determinar quais são os fatores que condicionam a afetação cardíaca nos usuários de cocaína, que fatores de consumo (via, dose ou anos de ingestão) influem em sua aparição ou se a doença é reversível quando deixam de consumir a droga e têm um manejo cardiológico adequado.
 
Em uma terceira fase, o objetivo é estudar por meio de coronariografia não-invasiva (CTC) o efeito do consumo de cocaína nas coronárias de pessoas viciadas não fumantes, viciadas fumantes e fumantes não consumidores de cocaína.
 
O perfil do paciente estudado é o de pessoas que foram a alguma Unidade de Conduta Adictiva (UCA) de Valência buscando acabar com sua dependência à cocaína. Segundo Alicia Maceira, o objetivo do estudo é alertar às pessoas que querem deixar de consumir cocaína a que procurem um cardiologista, embora estejam assintomáticas.
 
Efe / Terra

Um preservativo gigante em Sydney para promover a luta contra Aids

Um preservativo gigante e da cor rosa foi colocado nesta sexta-feira em um obelisco de Sydney como parte de uma campanha de sensibilização de combate à Aids
 
O preservativo de 18 metros de altura foi colocado no obelisco em Hyde Park, centro da cidade.
 
Nicholas Parkhill, do AIDS Council of New South Wales (ACON), diretor da campanha, recordou que, apesar de existirem novos medicamentos para combater o HIV, o vírus da Aids, o uso de preservativos continua sendo fundamental para combater esta doença, em particular entre os homens homossexuais.
 
Wendy Francis, da organização Australian Christian Lobby, um grupo cristão, por sua vez, lamentou a exibição da camisinha em um local inadequado e aberto a crianças.
 
Em 2013, foram diagnosticados na Austrália 1.235 novos casos de HIV, o número mais elevado dos últimos 20 anos.
 
AFP / Terra

Descoberta coloca cientistas no caminho para o primeiro transplante de células-tronco em pacientes com Parkinson

Pesquisadores na Suécia consideram estudo em ratos um ‘enorme avanço’
 
Lund, Suécia - As células-tronco podem ser usadas para curar os danos no cérebro causados pela doença de Parkinson, de acordo com cientistas na Suécia. Eles disseram que o estudo em ratos anunciou um “enorme avanço” para o desenvolvimento de tratamentos eficazes. Não existe cura para a doença, mas a medicação e a estimulação do cérebro podem aliviar os sintomas. O grupo de caridade de Parkinson do Reino Unido disse, no entanto, que havia muitas questões ainda a serem respondidas antes que testes em humanos pudessem prosseguir.
 
A doença é causada pela perda de células nervosas do cérebro que produzem dopamina, o que ajuda a controlar o estado de espírito e o movimento. Para simular o Parkinson, pesquisadores da Universidade de Lund mataram neurônios produtores de dopamina em um lado do cérebro dos ratos.
 
Eles, então, converteram células-tronco embrionárias humanas em neurônios que produzem dopamina. Estes foram injetados em cérebros dos ratos, e os pesquisadores encontraram evidências de que o dano foi revertido.
 
Não houve ensaios clínicos humanos de neurônios com células-tronco derivadas, mas os pesquisadores disseram que poderiam estar prontos para testes em 2017.
 
- É um grande avanço no campo [e] um trampolim para ensaios clínicos - afirmou Malin Parmar, professor de neurobiologia do desenvolvimento e regenerativa.
 
Um método semelhante foi tentado em um número limitado de pacientes. Tratava-se de pegar o tecido cerebral de vários fetos abortados para curar o cérebro.
 
Usar células estaminais embrionárias pode ser preferível, uma vez que é mais fácil conseguir obter grandes números de células necessárias para o transplante ao crescê-las em laboratório.

Além disso, abre-se a possibilidade de utilização de fontes menos carregadas de células estaminais, tais como aquelas feitas a partir de tecido adulto.
 
- Esta pesquisa importante é um passo fundamental no caminho para nos ajudar a entender como as células-tronco pode moldar futuros tratamentos de Parkinson - colocou o diretor de pesquisa e desenvolvimento do grupo do Reino Unido, Arthur Roach. - Há vantagens potenciais importantes destas células sobre as células derivadas dos anexos fetais utilizadas no outro trabalho de transplante de células.
 
O Globo

Campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo começa neste sábado

Foto: Alexandro Auler / Agência O Globo
Campanha segue até o dia 28 de novembro
Expectativa do governo é de imunizar mais de 12,7 milhões de crianças em todo o país

A Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e paralisia infantil, realizada pelo Ministério da Saúde, começa neste sábado e vai até o dia 28 de novembro. Além deste sábado, no dia 22 os postos de todo país ficarão abertos para intensificar a campanha, já que são os dias de mobilização nacional.
 
A vacina contra poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, tem como população-alvo crianças a partir de 6 meses até 5 anos incompletos. A expectativa do governo é vacinar mais de 12,7 milhões de crianças em todo o país. Um total de 17,8 milhões de doses orais serão distribuídas. No entanto, o ministério recomenda a vacina injetável para as crianças acima de 6 meses que estão com o esquema de vacinação atrasado.

Já para o sarampo, a faixa etária do público-alvo é a partir de 1 ano até 5 anos incompletos. A estimativa é vacinar 10,9 milhões de crianças e, para isso, serão distribuídas 12,5 milhões de doses da vacina tríplice viral, que imuniza também contra a caxumba e a rubéola. A campanha é realizada a cada cinco anos e foi antecipada este ano no Ceará e em Pernambuco devido a casos registrados em ambos os estados em 2013 e 2014.

Os sintomas mais comuns do sarampo são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. Já a poliomielite causa lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.

O Globo

Teste em macacos controla toxina do mal de Alzheimer

Em um teste com macacos, uma nova terapia que usa anticorpos moléculas do sistema imune obteve bom resultado em combater a beta-amiloide, a proteína que causa o mal de Alzheimer quando se acumula no cérebro
 
A nova técnica, desenvolvida pela Genentech, empresa de biotecnologia incorporada pelo laboratório Roche, solucionou um dos principais obstáculos no desenvolvimento de drogas contra essa doença, caracterizada pela perda de neurônios e por problemas de memória.
 
Em tubos de ensaio, outros medicamentos já haviam se mostrado eficazes contra a beta-amiloide, mas é difícil fazer com que uma substância injetada no sangue chegue até os neurônios que deve tratar. Para tal, é preciso cruzar a chamada barreira hematoencefálica, que protege neurônios de toxinas do sangue. Quando se trata de moléculas grandes, só aquelas com um tipo de “chave” química conseguem fazê-lo.
 
No trabalho desenvolvido pela Genentech, o grupo do neurocientista Ryan Watts desenvolveu um anticorpo híbrido, que possui dois braços, com diferentes funções. Um deles tem a tarefa de agarrar a proteína transferrina uma dessas “chaves” que abrem a barreira hematoencefálica.
 
O outro braço do anticorpo é o medicamento propriamente dito, que atua contra o acúmulo da beta-amiloide.
 
Força ideal
Para desenvolver a técnica, Watts juntou-se a Mark Dennis, “engenheiro de anticorpos” da Genentech. Os dois conceberam uma molécula capaz de penetrar o cérebro e, lá dentro, desativar uma proteína chamada beta-secretase 1, envolvida na produção da beta-amiloide.
 
Os dois já vinham desenvolvendo essa estratégia havia tempos, mas tinham dificuldade em fazer os anticorpos largarem a transferrina depois de entrarem no cérebro, o que atrapalhava seu ataque final à beta-secretase.
 
Em estudo publicado nesta quarta-feira (5) na revista “Science Translational Medicine”, Watts e Dennis explicam como contornaram o problema. O truque foi criar um anticorpo que não agarra a transferrina com tanta força e é capaz de largá-la depois de entrar no cérebro.
 
Os cientistas relatam no trabalho que haviam feito o primeiro teste da terapia em 2011, em camundongos, mas a terapia havia se revelado um pouco tóxica, pois a droga acabava atacando também células produtoras de sangue como efeito colateral.
 
alzheimer 6
 
No teste realizado agora, com dez macacos-cinomolgos, os cientistas relataram que esse problema não ocorreu, pois ajustes feitos na molécula evitaram o problema.
 
Usando injeções intravenosas periódicas de anticorpos, Watts conseguiu reduzir em 50% a contagem de beta-amiloide dos macacos medida no plasma sanguíneo. “Essa plataforma pode entregar anticorpos terapêuticos de maneira robusta e segura através da barreira hematoencefálica de primatas”, escreveu.
 
O próximo passo, segundo a Genentech, é produzir os anticorpos com pureza suficiente e pedir licença para um teste em humanos. Como macacos não desenvolvem alzheimer, será preciso ver se a terapia tem efeito sobre sintomas da doença.
 
Folha de São Paulo

O fim do diagnóstico equivocado de virose

Teste rápido identificará agentes causadores de diarreia e auxiliará o tratamento dos pacientes
 
Diagnosticar de forma rápida e barata se a diarreia é causada por bactérias, vírus ou parasitas. Este é o principal objetivo do kit de diagnóstico que está sendo desenvolvido no Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em parceria com a empresa ColOff. Financiado pelo Programa Inova Saúde da FINEP, o projeto custará 1,5 milhão de reais e será concluído em 2016, com a entrega do protótipo do teste.
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diarreia mata cerca de 1,5 milhão de crianças por ano e é considerada uma das principais causas de mortalidade infantil. “O diagnóstico da doença é demorado e pode custar até 1.000 dólares. Diante deste problema global de saúde pública, a ColOff projetou este teste rápido e buscou a parceria técnico-científica com o LNBio”, lembra Rodrigo Guerra, Gerente de Inovação do Laboratório.
 
O teste funcionará de forma similar aos testes de gravidez vendidos em farmácia e poderá ser utilizado por agentes de saúde em qualquer lugar, até em áreas muito remotas. Algumas gotas de fezes serão depositadas sobre o dispositivo de diagnóstico e, depois de 10 minutos, será possível conhecer o tipo de infecção causadora da diarreia. “Projetaremos anticorpos específicos, destinados a detectar e sinalizar a presença de marcadores dos principais tipos de bactérias, vírus e parasitas responsáveis por casos de diarreia no Brasil”, explica Ana Carolina Figueira, pesquisadora do LNBio responsável pelo desenvolvimento técnico-científico do kit.
 
O método de diagnóstico deste teste, baseado na ligação anticorpo-antígeno, é conhecido por imunocromatografia. Trata-se de uma técnica comum em testes de diagnóstico rápido, por garantir estabilidade, baixo custo, fácil aplicação e leitura descomplicada dos resultados. A inovação, neste caso, fica por conta do reconhecimento de marcadores de diversos agentes infecciosos em um único dispositivo. “O kit não atestará o tipo de bactéria, parasita ou vírus causador da diarreia, mas permitirá uma triagem inicial que ajudará os profissionais de saúde na tomada de decisões. A partir do resultado deste teste, os pacientes receberão o tratamento adequado ou serão encaminhados para exames mais específicos. Assim, evitaremos o tratamento empírico da diarreia e o uso irracional de medicamentos, inclusive de antibióticos”, esclarece Eliézer Dias, CEO da ColOff.
 
Neste momento, os pesquisadores trabalham na caracterização dos marcadores selecionados para serem detectados no teste. Depois da conclusão do protótipo, LNBio e ColOff devem estabelecer parceria com um laboratório de análises clínicas para validação do kit com amostras biológicas. A tecnologia validada será, então, transferida para uma empresa apta a produzir e comercializar o produto.
 
LNBio
O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O LNBio dedica-se à pesquisa e inovação nas áreas de biotecnologia e à descoberta e desenvolvimento de fármacos e possui instalações abertas às comunidades científicas e empresariais. O Laboratório concentra competências, equipamentos de última geração e um time de pesquisadores de classe mundial voltados à realização de estudos multidisciplinares nas áreas de biologia estrutural, proteômica, genômica, metabolômica, bioensaios, desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, dentre outros.
 
ColOff
A ColOff Industrial é uma empresa de saúde e bem-estar dedicada à PD&I de medical devices eco-friendly de uso médico-hospitalar, cirúrgico e laboratorial. Formada por um time que abrange as áreas de Design, Medicina, Farmacêutica, Diagnóstica, Engenharia e Marketing, possuí conhecimento multidisciplinar em métodos e processos para abordar problemas e criar soluções inovadoras baseadas no Design Thinking. Com um elevado conceito de “serendipidade em saúde” explora os “GAP’s” do mercado para criar produtos de alto impacto, escaláveis, sustentáveis e de alcance global. Localizada em São Paulo, Capital, foi incubada no Cietec, Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (USP) e possuí parceria com diversos centros de tecnologia e inovação. Foi capacitada pela FINEP através do Instituto BM&F Bovespa com coaching da ENDEAVOR Brasil, maior ONG de Empreendedorismo do mundo, sendo finalista dentre os 7 projetos de planos de negócios dos melhores cursos de MBA do Brasil em 2011. Venceu o Desafio Brasil 2012 (FGV) em primeiro lugar disputando com mais de 500 startups e foi indicada para representar o país no INTEL Global Challenge at UC. Berkeley – CA em 2012 e, figurou como finalista juntamente com as 28 startups mais inovadoras do mundo. Recebeu certificado em reconhecimento, mentoring de professores, investidores e empreendedores do Vale do Silício, da INTEL, e da UC Berkeley Haas School of Business & Lester Center for Entrepreneurship. Participou de duas edições do Seed Fórum FINEP na BMF / Bovespa (2011, São Paulo, SP) e, durante o XXIII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e IASP 30th World Conference of Science Parks, através da ABVCAP – Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital no Porto Digital (2013, Recife, PE).
 
Laboratório Nacional de Biociências (LNBio)

Quase 70 mil pessoas morrem todos os anos por overdose de medicamentos com opiáceos, diz OMS

Medicamentos prescritos por médicos para tratamento de dor podem conter ópio e criar dependência. A Organização lançou uma nova diretriz para reduzir alto número de mortes
 
Quase 70 mil pessoas morrem todos os anos por overdose de substâncias opiáceas – como a morfina, heroína ou analgésicos como a oxicodona. Preocupada com esta questão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta terça-feira (04) novas diretrizes para promover a redução desse índice de mortalidade.
 
“Em todo o mundo, estima-se que 69 mil pessoas morrem de overdose opiácea todos os anos”, informou a OMS. “Esse número tem aumentado nos últimos anos, parcialmente relacionado ao aumento do uso de opiáceos no controle de dores crônicas”.
 
Só nos Estados Unidos, em 2010, estima-se que 16.651 pessoas morreram devido à prescrição de remédios preparados com ópio. De acordo com a OMS, apenas 10% das cerca de 15 milhões de pessoas que sofrem de dependência opiácea recebem tratamento. A maioria das pessoas dependentes de opiáceos usa substâncias cultivadas de maneira ilícita ou heroína manufaturada, mas um número cada vez mais usa medicamentos prescritos com opiáceos. Nos últimos 10 anos, o seu uso aumentou na gestão de dores crônicas não relacionadas ao câncer, como a dor lombar.
 
Para reverter esse quadro, as diretrizes recomendam o acesso do econômico medicamento naloxona às pessoas mais inclinadas a experienciar uma overdose opiácea e o treinamento de sua administração para a ressuscitação de pacientes. O naloxona é capaz de reverter completamente os efeitos da overdose opiácea e prevenir mortes por abusos de substâncias derivadas do ópio.
 
“Uma pequisa recente nos Estados Unidos mostrou que a distribuição de aproximadamente 50 mil kits de naloxona através de programas locais de prevenção de overdose opiácea reverteram mais de 10 mil overdoses”, disse a Organização. Desde 2011, a política de prover naloxona para as pessoas em risco já está em vigor na Escócia, bem como em várias juridições nos Estados Unidos. A Irlanda já anunciou essa medida como política nacional.
 
Em 2012, o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) pediu à OMS, em colaboração com o Escritório sobre Drogas e Crime (UNODC), para prover conselhos e orientação baseados em evidência científica na prevenção de mortalidade da overdose de drogas, em particular da overdose opiácea.

ONU BR

Musculação na adolescência: pode?

Getty Images: Nada de exagerar nos pesos e na frequência:
 pode prejudicar o crescimento e causar lesões
Intensidade da musculação faz com que ela seja benéfica ou não; veja até onde o adolescente pode chegar
 
Muitos adolescentes querem fazer musculação para ficarem "bombados" e melhorar a autoestima. Os médicos, no entanto, jogam um balde de água fria em quem pretende ganhar muita massa muscular nessa idade: não pode exagerar, diz o ortopedista do Hospital Samaritano, Marcelo Acherboim. Na adolescência, a musculação é benéfica apenas se for feita com cargas leves e o treino elaborado por um profissional competente. 
 
Feitos sem critério, os exercícios podem trazer consequências sérias. "É uma fase delicada da vida, porque o corpo está em desenvolvimento. A preocupação é com a cartilagem de crescimento, na ponta dos ossos. Quando há muita pressão, pode gerar um processo inflamatório que interfere no crescimento normal do corpo", explica Acherboim.
 
Além disso, o esforço de ficar forte e musculoso pode ser em vão, explica Ricardo Nahas, médico do esporte e ortopedista do Hospital 9 de Julho. "A primeira coisa que faço ao ver em uma criança ou adolescente que quer ganhar massa muscular é olhar o pai e a mãe. Se eles são magrinhos e fininhos, pouco musculosos, dificilmente o filho ganhará massa."
 
Só um pouquinho, pode
Para quem vai fazer musculação com acompanhamento de um ortopedista ou médico do esporte, a recomendação é puxar ferro no máximo duas vezes por semana, com bom senso e carga leve, já que dessa maneira é possível melhorar o tônus muscular, recomenda o ortopedista do Hospital Samaritano.
 
O médico do esporte do Hospital 9 de Julho, Ricardo Nahas, também defende cargas leves, mas que podem variar de acordo com a idade do adolescente. "Tem adolescente que já está produzindo hormônios, com o corpo desenvolvido. Esse indivíduo pode, teoricamente, ser encarado mais como adulto do que aquele que não chegou naquela fase", explica.
 
Por essa razão, a consulta médica para avaliação individual é essencial para o adolescente que quer fazer musculação.

Para o ortopedista José Fábio Lana, a musculação em conjunto com a natação e o pilates é benéfica para o adolescente. "A musculação tem o intuito de aumentar a flexibilização, equilíbrio e conscientização corporal, ou seja, o adolescente vai aprendar a agachar, sentar, levantar de maneira adequada, com uma boa postura", explica ele. Como os outros ortopedistas, ele se diz favorável a um treinamento que não seja voltado ao halterofilismo ou profissionalização.
 
Nahas recomenda que as crianças e adolescentes tomem contato com o maior número de esportes possível, para desenvolver diversas habilidades. "Quem aprende a andar de bicicleta ou nadar quando criança, jamais esquece", diz ele.
 
Todos podem se mexer
Mas e quem tem algum tipo de limitação? "Sempre adaptamos o exercício ao indivíduo, o que a gente mexe é no volume de treinamento, o quanto ele vai fazer e o tipo de exercício que gosta", diz Nahas. 
 
No quesito suplementação, o médico aposta na boa alimentação. "Suplementação é uma parte necessariamente da dieta. Se houver necessidade, sim, mas via de regra não. Se o indivíduo come de tudo, se tem todos os nutrientes na dieta, nao há necessidade de suplementação", conclui.
 
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Exame rápido diminui uso desnecessário de antibiótico, diz pesquisa

De acordo com estudo, teste de proteína C reativa para identificar infecção bacteriana reduz em 22% a prescrição de antibióticos
 
Um rápido exame de sangue pode ajudar a identificar infecções bacterianas e reduzir o número de prescrições desnecessárias de antibióticos, de acordo com uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico The Cochrane Library.
 
Segundo o estudo realizado por cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, os médicos geralmente não têm nenhuma maneira imediata de saber se o paciente está com uma infecção bacteriana ou viral. Na dúvida, receitam o antibiótico.
 
O uso desnecessário do medicamento pode criar bactérias resistência às drogas disponíveis no mercado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já considerou o problema uma realidade na saúde pública global e diversos pesquisadores pensam na possibilidade da existência de uma era pós-antibiótico.
 
“Os nossos resultados sugerem que a prescrição de antibióticos em pacientes com infecções respiratórias agudas poderia ser reduzida com a realização de testes de biomarcadores de bactérias”, diz Rune Aabenhus, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Copenhague.
 
Teste
Os pesquisadores analisaram seis estudos que verificaram se o exame que mede o nível da proteína C reativa, marcador que indica se o corpo passa por algum processo inflamatório, é eficaz para identificar uma infecção bacteriana. Atualmente, esse é o único método rápido que poderia ajudar os médicos na prescrição adequada de antibióticos — o resultado sai em até 3 minutos.
 
Os estudos envolveram 3 284 pacientes adultos. Ao todo, 1 685 realizaram o teste da proteína C reativa, sendo que em 631 casos os antibióticos foram receitados. Entre os 1 599 pacientes que não fizeram o teste, 785 receberam prescrição de antibióticos. Assim, os pesquisadores constataram que a utilização de antibiótico foi 22% menor no grupo que se submeteu ao teste.
 
“Fazer o exame numa maior escala seria útil para analisarmos dados sobre a redução da prescrição, bem como comparar a eficácia desse teste com outras abordagens que identificam infecções bacterianas”, explica Aabenhus.
 
Conheça a pesquisa

Onde foi divulgada: periódico The Cochrane Library.

Quem fez: Aabenhus R, Jensen J-US, Jørgensen KJ, Hróbjartsson A e Bjerrum L.
 
Instituição: Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Resultado: Médicos que pediram exames de proteína C reativa em seus pacientes receitaram menos antibióticos do que aqueles que não pediram o teste.
 
Veja

Evento gratuito discute avanços da Radiologia

No dia 8 de novembro, das 8h às 12h, o Hospital São Vicente de Paulo (RJ) realizará a sua V Jornada de Radiologia
 
Na programação do evento, assuntos relacionados à especialidade, como radiologia industrial, tecnologia em radioterapia e aplicação da TC 4D no tratamento do câncer de pulmão.
 
Entre os palestrantes estarão o presidente da Federação de Radioproteção da América Latina e Caribe (FRALC), Josilto Oliveira de Aquino, o diretor da Broonell, Samuel da Silva Pessoa e o físico especializado em radiologia diagnóstica do Hospital São Vicente de Paulo, Sérgio Ricardo de Oliveira.
 
O evento, que é gratuito, acontecerá no Centro de Convenções Irmã Mathilde, localizado na sede da unidade.
 
As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo email comunicacao@hsvp.org.br, com a colaboração de 1kg de alimento não perecível. As vagas são limitadas. O Hospital São Vicente de Paulo fica na Rua Doutor Satamini, nº 333, na Tijuca.
 
Serviço:
Jornada de Radiologia 2014
Dia: 8 de novembro
Horário: 8 às 12h30
Local: Hospital São Vicente de Paulo - Centro de Convenções Irmã Mathilde Rua Dr. Satamini, 333, Tijuca, Rio de Janeiro
Inscrições gratuitas (21) 2563-2147 ou comunicacao@hsvp.org.br
 
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